Anda di halaman 1dari 23

8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL

-1-

8- Manejo, Saúde,
TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL

Docente titular: Leslie Avila do Brasil Almeida

8.1- Saúde e Terapias


Autor: Leslie Avila do Brasil Almeida

Nos manejos de produção animal orgânicos e biodinâmicos, a questão dos tratamentos sanitários
preventivos ou curativos esbarram no impedimento da utilização de métodos convencionais disponíveis no
mercado e com os quais os técnicos, produtores e tratadores estão bastante habituados.

A Instrução Normativa Nº 07 do Ministério da Agricultura – 17/05/1999, que dispõe sobre normas


para produção de produtos orgânicos vegetais e animais, em seu Anexo IV, sobre Produção Animal,
enumera técnicas permitidas e proibidas nas propriedades certificadas orgânicas.

A indústria farmacêutica convencional investe muitos recursos na divulgação de seus produtos e os


promove entre os técnicos, desde os bancos escolares. Através de um boné, uma camiseta, um bloquinho
de anotações, farta distribuição de amostras grátis, canetas e outros materiais, eles se fazem presentes na
rotina diária de seus potenciais consumidores.

O uso de antibióticos, antiinflamatórios esteróides e não esteróides, vitaminas sintéticas, antiparasitários


e outros medicamentos, só deverão ser empregados em propriedades orgânicas ou biodinâmicas em caso
de impossibilidade de acesso às outras terapêuticas permitidas, no caso de já terem sido usadas sem
resultados satisfatórios e o animal ou animais correrem risco de morte. Hormônios e produtos derivados
de organismos geneticamente modificados não serão tolerados, e as vacinações que forem obrigatórias
por lei deverão ser aplicadas, assim como vacinações contra problemas sanitários regionais.

Se a propriedade for certificada, tudo deve ser adequadamente registrado e enviado para a certificadora,
com identificação do animal ou lote, tipo e dosagem do medicamento empregado, duração do tratamento e
motivo, acompanhado da assinatura de um responsável pelos animais. Eles deverão cumprir uma
QUARENTENA que terá duas vezes o tempo de carência especificado na bula do medicamento empregado,
e se for usado mais de um medicamento, a carência considerada será a de maior tempo.

No caso do mesmo animal ou lote receber acima de três tratamentos convencionais, ele deverá
perder sua condição de certificação orgânica ou biodinâmica.

O uso de terapias não convencionais para animais, principalmente de produção, ainda se encontra
engatinhando em nosso meio, e até mesmo encontrar profissionais que realmente dominem essas maneiras
de tratar ainda não é muito fácil.

Entre as diversas terapias não convencionais, há duas que vêm sendo amplamente utilizadas nos
animais de produção: homeopatia e fitoterapia. A acupuntura também é uma excelente ferramenta terapêutica,
no entanto, exige a presença pessoal do médico veterinário, acupunturista para realizar as aplicações, que
devem ser feitas repetidamente durante determinado tempo.

Já a homeopatia e a fitoterapia podem ser administradas à distância, pelo produtor ou tratador, sob
orientação de um médico veterinário homeopata e fitoterapeuta. Naturalmente, as orientações à distância
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
-2-
têm limitações, e um profissional deverá estar sempre supervisionando e orientando de perto toda
propriedade.

Serão abordadas com mais profundidade as técnicas de homeopatia e fitoterapia. Deixamos claro
que esses textos não substituem de forma alguma uma orientação profissional; ninguém pode, a partir
dessas leituras, sentir-se auto-suficiente para tratar seus animais.

Há uma crendice popular de que homeopatia e fitoterapia são inofensivas, e até o bordão “Se não
faz bem, mal também não faz” é um grande engano. Principalmente se quem administra não sabe reverter
o quadro de um medicamento mal empregado ou mesmo uma reação indesejada ou inesperada por parte
dos animais.

Para as propriedades leiteiras, os exames de brucelose e tuberculose anuais são obrigatórios.

Preventivamente, contra parasitas, recomenda-se a rotação de pastagens, uso de compostos de


ervas medicinais e alho, junto com a alimentação ou sal mineral. Para prevenção de moscas, que são
transmissoras de várias enfermidades, devem-se manter cobertas as esterqueiras.

Antes de mais nada, devemos lembrar sempre de uma frase curta mas de grande importância que,
ao ser colocada em prática adequadamente, demonstrará a competência e a dedicação do produtor e
técnicos para com a produção animal:

NENHUM MEDICAMENTO SUBSTITUI O MANEJO ADEQUADO DO REBANHO.

Homeopatia

A homeopatia foi descoberta e codificada pelo médico alemão Christian Samuel Hahnemann (10/
04/1755 – 02/07/1843).

Ele era um médico erudito que sabia vários idiomas, como inglês, francês, espanhol, latim, árabe,
grego, hebreu e caldeu, além da língua nacional, e também química. Formou-se em 1779 e exerceu a
medicina durante oito anos, quando largou tudo por não concordar com as práticas da época, pouco
desenvolvidas, sem diagnóstico e com terapias baseadas na evacuação dos humores alterados por meio de
purgativos, sangrias, sanguessugas, mercuriais, vomitivos e arsenicais. Era o que conhecemos como
MEDICINA HERÓICA.

Hahnemann passou a viver como tradutor de livros, especialmente de química e farmacologia. Em


1790, traduziu uma Matéria Médica elaborada por um médico escocês chamado William Cüllen, na qual
ele discorria sobre as propriedades adstringentes da Chinchona officinalis, apontando que esta seria a
causa de seus efeitos benéficos no tratamento da febre intermitente. Hahnemann, tendo conhecimentos
médicos e químicos, desconfiou que algo estava errado e passou a estudar o assunto. Ele mesmo começou
a ingerir a China e, para sua surpresa, começou a manifestar sintomas idênticos aos da febre intermitente.
Logo que suspendeu a ingestão do medicamento, os sintomas também desapareceram.

Esse fato aguçou a curiosidade científica de Hahnemann e a partir de então passou a experimentar
mais substâncias, não só nele, como também em seus amigos, parentes e voluntários de suas experiências.
Muitas anotações foram feitas para elaborar o que se conhece como MATÉRIA MÉDICA HOMEOPÁTICA,
na qual, para cada medicamento estudado, são descritos detalhes minuciosos de sintomas de natureza
física e mental, que retratam as mais diferentes enfermidades que acometem o homem.

Em 1805 inicia a prática da Homeopatia e é na França que ela atinge seu apogeu antes de espalhar-
se pelo resto do mundo.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
-3-

A Homeopatia baseia-se na cura pela semelhança : Simillia similibus curentur, ou seja, o semelhante
cura o semelhante.

Até na literatura clássica encontramos o mesmo princípio, como em Fausto, de Goethe: “Para o
semelhante, o semelhante, qualquer que seja o mal; é ajuda certa”.

Outros mestres da medicina tinham outras maneiras de ver como deveriam ser os tratamentos.

