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INTRODUÇÃO...........................................................................................................

PARTE 1. OS COMPÊNDIOS DOS LIVROS DE NT..............................................10


1.OS QUATRO LIVROS DO EVANGELHO................................................................................................10

2.ATOS. .............................................................................................................................................................10

3.ROMANOS....................................................................................................................................................10

4. I CORINTIOS...............................................................................................................................................13

5. II CORINTIOS.............................................................................................................................................15

6.GALATAS.......................................................................................................................................................16

7.EFÉSIOS........................................................................................................................................................19

8.FILIPENSES..................................................................................................................................................21

9.COLOSSENSES............................................................................................................................................23

10.I TESSALONICENSES..............................................................................................................................25

11.II TESSALONICENSES.............................................................................................................................26

12.I TIMÓTEO. ...............................................................................................................................................27

13.II TIMÓTEO................................................................................................................................................28

14.TITO.............................................................................................................................................................30

15.FILEMOM. .................................................................................................................................................30

16.HEBREUS....................................................................................................................................................31

17.TIAGO..........................................................................................................................................................35

18.I PEDRO.......................................................................................................................................................36

19.II PEDRO.....................................................................................................................................................37

20.I, II, III JOÃO..............................................................................................................................................38

21.JUDAS..........................................................................................................................................................39

22.APOCALIPSE.............................................................................................................................................40

PARTE. 2 REVELAÇÃO GERAL E ELEMENTO COGNITIVO.............................44


1. FENÔMENO.................................................................................................................................................44

1
2.LINGUAGEM E MORALIDADE...............................................................................................................45

3.MORAL, ÉTICA, SANTIDADE, PIEDADE..............................................................................................47

4.METAETICA (*)...........................................................................................................................................49

5.METODOLOGIA..........................................................................................................................................50

6.FUNDAMENTO DA MORALIDADE........................................................................................................52
A lei moral e a lei natural...............................................................................................................................52
Moral descritiva e prescritiva........................................................................................................................54
A lei fundamental e eterna da moralidade.....................................................................................................55
Virtudes, Caráter, Personalidade....................................................................................................................55
Direito e Ética cristã......................................................................................................................................57
Sistema judiciário e moral.............................................................................................................................60
Fundamento da moralidade............................................................................................................................61

7.RELIGIÃO E MORALIDADE....................................................................................................................63
Homem e Animal...........................................................................................................................................65

8.VALIDADE DE MORALIDADE.................................................................................................................68

9.PROPRIEDADE E DOMÍNIMO.................................................................................................................70

10.HIERARQUIA E MORALIDADE............................................................................................................72

11.DIMENSÃO METAFÍSICA E ESPIRITUAL EM MORALIDADE. ....................................................74

12.DIMENSÃO ESTÉTICA E MORALIDADE...........................................................................................75

13.PROPÓSITO DA MORALIDADE............................................................................................................76
Propósito da Vida...........................................................................................................................................77
Significado da Vida........................................................................................................................................79

14.PRATICABILIDADE E APLICABILIDADE..........................................................................................81

15.INFLUÊNCIA E MORALIDADE.............................................................................................................82
Civilização e Status Moral de Cidadania.......................................................................................................84
Dimensão Social e Moralidade......................................................................................................................87
Historia e Moralidade....................................................................................................................................90
Julgamento de Deus e moralidade.................................................................................................................92

16.MOTORES DE MORALIDADE...............................................................................................................94
Racionalidade e vida moral............................................................................................................................94
Emoção e vida moral.....................................................................................................................................96
Vontade e Cobiça e Ética...............................................................................................................................97
Esperança e Moral.........................................................................................................................................99
Fé e Moral....................................................................................................................................................102
Conhecimento e Moralidade. ......................................................................................................................107
Sabedoria e Moral........................................................................................................................................111
Convicção. ...................................................................................................................................................114

17.CONDIÇÃO MORAL DO HOMEM.......................................................................................................115


Vontade Livre e Responsabilidade e Moralidade..................................................................................115
Liberdade e Tropeço....................................................................................................................................121

2
Obrigação e Voluntário................................................................................................................................123
Intencionalidade e moralidade.....................................................................................................................124
Consciência..................................................................................................................................................125

18.VERACIDADE E MORALIDADE.........................................................................................................128
Fonte da vida................................................................................................................................................130
Natureza Estrutural do Homem...................................................................................................................131
Árvore e o seu Fruto....................................................................................................................................132
Integridade...................................................................................................................................................133
Hipocrisia e Fariseus....................................................................................................................................136
Motivo Psicológico e Moral........................................................................................................................138
Fim e Meio...................................................................................................................................................140
Intrínseco e extrínseco (*)............................................................................................................................142

19.VALOR E MORAL...................................................................................................................................143

20.VARIOS MORALISMO...........................................................................................................................147
Absolutismo e Relativismo..........................................................................................................................151
Moral realismo e cepticismo........................................................................................................................153

PARTE 3. TEOLOGIA...........................................................................................156
1.ÉTICA CRISTÃ...........................................................................................................................................156
Atributo Divino e Moralidade......................................................................................................................159
Personalidade Divina e Moralidade.............................................................................................................160
Glória de Deus.............................................................................................................................................161
Amor (ágape) e Virtudes..............................................................................................................................162
Amar a Deus e ao Seu Próximo...................................................................................................................164
Por Teu Nome..............................................................................................................................................167

2.PROPÓSITO DE CRIAÇÃO E MORAL.................................................................................................169


Imagem de Deus..........................................................................................................................................170
Imagem de Cristo.........................................................................................................................................175
Imagem do homem......................................................................................................................................177
Diferença entre Deus e homem....................................................................................................................179
Soberania de Deus e Responsabilidade do Homem.....................................................................................182

3.PROPÓSITO DA LEI.................................................................................................................................187
Lei de Moises e de Cristo. ..........................................................................................................................192
Lei da Liberdade e de Amor.........................................................................................................................193
Lei, Amor, e Moral.......................................................................................................................................193
Lei, Caráter, e moral....................................................................................................................................195
Lei e Graça...................................................................................................................................................197
Retaliação e Perdão. ....................................................................................................................................199
Condição para perdoar.................................................................................................................................201
Justiça de Deus e de Fariseus.......................................................................................................................202
Justiça e Paz.................................................................................................................................................207

4.RESTAURAÇÃO DE IMAGEM DE DEUS E RENOVAÇÃO DE MORALIDADE...........................208


Revelação Geral e Moral.............................................................................................................................209
Revelação Especial e Moral.........................................................................................................................212
Viver e Andar. ............................................................................................................................................215
Ser e fazer....................................................................................................................................................216
Santidade......................................................................................................................................................218
O Sofrer. ......................................................................................................................................................221

3
5.CONCEITOS DA VIDA E MORTE..........................................................................................................226
O bem e o mal..............................................................................................................................................228
Luz e Trevas.................................................................................................................................................231

6.REINO DE DEUS........................................................................................................................................233
Ressurreição.................................................................................................................................................235
Cidadania do reino de Deus.........................................................................................................................239
Julgamento (punição) e Recompensa (galardão).........................................................................................240
Missão e Moral............................................................................................................................................242

7.SATANÁS E DEMÔNIO.............................................................................................................................243

PARTE 4. ANTROPOLOGIA.................................................................................249
1.CRIADOR E CRIATURA..........................................................................................................................249
De onde veio o homem?..............................................................................................................................249
Poder do Homem.........................................................................................................................................252
Valor do Homem..........................................................................................................................................253
Pecador.........................................................................................................................................................255

2.DEUS E PECADO.......................................................................................................................................259
Tentação e Pecado........................................................................................................................................260
Pecado Original............................................................................................................................................264
Mecanismo de Pecar....................................................................................................................................265

3. NATUREZA DO PECADO.......................................................................................................................267
Conseqüência do Pecado.............................................................................................................................274
Extensão do Pecado.....................................................................................................................................277
Intensidade do Pecaminosidade: Total Depravação.....................................................................................278

4. RESTAURAÇÃO DO HOMEM...............................................................................................................279
Os que Choram serão Consolados...............................................................................................................280
Davi: Segundo o Coração de Deus. ............................................................................................................281

PARTE 5. CRISTOLOGIA.....................................................................................284
1.ADÃO E CRISTO........................................................................................................................................284
Nome de Jesus: Salvador.............................................................................................................................285
Nascimento de Jesus Cristo.........................................................................................................................285
Morte de Jesus Cristo...................................................................................................................................286
Ressurreição de Jesus Cristo........................................................................................................................288
Origem de Jesus Cristo................................................................................................................................290

2.OBRA DE JESUS CRISTO: EXPIAÇÃO. ..............................................................................................291


Exemplo de Jesus Cristo..............................................................................................................................292
Fim da Lei....................................................................................................................................................295
Sacerdócio....................................................................................................................................................296
Senhor dos senhores.....................................................................................................................................298

3.SEGUNDA VINDA......................................................................................................................................299
Pedra de tropeço...........................................................................................................................................300

PARTE 6. PENEUMATOLOGIA............................................................................301

4
1.CARNE E ESPÍRITO.................................................................................................................................301
Lei de carne e Lei de Espírito......................................................................................................................305

2.OBRA DO ESPÍRITO SANTO..................................................................................................................306


A obra de Espírito Santo na vida de Jesus Cristo..................................................................................306
A obra do Espírito Santo na vida dos Escritores dos livros da Bíblia.........................................................307
A obra do Espírito Santo na vida cristã........................................................................................................307
Renovação....................................................................................................................................................314
Santificação..................................................................................................................................................316

3.HABITAÇÃO DE ESPÍRITO SANTO. ....................................................................................................327


Pecado imperdoável. ...................................................................................................................................329

4. Dons de Espírito Santo...............................................................................................................................333


Fruto do Espírito Santo................................................................................................................................335
Guerra Espiritual..........................................................................................................................................339
Batismo do Espírito Santo...........................................................................................................................343
Cheio de Espírito Santo...............................................................................................................................345

5.ORAÇÃO NO ESPÍRITO SANTO............................................................................................................347


Espiritualidade.............................................................................................................................................349
Misticismo e Cristianismo. .........................................................................................................................350
Significado de Dons Sinais..........................................................................................................................352

PARTE 7. EVANGELHO.......................................................................................355
1. MENSAGEM DE DEUS............................................................................................................................355
Arrependimento e Conversão......................................................................................................................361
Salvação.......................................................................................................................................................366
Filho de Deus...............................................................................................................................................368

2.EVANGELHO E MORAL..........................................................................................................................369
Fé e Obra......................................................................................................................................................371
Graça e Obra................................................................................................................................................372
Novo Mandamento......................................................................................................................................374
Doutrina de Cristo: Sã Doutrina..................................................................................................................374

3.ALIANÇA.....................................................................................................................................................377
Chamada......................................................................................................................................................380
Vocação........................................................................................................................................................380

4.ANTICRISTO..............................................................................................................................................382
Falso profeta................................................................................................................................................382

5.IGREJA........................................................................................................................................................385
Nação de Israel.............................................................................................................................................386
Os gibeonitas................................................................................................................................................389
Abel e Caim. ...............................................................................................................................................390
Milênio.........................................................................................................................................................393
Sinais do Ultimo Tempo..............................................................................................................................394
Julgamento final...........................................................................................................................................395

PARTE 8. PRATICA..............................................................................................396

5
1.DOUTRINA DE CRESCIMENTO............................................................................................................397
Disciplina.....................................................................................................................................................400
Educação......................................................................................................................................................405
Perfeccionismo.............................................................................................................................................407
Mansidão......................................................................................................................................................411

2.TOMAR DECISÃO.....................................................................................................................................414
Autodecepção: Coração Enganoso..............................................................................................................416

3.ALEGRIA E TRISTEZA............................................................................................................................420
Felicidade.....................................................................................................................................................422
Medo e Temor..............................................................................................................................................425
Gratidão.......................................................................................................................................................426
Adoração. ....................................................................................................................................................427

4.LUZ E SAL. .................................................................................................................................................429


Trabalho.......................................................................................................................................................430
Ecologia.......................................................................................................................................................431

CONCLUSÃO........................................................................................................432

BIOGRAFIA...........................................................................................................436

6
Introdução.

O campo do estudo de éticas é muito complicado seja na sociedade secular seja na


comunidade cristã; pois, na sociedade secular, o homem é o fundamento da moralidade, e
naturalmente a sua moralidade não escapa de ser relativa e conveniente sem absoluto
padrão: e na comunidade cristã preferem a pregar a “graça” de Deus; se exortemos “vida
moral” até os leigos consideram-na estranhas e duvidam que não será o pregador
arminianista? ; ou duvidam que o pastor pregue o outro evangelho. Alguns tomam seguinte
posição: a santificação é a obra de Espírito Santo, e naturalmente acontecerá na vida cristã
sem a vontade do homem de buscá-la: tudo acontecerá na nossa vida conforme a vontade
de Deus: e pensam que o pecar na minha vida é também segundo a vontade de Deus.
Outros pensam que não podemos resolver todas as questões morais pela Regra de Ouro
como legalistas. Ainda, outros buscam a perfeccionismo como os wesleianos. Porque será
que o cristão precisa ter a vida moral, a vida de santificação, pois, nós somos salvos pela
fé? Na realidade, muitos ouvintes gostam de ouvir muitas graças e muitas benções do que
ouvir arrependimento e santificação; e conseqüentemente os obreiros ficam constrangidos a
pregar a respeito de pecado e de arrependimento; e, estão acontecendo como Deus se
lamentou em Jr. 8:11: Que os sacerdotes estavam curando as feridas do povo
superficialmente. Ainda pior, há pessoas confundem a religião com misticismo; que busca
experimentar, sentir; sós a experiência e sentimento são pro valer; na verdade, não
reconhecendo que as pessoas que se vangloriam nos sinais são os mais incrédulos e carnais
de que Deus se lamenta. Nós enfrentamos grande degradação de vida moral na sociedade e
da vida santificada na Igreja e falta de compreensão acerca da vocação de Deus e da vida
cristã. Muitos professam que crêem no evangelho, mas os depoimentos e frutos de
arrependimento do pecado e de confiança em Cristo Jesus não são evidentes na vida real
como Jesus Cristo duvidou que poderia achar fé na terra no ultimo tempo.

Nós não encontramos a palavra de “ética” ou “moral” na Bíblia, mas nós temos
outras palavras, isto é, “santidade” e “piedade”, que é a vida consagrada e separada para
com Deus e para com próximo; ou simplesmente a “vida” ou a “vida eterna”, que é a
vontade de Deus que nós a tenhamos.
A palavra de “ética” é da “teórica”; e a palavra de “moral” é da “pratica”: a palavra
de “santidade” é da “teórica”; a palavra de “piedade” é da “pratica”.

Este livro trata da razão da vida moral ou vida santificada; acima de tudo trata da
vida cristã simples que nosso Deus prometeu em Cristo Jesus para que todo mundo tenha a
vida, a vida perdoada, a vida santificada, a vida ressuscitada em Cristo Jesus, no final a vida
eterna: quem tem essa fé, já vive aqui na terra como ele crê; pois, o justo viverá pela fé:
quem tem essa esperança, já realizamos aqui na terra como ele espera a vida eterna; nós
seremos salvos pela esperança e pela fé.

Creio que não precisamos ter medo de usar as palavras seculares, não de Bíblia; isso
não é propósito de introduzir idéias seculares em nosso pensamento, isto é, em pensamento
de Deus; é sim, para exposição mais profunda do Caminho de Deus, para nossa melhor

7
compreensão: porque Deus se revela também na natureza, na historia, e na consciência do
homem.

Não há sempre inimizade ou contraditório entre religião e ciência; não só ciência,


mas todas as coisas devem ser harmonias em Deus que designou que todas as coisas se
convergem e unifiquem em Cristo. Não é necessário ter medo de aproveitar todos
conhecimentos de todas disciplinas cientificas desenvolvidas pelos talentos dos homens que
são dotados por próprio Deus para que tenhamos mais compreensão nas vontades de Deus
para servir melhor a Deus, pois, a teologia é a rainha de todas as ciências. Os alguns
pretendem ainda hoje a viver fora do mundo sem envolvimento na sociedade como no
passado, considerando profanas as coisas do mundo, que Deus não as definiu como
profanas. Os tais são comparáveis aos homens que temem tomar remédios descobertos por
cientistas. A historia humana se repete; os grupos no tempo de Jesus Cristo – fariseus,
saduceus, herodianos, essênios – existem até hoje em nomes diferentes dissimulados.

Este estudo não tem finalidade de satisfazer homem para emular a vangloria do
homem por sua própria obra diante de Deus, pelo contrario, mais uma vez afirmando a
nossa herança (dom) de Deus, esclarecendo a nossa grande e viva esperança em Cristo
Jesus para toda humanidade, e por fim para fortalecer a sua Igreja e seus povos, tirando as
pedras de tropeços no seu caminho: e por fim, para ficarmos calados sem palavras e
humildes diante de Deus, rendendo Lhe as graças e louvores e honra e glória para sempre; e
que seja praticante aqui na terra, não ficando ignorante na sua própria vida cristã desejada e
designada por nosso Deus. A finalidade deste livro é divulgar a grandeza das obras
maravilhosas perfeitas e as riquezas das suas inesgotáveis graças de Deus em Cristo Jesus,
nosso Salvador, e a sua beleza da santidade revestida ao homem para comunhão eterna com
Ele. Não pretendo introduzir outro sistema de moralidade seja secular seja especulativa
seja religiosa seja naturalista. É somente aprofundar e renovar nossa compreensão a
respeito do enigma da vida cristã, a vida ética que se santifique cada dia por meio de
Palavra de Deus e pela força do Espírito Santo, como Paulo disse em I Tm. 1:5: o intuito da
presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de
fé sem hipocrisia.
Esta obra também não é a invenção da verdade por homem como sempre, é apenas
uma parte de reafirmação da grande verdade descoberta por muitos; é uma obra de
compilação das obras de muitos.

A outra finalidade é combater contra heresias que pregam outro evangelho e


ensinam outro Cristo, como Paulo advertiu aos galadianos que se começaram por Espírito,
e se terminavam por carne. Todas heresias embora têm diferentes nomes, o Pelegianista, o
Armenianista, e o Socinianista são humanistas que se exaltam capacidades do homem e
pretendem a diluir a redentora obra completa e perfeita de Deus em Cristo Jesus para
conosco. Alguns nem comprometem em tristeza da depravação total do homem, nem se
alegram na sua dignidade revestida por Deus em Cristo Jesus. Muitos sempre pretendem a
subverter moralidade cristã e cogitam novas regras morais para aplicarem em situações
novas; como Piagetianos pensam em evolução em vários estádios em moralidade: as novas
situações e os problemas demandam novas soluções conforme a nova regra: eles pensam
que a moralidade do passado não mais podia guiar e orientar a nossa vida presente, mas
devem construir novas regras morais por método de dialogo democrático que visam a

8
chegar não em uma singular regra universal, mas, sim, em grandes diversidades e em
acordos entre varias sociedades: a afinidade desta tendência global e pós-moderna é
inevitável a adotar o pragmatismo e o hegeliano dialético relativismo. Eles não querem
admitir as suas falhas, obsessas, perdidas, e converter dos seus maus caminhos. É sim, nós
devemos urgentemente conclamar e defender a sã doutrina, isto é, doutrina de Cristo Jesus;
e proteger seu rebanho das distorções de doutrina: pois, nós estamos vivendo em geração
perversa e adultera em que o homem pretende a mudar e adulterar todas coisas. A nova
geração não quer fica sujeito às crenças e dogmas de passado. Apegar ao passado seria
afronta contra natureza do homem que busca progresso e evolução natural. Exatamente a
Bíblia fala que a pregação de Cristo crucificado é escândalo para os judeus que pedem
sinais, e loucura para os gregos que buscam sabedoria do mundo (I Co. 1:22, 23). Nós
vivemos em tempo, cuja geração rejeita autoridades e julgando todas coisas por seu próprio
entendimento: são sábios por seus próprios preconceitos. O povo israelita viveu numa
sociedade cão no final tempo de juizes como o seguinte: naqueles dias, não havia rei em
Israel; cada um fazia o que achava mais reto (Jz. 21:25). Nós precisamos lembrar dos
fatos históricos de todas quedas e julgamentos das nações por nosso Deus, que eram por
causa de decadência de vida espiritual e moral das nações. A historia humana é o
julgamento de Deus por falta de conhecimento de Deus e por suas barbaridades de pecados
do homem.

Para estabelecer a veracidade da palavra de Deus e para não ultrapassar o que está
escrito na Bíblia, coloquei primeiro os compêndios (breve comentário) de cada livros de
Novo Testamento; e depois, coloquei os elementos cognitivos (revelação geral) antes tratar
a nossa teologia; e no final, as coisas práticas.
A Sra. Tânia M. R. de Brito da Primeira Igreja em Gurupí me ajudou muito a
respeito de assunto de autodecepção em Capitulo de Pratica: evitei as palavras técnicas;
usei as palavras simples para acesso por todos.

Estou devendo muito aos muitos escritores dos livros: não podia citar todos nomes
deles: eles são leigos cristãos, não teólogos: são médicos, juizes, psicólogos, sociólogos,
filósofos. Fico surpreendido por minha ignorância na vida cristã no sentido natural e
normal até por pensadores seculares cujos pensamentos desafiaram a minha compreensão a
respeito da vida cristã normal: eles são os que faltavam sós de buscar a único Deus vivo e
verdadeiro. Considero que eles não estão longe de Deus. Esta obra é uma tentativa
introdutória de reafirmar e unificar todos nossos conhecimentos afirmativos e alcançados a
respeito da nossa fé para abrirem o novo horizonte da nossa vida cristã, eliminando todos
tipos de confusões seja teológicas seja espirituais seja cognitivos.

Eu tenho vergonha de divulgar esta obra pequena sem correção, mas tenho alegria
em divulgar na internet para acesso por todos que buscam a verdade. Desejo que a verdade
não seja monopolizado, mas seja possessão publica.

Muitos livros ficam hoje sós na galeria de museu por desenvolvimento de nossos
entendimentos. Que haja sempre o progresso cada vez mais no entendimento do homem a
respeito da vida cristã normal e natural, também é milagrosa; e saia os melhores livros para
frente; e este livro também haja na galeria museu em um dia por mais progresso no
entendimento da verdade. Convido todos para aperfeiçoarem esta obra incompleta e difícil.

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Que glória para Deus, benções para todos!

PARTE 1. OS COMPÊNDIOS DOS LIVROS DE NT.

1. OS QUATRO LIVROS DO EVANGELHO.

Os quatro livros revelam os quatro aspectos da vida de Jesus Cristo. O livro de


Mateus nos apresenta Jesus como o rei de Nação de Israel, que vai assentar no trono de
Davi. Jesus foi chamado de leão de tribo de Judá. O livro de Marcos nos mostra Jesus
como o Servo de Deus, que sacrifica até a sua própria vida diante de Deus como boi. O
livro de Lucas nos demonstra Jesus como o Filho do homem, que sabe o que é padecer; mas
Ele é sem pecado. O livro de João nos revela Jesus como o Filho de Deus, cuja origem é
antigo e divina e celestial.

2. ATOS.

Como o seu nome de Atos, o livro de Atos é o de registro de nascimento e


crescimento e atividades da Igreja revestida por poder de Espírito Santo para toda
humanidade.

3. ROMANOS.

Paulo escreveu esta carta para demonstrar o seu desejo de ver os irmãos já
convertidos especialmente os gentios em Roma e repartir com eles algum dom espiritual,
isto é, fé e conhecimento revelado para confortar reciprocamente, por fim para conseguir
algum fruto, isto é, santificação para com Deus (12:1-2) e serviço conforme dons espirituais
(12:3-8) e cheio de bondade (12:9-13:14) e aceitação dos irmãos de fé fraca e limitação de
liberdade (14:1-15:12) e rico em esperança (15:13) e sejam aceitáveis o seu ministério e as
vidas deles diante de Deus para glória de Deus (15:14-21).

É no evangelho que se revela a justiça de Deus sem lei (Rm. 1:17, 21), o dom de
justiça de perdão (Mc. 2:5; At. 5:31; Rm. 3:25), o amor de Deus (João 3:16; Rm. 5:8), a

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graça de Deus (Rm. 5:21), os benções espirituais (Ef. 1:3), salvação e libertação da
escravidão do pecado e da lei (Rm. 6:22), o mistério de Deus, isto é, Jesus Cristo (Rm. 1:3,
16:25; Ef. 3:4; Cl. 1:27, 2:2, 4:3), a sabedoria de Deus (I Co. 2:7), o poder de Deus ( Ef.
1:19), porque todos pecaram e perderam a glória de Deus seja judeus seja gentios (Rm.
3:9).

Todos conhecem a Deus, a sua divindade e os atributos. Quem reprime


conhecimento de Deus; quem calca o presente de Deus; quem não permanece no seu amor;
quem não aceita Salvador Jesus Cristo; quem não crê na verdade e na promessa de Deus;
quem não permanece na luz e no seu mandamento permanece na depravação dos seus
pecados e na ira de Deus: não haverá mais perdão.

O verdadeiro crente não é exteriormente (Rm. 2:25-29). O batismo verdadeiro não


é feito pelo homem na carne segundo a lei prescrita. O verdadeiro crente é interiormente e
o batismo ou a circuncisão verdadeira é feito no coração pelo Espírito de Deus. Quem pode
fazer batismo ou circuncisão no seu coração? Quem pode limpar e transformar o seu
coração e a sua consciência? Quem pode se enxertar a sua vida brava na videira excelente
ou na oliveira boa, isto é, em Cristo Jesus? Quem pode se ressuscitar? Quem se nasceu
pela sua própria vontade? É a riqueza glória da graça de Deus e a grandeza de poder de
Deus pelos quais que Deus nos deu a vida com Jesus Cristo. Como Deus Todo-poderoso
ressuscitou o seu Filho dentre os mortos, assim a grande poder se opera em nós para a nova
vida e por fim para comunhão com Ele. Por isso, o verdadeiro crente não está sob a lei,
está livre da lei, mas no Espírito. Quem está na carne está sob a lei.

Quem está na carne; quem está sob a lei, o pecado se reina na sua vida carnal:
porque a força do pecado está na lei (I Co. 15:56). Por isso, quem está na carne não pode
agradar a Deus, nem pode satisfazer a justiça, pelo contrario, permanece sob a maldição.
Porque, primeiro, a lei suscita mais pecados na vida da carne (Rm. 7:5, 8, 11). O segundo,
a fragilidade de carne impossibilita a cumprir a lei cabalmente. A lei não oferece a força
para justiça, nem consolação ao contristado pelo pecado, nem perdão ao pecador, mas
condenação. Deus nos concedeu a lei para agravar mais a nossa pecanomicidade (Rm.
5:20, 7:13) e para nos ensinar o que é pecado (Rm. 7:7): não nos deu a lei pela qual sejamos
salvos por observação daquela lei, senão a lei da fé em Jesus Cristo.
(O propósito da lei se refere à teologia).

Por isso, o evangelho é o poder de Deus; a minha conversão e perdão do meu


pecado, a salvação e a minha justiça e a nova vida se dependem de Deus e da obra do
Espírito Santo, não dependem da minha obra. Nós somos justificados e salvos
gratuitamente por sua graça (Rm. 3:24). Ninguém será salvo pela sua força, nem pela sua
justiça; ninguém será justificado pela obra da lei (Rm. 3:20). É imensa graça indizível de
Deus. Ninguém pode se vangloriar diante de Deus (Ef. 2:9).

O homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei (Rm. 3:28)
como Abraão creu em Deus e nas promessas de Deus, e a fé lhe foi imputada para justiça
(Rm. 4:3, 9, 22).

11
Deus propôs o seu Filho no seu sangue como propiciação dos nossos pecados (Rm.
3:25; I João 2:2, 4:10).
A justiça de Deus mediante a fé em Cristo Jesus é para todos que crêem (Rm. 3:22).
Como em Adão, todos se tornaram pecadores e todos são condenados e morreram,
assim em Cristo Jesus se tornaram justos (5:19), todos são vivificados e regenerados e
ressuscitados pela palavra de Deus (I Pe. 1:23) e pelo Espírito Santo (João 3:5). Nesta obra
de nossa salvação e regeneração, os três, isto é, Jesus Cristo, palavra de Deus e Espírito
Santo trabalham juntos em nós (I João 5:8).
Na sua morte de Jesus Cristo, o nosso velho homem foi crucificado (Rm. 6:6) e
sepultado com Ele (Rm. 6:4): todos morreram para carne, para o pecado (6:11), e para lei
(Rm. 7:4, 6; Gl. 2:19): e somos ressuscitados com Cristo Jesus (6:13) para andar em
novidade da vida (Rm. 7:6) e para andar com Ele e para glória de Deus. A obra de Deus em
Jesus Cristo é completa: Jesus Cristo morreu por causa dos nossos pecados e Ele
ressuscitou por causa nossa justificação (4:25), santificação, e glorificação: Deus que
começou a sua boa obra em nós; Ele mesmo vai completá-la; a regeneração, justificação,
santificação e glorificação. Jesus Cristo, Espírito Santo, e palavra de Deus, os três ainda
trabalham juntos em nossa vida regenerada no presente para formar a imagem do seu Filho
até redenção completa do nosso corpo.

Nós como as novas criaturas que estamos no Espírito (Rm. 8:9), isto é, que somos
regenerado, e ressuscitado no Espírito (Ef. 2:1, 6; Cl. 3:1) devemos andar em novidade da
vida: servimos em novidade de espírito da lei e não na caducidade da letra da lei (7:6) e
como servo da justiça e de Deus, não como escravo do pecado, para cumprir o preceito da
lei, isto é, para realizar o amor, isto é, a justiça verdadeira que precede do preceito da lei. A
força do pecado está na lei: sem lei o pecado está morto (7:8). Nós estávamos sob a lei;
mas agora estamos no Espírito pela graça de Deus; não estamos mais sob a lei.

Quando estava na carne, está vendido à escravidão do pecado (7:14). A lei é boa e
santa (7:12), mas quando nós vivemos na carne, essa mesma lei se tornou a lei do pecado
por causa de nossa fraqueza (7:23). Por isso, quem está na carne e conseqüentemente quem
está sob a lei não tem nenhum bem na sua carne (7:18); o pecado permanece na nossa carne
(7:20). A lei do pecado que reina na carne guerreia contra a lei de Deus e de Espírito que
está no coração. A lei do Espírito e da vida em Cristo Jesus nos livrou da lei do pecado e da
carne e da morte (8:1).

Nós estamos no Espírito (8:9): para quem está no Espírito se acontecem as coisas
seguintes; primeiro, nós cremos em Jesus Cristo e aceitamos Jesus Cristo como Salvador e
Senhor; e cremos e sabemos todas coisas que Deus nos deu gratuitamente em Cristo Jesus:
e somos guiados pela palavra de Deus e pelo Espírito de Deus (Rm. 8:14): também
sabemos que nós somos filhos de Deus e herdeiros dEle e nós estamos em Cristo Jesus,
quer dizer, somos unidos com Cristo Jesus e com outros irmãos. Também, pela obra do
Espírito Santo nós temos a expectativa de a redenção completa ainda no meio sofrimento
com gemido (8:18-25). Para quem está no Espírito, isto é, para quem está em Cristo Jesus
não há mais condenação (8:1). Mas quem está sob a lei está condenado.
Nós agora andamos segundo o Espírito (8:4); não andamos segundo a lei. Agora,
nós cumprimos o preceito da lei (8:4) porque amamos de coração nem de língua, não ao pé
da letra da lei nem de hipocrisia (13:8-10). Agora nós cogitamos nas coisas do Espírito e lá

12
do alto (8:5). E temos certeza de amor de Deus para conosco em qualquer situação (8:31-
39): a certeza de que Espírito Santo intercede por nós e também vai cumprir todas
determinações de Deus Pai para o nosso bem dos seus filhos até glorificação deles (8:26-
30).

Deus tem soberania absoluta: Ele tem misericórdia de quem quer e também
endurece a quem lhe apraz (9:18). Salvação não depende de quem quer ou de quem corre,
mas de misericórdia de Deus (9:16). A estabelecer a justiça decorrente da fé é de soberania
de Deus; a salvação dos que crêem é de poder de Deus, sabedoria de Deus, e soberania de
Deus.

Paulo finalmente nos apresenta a nós os deveres, aliás, o fruto dos que têm estes
conhecimentos e fé e dos quem têm este mistério de Deus (cap. 12- cap. 15).
Primeiro, a santificação para com Deus (12:1): servir ao Senhor conforme dons
espirituais e com espírito fervoroso (12:3-8): fazer o bem e detestar o mal, quer dizer, amar
próximos e até inimigos (12:9-21): respeitar às autoridades (13:1-7): domínio próprio;
deixando as obras das trevas e andemos dignamente e nada dispor para a carne (Rm 13:11-
14): aceitar os fracos na fé como Cristo nos acolheu; ninguém vive para si; é sim, para o
Senhor e para outros irmãos; e não destrua a obra de Deus, quer dizer, não seja escândalo
aos outros irmãos pela sua fé e liberdade; buscai a paz e o bem e a edificação de uns para
com outros (Cap. 14-Cap. 15).

4. I CORINTIOS.

A primeira carta de Corintios é dirigida aos chamados para ser santos e aos
chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, quer dizer, aos membros do
corpo de Cristo Jesus.

Os membros do Corpo de Cristo Jesus têm comunhão com Cabeça do Corpo, isto é,
com Jesus Cristo e também mantêm comunhão uns aos outros. Paulo nos recomenda que
toda comunhão seja feita em amor, quer dizer, todos os relacionamentos entre irmãos dentro
da Igreja sejam feitos por dom de amor (14:1; 16:14; cap. 13). Ele desejou que todos sejam
fortes (16:13).

Dentro do Corpo, Igreja de Cristo ninguém se glória no homem (3:21), é sim no


Senhor Jesus Cristo (1:31). Ninguém se exalta em detrimento de outro, desprezando outro
irmão que se parece mais fraco; porque Deus chamou os fracos para realizar sua obra
divina para que ninguém se glorie. Paulo nos recomendou em outro lugar que seja
humilde; considere outros superiores (Fp. 2:3).
O Corpo de Cristo Jesus, Igreja, tem que ter unidade; não haja divisões e
partidarismo pelos obreiros (1:10-17, 3:1-9). Paulo disse em Rm. 16:17, 18 que notei bem
aqueles que provocam divisões e escândalos, porque eles não servem a Cristo Jesus, e sim a
seu próprio ventre.

13
Se um membro sofre, todos sofrem com ele; e se um deles é honrado, com ele todos
se regozijam (12:26).

Paulo também censurou a impureza para que nós não contaminemos o Santuário de
Deus onde o Senhor habita (Cap.5).
A Igreja deve disciplina o impuro para manter pureza de Cristo, e para aperfeiçoar
nossa santidade; mas também deve acompanhar com amor, perdoando-o e restaurando-o
como irmão (II Co. 2:8).

Respeito de litígio entre irmãos, Paulo disse que o processar contra outro irmão não
é injusto, quer dizer, é possível, mas jamais edificante ao Corpo de Cristo Jesus; é
destrutivo. Paulo recomendou que a justiça de sofrer a injustiça por amor de irmão é
melhor que a justiça de processar contra irmão (Cap. 6).

Paulo não proibiu o casamento entre irmãos, mas voluntariamente pode ficar
solteiro para servir melhor ao Senhor por amor de Deus (Cap. 7): o casamento é opcional
para vida de reino de Deus.

Acerca de coisas sacrificadas aos ídolos, os cristãos têm plena liberdade de comer,
mas pode delimitar ou reprimir a sua liberdade para não ser escândalo e tropeço para os
fracos por amor dos fracos na fé como Paulo não usou a sua liberdade plenamente para não
atrapalhar evangelho de Cristo Jesus (Cap. 8, 9, e 10:23-33).

Paulo nos recomendou que nós devemos fugir de quaisquer idolatrias, seja cobiça
seja imoralidade, para manter comunhão com Deus; não pode ter com demônio (10:1-22).

Respeito de uso de véu na Igreja de Corinto: Paulo nos admitiu que nós respeitemos
tradição local que não é contra tradição cristã ou contra doutrina de Cristo: embora os
cristãos têm plena liberdade, não criem escândalos tanto na sociedade como na Igreja (11:1-
16).

Respeito de celebração de ceia do Senhor: a celebração de Ceia do Senhor não é


para comunhão entre irmãos ou uma reunião para comer e beber; é uma comemoração da
morte do Senhor Jesus Cristo por nossos pecados e a relembrança dos nossos pecados e
uma mensagem de Boas Novas e uma confirmação de nossa libertação do poder de satanás
pela sua morte, e uma manifestação de nossa esperança de redenção completa em Cristo
Jesus (11:17-34).

Acerca de dons espirituais (Cap. 12): há varias funções e cargos dentro do Corpo:
usem seu dom por edificação do Corpo (14:12), isto é, por amor dos irmãos e do Corpo.
Seja bom despenseiro fiel (4:2). Não haja divisões ou vanglorias entre irmãos por dons
espirituais: a espiritualidade do homem não depende de dom ou da sua função que você
recebeu do Senhor que os distribuiu como Lhe aprouve, mas depende de como cada um
trabalhou com aquele dom recebido; com amor e sinceridade ou com ganância e de
hipocrisia. As línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos e
profecias para os crédulos (14:22): não se engane; onde há mais incrédulos, há mais a

14
manifestação de sinais: não a proibimos; mas não há razão de vangloriar-se por falar em
línguas ou por outros sinais.

Respeito de ressurreição: Paulo não somente falando da mensagem de fato


verdadeiro de ressurreição de Jesus Cristo e da certeza da nossa ressurreição do corpo na
Segunda Vinda do Senhor, mas também a nossa nova vida no presente em Jesus Cristo.
Porque é pelo batismo em Cristo Jesus, não em água, os membros de Corpo de Cristo
morreram e ressuscitaram junto com Cristo Jesus. Jesus Cristo disse ao homem velho
Nicodemos que todos precisam nascer de novo (João 3:3-5). Paulo disse que nós estamos
no Espírito e em Cristo Jesus, comparando a vida na carne (Rm. Cap. 8). Paulo nos explica
que como há corpo natural e terreno, também há o corpo espiritual e celestial (I Co. 15:29-
49). Os crentes são novas criaturas (II Co. 5:17). Paulo fala em Ef. 2:1, 6 que nós
ressuscitamos com Cristo. De novo, Paulo disse em Cl. 3:1 que se cressem ser
ressuscitados juntamente com Cristo Jesus, buscai agora já as coisas lá do alto. Nós não
conhecemos a ninguém segundo carne por diante como nós não conhecemos a Jesus Cristo
segundo a carne (II Co. 5:16). Nós não julgamos a ninguém segundo a carne.

Quanto à oferta, trazei-a no domingo, no primeiro dia da semana, conforme a sua


prosperidade (16:1, 2). Na oferta, também há liberdade; não há mais a obrigação de
quantas proporções devemos oferecer a Deus, por exemplo, dizimo: quem conheceu o amor
de Deus através de Seu Único Filho tem liberdade de oferecer não somente um décimo,
mas, também, podem dois ou três décimos, por diante; também pode oferecer tudo o seu
como Deus nos deu o seu tudo, não reservando nenhum para nós. Mas, alguns usam esta
liberdade para justificar a razão de não trazer oferta diante de Deus. Alguns malignos que
gostam de prescrição das leis e que não tem o Espírito de Deus interpretam esta liberdade
maliciosamente, que NT não determinou mais exatamente a respeito de dizimo, então nós
somos livres de não trazer oferta nenhuma. Eles buscam a razão para não amar a Deus.

5. II CORINTIOS.

A segunda carta de Corintios é a continua de primeira carta.


Muitos pensam que Paulo defende a sua situação delicada pela rebelião na Igreja de
Corintos ou defende o seu apostolado.

Porém, Paulo explica que o seu ministério é de reconciliação, de edificação, de


Espírito, e de justiça; não de condenação, de destruição, de letra, e de morte. Ele disse: eu
sou não dominador da vossa fé, mas cooperador e edificador e servo da vossa vida,
manifestando a verdade, não embotando os sentidos, ou nem adulterando a palavra de
Deus.
Como Paulo disse em I Co. 11:1: sede meus imitadores, como também eu sou de
Cristo, ele está mostrando como é que ele seguiu o exemplo de Jesus Cristo; o seu zelo, o
seu amor, e suas abnegações, e os seus sofrimentos por evangelho e pela sua Igreja e pelo
povo, e por amor de Deus. Ele disse: nós participamos dos sofrimentos de Cristo Jesus;

15
mas nós vivemos no mundo pela divina graça: quer dizer, é pela graça que nós participamos
dos sofrimentos de Cristo.

O seu relato das suas abnegações e de todos os sofrimentos e de todas as decisões


particulares tem por propósito de edificar e aperfeiçoar a vida dos membros da Igreja: até
os mesmos sofrimentos que eles enfrentam e todas coisas, por exemplo, igreja local, seus
obreiros, e as sagradas Palavras de Deus, e dons espirituais foram concedidos por Deus por
amor de vós, quer dizer, por edificação e aperfeiçoamento da vida deles. Ele desejava que
a Igreja conhecesse o seu amor e o seu zelo por eles amados. Ele desejava que os membros
também abrissem lhe seus corações como justa retribuição do seu amor por eles.

Paulo exorta que a igreja também mostre a sua prova de sinceridade do seu amor no
meio de perseguição e na sua demonstração de colheita para com outros irmãos como ele
tanto amou lhes.
Paulo termina por dizer lhes a sua vontade de ser a vida deles aperfeiçoada (13:11).
Ele demonstrou a sua satisfação e alegria por obediência e arrependimento e
recuperação dos seus amores por parte dos membros da Igreja.

Os corintianos desafiaram a Paulo dizendo; será que Cristo fale em Paulo. Se


alguém nos desafia a nós por o mesmo modo; se nós sejamos crentes? Como é que nós
podemos responder lhes? Se alguém nos pergunta; se Cristo esteja em nós? Como é que
podemos responder lhes? Será que podemos responder como falsos profetas ou falsos
mestres fizeram, mostrando os sinais? Será que nós podemos responder como o seguinte?
Irmãos! Nós profetizamos em nome de Jesus, e em seu nome expelimos demônios, e em
seu nome fizemos milagres!

Será que um segundo beneficio (II Co. 1:15) e algum dom espiritual (Rm. 1:11), os
quais Paulo iria repartir com eles, significariam os dons de profetizar, e expelir demônios, e
fazer milagres? Foi que Paulo respondeu desta maneira? Não, Paulo falou por contrario,
ele falou de seus sofrimentos e das coisas fracas na sua vida, e do seu ministério de
manifestação da verdade do Caminho. A fé em conhecimento perfeito de Cristo Jesus e de
vontade perfeita de Deus; e a nossa obediência e o nosso amor para com Ele e nossos
sofrimentos por Ele, por sua Igreja e por seu povo são as marcas autenticas de ser crente.

6. GALATAS.

Esta carta é dirigida à Igreja da Galácia; nesta vez, Paulo chamou lhes os irmãos
meus companheiros. O conteúdo desta carta se parece ter semelhança com carta de
Romanos por explicação de propósito da lei e a justificação pela fé; mas ele transmitiu nova
revelação, isto é, a função da lei e a obra do Espírito Santo na nossa vida em contraste com
as obras da carne.

16
Ele escreveu esta carta por causa de falsos irmãos que pregavam outro Jesus Cristo e
pervertendo evangelho, ensinando outra doutrina, e espalhando espírito diferente dentro da
Igreja. Eles insistiam que os convertidos para Cristo devem guardar ainda as leis de
Moises, guardando as festas judaicas (4:10) e circuncisão, etc.e impediram a obedecer à
verdade do evangelho com liberdade, e pretendiam a reduzir lhes de novo à escravidão das
leis e deles (4:17). Eles não se gloriaram no Senhor, antes na ostentação da sua própria
carne e na sua aparência (6:13, 14). Paulo declarou que se alguém prega outro evangelho
seja anátema e sofrerá condenação.

Paulo defendeu uma vez mais a veracidade do evangelho revelado por Cristo para
que os irmãos fiquem firmes nela: e ele ironizou lhes: será pela obra ou pela fé na pregação
do evangelho que vocês receberam o Espírito Santo? Será pela lei ou pela promessa de
Deus que vocês se tornaram ser herdeiros de Deus? Paulo criticou que vocês se começaram
no Espírito e se aperfeiçoando na carne (3:3). Eles não creram em que Deus começou boa
obra em nós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus. Eles delimitaram a obra de Jesus
Cristo em nós: conseqüentemente eles pretenderam complementar o resto da obra
redentora.

Ele explicou mais uma vez a verdade do evangelho que o homem é justificado não
por obras da lei e sim mediante a fé em Cristo Jesus: ninguém será justificado por obra da
lei (Gl. 2:16, 3:11). Deus não nos concedeu a lei que desse a nós a vida e justiça, quer
dizer, pala qual sejamos salvos.
Porque nós morremos para lei por meio do corpo de Jesus Cristo (Rm. 7:4) a fim de
pertencermos ao Deus vivo e servir a Ele para sempre segundo a vontade dEle, e conforme
preceito da lei, não segundo ao pé da letra: não pertencemos mais a regime da lei e não
vivemos mais para lei nem para si próprio homem (Gl. 2:19). Os que são de Cristo Jesus
morreram e ressuscitaram com Ele para que vivamos por Aquele que morreu e ressuscitou
para eles. Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação.
Ele se nasceu sob a lei e morreu sem pecado em nosso lugar segundo a lei do pecado e da
carne para resgatar os que estavam sob a lei. Mas, Ele se ressuscitou segundo a lei da vida
eterna. Jesus Cristo não somente nos libertou do poder de satanás e do poder do pecado, e
do castigo eterno, mas também nos libertou do regime da lei (Rm. 7:6, 8:2) e da escravidão
das leis (4:9), e da maldição da lei (3:13). Como nós morremos para o pecados e para o
mundo, assim também morremos para lei (2:19). Deus nos transportou do regime da lei
para dispensação da fé em Jesus Cristo: nem batismo nem não-batismo de água na carne
têm valor algum, mas o ser nova criatura é por valer (5:6, 6:15). Se a justiça é mediante a
lei, Cristo Jesus morreu em vão (2:21). Cristo de nada nos aproveitará (5:2).

Os da fé é que são filhos de Abraão (3:7, 3:29) e filhos de Deus (3:26) e herdeiros
segundo a promessa (3:29) e são de Cristo Jesus (3:29). Todos quantos são nascidos
segundo a carne estão sob a lei e estão sob pecado e debaixo de maldição (3:10), por causa
de fragilidade da carne. Mas, todos os que são nascidos segundo Espírito são filhos da
promessa como Isaque (4:28) e não estão sob a lei (5:18).

Os filhos de Deus, isto é, os herdeiros de Deus segundo a promessa, durante eram


menores, também estão sob a tutela e curador da lei até determinação do tempo em que
chegue a fé em Jesus Cristo. A lei não é antítese da promessa (3:21): a lei não ab-rogar nem

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desfazer a promessa. A lei nos serve de aío para nos conduzir a Cristo, a fim de que
fossemos justificados por fé em Jesus Cristo (3:24). Paulo usou a analogia do casamento
em Rm. 7:1-6 para explicar a nossa relação com a lei e com Cristo Jesus: nós morremos
para lei por meio do corpo de Cristo Jesus para pertencermos a Cristo Jesus. Nesta vez em
Gl. 4:21-31 Paulo usou a alegoria das duas alianças e duas mulheres, Hagar e Sara. Quem
se nasceu segundo a carne permanece na primeira aliança e é filho de escravidão: quem
nasceu segundo o Espírito pertence da nova aliança e é filho de liberdade. Paulo de novo
em Ef. 2:15 disse: Jesus Cristo aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de
ordenanças. Paulo ridiculizou lhes: como podemos voltar de novo ao tempo de meninos, e
reduzir da liberdade de novo à escravidão da fraqueza e inutilidade do regime das leis de
ordenanças (Cl. 2:20), e ficar sujeitos aos ensinos rudimentares do mundo e de carne, isto é,
filosofia e tradição do homem (Cl. 2:8), e aos princípios elementares dos oráculos de Deus,
e novamente nos tornarmos a necessitar de leite e não de alimento sólido (Hb, 5:12)?
Quem pretende permanecer sob a lei tem obrigação de guardar todas as leis (5:3):
naturalmente se desligastes de Cristo Jesus e decaístes da graça (5:4) e permanece sob
maldição (3:10). Se formos guiados pelo Espírito e estamos em Cristo Jesus não
permanecemos subordinados ao aío (3:25, 5:18). A promessa anula a lei? Se nós estamos
na graça, não sob a lei, então nós permaneceremos no pecado? Pelo contrário,
estabelecemos a lei e cumprirmos a lei e realizamos a justiça pela fé e pelo Espírito. Mas.
Os que pretendiam permanecer na lei não podia cumprir a lei nem podiam realizar
(alcançar) a justiça.

O nosso Senhor Jesus Cristo se entregou a si mesmo pelos nossos pecados para nos
desarraigar deste mundo perverso (1:4). Ele morreu por nós para que vivamos em união
com Ele (I Ts. 5:10). Jesus Cristo aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de
ordenanças (Ef. 2:15; Cl. 2:14).
Cristo Jesus nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se Ele próprio maldição em
nosso lugar (3:13). Foi para liberdade de amar que Cristo Jesus nos libertou (5:1). A
liberdade não é para satisfazer a carne (5:13).

São evidentes e bem conhecidos as obras de carne (5:19-21) e de Espírito Santo


(5:22-26).
Não se engane: não se zomba de Deus; pois aquilo que o homem semear, isso
também ceifará (6:7). Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá
morte e vergonha; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna, honra
e gloria e paz (6:8). Se nós vivemos pelo Espírito, procedemos, também, pelo Espírito.
Aquele que proceder e andar ou conduzir pelo Espírito tem a marca autentica de
espiritualidade e a marca de Jesus Cristo.

Finalmente, Paulo nos recomenda que levemos as cargas uns dos outros, quer dizer,
os fortes devem suportar as debilidades dos fracos na fé; corrigindo os insubmissos com
brandura; consolando os desanimados; fortalecendo os vacilantes; e seja longânime para
com todos: e assim fazendo pelo amor, podemos cumprir a lei de Cristo Jesus e o preceito
da lei: amai uns aos outros como eu vos amei. Não pare fazer o bem, porque a seu tempo
ceifaremos.

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Se alguém se falha, examine a sua própria vida e o seu labor para que não seja
também tentado, porque cada um dará contas a Deus de si mesmo, não de outros: e não se
vanglorie na falhe de outro. Se alguém julga ser perfeito, a si mesmo se engana. Não se
comporte como os fariseus.

7. EFÉSIOS.

Nesta vez, Paulo lhes chamou os santos e fiéis em Cristo Jesus.

Paulo, primeiro, contou a dispensação de toda sorte de graça, isto é, a benção


espiritual (não plural, sim singular que insinua completa) de Deus para conosco em Jesus
Cristo, antes de contar-nos os dons espirituais para edificação da Igreja de Deus e as
armaduras para guerra espiritual contra os inimigos: as quais são a adoção de filhos; a
redenção, remissão dos pecados; a revelação do mistério da sua vontade de fazer todas
coisas convergir em Cristo Jesus; o ser herança; o ser louvor da sua graça; e o selo do
Espírito Santo na nossa vida, e as quais são para os escolhidos antes da fundação do mundo
para apresentar lhes como os santos e irrepreensíveis perante Deus (Ef. 3-14).

