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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

DENISSON DOS SANTOS BATISTA DIEGO DUARTE SOUSA CAVALCANTE ÉVELIN MARA DOS REIS DE MOURA FLÁVIO DA SILVEIRA BARBOSA GILBRAN VINÍCIUS COSTA SANTOS UITAN BARRETO ALVES

TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR CONVECÇÃO FORÇADA AO REDOR DE CORPO SUBMERSO

SÃO CRISTÓVÃO

2013

DENISSON DOS SANTOS BATISTA DIEGO DUARTE SOUSA CAVALCANTE ÉVELIN MARA DOS REIS DE MOURA FLÁVIO DA SILVEIRA BARBOSA GILBRAN VINÍCIUS COSTA SANTOS UITAN BARRETO ALVES

TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR CONVECÇÃO FORÇADA AO REDOR DE CORPO SUBMERSO

Relatório apresentado na disciplina Laboratório de Fenômenos de Transporte, referente ao 4º experimento, como requisito de avaliação.

Orientação: Prof. D.Sc. Manoel M. Prado

SÃO CRISTÓVÃO

2013

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

 

4

2. REFERENCIAL TEÓRICO

4

2.1. CONCEITOS FUNDAMENTAIS

4

2.2. CONVECÇÃO

 

5

2.2.1.

Tipos de Convecção

6

2.3.

ADIMENSIONALIZAÇÃO

 

7

2.3.1. Número de Nusselt (

)

7

2.3.2. Número de Prandtl (Pr)

7

2.3.3. Número de Reynolds (Re)

8

2.4. CORRELAÇÕES IMPLÍCITAS PARA O CÁLCULO DO COEFICIENTE CONVECTIVO

DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR

8

3. MATERIAIS E MÉTODOS

10

3.1. ARRANJO EXPERIMENTAL

10

3.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

10

3.3. INCERTEZAS CONSIDERADAS

11

4. RESULTADOS E ANÁLISE DE DADOS

11

4.1.

DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE TRANFERÊNCIA DE CALOR POR

CONVECÇÃO A PARTIR DA LEI DE NEWTON DO RESFRIAMENTO

12

4.2.

CÁLCULO DOS PARÂMETROS ADIMENSIONAIS

14

4.2.1. Cálculo do Número de Reynolds (Re)

16

4.2.2. Cálculo do Número de Nusselt (Nu) e do Coeficiente de Transferência de Calor por

Convecção (h) através de outras Relações

16

4.3. RELAÇÃO ENTRE O NÚMERO DE REYNOLDS E O NÚMERO DE NUSSELT

18

4.4. COMPARAÇÃO ENTRE OS COEFICIENTES DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR

CONVECÇÃO

19

5. CONCLUSÃO

20

6. REFERÊNCIAS

21

4

1. INTRODUÇÃO

O estudo da transferência de calor é muito importante para a engenharia bem como

para outros aspectos da vida. Os mecanismos básicos de transferência de calor são:

condução, convecção e radiação.

Podemos classificar a transferência de calor por convecção forçada, quando utilizamos de equipamentos para aumentar a velocidade do fluído e convecção natural quando esta ocorre naturalmente. No presente trabalho será abordada a convecção forçada em cilindros, podendo-se desprezar as parcelas de radiação e condução.

Na convecção forçada, a transferência de calor é devido ao movimento no fluido na qual resulta de outras forças, tais como um ventilador ou bombas.

Neste sentido, o objetivo geral é descrever o mecanismo de transferência de calor por convecção forçada ao redor de um corpo submerso. Entre os objetivos específicos está a determinação dos coeficientes convectivos médios de transferência de calor para as três velocidades de escoamento distintas, sendo desprezadas a radiação e a condução. Também foi possível a análise da relação entre os coeficientes Nulsset e Reynolds, determinando uma equação que demonstre essa relação a partir do sistema encontrado durante a realização da prática em laboratório.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1. CONCEITOS FUNDAMENTAIS

A forma de energia que pode ser transferida de um sistema para o outro como

consequência da diferença de temperatura entre eles é denominado calor (ÇENGEL, 2009). Já a transferência de calor pode ser melhor compreendida como a ciência que estuda as taxas de transferência de calor.