- Hipócrates (460-377a.c.) dizia que “o mesmo agente capaz de causar uma moléstia é também
capaz de curá-la”.
- Galeno, que viveu no Século II a.C., defendia a teoria dos contrários, “contraria contrariis
curantur”, dando base para os tratamentos com os antis: antibióticos, antiinflamatórios,
antitérmicos, etc.
- Paracelsus (1493-1541) acreditava que as doenças eram devidas à forças externas, como bebidas
ou alimentos contaminados. Ele elaborou a Doutrina das Assinaturas, na qual associa a conformação
de determinadas plantas a determinados órgãos do corpo humano, concluindo que aquela planta
deve tratar afecções daquele órgão. Ex: existe uma planta chamada Chelidonium, que produz
uma seiva de cor amarelo-ouro igual à bile e, surpreendentemente, ela tem propriedades de tratar
afecções hepáticas e biliares.

O próprio Hahnemann foi quem primeiro empregou a homeopatia nos animais. Ele tratou um cavalo
que portava uma afecção ocular com Natrum muriaticum.

De acordo com as palavras dele: “Se as leis da medicina que eu conheço e proclamo são certas e
naturais, elas devem poder ser aplicadas nos animais tão bem como no homem”. Logo, os mesmos
princípios homeopáticos que regem a compreensão da enfermidade e da cura no homem são válidos para
os animais também.

A homeopatia atua na chamada FORÇA VITAL (FV) ou ENERGIA VITAL (EV) que, entre muitos
conceitos, pode ser explicada como o fluido que existe na vida de pessoas, animais e plantas, que desaparece
na morte. Sua desorganização leva ao aparecimento de moléstias e doenças.

Para o médico homeopata, toda enfermidade é a variação da freqüência da energia vital, e esta
freqüência chamamos de SAÚDE.

Os medicamentos homeopáticos são provenientes dos reinos: Mineral, Vegetal e Animal.

Para serem preparados de acordo com a farmacopéia homeopática, devem ser, inicialmente,
macerados em solução hidroalcoólica se forem de origem vegetal, ou triturados em lactose, se forem de
origem mineral ou de outra natureza.

A partir dessas etapas iniciais, começa um processo contínuo de diluição e sucussões (agitações
vigorosas) com o objetivo de liberar a energia medicamentosa contida nas substâncias empregadas. A esse
processo denomina-se DINAMIZAÇÃO.

As dinamizações mais usuais são:

· CH : centesimal Hahnemanniana (CH1, CH2, CH3, ...)


· D : decimal (D1, D2, D3, ...)
· LM : cinqüenta milesimal (1LM, 2LM, 3LM, ...)
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
-4-

As dinamizações baixas (até CH6) são empregadas principalmente em afecções no nível físico,
as intermediárias (entre CH6 e CH12) em afecções de origem física e mental, e as dinamizações altas
(acima de CH12) principalmente em alterações de origem comportamental (mental).

Para exemplificar melhor, vejamos a preparação de um medicamento na dinamização CH6:

· Toma-se uma parte de uma tintura-mãe de alguma substância e dilui-se em 99 partes de solução
hidroalcoólica (para dinamizações decimais, dilui-se uma parte da substância desejada em nove
partes de solução hidroalcoólica);
· Sucussiona-se 100 vezes o frasco e obtém-se a CH1;
· Toma-se uma parte da CH1 e dilui-se em 99 partes de solução hidroalcoólica;
· Sucussiona-se 100 vezes o frasco e obtém-se a CH2;
· Toma-se uma parte da CH2 e dilui-se em 99 partes de solução hidroalcoólica;
· Sucussiona-se 100 vezes o frasco e obtém-se a CH3;
· Procede-se desta maneira sucessivamente, até chegar na potência desejada.

Os medicamentos homeopáticos podem ser apresentados em gotas, glóbulos, comprimidos, pós e


até pomadas.
Existe uma categoria de medicamentos homeopáticos feitos a partir de produtos quimicamente não
definidos, que servem de matéria-prima para essas preparações. São os BIOTERÁPICOS, que provêm
de secreções, excreções, produtos de origem microbiana e alérgenos.
Os bioterápicos são classificados em NOSÓDIOS, quando são derivados de produtos patológicos
(Psorinum, Tuberculinum) e SARCÓDIOS, quando são derivados de produtos fisiológicos (Lac caninum,
Lachesis).

Entre os motivos existentes para procurar a homeopatia, tem-se:

· proprietário ou criador já conhece a homeopatia


· desilusão com terapias convencionais
· última tentativa antes de desistir
· preço mais acessível dos medicamentos
· consciência ecológica
· sistemas de produção orgânicos ou biodinâmicos

As vantagens do tratamento homeopático são:

· Fazer com que o organismo reaja, em vez de trabalhar por ele;


· suave e não traumático;
· menor necessidade de intervenções cirúrgicas;
· agradável ao paladar;
· melhora global do organismo, pois o medicamento homeopático atua na energia vital do indivíduo;
· custo barato dos medicamentos: o tratamento dos animais de produção será bem sucedido ao se
restabelecerem a saúde e a capacidade produtiva do animal a um custo economicamente
vantajoso.

Limitações da homeopatia:

· Quando a capacidade reativa do organismo está comprometida gravemente ou é nula.


· Em situações de imobilizações ou cirurgias inevitáveis; a homeopatia auxilia nas etapas
posteriores, melhorando a recuperação do animal.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
-5-

BOTICA HOMEOPÁTICA

- Aconitum napellus CH6 - Hypericum CH6


- Apis mellifica CH6 - Ipecacuanha CH6
- Argentum nitricum CH6 - Lachesis CH6
- Arnica montana CH30/TM - Ledum palustre CH6
- Arsenicum album CH6 - Lycopodium clavatum CH6
- Belladona CH6 - Mercurius solubilis CH6
- Calcarea carbonica CH6 - Nux vomica CH6
- Calcarea phosphorica CH6 - Phosphorus CH6
- Calendula CH6/TM - Phytolacca CH6
- Cantharis vesicatoria CH6 - Pulsatilla nigricans CH6
- Carbo vegetabilis CH6 - Rhus toxicodrendum CH6
- Chamomilla CH6 - Ruta graveolens CH6
- Cocculus indicus CH6 - Silicea terra CH6
- Colocynthis CH6 - Symphitum officinale CH6
- Euphrasia CH6/Colírio - Staphisagria CH6
- Gelsemium CH6 - Tabacum CH6
- Graphites CH6/Pomada - Thuja CH6/Pomada
- Hepar sulphur CH6 - Urtica urens CH6

Fitoterapia

A fitoterapia é uma terapêutica tradicional conhecida há mais de 3000 anos antes de Cristo, baseada
na utilização de espécies do reino vegetal.

Um breve histórico:

- China e Índia 2700 A.C.


