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R ELATÓRIO DE C ONCRETIZAÇÃO DO P ROCESSO DE B OLONHA A NO L ECTIVO

RELATÓRIO DE CONCRETIZAÇÃO DO

PROCESSO DE BOLONHA

ANO LECTIVO 2007/2008

DEZEMBRO 2008

ÍNDICE

1. NOTA INTRODUTÓRIA

5

2. LEGISLAÇÃO

(PROCESSO DE BOLONHA)

8

3. O INSTITUTO POLITÉCNICO DE LEIRIA

9

4. O PROCESSO DE BOLONHA NO IPL

12

4.1. Cursos adequados a bolonha

12

4.2. Competências a adquirir pelos estudantes

14

4.3. Indicadores de evolução e comparação

15

4.4. Planos de estudo pré-adequação vs actuais

15

4.5. Medidas de apoio à promoção do sucesso escolar

16

4.6. Desenvolvimento de competências extracurriculares

19

4.7. Medidas de apoio à inserção na vida activa

19

4.8. Contributo dos estudantes e docentes

22

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

26

Relatório de Concretização do Processo de Bolonha

Relatório de Concretização do Processo de Bolonha

1. NOTA INTRODUTÓRIA

Ano lectivo 2007/2008

O presente relatório dá cumprimento ao estipulado no artigo 66.º-A do Decreto-Lei n.º

74/2006, de 24 de Março, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 107/2008, de 25 de Junho.

O chamado Processo de Bolonha tem a sua génese na Declaração da Sorbonne de

1998, a que se sucedeu a Declaração de Bolonha em Julho de 1999, aprofundada

pela Conferência de Praga de Maio de 2001 e pela Reunião de Berlim em 2003.

A Declaração de Bolonha tem como objectivo, entre outros, tornar inteligíveis e

comparáveis as formações ministradas no ensino superior nos diversos países que a subscreveram.

Subscrita em 1999 por 29 estados europeus (hoje, 47 estados europeus já a subscreveram), visa a constituição, até 2010 do Espaço Europeu de Ensino Superior (EEES).

Numa perspectiva de política educativa, o Processo de Bolonha define um conjunto de etapas e de passos a dar pelos sistemas de ensino superior europeus, resultantes da Declaração de Bolonha, no sentido de construir, até ao final da presente década, um espaço europeu de ensino superior globalmente harmonizado, em que as instituições passem a funcionar de modo integrado, num espaço aberto, antecipadamente delineado, e regido por mecanismos de formação e reconhecimento de graus académicos previamente homogeneizados.

A ideia base é, salvaguardadas as especificidades nacionais, o estudante de qualquer

estabelecimento de ensino superior poder iniciar a sua formação académica, continuar os seus estudos, concluir a sua formação superior e obter um diploma europeu

reconhecido em qualquer estabelecimento de ensino superior de qualquer Estado- membro.

Em Portugal, a plena concretização do Processo de Bolonha traduz-se na adopção de um sistema de ensino baseado no desenvolvimento das competências dos estudantes, em que as componentes de trabalho experimental ou de projecto, bem como a aquisição de competências transversais, desempenham um papel decisivo.

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Ano lectivo 2007/2008

Por outro lado, esse sistema consiste num modelo de organização do ensino superior em três ciclos de estudo e do sistema europeu de transferência e acumulação de créditos (“European Credit Transfer System" vulgarmente reconhecido pela sigla ECTS) baseado no trabalho efectivo dos próprios estudantes.

Na legislação portuguesa, o 1.º ciclo de estudo corresponde ao grau de licenciado, o 2.º ciclo ao grau de mestre e o 3.º ciclo ao grau de doutor. Existe, também, o ciclo de estudos integrado conducente ao grau de mestre que é um ciclo de estudos único que inclui formação de 1.º e 2.º ciclo e que confere o grau de licenciado depois de concluídos os 180 créditos correspondentes aos seis primeiros semestres de trabalho do estudante e o grau de mestre concluído o 2.º ciclo de estudos.

No ano lectivo de 2006/2007, segundo um comunicado do Gabinete do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, datado de 13 de Maio de 2007, cerca de 38%

da oferta de 1.º e 2.º ciclo (respectivamente, licenciatura e mestrado) era oferecida de acordo com as regras introduzidas no âmbito do Processo de Bolonha. Em 2007/2008,

a oferta já representava cerca de 50%, o que totalizava 1.600 programas de ensino

superior adequados ao Processo de Bolonha, o que significa que a restante oferta de

12% se iria adequar no ano lectivo 2008/2009.

Decorridos dois anos sobre o funcionamento, no ano lectivo de 2006/2007, da adequação dos primeiros cursos ao Processo de Bolonha em Portugal, pode constatar-se um considerável desempenho com vista à modernização da oferta educativa, à melhoria dos seus padrões de qualidade e à mobilidade de estudantes no espaço europeu.

Assim sendo, encontra-se praticamente concluído a realização deste ambicioso

objectivo em que Portugal se poderá afirmar competitivamente na Europa e esta, consequentemente, com outros parceiros a nível mundial, na área do ensino superior

e da ciência, enquanto espaço global, integrado e competitivo e, deste modo, ganhar maior protagonismo na arquitectura dos modelos das sociedades do conhecimento do século XXI.

