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AS ULTRADILUIÇÕES E AS ESTRUTURAS VIRTUAIS

QUÂNTICAS – ESTUDO DE METANÁLISE

Walmir Ronald Guimarães Silva

Dissertação apresentada em cumprimento parcial às exigências do Mestrado


Profissionalizante em Homeopatia da Faculdade de Ciências da Saúde / Instituto
Brasileiro de Estudos Homeopáticos, para obtenção do grau de Mestre.

FACIS/IBEHE
São Paulo , 2004
SILVA, Walmir Ronald Guimarães
As ultradiluições e as estruturas virtuais quânticas – estudo de
metanálise.
Walmir Ronald Guimarães Silva – São Paulo, 2004.
50f

Tese (Mestrado) – Faculdade de Ciências as Saúde de São Paulo/


Instituto Brasileiro de Estudos Homeopáticos E.

Ultradilutions and quantics virtual structures-study about metanalysis.

1. Homeopatia 2. Ultradiluições 3. Medicina Quântica 4. Metafísica


Homeopática
AS ULTRADILUIÇÕES E AS ESTRUTURAS VIRTUAIS
QUÂNTICAS – ESTUDO DE METANÁLISE

Walmir Ronald Guimarães Silva

Dissertação apresentada em cumprimento parcial às exigências do Mestrado


Profissionalizante em Homeopatia da Faculdade de Ciências da Saúde / Instituto
Brasileiro de Estudos Homeopáticos, para obtenção do grau de Mestre.

Orientador: Dr. José Carlos Tavares Carvalho

FACIS/IBEHE
São Paulo , 2004
Banca Examinadora:
________________________________________

Dr. José Carlos Tavares Carvalho


________________________________________

Dr. Elcio Abdalla


________________________________________

Dr. José Maurício Schneedorf Ferreira da Silva


________________________________________

Dra. Sara Cristina Pinto Rodrigues


À

MARIA FERNANDA GUIMARÃES SILVA


Minha saudosa e querida mãe.

SEMIRAMIDE FEDERICI GUIMARÃES SILVA


Que a vida me agraciou como esposa.

RICARDO FEDERICI GUIMARÃES SILVA


Meu filho.

ANACLETO
Amigo espiritual que me orienta, e a quem eu tenho a alegria de servir.
Recorda que a segurança dos aparelhos mais delicados depende, quase sempre,
de parafusos pequeninos ou de junturas inexcedivelmente singelas.
A harmonia da vida começará, desse modo, no íntimo de nossas próprias almas
ou toda harmonia aparente na paisagem humana será simples jogo de inércia.

Emmanuel
AGRADECIMENTOS

Agradeço a todos os que direta ou indiretamente


contribuiram para que esta tese fosse possível.
Em especial aos:
Dr. Jorge Eduardo de Oliveira Storace
Dr. Marcelo Pustiglione
Dra. Leoni Villano Bonamin
Dr. Moacir Lacerda
RESUMO

“A Ciência Moderna conscientizou-se de que as teorias científicas são aproximações


da verdadeira natureza da realidade, e de que cada teoria é validada em relação a relação
a uma certa gama de fenômenos. Para além dessa gama ela deixa de fornecer uma
descrição satisfatória da natureza, e novas teorias têm que ser encontradas para
substituir a antiga ou melhor dizendo para ampliá-las, aperfeiçoando a abordagem”
(CAPRA, 1994).
A Homeopatia, ramo da medicina, também foi afetada significativamente pela
mudança do paradigma, principalmente no que se refere às ultradiluições pois falta à
Homeopatia modelo conceitual que permita responder a todos os resultados clínicos e
experimentais a serem apresentados neste trabalho, bem como que justifique de maneira
objetiva e científica a funcionalidade das altas diluições.
Após analisarmos uma centena de trabalhos experimentais em busca de subsídios
que nos permitissem uma certa luz sobre o assunto, concluimos que a Mecânica
Quântica poderia ser eleita como a ferramenta mais adequada a esta empreitada.
O assunto das ultadiluições, bem como o papel das dinamizações (diluições e
sucussões sucessivas), vem desafiando todos os cientistas de plantão.
As hipóteses são inúmeras, como por exemplo:
. Hipótese molecularista – ação e reação e self-recovery (auto defesa);
. Hipótese cibernética (receptor on/off);
. Hipótese informacional (transferência pela água ) 1995;
. O modelo dos significantes corporais de Lagache (1988, 1997); etc.
Apesar das inúmeras hipóteses e modêlos, dos quais citamos só alguns, a grande
maioria apresenta dificuldades de abordagem e mesmo problemas físicos e teóricos que
os colocam como de solução parcial.
Os problemas da Homeopatia, quando os analisamos à luz da Mecânica Quântica se
tornam lógicos e compreensíveis.
Descoberto o caminho teórico, torna-se necessário alinhavar de maneira objetiva a
ponte entre a Medicina Clássica e a Medicina Quântica, de forma a virem compor um só
quadro operacional e científico à realidade no trato da saúde.
ABSTRACT

Modern Science is aware that scientific theories are approximations of the true
nature of reality, and that each theory is made valid in relation to a certain range of
phenomena. Beyond such range it fails in providing a satisfactory description of nature,
and new theories have to be found to replace the old ones, in other words, to develop
them, improving their approach.
Homeopathy, a branch of medicine, has also been significantly affected by the
change in the paradigm, mainly with reference to its ultra dilutions as Homeopathy
misses a conceptual model that could allows it to respond to all clinic and experimental
results to be presented in this paper, or to justify, in an objective and scientific way, the
functionality of its high dilutions.
After analyzing a hundred of experimental projects seeking for resources that could
throw some light on the subject, we have reached the conclusion that Quantic
Mechanics could be elected as the most appropriate tool for this task.
The issue about ultra dilutions, as well as the role of dynamizations (successive
dilutions and tappings has challenged every scientist on duty.
The hypotheses are several, such as for example:
• Molecular hypothesis – action and reaction and self recovery ( self defense)
• Cybernetic hypoyhesis – receptor on/off
• Informational Hypothesis (transference through water) 1995
• The model of the corporal significances by Lagache (1988, 1997); etc
Depite the number of its hypotheses and models, of which we have mentioned just a
few, most of them present approach difficulties and even physical and theoretical
problems which place them in the partially solved category.
When we find out the theoretical path, it is necessary to design, in an objective way,
the bridge between the Classical Medicine and the Quantic Medicine so that they can
constitute a unique operational and scientific table in the health treatment reality.
LISTA DE FIGURAS, TABELAS E FÓRMULAS

1. Tabela 1: Transferência de informações não moleculares da tiroxina para as rãs

(jovens) .................................................................................................................. 14

2. Figura 1: Transferência de informações não moleculares da tiroxina para as rãs

(jovens) .................................................................................................................. 14

3. Figura 1: – Desenho esquemático de moléculas do solvente com seus spins não

afetados .................................................................................................................. 25

4. Figura 2: Os spins afetados em seus ângulos......................................................... 26

5. Figura 3 – a) Moléculas esquemáticas do solvente e b) Moléculas esquemáticas

do soluto................................................................................................................ 26

6. Figura 4 – Moléculas esquemáticas da mistura nos domínios da física clássica... 27

7. Figura 5 – Moléculas esquemáticas da mistura a) para domínios nos limites de

Avogrado b) acima dos limites de Avogrado ........................................................ 27

8. Fórmula 1 .............................................................................................................. 31

9. Fórmula 2 .............................................................................................................. 32

10. Fórmula 3 ............................................................................................................. 32

11. Fórmula 4 ............................................................................................................. 32

12. Fórmula 5 ............................................................................................................. 33

13. Fórmula 6 ............................................................................................................. 33

14. Fórmula 7 ............................................................................................................. 33

15. Fórmula 8 ............................................................................................................. 35


SUMÁRIO

1. Introdução ............................................................................................................... 1
1.1 Levantamento de problemas existentes ........................................................... 4
1.2 A revolução gerada pela nova física ................................................................ 6
1.3 Pesquisa conceitual Homeopática ................................................................... 9
1.4 Pesquisa experimental Homeopática ............................................................... 12
1.4.1 Transferência de informação não molecular da tiroxina para a rã
considerando a toxicologia homeopática ...........................................….......... 12
1.4.2 O soluto e o número de Avogadro ...................................….................... 15
1.4.3 Trabalhos de desintoxicação de diversos organismo pelas diluições
homeopáticas do mesmo tóxico ....................................................................... 16
1.4.4 Proteção do organismo pelas diluições homeopátias de um agente
patógeno ou de um alergeno ............................................................................. 17
1.4.5 Modificação da resposta do organismo pela utilização de diluições
homeopáticas de substâncias de origem endógena (mediadores, hormônios) 18
1.4.6 Modelos de Farmacologia Clássica ......................................................... 19
1.4.7 Modelos contruídos a partir da lei de similitude ..................................... 20
1.5 Modelos Teóricos para as Ultradiluições ........................................................ 21
1.5.1 As hipóteses do mecanismo de ação ....................................................... 22
1.5.2 Papel da dinamização e do solvente ........................................................ 23
1.5.3 Hipótese molecularista ação e reação e self-recovery.............................. 24
1.5.4 Hipótese cibernética (receptor on/off)...................................................... 24
1.5.5 Hipótese informacional (transferência por H2O)...................................... 24
1.6 Considerações relevantes ................................................................................ 25
2. Hipóteses ................................................................................................................ 29
3. Metodologia ............................................................................................................ 29
4. Discussão ............................................................................................................... 30
5. Conclusões ............................................................................................................. 34
6. Bibliografia ............................................................................................................. 37
1. Introdução