- Egito e Suméria 2500 A.C.
- “Papiro de Ebers” descoberto por Georg Ebers em, 1874, data de 1800 A.C. e descreve 800
plantas medicinais.
- Grécia e Roma 1250 A.C.
- Hipócrates (460-377 A.C.) - sistematização da medicina através de diagnóstico da doença,
procurando tratá-la como tal.
- Dioscórides 100 D.C. na Grécia - descreveu 500 drogas medicinais.
- Inquisição (XIII -XVII) - morte de 9 milhões de pessoas.
- Renascimento (XV) - caça às bruxas e aos hereges.
- Conquista das Índias e da América.
- Paracelso (início do século XVI) - Teoria das Assinaturas
- Início do século XX
- Anos 60 - efeitos colaterais e tragédias (talidomida)

Há várias maneiras de utilização das plantas medicinais, que são:

Infusão coloca-se a planta fresca ou seca em um recipiente e adiciona-se água fervente; deixa-se
tampado de cinco a dez minutos; coa-se e serve-se morno.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
-6-

Decocção colocam-se raízes e/ou talos para ferver de cinco a trinta minutos. Coa-se e serve-se
morno.
Maceração a planta é deixada dentro do líquido extrator de 12 a 24 horas, a frio.
Cataplasma planta fresca picada ou desidratada em pó, misturada com água, leite ou vinho e acrescida
de farinha de milho ou fubá; aquece-se e coloca-se dentro de um pano ou gaze, aplicando-
se externamente.
Pomada 50 gr (2 colheres de sopa) de gordura de porco ou óleo de oliva ou girassol + 20 a 25 gr (6
colheres de sopa) da planta medicinal ou 10 ml da tintura-mãe + 15 gr (1/2 colher das de
sopa) de cera de abelha. - Fritar a planta ou a tintura na gordura até parar de sair uma
espuma branca (água). Colocar em banho-maria de 15 a 30 minutos, usando utensílios
de ferro ou vidro. Coar e misturar a cera até solidificar.
Tintura 25 gr de planta desidratada ou 100 gr de planta fresca em 600 ml de qualquer bebida com
no mínimo 40 graus de álcool. Descansar 15 dias, agitando eventualmente, coar e reservar.

Tratamento de algumas afecções dos animais

ABCESSOS

• Hepar sulphur Quente e doloroso, o animal não suporta o contato. Promove rápida supuração;
completar com Calêndula pomada.
• Silicea terra Promove expulsão de corpos estranhos, reduz endurecimentos.
• Farinha de Linhaça Cataplasma para amadurecer o abcesso, para que venha a furo.
(Linum catharticum)
• Bardana Cataplasma ou decocto sobre a região.
(Arctium lappa)
• Babosa Suco fresco das folhas para auxiliar na cicatrização.
(Aloe vera)

AGALACTIA

• Urtica urens Na ausência de leite ou quando este começa a diminuir.


• Pulsatilla nigricans Diminuição do leite principalmente depois de exposição ao frio; o animal tem
pouca sede.
• Phytolacca Auxilia a aumentar a produção de leite.

CISTITE

• Cantharis Há muita dor ao urinar; micção em gotas.


• Cabelo de milho Infusão ou decocção.
(Zea mays)
• Alface Decocção 80 gr de folha por litro de água.
(Lactuca sativa)

CÓLICA

•Aconitum Cólicas por temperaturas frias.


•Colocynthis O animal procura encolher-se, geme muito e não quer ser tocado.
•Lycopodium clavatum Aparece geralmente após comer demasiado, com muita flatulência.
•Carbo vegetabilis Havendo muita flatulência, melhora soltura dos flatos; há bastante barulho na
barriga.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
-7-

• Valeriana (Valeriana officinalis)


Pó das raízes mistura do com mel duas vezes ao dia. Bovinos: 30 a 100gr;
pequenos ruminantes: 5 a 15gr.
• Anis Infusão ou decocção de folhas e sementes; atua bem nos gases.
(Pimpinella anisum)

CONJUNTIVITE

• Argentum nitricum Vermelhidão da conjuntiva com presença de secreção purulenta; as pálpebras


ficam coladas.
• Euphrasia Muito lacrimejamento e fotofobia.
• Hepar sulphur Conjuntivite com muita secreção purulenta e lacrimejamento.
• Camomila Infusão das flores para lavagem ocular.
(Matricaria chamomilla)

DENTIÇÃO

• Arnica Após traumatismos ou tratamentos dentários.


• Chamomilla Útil para animais que estão na muda.
• Hepar sulphur Para processos supurativos de dentes e gengivas.
• Hypericum Após traumatismos que envolvam nervos.

DIARRÉIA

• Arsenicum album Fezes muito fétidas, podem apresentar sangue e muitas cólicas, fraqueza, sede
e inquietude.
• China Fraqueza acentuada pela perda hídrica.
• Mercurius solubilis Muito tenesmo, o animal mantém a postura de defecar mesmo tendo esvaziado
o intestino; presença de muco nas fezes; o ânus fica escoriado
• Nux vomica Diarréias por excesso alimentar ou intoxicações; o animal não tem sede
• Carvão Vegetal 50gr carvão moído + 50gr cinzas para cada litro de água morna; dar 300ml
três vezes ao dia.
• Camomila (Matricaria chamomilla);
Carqueja (Baccharis trimera)
Garrafadas mornas
• Casca de Jabuticaba (Myrciaria cauliflora);
Folha de Goiabeira (Psydium guayava);
Casca de Quina (Chinchona);
Folha de Pitangueira (Stenocalix pitanga)
Infusão ou macerado isolado ou em conjunto, sob forma de garrafadas mornas.
• Sálvia Infusão das folhas secas, por via oral ou enemas.
(Salvia officinalis)
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
-8-

• Malva Macerado das folhas por via oral ou enemas.


(Malva silvestris)
• Água de arroz Cozinhar 100gr em um litro de água e dar a água do cozimento via oral.
(Oryza sativa)

ENTORSES

• Arnica montana Lesões por esforços exagerados e prolongados; há extravasamento sangüíneo


local.
• Rhus toxicodendrum As dores melhoram à medida que o animal se movimenta.
• Ruta graveolens Há envolvimento de ligamentos; ocorre inchaço e dor local.
• Pomada de Belladona 10 ml de extrato de Belladona + 100gr de banha de porco; massagear as
articulações.
• Erva-de-bicho Infusão das folhas e inflorescências; usada em compressas locais ou via oral.
(Polygonum acre)

FEBRE

• Aconitum Febre alta, com muita inquietude do animal; geralmente ocorre após exposição
ao frio; início súbito.
• Belladona Febre elevada acompanhada de um “olhar vidrado, com dilatação dos vasos
superficiais do pescoço.
• Phosphorus Febre com sede intensa, mas com vômitos ao beber água.
• Guaco (Mikania cordifolia)
Infusão morna por via oral; 10gr/11 litros de água. Doses altas provocam
vômito.
• Salgueiro (Salix alba) Decocção da casca durante 30 minutos, na proporção de 50gr/litro de água,
duas vezes por dia
FERIMENTOS

• Arnica Ferimentos com hematomas; quando ocorre esmagamento de tecido mole.