Segundo Çengel (2009), a transferência de energia como calor é sempre do meio de maior temperatura para o de menor temperatura e cessa quando os dois meios atingem a mesma temperatura. Essa transferência a qual foi referida anteriormente pode ocorre de três modos: condução, radiação e convecção.

Esses três modos são definidos por Çengel (2009) logo abaixo:

5

- Condução: é a transferência de energia das partículas mais energéticas de uma

substância para as vizinhas menos energéticas como resultado da interação entre elas,

podendo ocorrer em sólidos, líquidos e gases.

- Radiação: é a energia emitida pela matéria sob a forma de ondas eletromagnéticas

como resultado das mudanças nas configurações eletrônicas dos átomos ou moléculas. Ao contrário da condução e convecção, a transferência por radiação não exige a presença de um meio interveniente.

- Convecção: é o modo de transferência de energia entre uma superfície sólida e uma líquida ou um gás adjacente, que está em movimento e que envolve os efeitos combinados de condução e de movimento de um fluido.

2.2. CONVECÇÃO

Este modo de transferência de calor foi o abordado no presente relatório. A transferência de calor por convecção é complicada porque envolve o movimento de um fluido em conjunto com a condução de calor. Este movimento aumenta a transferência de calor, uma vez que coloca mais partes quentes e frias do fluido em contato, iniciando altas taxas de condução em um maior número de pontos em um fluido. Por isso, a taxa de transferência de calor através de um fluido é muito mais elevada por convecção do que por condução (INCROPERA et al., 2008).

Esse mecanismo de transferência depende fortemente das propriedades do fluido, como a viscosidade dinâmica, a condutividade térmica, a densidade e o calor específico, assim como da velocidade do fluido. Ela também depende da geometria e da rugosidade da superfície sólida, além do tipo de escoamento do fluido, podendo ser laminar ou turbulento e está intimamente ligada à mecânica dos fluidos. Existe uma grande variedade de problemas de escoamento de fluidos encontrados na prática e geralmente é conveniente classificá-los com base em algumas características comuns para tornar viável estudá-los em grupo (INCROPERA et al., 2008).

A transferência de calor por convecção é expressa pela primeira lei de Newton:

Onde:

(1)

Q = é taxa de transferência de calor por convecção (W).

6

h= corresponde ao coeficiente de transferência de calor por convecção, (W/m². °C.)

A = Corresponde a área perpendicular a transferência de calor, (m². )

T

s = temperatura da superfície, (°C.)

T

= temperatura do fluido, (°C)

2.2.1. Tipos de Convecção

De acordo com Çengel(2009), existem dois tipos de convecção, são eles:

- Convecção Natural: é a transferência de calor a qual o movimento do fluido não é gerado por qualquer fonte externa (bombas, ventilador, etc.), mas apenas por densidade no fluido de ocasionada por gradientes de temperatura. O regime de

escoamento na convecção natura é regido pelo número adimensional de Grashof, que representa a razão entre a força de empuxo e força viscosa agindo sobre o fluido, que

é representada abaixo:

Onde:

= aceleração da gravidade, m/

(2)

= coneficiente de expansão volumétrica, 1/K ( =1/T para gás ideal)

= temperatura da superfície, °C

= temperatura do fluido suficientemente longe da superfície, °C

= comprimento característico da geometria, m

= viscosidade cinemática do fluido,

-Convecção Forçada: é a transferência de calor a qual o movimento do fluido é gerado por qualquer fonte externa (bombas, ventilador, etc.). É um dos principais métodos de transferência de calor, sendo comumente encontrada no nosso cotidiano. Segundo Çengel (2009) pode-se ainda subdividir este tipo de convecção em: interna e externa, onde na convecção interna o fluido está totalmente confinado pelas superfícies do interior do tubo e portanto existe um limite sobre quanto a camada pode

7

crescer. Já na externa a camada limite cresce livremente e é cercada por uma região de escoamento livre que não apresenta gradientes de velocidade e temperatura.