A homeopatia, desenvolvida por Samuel Hahnemann [1755-1843] é hoje uma prática


médica relativamente difundida no mundo não sem muitas críticas e dissabores que vem
acompanhando todo o seu curso histórico. Ela é difundida entre diversos países e
culturas, tais como Inglaterra, EUA, França, Alemanha, Índia, México, Argentina,
Brasil e muitos outros.
No Brasil ela é introduzida pelas mãos de Benoit Mure [1809-1958]. Ao longo de
todo este período e até hoje a homeopatia baseou sua legitimidade como saber, dos
aspectos filosóficos até a busca por uma institucionalização acadêmica. No período mais
recente a homeopatia ressurge no contexto das então chamadas “medicinas
alternativas”, no curso de uma revolução contracultural, política e social que
diagnosticou uma crise na medicina “oficial”, manifestada pelos seus altos custos
economicos, grande iatrogenia e baixa eficácia no atendimento à população sócio-
economicamente menos favorecida, representando o oposto destas características
(STORACE 2002).
O seu crescimento no Brasil, apesar das adversidades, vem sendo acentuado e
atualmente são 15.000 médicos homeopatas (6,5% do total de médicos no país) contra
300 na década de 80, 1.600 farmácias homeopáticas, contra 10 na década de 70, 9
milhões de usuários estimados, dados da Associação Médica Homeopática Brasileira
(STORACE 2002).
Ainda assim, seu estatuto como saber é seguidamente questionado por parte da
medicina e ciência estabelecida.
É conveniente observar que a homeopatia não pode ser chamada de alternativa já que
sua prática foi oficializada em 1980 e é considerada uma especialidade oficial de 1990.
Torna-se explícito que a oposição se dá agora, como sempre se deu, entre uma
prática convencional e outra não convencional.
A medicina convencional, ou científica, é tida como uma medicina baseada em
evidências o que leva a homeopatia a ser considerada como não científica.
Em outras palavras, a ciência tomada como sinônimo da verdade é baseada na assim
chamada convenção científica, instância definidora do que é ou não saber qualificado
(STORACE, 2002).
Acredita-se que para melhor conhecer a homeopatia torna-se necessário estudar-se a
obra magna de Hahnemann, o Organon da Arte de Curar em suas diversas edições.
Após isto, pode-se dividir o conjunto das proposições homeopáticas em quatro pares
de princípios ou conceitos complementares entre si e globalmente inter-dependentes:
- semelhança / ação medicamentosa (primária) e reação orgânica (secundária);
- patogenesia / individualização;
- medicamento único / dinamização;
- vitalismo / miasmas
Pode-se dizer de fato que Hahnemann procurou instaurar um novo “pensamento
correto” na medicina, com base na crítica racional e no método empírico, experimental
e indutivo em oposição à medicina da época, escolástica, galênica, polifarmacista e
heróica, extremamente dogmática, iatrogênica e especulativa (GEHSPBM, 1986)
(STORACE, 2002).
Em 1805, Hahnemann após a tradução de uma obra de Cullen [1710-1790]
descrevendo os efeitos da cinchona (china), e somente após ter testado e comprovado
em si mesmo, divulga que as substâncias medicamentosas provocam no homem sem
sinais de doença os mesmos sintomas que é capaz de curar em um homem doente.
Nota-se que Hahnemann demonstra os 3 passos científicos quais sejam:
- Observação empírica dos dados;
- Experiência para confirmação;
- Indução de leis gerais, para posterior dedução nos casos particulares.
No caso do princípio da semelhança, este já havia sido enunciado antes,
praticamente da mesma forma, por Hipócrates [460-370 a.C.] e, posteriormente, por
Paracelso [1493-1541] e sua Lei das Assinaturas, mas sem nehuma proposição
experimental-indutiva. E o conceito de ação e reação que Hahnemann sugere como
estando na base desse princípio revela a influência de Newton [1642-1727] e seu
Principia (GEHSPBM, 1986), apesar da remota influência novamente de Hipócrates e
seu conceito de Crase e Discrase (equilíbrio e desequilíbrio dos humores), como
sugestão de um princípio regulador no organismo.
Galileu [1564-1642], em sua cruzada anti-teológica e a favor de uma Ciência
baseada na observação e experimentação; Newton, que além de assentar as bases da
gravitação e da mecânica aperfeiçoa o método científico, e Descartes [1596-1650]
separando alma do corpo e determinado o espaço e o tempo (“coodenadas cartesianas”)
do mundo dos fenômenos como domínio científico completam, junto a Bacon, o
conjunto dos pais fundadores da Ciência que determinam o pano de fundo histórico
sobre o qual Hahnemann se assenta. Nesse sentido é correta a sugestão de que
Hahnemann, e não Claude Barnard, pode ser considerado o precursor de uma Medicina
Experimental (PUSTIGLIONE, 1987).
Hahnemann segue uma linha conceitual que passou por:
VII-VI a.C. – Monistas pre socráticos
VI a.C. – Heráclito
V a.C. – Empédocles e Hipócrates
1632-1677 – Spinosa
1646-1716 – Leibnitz
1660-1734 – Stahl
1734-1806 – Barthez – Vitalismo humanista, ou seja, de que é no homem e através do
homem, animado por esse princípio vital, e não somente em suas características
mecanominéticas que se acha a razão e o sentido de sua medicina (ROSENBAUM,
2000) (STORACE, 2002).
Dessa proposição vitalista é derivada a lógica de um medicamento único para a
totalidade do momento patológico, pois a afecção é originada na própria vitalidade
indivisível do ser, bem como da necessidade de que os medicamentos sejam
dinamizados (dynamis=força), isto é, da mesma natureza da força vital. Esse aspecto é
complementado pela característica empírico-indutiva do procedimento homeopático,
havendo desse lado uma simetria entre os conceitos de patogenesia, individualização e
medicamento único; além disso, a dinamização surge também da mesma característica
empírica e experimental, na medida em que foram passos sucessivos empíricos-
indutivos que levaram à formulação de medicamentos que retivessem uma ação sobre o
organismo ao mesmo tempo em que eram atenuadas suas propriedades toxicológicas
(STORACE, 2002) por diluições e sucussões sucessivas chegando a ultrapassar o
número de Avogrado, ocasião em que são chamadas ultradiluições homeopáticas.
São as características conjuntas de um modelo científico empírico-indutivo,
associado a uma compreensão vitalista analógica-essencialista que respondem
sinteticamente à questão do que é a Homeopatia, da mesma forma que a inserem clara e
historicamente na evolução da Ciência ocidental. Ao mesmo tempo, o corte
epistemológico (ROSENBAUM, 2000) produzido pela singulariade da proposição
homeopática gera uma dissociação do saber científico na sua principal corrente
evolutiva posterior, que passa então a qualificar a Homeopatia como um saber
ultrapassado e, portanto, também clara e historicamente pré-científico (STORACE,
2002).
Essa mesma singularidade propicia sua readequação no cenário contemporâneo, na
medida em que as transformações exibidas pela Física posterior ao período científico
clássico, como em Einstein [1880-1955] e a relatividade, Planck [1858-1947], Bohr
[1885-1962] e Heisenberg [1901-1976] e a quântica, teoria da informação de Shannon
[1916-2001] e dos sistemas de Bertalanffy [1901-1972], termodinâmica dissipativa de
Prigogine [1917-], holonomia de Bohm [1917-1992] e autopoiese de Maturana [1928-]
e Varela [1949-] passam a redefinir a Ciência cujos conceitos clássicos podem, a partir
de então, ser chamados da mesma forma de pré-científicos (STORACE, 2002).
A medicina convencional repousa sobre os parâmetros paradigmáticos clássicos: a
visão redutora mecânica de que a célula e o microorganismo são a base de sua
fisiopatologia é a contraparte médica do átomo clássico, apesar de fazer uso da
tecnologia gerada modernamente (laser, ressonância magnética). Sobre ela passa então
também a recair o rótulo do pré-cientificismo, antes de tudo por força da mesma crise
político-social, apontada no início, que denota os limites de sua visão. A Homeopatia,
na medida em que sai do gueto dogmático defensivo que a caracterizou na resistência à
crítica clássica, passa efetivamente a dialogar com as novas visões científicas
contemporâneas, ao ver reaparecerem seus conceitos paradigmáticos diferenciados
como vitalismo, individualização, dinamização, semelhança, na forma de novas
descrições da natureza: sistemas vivos como sistemas dissipativos caóticos
ecologicamente relacionados não descritos mecanicamente, importância da relação
observador-observado derivada da quântica, caos e matemática fractal na descrição de
padrões sistêmicos geradores de ultradiluições biologicamente ativas, princípio
holonômico do universo, respectivamente, possivelmente no contexto de um
neovitalismo (STORACE, 2002)

1.1 Levantamento de problemas existentes


A Física Moderna nasce da notável proeza intelectual de um homem, Albert
Einstein, que revolucionou toda a abordagem conceitual da Física Moderna.
Uma das óticas revolucionárias foi a teoria especial da relatividade e a outra uma
nova forma de observar, a radiação eletromagnética, que se tornaria característica da
mecânica quântica, a teoria dos fenômenos atômicos.
Durante o século XX, a visão cartesiana e os princípios da física Newtoniana
mantiveram ainda forte influência sobre o pensamento científico ocidental, embora a
nova física estivesse em pleno desenvolvimento.
Não quer dizer com isso que a nova concepção do universo que surge com a física
moderna, impõe que a física Newtoniana esteja errada e que a teoria quântica ou mesmo
a teoria da relatividade estejam totalmente completas.
“A Ciência Moderna conscientizou-se de que as teorias científicas são aproximações
da verdadeira natureza da realidade, e de que cada teoria é validada em relação a uma
certa gama de fenômenos. Para além dessa gama ela deixa de fornecer uma descrição
satisfatória da natureza, e novas teorias têm que ser encontradas para substituir a antiga
ou melhor dizendo para ampliá-la, aperfeiçoando a abordagem” (CAPRA, 1993).
Colocam-se, portanto, as seguintes questões:
“Até que ponto o modelo Newtoniano é uma boa abordagem que sirva de base às
várias ciências, e onde estão os limites da visão de mundo cartesiano nesses campos ?”
(CAPRA,1993).
Na física o paradigma mecanicista teve de ser abandonado no nível atômico e sub-
atômico e no nível macro, como na astrofísica e cosmologia.
Cada ciência terá de descobrir necessariamente as limitações dessa visão de mundo
no respectivo contexto.
No estudo dos organismos vivos, não é fácil determinar as limitações precisas da
abordagem cartesiana, isto fortalece a visão da maioria dos positivistas, hoje
considerados um forte reduto da visão reducionista, introduzida pelo cartesianismo
(GOSWAMI, 2000).
Esta mudança de paradigma afeta também os domínios da medicina e apesar das
muitas respostas já encontradas pela ciência, algumas questões ainda ficam a desejar, e
embora já se tenha avançado muito no campo da neurofisiologia, ficam dúvidas quanto
as ações integrativas, que necessitam ainda serem melhor estudadas. (GOSWAMI,
2000).
A Homeopatia, ramo da medicina, também foi afetada significativamente pela
mudança do paradigma, principalmente no que se refere às ultradiluições pois falta à
Homeopatia, um modelo conceitual que permita responder a todos os resultados clínicos
já obtidos, bem como que justifique de maneira objetiva e científica a funcionalidade
das altas diluições.
É conveniente observar que o modelo biológico atual está fortemente estruturado na
fisico química, sendo esta por sua vez, decorrente da física clássica Newtoniana e do
eletromagnetismo clássico. O modelo clássico considera o mundo como se fosse um
complexo mecanismo, e os médicos acabam vendo o corpo, como uma espécie de
grandiosa máquina, controlada pelo cérebro e pelo sistema nervoso autônomo
(GOSWAMI, 2000).
Seria o mesmo que qualificar o corpo como um virtuoso robô, administrado por um
poderoso computador de última geração, ou seja, um verdadeiro “cyborg” da época
moderna.
A homeopatia pelas suas próprias caracteríscas conceituais e experimentais não se
apresenta como sendo um subconjunto desta estrutura adotada pela alopatia, sendo
necessário definir-se novas bases científicas e conceituais para sua correta compreensão
e estudo, levando-se em conta os avanços da mecânica quântica, a visão sistêmica e
certos aspectos da psicologia.