• Calendula Ferimentos dilacerantes com presença de secreção purulenta e dor excessiva.
• Calendula Ferimentos dilacerantes com presença de secreção purulenta e dor excessiva.
• Hypericum Lesões em locais muito enervados.
• Ledum palustre Ferimentos por objetos pontiagudos ou por mordidas
• Staphysagria Ferimentos por objetos cortantes; após cirurgias.
• Symphitum Quando ocorrem fraturas.
• Própolis Pomadas ou solução hidroalcoólica

LAMINITE E PODODERMATITE

• Apis mellifica Diminui o edema, melhora a circulação.


• Calcarea fluorica Auxilia a dissolver fibroses.
• Lachesis Melhora a circulação
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
-9-

• Hypericum Compressão de terminações nervosas.


• Kreosotum Ferimentos necróticos de casco.
• Antimonium crudum Para cascos com excesso de desgaste, rachaduras e descamações.
• Graphites Para cascos quebradiços e deformados.

MAMITE

• Belladona Úbere inflamado, muito quente e vermelho.


• Lachesis Em vacas mais velhas que têm mais dificuldade circulatória, dando a impressão
de sangue parado, arroxeado, presença de sangue no leite.
• Apis mellifica Edema muito acentuado.
• Phytolacca Úbere duro, intumescido e muito sensível.
• Calendula Pomada ou solução com a tintura-mãe para ferimentos nos tetos.
• Graphites Pomada para tetos rachados.
• Kreosotum Mastites gangrenadas.
• Hepar sulphur Mamites que tendem a supurar.
• Camomila Infusão para lavagem externa do úbere.
(Matricaria chamomilla)
• Babosa 50gr/refeição, picadas e adicionadas à ração por dez dias.
(Aloe vera)
• Nosódios ou Autonosódios de patógenos mais freqüentemente envolvidos nas mamites

PARASITAS

• Staphisagria Pulverizado, é eficaz no controle de piolhos.


• Nosódios de insetos, bernes, carrapatos e mosca-do-chifre e parasitas internos.
• Cina Parasitas intestinais.
• Calcarea carbonica Parasitas intestinais.
• Sulphur Parasitas intestinais e externos.
(Allium sativum)
• Alho Desidratado na alimentação ou em infusão por via oral (vermes); amassado
com azeite de oliva para miíases.
• Erva-de-Santa-Maria Folhas amassadas misturadas com óleo de rícino. Não dar a vacas leiteiras.
(Chenopodium ambrosioides)
• Sementes de abóbora Moída grosseiramente e oferecida junto da ração.
(Curcubita moschata)
• Tabaco (Nicotiana tabacum)
Pulverizar a maceração das folhas (500gr folhas/2 litros de álcool/48H; diluir
em 8 litros de água + 200 gr de cal extinta); carrapato.
• Sôro de leite (sem sal) + Cinzas – 20 litros de sôro + 1kg de cinzas; fermenta durante 30 a 40 dias. Usa-
se 1 litro da solução em 10 litros de água e pulveriza os animais.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 10 -

APARELHO REPRODUTOR FEMININO

• Pulsatilla nigricans Usado nos transtornos de cio em fêmeas mais jovens; na metade da gestação
(distocia).
• Oophorinum Transtornos no cio.
• Sepia Transtornos de cio em fêmeas mais velhas; em fêmeas que recusam monta
sem motivo aparente; tendências a prolapsos uterinos.
• Sabina Tem atuação especial sobre o útero; em tendências para abortamento
especialmente no primeiro terço da gestação; atonia uterina pós-parto.
• Arnica Atonia uterina devido a trauma no parto.
• Caulophyllum Regula as contrações uterinas; quando a fêmea está esgotada pelo trabalho
de parto.

PICADA DE COBRA - Crotalus horridus (Cascavel)


Sintomas: Pouca alteração no local da picada, freqüências respiratória e
cardíaca altas, respiração curta, catatonia, ptose , midríase e úlcera de córnea.

• Crotallus horridus CH6


• Curare CH6
• Carbo vegetabilis CH6
• Nux vomica CH30
• Argentum nitricum CH6
• Euphrasia officinalis colírio

8.2- Manejo do Rebanho, Nutrição e Pastagens


Os animais devem ser vistos nos sistemas orgânicos e biodinâmicos de produção como componentes
integrados ao organismo agrícola.

O círculo Adubo à Solo à Planta à Animal é denominado RECICLAGEM.

A consorciação de leguminosas nas pastagens e a distribuição adequada do esterco colaboram para a


conservação e o aumento de fertilidade do solo.

Outro aspecto importante é avaliar corretamente a capacidade de suporte da propriedade, pois


nesses sistemas de produção a entrada de alimentos de outras procedências, especialmente se forem
convencionais, é limitada a certas quantidades de acordo com o tipo de criação animal.

A escolha dos animais deve recair sobre animais rústicos e melhor adaptados ao meio no qual irão
viver. O ideal é que o rebanho seja autóctone.

Podem ser adquiridos animais de origem convencional que, após ingresso na propriedade, devem
entrar em um período de conversão que varia de acordo com o tipo de alimento que eles virão a produzir.

Os períodos de conversão, para que os animais convencionais possam ser considerados orgânicos,
são:
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 11 -

- Bovinos de corte : já devem nascer sob manejo orgânico, e as matrizes devem estar sendo
manejadas organicamente, no mínimo, nos últimos 90 dias da gestação.
- Animais leiteiros : 6 meses de manejo orgânico.
- Aves de corte : 10 semanas de manejo orgânico.
- Aves de postura : 6 semanas de manejo orgânico.
- Suínos e pequenos ruminantes de corte : 6 meses de manejo orgânico.

São proibidos animais oriundos de transplante de embriões e OGMs.

A renovação do rebanho (matrizes) com animais de fora deverá ser, no máximo, de 10%, para
bovinos, e de até 20%, para suínos e pequenos ruminantes, exceção feita em casos de catástrofes naturais,
alguma enfermidade que cause a morte de número significativo de animais ou expansão do rebanho além
da capacidade de autocrescimento.

Deve-se atender às necessidades de espaço, movimentação, abrigo de sol, ventos e frio, acesso a
água e alimento e manifestação de comportamento próprio de cada espécie, com o objetivo de diminuir o
estresse ao máximo. O estudo do comportamento animal recebe o nome de ETOLOGIA.

Tabela 1 - atendimento às necessidades de espaço, movimentação, abrigo de sol, ventos


e frio, acesso a água e alimento e manifestação de comportamento próprio de cada
espécie

Suínos devem ter acesso a áreas de pastagem e as matrizes não podem ficar permanentemente em
gaiolas.
Para filhotes de animais leiteiros, o leite deve ser preferencialmente materno ou substitutos de
origem orgânica ou biodinâmica, sem antibióticos ou quaisquer aditivos sintéticos. Os bezerros não devem
ficar isolados dos outros após 15 dias de vida.
A amarração só deve ser feita na ocasião da ordenha, para intervenções necessárias.
Não é permitida a ingestão forçada de alimento e deve-se procurar alimentar os animais com alimentos
100% orgânicos ou biodinâmicos.

