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C·lculo Integral em R

(PrimitivaÁ„o e IntegraÁ„o)

Miguel Moreira e Miguel Cruz

Conte˙do

1 PrimitivaÁ„o

2

1.1 NoÁ„o de primitiva

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2

1.2 Algumas primitivas imediatas

 

3

1.3 Propriedades das primitivas

 

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3

1.4 TÈcnicas de PrimitivaÁ„o .

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4

1.4.1 PrimitivaÁ„o por partes

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4

1.4.2 PrimitivaÁ„o por mudanÁa de vari·vel (ou substituiÁ„o) 5

1.4.3 PrimitivaÁ„o por decomposiÁ„o

 

9

2 O Integral de Riemann

12

2.1 PartiÁıes de intervalos e somas de Riemann

 

12

2.2 Integrabilidade ‡ Riemann

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14

3 Propriedades do Integral de Riemman

 

15

3.1 Propriedades elementares

 

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15

3.2 Teorema Fundamental do C·lculo Integral

 

18

3.3 IntegraÁ„o por partes .

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22

3.4 IntegraÁ„o por mudanÁa de vari·vel

 

22

4 Algumas aplicaÁıes do integral deÖnido

 

23

4.1 C·lculo de ·reas

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23

4.2 C·lculo de volumes de sÛlidos de revoluÁ„o

 

24

4.3 C·lculo do comprimento de linha

 

25

5 Integrais ImprÛprios

26

5.1 Limites de integraÁ„o inÖnitos

 

26

5.2 FunÁıes integrandas n„o limitadas

 

28

5.3 CritÈrios de convergÍncia .

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30

1 PrimitivaÁ„o

1.1 NoÁ„o de primitiva

DeÖniÁ„o 1 Se f e F s„o funÁıes deÖnidas no intervalo [ a; b] , F È diferen- ci·vel em todos os pontos de [ a; b] e se para todo o x 2 [ a; b] ,

F 0 (x ) = f (x ) ;

diz-se que F È uma primitiva de f em [ a; b].

ObservaÁ„o 1 Nestas circunst‚ncias diz-se que f È primitiv·vel em [ a; b] :

Exemplo 1 As funÁıes F (x ) = sin x e G(x ) = sin x + 3 s„o primitivas de cos x em R pois (sin x ) 0 = (sin x + 3) 0 = cos x .

R pois (sin x ) 0 = (sin x + 3) 0 = cos x .

Como se pode veriÖcar, se F for uma primitiva de f , tambÈm F + C (em que C È uma constante) È uma primitiva de f . Mas ser· que todas as primitivas de uma dada funÁ„o diferem entre si de uma constante? O seguinte teorema responde aÖrmativamente a esta quest„o (mas sÛ se F for uma primitiva de f num intervalo).

ProposiÁ„o 1 Sejam F e G duas primitivas de f no intervalo [ a; b] . Ent„o, F (x ) G (x ) = C (em que C È uma constante), isto È, F e G diferem entre si de uma constante. Dem. Reparando que,

(F (x ) G (x )) 0 =

F 0 (x ) G 0 (x )

= f (x ) f (x )

= 0;

deduz-se que F G È constante no intervalo [ a; b] , em resultado de um corol·rio do teorema de Lagrange.

.
.

DeÖniÁ„o 2 Seja F a primitiva de uma funÁ„o f no intervalo I; se nada for dito em contr·rio, denotamos por P f (x ) ; P x f (x ) ou R f (x ) dx o conjunto das primitivas de f no intervalo I . Nestas circust‚ncias (e tendo em conta o resultado anterior)

P f (x ) = fF (x ) + C : C 2 R g ;

ou simpliÖcadamente

P f (x ) = F (x ) + C:

FunÁ„o

Primitiva

sin x

cos x + C

cos x

sin x + C

x ; ( 6= 1; x > 0)

x

+1

+ C

+1

1

ln jx j + C

x

 

1

arctan x + C

1+ x 2

 

1

arcsin x + C

p

1 x 2

Tabela 1: Tabela de primitivas elementares

FunÁ„o

Primitiva

' 0 (x ) sin ' (x )

cos ' (x ) + C

' 0 (x ) cos ' (x )

sin ' (x ) + C

' 0 (x ) ' (x ) ; ( 6= 1; ' (x ) > 0)

[

' ( x )] +1 +1

+ C

' 0 ( x) ' ( x )

ln j' (x )j + C

' 0 ( x)

arctan ' (x ) + C

1+[' ( x )] 2

 

' 0 ( x )

arcsin ' (x ) + C

p

1 [ ' ( x )] 2

Tabela 2: Tabela de primitivas imediatas

1.2 Algumas primitivas imediatas

Na tabela 1 apresentamos algumas primitivas imediatas.