No presente relatório descrevem-se, portanto, as mudanças operadas na oferta formativa do Instituto Politécnico de Leiria, uma vez introduzidas as regras de adequação ao Processo de Bolonha, nomeadamente as alterações introduzidas pelo

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Decreto-Lei n.º 107/2008, de 25 de Junho, face ao já anteriormente definido no Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de Março.

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2. LEGISLAÇÃO (PROCESSO DE BOLONHA)

A legislação relevante para a adequação a Bolonha é: o Decreto-Lei n.º 42/2005, de

22 de Fevereiro, que aprova os princípios reguladores para a implementação de um espaço europeu de ensino superior; a Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro definida como a Lei de Bases do Sistema Educativo, com redacção dada pelas Leis n. os 115/97, de 19

de Setembro e 49/2005, de 30 de Agosto; a Lei n.º 37/2003, de 22 de Agosto que

estabelece as bases do financiamento do ensino superior; o Decreto-Lei n.º 74/2006,

de 24 de Março, que aprova o regime jurídico dos graus de ensino superior, alterado

pelo Decreto-Lei n.º 107/2008, de 25 de Junho.

O referido Decreto-Lei n.º 107/2008 promove o aprofundamento do Processo de

Bolonha no ensino superior, assim como uma maior simplificação e desburocratização

de procedimentos no âmbito da autorização de funcionamento de cursos, introduzindo

medidas que garantem maior flexibilidade no acesso à formação superior, criando o regime legal de estudante a tempo parcial, permitindo a frequência de disciplinas avulsas por estudantes e não estudantes, apoiando os diplomados estagiários e simplificando o processo de comprovação da titularidade dos graus e diplomas.

De forma a preparar a adequação dos cursos a Bolonha, cumprindo o estipulado no

Decreto-Lei n.º 74/2006, o IPL aprovou, em 6 de Junho de 2007, o Regulamento Geral da Formação Graduada e Pós-graduada no Instituto Politécnico de Leiria e Regimes Aplicáveis a Estudantes em Situações Especiais. Trata-se de um documento com uma estrutura simplificada, agregando muitos dos regulamentos avulsos existentes anteriormente no IPL e que introduz algumas alterações na estrutura do ensino nas Escolas do IPL, nomeadamente define as normas relativas à adequação ao Processo

de Bolonha (regime de transição e regime de creditação).

Com vista à adequação ao Decreto-Lei n.º 107/2008, aos novos Estatutos do IPL e à Deliberação do Conselho Geral do Instituto de 23 de Julho de 2008, o IPL alterou o Regulamento interno acima referido por Despacho do seu Presidente, n.º 70/2008, de 4 de Setembro, com entrada em vigor no dia 5 de Setembro de 2008.

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3. O INSTITUTO POLITÉCNICO DE LEIRIA

“O Instituto Politécnico de Leiria, adiante designado por IPL, é uma instituição de ensino superior de direito público, ao serviço da sociedade, destinada à produção e difusão do conhecimento, criação, transmissão e difusão da cultura, da ciência, da tecnologia e das artes, da investigação orientada e do desenvolvimento experimental.

(art. 1.º dos novos Estatutos do IPL)

Criado em 1980, pelo Decreto-Lei n.º 303/80, de 16 de Agosto, iniciou a sua actividade em 1987, com a nomeação da primeira Comissão Instaladora, integrando a Escola Superior de Educação de Leiria (ESE).

Actualmente, e na sequência da recente revisão estatutária 1 decorrente do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (Lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro), a instituição é composta pelas seguintes unidades orgânicas de ensino e investigação:

Escola Superior de Educação, de Leiria, que passa a denominar-se Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, de Leiria (ESECS);

Escola Superior de Tecnologia e Gestão, de Leiria (ESTG);

Escola Superior de Artes e Design, de Caldas da Rainha (ESAD.CR);

Escola Superior de Tecnologia do Mar, de Peniche, que passa a denominar-se Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, de Peniche (ESTM);

Escola Superior de Saúde, de Leiria (ESSLei);

Instituto de Investigação, Desenvolvimento e Estudos Avançados (INDEA).

O

IPL integra igualmente três unidades orgânicas de formação, a saber:

UED — Unidade de Ensino a Distância;

FOR.CET — Centro de Formação para Cursos de Especialização Tecnológica;

FOR.ACTIVOS — Centro de Formação de Activos.

O

IPL integra ainda uma unidade orgânica de apoio à actividade pedagógica e de

promoção à transferência e valorização do conhecimento científico e tecnológico – o Centro de Transferência e Valorização do Conhecimento (CTC) – e unidades funcionais de apoio à actividade académica e de serviços à comunidade

1 Os novos Estatutos do IPL constam do Despacho Normativo n.º 35/2008, publicado na 2.ª Série do Diário da República n.º 139, de 21 de Julho de 2008.

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académica – os Serviços de Acção Social (SAS) e o Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE) 2 .