As regras gerais de alimentação para as diferentes espécies de animais são as seguintes:


8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 12 -

Ruminantes:
- Fornecer no máximo 10% de alimentos convencionais e 0% de transgênicos ao longo de 12
meses
- Pode-se fornecer até 25% de alimentos convencionais e 0% de transgênicos em períodos
concentrados de tempo, desde que não ultrapasse a média de 10% no período de 12 meses
- Diversificar ao máximo a dieta com pastagens, capineiras, banco de proteínas, tubérculos, feno,
silagem, restos de hortas, etc.
- O uso de tortas, polpas e farelos é permitido, desde que seja feito um controle de origem e que
não sejam comprovadamente oriundos de culturas transgênicas.
- São proibidos : derivados de origem animal (cama de frango, resíduo de matadouros, farinha de
ossos), exceto derivados de peixes e crustáceos.
- Animais lactentes devem mamar, no mínimo, 90 dias, no caso de bovinos e bubalinos, e 45 dias,
no caso de caprinos e ovinos.
- O volumoso deve representar pelo menos 60% da dieta diária. Para vacas em lactação durante o
primeiro trimestre, a porcentagem pode ser de 50% .

Monográstricos:

- Fornecer no máximo 20% de alimentos convencionais e 0% de transgênicos ao longo de 12


meses.
- Pode-se fornecer até 25% de alimentos convencionais e 0% de transgênicos em períodos
concentrados de tempo, desde que não ultrapasse a média de 10% no período de 12 meses.
- A alimentação pode ser complementada com leite em pó, tortas de soja (nâo transgênica), farelos
diversos, gorduras de origem animal e vegetal, leveduras, farinhas de peixe (retirar seis semanas
antes do abate), e osso não contaminado.
- As aves devem receber pelo menos 65% de grãos na dieta diária.
- Os animais devem receber diariamente forragem fresca, ensilada ou fenada.
- O período máximo de confinamento de suínos é de 90 dias e devem ter acesso a exercício.
- Suínos lactentes devem mamar por um período mínimo de 40 dias.

SANIDADE

No aspecto sanitário, a prevenção é a melhor medida a ser adotada.

A maneira de evitar, ao máximo, problemas dessa natureza, e despesas desnecessárias, é escolher


animais resistentes e adaptados ao meio em que estarão inseridos.

A alimentação adequada também auxilia a conferir-lhes resistência e imunidade. É importante fornecer


alimentos de alto valor biológico, de modo que o organismo tenha condições de elaborar suas próprias
defesas, apresentando-se estas, quantitativa e qualitativamente eficientes.

A rotação de pastagens, seja qual for a metodologia (Voisin, Manejão, Rotacionado Simples),
contribui não só para conservação do solo, como também para quebra do ciclo de parasitas de importância
econômica dos rebanhos, como carrapatos, mosca-do-chifre, vermes intestinais, etc.

A lotação das pastagens e das instalações deve ser tal, que satisfaça o bem-estar animal.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 13 -

Caso seja necessário medicar os animais, as terapêuticas a serem empregadas são, preferencialmente:
Homeopatia, Fitoterapia e/ou Acupuntura. Outras terapêuticas não convencionais também podem ser usadas.

Medicamentos convencionais são de uso restrito a situações nas quais ocorra risco de morte do
animal e não haja disponibilidade de métodos permitidos ou que já tenham sido tentados sem sucesso.

Caso os animais medicados sejam certificados, a certificadora deverá ser comunicada por escrito do
fato ocorrido e os animais medicados deverão aguardar um período de carência, sob quarentena, até
poderem recuperar sua condição de orgânicos ou biodinâmicos. Essa quarentena deverá ter o dobro do
tempo da carência especificada na bula do medicamento. Se algum animal ou lote tiver três ou mais do fato
ocorrido e os animais medicados deverão aguardar um período de carência, sob quarentena, até poderem
recuperar sua condição de orgânicos ou biodinâmicos. Essa quarentena deverá ter o dobro do tempo da
carência especificada na bula do medicamento. Se algum animal ou lote tiver três ou mais incidências de
medicação com drogas convencionais, eles perderão sua condição de certificados orgânicos ou biodinâmicos.

PASTAGENS , CULTURAS E BENFEITORIAS

Os pastos e culturas destinados à alimentação animal, devem ser cultivados de forma orgânica ou
biodinâmica.

A rotação de pastagens é um manejo muito eficiente na quebra do ciclo de vida de endo e ectoparasitas,
além de descansar o solo e plantas do pisoteio intenso dos animais e uniformizar a distribuição de esterco
nos piquetes.

As benfeitorias devem ser planejadas e dimensionadas de modo a que dêem segurança, conforto e
sejam de fácil limpeza. Para essa operação podem-se usar: permanganato de potássio, cal, amoníaco,
vapor, vassoura-de-fogo, cloro, hidróxido de sódio e de potássio.

A luminosidade natural deve ser priorizada, não pelo fato de não ter custo, mas porque o Sol é um
dos melhores agentes desinfetantes à nossa disposição.

do fato ocorrido e os animais medicados deverão aguardar um período de carência, sob quarentena, até
poderem recuperar sua condição de orgânicos ou biodinâmicos. Essa quarentena deverá ter o dobro do
tempo da carência especificada na bula do medicamento. Se algum animal ou lote tiver três ou mais
incidências de medicação com drogas convencionais, eles perderão sua condição de certificados orgânicos
ou biodinâmicos.

TRANSPORTE E ABATE

Durante estes processos devem-se minimizar ao máximo as causas de estresse dos animais.

No procedimento de transporte, observar a distância até o destino, o meio de transporte adequado


para cada categoria e espécie animal, fornecimento de água e comida durante longos percursos, temperatura
ambiental durante o translado e lotação adequada do veículo.

No matadouro, evitar que animais vivos tenham qualquer tipo de contato com animais abatidos; a
insensibilização por dióxido de carbono é proibida, assim como abates lentos e ritualísticos; não conduzir
os animais com agulhões ou bastões elétricos.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 14 -

IDENTIFICAÇÃO DOS ANIMAIS E POA (Produtos de Origem Animal)

Os dados de controle zootécnico dos animais que são abatidos, tais como procedência, tipo de
manejo, peso, idade, sexo, tipo de alimentação, etc., devem acompanhar a documentação que é encaminhada
ao matadouro.

Os POAs também devem ter uma identificação que assegure a origem de matéria-prima, metodologia
de processamento, lote, data de processamento, etc. Este procedimento garante a localização de um
eventual problema em qualquer etapa do processamento.

A esse conjunto de dados que permitem identificar todas as etapas do processo produtivo, denomina-
se RASTREABILIDADE.

Atualmente está muito em moda falar sobre rastreabilidade, no entanto, é uma prática amplamente
difundida nas produções tanto orgânica como biodinâmica, porque é através dela que podemos identificar
todas as etapas do processo produtivo e garantir a procedência dos produtos, principalmente os certificados.

BEM-ESTAR-ANIMAL - CONFORTO TÉRMICO

O conforto térmico é um aspecto de muita importância na produção animal, principalmente para nós
que vivemos em um país tropical, com temperaturas altas em grande parte do ano e em quase todo o
território nacional.

