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Disciplina: Direito do Trabalho II Professora: Marice Taques Aula nº 9

SUJEITOS DO CONTRATO DE TRABALHO : EMPREGADOR l. A DEFINIÇÃO DE EMPREGADOR NA CLT

A CLT dispõe que "considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços" (art. 2a). Cabe aqui enfatizar que para a uma pessoa ser caracterizada como empregador, a CLT expressamente estabelece a exigência de que ela assuma os riscos do negócio econômico. A empresa é comumente conceituada como uma atividade organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços destinados ao mercado, com objetivo de lucro. Uma empresa não necessariamente assume a forma de uma pessoa jurídica, conforme definidas pelo Direito Civil ou Comercial. No âmbito do Direito do Trabalho, assume relevância nesse conceito a assunção do risco da atividade econômica. A empresa deve assumir tanto os resultados positivos quanto os negativos do empreendimento, não podendo estes últimos ser transferidos ao empregado. Não é elemento essencial da definição de empregador a pessoalidade. Embora esse requisito seja imprescindível para a conceituação de empregado, não o é para a de empregador. Prova disso é o fato de o empregador poder ser substituído normalmente no comando dos negócios, sem que sejam afetadas em qualquer aspecto as relações de emprego existentes com os trabalhadores da empresa. O empregado, ao contrário, não pode se fazer substituir livremente, conforme já estudamos. É empregador a empresa de trabalho temporário, cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras empresas, temporariamente, trabalhadores, devidamente qualificados, remunerados e assistidos pela empresa de trabalho temporário. Empregador rural é a pessoa física ou jurídica, proprietária ou não, que explore atividade agroeconômica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por meio de prepostos e com auxílio de empregados. Empregador doméstico é a pessoa ou família que, sem finalidade lucrativa, admite empregado doméstico para lhe prestar serviços de natureza contínua para seu âmbito residencial. Finalmente, há que se destacar que a jurisprudência tem entendido que, na locação permanente de mão-de-obra, ressalvados os casos expressamente admitidos, há formação de vínculo empregatício diretamente com o tomador de serviços, passando este à condição de empregador (TST, Súmula nº 331). 2. EQUIPARADOS A EMPREGADOR Enquanto o caput do art. 2a da CLT define empregador, como acima visto, o seu parágrafo primeiro trata das pessoas equiparadas a empregador. Consoante este dispositivo, "equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas e outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados" (§ 1a). O legislador optou por estabelecer essa dicotomia - empregador e equiparado a empregador - em razão de as pessoas enumeradas no § 1a do art. 2a da CLT, acima transcrito, não poderem ser enquadradas no conceito econômico de empresa. Entretanto, no intuito de assegurar aos trabalhadores contratados como empregados por essas pessoas a proteção jurídica conferida aos empregados em geral, o legislador, embora reconhecendo não serem

para Amaro Barreto e Alice Monteiro. Dispõe a CLT que "sempre que uma ou mais empresas. São equiparados a empregador. ou sem fins lucrativos. podemos citar o grupo econômico Itaú ou Bradesco. a associação de servidores etc. os sindicatos. pelas dívidas trabalhistas de cada uma delas perante os respectivos empregados. serviços bancários. a de turismo. Como exemplo. equiparou-as ao empregador. basta a existência de uma relação de coordenação entre as empresas para que reste configurada a responsabilidade solidária relativa às suas obrigações trabalhistas. Exige-se. porém. um empregado que somente haja trabalhado para a empresa "X". é possível a existência de grupo econômico. mesmo nunca tendo existido relação de emprego entre ele e as outras empresas. 22. delimitação que se mostra sobremaneira abrangente. "Y" e "Z". sem jamais haver tido relação de qualquer natureza com "Y" ou "Z".1 Como decorrência dessa regra. embora. para os efeitos da relação de emprego. com o caráter de instituição assistencial de seus empregados. para o fim de aplicação das leis trabalhistas. por exemplo. não estabelecendo exigência de que eles possuam alguma específica natureza jurídica. o condomínio de apartamentos. As associações civis. Por essa razão. as associações de profissionais liberais. em tese. que o grupo poderá ser industrial. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas" (art. 2a evidencia que o ponto essencial da definição está no fato de haver contratação de trabalhadores enquadráveis como empregados. somente. quando uma empresa comercial organiza uma sociedade civil beneficente. nos quais várias empresas coordenadas entre si exercem diferentes atividades (turismo. seguros de automóveis. predomina neste caso. Se o grupo for de natureza civil. chega-se à identificação do empregador. e podem ser exigidos. os valores poderão ser exigidos de qualquer delas. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. por meio da verificação da presença de empregado. ficando com a maioria das cotas-partes desta última. § 2a). mais bem garantidos do que os empregados de uma empresa isolada. a atividade econômica comercial. Em verdade. na configuração da relação de emprego. A leitura de seu art. a natureza econômica do grupo. se um grupo econômico for constituído pelas empresas "X". isto é. o profissional autônomo. sem fins lucrativos. "Y" e "Z" respondem solidariamente com "X" pelos créditos trabalhistas por ela devidos a seu empregado. Qualquer instituição assistencial. constituindo grupo industrial. de todas as empresas do grupo. as associações sindicais não são consideradas grupo de empresas. terá garantido o 1 No que tange às instituições beneficentes. Se o empregado trabalha em uma empresa do grupo. por equiparação. GRUPO DE EMPRESAS: RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA A lei brasileira instituiu a responsabilidade solidária entre as empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico. Podemos concluir que a CLT não foi taxativa ao indicar os tipos possíveis de empregador ou de pessoas equiparadas a ele.2 elas empresas. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. tendo. serão. cada uma delas. pois não têm finalidade econômica. ou seja. desde que contratem empregados. seguros de saúde. Indica. controle ou administração de outra. terá o pagamento das dívidas trabalhistas de que seja credor assegurado pelas três empresas. ou daquele a ele equiparado. personalidade jurídica própria. . excepcionalmente. Assim. não será alcançado pela responsabilidade solidária. concluímos que em um grupo econômico os empregados das diversas empresas que o compõem estarão. A CLT não indica formas ou tipos de grupos. uma vez que os créditos trabalhistas daqueles são de responsabilidade. que tiver trabalhadores enquadrados na condição de empregados será considerada empregador. corretagem de valores mobiliários etc. 3. estiverem sob a direção.).

para a empresa "X" e. para a empresa "Y". No entanto. "X" e "Y". não define o grupo de empresa como empregador único. Ocorrendo a extinção do empreendimento e existindo passivo trabalhista remanescente. ou ainda quando. A teoria da solidariedade ativa defende a tese de que o grupo de empresas é um só empregador.1. que se estabeleceria entre o trabalhador e o grupo. Na atividade rural também há expressa menção à responsabilidade solidária do grupo econômico rural. mesmo guardando cada uma sua autonomia. com finalidade lucrativa. e não entre o empregado e a empresa "X" ou a empresa "Y". objetivando explorar determinado negócio e se dissolvendo automaticamente tão logo ele seja concluído. São alcançados pela responsabilidade solidária a holding. em verdade.889/73. embora tendo cada uma delas personalidade jurídica própria. a exigência do pagamento poderá ser feita contra qualquer delas ou contra todas conjuntamente. serão responsáveis solidariamente nas obrigações decorrentes da relação de emprego (Lei nº 5. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. havendo mera responsabilidade entre elas. sendo que aquele que trabalha para qualquer uma das empresas do grupo. salvo ajuste em contrário. . estiverem sob direção. é empregado do grupo todo. sem que nenhuma delas perca sua personalidade jurídica própria. salvo ajuste em contrário" (Súmula 129). trabalhe. o TST tem considerado que. a jurisprudência do TST tem acenado com a aceitação da tese de que o grupo de empresas é empregador único. ao afirmar que no grupo econômico as empresas devem possuir personalidade jurídica própria. na parte da manhã. Como se depreende. 3. A hipótese descrita nessa Súmula é a de um empregado que. ainda que jamais tenha trabalhado em qualquer outra. também deverão responder solidariamente as empresas que o integram. o consórcio de empresas. por exemplo. A joint venture (empreendimento conjunto) constitui uma associação de empresas. sendo ambas pertencentes ao mesmo grupo econômico. 