Paulo, tendo confirmado lhes a benção espiritual de Deus, ainda orou por eles como
o Espírito Santo intercede por povo segundo a vontade de Deus para que o Deus Pai da
glória lhes conceda mais graça ainda, a iluminação ao coração para saberem qual é a
esperança do seu chamamento e da vocação (1:18, 4:4), qual é a riqueza da glória da sua
graça e herança, isto é, a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade de Deus em
Cristo Jesus nos os santos (1:18) e qual é a suprema grandeza do seu poder para com os que
crêem como Deus Pai Todo-poderoso ressuscitou o seu Filho dentre os mortos e fazendo-O
sentar à sua direita nos lugares celestiais (1:19, 20; 3:20) e qual é a largura, e o
comprimento, e a altura, e a profundidade de amor de Cristo Jesus (3:18, 19). E ainda
continua a orar ao Deus para que, segundo a riqueza da sua glória da sua graça, o homem
interior seja fortalecido mediante o seu Espírito com poder de Deus, pelo qual Deus
ressuscitou Jesus Cristo e pôs todas coisas debaixo dos pés e para ser a cabeça sobre todas
as cousas, especialmente sobre a sua Igreja; e habite Cristo Jesus no coração por meio da fé,
e esteja cheio de amor (3:16, 17; 6:10) e cheio de Espírito Santo (5:18). Assim, o que Deus
tem preparado para aqueles que O amam jamais penetrou em coração humano (I Co. 2:9):
tudo são inimagináveis.

Paulo, antes de despertar lhes a vocação dos féis, fez lhes relembrar mais uma vez
de como vivíamos no pecado no passado segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe
da potestade do espírito de desobediência (2:2), e segundo as inclinações da nossa carne; e
éramos, por natureza, filhos da ira como também os demais (2:3); eram gentios na carne
(2:11); estava sem Jesus Cristo, sem esperança, e sem Deus no mundo (2:12). Paulo fala do
nosso estado passado como morto nos pecados e nos delitos (2:1, 5).

Mas, Deus nos deu vida juntamente com Cristo Jesus (2:5), e nos ressuscitou (Ef.
2:6; Cl. 2:12) pelo seu amor, e nos salvou pela sua graça mediante a fé (2:8), não pela nossa

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obra (2:9), mas para boas obras (2:10) a fim de que ninguém se vanglorie na presença de
Deus (Ef. 2:9; I Co. 1:29).
E agora os gentios se tornaram a ser concidadãos do reino de Deus e membros da
família de Deus (2:19) e são co-herdeiros, membros do mesmo corpo da Igreja e co-
participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho (3:6) das insondáveis
riquezas de Cristo (3:8). E agora os fieis são chamados para edificar Santuário de Deus
com outros irmãos pela graça de Deus (2:21, 22) e também para participar da guerra santa
contra ciladas dos diabos com armaduras de Deus (6:12).

Deus nos chamou com vocação santa (4:4), porque sendo o membro do corpo de
Cristo Jesus, cada membro tem recebido o dom espiritual, isto é, uma função especifica e
única e diferente de outro. Este dom espiritual foi doado a cada um membro para o
aperfeiçoamento e o desempenho do seu serviço dos membros e para a edificação do corpo
de Cristo (4:12): deste modo todos nós chegaremos à unidade da fé e do pleno
conhecimento do Filho de Deus; e assim crescendo, não mais como menino, mas todos
seremos pessoas maduras até a altura espiritual de Cristo Jesus por a justa cooperação de
cada irmão (4:13-16).

Paulo nos exorta que nós andemos de modo digno da vocação (4:1) e explica a vida
cristã dentro da Igreja: esforçar-se por preservar a unidade do Espírito entre irmãos em paz
(4:3); suportando as debilidades uns aos outros em amor com toda a humildade e mansidão,
com longanimidade (4:2).
E ande como aprendeste a verdade em Jesus Cristo (4:20, 21), e não andeis mais
como os gentios que têm pensamentos vaidosos, mente obscurecida (4:17, 18), e coração
endurecido: e se entregaram à dissolução para cometerem toda sorte de impureza (4:19).

Despojeis-vos do velho homem que é ignorante acerca da vida de Deus (4:18) e


corrupto pelo pecado (4:22) e vivei como um novo homem, criado segundo imagem de
Deus, que anda em justiça e em amor como Cristo Jesus nos amou e em santidade de
verdade (4:24) como se entregou a si mesmo por nós como oferta e sacrifício a Deus (5:2):
deixando mentira, fale verdade (4:25); não pequeis com ira (4:26, 27); não furte mais,
trabalhe com as próprias mãos (4:28); não deixa sair da sua boca palavra malicia que
destrua e corrompe a outro como amargura, cólera, gritaria, blasfêmias, e sim palavras boas
para edificação, e transmite graça aos que ouvem (4:29, 31; 5:3, 4); falando com salmos,
louvando de coração ao Senhor, dando sempre graças por tudo ao Deus Pai (5:19, 20); não
entristecei o Espírito Santo, provando sempre o que é agradável ao Senhor e buscando a sua
vontade (4:30, 5:10, 17); seja benigno compassivo, perdoando uns aos outros (4:32);
sujeitai uns aos outros no temor de Cristo (5:21). Quer dizer, andai em amor; fazei tudo em
amor.

Andai como filhos da luz em bondade, justiça e verdade (5:8, 9).


Andai como sábios, não como néscios, porque os dias são maus (5:15, 16).

As relações entre marido e esposa; entre pais e filhos; e entre o senhor e seu servo
são bem ligados com Deus Pai e Senhor de tudo. Por causa de Deus Juiz Justo e por causa
de temor de Deus nós podemos manter bons relacionamentos na família e na sociedade e na
Igreja (5:22-6:9).

20
Nós temos vocações não somente para edificar o corpo de Cristo Jesus, isto é, sua
Igreja, mas também vocação de combater contra nosso inimigo; contra os principados e
potestades, contra os dominadores deste mundo, e contra as forças espirituais do mal. A
nossa luta não é de corpo contra corpo.
Como Deus nos concedeu os dons espirituais para a sua Igreja quando Jesus Cristo
levou cativo o cativeiro (4:8), mesmo Deus nos deu as armaduras espirituais para que
possamos resistir as ciladas do diabo no dia mau e ficar firme e permanecer no Senhor
inabaláveis: as armaduras de Deus são a cintura de conhecimento de verdade, a couraça de
justiça de Deus, isto é, a justificação de Deus, calça de evangelização de paz, o escudo da fé
contra a língua brasa e enganadora do diabo, o capacete da esperança da salvação, a espada
de Palavra de Deus e de Espírito, isto é, a palavra de verdade e da justiça, e a vigilância de
oração (6:10-18).

Deus nos predestinou desde eternidade e nos chamou em Cristo Jesus segundo o
beneplácito de sua vontade a fim de que nós mesmos sejamos o louvor da glória de sua
graça na presença de Deus no céu, depois de participamos da sua santa vocação pela graça
na terra (1:6, 12), porque nós somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras
(2:10).

8. FILIPENSES.

Nesta vez, a carta é destinada a todos santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e
diáconos.

Paulo primeiro revelou lhes como é que está orando por eles com muita saudade de
todos. Os conteúdos são como o seguinte: gratidão por eles pela cooperação no evangelho,
pois eles são co-participantes da graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis
riquezas de Cristo Jesus e da graça de participar do sofrimento de Cristo Jesus (4:14): o seu
desejo segundo a vontade de Deus para com eles é que o amor aumente mais e mais em
pleno conhecimento e com todo discernimento para aprovar as coisas excelentes e ser
sinceros e inculpáveis para o dia de Cristo Jesus: estejam cheios do fruto de justiça, isto é,
paz, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.

Ele disse que o seu preso contribui para o progresso do evangelho: ele disse que se
regozijo por ser pregado Cristo Jesus de qualquer modo. E ele teve o desejo de partir e estar
com Cristo Jesus, mas por causa deles vai ficar e permanecer com todos para o progresso e
gozo da fé deles. Ele desejou que Cristo Jesus fosse engrandecido na sua vida seja na
algema seja pela vida seja na morte.

Em Efésios Paulo nos exortou que andai de modo digno da vocação de formar a
Igreja e pelejar contra inimigo espiritual: nesta vez, ele disse; vivei por modo digno do
evangelho de Cristo Jesus, participe do sofrimento de Jesus Cristo, e lutai juntos por
evangelho, para o qual todos tenham um só Espírito (1:27), pensamento (Fp. 4:8; I Co.

21
2:16), sentimento (2:5), e amor que houve em Jesus Cristo (2:2), o qual a si mesmo se
esvaziou, se humilhou, assumindo a forma de servo, obedeceu até a morte da cruz (2:7, 8)
para o mundo. Nós recebemos não somente a graça de crermos nEle, mas também a graça
de padecer por Cristo Jesus (1:29): o sofrimento por Cristo Jesus é a marca de certeza da
nossa salvação: assim, todos têm o mesmo combate da fé e provação de sofrimento e
perseguição como Pedro disse (I Pe. 1:6) por causa do evangelho.

Por que Paulo usou essa expressão de que desenvolvei a vossa salvação com temor
e tremor em 2:12? Será que Cristo Jesus iniciou a sua obra em nossa vida por Espírito
Santo e nós devemos completá-la por carne? De modo nenhum.
Porque, Deus é quem efetua em nossa vida tanto o querer como o realizar, segundo
a sua boa vontade (2:13). Aquele que começou boa obra em nós há de completá-la até ao
Dia de Cristo Jesus (1:6). Fiel é Deus, pelo qual somos chamados à comunhão de seu
Filho Jesus Cristo, nosso Senhor e Ele mesmo nos confirmará até ao fim para sermos nós
irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo (I Co. 1:8, 9; I Ts. 5:24). O Deus de
toda graça, depois de ter sofrido por um pouco tempo por varias provações, Ele mesmo nos
há de aperfeiçoar, firmar, fortificar, e fundamentar (I Pe. 5:10). Assim, nós temos a grande
promessa divina de perfeição da nossa vida em Jesus Cristo. Nós simplesmente pela fé
deixamos operar-se cada vez mais a obra redentora de Deus em nossa vida enquanto
vivemos na terra, manifestando-a como luzeiro para o mundo (2:15), dando graças ao Deus
e louvando a Ele. Paulo disse que não tenha já recebido a vida eterna (I Tm. 6:12) ou o
premio da vocação (I Co. 9:24); ou tenha já alcançado a perfeição dos justos (Hb. 12:23)
como até Jesus Cristo foi aperfeiçoado por sofrimento (Hb. 5:8, 9); mas prossigo para
ganhar a Cristo Jesus (3:8) perdendo tudo o que era lhe lucro como o Senhor lhe conquistou
por amor eterno; e também corro a sua carreira como o atleta que se domina em tudo, para
prêmio da vocação de Deus em Cristo Jesus (I Co. 9:24-27); não para salvação, sim para
galardão e recompensa.

Paulo recomendou que sejam imitadores dele e dos seus companheiros Timóteo e
Epafrodito (3:17), os quais alegram no Senhor, e não nas coisas terrenas nem nas carnais
que Paulo, pelo contrario, considerou como perda e refugo (3:7, 8); e gloriam no Senhor e
na justiça de Deus (3:9), e não na carne nem na sua própria justiça. Eles, Paulo e seus
companheiros, não somente ofereceram a mensagem de Deus, mas eles também deixaram
lhes o exemplo da vida, oferecendo as suas próprias vidas como sacrifício diante de Deus
com tanto sofrimento. Ele não quis de nada senão a conhecer Cristo Jesus (3:7, 8); e
experimentar o seu poder de ressurreição, e participar do seu sofrimento da sua morte na
vida e no trabalho (3:10). Ele sempre procurava a presença do Senhor e a união com Ele.

Paulo avisou lhes acautelar dos cães, os quais são maus obreiros e falsos irmãos de
falsa circuncisão que confiam na carne, não gloriam em Cristo Jesus (3:2, 3). Os cães são
atalaias e guias, isto é, os pastores cegos e nada sabem por onde andar, mas andam pelos
seus próprios caminhos da sua escolha; todos são mudos e não podem ladrar, quer dizer,
não faz povo relembrar do Senhor e converter lhes; todos são surdos que não podia atentar
ao som da trombeta para que avisar ao povo e preparar lhes e acolher a vinda do Senhor
como um arauto do rei se faz. Eles são sonhadores preguiçosos, gostam de dormir e têm
profundo sonho, conseqüentemente não oram, porque têm outro espírito; e são gulosos,
nunca se fartam, e cada um se dá à ganância (Is. 56:10, 11); e se apascentam a si mesmo,

22
mas não apascentam as ovelhas (Ez. 34:2, 3); mas destroem e dispersam os rebanhos (Jr.
23:1). Eles são inimigos contra mensagem da cruz de Jesus Cristo (3:18), porque não
gostam de sofrer por Cristo Jesus nem pelo evangelho. O destino deles é a perdição, o deus
deles é o seu ventre e o desejo da sua carne; e a gloria deles está na sua infâmia e na
vergonha; e preocupam com as coisas deste mundo terrestre (3:19). Em primeira vez, nos
deu aviso respeito do falso irmão em Filipenses, para frente nos demonstra mais a respeito
de homem iníquo (II Ts. 1:7-12) e falso mestre (I Tm. 6:3-5) e falso profeta (II Pe. 2:1-4; I
João 4:1-6), e a obra de diabo em livro de Apocalipse.

Em ultimo capitulo, Paulo termina a sua carta por recomendações aos irmãos
amados e mais uma vez como no inicio, com gratidão por participação do sofrimento e
cooperação no evangelho (4:10-19): permanecei firme no Senhor (4:1); pensem no Senhor
em unânime (4:2); alegra no Senhor (3:1, 4:4): pratica o que aprendeste, e recebeste, e
ouviste neles (4:9); não pensem nas coisas terrestre e não andem ansiosamente (4:6);
pensem no que é verdadeiro, no que é respeitável, no que é justo, no que é puro, no que é
amável, no que é de boa fama, no que é virtuoso, no que é louvável (4:8) como ele orava
sempre por eles.

Paulo disse que ele pode fazer tudo como cooperador de Deus para o evangelho por
Aquele que lhe fortalece (Fp. 4:13; I Co. 9:23) perdendo tudo e levando até a morte no seu
corpo.
Ele disse que ele pode ser o fraco ou o pobre por causa do evangelho para realizar a
vontade de Deus, não a sua própria vontade, nAquele que lhe fortalece.

Ele disse que se regozijo nos sofrimentos por irmãos; e preenche o que resta das
aflições de Cristo Jesus na sua carne por do seu corpo, que é a Igreja de Deus (Cl. 1:24).

9. COLOSSENSES.

Esta carta é dirigida aos santos e fiéis em Cristo Jesus.

Como sempre Paulo elogia os irmãos pelas vidas e crescimentos deles; a vida de fé,
de esperança, e amor: e ora ao Deus Pai por eles, revelando a vontade de Deus para com
eles: podemos dizer que a oração de Paulo podia ser exatamente igual à oração de
intercessão do Espírito Santo por os santos.

Paulo fala da vida digna da vocação dos fiéis em carta de Efésios (Ef. 4:1); em
Filipenses, de vida digna do evangelho (Fp. 1:27): agora ele fala da vida digna do Senhor
(1:10), isto é, a vida que agrada a Deus, frutificando todo tipo de boas obras e crescendo no
conhecimento e na sua graça.

Deus deseja que nós tenhamos a vida digna do Senhor: para o qual tenhamos pleno
conhecimento da vontade do Senhor com sabedoria e discernimento espiritual; e sejamos

23
fortalecidos com todo poder a nossa perseverança e longanimidade; e cheio de ações de
graça (1:9-12).

Para termos nós a vida digna do Senhor, Paulo fala do mistério de Jesus Cristo, a
nossa esperança, e quem é Cristo Jesus espiritualmente; como Deus Pai quis dar aos santos
a conhecer qual a riqueza da glória deste mistério. O mistério de Jesus Cristo estava oculto
nos passados; agora se manifestou. Jesus Cristo é a imagem do Deus invisível, o
primogênito de toda a criação; nEle foram criados todas as coisas. Tudo foi criado por
meio dEle e para Ele. Ele é antes de todas as cousas. No principio estava Ele com Pai
(João 1:1). NEle tudo subsiste. Ele é o principio, o primogênito de entre os mortos para
ter a primazia, porque aprouve a Deus, que nEle residisse toda a plenitude (1:15-19). Deus
fez convergir nEle todas as coisas (Ef. 1:10). Deus lhe pôs todas coisas debaixo dos pés e
para ser a cabeça sobre todas as coisas; Ele é a cabeça da sua Igreja, também (Ef. 1:22).
Deus Pai exaltou Lhe sobremaneira e Lhe deu o nome que está acima de todo nome, para
que ao nome de Jesus Cristo se dobre todo joelho e toda língua confesse que Jesus Cristo é
Senhor para glória de Deus Pai (Fp. 2:9-11). O mistério de Jesus Cristo é a sabedoria de
Deus e também para nós (I Co. 1:30).
Deus nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do seu Filho,
no qual temos a redenção e a remissão dos pecados (1:13, 14). Jesus Cristo é a nossa paz
(Ef. 2:14), a nossa justiça (Rm. 10:4; I Co. 1:30; Fp. 3:9), a nossa força (Sl. 28:8, 81:1,
84:5), e nossa consolação (Rm. 15:5; II Co. 1:3; II Ts. 2:16). Deus reconciliou consigo
mesmo todas coisas pelo seu sangue da cruz (1:20).
Ele será revelado em tempo determinado por Deus Pai soberano (I Tm. 6:15).

Paulo disse que segundo a vontade de Deus e conforme a operação de poder de


Deus, ele se fatiga e se esforça o mais possível, anunciando o evangelho e advertindo e
ensinando a todos homens em toda sabedoria, para apresentar ao Deus Pai todo homem
perfeito que tem a vida digna do Senhor em Cristo Jesus.
Ele manteve grande luta por irmãos, verificando a boa ordem e a firmeza da fé deles
em Cristo Jesus, para que o coração deles seja confortado e vinculado em amor, e eles
tenham forte convicção da verdade do evangelho e compreenderem o mistério de Deus,
Cristo Jesus.

Paulo advertiu aos irmãos que não se engane por pensamentos ou idéias filosóficas
conforme a tradição do homem e do mundo. Porque, todo a plenitude da Divindade habita
em Jesus Cristo, e nEle nós somos aperfeiçoados pela união com Ele. Cristo é tudo em
todos (3:11). A riqueza de graça de glória de Deus, Cristo Jesus, encheu em todos: Deus
supriu todas necessidades pela sua transbordante graça em todas humanidades.

Paulo aconselhou lhes que não pretendam ser salvos pela sua obra nem procurem
aperfeiçoar a sua vida por guarda das cerimônias ou por ascetismo ou pela falsa piedade
abandonando a Cristo Jesus.
Como receberam a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nEle; vivei unido com Ele;
andai com Ele, enraizados e edificados nEle tal como foram instruídos: pois nós somos
construtores que construímos encima do fundamento de Pedra, Jesus Cristo. Nele, o nosso
velho homem morreu e nEle somos a nova criatura, homem novo e ressuscitado com Cristo

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Jesus (3:1). NEle, todos nossos pecados são perdoados e o escrito de nossa divida foram
cancelado.
Vivei como o homem novo, pensando nas coisas lá do alto (3:2).

Paulo disse que nós somos aperfeiçoados em Cristo Jesus, mas em 3:5 e 3:12 nos
aconselha que nós façamos morrer a nossa natureza terrena e revestimos de natureza divina.
Se parece que há contraditório no falar de Paulo.
Como sempre a Bíblia fala das coisas do futuro como do presente: portanto quem
crê na promessa feita por Deus em Cristo Jesus, já vive no presente o futuro; essa é nossa
fé; quem crê vive como ele crê; se não vive como ele crê, aquela fé já é morta; não se opera
mais na vida da gente; ele já tem outra fé alternativa. Nós vivemos e manifestamos como
cremos que nós somos nova criatura ressuscitada pela união com Cristo Jesus, despojando a
natureza terrena e revestindo de natureza divina, segundo a imagem de Deus; e pensando
nas coisas lá do alto.

Paulo fala do nosso procedimento de novo homem no mundo por causa do Senhor,
para viver uma vida digna do Senhor seja em família seja no trabalho seja para com os que
são de fora seja no falar. Tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, seja no
pensar, fazei-o em nome do Senhor Jesus Cristo e dando por Ele graças a Deus Pai.

10. I TESSALONICENSES

Esta carta é dirigida à Igreja dos tessalonicenses.

Como sempre, Paulo lembrou dos irmãos diante de Deus na oração e deu ao Deus
Pai graças pela vida deles; a operosidade da fé, a abnegação do amor, e a firmeza da
esperança em Jesus Cristo (1:3) e pela confirmação da eleição divina deles (1:4).
E, Paulo elogiou lhes por modelo da vida deles para todos os crentes (1:7), pois eles,
recebendo a palavra de Deus em meio de muita tribulação (1:6), deixaram ídolos e se
converteram a Deus para servir a Deus (1:9), ainda com muita alegria do Espírito Santo; e
se tornaram imitadores dos obreiros e do Senhor (1:6) e das igrejas (2:14); e aguardam a
vinda do Senhor (1:10).

A exortação dos servos de Deus, isto é, a mensagem de Deus não procede de


engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo (2:3), nem de linguagem de bajulação,
nem de intuitos gananciosos (2:5), nem para buscar glória do homem (2:6).
Paulo quis que os irmãos imitassem os procedimentos piedosos, justos e
irrepreensíveis dos companheiros no meio deles (2:10) e dos seus modelos de trabalho
fadigo e de abnegação dos seus direitos para não viver à custa de ninguém (I Ts. 2:9; II Ts.
3:7-9). Ele disse que como um filho é amado por seu pai, os irmãos são mui amados por
eles e são a glória, esperança, coroa, e alegria deles (2:19, 20). Paulo disse que os seus
companheiros estavam prontos a entregar não somente o evangelho de Deus, mas também a
própria vida (2:8) por amor dos irmãos (1:5).

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Nesta vez, Paulo exorta lhes, como um pai ao seu filho, que tenham a vida digna de
Deus, isto é, a vida digna do reino de Deus e da glória de Deus (I Ts. 2:12) e da glória de
nosso Senhor Jesus Cristo (II Ts. 2:14). O Dia do Senhor virá como ladrão de noite (5:2). O
Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, ressoada a trombeta
de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo Jesus ressuscitarão primeiro; depois, nós,
os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o
encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor (4:16, 17). Os
irmãos não são da noite, nem das trevas: sim, filhos da luz e filho do dia, que não durmam
como os demais; pelo contrario, vigiem e sejam sóbrios (5:5, 6). Deus não nos destinou
para a ira (5:9). O Senhor é fiel; Ele vos fortalecerá e guardará do Maligno (II Ts. 3:3). Os
fieis serão tentados por Maligno, contudo, não será além da suas forças (I Co. 10:13) e não
serão destruídos e não serão separados de amor de Deus (Rm. 8:35, 39).

Embora a palavra de Deus estava operando eficazmente em meio deles no inicio


com poder e com convicção de Espírito Santo (1:5), Paulo estava preocupado com o estado
da fé dos rebanhos por causa de privações e tribulação que são designados para eles (3:3-5).
Por isso, Paulo desejando, por um lado, reparar pessoalmente as deficiências da fé deles,
orou noite e dia com máximo empenho, que Deus lhes faça crescer e aumentar o amor para
com todos para que eles fiquem firmes na santidade (3:11-13).

Paulo exorta lhes que como receberam a instrução da parte do Senhor Jesus Cristo a
respeito de como devem proceder-se com dignidade e possa agradar a Deus, vocês
continuem a progredir cada vez mais como estão fazendo (4:1, 10). Paulo fala da
santificação para termos vida digna do reino e glória de Deus, a qual é a vontade de Deus
(4:3). Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação. Sem pureza e
amor, nós não podemos alcançar a santidade. Fiel é o que nos chama, o qual também nos
santifica em tudo; o nosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e
irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (5:23, 24).

Nós podemos contar varias atividades da santificação na nossa vida: consolar uns
aos outros; edificar reciprocamente; acatar os obreiros; corrigir os insubmissão; não
retribuir o mal por mal; orar sem cessar; dar graças em tudo; não apagar o Espírito Santo;
abster-se de qualquer forma do mal (pecado).

11. II TESSALONICENSES.

A segunda carta é a continuação da primeira.

Paulo deu graças a Deus e elogiou os irmãos pelo crescimento da fé e de abundancia


de amor deles em meio de perseguições e tribulações (1:4), pelas quais eles se tornam
dignos do reino de Deus (1:5).

Paulo e seus companheiros, Silvano e Timóteo, oraram por irmãos sem cessar para
que Deus faça lhes merecedores da chamada para reino de Deus (1:11) e cumpra todo seu

26
desejo de bondade da qual eles participam pela fé; no fim para que o nome de nosso Senhor
Jesus Cristo seja glorificado, e os irmãos também nEle pela sua graça (1:12).

Paulo admoestou lhes que não se mudem os seus modos de pensar a respeito à vinda
de nosso Senhor Jesus Cristo nem fiquem assustados por qualquer profecia, supondo como
se o dia do Senhor já tenha chegado (2:2). Paulo revelou que a vinda do Senhor não
acontecerá sem que primeiro deve acontecer a apostasia e se revela o homem da iniqüidade
(2:3).

Este homem da iniqüidade tem vários títulos, filho de perdição (2:3), o iníquo (2:8),
o adversário, anticristo. Este homem é indicado como um homem singular; talvez ele é o
chefe dos quais se apostatam da fé por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de
demônios (I Tm. 4:1).

Pelo caráter dele, que se levanta contra tudo que se chama Deus ou objeto de culto,
a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus
(2:4), ele não é um falso profeta ou mestre que se age dentro Igreja (Fp. 3:2), embora esteja
no mesmo grupo de demônio; é um homem político a qual foi dada por satanás a autoridade
de agir segundo a sua própria vontade e segundo a eficácia de satanás contra a sua Igreja e
contra os santos (Dn. 11:36; Ap. 13:1-5).

Este mistério da iniqüidade já se opera no presente, mas não é em medida de


plenitude durante milênio do tempo da Igreja, porque ele é detido durante neste tempo; ele
espera que seja afastado no ultimo tempo aquele que agora o detem (II Ts. 2:7; Ap. 20:2, 3).
Ele será solto no ultimo tempo por pouco tempo com toda autoridade em plenitude
para provar e enganar até os santos. Neste ultimo tempo de solto, ele enganará com todo
poder, e sinais, e prodígios da mentira e com todo engano de injustiça aos que perecem, os
quais deleitam-se com mentira e com injustiça.

Paulo deu graças ao Deus, porque Deus escolheu os irmãos amados para poderem
alcançar a glória de nosso Senhor Jesus Cristo, quer dizer, para que tenham a vida digna do
reino de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo pela santificação do Espírito Santo e fé na
verdade (2:13, 14).

12. I TIMÓTEO.

Esta carta é dirigida a seu companheiro no evangelho, Timóteo. Ele chamou lhe
verdadeiro filho, porque ele fazia para o Senhor Jesus Cristo as mesmas coisas que Paulo
fazia como um filho herda o serviço do seu pai.

Esta carta trata do assunto da vida digna, isto é, da qualidade da vida do servo, bispo
(3:1-7), diácono (3:8-10, 12), diaconisa (3:11) da Igreja de Jesus Cristo, o qual veio ao

27
mundo para salvar os pecadores (1:15); Ele é o único mediador entre Deus e os homens
(2:5); Ele se deu a si mesmo em resgate por todos (2:6).

O dever de ministro é primeiro combater o bom combate, mantendo fé e boa


consciência (1:18, 19; 3:9). Este combate é da fé e da boa consciência juntamente. Se nós
perdemos a boa consciência, apagando cada vez mais a sua voz justa e alerta dela, no final
nós perderemos até a fé; nós ficaremos perdidos como um atleta perdeu o seu rumo na luta;
pois a consciência faz gente ciente da sua situação e do seu lugar onde está agora; e a fé
indica o nosso alvo que devemos atingir. Nós precisamos manter a boa consciência,
sempre a limpando pela suplica a Deus Pai o perdão dos nossos pecados cotidianos em
nome de nosso Salvador Jesus Cristo, não esquecendo a purificação da nossa consciência
pelo sangue de Jesus Cristo por uma vez para sempre. Se nós mergulhamos
(permanecemos) no pecados perdemos a consciência e a fé.

Faça oração e suplica por todos os homens (2:1).

Alimenta aos irmãos com as palavras da fé e da boa doutrina (4:6; 4:11; 4:13).

Exercita-se a piedade (Paulo não usou a palavra de santificação que é palavra


teórica, neste caso ele usou a palavra pratica) (4:7; 5:4); torna-te padrão dos fieis (4:12);
toma cuidado de si (4:16); não fique orgulhoso (6:17); não seja ganancioso (6:17); seja rico
de boas obras (6:18).

As certas pessoas ensinavam outro doutrina que promovem sem fim discussões
tolices por questões das leis, genealogias, e lendas que não concorda com a sã doutrina
segundo evangelho e com o ensino segundo a piedade que visa a servir e amar ao Senhor,
de coração e de consciência boa e da fé (1:3-5; 6:3). Eles são enfatuados, soberbos,
atrevidos (I Tm. 6:4; II Tm. 3:4); julgam por mestres da lei (I Tm. 1:7), na verdade, não
aprendeu ainda como deve saber (I Tm. 6:4; I Co. 8:2); tem mania por discussões
insensatas e absurdas acerca genealogia (eles dizem que são herdeiros autênticos de
apostolado) e lendas (I Tm. 1:4; II Tm 2:23; Tt. 3:9) e por contendas de palavras ou nomes
ou da lei (I Tm. 6:4; Tt. 3:9). Tanto a mente como a consciência deles é corrompida
segundo concupiscência da carne e não conhecem a verdade: e ensina que a vida piedosa é
fonte de lucro (a piedade é o resultado da fé) (I Tm. 6:5; II Tm. 3:8) e faz comércio da
gente por torpe ganância com palavra inventada (Tt. 1:11; II Pe. 2:3).

Nos últimos tempos, alguns abandonarão a fé e obedecerão a espíritos enganadores


e a ensinos de demônios (4:1). Eles são mentirosos e hipócritas e têm consciência morta.
Eles proíbem casamento e alguns alimentos: cujo ensino é contra a verdade, pois
tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ação de graça, nada é recusável, porque pela
palavra de Deus e pela oração, é santificado (4:2-5).

13. II TIMÓTEO.

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Esta segunda carta também é a continuação da primeira; e é dirigida ao seu filho
amado na fé, ao seu herdeiro do serviço do Senhor Jesus Cristo, Timóteo.

Na primeira carta, Paulo falou da vida digna dos servos; bispos e diáconos; nesta
vez, ele fala de vida digna de evangelista (pregador), professor e de ministro de Deus (1:11;
4:5).

Paulo desejou que Timóteo revigorasse o seu dom de ministro recebido de Deus na
ocasião de ordenação, por Espírito de Deus que nos dá o poder, amor, domínio próprio (1:6,
7): quer dizer que se fortificasse na graça de Jesus Cristo (2:1). Porque, Deus nos salvou e
nos chamou com santa vocação para evangelho conforme a sua determinação e graça que
nos dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos. Paulo falou da eleição dos servos
desde fundação do mundo.

Primeiro, Paulo recomendou lhe que não te envergonheis do testemunho de Jesus


Cristo e nem do seu encarcerado de Paulo, pelo contrario, participe dos sofrimentos
segundo o poder de Deus para o serviço de evangelho (1:8) como ele sofre (1:12; 2:3; 3:11)
como bom soldado de Cristo Jesus (2:3). E, prega a palavra com insistência, quer o tempo
favorável ou não (4:2). Faça o trabalho de evangelista e cumpre cabalmente o seu
ministério (4:5).

Segundo, guarda o seu credito, isto é, o seu tesouro de ministério confiado (1:14).
Se alguém a si mesmo se purificar, será utensílio (instrumento) para honra, santificado e
útil ao Deus (2:21).
E, mantenha o exemplo (padrão) do seu ensino e procedimento de amor e de fé e de
perseverança (1:13; 3:10). Procure apresentar-te a Deus como obreiro aprovado que não
tem de que se envergonhar (2:15).
Foge das paixões da mocidade (2:22). Segue a justiça, a fé, o amor, e a paz (2:22).
Seja sóbrio em todas as cousas (4:5).

Terça, transmite a homens féis o que aprendeu através das testemunhas para que eles
também instruem a outros (2:2). Mas, evite contendas das palavras (2:14), as discussões
inúteis e profanas (2:16), as questões insensatas e absurdas (2:23): maneja bem a palavra da
verdade (2:15). O servo do Senhor deve ser paciente, brando, e apto para instruir as
pessoas para obedecerem a Deus (2:24-26). E, corrige, repreende, exorta com doutrina e
com toda longanimidade (4:2).

O fenômeno de ultimo tempo com os homens: serão egoístas, avarentos,


jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,
desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos de bem,
traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, piedosos
sem poder; resistem à verdade e sã doutrina (4:3, 4), têm mente corrompida, e não têm fé
verdadeira (3:1-9).

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Paulo fala da importância indispensável de utilidade da Bíblia na orientação, isto é,
na santificação da vida do homem de Deus (3:14-17). O homem será regenerado e
renovado e santificado pela palavra de Deus.

14. TITO.

Carta de Paulo a Tito.


Esta carta nos mostra o que deve fazer; por exemplo, pôr em ordem alguma coisa
faltosa e restante; de não deixar alguns enganadores a ensinar outra doutrina e o que não
devem (I Tm 1:3; Tt. 1:10-12); e de nomear presbíteros (anciãos) ou bispos qualificados
(1:5-9); e o que deve ensinar um ministro a sua Igreja; por exemplo, sã doutrina para
promover a fé e o pleno conhecimento da verdade com piedade e esperança da vida eterna
dos eleitos de Deus.

O que é sã doutrina? Ela ensina o conhecimento da obra de Deus para conosco.


Nosso grande Deus tem o grande plano para conosco desde a eternidade, pela qual a graça
salvadora de Deus se manifestou a todos os homens (2:11; 3:4): através de Jesus Cristo
Deus nos perdoou de todas nossas iniqüidades (2:14): e nos justificou por sua graça, não
por obras de justiça praticadas por nós (3:5): nos salvou segundo a sua misericórdia e nos
tornamos seus herdeiros: e mediante o regenerador e renovador do Espírito Santo (3:5)
criou um povo exclusivamente seu, o qual viva uma vida sensata e justa e piedosa, e
abandona impiedades e paixões mundanas e espera a bendita manifestação da glória do
nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus (2:11-13).
Empenhei nesta afirmação da verdade (palavra fiel) para que eles creiam em Deus e
sejam zelosos em boas obras (3:8).

Paulo recomendou que Tito ensine também a vida piedosa que convém à sã doutrina
a respeito de vida dos homens idosos, das mulheres idosas, dos moços, dos servos (2:1-10).
Também, ensine que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes;
estejam prontos para toda boa obra; não fala mal de ninguém; não sejam contraditórios;
sejam bondosos para com todos os homens (3:13).

Dizendo que conhecem a Deus, se negarem a Deus por seus atos (obras); são
abomináveis e desobedientes, porque resistem a verdade e abandonaram a fé,
conseqüentemente boas obras (Tt. 1:16; II Tm. 3:8).

15. FILEMOM.

30
Esta carta é dirigida não somente ao amado Filemom, sim para todos colaboradores
do evangelho.

Esta carta se parece de particular de Paulo em relação com Filemom. Como sempre,
Deus nos ensina as coisas e revela a sua vontade através da vida real, não por livro de
compendio de doutrinas; por isso, o ensino de Deus para conosco tem a historia. Na
pequena e curta carta, há três personagens; Paulo, Filemom, e Onésimo; os quais nos
ilustram os relacionamentos maravilhosos entre Deus Pai Celeste e o nosso Grande
Advogado Jesus Cristo e nós, devedor.

Primeiro, Paulo disse que ele tem plena liberdade de ordenar ao Filemom o que lhe
convém, mas ele preferiu o solicitar em nome de amor (8, 9): porque, ele não quis nada
fazer sem o consentimento de Filemom para que a bondade de Filemom seja feita de livre
vontade, não por obrigação (14). Paulo teve certeza e confiança nele, de que ele obedecerá
e fará mais do que lhe pediu em amor (21).

É exatamente que o nosso Deus tem plena liberdade de nos ordenar a nós por ser
Ele o Senhor de tudo e de nós o que nós devemos Lhe fazer; mas Deus prefere sempre nos
solicitar a nós: Ele nos trata como pessoa que tem própria vontade livre como Ele é. Deus
também espera de nós a reação normal de responder Lhe em amor na medida recíproca,
como Ele nos amou e perdoou a nossa divida fora da lei; quer dizer, Ele nos perdoou pela
sua imensa misericórdia. O nosso Deus tem certeza de que os seus filhos farão muito mais
do que Ele pediu lhes por causa de amor de Deus.

Segundo, Paulo defende diante de Filemom, senhor de Onésimo, o caso de Onésimo


como pessoa útil (o significado de nome Onésimo é útil) e solicitou o perdão de divida de
Onésimo por maneira de a lançar a divida dele na conta de Paulo e o receber como pessoa
livre, alias, como irmão caríssimo no Senhor, não como escravo.

O nosso Senhor Jesus Cristo, o nosso Grande Advogado advoga diante de Deus por
pecadores afastados para que eles ficassem com Deus Pai para sempre; como Paulo
procedeu para com Filemom por causa de Onésimo que afastou dele.

Também, podemos aplicar este episodio no perdão uns aos outros. Deus solicita a
um maior devedor a perdoar o seu devedor menor; mas Deus não iria fazer relembrar lhe da
sua divida do passado. Deus não reivindica de nós pelo seu serviço feito para nós. Se
perdoarmos uns aos outros, o nosso Deus terá alegria e paz.

16. HEBREUS.

A carta aos Hebreus trata mais uma vez do mistério de Jesus Cristo, alem de carta
aos Colossenses: e revela aos hebreus, a sua função de sacerdócio de Jesus Cristo segundo a
linhagem de Melquisedeque nos céus (5:6, 10; 6:20; 7:17), e também revela gradualmente

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por diante o mistério de operação de satanás em cartas de Tiago, de Pedro, de João, e de
Judas.

A carta aos Hebreus é a mensagem aos gentios convertidos ao Cristo Jesus: agora,
eles são hebreus e povo israelita verdadeiro espiritualmente.

Deus fez o universo por Ele e para Ele (1:2; 2:10): e constituiu o Herdeiro de todas
cosas (1:2).
Ele é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas coisas
pela palavra do seu poder: depois de ter feito a purificação dos pecados pelo seu sangue,
assentou-se à direita da Majestade, as alturas (1:3; 10:12), aguardando, daí em diante, até
que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés (10:13).

Ele estava inferior aos anjos por um pouco tempo e provou o sofrimento da morte e
agora é coroado de glória e de honra (2:9).
Ele é superior aos anjos e tem mais excelente nome do que anjos (1:4): Ele faz os
seus anjos ventos, ministros e lavareda de fogo (1:7): eles são os espíritos ministradores
(1:14).
O seu trono é para todo o sempre: e cetro de equidade é o cetro do seu reino (1:8):
Ele é o Rei para sempre que ama a justiça e odeia a iniqüidade (1:9).

Ele participou da carne para destruir pela sua própria morte o diabo que tem o poder
da morte; pois a morte reina na carne pelo pecado (2:14). Ele se tornou semelhante aos
irmãos para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote dos seus povos para aniquilar os
pecados do seu povo pelo sacrifício do seu próprio corpo (2:17; 9:27). Ele mesmo sofreu e
foi tentado em todas as cousas à nossa semelhança sem pecado e sabe o que é padecer; e, é
poderoso para socorrer os que são tentados (2:18).

O sacerdote é constituído para servir a Deus, a favor dos seus povos (5:1). Assim,
também Cristo Jesus não se glorificou a si mesmo; glorificou a Deus (5:5).
O sacerdócio de Jesus Cristo não é segundo a ordem de Arão; não segundo a lei
levítica, a qual constitui sumos sacerdotes em maior numero por sujeitos à fraqueza, porque
são impedidos de continuar pela morte; nem conforme a lei de mandamento carnal, porque
eles mesmos têm de oferecer sacrifício, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos
do povo; mas Ele é segundo o poder de vida eterna para sempre (7:11, 16, 27). Nós temos
um sumo sacerdote como Este segundo a ordem de Melquisedeque (6:19, 20; 10:19-22): o
qual é o Rei de salém, Sacerdote do Deus Altíssimo (7:1-3), imutável, santo, inculpável,
sem mácula, separado dos pecados, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos
pecados e entrou no Santo dos Santos do verdadeiro tabernaculo feito mais alto do que os
céus (7:26); o qual não é feito pela mão do homem; para redenção eterna uma vez por todos
e assentou à destra do trono da Majestade nos céus (8:1). Ele aparecerá segunda vez aos
que o aguardam para a salvação (9:28).

Quanto à aliança, o escritor usou de palavras de superior, inferior, nova, antiquada,


primeira e segunda: se parece que Deus mudou a sua aliança ou o seu plano para conosco
por época por causa de falha do seu plano anterior como muitos pensam: mas na verdade,
Deus mantem a mesma aliança baseada em promessas e o mesmo plano de salvar e

32
transformar e abençoar seus filhos, herdeiros, apesar de seu pecado, perdoando-o pela graça
em Cristo Jesus, desde inicio do mundo. O escritor simplesmente está comparando a
aliança do tempo de plenitude de Jesus Cristo com a de tempo de Moises, a qual
prefigurava por mais detalhe o por vir no tempo de Jesus Cristo: Paulo revelou que as
coisas de prefigura no tempo de Moises foram realizado em Jesus Cristo no tempo dEle: na
verdade, aliança no tempo de Moises não foi revogada, sim realizada. Os mediadores da
mesma aliança são muitos e diferentes depende das épocas; Adão, Noé, Abraão, Moises,
Davi, Salomão, e Jesus Cristo por ultimo; mas o conteúdo das alianças é sempre o mesmo
igual. Jesus Cristo se tem tornado fiador e mediador de superior e nova aliança (7:22; 8:6;
9:15), quer dizer, Ele é o Autor e Consumidor de todas as alianças do passado. Deus falava
aos pais de muitas maneiras por profetas; mas nestes últimos dias nos falou pelo Filho (1:1,
2): pois, Ele é também o maior dos profetas.

Tanto sacrifício como a lei é incapaz de aperfeiçoar nem purificar aquele que presta
culto ou aquele que guarda a lei (9:9; 10:1; 10:11). Tanto sacrifícios e festas e tabernáculo
como as leis prefiguravam a Jesus Cristo, isto é, a obra dEle: eles são aios que cuidam os
menores filhos para conduzir lhes a seu pai, a Cristo Jesus ao tempo determinado. Os quais
não passam de ordenanças da carne, impostas até ao tempo de reforma em plenitude (9:10);
elas fazem simplesmente nos recordarmos de nossos pecados (10:3) e das obras de Deus
para pôr nossa esperança em Deus mediante Cristo Jesus.

Nós devemos crer que nós somos purificados de todos nossos pecados por uma vez
e para sempre mediante o único sacrifício do seu próprio corpo de Jesus Cristo; e também
somos justificados e santificados (10:10) e aperfeiçoados (10:14) em Cristo Jesus. Agora, já
não há mais sacrifício pelo pecado (10:26); Ele era o ultimo e verdadeiro sacrifício. Jesus
Cristo é o Autor da salvação eterna do seu povo (2:10; 5:9): Ele é o purificador, justificador,
santificador e aperfeiçoador do seu povo. Em versículo 12:18-24, o escritor revela que
como já nós temos chegado no céu; ao monte Sião, a cidade de Deus eterno, a Jerusalém
celestial, à universal assembléia e a Igreja e a Deus, e a Jesus Cristo, embora nós vivemos
agora, ainda na terra como peregrinos. O escritor está dizendo que nós vivemos no tempo
de milênio em que Jesus Cristo reina, assentado à direita do Pai, recebendo toda autoridade,
depois da sua morte: a coroação de Jesus Cristo e delegação de toda autoridade do Pai está
escrito em cap. 5 do livro de Apocalipse. Nós podemos acesso diretamente ao trono de
graça de Deus pelo novo caminho que Jesus Cristo abriu. Jesus Cristo é o Grande
Sacerdote no verdadeiro Tabernáculo no céu. Estas revelações formam os nossos
conhecimentos e a nossa fé e a nossa esperança: porque, a fé é a convicção de verdades e de
fatos que não se vemos, e a certeza de coisas que se esperamos baseada na verdade e nas
promessas. Alguns podem ter a convicção em falsidades e mentiras e imaginações, e
também pode ter falsa esperança!

Tendo por âncora da alma a plena certeza de fé e esperança baseada na promessa


feita com juramento a nós, agora, nós podemos chegar com ousadia e confiança junto ao
trono da graça para recebermos misericórdia e a graça para auxilio em ocasião oportuna
(4:16).
E, também nós penetramos, com sinceridade de coração purificado, além do véu,
no Santo dos Santos seguindo o Precursor Jesus Cristo que entrou por nós como sumo

33
sacerdote para interceder por nós para sempre, depois de ter oferecido o seu corpo como o
único sacrifício pelos pecados do seu povo.

Estas Boas Novas, o Novo Testamento, a Nova Aliança, a grande Salvação e a


grande Verdade são anunciadas a nós inicialmente pelo Senhor; depois nos foi confirmada a
nós pelas testemunhas dos apóstolos, com sinais, prodígios, e vários milagres e por
distribuições de Espírito Santo (2:3, 4).

Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas,
para que delas jamais nos desviemos (2:1). Tome cuidado e não recuse ouvir a quem
entrega mensagem de Deus (12:25). Se negligenciarmos tão grande salvação como
escaparemos nós o castigo, pois toda transgressão recebe justo castigo (2:3; 10:29)?

Tome cuidado, irmãos, para que nenhum de vós tenha o perverso coração de
incredulidade que leva gente afastar do Deus vivo (3:12) e conseqüentemente não possa
entrar no descanso de Deus, como aconteceu com o povo israelita no deserto, o qual não
conheceu o caminho do Senhor e pus Lhe à prova; e não podia entrar na terra prometida de
Canaã por causa da incredulidade, apesar de ser libertado da servidão do Egito (3:19). A
palavra que ouviram não lhes aproveitou, porque não foram acompanhadas pela fé (4:2).
Nós, porem, que cremos, entramos do descanso (4:3).

Exorte mutuamente cada dia a fim de que os seus corações não sejam endurecidos
pelo engano do pecado (3:13), e não perca a sua fé e não abandone a esperança. Na
verdade, nós não lutamos contra o pecado até a morte (12:4).
Hoje, se ouvir a sua voz de exortação, não seja endurecido o seu coração (4:7); não
despreze a correção do Senhor; nem desanime por reprovação dEle; porque o Senhor
disciplina a quem ama (12:5, 6, 10) a fim de sermos participantes da sua santidade (12:10):
assim a disciplina produz o fruto da justiça, isto é, a paz e reconciliação (12:11).
Nós esforçamos por entrar no descaso de Deus para que ninguém caia, seguindo o
mesmo exemplo de desobediência de Israel (4:11).

Nós não podemos permanecer no tempo da criança; devemos crescer por decorrido
tempo; quer dizer não pode parar no estado de principio da conversão; precisamos
progredir e madurecer para o que é perfeito: experimentando a poderosa palavra de Deus
(4:12, 13) e aplicando na vida pratica e exercitando as suas faculdades para discernir o bem
e o mal (5:11-6:2). Alicerçados, arraigados, fundamentados firme na palavra de Deus,
edificamos a nossa vida como Jesus Cristo nos ensinou (Mt. 7:24-27; Lc. 6:46-49).

Se não progredir e crescer para frente, para o perfeito, para produzir fruto, vai ter
perigo de cair pelas provações e tentações (Mt. 13:1-23) apesar de que Deus lhes deu todas
graças; iluminação, dom espiritual, prova de boa palavra de Deus e o poder vindouro (6:4-
8) como também aconteceu com povo israelita no deserto de onde eles beberam da mesma
água que se jorrava da Rocha, isto é, Cristo Jesus e comiam o manã, o pão do céu. Deus
poda o ramo ou corta a arvore que não cresce e não produz fruto; como também Jesus
Cristo deu a parábola da figueira estéril (Lc. 13:6-9).
Procure manter a paz e santidade para com todos; pois sem elas, não verá o Senhor
(12:14).

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Ninguém descuide da graça de Deus como Esaú profanou o seu direito, pois Ele dá
mais graça aos humildes e aos mansos quem retenham a sua graça.
Tome cuidado para não corromper outros por sua vida pecaminosa (12:15).
Deus ordenou que os homens morram uma só vez, depois, o julgamento (9:27).

O escritor desejou que todos continuem a mostrar, até ao fim, a mesma diligencia
para a plena certeza da esperança; para que não se tornem indolentes, mas sejam imitadores
dos antepassados que herdam as promessas pela fé e pela longanimidade (6:11, 12): os
quais são Abel, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José, Moises, Raabe, e milhares de
fieis, e Jesus Cristo: todos estes obtiveram bom testemunho por sua fé e esperança embora
de não obterem a concretização da promessa (cap. 11).

Nós, assim, guardamos firme a fé e esperança sem vacilar, pois quem fez a
promessa é fiel (10:23).
O justo viverá pela fé: se retroceder, o Senhor não se compraz nele (10:38).

Também, buscamos ajudar mutuamente para estimularmos o amor e as boas obras


(10:24; 13:1-7). Assim, nós precisamos correr, com perseverança, a carreira para o refugio
que nos está proposta, abandonando os pecados, olhando firmemente para o alvo, Cristo
Jesus (12:1, 2); o qual é o Autor e Consumidor da nossa fé e esperança.

Como Jesus Cristo sofreu, oferecendo a sua vida diante de Deus como sacrifício,
para santificar o seu povo, nós também sofremos por causa de Jesus Cristo (Hb. 11:26;
13:13), oferecendo o sacrifício do nosso corpo vivo e santo (Rm. 12:1), o sacrifício de
louvor e de ações de graça, e sacrifício de boas obras e de justiças, aos quais Deus se
compraz (13:15, 16).

Por fim, o escritor orou para que Deus aperfeiçoe em fazermos nós todas as boas
obras para cumprirem a sua vontade divina, opere em nós o que é agradável diante dEle
mediante Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre (13:21).

17. TIAGO.

Tiago fala de provação da fé e do seu resultado da provação, isto é, ação completa,


perfeita, íntegra, e sem defeito; da sua origem da provação e do pecado; da sua bem-
aventurança no caso comprovada e confirmada na sua fé; e da sabedoria divina com
provação da fé.

Porque nós enfrentamos provação da fé? Porque nós enfrentamos na vida


contenda, inveja, ciúme, sentimento faccioso, discriminação, e chocalhada? É por causa de
própria cobiça (vontade maligna), pela qual nós somos seduzidos e atraídos (Tg. 1:13).
Segundo a parábola de Jesus Cristo acerca de semeador, as pessoas foram tentadas por
causa de cuidados do mundo e a fascinação das riquezas, e não deram frutos. (Mt. 13:22).

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O que é sabedoria na provação da fé? O que tem a sabedoria com provação da fé?
Tiago disse: se você queira comprovar a sua fé, é pela ação e obra, não pela palavra
e pela língua; em palavra de apostolo João, de fato e em verdade (I João 3:18). Também
Paulo disse a Igreja de Corintios, que conhecerei não a palavra, mas o poder das pessoas
soberbas (I Co. 4:19), o poder de obediência e poder de paciência para suportar
sofrimentos.

É sabedoria reprimir a língua da gente. Porque, é fácil falar do que praticar. É fácil
propagar e vangloriar a sua piedade em língua do que mostrar a sua integridade em ação.
Nós gabamos grandes coisas pela língua: por exemplo, amanhã faremos aquilo plano, ainda
com juramento (Tg. 4:13). São muitos sábios e poderosos em falar, no ensino, e no
conhecimento, mas são poucos praticantes; são poucos poderosos em pratica; são poucos
que entram por porta estreita e por caminho apertado (Mt. 7:13). Muitos servem ao Senhor
de língua. Tal vez seria igual com os fariseus que tiveram a aparência de piedade, não teve
poder de fé e poder de pratica, e poder de obediência, e poder de piedade e poder de
suportar os sofrimentos e perseguições. Eles não viviam em real como diziam e ensinavam
outros. Tiago nos recomenda que nós demonstremos a nossa sabedoria e fé pelas obras e
procedimentos. Simplesmente ser ouvinte ou falante sem obra se engana a si mesmo, e não
tem sabedoria, e fica infrutífera. A fé será comprovada não pela língua, é sim pela obra e
pratica e obediência.