2.3. ADIMENSIONALIZAÇÃO

A fim de facilitar o estudo da convecção, comumente são utilizados recursos

para que as diversas variáveis sejam combinadas e agrupadas em números adimensionais, reduzindo a quantidade das mesmas nas equações utilizadas. Estes recursos são os Número de Nusselt, Número de Prandtl e Número de Reynolds.

2.3.1. Número de Nusselt (

)

O coeficiente adimensional convectivo é descrito pelo Número de Nusselt

( ). Este número representa o aumento da transferência de calor através de uma

camada de fluido como resultado da convecção em relação à condução do mesmo fluido em toda a camada (Çengel, 2009). É definido como:

(3)

Onde

é o coeficiente convectivo,

fluido e

o comprimento característico.

representa a condutividade térmica do

Sendo assim, percebe-se que um aumento do eficiência da convecção.

converge em uma maior

2.3.2. Número de Prandtl (Pr)

O Número de Prandtl é o parâmetro adimensional da espessura relativa das

camadas limite hidrodinâmica e térmica. É representado por:

Onde

é a difusividade molecular de quantidade de movimento e

difusividade molecular de calor.

(4)

a

O dos fluidos varia de menos de 0,01 para os metais líquidos até mais de

100000 para óleos pesados. Já para os gases a ordem é de 1 , o que indica que tanto a quantidade de movimento quanto o calor dissipam-se através do fluido mais ou menos na mesma taxa (ÇENGEL, 2009).

8

2.3.3. Número de Reynolds (Re)

A quantidade adimensional para um escoamento externo é dada pelo Número

de Reynolds, o qual mostra que o regime de escoamento depende principalmente da

razão das forças de inércia para as forças viscosas do fluido (ÇENGEL, 2009). Sendo

assim:

Em que:

(5)

V = velocidade do escoamento livre de uma placa plana

= comprimento característico

é a viscosidade cinemática do fluido

Escoamentos turbulentos apresentam grandes, pois as forças de inércia são

grandes em relação às forças viscosas, não impedindo as flutuações aleatórias e

rápidas do fluido. Já os escoamentos do tipo laminar apresentam pequenos e

moderados tornando as forças viscosas suficientes para não permitir tais flutuações.

2.4. CORRELAÇÕES

IMPLÍCITAS

PARA

O

CÁLCULO

DO

COEFICIENTE

CONVECTIVO DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR

São encontradas na literatura diversas correlações para o cálculo do coeficiente

convectivo por meio do número de Nusselt, . Segundo Çengel (2009), observa-se

a dependência do número de Nusselt em relação ao número de Reynolds na forma de

uma lei de potência. Para um fluido qualquer, os dados podem ser representados por

uma expressão algébrica, proposta por Zukauskas e Jakob e apresentada na Equação

(6).

em que

et al., 2008).

e

(6)

dão coeficientes tabelados e dependentes do Reynolds (INCROPERA

9

A Equação (6) é uma correlação empírica, pois é inferida a partir de dados

experimentais. Os valores específicos dos coeficientes variam com a natureza da

geometria da superfície e o tipo de escoamento Reynolds (INCROPERA et al., 2008).

Em muitos casos especiais são utilizadas expressões com a forma dada pela

Equação (6), e é importante observar que a hipótese de propriedades do fluido

constantes está frequentemente implícita nos resultados, portando, elas variam com a

temperatura através da camada-limite e que essa variação pode influenciar a taxa de

transferência de calor. Em um dos métodos para tratar essa influência, a Equação (6) é

utilizada com todas as propriedades avaliadas a uma temperatura da camada-limite

média , chamada de temperatura do filme, definida na Equação (7) (INCROPERA et

al., 2008).

(7)

Para o caso do escoamento cruzado empregando um cilindro, Incropera et al.