1.2 A revolução gerada pela nova Física

Há quase um século, uma série de descobertas na física exigiu uma mudança na


visão de mundo. Começaram a surgir, nas palavras do filósofo Thomas Kuhn
(KUHN,1962), “... anomalias que a física clássica não conseguia explicar”.
Analisando-se as conquistas efetuadas pela ciência e as dificuldades em equacionar
os seus problemas, viu-se que muitos deles realmente não receberam explicações
convincentes, a partir da física clássica, tendo sido necessário buscar novas explicações
que dessem suporte à realidade da natureza.
Serão citados alguns passos históricos, dados pela mecânica quântica, em busca desta
nova realidade.
A respeito da lei da emissão de radiação por corpos quentes, Planck declarou que se
deveria supor que os elétrons emitem ou absorvem energia apenas em certas
quantidades específicas, - o que ele denominou de “quanta” de energia – isto poderia
solucionar o problema da emissão de graus variáveis de ultravioleta. Estava introduzida
na física a descontinuidade quântica (CAPRA, 1993);
Em 1905 Einstein sugeriu que a luz existe como um “quantum”- um pacote separado
de energia – que ora denominamos de fóton. Quanto maior a freqüência da luz, maior
energia em cada pacote (HAWRING, 2002);
Em 1913 Niels Bohr, físico dinamarquês, utilizou a idéia de quanta de luz para
sugerir que, em todo o mundo atômico, ocorre um sem-número de saltos quânticos
(GREINER, 2000);
O modelo quântico sugere que tanto o elétron quanto o fóton, comportam-se ora
como onda, ora como partícula. Este princípio ficou conhecido como “dual onda-
partícula” (GREINER, 2000);
É descoberta a equação ondulatória relativa à matéria, equação esta que
complementou as leis de Newton na nova física. O formalismo matemático nascido do
trabalho dos cientistas é denominado de mecânica quântica (SCHRODINGER,1969);
Segundo Max Bohr, as ondas eletrônicas são probabilísticas (BOHR, 1963;
HAWKING, 2002).
Heisenberg provou matematicamente o princípio da incerteza, onde o produto da
incerteza da posição e do momentum é maior ou igual a um certo número pequeno
denominado de constante de Planck, (GREINER, 2000). Este princípio foi uma
verdadeira revolução na filosofia do determinismo;
Bohr estabelece que a natureza de onda e partícula do elétron não são dualísticas,
nem simplesmente polaridades opostas, são propriedades complementares (Princípio da
complementariedade), (BOHR, 1963).
A velha física continua a sobreviver no reino da maior parte do nosso mundo real,
mas como um caso especial da nova física, ou seja, a física quântica vale no domínio da
física clássica mas a física clássica não vale em todo o domínio da mecânica quântica –
Princípio da Correspondência (GREINER, 2000).
Na referência (GOSWAMI, 2000) o autor na primeira parte do trabalho, observa
que:

“Não obstante o princípio da correspondência, o paradigma da nova Física


contradiz os preceitos do realismo materialista. Não há maneira de evitar tal
conclusão, pois mesmo nas macro estruturas existem paradoxos quânticos sem
solução pela física clássica”.

Os princípios basilares que norteiam o determinismo causal foram violentamente


afetados pelos resultados experimentais da física quântica que puseram em cheque os
conceitos objetividade forte, determinismo causal, localidade, materialismo e
epifenomenalismo.
O modelo mecanicista perde espaço no momento em que os cientistas tiveram que
abandoná-lo no nível do micro e do macro. Vários cientistas vêm se pronunciando sobre
o assunto:
O experimento realizado por Alain Aspect e seus colaboradores, grupo Orsay,
França, mostrou claramente que quando dois objetos qüânticos são correlacionados, se
for medido um deles (produzindo, destarte, o colapso de sua função de onda), a outra
função de onda entra também instantaneamente em colapso independentemente da
distância a que esteja (ASPECT, 1982; GOSWAMI, 2000);
Neste experimento ele usou fótons de polarização correlacionada que emergiam em
direções opostas, a partir de uma fonte de átomos de cálcio.
Um detector foi colocado na trilha de cada feixe de fótons.
O aspecto crucial do experimento e que o torna irrefutável foi a inclusão de um
interruptor que, na verdade, mudava a direção da polarização de um dos detectores a
cada 10 bilionésimos de segundo (tempo mais curto do que o tempo de viagem da luz
ou de qualquer outro sinal local entre duas localizações de detectores).
Ainda assim a mudança da direção de polarização do detector dotado de interruptor
mudava o resultado da medição na outra localização exatamente como a mecânica
quântica dizia que deveria acontecer.
De que maneira a informação sobre a mudança na direção do detector passava de um
fóton para seu parceiro correlacionado ? Certamente, não através de sinais locais, não
haveria tempo suficiente para isso.
Os cientistas positivistas admitem, relutantemente, que objetos quânticos mantém
correlações não locais e que se estudarmos a sério o cenário do colapso, o colapso
quântico terá forçosamente de ser de natureza não local.
“O processo fundamental da natureza reside fora do espaço-tempo, mas gera
eventos que nele podem ser localizados” (STAPP, 1977);
As mudanças nos princípios basilares acabam por afetar também a ciência médica. A
teoria convencional diz que a transmissão sináptica tem que ser devida a uma mudança
química. A prova nesse sentido, contudo, é de certa forma circunstancial, e E. Harris
Walker contestou-a, preferindo um processo quântico-mecânico:
“A fenda sináptica (local onde o neurônio se junta a outro) é tão pequena que o
efeito quântico de abertura de túnel (tunelamento) pode desempenhar um papel
crucial na transmissão de sinais nervosos” (WALKER, 1970).
Aqui o termo tunelar significa a capacidade que um objeto quântico tem de
atravessar uma barreira de potencial que de outra maneira seria intransponível,
capacidade esta, decorrente de sua natureza ondulatória/quântica.
“Para que a inteligência possa operar, o acionamento de um neurônio tem que
ser acompanhado do acionamento de numerosos neurônios correlatos, a
distâncias macroscópicas – até 10 centímetros, que é a largura do tecido cortical.
Para que isso aconteça, é preciso que correlações não locais existam ao nível
molecular de nosso cérebro, nas sinapses” (WOLF, 1981).
A teoria quântica de campo (QFT) Quantum Field Theory possibilitou um recente
estudo sobre a propagação da informação nos microtubulos do cérebro, onde os autores
afirmam que:
“Foi estudado o problema da propagação da informação nos microtubulos do cérebro
e depois de considerar a propagação de ondas eletromagnéticas em um fluído de dipolos
elétricos permanentes, o problema se reduziu a uma equação de onda seno de Gordon a
um espaço e uma dimensão de tempo” (ABDALLA et al, 2001).
Os fenômenos mentais, como o pensamento, parecem exibir complementariedade no
modelo idealismo monista, o que o torna bastante conveniente; embora seja manifestado
como forma (aspecto e associação), também se manifesta como arquétipo transcendente
como acontece com o objeto quântico, com sua superposição coerente transcendente
(onda) e os aspectos unifacetados manifestos (partícula);
Acredita-se que os fenômenos mentais devam apresentar também descontinuidade
quântica (saltos) principalmente no fenômeno da criatividade.

1.3 Pesquisa conceitual Homeopática

Aqui apresentam-se uma série de pesquisas homeopáticas que direta ou


indiretamente, fornecem subsídios para a formulação do problema bem como permitem
uma melhor abordagem da eficácia do remédio homeopático.
Em recente trabalho de revisão bibliográfica, Bonamin (2001) assim se expressa:
“A idéia central da homeopatia está baseada na lei de similitude: substâncias
submetidas a diluições seriadas, normalmente centesimais, e a sucussões
ritmadas conservariam um poder curativo contra doenças que apresentassem
sintomas semelhantes aos que seriam produzidos pela mesma substância. Tal
técnica, descrita na literatura homeopática como Dinamização, também recebe o
nome de ultradiluição, diluição ultra-molecular ou UHD (ultra high dilution),
sobretudo na literatura científica tradicional, uma vez que alguns medicamentos
são preparados de forma a apresentarem quantidades não ponderais do soluto, ou
seja: ultrapassam a concentração equivalente a 10-23 M (número de Avogadro).
Recentemente, vários trabalhos experimentais demonstrando a existência de
efeitos biológicos das ultradiluições foram publicadas em revistas indexadas e
citadas em trabalhos de revisão bibliográfica”. (BONAMIN, 2001)
No XXV Congresso Brasileiro de Homeopatia no Rio de Janeiro, em 2000, foi
proferida uma conferência sobre Mecanismos de Ação do Remédio Homeopático pelo
Dr. Philippe Belon – França:
“Se me perguntarem se existem provas que diferenciam ao nível físico, um
solvente (água pura) dinamizado e uma solução dinamizada eu afirmo que sim,
mesmo para ultradiluições e irei mostrar nesta apresentação os resultados
experimentais obtidos” (BELON, 2000).
O Parlamento (Comissão) Europeu, em 1996, após exaustivos trabalhos realizados
nos centros de pesquisa, concluiu que a homeopatia é uma realidade inclusive nas altas
diluições, e recomendou estudos no sentido de identificar os seus mecanismos de ação.
Os trabalhos apresentaram altíssimas condições de acerto, com desvios estatísticos
menores que 0,001 (BELON, 2000; VAN WASSENHOVEN, 1999).
Entre as diversas teorias que estão sendo analisadas para justificar a ação das altas
diluições, Bonamin (2001) cita as principais na sua revisão bibliográfica:
“Também merecem destaque as pesquisas do grupo de Emilio Del Giudice, do
Departamento de Física Nuclear da Universidade de Milão (DEL GIUDICE,
1994, 1998). Sua proposta baseia-se na teoria quântica da super-radiância
aplicada à compreensão das propriedades da água. Segundo a eletrodinâmica
quântica, a matéria não é apenas um aglomerado de moléculas, mas um meio
ativo, capaz de selecionar e catalisar as reações moleculares de acordo com os
diversos campos eletromagnéticos que ocorrem no seu interior. Para o autor, a
organização da água em polímeros não poderia decorrer simplesmente da
colisão aleatória entre moléculas. Del Giudice e Preparata, (DEL GIUDICE,
1994, 1998) especulam, através de modelo matemático, que o campo
eletromagnético natural de uma substância em solução poderia gerar no solvente
certos domínios de coerência, os quais seriam específicos para a referida
substância, com estabilidade espacial e temporal. Assim, a organização da água
seria um processo dinâmico associado a interações eletromagnéticas de
baixíssima intensidade: moléculas com freqüências eletromagnéticas
semelhantes poderiam atrair-se num processo auto catalítico e não num processo
aleatório. Del Giudice aclara que tal especulação não explica o fenômeno das
ultradiluições, mas mostra uma nova direção para estudos futuros (BONAMIN,
2001)”.
Olhar para os princípios ativos de uma planta e a partir deles supor que a ação
terapêutica é conhecida, torna-se uma posição parcial e temerária, pois apesar dos
efeitos conhecidos nos casos das intoxicações ocasionais, determinação de composição
química, experimentos de avaliação biológica e funcional em animais, mesmo assim nos
defrontamos com uma estrutura humana, diferenciada, bastante complexa e de difícil
avaliação.
Além de considerarmos o ser humano uma estrutura única, indivisível e evolutiva,
temos que levar em consideração que o homem é um ser social, que vivendo num
mundo de valores conceituais, troca constantemente experiências com os seus pares.
Esta troca pode ser benéfica ou não, podendo daí desequilibrar-se. Esta variável pode
ser um fator determinante no surgimento de doenças físicas e psíquicas.
A influência do meio torna-se também marcante nas deficiências estruturais, onde
elementos como vitaminas e sais minerais, acabam por gerar fortes deficiências, que
impedem o livre exercício da faculdade de bem viver, impondo aos carentes de tais
elementos fortes limitações, doenças e até mesmo a morte.
Não se pode esquecer que não só o homem está sujeito a estas intempéries, mas
todos os reinos que na Natureza co-existem. Esta forte influência do meio sobre ele
mesmo, provocada antes de tudo, pela própria ação “inteligente” do homem, acaba
gerando fatores que afetam a eficácia e eficiência do chamado princípio ativo.
O princípio ativo também é afetado pelas mutações gênicas produzidas pelo aumento
da radioatividade devido a ação dos efeitos residuais do raio X, radiação das ondas
geradas pelos celulares e tubos de raios catódicos, emissoras de televisão e rádio etc.
O ar que forma a atmosfera é também afetado pela presença de metais pesados, não
processados pelos seres viventes, gerando difíceis combinações a serem tratadas pelos
recursos naturais aqui existentes.
A diversidade de variáveis que influenciam os processos de tratamento são tão
amplas, que levaram as ciências da saúde a terem que pensar na reformulação dos
processos e sistemáticas que, em passado próximo, eram altamente eficientes, mas que
hoje se mostram incapazes de solucionar uma grande gama de doenças novas.
O corpo humano como um imenso laboratório vem se apresentando como a única
solução aos crescentes desafios gerados pela complexidade das doenças.
Os estudos da genética têm levado as ciências a uma constante reflexão sobre o papel
de cada gene, onde o seu mapeamento acaba por se tornar elemento imperativo.
Ao pensar nestas estruturas genéticas, é conveniente observar que cada um desses
pequenos elementos carrega forte carga conceitual (estrutura informacional) que acaba
por determinar a sua ação estrutural (SILVA, 1999).
Quanto mais se analisa a matéria, observa-se uma forte presença conceitual como
estruturadora da forma (SILVA, 1999) (campos vinculares delimitadores), ou seja, tudo
nos leva a olhar a estrutura genética como uma imensa tabela de decisão, a semelhança
do que se encontra nas tabelas de decisão que gerenciam hoje os enormes
computadores. Sabe-se que por trás de uma tabela de decisão de um computador
encontra-se a presença de um hábil programador ou analista de sistema, mas o que
estaria por trás das tabelas de decisão genéticas ?
Os resultados experimentais recentes da mecânica quântica (GOSWAMI, 2000)
fornecem um forte indício da presença de forças conceituais imateriais, que não
observam a parametrização científica da matéria na acepção positivista, levando a
considerar a existências de forças imateriais agindo sobre a matéria e produzindo nela
perturbações condicionantes (o conceito como gerador da forma – domínios de
coerência do campo eletromagnético – informações ondulatórias organizadoras)
(ENDLER, 1993; DEL GIUDICE, 1994, 1998; SILVA, 1999).