Reparando que (F (' (x ))) 0 = ' 0 (x ) F 0 (' (x ))

atendendo ‡ regra de derivaÁ„o da funÁ„o composta concluÌ-se facilmente que F (' (x )) È uma primitiva de ' 0 (x ) F 0 (' (x )). Na tabela 2 apresentamos a vers„o mais geral da tabela 1.

1.3 Propriedades das primitivas

ProposiÁ„o 2 Sejam f e g funÁıes primitiv·veis no intervalo [ a; b] e 2 R . Ent„o, no intervalo [ a; b]:

1. P (f (x ) + g (x )) = P f (x ) + P g (x ) ;

2. P ( f (x )) = P f (x ) ;

ProposiÁ„o 3 Seja f uma funÁ„o diferenci·vel no intervalo [ a; b] . Ent„o, no intervalo [ a; b] ,

P x f 0 (x ) = f (x ) + C:

Dem. (f (x ) + C ) 0 = f 0 (x ).

Dem. ( f ( x ) + C ) 0 = f 0 ( x )

ProposiÁ„o 4 Toda a funÁ„o contÌnua num intervalo È primitiv·vel nesse intervalo. Dem. Ver a parte 1 do teorema fundamental do c·lculo integral (pro- posiÁ„o 21).

fundamental do c·lculo integral (pro- posiÁ„o 21). 1.4 TÈcnicas de PrimitivaÁ„o 1.4.1 PrimitivaÁ„o por

1.4 TÈcnicas de PrimitivaÁ„o

1.4.1 PrimitivaÁ„o por partes

ProposiÁ„o 5 Sejam f e g s„o funÁıes com derivada contÌnua no intervalo [ a; b] . Ent„o, neste mesmo intervalo

P (f 0 (x ) g (x )) = f (x ) g (x ) P (f (x ) g 0 (x )) :

Dem. Da fÛrmula de derivaÁ„o do produto,

resulta

(f (x ) g (x )) 0 = f 0 (x ) g (x ) +

f (x ) g 0 (x ) ;

f 0 (x ) g (x ) = (f (x ) g

(x )) 0 f (x ) g 0 (x ) .

Notando que estas funÁıes s„o todas primitiv·veis pois s„o contÌnuas (pro- posiÁ„o 4), deduz-se

P (f 0 (x ) g (x )) =

P (f (x ) g (x )) 0 P (f (x ) g 0 (x ))

= f (x ) g (x ) P (f (x ) g 0 (x )) ;

tendo em conta algumas das propriedades, j· assinaladas, da primitivaÁ„o.

das propriedades, j· assinaladas, da primitivaÁ„o. Exemplo 2 Calcule P sin 2 x . Fazendo f

Exemplo 2 Calcule P sin 2 x . Fazendo f 0 (x ) = sin x e g (x ) = sin x , resulta f (x ) = cos x e g 0 (x ) = cos x . Aplicando a fÛrmula de primitivaÁ„o por partes,

Ento,

P (sin x sin x ) =

=

=

cos x sin x cos x sin x cos x sin x

P cos 2 x

+ P 1 sin 2 x + x P sin 2 x:

P sin 2 x = cos x sin x + x

2

+ C:

x + x P sin 2 x: P s i n 2 x = cos x

Exemplo 3 Calcule P ln x . Fazendo f 0 (x ) = 1 e g (x ) = ln x resulta f (x ) = x e g 0 (x ) = x . Assim,

1

1

P ln x = x ln x P x x = x (ln x 1)

+ C:

Exemplo 4 Calcule P xe x . Fazendo f 0 (x ) = e x e g (x ) = x resulta f (x ) = e x e g 0 (x ) = 1. Assim,

P xe x = xe x P 1e x = e x (x 1) + C:

1.4.2 PrimitivaÁ„o por mudanÁa de vari·vel (ou substituiÁ„o)

Comecemos por apresentar a seguinte notaÁ„o para representar f (g (t)):

f (g (t)) = f (x )j x = g ( t) :