(2008) sugere o emprego das correlações de Hilpert:

com todas as propriedades avaliadas na temperatura do filme,

na Tabela 1:

, e

e

(8)

apresentados

Tabela 1:Constantes da correlação de Hilpert para o cilindro circular em escoamento cruzado

0,4 4

0,989

0,330

4 40

0,911

0,385

40 4000

0,683

0,466

4000 40000

0,193

0,618

40000 400000

0,027

0,805

Fonte: Incropera et al. (2008).

De acordo com Çengel (2009), das diversas relações disponíveis na literatura

para o número médio de Nusselt para escoamento cruzado sobre um cilindro, usa-se a

equação proposta por Churchill:

[

]

[

(

)

]

(9)

10

3. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1. ARRANJO EXPERIMENTAL

Utilizou-se o equipamento do Laboratório de Fenômenos de Transporte DEQ-UFS para a realização deste experimento, o qual é composto de:

Túnel de vento com Soprador Axial;

Corpo cilíndrico de alumínio localizado no interior do túnel de vento. Este corpo cilíndrico possui comprimento igual a 200 mm e diâmetro externo de 44 mm, dotado de resistência elétrica ôhmica em seu interior;

Sensor óptico de temperatura deslizante sobre a superfície deste cilindro;

Sensor de temperatura (termo resistência tipo PT-100) inserido no Túnel de vento para medida da temperatura do ar;

Painel de controle com potenciômetro (voltímetro/variador e amperímetro) para aquecimento do cilindro e indicadores de temperatura;

Medidor de velocidade do ar (anemômetro).

3.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

i. Inicialmente o soprador foi ligado e a velocidade do ar regulada para um

determinado valor com o auxílio do anemômetro;

ii. Em seguida, a resistência elétrica do interior do cilindro de alumínio foi ligada, regulando-se a voltagem emitida para 120 volts;

iii. Esperou-se a temperatura na superfície do cilindro entrar em regime permanente e foram anotadas 9 temperaturas ao longo desta superfície;

iv. Foi anotada a temperatura do ar

lida diretamente no termopar situado no

interior do túnel de vento;

v. Após estas etapas, aumenta-se a velocidade do ar para outros dois valores, esperando-se para cada um deles o estabelecimento do regime permanente na superfície do cilindro para que pudessem ser anotadas as temperaturas, conforme o passo (iii).

As posições nas quais as nove temperaturas foram anotadas (posições do sensor óptico), segundo o passo (iii), são mostradas na Tabela 2, sendo que o ponto de medida “0 mm” representa o ponto médio do comprimento do cilindro.

11

Tabela 2: Posições do Sensor Óptico

 

POSIÇÃO DO SENSOR (mm)

 

 

 

 

 

 

 

-80

-60

-40

-20

0

20

40

60

80

Fonte: Elaborada pelos autores

Cada uma das 3 velocidades do ar utilizadas no experimento, foi obtida através de uma média aritmética de 4 velocidades medidas pelo anemômetro, o qual foi posicionado em 4 diferentes “quadrantes” na saída do túnel de vento. Estas velocidades são mostradas na Tabela 3.

Tabela 3: Velocidades do ar utilizadas no experimento

3. Tabela 3: Velocidades do ar utilizadas no experimento POSIÇÃO DO ANEMÔMETRO VELOCIDADE DO AR EM

POSIÇÃO DO ANEMÔMETRO

do ar utilizadas no experimento POSIÇÃO DO ANEMÔMETRO VELOCIDADE DO AR EM CADA ETAPA (m/s) 1

VELOCIDADE DO AR EM CADA ETAPA (m/s)

1

2

3

quadrante inferior direito

1,70

2,80

4,30

quadrante inferior esquerdo

1,90

3,10

4,50

quadrante superior esquerdo

1,80

2,80

4,30

quadrante superior direito

2,00

3,00

4,60

VELOCIDADE MÉDIA (m/s)

1,85

2,93

4,43

Fonte: Elaborada pelos autores

3.3. INCERTEZAS CONSIDERADAS

Por terem sido feitas pelos alunos, a medição das velocidades do ar ao longo dos

quadrantes, bem como o posicionamento do sensor óptico ao longo do cilindro podem ter sido imprecisas, sendo assim consideradas as principais incertezas observadas. A variação

da

temperatura do ar no interior do túnel de vento também deve ser levada em consideração.