1.4 Pesquisa experimental Homeopática

1.4.1 Transferência de informação não molecular da tiroxina para a rã


considerando a toxicologia homeopática.

A experiência descrita abaixo foi desenvolvida pelos seguintes pesquisadores: PC


Endler PhD, MC - Institute of Zoology, University of Graz, Universitatsplatz 2, 8010
Graz, Austria; W Pongratz PhD - Ludwig Boltzmann-Institut for Homeopathy, Graz,
Austria; CW Smith PhD - Department of electric and Electronic Engineering,
University of Salford, 827221 Salford, Great Britain; J Schulte PhD - National
Superconducting Cyclotron Laboratory, Michigan State University, East Lansing, MI
48824-1321, USA.
A homeopatia toxicológica pode geralmente proceder ao longo de duas linhas: O
princípio que fundamenta os efeitos de inversão das diluições especialmente preparadas
(BASTIDE, 1994; VAN, 1999; ENDLER, 1994, 1994b), ou processos de transferências
de informações de propriedades biofísicas. As substâncias estão tão diluídas que
nenhuma molécula original estaria presente para exercer efeito biológico, isto é, a
informação bio-molecular poderia ser transferida via água (HADJI, 1991; ENDLER,
1994b), (BENVENISTE, 1992), (YOUBICIER, 1993; SMITH, 1994; PONGRATZ,
1995), e portanto inibir o desenvolvimento de atividades em rãs jovens (ENDLER,
1994). Neste trabalho, estudou-se a tiroxina controlada na metamorfose de anfíbios
Hana temporária no estágio de 2 para 4 pernas, em recipientes contendo 18 animais
cada um.

Estes experimentos cegos foram realizados entre 1990 e 1994 em muitos laboratórios
independentes.

No experimento A, a influência da alta diluição da tiroxina (10-30 M) preparada por


um processo especial de diluição e agitação stepwise (ENDLER, 1994, 1994b;
GOSNER, 1960) foi testada, similarmente, a água diluída.

Estes preparos foram adicionados diretamente no recipiente com água a intervalos


regulares.

No experimento B, frascos de tiroxina diluídas a 10-30 M ou água foram colocados


em uma bobina de entrada ligada a um filtro e um amplificador com um ganho de 106.

As freqüências de até 80 kHz foram transformadas em digitais na freqüência


Nyquist, armazenadas em uma memória RAM e multiplexadas para um CD (compact
disk). Depois o barulho foi reduzido e filtrado, o sinal foi atenuado para 106 para
restabelecer o nível analógico original.

Os frascos de água foram colocados por 4 minutos na bobina de saída (dispositivo =


FA Hoefler, Austria). Os preparados foram colocados diretamente no recipiente com
água.

No experimento C (CITRO, 1991, 1992, 1995; AISSA, 1993), Frascos de 1mM de


tiroxina ou água foram colocados na bobina de entrada, no final da qual foi conectado
um amplificador especial (linear de DC para HF) por um único fio encapado
(equipamento usado no estudo principal). Os frascos de água foram colocados por 4
minutos em uma bobina similar de saída. Os preparados produzidos foram diretamente
colocados no recipiente com água.

No experimento D, a tiroxina diluída na 10-30 M e a água similarmente preparada


foram seladas em grossos frascos que foram pendurados no recipiente com água. Antes
de adicionar os preparados, existiam 18 anfíbios no estágio bem definido de duas pernas
(Gosner´s stage 31; 9) e aleatoriamente alocados em cada recipiente. Depois as pernas
dos anfíbios foram pré-formadas embaixo da pele. Isto ocorreu em poucos minutos. A
freqüência cumulativa (fc) de ocorrência de anfíbios de 4 pernas foi monitorada.
Também foram descritos detalhes do método (ENDLER, 1995).

Durante cada tratamento, o FC de rãs de 4 pernas decresceu em todos os


experimentos (tabela 1, figura 1). A chance de entrar no estágio de 4 pernas foi
geralmente menor nos grupos tratados com a informação advinda da tiroxina quando
comparados ao grupo controle. As informações procedentes da molécula de tiroxina
podem ser transferidas por um processo aquoso de diluições e agitações ou por meios de
circuitos eletrônicos (CITRO, 1991; BENVENISTE, 1994), podendo ser armazenado
em CD (ENDLER, 1994) e exercer seus efeitos através das paredes do frasco de vidro
selado. Isto leva à conclusão que estas bio-informações são eletromagnéticas e, podem
ser processadas por circuitos eletrônicos convencionais e equipamentos.

Experimento Redução N° de T- test


em animais

A 9% 522+522 0,001

B 14% 234+234 0,001

C 13% 468+468 0,001

D 21% 612+612 0,001

Tabela 1: Transferência de informações não moleculares da tiroxina para as rãs


(jovens). Nas referências citadas os pesquisadores obtiveram resultados semelhantes.
Os resultados obtidos com os t-test e análise de sobrevivência foram significativos. As
experiências A e B foram relativamente mais lentas que as C e D nos procedimentos de
metamorfose (Endler, 1994).
4 patas em %

Tempo
Figura 1. Transferência de informações não moleculares da tiroxina para as rãs
(jovens). Ordenada = frequência cumulativa (Fc) em % de rãs de quatro patas.
Abscissa = tempo, depende do experimento em intervalos iguais de 4-40h h. A-D =
Frequência cumulativa dos grupos tratados com a informação de tiroxina nos
experimentos A-D. Controle = Frequência cumulativa normalizado dos respectivos
grupos de controle. SD ≤ 10%.

Recentes pesquisas físicas revelam que o dipolo da água pode desenvolver uma fase
de oscilação coerente através do acoplamento das radiações (DEL GIUDICE, 1988,
1995). Foi proposto que isto poderia ser modulado como um tempo ordenado de padrão
de sinais (ENDLER 1994) e poderia induzir a uma propagação em metais de ondas
coerentes (ENDLER, 1994).

Teoria adicional sugere que a fase de oscilação coerente pode originar padrões de
informações através dos efeitos isotópicos em altas diluições (ENDLER, 1994). O
aspecto físico teórico dos experimentos A-D relatados aqui têm que ser avaliados por
teste e desenvolvida uma teoria sobre o armazenamento de bio-informação e a
transferência observada em diluições preparadas homeopaticamente.
Estas experimentações sugerem que a informação medicamentosa é conceitual
podendo ser transmitidas ou mesmo copiada.

1.4.2 O soluto e o número de Avogadro.

Na Europa foram realizadas muitas experimentações para verificar se o remédio


homeopático tinha efetivamente algum princípio ativo que pudesse ser verificado e que
demonstrasse sua efetividade para o caso das ultradiluições.
Entre elas destaca-se uma apresentação realizada por Philippe Belon, nos anais do
XXV Congresso Brasileiro de Homeopatia, no Rio de Janeiro (2000).
“Imaginemos um solvente que hipoteticamente seja despido de agentes residuais,
seja ele “água”, a mais pura possível (BELON, 2000; DEL GUIDICE, 1994, 1998;
SMITH, 1966), separa-se o volume desta “água” em duas pipetas A e B.”
“O conteúdo da pipeta A não conterá soluto, mas deverá ser dinamizado (diluído e
sucussionado) até 30cH, e será chamado de solvente, como trata-se de sistemas
complexos e portanto abertos e necessita-se diminuir o seu movimento interno o mais
possível, para ter-se uma idéia dos possíveis efeitos introduzidos pela dinamização, para
tanto refrigera-se este líquido até o seu estado sólido (as temperaturas deverão variar
entre -70°C e -160°C), a fim de que se possa fazer com ele, uma série de medições, por
termoluminescência. De posse dos resultados monta-se gráficos do solvente (BELON,
2000).”
“De posse da pipeta B, faz-se uma mistura, colocando neste frasco uma porção de
soluto para cada 99 porções do solvente, dinamiza-se a mistura e segue-se os mesmos
procedimentos de A (BELON, 2000).”
“Ao final do experimento deveria-se estar observando gráficos iguais, já que na
pipeta A só se tinha água e na pipeta B também só se tinha água, pois o soluto por
sucessivas diluições havia ultrapassado em muito o número de Avogadro, o que garantia
a sua não existência.”
Esta experiência faz parte de muitas das experiências realizadas na Europa e os
resultados não foram os esperados (BONAMIN, 2001; BELON, 2000), pois as curvas
eram diferentes. A precisão destes experimentos foram da ordem de 1/1000. A
experiência foi repetida em 4 laboratórios diferentes e por 16 vezes, e os resultados
foram compatíveis (BELON, 2000).
Experiência parecida foi realizada na Filadelfia, só que por técnicas diferentes, pois
utilizaram equipamentos de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) (SMITH, 1966), os
resultados apesar de concordarem com os experimentos de termoluminescência não
foram tão precisos.
Em ambos os casos houve a impregnação do soluto no solvente (BELON, 2000;
SMITH, 1966).

