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PROCESSOTC N.

o 04284/07

Objeto: Análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias


Relator: Auditor Renato Sérgio Santiago Melo
Responsável: Isac Rodrigo Alves

EMENTA: PODER EXECUTIVO MUNICIPAL - ADMINISTRAÇÃO


DIRETA - ANÁLISE DA LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS - Não
encaminhamento da norma ao Tribunal - Descumprimento ao
estabelecido no art. 50, §10, da Resolução Normativa
RN - TC - 07/2004 - Necessidade de fixação de prazo para
diligência, ex vi do disposto no art. 5°, § 4°, da supracitada
resolução. Aplicação de multa automática. Fixação de prazo para
recolhimento. Assinação de lapso temporal para o envio da
documentação faltante.

Vistos, relatados e discutidos os autos do processo acima caracterizado, relativos à análise da


Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO do Município de Algodão de Jandaíra/PB, concernente
ao exercício financeiro de 2008, acordam, por unanimidade, os Conselheiros integrantes do
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA, em sessão plenária realizada nesta data,
na conformidade da proposta de decisão do relator a seguir, em:

1) APLICAR MULTA ao Prefeito Municipal, Sr. Isac Rodrigo Alves, no valor de R$ 1.600,00
(um mil e seiscentos reais), com base no que dispõe o artigo 32, caput, da Resolução
Normativa RN - TC - 07/2004.

2) CONCEDER-LHEo prazo de 60 (sessenta) dias para recolhimento voluntário da penalidade


ao Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira Municipal, conforme previsto no art. 3°,
alínea "a", da Lei Estadual n.O 7.201, de 20 de dezembro de 2002, cabendo à Procuradoria
Geral do Estado da Paraíba, no interstício máximo de 30 (trinta) dias após o término daquele
período, velar pelo seu integral cumprimento, sob pena de intervenção do Ministério Público
Estadual, na hipótese de omissão, tal como previsto no art. 71, § 4°, da Constituição do
Estado da Paraíba, e na Súmula n.O 40, do ego Tribunal de Justiça do Estado da
Paraíba - TJ/PB.

3) ASSINAR o prazo de 30 (trinta) dias para. que o Chefe do Poder Executivo envie a
documentação reclamada pelos peritos da Corte, fi. 04, sob pena de aplicação de nova
multa.

Presente ao julgamento o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas


Publique-se, registre-se e intime-se.
TCE - Plenário Ministro João Agripino
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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

PROCESSOTC N.o 04284/07

João Pessoa, J3 de -f ~'» .e1/1 [) de 2008

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Representa;Tt;doMinistério Público Especial 1\
PROCESSOTC N.o 04284/07

Tratam os autos do presente processo da análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO


do Município de Algodão de Jandaíra/PB, referente ao exercício financeiro de 2008.

Após a autuação do feito, o então Departamento de Acompanhamento da Gestão


Municipal 1 - DEAGM I, em atendimento ao disposto na Resolução Normativa
RN - TC - 07/2004, emitiu o relatório inicial, fi. 04, informando o não envio da mencionada
lei ao Tribunal.

Devidamente citado, fls. 04 - verso e 05/07, o Prefeito Municipal, Sr. lsac Rodrigo Alves,
deixou o prazo transcorrer in a/bis.

Solicitação de pauta, conforme fls. 09/10 dos autos.

É o relatório.

Inicialmente, cabe destacar que a Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO é uma importante
peça de planejamento prevista no art. 165, lI, da Constituição Federal, cujo conteúdo está
descrito em seu § 2°, verbo ad verbum:

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I- (omissis)

11 - as diretrizes orçamentárias

( ...)
§ 2° A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades
da administração federal, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual,
disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política
de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

Definida como meio de planificação, a LDO passou também a ser um instrumento de


implementação da transparência da gestão fiscal, conforme preconizado no art. 48, caput, da
reverenciada Lei de Responsabilidade Fiscal - Lei Complementar Nacional n.o 101, de 04 e
maio de 2000 -, verbatim:
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

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Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal. aos quais será
dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os
planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de
contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução
Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas
desses documentos. (grifos ausentes no texto original)

Neste sentido, trazemos à baila o entendimento do eminente doutrinador José Nilo de


Castro, que, em sua obra intitulada Responsabilidade Fiscal nos Municípios, Belo Horizonte:
Del Rey, 2001/ p. 41/ assim dispõe, verbum pro verbo:

As despesas também constituem núcleo fundamental da LRF na LDO, pois


que esta é o meio, o instrumento mais eficiente, hoje, para os gastos
públicos serem disciplinados e para planejar os rumos das finanças públicas.
(nosso grifo)

Comungando com o supracitado entendimento, reportamo-nos, desta feita, à manifestação


do ilustre professor Sergio Jund, contida no livro Administração, Orçamento e Contabilidade
Pública: Teoria e 830 Questões, 2 ed., Rio de Janeiro: Campus, 2007/ p. 103/ in verbis:

Com a promulgação da LRF, a LDO obteve maior relevância para o efetivo


planejamento das ações do Governo, constituindo-se no instrumento mais
importante no planejamento do comportamento das finanças públicas, e
verdadeiro norteador da elaboração do Orçamento.