Tiago também fala de outra sabedoria de reconhecer que os cuidados do mundo e a


fascinação das riquezas são insignificantes, porque tais coisas não permanecem para
sempre. Ser rico e forte por conceito do mundo e julgar ou discriminar as pessoas pela
aparência e ser fascinado pelas riquezas do mundo são terrenas, animais, e demoníacas: não
tem sabedoria; são muitas carnais, e inimigos de Deus.

Sabedoria lá do alto é primeiramente pura, quer dizer, verdadeira, perfeita, integral;


depois, pacifica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem
fingimento (Tg. 3:17). . A religião pura e sem mácula e sabia é esta: visitar os órfãos e as
viúvas nas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo (Tg. 1:27).
É sabedoria humilhar-se na presença do Senhor e sujeitar-se a Deus.
É sabedoria aceitar a disciplina de Deus. É sabedoria ser tratável e manso diante de
Deus.

Bem-aventurado o homem que suporta a provação com perseverança (Tg. 1:12).


Feliz e sábio é o homem que persevera firme como lavrador aguarda com paciência
o precioso fruto: nós conhecemos por modelo sofrimento e paciência de Jô e dos profetas
(Tg. 5:7, 10, 11).

18. I PEDRO.

Esta carta é direcionada aos eleitos (1:1), e lhes adverte por varias provações que
devemos passar por breve tempo (1:6). As provações de que Pedro fala são diferentes das

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provações de que Tiago falou (Tg. 1:3). As provações de Tiago são concebidas
inicialmente pelas cobiças pessoais (Tg. 1:14) incitas pelos cuidados do mundo e pelas
fascinações de riquezas (Mt. 13:22) segundo a parábola de Jesus Cristo: e conforme
apostolo João por amor das coisas do mundo estimulado pela a concupiscência da carne, a
concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I João 2:16): mas as provações de Pedro vêm
de fora quando fazer boas obras e realizar a vontade de Deus, por exemplo, são
perseguições, angustias, sofrimentos, e dificuldades.

Exatamente, como Jesus disse na parábola de semeador, vêm angustia e perseguição


por causa da palavra e de Cristo Jesus. Como a planta que não é arraigado e firmado na
terra não suporta o sol, quem não fica firme no Senhor Jesus Cristo, logo se escandaliza
pelos sofrimentos.

Apostolo Pedro faz nos relembrar de como Deus nos chamou como seu eleito e seu
servo com vocação, isto é, sacerdote real, santificando a própria vida pelo sangue de Jesus
Cristo e pelo Espírito Santo. Pedro recomenda a nós que nós sejamos co-participantes do
sofrimento de Cristo como um cidadão civil, ou como um escravo, ou esposa, irmãos
cristãos, ou dirigentes da Igreja, embora de ser mal tratados injustamente. Também Paulo
falou que ele mesmo se regozijava no resto de sofrimentos de Cristo por sua Igreja (Cl.
1:24).

Como Cristo Jesus sofreu na carne em nosso lugar, e deixou nos exemplo para
seguirmos nós os seus passos, nós temos os mesmos sofrimentos iguais: para isto mesmo
somos chamados. Pedro nos recomenda participarmo-nos no sofrimento como cristão que
praticando a justiça e por amor de Deus e por o que é bom, não como pecador ou malfeitor
que foi castigado.

Ultimamente, Pedro nos afirma que como o Deus nos chamou para a sua eterna
glória por sua graça, depois de termos sofridos por um pouco, Ele mesmo nos há de
aperfeiçoar, firmar, fortificar, e fundamentar (I Pe. 5:10).

Por isso, nós também precisamos suportar o sofrimento por amor de Deus como
Jesus Cristo suportou a cruz, ignomínia, injuria, não levando casos de injustiças.

A prova que Ló enfrentou na cidade Sodoma; a prova que os três amigos de Daniel;
Sadraque, Mesaque, e Abede-nego enfrentaram na Babilônia (Dn. Cap. 3); a prova que Jô
passou; e a provas e sofrimentos que Jesus Cristo e apostolo se passaram; todos são
diferentes. Jesus Cristo e Paulo se sofreram voluntariamente por amor de povo, igreja,
justiça, e do reino de Deus.

19. II PEDRO.

Pedro fala de crescimento de a nossa vida piedosa, livrando-nos da corrupção das


paixões do mundo, pelo seu divino poder para que nos tornamos co-participante da natureza

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divina e da sua glória. Paulo fala de fruto de Espírito Santo em nossa vida em Gl. 5:22, 23.
Quer dizer, o propósito de multiformes graças é nos conduzir à vida e à piedade.

A nossa vida se começa por a fé, e depois a virtude, o conhecimento, o domínio


próprio, a perseverança, a piedade, a fraternidade, por fim, o amor: todos são virtudes na
vida e as obras do Espírito Santo.

Como nós não podemos separar o fruto de Espírito Santo entre si, nós não podemos
partir a nossa vida que tem vários compartimentos; devemos a considerar integralmente.

Pedro fala de importância de leitura de palavra de Deus até que o nosso coração seja
esclarecido para que a nossa vida não seja inativa nem infrutífera, confirmando a nossa
eleição e vocação, e acautelando que não suceda que descai da nossa firmeza, arrastado
pelo erro dos falsos profetas e mestres.

Pedro fala de falso profeta e falso mestre que introduze heresias destruidoras.
As suas características são apostatas que abandonou o reto caminho (2:15), e que
são escarnecedores (3:3): renegam o Soberano Senhor que os resgatou (2:1); menosprezam
qualquer governo, não temem difamar autoridade (2:10): seguir as praticas libertinas
carnais (2:2, 10), escravos de corrupção: movidos por avareza (2:3) e são mercenários
como Balaão (2:15): atrevidos, arrogantes (2:10): engodam almas inconsistentes com
paixões carnais e com palavras jactanciosas de vaidade (2:18).

20. I, II, III JOÃO.

João testemunhou e anunciou que Deus enviou o seu Filho como Salvador do
mundo (I João 4:14), e que Deus nos deu a vida eterna que está no seu Filho (I João 5:11).
O seu Filho é a propiciação pelos nossos pecados (I João 2:2).

A mensagem de Deus é que Deus é luz (I João 1:5) e Deus é amor (I João 4:8).
O mandamento de Deus, isto é, a sua mensagem é este: que amemos uns aos outros,
porque Deus é amor e primeiro nos amou; e Cristo nos deu a sua vida (I João 3:16, 4:11).
E, não ameis o mundo (I João 2:15).

Quem guarda o seu mandamento e quem ama é nascido de Deus (I João 4:7) como
quem crê em Jesus Cristo é nascido de Deus (João 1: 13; I João 5:1). Todo aquele que
pratica a justiça é nascido de Deus (I João 2:29; III João 11). Por isso é que quem guarda o
seu mandamento, isto é, quem ama uns aos outros O conhece (I João 2:3) e permanece nEle
(I João 2:6, 3:24). Quem guarda a sua palavra, o amor de Deus tem sido aperfeiçoado nele
(I João 2:5, 4:12, 4:17). Todo aquele que é nascido de Deus não permanece no pecado (I
João 3:9).

Os filhos de Deus crêem e amam, porque são nascidos dEle.

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Se nós andamos na luz, quer dizer, se nós amemos uns aos outros, mantemos
comunhão uns com outros (I João 1:7). Se não amemos uns aos outros permanecem nas
trevas e não temos a vida, e não conhecemos a Deus.

O apostolo João também define o falso profeta.

21. JUDAS.

Judas exortou aos irmãos amados em Deus e guardados em Cristo Jesus, que
batalhem pela fé preciosa, pelo que nós cremos, e pela verdade que Deus deu ao seu povo
por uma vez para todos mediante Cristo Jesus: como Paulo nos exortou que combate o bom
combate da fé (I Tm 6:12; II Tm. 4:7). O nosso Senhor Jesus Cristo também nos
admoestou que vos esforçai por entrar pela porta estreita (Lc. 13:24). Paulo falou que ele
lutou para alcançar
uma coroa incorruptível como um atleta que se domina em tudo (I Co. 9:25).

Porquê? É por causa de irmão falso, o homem ímpio, que se introduziram com
dissimulação na Igreja de Deus e fica no meio rebanho: eles se juntam nas festas fraternais
da Igreja.

Eles pretendem mudar o evangelho e introduzem heresias destruidoras a ponto de


transformarem a nossa graça de liberdade em Jesus Cristo em libertinagem, dizendo pode
andar como quiser, e renegarem o Soberano Senhor Jesus Cristo que os resgatou.

Eles são sonhadores que contaminam a carne como sodomitas e gomorritas; e


rejeitam governo e não temem blasfemar contra Deus e difamar autoridades superiores
como Coré.
Eles difamam o que não entendem: e pretendem entender as coisas por instinto
natural como animal e como Caim e Balaão.

Eles são pastores (estrelas), movidos por ganância, que se apascentam a si mesmo: e
árvores que não tem fruto.

Eles são murmuradores, descontentes, escravos de paixões, arrogantes, aduladores,


interesseiros, escarnecedores, partidaristas, carnais; e não têm o Espírito.

Edificai-vos na fé santíssima: como recebeu Cristo Jesus e como foi instruído, assim
andai nEle; vivei unido com Ele, enraizados e fortalecido nEle (Cl. 2:6, 7).

Orai no Espírito (refere ao capitulo de Espírito Santo).


Guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus
Cristo, para a vida eterna.

39
22. APOCALIPSE.

Não pretendo interpretar cada versículos nem marcar o tempo: mas, gostaria de
estabelecer as diretrizes baseadas na palavra de Deus sem comparação com outras
interpretações, e sem ultrapassar do que está escrito na Bíblia.

Primeiro, nós vivemos agora no tempo de milênio (refere à nação israelita) em que o
dragão, a antiga serpente, que é o diabo, satanás está preso no abismo (20:2, 4) pela morte e
ressurreição de Jesus Cristo. Quando Jesus Cristo subiu às alturas, levou cativo o cativeiro,
que é satanás, e derramou o seu Espírito Santo sobre os homens (Ef. 4:8). Jesus Cristo
despojou (desarmou) os principados e as potestades; e os expôs publicamente ao desprezo;
e triunfou deles na cruz (Cl. 2:15). A nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim
contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as
forças espirituais do mal (Ef. 6:12): o nosso comandante Jesus Cristo pelejou em nosso
lugar e venceu os nossos inimigos. Jesus Cristo disse antes da sua morte, que chegou o
momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso (João 12:31).
Neste tempo, satanás é acorrentado e lançado no abismo, que não é inferno; não tem
liberdade plena nem atividade em plenitude. Depois de completarem o tempo de milênio,
os mil anos, ele será solto da sua prisão de abismo por pouco tempo de tribulação de sete
anos (uma semana) para provar o mundo inteiro (3:10; 9:1-12; 20:3, 7). Neste tempo de
milênio, ele aguarda somente que seja afastado Aquele que agora o detém (I Ts 2:7). O
tempo de prisão de satanás no abismo não significa a total ausência das atividades de
satanás na terra. É por derramamento do Espírito Santo por Jesus Cristo na terra que a sua
atividade se delimitou proporcionalmente. E, por mesma razão, quando o satanás será solto
da prisão no fim do tempo, será difícil que a gente achar as atividades verdadeiras do
Espírito Santo na terra.

Este tempo de milênio é o tempo de todas as Igrejas, que são simbolizados por
candeeiros, no meio das quais Jesus Cristo anda, nas cujas mãos estão todos pastores, que
são simbolizados por estrelas (1:9-20). Neste tempo, se opera o espírito de erro através dos
falsos profetas e mestres sobre desobedientes que não acolheram a verdade de amor de
Deus e acreditam nas mentiras.

Neste tempo de milênio, Jesus Cristo, assentado à direita do trono do Pai, reina com
os seus povos, sejam vivos (ressuscitados espiritualmente) sejam mortos (apenas morreram
fisicamente) em Cristo Jesus (20:4). Bem-aventurado o homem que reina com Jesus Cristo
seja na terra seja no céu, porque já estão participando da primeira ressurreição, sobre os
quais a segunda morte não tem autoridade: eles são sacerdotes de Deus, servos de Deus, e
povo de propriedade exclusiva de Deus (20:5, 6; I Pe. 2:9). Os que crêem jamais morrem,
embora podem morrer fisicamente.

Segundo, cada capitulo em série não significa que acontecerá em seqüência: o livro
não foi escrito em crônica. Deus está revelando os acontecimentos repetidamente cada vez
mais com novidades: por exemplo, cada selo aberto não significa que acontecerá em
seqüência. Isso significa que o que estão acontecendo no mesmo tempo no céu com os que

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dormiram no Senhor (6:9-11), na terra [calamidades; guerra, fome, e pestilência (Ap. 6:2-8)
e catástrofes das naturezas (8:7-12; 8:7-13)], na Igreja [falso profeta (6:2): a eleição dos
servos e a conversão dos gentios (Ap. cap. 7)], no mundo de espírito mau com as atividades
diabólica (Ap. cap. 9; cap. 13; cap. 17); e a separação do seu povo de Deus (14:14-16) e o
derramamento de ira de Deus sobre os seguidores de satanás (cap. 16; cap. 18). Deus está
nos revelando os acontecimentos em várias dimensões, que estão acontecendo no mesmo
tempo.

Pela abertura de quinto selo, Deus nos mostra a situação dos mortos em Cristo Jesus
no céu (6:9-11); e pelo toque de quinta trombeta Deus nos revela a situação de satanás, que
estava preso no abismo e está solto e está mobilizando o seu grande exercito (9:1-11) e faz
guerra primeira no céu, todavia não prevaleceram; nem mais se acha no céu o seu lugar; e
foi expulso e foi atirado para a terra o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo
e satanás, o sedutor do mundo com seus anjos (12:7-9); o solto de satanás é o primeiro aí
(9:12); pois o satanás atirado para terra agora persegue a Igreja e os santos: pelo
derramamento de quinto flagelo Deus nos mostra a sua cólera divina sobre o trono de besta
na terra (16:10, 11); isso significa que o julgamento de Deus, o derramamento da sua ira, se
começou na terra, quer dizer, se começa o terceiro aí.

Pela abertura de sexto selo, nos mostra a cena de Grande Dia de ira de Deus e de
Cordeiro para destruir os que destroem a terra (6:12-17): pelo toque de sexta trombeta, nos
mostra que os quatro anjos também estão soltos e também mobiliza grande exercito que vai
matar a terça parte dos homens na terra (9:13-21); esta matança é o segundo aí (9:12): pelo
derramamento de sexto flagelo, nos mostra uma guerra mobilizada pelo satanás contra o
grande Dia de Deus Todo-poderoso (16:12-16); é o clímax de terceiro aí.

Assim, o livro de Apocalipse não está escrito em seqüência de crônica.

Terceiro, é interessante que como Daniel revelou que o ultimo, o quarto animal
(besta) surgirá (Dn. 7:19-25), que é um país poderoso que domina sobre a terra, a qual o
dragão lhe deu o seu poder, o seu trono e grande autoridade, que vai fazer aliança com uma
Igreja apostata, uma meretriz (Ap. cap. 13; cap. 17). Essa Igreja apostata, simbolizada por
uma meretriz, é a grande cidade que domina sobre os reis da terra (17:18). Além de
atividades de falsos profetas e mestres dentro das Igrejas, fora da Igreja há uma organização
(ligação ou aliança) entre o anticristo país (representante) e a igreja apostata (também
representante), cujas atividades são dirigidas por satanás (16:13, 14): e eles juntos pelejarão
contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá (17:14). Estes dois juntos com seus seguidores
receberão na terra o derramamento de ira de Deus pela vinda do Senhor antes de
julgamento final, depois de ceifa (arrebatamento) do seu povo de Deus (14:14- 16:21).

Quarto, este mundo inteiro se parece que se jaz no Maligno, mas o nosso Rei dos
reis e o Senhor dos senhores, Jesus Cristo, já tem vencido na Cruz e vencerá na ultima
batalha: nesta vez o satanás será lançado no inferno com seus falsos profetas (19:11-21).
Ele está reinando no céu, assentado ao direito do trono do Pai, cujo reino é o reino eterno:
Jesus Cristo está dirigindo a historia humana para pôr em fim durante milênio até que pôr
seus inimigos ao seu estrado dos seus pés. A cena de coroação de Jesus Cristo e
recebimento de todas as autoridades está escrito em Ap. cap. 5.

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Quinto, Ele virá com glória e poder e ceifar os seus povos (14:14, 15); separará
entre o cordeiro e cabrito, entre trigo e joio. Ele entrará no novo mundo, novo céu e nova
terra, com seus povos e viverá para sempre, em eternidade: não entrarão em milênios como
alguns pensam. Se nós entrarmos no milênio por segunda Vinda do Senhor, no fim do
milênio deveria haver a Terceira Vinda do Senhor e mais uma vez de separação entre o fieis
e desobedientes.
Os vivos serão arrebatados para o céu e ficarão com Jesus Cristo: os que ficam na
terra, os seguidores de satanás, receberão o derramamento de ira de Deus, o terceiro aí, e
morrerão (primeira morte) para receber a condenação eterna, a segunda morte.

Sexto, há muita polemicas no entendimento dos cento e quarenta e quatro mil


israelitas. Porque as pessoas não interessam em grande multidão que ninguém podia
enumerar, de todas as nações, tribos, povos, línguas, que João se viu em visão, que estão
em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas
mãos (7:9), só gostando de discutir destes israelitas de cento e quarenta e quatro mil?
Será que podemos considerar que os dois povos são iguais, quer dizer, os israelitas
eleitos em números contados com exatidão seriam iguais com gentios convertidos em
multidão enumerável de todas as nações, tribos? (refere ao assunto de nação israelita).

Nós achamos resposta em seguintes versículos sobre estes pessoas bem contados:
estas são os servos de Deus (7:3), que Deus constituiu lhes sacerdotes (1:6): e eles virão
com Jesus Cristo na sua Segunda Vinda (14:1); isso significa que eles deveriam morrer
fisicamente antes da Vinda do Senhor para acompanhar com Jesus Cristo, e para não serem
arrebatados: eles entoavam novo cântico (14:3): eles não se macularam com mulheres; são
castos: eles são os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá: eles são as primícias para
Deus (isso significa que eles pertencem diretamente a Cristo, e forma o Corpo de Cristo
Jesus: pois Cristo é a primícias) e para Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não
tem mácula (14:4, 5).

As grandes multidões inumeráveis são os gentios salvos em toda terra que vêm da
grande tribulação e lavaram suas vestiduras e as alvejavam no sangue do Cordeiro (7:14):
eles são vencedores da besta, da sua imagem e do numero do seu nome: eles se achavam
em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus entoam o cântico de Moises e o cântico de
Cordeiro (15:2, 3). Alguns morrerão durante a tribulação, e outros ficarão até arrebatamento
para o céu pela Segunda Vinda do Senhor. Eles são enxertados na oliveira boa na medida de
plenitude em lugar dos incrédulos israelitas (Rm. 11:25).

Sétimo, Apocalipse também revela a respeito de ultima semana de tribulação, e de


sete anos (cada dia é contado um ano), que é corresponde à septuagésima semana de Daniel
(Dn. 24-27).
Neste tempo, satanás solto terá plenas atividades; e vai seduzir as nações e perseguir
a Igreja de Deus; vai mobilizar a grande guerra contra os santos e contra os Exercícios de
Deus (16:14, 16; 20:8, 9). A revelação de Deus através de Daniel nos mostra que depois de
morte de Jesus Cristo, depois de sexagésima e nona semana se começa o tempo de milênio
e se prolonga até o inicio de septuagésima semana de tribulação; quer dizer que o tempo de
milênio se interpõe entre sexagésima e nona semana e septuagésima semana; em outra

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palavra o tempo milênio se começa pela morte e ressurreição de Jesus Cristo até o inicio de
tribulação: o tempo de milênio é o tempo da Igreja; o tempo de evangelização e de missão;
o tempo de dia e de hoje.

Oitavo, no paraíso em novo céu e a nova terra nós achamos a árvore da vida a qual é
acessível o seu povo salvo. Nós podemos induzir que os frutos de conhecimento e da
árvore da vida são designados a conceder aos seus filhos desde inicio; era a questão de
tempo de dar-los aos seus herdeiros.

Nono, o Apocalipse como o livro de Colossenses e Hebreus mais uma vez revela o
mistério de nosso Senhor Jesus Cristo: Ele é o Alfa e o Omega, o Primeiro e o Ultimo, o
Principio e o Fim (21:6; 22:13): Ele é o Criador e Consumador da historia humana e da
nossa fé e da esperança.
Ele é a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã (22:16): Ele é o Pai
de Davi; mas na carne, Ele é descendente dele: Ele é o nosso Grande Pastor do ultimo
tempo.

Décimo, é pela Segunda Vinda do Senhor que todos serão julgados um por um,
perante do trono de Deus segundo as suas obras, conforme o que se acha escrito nos livros:
se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago de
fogo (segunda morte) (20:11-15). O satanás e os falsos profetas juntos serão lançados vivos
sem julgamento diretamente no lago do fogo (19:20).

Décimo e primeiro, eles ficarão fora de Cidade Santa, da Nova Jerusalém, e da


Nova Igreja: covardes, incrédulos, abomináveis, assassinos, impuros, feiticeiros, idolatras,
mentirosos, todos aqueles que amam e praticam a mentira (21:8; 22:15).

Décimo e segundo, a Igreja ou o povo de Deus não será arrebatado em geral antes
de tribulação: alguns morrerão em Cristo Jesus antes de tribulação e outros passarão por
tribulação como acontecendo agora alguns morre mais cedo, e outros vivem mais segundo a
vontade de Deus. Depois de ultima ceifa (arrebatamento) antes de julgamento final, quem
fica na terra, todos que receberam marca da besta sofrerão os últimos flagelos da ira de
Deus na terra e morrerão e serão ressuscitados para serem julgados e lançados no lago de
fogo (16:2).

Décimo e terceiro, o tempo de tribulação é tempo da noite em que nós não podemos
trabalhar mais; e o nosso inimigo satanás é solto da sua prisão; e haverá as suas atividades
anticristos na medida de plenitude: acontecerá o fenômeno contrário de Pentecostes em que
Jesus Cristo levou cativos os cativeiros e derramou o seu Espírito Santo na terra; quer dizer,
pelo solto de satanás as atividades de Espírito Santo serão diminuídas proporcionalmente;
serão raras as suas obras de Espírito Santo: pelo contrario, haverá a inundação de falsos
sinais e prodígios exercitados pelo satanás: muitos terão muita fome e sede da palavra de
Deus, mas será difícil acha-la.

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PARTE. 2 REVELAÇÃO GERAL E ELEMENTO COGNITIVO.

1. FENÔMENO.

Todo o mundo tem convicção a respeito de conceitos de certo e errado baseado


geralmente em religiosa crença (fé), herança cultural, educação parental, experiência
pessoal, adaptação à legislação, grupo partidário, regime político, profissão, ideologia etc.
O sistema de ética e de valores se variam por lugar, raça, e historia (época). Pode se
acontecer os conceitos entre crenças de moral por falta de veracidade e universalidade no
conteúdo da crença.

Jesus nos ensinou “faça ao outro, como você quer que outro faça lhe”. Essa lei
universal que exege de pessoa a respeitar e honrar e amar como a si mesmo. Quando segui
essa lei fundamental, podíamos combater contra “o moral impostor” que justifica a sua
crença moral encima outra e contra “o defensor de direito” que defende só sua interessa em
detrimento de outro. Psicologicamente, também todos querem ser tratados por maneira
justa por outros. Embora que pode ser diferente cada sistema de moralidade, este fenômeno
de moralidade humana é universal e toda sociedade visa a formar sociedade justa e ética. A
sociedade humana é organizada por estes conceitos de certo, justo, justiça, obrigação,
vergonha, honra, orgulho, culpa, virtudes, vícios. Nós legislamos as leis baseadas nestes
conceitos morais: os mandamentos de Deus são fundados no conceito de “Amor”.

O fenômeno de moralidade na sociedade humana é universal: nós encontramos nos


elogios, recomendações, aconselhamentos, criticas e comentários e censuras, e aprovações
e reprovações feitas respeito de si mesmo ou de outra pessoa na comunidade. A pessoa que
não possa reparar na sua trave nos seus próprios olhos pode ver o argueiro no olho de outra
pessoa e critica-lo. Embora que as pessoas não vivem conforme a padrão de moral da vida
e não percebem os seus erros, mas percebem as falhas de outro. É muito tolerante para si,
mas não para outro.

Todos mundos labutam a viver a vida conforme a sua crença dos valores, e lutam
conseguir aquilo valor apreciado. Todos sentem alguma obrigação ou seu dever por
próximos; todos têm experiências de necessidade de reprimir raiva e violência. Muitas
vezes, se arrependemos por não haver feito o bem ou se lamentamos por haver feito errado.
Ficamos irados por maldade feita na sociedade; e ressentimos por mau tratamento no
relacionamento. Algumas vezes, ficamos remorsos e sentimos culpados e vergonhosos; e
pode chegar a ponto de se matar, por exemplo, Judas Iscariotes (Mt. 27:5). Todos têm tais
experiências e atitudes éticas; todos demonstram o mesmo fenômeno moral. Este
fenômeno moral é fatual e real e inegável. Este fato demonstra que o homem é a criatura
moral.

Os pais pretendem compartilhar e transmitir a sua visão de valores aos seus filhos,
pois os pais crêem que alguns tipos de vida são valorosos do que outros. Embora que o

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conteúdo de sistema de ética ou valor seja diferente, a consideração da ética na decisão de
uma atitude é uma importante e universal faceta na vida humana.

A problema crucial da nossa sociedade moderna é a de moralidade do homem, isto


é, a degeneração de ética: não é questão de cesta básica: é problema de droga, fraude,
sonegação, saqueador, escândalo sexual, assassino, etc. O problema ética é um dos
ameaçadores sobre futuro da sobrevivência humana. A colapse dos valores morais e das
instituições tradicionais é devastador da civilização humana.

2. LINGUAGEM E MORALIDADE.

A linguagem de ética é diferente da outra?

A linguagem é dom de Deus, que é capaz de expressar as coisas na experiência;


sejam coisas metafísicas como tais estéticas, e ética; sejam físicas como coisas matérias. A
linguagem reflete as experiências humanas em geral. O homem expressa a realidade
através de língua e avalia fatos. Um vocabulário significa uma realidade de uma coisa. O
homem foi criado conforme a imagem de Deus; o homem é capaz de entender as coisas
criadas e reveladas por Deus; é capaz de comunicar com Ele; o homem pode compreender a
vontade de Deus e pode ter o mesmo sentimento de Deus.

Mas, para Deus a linguagem é poderosa, que é capaz de dar a existência das coisas.
Deus criou este mundo pela palavra!!! Ele falou, e compareceram-se todas coisas!

Até nossa oração em verbal é poderosa!

Todas nossas línguas expressadas (faladas) e qualquer expressão, até uma


exclamação podem ser éticas. Muitos pensam que todas coisas se acontecem em modo de
descontinuidade, ou uma atividade separada de outra, mas nosso Deus considera em
unidade, em continuidade, em historicidade; e não há descontinuidade. Por exemplo, uma
expressão de alegria “que maravilha” não é somente um sentimento no aquele momento;
essa expressão tem as experiências passadas, e muito mais, pode ser bem ligada com uma
esperança para futuro. Portanto, todas nossas línguas devem ser tratadas em continuidade:
passado, presente e futuro. Simples uma exclamação “Ah” pode demonstrar o nosso ser.

A expressão de “que maravilha!” pode ser um louvor ao Deus por um temente a


Deus, mas para ateístas pode ser culto a si mesmo, exaltação de si mesmo, e vangloriar a si
mesmo.

Alguns dizem que a seguinte frase não tem sentido, apesar de ser correto
gramaticamente: “o adultério é pecado”, porque não há evidencia cientifica que aquela
afirmação seja verdade. Assim, estão tentando a destruir o sentido constitucional e moral
da linguagem. Alguns tentam apagar do dicionário e da mente da pessoa os conceitos

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éticos, tais como certo, errado, pecado, bem, e mal. Eles não somente querendo mudar a
nossa vida, e os sentidos das palavras, alias, querem destruir as normas, e vida própria do
homem.

As palavras e gestos expressam os valores pessoais, sociais, morais, estéticas,


culturais, religiões, sistema políticas; e reflete a personagens e caráter de pessoa individual
e entidade e estado e sociedade; e sempre tem significados que expressam pensamentos,
expectativas, e sentimentos da pessoa e as relações com outros; que outras pessoas
entendem-nas.
Se nós negamos o sentido das línguas, significaria negar tudo; o significado da vida,
a existência de Deus, etc. Mais uma vez está percorrendo para o fenômeno de o
incomunicável, o de Babel, a confusão de entendimento, a confusão das palavras. Muitos
tentam inventar a verdade, inventando novos vocabulários.

Nós vivemos no tempo de crise moral; banalizar os valores estéticos, desmoralizar


os valores morais, despersonalizar homem, ridicularizar as tradições, negligenciando
responsabilidades pessoais: por outro lado, buscamos as coisas que não tem valor em si
(valor intrínseco). A desintegração social se acompanha com a desintegração de linguagem
comunal e universal. A linguagem de hoje se torna cada vez mais ser grupal, que outro
grupo não os entende. As pessoas usam os mesmos vocabulários, mas não dá mais se
comunicar entre pessoas, porque o seu sentido de uma parte é diferente de outro; por
exemplo, “paz” para comunistas significa guerra ou revolução. As palavras de tais como
liberdade, verdade, certo, errado, são redefinidas ou banidas da mente do homem. As
palavras não são mais usadas para descrever o mundo e transmitir a verdade, mas pelo
contrario, para torcer os sentidos das realidades e de linguagens próprias. A linguagem
corrupta corrompe a mente da pessoa.

Uma frase tem idéias, pensamentos, estrutura, unidade consistente.


É claro que existem as palavras em Bíblia, que têm o diferente significado do
mundo, por exemplo, morto ou morrer: nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados
(Ef. 2:1). Mas, a palavra de Deus não é para confundir a nossa vida, pelo contrario, para
esclarecer a verdade e realidade da vida com Deus. O conceito de “morto” no sentido do
mundo é referente à terminação da vida física ou cessação de função de organismo físico; a
morte do corpo. A morte no sentido bíblico se refere primeiro a separação da presença de
Deus, sem comunhão; e a terminação de total existência de pessoa; a morte da alma. A
Bíblia nos revela que existe a segunda morte; a morte de corpo e alma (Mt. 10:28, Ap.
20:6).

A linguagem, meio de comunicação como outros meios materiais, é importante na


realização de vontade de Deus. O abuso das línguas seria blasfêmia e ofensa contra Deus.
O apostolo Paulo disse em Ef. 5:6: Ninguém vos engane com palavras vãs; porque,
por essas cousas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Nós devemos lutar
contra a abuso e mau uso da linguagem que mudam o sentido e conteúdo. As favoritas
tácticas das heresias são jogos de trocadilhos das palavras teológicas.

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As línguas morais têm profundos significados na vida do homem, influenciam
grandemente na vida do homem; como não podem pensar nas coisas sem Deus, não podem
pensar na vida do homem sem ética.

3. MORAL, ÉTICA, SANTIDADE, PIEDADE.

A palavra de “ética” é oriunda de grego ήθικός [ ēthikos ] (éticas ) e da qual tem


adjetivo cognato com ήθος [ēthos ] ; e significa costume, habito, caráter; é usada para expressar caráter
pessoal.

Éticas é uma das disciplinas respeito de como devemos viver, e respeito de teorias
de valores morais e princípios pelos quais tomamos uma decisão; e que busca a razão da
conduta moral, costumes, julgamentos, criticas, elogio; e que analisa tais conceitos como o
seguinte: certo e errado; bom e mal; justo e injusto; responsabilidade e liberdade; obrigação
e proibição; virtudes e caráter; e relacionamentos pessoais, etc.

A palavra de “moral” tem pouco diferente sentido da “ética”, que é derivada de


latins “mores”, que é usada para expressar social costume; e mais interessado pelos
regulamentos e obrigações (*). O que há diferença entre ética e moral? As duas palavras
são heranças culturais distintas de Grego e Roma, quais são bases culturas ocidentais. É
claro que existe uma nuança diferente; éticas se interessam mais em teorias e inclusive em
caráter; mas moral se interessa mais em pratica com regras e aplicações na vida cotidiana:
quer dizer, os julgamentos morais são uma extensão de teoria de éticas: éticas não se
referem à moralidade em si, mas ao campo de estudo sistemático que tem a moralidade por
seu assunto de estudo: o estudo de o que é moralmente certo ou errado.

Mas, não serão separaradas entre elas neste livro, e usaremos ambas no mesmo
sentido: pois, primeiro, nós não podemos separar uma teoria da pratica ou da aplicação:
pois, a palavra “ética” é a de teoria, e a palavra “moral” a de pratica como a palavra
“santidade” é a de teoria, e a palavra “piedade” a de pratica: como a santidade e a piedade
são as palavras sinônimas, tanto “ética” e “moral” são sinônimas. O doutor da ética não
garante a ser bom moralista; por exemplo, um camponês sem conhecimentos de éticas pode
ser bom moralista: há grande abismo entre conhecimento e pratica como entre o pendor da
carne e o de Espírito.
A palavra de Deus nos ensina a santidade que tem mais profundo sentido do que
ética ou moral: os cristãos usam das palavras de santidade ou de piedade, não simplesmente
ética ou moral como os seculares.

Éticas, acima de tudo, estuda como é que o homem deve viver; e trata uma das
questões mais importantes da vida. O homem não é maquina ou robô cuja vida ou
processo é programada em que não há opções de decisão, a liberdade; e naturalmente não
há questão de moralidade de decisão, nem responsabilidade. Mas, o homem é criado
segundo imagem de Deus quem tem a vontade livre e capacidade fantástica de

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racionalidade e consciência: o homem pode buscar varias outras alternativas: aí surge
questão de escolha e questão de nível de moralidade. O homem confronta vários pontos de
vistas e diversos opções de meios e recursos. Agora, a questão é que qual seria a melhor
opção: e quem poderá recomendar nos com certeza a melhor decisão e o bom caminho para
homem. Será que existe um padrão pelo qual poderia julgar a veracidade ou validade de
teorias, propostas, opiniões? (se refere às teorias)

O homem deve dobrar a sua vontade arbitraria para tomar decisão certa, correta,
justa, boa, e seguir bom caminho. Como no campo de física há a teoria de gravitação e
outras, onde acontecem todos fenômenos conforme as leis naturais sem vontade própria,
mas o homem deve seguir as regras pela sua própria vontade livre: é claro, sim, pode
também viver como quiser: este fato moral, vida moral, faz a diferença entre o homem e o
mundo material e entre o homem e animais. Para o mundo material e animal não há espaço
alternativa; o espaço de vontade livre ou de moralidade.

O mundo secular considera que a éticas estuda primordialmente as educação de


virtudes e as normas da vida sem transformação da natureza do homem ou pretende manter
a ordem da sociedade por sistema de legislações judiciárias, mas a ética cristã busca em
primeiro lugar a transformação do nosso ente (ser), nascer de novo, regeneração: porque
não pode pendurar em uma árvore a outra espécie de fruto. Deus trata de ética como
questão de intrínseca, não de extrínseca. Deus não nos trata sob a lei; Ele não tem mínima
idéia de regime da legislação. (Então, porque Deus nos deu a lei? Este assunto se refere ao
propósito da lei).

Ética, sendo uma das disciplinas que estuda o dever da vida, pode abranger atingir
todas áreas da vida. (refere-se ao domínio de ética)

Há grandes confusões na área ética, por causa dos moralistas seculares que
pretendem entender o fenômeno moral sem Deus e buscam soluções superficialmente. Os
secularistas não buscam causa verdadeira de problema ética, isto é, a falta de temor do
Senhor Deus: eles fundamentaram a validade da ética em necessidade do homem, por
exemplo, por necessidade de manter a ordem na comunidade: eles não consideram o
elemento moral como essencial, e imprescindível na natureza do homem como Deus
designou: eles sempre só tratam dos fenômenos. Por esta causa, estão mais interessados em
legislar os códigos éticas em todas áreas, que não motivam as pessoas a viverem a vida
ética.

Por exemplo, nós discutimos ardosamente na justificação de decisão de aborto de


uma vida-não-desejada (bebê na barriga da mãe), mas nós prestamos menos atenção em
relacionamento legal na vida sexual, e na vida de bebê. O primeiro, a saber, o adúltero é
crime na sociedade e pecado diante de Deus, porque não respeitou seu parceiro(a) legal, e
conseqüentemente também não respeita a vida de bebê que não podia expressar a sua
vontade de viver. Um crime, e um pecado chamam outro crime e outro pecado.

Outro exemplo é divorcio: é uma concessão por Deus por causa da nossa dureza
coração do homem como Jesus Cristo esclareceu: não é a justificação de divorcio, porque
divorcio não é coisa certa; não é a melhor solução: é contra ao principio da criação. Antes

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de tudo, o divorciar é errado desde inicio, e pecado diante de Deus. Nós escolhemos
alternativa que não é o melhor.

Não pode tratar de problema ética da pessoa por fenômeno como um médico que
não trata de causa de doença, mas sabe tratar só os sintomas da paciente. Por mesma razão,
se tomasse medida de só aumentar os números de policiais na rua por causa violência, será
péssima medida política e tecnocrática para segurança social: seria a agravar a situação
perturbadora, pois a violência chama a outra violência; o mal atrai outro mal. O ensino de
Deus é contrario e paradoxo: não pagar o mal por mal, mas pagar o mal por bem. Nós
precisamos entender profundamente a natureza ética do homem. Sim, devem tratar de
conseqüência com causa dos problemas éticas, não simplesmente as sintomas fenomenais.

A ética cristã nos orienta antes de tomar decisão, mas também nos mostra a medida
que minimizar os efeitos e conseqüências de decisão errada do passado.

(*) Introductory Materials for Ethics: http//:


webusers.xula.edu/rberman/intromaterials.
Ethics: Encyclopedia Wikipedia: http://en.wikipwdia.org/wiki.

4. METAETICA (*).

A assunto de “por que eu devo falar a verdade”; “por que eu não devo mentir”; ou
“por que a mentir é mau” é diferente do assunto de mandamento de “não mintais”: quer
dizer, a questão de “porque eu devo ser ética” pertence à outra área de estudo; é chamada
metaética que não busca mais a definição de mentir ou o dever de não mentir como moral:
que estuda os fundamentos de ética.

Metaética trata dos tais assuntos de:


“Que relação há entre o bem e o certo?”.
“É ética objetiva?”.
“Existe o fato moral ou a verdade ética?”.
“Em que fato ou verdade a ética se constata?”.
“Que tipo de realidade confirma a veracidade de moral?”.

“Será que os valores morais são verdades eternas?”.


“Será que existe o ultimo valor?”.

“Como é que nós tornamos a saber a moralidade?”.


“De onde veio nosso princípios morais?”. (origem, fundamento).
“Será que são elas invenções sociais?”.
“Será que realmente podemos saber que a mentir é errado?”.

“Este fenômeno moral nos fornece a razão de agir-se?”.


“Como é que o conhecimento de ética nos motivar?”.

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“O que significaria regras morais?”.
“O que é o bem e o mal?” (significado).
“Porque um é bom e outro, mal?”.

“De que serve a teoria de éticas?”.


“Será que existe moralidade independentemente do homem?”.
“Temos justificação ou racionalidade de reivindicação ou da atitude?”.
“Que relações tem entre crença, vontade, intenção e motivações?”.

Em geral, como é que podemos justificar o nosso ato que é moralmente certo ou
errado, justo ou injusto, bom ou mal, virtuoso ou vicioso?

O termo “meta” significa DEPOIS ou ALEM. A físicas é estudar as coisas feitas de


matéria física, tais como terra, árvore: e metafísica estuda em coisas não-fisica em natureza
tais como pensamentos, espíritos, estéticas. A metaética a correspondente ao componente
metafísica da física envolve o estudo respeito de “Será que valores morais são verdades
eternas ou simplesmente uma convenção humana por necessidade?”, assim metaética
estuda origem e significado de conceitos morais.

Uma das questões psicológicas em metaética é: O que nos motiva para ser moral?
Nós podemos explorar este assunto por uma questão, “Porque deve ser moral?”.
Apesar de que eu sou consciente de lei ou mandamento, como tal –não matais-, isso
não significa que eu sou convulsionado psicologicamente para agir conforme a lei. A razão
por que deve ser moral, quer dizer, porque não deve matar, pode ser para evitar punição, ou
para ganhar elogio (auto-estima, aprovação) ou para alcançar felicidade (benefício interior),
ou para ser dignidade, ou para adaptar com sociedade (aceitação), ou para ser prudente: ser
ética (honesto) seria bom negocio politicamente e eticamente: ou para agradar a Deus.

Será que temos a obrigatória ou comprometedora razão para fazer uma coisa e
deixando outro? O conhecimento de verdade de julgamento ética não garante motivar
pessoa.

“Apliquei-me a conhecer, e a investigar, e a buscar a sabedoria e meu juízo de tudo,


e a conhecer que a perversidade é insensatez e a insensatez, loucura” Ec. 7:25.
Salomão labutou para saber porque a maldade e a falta de juízo são loucuras. A
nossa luta é a mesma igual ao Salomão.

(*) Philosophy 1&2: A C. Grayling: Oxford University Press: 1998: P 557.


Ethics: hht://www.iep.utm.edu/e/ethics.htm

5. METODOLOGIA.

50
Que métodos devem adotar para determinar éticas? Qual teoria ou forma seria o
melhor dos outros? Como podemos decidir e escolher a melhor opção? Quais métodos
devem adotar para decidir o melhor? Onde podemos achar o melhor padrão de moral?
Outra pergunta: o que significa o melhor?

Nós cremos que a Bíblia é a palavra de Deus, e que foi escrito por homens movidos
pelo Espírito Santo (II Pe. 1:21), e que é útil para o ensino, para a repreensão, para a
correção, para a edificação na justiça (II Tm. 3:16), e que é o único e absoluto padrão e
regra da nossa vida (Confissão de Wenster Minster).

Nós não consideramos como os liberais pensam, que a Bíblia é um produto do


homem; por mesma razão, a nossa crença cristã é tratada como uma das religiões, e
avaliada por seu ensino ética sem obras milagrosas de Deus, isto é, sem obra redentora de
Deus em Cristo Jesus através de Espírito Santo.
Eles não compreendendo a mensagem de Deus, e obras poderosas dEle em nós,
consideram que o ensino de Jesus Cristo é simplesmente a uma admoestação de amar nosso
próximo, que qualquer pessoa possa aprender a praticar-lo por observação de exemplo de
Jesus Cristo.

Nós vivemos em sociedades condicionadas historicamente e culturalmente


diferentes da mensagem de Deus, muitas vezes os ensinos bíblicos se parecem serem
paradoxos. Quem poderá dizer que este caminho é verdadeiro?

O apostolo, Paulo advertiu aos galadinaos que eles se começaram por Espírito
Santo, e estava terminando lhes com carne.
Nós vivemos em era de ações, mas sem direção e rumo nem autoridade
institucional, espiritual, paternal.
Muitos pregam outro evangelho, outro Cristo deferente da Escrituras Sagradas (Gl.
1:6).
Os sacerdotes curam povo de Deus superficialmente, como Deus se lamentou (Jr.
6:14, 8:11).

O importante e primeiro passo para renovação de nossa vida moral é voltar de novo
para Palavra de Deus. É por conversão e arrependimento verdadeiro para a reavivamento
segundo a Palavra de Deus.

Alguns referem à intuição, razão, experiência, ou mágica.


Alguns fazem a longa lista de comportamentos, opiniões, crenças, ou normas por
observações como um método cientifico, mas ela não se mostra que qual é o melhor do que
outro. Alonga descrição dos fatos é uma narração do que existem, mas não relata o que é o
dever ou obrigação para o homem; não estabelece que qual é mais desejável. E existe
outra verdade: uma teoria ou popularidade ou o numero não verifica a veracidade de uma
teoria. Portanto, sem padrão ou normas, ninguém pode julgar que este é melhor do que
aquilo: tudo é possível, e permissível; tudo é relativo e tolerável. Onde podemos encontrar
o padrão universal e absoluto pelo qual possa julgar todas decisões? Será que devemos
ancorar nalguma dogmas de ideologia por referência ou arrastar por cepticismo sem rumo,

51
por abandono de Palavra de Deus? Jesus Cristo disse que Eu sou o caminho e vida em
João 14:6.

Nós somos criatura racional; e buscamos explicações, razões, e causas em lógica.


Mas, a razão não é poderosa como nós pensamos no passado. Nós precisamos subjugar o
raciocínio à revelação divina: se não, ficará sempre nas trevas: pois o meu raciocínio não
me oferece, nem me indica o rumo certo da vida.

Nós admitimos a realidade inegável de fenômeno da moralidade na vida do homem,


que não é de projeção ou de invenção do homem por necessidade ou por imaginação.
Como nós cremos na criação do mundo por Deus poderoso, também cremos que somos as
criaturas criadas segundo a sua imagem de Deus.
Nós cremos que o homem tem unicamente senso moral; o homem pode reconhecer
verdades e fatos de moralidade. Algumas morais proposições são auto-evidentes e nós
entendemos-los simplesmente. Porque, foi criado segundo a sua imagem de Deus de
Pessoa.

Cremos também que todas virtudes são as qualidades reais, que compõem a caráter
do homem e também a imagem divina de Pessoa. Essas qualidades são inerentes no
homem, mas não são as propriedades da natureza; é do homem.

A nossa indagação é buscar não técnicas de malvadezes para sobrevivência por


adaptações infinitas às circunstancias; sim, a verdade.

Considerando que a ciência genuína não é contra a religião, pelo contrario,


complementa a teologia, todos estudos e disciplinas cientificas contribuirão ao
entendimento de natureza do homem.

Pretendo a não persuadir aos incrédulos cepticistas por esta obra, sim, fortalecer os
que crêem por mutua fé; pois, é Espírito Santo que convence as pessoas: a espada de
Palavra de Deus tem dois gumes; a mensagem de Deus será benções para quem aceita-la,
mas para quem recusa-la será condenação. A crer em Deus Pai e em seu Filho nosso
Senhor Jesus Cristo é obra de Deus e o dom de Deus. As palavras sabidas de Deus seriam
loucuras e escândalos para aos sábios aos seus próprios olhos, que consideram mais sábios
do que dez sábios que são melhores do que eles.

Deus é transcendente e espírito: Ele está fora de nosso entendimento. Ele jamais
será entendido plenamente por nossos conceitos e vocabulários.
Que Deus seja misericordioso e ilumine as mentes dos que Ti buscam de coração
para que nós andemos na sua luz e da verdade.

6. FUNDAMENTO DA MORALIDADE.

A lei moral e a lei natural.

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Vivendo no universo regulado por providencia de nosso Deus, nosso código de
transito e o de construção ou o de cidadão precisam ser em harmonia com a lei de natureza.
Os movimentos de naturalistas têm razãos, pois a vida conciliada com natureza promove
muitos bens, por exemplo, saúde, ordem, etc.

O cristianismo não despreza nem negligencia o mundo físico, pois são meios, ou
instrumentos pelos quais promovemos nossa comunhão e serviço para com Deus. A Bíblia
explica a nossa relação com Deus, Criador, o Senhor de tudo do que com natureza. A
Bíblia não explica as leis naturais. A Bíblia nos ensina como é que servir ao Senhor, como é
que andar com Senhor, como é que viver com o próximo. A viver em harmonia com
natureza não significa necessariamente a viver a vida ética e em reconciliação com Deus. A
vida combinada com natureza pode ser acorda com propósito divino de manter ordem
física, mas não indica seguindo a vontade de Deus e a propósito de redenção através do seu
Filho. As naturezas, os céus e firmamento proclamam e anunciam a gloria e as obras de
Deus (Sl. 19:1), mas os propósitos e as obras de redenção em Cristo Jesus não serão
achados na natureza; sim, na Bíblia, a palavra de Deus, proclamada através dos seus servos.

As leis naturais podem limitar a vida do homem, mas não a Deus; pois Ele é
transcendente de tudo. Deus é permanente em todos lugares, mas não é igual com natureza
como panteístas pensam. Os naturalistas ou cientistas buscam explicações dos fenômenos
naturais e as relações do homem com natureza através das leis naturais: para eles, as leis
naturais dão ultimas explicações, não o Senhor que está atrás da natureza. As leis naturais
ou as naturezas não são autônomas em si; não possuem em si um propósito, pois são
criados por Criador Deus. Se um cientista pretendesse achar na natureza o propósito da
vida e significado de um ato está perdido; deve busca-los em outro campo. A decisão de
um naturalista pode ser bem diferente de decisão de um homem que vive pelos os
mandamentos de Deus. Por exemplo, quem vive no mundo natural pode levar sua vida
como seu corpo exige, como a sua vontade quer, como a sua inclinação se seduza: mas o
homem que é conduzido pelo mandamento de Deus pensa em primeiro lugar em outros; a
simples fome não leva a roubar alguma coisa de outro para matar fome. O homem, tendo
corpo, é subjugado pelas leis naturais; tem que respeitar-las; senão pode morrer: o homem
tem ainda outra lei, isto é, a lei de moral o qual o homem também tem de respeitar-la, senão
traz também conseqüências mais serias; muitas inquietações e confusões, e até a morte
também. Deus sustenta o mundo natural pelas leis de natureza, que cientistas descobrem-
las por observação. O reino de Deus, a comunidade dos seus povos, onde é constituído
pelos homens criado segundo a sua imagem, é dirigido pelo mandamento de Deus: amarás
seu Deus e seu próximo.

Muitos pensam que Deus é um tipo de força poderosa, impessoal, que não tem
lagrima, nem compaixão. Mas, a palavra de Deus nos conclama que Deus é pessoa com
quem pode ter comunhão pessoal. Deus deseja que o povo saiba que Deus exerce a justiça
e misericórdia na terra.

53
Moral descritiva e prescritiva.

Maiorias aprendem a vida moral nas comunidades; família, escola, Igreja pela
transmissão como cultura e observações sem considerar porquê, quer dizer, sem
consideração de metaética. Um sociólogo descreve o comportamento de algum povo: a
descrição de vida moral de um povo (éticas descritivas) não garante a universalidade dela:
pois ele relatou simplesmente o fenômeno de vida moral de um povo. Nós não podemos
encontrar o principio prescritiva de moral no que um povo ou o meu vizinho se comporta:
porquê, o homem não é medida de vida de moral: o homem não é constante: o homem se
comporta não sempre conforme demanda da lei moral: o homem pode violar o principio
moral intencionalmente. Muitas vezes, as questões de estéticas de aparências dominam
nossas vidas do que as questões de virtudes ou caráter da pessoa. Assim, as éticas
descritivas se variariam por contexto, e sua ética dependeria de situação: sua decisão moral
é inevitável de ser relativa.

Supor que alguma atitude seja costume seja tradição é em pratica, isso não significa
que aquela atividade deve ser considerada por princípio moral. Foi Hume que tinha
indicado esta falácia; que as pessoas induzem o dever do povo do que o povo se faz; nós
não podemos encontrar o dever moral em o que o povo se faz: não há verificação de que a
fazer deve ser a dever.

O sociólogo, Max Weber alegou por contrario que sociologia deve tratar somente
fatos, não valor; a ciência deve ser fatual, não prova a referencia de valores que uma
sociedade conserva. Se nós tomamos uma decisão pela observação dos números das
pessoas que se seguem, seremos perdidos: nós não temos a razão de seguir as multidões
sem saber.