3a § 2°). como se deflui da seguinte Súmula: "A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. O Grupo de Empresas como Empregador Há divergências na doutrina sobre a natureza do grupo de empresas: seria ele empregador único ou cada empresa participante seria um empregador distinto? A teoria da solidariedade passiva defende que o grupo de empresas não constitui empregador único de todos os trabalhadores das empresas que integram o grupo. durante a mesma jornada de trabalho. dispondo a lei que sempre que uma ou mais empresas. controle ou administração de outra. todas elas respondem solidariamente pelos seus direitos trabalhistas. A facilidade na transferência do patrimônio e a possibilidade de concentração das dívidas em uma mesma pessoa jurídica fazem com que o Direito atribua solidariedade pelas dívidas e obrigações trabalhistas a todas as empresas integrantes do grupo econômico. no turno da tarde. integrem grupo econômico ou financeiro rural. figuram como um único empregador. art. A CLT. a controladora e as subsidiárias etc.3 pagamento de suas verbas trabalhistas por todas as empresas integrantes do grupo. a coligação. ou seja. embora possuam personalidades jurídicas distintas. possuindo o mesmo conjunto de atribuições nas duas. existindo somente uma relação de emprego.

10 e 448 da CLT. p. p. . A recíproca. "Art. não é verdadeira. o novo empresário sub-roga-se em todas as obrigações do primeiro. A CLT dispõe sobre este assunto o seguinte posicionamento: "Art. ex. ou seja. que em verdade representa uma simples alteração na estrutura jurídica da empresa.4 4. operada por meio de incorporação (quando uma ou mais empresas são absorvidas por outra. Considera-se sucessão. a mudança de propriedade da empresa. devendo a antigüidade no emprego ser contada a partir da efetiva admissão do trabalhador na empresa. A pessoalidade é elemento essencial da definição de empregado. 448. o mesmo ocorrendo com os débitos previdenciários. impedindo que ele se faça substituir na relação de emprego sem o consentimento do empregador. bem assim o de alteração na estrutura jurídica da empresa alcança qualquer situação em que haja modificação no quadro societário de uma empresa ou em sua forma societária. a transformação (quando uma sociedade passa de uma forma societária para outra. uma completa transmissão de crédito e assunção de dívidas trabalhistas entre alienante e adquirente envolvidos.. isto é. quando ela pertencia ao antigo e primeiro dono. pode ser considerada sucessão em sentido amplo. 10. Consiste no instituto justrabalhista em virtude do qual se opera no contexto da transferência de titularidade de empresa ou estabelecimento. entretanto. são exigíveis do novo dono. preexistente ou criada a partir dessa transferência). temos que: (a) a contagem do tempo de serviço não é interrompida. O conceito de sucessão. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados". como vimos no início deste capítulo. por exemplo. de alienação da empresa para outro empresário. ainda que não o tenham sido na época do anterior titular e desde que não prescritas. quando configurada uma situação de sucessão de empresas. de fusão (quando se unem duas ou mais sociedades para formar uma sociedade nova). (b) as obrigações trabalhistas vencidas à época do titular alienante.). Conceitua Maurício Godinho Delgado: Sucessão de empregadores é figura regulada pelos arts. de S/A para Ltda. Nesse sentido. mas ainda não cumpridas. Essa regra é decorrência lógica na inexistência do requisito pessoalidade na conceituação legal do empregador. Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados". Em decorrência. inclusive quando relativas à reintegração de estáveis. sem qualquer prejuízo para o trabalhador. tendo continuidade normal o contrato de trabalho. os direitos do empregado são integralmente assegurados. ex.). ou mesmo de venda de apenas um estabelecimento ou filial da empresa. SUCESSÃO DE EMPRESAS E ALTERAÇÃO NA ESTRUTURA JURÍDICA DA EMPRESA No âmbito do Direito do Trabalho. de cisão (quando o patrimônio de uma empresa é total ou parcialmente transferido para outra. ou outras. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações). a sucessão de empresas deve ser vista de modo amplo. bem assim do princípio da continuidade da relação de emprego. (c) as sentenças judiciais podem ser executadas contra o sucessor (novo proprietário. o empregador pode perfeitamente ser substituído sem que isso implique modificação nas relações de emprego vigentes no momento da substituição. Ainda.