1.4.3 Trabalhos de desintoxicação de diversos organismos pelas


diluições homeopáticas do mesmo tóxico.
Estes trabalhos experimentais foram os primeiros a serem realizados (LAPP et al.,
1955). Trata-se de desintoxicar um organismo, ou seja, de previnir uma intoxicação pela
administração de diluições homeopáticas do mesmo tóxico.
Esta desintoxicação é caracterizada por um aumento das capacidades de defesa do
organismo contra os tóxicos por administração de pequenas doses deste mesmo tóxico.
Este tratamento deve ser frequente, pois a ação é de curta duração. Este fenômeno é
ligado ao de hormese descrito por Southam et Erlich (1948) depois por Stebbing (1981)
ou ainda designado pela Lei de Arndt Schulz. O Hormese é caracterizado pelo fato que
as substâncias inibitórias do crescimento dos diversos organismos utilizadas a fraca
doses provocam uma estimulação do crescimento destes mesmos organismos. Vários
modelos foram estudados com todos os tipos de substâncias sobre numerosos
organismos (OBERBAUM & CAMBAR, 1994). Por exemplo, uma dose muito fraca de
antibiótico desencadeou um aumento da resposta linfocitária e granulacitária
(WAGNER et al., 1988). É fácil compreender que uma dose fraca de um tóxico
administrado antes deste mesmo tóxico permite ao organismo colocar em rota o efeito
que se opõe aquele do tóxico, como por exemplo a liberação de uma proteína de stress
adaptada a defesa contra os metais pesados como o metalotioneno. O organismo pode
assim melhor resistir a intoxicação.
Vários pesquisadores aplicaram este princípio adaptando a um pré-tratamento para as
altas diluições homeopáticas de um tóxico idêntico ao utilizado para intoxicação
experimental. Eles verificaram uma diminuição significativa da intoxicação. Assim, por
exemplo, plantas foram protegidas de intoxicação por nitrato de prata pelas diluições do
mesmo tóxico 24 DH e 26 DH (PONGRATZ, 1994). O modelo inverso foi igualmente
proposto (BETTI et al., 1994, 1997) no qual a germinação de grãos de trigo
sensibilizados antes pelo anidrido arsinoso a uma dose tóxica é estimulado de maneira
altamente significativa pelas diluições de Arsenicum album 45DH. Células renais em
cultura foram protegidas por uma diluição 20 cH de Cadmium a uma intoxicação pelo
cadmium a 10-5M (DELBANCUT, 1994; DELBANCUT et al., 1997). Os leucócitos
humanos pré-tratados com uma fraca dose (6,8 x 10-8M) ou por uma dose desprovida de
moléculas (6,8 x 10-24 M) de N-methyl-N-nitro-N-nitrosoguonidina foram em seguida
intoxicados por uma dose igual a 6,8 x 10-6 M do mesmo tóxico. Os autores analisaram
escrupulosamente os resultados e não puderam mostrar a proteção contra os efeitos
mutagênicos desta substância de maneira significativa (ANDERSON et al., 1999). De
uma maneira geral parece que os modelos in vitro dão os resultados mais variáveis do
que os ensaios in vivo. Animais foram protegidos de intoxicação por mercúrio por um
pré-tratamento pelo Mercurius Corrosivus 9 cH e 15 cH (CAL et al., 1986;
DELBANCUT 1994, 1997). O modelo da detoxicação foi igualmente utilizado com
sucesso em ratos intoxicados por anidrido arsênio depois tratados por Arsenicum album
7cH (WURMSER, 1984; CAZIN et al., 1987). Da mesma maneira as diluições
homeopáticas da Coffea protegeram ratos de má formação embrionária devido a
cafeína. (TADDEI-FERRETI & COTUGNO, 1995)

1.4.4 Proteção do organismo pelas diluições homeopátias de um agente


patógeno ou de um alergeno.

O Trypanosoma cruzi (NASI et al., 1982), agente da doença de Chagas, provoca a


mortalidade de ratos em modelos experimentais. A diluição 10DH preparada com
sangue de ratos infectados ou a diluição 30cH preparada a partir dos próprios parasitas
provocaram a redução importante da mortalidade desses ratos infectados
experimentalmente.
Uma proteína antigênica, a hemocianina do molusco ou KLH, provoca no rato o
aparecimento de anticorpos de classe IgM (resposta primária), e após uma segunda
imunização, a formação de anticorpos de classe IgG (resposta secundária). Os ratos
tratados em primeira injeção pelas diluições 7cH ou 15cH deste antígeno, não
sintetizaram anticorpos de resposta primária; uma segunda injeção de antígeno a uma
concentração normal nos ratos pré tratados permitiu observar diretamente uma resposta
secundária IgG específica deste antígeno, mais importante que nos ratos controles pré-
tratados somente com uma solução salina à 9/1000, mostrando assim que o organismo
teve conhecimento deste antígeno na sua forma mais diluída.

1.4.5 Modificação da resposta do organismo pela utilização de diluições


homeopáticas de substâncias de origem endógena (mediadores,
hormônios, etc)

As experimentações em pesquisa fundamental que usam este modelo são as mais


fáceis de se colocar em prática e, consequentemente, as mais numerosas. Com efeito,
qualquer sensibilização, ou mesmo qualquer similitude não foi pesquisada, parece que
esses trabalhos foram realizados essencialmente para verificar a atividade das altas
diluições. Mais de 44 trabalhos diferentes foram publicados, sendo 17 em revistas
reconhecidas pelo meio científico (TISSEYRE, 1996; COST B4, 1999).
Ação de diluições homeopáticas de hormônios em animais modificados: ação da
bursina sobre pintinhos bursectomizados.
Altas diluições de tripeptideo (a bursina) normalmente presente nos pintinhos na
bolsa de Fabricius podem substituir a função deste órgão nos pássaros que tenham sido
submetido a retirada da Bolsa de Fabricius no terceiro dia de vida fetal (bursectomia). A
bolsa de Fabricius produz nos pássaros os leucócitos B que são as células de secreção de
anticorpos. Os pintinhos controles bursectomizados não podem sintetizar anticorpos
específicos devido a um xeno-antígeno, neste caso, os pássaros tratados durante a vida
fetal (ao sexto ou nono dia) por altas diluições de bursina (7cH, e pool de 15cH a 20cH)
tiveram uma resposta humoral específica normal. (YOUBICIER-SIMO et al., 1993,
1996a, 1996b).
Ação de diluições homeopáticas de hormônios ou imunomediadores sobre animais
sadios e imunodeprimidos.
Nas diluições homeopáticas de diversas moléculas envolvidas, seja na maturação dos
leucócitos T (timulina), seja nas comunicações celulares no curso da resposta imunitária
(interferon leucocitário interleucine 2) foram experimentados em ratos sãos ou
imunodeprimidos (ratos C57BL6). A avaliação da resposta imunitária dos ratos tratados
foram feitas ex-vivo. Foram realizados a exploração das respostas humoral e celular, dos
testes de transformação linfoblástica, e dos estudos de quimioluminescencia sobre
macrofagos peritoneais (DOUCET-JABOEUF et al., 1982; BASTIDE et al., 1985,
1987; BASTIDE & BOUDARD, 1995; BASTIDE 1996). Efeitos opostos foram
observados em ratos sãos (ratos Swiss) e em ratos apresentando uma imunodeficiência
de leucócitos T (ratos C57BL6). Assim as diluições 4cH, 7cH, 9cH 11cH de timulina
provocaram nos ratos Swiss uma diminuição de resposta celular e humoral. Eles
estimulam fortemente essa mesma resposta nos ratos geneticamente deficientes no plano
imunitário, e observaram que há uma involução precoce do thymus (ratos C57BL6).
Efeitos opostos similares foram observados pela ação de altas diluições de extrato
thymico. O interferon leucocitário aumentou a resposta similar dos ratos sãos Swiss e
diminuiu a resposta dos C57BL6. Este balanço regulatório pelos efeitos opostos entre os
sujeitos normais (ou sadios) e sujeitos apresentando uma patologia correspondente ao
efeito sobre os animais sadios se aproxima do princípio de similitude.
Ação de diluições homeopáticas de dexametasone sobre os modelos específicos
desta molécula.
Foram utilizados modelos experimetais para se colocar em evidência os efeitos da
dexametasona em ratos BALB/c: Efeito anti-edema em teste da carragenina e efeito
sobre a população celular do tumor de Erlich. A associação de dexametasona à
0,5mg/kg e da diluição do mesmo produto diluído em 7cH ou 15cH mostrou uma
redução importante e significativa do efeito anti-edema assim como uma modificação
da população celular do tumor (BONAMIN et al.). Tudo se passa como se o efeito
molecular desaparecesse em presença de diluições homeopáticas desse mesmo produto,
mesmo nas altas diluições.