Através das suas unidades orgânicas, o IPL desenvolve actividades nos domínios do ensino e formação (formação graduada conferente do grau de licenciado e mestre, formação pós-graduada, formação pós-secundária não superior, formação contínua, formação a distância, curso preparatório de acesso ao ensino superior, curso preparatório de acesso ao ensino superior para maiores de 23 anos), da investigação (quer nas Escolas, quer nas unidades de I&D existentes no seio do INDEA), da transferência e valorização do conhecimento científico e tecnológico (apoiado pelo CTC), da prestação de serviços à comunidade, de apoio ao desenvolvimento e da cooperação em áreas de extensão educativa, cultural e técnica.

Uma das características marcantes do IPL é o facto de estar presente em quase todo

o distrito de Leiria. A instituição tem Escolas Superiores em Leiria – onde se situam os campus 1 (ESECS), campus 2 (ESTG e ESSLei) e campus 5 (FOR.CET, UED, CTC

e unidades de I&D), Caldas da Rainha – onde se situa o campus 3 (ESAD.CR), e

Peniche – o campus 4 (ESTM). Através das delegações do FOR.CET está ainda presente em Alcobaça, Nazaré, Figueiró dos Vinhos e Vila de Rei e, desenvolve actividades noutras localidades, nomeadamente em Avelar, Alvaiázere, Ourém, Pombal, Soure e Rio Maior.

O IPL dispõe ainda de nove unidades de I&D formalmente constituídas, a saber: o Centro de Investigação Identidades & Diversidades (CIID), o Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto (CDRSP), o globAdvantage - Center of Research on International Business & Strategy, o Grupo de Investigação em Recursos Marinhos (GIRM), o Núcleo de Investigação e Desenvolvimento em Educação (NIDE), o Grupo de Investigação em Artes e Estudos Cénicos (GIAE/C), o Centro de Investigação em Informática e Comunicações, o Grupo de Investigação e Turismo (GITUR) e o Centro de Investigação em Gestão e Sustentabilidade (CIGS).

Para além disso, coordena as delegações de Leiria do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESCC) e do Instituto de Telecomunicações (IT).

2 De referir que, nos termos do art.º 153 dos novos Estatutos, o novo sistema de órgãos apenas entra em funcionamento com a tomada de posse do novo Presidente, decorrente de eleição efectuada em conformidade com a nova legislação. Deste modo, a estrutura orgânica previamente indicada e as competências atribuídas estão dependentes da vigência do novo sistema de órgãos.

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Inserido numa região de grande dinamismo económico, o IPL posiciona-se num lugar de excelência ao nível das parcerias com entidades externas e empresas, concentrando em si esforços capazes de caminhar a par da inovação tecnológica indispensável no mercado de trabalho.

A instituição colabora com o tecido empresarial da região, quer através de projectos de investigação que envolvem os seus docentes e estudantes, quer através das prestações de serviços que tem vindo a desenvolver. Neste contexto, o instituto tem assumido um papel pró-activo enquanto agente dinamizador e impulsionador do empreendedorismo e da transferência de conhecimento, nomeadamente através da criação da Oficina de Transferência de Tecnologia e de Conhecimento (OTIC), a qual deu origem à nova unidade orgânica designada CTC e do Centro Empreendedor.

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4. O PROCESSO DE BOLONHA NO IPL

4.1. CURSOS ADEQUADOS A BOLONHA

A estrutura de graus de Bolonha manteve as designações Licenciatura, Mestrado e

Doutoramento que as instituições de ensino superior usavam na estrutura de graus anterior a Bolonha. Porém, a duração das licenciaturas de Bolonha é, em regra, mais curta do que a duração das licenciaturas existentes antes de Bolonha e os mestrados de Bolonha têm uma duração mais flexível consoante o nível de especialização do curso.

De acordo com a legislação em vigor, a adequação dos cursos deve ser realizada até ao final do ano lectivo de 2008/2009, para que no ano lectivo de 2009/2010 todos os ciclos de estudos estejam organizados de acordo com o novo modelo.

A implementação do Processo de Bolonha no IPL teve uma primeira fase no ano

lectivo de 2006/2007, com a entrada em funcionamento de todos os cursos da ESTM adequados a Bolonha, assim como a nova licenciatura de “Tradução e Interpretação:

Português/Chinês – Chinês/Português” ministrada na ESECS.

O ano lectivo seguinte, 2007/2008, assinala a adequação dos restantes cursos de 1.º

ciclo (licenciaturas) do IPL a Bolonha, entrando em vigor os novos planos de estudos nesse mesmo ano lectivo.

Assim, e atendendo apenas aos cursos adequados que concluíram pelo menos um ano lectivo de funcionamento no ano lectivo de 2007/2008 e não considerando os cursos extintos ou em processo de extinção, enumeram-se de seguida os cursos objecto de análise ao longo deste relatório.