ou seja.. da CLT não exigem que o empregado tenha trabalhado para a empresa sucedida.. Por exemplo. 10 e 448 da CLT. na perfeita distinção que se faz entre empresário e empresa. como também no princípio da despersonalização do empregador. empregador é empresa. de modificação do nome da sociedade ou do número de sócios etc. tal interpretação está em consonância com o princípio protetor e propicia maior garantia de solvabilidade do crédito trabalhista. cujo o corolário é o direito ao emprego. (e) os contratos a prazo determinado devem ser respeitados pelo sucessor. afetando significativamente (ainda que de modo indireto) os contratos de trabalho. Godinho Delgado: [. Serão preservados os direitos dos trabalhadores. 2º da CLT). a transferência de propriedade da produção de um determinado produto de uma empresa para outra. Nesse mesmo diapasão adverte Jorge Luiz Souto Maior: A circunstância de não ter o empregado prestado serviços para a nova pessoa jurídica constituída é totalmente irrelevante.. persistindo o direito do empregado de cumpri-los até o fim. Uma leitura atenta dos arts. Tal singularidade é que foi percebida nos últimos anos pela jurisprudência. necessariamente. (f) a contagem dos períodos aquisitivos de férias dos trabalhadores prossegue normalmente. Com efeito. em nada será afetado o contrato de trabalho quanto houver mera alteração na estrutura jurídica da empresa. como se nada tivesse ocorrido. para vincular os contratos de trabalho a esta. Além disso. ao examinar inúmeras situações novas criadas pelo mercado empresarial. e não os seus titulares. como no caso de transformação de firma individual para sociedade. a mudança na empresa que afete a garantia original dos contratos empregatícios provoca a incidência do tipo legal dos arts. diz a lei (art. no princípio da continuidade do contrato de trabalho. da CLT. 10 e 448. entretanto. Da mesma forma. desde que afete de forma significativa os contratos de trabalho. A moderna doutrina defende a existência da sucessão.. mesmo na transferência parcial de uma unidade econômica de produção empresarial. No mesmo sentido Maurício Godinho Delgado: [. pois os artigos 10 e 448.) para sociedade anônima (S/A). apesar de se ter firmado na doutrina trabalhista o entendimento de que a sucessão trabalhista somente em lugar quando se dá o fenômeno da continuidade da prestação de serviço por parte do trabalhador para a nova pessoa jurídica. a continuidade na prestação de serviços. de sociedade por cotas de responsabilidade limitada (Ltda.]também configura a situação própria à sucessão de empregadores a alienação ou transferência de parte significativa do(s) estabelecimento(s) ou da empresa de modo a afetar significativamente os contrato de trabalho. Nesse sentido. e não àquele.5 (d) aqueles empregados que estavam com seus contratos de trabalho suspensos ou interrompidos por ocasião da sucessão têm o direito de reassumir os cargos. etc. essa proteção. Funda-se. desautoriza tal entendimento. Ou seja. sem que tivesse se mantido a prestação laborativa e a própria existência de tais contratos. Para verificar se ocorreu sucessão deve-se observar o seguinte: apenas o requisito da transferência da unidade econômica de produção de um titular para outro para que se configure a sucessão. .] a sucessão pode ser verificar sem que haja. nessas situações ocorriam mudanças significativas no âmbito da empresa.

