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Aula 5 30/09/13

BALANÇOS EM PROCESSO EM MÚLTIPLAS UNIDADES

Quando se tem mais que uma unidade compondo um determinado processo, é fundamental definir-se as fronteiras dentro das quais se está se realizando o balanço. O espaço delimitado por essas fronteiras é usualmente denominado de volume de controle (VC) ou sistema (e sub-sistema).

Aula 5 30/09/13 BALANÇOS EM PROCESSO EM MÚLTIPLAS UNIDADES Quando se tem mais que uma unidade

RECICLO

Considere a reação química A→ R. É muito raro que ela se complete num reator contínuo. Tanto faz quanto A está presente no início da reação ou quanto tempo ele é deixado no reator. A é normalmente encontrado nos produtos (nem todo A reagiu). Suponha que seja possível encontrar-se um modo de separar a maioria ou todo o A do

produto R. Isto é vantajoso se o custo de operação e alimentação compensar o custo da matéria-prima A. Nesta situação é interessante reciclar o reagente A (separado de R) para a entrada do reator. É importante distinguir-se com clareza (para efeito de balanço), a alimentação nova

(fresh feed) da alimentação do reator (alimentação combinada). Esta última é a soma

da alimentação nova com a corrente de reciclo.

RECICLO Considere a reação química A→ R. É muito raro que ela se complete num reator

BY- PASS” Uma operação também comum na indústria química é o desvio de uma parte de alimentação de uma unidade e a combinação dessa corrente chamada de by-pass” com a corrente de saída daquela unidade. O procedimento para o cálculo de balanço nesses processos com reciclo e by-pass é baseado no mesmo adotado para processos com múltiplas unidades.

“ BY- PASS” Uma operação também comum na indústria química é o desvio de uma parte

PURGA

Outro procedimento adotado nas indústrias químicas consiste da purga, em que parte de uma corrente que não interessa é separada da parte de corrente de interesse. Problemas envolvendo reciclo e purga de correntes são freqüentemente encontrados na indústria química. As correntes de reciclo na engenharia química são usadas para

enriquecer um produto, para conservar energia, ou para reduzir custos operacionais.

PURGA Outro procedimento adotado nas indústrias químicas consiste da purga, em que parte de uma corrente

Exemplo 1: Uma coluna de destilação separa 10000 kg/h de uma mistura de benzeno-tolueno 50%-50%. O produto recuperado no condensador, no topo da coluna, contém 95% de benzeno, e a cauda da coluna contém 96% de tolueno. A corrente de vapor que entra no condensador pelo topo da coluna

registra 8000 kg/h. Uma parte do produto é retornada à coluna como refluxo,

e o restante é recolhido para uso industrial. Suponha que as composições das correntes de topo da coluna (V), do produto recolhido (D) e do refluxo (R) sejam idênticas. Encontre a razão de quantidade de produto refluxada para produto recolhido destilado.

Solução

Solução

Exemplo 2: Na seção de preparo de carga de uma indústria produtora de gasolina, isopentano é removido de uma gasolina isenta de butano.Considere

para simplificar, que o processo e seus componentes são os mostrados na

figura E.2. Qual é a fração de gasolina isenta de butano que é percolada pela torre de isopentano?

Figura E.2.
Figura E.2.

Exemplo 3: O fluxograma de um processo para recuperação de cromato de potássio (KCrO4) a partir de uma solução aquosa deste sal é mostrado na figura E.3.

Nesta operação, 4500 kg/h de uma solução com 33,33% de KCrO4 em massa é combinada com uma corrente de reciclo contendo 36,36% de KCrO4 em massa. A corrente formada pela junção das duas correntes anteriores é alimentada ao evaporador. A corrente concentrada que deixa o evaporador contém 49,4% de KCrO4 em massa; esta corrente é alimentada ao cristalizador, na qual é resfriada (formando cristais de KCrO4) e então filtrada. A torta de filtro contém cristais de KCrO4 e uma solução (que umedece a torta) que contém 36,36% de KCrO4 em massa; os cristais são responsáveis por 95% da massa total da torta. A solução que passa através do filtro também tem 36,36% KCrO4 em massa e constitui-se na corrente de reciclo. Calcular a massa de água removida pelo evaporador, a taxa de produção de KCrO4 cristalino, a relação (kg reciclo/kg alimentação nova) e as vazões com que o evaporador e o cristalizador devem ser projetados.

Figura E.3. Fluxograma de um processo de recuperação de K2CrO4.

Figura E.3. Fluxograma de um processo de recuperação de K2CrO4.

Solução

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