1.4.6 Modelos de Farmacologia Clássica

Estes modelos diferem dos precedentes porque eles analisam os efeitos de


substâncias que não pertencem ao organismo. Trata-se na maioria das vezes de
remédios homeopáticos diluídos e dinamizados (Silicea, Arnica, Belladonna, etc), onde
o efeito farmacológico é estudado de maneira clássica, seja no animal sadio ou sobre um
órgão exumado, seja em um animal colocado em condições anormais mas não
patológicas.
Muitos ensaios foram realizados procurando sempre formas diferentes de abordar o
problema.
Procurou-se, por exemplo, fazer ensaios reativos sobre as células, aplicando-se
diluições homeopáticas de Silicea 5cH e 9cH sobre macrófagos peritoniais de
camundongos tratados, ou seja, os camundongos foram tratados pelas diluições de
Silicea e tiveram os seus macrófagos peritoniais retirados e estimulados em vitro com
Zymosan (extrato de parede de levedura como estimulante de fagocitose).
Os macrófagos apresentaram um aumento significativo do “paf-acether” mediador da
inflamação produzido durante a fagocitose (DAVENAS et al., 1987)
Outro ensaio procurou verificar a ação sobre os orgãos isolados, neste caso
observou-se a ação de diluição homeopática de Belladonna sobre o duodeno isolado de
rato.
A experiência foi realizada por A. Cristea, S. Nicula e V. Darie no Laboratório de
Farmacologia da Faculdade de Farmácia de Bucareste na Romenia.
O modelo farmacológico clássico do órgão isolado é aplicado ao estudo da
Belladonna em diferentes diluições (de 1cH até 200cH) sobre o duodeno de rato sadio
(CRISTEA et al., 1987, 1997). Um efeito semelhante ao da atropina dependente da
diluição foi observado para diluições entre 1cH até 30 cH, seguida de um efeito como
acetilcolina para as diluições entre 40cH e 120cH, e um efeito como a atropina foi
novamente achado da 120cH a 200cH. A solução não dinamizada preparada somente
por homogenização natural da mistura por 24 horas mostrou um efeito como a atropina
dose dependente que desaparece à décima nona diluição à 1/100. O solvente dinamizado
não teve qualquer efeito.
Ensaios também foram realizados in vivo, onde foi avaliada a ação das diluições
homeopáticas da aspirina em sujeitos sadios.
A aspirina a fortes concentrações (100mg/kg) provoca uma diminuição da agregação
plaquetária assim como ao nível da amplitude que dá rapidez e uma diminuição da
superfície dos trombos avaliados num modelo experimental do rato. As diluições
homeopáticas de aspirina 9cH, 15cH e 30cH aumentaram a agregação plaquetária no
homem (DOUTREMEPUICH et al., 1987, 1990) ou no rato, assim como o aumento da
superfície dos trombos em animais (DOUTREMEPUICH et al., 1994). Trabalhos
anteriores mostraram que a associação da mesma injeção de 100mg/kg de aspirina e de
uma 15cH de aspirina anulavam o efeito da dose farmacológica clássica da aspirina
(BELOUGNE-MALFATTI, 1998).

1.4.7 Modelos contruídos a partir da lei de similitude.

Procurou-se, neste modelo, avaliar, por exemplo, a ação de diluições homeopáticas


de fósforo sobre hepatite tóxica ao tetracloreto de carbono.
Este modelo experimental tem sido colocado em foco como que uma lei de
similitude, poderia tirar partido dos sinais tóxicos, ou seja, os sintomas de hepatites
tóxicas são muito próximos ao nível de sinais tóxicos. Também entre os sinais
biológicos, as transaminases são sempre modificadas e as modificações histológicas dos
hepatócitos são muito parecidas a intoxicação ao fósforo e naquelas ao tetracloreto de
carbono. Foi demonstrado que o tratamento pelas diluições de Fósforo 7cH e 15cH
diminuiram sensivelmente as transaminases nos ratos intoxicados ao tetracloreto de
carbono. O fósforo 15cH reduziu consideravemente as lesões de hepatócitos analisados
através de microscopia eletrônica (BILDET et al., 1977). Estes resultados não
significam que todas as hepatites, inclusive as virais, sejam melhoradas pela ação do
fósforo, extrapolação rápida frequentemente feita pelos prescritores. Nos trabalhos
citados trata-se de duas hepatites tóxicas com manifestações muito parecidas àquelas
que explica o resultado positivo encontrado.
Em outra experimentação procurou-se verificar a ação de diluições homeopáticas de
Silicea sobre o processo de cicatrização nos camundongos.
Trata-se de colocar em evidência a ação de altas diluições de Silicea segundo a lei de
similitude sobre a cicatrização de orelhas de camundongos portadoras de pequenas
argolas de metal. A patogenesia da Silicea comporta um sinal local de mais lenta
cicatrização. As diluições de Silicea 5cH, 30cH e 200cH foram administradas seja em
água de beber ou seja em injeção i.p. cada dia segundo as experiências. Os controles
receberam água salina fisiológica. Os tratamentos melhoraram de maneira
estatisticamente significativa a cicatrização e o fechamento dos orifícios formados pelos
anéis de metal ao nível das orelhas de camundongos. Estas superfícies dos orifícios
foram avaliadas pela análise de imagens. Os efeitos foram dependentes da diluição, a
mais eficaz foi à 200cH. (OBERBAUM et al., 1992; OBERBAUM et al., 1997)

1.5 Modelos teóricos para as ultradiluições.

Para melhor compreender as particularidades da homeopatia aqui coloca-se em


paralelo as especificidades das farmacologias moleculares e homeopáticas:
As características da farmacologia molecular clássica são: ação molecular com
interação molécula-receptor, dose-efeito, efeito que aumenta com a dose (em certos
limites), efeito ligado a duração da presença da molécula ativa do organismo (noção de
meia-vida), concentração tecidual permitindo analisar a atividade do produto
(farmacocinética), presença de efeitos secundários ou indesejáveis, efeitos
independentes do estado do sujeito (a farmacologia do sujeito sadio ou patológico é a
mesma), estudo toxicológico obrigatório devido a utilização de fortes concentrações de
medicamentos, resultados reprodutíveis se o modelo não está ligado ao ambiente (o que
é uma condição fundamental).
Por outro lado, as características da farmacologia homeopática são: utilização de
soluções muito diluídas e dinamizadas que podem não fechar novamente qualquer
molécula (concerne os diferentes trabalhos estudados), efeito-diluição dependente
observado em certos modelos experimentais: quanto mais o produto é diluído, mais o
efeito é eficaz (OBERBAUM et al., 1992, 1997; YOUBICIER-SIMO et al., 1993;
CRISTEA et al., 1987, 1997) na medida em que os desvios das diluições sejam
suficientemente grandes. As diluições seriadas a 1/10 ou 1/100 dão frequentemente os
efeitos em zig-zag, efeito-memória observado pelos práticos (a primeira ação é diferente
das seguintes), efeitos dependentes do estado do sujeito por definição da lei de
similitude: o sujeito sadio recebendo medicamento diluído e dinamizado apresenta
sintomas que estão presentes em sujeitos doentes, desaparecendo por administração de
remédio igualmente diluído e dinamizado (efeitos opostos entre sujeitos sãos e sujeitos
doentes), pode existir um fenômeno de agravamento temporário. Os agravamentos mais
importantes podem ser observados em pacientes muito fracos recebendo uma alta
diluição (muito potente pois a intensidade da resposta aumenta com a diluição). Por
exemplo, na experimentação clínica da Aabel (AABEL, 2001), os sujeitos alérgicos a
betula recebendo Betula 30cH tiveram uma sintomatologia mais forte que aqueles
recebendo placebo. Em um modelo experimental de camundongo irradiado tratado por
uma mistura de altas diluições de bursina, timulina, e intervacina 3, os camundongos
foram fortemente protegidos pelo tratamento durante a sessão quente, mais uma
mortalidade superior aos controles foram observados durante a sessão fria, período de
imunodepressão circa-anual (GUENNOUN et al., 1996, 1997; GUENNOUN 2000).

1.5.1 As hipóteses do mecanismo de ação

Existem provas experimentais publicadas em revistas científicas de bom nível


suficientes para não mais se colocar em questão a atividade farmacológica de diluições
homeopáticas, mesmo quando estas são desprovidas de moléculas. Neste momento
entra-se então no domínio das hipóteses sobre o mecanismo de ação, hipóteses que
deverão em seguida ser validadas por experimentos.

1.5.2 Papel da dinamização e do solvente

A preparação de diluições destinadas a uma administração homeopática segundo a


lei dos semelhantes comporta uma etapa crucial dita “dinamização”. Esta etapa sempre
misteriosa e indispensável, incitou os pesquisadores a identificar as modificações da
água no curso destas dinamizações. A análise por RMN de altas diluições dinamizadas
(DEMANGEAT et al., 1992, 1997, 2001) colocou em evidência as modificações devido
a diluição/agitação explicada no mínimo pela dissolução de grandes quantidades de
oxigênio dissolvido. Esta técnica utilizada para colocar em evidência as modificações
do estado da água é considerada por certos autores como dando os resultados não
reprodutivos (AABEL et al., 2001; MILGROM et al., 2001)
Contudo, é necessário insistir sobre o carácter de estabilidade do estado das
dinamizações das diluições, este estado é que subentende um fenômeno mais complexo
que o de uma simples dissolução de oxigênio.
Por outros métodos físicos, foram igualmente demonstrados as modificações de
estado da água dinamizada, na parte designada por estrutura IE estável e rígida (análoga
àquela que existe no gelo vindo de uma água submetida a um campo elétrico) podendo
se formar em condições normais de temperatura e pressão. Nestas estruturas aparecem
ínfimas quantidades de sal, ácido ou base que estão presentes na água e estas são feitas
de dipólos elétricos. Esta estrutura é proposta como base para a explicação dos efeitos
de diluições homeopáticas nos tecidos (LO, 1996; LO et al., 1996).
Uma análise termodinamica demonstrou igualmente as diferenças significativas
ligadas ao estado de dinamização da água, onde foi usado H2O bidestilada na 6x e
12cH. (ELIA et al., 1999).
Uma outra hipótese proposta é que uma modificação estável de natureza
eletromagnética se produz no curso das dinamizações do líquido (água pura ou mistura
de água e álcool) que serviu para preparar as diluições. Uma transmissão de efeito
farmacológico poderia ser produzida por uma emissão deste tipo. Foi mostrado que as
altas diluições de histamina não se fecham novamente, mas teoricamente as moléculas
perdem sua atividade sobre o coração isolado de cobaias após exposição a um campo de
50Hz durante 15 minutos (HADJI et al., 1992). Inversamente, uma atividade de tiroxina
30 D foi transmitida por um circuito elétrico, após digitalização em CD, nos girinos
durante sua metamorfose, modificando-os significativamente à passagem ao estado de
quatro patas (ENDLER et al., 1995; 1997). As muitas possibilidades de interpretação do
papel da água, como transmissor de informação, são resumidas por Schulte (1994 –
1999).

1.5.3 Hipótese molecularista ação e reação e self-recovery (auto-defesa)


Esta supõe colocar em prática os efeitos biológicos antagonistas, que viriam reforçar
ou desencadear o sistema de defesa natural permitindo a anulação da patologia. Esta é a
teoria mais frequentemente proposta, pois ela leva a Homeopatia e seus princípios
particulares a um quadro de pensamentos mais familiar. A similitude seria então
explicada pelo desencadeamento de uma reação oposta permitindo a defesa do
organismo, fenômeno que não se observa com as concentrações moleculares muito
fortes no quadro do efeito elasticidade do self-recovery e de hormesis (VAN WIJK et
al., 1993, 1994a, 1994b). Mas esta teoria não permite explicar como uma reação oposta
medida, pode ser desencadeada pela utilização de altas diluições nos diversos modelos
experimentais utilizados. Ela não explica, nem a globalidade, nem as ações fisiológicas
das moléculas endógenas, nem a lei de similitude. Desta forma, a diferença de efeito no
sujeito sadio e no doente não entram nesse quadro de pensamento.