impõe-se a manutenção da decisão de origem que. 951) 21262967 . Des. pois. Dou provimento. os contratos de trabalho. 10 e 448. dois são os requisitos indispensáveis: a) que um estabelecimento. desenvolvendo a mesma atividade. de modo significativo. obrigações e relações jurídicas).2012. dentre outros elementos. Demonstrado que os reclamantes jamais foram empregados da reclamada recorrente. de contrato de locação. notadamente a aquisição dos equipamentos.SUCESSÃO DE EMPREGADORES.0132. Quarta Turma. CONFIGURAÇÃO. direitos e deveres contratuais da executada. Nega-se provimento no particular. Não há. tais como: a transferência do fundo de comércio. 2013/0619846. ou. Pág. Para que exista a sucessão de empregadores. ativos. passe de um para outro titular. da CLT) A sucessão não exige prova formal. b) que a prestação de serviço pelos empregados não sofra solução de continuidade. elementos suficientes para caracterizar a sucessão de empregadores. a simples transferência de maquinários ou compra do imóvel empresarial não configuram a sucessão. DJESP 20/06/2013) 40042401 .AGRAVO DE PETIÇÃO. como unidade econômico-jurídica. como unidade econômicojurídica.. ocorreu tão-somente a locação de prédio e equipamentos para a primeira reclamada. obrigações e relações jurídicas de um complexo empresarial. nos autos. São dois os requisitos para sua caracterização: a) que um estabelecimento.SUCESSÃO.2011. Sexta Turma. Des. quais sejam. Renato Buratto. (TRT 23ª . Rel.02. passe de um para outro titular. pode ser demonstrada por indícios e presunções. afeta. (TRT 15ª R. b) que a prestação de serviço pelos empregados não sofra solução de continuidade. (TRT 2ª R.5. em outros termos.. RS 000027485. Uma vez presentes todos os requisitos necessários à configuração da sucessão trabalhista. Assim. Tratando-se de empresas que atuam no mesmo ramo empresarial. a continuidade do ramo de negócio e a continuidade da prestação de serviços. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Ac.0058.15. Rel. Trata-se. AQUISIÇÃO DA CARTEIRA DE CLIENTES. tampouco sucessão de empregadores. Fed. sem a qual o empreendimento fica inviabilizado. uma vez que admitidos em datas anteriores ao propalado contrato firmado entre empresas rés. produzindo a sucessão trabalhista com respeito ao novo titular (arts. obrigações e relações jurídicas no antigo complexo – agora significativamente empobrecido -. mostra-se imperiosa a responsabilização da sucessora pelos créditos trabalhistas devidos à empregada. SUCESSÃO DE EMPRESAS. Ocorre a sucessão de empregadores quando a sucessora instala-se sem solução de continuidade no mesmo imóvel comercial da anterior. De outro lado. não há se falar em contrato de arrendamento. RO 0001331-84. Assim vem decidindo os Tribunais: 29037059 . DEJTSP 05/04/2013. embora por outros fundamentos. com o fito de se transferir parte relevante dos ativos saudáveis para outro titular (direitos. afastou a sucessão trabalhista. preservando-se o restante de bens. notadamente prestação de serviços de assistência à saúde. sim. a carteira de clientes constitui elemento central de comércio. com os mesmos equipamentos. Ricardo Apostólico Silva. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT.6 Isso significa que a separação de bens. transferência do principal bem imaterial da atividade.5. a mudança de titularidade do elemento central do estabelecimento. Recurso a que se dá provimento. CONFIGURAÇÃO.