Maioria faz escolha através de observação de preferência das pessoas ilustres,


celebridade sem pensar em razão, e sem esforço para saber qual seria importante ou
significado na vida. Este fenômeno é a maior interesse para sociólogos, cientistas política e
economistas, os quais pretendem a manipular o povo por próprio interesse.

Os outros sabem as leis prescritivas, mas gostam de prescrição detalhada das leis
para dirigir sua vida: eles buscam normas: as maiorias caem em legalistas. Nenhuma
legislação prescritiva nos explica porque uma atitude tomada conforme de prescrição da lei
deve ser certo. Seja decálogo seja sermão de Monte seja constituição nacional não
pretendem prescrições completas dos comportamentos cristãos no reino de Deus ou de
cidadania da sociedade. Eles servem de alguma forma como normas éticas fundamentais.
Eles nos fornecem uma visão ou um modelo de tipo de pessoa.

Se houvessem divergências de moralidades entre povos, como é que podemos


julgar-los?
Precisamos distinguir também entre o que é considerado universalmente como o
certo e o que é admitido por prescrição tribal ou regional, ou por época, por exemplo, a
direção de esquerda ou direita do carro em corrida da rua, poligamia, guardar Sábado,
oferta de dizimo. É impossível prescrever todas as leis para todos os casos e situações; e, o

54
prescitivismo nada oferece a direção da vida: muitos o tentaram no passado, ainda hoje
alguns legisladores complicam a vida de cidadãos por muitas prescrições das leis.

Quando dizemos que Roberto é bom rapaz, mas Rogério é mau, esta expressão de
julgamento moral será descritiva ou prescritiva? O orador descreve o fato de ser diferente
entre eles, moral divergência; mas o conteúdo da descrição contém julgamento moral de
elogio ou de condenação conforme de precipício moral que está no seu coração de orador.

De onde veio este universal princípio moral?

A lei fundamental e eterna da moralidade.

Regra Áurea é de principio normativa para conduta humana: faça ao outro o que
você quer que outra ti faça (Mt. 7:12; Lc. 6:31). Porquê eu não quero que meu vizinho
roubasse meu carro, então seria não certo roubar eu carro do vizinho. Se eu quisesse pessoa
me sustentar quando eu passe por necessidade, então, eu deveria atender a necessidade das
pessoas, agora. Se não gosta de ser enganado por ninguém, então não deve mentir, enganar,
fraudar a ninguém. Se desejar ser respeitado, deve notar que outro também deseja ser
respeitado. Com mesmo raciocínio, eu posso determinar se minha qualquer atitude seja
certa, justa, respeitável, agradável, amável. Este singular princípio pode ser o ultimo
critério de conduta moral pelo qual pode julgar todas atividades humana: Jesus Cristo
mesmo disse esta é a lei e a mensagem dos profetas.

O primeiro mandamento de Deus é amar a seu Deus Senhor: e o segundo


mandamento é amar seu próximo como a si mesmo. O nosso Deus mesmo também deseja
ser respeitado, honrado, amado por homem como o homem espera que seja respeitado por
outro companheiro. O mandamento de Deus é baseado nesta Regra de Ouro.

Os dois mandamentos de Deus, isto é, a Regra de Ouro é a lei fundamental e a lei


eterna: que determina as relações entre pessoas: a qual é a expressão exata da sua natureza
divina de amor de Pessoa, o qual deseja amar a outro e também deseja ser amado.

Virtudes, Caráter, Personalidade.

O que tem as virtudes com ética?


Qual é a função ou a importância de caráter na vida ética ou na vida de
relacionamento pessoal? E qual é relacionamento entre virtudes e caráter?

A palavra “caráter” é derivada de grego [charaktêr], a qual foi usada originalmente


para uma marca impressionada em moeda. Depois, ganhou o sentido de marca distinto pelo
qual uma coisa é diferenciada de outra, desde então, se tornou a significar um conjunto de

55
qualidades que distingue um individual de outro. Em costume moderno, este relevo na
distinção ou individualidade leva gente muitas vezes confundir a palavra de “caráter” com a
de “personalidade” (*).

A palavra de “personalidade” é derivada de teatral, na qual cada uma das pessoas


tem, e que figura um papel numa peça teatral por um ator ou uma atriz representada.

Todo mundo de hoje se gabam por ser diferente de outro: gostam de destaque, e
figura.
Não gostam de ser comum. Por exemplo, se uma pessoa possui o estilo
idiossincrático e grotesco e o gesto, ou um hábito, nós dizemos que ele tem personalidade.

A Bíblia fala que sim, as personalidades (dons espirituais, funções, ou cargos)


devem ser diferentes: não podem ser iguais entre membros: não podem ter a mesma função
ou o papel de outros membros em I Co. Cap. 12. Mas, caráter, não. A Bíblia fala que todo
mundo deve ter o mesmo coração, o mesmo sentimento, o mesmo propósito, o mesmo
Espírito, o mesmo caráter, e a mesma imagem de Cristo em Fp. 2:5.
Não é designado a nós que possamos desejar e tomar o lugar de Jesus Cristo, sim, o
seu caráter, a sua imagem.

Por que é importante caráter da pessoa?


Os filósofos gregos: Sócrates, Platão, e Aristóteles examinaram a natureza de
virtudes e a caráter de virtuosa pessoa. Eles tentaram explicar as virtudes por um tipo de
relatório de comportamento. Por exemplo, “o que é a virtude de coragem?”, então, eles
responderam por seguinte maneira: a coragem consiste em ficar firme na arena da batalha.
Mas, no caso de perigo para salvar a sua própria vida e os seus companheiros não podia
ficar sempre para cumprir como aquela definição, então um soldado precisa ter sabedoria, e
se ficasse firme, seria estultícia. Quer dizer, um soldado enfrenta outra ocasião em que não
podia ficar firme na arena, e então, nós não podemos definir a virtude de coragem por uma
regra rígida, ou por um episodio de conduta, e por uma ilustração. Por isso, Aristóteles
alegou em Nicomachean Éthics que não é fácil definir por regulamentos quais ações são
dignos de receber elogio e repreensão; e por esta causa a vida ética exege o juízo de
virtuosa pessoa. Então, a virtude de coragem deve ser acompanhar de outros virtudes, por
exemplo, prudência: a pessoa tem que ter a conjunto de virtudes, isto é, a caráter da pessoa.
A Bíblia fala também de que nós precisamos aprender os juízos de Deus e ter a imagem de
Deus. É claro que a Bíblia não usa de palavra “caráter”.

Podemos definir a palavra “caráter” como o conjunto de virtudes e vícios. A


excelência de ética significaria a excelência de caráter e excelência de virtudes sem vícios
negativos. As distintas peculiaridades (racional ou emocional ou espontâneo), preferências
pessoais, etc. constituem a caráter da pessoa. Realmente a caráter demonstra quem eu sou.
Todo mundo tem algumas virtudes (disposições para agir), nem de tudo: ninguém tem
perfeito caráter, senão Jesus Cristo que tem a imagem perfeita de Deus: Ele era a expressão
exata do seu Ser (Hb. 1:3). A Palavra de Deus nos recomenda a imitar a Jesus Cristo, para
que tenhamos caráter de Cristo Jesus, imagem do Senhor Jesus para glória de Deus. Ele é o
nosso primogênito de toda humanidade e protótipo da vida original.

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Assim, as virtudes cristãs não baseadas na natureza do homem, sim, na natureza de
Deus: por isso, não surge a questão do que a natureza humana possa ser realmente a padrão
da vida virtuosa. Mas, o conceito de moralidade secular é a viver como o homem virtuoso
se comporta; o homem virtuoso se conduta moralmente. Na sociedade secular, o homem é
a medida do homem.

Então, como é que possamos adquirir as virtudes e desenvolver o bom caráter?


Ninguém se nasce com bom caráter formado, mas com potencia (talentos) para bom
caráter. Não é hereditário, todo mundo devem desenvolver-lo. Para ter virtudes ou
tendências e disposições na vida cada um deve treinar muito como um atleta treina com
muitas falhas. Muitos chamam-no a segunda natureza. Podia dizer que a educação não é
simplesmente a transmissão de conhecimento, mas deve incluir a formação de
personalidade e caráter da pessoa. Os mandamentos bíblicos visam antes de todo um
modelo de personalidade cristã: criar a imagem de Cristo Jesus em nós, que sabe amar, quer
dizer, sabe manter bom relacionamento com outro.

Será que há somente desenvolvimento de caráter?


Nós encontramos empecilho de pecado no crescimento de personalidade da pessoa.

Os seculares que nem reconhecem a pecanomicidade do homem duvidam o papel de


caráter virtuosa na decisão moral de conduta: eles dizem que as conveniências das pessoas
determinam as atitudes dele, não por compaixões ou por consciência de dever por
necessitado: simples trivial situação pode impedir uma ação de ajudar o necessitado: por
exemplo, se o beneficiador estivesse com pressa ou não tivesse trocadilho na sua bolsa, ele
se vacila em ajudar o necessitado.

Todas virtudes se convergem em amor; Todas virtudes se unificam em amor; se


houvesse mil virtudes se caberia em amor. O amor é a fonte de todas as virtudes. O amor é
mais culminante acima de todas qualidades da vida cristã.

Paulo nos recomendou em Cl. 3:12, 14: Revesti-vos como eleitos de Deus, santos e
amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de
longanimidade. Acima de tudo, esteja o amor, que é o vinculo da perfeição.

“Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a
qual o Filho do homem vos dará” (João 6:27).

(*) Standford Encyclopedia of Philosophy: hhp://platô.Stanford.edu/entries/moral-


character/

Direito e Ética cristã.

Pela definição de palavra “direito” em dicionário de Aurélio é: que faculdade legal


de praticar ou deixar de praticar um ato, ou: que prerrogativa que alguém possui, de exigir

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de outrem a prática ou abstenção de certos atos, ou o respeito a situações que lhe
aproveitam, ou que é poder legitimo.

Direto autoriza ou justifica ao seu possuidor as liberdades, reivindicações, poderes,


e imunidades contra ação de outra pessoa – tal como eu tenho o direito de não ser torturado
por ninguém. Direitos e deveres são relacionados em seguinte maneira que o direito de uma
pessoa significa os deveres de outra pessoa. Por exemplo, se eu tenho direito de receber de
meu amigo, Pedro, dez reais, então Pedro tem dever de me pagar dez reais. Estes tipos de
legais direitos são bem conhecidos e relativamente bem compreendido na nossa sociedade.
Quer dizer, seria impossível a realizar estabilidade na sociedade, sem deter cada um de
prejudicar posse de aleio. Quer dizer, devemos respeitar o direito de outro. Essa
consciência levou a sociedade formar convenção (contrato) de respeitar posse de outro: esta
é a idéia de contratatista. Legais direitos são criações de sociedades. Se houvesse
conflitos, procurando cada um o seu direito e interesse, poderiam ser resolvidos somente
quando os ambos voluntariamente renunciem seu direito, considerando uns aos outros. O
direito de um será defendido no caso de conceder a outro o mesmo direito, também; quer
dizer, por regra de igualdade para todo mundo.

Os humanistas consideram que existe moral ou natural direito (humana), no qual o


ser humano possui independentemente, antes de ser concedido por qualquer instituição; eles
adquiriram –los simplesmente por serem humano. Eles consideraram que cada um tem
soberania dentro do seu território. O direito humano se define os interesses invioláveis por
ninguém.
John Locke alegou que não devemos prejudicar vida, saúde, liberdade ou
propriedade de outro; e que os direitos humanos são de mandato natural, e são doados por
Deus.

ONU declarou os direitos humanos – direitos de não-ser torturado, direito de ter as


suas necessidades básicas atendidas.
Declaração de Independência de América reconheceu três fundamentais direitos:
vida, liberdade, e busca de felicidade.
Outros ainda deduziram destes direitos mais especificas, por exemplo, direito de
propriedade, movimento, comunicação, religião, e expressão de arte.

Na nossa sociedade, a questão de aborto enfrenta os conflitos controvertíveis tais


como o direito de autodomínio (própria saúde) da mãe e o direito de vida da bebe-não-
nascida. Esta questão pratica também se levanta a questões (metaéticas) de “de onde veio
aquele direito?” e “qual homem pode ter tal direito?”.

Há quatro elementos essenciais ligados direitos humanos no pensamento humanista.


Primeiro, os direitos são naturais e nem criados por governos. Segundo, eles são universal
e não muda de um país para outro. Terceiro, eles são iguais para todo mundo, sem
consideração de sexo, raça, estada ou situação. Quarto, eles são inalienáveis, quer dizer que
não pode entregar seu direito para ninguém.

O direito humano é o princípio moral na sociedade humana, que define e sanciona a


liberdade e seu domínio individual com exclusividade.

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O fundamental direito do homem é o direito de vida de individuo. Por isso, a ética
na sociedade do presente século é individualista e humanista (antropocêntrico). A nossa
sociedade levantou um sistema de moralidade que respeite individual direito humano, que
não permite a intervenção de ninguém na sua própria vida privada. E chegamos a um ponto
em que ninguém faz o mal, nem faz o bem para próximo; ninguém meter na vida aléia: nem
podia repreender a alguém, nem podia dar admoestação para ninguém. Nós vivemos em
uma sociedade que promove isolamento, e desintegração da sociedade por este maldito
conceito de meu direito.

Em I Co. 10: 23 a palavra de Deus disse “todas as coisas são lícitas, mas nem todas
convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam”. Quer dizer que a pessoa não pode
fazer alquilo que é permissível simplesmente por causa de ter poder ou direito ou vontade
livre de fazer. Há grande diferença entre o que você tem direito de fazer e o que é certo em
fazer, e entre o que se faz conforme a sua própria livre vontade e o que é feito de acordo
com justiça (amor). Muito mais ainda, que possa haver muitas coisas que você deseja
fazer, mas não pode realiza-las na comunidade. Os direitos e liberdades podem ser
restringidos por consideração dos interesses de outros mutuamente.

É interessante que nós não podemos achar a palavra de “direito” em Bíblia no


sentido judiciário e prerrogativa. Nós podemos achar três casos traduzidos em “direito”
em três lugares na Bíblia de edição de “Revista e Atualizados no Brasil”: em Ne. 2:20,
“Então lhes respondi; o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito; nós, seus servos, nos
disporemos e reedificaremos; vós, todavia, não tendes parte, nem “direito” nem memorial
em Jerusalém”: em Hb. 13:10, “Possuímos um altar do qual não tem “direito” de comer os
que ministram no tabernaculo”. : em Ap.22:14 “Bem-aventurados aqueles que lavam as
suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista “o direito” à arvore da vida, e
entrem na cidade pelas portas”.

Em Ne. 2:20, a palavra original em hebraico [tsedaqah], que tem sentido de


“justiça” e “correto”: na Bíblia em português, revista e atualizada, é traduzida em “direito”
e “justiça” (refere ao assunto de justiça). Neste caso, a palavra de [tsedaqah] não tem o
sentido de direito judiciário. Em Hb. 13:10 e Ap.22:14, a palavra de “direito” em grego é
[exousia], que tem significado de “autoridade” e “privilégio”. Nós podemos achar a
palavra de [exousia] em 29 lugares no Novo Testamento: os 27 casos foram traduzidos em
“autoridade”: os 02 (dois) casos em “potestade”. Por exemplo, os de “autoridade de Jesus”
são em Mt. 21:23-27 e Mc. 11:27-33, e Lc. 20:1-8. Os dois casos de “potestade” são em I
Co. 15:24, e em I Pe.3:22. Assim, não achamos a palavra de “direito” na Bíblia no sentido
secular e no sentido judiciário que significa a prerrogativa de exclusividade. Podemos
induzir por leitura bíblica que quem se age em maneira certa ganhará “direito” e “justiça” e
“autoridade” ou “privilégio”. Chegamos conclusão de que no reino dos céus ninguém
reivindica seu direito, sem o seu dever: o dever de amar!

Nem Deus nos declara a nós que nós temos a direito, e nem Deus reivindica de nós
Teu direito, apesar de ter Ele-lo. Embora Ele tem direito na medida em plenitude sobre
nossa vida: Ele suplica a nós, à nossa vontade. Ele não faria nenhuma coisa sem concessão
voluntária de nós. Exatamente, Apostolo Paulo fala em Filemom Ver. 8-10: “Ainda que eu
sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém, prefiro, todavia, solicitar em

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nome do amor,... em favor de meu filho Onésimo...”. Em Ver. 14 se continua a falar
“Nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser
como que por obrigação, mas de livre vontade”. Esta pequena carta de Filemom nos
mostra a maneira de tratamento bondoso de Deus para conosco: que respeita dignidade do
homem, a livre vontade. Por esta razão, temos a responsabilidade por nossa decisão
tomada por nós mesmos.

Os legalistas dos direitos humanos sempre lutam para não perder seu interesse,
sempre lutam expandir seu direito, seu privilégio. Os legalistas pretendem sempre a fazer
menos do que a lei exige (obrigação), e quer mais direito do que é concedido (tolerado). Os
legalistas entenderam as leis em termos do seu interesse e seu direito; jamais há espaço de
livre vontade de considerar os seus companheiros. Mas, pessoa ética e virtuosa se faria por
contrario.

O nosso Senhor Jesus Cristo se identificou conosco; Ele considerou o nosso


problema da vida, o problema do pecado, como se fosse o Seu. Ele não reivindicou o seu
direito, pelo contrario, renunciou, e o abandonou para identificar conosco. Ele tomou sobre
si as nossas enfermidades e as nossas dores Ele levou sobre si, como está escrito em Is.
53:4.

Sistema judiciário e moral.

As leis de sistema judicial não abrangem toda extensão de morais obrigações, só


estabelecem a mínima orientação para conduta de cidadão; pois são imensas as suas
complexidades e diversidades das situações da vida real dos cidadãos; e é impossível
prescrever em legislação a nossa conduta toda. Não pode substituir as morais obrigações
por requisitos legais na conduta de pessoa e na ética. A genuína moralidade da um cidadão
é muito mais do que simples cumprimento da lei ao pé da letra.

O homem tem a tendência de fazer menos do que a lei exege, e ultrapassa mais do
que é permitido. Por isso, qualquer tentativa de dirigir o estado ou uma nação por
legislação será fracassada. A vida de um cidadão na civilizada sociedade tem que ter o
senso de moral e o senso de prudência: que faz mais do que as mínimas exigências da
legislação. A cidadania tem que ser moral, virtuosa; não legalista.

O sistema judicial não pode ser legislado por necessidade temporal, pois a situação
se muda: e acontece que não podia aplicar a velha lei em nova situação; então, legisla a lei
nova que é contra a lei velha. Por isso, o sistema judicial deve ser mais abrangente, mais
resumido. O sistema judicial não pode violar e anular os conceitos morais básicas; pelo
contrário, deve promover a moralidade do cidadão. O sistema judicial deve ser baseado nos
conceitos morais, não simplesmente por conveniência temporal. Onde o sistema judiciário
se prevalece contra conceitos morais desmoraliza a moralidade e esmaga o espírito de
moralidade e degenera a moralidade da sociedade. A ordem judicial deve ser subordinada a
ordem moral e a ordem de consciência, pois a ordem moral e a ordem de consciência são a

60
ordem de Deus. Alguém questiona: a lei também não é a ordem de Deus? (refere ao
propósito da lei).

O sistema judicial e a ordem judicial e a justiça judicial são baseadas nas leis;
vigora-se por legislação. A vida moral, a ordem moral, e justiça moral são baseadas na
consciência das pessoas e deveriam ser iguais com o sistema judicial, a ordem judicial, e
justiça judicial: mas é por o seguinte razão que há grande diferença entre o judicial e o
moral. O homem, sendo incapaz de examinar a intenção do réu como Deus sonda coração
da gente, só pode julgar um ato cometido concretamente; o homem não tem condição de
julgar outro como Deus julga integralmente um ato inclusive com seus pensamentos. E, a
outra razão é: se fossem todos homens santos, não tivessem o coração enganoso, não
haveria diferença de justiça entre de judicial e de moral.

O sistema judicial é demasiadamente processual que não tem espaço para o juízo
moral, por isso diminua a qualidade de justiça. O sistema judicial é rígido, por isso,
praticamente é ineficiente aplicar na sociedade ideal: por igualar justiça com
imparcialidade, pelo contrário, muitas vezes, cria parcialidade e injustiça, por exemplo, o
direito humano: o réu tem direito humano, mas o vitima não tem o mesmo direito.

Muitos pensam que a lei tem a força coativa, mas a moral não tem vigor, e
conseqüentemente considera poder negligenciar a vida moral.
Onde prevalece a lei, sacrifica a consciência e o moral naturalmente empobrece a
relacionamento entre homens. Onde não há Deus enfraquece o moral; alias, é insustentável
a moralidade sem Deus. Naturalmente, onde não há Deus, prevalece-se a lei. Onde não há
graça e amor e misericórdia, prevalece-se a lei.

A ordem de moral é a ordem de liberdade e de voluntário. Portanto, a vida moral


exege muitas coisas; compreensão das situações de outros (intelectual), empatia (emoção),
a sua determinação de sacrificar seu interesse (vontade).
Nós devemos discernir entre o homem bom e consciente e o homem bem
comportado. Os revolucionistas ou utopistas sonha construir a sociedade ideal por
transformação ambiental e circunstancia: mas, Deus é contrario; de dentro para fora.

Fundamento da moralidade.

O que faz um ato certo ou errado? Quem julga e avalia nossa conduta, a lei ou
homem ou Deus? Esta pergunta antecede a outra pergunta: qual atitude é certa?

O ponto de partida ou fundamento da moralidade é importante, pois ele oferece um


sistema coerente, consistente, lógica, absoluta de ética.

Nós conclamamos que a nossa moralidade é baseada no caráter (natureza imutável


de bondade) de Deus, nem na lei ou nos mandamentos, nem na natureza do homem.

61
O fundamento no caráter de Deus pode evitar o dilema de Euthyphro (Demiurge).
É certo um ato porque Deus mandou? Ou Deus mandou porque aquela atitude é
certa?
Se a validade de um ato dependa de mandato de Deus, a nossa justificação
dependeria de vontade capricha de Deus. Se fosse o segundo caso, seria contrária a seu
status supremo de Deus, pois a lei fica fora de Deus; e Deus mesmo deveria submeter a essa
lei. Deus é nem arbitrário em sua vontade; nem Ele é sujeito a alguma coisa que fica fora
de Si mesmo. A vontade de Deus é sujeita a sua própria natureza, isto é, a sua santa,
imutável e bondosa caráter.

Teoria de mandamento divino alega que a moralidade é estabelecida nos


mandamentos de Deus: e que a certa conduta é definida conforme as exigências da ordem
ou de mandamentos.
Para teoria de caráter divino, a lei divina é a expressão da sua natureza e sua
santidade. É sim, a lei (mandamento) e a sua vontade procedem da sua natureza; portanto se
guardamos os seus mandamentos significa a obedecermos a Ele mesmo. A moralidade da
pessoa pode ser diferente de um ato de obediência. Sem moralidade, sem vontade livre,
sem de coração, uma pessoa pode obedecer ou guardar a palavra de Deus, como aconteceu
com os fariseus: eles eram zelosos a guardar as leis, mas não sabiam a amar a Deus e a seu
próximo.
Os mandamentos divinos não determinam a moralidade, antes, apenas nos informa a
nós respeito do conteúdo parcial do nosso dever em ocasião especifica; pois, é impossível
descrever todo conteúdo da conduta em todas situações. Se nós obedecemos a sós aquilo
mandamento prescrito, nós estamos sob o jugo da escravidão da lei, não da lei de liberdade.

Também, a teoria de caráter divino é diferente da teoria das virtudes do Aristóteles.


Uma teoria se parecia com outra, mas, é diferente entre si. Pois, a teoria de virtudes
é humanista que o homem deve cultivar as virtudes; porem, a teoria de caráter divino é
sobrenatural. A transformação da natureza do homem e a regeneração do homem são a
obra sobrenatural de Deus. As virtudes divinas em que nós participamos são dons de Deus.
A teoria de virtudes de Aristóteles não nada a ver com Deus. Os secularistas moralistas são
por máximo humanistas.

Os humanistas modernos têm outra versão: eles exigem a liberdade absoluta sem
Deus, sem lei, sem qualquer restrição: não admitindo a existência de Deus, eles buscam a
liberdade existencial que o homem deve determinar o que é certo e errado porque Deus não
existe: O homem leva sua vida como quiser. O autônomo do meu coração é árbitro de
todas coisas e fundamento da ética. Em termos deste, a lei e moralidade não são doadas por
Deus, sim, inventadas por homem por necessidade cientifica ou particular, não por dever
imperativo de consciência. Então, a moralidade se tornou nada mais do que pragmática e
utilitariana. Os homens modernos estão experimentando a mesma tentação que Adão e Eva
enfrentavam por sedução de satanás: tu serás como Deus que determina o bem e mal. Por
resultado, a liberdade do homem moderno se tornou a liberdade para o mal, e para o
pecado; não para o bem, e para boas obras, nem para Deus. O homem é uma criatura que é
dependente das coisas, não independente das coisas como Deus. Se o homem quer ser
independente de Deus, ele será dependente de satanás, e escravo de pecado.

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Paradoxalmente, quando buscava a liberdade, ele perde-la; quando a abandone, acha-la. A
dependência é a condição do homem, uma criatura de Deus.
Como Jesus Cristo nos deu a parábola de videira e ramos; Ele comparou o nosso
relacionamento com Deus como de videira a dependência de ramos. Jesus disse que sem
mim nada podeis fazer em João 15:5. E em João 8:32, de novo disse: conhecereis a
Verdade (Cristo Jesus), e a Verdade vos libertará.

Os naturalistas buscam o fundamento da ética na ordem da natureza. A moralidade


deles pode ser cientifica e depende de conveniência.
Os racionalistas identificam a moralidade com ditames da razão como Kant.
Os idealistas fabricam a ordem moral para o mundo ideal que não tem nada a ver
com vida real como a moralidade de comunista era ideológica e de sonhadora.
Os existencialistas buscavam a moralidade particular, individual, situacional,
existencial, relativa e anti-social que se fugi das normas éticas tradicionais, objetivas,
absolutas.
Os estadistas consideram as leis como o produto do estado cujo propósito é
promover o bem-estar dos cidadãos. O currículo da lei ficou como uma seção em estudo
político, pois o estado ficou encima da lei. O estudo da lei deve ser teológica, não estatal,
pois a lei é expressão da natureza de Deus; vem de Deus, não de estado.

A moralidade do homem não é um produto do homem por necessidade natural,


sociológica, ou tendência biológica do homem: é dom de Deus, pois o homem foi criado
segundo a imagem de Deus. A obra de educador é a ajudar aluno descobrir ou esclarecer
os valores morais e divinos, não é a transmitir valore culturais e costumes sociais do
homem, e inventando inovação da moralidade.

Quem faz a moral em vigor não é o homem, nem sociedade, nem governo, nem
igreja, nenhuma qualquer autoridade, senão Deus.

As leis morais são expressões de amor de Deus em letras como Jesus Cristo é a
expressão do mesmo amor em forma real e pessoal. A moralidade cristã é baseada em
natureza de Deus, isto é, no amor de Deus. A ética cristã é teológica: a ética cristã deve ser
religiosa. As nossas leis cíveis devem as expressões de interesses morais e religiosas da
cidadania. Todas leis estatais e judiciárias devem fortalecer a moralidade e a religiosidade
dos cidadãos. Os legisladores não podem criar nova lei que desmoralizar a vida da
cidadania. Nós chamamos justiça de Deus que mostra o seu amor na maneira construtiva
para conosco, não somente no sentido punitivo.

7. RELIGIÃO E MORALIDADE.

“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus
mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas
obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” Ec. 12:13-14.

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Separação entre religião e éticas é uma das tentativas que causou grande confusão
no entendimento da verdade. Muitos pensam que a questão de existência de Deus e a
questão de fé em Deus não tem nada a ver com a vida de ética.

Muitos pensam que a ordem de Deus ao Abraão de sacrificar seu filho, Isaque é um
conflito entre religião e éticas, e que a religião triunfou sobre éticas.

Abraão confirmou que Deus é o Senhor de todas, pois, Ele é Criador de todas
coisas. Ele considerou que é justo que Deus tem vontade própria e soberana e tem direito
exclusivo de executar seu desejo, até direito de ser respeitado, honrado, louvado, e amado
por todas criaturas, especialmente, por homens. Abraão demonstrou a sua ordem de
preferência: a ordem de valor: amar mais a Deus do que a seu filho, Isaque. Abraão era
muito ética. Se o homem não fosse religioso, e não temesse a Deus, seria impossível ser
ética.

A existência de Deus nos fornece o fundamento para moralidade. Porque nosso


Deus é o Ser moral; a sua natureza (atributo moral) é a origem e padrão da nossa
moralidade. Por isso, as verdades morais e suas propriedades existem objetivamente.

Em geral, a religião tem um conjunto de valore sagrados e profanos, etc., e um jogo


de atividades rituais e morais conforme ponto de vista sobre o mundo e o relacionamento
do homem com mundo e com o próximo. A religião define o modo de comportamentos,
estilo da vida do homem.
Portanto, é inseparável entre religião e ética. A vida ética e a religiosa são as duas
fases do mesmo fenômeno (moeda).

Alguns como Kai Nielsen defenderam a éticas sem Deus e religião.


Mas, alguns negam a objetividade e realidade de fato moral; eles dizem que
julgamento moral não é alguma coisa que existe por aí.
Eles se interessaram não por mundo real de juízo moral, mas por possibilidade de
raciocinar junto para decidir o que devem fazer. Eles admitem a conveniência da vida
moral por necessidade de sobrevivência do homem.

Conforme epistemologia de conhecimento, nós precisamos confirmar que como é


que nós aprendemos os conceitos das coisas. Nós precisamos lembrar de como aprendemos
as línguas. A nossa aprendizagem nem se começa por definição do vocabulário ou frases, e
nem por especulações e gramáticas. Inicia-se de palavras simples para complicadas noções
e por muitas repetições. Aprender a língua significa aprender a sua cultura e tradição, e
custariam muitos tempos até que tenha a consciência de a sua identidade e a confirmação
do seu aprendizado.
Por experiência, nós aprendemos os conceitos abstratos. Nós aprendemos juntos
ambos: o que é bom e a natureza de Deus – Deus é bom - por muitos tempos, talvez na vida
inteira. Sem conhecer a Deus é impossível saber o que é bom, pois, é Deus o Supremo
Bom. É impossível separar éticas da religião, pois, a moralidade procede de Deus para
glória de Deus. É para comunhão conosco Deus nos deu essa dignidade e honra:

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moralidade que a outras criaturas não tem. Deus criou homem segundo a sua imagem
como o conhecedor de bem e de mal.
Assim, o julgamento moral como “Deus é bom”, “generosidade é boa” é declaração
de fato e afirmação de verdade moral.

“Ele (Deus) te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti,
senão que pratiques a justiça e ames a misericórdia, e andeis humildemente com o teu
Deus?” (Mq. 6:8).

“Se ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma
cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão;
e então, voltando, faze a tua oferta” Mt. 5:23, 24. A religião que abandona a ética é
abominável diante de Deus.

Homem e Animal.

Quem é homem? Este questionamento trata a origem do homem. O que é homem?


Esta pergunta é a respeito de caráter de pessoa: pode dizer, o que faz homem? O que se
diferencia entre o homem e outras criaturas? Estas questões são puramente não cientificas,
pois não podemos achar cientificamente todas respostas satisfatórias destas perguntas
enigmáticas.

O homem busca a atividade cortesia ou conduta virtuosa; ele procura beneficiar os


outros a ponto de ele poder morrer para o bem ou para outro: ele evita de danificar outros se
possíveis, se não houvesse perigo de sua sobrevivência. Ele tem conceito de respeitar o
direito do meu próximo. Mas, os animais não têm o conceito de crime ou de pecado: por
exemplo, é inimaginável que o cachorro pense que é mais gostoso comer o pão roubado.
Nós não podemos processar animais pelo seu roubo ou pela sua matança cometida por ele.
Os animais não sentem culpados, nem ressentem por culpa de outro. Os animais não têm
“mens legis” - o espírito da lei. O homem é moral: mas, isso não significa que ele é sempre
bonzinho: ele pode ser mau de vez em quando: ele pode ser imoral ou amoral. Ele é o
conhecedor de bem e mau; ele entende o que é bom e o que é mau. Mas, ele não vive
sempre uma vida conforme com seu conhecimento moral. Ele pode escolher o mau contra
o seu conhecimento e contra a sua própria vontade. Com má intenção e vontade
determinada ele pode cometer o crime horrível: ele tem condição melhor do que animais no
aspecto moral, mas também a pior situação do que animais, porque os animais não fazem
mal para mal. O homem é a criatura que possa amar e também odiar ou repudiar ao seu
próximo e a Deus.

O homem é considerado como o animal racional. O homem faz exercício de


raciocínio, quer dizer, homem pode buscar alternativas do fim e do meio por razão, não
simplesmente por instinto. Os animais não podem ponderar a probabilidade e
impossibilidade e nulidade. O homem toma decisão, forma projeto e executa-lo.

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O homem é humoroso: este fato significa que o homem é racional e moral, porque o
homem gosta de gargalhar pela irracional, imoral, e abnormal. Este fato significa que o
homem é o conhecedor do bem e mal.

O homem busca a felicidade e prazer embora que o conteúdo e conceito da


felicidade e prazer são diferentes depende da pessoa. Ele realmente não vive só pelo pão:
ele explora os prazeres e felicidade.
O homem explora a beleza em arte, musica, esporte, em gestos, em ambientes, em
aparência, em cultura. Nem um animal se contempla pela beleza de natureza; nem se
admira pela grandeza do mundo e universo. Mas, o homem se treme pela sua pequeneza da
sua existência diante da grandeza do universo; e se lamenta pela sua fragilidade perante do
poder de natureza. A busca da beleza não é pela necessidade física, nem pelas
experiências: é exatamente pela natureza distinta, e caráter peculiar do homem. Os animais
não têm senso estético; animal não busca a beleza de sublimidade da santidade.

O homem busca a razão da vida, e significado da vida; o homem quer saber a razão
que está atrás das coisas; o homem busca a realidade. A vaidade e futilidade da vida de
comer, beber, e trabalhar tormenta a alma do homem; o homem pode não dormir, chorando
pela tristeza da futilidade da vida. O homem é religioso; ele se refugia e descansar em
Deus. Ele anseia pela eternidade. Os animais podem lembrar das coisas do passado que
tem relação com presente, mas tem avaliação da sua vida de passada e com presente: pode
dizer que os animais têm só presente e não tem passado e futuro: eles podem sentir o perigo
por instinto: mas eles não podiam pensar em amanha em que talvez eu não existiria mais
neste mundo. O homem pretende definir a sua vida de amanha por decisão de hoje. Os
animais não ficam angustiados por significado da vida. O homem labuta não só por
sobrevivência ou por pão.

O homem sabe separar a si da situação e do tempo; o homem se transcende do


ambiente e do tempo. O homem é preso na situação e no tempo fisicamente, mas a sua
alma não está presa no mundo de percepção. O homem pretende entender as coisas
objetivamente; ele as separa do objeto e do mundo de percepção de si mesmo: ele abstrai os
conceitos: ele percorre tempo todo, passado, presente, e futuro. Pela imaginação, pode ter a
vida alucinada, ou pode antecipar o futuro e a sua realização da sua idéia fantástica no
presente com delírio e exultação. O homem pode projetar um plano de longo prazo e
executa-lo. Os formigas ou esquilos na região fria armazenam os alimentos para o tempo
de inverno, mas eles são movidos pelo instinto do que pelo plano racional, cada vez procura
a melhor vida. Os animais não têm mudança e desenvolvimento da vida: eles repetem a
correr o mesmo trilho da vida todos os dias em geração em geração. Os animais vivem no
mundo de percepção. O homem não fica simplesmente como vitima da circunstancia. O
homem explora a utilidade das coisas: desenvolve o modo de viver: o homem domina e
controle a natureza para seu fim. Os homens podem desejar não somente o que é lhe
permitido, mas também o que não é legal para ele. Os animais podem perceber o mundo ao
redor dele, mas o homem percebe a si mesmo separado do mundo. E, fica angustiado por
razão de porque eu vivo no mundo e como eu devo viver. O homem pode pensar de
maneira de solipsismo da qual eu sou o centro do universo: ele é profundamente pensativo

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e refletivo de modo que busca relação entre si e o mundo; entre eu e meus semelhantes e
entre eu e Deus.

Os animais também comunicam entre eles de modo limitado, mas as riquezas de


sentidos de uma linguagem do homem significam que o homem é muito complicado na sua
dimensão da vida intelectual, emocional, volitivo, e espiritual.

Será que um computador (ou um robô) pode saber que seu conhecimento é verdade?
Pode duvidar a veracidade dos conhecimentos, teses, o conteúdo da fé, etc?
Pode ter perspectiva e pode comparar sua fé com a realidade? E pode avaliar sua
própria situação?

Estas respostas são condições necessárias; mas não são suficientes e satisfatórias.
Mas, a Palavra de Deus nos dá resposta completa e satisfatória.

“Quando os seus ramos se secam, são quebrados. Então, vêm as mulheres e lhes
deitam fogo, porque este povo não é povo de entendimento; por isso, aquele que o fez não
se compadecerá dele, e aquele que o formou não lhe perdoará” Is. 27:11.
“Disse ainda comigo: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prevê, e
eles vejam que são em si mesmos como os animais. Porque o que sucede aos filhos dos
homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro,
todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais;
porque tudo é vaidade. Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó
tornarão. Quem sabe se o fôlego da vida dos filhos dos homens se dirige para cima e o dos
animais para baixo, para a terra? Pelo que vi não haver cousa melhor do que alegrar-se o
homem nas suas obras, porque essa é a sua recompensa; quem o fará voltar para ver o que
será depois dele?” Ec. 3:18-22.

Se fosse o homem niilista pessimista e ateísta sem Deus, sem esperança, todas
coisas seriam vaidades; a vida não teria significado, nem valor pelo qual labuta a viver.

Os hebreus não usam palavra “sabedoria”, mas usa “lebh” que significa o coração
ou mente.(aos hebreus não há distinção entre coração e mente). R. B. Y. Scott comentou
que “obter sabedoria” literalmente significa “ganhar coração”.

O primatologista holandês Frans de Waal disse que é erro julgar que a moralidade é
um produto da religião e cultura. Ela tem raízes em nossa psicologia, similar à dos
primatas em geral. Os traços exclusivamente humanos também se encontram nos outros
primatas (Revista de VEJA, edição 2022-ano 40-n. 33; 22 de agosto de 2007).

Se o homem se refugiar em Deus o homem vira quase a um anjo, mas se abandonar


a Deus se parece que o homem se torna a um diabo por causa das suas crueldades de
assassinato maciço, e barbaridades de genocídio que não há tais coisas no reino dos
animais. Sim, concordamos com os primatologistas, que o homem não passa dos animais
com uma condição de um fato de deixar conhecer a Deus e os bens e os males.

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Se parece que o homem domina a natureza, mas quase é impossível controlar a si
mesmo. A tecnologia é também neutral moralmente, mas o homem usa-la não só para o
bem; é sim positivamente para o mal por mau intencionalidade. O homem não é de instinto,
sim, de vontade. Deus deseja que o homem troca a sua vontade por vontade de Deus.

No final, por revelação divina, o homem vive pela fé e esperança e amor. E, pela
palavra secular, o homem é racional e moral.

8. VALIDADE DE MORALIDADE.

Será que vale a pena de guardar ética: não mentindo, não furtando, e não enganado?

Os fenomenistas que reduzem todas os fenômenos em realidades pretendem


explorar e analisar a fenômeno moral como fenômeno real; a vida ética é uma feição
característica do homem. Então, para os fenomenistas este assunto de validade de ética
seria o de validade de fenômenos éticas. Eles consideram que as percepções de “paz”,
“terror”, “reverencia” e “admiração” são basicamente normais e realidades no mundo de
vivencia do homem; pois, as percepções aparecem na consciência ou em mente. Mas, a
ponto de vista dele não poderia escapar de ser sociológica e relativa inevitavelmente, pois
descreve só o que existem, ou acontecem, e não prescreve o dever, nem orienta pessoa na
decisão moral. Então, haveria vários princípios e interpretações morais incompatíveis no
mesmo tempo depende de situações. Portanto, o ponto de vista de relativismo ética é falso
por falta de coerência entre interpretações.

O lógica positivista e o lingüística analista não consideram a ética como um


irreduzível área de estudo, pretendem reduzir a ética à lógica ou a um código. Os
behavioristas pretendem explicar nossas atividades nada mais por estímulos no celebro ou
por uma reação química atômica. Por isso, eles pensam que podem criar um estado de
sentimento de delírio por uma injeção na veia. Eles tentaram achar o espírito ou alma por
dissecação do corpo, mas se tornaram a ser materialistas. Eles de propósito não
consideram a total realidade, negando a Deus intencionalmente. Os seus pensamentos são
inconsistentes com a realidade, por isso são incompatíveis com ética cristã.

Será que um robô ou um computador sofisticado pode resolver os problemas do


mundo especialmente na área de ética, decifrando a enigma da vida moral, como pensam os
lógicas positivistas? Será que podem criar o coração do homem? Será que um robô pode
sentir delírio ou tristeza pela realização de um ato moral? Será que posse morrer um robô
por causa do dever, ou por amor?

É duvidoso que se o homem precisa tomar drogas ou bebidas para conseguir um


estado de euforia ou tranqüilidade ou sentir êxtase ou temor como uma presença de um
divino, ou por mão invisível de julgamento: tampouco a possibilidade de fabricação de um
moral robô por cientista, que entende o que é moral e o amor.

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Nós temos a regra moral na consciência de cada um e na sociedade um código de
ética. Se nós não admitimos este fato moral, considerando que cada um pode fazer
simplesmente como quiser sem considerar a sua influência imensa, isso significaria que nós
negamos a validade de vida ética e negligenciamos os seus resultados, pois um ato traz
correspondente efeito. A validade de moralidade está em suas conseqüências: não
podemos isolar o princípio da sua conseqüência: deve considerar junto, causa e efeito, o fim
e meio, mas é impossível calcular e prever exatamente o seu efeito de um ato moral. Seria
impossível confirmar a validade de ética como é impossível comprovar a existência de
Deus. Isso não significa negar a existência de Deus: Ele está por aí com certeza como
cremos, mas nos não podemos mostrar Sua presença por evidencias claras como os
incrédulos exigem. Como nós vemos as obras de Deus na historia humana em que Deus se
age, podemos confirmar a validade de ética por seus resultados através da longa historia
humana, ou na historia particular. Podemos dizer como cremos nas Palavras de Deus, que a
história humana é a história de julgamento de Deus por obras do homem, e também a
história de obra redentora de Deus. As obras do homem, isto é, as decisões éticas trazem
sem exceção as conseqüências muitas sérias sejam boas sejam más para a si mesmo e a
outros homens na sociedade, e não só no presente, mas também nas gerações vindouras,
alias, eternamente. Como os conseqüêncialistas pensam, nós não podemos tomar uma
atitude moral por calculo de resultado com precisão; isso não significaria que negamos a
validade de moral ou o cristão não pondera as conseqüências, mas nós cremos que é vale a
pena guardar os mandamentos de Deus: precisamos obedecer e guardar os mandamentos de
Deus por fé, confiando nas palavras de Deus, não por calculo exato do resultado. Segundo a
teoria de conseqüêncialismo, nós podemos fazer longas listas de medidas possíveis, mas a
teoria mesmo não nos indica qual caminho é certo; não mostra a direção obrigatória. O
homem perdido precisa obter a direção concreta: precisa ouvir que este é único e certo
caminho: não é oferta de varias opções dos caminhos com probabilidades: muitas vezes,
muitas probabilidades mais complicam as situações. A seguir Jesus Cristo não é uma opção
ou uma das muitas probabilidades? Assim, se abandonamos a Deus, o fundamento de tudo,
nós andaremos sem certeza; por isso os incrédulos andam com probabilidades por
imaginação na sua mente própria, muitas vezes sem fundamento.
Foi Deus que comprovou na historia humana o seu designo para conosco, isto é, a
validade de moral; e Ele mesmo será quem justifica as nossas obras feitas nEle; é Ele
mesmo que garantiu a validade de vida justa, certa, boa, e ética. Assim, é impossível
manter a vida ética sem fé e sem Deus!!! O justo viverá sempre pela fé como a Palavra de
Deus se declara. O conseqüêncialismo é inaplicável na pratica.

Alguns alegam que a teoria que dá dor é implausível: uma decisão moral que traz
sofrimento é impraticável. Mas, o nosso Senhor Jesus Cristo nos deixou o exemplo
contrário ao contemporâneo paradoxalmente; Ele sacrificou a Sua vida por o bem-estar da
humanidade. A uma decisão ética deve considerar não só o seu próprio beneficia, mas
também o de outros. O ensino de Jesus Cristo para conosco é paradoxo: quem pretende
guardar a sua vida perdera-la, mas quem perde por reino de Deus, achara-la. Essa atitude é
a vida cristã e ideal, e ética cristã.

Se nós reduzimos totalmente nossos conhecimentos e realidades ao empírico, a


nossa civilização seria bem diferente da alcançada até hoje, pois nós cremos em vida além
da morte; e realizamos e demonstramos esta esperança de vida eterna já aqui, agora. Como

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o apostolo Paulo falou que se a nossa esperança em Cristo se limitasse apenas a esta vida,
somos os mais infelizes de todos os homens (I Co. 15:19). Se não acredita no julgamento
depois da morte, quer dizer, na validade de vida moral vai acontecer como aconteceu com o
rico em cuja casa o mendigo Lazaro se alimentava de migalhas. Ele reconheceu a
veracidade de julgamento de Deus depois da sua morte: era tarde demais para retornar.

As características de pessoa percebidas pela consciência são validas e realidades;


por exemplo, amor, bondade, paciência, etc. são irreduzíveis qualidades (propriedades,
características), e imprescindíveis na formação de personalidade com toda dignidade.

O ensino bíblico da vida cristã em Jesus Cristo é consistente e harmonia com vida
real: por isso, dá alegria e paz ao homem praticante. A mesma palavra de Deus é
repugnante ao homem perverso que não tem sossego: por isso, o ímpio tropeça na palavra
de Deus. A explicação divina acerca a nossa vida é predicante e praticável para a vida real
como a boa teoria cientifica interpreta bem a realidade por certa maneira.

Deus garantiu a validade de vida moral: quem plantou feijão, colherá feijão, não,
milho: quem planta muito, recolherá muito em abundancia; quem planta injustiça, colherá
injustiça da injustiça: quem planta justiça; receberá glória e honra.

9. PROPRIEDADE E DOMÍNIMO.

Toda nossa atividade seja em conduta, seja em palavra (linguagem), ou seja, em


pensamento, tudo pode ser ética, quer dizer, a questão de ética. A toda nossa vida em
essência pode ser religiosa e ética, porque não pode separar religião e ética. Não existe
uma área onde não há domínio do Senhor, não há uma zona onde não é considerada a
questão de ética conforme mandamento do Senhor: amai ao seu Deus e a seu próximo. Por
exemplo, atividades de um médico tais como atender e diagnosticar um paciente podem ser
de éticas, pois, não são meramente processos físicos como tratar uma maquina. É relação
entre pessoas, por isso, podem cair nas questões de ética. Um paciente se alimentar por si
mesmo, também pode ser ética, porque se alimentar não significa simplesmente meter
comida na boca e encher a barriga; é questão de finalidade ética de comer e beber: para quê
comer e beber. Como Paulo nos exortou que faça todo para glória de Deus, seja no comer,
seja beber, seja qualquer coisas todo para Deus (I Co. 10:31). Todas nossas obras em
qualquer área devem ser éticas e religiosas

Immanuel Kant considerou os valores morais como a única e universalmente


identificável propriedade. Por exemplo, o sentido de palavra “bom” ou “beleza”, que
percebemos no mundo, não refere às naturais propriedades, por exemplo, a propriedade de
cor, dureza, etc. como em física realidade. Assim, o homem tem capacidade de abstrair os
conceitos das propriedades das coisas, por exemplo; a propriedade de certo e errado; justiça
e injustiça. Para cientista ou materialista, não há alguma propriedade de coisa boa ou ruim
fora da realidade física; pois eles não são artistas que buscam a beleza visual: se aquele
cientista não for moralista nem cogitaria com a questão moral acerca às suas atividades de

70
pesquisa. Mas existem as propriedades que ficam fora das materiais, as quais são expressas
simplesmente através das coisas materiais.

Por outro exemplo, “Onde poderia colocar porta em casa, e que tamanho?” Será que
essa questão pode ser de ética?. Não é de questão técnica ou de estética arquitetural? Sim,
é opcional, depende de gosto pessoal, não podemos obrigar a alguém imperativamente,
como mandamento, mas na convivência com outros possa consultar opinião de
companheiro. Outro exemplo, tomar refeição com garfo ou com palito, ou com mão pode
ser questão de costume, se parece que não é de ética. Eu tenho plena liberdade de escolher
qualquer estilo de moda de roupa; tomar refeição com mão ou com garfo, mas respeitando
costume de outro posso identificar com outro, eu posso deixar o meu costume: assim,
simples uma decisão pode ser a questão de ética.

Nas áreas de aplicações de éticas, por exemplo, ética nos serviços (trabalho,
profissão, comercio), ética legal, ética medical, ética nas artes, ética nas literaturas, ética
cientifica na área física e sociológica, etc. mostram que a questão ética atinge em todas
áreas na vida humana e em todas disciplinas cientificas: e que a ética orienta todos ramos
da vida. Se parece que não há nem um ato singular de decisão sem consideração de moral.
O domínio de ética atinge em todas áreas. Em qualquer proposta, o homem deve
questionar que se seja certo ou errado o seu propósito e os meios. Seria impossível a
chegar a uma decisão satisfatória sem consideração ética.

Especialmente, na área de estéticas, as suas artes também devem ser julgadas por
moralidade. Mas, os artistas dizem que a arte tem a própria regra e não se preocupa com a
questão de sua influência e de moralidade, alegando que a arte é para a própria arte, e que a
arte não tem nada a ver com moralidade: o valor de arte é diferente do valor de moralidade.
É claro que a ética não ensina a técnica de pintar, esculpir, ou escrever ou filmar. Os
artistas ou escritores devem considerar aspectos morais do seu produto, pois todas nossas
atividades têm propósito e influências na vida particular e na sociedade e na cultura.
Alguns diferenciam a inteligência ética de a inteligência cientifica, sensibilidade,
imaginação, etc: mas, é necessário possuir muita inteligência e conhecimento para tomar a
melhor decisão moral. Alguns também alegam que a afirmação de não haver motivo senão
prazer não é a questão de ética, mas é a de psicológica: mas todas nossas atividades feitas
conforme a nossa inclinação ou vontade não serão justificadas; devem ser examinadas por
norma de ética antecipadamente; para quê? Por mínimo, não deve fazer o mal para
ninguém; e por máximo, deve promover positivamente o bem para todo mundo.

Se parece que é diferente a percepção de verdade moral como nós percebemos


coisas visíveis que estão frente de nós. Nós estamos conscientes das coisas morais, mas
não sentimos-la, como sentimos fome. As atividades de cuidar bem do corpo são bem
diferentes das atividades feitas com corpo: a cuidar corpo é a cuidar do meio como uma
maquina e instrumento; as atividades morais são as manifestações de propósito do corpo:
nós não podemos confundir entre elas: ninguém vive para comer e beber; sim comemos e
bebemos para outra finalidade. A questão ética trata a questão de propósito da existência do
homem; para que eu como e bebo, por exemplo. Os políticos debatem com vigor no
congresso; na verdade, todas as debates são de questões éticas: o que devemos fazer para
povo, para nação? O que vai dar certo? Se eles não considerar bem eticamente a questão

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de um projeto, eles estão tomando a decisão péssima para o povo por falsa ideologia ou por
uma conveniência temporal.