1.5.4 Hipótese cibernética (receptor on/off)

Ela permanece molecular no espírito e na forma mais já introduzida a noção de


sinal. Esta hipótese permite melhor compreender os efeitos farmacológicos que podem
ser opostos em função da concentração. Por exemplo, as modificações de neutrófilos,
pelas diferenças de concentração de um fator quimiotático (BELLAVITE et al., 1993,
1997), ou pelos efeitos de sinergia à baixa concentração (MORIMOTO, 1991). Uma
colocação, em forma da teoria, foi proposta por (CRISTEA, 1991) que jogou sobre as
modificações dos receptores em função da concentração, mas que ainda permanece mais
aleatória para explicar o efeito das altas diluições, se não pela presença de estrutura de
alteração das moléculas (CRISTEA, 1997).

1.5.5 Hipótese informacional (transferência por H2O)

A noção de informação é muito precisa e subentende que nós não estamos mais na
estrutura do pensamento mecanista. Apesar da diferença profunda com as teorias
precedentes, ela começa a ser cotada como modelo explicativo (FISHER, 1998a,
1998b). Ela propõe que a técnica de diluição/dinamização seja uma etapa fundamental
de formação, a partir da molécula de origem e mediada pela água que leva uma
informação específica da molécula de origem (LAGACHE, 1988, 1997a, 1997b). Esta
informação poderia ser veiculada pela formação de água dinamizada de um
transportador eletromagnético de intensidade muito fraca e de frequência muito baixa,
por exemplo, ou por outro sistema (SCHULTE, 1999). Estas diluições teriam o poder de
transmitir as informações biológicas aos corpos capazes de receber e de as tratar. No
caso do sujeito sadio e sensível, estas informações após o tratamento pelo organismo,
induzem à imagem de uma patologia e fazem aparecer sintomas (patogenesia). Então
trata-se de um sujeito doente apresentando esses sintomas, a correspondência entre, de
uma parte os sintomas observados por administração de diluições homeopáticas do
modelo dado a um sujeito sadio, e de uma outra parte, os sintomas apresentados por um
doente, permitindo a correlação dos sintomas deste pela administração do remédio
diluído e dinamizado. (BASTIDE et al., 1997, 1998; BASTIDE, 2000). Esta
comunicação analógica segue regras muito precisas diferentes de trocas de objetos. Ela
necessita de uma rede de leitura para o organismo. Existe uma identidade perfeita entre
patologia e informação sobre a patologia, o organismo compreende a informação e se
trata.

1.6 Considerações Relevantes

As reações químicas clássicas pressupõem a presença de estruturas físicas, ou seja, a


existência de massa.
Afim de garantir a integridade das leis químicas, necessitamos admitir que nas
ultradinamizações não ocorrem reações químicas, mas sim rearranjo físico.
Quando isto foi suposto, Smith sugeriu que existiria a possibilidade que as mudanças
estivessem ocorrendo no ângulo dos spins do solvente. (ver figura 1 e 2) (SMITH,
1966).

Figura 1 – Desenho esquemático de moléculas do


solvente com seus spins não afetados.
Figura 2 – Os spins afetados em seus ângulos (θ), onde
os devios angulares revelam a presença influenciadora
de uma molécula “virtual” do soluto.

Os remédios homeopáticos dinamizados numa 30cH têm apresentado excelentes


desempenhos clínicos, isso nos faz supor que as impregnações, promovidas pelas
ultradiluições, do soluto no solvente, carregam informações do princípio ativo do soluto,
(BASTIDE, 1995, 2000, 2001), pois se isto não fosse verdade, não estaríamos
observando sintomatologias compatíveis com os resultados clínicos.
Essas marcas ou “impregnações residuais” no solvente, na visão de Smith, afetam os
ângulos de seus spins, ou seja, estas pequenas mudanças angulares dos spins, acabam
revelando a presença de massa, momentum ou função de onda informacional da
substância impregnadora, presente em suas vizinhanças (ver figuras 1 a 5) (SMITH,
1966).

Figura 3 – a) Moléculas esquemáticas do solvente e b) Moléculas esquemáticas do soluto.


Soluto

Solvente

Figura 4 – Moléculas esquemáticas da mistura nos domínios da física clássica.

Soluto

Solvente

2 ESTRUTURA
“VIRTUAL” QUÂNTICA

Soluto

Solvente

Figura 5 – Moléculas esquemáticas da mistura a) para domínios nos limites de Avogrado. No


plano do soluto (1) as moléculas “virtuais” são indicadas em marrom e a convencional em
azul e b) para situações acima do número de Avogrado. Os sinais do soluto sofreram
espalhamento e estão impregnando o solvente. As moléculas “virtuais” do soluto estão ligadas
por uma pseudo “energia de ligação”. O perfil “virtual” observado assemelha-se aos das
moléculas convencionais do soluto.
A atuação do soluto sobre o solvente realmente apresenta características de uma
marca ou sinal coerente, mas formado pelas n funções de onda do soluto que geram a
formação deste sinal.
A identificação das atividades corporativas do soluto nos mostram a funcionalidade
dessas funções de onda.
Numa abordagem preliminar, vemos que o fato de Hahnemann haver postulado
como essencial no processo de busca do remédio adequado ao doente, a orientação pelo
mental, como o fator mais importante, nos indica o acerto conceitual da homeopatia.
O farto material existente na matéria médica homeopática, indicando a existência de
fatores conceituais como elementos reativos quando da inoculação de “princípios
ativos”, dos mais diferentes reinos, no homem são, nos levam a conceituar os velhos
“princípios ativos” da nossa biologia clássica como elementos que só se apresentam
estruturados, graças a forte presença do conceito imaterial, ou agente gerador da ordem.
Acreditamos que qualquer sistematização dos princípios ativos deva ser elaborada a
partir dos sintomas gerados no homem são, levando-se em consideração que o fator
desencadeante tem origem conceitual; os agentes químicos e biológicos são meras
fenotipias geradas a partir da estrutura conceitual, imaterial. (SILVA, 1999)
Cada remédio traz a sua marca conceitual que o caracteriza (ENDLER, 1993), como
o indicado ou não, para solucionar o problema do desequilíbrio conceitual já instalado.
Assim sendo, quando o nosso paciente se apresenta com uma dada queixa, devemos
procurar através de acurado exame estabelecer qual a origem conceitual do seu
desequilíbrio, indo depois disso buscar, na matéria médica, o remédio que mais se
assemelha àquele “perfil conceitual”.
Os remédios podem ser agrupados por famílias, quando as suas marcas conceituais
se mostram semelhantes, mas não iguais. Características que são específicas em alguns
remédios são chamadas de “keynotes”.
Este trabalho introduz alguns conceitos diferentes do modelo biológico atual, pois
vemos o corpo humano como sistemas complexos biológicos em interação dinâmica
com uma série de campos interpenetrantes de força organizadora (força vital), ou seja,
seria o mesmo que olhar para o corpo como sendo uma complexa rede de campos de
força em contato com os sistemas físico e celular.
A cura por este processo se baseia na ação de forças específicas, que agindo por
ressonância, atuam positivamente sobre a dinâmica energética do corpo, promovendo o
seu restabelecimento.
O reequilíbrio da dinâmica dos campos de energia do corpo ajudam a regular a
fisiologia celular, restaurando a ordem em um nível mais elevado de funcionamento
dinâmico.
Evidentemente estamos lançando mão de conceitos Einsteinianos, de que energia e
matéria são duas manifestações diferentes do mesmo princípio universal.
A partir da mecânica quântica e das evidências experimentais realizadas por
inúmeros cientistas ao redor do mundo, vamos procurar redefinir alguns conceitos
biológicos ainda escorados na velha física clássica.

2. Hipóteses

A somatória dos “domínios de coerência” (DEL GIUDICE, 1994, 1998) do soluto no


solvente aparentam interferir entre si;
Quando diluições sucessivas do soluto, ultrapassam o número de Avogadro, ainda
permanecem as atividades “corporativas”;
Deve existir um modelo organizador biológico (ANDRADE, 1958) escorado em
possíveis “estruturas virtuais quânticas”. (E.V.Q.)

3. Metodologia

O método adotado foi de revisão bibliográfica e exploratório quanto aos aspectos


físico/matemáticos, onde além dos valores históricos, foram rediscutidos e associados
resultados experimentais, no desenvolvimento da nova hipótese, obtidos por inúmeros
cientistas que já pesquisaram o assunto, em diversos países do mundo e já citados
anteriormente.
Algumas premissas foram adotadas como ponto de partida, pois o propósito é
apresentar um novo modelo teórico (EVQ) Estrutura Virtual Quântica, diretamente
associado as atividades “corporativas”, através do qual procurou-se justificar a funcion
alidade das ultradiluições.
As premissas adotadas dentro deste trabalho podem ser assim resumidas: em
primeiro lugar a homeopatia não é placebo, cita-se neste caso, os trabalhos: (SMITH,
1966; BONAMIN, 2001; BELON, 2000; DEL GIUDICE, 1994,1998; BASTIDE, 1995,
2000, 2001; VAN WASSENHOVEN, 1999). Nas ultradiluições o campo
eletromagnético natural de uma substância, em solução, poderia gerar no solvente certos
“domínios de coerência”, (DEL GIUDICE, 1994, 1998). Estes domínios imporiam no
solvente padrões de mudança; o ser biológico, pelo fato de ser formado de matéria,
observa as leis da mecânica quântica (GOSWAMI, 2000; BOHM, 1951; WALKER,
1970). Adotou-se o conceito de sistema aberto da teoria dos sistemas complexos
(BASTIDE, 2000). A informação biológica recebida pelo corpo, exerceria um papel de
significante biológico, capaz de gerar modificações fisiológicas após a sua elaboração
pelo organismo (BASTIDE, 1995). Foi admitido no meio biológico a existência de
correlações não locais, a maneira identificada pela mecânica quântica nos experimentos
de Aspect (ASPECT, 1982; WOLF, 1981; BASTIDE, 2000). A dualidade
onda/partícula pode ser assim descrita: há um conceito, na mecânica quântica, de que
não há distinção entre ondas e partículas; partículas podem se comportar como ondas, e
vice-versa (HAWKING, 2002; GREINER, 2000).
A partir das premissas adotadas, sugeriu-se a existência de EVQ que seriam as
responsáveis pelos resultados obtidos nas Ultradiluições.

4. Discussão

Modelo EVQ.

Aparentemente as impregnações residuais do soluto, nas altas diluições, se portam


como se ainda tivessem uma estrutura molecular sólida, ou seja, como se ainda tivessem
ligadas por uma pseudo “energia de ligação”.
Isto nos faz supor a existência de um modelo “virtual” quântico do elemento soluto
(EVQ) (figuras 1 a 5).
O EVQ seria descrito por uma função de onda portadora da informação do soluto.