4.

RESULTADOS E ANÁLISE DE DADOS

Conforme mostrado na seção 3.2, para cada etapa do experimento (cada uma das três velocidades nominais) foram anotadas 9 temperaturas ao longo do corpo cilíndrico, com o auxílio do sensor óptico. Conhecer estas temperaturas, bem como a área de contato entre o fluido e o corpo cilíndrico torna possível o cálculo do coeficiente de transferência de calor por convecção local utilizando a Lei de Newton do resfriamento e, consequentemente,

o coeficiente de transferência de calor por convecção médio . Para isso, foi

necessário ainda determinar a taxa de transferência de calor entre o corpo cilíndrico e o fluido em escoamento.

12

As seções a seguir mostrarão os valores obtidos, bem como a determinação de

parâmetros adimensionais que tornaram possível determinar qual equação disponível na

literatura mais se enquadra para o experimento realizado.

4.1. DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE TRANFERÊNCIA DE CALOR POR CONVECÇÃO A PARTIR DA LEI DE NEWTON DO RESFRIAMENTO

Um rearranjo adequado da Lei de Newton do Resfriamento, dando origem à equação

(10), torna possível a determinação do coeficiente de transferência de calor por convecção

local

, senão vejamos:

̇

(10)

A taxa de transferência de calor ( ̇

conforme mostra a equação (11).

) foi obtida através de um balanço de energia

(11)

No entanto, para este experimento, é necessário observar que nenhuma fonte externa

fornece energia ao sistema e que não há perdas energéticas, seja por efeito radiativo, seja

pela condução de calor nas extremidades do corpo cilíndrico. Assim, a equação (b) assume a

forma da equação (c), mostrada a seguir:

(12)

Sendo assim, sabendo que o corpo cilíndrico foi aquecido pela passagem de uma

corrente elétrica por um material de alta resistência, foi possível calcular o calor gerado pela

lei de Joule que é uma lei física que expressa a relação entre o calor gerado e a corrente

elétrica que percorre um condutor em determinado tempo. A equação (13) representa a

referida relação:

onde

potencial (em Volts).

representa a potência (em Watts),

a corrente elétrica (em Ampere) e

(13)

a diferença de

Assim como, no presente experimento, a corrente elétrica se manteve durante todo o

experimento em um valor de

e a diferença de potencial em

, teremos que:

13

̇

A superfície de contato entre o corpo cilíndrico e o fluido em escoamento é dada por , onde representa o diâmetro (em metros) e o comprimento (em metros).

Assim:

̇

Por fim, de posse dos valores constantes de

e

, o

foi calculado para cada temperatura conforme a equação (10) e os valores são apresentados na Tabela 4.

Tabela 4: Cálculo do Coeficiente de Transferência de Calor por Convecção através da Lei de Newton do Resfriamento

POSIÇÃO

 

VELOCIDADES (m/s)

 

DO

     

SENSOR

 

1,85

 

2,93

 

4,43

ÓPTICO

     
 

T

 

T

   

T

 

T

   

T

 

T

   

x (mm)

s

h (W/m 2 ºC)

s

h (W/m 2 ºC)

s

h (W/m 2 ºC)

(ºC)

(ºC)

(ºC)

(ºC)

(ºC)

(ºC)

       

-80

104

22,5

39,94

85

22,1

51,76

76

23,7

62,25

-60

106

22,5

38,99

87

22,2

50,24

77

23,5

60,85

-40

105

22,5

39,46

86

22,2

51,03

76

23,4

61,89

-20

105

22,5

39,46

86

22,2

51,03

76

23,4

61,89

0

105

22,5

39,46

87

22,1

50,16

76

23,7

62,25

20

106

22,5

38,99

88

22,1

49,40

77

23,7

61,08

40

106

22,5

38,99

88

22,1

49,40

78

23,4

59,62

60

106

22,5

38,99

88

22,2

49,47

78

23,7

59,95

80

106

22,5

38,99

87

22,2

50,24

76

23,7

62,25

h

médio

39,25

50,30

61,34

Fonte: Elaborada pelos autores

Para melhor entendimento da relação existente entre a velocidade do fluido em escoamento e o coeficiente de transferência de calor por convecção, foi criado um gráfico mostrado a seguir na Figura 1.