É necessário monitorar o trio Temperatura – Vento – Umidade, para poder tomar decisões que
possam trazer o máximo de conforto para os animais e o mínimo de perdas por estresse térmico.

As produções animais, especialmente as intensivas, sofrem com nosso rigor tropical, principalmente
porque temos basicamente uma Genética do Hemisfério Norte confrontada com um Clima do Hemisfério
Sul.

Levando em conta os seguinte dados de equivalência energética:

· 1 galinha = 20 watts
· 1 vaca = 120 watts
· 1 porca = 160 watts
· Telhado de instalações para animais = 600 watts/m²
· Telhado de instalações para animais no NE = 1000 watts/m²,

podemos imaginar que em criações onde tenhamos uma lotação de 15-20 aves/m², a produção de energia
será equivalente a 300-400 watts/m².

As aves entram em estresse térmico em temperaturas a partir de 24ºC. Abrem as asas e as mantêm
afastadas do corpo numa tentativa de aumentar sua superfície corporal e facilitar a perda de calor, a
respiração torna-se ofegante, passando de uma taxa respiratória (TR) de 25 vezes/minuto para 250/minuto,
suas cristas e barbelas ficam excessivamente vermelhas.

A aceleração da respiração aumenta a entrada de O2, levando a um desequilíbrio ácido-básico e,


com isto, à acidificação do sangue. Como conseqüência, há uma sucessiva ocorrência de colapsos metabólicos
e o organismo, na tentativa de recuperar seu equilíbrio, lança mão de mecanismos compensatórios que não
suportam um estresse muito intenso ou prolongado e sucumbe.

Nos suínos, as faixas de temperatura ideais para as diferentes categorias são: reprodutores e matrizes,
entre 21 e 24ºC; para os leitões, entre 27 e 30ºC, e , para os animais em terminação, entre 12 e 21ºC.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 15 -

Acima destas temperaturas, eles começam a apresentar os seguintes sinais: prostração, ranger de dentes,
espumar pela boca, rejeição à comida, maior consumo de água, abortamentos inexplicáveis e diminuição
da lactação em fêmeas.

Os animais leiteiros da raça Holandesa, que compõem grande parte do rebanho leiteiro nacional, têm
sua temperatura de conforto térmico na faixa que vai de 5 a 24ºC. Acima desta temperatura começam a
ocorrer significativas perdas de produtividade, com os seguintes sinais de estresse térmico: língua de fora,
inquietude seguida de prostração, espumar abundante, recusa de alimento, diminuição da lactação e
abortamentos inexplicáveis em fêmeas.

As conseqüências gerais para as diferentes categorias de animais de produção são:

· Ovos sem casca ou com casca mole


· Postura irregular
· Sêmen sem qualidade, subfertilidade e até mesmo infertilidade, se o tempo de exposição a altas
temperaturas for muito prolongado
· Baixa fertilidade em fêmeas
· Abortamentos inexplicáveis (descartar causas infecciosas, traumáticas ou nutricionais)
· Diminuição de apetite
· Queda de peso
· Baixa produtividade
· Transtornos sanitários, principalmente pelo acúmulo de amônia, que é extremamente irritante
para a mucosa respiratória e ocular

Portanto, para reduzir perdas devemos reduzir calor.

De acordo com Broom (1986): BEM-ESTAR é o estado do organismo durante suas tentativas de se
ajustar ao seu meio ambiente.

Conhecendo estes conceitos, devemos direcionar a seleção de nossos animais, entre outras
características, para a adaptabilidade ao meio, associada ao potencial produtivo.

Na pecuária comercial, deseja-se o máximo de produtividade ao menor custo possível. Uma vez que
a lucratividade = renda bruta – custos totais, ou ainda, produtividade = faturamento/custos, quanto
menos for necessário investir na manutenção de animais e/ou instalações onerosas, melhor vai ser o
rendimento no final do ciclo produtivo.

Devemos sair do CÍRCULO VICIOSO em que empregamos Tecnologia de Produtos através de


aquisição de instalações caras, rações industrializadas, adubos químicos, sementes híbridas, maquinários
sofisticados, e entrar no CÍRCULO VIRTUOSO em que passamos a empregar a Tecnologia de Processos.
Nesta, precisamos dominar o conhecimento dos fenômenos que ocorrem no meio onde estamos inseridos
e trabalhar de acordo com nossas reais necessidades, conquistar e exercer a capacidade de gerenciar com
eficiência os recursos e processos envolvidos na produção. Isto requer que nos unamos com nossos
vizinhos e passemos a compartilhar nossos problemas e soluções para achar nossas respostas, e não
comprá-las prontas e globalizadas.

Nos sistemas intensivos de produção animal ocorrem mudanças ambientais significativas pela alta
quantidade de dejeções concentradas em determinados espaços. Além disso, há outras conseqüências:
menor produtividade, aumento da agressividade, vícios comportamentais, doenças, transtornos reprodutivos,
expectativa de vida reduzida, menor habilidade para crescimento e reprodução, traumatismos e lesões
físicas e imunossupressão.

Ademais, a tecnificação de sistemas agroindustriais gera altos custos com combustível, operadores
treinados, altos custos operacionais de manutenção e renovação de equipamentos e grandes investimentos
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 16 -

em infra-estrutura. Lembramos ainda que uma porcentagem significativa do custo de produção intensiva
de animais é representada pela alimentação.

O confinamento é o mesmo que pastoreio zero, e exige uso intensivo de fertilizantes, preparo do
solo, plantio, tratos culturais e colheita das culturas destinadas à produção de alimento para os animais, seja
sob forma de feno, silagem ou grãos para ração.

BEM ESTAR ANIMAL - TRANSPORTE E ABATE

Atualmente, a preocupação com a questão do bem-estar animal está bastante difundida em todos
os meios nos quais os animais façam parte de alguma etapa da produção, e isto não ocorre somente em
manejos orgânicos ou biodinâmicos, que tradicionalmente já levam este aspecto em consideração, mas
também em sistemas convencionais de produção animal.

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais foi promulgada na Unesco em Bruxelas, no dia 27
de janeiro de 1978.

Eis a transcrição:

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS:

ARTIGO 1:
Todos os animais nascem iguais diante da vida, e têm o mesmo direito à existência.

ARTIGO 2:
a) Cada animal tem direito ao respeito.
b) O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros
animais, ou explorá-los, violando esse direito. Ele tem o dever de colocar sua consciência
a serviço de outros animais.
c) Cada animal tem direito à consideração, à cura e à proteção do homem.

ARTIGO 3:
a) Nenhum animal será submetido a maus tratos e a atos cruéis.
b) Se a morte de um animal é necessária, ela deve ser instantânea, sem dor ou angústia.

ARTIGO 4:
a) Cada animal que pertence a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu
ambiente natural terrestre, aéreo ou aquático, e tem o direito de reproduzir-se.
b) A privação da liberdade, ainda que para fins educativos, é contrária a este direito.

ARTIGO 5:
a) Cada animal pertencente a uma espécie, que vive habitualmente no ambiente do homem,
tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condições de vida e de liberdade
que são próprias de sua espécie.
b) Toda modificação imposta pelo homem para fins mercantis é contrária a esse direito.