In casu, constata-se que o Prefeito do Município de Algodão de Jandaíra/PB, Sr. Isac Rodrigo
Alves, deixou de encaminhar a esta Corte de Contas a Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO
e seus anexos, concernentes ao exercício financeiro de 2008/ configurando, portanto,
flagrante transgressão ao preceito estabelecido no art. 50/ § 10/ da Resolução Normativa
RN - TC - 07/2004/ na sua atual redação dada pela Resolução Normativa
RN - TC - OS/2006/ ipsis litteris.

Art. 5° - (omissis)

§ 1° - Cópia autêntica da LDO e seus anexos, conforme disposto no


inciso lI, § 2°/ art. 35 do ADCT/CF combinado com os artigos 165/ § 2° da

h
CF, 166 da CE, e 4° da LRF, com a devida comprovação de sua publicação
no veículo de imprensa oficial do município, quando houver, ou no Diári ~" ..
Oficial do Estado, deve ser enviada ao Tribunal, até o quinto dia útil do m s
subseqüente à sua publicação, acompanhada da correspondente mens."
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TRIBUNALDECONTASDO ESTADO

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de encaminhamento ao Poder Legislativo, e da comprovação da realização


de audiência pública prevista no artigo 48 da LRF.

Ademais, a conduta implementada pelo Chefe do Poder Executivo impossibilitou a regular


fiscalização a ser executada por este Sinédrio de Contas, fato que enseja a aplicação da
multa automática e pessoal de R$ 1.600,00 (um mil e seiscentos reais), bem como a fixação
de prazo para a sua apresentação, sob pena de aplicação de nova multa, consoante
disciplinam, respectivamente, o art. 32, caput, e o art. 5°, § 4°, ambos da supracitada
resolução, verbo ad verbum:

Art. 32 - O atraso na entrega dos documentos, informações e dados


obrigatórios relativos ao PPA,LDO, LOA, BME, RGFe PCA, implicará, para o
responsável, em multa automática e pessoal no valor de R$ 500,00
(quinhentos reais) acrescido de R$ 50,00 (cinqüenta reais) por dia de
atraso, este contado a partir do segundo dia após o vencimento do prazo
previsto, não podendo o valor total da multa ultrapassar o limite de
R$ 1.600,00.

Art. 50 - ( ... )

§ 4° - Na hipótese do não recebimento da LDO no prazo previsto no § 1°, a


DIAFI, até o último dia útil do mês de julho de cada exercício, informará ao
Relator para que este adote as providências cabíveis, inclusive assinando
prazo para envio do referido instrumento, sob pena de aplicação de nova
multa, conforme art. 56 da LOTCE.(grifamos)

Ante o exposto, proponho que o TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA:

1) APLIQUE MULTA ao Prefeito Municipal, Sr. Isac Rodrigo Alves, no valor de R$ 1.600,00
(um mil e seiscentos reais), com base no que dispõe o artigo 32, caput, da Resolução
Normativa RN - TC - 07/2004.

2) CONCEDA-LHE o prazo de 60 (sessenta) dias para recolhimento voluntário da penalidade


ao Fundo de FiscalizaçãoOrçamentária e Financeira Municipal, conforme previsto no art. 3°,
alínea "a", da Lei Estadual n.O 7.201, de 20 de dezembro de 2002, cabendo à Procuradoria
Geral do Estado da Paraíba, no interstício máximo de 30 (trinta) dias após o término daquele
período, velar pelo seu integral cumprimento, sob pena de intervenção do Ministério Público
Estadual, na hipótese de omissão, tal como previsto no art. 71, § 4°, da Constituição do
Estado da Paraíba, e na Súmula n.o 40, do ego Tribunal de Justiça do Estado da
Paraíba - TJ/PB. n.
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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

PROCESSOTC N.o 04284/07

3) ASSINE o prazo de 30 (trinta) dias para que o Chefe do Poder Executivo envie a
documentação reclamada pelos peritos da Corte, fi. 04, sob pena de aplicação de nova
multa.

É a pro