Todos usos de tempos, dos bens, das energias, corpo, língua, pensamentos,
condutas, trabalhos, divertimentos, etc. devem ser averiguados por exame moral. A moral
atinge em todas as áreas da vida. É não concebível que existe uma área onde a ética não
atinge sejam nas ciências, nos políticos, e nas artes. As mãos de Deus, que guia os seus
povos, estão em todos cantos da terra e perscruta sobre toda terra os seus olhos.

10. HIERARQUIA E MORALIDADE.

Muitos aceitam o ensino de hierarquia de leis morais. Se houver a conflito entre


duas leis, o dever de obedecer ao mais alto isenta pessoa do dever ao inferior. Seria como o
seguinte: o dever ao Deus se procede ao dever ao seu semelhante, e o dever ao homem
antecede ao dever aos bens.

Nós enfrentamos o dilema moral, por exemplo, Corrie tem Boon foi moralmente
justificado por mentir ao Nazis respeito da sua família escondida. Porquê, a proteger vida
é o mais alto valor moral do que a falar a verdade ao assassino (Norman Geisler-Christian
Éthics, Baker Book House, 1981). Isto levanta a questão de chamado de “o princípio de mal
menor”. Contudo, não devemos assumir que somos justificados por fazer o mal menor.
Neste caso, devemos considerar a veracidade do fato: Corrie tem Boon deveria dizer
assim: “sim, eu sei, mas não posso falar”. Na verdade, sob risco da vida ninguém tem
possivelmente coragem de falar da verdade. Nós vivendo no mundo perverso, e na
condição de fragilidade do homem: falta de coragem: nós temos dificuldade de
enfrentarmos este tipo de tentação. Nós lamentamos por pecaminosidade do mundo, e
ficamos tristes com nossa condição humana de fragilidade. Por estas duas causas, a
pecaminosidade do mundo que nós lamentamos e a condição humana de fragilidade com
que entristecemos, se induziram milhares conflitos nas decisões morais cotidianos.

A ordem de sacrificar Isaque, filho de Abraão seria outro exemplo: entre dois
mandamentos: um de não mataras, e outro de sacrificar seu filho ao Deus (Gn. Cap. 22)
O ensino de Jesus Cristo é bem claro que quem ama seu pai ou sua mãe mais do que
a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno
de mim (Mt. 10:37, Lc. 14:26). A preocupação por reino de Deus é precedente do que por
família.

Os fariseus buscavam conformidade exterior a relação da lei, e negligenciaram os


preceitos mais importantes; justiça (retidão), misericórdia, e fé: por causa disso os fariseus
consideraram que os discípulos de Jesus estavam violando ao mandamento de Deus (Mt.
12:1-4). O preceito de misericórdia tem maior força do que um mandamento sobre
estipulações do sábado.

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Os fariseus trazendo dizimo minuciosamente calculado por interesse próprio
negligenciou a cuidar dos seus pais (Mt. 15:3-6). Eles negligenciaram o mandamento mais
importante de cuidar família por interesse individual.

O jovem rico, na escolha entre a vida eterna e riqueza, preferiu a ficar com riqueza a
vida eterna (Mt. 19:16-22): ele se confundiu o valor mais importante na sua vida.

Os fariseus iram apedrejar a mulher adultera conforme a lei de Moises, mas Jesus
Cristo perdoou lha do que condena-la (João 8:1-11). O principio de perdoar (amar) é mais
alto do que mandato de condenar. A justiça de amor é maior do que a justiça legal.

Nós encontramos outro conflito que quando fala da verdade se causaria a caluniar as
pessoas; por exemplo, um policia que descobriu que o seu filho era o ladrão mais
procurado. Um policia é responsável por sua própria vida, por família, por sociedade, e
ainda diante de Deus.

Este conceito de hierarquia das leis se corresponderia com a ordem de valores ou de


prioridade.

Há varias formas da lei com hierarquia de poder ou de vigor na nossa sociedade, na


qual a inferior lei não pode violar a superior; a lei constitucional de união (federal),
estadual, decreto, provisória; preceitos, mandamentos, estatutos, julgamentos (juízo), etc.

Na Bíblia, achamos princípios (preceitos), mandamentos, e julgamentos (juízos).


Por exemplo: “amar a Deus” é principio: “trazer oferta” é mandamento: “oferecer o
dizimo” é estatuto. “Eu ofereço até dizimo de horta” é juízo. Outro exemplo: “amai a
Deus” é preceito: “guarda sábado ou domingo” é mandamento: “não trabalhe no sábado” é
julgamento. Pode haver varias maneiras para expressar o amor para com Deus, trazendo
ofertas, guardando sábados, ministrando as palavras, fazendo boas obras, etc. Quando trazer
ofertas também pode haver varias opções: alguns trazer menos dizimo, outros dizimo, ainda
outros mais do que dízimos. Os preceitos e princípios não se mudam. Os outros se
mudam depende tempo (velho e novo) e lugares.
Embora sendo mesmo povo de Deus e tendo mesmo principio, pode surgir conflito
entre povo de Deus por causa de diferença de observação e aplicação dos mandamentos e
estatutos e juízos.

Os sacerdotes e profetas de Israel reclamaram por maneira de ensino de Deus em Is.


28:9, 10: A quem se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender o que se
ouviu? Acaso, aos desmamados e aos que foram afastados dos seios maternos? Porque é
preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um
pouco aqui, um pouco ali.

Deus repreendeu duramente ao povo israelita por causa de má disposição de


aprender as palavras de Deus: Assim, a palavra do Senhor lhes será preceito sobre preceito,
preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco
ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem, se enlacem, e sejam presos, em Is.
28:13.

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O profeta Isaias nos advertiu que se aprendêssemos só um preceito ou regra, e
negligenciando outro preceito e regra, se tropeçarão.

Na decisão moral, enfrentamos varias possibilidades de níveis de escolha. Por isso,


a vida moral é uma arte da vida em que cria obra excelente ou moderada e medíocre, beleza
e nobre ou vileza, louvável ou repreensível, amável ou detestável, respeitável e honra ou
vergonhoso, justa ou injusta, verdadeira ou falsa, perfeito ou imperfeito, etc. O voto
especial de nazareu de consagrar para o Senhor é voluntário; não é obrigatório (Nm. Cap.
6). Jesus Cristo ensinou em João 15:13: ninguém tem maior amor do que este: de dar
alguém a própria vida em favor dos seus amigos: mas na realidade é difícil morrermos por
nosso amigo, quer dizer, é difícil exercer o melhor bem excelente; e nós escolhemos outras
alternativas, o menor bem, geralmente.

Nós devemos discernir as leis, normas, preceitos mais relevantes.


A ética cristã não é uma espécie de ecletismo que retiram de cada lado o que lhe
parece melhor.
Será que existe a graduação em pecados pela sua gravidade e pela sua importância?
É inegável que a Bíblia distinguir entre pecados pelo seu tamanho. Por exemplo,
Jesus disse ao Pilatos que quem me entregou a ti maior pecado tem (João 19:11). Jesus
Cristo disse em parábola do servo vigilante que aquele que conheceu a vontade de seu
senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites.
Porém, aquele que não soube a vontade do seu senhor e fez cousas dignas de reprovação
levará poucos açoites (Lc. 12:47, 48). Existe o pecado para morte e não para morte (I João
5:16, 17).

11. DIMENSÃO METAFÍSICA E ESPIRITUAL EM MORALIDADE.

Deus, amor, beleza, ira, desejo, alegria, e outras intangíveis coisas são reais porque
elas são percebidas por nossa consciência. Nós não aceitamos a afirmação de que as
nossas sensações são os únicos meios de conhecer e experimentar as coisas. A natureza de
metafísica é mundo conceptual, o mundo de idéias, que nos possibilita entender as variadas
experiências do homem. Deus, criando homem segundo a sua imagem, transmitiu também
os conceitos ou noções da sua vontade e da natureza divina; amor, pecado, santidade, bem,
mal, beleza, feio, etc. Todas estas coisas são totalmente não reduzíveis em códigos ou em
palavras; muitas são inefáveis, quer dizer, é quase impossível a definir estes conceitos por
uma palavra; é por varias maneiras nós aprendemos estes conceitos; por parábolas,
metáforas, exemplos, experiências, etc. Mas, o homem compreende conceitos abstratos que
fica alem de existência material.

A epistemologia do secular humanismo tem tendência de limitar a indagação à


descrição fenomenal das causas observáveis e abandonar a área d metafísica.
Intimidados pela alegação de Kant, da qual é incapaz de conhecer a realidade em
qualquer coisa, muitos cientistas se hesitam de falar da natureza do homem, e se preferem a
dizer o que o homem se faz. Por exemplo, na área de psicologia que se começou por ser

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ciência de alma e coração e mente, está se terminando por ser ciência de comportamento
humano, pois a psicologia abandonou a alma e mente e coração. A Igreja está seguindo o
mesmo caminho de não-metafisico, de material, sensual, carnal; mas essa tendência não é
novidade; já há muito tempo houve na historia da igreja como a Igreja de Gálatas que se
começou no Espírito, estava terminando na carne (Gl. 3:3).

O conteúdo da nossa fé é a coisa invisível e o mundo espiritual.


Por graça de revelação de Deus, nós podemos descobrir em parte da verdade a
respeito de não somente o que Ele se faz, mas também quem Ele é. Também podemos
conhecer algumas verdades sobre humanidade que faz significantes relações com Deus e
com seus semelhantes.

Na aplicação dos conceitos e na pratica dos princípios, nós precisamos muito


conhecimento e sabedoria e orientação e força do Espírito Santo.

A ética cristã pertence ao sistema de teoria; e é um sistema de conceitos metafísicas


e espirituais. O problema moral do homem é o problema do pecado que está fora do alcance
física do homem.

12. DIMENSÃO ESTÉTICA E MORALIDADE.

“Desde Sião, excelência de formosura, resplandece Deus” Sl. 50:2.


“Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e
bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou perolas, ou vestuário dispendioso,
porem com boas obras” I Tm. 2:9, 10.
“Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de
ouro, aparato de vestuário; seja o homem (mulher) interior do coração, unido ao
incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus”
I Pe. 3:3, 4.

O atributo pessoal mais valorizado em nossa cultura é a aparência física do que


beleza interior. Gastamos dinheiros por roupas, cosméticos, e em cirurgia plástica, e
aprendemos gestos elegantes e atraentes, e fazemos malhações físicas do que exercício de
piedade.
A vida moral, isto é, vida de santidade, tem qualidade estética. A beleza da alma é
mais importante, que Deus perscruta o coração da gente. Os cristãos devem ter a idéia
(conceito, conhecimento) de beleza moral e espiritual.

O homem tem as varias palavras que expressam as experiências, por exemplo,


religião, moral e estética (beleza). Estas três experiências podem ficar unificadas, não
separadas.
A nossa vida normal de relacionamentos com Deus e com próximo pode ser
expressa por varias palavras tais como harmoniosa, amável, desejável, saudável, boa, pura,

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verdadeira, perfeita, e bonita, etc. A palavra “Beleza de Santidade de Deus” tem exatamente
o sentido de beleza moral, perfeita justiça, completa graça, puro amor, excelência de bom,
não feia, não torcida, não poluída, nem corrompida, etc.

13. PROPÓSITO DA MORALIDADE.

A reposta a pergunta de “como devemos viver?” é viver a vida ética. Agora, outra
subordinada pergunta é esta: Para que servi a vida moral? : a sua finalidade de vida ética.

Alguns dizem que o propósito da vida ética é à busca de felicidade ou interesse


pessoal.

Augustino alegou que ética é a buscar o supremo bem, isto é, Deus que dá felicidade
que todos homens buscam. Ele clamou que o caminho para conseguir essa felicidade é a
amar os objetos certos, que são dignos de nosso amor, e em maneira correta.

Nós cremos que é só em Deus que o ser humano possam achar supremo e
permanente felicidade. Deus deu propósito da vida, e a nossa vida será realizada em plena
comunhão com Deus, quer dizer, amando a Deus.

Os filósofos gregos consideraram que o viver bem ou felicidade é o nosso ultimo


objetivo; todo mundo visa a ser feliz. Eles também alegaram que a felicidade não está em
circunstancia prospera em que estamos, ou nas riquezas fortunas. Mas, aquela vida virtuosa
que nós cultivamos é a vida de digna de imitação e admiração, pela qual podemos viver a
vida racional. Quer dizer, os filósofos gregos pensaram que a pessoa tem que adquirir
virtudes para serem felizes. Eles pensaram que as virtudes, ou caráter, ou moralidade é
instrumental meio para ser feliz. Eles não consideraram que a ética tem o propósito em si,
como pensou Kant.

Mas, o homem vive no mundo onde não há conexão ou harmonia entre felicidade e
moralidade (virtude); quer dizer, a felicidade não proporciona com nossa moralidade ou
virtudes como muitos pensam. Podemos achar este estado ideal só em Deus.

Em Ef. 1:4 disse; assim como nos escolheu, nEle, antes da fundação do mundo, para
sermos santos e irrepreensíveis perante Ele.
Em Tt. 2:14 disse que o nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus a si mesmo se
deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo
exclusivamente seu, zeloso de boas obras.

A vida perdoada e purificada, santificada, restaurada em Jesus Cristo é pré-requisito


para ter comunhão com Deus, o Santo e para felicidade como a subseqüência.

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Propósito da Vida.

Como é que devemos viver? Para que vivemos?

Devemos almejar felicidade, conhecimento, boa caráter (personalidade), ou criação


de arte (beleza estética)? Se escolhamos felicidade, será para próprio ou para todo mundo?
E o que é a felicidade? E, será que há ainda a melhor felicidade e a ultima felicidade?

O homem procura ultimo e permanente propósito da vida, porque o propósito da


vida nos dá senso de significado da vida. Quando tem propósito da vida, considera vida
digna de viver.

Alguns cientistas crêem que o propósito (alvo) do homem é reproduzir-se e dominar


a terra.
Alguns alegam que prazer pessoal ou felicidade é a finalidade primária da vida.
Alguns artistas ou trabalhadores dedicam no trabalho ou nas artes; o trabalho é o
fim da sua vida: os esportistas dedicam em desenvolvimento da máxima capacidade física
por sua finalidade da vida.
Alguns buscam o bem-estar ou a paz no interior.
Os religiosos buscam a razão da vida e felicidade espiritual em religiões.
Hinduismo considera a vida como um “jogo” ou “teatro” da qual todos se
participam, mas sem propósito: os jogadores participam do jogo só para divertir e para
passar tempo, nada mais.
Os ateístas não acharão finalidade da vida porque a natureza não proclama e nem
ensina-la: nem ela a conte. O homem mesmo deve buscar ou cria-la; mas ainda que
tivesse-la, se acaba com a sua morte. Para os ateístas não terão sentido significativo na
vida; como salmista contou que a vida é vaidade e fútil; e não precisa incomodar-se com
vida ética; para que não mentir, roubar, e adulterar? Por futilidade da vida eufórica,
finalmente cairão no desespero e no niilismo; e mergulharão em mundo de ignorância onde
ninguém pensar nem refletir na vida com sinceridade: para que vivemos? Por isso, alguns
optam a acabar logo com a sua vida preciosa.

O homem é um das criaturas de Deus, não auto-existente como Deus; é impossível


ter ou inventar um propósito por si e em si; nem pode busca-lo no mundo porque o mundo
se passa; é sim só em Deus eterno, em Criador de tudo; em propósito de Deus que colocou
diante de nós.

Na confissão de Westminster, achamos a pergunta e reposta como seguinte: qual é o


propósito do homem? : é glorificar a Deus e gozar nEle para sempre.

Em Cl. 1:16 está escrito: Tudo foi criado por meio dEle (Cristo Jesus) e para Ele.
Em Rm. 11:36: dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas cousas. A Ele a glória
eternamente.
Em I Co. 10:31 está escrito: quer comais, quer bebais ou façais outra cousa
qualquer, fazei tudo para gloria de Deus.

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Em I Co. 5:9 está escrito; é por isso que também nos esforçamos, que quer presente,
quer ausentes, para lhe sermos agradáveis.
Em I Co. 5: 15 também: e Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivem
mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.

Sim, somos criados para glória de Deus como outras criaturas. Esse versículo não é
suficiente para explicar o propósito do homem, porque o homem é diferenciado das outras
criaturas por possessão de imagem de Deus. Porque, ainda, até os inimigos de Cristo
glorificarão a Deus. Deus disse ao rei de Egito que eu ti constituí para minha glória,
divulgando meu nome através de ti. Em I João 1:2, 3, o apostolo disse que a manifestação
da Vida e a pregação é para que nós mantermos comunhão com Deus Pai e com seu Filho,
Jesus Cristo e também com irmãos.

Este conceito de comunhão exege uma pré-condição, isto é, um ser semelhante a


Ele, pessoa para que o seu filho como herdeiro possa ter a comunhão com Ele, com seu
próximo, e com natureza.
O propósito do homem é a finalidade de criação de Deus para o homem. A criação
de homem segundo imagem de Deus é essencial na existência do homem.

A palavra “comunhão” é sinônima de palavra “Amar”. Quando o homem cumprir


este propósito divino de amar a Deus, a seu próximo e a todas as criaturas pode cumprir o
seu papel, e conseqüentemente sentirá feliz. A Bíblia nos mostra essa comunhão intima
como relacionamento entre o pai e seus filhos ou entre noivo e noiva, os quais amam entre
si. A razão da existência e o seu destino do homem está neste propósito divino, comunhão,
isto é, relacionamento baseado no amor.

A historia de criação no livro de Gênesis não nos informa a estrutura ou


componentes do homem, mas um status do homem pelo qual haja comunhão e
relacionamento entre Deus e homem: Deus ofereceu ao homem o status de ser filho e
herdeiro de Deus. Só ele participa na glória de Deus e na comunhão com Deus na medida
plenitude.

O significado do pecado tem a noção de desviar do alvo designado, e não alcançou o


fim. Se nós falhamos de atingir o marca que Deus propôs diante de nós, nós pecamos
contra Deus que determinou aquilo. O marca que nós não atingimos é o amor perfeito. Se
nós falhamos em amar nosso próximo pecamos contra Deus.

Em I João 4:12 disse que se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o
seu amor é, em nós, aperfeiçoado. Se nós amemos uns aos outros, o propósito de Deus para
conosco é realizado. Assim, nós podemos achar o propósito da vida em seus mandamentos:
amai a Deus e próximo. A amar a Deus e próximo é propósito da nossa vida.
Se considerarmos que a glorificar a Deus é o propósito do homem, a amar a Deus
seria o seu meio pelo qual glorificar a Deus. Se considerarmos que a amar a Deus é
propósito da vida, a glorificar a Deus seria o resultado de amor por Deus.

Jesus Cristo nos deu a parábola de um jovem rico em Mt. 19:16-22; Mc. 10:17-22;
Lc. 18:18-23: Jesus ofereceu lhe a melhor opção da vida, a comunhão com Ele.

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Jesus disse em Mt. 16: 26; pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro
e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma? O propósito do homem
não é ganhar o mundo, nem outra coisa fora de comunhão com Deus e com próximo.

Se os incrédulos e os desobedientes também glorificam a Deus por suas obras


desagradáveis, será que nós podemos escolher fazer o mal para gloria de Deus?

Bíblia nos revela que nós somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas
obras (Ef. 2:10): para tornar-se o padrão de boas obras (Tt, 2:7): para zeloso de boas obras
(Tt. 2:14): para estar pronto para toda boa obra (Tt. 3:1): para serem solícitos na pratica de
boas obras (Tt. 3:8): seja sempre abundantes na obra do Senhor (ICo. 15:58).

Amando a Deus e próximo, mantemos comunhão com Ele e com próximo,


glorificaremos a Deus e seremos felizes como subproduto de amor (Mt. 5:3-11). Fazendo
boas obras, glorificaremos a Deus (Mt. 5:16, João 15:8): a vida moral glorifica a Deus.

O Senhor Deus disse a Jonas em Jn. 4:11: não hei de eu ter compaixão da grande
cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir
entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais? Deus tem compaixão das
pessoas que não conhecem Lhe e não tem comunhão com Ele.
A mulher, Gomer, de Oséias atribuiu aos falsos deuses tudo que tinha em lugar de
Deus: ela preferiu manter comunhão com diabo a com Deus.

Nós somos criados para amar, servir, e manter comunhão com Deus e com próximo.

Significado da Vida.

O significado da vida é uma das fundamentais discussões da existência humana em


que constam tais assuntos: a origem da vida; a natureza da vida; o valor da vida; o
propósito da vida; o sentido da vida. O homem busca a entender a realidade e busca a
razão da vida.
O homem queria saber algo que está detrás das coisas, não fico satisfeito
simplesmente com fenômenos. Ele não fica satisfeito em explicação da vida por a ficção
ou por imaginação, procura o sentido da vida que se consola. Estas grandes questões
enigmáticas se manifestam em todas atividades do homem; em artes, literaturas, músicas,
religiões, culturais, costumes pessoais, em gestos simples cotidianas. É verdade que as
maiorias não importam com verdade, mas buscam sós consolações contemporâneas. São
muitos os que entram por caminho espaçoso, seguindo a multidões (Mt. 7:13). Muitos
repudiaram a verdade e a entrar por porta estreita. Muitos supõem o valor (intrínseco), e
outorgam-lo em algumas coisas; e dedicam nelas.

Os cientistas, os filósofos, os sábios religiosos apresentaram vários rivais e não-


satisfatórios e incompletas, e até enganosas respostas e argumentos: nós não trataremos
todos argumentos deles neste livro, pois, nós achamos e cremos que a sugestão revelada por

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Deus através de Jesus Cristo e testemunhada por profetas e apóstolos e também confirmada
por história humana e por consciência do homem é o melhor e a verdade. Jesus disse em
João 14:6: “Eu sou o Caminho e a Verdade e Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.
É nas Palavras de Deus que nós podemos achar todas as respostas autenticas a respeito das
grandes enigmas e ultimas perguntas, o significado da vida. Todas as outras apresentações
são baseadas em racionalismo, e empirismo, e humanismo. A Bíblia disse que jamais
passou pela mente humana as coisas que Deus preparou desde eternidade para seus povos
em Cristo Jesus (I Co. 2:9). O Aposto Pedro disse em II Pe. 1:16: “Porque não vos demos
a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas
engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da Sua
majestade”.

O rei de Israel, Salomão experimentou e esquadrinhou se possíveis todas coisas para


saber o sentido da vida, o que é valioso, proveitoso na vida da gente, o que é loucura, e
estultícia e sabedoria, o que é alegria e felicidade, gozo na vida, o que é melhor durante os
poucos dias da sua vida, como um empirista: engrandecendo sabedoria e conhecimentos;
experimentou todos trabalhos; mergulhou em vinhos; empreendeu em grandes obras, as
casas, jardins, açudes, pomares, fazendas; plantou vinhas e árvores; comprou servos e
servas; criou bois e ovelhas; amontoou pratas e ouros e tesouros; provou de cantores e
cantares e de musicas; experimentou as delícias dos filhos dos homens, e mulheres e
mulheres; procurou as novidades. Ele disse em Ec. Cap. 1,2 que as coisas que ele
experimentou não tem sentido, que todas são vaidades, e que seria igual como corre atrás
de vento. Ele lamentou que todos são vaidade de vaidade, e que nenhum proveito havia
debaixo do sol, pois, se acabam logo. Ele lamentou como um niilista: mas a vida cristã não
é de niilismo.

Como cada pessoa é diferente de outro e cada um tem um valor diferente preferido.
Para alguns o namoro é importante: a namorar tem sentido: sente feliz na vida. Para
outros, trabalho, conhecimento, riquezas etc. Ainda para alguns a vida não tem nem um
sentido: eu me nasci; comer, beber, vestir; cresce-se; vá para escola; namora; casa-se; cria
filhos; envelhece-se; e morre. Portanto, um dito secular disse que seja bondoso se possível
para todo mundo; busca iguaria sem glutonaria e obesidade; procura alegria no serviço;
divertir pouco, agora; leia os bons livros; encaminha pouco; conversa com vizinho; faz
amizade; esforça viver em paz com outros, sejam de quaisquer raças e de crenças: porque a
vida não tem o significante sentido, crie com criatividade o sentido nestas vidas curtas,
contingentes. Um dito popular disse “o sentido da vida é viver sem pensar, porque
ninguém sabe”. Na verdade, muitos levam sua vida de maneira desorientada, artificial,
desnatual, disfarçada, e doentia.

Por isso, muitos pensam que o sentido da vida depende de a questão de escolha
individual por preferência.

Na verdade, não existe um homem sequer que se vive simplesmente sem propósito e
sentido da vida; todo mundo busca sentido da vida, e significado da vida. Quer dizer, o
homem não tem condições de viver só por pão. Se o homem não achasse um propósito e o
sentido da sua vida, enlouqueceria a sua alma e não teria sossego no seu coração; para que

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comer, beber: ainda, para que busca honestidade e humildade? Será que tem sentido “não
roubar” ou “não adulterar”? Será que tem sentido de ser crente?

Como está escrito em Dt. 8:3 e Mt. 4:4: Não só de pão viverá o homem, mas de
todas palavras que procede da boca de Deus. Em Mt. 6:25, a Palavra de Deus nos proíbe
que não ande ansioso pela vida quanto ao que devo comer, beber e vestir. Nós somos
criados não para comer, beber, ou vestir; ninguém vive para aquilo fim. O Senhor Jesus
Cristo nos recomenda que nós busquemos em primeiro lugar o reino (domínio, presença) de
Deus e a Sua justiça (sua obra maravilha). O rei Salomão nos aconselha também no mesmo
sentido como ensino de Jesus Cristo depois de esquadrinhar e experimentar todas vidas:
que nós devemos temer a Deus e guardar os seus mandamentos; porque isto é o dever de
todo homem (Ec. 12:13); é o propósito da vida o ter comunhão com Ele.

Quando tem o propósito da vida, a vida tem significado e a vida tem valor também.
Quando tem o propósito, a comer e beber tem o significado e o valor também. Onde há o
propósito, há atividades significantes e progressos, e também alegrias por realizações do
fim.

Infelizmente, o homem não tem condição de descobrir o propósito e significado da


vida para si, e por si mesmo, pois é criatura de Deus. É só Deus que pode conceder o
propósito da vida e a função do homem, e o valor do homem. Quando o homem cumprir o
seu propósito e empenhar bem no seu papel, isto é, comunhão com Deus e com próximo,
pode ter satisfação no serviço, alegria na vida, o sentido da sua existência como subproduto
da sua dedicação. Se o homem buscasse essas coisas fora de determinação de Deus, todas
são de falsa ideologia sem base fundamental; todas são vaidades.

Por a negação da verdade e a existência de Deus, para ateístas e relativistas, e


humanistas se desaparecem tudo; por exemplo, o propósito da vida, o sentido da vida, os
valores de todas suas atividades, autoridades, e as verdades; pois os fatos se aconteceram
simplesmente como os resultados de acidentes do universo, que não tem nada a ver com
significado. O homem não é mais teleomatico, sim pragmático. O homem não busca mais
a sua contribuição ao mundo, á sociedade, ao próximo, mas se interessa nele por utilidade
para si. O homem explora sós métodos de préstimo (serventia). O homem se tornou a ser
solipsista que pensa em que a única realidade do mundo é o eu. Só a realidade da sua
existência é absoluta. O resto tudo é relativo; todo depende de interpretação pessoal; não
há verdade; não há absoluto; não há autoridade; não há sentido; todo, relativo. Restam-se
para eles só caos, confusão, medo, e solidão. Porque para o perverso, não há paz.

14. PRATICABILIDADE E APLICABILIDADE.

Se a teoria não tem aplicabilidade na vida real, não teria nenhum valor de utilidade.
Ética pratica trata dos problemas morais em áreas tais como aborto, ambiental ética,
ética em serviço-trabalho, ética medica, guerra, ética legal, infanticídio, direito de animal

81
(status de animais), homossexualidade, pena de morte, guerra nuclear, eutanásia, racismo,
marginalidade e pobreza, solidariedade.
Sem atenção a problema real, todo ensino moral corre risco de ser sem fundamento
e razão de teoria e não haveria nenhuma vantagem: Para que labutamos para estabelecer
uma teoria por entendimento melhor da realidade? Se a vida moral não ligada com real e
com as experiências cotidianas, estamos percorrendo na imaginação fantasia.
Toda nossa experiência ética é indissoluvelmente ligada à nossa língua, ação, e à
alma.

A éticas, embora que a vida ética é fundamental na vida das pessoas, se tornou a ser
um dos cursos de estudo secular que investigar e descrever os fenômenos de moralidade
humana e busca a sua aplicação na pratica. E a busca de moralidade se tornou a ser
apenas um meio de melhorar a físicas estruturas na vida humana, por exemplo, ética
medicina, ética engenharia, ética bioquímica, ética ambiental, etc.

O seu significado e tratamento é sempre superficial e limitado, fragmentado, não


abrangente, não teológico. O seu entendimento dos fenômenos da vida moral sem Deus
não tem fundamento do entendimento moral, naturalmente o seu tratamento e seu sistema
serão frágeis sempre.

A tendência de entendimento do homem é analítica, secional, divergente; não


convergente, sintética, abrangente. Tem que ter coerência entre ética medicina e ética
ambiental, e entre outros.

O ensino bíblico sobre vida moral é compatível com nossa experiência; não
imaginário, pois a Bíblia nos revela a realidade da nossa vida, a necessidade da nossa alma.

15. INFLUÊNCIA E MORALIDADE.

“O que semeia a injustiça segará males” Pr. 22:8.

No mundo moral, existe a mesma regra de causa e efeito como na natureza: quem
semeia injustiça, da injustiça recolherá a injustiça; quem planta o feijão colherá o feijão,
não milho nem arroz. A palavra de Deus nos adverte, “não vos enganeis: de Deus não se
zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a
sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do
Espírito colherá vida eterna” em Gl. 6:7, 8. É a primeira regra universal no reino de Deus.

É interessante até os incrédulos têm essa consciência de regra de castigo e


recompensa durante da sua vida conforme a sua obra: quando o infortúnio cai sobre ele, ele
se lembra da suas maldades do passado, e fica remorso, e pensa que não deveria fazer
aquilo.

82
Será que alguém cumpre seu dever, ou tomar uma decisão sem considerar a sua
conseqüência na sua própria vida e na sociedade, e não somente no presente, mas também
no futuro e nas próximas gerações? É verdade que a moralidade de um ato depende das
conseqüências como ética teleológica disse. Quer dizer que as conseqüências influenciam
as nossas atitudes morais.

Todas as nossas decisões, as ações, até os pensamentos e nossas palavras trazem


suas conseqüências devidas. Assim, o homem tem essa consciência da regra, embora não
sabe exatamente o seu resultado. Não podemos pensar em uma causa sem seu resultado e
efeito: não podemos separar entre causa e efeito.

Se o homem tomar decisão ética por sua vontade arbitraria (livre), naturalmente o
homem é responsável pela sua escolha ética, pelos seus resultados.

Mas, é impossível ao homem a calcular exatamente suas influências destrutivas ou


construtivas das conseqüências seja do bem seja do mal, por extensões de espaços ou de
tempos. Precisamos reconhecer a sua imensidão do seu poder destrutivo do males que
atinge não só ao homem, sim, chega até ao céu; mas, também em todas naturezas, nas
ambientes. Precisa também lembrar que muitas vezes são incontroláveis e incalculáveis
para homem calcular as suas conseqüências: portanto, não é adequada a avaliar a validade
de uma ação certa ou errada só por conseqüência.

Deus determinou também na área moral que o homem deve tomar uma atitude pela
fé, temendo a Deus, o Juiz justo, não por conhecimento de resultado da sua ação. É pela
revelação através da sua palavra de Deus, que nós podemos ter conhecimento e contar as
conseqüências detalhes dos pecados ou crimes; mas é impossível calcular ou imaginar o
exato resultado, o seu tamanho e o seu tempo e a sua extensão de espaço.

Como a Bíblia disse que todo homem fica corajoso por demora de julgamento de
Deus; assim muitas vezes, são invisíveis as suas conseqüências dos pecados que
cometemos agora. Como é que podemos calcular seus resultados nas próximas gerações?
Sim, todo mundo crê que há conseqüências, mas não as quantidades exatas. Mas, nós
precisamos lembrar que até Jesus Cristo disse que vai pagar até o ultimo centavo (Mt.
5:26).

Será só pela fé em Deus, que nós podemos tomar decisão, não por conhecimentos
das conseqüências exatas calculadas por raciocínio como dissem os conseqüêncialistas.
Nós não tomamos decisão ética como os conseqüêncialistas e teleologistas éticas dizem.
Sim, consideramos as conseqüências, há também outras considerações nas decisões. As
conseqüências garantidas por nosso Deus são importantes na vida humana: pois quando
enfrentam o homem as tentações inevitáveis por sua natureza estrutural, as promessas de
Deus nos dão a coragem para enfrentar o mal e nos dá a consolação no sofrimento.

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos se não
desfalecermos” Gl. 6:9
.

83
Os ateleologistas consideraram que teleologista éticas são imorais, pois as virtudes
seriam de os meios para tirar algum lucro, exatamente a palavra de Deus critica que alguns
consideram que a piedade é a fonte de lucro. Os ateleologistas dizem que a excelência da
moralidade deve ser achada na mesma ação espontânea em si do que em astucioso calculo
da conseqüência.

Sim, nós concordamos que seria ideal se nós fazermos o bem, sem consideração do
resultado, só conforme a própria natureza original: mas, até chegar a transformação final e
completa, as promessas divinas de recompensas são importantes durante peregrinação na
terra.

Civilização e Status Moral de Cidadania.

“Sabe isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão
egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais,
ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis,
inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de
Deus, tem a forma de piedade, mas não tem poder (de sofrer por reino de Deus e a sua
justiça)” II Tm. 3:1-5.

Nós percorremos para o bem-estar de matéria por desenvolvimento cientifico e


tecnológico, mas negligenciamos a área de alma e de espírito. Os modernos como
materialista de comunismo se parecem a pensar que o produto de riquezas materiais vai
diminuir o problema de moral na sociedade. Se parece que a civilização é definida por
desenvolvimento econômico sem consideração de condição de moralidade do homem.

Ironicamente, a civilização, pelo contrario, se percorre para mais amoralidade, e se


aumenta os números pobres, marginalizados, as pessoas sem defensores.
Nós esquecemos de empobrecimento em espírito.

Todas atividades humanas viraram industrializadas, comercializadas, mecanizadas,


desumanizadas, codificadas, sem cognição, sem empático (apático). Não há mais espaço de
emoções de encontrar com seus semelhantes. Todos são competitivos e inimigos.

Na área de policiamento contra violência crescente, as pessoas buscam medidas


mais rápidas e técnicas e profissionais e desumanas sem consideração de realidade da
estrutura do homem.
Nós desejamos mais policias nas ruas e mais rápidas investigações por ordem de lei.
Nós sentimos mais seguros e mais civilizados se aperfeiçoarmos policiamentos,
investigações, sistema de penitenciários, e sistema de legislações.

Na área de educação, não há mais inter-relações pessoais entre professores e alunos:


existe só negocio de trocar ou comercialização de conhecimento através de computador:
não é mais formação de personalidade. O cidadão pode ser bem informado, mas não

84
cidadão de boa moralidade e de bom caráter. O relativismo na educação criou as confusões
de valores; causou mais vulgarismo e barbarismo.

A tendência moderna é cada vez mais dividir por menores se possível em todas
áreas da vida e na todas ciências. Não há mais convergência e unificação das ciências e
conhecimentos: todos são soltos e divididos: não há mais unidade em tudo, por exemplo,
entre Deus e homem; entre religião e ética; entre mente e corpo; entre religião e ciência;
entre homem e natureza; especialmente entre os homens; entre homem e mulher; entre
raças; entre membros da família etc. Muitas ciências mudam ou torcem a realidade, e
formam um estado artificial, baseado em hipóteses. Muitos pensam que a ciência é
incompatível com a religião. Um cientista especializado de uma área específica é
ignorante em outra área. Um médico que entende bem na sua área especializada pode ser
ignorante na área da vida emocional e espiritual do paciente.

Nós concordamos que precisamos tomar medidas necessárias se for possível no


tratamento dos males sociais, seja na área preventiva seja na área de reabilitação seja na
área de estrutura social seja na área de educação. Mas, também nós devemos lembrar que
as medidas tomadas não transformam as pessoas como Deus deseja a transformação radical
e completa. A nossa natureza humana não se evoluiu como mudamos nossas
circunstancias em que vivemos com desenvolvimento de ciência e tecnologia; fica mesmo
status em toda historia humana: este fato é grande tristeza da realidade.

Como a Bíblia disse que Deus Pai designou que todas coisas sejam convergem em
Cristo Jesus. Nós não podemos anular essa unidade e totalidade em Deus. Se nós
banimos a Deus da nossa vida, nós não poderemos entender este mundo, nem a nossa vida:
seria igual a um cego que pretende conhecer elefante por apalpar.

Podemos definir que a civilização humana é sempre a banir a Deus e construir uma
cidade sem Deus, cujo dono é agora o homem. A civilização humana se mudou de teísmo
a ateísmo.
Todos “ismos”, por exemplo, humanismo, iluminismo, existencialismo, relativismo,
evolucionismo, naturalismo, etc são teorias que pretenderam banir Deus da vida humana;
são rebeliões contra Deus.
Sob teísmo, o homem ficou sob soberania de Deus, dependente de Deus, dependente
da sua lei, e dependente da sua salvação.
Agora, sem Deus, o homem tomou seu lugar; o homem é o centro do universo, não
mais o universo de Deus, sim, o universo do homem: o homem construiu a cidade dos
homens por contrato social, não mais a Cidade de Deus com aliança com Deus.

Sob determinação de Deus, todos valores eram de objetivos; agora viraram de


subjetivas definidas por olhos dos homens, não mais pelos olhos de Deus: agora é homem
que define e aprova todas coisas certas e erradas: é homem mesmo que dá significado da
vida.
A lei de moral é baseada na natureza de Deus; agora homem quer viver pela lei de
natureza.

85
As tendências de liberdade, independência, e autonomia causaram a individualismo
e a desintegração entre homens, e anarquia nos valores. Paradoxalmente, o homem criou o
estado forte que cuida das vidas dos cidadãos desde berço até sepulcro: o homem buscava
independência de Deus, mas agora ele quer ficar dependente de estado: o homem buscava
segurança em Deus, mas agora em estado. Para manter sociedade em que se ampara,
embora de individualismo prevalece, o homem está criando o estado totalitarista.
Ironicamente, procurando a independência de Deus, está se tornando servo do estado.

A outra ironia é que buscava liberdade total, mas agora queria permanecer sob tutela
dos códigos das regras; o homem se enredou a si mesmo. Como o apostolo Paulo disse aos
galatianeses que estão voltando as coisas obsoletas e rudimentares. Precisamos lembrar
que onde não há a liberdade de consciência e responsabilidade, o mecanismo de controle
toma conta. Exatamente está se acontecendo que estado queria tomar a responsabilidade
pessoal, que nem Deus iria fazer.

É fácil apontar os nossos problemas na sociedade, até as causadores de males; mas é


mais difícil apresentar ou achar uma solução para o melhor futuro da civilização humana.
Porque nós deixamos a Deus, alias O matamos no passado, ainda continuamos a preferir
viver sem Deus. Nós lamentamos a nossa decadência moral sem solução. Nós estamos
mergulhando de imoralidade à amoralidade. O homem abandonou a sua dignidade, glória,
honra, e orgulho de ser criatura que tem imagem de Deus: o homem preferiu a gloria de
macaco e a sua imagem.

A característica da nossa civilização está em alto nível de tecnologia e conhecimento


cientifico e em sistema bem organizada de legislação e em baixo nível de moralidade. A
nossa civilização está correndo de imoralidade para amoralidade e irresponsabilidade
pessoal. Até a ponto de imoralidade há o senso de vergonha de culpa, há a possibilidade de
se arrepender. Mas, na amoralidade, não há mais o senso de vergonha e nem a possibilidade
de se arrepender, pois cuja consciência é cauterizada.

Os sinais do fim da civilização são a decadência de moralidade da cidadania, e a


diminuição de racionalidade na vida, não gosta de pensar, mas gostam de prazeres, e não
vedar a vida de intuição, de inclinação da carne, não reprime os desejos malignos. Como
Judas de NT definiu que quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como
brutos sem razão, até nessas cousas se corrompem (Jd. 10).

O pecado de adultério não existe mais na sociedade.


O pecado era pessoal e nominal, mas hoje é anônimo. Os modernos pensam que a
criminalidade de uma pessoa é resultado da influencias da sociedade; o governo, a
sociedade, e família, etc. As pessoas jurídicas, impessoais são responsáveis pelos crimes; as
pessoas ficam inocentes. No futuro, a culpa por Terceira Guerra Mundial provavelmente
será atribuída a um erro de computador.

O biólogo Lombroso buscou a razão de culpa moral em determinação por


biogenéticos.
Os psiquiatras (Hesnard) pensam que o pecador não passa de um doente mental.

86
O tratamento psicoterápico substituiu o tratamento de Deus, perdão e renovação
divina.

Em lugar de criar a sociedade ética e combatendo contra criminalidades e pecados, a


civilização moderna adotou a maneira de viver sem olhar a realidade, negligenciando de
propósito os fatos de vida moral.
Ninguém se dispõe a lutar desarraigar raiz de criminalidade e o pecado, mas
pretendem adaptar a conviver com os crimes e com pecadores. A tolerância virou a uma
virtude.

Que não aconteça que a consciência de toda humanidade seja morta. A Bíblia revela
que Deus julgou todas nações por causa de degradação de vida moral e por pecados.

Dimensão Social e Moralidade.

O sistema social que é consistente com cristã moralidade cujo propósito é a servir
ao Senhor Deus e beneficiar os próximo poderia respeitar direito humano. A vida cristã
envolve (abrange) relacionamento com outros irmãos fraternalmente em forma de Igreja, e
com não-cristãos do mundo inteiro.

“O solidário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdade sabedoria”


Pr. 18:1.
“Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais
lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra” em Is. 5:8.
Viver em comunidade com sentimento fraternal ou em solitário com egoísmo?

Os homens, sendo o ser de sociedade, a maioria das nossas atividades são


relacionamentos sociais. Pode dizer que as virtudes que buscamos e cultivamos são sociais.
Até a nossa contemplação da melhor moralidade particular é bem beneficiada por colegas e
por famílias. Nós precisamos companheiros pelo quais podemos compartilhar nosso
interesse, propósitos da vida. Em grupo, serão estimulados uns aos outros, recebendo
desafio e também cooperações dos colegas: e nós crescemos juntos (Ef. 4:16).

O nosso desenvolvimento de moralidade depende muito de colegas, amigos,


comunidade, especialmente da família. Os nossos sentimentos morais são reforçados
mutuamente uns aos outros pelo elogio e repreensão. Os nossos sentimentos morais são
públicos, coletivos, sociais, comunais: nós sentimos juntamente alegria pela justiça, e
também tristeza e indignação pela injustiça social; e nos sentimos a ser uma entidade; nós
identificamos com outros, não como existencialistas proclamam alienação de outro. Não é
demais exagero a dizer a importância de sociedade na experiência do homem.
A essência de ser humanidade não está em alguma sua substância ou em suas
características peculiares, mas em relacionamentos com outros. A natureza do homem deve
ser entendida em relação com historia e com a comunidade. Historicamente, a comunidade,
tendo o mesmo propósito que comemora a memória do antepassado constrói o futuro

87
juntamente. Por isso, é importante que uma comunidade tenha o mesmo senso da historia
que como é que nos chegamos até aqui e para onde vamos juntos para frente. Mas,
ninguém apresentou o futuro, senão o Senhor Deus. Por isso, o povo que não tem Deus,
naturalmente não tem a esperança, nem Salvador, e nem rumo para onde deve progredir.
Exatamente, a Palavra de Deus nos adverte que o povo que não tem profecia se perece.

O conceito cristão da sociedade ou comunidade (Igreja e reino de Deus) é bem


diferente do secular; a comunidade de Deus tem deferente propósito, motivo, e meios. A
sociedade cristã é a sociedade de Deus: Augustino disse que é cidade de Deus e é
teocentrica. Deus trata comunidade com unidade como um ente de organismo, um corpo.
Por uma culpa de um membro, Deus julga toda sociedade; por exemplo, por pecado de Acã
em Js. Cap. 7, Deus castigou a nação toda israelita; outros exemplos são de pecado de Adão
e de Davi. Um membro sofre, todo corpo também sofre (I Co. 12:26): no corpo não existe
um membro sozinho sofre e, no mesmo momento, outro membro regozija de gozo da vida:
todos os membros participam do mesmo sofrimento e alegria e exultação da vida. Um ato
de individuo não é considerado como isolado, mas é bem ligado com todo grupo e
sociedade (Ef. 4:16, Gl. 3:28, Cl. 3:11). Jesus Cristo também orou por unidade do povo
como Trindade tem-la (João 17:21, 22). No reino de Deus, cada um deve considerar que
cada membro é indispensável no corpo e no grupo e na sociedade pelo senso (aprimorado)
de solidariedade e responsabilidade coletiva (I Co. 12:12-17). Na comunidade, não há mais
inimizade ou competição entre irmãos, pelo contrario, os membros se cooperam, com igual
cuidado, em favor uns dos outros (I Co. 12:25). Essa unidade se nasce de amor cuja fonte é
Senhor Deus. Quando era sem Deus, éramos odiosos e odiando-nos uns aos outros (Tt.
3:3): deste clima de odiar, não há condição de crescer juntos. A cidade de Deus é
teocentrica, onde Deus é o Senhor e o Rei da cidade: A cidade de Deus é a cidade dos
vivos, não de mortos, onde vivem todos mundos juntos, e onde respeitam, amam uns aos
outros.

O apostolo Paulo nos recomenda em Fp. 1:27: que estais firmes em um só espírito,
como uma só alma: em 2:2-5 que tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o
mesmo sentimento. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.
Paulo nos recomenda que nós tenhamos a mesma consciência de ser cidadão do reino de
Deus. A consciência de Cristo Jesus não é impulsionada pelo sentimento de obrigação; sim,
pelo seu voluntário amor. O cidadão do reino de Deus é impulsionado não por sentimento
de dever, mas por amor de Deus. A ideal comunidade se resulta não de mecânica aplicação
da correta legislação, sim, de interações das pessoas em amor.

Na nossa sociedade, nós tratamos uma associação ou instituto como pessoa


juridicamente, não como entidade neutra moralmente. A sociedade pode ser o objeto de
elogio, orgulho, ira, ressentimento; e pode ter caráter. E cada um é considerado a ser
responsável pela sociedade ou pela nação. A civilização do homem levantou a cidade dos
homens, sem Deus. Na verdade, aquela autêntica responsabilidade proclamada pelos
humanistas é para si mesmo existencial, nem para sociedade, nem para ninguém, nem para
Deus; é anti-social: pois eles negaram todas restrições tradições pela reivindicação de
liberdade absoluta individual.

88
A função e a origem de moralidade de secularismo é diferente do cristianismo: o
cristianismo considera que o homem, criado segundo a imagem de Deus, tem natureza de
moralidade como essencial elemento da sua personagem como Deus é. O evolucionista
considera que foi o homem que instituiu as obrigações por necessidade de coordenar entre
conflitos de interesses e propósitos pessoais na sociedade. A moralidade de comunidade
cristã é baseada em natureza virtuosa do homem (não humanista), isto é, na imagem de
Deus que exege a justiça de virtude (amor); mas, a moralidade de sociedade secular é
baseada nas leis de natural que enfatiza em mais direitos particulares. Por exemplo, a
comunidade cristã salienta mais as virtudes e os deveres de solidariedade e cooperação, isto
é, o amor; a sociedade secular enfatiza em direitos individuais, por exemplo, o direito à
propriedade, etc. Na comunidade cristã ninguém tem direito exclusivo da prerrogativa,
senão deveres diante de Deus e do homem. Se cada cidadania tenha alto nível de
moralidade fortalece o bem-estar em comunidade em geral.

O sistema judicial da sociedade não deve esmagar a moralidade dos membros, pelo
contrario, tem que promover a força de moralidade dos membros da sociedade. A vontade
voluntária de virtude (amor) se ultrapassa a um senso de compromisso obrigatório de
cumprir regulamento superficialmente. A capacidade de viver em comunidade com outros é
o outro sinal de maturidade e de ser varão e de espiritualidade, e de verdadeira civilização
do homem. A sociedade de legalista exagerada se acaba com a comunidade ética. Não
basta legislam boas leis para garantir sociedade boa. O homem sonha uma sociedade ideal
com leis naturais e racionais, mas a ideal comunidade seria de sem leis, senão a lei de amor
como o Reino de Deus. É impossível a pensar em renovação de moralidade na sociedade
sem se preocupar primeiro com a renovação na vida em comunidade, não por nova
legislação ou por revolução de sistema; pois nossa vida moral é o relacionamento com
outros, e é comunitária. Todos dons espirituais são destinados para o aperfeiçoamento dos
santos, e desempenho no serviço do Senhor e a edificação do corpo de Cristo, isto é, a
formação da comunidade cristã (Ef. 4:12). A conversão para Deus significa entrar na
comunidade, isto é, na Igreja (Ef. 2:19) onde reina a justiça de amor, não a justiça de
fariseus, e de legalista. A reconciliação de Deus em Cristo Jesus é a recuperação do nosso
afastamento para reino de Deus, e para comunidade de Deus. Uma comunhão mística com
Deus sem comunhão com outros é duvidosa em sua genuinidade e sua espiritualidade. A
vida cristã é comunitária e coletiva, não é isolada e individual. A conversão é individual,
mas a vida cristã é coletiva e comunitária, não isolada e solitária.

Os humanistas consideram que o homem é o ser social: é o homem que forma a


sociedade por necessidade de dependência mutua em que cada membro toma seu lugar com
sua soberania e direito e também com os deveres (individualista). E alguns consideram a
nossa sociedade como a associação ou como unidade militar. Kant era confiante de que a
moralidade do homem é suficiente para formar políticas e jurisprudência. Locke alegou
que a nossa sociedade é o resultado de contrato social que respeita os direitos inalienáveis
que o homem tem pela lei natural. As obrigações foram consideradas a ser criadas e
tributadas por homens. Rousseau pretendeu a criar a nova entidade e estado por astúcia,
negando os direitos naturais, tais como o direito de vida, e de propriedade, e de advogado, e
de liberdade básica. Os humanistas modernos, por exemplo, Sartre, exigindo a liberdade
absoluta, subvertendo todas instituições e tradições. O espírito de liberdade absoluta deu a
luz o totalitarismo, por exemplo, comunismo que esmagou brutalmente a liberdade e direito

89
pessoal e destruiu normais relacionamentos humanos, até a dignidade do homem. O
homem se enredou por sua ideologia inventada e falsa. Eles proclamaram a liberdade, mas
privaram-na de outros ironicamente. Assim, a sociedade totalitarista (ou comunitarianista)
considera que os individuais são produtos da sociedade. No sistema totalitarista, o ser
humano caiu em instrumento da sociedade. Esta sociedade pode ter um sistema de moral,
mas a finalidade de moralidade é a preservação de ordem social, não desenvolvimento de
caráter e bem-estar das pessoas.

Os existencialistas proclamaram a liberdade anti-social e alienação individual e


proferiram isolamento e separação da comunidade (grupo, sociedade) e individualismo com
perca de identidade com outro.

A nova sociedade, reino de Deus é a arena onde aplicamos os mandamentos de


Deus. Os mandamentos de Deus são a respeito de relacionamentos do homem na
comunidade. Se fosse solidário não teria lugar onde realizar sua função de cooperação
mutua que recebemos de Deus (Ef. 4:7, I Co. 12:25). Embora podemos ter sociedade, mas
sem Deus nós não temos condição de amar o nosso próximo por natureza pecaminosa e
teremos relação instrumental e superficial. O nosso afastamento de Deus significa
conseqüentemente afastamento de uns dos outros também. A nossa comunhão com Deus é
a nossa comunhão com os próximos: se alguém disser; amo a Deus, e odiar a seu irmão, é
mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem
não vê em I João 4:20.