ARTIGO 6:
a) Cada animal que o homem escolher para companheiro tem o direito a uma duração de
vida conforme sua longevidade natural.
b) O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

ARTIGO 7:
Cada animal que trabalha tem o direito a uma razoável limitação de tempo e intensidade
de trabalho, a uma alimentação adequada e ao repouso.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 17 -

ARTIGO 8:
a) A experimentação animal, que implica em sofrimento físico, é incompatível com os
direitos do animal, quer seja uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer
outra.
b) Técnicas substitutivas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

ARTIGO 9:
Nenhum animal deve ser criado para servir de alimentação; deve ser nutrido, alojado,
transportado e abatido, sem que para ele haja ansiedade ou dor.

ARTIGO 10:
Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. A exibição dos animais e os
espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

ARTIGO 11:
O ato que leva à morte de um animal sem necessidade é um biocídio, ou seja, um crime
contra a vida.

ARTIGO 12:
a) Cada ato que leve à morte um grande número de animais selvagens é um genocídio, ou
seja, um delito contra a espécie.
b) O aniquilamento e a destruição do meio ambiente natural levam ao genocídio.

ARTIGO 13:
a) O animal morto deve ser tratado com respeito.
b) As cenas de violência de que os animais são vítimas devem ser proibidas no cinema e na
televisão, a menos que tenham como fim mostrar um atentado aos direitos dos animais.

ARTIGO 14:
a) As associações de proteção e de salvaguarda dos animais devem ser representadas em
nível de governo.
b) Os direitos dos animais devem ser defendidos por leis, como os direitos dos homens

Os animais têm direito a CINCO LIBERDADES, que são:

- Livre de sede, fome e subnutrição.


- Livre de desconforto.
- Livre de dor, injúria e doença.
- Livre para expressar comportamento normal.
- Livre de estresse e medo.

No manejo com os animais, os tratadores têm que ter muita calma e paciência. Do contrário, eles
tendem a ficar assustados e dificilmente colaborarão com aquilo que se deseja deles.

Animais que tiveram pouco contato com humanos ou que, em contatos anteriores, tenham participado
de situações traumáticas, apresentam menor tendência a colaborar. Nessas situações é que a calma e o
cuidado devem ser redobrados no manejo.

De modo geral, os técnicos e criadores só se preocupam em selecionar animais de produção baseados


em índices de produtividade, ganho de peso, etc. A seleção genética por temperamento é de grande
importância, pois é um fator transmissível entre gerações e que pode ser de grande importância, uma vez
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 18 -

que animais mais dóceis se estressam e se machucam menos e, como conseqüência disso, há menos perdas
no abatedouro por lesões e manchas nas carcaças, além de obter-se uma carne mais dura. Animais agressivos
têm uma média de 10-14% a menos no ganho de peso.

Os animais possuem o chamado PONTO DE BALANÇO, ponto que passa perpendicular à escápula
deles, logo atrás do ombro, e que pode ser usado para estimular sua movimentação na direção desejada.

Para estimular a locomoção do animal usando o ponto de balanço, temos que conhecer o conceito
de ZONA DE FUGA, área em torno do animal que ele considera como sendo uma extensão de seu próprio
corpo. Se invadimos essa região ele se afasta; se essa invasão persistir, ele foge se for possível ou vira-se e
encara quem o está ameaçando, atacando-o se for necessário, mesmo que seja maior do que ele.

Nos animais gregários outro método de defesa é o agrupamento ao menor sinal de ameaça. Nestes
animais há um forte instinto de seguir o líder do rebanho.

Os animais destinados o consumo humano devem ser abatidos, seguindo procedimentos técnicos e
científicos, que garantam seu bem-estar desde o embarque na propriedade até a operação de sangria no
matadouro. A estes cuidados, nesta etapa da produção animal, denomina-se ABATE HUMANITÁRIO.

Nas etapas precedentes ao abate, isto é, transporte e espera, devem prevalecer condições humanitárias
e, posteriormente, o abate deve ser realizado sem sofrimentos desnecessários.

Os cuidados que devem ser tomados no embarque e desembarque dos animais dizem respeito às
rampas, que não devem ter mais que 20º de inclinação para ruminantes e que sejam preferencialmente
retas para suínos. O chão deve ser de material antiderrapante ou com pequenos degraus que impeçam que
os animais escorreguem.

Tomar cuidado para evitar que portões, cercas e grades, não apresentem pontas ou saliências agudas
que traumatizem os animais durante sua movimentação.

Durante o transporte, os principais fatores de estresse são o medo e a dor, além de inadequado
manejo, contenção inadequada, restrições de alimento e água, exposição à temperaturas extremas e lesões.

De acordo com a distância a ser percorrida, deve-se planejar a viagem para horários em que a
temperatura não seja muito elevada, principalmente no verão, além de paradas periódicas para alimentar e
oferecer água para os animais. O ideal é que o local de abate seja no máximo a 200 km de distância do local
de embarque.
Sob estresse, o comportamento dos animais costuma manifestar-se através do escoicear e debater-
se, tentativa de fuga e vocalizações.

No abatedouro, o ideal é conduzir pequenos grupos de cada vez, dividindo os lotes com portões.

Para ruminantes, os corredores de alvenaria ou madeira devem ser de preferência em curva e


totalmente fechados nas paredes laterais. Quando as paredes dos corredores são vazadas, a claridade,
alternada com a escuridão que se forma, é um estímulo negativo para que os animais andem tranqüilamente.
Além disso, quando eles não vêem o final do corredor, porque este está em curva, sua curiosidade natural
faz com que avancem para frente espontaneamente.

Para suínos, deve-se cuidar para que os corredores não terminem em funil, pois, devido à configuração
de seu corpo, ao se aglomerarem, a tendência é de entalar; logo, o ideal é fazer corredores com pequenas
paredes em 90º, de modo que o suíno bate e dá ré para retomar a marcha adiante. Diferente dos ruminantes,
os corredores devem ser divididos longitudinalmente com divisórias vazadas, de modo que os animais
andem juntos e uns estimulem os outros a seguir adiante. Eles andam melhor lado a lado.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 19 -

O período de descanso dos suínos deve ser, no mínimo, de duas a quatro horas para evitar o
aparecimento da PSE (Palid, Soft and Exsudative) que faz com que a carne se torne pálida, mole e
exsudativa, sendo descartada para consumo.

Várias são as causas de distrações que atrapalham o fluxo tranqüilo dos animais na propriedade ou
outro local. Devemos entender que, muito freqüentemente, os animais não conseguem identificar
imediatamente um obstáculo que surge em seu caminho, precisando assegurar-se do que se trata e avaliar
se é possível prosseguir sem problemas. O indivíduo que não está treinado para essas situações e que não
vê o mundo sob a ótica dos animais, logo concluirá que estes não querem colaborar e empregará métodos
desnecessariamente agressivos, que só farão com que aumente o medo e tudo se torne mais difícil. Ao
final, todos estarão excessivamente e desnecessariamente cansados.