14

70,00 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 0 1 2 3 4 5 h
70,00
60,00
50,00
40,00
30,00
20,00
10,00
0,00
0
1
2
3
4
5
h (W/m 2 ºC)

Velocidade (m/s)

Figura 1: Gráfico de V versus h Fonte: Elaborada pelos autores

Assim, é possível observar que para este experimento houve uma relação aproximadamente linear e proporcional entre a velocidade do fluido e o coeficiente de transferência de calor por convecção. Ou seja, como esperado, quanto maior a velocidade do fluido em escoamento, maior será a taxa de transferência de calor entre esse fluido e o corpo cilíndrico.

4.2. CÁLCULO DOS PARÂMETROS ADIMENSIONAIS

Conforme mostrado na seção 2, a adimensioanalização das equações é uma prática muito comum em estudos de convecção. Os números adimensionais de interesse neste experimento são o Número de Nusselt , o Número de Reynolds e o Número de Prandtl . A determinação destes números torna possível o cálculo do coeficiente de transferência de calor por convecção através de diversas equações encontradas na literatura, notadamente a equação (3) citada neste relatório.

A partir das equações (8) e (9) é possível identificar a dependência que existe entre

e a viscosidade

e

. Por sua vez, é necessário conhecer a massa específica

do fluido em escoamento (o ar) na temperatura de filme, para calcular

,

dinâmica

.

15

) em cada uma das etapas do experimento foi obtida pela

média das temperaturas do filme, conforme mostra a equação (7), em cada uma das posições ao longo do corpo cilíndrico e podem ser vistas na Tabela 5.

A temperatura do filme (

Tabela 5: Temperaturas de Filme

POSIÇÃO DO

 

VELOCIDADES (m/s)

 

SENSOR

     

ÓPTICO

 

1,85

 

2,93

 

4,43

x (mm)

T s (ºC)

T (ºC)

T f (ºC)

T s (ºC)

T (ºC)

T f (ºC)

T s (ºC)

T (ºC)

T f (ºC)

-80

104

22,5

63,25

85

22,1

53,55

76

23,7

49,85

-60

106

22,5

64,25

87

22,2

54,60

77

23,5

50,25

-40

105

22,5

63,75

86

22,2

54,10

76

23,4

49,70

-20

105

22,5

63,75

86

22,2

54,10

76

23,4

49,70

0

105

22,5

63,75

87

22,1

54,55

76

23,7

49,85

20

106

22,5

64,25

88

22,1

55,05

77

23,7

50,35

40

106

22,5

64,25

88

22,1

55,05

78

23,4

50,70

60

106

22,5

64,25

88

22,2

55,10

78

23,7

50,85

80

106

22,5

64,25

87

22,2

54,60

76

23,7

49,85

Tf média (ºC)

 

63,97

 

54,52

 

50,12

Fonte: Elaborada pelos autores

A partir das temperaturas de filme da Tabela 5, é possível determinar , e por

uma simples interpolação, tendo em vista que todos estes valores são tabelados. Çengel (2009) traz essas informações que são mostradas parcialmente na Tabela 6.

Tabela 6: Propriedades do ar a 1atm de pressão

Temperatura (ºC)

(Kg/m 3 )

k (W/m K)

(Kg/m s)

 

50,00

1,092

0,02735

1,963 x 10 -5

0,7228

60,00

1,059

0,02808

2,008 x 10 -5

0,7202

70,00

1,028

0,02881

2,052 x 10 -5

0,7177

Fonte: Adaptada de Çengel (2009)

As propriedades do ar a 1 atm de pressão nas temperaturas de filme do experimento, obtidas por interpolação, são mostradas da Tabela 7.