2008. Mauricio Godinho Delgado.I/TST). Ives Gandra da Silva Martins Filho. prestigiando a função social da empresa e assegurando a preservação dos postos de trabalho. 1. DEJTMT 05/07/2013.0080.7 R.5. Pág.101/05. Sexta Turma. DJ de 28/08/09). DEJT 05/08/2011. tribunal pleno. por meio da ação declaratória de inconstitucionalidade 3.bens adquiridos de uma empresa falida (Lei n.RECURSO DE REVISTA.2.2008. (TST. o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor. e a união (sucessora da extinta RFFSA). Rel. inclusive de natureza tributária. o qual entendeu que os licitantes que arremataram os ativos da antiga varig não respondem. bens de sua propriedade. a segunda concessionária. Esta corte sedimentou entendimento no sentido de que. Nesse sentido. deve a ferroban responder pelos direitos decorrentes do contrato de trabalho. Rel. I/SBDI. 65) Por outro lado. ao entender caracterizada a solidariedade da reclamada com as obrigações trabalhistas da varig. RR 207300-73. Há exceções na qual a aquisição de uma empresa não terá o efeito sucessório: . na condição de sucessora.101/05. Assim sendo.955/RJ. 3.0001. RR 8300019. Min. Nesse caso. foi submetida ao STF. .934. CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. Relª Desª Maria Berenice. Min.. 1467) . AP 0050400-73. assim. a posição adotada pelo legislador ordinário. 225 SDI-1 do TST).5. 60. 11. pelos débitos contraídos até a data da concessão. manifestou-se o Supremo Tribunal Federal (decisão proferida no recurso extraordinário interposto contra decisão do STJ no julgamento de conflito de competência). Conforme dispõem os arts. Segunda Turma. a título transitório. a alienação aprovada em plano de recuperação judicial estará livre de quaisquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor. no todo ou em parte. 12994311 . RESPONSABILIDADE TRABALHISTA.15. 2. na condição de sucessora. da Lei nº 11. na condição de sucessores. e 141. parágrafo único. 12990303 . diante da peculiaridade do caso. a sucessão não configura justa causa para que o empregado dê por rescindido o contrato de trabalho. tampouco para que pleiteie quaisquer indenizações. Pág. responde pelos direitos decorrentes do contrato de trabalho.5. em caso de rescisão do contrato de trabalho após a entrada em vigor da concessão. De outro lado. celebrado contrato de concessão de serviço público em que uma empresa (primeira concessionária) outorga a outra (segunda concessionária). A. Pág. OJ 225. Recurso de revista conhecido e provido. inclusive nas de natureza trabalhista.101/05). no sentido de não permitir que débitos trabalhistas do antigo devedor fossem estendidos ao novo adquirente em hasta pública.0025.23. subsidiariamente. sem prejuízo da responsabilidade subsidiária da primeira concessionária pelos débitos trabalhistas contraídos até a concessão (oj 225. GRUPO ECONÔMICO. a concessão da antiga RFFSA à ferroban já estava concretizada quando o reclamante deixou de auferir a verba gratificação mensal de férias.01. o acórdão regional.Concessionárias de Serviços Públicos ( OJ. Sétima Turma. acabou por violar os referidos comandos da Lei nº 11. ALIENAÇÃO DE ATIVOS EFETUADA EM SEDE DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. Nesse sentido. Rel. No caso dos presentes autos. 1716) .2004.Venda em Hasta Pública com edital não constando ônus. Min. que decidiu por sua improcedência. ou qualquer outra forma contratual. SUCESSÃO TRABALHISTA E RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA NÃO CARACTERIZADAS. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido. somente a ferroban pode ser responsabilizada pelo débito existente.RECURSO DE REVISTA DA VRG LINHAS AÉREAS S. II. pelas obrigações trabalhistas da antiga empregadora (STF-re583. Ricardo lewandoswski. e por não haver débito anterior à data da concessão. (TST. deferida na presente reclamatória (fato incontroverso nos autos). mediante arrendamento. DEJT 12/08/2011. I/SBDII/TST.