As causas de distrações podem ser:

- Poças com reflexos brilhantes;


- reflexos de metais lisos;
- correntes e outros objetos balançando;
- metal batendo;
- ruídos muito altos;
- “assobios de vento”;
- correntes de vento de frente para os animais;
- roupas ou pessoas em movimento;
- movimentos de hélices ou ventiladores;
- mudanças de cor ou textura do chão;
- ralos no chão, no caminho de passagem dos animais;
- objetos estranhos no caminho;
- mudança de cor dos equipamentos;
- entrada muito escura ou luz muito forte no final do corredor.

Para serem abatidos, os animais não devem estar conscientes, para evitar que sofram durante a
sangria. Eles são submetidos a um processo denominado INSENSIBILIZAÇÃO, no qual perdem a
consciência. Essa manobra é feita de diferentes maneiras: com pistolas pneumáticas, que em frações de
segundos, descerebram o animal, através de choque elétrico ou túneis de CO2, sendo este último proibido
nas normas de abate orgânico.

É importante que os animais não morram durante esse processo, porque os batimentos cardíacos
diminuiriam drasticamente, o que comprometeria a expulsão eficiente do sangue após a sangria, sendo este
o primeiro elemento a decompor-se na carcaça.

Quando a insensibilização é feita com a pistola pneumática, o animal permanece com os olhos
abertos, o olhar fixo, sem piscar, reflexo ocular ausente ao toque nem vibração nos globos oculares.
Quando é feita através de choque elétrico, inicialmente os olhos se fecham e depois ocorre um olhar fixo,
podendo ocorrer vibração ocular.

Devem ser observadas certas características importantes, para que o aturdimento dos animais seja
adequado tecnicamente:

O box de insensibilização deve ser estreito, com piso antiderrapante e um animal de cada vez.

Executar a manobra no ponto certo: na testa e entre os olhos para pistola pneumática, e nas têmporas
para choque elétrico.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 20 -

- A cabeça deve pender no máximo em 20 segundos;


- a língua deve ficar pendurada, relaxada e limpa;
- o corpo deve permanecer totalmente reto e relaxado;
- ausência de ritmo na respiração;
- cauda e ânus relaxados;
- podem ocorrer alguns reflexos musculares como engasgos e chutes;
- ausência de vocalizações.

8.3- Ritmos do Organismo Agrícola


Autor: Manfred Osterroht

Como podemos visualizar o organismo agrícola?

A idéia do organismo agrícola é, possivelmente, a idéia central das palestras do chamado “ Curso
Agrícola” de Steiner. Concebida com base numa visão espiritual dos reinos da natureza, encontrou, mais
tarde, uma nova roupagem, o conceito recente do agroecossistema.

Além de se ter uma vaga noção de que a integração de atividades poderá formar um agroecossistema
biodiverso e estável, é necessário desenvolver um olhar fenomenológico para aprender a visualizar o
organismo agrícola. Primeiro aquele existente, depois o futuro, que virá a ser.

A fenomenologia de organismos complexos, como o agrícola, depende de uma vivência clara da


fenomenologia dos quatro reinos e da importância de cada um deles na composição do organismo.

Organismos evidentes

Ninguém tem dúvida de estar diante de um organismo, quando olha para uma vaca. Trata-se não
apenas de um organismo homeostático, homeotérmico e dotado de um sistema imunológico, como também
de variados órgãos vitais que conferem, cada um, uma importante função vital ao conjunto.

Porém, como admitir a hipótese de que pasto, animais, lavoura, horta e pomar, floresta, caminhos,
riacho e fauna formam um organismo?

O que faz de um punhado de órgãos um organismo?

Evidentemente, não é possível amontoar todos os órgãos vitais de uma vaca e dizer tratar-se de uma
vaca completa, viva e animada. Também não é possível juntar carbono, nitrogênio, hidrogênio e oxigênio e
dizer: eis uma planta viva. Portanto, é inegável que a vida de uma planta não pode ser produzida simplesmente
pela soma de seus constituintes. De modo análogo, o organismo vaca não surgirá pela mera justaposição de
seus órgãos vitais, ainda que estejam vivos. O organismo somente é genuíno quando seus órgãos são
funcionais, dando suporte ao conjunto.

Há algo que une os órgãos de uma vaca regendo sua relação orgânica, assim como há algo que une
os constituintes bioquímicos organicamente, para que, por eles possa se revelar uma planta.

Percebe-se que, para se compreender essencialmente o organismo agrícola, é preciso ter uma viva
noção da relação dos quatro reinos com os quatro corpos constituintes.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 21 -

Os reinos da Natureza

Uma compreensão fenomenológica dos quatro reinos, particularmente da inversão que ocorre entre
o vegetal e o animal, é utilíssima para exercitar o olhar orgânico que nos leva a visualizar o organismo
agrícola.

As forças astrais que agem interiorizadas, no animal moldando os órgãos e habitando o lúmen,
criado pela invaginação dos tecidos, agem nas plantas de maneira inversa: de fora para dentro, contendo,
refreando a expansão etérica, moldando a forma dos vegetais de fora para dentro.

Nas palestras 2, 7 e 8 do Curso Agrícola, Rudolf Steiner expõe uma imagem bastante diferenciada
do que chama de organimo agrícola: para que ele seja não apenas vivo, mas sensível, deverá conter criação
animal e árvores em abundância. E, para que possa se tornar uma “individualidade agrícola”, ou seja, um
organismo individualizado, deverá reciclar suas forças e substâncias o máximo possível. Por isso o termo
agricultura biológico-dinâmica (bios=vida, dynamis=energia).

Organismos simples e compostos

Será importante ampliar a noção do organismo para um conjunto de seres vivos que interagem
organicamente, orientados por um objetivo comum, ou sustentando uma “causa maior”.

Continua
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 22 -

Tabela 2 - Interação orgânica entre os seres vivos.

Tabela 3 - A ação das forças astrais nos quatro reinos.

Órgãos funcionais de um organismo agrícola

Além da funcionalidade agroecológica, todos estes órgãos agem na vida e na aproximação do entorno
astral.

Imagem final

Diante desta ótica, é importante olhar para a realidade que conhecemos, a propriedade que
administramos, a paisagem que visitamos, reconhecendo novas qualidades de porções aparentemente
decorativas (um bosque aqui, uma capineira ali). Podemos, agora, trabalhar conscientemente na construção
de um novo organismo agrícola, enriquecendo e fortalecendo os órgãos que já se esboçam no atual.

Exercício:
a. É quase certo que o primeiro passo será a rearborização da área, vedando pastos, semeando a
lanço, fazendo viveiro.
b. Além disso, é possível reavaliar a decisão de não criar animais. Por que não, ou melhor, por que
sim?
c. Grandes lavouras poderão ser retalhadas em porções menores, destinando faixas, renques e
manchas à recuperação da vegetação nativa.
Faça um exercício, desenhando uma propriedade agrícola já evoluída num organismo agrícola.
8- MANEJO, SAÚDE, TERAPIAS E NUTRIÇÃO ANIMAL
- 23 -