ProposiÁ„o 6 Seja f uma funÁ„o contÌnua no intervalo [ a; b] e x = ' (t) uma aplicaÁ„o com derivada contÌnua e que n„o se anula. Ent„o,

P x f (x ) = P t f (' (t)) ' 0 (t)j t= ' 1 ( x ) :

Dem. Claramente y = f (x ) e z = f (' (t)) ' 0 (t) s„o funÁıes primi- tiv·veis no intervalo [ a; b] relativamente ‡s vari·veis x e t; respectivamente. Seja, H (t) uma primitiva de f (' (t)) ' 0 (t) e

H ' 1 (x ) = P t f (' (t)) ' 0 (t)j t= ' 1 ( x ) ;

mostremos que d ( H ( ' 1 ( x ) )) = f (x ). Da regra de derivaÁ„o da funÁ„o com- posta e da funÁ„o inversa deduz-se sucessivamente,

dx

d (H (' 1 (x )))

dx

=

d (H (t)) dt

t= ' 1 ( x )

d (' 1 (x ))

dx

= f (' (t)) ' 0 (t)j t= ' 1 ( x )


1

' 0 (t)

t= ' 1 ( x)

= f (x ) ' 0 ' 1 (x )

= f (x ) :

1

' 0 (' 1 (x ))

( x ) = f ( x ) : 1 ' 0 ( ' 1 (

ObservaÁ„o 2 Seguidamente apresentamos uma demonstraÁ„o alternativa da proposiÁ„o anterior.

Dem. Seja F uma primitiva de f e H (t) = F (' (t)). Ent„o

H 0 (t) = F x (' (t)) ' 0 (t)

= f (' (t)) ' 0 (t) ;

0

o que mostra que H (t) = F (' (t)) È uma primitiva de f (' (t)) ' 0 (t). Assim, se em H substituirmos ' (t) por x (ou seja Özermos t = ' 1 (x )) obteremos F (x ).

ObservaÁ„o 3 Utilizando outra notaÁ„o para representar o conceito de prim- itiva a fÛrmula de primitivaÁ„o por substituiÁ„o pode ser apresentada da forma seguinte:

por substituiÁ„o pode ser apresentada da forma seguinte: Z f ( x ) dx = =

Z

f (x ) dx

=

=

Z f (' (t)) ' 0 (t) dt

t= ' 1 ( x )

Z f (' (t)) d' dt dt

t= ' 1 ( x)

:

Exemplo 5 Calcule P

Seja t = 2x + 1; isto È, faÁamos x = ' (t) = t 1 . Da fÛrmula de primiti- vaÁ„o por substituiÁ„o,

1

(2 x +1) 2 .

2

P x

1

(2x + 1) 2 =

=

=

=

' 0 (t)

P t (2' (t) + 1) 2

1 2

P t

t

1

2

2

2

t=2 x +1

t 1

2 x +1

1

( 2 x +1 )

+ C:

t=2 x +1

Exemplo 6 Calcule P e p 2 x .

FaÁamos p 2 x = t, isto È, x = ' (t) = 2 t 2 . Assim, ' 0 (t) = 2t e

P t ' 0 (t) e p 2 ' ( t)

P x e p 2 x

=

= P t ( 2t) e t

= 2P te t

t= ' 1 ( x )

t= ' 1 ( x)

t= ' 1 ( x)

= 2 e t (t 1) t= ' 1 ( x )

=

2 e p 2 x p 2 x 1 + C:

Exemplo 7 Calcule P p 4 x 2 . Seja x = ' (t) = 2 sin t. Ent„o, ' 0 (t) = 2 cos t e

P t ' 0 (t) q 4 ' (t) 2

P x p 4 x 2 =

=

=

t= ' 1 ( x )

P t 2 cos t q 4 (2 sin t) 2

t=arcsin x

2

:

t= ' 1 ( x )

4P t cos 2 t

Mas,

 

P t cos 2 t =

P t 1 sin 2 t =

 

t cos t sin t + t

 

=

 

2

 

t + cos t sin t

 

Ent„o,

=

2

:

P x p 4 x 2 = 4 t + cos t sin t

2

t=arcsin x

2

= 2 arcsin x + cos arcsin x sin arcsin x

2

2

2

= 2 arcsin x + x r 1 x 2 ! + C

2

2

4

2 2 = 2 arcsin x + x r 1 x 2 ! + C 2

Uma das principais diÖculdades na primitivaÁ„o por substituiÁ„o reside na escolha da mudanÁa de vari·vel adequada. Em numerosas situaÁıes encontram-se estudadas substituiÁıes aconselhadas, tais como as que se ap- resentam na tabela 3, na qual f È uma funÁ„o racional dos argumentos in- dicados. A utilizaÁ„o destas substituiÁıes permite transformar a funÁ„o a primitivar numa funÁ„o racional que pode ser primitivada por decomposiÁ„o.