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Quadro 1 – Cursos do IPL objecto de análise

Adequação a Bolonha

Cursos IPL

Grau

Duração

Regime

2006/2007

2007/2008

Escola Superior de Educação e Ciências Sociais

 

Licenciatura

Animação Cultural

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

Comunicação Social e Educação Multimédia

Licenciatura

Diurno e Pós- laboral

 

(180 ECTS)

3

anos

---

 

Licenciatura

Desporto e Bem-Estar

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

 

Licenciatura

Educação Básica

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

 

Licenciatura

Diurno e Pós-

 

Educação Social

(180 ECTS)

3

anos

 

laboral

---

Relações Humanas e Comunicação Organizacional

Licenciatura

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

 

Licenciatura

Diurno e Pós- laboral

 

Serviço Social

(180 ECTS)

3

anos

---

Tradução e Interpretação: Português/Chinês – Chinês/Português

Licenciatura

(240 ECTS)

4

anos

 

Diurno

Escola Superior de Tecnologia e Gestão

 

Licenciatura

Administração Pública

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

 

Licenciatura

Biomecânica

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

 

Licenciatura

Diurno e Pós-

 

Contabilidade e Finanças

(180 ECTS)

3

anos

 

laboral

---

 

Licenciatura

Energia e Ambiente

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

 

Licenciatura

Engenharia Automóvel

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

 

Licenciatura

Diurno e Pós- laboral

 

Engenharia Civil

(180 ECTS)

3

anos

---

 

Licenciatura

Diurno e Pós-

 

Engenharia Electrotécnica

(180 ECTS)

3

anos

 

laboral

---

 

Licenciatura

Diurno e Pós- laboral

 

Engenharia Informática

(180 ECTS)

3

anos

---

 

Licenciatura

Diurno e Pós-

 

Engenharia Mecânica

(180 ECTS)

3

anos

 

laboral

---

 

Licenciatura

Diurno e Pós- laboral

 

Gestão

(180 ECTS)

3

anos

---

 

Licenciatura

Informática para a Saúde

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

 

Licenciatura

Marketing

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

 

Licenciatura

Protecção Civil

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

 

Licenciatura

Diurno e Pós- laboral

 

Solicitadoria

(180 ECTS)

3

anos

---

 

Licenciatura

Tecnologia dos Equipamentos de Saúde

(180 ECTS)

3

anos

 

Diurno

---

Escola Superior de Artes e Design

 

Licenciatura

Artes Plásticas

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

---

 

Licenciatura

Design de Ambientes

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

---

 

Licenciatura

Design de Cerâmica e Vidro

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

---

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Adequação a Bolonha

Cursos IPL

Grau

Duração

Regime

2006/2007

2007/2008

 

Licenciatura

Design Gráfico e Multimédia

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

---

 

Licenciatura

Design Industrial

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

---

 

Licenciatura

Som e Imagem

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

---

 

Licenciatura

Teatro

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

---

Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar

 

Licenciatura

Animação Turística

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

---

 

Licenciatura

Biologia Marinha e Biotecnologia

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

 

Licenciatura

Engenharia Alimentar

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

 

Licenciatura

Diurno e

Gestão Turística e Hoteleira

(180 ECTS)

3

anos

Pós-laboral

(Diurno)

 

Licenciatura

Diurno e

Marketing Turístico

(180 ECTS)

3

anos

Pós-laboral

(Diurno)

 

Licenciatura

Restauração e Catering

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

 

Licenciatura

Turismo

(180 ECTS)

3

anos

Diurno

Escola Superior de Saúde

 

Licenciatura

Enfermagem

(240 ECTS)

4

anos

Diurno

---

 

Licenciatura

Enfermagem – entrada no 2.º semestre

(240 ECTS)

4

anos

Diurno

---

4.2. COMPETÊNCIAS A ADQUIRIR PELOS ESTUDANTES

O Processo de Bolonha significa reorganizar o processo formativo em torno de novos valores: as competências e não só os conteúdos, as aprendizagens e não simplesmente o ensino, a participação e o envolvimento de todos os agentes implicados e não apenas a participação de professores nas aulas e de estudantes no estudo e nos exames.

Os estudantes são um dos elementos centrais do Processo de Bolonha. A mudança de paradigma do ensino para aprendizagem assenta no desenvolvimento de competências (o que é que o estudante é capaz de ou sabe fazer) face aos objectivos de aprendizagem (o que é que o estudante deve ser capaz de fazer). As componentes de trabalho experimental ou de projecto, entre outras, e a aquisição de competências transversais, devem desempenhar um papel decisivo. Esta centralidade no estudante

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torna-o elemento activo no processo de aprendizagem que se pressupõe acontecer ao longo da vida.

O ANEXO I deste relatório inclui informação sobre as competências a adquirir em cada uma das unidades curriculares que constituem os cursos do IPL em análise, bem como a indicação se inclui componente de trabalho experimental ou de projecto.

4.3. INDICADORES DE EVOLUÇÃO E COMPARAÇÃO

Nos termos do disposto na alínea f) do n.º 2 do artigo 63.º do Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de Março, na adequação de um ciclo de estudos foi instruída uma análise comparativa entre a organização fixada para o ciclo de estudos e a de cursos de referência com objectivos similares ministrados no espaço europeu. No n.º 3 do artigo 66.º-A do mesmo diploma legal, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 107/2008, de 25 de Junho, diz que “o relatório deve incluir informação e indicadores que evidenciem o progresso das mudanças realizadas na instituição e em cada curso e que o permita comparar com a evolução realizada em outras instituições que se constituam como referência”.