O poder de direção do empregador manifesta-se em três modalidades: poder disciplinar. "a exposição de ato faltoso aos demais empregados e clientes confere ares de execração pública. Por unanimidade de votos. com prejuízo dos salários e do repouso semanal remunerado. conduta nefasta. o monitoramento moderado dos ambientes e e-mails corporativos e até realizar revista pessoal no empregado. de 26. 5. sob pena de caracterizar rescisão injusta do contrato de trabalho (art.1. atinômica ao princípio da dignidade da pessoa humana pontuada pela preservação da honra e imagem profissional do empregado. Para ele. 2 TRT-SP condena empresa que expôs punição em quadro de aviso Expor advertência escrita em quadro de avisos é publicidade que fere a honra e a imagem profissional e confere ares de execração pública. a suspensão não pode exceder 30 dias consecutivos. a utilização de uniformes ou de EPI’s. Poder Disciplinar No exercício do poder disciplinar. mas é pacificamente admitida. e a demissão por justa causa. 373-A.2 Poder Controlador Poder de controle é o poder de fiscalização. ao ter sua advertência publicada em quadro de avisos de grande visibilidade por funcionários e clientes. O relator do recurso no tribunal. O empregador detém o poder de organizar. juíza Isabel Cristina Gomes Porto. é o poder de fiscalizar o serviço prestado. acrescentado à CLT pela L 9. . que alegou ter sofrido.1999). Em todo caso. Processo: 00942200402102000 -Fonte: TRT2. fiscalizar e controlar o desenvolvimento de sua empresa. atinômica ao princípio da dignidade da pessoa humana pontuada pela preservação da honra e imagem profissional do empregado". o que vale dizer que todo trabalho subordinado é dirigido. nem existe hierarquia ou ordem de precedência entre as penalidades.quem pode o mais pode o menos. juiz Rovirso Boldo. desde que não cause vexame ou ofensa à integridade moral. por ser um mínimo em relação à suspensão . 2 5. os juizes da 8ª Turma acompanharam o juiz Rovirso Bolso e mantiveram a decisão da Titular da 21ª Vara.8 5. a juíza Isabel Porto negou o pedido de rescisão indireta da funcionária. São três as penalidades admissíveis: a advertência. Não há necessidade de aplicar penalidade antes de demitir o empregado por justa causa. pode o empregador aplicar penalidades ao empregado indisciplinado ou desidioso. As penalidades aplicadas pelo empregador são passíveis de revisão. VI. empresa e empregada recorreram ao TRT-SP. O prazo comum de suspensão é de 1 a 5 dias. Na vara. 474 da CLT). os juízes da 11ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) negaram provimento a um recurso contra decisão da Titular da 21ª Vara do Trabalho de São Paulo. conduta nefasta. embora também não exista texto legal graduando a medida. PODER DE DIREÇÃO O poder de direção do tomador encontra correspondente direto na subordinação jurídica do prestador. considerou que a publicação da advertência à empregada em quadro de avisos não é motivo para concessão da dispensa indireta. negando a rescisão indireta de contrato da empregada e condenando a empresa ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil. que será tratada em tópico próprio. poder organizador e poder controlador. a suspensão dos dias de trabalho. Uma ex-funcionária da Leroy Merlin . A advertência não está prevista expressamente na legislação. que anulará aquelas que forem injustas ou abusivas. como horário e término do trabalho. Tanto a advertência como a suspensão podem ser impostas verbalmente ou por escrito.5.799. via ação judicial. na Justiça do Trabalho. mas concedeu indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil. Seguindo o entendimento do juiz Rovirso Aparecido Boldo.Companhia Brasileira de Bricolagem entrou com reclamação trabalhista exigindo a rescisão indireta de seu contrato de trabalho e indenização por danos morais pela exposição pública negativa. Inconformados. É proibida a revista íntima nas empregadas ou funcionárias (art. mas se configura dano moral.