Exemplo 8 Calcule P

Notemos que a > 0 em x 2 + c . Utilizemos por isso a primeira das substi- tuiÁıes recomendada na tabela 3,

1

p x 2 + c .

p x 2 + c = t + x:

 

Primitiva

   

SubstituiÁ„o

 

P f x; p ax 2 + bx + c ; a > 0

p ax 2 + bx + c = t + x p a

 

P f x; p ax 2 + bx + c ; c > 0

p ax 2 + bx + c = tx + p c

 

P f x; p ax 2 + bx + c ; b 2 4ac > 0

p ax 2 + bx + c = ( x ) t; raÌz de ax 2 + bx + c

 

P f (e x )

   

x = ln t

 

Tabela 3: PrimitivaÁ„o por substituiÁ„o

Assim, x = ' (t) = c t 2 e ' 0 (t) = t 2 + c e

2

t

2

t 2

P

x

1

p

x 2

+ c = P t

1

t 2 + c 2t 2

t + c t 2

2

t

t= p x 2 + c x

=

=

P t

1

t

t= p x 2 + c x

ln p x 2 + c x + C:

Exemplo 9 Calcule P e x +2 e x

e 2 x

.

Notemos que

e x + 2e x = e 2 x + 2

e

2 x

e

3 x

e faÁamos x = ' (t) = ln t. Assim, ' 0 (t) = 1 e

t

P x

e x + 2e x

e 2 x

= P t

t 2 + 2 1

t 3

t

t= e x

+ 2 e x e 2 x = P t t 2 + 2 1 t

. Notemos que a > 0 e que x 2 3x 2 tem duas raÌzes reais distintas pois b 2 4ac > 0. Podemos recorrer ‡ primeira ou ˙ltima das substituiÁıes assinaladas na tabela 3. Utilizando a primeira das substituiÁıes, faÁamos

Exemplo 10 Calcule P 1+ p x 2 3 x 2

10 Calcule P 1 + p x 2 3 x 2 x 1 p x 2

x 1

p x 2 3x 2 = t + x:

Assim,

e

x = ' (t) = 3 2 + + 2t t 2

' 0 (t) = 2t 2 + 6t 4

(3 + 2t) 2 :

Resultando,

P

x

1 + p x 2 3x 2

x 1

= P t

1 + t 2+ t 2

3+2t

2

2+ t 3+2t 1

2t 2 + 6t 4

(3 + 2 t) 2

t= ' 1 ( x )
t= ' 1 ( x )

No prÛximo ponto iremos ver como primitivar funÁıes racionais.

1.4.3 PrimitivaÁ„o por decomposiÁ„o

A decomposiÁ„o È uma tÈcnica de primitivaÁ„o de funÁıes racionais que con- siste em decompor em fracÁıes elementares de primitivaÁ„o imediata ou quase imediata a funÁ„o racional que se pretende primitivar.

ProposiÁ„o 7 Seja F (x ) uma funÁ„o racional. … possÌvel escrever F na forma

F (x ) = H (x ) +

P (x )

Q (x )

em que H; P e Q representam polinÛmios tais que o grau de P È inferior ao grau do polinÛmio mÛnico 1 Q. Dem. Omitida.

ao grau do polinÛmio mÛnico 1 Q . Dem. Omitida. Exemplo 11 Escreva na forma anteriormente

Exemplo 11 Escreva na forma anteriormente indicada a funÁ„o racional

F (x ) = x 4 3 x 2 + x 3 x 3 + x

.

Apliquemos o algoritmo da divis„o ao quociente F . Facilmente se veriÖca

que

10

F (x ) = x 3 + 3x 2 + 1

3

x + 1

10

9

= x 3 +

+ x 2 +

x

1

3

1

3

:

2 + 1 3 x + 1 10 9 = x 3 + + x 2

Assim, o c·lculo da primitiva de F Öca reduzido ao c·lculo da primitiva elementar do polinÛmio H e da primitiva da fracÁ„o racional P=Q com as caracterÌsticas atr·s indicadas:

Z F (x ) dx = Z H (x ) dx +

Z

P

(x

) ) dx .