No âmbito da mecânica quântica, os objetos são descritos por funções de onda, de tal
modo que uma molécula não é de fato simplesmente uma molécula, mas há uma
interpretação probabilística, que é tal que uma tal molécula tem sempre uma
probabilidade diferente de zero de estar em qualquer lugar. Se colocarmos uma
informação em qualquer ponto de um líquido, por exemplo através de uma molécula, há
uma função de onda descrevendo tal informação. Suponhamos que haja uma diluição
desta solução. Classicamente, uma função de onda tipo perturbação poderia ser descrita,
em primeira aproximação, por uma função constante, com um certo número quântico,
digamos n, que caracteriza a molécula, isto é,

1
ϕn (x) = fn (1)
V

onde V é o volume da solução, e fn uma função discreta, que não depende da posição,
tem módulo unitário, e caracteriza um número quântico genérico n de modo que
contenha toda a fenomenologia e os efeitos físicos do agente medicamentoso. Dentro da
teoria quântica, a diluição da solução implica basicamente em um aumento do volume V
acima, e jamais será possível o completo desaparecimento da função de onda clássica.
Se esta caracterização for possível, por maior que seja a diluição haverá uma marca,
qual seja, o número quântico n da função de onda ϕ. Mais ainda, é possível uma
comunicação direta através da função de onda entre partes da solução.
Soluções químicas são objetos de difícil estudo, havendo uma literatura complexa
para sua compreensão (TOMASI et al., 1994; CRAMER et al., 1999).
De modo geral, o tratamento padrão de soluções baseia-se no uso de uma função de
onda para o solvente que é tal que ele se comporta como um observador externo, um
vácuo na linguagem de teoria de campos, ou um dielétrico, na linguagem do
eletromagnetismo clássico. O soluto fica então exposto à Hamiltoniana que o descreve,
com um potencial efetivo que descreve sua interação com o solvente.
O modelo básico contínuo é descrito através de uma Hamiltoniana que supõe um
conjunto de núcleos, que podem ser para nós tidos como a molécula do soluto, nas

posições Q ≡ Q1 Q1 N nuc , com elétrons nas posições q ≡ q1 q N e . Colocaremos

também números quânticos efetivos n ≡ n1 n N . Suporemos ainda uma Hamiltoniana

efetiva que dependa de modo menos crucial nas variáveis Q , já que será útil uma

formulação onde as funções de onda que dependem de Q , sejam tais que descrevam
ondas livres em tais variáveis. Assim, estaremos supondo que o soluto, como um todo,
em uma primeira aproximação seja descrito por uma onda plana em solução no solvente,
com números quânticos n j que estarão dispersos pelo mesmo solvente, e eventualmente
outros aspectos das funções de onda iniciais, descritas por funções das variáveis

intrínsecas q .

A Hamiltoniana que descreverá o soluto será portanto

( ) ( )
H q; Q = H 0 q; Q + ν int , (2)

onde o segundo termo do lado direito, correspondente ao potencial de interação,


descreverá os detalhes da interação soluto/solvente. A informação sobre o soluto está
contida na equação de Schrödinger (SCHRÖDINGER, 1969)

( )( ) (
H q; Q Ψ n; q; Q = EΨ n; q; Q ) (3)

Todo interesse químico reside na solução de tal equação, que dará as propriedades da
solução como função das energias acima obtidas. A descrição da densidade eletrônica
daí decorrente será de fundamental importância para que se descubram as propriedades
químicas desejadas. A solução será obtida principalmente por técnicas numéricas, tais
como aproximação de Hartree-Fock, ou outros métodos numéricos (TOMASI et al.,
1994; CRAMER et al., 1999).

No caso de nossa suposição de soluções extremamente diluídas em um meio


dielétrico, faz sentido portanto a suposição de que a função de onda seja uma onda
plana nas variáveis que descrevam cada molécula como um todo, ou seja as variáveis

Q , e que não seja trivial nas outras variáveis, quais sejam q e n , que descrevem
propriedades intrínsecas das moléculas, que suporemos aqui não sejam destruídas no
processo de solução, já que nossa hipótese fundamental é que o solvente seja a água ou
qualquer outro que não destrua propriedades intrínsecas do soluto.
Neste caso temos a solução geral
(
Ψ n; q; Q = ) 1
N el
( )
e i k .Qψ n; q , (4)
V

onde V é o volume total da solução, k descreve o momento de cada molécula, não nos

( )
interessando no momento dada sua trivialidade, e o restante da função de onda, Ψ n; q ,
descreve propriedades intrínsecas do soluto dentro da solução.

A questão que se coloca agora, mais que a descoberta da solução Ψ n; q ( )


propriamente dita, é o que de fato estamos descrevendo.

( )
Note-se primeiramente que a função Ψ n; q contém toda a informação referente à
função de onda do soluto. Todavia as propriedades químicas ficam enfraquecidas em
soluções muito diluídas, já que o objeto fundamental de estudo da química da solução
sera a distribuição eletrônica, dada por

( )
ρel n; q1 ;Q = − Ψ n; q;Q ( ) ∏dq
2 N el
j , (5)
2

onde se está, no caso acima, interessado apenas na distribuição de cargas referente ao


primeiro elétron, cognominado elétron 1. É de se notar que a expressão (4) acima tem
um fator 1/V. Para soluções ultradiluídas este fator tende a zero, e a distribuição de
cargas efetivamente tenderá a se anular.
Todavia, haverá sempre uma marca da função de onda inicial dentro da solução

através dos números quânticos n . A próxima questão que se coloca é se estes números
quânticos serão capazes de marcar a solução de modo que esta possa levar a informação
contida no elemento original.
O próximo passo na solução geral do problema colocado é obter a solução geral
para o conjunto formado pela solução como um todo.
Tal solução geral, em primeira aproximação, se compõe do produto das duas
funções de onda,

( ) () (
Ψtot n; q; Q; x = ξ solv x × Ψ n; q; Q ) (6)
O problema seguinte será o de definir funções que independam do volume da
solução e que ainda assim dependam dos números quânticos associados ao soluto. Isto
não será tão difícil, pode-se definir

( ) ( )
2 N el
ω n; x = Ψtot n; q; Q; x ∏dq
1
j (7)

que contém toda a informação sobre os números quânticos do soluto, não contendo
todavia a mesma informação com respeito à distribuição de cargas, o que levaria a
propriedades químicas semelhantes ao soluto, o que não é desejável. Além disso, não há
mais dependência no volume da solução, e se poderá então tomar um volume
infinitamente grande, o que corresponde a uma ultra diluição.
Quando considera-se a função de onda (4) tem-se que, ao ser diluída através da

mistura a uma outra quantidade de solvente, o vetor de onda k diminui, e o


comprimento de onda conseqüentemente aumenta. Isto é compatível com a mecânica
quântica, que diz que quanto maior o espaço onde está uma partícula, com condições de
contorno de uma caixa, os comprimentos de ondas possíveis, serão tanto maiores. Isto
também significa que a função de onda está mais dispersa, alcançando pontos mais
longe do que o faria com menores comprimentos de onda, em cujo caso estaria mais
restrita a uma região menor.
Com maiores comprimentos de ondas, é mais provável a dispersão da onda por
efeito túnel, o alcance da função será menos restritivo.

5. Conclusões

Acredita-se que a tão propalada memória da água não seja exclusividade deste
elemento pois na experiência, “Non-Molecular Information Transfer from Thyroxine to
Frogs”, descrita neste trabalho, foi possível observar-se que a informação foi copiada de
um meio analógico para um digital (placa de silício) sem perda de informação.
Foi visto que todo retículo cristalino pode ser impressionado por uma função de onda
(tipo perturbação) desde que a agitação seja percebível pelo retículo (que haja
ressonância).
Quanto à hipótese de modificação de natureza eletromagnética se produzir no curso
de dinamização do líquido (água pura ou mistura de água e álcool) parece pouco
provável face a natureza quântica do fenômeno (dual onda/partícula).
Como se pode perceber cada soluto se caracteriza por uma somatória de sinais
ondulatórios que formam uma marca que o representa.
Os sinais quânticos do soluto na sua forma clássica apresentam-se “vestido” de
massa, vindo a integrar o mundo da matéria usualmente perceptível pelos sentidos.
Os homeopatas correlacionam dinamização do princípio ativo com a potência do
remédio, e isto parece fazer sentido, já que para dinamizar necessitamos diluir e
sucussionar.
Quando dilui-se obtem-se maiores comprimentos de onda e portanto aumentando a
probabilidade de penetração da onda, por efeito tunel (tunelamento).
Quanto ao papel das sucussões arrisca-se pensar que é um dos possíveis mecanismos
para manter a mistura homeopática homogênea e com isso a coerência quântica é
dependente do processo da sucussão.
Experimentalmente sabe-se que quando não ocorre o processo de sucussão da
mistura, o remédio homeopático não apresenta a funcionalidade habitual.
A partir daí, acredita-se que este processo gera uma Ε 0 (energia inicial) no sistema
(mistura).
A transformação de energia potencial em energia cinética com a consequente
liberação de calor para o meio, acarreta uma perda (diminuição) do grau de liberdade do
sistema (soluto/solvente) pois a mistura tende a compensar a perda de calor para o meio
com mudanças estruturais internas.

Onde então poderíamos escrever:

ΗΨt = ΕΨt

( ) (
Η t Ψtot n, q, Q , x = Ε t Ψtot n, q, Q , x ) (8)

onde Η t seria o start da mudança.


A reprodutibilidade se faz por semelhança de campos (funções de onda), o que muito
se assemelha ao que ocorre entre o remédio ultradinamizado e o paciente
homeopatizado, conforme estamos propondo em nosso modelo.
O modelo também permite explicar porque algumas dinamizações, de um dado
princípio ativo, funcionam mais do que outras, ou mesmo como funciona o conceito de
remédio único, bem como as famílias de remédios semelhantes.
As dinamizações levam a um grau de penetração e coerência maior, apesar da
ausência estrutural, química e mesmo física na acepção clássica da palavra.
Um dos pontos intrigantes da funcionalidade homeopática está na ressonância de
determinadas regiões ou sistemas do corpo com determinados grupos de informações
contidos no soluto adequado, acredita-se que para isso acontecer torna-se necessário que
o corpo biológico também seja quântico, ou seja, propoem-se a existência de degraus
quânticos para os elementos biológicos.
Mas se for possível supor isto, ter-se-ia, que estes locais estariam carregados também
de cargas instrucionais (informações) relativas àquele órgão, sistema ou região, seriam
como unidades inteligentes autonomas na sua funcionalidade específica, mas altamente
dependentes na funcionalidade integral.

Conclusão quanto ao uso da mecânica quântica.

O que se poderá dizer após tais elocubrações e especulações é dificil de se prever. A


mecânica quântica tem propriedades incríveis, e que podem levar a uma grande
reinterpretação dos valores físicos em certos objetos. Pode-se chegar a propriedades
completamente diferentes daquelas previstas inicialmente a partir de constatações
clássicas, e podemos inclusive ter conclusões que contradizem aquilo a que chamamos
senso comum, que acaba por perder seu sentido em um mundo quântico, e que deve ser
completamente reinterpretado. O senso comum em um mundo quântico toma ares muito
diferentes e contornos totalmente novos. É claro que ele ainda existe, mas não tem mais
o sentido com o qual o entendemos em nossa experiência diária, tem isto sim, que ser
reestudado, existindo em uma experiência completamente nova.
Com isto, espera-se ter uma semente daquilo que se acredita ser aquela das
ultradiluições com propriedades excepcionais.
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