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” Sl. 133:1.


“A mensagem que ouvistes desde o principio é esta; que nos amemos uns aos
outros, não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão” I João 3:11, 12.

Como Van til alegou que as mais influências nocivas são aquelas que promovem as
separações entre os homens. Mas, os existencialistas disseram que alienação (separação) é
a parte da condição do homem como o ser livre: eles não viram o mundo como no aspecto
da família a onde eu me pertenço. Os pensamentos modernos (liberalismo, existencialismo,
posmodernismo, etc) pressupuseram algumas ideologias falsas e sofisticadas sós para queda
do homem, como idéia de “alienação” da qual resultado é a promover o individualismo e a
perda de senso de identidade (ligação) com o próximo. Os pensamentos de Deus não são
assim.

Se vivermos isolados sem comunhões com outros nós não podemos realizar o amor
e nem cumprir o mandamento de Deus. Assim, a nossa vida tem a dimensão social, como o
mandamento de Deus tem dimensão social; amai o seu próximo.
Se quiser perdoar, a quem queria perdoar (Mt. 6:14, 15)? A comunhão com Deus
exege a reconciliação e comunhão com próximo (Mt. 5:23, 24). O Pai celeste é nosso (Mt.
6:9).

Historia e Moralidade.

90
O segundo lugar de revelação geral é na historia humana. É Deus que determinou a
historia humana desde inicio e até ao fim. Nós confirmamos a ação divina, especialmente
julgamento de Deus nas nações do mundo, através de estudo da historia humana. Mas, a
historia em si como natureza não mostra ao homem incrédulo uma direção ou propósito da
historia, pois ela mostra o passado, não o frente, o futuro.

A historia é importantíssimo ao cristianismo, isto é, a nós. Nosso Deus soberano


determinou a historia humana, o principio e o fim: e Ele mesmo entrou na historia humana,
e respeitou o processo do tempo; tempo de nascer, e crescer, e morrer. O nosso Deus espera
o tempo da salvação por longanimidade desde declaração de redenção até hoje. Não existe
qualquer religião ou ideólogo que tem apresentado a visão da historia humana como nosso
Deus nos apresentou e valoriza a sua importância. O nosso Deus Todo-poderoso e soberano
pode fazer milagre suspendendo o tempo temporalmente no caso emergência e conforme
com a sua vontade soberana. Mas, também, Ele respeita os programas dos tempos. Nós
precisamos aprender a respeitar o tempo determinado por Deus, o tempo de processo da
salvação, e tempo de processo de santificação e no final o julgamento final. Veja a
natureza, existe tempo de brotar, de crescer, de florescer, e de produzir os frutos. Há o
tempo de plantar e de colher. Há o tempo de primeira de chuva e de tarde. Nós não
podemos viver considerando que o tempo ou processo não existe, pelo qual devemos
passar, o qual é a condição do homem. Uma sociedade, um sistema, ou uma pessoa que
não respeita historia e tempo está vivendo no mundo irracional e sem ordem. Diante de
Deus é importante a nossa historia que como é que nós nos passamos os tempos e como é
que utilizamos os tempos, pois haverá um dia de julgamento em que separa entre o trigo e
joio, entre o justo e o injusto.

Deus exerce o julgamento na historia também embora seja incompleto e imperfeito,


além de julgamento final, completo. Assim, o tempo, tendo a eternidade, tem mais o seu
significado. Então, a resposta à questão de o que é bom para homem deve ser não em
termos de bem-estar do físico temporalmente.

Para incrédulo a historia não tem muito significado, pois seja o justo seja o injusto
vai chegar ao mesmo fim.

Porém, o apostolo Pedro nos recomenda em I Pe. 1:17: ora, se invocais como Pai,
aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com
temor durante o tempo da vossa peregrinação. É importante homem ter boa carreira e
bonita historia.

Ap. 20:12, 13: vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante


do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o livro da vida, foi aberto. E os
mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.
E foram julgados, um por um, segundo as suas obras.

At. 17:31: todos se arrependam, porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o


mundo com justiça, por meio de um varão (Jesus Cristo) (Rm. 2:16).

91
I Co. 15:19: se a nossa esperança em cristo se limita apenas a esta vida, somos mais
infelizes de todos os homens.

Pr. 11:31: se o justo é punido na terra, quanto mais o perverso e o pecador!

Conforme estas palavras de Deus, temos esperança em Deus: jamais fica


desesperado, continuando a fazer boas obras, pois haverá recompensa eterna da parte de
Deus.

O Hinduismo considera que a historia é cíclica, repetitiva por reencarnação: a


salvação do homem consiste em Nirvana que significa fuga do processo repetitivo.

Alguns (gregos) buscavam a realidade permanente e imutável atrás o mundo


empírico e ilusório. A realidade e o absoluto ficam além de tempo e mudança. Por isso,
para eles a historia e vida não tem sentido. O verdadeiro conhecimento da vida consiste em
romper com este mundo empírico e ilusório. Mas, Bíblia nos ensina que vida e historia são
importantes significados no reino de Deus, pois seremos julgados conforme o que fizemos
aqui na terra. Porque, Deus vai julgar a nossa historia de cada um.

E, a esperança do povo de Deus é diferente como Paulo disse: combati o bom


combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a
qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia” em II Tm. 4;7, 8. Por isso, os cristãos têm
razão de viver uma vida moral no presente para futuro e assumindo responsabilidade por
passado.

Porque o Deus Todo-poderoso não acaba logo com o mal? Jesus Cristo nos
explicou a razão de porque não arrancar o joio agora em Mt. 13:24-30: Não! Para que, ao
separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Na verdade, a acabar imediatamente
com a maldade do homem significaria a extinguir a toda raça humana sobre a terra.

Os cristãos têm a visão escatológica da historia que Deus determinou.


O homem é criado segundo a imagem de Deus eterno: ele tem um futuro eterno: ele
anseia por essa esperança de eternidade.

Julgamento de Deus e moralidade.

“Tu usas de misericórdia para com milhares e retribuis a iniqüidade dos pais nos
filhos; tu és o grande, o poderoso Deus, cujo nome é o Senhor dos Exércitos, grande em
conselho e magnífico em obras; porque os teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos
dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das
suas obras” Jr. 32:18, 19.

Moralidade exege existência de Deus que julga nossa vida no presente tempo ainda
no vindouro, depois da morte, conforme o que fizemos aqui na terra, como está escrito em

92
Sl 58:11: Então. Dirá-se; na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito,
que julga na terra.
Se não houvesse Deus que julga tanto o justo como o injusto depois da morte, então,
alguns vão dizer que “comer, beber, e amanha morreremos”. E ainda vão dizer que para
que sofre fazendo o bem, afligindo nosso coração?

Como salmista em 73, o profeta Habacuque foi afligido pela duvida no juízo de
Deus: por que Deus tolera os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso
devora aquele que é mais justo do que ele (Hc. 1:13b); porque os maus prosperam mais do
que o justo? Se parece que nosso Deus não importa com a vida moral, ou o seu julgamento
se demora: por isso, o coração dos homens está disposto a praticar o mal (Ec. 8:11).
Mas, palavra de Deus nos confirma e nos consola com certeza de julgamento como
está escrito em I Co. 15: 19, “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida,
somos mais infelizes de todos os homens”. Gl. 6:7: não vos enganeis: de Deus ao se zomba;
pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.

Enquanto viver na fraqueza da carne, pela qual nós sempre enfrentamos muitas
tentações, esta fé de que o justo será recompensado com felicidade depois da morte nos dá
muitas consolações. Nessa esperança de julgamento final, nós temos a razão de viver uma
vida que é contra mão às nossas inclinações. As nossas todas boas obras feitos em Cristo
são grande significados, porque não serão esquecidas por nosso Deus, o Juiz justo. Por
isso, não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos (Gl. 6:9). Deus
aprova disso também em seguintes palavras.

Rm. 2:6-8: Deus retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: a vida eterna aos
que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra, e incorruptibilidade; mas ira e
indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça.
Rm. 11:22: considerai a bondade e a severidade de Deus: para com aos que caíram,
severidade; mas para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres.
II Co. 5:10: porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de
Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.
At. 10:42: nos mandou pregar ao povo e testificar que Ele é quem foi constituído
por Deus Juiz de vivos e de mortos.
At. 17:31: todos se arrependam, porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o
mundo com justiça, por meio de um varão (Jesus Cristo) (Rm. 2:16).
I Co. 4:5: o Senhor não somente trará a plena luz as cousas ocultas das trevas, mas
também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da
parte de Deus.
Rm. 14:12: cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.
Ec. 11:9b: de todas estas cousas Deus te pedirá contas.
Hb. 9:27: assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo,
depois disto, o juízo.
Hb 10:35: não abandoneis a vossa confiança; ela tem grande galardão.
Sl. 18:25, 26: para com o benigno, benigno te mostras; com o integro, também
integro. Com o puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível.
Pr. 11:31: se o justo é punido na terra, quanto mais o perverso e o pecador!

93
I Pe. 4:17: Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; se
primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?

Muitos tentaram reconciliar ou separar entre o amor e justiça de julgamento ou entre


perdão e punição: como é que Deus de amor pode julgar ou punir? Muitos pensam que a
ira de Deus é outro lado do seu amor; ou pensam que o julgamento agora não tem nada a
ver com amor. Na verdade, pela sua santidade Deus não pode tolera o pecado, e injustiça,
como está escrito em Sl. 18:26: com puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível. Em
Is. 61:8 disse: o Senhor ama o juízo e odeio a iniqüidade do roubo. Em Hc. 1:13a disse: tu
és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar. O culpa,
o errado, o desvio devem ser corrigido e punido. A ira de Deus é manifestação da sua
santidade: é uma manifestação de aborrecimento, aversão, e antipatia sobre os pecados: a
ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a
verdade pela injustiça (Rm. 1:18). A perdão pelo amor de Deus não significa o amor
indulgente, que tolera todo sem correção. Não podemos pensar em amor sem santidade e
justiça ou em santidade sem amor e justiça na sua divindade; o seu amor é santo e justo.

A viver nas trevas é um julgamento de Deus: por isso, Deus entregou tais homens à
imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo
entre si (Rm. 1:24). Enquanto viver na terra, nós recebemos disciplina, julgamento
temporário, e recompensa: e ainda receberemos o julgamento ultimo depois da morte (Rm.
2:5; II Pe. 3:7).

Deus sempre explicava ao povo a razão da sua ira e julgamento contra povo: porque
não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação (Sl. 78:22): porque o povo abandonou
seu Deus e adoraram outros deuses (Dt. 29:25, 26). Também, através dos profetas
avisaram o julgamento previamente, dando-lhes a oportunidade de arrependimento dos seus
pecados.

A justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este (Ez.
18:20).

16. MOTORES DE MORALIDADE.

Racionalidade e vida moral.

A psicologia moral envolve questão de papel do raciocínio em motivação de ação.


Os racionalistas, ao contrario de emotivismo, alegaram que a decisão moral é realmente
atos de raciocínio. Sócrates considerou que a vida ética-carater virtuoso - é meramente a
questão de conhecimento de que nos traz a nós mais prazer. Embora elementos emocionais
de vez enquanto influência nossa conduta, Kant argumentou que nós devemos resistir tal

94
agitação. A verdadeira ação é motivada somente por raciocínio que é livre de emoções e
desejos. Recentemente, Kurt Bair apresentou um processo mais amplo de racionalização e
argumentação, que acontece quando tomar decisão moral. Segundo ele, todas nossas
opções morais podem ser apoiadas por racionalidade ou por justificação. Se eu digo que é
mal roubar carro de alheio, então eu posso justificar minha determinação com alguns
argumentos. Por exemplo, eu posso deduzir que o roubar carro do meu vizinho é mal,
porquê aquela conduta pode causar lhe perturbar, e violar seu direito de proprietário
(posse), ou tem perigo de ser eu preso como criminoso. Na confirmação dum ato contra
outro, segundo Baier, a decisão de um ato moral exege o bom desempenho de raciocínio.
(A racionalidade na vida moral não significa racionalismo que se opõe à fé).

Nós ouvimos as vezes que se Deus não existe, é irracional fazer o que é certo. Será
que não podemos tomar decisão racionalmente a morrer por grande causa, sem
consideração de Deus?

Deus não toma decisão para homem para sempre; sim, enquanto era criança, como
os pais em lugar do seu filho menor. O conjunto de racionalidade e livre vontade são uma
das condições de ser homem para tomar decisão moral por própria conta. É inegável que a
reflexão racional se ocupa uma parte em decisão moral sobre o que é certo e errado ou o
que é bom e mau.

A ética cristã não é meramente um exercício racional, é sim, de fé. Se não


houvesse a revelação especial, Bíblia, ainda ficaremos ignorantes nas coisas de Deus.
Contudo, a razão (racionalidade ou raciocínio) tem um papel na vida moral. A razão não
deve ser colocada acima de palavras de Deus (revelação). A razão deve servir as palavras
de Deus, pretendendo a aprender-la humildemente. A razão deve ser subordinada à
revelação. Se nós não tivéssemos a referência da palavra de Deus, pela qual avalia a nossa
vida, o raciocínio sozinho é incapaz de avaliar e julgar a nossa vida, pois fica sem
referencia. Nós não definimos o certo ou o errado; mas, é Deus que determina-lo e
escreveu no coração (consciência). Para tomar uma decisão moral mais válida, nós
devemos adquirir conhecimentos na área respectiva através da razão e fé. A adquirir
conhecimento e estudar é um processo racional e intelectual. Por um processo racional
ajuntamos informações e buscamos as possibilidades e alternativos. Há elementos de
exame na decisão, por exemplo, objetivo, meio, motivo (interesse), e conseqüências; que
são processos de exercício racional e intelectual, investigando, refletindo, interpretando e
avaliando, aplicando o conhecimento. A ausência de boas informações acerca de questão
problemática pode causar a decisão pobre, ou perigo, ou imbecil apesar de ter boa intenção.

A palavra de Deus fala das leis, da vontade, e da natureza de Deus em termos


bastante gerais. Para aplicar os ensinos bíblicos gerais em vida real, especifica, e concreta
demanda analise, julgamento, juízo racional, e muita sabedoria.

É vital a racionalidade na decisão de um ato moral (analise racional).

Mas, alguns afirmam que o ter o virtuoso caráter precisa mais do que conhecimento,
pois, o conhecimento não garante que a pessoa se age e tome uma atitude virtuosa segundo
o seu conhecimento.

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O homem pode ser vencido por raiva, medo, paixão lasciva, e por outros desejos, e
conseqüentemente, vive na realidade uma vida ao contrario do que ele crê, e do que ele
conhece, e do que ele deseja.

Emoção e vida moral.

Qual é me motiva, raciocínio, emoção, ou vontade?

Platô e Aristóteles sugeriram que o virtuoso caráter requer não somente o elemento
cognitivo (raciocínio ou conhecimento), mas também o elemento afetivo (emoção).

David Hume (1711-1776) disse que a racionalidade sozinha não motiva uma ação; e
que toda atitude tem paixão ou desejo na sua origem. Ele considerou que a racionalidade é
meramente um instrumento que indica (informa) como é que satisfazer paixão.
Por exemplo, uma expressão de “a furtar é mau moralmente” seria uma
determinação racional ou simplesmente expressa minha sentimento? Ele disse: é a
expressão de emoção.

David Hume argumentou que a avaliação ética envolve nossa emoção, e que a
emoção moral é o verdadeiro centro de vida moral e não nosso raciocínio: ele alegou que o
juízo moral não incita gente a agir de jeito nenhum. Nós podemos ajuntar todas razões,
mas razão sozinha não determina uma ação. Ele disse: nós precisamos reação emocional
para manifestação moral. Raciocínio deve servir de dar dados relevantes a respeito de
objeto de paixão e deve ser servo de paixão; isto é, o papel de raciocínio no momento de
tomar uma atitude moral.
O emotivismo se avançou mais a afirmar que o juízo moral expressa atitudes do que
crença: por isso, as atitudes são nem verdades nem falsas porque as atitudes são jamais
determinadas por fé.

Kant, por outro lado, afirmou que racionalidade deve mover a vontade de seu
acordo e dominar sentimentos (emoções), embora ele disse que as emoções tais como
gratidão e simpatia nos ajudam para cumprirem os deveres. Sem que a razão toma controle
na sua vida, os sentimentos e inclinações dominarão sobre pessoa. Ele disse que o homem
movido por emoção (apesar de pode ser benevolência) não é autônomo: se movido por
paixão, seus atos procederam de algo fora da vontade.

O homem normal tem que sentir medo, irado, alegria e tristeza embora as suas
causas são diferentes. Por exemplo, pode acontecer que eu fico com medo por perigo real
ou falso e imaginário. Eu fico irado porque o meu valor é prejudicado: o meu valor pode
ser a minha própria segurança, lucro, nome, fama, família, pátria, ou questão moral de
injustiça. Nós ficamos com alegria quando a nossa interesse é realizada. Quais são nossas
estimações e interesses? As questões de valores estimadas são ligadas com nossa crença
(fé): onde há a nossa fé e nosso valor há também alegria e tristeza. O homem sadio

96
emocionalmente sente emoções, e também sabe conduzir-la de maneira correta para não
pecar. Se nós não sentirmos as emoções não seriamos homem ou estamos doentes
psicologicamente. Na vida emocional também precisa moderação: nem sentir ou demais
exagerada são doentios.

O sentimento de culpa e vergonha é um tipo de emoção de tristeza, que envolve a


questão de valor moral diante de Deus ou diante do homem: por isso, também é a questão
de fé.
Os Freudianistas consideram que o sentimento de culpa é irracional, que o homem
não deve ter-lo. Mas, o profeta Isaias sentiu a sua indignidade diante de Deus (Is. 6:5): ele
sentiu vergonha diante de Deus.

Nós precisamos ter algumas emoções, por exemplo, de alegria, para cumprir os
mandamentos de Deus. Nós precisamos aprender a amar a Deus para amar as suas leis:
quer dizer que nós amamos a Deus, por isso podemos amar as suas leis: é impossível amar
as leis para amar a Deus. Nós confirmamos que grande verdade é a palavra de Deus, que é
Deus que primeiro nos amou e Ele derramou seu amor no nosso coração por meio de
Espírito Santo para que nós possamos amar a Ele e conseqüentemente as suas leis. Paulo
nos recomendou que nós alegremos no Senhor (Fp. 3:1). A alegrar do Senhor é a nossa
força (Ne. 8:10). O salmista tinha alegria em fazer a vontade de Deus (Sl. 40:8): porque ele
amava a Deus.

O amor bíblico não é paixão temporal nem carnal nem cegueira: é uma ação integral
do homem, intelectual, emoção de alegria e tristeza, vontade, fé, e esperança (I Co. Cap.
13).

Como Deus Criador fica triste pela situação pecaminosa do homem e fica alegre por
arrependimento dum pecador, assim nós também podemos ter o mesmo sentimento de
Deus.
E nós podemos ter compaixão pelo mundo como Deus amou este mundo. E nós
podemos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. Os cristãos se
envolvem voluntariamente nas questões do mundo, considerando o problema do mundo é
do seu próprio.
No ensino de Jesus Cristo não existe apatia ou indiferença como outra religião busca
a fuga da realidade e do problema humana.

Depois de Freud, se aumentaram mais os doentes mentais e emocionais porque


destruiu a natureza constitucional do homem, que trata homem fisicamente e
biologicamente sem alma e espírito.

A tristeza e alegria segundo Deus é sadia para nossa alma e proveitosa para o futuro.

Vontade e Cobiça e Ética.

97
Deus solicita a nós através do raciocínio, verdade, conhecimento, e fé. Salomão nos
recomenda em Pr. Cap. 2, que nós busquemos conhecimento, entendimento, inteligência,
sabedoria, temor do Senhor, e o bom siso como buscamos ouro e prata. Mas, satanás nos
seduz através da nossa vontade vaidosa e maligna, cobiçosa, egoísta, irracional, ignorante,
cega, disfarçada e dividida. Ninguém pode obrigar alguém a querer, nem Deus nem a lei.
Satanás aproveita este espaço da vontade livre do homem para seduzir pessoas. Se alguém
faz uma decisão moral por forçado e por obrigação sua conduta não é moral: nem ele seria
o ser humano maduro, é sim, seria um robô ou uma criança. No reino de Deus e no mundo
moral não existe a obrigação: ninguém obriga a pessoa a querer: não existe a lei acima de si
como não existe a lei acima de Deus e fora de Deus. A decisão de amor divino, as
promessas, e aliança para conosco são da própria vontade livre e determinação soberana de
Deus. Deus bate a porta para que nós abramos a porta voluntariamente: O Espírito Santo
nos adverte, nos exorta, e nos repreende, e nos indica o caminho em que nós devemos
andar. Deus jamais rompe a porta do coração da gente contra vontade do homem. O
Espírito Santo opera em nossa vida misteriosamente: Deus não deixa gente perceber a obra
divina: o homem incrédulo e maligno tenta provar e sentir e tocar e ver as obras de Deus.

Satanás caiu por sua própria vontade; Adão e Eva também. Nada explicação de
queda pode ser encontrada senão a vontade própria do homem. Deus sabia que o homem
pode cair: mas Ele não segurou lhes para não cair. Será que Deus não é todo-poderoso e
não podia criar o homem perfeito desde inicio para que jamais caísse? (este assunto se trata
no pecado).
A moral perfeita e a santidade são oriundas de si mesmo, da sua natureza de amor
voluntário e espontâneo.

As todas as atividades têm por atrás a vontade, desejo, interesse, cobiça, propósito,
intenção, motivo, razão, e causa, ainda há determinação, deliberação, decisão. É pela
vontade própria que nós deliberamos, determinamos, decidimos, pretendemos,
intencionamos e prometemos. O propósito, intenção, e motivo, pensamento são
importantes diante de Deus; mas, no campo jurídico de nada vale sem ação correspondente
e concreta. A questão moral não trata da face externa de uma conduta, é sim, a assunto
interno. A moralidade e a vida da gente se começa de lá dentro: o Senhor viu que era
continuamente mau todo desígnio do seu coração (Gn. 6:5): a palavra de “desígnio” pode
ser interpretado como propósito, intenção, imaginação, pensamento, motivo, desejo e
vontade. O coração é a fonte da vida da gente.

Na decisão moral, a pessoa se envolve com a totalidade de suas faculdades


humanas.
Alem de precisarmos de direção, quer dizer, nós precisamos conhecer o que
devemos fazer, necessitamos de poder, isto é, a vontade, o desejo e a força para realizar o
que acreditamos no que é certo. É pelo exercício de vontade que nós realizamos o
determinado, e nós sentimos realização de si mesmo e ficamos com alegria ou triste pelo
seu resultado.
O mandamento de Deus nos mostra isso: amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu
coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força (Dt. 6:5). O mandamento de Deus assim
não somente regula nossa vida exterior, mas também nosso interior. Seria inaceitável e

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desagradável diante de Deus, se ainda nós não matemos o próximo realmente, mas odiamos
de coração o nosso irmão. Não é suficiente só o afastar do adultério, mas também deve
evitar pensamento lascivo. Nós santificamos o corpo, alma, e espírito (I Ts. 5:23).

O pecador não é vitima por sua passividade, mas é envolvido ativamente no pecado.
Ele é voluntariamente seduzido pelo seu próprio interesse, e intencionalmente
cometeu o pecado com a determinação da vontade própria.

Paulo disse em Rm. 12:1: apresentem o vosso corpo por sacrifício vivo, santo, e
agradável a Deus: neste serviço não há o sentido de passivo.
Pedro também nos exporta em I Pe. 1:14: como filhos de obediência, não vos
amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrario, segundo
é santo aquele que vos chamou, tornem-vos santos também vós mesmos em todo o vosso
procedimento.

Paulo e Pedro nos recomendam que nós busquemos a boa obra e a santidade
ativamente, não há nenhum sentido de passivo. Como nós pecamos contra Deus
ativamente, nós devemos servir ao Senhor também com ativo.

Paulo disse exatamente de novo em Rm. 6:19: Assim como oferecestes os vossos
membros para a escravidão da impureza e da maldade para maldade, assim oferecei, agora,
os vossos membros para servirem a justiça, para a santificação.

Esperança e Moral.

O homem não é onisciente nem onipotente; por causa disso, homem toma a decisão
pela fé em verdade parcialmente revelada por Deus sem saber o que vai acontecer amanha.
Por isso, a vida de fé do homem não é a imagem de Deus. Por enquanto, até que nós
chegamos ao momento em que nós conheceremos Lhe como Ele nos conheceu, devemos
viver pela fé, porque nós não sabemos tudo, nem amanhã.

A fase de homem que fica esperançoso é a imagem de Deus: pois Deus criou o
homem segundo a sua imagem, isto é, segundo a sua personagem que tem a livre vontade e
a livre esperança, pela qual Deus pode desejar também um projeto esperançoso. Deus não
criou o homem em maneira que o homem tome decisão por determinismo ou fatalismo
como maquina se funciona. Deus jamais força nem obriga a homem na escolha contra a
sua própria vontade e a esperança do homem. Deus controla todas coisas sabiamente
diretamente ou indiretamente para que o homem tome decisão livremente conforme a sua
própria vontade livre e esperança (plano).

Por isso, a esperança é a palavra sinônima da “vontade” e “interesse”. Como nós


somos salvos pela fé em Jesus Cristo, e também somos salvos pela esperança (Rm. 8:24); a
esperança se anda junto com fé; entre si se suplementa: por exemplo; Abraão, esperando
contra a esperando, creu (Rm. 4:18). É pela fé que temos a esperança da justiça (Rm. 5:5).

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A fé sem esperança é morta: a esperança sozinha não se funciona sem fé, porque todos, fé e
esperança, são baseadas no que não vemos. Pois, se vemos as coisas para que cremos e para
que esperamos nelas? : a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que
se não vêem (Hb. 11:1).

Nós pomos fé em verdade, quer dizer, cremos em verdades reveladas; e temos a


esperança em verdade por fé. Mas, alguns querem crer e esperar no que é falsa. Por isso,
como a fé pode ser falsa, crendo na mentira e na imaginação, assim também a esperança
pode ser fantasia como um sonho que não tem expectativa de realização. Por tanto, o
homem deve verificar a base da sua fé e esperança; não podemos fundamentar, esperar,
projetar, e planejar a nossa vida encima da falsidade e não-realidade: em palavra de Deus,
em vaidade.
Como o amor, a fé, a esperança também é dom de Deus: os quais motivam e
impulsionam o homem: e os quais não nos enganarão: quem confia no Senhor não será
confundido e não será enganado, porque nós amamos a verdade, e cremos em verdade,
esperamos por verdade.

A realizações e manifestações da nossa vida cotidiana são projeções de nossa


esperança. Sem esperança e confiança em Deus será impossível sustentar a vida moral.
Paulo orava que o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer,
para que sejam ricos de esperança no poder do Espírito Santo (Rm. 15:13).
Tanto o que você crê como o que você sonha e espera determina a sua vida.
Tendo a esperança e fé, nós construímos o futuro agora já no presente.
Na expectativa de realização de sonho, gente antecipa já gozo e alegria e se exulta.

É pela esperança que regozijamos antecipadamente naquilo que esperamos e naquilo


que cremos: regozijamo-nos na esperança, ainda na tribulação (Rm. 12:12), e na morte (Pr.
14:32): porque, cremos na verdade de ressurreição. Quando a esperança se perde,
naturalmente também a fé e o amor morrem; e a gente perde o sentido da sua vida. A
Esperança é a ultima fortaleza que sustenta homem – trincheira de Matino – do homem.
Onde não há profecia, o povo se corrompe (Pr. 29:18); o homem que não tem esperança se
perde. O fenômeno de que o homem vive em modo esperançoso que nunca se acaba
testemunha de fato de criação do homem segundo a imagem de Deus.

Em I Co. 13:7 Paulo disse: o amor é esperar tudo. Sem amor não podemos sustentar
a esperança. A esperança é daquilo que crê: sem fé nós não podemos ter a esperança. A fé
que não espera e não ama é morta. Paulo nos recomendou que nós mantenhamos a plena
certeza da esperança até ao fim (Hb. 6:11).

Quando satanás seduziu Adão e Eva; e eles mudaram os seus desejos e as suas
esperanças e a sua vontade; pois satanás encheu lhes de vãs esperanças. Eles não quiseram
ficar em situação de criatura, mas cobiçou e desejou o lugar de Deus.

A vontade e a esperança conduzem a gente para fazer o bem e também o mal. Nós
podemos desejar as cousas terrenas, e também celestiais. Como nós alegramos nas riquezas,
assim também no Senhor.

100
Então, o que nós esperamos? O apostolo João disse em I João 3:2: quando Ele se
manifestar, nós seremos semelhantes a Ele: havemos de vê-lo como Ele é.
Nós, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita
justiça (não legislativa nem negativamente, mas positivamente justiça de amor) (II Pe.
3:13).
Paulo esperava receber a coroa da justiça no dia do Senhor (II Tm. 4:8).

Nós cremos e esperamos que Deus cumpra todas as Suas promessas feitas com
todos antepassados, Adão, Noé, Abraão, Davi, etc., isto é, o conteúdo de aliança: Ele seja o
nosso Deus e nós seremos o povo dEle, filhos dEle: receber todas heranças com Cristo
Jesus: receber o seu reino, salvação, ressurreição e vida eterna, etc. Ainda nós cremos que
Deus qualificará a nossa vida digna do seu reino, nos regenerando e perdoando nossos
pecados e santificando a nossa vida e capacitando-nos para todas boas obras (vocação).
Nós podemos achar outras expressões, por exemplo; esperança de justiça (Gl. 5:5),
esperança de salvação (I Ts. 5:8), esperança em Deus (I Pe. 1:21).

Nós somos chamados para só uma fé e esperança (Ef. 4:4, 5). Se bebesse do mesmo
Espírito de Deus, não podem ter outra esperança cada um, nem a outra fé. A nossa fé e
esperança estão ancoradas nas promessas imutáveis de Deus, não nas perspectivas otimistas
de probabilidade ou de possibilidade do que o homem se faz. Portanto, nossa alegria e paz
no coração ainda no meio de tribulações têm razão, porque nossa fé e esperança não nos
enganarão; mas, a alegria e paz que o mundo oferece alucinam gentes.

Pedro disse: Deus nos regenerou para uma viva esperança em Cristo Jesus (I Pe.
1:3): não esperança enganosa deste mundo temporal e perecível, mas eterna e real e
verdadeira.
Tendo tais esperanças, nós gloriamos na esperança da glória de Deus. E não
somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações (Rm. 5:2, 3), e exultamos
ainda nas provações (I Pe. 1:6): pois, a nossa esperança é baseada em verdade e realidade e
temos a certeza de expectativa de vitória da nossa vida.
Portanto, precisamos olhar para frente e lá do alto, não ao redor e as belezas das
aparências do mundo. Enquanto nós vivermos neste tabernaculo nós andamos como
forasteiro, peregrino e estranho na terra estrangeira.

Jesus Cristo proibiu a qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste
na abundancia dos bens que ele possui (Lc. 12:15). Paulo nos exortou que nós não
depositemos as nossas esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos
proporciona ricamente para nosso aprazimento (I Tm. 6:17). Melhor é buscar refugio no
Senhor do que confiar (esperar) no homem (Sl. 118:8) ou nas riquezas.

Jesus Cristo morreu para que nós tenhamos a esperança viva (I Pe. 1:3), por
exemplo, a esperança da salvação (I Ts. 5:8), a justiça (Gl. 5:5), a misericórdia (Sl. 130:7), a
ressurreição (At. 23:6), a vida eterna (Tt. 1:2; 3:7), a manifestação da glória do nosso
grande Deus e Salvador Cristo Jesus (Tt. 2:13; Rm. 5:2; Cl. 1:27), o novo céu e nova terra
(II Pe. 3:13).

101
Deus Pai e o Senhor Jesus Cristo são a nossa esperança (Sl. 71:5), em quem couve
todas as esperanças. Como o salmista confessou: somente em Deus, ó minha alma, espera
silenciosa, porque dEle vem a minha salvação, e o meu alto refugio; não serei jamais
abalado. De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; o Senhor Deus é a minha
forte rocha e o meu refugio (Sl. 62:5-7).

Bom é o Senhor para os que esperam por Ele, para a alma que O busca.
Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso, em silencio.
Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
Ponha a boca no pó (se arrepender); talvez ainda haja esperança.
Dê a face ao que o fere; farta-se de afronta (suportar e sofrer a injustiça).
O Senhor não rejeitará para sempre; pois, ainda que entristeça a alguém, usará de
compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias; porque não aflige, nem entristece de
bom grado os filhos dos homens (Lm. 3:25-33).
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum (ainda
terei esperança no Senhor), porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me
consolam (Sl. 23:4).
Nós podemos ter esperança ainda no meio de disciplina, da provação, e do
julgamento.

Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está
no Senhor (Sl. 146:5).
Bem-aventurados todos os que nEle esperam (Is. 30:18).
Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias,
correm e não se cansam, caminham e não se fatigam (Is. 40:31).

Mas, a esperança do ímpio perecerá (Jó 8:13; Pr. 10:28); acaba-se com a morte (Jó
27:8).

Fé e Moral.

(Crença moral). Há grandes divergências e confusões entre povos ainda por


divergências crenças respeito da ética.
Se nós deixamos Deus fora da nossa vida, nós podemos fazer tudo sem
constrangimento, e confundimos moral com experiência de prazer, com simpatia ou com
paixão carnal. Nós embelezamos adultério e violência nas novelas e nas literaturas.

Muitos crêem que a moralidade não tem nada a ver com conhecimentos e com
crença (fé).
Na verdade, o homem tem que crer em algumas coisas. O homem constrói sua vida
em alguma suposição ou em proposição. Pode ser diferente o objeto ou o conteúdo da sua
fé ou da sua proposição. Especialmente, o homem moderno pretende parar a crer,

102
considerando como é que possa crer naquilo é não comprovado e não compreendido, mas
permanece ainda em ser crédulo, pois o homem sempre tem que crer nalguma coisa. Essa é
nossa condição do homem, que não é onisciente como criatura de Deus.

Seria impossível juízo moral sem fé e sem pressuposição; a nosso julgamento moral
de cristianismo é baseado na fé em Deus. O ateísta, apesar de que não crê em Deus, não se
escapa da vida de fé a respeito de moral; ele tem alguns conceitos na área moral. O homem
tem que ter alguma crença (fé) para exercer o juízo moral e para levar a sua vida. A crença
moral e convicção da vida se manifestam em ações. O juízo moral pertence a ponto de
vista pessoal que fornece a base em que tomar uma atitude. Achamos os conceitos de
bondade, valor, justiça, certo, errado, obrigações, proibições, e prazeres que demonstram
aspecto moral do caráter do homem. Também estes conceitos envolvem avaliação e
julgamentos acerca de atos e caráter da pessoa. O uso destas palavras significa que a
pessoa compromete em alguma opinião (ponto de vista) ética.

E a crença moral é também a de valor. Todas razões de tomar uma atitude


procedem de um sistema de crença da moral e da consideração da estimação do valor das
atitudes. A sua decisão é mandada (ordenado) da sua própria crença. Assim, admitimos
que há opiniões, ideologias, filosofias e um sistema de fé atrás de decisão de um ato ou de
perspectivas. E, a outra condição é que a sua crença deve ser baseada em verdade, pois,
alguns construíram sua vida encima das opiniões populares sem fundamentos ou em falsas
suposição ou ideologia alguma; como a decisão de Adão e Eva, que eles imaginou que não
morreriam, desobedecendo à ordem de Deus; a qual era que morrerá no caso de comer o
fruto da ciência de bem e de mal. Por isso, nem todas opiniões e as vidas beneficiam
individuais e ainda outros; muitas vezes, pelo contrario, são prejudiciais por serem os
pontos de vista mais tribais, étnicos, egocêntricos, materialistas e perversos do que mais
compreensivos e universais. O padrão da vida que o homem tem pode ser corrupto,
vicioso, simplesmente predisposto, ou convicção peculiar sem veracidade e nobre.
Qualquer pessoa inclusivo cientistas tem que ter pressuposição, postulares, hipótese, ou
axiomas; mas, cada um deve examinar e confirmar que a sua teoria ou hipótese ou crença
seja verdade. Os relativistas em éticas contendem que nenhuma coisa há errada
moralmente, mas não escapa do cometimento em proposição de que nada é errada. Até
ateísta crê em que Deus não existe. A fé é, como a coluna do corpo, suporte e sustenta a
vida: é o elemento mais importante na existência do homem. A vida sadia e ditosa depende
do sistema da fé verdadeira. A questão de mentir ou não é a de fé. A questão de adulterar
ou não é a de crença. Os ambos, seja cristão seja humanista, cada um tem sistema de
crença, mas os conteúdos são diferentes: o humanista crê que o universo se nasceu e
evoluído: o cristianismo crê que foi Deus, o Único que criou o mundo com seu propósito. O
homem pensa e se age conforme o que ele crê. A fé, o pensamento, a ideologia governa e
determina nossa vida, nossa historia, e nosso mundo, nossa ciências, e filosofia, e nossa
cultura. As diferenças em pensamentos, idéias, e ponto de vistas se manifestam em
diferenças de valores, prioridades, posturas, linguagens, culturais, até em roupagens. Em
Mt. 17:20 Jesus Cristo disse; “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este
monte; Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível”. Assim, a fé
determina a nossa vida e nossa perspectiva e leva a nossa vida. O conflito entre o
cristianismo e humanismo não é a diferença entre fé e conhecimento ou entre fé e
raciocínio como os humanistas pensam: na verdade é a questão de veracidade do conteúdo

103
da fé, entre verdade e falsidade. Pode dizer que todo mundo é o crente, porque todo mundo
crê na alguma coisa seja na verdade seja em falsidade. Dize-se que o ideal em sistema
lógico é o ter poucas suposições se possível. O nosso sistema de crença cristã é unificado
em Cristo Jesus Senhor. Quem não crê em Deus que é o único fonte de tudo e nEle
unificado tudo é sempre confundido e complicado; e jamais compreenderá as coisas.

(fé em verdade) A justificação da fé é a questão de como é que podemos saber e


justificar que a mentir é mau: como é que podemos justificar nossa fé.
Nós não podemos confundir como o humanista não-cristão que confunde o processo
psicológico de percepção com o objeto ontológico para crer. A existência da verdade não
depende da condição psicológica do homem, isto é, percepção através de sensos: pode
acontecer que homem não perceba a existência da verdade; nem por isso, possa asseverar
que a verdade não existe: nem significa que a verdade vai sumir por mera declaração de
negar a sua existência. A verdade sempre existe por aí, nós devemos buscar a verdade e
verificar a sua veracidade da sua existência. E, também, é bem claro que a nossa percepção
não garante a sua veracidade. A razão é obvia, que existe só uma única realidade. A nossa
fé é um meio de lente pela qual olhamos e interpretamos e prevemos este mundo através de
ensino da palavra de Deus com iluminação do Espírito Santo.
Em Hb. 10:38 e em Hc. 2:4 disse que o justo viverá pela fé. Essa frase significa que
o justo viverá por verdade, pois o justo crê em verdade.
Em Hb. 11:6 disse que sem fé é impossível agradar a Deus. Sem verdade é
impossível agradara Deus.

O que nós cremos? Qual é o conteúdo da fé? Nós cremos não em fantasmas, nem
em fábulas, em imaginações inventadas; sim, cremos em verdade (II Ts. 2:13). A fé não é o
mundo de imaginação contra conhecimento, ciência, ou fatos. Todo mundo deve buscar e
labutar por veracidade das coisas em que crêem.

(justificação da Fé e conhecimento). Muitos dizem que é necessário a compreender


para crer; eles confiam em autônomo entendimento humano.
Anselm definiu sucintamente a posição cristã a respeito de conhecimento, por
contrario: “eu não procuro entender para crer, mas eu creio para compreender”. Nós
precisamos lembrar que como nós aprendemos as coisas, por exemplo: se alguém olhou a
terra na satélite para crer que terra é redondo como ouvimos? Se alguém viu bateria e vírus
por microscópio para confirmar que eles realmente existem como aprendemos na escola?
Assim, nós aprendemos todas coisas pela fé, não por compreensão, nem por exames. A
compreensão procede da fé. A fé é antecedente a entendimento e raciocínio. Se não crê,
jamais entenderão; e é impossível a formar a um sistema de conhecimento sem fé; vai cair
em cepticismo e em incredulidade e em ignorância. O que eu conheço é o resultado do que
eu creio. As maiorias conhecimentos foram formadas pela fé. Quem inclina o seu ouvido
para ouvir a verdade é sábio: mas os obstinados curtem muitos sofrimentos, porque eles
pretendem aprender através de experiências amargas. Como a Palavra de Deus declara em
Hb. 11:1, a fé é a convicção de fatos que se não vêem. Em Hb. 11:3 disse; “pela fé,
entendemos que foi universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a
existir das cousas que não aparecem”. Também, em Is. 7:9 disse que se não crerdes,

104
certamente não permanecereis. (não compreendereis - Tradução de Septuaguint). Em João
20:27, 29, Jesus Cristo disse ao Tomé; “Não sejas incrédulos, mas crente. Porque me viste,
creste? Bem-aventurados os que não viram e creram”. Por isso, sem fé, é impossível
agradar a Deus como está escrito em Hb. 11: 6. A unidade, a integridade, a certeza, e a
consistência da vida se desaparecem se não tivesse fé e verdade.

Nós cremos que moral crença se funciona como fator instigante (motor, motivador,
determinante, causador): porque nós vivemos pela fé, isto é, pelo que cremos.

(Fé e Tentação) A moralidade que nosso Deus demonstrou como o caminho em que
devemos andar é distinta, separada, inconfundível, e eminente das influências de contextos
mundanos em que vivemos.
Por exemplo, a vida de José, filho de Jacó, e a de Daniel que deram testemunha de
elemento interno de fidelidade, constância, imutabilidade, integridade, veracidade, unidade,
e convicção que são não influenciados por mundo exterior e circunstancias: a fé que eles
tinham determinou a vida deles. Assim, eles olharam o mundo por outra vista, isto é, por
outro olho de fé.
Cornelius Van Til alegou que os fatos são jamais neutros. A fé que está diante dos
fatos interpreta-o e determina nossa decisão.
Assim, o que nós cremos determina a nossa perspectiva e nossa historia e nossas
vidas cotidianas, e nosso caminho. Assim, sem fé, desaparecem a unidade, a certeza, e a
consistência na vida e também nas ciências. Nossa paz, paciência, coragem, entusiasmo,
obra, espiritualidade, santidade, etc. dependem da fé que pessoa possua. Adão e Eva,
perdendo a sua fé, caiu na incredulidade na integridade de Deus, na veracidade de Deus.
Adão e Eva deveriam tomar decisão pela fé (confiança) na palavra de Deus: eles deram
credito em mentira de satanás: por isso eles perderam a sua consistência, isto é, a sua
fidelidade e não podiam agradar a Deus.

As interpretações sobre os fatos de universo são diferentes para o budista, para o


existencialista, e para o cristão.
Para o budista, tudo é ilusão: para o humanista, o universo tem significado pessoal
da qual cada um prescreve lhe em termos de vontade livre; todo significado vem das
imaginações do homem: para o cristão, tudo é criado, interpretado e determinado por Deus,
e tudo é compreendido em termos dEle. Jesus Cristo proibiu que ninguém julgue a outro,
pois é Deus que julgará a cada um conforme o que fizemos com padrão (referencia).
Ninguém julga ou interpreta em termos de seu próprio critério ou padrão ou imaginação.

(Fé e raciocínio). Todo mundo percebe as coisas do mundo pelo senso, mas o
coração do homem processa, condiciona, e interpreta as coisas que se encontra e se vê.
Nosso Deus nos não deu o atributo de onisciência. O homem é incapaz de saber tudo. O
homem deve resolver a maior parte da vida por fé, hipótese, ou suposição, não por
raciocínio. A raciocínio não é todo poderoso como pensava os racionalistas do século
passado, pelo qual o homem não pode descobrir todos segredos do universo, especialmente
o mistério plano da salvação do homem em Cristo Jesus. O raciocínio deve ficar como
instrumento que serve a revelação e fica subjugado à revelação, e ao conhecimento a priori,

105
por exemplo, a existência de Deus. Se colocarmos o raciocínio encima da fé, vai cair em
irracionalidade paradoxalmente. Este é a condição do homem, como uma criatura de Deus,
que deve viver pela fé, não por raciocínio, nem por experiência. A fé, a Palavra de Deus
deve dominar e guiar a nossa vida, mente, e coração. Se levemos a nossa vida por
raciocínio e experiência, nós não chegaremos a uma conclusão (conseqüência, resultado)
com certeza. Na tentação na vida de Adão e Eva, eles deveriam tomar decisão pela fé em
palavra de Deus, não por seu raciocínio ou pela suposição sem fundamento sugerida por
satanás. Por isso, a Bíblia fala que o justo viverá pela fé.

(Fé e obra e consciência) Em Tg. 2:26, disse que a fé sem obra é morta. A
verdadeira fé é aquela vida que vive como ele crê. Dizendo que tenho fé, mas se não vive
como ele crê, aquela fé professada é falsa, porque aquela fé não está em operação. A
pessoa não está em verdade. Ele está vivendo por outra fé. “Se dissermos que mantemos
comunhão com Ele e andemos nas trevas, mentimos e não pratica a verdade” está escrito
em I João 1:6. “Aquele que diz: eu O conheço e nãoguarda os seus mandamentos é
mentiroso, e nele não está a verdade” está escrita em I João 2:4.
O conhecimento e a fé que não influenciam na vida real e pratica, não teria nenhum
valor.
O verdadeiro cristão é aquilo que vive como ele crê. Se nós vivemos como cremos
baseada na palavra de Deus, então teremos consciência boa e a fé viva: mas se não vivemos
segundo a palavra de Deus, andar nas travas, a consciência vai morrer, vai criar calo na
consciência; no final vai ter a consciência morta; e conseqüentemente naufraga na fé; vai
perder também a fé (I Tm. 1:18, 19).

(Fé e Obediência, Pratica, Obra). Sem fé impossível agradar a Deus. Também, é


impossível obedecer e guardar os mandamentos de Deus sem fé. A fé nos dá a força para
obedecer ainda que se pareça que a obediência é custosa e irracional ao mente do homem.
Em Hb. 11:4 disse; “pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim”.
Em Hb. 11:8 disse; “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu...”. Todo mundo
obedeceu a Deus pela fé; é pela fé venceu o mundo e tentações. A verdadeira face do
homem de fé, não obstante de sofrimento e perseguição, continua a crer nas promessas de
Deus com expectativa de ser salvos pela graça mediante da fé em Jesus Cristo. A verdadeira
fé sempre manifesta suas obras. A verdadeira fé sempre se opera com amor.
O apostolo Paulo disse em Gl. 5:6: em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a
incircuncisão (seja batizado ou não) tem valor algum, mas a fé que atua pelo amor.

(Fé e Experiência). Nós cremos nas coisas invisíveis e não-comprobatórias neste


mundo. Se nós experimentamos e comprovamos o que cremos neste mundo para que
cremos?
Muitos pregam outra mensagem que não edifica caráter, personalidade, e imagem de
Deus no homem pelo ouvir, mas faz povo sentir e experimentar as coisas antes de crer
nelas.

Temos o mesmo espírito da fé (II Co. 4:13).

106
Conhecimento e Moralidade.

“Ensina-me bom juízo e conhecimento, pois creio nos teus mandamentos” Sl.
119:66.
“O temor do Senhor é o princípio do saber (conhecimento)” Pr. 1:7.
“Se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares,
então, entenderás o temor do Senhor e acharás o conhecimento de Deus” Pr. 2: 4,5.
“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” Os. 6:3.
“Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do
conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as cousas e as
considero como refugo, para conseguir Cristo” Fp. 3:8.
“Vós, loucos, até quando aborrecereis o conhecimento?” Pr. 1:22.
“Os simples herdam a estultícia, mas os prudentes se coroam de conhecimento” Pr.
14:18.
“O Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há
verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus” Os 4:1.
“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu,
sacerdote rejeitaste o conhecimento, e te esqueceste da lei do teu Deus” (modificado) Os.
4:6.
“O povo que não tem entendimento corre para a sua perdição” Os. 4:14
“Misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que
holocaustos” Os. 6:6.
“Deus deseja que todos homens cheguem ao pleno conhecimento da verdade” I Tm.
2:4.
“A terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o
mar” Hc. 2:14.
“Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porem não com
entendimento (conhecimento)” Rm. 10: 2.
“E vos revestistes do novo homem que se refaz (reforma) para o pleno
conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” Cl. 3:10.
“Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me
levanto; de longes penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar
e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor,
já a conheces toda. Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão. Tal
conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não posso atingir” Sl.
139:1-6.
Os gentios, tendo conhecimento de Deus, desprezaram-no (Rm. 1:28).

Os apóstolos, Pedro e Paulo, oraram a Deus por povo de Deus para que o povo
tenha o pleno conhecimento de Deus: em I Co. 1:5; Ef. 1:17, 4:13; Fp. 1:9; Cl. 1:9, 10; I
Tm. 2:4; II Pe. 1:2, 3, 5, 8.

107
Deus tem prazer de que o povo conheça a Deus, que é pessoa, e que Deus não é uma
força impessoal que obedece a lei natural rigorosamente; mas é pessoa que é
misericordioso, compassivo, benigno, longânime (Jr. 9:24). O final de conta, nós
precisamos conhecer que Deus é amor. Como é que podemos saber que Deus é amor?
Primeiro, nós aprendemos a todas as verdades pela fé: é por ouvir mensagem que nós
sabemos que Deus é misericordioso, compassivo, longânime.

Eu posso reconheço o meu vizinho que se mora ao lado da minha casa, mas conheço
lhe superficialmente. A palavra “conhecer” é usada a referir ao ato sexual em Gn. 4:1, e I
Sm. 1:19: a traduzida em português “coabitar”. O sentido bíblico de “conhecer” é entender
a pessoa com convivência. A conhecer a Deus é muito mais do que entendimento
intelectual e teórica, mas através da confiança em Deus na vida real, e da aplicação das
palavras ouvidas de Deus na vida pratica.
“Buscai a minha presença” em Sl. 27:8 significa originalmente “buscai a face do
Senhor”: provavelmente é equivalente ao “procurar o seu reino” em Mt. 6:33. Mais
conhecer a Deus é possível por mais comunhão com Deus, por mais andar com Ele. Aquele
que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor (I João 4:8): aquele que não ama em
pratica, é impossível conhecer a Deus. Amando a Deus em pratica, em real, conheceremos
mais Lhe e a sua presença na nossa vida. O conhecimento de Deus é o conhecimento do seu
amor para conosco e a sua vontade para conosco e o conhecimento de vida santificada e
vida moral: pois Deus é amor. Nós comprovamos a veracidade de existência e natureza de
Deus através da vida cotidiana.

Em João 1:3 está escrito: Todas as cousas foram feitas por intermédio dEle, e sem
Ele (Jesus Cristo), nada do que foi feito se faz. Sem conhecer a Cristo Jesus, naturalmente,
o homem não entenderão todas cousas. Sem conhecer o mistério de Jesus Cristo, nós não
conheceremos a razão da nossa vida e a nossa santa vocação, pois Ele é a expressão exata
do seu Ser, Deus (Hb. 1:3).

O conhecimento de ética, o conhecimento de Deus, é diferente de conhecimento de


ciência. Um doutor ou um profissional em uma área não significa que ele é também
excelente na vida ética proporcionalmente. São outros tipos de conhecimento e
inteligência. Um doutor da ciência possa ser péssima pessoa no relacionamento com
pessoas e no conhecimento a respeito de o que devo fazer na área moral, como é que devo
andar com Deus e como é que devo viver com o meu vizinho.