por si só. razão pela qual resta configurado o dano moral. o fato de vistoriar-se o conteúdo de sua bolsa. já sabem que irão ser tratados com desconfiança pelos prepostos da empresa. EXERCÍCIO DO PODER DE FISCALIZAÇÃO DO EMPREGADOR. DAS HORAS EXTRAS. nos limites da razoabilidade. é inegável que a discussão se encontra atrelada ao reexame dos elementos de prova nos quais se amparou a Corte de origem para decidir. Pág. na realização de revista em seus empregados. íntimos. porquanto o procedimento da ré revela desconfiança e atribui a todos os empregados a suspeita de furto de mercadorias.1. nesta Instância recursal. Constatado o cumprimento de horas excedentes da jornada legal e na ausência de produção de provas acerca do efetivo pagamento.RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. 2 . o que afasta qualquer característica pessoal do ato e ausência de constrangimento ou ofensa à dignidade dos trabalhadores. Relª Desª Carolina Bertrand. (TRT 13ª R. CONFIGURADO. constitui grave violação à sua intimidade. RECURSO DE REVISTA. 16/12/2010. não se revelava abusiva ou vexatória e que desse procedimento todos os empregados tomavam ciência no momento da admissão. REVISTA EM BOLSA.9 31104785 . Walmir Oliveira da Costa. Tem-se.REVISTA EM BOLSA DO EMPREGADO. RO 02419-2007-004-12-00-0. que a revista efetuada nos pertences dos empregados da reclamada é fato incontroverso. Pág. 15/04/2009. 1) 5.DANOS MORAIS. Nesse contexto.13. Algumas legislações possibilitam a participação dos empregados na gestão da empresa. Assim. entendo que as revistas realizadas nos pertences dos empregados (bolsas) trata-se de revistas íntimas.. DEJTAL 18/01/2011. logo. Rel. longe de proteger o patrimônio da empresa configura uma presunção de desonestidade dos seus colaboradores. INEXISTÊNCIA. buscando infirmar a valoração dada pela Corte de origem ao conjunto fático-probatório dos autos. DANO MORAL. nas razões recursais.5. pois na bolsa são encontrados objetos pessoais. o que atrai. . A ofensa à honra e à dignidade da autora restou evidenciada.2010.3 Poder de Organizar E o poder de nortear os rumos da empresa. RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE. RO 628-84.0001.0010. AIRR 111185/2003-900-04-00. 432) 27017121 . DOESC 07/05/2009). RECURSO ORDINÁRIO NÃO PROVIDO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. limitou-se a impugnar os fundamentos da decisão recorrida. RECURSO ORDINÁRIO PROVIDO. Min. DANO MORAL. Contudo. Ainda. DEJTPB 29/06/2011. está a exercer seu poder fiscalizatório.2010. RO 72800-62. Primeira Turma.. sem excessos. o agravante.AGRAVO DE INSTRUMENTO. Primeira Turma. o óbice da Súmula nº 126 do TST. Agravo de instrumento a que se nega provimento. RAZOABILIDADE. (TRT 19ª R. 12546812 . que. Julg. O empregador que.19. a revista nas bolsas e pertences dos empregados. DEJT 05/12/2008.6. Relª Desª Ana Maria Ferreira Madruga. 12) 36055284 . confirmado pela preposta. não é possível afastar da condenação o montante devido ao referido título. Julg. (TRT 12ª R. O Tribunal Regional concluiu que a conduta da reclamada.. REVISTA EM EMPREGADOS.5. REVISTA EM BOLSAS. DANO MORAL. que não configura dano à moral do trabalhador. Ainda que não haja contato físico dos seguranças com a trabalhadora. Relª Juíza Viviane Colucci. (TST. houve revista íntima. Pág. de antemão. efetua revista em bolsa de empregados.

criando um quadro de carreira. Na prática. que podem ser pessoais (ao empregado) ou gerais (para todos os empregados). ou classificá-lo.10 Pode o empregador organizar seu pessoal. o poder de organização representa a vantagem de escolher o ramo de atividade econômica. ainda. a forma como o trabalho deve ser realizado. materializa-se na emissão de ordens. editando um regulamento de empresa. . o mercado consumidor. onde as promoções são reguladas pelos critérios de antigüidade e merecimento.