Q

(x

ProposiÁ„o 8 Sejam P e Q polinÛmios tais que o grau de P È inferior ao grau do polinÛmio mÛnico Q. Ent„o P=Q pode decompor-se numa soma de termos elementares dos tipos seguintes:

1 um polinÛmio È mÛnico se o coeÖciente do termo de maior grau È 1.

 

funÁ„o

Primitiva

 

(

r ) k ; k 1; k 2 N

a

x

 

( a ln j(x k )j + C; se k = 1

a

( x r )

k +1

k

+1

; se k > 1

 
 

bx+ d

b

ln ( ( x ) 2 + 2 )

+ ( b + d)

arctan x + C

[ ( x ) 2 + 2 ]

2

 

bx+ d

+ 2 ] k ; k > 1; k 2 N

 

b ( 1+ t 2 )

k +1

b

+ d

2 k 1 R

1

[

( x ) 2

2 2 k 2

(1 k ) +

(1+t 2 ) k dt; t = x

 

1

t 2 ) k ; k > 1; k 2 N

(1+

 

por partes fazendo,

 
 

1

1

2

t

 

(1+ t 2 ) k =

(1+t 2

) k 1 t

2

(1+ t 2 ) k

 

Tabela 4: PrimitivaÁ„o por decomposiÁ„o

1.

2.

( x

r ) k ; a; r 2 R ; k 2 N e k 1

a

bx + d

[ ( x ) 2

+ 2 ] k ; ; ; b , d 2 R ; k 2 N e k 1.

Dem. Omitida.

Desta forma conhecendo as primitivas dos termos elementares

a ( x r ) k e
a
( x r ) k e

bx + d

+ 2 ] k o problema do c·lculo de R

[ ( x ) 2

P ( x ) Q( x

) dx Öca resolvido. Na tabela 4

apresentamos as primitivas indicadas. Seguidamente vamos veriÖcar como podemos decompor P=Q.

ProposiÁ„o 9 Consideremos o polinÛmio mÛnico Q e todas as suas raÌzes reais r k (1 k s ) e complexas c l = l + l i (1 l t) assim como as respectivas multiplicidades k (1 k s ) das raÌzes reais e da raÌzes complexas l (1 l t).

RaÌzes:

Multiplicidade:

r

1

1

.

.

.

.

.

.

r

s

s

c 1 = 1 1 i

1

.

.

.

.

.

.

c t = t t i

t

Ent„o o polinÛmio Q pode ser escrito da seguinte forma,

Q (x ) = (x r 1 ) 1 : : : (x r s ) s (x 1 ) 2 + 2 1 : : : (x t ) 2 +

1

Dem. Omitida.

2

t

t

1 ) 2 + 2 1 : : : ( x t ) 2 + 1

Exemplo 12 Decomponha na forma indicada o polinÛmio Q (x ) = x 3 x 2 + x 1. Comecemos por observar que as raÌzes de Q s„o r = 1 e c = i , qualquer delas de multiplicidade um. Ent„o,

Q (x ) = (x 1) x 2 + 1 :

um. Ent„o, Q ( x ) = ( x 1) x 2 + 1 : ProposiÁ„o

ProposiÁ„o 10 Consideremos a funÁ„o racional P=Q tal que o grau de P È menor do que o grau do polinÛmio mÛnico Q e todas as raÌzes reais r k (1 k s ) e complexas c l = l + l i (1 l t), deste ˙ltimo polinÛmio, assim como as respectivas multiplicidades k (1 k s ) das raÌzes reais e da raÌzes complexas l (1 l t). Ent„o,

P

(x

(x ) =

)

Q

s

k

X X

k =1 n=1

Dem. Omitida.

a

n)

(

k

(x r k ) n +

t

l

X X

l =1 m=1

b

(

l

m)

x + d

(

l

m)

(x l ) 2 +

2

l

m

m =1 b ( l m ) x + d ( l m ) ( x

De referir que os coeÖcientes desconhecidos na decomposiÁ„o anterior po- dem ser calculados pelo mÈtodo dos coeÖcientes indeterminados.