O conhecimento de fim e de meio são diferente: por exemplo, eu sei dirigir carro,
mas não sei consertar-lo: eu aprendi a dirigir carro por sua utilidade como um meio de
facilitar a minha vida. Eu sei manejar pistola ou faca significa que eu sei como usa-lo: é a
questão de habilidade técnica acerca de meios. Nós precisamos preparados para usa-los
para devido fim. Os ladrões e salteadores usam pistolas e facas para outra finalidade.
Assim, nós precisamos ter conhecimento de meios e fins. Pode acontece na vida religiosa,
não conhecendo a Deus, muitos pretendem manipular a Deus e aproveitar a graça de Deus
para a sua própria finalidade, aprendendo conhecimento pratico e técnico ou sendo muito
religioso para tirar algum lucro. Deus e o meu próximo que Deus mandou a amar são o
objeto de nosso amor: não são meios para utilizar para meu fim. Até o apostolo Paulo
pensava que ele tributava culto a Deus, perseguindo os cristões e a sua Igreja. Ele

108
confessou depois que estava demais zeloso para com Deus, mas sem entendimento dEle
(Rm. 10:2). A comunhão com Deus e com próximo não têm por finalidade de manipular a
Deus ou aproveita-lO ou próximo.

Se a nossa crença fosse a verdade, não haveria conflito entre a nossa fé e a


experiência; pois a crença é baseada em verdade. Nós precisamos discernir ente as
revelações bíblicas e as descrições (explicações) cientificas, empíricas, filosóficas,
existenciais, e humanas.

Todos mandamentos e recomendações, e admoestações devem ser guardados pela


fé: todos juízos morais são crenças, por exemplo, “a mentira é errada”. Porque é errado a
mentir? Esta proposta, esta crença, tem que ser comprovada pelas nossas experiências,
senão, esta hipótese seria falsa, mas é difícil comprovar essa verdade (proposta) na nossa
vida real. Por isso, muitos têm coragem de mentir. A palavra de Deus nos recomenda que
não minta porque a mentira traz prejuízo sério e conseqüência má. Assim, a palavra de
Deus e o seu mandamento são os conteúdos da nossa fé (crença) e os nossos conhecimentos
da vida moral, da vida santificada e da vida piedosa.

Como a palavra de Deus nos recomenda que não deis credito a qualquer espírito ou
ensino (I João 4:1): sempre nós devemos confirmar-o com palavra de Deus.

Será perigoso ter conhecimento de bem e mal – o discernimento entre o bem e o mal
– como Deus proibiu a Adão e Eva este fruto?

Na verdade, creio que nosso Pai celeste deseja que nós também sejamos os
conhecedores do bem e mal como Ele é. Nós simplesmente devemos respeitar o tempo
determinado por nosso Deus Pai; tempo de inocência, tempo de ignorância em que deve
obedecer ao Pai absolutamente sem saber a razão de porquê e sem saber o seu resultado de
obediência ou de desobediência. Chegando o tempo de aprendizagem, devemos buscar e
aprender o conhecimento de bem e mal, como Salomão pediu ao Deus a sabedoria de
poderem discernir entre o bem e o mal em I Rs. 3:9. Nesta vez, Deus se agradou por pedido
de Salomão. Nós devemos ser conhecedor de bem e mal, senão nós não podemos ser os
filhos de Deus, e não podemos ter comunhão com Ele. E nós não teríamos
responsabilidade dos nossos atos. É importantíssimo o conhecimento de bem e mal na
decisão ética. Então, o que é o bom e o mal? Depende das opiniões caprichas pessoal
haveria mil respostas. Mas, podemos dizer resumidamente que a verdade e a justiça (amor)
e fé são bons e as coisas contrárias, por exemplo, falsidade, injustiça, incredulidade são
más.

O importante conhecimento no momento de decisão moral é o conhecimento da


realidade: o conhecimento de fato. A decisão de um teista temente a Deus, que crê que o
Criador deste mundo é o Juiz e o Legislador de todos homens seria bem diferente da
decisão de um ateísta que crê que o homem é simplesmente uma criatura evoluída de baixa
criatura. Para um ateísta, a decisão moral seria ridícula para ele. Temos certeza de que as
ateístas terão este tipo de vida: hoje comer e beber, e amanha morremos. Assim, a fé em
Deus e o conhecimento de Deus são importantíssimos na vida ética.

109
Nós não podemos negar que são muito significantes o conhecimento e conceito de
bem e mal na vida humana, pois, o conceito de bem pode motivar pessoa: o do mal pode
restringir o homem: a formação de bom conhecimento é essencial na construção de vida
sólida e boa sociedade. Mas, o conhecimento não garante que o homem vive cabalmente
como ele aprendeu; porque ele enfrenta grandes dificuldades de tentações na vida moral. A
educação de conhecimento é importante; mas isso não resolve totalmente problema moral:
porque o problema moral está com o homem em si, com natureza do homem e com nosso
inimigo, satanás. Os hedonistas dizem que o prazer individual e imediato é o único bem
possível, princípio e fim da vida moral: por isso, nós precisamos ter mais conhecimentos
para concordar ou descordar com essa opinião; se realmente qualquer prazer seja bom.

O conhecimento da verdade não é suficiente como confirmamos, mas é a mínima


condição necessária para juízo moral. O juízo moral exege cognitivo elemento no conteúdo
de verdade. A julgar um ato, seja bom seja mau, é aplicar o conhecimento e o exercício de
raciocínio e exercer a fé a respeito da moral realidade. Por isso, Paulo orou por irmãos
amados que o homem interior seja fortalecido segundo a riqueza da sua graça, com poder,
mediante o seu Espírito em Ef. 3:16.

Alem de conhecer a Deus; a sua natureza, a sua vontade, e seu plano para conosco,
etc. nós precisamos ter conhecimento das ciladas de satanás, o nosso inimigo, e também o
de si mesmo, isto é, do homem na vida moral. Estes conhecimentos não são separados,
mas são interligados na vida moral.

Além de conhecimento de o primeiro dever, amar a Deus, conhecer a Deus, nós


precisamos ter capacidade de perceber seu próprio sentimento e de alheios. Nós somos
vitimas de engano de mente e de coração pecaminoso: como o profeta Jeremias clamou em
Jr. 17:9 que o coração do homem é mais corrupto e enganoso mais do que todas as cousas
desesperadamente e quem o conhecerá? A nossa mente e o coração decaído sempre nos
enganam. O coração pecaminoso não permita gente a sentir a emoções de outros, a mente
corrupta cega nossa visões.(refere a autodecepção).

O apostolo Paulo também lamentou em Rm. 7:15, 17, 18, por situação espiritual do
homem; que porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o
que prefiro e sim o que detesto. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que
habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum,
pois o querer o bem está em mim; não, porem, o efetua-lo. Nós precisamos ter
conhecimento acerca de nossa situação espiritual diante de Deus por iluminação de Espírito
Santo.

Considere de novo a analogia citada de um passarinho que se foge de medo e de


perigo de seu predador por maneira de meter a sua cabeça nas neves, deixando seu corpo
para fora de neves; pensando que se escapou do perigo porque eu estou não vendo o perigo
ou o seu caçador. A mesma coisa pode se acontecer com homens que pensam que não há
perigo porque eu não percebo o perigo. O perigo pode estar aí independentemente sem
relação com percepção do homem. Nós não podemos dizer que Deus ou a questão moral ou
perigo não existe porque nós não percebemos ou comprova-lo. Então, quem nega a
realidade, fica ignorante ou negligente. O juízo moral de individual tem a possibilidade de

110
ser falso por não reconhecer a realidade. O exemplo é o sentir ressentimento ao mau
tratamento injustamente. Um justifica ao outro que não há razão de sentir ressentimento e
persuade lhe que ele não mal tratou lhe. Outro reconhece o fato injustiça ou imoral e sentiu
a realidade de seu amigo ser ofendido por ele e tem conhecimento da realidade da vida
moral, como aconteceu com o rei Davi.

Paulo disse em Rm. 1:13: não quero que irmãos ignorem que, muitas vezes, me
propus ir ter convosco para conseguir igualmente entre vós algum fruto. Paulo desejou que
os romanos soubessem a sua vontade para com eles. Cremos também que nosso Deus
deseja que nós conheçamos o seu amor para com conosco, se não soubéssemos ficaríamos
culpados diante de Deus. Assim, a ignorância é considerada culpada e está sujeito a
necessidade de expiação (Lv. 4:2, 3, 22, 27: Nm. 15:24). A ignorância de propósito é mais
seria: pessoa podia conhecer a verdade, mas reprimiu a vontade de conhecer-la, permanece
na ignorância. Os saduceus cometeram grande erro porque não conheceram as Escrituras e
nem poder de Deus (Mc. 12:24-27).
A Palavra de Deus disse: não se engane como alguns ignorantes, haverá o
julgamento após da morte conforme o que fizemos com nosso corpo. A ignorância é
abominável diante de Deus onisciente.

Paulo advertiu a nossa ignorância em I Co. 6:9-11: Não sabeis que os injustos não
herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros,
nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem
maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais foram alguns de vós; mas vós
vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus
Cristo e no Espírito do nosso Deus.

Paulo orou por irmãos varias vezes para que tenham o pleno conhecimento de Deus.
O conhecimento da verdade é um das armas que precisamos na batalha contra o nosso
inimigo (Ef. 6:14). É pela nossa ignorância própria nós percorremos para perdição. O
conhecimento será agradável à sua alma (Pr. 2:10). Os simples herdam a estultícia, mas os
prudentes se coroam de conhecimento (Pr. 14:18). O coração do sábio adquire o
conhecimento, e o ouvido dos sábios procura o saber (Pr. 18:15).

Sabedoria e Moral.

Os estóicos definiram que a pessoa virtuosa se torna sábio, quem tem e se age com
conhecimento de bom.
Os judeus consideram que a sabedoria é a aplicação da verdade divina na vida do
homem.
Bertrand Russell lamentou por criatividade do homem: e ele alegou que a crise de
hoje é o crescimento mais rápido do conhecimento do que aquisição de sabedoria
necessária.
A sabedoria geralmente é definida como conhecimento ou compreensão do bem.

111
“Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho (acha, possuo) de
conhecimentos e de conselhos” Pr. 8:12. “Os prudentes se coroam de conhecimento” Pr.
14:18.
“O coração sábio procura o conhecimento” Pr. 15:14. “Todo prudente procede com
conhecimento, mas o insensato espraia a sua loucura” Pr. 13:16.
Assim, as palavras de sabedoria, conhecimento, prudência, e entendimento são
usados como sinônimas na Bíblia.

“O temor do Senhor é princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é


prudência” Pr. 9:10. & Sl. 111:10. “Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o aprtar-se
do mal é o entendimento” Jô. 28:28. “Se buscares a sabedoria como a prata e como a
tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do Senhor e acharás o
conhecimento de Deus” Pr. 2:4, 5: quer dizer, quem busca a sabedoria e conhecimento vai
conhecer a Deus (Pr. 2:4, 5), vai temer a Deus, vai conhecer o bem, vai guardar os seus
mandamentos e vai compreender o seu próprio caminho e vai afastar do mal; pois, não
temendo a Deus seria impossível fazer o bem e ser sábio; temendo a Deus podemos afastar
de cometer o mal. A conhecer a Deus que é o Juiz, a guardar os seus mandamentos, e
afastar do mal e fazendo o bem, e a temer Deus são a primeira sabedoria, e devem ser o
primeiro conhecimento do homem (Pr. 1:7; Sl. 111:10).

Mas, os loucos (insensatos) desprezam a sabedoria e o ensino (Pr. 1:7), e confiam


nas riquezas (Sl. 49:5, 6).

Final de contas, a sabedoria é a conhecer a Deus (Pr. 9:10) e temer a Deus (Pr. 9:10;
Jô 28:28A) e a guardar os seus mandamentos (Dt. 4:6; Sl. 119:98-101) e desviar do mal (Jô
28:28B); conhecer o bem e o mal e confiar no Senhor. O homem, revestido de honrarias,
mas sem entendimento (sabedoria), é, antes, como os animais, que perecem (Sl. 49:20).
Quem há que possa discernir as próprias faltas? (Sl. 19:12).

“Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos; porque,
aqueles, eu os tenho sempre comigo. Compreendo mais do que todos os meus mestres,
porque medito nos teus testemunhos. Sou mais prudente que os idosos, porque eu guardo os
teus preceitos. De todo mau caminho desvio os pés, para observar a tua palavra” Sl. 119:98-
101
“Guardai-os (estatutos e juízos), e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o
vosso entendimento perante os olhos dos povos” Dt. 4:6. Paulo disse que as Letras
Sagradas nos fazem tornar sábio para a salvação pela fé em Jesus Cristo (II Tm. 3:15). O
salmista disse em 19:7: o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. “A
revelação das tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples” Sl. 119:130. A fonte
de nosso conhecimento de Deus e sabedoria de discernimento é a palavra de Deus; a
sabedoria vem lá do alto; é dom de Deus.

Como Deus é amor; e o amor procede de Deus (I João 4:7, 8); a sabedoria também
não é de próprio homem; é dom de Deus, como o rei Salomão pediu-a ao Deus. Deus nos
faz conhecer a sabedoria (Sl. 51:6).

112
Como está escrito em Cl. 3:10; vos revestistes do novo homem que se refaz para o
pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou: o dom de conhecimento e de
sabedoria que discernir o bem e o mal é um aspecto da imagem de Deus em homem. A
natureza de moralidade é a imagem de Deus, que transferiu ao homem na criação.

A sabedoria é diferente do conhecimento neste caso, por exemplo, um cientista que


pode ser um conhecedor bem das pernas de mosca, isso não significa que ele é sábio nos
relacionamentos com seus companheiros e temente a Deus; um especialista em jóias
preciosas, o qual tem conhecimentos extraordinários que outro não tem pode ser um
homem que não tem outro conhecimento de outros valores mais preciosos do que ouro e
prata. O outro exemplo é que Deus revestiu Bezalel de habilidade, de inteligência
(sabedoria) e de conhecimento, em todo artifício (Ex. 31:1, 2). Tais conhecimento e
sabedoria não tem nada a ver com noção de moralidade. A palavra de Deus nos revela que
o valor do conhecimento de Deus e o de temer a Deus e o da sabedoria de discernir o bem e
o mal, e o da obediência (guardar seus mandamentos) são maiores do que ouro e prata.
“Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; porque melhor
é o lucro que ela dá do que o da prata, e melhor a sua renda do que o ouro mais fino. Mais
preciosa é do que pérolas, e tudo o que podes desejar não é comparável a ela. O alongar-se
da vida está na sua mão direita, na sua esquerda, riqueza e honra. Os seus caminhos são
caminhos deliciosos; e todas as suas veredas, paz. É árvore da vida para os que a alcançam,
e felizes são todos os que a retêm” Pr. 3:13-18; 16:16; Sl. 19:7-10.

Mas, a sabedoria e conhecimento se andam juntos na Bíblia: a sabedoria bíblica e o


conhecimento bíblico são a conhecer a Deus e saber discernir o bem e mal, entender o seu
próprio caminho, pois temendo ao Senhor, pode desviar do mau caminho. A conhecer Deus
é fonte da vida sabia, arvore da vida, isto é, a fonte de vida moral.

Bíblia nos admoesta que não seja sábio aos seus próprios olhos. A ser sábio deve
ser objetiva, não subjetiva. A verdade e a fé e o conhecimento são sempre objetivos. É
impossível ponderar a ser sábio fazendo o mal, pois a Palavra de Deus declarou, que é
estultícia. Por isso Deus disse em Is. 29:14 (I Co. 1:19): continuarei a fazer obra
maravilhosa no meio deste povo; sim obra maravilhosa e um portento; de maneira que a
sabedoria dos seus sábios perecerá, e a prudência dos seus prudentes se esconderá (desfará;
tradução de Edição Paulinas). Ainda Paulo disse em I Co. 3:18, 19: Ninguém se engane a si
mesmo: se alguém dentre vós se tem por sábio neste século, faça-se estulto para se tornar
sábio: porquê a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus. Nós não podemos
considerar o bem o que Deus declarou o mal; fazer da escuridade luz e da luz, escuridade; e
pôr o amargo por doce e o doce, por amargo (Is. 5:20); trocar sabedoria por loucura e
loucura por sabedoria.

“Sabedoria lá do alto, primeiramente, pura; depois, pacifica, indulgente, tratável,


plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento” Tg. 3:17. O ensino da
palavra de Deus é mais perfeito do que o de estóicos: o sábio deve ser puro; sem culpa ou
pecado, além de adquirir as virtudes.

Paulo nos recomendou que sejamos sábios para o bem e símplices para o mal (Rm.
16:19).

113
Não ficar indignado por causa dos malfeitores nem ficar invejoso dos que praticam
a iniqüidade são a sabedoria (Sl. 37:1, 7): deixar a ira e abandonar o furor; não se
impacientes; certamente, isso acabará mal (Sl. 37:8). Confiar no Senhor (alegrar no Senhor
e entregar o seu caminho ao Senhor e descansar no Senhor porque Ele é a sua fortaleza e
salvação no dia da tribulação) e fazer o bem e se alimentar de verdade são sabedoria (Sl.
37:3). O homem sábio é sempre compassivo e empresta (Sl. 37:26), cuja língua fala o que é
justo (Sl. 37:30): ele ama justiça como o Senhor ama a justiça (Sl. 37:28).
Quem é sábio atente para estas cousas (as sua obras magníficas da criação do mundo
e a sua preservação e o seu governo em Sl. 104:2-30; 107:2-42; 147:2-20) e considere as
misericórdias do Senhor (Sl. 107:43).

“O que adquire entendimento (sabedoria) ama a sua alma” Pr 19:8: o homem sábio
ama a sua alma e cuida da sua alma e também dos seus semelhantes. Ele ganha a alma.
A sabedoria do mundo é que amar ao que me ama e odiar a quem me odeia: pagar
por mesma moeda, olho por olho, dente por dente, mas sabedoria divina é amar até os
inimigos e faz o bem ao que lhe odeia. A sabedoria do homem é o alto nível de moralidade,
para crentes, o nível de santidade diante de Deus; o qual busca a vida agradável diante de
Deus.

Bem-aventurado o homem sábio, integro e pacifico, porque o Senhor firma os


passos do homem bom e sábio e se compraz no seu caminho (Sl. 37:23- 25) nem o
condenará quando for julgado (Sl. 37:33): o Senhor o ajuda e o salva porque busca refugio
nEle (Sl. 37:40).
“Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor e se compraz nos seus
mandamentos” Sl. 112:1; pois há grande recompensa nEle(Sl. 19:11).

Convicção.

“Para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles
tenham toda riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente
o mistério de Deus, Cristo” (Cl. 2:2).
“Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé...” (Hb. 10:22).

A forte convicção do entendimento e a plena certeza da fé são sinônimas: pois, sem


fé nós não podemos aprender e entender e no final ter convicção de todas as coisas,
especialmente o mistério de plano de Deus para conosco, isto é, Cristo Jesus.

Como o nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou em Mt. 7:24-27, que nós podemos
ter a convicção e a certeza inabalável através de nós praticarmos o que aceitamos por ouvir
e aprendemos. É pela vida real e pratica que nós podemos compreender e confirmar a
veracidade do que cremos e do que ouvimos. Portanto, o obediente e praticante vai ter cada
vez mais a forte convicção e a certeza conseqüência da sua vida que não é alucinada nem
imaginaria.

114
Como Paulo orou ao Deus Pai pelos irmãos em Cristo Jesus, que compreenderem
pela iluminação do Espírito Santo as coisas: a sua esperança, a riqueza da graça divina, a
suprema grandeza do poder de Deus (Ef. 1:17-19), o insondável amor de Deus (Ef. 3:18,
19). Ele também orou para que tenha o pleno conhecimento e perfeito juizado (Fp. 1:9; Cl.
1:9), nós precisamos entender o que significa o seu chamamento para conosco para ter a
forte convicção e certeza da fé.

Nós temos a convicção de que jamais seremos confundidos e envergonhados de


nada, porque confiamos em meu Senhor Jesus Cristo: Ele é a nossa justiça, nos justificará.

Como Jesus Cristo nos ensinou que os olhos são a lâmpada do corpo (Mt. 6:22, 23),
a fé e a convicção do coração são os olhos do coração; e são as lâmpadas da vida. Como se
os olhos fossem maus, anda o seu corpo nas trevas; assim se a sua fé e a convicção não são
sadias, a sua vida anda nas trevas e vai levar gente para perdição: pois o coração enganado
iludir a gente (Is. 44:20).
Nada sabem, nem entendem; porque se lhes grudaram os olhos, para que não vejam,
e o seu coração já não pode entender (Is. 44:18).

Será que temos sustentável razão de fazer uma coisa e deixando outra? Porque o
conhecimento da verdade da vida ética não é suficiente para me motivar? Qual razão eu
prefere um a outro? As prescrições me mostram o dever e o julgamento moral, mas eu não
me ajo conforme a lei e segundo o meu juízo.

O moral juízo é as combinações de conhecimento, fé, paixão, alegria, a boa vontade,


sabedoria, e convicção para exercer bom desempenho na vida moral. Sem conhecimento e
fé para guiar a vida, a vontade fica cega: sem vontade, será comparável ao carro sem
combustível: sem conhecimento e profecia (esperança), não se entusiasmado. Por
exemplo, vendo que a boa comida saudável esteja na frente da gente, ele não se moveria
nem um dedinho se ele não tivesse nenhuma vontade de comer por ter sido saciado.

Os behavioristas pretendem a entender e interpretar os fenômenos morais por


bioquimicamente, estimulando celebro esperava manifestação de juízo moral, não por
projeção em motor central como em mente composta de razão, emoção e vontade, etc.

17. CONDIÇÃO MORAL DO HOMEM.

Vontade Livre e Responsabilidade e Moralidade.

É a condição necessária a liberdade (livre vontade) na decisão moral entre varias


opções?

115
Então, o que significaria que sou livre? O que significa exatamente a liberdade
(vontade livre)? A liberdade significa a realizar seu desejo seja qualquer for objeto? Ou
significa a exercer decisão autônoma e racional?

Geralmente considera que é razoável que a pessoa seja responsável ou punido se ele
se agiu por sua própria vontade livre. Outra questão é que se haveria a responsabilidade de
pessoa se fosse verdade o fatalismo e o determinismo. Se fosse o homem uma maquina,
uma maquina não teria responsabilidade, sim, de operador da maquina. Sob a condição de
ser ameaçado, constrangido, intimidado, ou insanidade, nós devemos considerar casos
como fator escusável ou reduzível no julgamento? Será que nós admitir sorte moral ao
criminoso no tribunal de justiça, quer dizer, não teve oportunidade de educação a respeito
de vida moral, por exemplo, ensino de não roubar ou não furtar? Na realidade, está
acontecendo a alteração e vulgarização dos conceitos morais. Se a decisão ética seja
determinada por força exterior, sem vontade livre na decisão seria natural que a pessoa não
precisa vacilar em opções éticas, e não poderia criticar (julgar, repreender) lhe
automaticamente por aquela decisão. Por isso, na área de sistema judicial, a questão de
evitabilidade de ação se disputa. Os criminosos costumam a dizer que somos vitimas das
circunstâncias. Será que simplesmente o criminoso tomou aquela decisão sem opções e
alternativos? Será que a decisão fosse feita em condição de ignorância ou em inocência?
Não será má vontade de não assumir responsabilidade da sua vida? O culpado deveria ser
julgado por conseqüências, com fatores subjetivos, quer dizer, com fator de
intencionalidade? A liberdade e responsabilidade vão juntas. Onde não há
responsabilidade, tampouco a liberdade. Se alguém é incapaz de tomar responsabilidade,
ele precisa ter um tutor que exerce a autoridade em lugar do incapaz. A ação moral deve ser
ação livre. Se não houvesse a liberdade, todos conceitos de méritos de elogios ou de
punição, de responsabilidade, de repreensão não teriam mais os sentidos.

Mas Bíblia disse que até uma criança sabe discernir entre o mal e o bem (Pr. 20:11).
O homem foi criado segundo imagem de Deus. O homem é designado ser o conhecedor de
bem e mal. A lei de Deus é gravada na consciência do homem. Se ele não soubesse que a
roubar é mal e errado, porque ele fazia tal maldade em segredo ou na escuridão, quer dizer,
nas noites para esconder o seu mal? Porque um ladrão não falaria verdade no tribunal ou na
publica? A sua consciência já está condenando a si mesmo por maldade feita, pois está
escondendo o seu mal. Poderia dizer que não há aceitável escusa no resultado do seu ato
tomado. O homem é responsável ao seu ato e a sua conseqüência. Ninguém poderia tomar
responsabilidade, nem Deus, nem satanás, senão o homem. O homem tem grande
privilégio extraordinário de liberdade, a habilidade de escolher, mas com responsabilidade.
(se refere à soberania de Deus e responsabilidade do homem)

O ser humano deve tomar decisão de escolha para viver como a criatura feita
segundo a imagem de Deus. Deus nos faz o conhecedor de bem e mal; e nos concedeu a
vontade livre com que possamos tomar decisão de amar a Deus ou não. A palavra de Deus
nos ensina que nós tenhamos uma vida digna de ser filho de Deus; uma vida digna do
evangelho, uma vida digna do Senhor; uma vida digna do reino de Deus. O elemento de
livre vontade, liberdade de tomar decisão é fundamental na decisão racional e ética: e a
vontade livre é uma essência da personalidade do homem. A rejeição de exercício de livre
vontade do homem é a negação de essência do homem e a recusa de ser homem. Mas, a

116
questão é como é que em que baseado cada um deve tomar sua escolha ética e racional?
Quer dizer, a questão de critério pelo qual se comporta cada um é problemática. Como é
que nós podemos saber este critério? É baseada na consciência, ou no instituto ou nas
leis? O homem sempre buscava liberdade de perseguição, escravidão, opressão, miséria,
fome, sede, doença e de ameaças e perigos: isto é a libertação física. Os existencialistas
procuravam a liberdade absoluta; liberdade das autoridades, das tradições, dos sistemas das
leis, isto é, a libertação institucional. No campo moral, é importante a liberdade interior do
que exterior, isto é, a liberdade de consciência que é independente das influencias
exteriores. É ridicula que um governo estadual pretende manter a ordem social por controle
exterior da legislação do que promove a consciência e virtudes dos cidadãos. Onde não há
liberdade de consciência, naturalmente é baixo o nível de moralidade e o senso de
responsabilidade. Onde não há consciência boa, não há liberdade interna de escolha moral;
então, conseqüentemente pretendem a ser controlado por mecanismo exterior, isto é, por
legislação. Onde não há consciência livre, aumenta irresponsabilidade e injustiça. Onde
não há boa consciência tem tendência de legalizar a injustiça. Onde restringe a liberdade, e
também restringe a responsabilidade, e favorece a irresponsabilidade e injustiça. E vice-
versa onde restringe a responsabilidade, também a liberdade. O povo israelita recebeu a
tabua de pedra de Decálogo (dez mandamentos) no deserto através de Moises, mas não
recebeu a consciência onde são escritos os dez mandamentos. Por isso, a vida do povo
israelita não podia agradar ao Senhor Deus. Para ter e manter a consciência boa e pura, nós
precisamos apoio de Deus. Deus criou o homem que tem a plena liberdade da consciência
e com responsabilidade. A genuína responsabilidade se nasce de exercício de plena
consciência; não é de um sentimento de obrigação; é sim, de amor. A responsabilidade
significa o envolvimento pessoal e participação espontânea em solidariedade e em
identificação com pessoas em amor. A responsabilidade é diferente da obrigação imposta;
a responsabilidade é livre e espontânea como o amor.

O Senhor Deus nem se senhoreia na nossa vida, especialmente na área de decisão


ética, apesar de ter plena soberania sobre nossa vida: sempre Ele solicita a nossa vontade e
sugere a Sua opinião: não dita ao homem na marra. Deus, pela sua soberania, deixou um
espaço em que nós possamos participar das obras de Reino onde Ele sozinho possa carregar
todas responsabilidades sem participação de ninguém: mas, na realidade Deus, pela sua
misericórdia, quis compartilhar conosco tudo o seu; alegria e trabalho e os bens. Ele não
esmaga a vontade livre do homem e iniciativa do homem. Ele respeita homem como
pessoa que tem personalidade. Ele não nos força a concordar a sua vontade. Ele deseja que
nós amemos Lhe voluntariamente sem condição, como Ele nos amou sem condição. Essa é
a condição do homem, que é dotado da vontade livre, que não é maquina ou fantoche que
deve ser manipulado ou operado passivamente. Calvino defendeu que Deus se opera
congruentemente com vontade do homem, isto é, Deus se age de maneira persuasivo com
vontade da pessoa, da qual o homem tomar decisão livremente o que Deus pretende. A
soberania e providencia de Deus não aniquila a vontade livre e iniciativa do homem. O
apostolo Paulo também disse ao Filemom, que ainda que eu (Paulo) sinta plena liberdade
em Cristo para te ordenar o que convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor em
favor de meu filho Onésimo... em Fm. 8,9. Pela sabedoria humana, o homem pecador
pretende entender que a liberdade do homem se compete sempre com a vontade soberania
de Deus: mas, a sabedoria infinita de Deus não cria conflito entre Ele e homem. Qualquer
tipo de seja escravidão, seja sistema governamental de totalitarismo, seja demagogia, que

117
manipular a restringir a liberdade do homem é contra a natureza do homem, e contra a
vontade de Deus. Também, o regulamento excessivo e o paternalismo que prove todas
necessidades e elimina a possibilidade de falha dos filhos também são excluídos. Deus
criou homem que tem a livre vontade (autodeterminação) pela qual homem tenha a
possibilidade de pecar ainda que possa se causar as conseqüências horríveis e sérias. O
cristão está em posição de responder e servir ao Senhor livremente, alegremente,
voluntariamente; não porque é para ganhar a salvação, mas porque é em gratidão pela
salvação que já é lhe dada e pelo que tudo que Deus tem feito por nós. Também, os cristões
podem desobedecer, não agradecendo ao Deus segundo a sua própria vontade. Se nós
fossemos criados como robô impessoal, cuja vontade e atitude são predeterminadas, nós
não teríamos necessidade de prestar conta diante de Deus: é impossível ser moral um ato e
o homem moral.

Considerando que a livre vontade é uma essência da personalidade do homem, as


restrições em liberdade do homem são importantes questões. Sartre clamou a radical
liberdade. O humanista disse que o homem é autor da lei: a verdadeira liberdade procede
de emancipação da escravidão histórica e da natureza humana. Eles buscavam a liberdade
de (sem) Deus, e das leis. Eles pretendiam destruir todas estruturas sociais, culturais,
intelectuais, espirituais; porque consideravam que todas estas coisas impedem a liberdade
do homem. E eles não consideraram que o propósito do estado e da lei é a garantir e
estender ao máximo a liberdade. Se a nossa peculiaridade do homem está na radical
liberdade, derrubaria todas tradições, nossa natureza humana, e todos conceitos morais. Se
nós descrevemos (definimos) a livre (liberdade) só por aquela ação que se deriva de si
mesmo, então, só Deus é livre absoluta, completa, e perfeita. Por mesma lógica, o homem
não tem condição de buscar liberdade absoluta como Deus tem e como muitos procuram:
porquê, o homem não é Deus que é independente e autônomo perfeito: o homem é apenas
uma criatura que é dependente de muitas coisas: o homem não tem liberdade total. A idéia
de liberdade que eu posso fazer como quiser é praticamente impossível: a primeira razão é
que o homem não é onipotente como Deus: fisicamente, o homem não pode andar por cima
da água; psicologicamente, especialmente emoção de medo paralisa o nosso raciocínio;
biologicamente, o homem deve se nutrir; o raciocínio do homem não se funciona no meio
perdido da floresta. Assim, há grande abismo no entendimento a respeito da liberdade. Os
humanistas buscavam a liberdade absoluta e absurda de física; mas Jesus Cristo estava
falando da liberdade de moralidade. A decisão moral e a liberdade do homem são
condicionadas por criação (genericamente) por Deus e por ambientes (circunstancias). Eu
estou dentro estas limitações, e também o meu desejo e vontade e minha liberdade. A nossa
liberdade é delimitada, mas não determinada. Dentro dos limites existe a liberdade do
homem, e é compatível com vontade de Deus.
Também admitindo que os outros também têm a mesma liberdade como eu tenho, a
minha liberdade deve ser limitada (parada) ante o ponto de invadir a liberdade de outro.
Assim, não existe a liberdade absoluta para homem diante de Deus como criatura dEle e
diante dos seus companheiros semelhantes. A liberdade absoluta, sem limite não
compatível com condições do homem; e não se funciona; causa apenas autodestruição.
“Eu tenho a liberdade” não significa que eu tenho direito de fazer como quiser. Tal
definição de liberdade do homem que é livre de todas as restrições não resolve a verdadeiro
sentido da liberdade do homem, porque leva á caos e destruição mutua.

118
Deus criou o homem não como robô ou fantoche que tem a sua realização infalível
de mecanismo ou é passível no seu movimento, mas uma criatura que tem vontade livre: o
homem sabe tomar decisão alternativa e tem possibilidade de errar. Como Milton and Rose
Friedman disseram que Deus prefereu não criar o homem como a andróide que não tem
opções alternativas: Deus referiu a gerar o homem como seu herdeiro, que é pessoa que
possa ter comunhão com Ele e possa se falhar com liberdade. Deus preferiu homem que
pode falhar a robô que não se falha. (Livre para Escolher: NY: Harcourt Brace Jovanovich;
1980). Se for o homem incapaz de tomar responsabilidade, é também incapaz de ser livre:
ele precisa um aío (tutor).

O conceito secular de liberdade absoluta significa a rebelião contra Deus, e


independência de Deus, e autodeterminação de o que é bom e mal, e a mesma categoria de
pecado original de Adão e Eva, a destruição de relacionamento com outros, e o mesmo
pensamento do homem secular e moderno e de satanás. Quando o homem busca a
liberdade sem Deus, perde-la, e se torna a ser escravo do pecado e de satanás.
Paradoxalmente, mais dependência de Deus e mais comunhão com Deus, mais liberdade
teremos. Se nós aceitamos o pensamento secular de espírito autônomo e independente e a
sugestão de satanás de espírito de rebelião e usurpação, seremos enganados; pois não
aconteceram como Adão e Eva pensavam e desejavam. Exatamente o apostolo Pedro fala
em II Pe. 2:18, 19: (falsos profetas) proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam
com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que
andam no erro, prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção,
pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor. Também o apostolo Paulo disse em
Rm. 14:7, 8: nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si, porque se vivemos,
para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos; quer vivamos ou
morramos, somos do Senhor. Neste versículo, descobrimos o nosso status em Cristo Jesus
e a nossa liberdade de servir e amar ao Senhor. O nosso Salvador Jesus Cristo se encarnou
para nos dar liberdade, não escravidão: a liberdade para obedecer, servir, e amar; e a
liberdade do pecado, do medo, e de morte, etc.

Nós podemos mais consideramos o sentido de liberdade em quatro etapas por ponto
de vista cristã; no tempo de inocência, da queda, da regeneração, e da glorificação como St.
Augustino alegou.
No tempo de inocência, antes de queda, Adão e Eva tinham não somente a liberdade
como a força de autodeterminação responsável, mas também como o poder de contrária
escolha.
Adão e Eva no jardim Éden podiam escolher amar e obedecer a Deus ou não. Mas,
eles escolheram a desobedecer ao mandato de Deus. Depois de queda, o pecador, não-
regenerado, se determina de acordo com sua natureza depravada. O coração corrupto do
pecador, não-regenerado, não aceita o conselho divino, fé em evangelho, e confiança em
Cristo. Quando o não-convertido faz boas obras, é não por motivo de glorificar a Deus e
formar o Seu reino. Quem está no tempo de regeneração recebe a nova natureza espiritual,
encima da velha natureza carnal. O regenerado experimenta os conflitos entre duas
inclinações para o bem ou para o mal. Uma vez mais, o homem experimenta a liberdade,
isto é, o poder de tomar decisão entre o bem e o mal. O regenerado enfrenta a escolha das
opções conflitas entre o Espírito e a carne. Na glorificação, a liberdade dos santos não terá
mais conflitos de escolhas. A liberdade deles será como a de Cristo. As nossas

119
determinações e atitudes serão consistentes com a nossa natureza nova em Nova Terra e
Novo Céu.

Ainda, há questão teológica: será que o homem tenha a liberdade de aceitar a graça
divina como salvação por sua própria vontade? Os Reformadores negam que o homem
pecador tenha a liberdade de vontade de aceitar Jesus Cristo como Salvador: os católicos e
humanistas modernos consideram que a vontade escravizada é aniquilação da natureza do
homem.

O conceito cristão da vontade livre que é baseada em confissão teológica é diferente


do conceito filosófico e antropológico que considera que o homem tem poder de ser
autônomo e é capaz de decidir por própria conta. A vontade do homem pecador é
escravizada por pecado. Como Calvino e Augustino argumentaram que o homem foi
criado com grande poder de vontade livre, mas perdeu-a através de pecado. O pecado
escraviza homem e rouba lhe a sua liberdade (João 8:34). Os pecados do homem não são
manifestações de liberdade, mas inclinação escravizada de perversidade e obstinação que se
percorre para os pecados. No sentido bíblico, o homem pecador não tem liberdade como
Jesus Cristo disse em João 8:36: se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
A restauração em Cristo, o novo homem, se refere à restauração de livre vontade e
libertação da vontade escravizada. A libertação em Cristo é de poder de travas. Seria
completamente ilusão o pensamento do homem que considera que o homem tem livre
vontade.

Nós morremos com Cristo para que o corpo do pecado seja destruído, e não
sirvamos o pecado como escravos em Rm. 6:6.
“Éramos escravos de toda sorte de paixões e prazeres...” em Tt. 3:3.
“Libertados do pecado, transformados em servos de Deus” em Rm. 6:22.
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei firmes e não vos
submetais, de novo, a jugo de escravidão” em Gl. 5:1.
“Fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à
carne; sede, antes, serva uns dos outros, pelo amor” em Gl. 5:13.
“O Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” em II Co.
3:17.
A Palavra de Deus enfatiza em libertação do pecado para liberdade para boas obras.

A restauração ultima de liberdade é escatológica e perspectiva até que todas


criaturas serão libertadas da servidão da vaidade para a liberdade de gloria dos filhos de
Deus (Rm. 8:21). A total liberdade do homem no sentido teológico, a total restauração de
imagem de Deus serão realizadas só no futuro, na glorificação dos santos.

Assim, admitindo a liberdade a apesar de ser limitada, nós podemos tomar decisão
muito significante diante de Deus e diante dos homens. Deus sempre elogia as pessoas que
são fieis no pequeno. Quem não toma o jugo mais leve de Jesus Cristo, perde a sua
liberdade.
Onde não há responsabilidade, tampouco a sua liberdade. A negação de exercício
de liberdade e a não-aceitação de responsabilidade são a negação da fé em criação por Deus
com propósito da qual o homem tem a semelhança com Deus, isto é, a agente moral; e

120
conseqüentemente a perda da sua honra e gloria e dignidade revestida por Deus. A
moralidade de responsabilidade com condição de livre vontade é a essência fundamental da
natureza do homem original e a imagem de Deus.

Dentro de limite, a decisão moral do homem não é determinada previamente;


sempre há espaço em que o homem tem liberdade, a livre vontade, autodeterminação. Há
muitas causas e condições que influenciam na decisão do homem, inclusive as obras
graciosas e misericordiosas, e sábias do Espírito Santo, e as condições genéricas,
psicológicas, e sociais, etc; mas não são determinantes e ultimas na decisão do homem.
É homem que é responsável a sua decisão moral na vida. A determinismo e
fatalismo ou mecanismo cientifico que por despersonalização fracassaram a explicar a
espontaneidade, deliberação, senso de responsabilidade, criatividade, intencionalidade, e
habilidade de execução do propósito do homem são contra a vontade de Deus e a contra a
livre vontade do homem. O homem não é simples passivo em receber influencias, mas ele
mesmo é o causador (agente) da influencias, e autodeterminante. O homem não é
determinado a pecar contra Deus, e cometer crime na sociedade.

Se homem abandonasse a sua responsabilidade, isso significaria abandona também a


sua liberdade, e pretende viver por tutelado e por escravidão. Isso significaria escolha de
vida de subumano.
O homem autêntico é o homem de liberdade com responsabilidade na decisão
moral.

Liberdade e Tropeço.

É duvidosa a questão da absoluta liberdade do homem: pois, de ponto de vista


cientifica, o homem está sujeito à lei natural (de causalidade). Mas, no reino de Deus há
outro elemento, isto é, o homem está sujeito à lei moral, que tem também o fenômeno de
causa e efeito como no mundo natureza.

O homem tem liberdade? É sim, o homem pode ter-la. O homem tem a liberdade
absoluta? É negativo em cientificamente (fisicamente) e também eticamente
(espiritualmente). Os humanistas exege a liberdade absoluta. Até alguns cristões também
pensam em mesma maneira, que o homem tem liberdade de pecar, e liberdade de andar
sobre ás águas: crendo assim ponham a Deus à prova. O homem tem a liberdade, mas
limitada. Nós temos a liberdade de comer de quaisquer coisas? Nós não podemos dizer
que temos a liberdade de tomar veneno, pois nós não somos livres de efeito nocivo de
veneno. Nós não temos a liberdade de pecar? É sim, por acaso, pode ter a vontade livre de
matar alguém como a vontade de tomar veneno, mas não se escapa do efeito do mal que eu
fiz; porque é Deus que vai julgar o bem ou o mal que nós fizemos por nossa decisão livre.
Se fomos livres de efeito de veneno e possamos andar sobre as águas e possamos escapar
do julgamento (efeito do mal) somos verdadeiramente livres; e podemos dizer que temos a
liberdade absoluta. Nós não temos absoluta liberdade tanto moralmente como fisicamente,

121
pois nós estamos sujeito a conseqüência de um ato livre. Nós não temos a liberdade de
prejudicar o próximo e de fazer qualquer coisa se quiser.

É sim, temos a vontade livre (liberdade) até a ponto de cogitar fazer o bem ou o
mal: mas se fizemos o mal deliberadamente perdemos a liberdade paradoxalmente: porque
ficamos sujeito ao efeito de injustiça e ficamos escravos do pecado (João 8:34), e perdemos
a liberdade (condição) de fazer o bem (Rm. 7:15). Se nós uma vez pecamos, nós
escolhemos fazer só o mal: nós recolhemos o fruto da nossa decisão seja certa seja errada.

A liberdade do mundo secular é ilusória: porque não considera os resultados da sua


liberdade. A sua obsessão da liberdade seria semelhante ao que não cogita as
conseqüências nocivas do veneno, bebendo livremente o veneno: a liberdade secular é um
ato de suicídio.

Para cristianismo, a liberdade é elemento espiritual e transcendental (milagrosa) de


sua existência de um cidadão do reino de Deus: porque Deus nos concedeu na criação como
uma parte da imagem de Deus. Mas a liberdade de um cidadão do reino secular é humana
(carnal), existencial (natural), e ilusória.

Se pensarmos que temos liberdade de pecar como os seculares ou os pelagianos e


semi-pelagianos e armenianistas pensam, isso significaria que o pecador ainda pode
converter e voltar para Deus pela sua mesma liberdade; e seria igual ao homem que pensa
em que somos livres do efeito do pecado, que é contra ensino bíblico e regra da natureza.

Assim, o conceito bíblico de liberdade é diferente do secular. O conceito secular da


liberdade é como Kant argumentou, que é precondição para ser homem autentico: outro
filosofo se avançou ainda para frente, dizendo: o pecar é o marca do homem autentico e
homem livre. Mas, a de cristão é a conseqüência da obediência por vontade livre.

O outro exemplo é a glutonaria e o obeso. É claro que nós temos a liberdade de


comer, mas não deixamos ser dominado por glutonaria. Todas as cousas me são livres
(licitas), mas nem todas convêm (I Co. 6:12). Quando nós disciplinamos as vontades de
voracidade, nós estamos livres do obeso.

Deus sempre colocou diante de nós dois caminhos: um para Deus, outro para diabo;
um para liberdade, outro para escravidão; um para verdade, outro para mentira e falsidade;
um para a vida, outro para a morte.
Não foi colocada a liberdade absoluta diante de nós: somos ordenados a escolher
pela vontade livre um caminho dos dois: um caminho escolhido pela fé para a vida eterna e
para a liberdade ou outro caminho decidido conforme a inclinações da carne para a morte e
para a escravidão eterna.

Nós precisamos ainda admitir que nós ainda não alcançamos a plena liberdade dos
filhos de Deus por causa de fragilidade da carne enquanto vivemos neste corpo, até que
receberemos outro corpo, o qual o nosso Deus pretende nos dar através de Cristo Jesus. A
nossa luta é o exercer e expandir a liberdade em nossa vida pela obediência e pelo domínio
próprio.

122
Então, até quê ponto poderia pessoa gozar liberdade do que como ele quisesse
realizar?
Em quê base (fundamento) pode restringir a liberdade?
Quem será que possa limitar-la: será amigo, ou vizinho, parentesco, estado?
Será que pessoa pode ter plena liberdade? Até que ponto será tolerado?
Será que o estado pode proíbe alguma conduta por causa de ser prejudicial, e
ofensiva ao outro, ou errado moralmente? Será que pode o estado invadir a privacidade
pessoal por causa de comunidade?

Por exemplo, até que ponto nós podemos tolerar ou restringir tais como liberdade de
comunicação, liberdade de literaturas, liberdade de artes, pornografia, fumo-cigarro, droga,
bebida, homossexualidade (atividade sexual) e atividades religiosidades etc.

Liberais,como Mill, argumentaram que somente o prejuízo ao outro pode ter a razão
justificativa para restringir liberdade. Por outro lado, Conservadores defenderam que até a
liberdade de fazer o bem também pode ser restringida.

Na questão de comer carne vendida no mercado ou não (Rm. 14:13-21; I Co. 8:8-
13), Paulo disse temos liberdade de comer-la: mas por causa de irmão fraco na fé por amor
do irmão não comeria carne e restringiria a sua liberdade e ficaria livre de tropeçar outro
irmão e livre das ciladas do diabo. Assim, ele mostrou a liberdade cristã. Se Paulo
reivindicasse só seu direito de comer buscando liberdade particular, não considerando em
edificação dos irmãos na comunidade, ele ficaria como escravo da sua natureza pecaminosa
e egoísta e caiu nas armadilhas de satanás. A liberdade de comer ou não comer pode
constituir o pecado contra irmão, no final contra Deus; as coisas legais podem causar a
tropeçar irmãos na fé. Sim, nós temos a liberdade responsável para todo mundo.

“Todas as cousas são licitas, mas nem todas convêm; todas são licitas, nem todas
edificam” (I Co. 10:23).

Obrigação e Voluntário.

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro em mim um espírito


inabalável. E sustenta-me com um espírito voluntário” Sl. 51:10, 12b.

As obrigações legais são legisladas por representantes da sociedade ou por acordo


da comunidade; e são prescritas. Se não é prescrita em letra, isso significa tolerado. Se
alguém violasse o dever seja positivamente ou negativamente será punido.

Uma atitude boa é aquela que é realizada por amor e por consciência pura, não
aquela que é de calculo de conseqüência ou beneficio próprio ou simplesmente por medo de
punição.

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A obrigação ética é o dever que abraça alguns objetivos, por exemplo, aceita
felicidade de alguém como seu objetivo, mas, sem constrangimento, sem obrigação. Este
dever de moral não é legislado ou prescrito; portanto muitos não levam serio a questão de
dever moral porque não será punido por negligencia do dever moral; mas poderá ser
simplesmente repreendido e criticado na sociedade tradicionalmente. Mas, este conceito de
obrigação moral, obrigação voluntária é muito importante no reino de Deus.
A nossa sociedade composta dos homens pecadores é dirigida sempre por punição,
ameaça, e medo, deveres especificados e prescritos. Se não for determinado
detalhadamente por escrituras os nossos deveres ninguém considera como sua obrigação. A
sociedade ideal seria o reino de Deus onde há justiça de amor, onde não há as leis
prescritas, pois todos são transformados segundo a imagem de Deus: no reino de Deus não
existem mais as leis, senão dois mandamentos de amar a Deus e seu próximo, onde
ninguém vai dizer a seu próximo amar a Deus e seu próximo. A sociedade humana precisa
leis prescritas por causa de nossa ignorância e nossa criminalidade, mas cujas leis devem
ser em harmonia com amor e com consciência boa.

Então, de onde veio este sentimento de obrigação, que eu ouvi a voz do meu ser, da
minha consciência? Porque eu senti que é necessário sacrificar o meu benefício para
favorecer outro? Porquê eu senti que sou culpado se não fizesse aquilo dever? Porque eu
senti feliz e alegria simplesmente cumprindo o meu dever e vendo a felicidade e alegria de
outro? É exatamente a natureza de amor que está no coração do homem. Assim, a ordem
moral é baseada no amor e está escrita na consciência.

Mas, a ordem legal é derivada da legislação do estado ou de associação ou de


acordo. O cumprimento da obrigação legal pode ser feito sem vontade e intenção. Basta-se
fazer o que é determinado nada mais. Se não forem prescritos os deveres ninguém tem
obrigação. A ordem moral é essencialmente voluntária; e, o engajamento de vontade livre
não é por exigência da lei. O bom cidadão seja na sociedade seja no reino de Deus busca a
fazer o bem positivamente embora não haja obrigação prescrita; e também não só
negativamente evitar a fazer o mal.

O ato moral é feito de graça; é essencialmente gratuito, desinteressado, voluntário: o


dever moral visa só bom relacionamento com Deus e com próximo, isto é, a paz.
Portanto, todas nossas atividades devem ser legais e muito mais devem ser morais.
Se as leis ferem a nossa consciência e a moralidade, as leis legisladas estão violando a lei
de Deus, a lei de liberdade e a lei de amor; e promovem injustiça e desconfiança entre
homens e a violência e ineficiência (burocracia) na sociedade.

Intencionalidade e moralidade.

Os animais são induzidos por necessidade e instinto: e o seu interesse ou desejo se


desaparece naturalmente depois de ser satisfeito. As formigas lavoram e esforçam muitos
para ajuntar alimentos para outra estação, mas não sabem fazer outras coisas, senão, sempre
elas repetem a mesma rotina da vida pelo instinto. O seu desejo e a sua necessidade nunca

124
se mudam. No reino delas, podemos dizer que não existe a vida moral: não há opções e
alternativas nas atividades. No reino de animais, a sua resposta é muito simples se
perguntasse a uma delas a razão porque fiz aquilo. Na verdade, nós cremos que nenhum
animal faria este tipo de pergunta a si mesmo ou a outro companheiro: qual razão você faz
aquilo e outro. Nós consideramos que os animais não são conscientes a sua
intencionalidade de um ato: porque é dirigida por intuição, não por vontade livre.

O homem é movido não somente pela necessidade, mas também pelos valores
estimados pessoalmente. O homem pode ter varias razões e motivos.
As atividades dos homens podem ser classificadas em uma categoria por aparência
dos atos: mas a sua intenção, propósito, vontade, e plano podem ser diferentes depende de
pessoas. Todas as nossas atividades têm intencionalidades que fica entre interesse e ação,
que o homem pretende a fazer. Pode dizer todas as atividades do homem são umas
seqüências de determinação intencional. Só o homem criado segundo a imagem de Deus é
capaz de labutar pelos valores e interesses e cobiças com própria vontade e
intencionalidade. É claro que os valores estimados pelo homem não são sempre bons. É
depende de valores que o homem escolha homem pode fazer o grande bem ou o pior mal
do que animais. Este fato de intencionalidade no ato prova que o homem é responsável
pelo seu ato. O homem só indagar e exame e julga um ato concreto manifestado pelo que
ele fez, mas Deus pode sondar e julgar a origem de atividades, pensamentos, plano, desejo,
intenção, etc., pelo que a gente quer (I Sm. 16:7).