16

Tabela 7: Propriedades do ar a 1 atm de pressão (incluindo as temperaturas do filme)

Temperatura (ºC)

(Kg/m 3 )

k (W/m K)

(Kg/m s)

 

50,00

1,0920

0,02735

1,963 x 10 -5

0,72280

50,12

1,0916

0,02736

1,96354 x 10 -5

0,72277

54,52

1,0767

0,02768

1,98334 x 10 -5

0,72162

60,00

1,0590

0,02808

2,008 x 10 -5

0,72020

63,97

1,0467

0,02837

2,025468 x 10 -5

0,71921

70,00

1,0280

0,02881

2,052 x 10 -5

0,71770

Fonte: Elaborada pelos autores

4.2.1. Cálculo do Número de Reynolds (Re)

O número de Reynolds foi calculado para cada etapa através da equação (5) e

os valores são apresentados na Tabela 8. Neste caso o comprimento característico é

o diâmetro externo do cilindro

.

Tabela 8: Valores experimentais do Número de Reynolds

Velocidade (m/s)

(Kg/m 3 )

(Kg/m s)

D (m)

Re

1,85

1,09160

1,96354 x 10 -5

0,044

4525,32

2,93

1,07669

1,98334 x 10 -5

0,044

6998,63

4,43

1,04669

2,025468 x 10 -5

0,044

10072,80

Fonte: Elaborada pelos autores

4.2.2. Cálculo do Número de Nusselt (Nu) e do Coeficiente de Transferência de Calor por Convecção (h) através de outras Relações

Reescrevendo a relação proposta por Churchill e Bernstein para o cálculo do

número médio de Nusselt para escoamento cruzado sobre um cilindro, temos que:

[

]

[

(

)

]

Assim, considerando os valores do número de Prandtl da Tabela 6 e os valores

do número de Reynolds da Tabela 7, os números de Nusselt para cada uma das etapas,

segundo a relação proposta por Churchill e Bernstein, são mostrados na Tabela 9.

17

Tabela 9: Valores do número de Nusselt obtidos pela relação de Churchill e Bernstein

   

Pr

Re

Nu

Velocidade Média do Fluido (m/s)

Temperatura do Filme (ºC)

     

1,86

50,12

0,72277

4525,32

35,18

2,93

54,52

0,72162

6998,63

44,41

4,43

63,97

0,71921

10072,80

54,12

Fonte: Elaborada pelos autores

A partir do rearranjo da equação (3), e lembrando que o comprimento

característico é o diâmetro externo do cilindro , teremos em função de

conforme mostra a equação (14).

(14)

Desta forma, o coeficiente de transferência de calor por convecção foi

calculado a partir da equação (14) substituindo os valores de da Tabela 9 e os

valores de da Tabela 7 para cada velocidade. A Tabela 10 apresenta estes valores de

:

Tabela 10: Valores de "h" a partir da relação de Churchill e Bernstein

Velocidade Média do Fluido (m/s)

Temperatura do Filme (ºC)

 

h (W/m 2 ºC)

 

1,86

50,12

21,88

2,93

54,52

27,94

4,43

63,97

34,90

Fonte: Elaborada pelos autores

A relação de Hilpert também foi utilizada para determinar os valores dos

números de Nusselt e, consequentemente, os valores de . Reescrevendo esta relação,

temos que:

Observando na Tabela 8 que, para as três etapas do experimento (as três

velocidades utilizadas),

 

, teremos pela Tabela 1 que

e

.

A

relação

de

Hilpert

então

para

este

experimento

foi

. Os valores de

nesta situação foram:

18

Tabela 11: Valores do número de Nusselt obtidos pela relação de Hilpert

Velocidade Média do Fluido (m/s)

 

Temperatura do Filme (ºC)

   

Pr

 

Re

Nu

   

1,86

50,12

0,72277

4525,32

19,56

2,93

54,52

0,72162

6998,63

25,90

4,43

63,97

0,71921

10072,80

33,20

 

Fonte: Elaborada pelos autores

 

E novamente utilizando a equação (14) teremos os valores de

.