Na sequência da análise efectuada às diferentes instituições que se constituem como referência a cada um dos cursos do IPL que são objecto de análise, não se encontrou qualquer estudo que evidenciasse o progresso das mudanças operadas com a implementação do Processo de Bolonha e que permitisse estabelecer qualquer análise comparativa.

4.4. PLANOS DE ESTUDO PRÉ-ADEQUAÇÃO VS ACTUAIS

Sob o ponto de vista formal, o processo de transição da organização tradicional das formações para a organização das mesmas de acordo com a Declaração de Bolonha não é, no essencial, diferente da transição que se faz quando se alteram os planos curriculares de um curso.

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Contudo, de acordo com a linguagem e o espírito de Bolonha não há um processo de equivalências, mas sim um processo de creditação com base em competências adquiridas numa determinada área científica que integra o plano de estudos do curso (as unidades curriculares encontram-se agrupadas em áreas científicas) e não num conjunto de conteúdos (que em teoria podem ser diferentes).

De salientar ainda que nas anteriores transições curriculares, quando uma unidade curricular não tinha equivalência podia considerar-se mais ou menos perdida - ficava o conhecimento adquirido, mas não certificado. Agora, mesmo que uma determinada unidade curricular deixe de constar de um plano de estudo ela é sempre certificada através do Suplemento ao Diploma, e os créditos que lhe forem atribuídos constituem um valor por si mesmos.

A utilização dos ECTS não é, também, propriamente uma novidade nacional. Este sistema é já utilizado. A sua utilização limitava-se muitas das vezes aos programas de mobilidade de estudantes, como o Programa SOCRATES/ERASMUS, no âmbito dos quais era um instrumento importante para o reconhecimento académico dos estudos efectuados no estrangeiro. Agora este passa a ser o único sistema de creditação em vigor.

No ANEXO III deste relatório encontram-se as tabelas comparativas, para cada curso em análise, entre os planos de estudo pré-adequação e os actuais. De salientar, que as licenciaturas no IPL tinham a duração de 4 ou 5 anos, consoante o curso, e que com a adequação a Bolonha passaram a ter uma duração de 3 anos, com excepção do curso de “Tradução e Interpretação: Português/Chinês – Chinês/Português” ministrado na ESECS e “Enfermagem” da ESSLei que são de 4 anos. Assim sendo, não deverá ser feita uma observação quanto ao total de horas do curso, pois dada a redução do número de anos do curso, obviamente diminuiu, mas sim ao peso que cada componente (experimental ou de projecto) tem sobre o total de horas.

4.5. MEDIDAS DE APOIO À PROMOÇÃO DO SUCESSO ESCOLAR

O IPL desenvolveu nas suas Escolas Superiores um projecto de promoção do sucesso escolar e combate ao abandono, o qual foi denominado por “Trajectos… com Sucesso no IPL”.

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Este projecto foi objecto de uma candidatura ao Programa Operacional Ciência e Inovação 2010, tendo iniciado em Abril de 2007 e terminado em Julho de 2008.

O “Trajectos … com Sucesso no IPL” consistiu no desenvolvimento de duas grandes acções:

1) Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE); 2) Formação Pedagógica de Docentes.

1) SERVIÇO DE APOIO AO ESTUDANTE (SAPE)

Com o SAPE pretendeu-se promover e desenvolver actividades em 3 eixos principais:

a) Apoio psicopedagógico;

b) Orientação e acompanhamento pessoal e social;

c) Apoio psicológico e orientação vocacional.

a) No que se refere ao apoio psicopedagógico, as actividades implementadas foram

as seguintes:

Criação dos Grupos de Apoio a Dificuldades Académicas Específicas (GADAE). O principal objectivo desta actividade prendeu-se com o reforço das horas de estudo e o desenvolvimento de competências científicas que o estudante, por si só, teve dificuldades em apreender, nomeadamente em duas áreas consideradas prioritárias: Matemática e Contabilidade e Finanças. Promoção de Programas de Competências de Estratégias de Estudo. Este programa teve como principal objectivo identificar e desenvolver estratégias que permitissem melhorar e optimizar o trabalho e desempenho académicos, ultrapassar algumas das dificuldades mais sentidas no estudo e fomentar a importância da auto-regulação para o sucesso do estudante do IPL. Promoção de Programas de Competências de Comunicação e Relação. Com este programa pretendeu-se desenvolver e implementar nos estudantes do IPL um conjunto de competências de natureza intra e interpessoal importantes para a promoção do seu desenvolvimento global e harmonioso.

b) No contexto da orientação e acompanhamento pessoal e social, o SAPE, em

articulação com as Associações de Estudantes, promoveu o desenvolvimento de actividades no âmbito do acolhimento do aluno recém-chegado, utilizando mecanismos facilitadores da sua rápida integração e adaptação à instituição e à

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cidade, bem como da sua orientação e acompanhamento. Uma das actividades implementadas foi a criação de um sistema de Mentorado, com o qual se pretendia que os estudantes mais experientes assumissem um papel central no acolhimento e acompanhamento dos novos estudantes.

c) No que diz respeito ao eixo do apoio psicológico e orientação vocacional, o objectivo essencial do projecto prendeu-se com o desenvolvimento de uma intervenção que permitisse, entre outros aspectos, ajudar os alunos a optimizar recursos de diferentes fontes de suporte social, a evitar situações de crise e de ruptura, a diminuir vulnerabilidades, a desenvolver formas de lidar com o stress e a retirar o máximo proveito das suas opções vocacionais. Neste sentido, os psicólogos do SAPE desenvolveram actividades de atendimento psicológico/acompanhamento e encaminhamento junto dos estudantes das Escolas do IPL.

2) FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES.

Com o intuito de favorecer o ajustamento dos docentes da instituição à nova realidade do ensino superior, o projecto contemplou ainda uma acção de Formação Pedagógica de Docentes desenvolvida nas cinco Escolas do Instituto, sendo composta por três módulos: Docência e Sucesso Académico no Ensino Superior; Docência e Investigação no Ensino Superior e Desenho Curricular no Ensino Superior.

De referir ainda que, para além das actividades previstas inicialmente, foram desenvolvidas no âmbito do projecto outras actividades igualmente importantes, nomeadamente:

Workshop dirigido aos docentes das várias Escolas do IPL subordinado à temática “Competências de Estudo e Auto-Regulação da Aprendizagem no Ensino Superior”;

Workshops “SOS Avaliações” e “SOS Exames”, dirigidos aos estudantes das diferentes Escolas do IPL;

Relatório sobre o Ensino Pós-laboral na instituição;

Seminário “Dar o salto”;

Blogue do SAPE.

Relatório de Concretização do Processo de Bolonha

Relatório de Concretização do Processo de Bolonha

Ano lectivo 2007/2008

4.6. DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EXTRACURRICULARES

A formação extracurricular, se aliada a uma formação curricular sólida e adequada e a um bom aproveitamento curricular, traz importantes vantagens aos estudantes, nomeadamente:

o desenvolvimento aprofundado de competências adquiridas curricularmente a um nível mais superficial e que se percebem como úteis ou até determinantes do sucesso, quando se opta por dado percurso de especialização;

a diversificação de competências, contribuindo para a construção de um currículo diferenciado e personalizado, revelador de curiosidade, dinamismo pessoal e capacidade de trabalho;

a promoção e desenvolvimento de competências ao nível do relacionamento interpessoal com colegas, superiores hierárquicos, clientes.

Importa garantir que, para além da robustez da configuração curricular e da adequação da metodologia de ensino-aprendizagem, os estudantes possuem as competências adequadas para poderem melhor beneficiar do que é central ao processo: a capacidade de aprendizagem autónoma e de construção sobre o conhecimento adquirido, cada vez mais necessário no percurso académico, e mais tarde, no futuro profissional dos estudantes.

Assim, foram preparadas acções de formação extracurriculares que constituem um elemento facilitador para a adaptação dos alunos, conferindo-lhes as competências necessárias para uma aprendizagem de qualidade.

No ANEXO II deste relatório encontram-se detalhadas as acções desenvolvidas com este objectivo, por cada uma das Escolas do IPL bem como pela Unidade de Ensino a Distância (UED).

4.7. MEDIDAS DE APOIO À INSERÇÃO NA VIDA ACTIVA

a) Bolsa de Emprego Desde Dezembro de 2006 que o IPL disponibiliza uma Bolsa de Emprego online.

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Este serviço tem como objectivo principal dinamizar a empregabilidade dos seus

diplomados, procurando a sua integração no mercado de trabalho. Procura gerir, quer

o fluxo de procura de emprego por parte dos seus licenciados, quer a oferta de

trabalho por parte de entidades empregadoras da região, do país e até estrangeiras.

Dados estatísticos sobre a Bolsa de Emprego:

N.º estudantes inscritos em 2007: 547; N.º de ofertas de emprego em 2007: 337;

N.º estudantes inscritos em 2007: 547; N.º de ofertas de emprego em 2007: 337;

Para além disso, existe uma forte preocupação por parte do IPL em promover uma boa ligação entre cada Escola e o mercado de trabalho, existindo Gabinetes específicos ou pessoas responsáveis, consoante as Escolas, por apoiarem os estudantes, finalistas e recém-licenciados, na ligação entre a vida académica e o mundo do trabalho, divulgando informação sobre ofertas de emprego, de estágios, de formações que permitam aos estudantes uma melhor integração na nova fase e que permita também às empresas/instituições empregadoras terem informações sobre os alunos finalistas e recém-licenciados.

b) Oficina de Transferência de Tecnologia e de Conhecimento (OTIC/CTC)

A criação de uma cultura empreendedora no seio do IPL permite gerar um ambiente

favorável ao surgimento de ideias criativas que possam gerar novos negócios que promovam o desenvolvimento da região, bem como de manter os jovens e as pessoas criativas e talentosas na região.