Exemplo 13 Decomponha da maneira indicada as funÁıes racionais

1.

F 1 (x ) =

x 2 +2 x 1

( x+1) 3 ( x 1)

x 2 + 2x 1

(x + 1) 3 (x 1) =

2. x ( x 2 +1) 2

F 2 (x ) =

x 3 1

a

1

a

2

a

3

a

4

(x 1) :

(x + 1) +

(x + 1) 2 + (x + 1) 3 +

x (x 2 + 1) 2 = a 1

x 3 1

 

+ b 1 x + d 1

+

b 2 x + d 2

x

(x 2 + 1)

(x 2 + 1) 2 :

3. ( x 2 1)( x 2 +1) 2

F 3 (x ) =

x +2

x + 2

(x 2 1) (x 2 + 1) 2 =

=

x + 2

(x

1) (x + 1) (x 2 + 1) 2

 

a

1

a

2

 

+

b 2 x + d 2

(x

1) + (x +

1) + b 1 x + d 1

(x 2 + 1)

 

(x 2 + 1) 2 :

4.

F 4 (x ) =

x 2 +2 x 1 x 3 x 2 + x 1

x 2 + 2x 1 1 = x 3 x 2 + x

=

x 2 + 2x 1

(x

1) (x 2 + 1)

 

a 1

(x

1) + b 1 x + d 1

(x 2 + 1) :

Exemplo 14 Decomponha em fracÁıes elementares a funÁ„o racional

F (x ) =

x 2 + 2x 1

x 3 x 2 + x 1

e calcule os coeÖcientes indeterminados. Do exemplo anterior,

Ent„o,

x 2 + 2x 1 x 3 x 2 + x 1 =

=

=

< a 1 + b 1 =

1

d 1 b 1 = 2

:

8

a 1 d 1 = 1

)

)

a 1

1) + b 1 x + d 1 (x 2 + 1)

(x

a 1 (x 2 + 1) + (x 1) (b 1 x + d 1 )

(x 1) (x 2 + 1)

(a 1 + b 1 ) x 2 + (d 1 b 1 ) x + (a 1 d 1 )

(x 1) (x 2 + 1)

:

< a 1 = 1

b 1 = 0

8

:

d 1 = 2 x 2 + 2x 1

1

2

x 3 x 2 + x 1 = (x 1) + (x 2 + 1)

2 O Integral de Riemann

2.1 PartiÁıes de intervalos e somas de Riemann

DeÖniÁ„o 3 Seja [ a; b] um intervalo com b > a .

1. Uma partiÁ„o 2 de [ a; b] È um conjunto de pontos P = fx 0 ; x 1 ; : : : ; x n g tal que

a = x 0 < x 1 < x 2 < : : : < x n = b:

2 ou decomposiÁ„o de vÈrtices P:

2. A norma da partiÁ„o P = f x 0 ; x 1 ; : : : ; x n g È o maior ou igual a zero),

k P k = max n jx j x j 1 j :

1

j

n˙mero (que È sempre

3. Um reÖnamento da partiÁ„o P = f x 0 ; x 1 ; : : : ; x n g È uma partiÁ„o Q de [ a; b] tal que P Q. Nesta situaÁ„o diz-se que Q È mais Öna do que P:

Exemplo 15 Sejam I = [0; 1], P = f 0; 0: 1; 0: 3; 0:5; 1g e Q = P [ f 0: 7g. P e Q s„o duas partiÁıes de I tais que kP k = 0: 5 e k Qk = 0: 3. Q È um reÖnamento da partiÁ„o P pois P Q. Naturalmente Q È mais Öna do que P:

DeÖniÁ„o 4 Seja [ a; b] um intervalo fechado limitado, P = fx 0 ; x 1 ; : : : ; x n g uma partiÁ„o de [a; b ] e f : [a; b] ! R uma funÁ„o limitada. Chama-se soma de Riemann de f relativamente ‡ partiÁ„o P ao n˙mero

Riemann de f relativamente ‡ partiÁ„o P ao n˙mero S ( f; P ) = n

S (f; P ) =

n

X

j =1

f (t j ) ( x j x j 1 )

com

t j 2 [ x j 1 ; x j ] com 1 j n:

Exemplo 16 Represente e interprete geometricamente uma soma de Rie-

mann de f (x ) = x 2 em

ProposiÁ„o 11