Tabela 12: Valores de "h" a partir da relação de Hilpert

Velocidade Média do Fluido (m/s)

Temperatura do Filme (ºC)

 

h (W/m 2 ºC)

 

1,86

50,12

21,88

2,93

54,52

27,94

4,43

63,97

34,90

Fonte: Elaborada pelos autores

4.3. RELAÇÃO ENTRE O NÚMERO DE REYNOLDS E O NÚMERO DE NUSSELT

De acordo com os valores obtidos, é possível obter uma relação gráfica entre o

número de Reynolds e o número de Nusselt . Observando que foi

determinado por duas relações (a proposta do Churchill e Bernstein, e a proposta por

Hilpert), as relações gráficas foram: 60 50 40 30 20 10 0 0 2000 4000
Hilpert), as relações gráficas foram:
60
50
40
30
20
10
0
0
2000
4000
6000
8000
10000
Re
Nu

Figura 2: Gráfico Re versus Nu Fonte: Elaborada pelos autores

19

situações,

aproximadamente linear entre os dois números adimensionais.

É

possível

observar

que

nas

duas

existe

uma

relação

4.4. COMPARAÇÃO ENTRE OS COEFICIENTES DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR CONVECÇÃO

Considerando que o coeficiente de transferência de calor por convecção foi

determinado através de três diferentes relações, é importante comparar a coeficiente

determinado experimentalmente, ou seja, a partir da Lei de Newton do Resfriamento

com os demais coeficientes, quais sejam: o determinado a partir da relação de

Churchill e Bernstein e o determinado a partir da relação de Hilpert . A

Tabela 13 reúne todos estes valores.

Tabela 13: Valores de "h"

Velocidade

Temperatura do Filme (ºC)

 
     

(m/s)

h LNR (W/m 2 ºC)

h CB (W/m 2 ºC)

h H (W/m 2 ºC)

 

1,85

50,12

39,25

21,88

19,56

2,93

54,52

50,30

27,94

25,90

4,43

63,97

61,34

34,90

33,20

Fonte: Elaborada pelos autores

Observe que os valores obtidos com o uso da relação de Churchill e Bernstein

foram os que mais se aproximaram dos valores experimentais, no entanto,

apresentaram uma diferença média de 44%. Estas diferenças podem ser percebidas

com mais clareza na Figura 3.

20

70,00 60,00 50,00 40,00 hLNR hCB 30,00 hH 20,00 10,00 0,00 0 1 2 3
70,00
60,00
50,00
40,00
hLNR
hCB
30,00
hH
20,00
10,00
0,00
0
1
2
3
4
5

Figura 3: Gráfico comparativo entre os "h" Fonte: Elaborada pelos autores

5.

CONCLUSÃO

Tendo em vista os dados obtidos no presente experimento, podemos concluir que os resultados obtidos para os coeficientes convectivos experimentais encontrados através de um balanço energético no volume de controle (cilindro) apresentam uma relação direta e linear quando comparados as suas respectivas velocidades médias.

Através das equações (5), (6) e (9) foram calculados os números adimensionais de Reynolds e Nusselt, e posteriormente foi demonstrada graficamente a comparação entre esses valores encontrados para as três velocidades, apresentando uma relação diretamente proporcional. Comparando os valores dos coeficientes convectivos encontrados pelas correlações empíricas com os valores dos coeficientes convectivos experimentais, concluímos que os valores encontrados não foram satisfatórios, porque a diferença dos coeficientes encontrados de forma empírica para os encontrados de forma experimental é maior que 40%.

O conteúdo desse relatório teve como objetivo ampliar o nosso conhecimento sobre a transferência de calor por convecção, que é de extrema importância para o meio ambiente por fazer parte de processos ambientais vitais e também é importante na área comercial, aumentando a produtividade quando devidamente aplicada.

21

6.

REFERÊNCIAS

ÇENGEL, Y. A. Transferência de Calor e Massa: uma abordagem prática. Trad. Luiz Felipe M. de Moura. São Paulo: McGraw-Hill, 2009.

INCROPERA, F. P. et al. Fundamentos de transferência de calor e de massa. Rio de Janeiro: LTC - Livros Técnicos e Científicos, 2008.