O IPL, no seu papel promotor da cultura empreendedora, nomeadamente através da

actividade da Oficina de Transferência de Tecnologia e de Conhecimento (OTIC/CTC), do Centro Empreendedor (resultante do projecto VPE - Leiria Oeste NEOTEC) e da incubadora de empresas do IPL, tem procurado incorporar práticas empreendedoras no dia-a-dia da Instituição, através da participação em projectos, organização de eventos, congressos, workshops entre outros, visando proporcionar uma maior interacção entre comunidade académica e sociedade civil, e estimular o espírito de criatividade e inovação. A introdução da temática do empreendedorismo nos seus planos curriculares, a promoção de cursos que incidam sobre esta temática, o apoio à criação de projectos interdisciplinares, dos quais possam resultar na criação de empresas de base tecnológica, são apenas alguns exemplos dos mecanismos utilizados pelo IPL.

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OTIC - Marcos importantes (em parceria com o Centro Empreendedor):

Celebração de um Protocolo de Cooperação com a ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários)/Academia dos Empreendedores, com o objectivo de incentivar a capacidade empreendedora dos estudantes. Ao abrigo do protocolo foram realizadas as seguintes iniciativas:

o Iniciativas de Sensibilização: dois Road-Show’s, que contaram com a participação de cerca de 1000 pessoas;

o Iniciativas de apoio à Criação de Empresas: dois Concursos de Ideias - 10ª e 11ª Edição do Concurso de Ideias da Cabeça para o Papel – donde resultaram 35 candidaturas, 5 projectos seleccionados via Comissão de Análise IPL, 5 projectos entre os 5 melhores a nível nacional e um projecto vencedor a nível nacional; 1ª Edição da Escola de Empreendedores onde participaram 18 estudantes do IPL e donde resultaram 3 ideias/projecto com plano de negócios. Destes três projectos, dois estão a ser implementados, um com a criação da empresa e outro que foi vencedor a nível nacional do LenaBusiness. Celebração de um Protocolo no âmbito do FINICIA, com o objectivo de facilitar o acesso ao financiamento pelas empresas de menor dimensão, que habitualmente apresentam maiores dificuldades na sua relação com o sistema financeiro. Ao abrigo do protocolo, o IPL como entidade dinamizadora, promoveu o Programa FINICIA, tendo sido submetidos dois projectos a financiamento, dos quais um está aprovado e o outro está em fase de análise. Foram promovidos Concursos para Financiamento dos Planos de Negócio, donde resultaram 22 ideias/projecto e financiados 6 planos de negócio. IPL como parceiro universitário do Concurso AUDAX Negócios à Prova, onde foram submetidos 13 projectos, e seleccionados 3 projectos em 30 pré- seleccionados para os programas televisivos. Em resultado dos três projectos, um ocupou o segundo lugar no programa televisivo e restantes o terceiro lugar. IPL parceiro do Concurso LenaBusiness, onde das 10 candidaturas do IPL submetidas uma foi vencedora a nível nacional. IPL associou-se à 5.ª Edição do Poliempreende, donde resultaram: 15 inscritos na Oficina E; 18 candidaturas ao Concurso de Ideias, 3 seleccionados; 35 inscritos na Oficina E 2 ; 4 candidaturas ao Concurso de Planos de Negócio, donde a nível regional foram premiados 3 projectos do IPL e a nível nacional um projecto do IPL ocupou o segundo lugar.

Relatório Concretização Processo Bolonha

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Submissão de 5 candidaturas à Incubadora de Empresas do IPL, donde resultaram de momento 4 incubações físicas e 1 incubação virtual. Dos projectos acompanhados pelo Centro Empreendedor, resultaram 6 patentes e 1 registo de marca. 1ª Edição do Curso de Empreendedorismo on-line que contou com a participação de 60 formandos a nível nacional. Introdução de uma disciplina de Empreendedorismo e Inovação em cerca de 40% dos cursos ministrados pelo IPL no ano lectivo de 2007/2008.

c) Incubadora de Empresas Ao nível de incubadora de empresas, para além do IPL possuir uma incubadora de empresas, é um dos associados da Incubadora D. Dinis (IDD).

Sedeada em Leiria, a IDD é uma entidade de direito privado sem fins lucrativos, constituída em Julho de 2004 por iniciativa do IPL, da Associação Empresarial da Região de Leiria (NERLEI) e da Câmara Municipal de Leiria, com a colaboração do Instituto Pedro Nunes. Tem por objectivo promover o empreendedorismo, a inovação e as novas tecnologias e de contribuir para a criação de novos projectos empresariais.

4.8. CONTRIBUTO DOS ESTUDANTES E DOCENTES

Uma das competências do Conselho Pedagógico de cada Escola do IPL é promover a realização de inquéritos regulares ao desempenho pedagógico dos docentes e ao funcionamento das unidades curriculares (UC) dos Cursos, e a sua respectiva análise e divulgação.

Assim, e com uma periodicidade semestral, é distribuído um questionário aos estudantes para preenchimento. No ano lectivo de 2007/2008, face à adequação dos Cursos a Bolonha, o questionário que vinha sendo usado ficou desajustado.

Adicionalmente, à luz do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), Lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro, os Conselhos Pedagógicos das Unidades Orgânicas possuem novas competências, no que diz respeito ao processo de avaliação, pelo que, o questionário carece de novo enquadramento.

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Deste modo, foi estabelecido que o questionário deveria ser substituído por um outro, com questões mais orientadas para a adequação dos Cursos a Bolonha e as novas metodologias de ensino-aprendizagem, com particular enfoque nas sessões de orientação tutorial (OT).

Na sequência do preenchimento dos mesmos, o Conselho Pedagógico de cada Escola elaborou um relatório contendo o resultado do tratamento das respostas, relativo a cada curso, agregadas num relatório geral que dando conta das percepções dos estudantes ao nível de:

(i)

Avaliação geral do desempenho pedagógico (desempenho pedagógico dos docentes, adequação da quantidade de trabalho, articulação entre os programas, adequação dos métodos pedagógicos, adequação dos métodos de avaliação, benefícios da avaliação contínua e disponibilidade dos docentes);

(ii)

Avaliação específica relativa ao funcionamento da Orientação Tutorial (assiduidade dos estudantes, benefícios na progressão da aprendizagem e envolvimento e disponibilidade dos docentes);

(iii)

Avaliação específica relativa a outros aspectos em particular;

(iv)

Sugestões para melhorar o desempenho pedagógico.

De salientar que os aspectos considerados nos tópicos (i) e (ii) dizem respeito a questões de campo fechado, enquanto os restantes a uma questão de campo aberto.

Da análise conjunta dos referidos relatórios, e para efeitos do presente, podem ser realçados alguns aspectos relacionados por um lado com o novo regime de tutorias e, por outro, com as alterações provocadas pelo processo de transição para Bolonha.

Implementação da Orientação Tutorial (OT)

Entre os aspectos positivos salienta-se:

A possibilidade de esclarecimento de dúvidas relacionadas com os conteúdos programáticos;

O desenvolvimento de competências para a elaboração de trabalhos,

resolução de exercícios e análise de casos práticos;

A manutenção em simultâneo das sessões de orientação tutorial com o mais tradicional modelo de atendimento em gabinete mostrou-se uma vantagem

Relatório Concretização Processo Bolonha

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complementar e necessária (há opiniões expressas acerca da preferência do atendimento em gabinete, visto por vezes como mais personalizado) em particular no caso dos trabalhadores-estudantes, sendo isso considerado facilitador do processo de ensino-aprendizagem;

Maior envolvimento e disponibilidade dos docentes nas sessões de OT relativamente ao anterior modelo de atendimento que era disponibilizado aos estudantes.

Entre os aspectos menos positivos e algumas sugestões, são de salientar os seguintes:

Deverá ser avaliada a pertinência da existência de OT em todas as unidades curriculares (nalgumas os estudantes consideram que as tutorias são desnecessárias);

Deverá haver uma maior flexibilização das OT em termos de horário e à calendarização;

A utilização das OT enquanto exposição de conteúdos só se deve verificar quando estes conteúdos interessam especificamente aos estudantes de uma determinada OT;

Como conclusão pode retirar-se que esta modalidade de trabalho apresenta bastantes aspectos positivos embora ainda não se tenha conseguido retirar dela todas as potencialidades que aparentemente encerra.

Alterações provocadas pelo Processo de Transição

Entre os aspectos positivos salientam-se os seguintes:

Aumento do ensino teórico-prático;

Aumento do trabalho prático-laboratorial nos cursos;

Aplicação de estratégias que facilitam o processo de aprendizagem e a promoção do sucesso escolar (as mais referidas são as constantes nas duas alíneas anteriores);

A avaliação por módulos na maioria das unidades curriculares.

Os aspectos negativos mais referenciados foram:

Dificuldades na transição entre planos de estudos;

Diminuição do número de anos dos cursos;

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Aumento significativo da carga de trabalho (em particular trabalho autónomo e de grupo) e dos conteúdos curriculares nas unidades curriculares;

Extinção dos estágios curriculares na maioria dos cursos;

Desadequação dos ECTS nalgumas unidades curriculares.

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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os dados recolhidos e agora apresentados permitem concluir que no IPL e nas suas Escolas a implementação das alterações decorrentes do Processo de Bolonha foram globalmente positivas, aceitando como certo de que todo o processo de mudança acarreta sempre perturbação.

A

implementação das alterações decorrentes do Processo de Bolonha são complexas

e

não se limitam aos aspectos formais da redução do número de anos dos cursos. A

implementação do sistema de créditos ECTS, por um lado, e a mudança do paradigma formativo por outro, com todas as consequências metodológicas, em sentido lato, que

implicam, demoram tempo a implementar. Além disso carecem de um processo de refinamento inicial que não se consegue na duração de um ciclo de estudos de licenciatura. Obriga a um processo de formação pedagógica do pessoal docente e não docente (em especial o pessoal afecto ao apoio ao ensino e aos laboratórios).

O IPL iniciou esse processo. Estamos conscientes de que ainda há muito trabalho a fazer mas resolvemos encarar a implementação das alterações decorrentes do Processo de Bolonha como uma janela de oportunidades que nos permitirá passar de espectadores a actores na construção do Espaço Europeu do Ensino Superior.

De todos os aspectos relacionados com este processo, a organização da aprendizagem em torno do conceito de competências, a introdução de novas metodologias e a constituição de um sistema de garantia de qualidade capaz de monitorizar todos estes aspectos que estamos a alterar são, talvez, os maiores desafios que temos pela frente neste domínio.