A moralidade do homem pode ser muito superficial, que regula a face externa da
atividade.
Mas, a moralidade de Deus e a sua santidade são a assunto de interior. A santidade e
a moralidade cristã se começa lá dentro do coração. Deus exige de nós a integridade entre
intenção e um ato. No julgamento criminal da justiça, também é importante a
intencionalidade de um ato.

“Graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de


coração à (sã) doutrina a que fostes entregues (Rm. 6:17)”.

Consciência.

Será difícil achar a definição satisfatória a respeito da consciência como muitos


tentaram a definir: o que é a consciência. A consciência é uma faculdade de estabelecer
julgamentos morais dos atos realizados. O homem conhece imediatamente as suas
atividades por ela.

Todas as máquinas modernas têm o sistema de automatização de controle de si


mesmo: por exemplo, geladeira e ferro de goma, que tem o sistema de autocontrole de
temperatura: se as maquinas não tivessem este sistema de automatização, o homem, um
operador, deve controlar maquina, vigiando temperatura para sempre. Todos os sistemas de
automatização têm o circuito de chamado “feedback”, que é um circuito de reflexão. Este

125
sistema de automatização não somente percebe a situação (temperatura) presente, mas,
também percebe diferença entre a situação real e o objeto desejado e determinado por
homem; e comanda a correção da situação para manter o alvo designado (temperatura
desejada). Todas as máquinas devem ter o sistema de autovigilancia ou um operador que
vigia sempre a situação da maquina (temperatura); senão, a máquina se queima.

O homem com consciência leva a sua vida exatamente como uma máquina que tem
o sistema de autovigilancia, que tem consciência de si mesmo. A função de monitor da
consciência vigia a nossa vida, reavalia a situação, corrige o desvio, faz nova decisão, e
assim sempre norteia aquilo primeiro propósito que Deus colocou no nosso coração na
criação. Como o desempenho de uma máquina depende do seu funcionamento de sistema
de automatização, a qualidade de moral da pessoa depende da condição da consciência
dele.
Quando o homem não tem a consciência como a criança, cuja consciência é ainda
subdesenvolvida precisa ter um curador até que ela se forma a sua consciência. Onde não
há a consciência boa, a autoridade e as leis tomam conta em lugar dela. Onde as leis
prevalecem como diretrizes na vida moral, o campo de consciência se diminui
proporcionalmente. A nossa sociedade ideal seria que cujos todos cidadãos tenham boas
consciências, não uma sociedade que tenha um sistema de legislação judiciária bem
organizada, que crê no poder de ordem impessoal. Nós costumamos a vivermos em
sociedade que orienta as pessoas por regras e por mais regras. Quanto mais prevalecem as
leis, tanto mais domina a manipulação e a deshumanização e a desmoralização e a
hipocrisia. A nossa sociedade precisa as leis como uma criança que não tem a madura
consciência precisa ter um tutor: mas as leis tem o seu limite; e nós não podemos abusa-la,
nem podemos permanecer a sujeito da lei para sempre. (refere ao propósito da lei).

Assim, a consciência é uma faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos


planejados ou realizados; e que dá conhecimento imediato da suas próprias atividades, seja
no mente em plano seja na real em execução.
A ficar consciente significa ser ciente (cônscio) de alguma situação e compreende-
la. A consciência é a faculdade de perceber as coisas que existem. A consciência moral é
percepção da situação ética, e conduta moral. Ela nos recomenda (persuadir) preferir o bem
ao mal. Toda humanidade seja civilizada ou bárbara, seja letrado ou iletrado, tem essa
maravilhosa faculdade de consciência que norteia a lei de moralidade, pois, o homem é
criado segundo imagem de Deus. Essa faculdade se deferência dos animais o homem:
assim a lei de moralidade é inerente e intrínseca na natureza do homem, na consciência do
homem: em outras palavras, pode dizer que as leis morais são prescrevidas inerentemente
no coração do homem (Rm. 2:15), que demanda que nós precisamos emendar nossa atitude
para conformar a ela, não ela conforme a nossa vontade. Essa é nossa crença na condição
ontológica e moral do homem.

A consciência do homem pode ser fraca ou morta como a maquina não se funciona
bem pelo seu sistema. Quando o homem percebe que a maquina não está funcionando bem
por rompimento de circuito de “feedback” (reflexão); então, a maquina é operada pelo
homem. O homem também pode tampar o seu ouvido de propósito para não ouvir mais a
voz perturbadora de consciência: quer dizer, o homem não deixa a sua consciência
funcionar; deixa consciência desligada e morta.

126
Pela Queda de Adão, a consciência de toda humanidade foi poluída e corrompida:
ninguém tem consciência original, perfeita, confiável. Na verdade, como a Palavra de Deus
disse em Ef. 2:1, a nossa consciência é morta e cauterizada (I Tm. 4:2): nós somos mortos
nos nossos delitos e pecados. Se nós afogamos a voz da consciência por causa de
preferência do pecado, se perde a sensibilidade de consciência cada vez mais, no final cria
calo na consciência, perderemos a sua sensibilidade totalmente; no final teremos a morta
consciência. Por isso, nosso Deus nos deu a nova vida, a nova consciência em Cristo Jesus.
Essa nova consciência não significa a perfeita que todas cidadãos vão receber no céu. Se
fosse recebida a perfeita consciência agora, não cometeria mais pecados.
Por isso, não podemos dirigir nossa vida só por nossa consciência imperfeita, mas
por Palavras de Deus: o mundo é dirigido pelas letras mortas das leis escritas na pedra. É
Deus que determinou o alvo desejado. O nosso Deus determinou um processo de
santificação que seja aplicada na vida diariamente através da lavagem das Palavras de
Deus: pela qual nós podemos ter o alvo bem esclarecido para a qual corremos e a percepção
completa da nossa situação atual diante de Deus. Nós recebemos não somente a ordem de
atingir o alvo, mas também a força e energia de Deus como combustível através do seu
Espírito Santo. Nós devemos labutar a manter a boa consciência por obediência a palavra
de Deus pela fé. Se nós não confessamos nossos pecados em todas vezes diante de Deus
em nome de Jesus Cristo, perderemos a sensibilidade de consciência cada vez mais, no final
nós naufragaremos na fé (I Tm. 1:19). Nós caminhamos a apostasia. Por isso, não
podemos permanecer no pecado e deixar para sempre a consciência morta.

Como uma maquina não tem de si mesmo a capacidade de determinar o alvo; pois o
alvo é indicado pelo homem (temperatura): assim, o homem também não tem capacidade
de averiguar o seu alvo na vida, propósito da vida; o qual é doado e marcado por Deus. No
passado, os pensadores ideológicos creram que o homem pode descobrir o alvo da vida
pelo raciocínio. A padrão moral da consciência não é formulada por si consciência: é Deus
que nos oferece a referencia da nossa vida. A condição ontológica do homem diante de
Deus é que aceitar o propósito de Deus e obedecer à sua ordem pela fé. Se ficar rebelde
contra Deus, não obedecendo a Ele, inculcando sábio, então, isso significa que o
desobediente já tem perdido a sua fé e a sua consciência e vai cair na loucura e estultícia e
está encaminhando para autodestruição, a morte. Por isso, permanecer no pecado vai se
naufragar na fé como Paulo disse. Quem não tem fé e não tem consciência, e quem
permanece no pecado não tem a vida: o incrédulo já é declarado e condenado a morte.

Quando nós desviamos do alvo, devemos ajustar a nossa carreira; e também


precisamos percorrer para Cristo Jesus, confessando os pecados para receber perdão do
pecado e a sua consolação (I João 1:9). Geralmente, nós procuramos outros recursos para
aliviar o peso da consciência, o senso de indignidade, desmerecimento, desvio, e alienação;
por exemplo, por autojustificação, por serviço, por esportes, ou por bebidas e drogas (refere
à autodecepção).

Deus criou o homem segundo a sua imagem; uma criatura autônoma que tem plena
consciência em si que conhece o seu Criador e os seus companheiros; senão Deus não
poderia ter alegria de comunhão com homem: Deus não podia ter orgulho, satisfação pela

127
sua obra de criação do homem. Se houvesse a plena liberdade e autonomia de consciência,
não há moral e responsabilidade na vida do homem.

A tendência do mundo é abandonar a consciência de Deus e de próximos: não quer


saber de Deus e de seus vizinhos: abandonar a consciência de si mesmo e a sua dignidade:
o homem virou uma máquina manipulada e escravizada: agora buscando só a consciência
de objetos naturais: eu percebo a natureza, portanto, eu existo: nem como Decartes disse;
que eu penso em si, por isso, eu existo: o homem moderno nem é humanista como Decartes
que buscava a consciência de si mesmo.

Por isso, o homem fora de si acumula as coisas ao redor de si para sentir a sua
própria existência e a sua dignidade.
O homem moderno busca sentir a sua segurança no sistema sofisticado de
vigilância, abandonando a sua Fortaleza e Refugio: e o seu conforto por as coisas
amontoadas ao redor dele, vivendo isoladamente de outro: todo mundo pretende viver
sozinho como uma rainha da terra.

Quando nós converter a Deus mediante Jesus Cristo, nós seremos novas criaturas
que têm a nova consciência e novo coração.

A consciência mundana se desenvolve através de aprendizagem na família, na


escola, na sociedade; não se evolua naturalmente: mas a verdadeira consciência de como
uma cidadania do reino de Deus é adquirida na comunidade da Igreja de Deus: adquirimos
a nova identidade no reino de Deus através de nosso Salvador Jesus Cristo.
Mas, na sociedade nós temos a possibilidade de adquirir mal informação ou falsa
ideologia como diretriz verdadeira da vida e falsa identidade por consciência enganada pelo
pecado.

18. VERACIDADE E MORALIDADE.

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” em João 8:32.


O que é verdade? A resposta não é fácil.
Todas humanidades ficam importunas por contato com realidade e para saber a
verdade.
Nosso Deus também exege de nós a veracidade da vida.

O crente, o povo de Deus crê em verdade nada mais; não crê em qualquer coisa, sem
confiança, credibilidade, sem veracidade. Crendo em verdade, sempre busca verdade, e
confirma a sua veracidade em sua vida.

Nós sempre devemos eliminar as suposições, hipóteses, conjecturas, crenças


populares, rumores, informações sem fonte, fraudes na vida real e na decisão moral: devem
questionar a sua credibilidade da sua fé e crença, e a sua fonte da informação e do
conhecimento.

128
Nós devemos construir nossa casa em cima da rocha, não encima de areia; devemos
levar nossa vida baseada na verdade e na realidade que não se muda, não em falsidade, nem
mentira, nem fantasias; os quais não se permanecem para sempre.

Nosso Deus exege de nós a verdade na conduta: Deus abomina a duplicidade,


falsidade, hipocrisia, disfarce na vida. Deus ordenou a não mentir; não dar falsa
testemunha: Ele exige que o povo seja honesto em todas situações. Deus abomina pesos
diversos, medida não integral e injusta (Dt. 25:16).

É interessante que a verdade tem conotação de fidelidade e estabilidade na Bíblia. A


coisa que se muda não é fiel, e não é a verdade.

A nossa conduta moral sempre deve ser constante, fiel, coerente. A nossa atitude
não pode se mudar depende situação, lugar, tempo. Isso não significa repetição mecânica
da mesma vida, nem automática sob a vigilância. Nós não levamos nossa vida como uma
vida papagaiada.

A referencia da conduta cristã e o fundamento da moral é a caráter e natureza


imutável de Deus, isto é, o amor de Deus: o caráter de fidelidade pertence ao amor.

O nosso Deus é de verdade: Ele fala da verdade a respeito de Si mesmo, de criação,


e de seu plano de salvação. Deus fala da realidade como as coisas estão. Deus não mente
(I Sm. 15:29, Tt. 1:2, Hb. 6:18). A tua palavra é verdade (João 17:17).

A vida cristã que é baseada na verdade e busca a veracidade da vida importa muito a
historia de como vivemos, que mostra constância e coerência e veracidade da vida. A nossa
cada atitude é muito importante, porque traz conseqüência que influencia em todas áreas no
futuro.
Não há um ato sem sentido insignificante.

A vida cristã ética não é ilusão ou alucinada como muitos pensam; a vida tem que
ter o senso de realidade de espírito como de física.

A avaliação da moralidade se começa primeiro por avaliação d veracidade da vida.


A veracidade é fundamental na vida ética. Como Paulo disse em Ef. 4:15: seguindo
a verdade em amor. O amor precisa ser verdade: o amor verdadeiro é o amor fiel. O amor
regozija-se com verdade e na fidelidade (I Co. 13:6). A nossa vida e moral precisa ser
verdade e fiel. O amor sem verdade e sem fidelidade não é certo, justo, e direito (em
hebraico tsedeq: reto).

Estai firmes, cingindo-vos com a verdade (Ef. 6:14): a verdade e constância é nossa
ultima fortaleza e a nossa força fundamental na estrutura da vida.

Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade (João 16:13): a
plenitude do Espírito Santo significaria a plenitude de verdade e de realidade e de
conhecimento e de palavra de Deus que elimina falsidade.

129
Paulo disse que o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade (Ef.
5:9): a bondade deve ser acompanhada de justiça e de verdade: a bondade sem justiça ou
sem verdade seria indulgência e sem santidade, a qual promove mais corrupção da gente.

Fonte da vida.

A Palavra de Deus em Provérbios 4:23 disse: sobre tudo o que se deve guardar,
guarda o teu coração; porque dele procedem as fontes (mananciais) da vida; quer dizer que
todas atividades do homem se iniciam no pensamento; o homem é aquilo que ele pensa no
seu coração (Pr. 23:7). Jesus Cristo também afirmou que os maus desígnios procedem do
coração do homem (Mc. 7:21). De dentro, do coração dos homens, é que se procedem os
bons e os maus desígnios. O homem bom tira do seu coração bom as coisas boas que
edificam e salvam a vida; mas o homem mau, do seu coração mau, tira as coisas más que
ruína a vida da gente, conduz andar errado e contamina gente (Mt. 12:35).
A moradia do pecado é o coração. Não adiantaria ostentar a sua piedade, não
cuidando a vida interior como fariseus fizeram; é abominável diante de Deus. Assim, se não
tratar o homem integralmente, nós temos perigo de cair em vida carnal ou em farisaísmo ou
em duas salvações; salvação do corpo e de alma.

Por isso, nós preocupamos com os que ocupam o nosso coração, o que pensamos.
Paulo nos recomendou que nós pensemos no que é verdadeiro, respeitável, justo, puro,
amável, de boa fama, virtuoso, e louvável (Fp. 4:8).

O homem vive não só pelo pão; mas pelas Palavras de Deus. O homem se alimenta
e se fortifica não só pelo pão; mas pelas Palavras de Deus. O homem sábio inclina o seu
coração ao mandamento (Dt. 26:16), ao testemunho de Deus (Sl. 119:36), à boa doutrina (I
Tm. 4:6), à sabedoria e ao conhecimento (Pr. 2:2). O homem agradável diante de Deus
busca a Sua vontade e deixa habitar ricamente as Suas Palavras no seu coração.
Por isso, não deixamos o coração ser enganado e endurecido pelos pecados e pelas
falsas ideologias (Sl. 141:4; Dt. 11:16; Cl. 2:4).

O nosso Deus não olha o exterior da gente como o homem olha a aparência; mas
Deus sonda o coração (Pr. 21:2), prova e esquadrinha e conhece o coração da gente (I Cr.
29:17; Jr. 12:3; 17:10; 20:12). Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas
o Senhor pesa o espírito (Pr. 16:2): o Senhor prova o coração (Pr. 17:3).
Deus influencia e muda o nosso coração para mudar a nossa vida (Ed. 6:22; 7:27;
Pr. 21:1; Sl. 51:10). Deus nos convida para transformar o nosso coração, não simplesmente
para ajustar as nossas atitudes exterioras.

Quem pode dizer: purifiquei o meu coração, limpo estou do meu pecado (Pr. 20:9)?
: ninguém. Deus nos prometeu a renovação de nosso coração em Ez. 11: 19 e 36:26 par que
nós possamos guardar a sua lei. Paulo orou em II Ts. 3:5: o Senhor conduz o vosso coração
ao amor de Deus e à constância (perseverança e veracidade) de Cristo Jesus.

130
Nós cremos (Rm. 10:10), voltamos (Dt. 30:2), servimos (Dt, 11:13), amamos a Deus
(Mt. 22:37), amamos irmãos de coração (I Pe. 1:22) com toda sinceridade e com
integridade, não meramente de boca.

Natureza Estrutural do Homem.

Como nosso Deus nos trata integralmente de alma com corpo, nós consideramos o
homem em unidade; coração, cabeça, alma, e corpo sem dividir entre si. Portanto, a
atividade mente não é puramente biológica ou fisiológica como pensam os behavioristas e
positivistas lógicas.

A vida espiritual não pode ser tratada independentemente separada da sua física e
psicológica e vice versa. Por exemplo, a fome, cansaço física e mental, álcool, e droga e
medo, ódio, e raiva afetam a vida espiritual.

Pelo dualismo, temos a tendência de dividir em dois todas coisas; positivo e


negativo; o bem e o mal; o corpo e a alma; a vida espiritual e física. O dualismo definiu
que o espírito é bom e o corpo, mau. E ainda eles pensaram que a vida corporal não afeta a
vida espiritual; e racionaram que o pecado no corpo não afeta o espírito da gente. E eles
consideraram que a salvação significa deixar o corpo e exerceram ascetismo por desejo de
ter a melhor vida espiritualmente. Ainda há a teoria de tricotomia que se divide em corpo,
alma, e espírito.

Agostino alegou que os três elementos de alma, raciocínio, emoção, e vontade são
indivisíveis. Não há coisa má no corpo em si.

Total depravação significa que o pecado afetou toda parte do homem, nem só corpo
ou só mente e coração; é corrupção total. O pecado infeccionou o corpo e escureceu a
mente e endureceu o coração: o pecado destruiu parcialmente as faculdades de estruturas do
homem. E semelhantemente, a santificação envolve todo ente do homem; corpo, alma, e
espírito. E, a regeneração e a ressurreição são recuperação total; corpo, alma e espírito do
homem.

Este tratamento do homem em unidade e em integridade é importante na vida ética;


pensamento e ação; fé e obra; a árvore e o seu fruto.

Essa idéia de unidade ou união ou integridade permeia em todo ensino da Bíblia;


unidade de marido e esposa; Deus e seu povo; Deus Pai e seu Filho e Espírito Santo;
unidade do corpo de Cristo; união de todas coisas em Cristo Jesus; a união das virtudes, isto
é, o amor; unidade de alma e corpo; e integridade de raciocínio, emoção, e vontade do
homem.

131
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as
fontes da vida” Pr. 4:23.“São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons,
todo o teu corpo será luminoso” Mt. 6:22. O seu coração enganado o iludiu (Is. 44:20). Se
nós andamos com pensamentos errados e com corações endurecidos andamos nas trevas: se
nós cogitamos em coisas boas andamos na sua luz, e ainda teremos o sossego da alma e a
saúde do corpo. Porque, o guardar o seu mandamento é saúde para o corpo (Pr. 4:22).

Árvore e o seu Fruto.

“Pelos seus frutos conhecereis árvores” em Mt. 7:16.

A vida cristã exege a profunda transformação radical, que procede do interior do seu
ente, isto é, do seu coração.
A vida ética deve ser integral e inerente e intrínseca no seu ser; não pode ser
extrínseca e exterior; como não pode pendurar outro fruto em sua árvore. A ética vida
cristã não é adornada exteriormente como um túmulo caiado.

A questão de integridade, de honestidade, de veracidade, de hipocrisia é


importantíssima na vida diante de Deus, pois, o Senhor pesa os pensamentos e esquadrinha
o coração da pessoa, não como pessoa veja só a aparência: Deus exege de nós a integridade,
só uma cara.

O reino de Deus não permite a vida de camuflagem, pois, não podemos esconder
nenhuma coisa diante de Deus; seria impossível esconder seu designo aos olhos perspicazes
do Senhor Deus.

Portanto, não pode levar sua vida simplesmente pela lei. Ninguém será justificado
pela obra da lei diante de Deus. Seria impossível agradar a Deus por ser legalista diante de
Deus; é abominável diante de Deus a falsidade sem verdade, duplicidade sem consistência.
Pela observância da lei ninguém poderá mudar o seu ser, pois, o propósito da lei é
nos ensinar o que é o pecado. Se não houvesse a transformação feita pela graça de Deus
em Cristo Jesus e pelo poder de Espírito de Deus e com Palavra de Deus, será impossível
guardar a lei de Deus. A obra maravilha de Deus em Cristo Jesus através do poder seu
Espírito e com Palavra de Deus é a transformação do nosso ser, a regeneração da nossa
vida. Como está escrito em Jr. 13:23 que “pode, acaso, um etíope se mude seu cor de pele e
um leopardo as suas manchas? Então, o homem poderia fazer o bem”. É impossível a carne
faz as boas obras. Quem está na carne, é impossível agradar a Deus. A lei domina os que
estão na carne. Quem está no Espírito está livre da lei. A mensagem de Deus e ensino de
Jesus proclama a nossa necessidade de nascer de novo (João 3:3). Jesus disse que o que é
nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito (João 3:6).

As atividades do homem demonstram a personalidade e caráter da pessoa, como a


boa árvore produza fruto bom e a arvore má produze fruto mau. O homem bom tira do seu
tesouro bom, cousas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira as cousas más (Mt.

132
12:35). Ninguém dizer que a árvore é boa, mas o seu fruto é mau; ou que a árvore é má,
mas o seu fruto é bom. Nós dizemos que a árvore é boa, e cujo fruto também bom; ou que a
árvore má e o seu fruto também ruim.

A cristianismo busca a vida moral que procede do caráter, que nasce da natureza
própria: que é dom de Deus em Cristo Jesus. A formação da imagem, a formação de
natureza (coração e mente) de Cristo Jesus em nossa vida é a obra de Deus pela operação
do Espírito Santo mediante Palavra de Deus. A ética cristã não busca a questão de o que
devo fazer, ou a questão de obrigação pela lei; antes de tudo busca primeiro a questão de
“ser”, o que somos, a nossa identidade e status e a nossa origem.

A vida cristã ética não é imposto por obrigação exteriormente, sim, voluntariamente
e espontaneamente lá do dentro.
Por isso, não podemos levar nossa vida pela lei, pela lei de Moises, pela lei de
escravidão, pela lei da morte, pela lei da carne, mas pela lei de Cristo Jesus, pela lei de
liberdade, pela lei da vida, pela lei de Espírito.

Nós conheceremos a pessoa e a sua fé pelas suas obras, pelas suas palavras que sai
da boca.
O homem reto (justo) não tem discrepância entre a sua palavra e sua obra; entre a
promessa e o seu cumprimento e entre a sua fé e obra.

Por isso, a boca do justo é manancial de vida; ela jorra dos que estão no coração que
tende somente para o bem e paz; cujos pensamentos são retos: por isso, o justo guia outro
para a árvore da vida.

O que ama a pureza do coração é grácil no falar e terá por amigo o rei (Pr. 22:11).
Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus (Mt. 5:8).
Sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb. 12:14): a santificação não é limpeza
do corpo; é sim, o coração. Quem não tem o coração regenerado e santificado não pode ter
comunhão com Deus.
O justo designa o bem, mas os desígnios do insensato são pecados.

Integridade.

“O que ama a pureza do coração e é grácil no falar terá por amigo o rei” Pr. 22:11.

Aristóteles considerou que a virtuosa pessoa está em situação em que as emocionais


reações estão em harmonia com sua razão do dever.

Cartesiano dualismo diz que pensamento e o corpo são dois diferentes entes.
Mas, o nosso Deus exege de nós a integridade: harmonia (união) entre razão,
emoção, e vontade; e entre exterior e interior, quer dizer, entre ação e intenção, pensamento.

133
Nós temos a inclinação de dividir as áreas da vida em compartimentos: privada e
publica; e família e profissão; campo de trabalho e casa de descanso. Um homem pode ser
bom marido e bom pai em casa, mas no serviço, pessoa autoritária. Há também a
possibilidade de ser caso contrario: é ditador em casa, no serviço, bom amigo da gente.
Muitas vezes nós mantemos dois padrões da vida, duas caras sem consistência e constância
moral: alias, a cultura secular elogia mil caras e considera o sujeito de uma cara o simples e
o inocente e o inexperiente.

Nós também achamos desarmonia entre profissão (confissão) e vida real como está
escrito em Tt. 1:16: No tocante a Deus, professam conhece-lo; entretanto, o negam por suas
obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.

Portanto, o cristianismo é contra externalismo, formalismo, ritualismo, legalismo,


farisaísmo, pragmatismo.

Se nós cuidemos apenas de aparência da nossa conduta, então nós tomamos uma
decisão péssima. As meras coincidências superficiais de uma ação com as exigências das
normas não conferem (oferecem) nenhum valor moral e justiça; pois a gente pode submeter
as demandas das leis com má vontade. Porque, todas observações e relações seriam
externas e superficiais e falta de integridades. Deus valoriza atividades interiores e
autenticas e veracidades e transparências, e honestidades: não tem prazer em falsidade ou
em hipocrisia. A obediência à Cristo exclui mera resposta legalista.

Por exemplo, na medida de segurança social nós adotamos as medidas pragmáticas


e técnicas e profissionais só para controlar aparência de estatísticas e reprimir
criminalidade, e não preocupam com as pessoas criminosos. Nós buscamos a legislação
por a melhor solução em lugar de promover a consciência dos cidadãos gerais. E nós
pedimos mais verba (orçamento) para criar mais um departamento e mais poder de realizar
um projeto de melhoramento de segurança. Nós procuramos mais métodos do que sermos
fieis nos princípios; buscamos mais utilidade do que verdade; preocupamos com mais
embalagem (aparência) do que conteúdo.
As medidas têm aparências boas, mas não efetuam, não tem poder e eficácia: não se
funcionam por falta de princípio baseado na verdade com relação de estruturas do homem.

Na Igreja, muitos consideram que a verdadeira religiosidade e piedade consistem em


participar das atividades da igreja, receber batismo e a Ceia do Senhor, fazem a mesma
oração repetidamente por rotina, fazem jejuns e confissão sacramental, observar os dias dos
santos, e usar traje peculiar, estátuas, cruz, etc. Eles atribuem poderes mágicos nas
atividades e nas coisas; por isso, cometem idolatrias. Eles são ritualistas e praticantes
exteriores que se preocupam mais com religiosidade exterior do que santidade interior ou
personalidade ou caráter ou conversão sincera: eles cometem o mesmo laxismo de fariseus
que fugiam ao dever e a leis com base em poucos razões ou mal fundamentadas (definição
de dicionário de Aurélio); eles ficam como um sepulcro caiado. Eles não levaram serio a
depravação de pecanomicidade humana. Eles, fazendo batismo na carne como os fariseus
faziam circuncisão na carne, vangloriaram nas suas obras feitas pelas próprias mãos, não
nas obras do Senhor, confiam na carne, não no Senhor: eles não buscam fazer batismo ou

134
circuncisão no coração como o profeta Jeremias recomendou. Eles receberam o batismo
conforme da lei, não segundo o Espírito Santo.

Assim, o fariseu é outro tipo de exteriorismo e legalistas: um dos grupos religiosos


no tempo de Jesus Cristo: dos quais são fariseus, saduceus, herodianos, zelotas. Este grupo
é de símbolo das pessoas que pretendem permanecer no regime da lei. Eles tinham um
sistema complicado de códigos de condutas e eram muitos zelosos para o guardar
meticulosamente.

Eles entenderam a vida da gente conforme as leis: portanto, eles não escaparam de
ser legalistas, ritualistas, formalistas, os quais não se preocupavam com a vida interior, com
coração. Eles pensavam que os homens devem ser perfeitos segundo a lei para ser aceitos
diante de Deus e para ser feliz, quer dizer, para receber todas as benções prometidas nas
leis. Eles são perfeicionistas que são implacáveis, rígidas. Eles consideraram que as
graças, os favores, as benções, o amor divino são condicionais: por isso, eles ficaram
pretensiosos e orgulhosos por aquilo que eles tiveram feito; e desprezaram os outros que
não podiam alcançar a padrão deles. Os fariseus, como perfeicionistas, que vivem no
regime das leis de condenação ficaram doentios por escrupulosidade. Eles jamais
aprenderam misericórdia, perdão, favor incondicional.

Eles tiveram a convicção forte da aprovação divina por suas atividades. Eles se
diziam que o mestre da lei, mas não ensinaram a si mesmos. Eles colocaram sobre ombros
das pessoas o peso de deveres muitos complicados em pratica para cumprirem, eles
mesmos nem moveu nem um dedo para levar peso e para cumprir o seu dever.

Nós achamos o outro tipo de exteriorismo, isto é, pragmatismo que pratica e inventa
atividades fantásticas como crescimento da Igreja, assistências sociais, projetos
missionários, movimentos de avivamento espiritual e evangélica. Eles são ativistas e
entusiastas, e apegados nos serviços. Eles são impacientes com teorias e com
conhecimentos. Eles são sucessos e vitoriosos nos trabalhos, mas muitas vezes se
confundem em identificar o seu fim com a vontade de Deus. Eles consideram que a graça
divina complementar a realização do homem. Eles jamais abandonaram a tentativa de se
salvar a si mesmo e a sua vangloria. Eles são vitimas de concupiscência de soberba da vida
e vitima de heroísmo. Jesus Cristo disse em Mt. 7:22: que muitos, naquele dia, vão me
dizer: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome
não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?

Todos exterioristas são autojustificadores e auto-suficientes que não percebeu a sua


necessidade e sua carência espiritual, por conseqüentemente não sentiram a necessidade de
Salvador da sua vida. Todos são orgulhosos por suas consecuções em lugar ficar pobre em
espírito diante de Deus. Eles pensavam que podiam reivindicar no dia do Senhor por seu
desempenho autodefinido. Eles não choravam pelos seus pecados e não ficaram alegres
pela vida (justiça) de Jesus Cristo, pelo contrario, sentiram ofendidos por Jesus Cristo. Eles
não são mansos, pelo contrario, muitos violentos e tiraram a vida de Jesus Cristo. Eles
confrontaram a Jesus com sua idéia fixa e obsessão. Eles almejavam poder e manipular as
coisas, especialmente as leis e Deus próprio, como o jovem rico que procurou a Jesus para
ganhar a vida eterna (Mt. 19:16-22). O apostolo Paulo também era igual com este jovem

135
antes da sua conversão. A sua religiosidade e zelo não podiam agradar ao Senhor, pelo
contrario, era contra Ele. E depois de encontrar a Jesus Cristo no caminho para Damasco se
mudou a sua vida totalmente. Agora ele considera como refugo todos que eram seus lucros
e orgulhos para ele tais como moral status e justiça própria pela causa de Cristo Jesus (Fp.
3:7-9). Paulo não mais confiou e gloriou e ostentou na carne, sim no Senhor (Fp. 3:3).
Eles todos são heróis nas façanhas autodefinidas como aconteceu com Paulo que
considerou a tributar culto a Deus matando cristões. Precisamos lembrar a recomendação
de Paulo: não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si
mesmo; mas eles, medindo-se consigos mesmo e comparando-se consigo mesmo, revelam
insensatez (II Co. 10:12): aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. Porque não é aprovado
quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva (II Co. 10:17, 18). O zelo
estimulado pela lei é a paixão por própria glória e interesse. Onde não há liberdade de
consciência invadem o formalismo, legalismo, ritualismo, o farisaísmo. Onde não há o
amor prevalece a racionalidade impessoal. Onde não há justiça de amor toma conta a
justiça legal, hipócrita, e farisaica. A lei jamais inspira homem entusiasmo para fazer o bem,
sim só o amor de Deus edifica homem. Deus é amor: o amor vem de Deus. Se o sistema
judiciário pretende a segurar legalismo como supremacia sobre a ordem moral caiu na
ideologia falsa, na moralidade pseudo, e na moral hipocrisia. Onde não respeitar homem se
invadem as instituições, regimes e sistemas em que nenhum homem toma responsabilidade
pelo seu semelhante. Só na comunidade que está pronto a servir as pessoas jamais haverá
opressão e grito e clamor pela injustiça.

Alguém disse que se exortasse ao homem a se salvar por seu mérito, o orgulho, o
mais intimo pecado do homem (e também de satanás), jamais podia ser destruído. A vida
cristã e a sua santidade jamais dependem de longa lista de deveres e não-deveres. Qualquer
ideologia e sistema que subordina a consciência à lei são contra mãos para renovação moral
e para formação da imagem de Deus.

Bíblia nunca compartimenta homem como alma, mente, corpo, e espírito; sempre
trata homem integralmente em totalidade e unidade do homem.

A questão de moral não é simplesmente de um ato concreto manifestado


exteriormente, mas inclusive de pensamento e de disposição interior ou status dentro.
A santimônia de fariseus é pseudo-religiosidade, fazendo a longa oração; teve a
forma de piedade, mas não teve poder que possa suportar os sofrimentos por causa de
justiça e o seu reino (II Tm. 3:5).

Deus se compraz na verdade no intimo (Sl. 51:6).

Hipocrisia e Fariseus.

Um dos grupos religiosos no tempo de Jesus Cristo: dos quais são fariseus,
saduceus, herodianos, zelotas.

136
Este grupo é de símbolo das pessoas que pretendem permanecer no regime da lei.
Eles consideraram que as graças, os favores, as benções, o amor divino são
condicionais: e, desprezaram os outros que não podiam alcançar a padrão deles. Eles não
confiavam em Deus, sim, em si mesmos. Eles são os justos e santos a seus próprios olhos.

Na verdade, eles não quiseram admitir suas imperfeições; eles gostavam de


demonstrar só a vida perfeita e a sua dignidade de todo no publico; e gostaram de receber
aplauso do povo, a aprovação da sociedade, ainda a aceitação por Deus. As preocupações
deles não eram as questões de exercer a justiça verdadeira; eram a questões de ganhar os
resultados e benções e a glória e a aprovação do homem: não eram a questão do bem ou
mal; não eram as questões de pecados.

Eles consideraram justos diante de Deus, e diante das leis: mas eles não perceberam
a sua situação verdadeira da vida interior, que estava cheio de rapinas, assassinos, adúlteros,
roubos, ódios; como Jesus Cristo expressou que a vida deles é como um tumula caiado, que
dissimula ser justo e limpo por fora. Eles tiveram os corações enganados.

Eles viveram como justos: por isso, eles não gostavam de sentir a sua indignidade
no fundo do seu coração: eles não admitiam suas falhas e odiavam imperfeições e
reprimiam o seu sentimento de indignidade. Quando vê um cisco no olho de outro, sentiam
a sua dignidade, o criticando. Como eles mesmos odiavam as suas imperfeições, tanto
odiavam as pessoas que tinham a mesma sua falha. Na verdade, eles não sabiam aceitar e
amar a si mesmo, porque eles não sabiam aceitar e perdoar e amar as pessoas que tinham o
mesmo defeito do seu (João 8:1-11). Na verdade, eles odiavam a sua imagem defeituosa e a
si mesmo como eles derramavam ódios sobre outros. Como eles mesmos não gostavam de
examinar a sua vida com sinceridade, eles não agüentavam de ver o seu mesmo defeito em
outro. Porque, os outros refletiam a sua vida cheia de defeito e aborrecida.
Eles eram cegos que não podiam perceber os seus traves nos seus olhos através de
cisco no olho de outros. Na verdade, quando censuravam outros, eles soltavam o seu
sentimento reprimido e não tratado e escondido de fracasso por indignidade da sua vida.
Eles não perceberam que eles, na verdade, estão censurando a si mesmos por
mesmas coisas quando criticam as falhas dos outros. Eles tiveram a falsa imagem de si
mesmo: eles não quiseram ver a sua verdadeira imagem desagradável, nem quiseram a
tratar.

Eles não derramaram os seus sentimentos de desmerecimento diante de Deus como


o publicano se arrependeu. Eles não tratavam o sentimento de indignidade por maneira
correta: por isso, a verdade não estava com eles: eles eram hipócritas (Lc. 18:9-14). A outra
manifestação do sentimento da sua indignidade era auto-penitenciario e ascética e
perfeccionista, não conhecendo a propiciação de Deus mediante Cristo Jesus e a sua justiça
divina mediante a fé em Jesus Cristo. Eles carregavam peso da responsabilidade impossível
e imaginaria.

Eles entenderam a justiça ou o bem como não fazer mal para ninguém segundo a lei:
eles jamais aprenderam a fazer o bem positivamente para todos: eles jamais amaram a
ninguém, senão a sua falsa imagem. Eles consideraram que estavam cumprindo a lei, e
realizando a justiça, levando suas vidas por critério de muitas proibições. Eles, na verdade,

137
evitavam ou minimizavam os seus deveres diante de Deus e diante dos homens,
negligenciando os conceitos mais importantes (Mt. 23:23). Eles justificavam as suas
negligencias de dever de cuidar dos seus pais (Mt. 15:5, 6). Eles são infelizmente
orientados sós por leis prescritas, não por relacionamentos de amor e por preceitos da lei.
Eles guardavam as leis para leis mesmas, nem para Deus nem para homem: por isso eles
não podiam cumprir o preceito da lei. Eles levaram suas vidas por medo de castigos e
reprovações, não por o verdadeiro conhecimento de pecado e do mal, e da justiça, e de
amor.

Por as sua interesses diferentes e ignorâncias do bem e mal, eles tiveram dificuldade
de se arrepender por seus pecados e dificuldade de converter a Deus. Eles tiveram
dificuldades de aceitar os conselhos de outros, e dificuldade de aceitar ou perdoar outro
irmão que falhou. Porquê, eles mesmos não aceitaram a si mesmos: eles tiveram as suas
falsas imagens da sua vida, a falsa imagem de homem perfeito que é impossível ao homem.
Eles sonhavam as coisas impossíveis como Adão e Eva desejavam a coisa
impossível.

Eles tiveram as suas falsas imagens da sua vida, a falsa imagem de homem perfeito:
por isso, se exaltaram de si para si mesmos. Eles adoraram a si mesmos; rederam cultos a
si mesmos no Templo de Deus.

É interessante que perante a mesma lei, um considerou a si mesmo o justo; o outro,


o pecador miserável.

Motivo Psicológico e Moral.

A razão de serem moral e a buscar a santidade é participar e manter comunhão com


outros e com o Deus.
A moralidade ou a santidade é condição necessária constituída por Deus para
florescer a humanidade e formar a imagem de Deus no homem para manter comunhão
consigo.
A restauração de moralidade e a sua imagem no homem significariam a restauração
de humanidade e a sua santidade por meio de Cristo Jesus, no final a restauração da
comunhão com Ele.
A simples coincidência do ato com código ética não qualifica um comportamento.
Deus nos exege a integridade. É a intenção e motivo que define uma ação como boa
ou má.
Deus é interessado tanto em “por que nós fazemos” quanto em “o que fazemos”.

Há vários elementos psicológicos que propelem (motivar, determinar) a pessoa, por


exemplo, certos motivos, propósito (designo), interesse, perspectiva etc. Para hedonista,
não há motivo, exceto prazeres; para materialista, riqueza; para os políticos, poder; etc.

138
David Hume argumentou que moral estimula nossa paixão e essa emoção nos
motivar se agir: Kant alegou que a lei e a nosso raciocínio nos dão motivo de cumprir-la:
assim, os não-cristãos crêem que as leis são suficientes para motivar as pessoas. O nosso
inimigo satanás nos instiga e nos motiva através da nossa vontade e cobiça, e interesse.
Mas, a Palavra de Deus fala que o amor de Deus nos constrange (II Co. 6:14), e o amor se
efetua com fé. O amor de Deus e de Cristo Jesus nos motivam. Porque eu devo amar meu
próximo? Ou porque eu devo ser moral? Para os cristãos têm resposta contundente;
porque Deus nos amou para que os que vivem não vivem mais para si mesmos, mas para
aquele que por eles morreu e ressuscitou (II Co. 6:15).

O conhecimento da lei ou de moral não é suficiente para instigar e remover a


pessoa, mas é mínima condição necessária para juízo moral. Alguém pode dizer que “seja
generoso” ou “não mentir” é certa eticamente ou a coisa certa, mas ele pode sentir má
vontade de fazer aquilo ou não persuade outro não fazer aquela: então ele não está sincero
ou ele não está buscando a justiça e a paz. Então, ele deve ter algum outro motivo para não
fazer o certo: talvez, ele pode ser subjugado pelas tentações ou forças exteriores que leva
gente a não se comportar conforme o seu conhecimento ou conforme o seu desejo.

Na discussão de vida moral, os participantes podem falar corretamente, até assevera


alguma coisa com veemência: mas, isso não significa que todos são bons praticantes como
eles falavam e também isso não significa que todos têm as mesmas motivações de buscar a
moralidade. O homem é movido, também, por outros vários motivos e interesses, por
exemplo, por medo, castigo, punição, vergonha, ambição, vangloria, elogio, recompensa,
instinto, paixão carnal, inveja, ódio, vingança, tais como geralmente por motivo negativo.
Assim, o homem pode ter no coração vários motivos por um ato manifestado. O homem
pecador não-iluminado nem percebe que ele tem vários motivos paralelos e escondidos no
fundo do coração.
Nós podemos fazer algumas boas obras por vangloria própria do que a glória de
Deus. Também, nós podemos fazer alguma coisa má intencionalmente só por próprio
interesse sem consideração da glória de Deus nem próximo. Alguns buscam piedade como
lucro para ganhar elogio, ou bom nome, ou felicidade, e outro para evitar censura ou
punição. O homem olha só a aparência, mas Deus sonda o coração da gente, isto é, os
motivos.

A palavra de Deus também nos adverte e nos recomenda constantemente através de


recompensas e punições por conseqüências de nossa vida.
Se for motivado ou orientado para serem moral por causa de punição ou por
recompensa, ou vida eterna seria menos ideal da vida designada por Deus, quer dizer, seria
a marca de imaturidade; é coisa de menino. Quando era menino, este tipo de motivação se
vale. Se nós fossemos motivados por motivos secundários que não são para Deus ou o
próximo em si, nós enfrentamos o perigo de inverter o fim por meio. Nós precisamos
reconhecer a perfeita vontade de Deus para conosco. Nós devemos buscar a melhor
motivação e razão para me motivar e servir ao Senhor. Kant também disse: o interesse por
vantagem e recompensa jamais ser motivo moral.

Ainda na inocência, o homem pecador tem por herança a tendência e disposição de


pecaminosidade e com convivência o homem pecador aprende a sofisticar seu pecado por

139
vários motivos: o homem interior regenerado almeja simplificar o seu desejo e motivo por
santificação para glória de Deus.

A educação pode acrescentar os conhecimentos a respeito de bem ou mal apesar de


não ter efeito de transformar homem nem melhora a sua moralidade, mas a educação
desperta o conceito de bem e mal, o qual é implantado por Deus no coração do homem. A
educação é importante processo na divulgação do evangelho como uma preparação de
caminho para evangelização. O nosso Deus mesmo educa e disciplina e santifica seus
filhos até a transformação completa por Ele. As Escrituras Sagradas é o meio útil para o
ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça (II Tm. 3:16): a Bíblia
é uma graça e meio especial pela qual nós santificamos e purificamos os nossos motivos da
nossa vida cada dia. Ela avalia e redireciona a nosso rumo e propósito e motivo de nossa
vida. É através da palavra de Deus e com iluminação Espírito Santo que nós podemos ficar
honesto e integro diante de Deus para comunhão com Ele.

Nós precisamos procurar a motivação de vida moral fora da sua existência do


homem, no exterior, não no interior do homem: o homem não pode ser critério ou padrão
para si mesmo e nem para ter motivo em si: porque o homem é uma apenas criatura. Um
dos grandes problemas é que o homem busca em si o motivo e significado da sua vida
como o centro do universo. Como nós procuramos o propósito da vida em Deus Criador,
também, nós achamos o motivo da nossa moralidade em Senhor Deus. A motivação moral
deve ser externa; vem de Deus. O amor é don de Deus, pois, só Deus é amor. E também, o
objeto do nosso amor não é a si mesmo, é sim, a Deus e o nosso próximo.

O motivo determinante na nossa ação deve ser o amor. E o amor é critério na


avaliação de moral. O amor de Deus é direcionado para pessoa desmerecido, não-amavel, e
não-atraente. Não houve no homem pecador a condição de causar ou motivar e incitar o
amor de Deus. O amor de Deus não teve a outra motivação do seu amor para com homem
fora de si; era da sua própria natureza divina. No amor de Deus, na santidade, e na
moralidade não existe a obrigação: são voluntários e naturais. O evangelho conte a
excelência da moralidade, isto é, santidade. Deus é realmente mesmo o Santo que exege a
santidade e a excelência de moralidade do seu povo.
Nós amamos uns aos outros por amor de Deus com que Deus nos amou, e nada
mais. Nós devemos ser motivados por valores primários como Deus e a vida do homem,
não por interesse ou necessidade própria. O motivo de Adão era desejar ser igual com
Deus: o seu motivo era amar a si mesmo; não quis amar a Deus. Todos descendentes de
Adão têm recebido a mesma natureza pecaminosa e motivação errada e ainda justificam
lhes.

Nós amamos porque Ele nos amou primeiro (I João 4:19). Reconhecendo o seu
amor divino para conosco e agradecendo por Ele e respondemos Lhe de mesma forma: este
tipo de motivação e de vida é nosso, quer dizer que nós somos motivados pelo evangelho e
pelo amor de Deus.

Fim e Meio.

140
Uma ação de escolha de preferência é fundamental no enriquecimento da vida. É
uma grande privilegio do homem que foi criado segundo a imagem de Deus, a qual pode
escolher o alternativo. Quer dizer, se tivesse um propósito de realizar de um projeto, tem
que escolher meio eticamente adequado e correto para alcançar aquilo objeto justo: tem que
tomar ação justa e completa.

Será que são bons o seu propósito e seu meio juntamente? : essas são questões
cruciais na ética.
Houve grandes tristezas eventos na história humana, por exemplo, atrocidade dos
judeus por Hitler e brutalidade de comunismo especialmente por Stálin. Por uma ideologia
fantasma justificava o meio desumano.

As maiorias partes dos relacionamentos com pessoas são inevitavelmente


instrumentais; por exemplo, para ganhar dinheiro oferecer serviço, ou conseguir um serviço
feito por pagar preço, ou trocar um objeto por dinheiro ou por outro mercado, etc. do que
fazer amizade.
Assim, uma vez se estabelece um plano ou objeto, tem que pensar em como atingir
aquilo desejado, isto é, os meios. Essa avaliação dos meios é tão importante como em
decisão de propósito. Muitas vezes, com justa causa, escolhemos os meios errados.
Precisamos lembrar que o fim não justifica o meio.

A Palavra de Deus nos ensina que amar a Deus e seu próximo: isso significa que
amar a Deus e seu próximo incondicionalmente: quer dizer que amar a Deus e seu próximo
não por outro objetivo ganancioso peculiar. O ensino bíblico nos proíbe tratar seja Deus
seja homem como meios por sua utilidade. Então, nós não podemos escravizar, explorar
enganar, maltratar, manipular, abusar as pessoas para seu fim como os dez mandamentos
ordenam. Nós não podemos regozijar nas benções de Deus tanto como em Deus que as
concedeu a nós. Nós devemos alegrar no Senhor tanto como nós regozijamos em riquezas
das suas graças. Muitas vezes nós ensinamos e aprendemos a manipular até a Deus para
seu fim particular, chamando o nome do Senhor em vão, nem procurando a vontade dEle.

A saúde de um empregado pode ser preocupação do patrono. A sua preocupação


pode ser interessa por situação do empregador: mas não é por o próprio bem do empregado;
pelo contrario, talvez, ele estava preocupado pela perda da sua renda. Nesta situação, não
há relação humana calorosa, haveria só a relação de dar-receber de trocamento, e relação de
função preestabelecida. O patrono considera empregado como um instrumento (meio)
para seu fim (serviço); o empregado considera o patrono por mesma maneira; trabalha 8
horas determinadas e recebe o salário correspondente a seu serviço e nada mais.

Se não existisse Deus Criador, todas coisas teriam só o valor de utilidade, o valor
extrínseco, uns aos outros, sem valor em si, o valor intrínseco; porque ninguém deu valor a
ninguém: se se acabar a utilidade dele, descarta lhe. Se nos cremos na existência de Deus
Criador de todas coisas, então, todas coisas teriam dois valores; o intrínseco que é doado
por Criador e o extrínseco que é devido de meio (papel) de utilidade para outros.

141
Intrínseco e extrínseco (*).

“Conhecereis a árvore pelos seus frutos” Mt. 7:16.

Nós aprendemos que a fazer o bem não é suficiente diante de Deus. O nosso Deus
nos exege de nós a serem bons homens como seu ensino, como a boa árvore produz bons
frutos e a má árvore produz maus frutos; não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a
árvore má produzir frutos bons.

Aristóteles já descobriu que nós enfrentamos com dilema quando nós definimos o
bem em termo das coisas alem de si; ele defendeu que devemos definir o bem em termo de
si mesmo. Mas, há grande problema enigmático de estipular conteúdo para o significado
do bem. Se dissermos que “o bem é bom porque é bom”, nós caímos em tautologia: nós
precisamos ter um padrão pelo qual possa avaliar e comparar e para não cair neste tipo de
tautologia.

Se nós definimos o bem como o que é desejado por preferência pessoal mesmo, os
hedonistas poderiam definir seus prazeres por bens. Mas, nós ainda devemos fazer
perguntar, “aquele prazer é bom ou certo para todos?”.
Se o bem seja definido por resultado como os conseqüêncialistas pensam, ainda
deve questionar, “o resultado é bom ou certo?”. O ensino de Jesus Cristo é que o bem é
definido por resultado. Mas, podemos calcular as conseqüências de um ato? É impossível
para o homem prever e calcular exatamente os resultados de um ato.
Se definir o bem ou o valor por utilidade como os utilitarianos dizem, o bem seria
depende situações, e de interesses de pessoas: o bem jamais poderia ser definido: o bem
seria relativo: e não haveria nenhuma coisa que tem o valor intrínseco: e todas coisas teriam
só o valor instrumental, o valor de utilidade: o seu valor se variaria depende das
circunstâncias.

Será que é possível que nós possamos realizar o bem por amor ao próprio bem? È
para o fim e não para meio?

Nós definimos que uma coisa “A” tem o intrínseco valor seja bom seja mal, se ela
tem algum valor em si. Nós, sendo criatura de Deus, não temos o intrínseco valor como
Deus tem: nós temos apenas valor doado por Deus, o valor procedente, proveniente de
Deus, o valor criado por Deus: o nosso valor, o valor do homem, seria extrínseco e
instrumental diante de Deus e diante da natureza por mandato divino: se eu amo a Deus, eu
sou um instrumento, e Ele é o fim. Mas, Deus, o Auto-Suficiente não usou de nós como
seu instrumento; Ele nos amou como o seu fim. Portanto, nós não podemos viver para as
coisas criadas que tem o valor extrínseco; ninguém pode viver nem para si como o egoísta,
nem para outra criatura como idolatria: seja o homem seja outra criatura não pode ser o fim
(objeto ou propósito) da sua vida: ninguém vive para si; é só para Deus. Os mandamentos
são baseados neste fato de valor intrínseco de Deus: nossa responsabilidade, nossa
moralidade e nossa adoração seriam relevantes (relativos) com questão de valor intrínseco.

142
O significado da vida, os valores morais, beleza de santidade são apresentados (revelados)
por nosso Deus objetivamente ao homem como propriedade (caráter) real.

Muitas vezes, avaliamos uma coisa por qualidade adicionada ou incidental, por
valor de extrínseco, não de inerente ou de essência ou de valor intrínseco que ela tem: por
exemplo, nós avaliamos as pessoas por tais coisas como por sua riqueza, escolaridade,
posição social, vestidura, aparência, etc. Muitas vezes, nos confundimos que foi homem
que criou o valor de moral e o padrão da ética.

G.E. Moore (Principia Ethica, 1901) apresentou um teste pelo qual nós podemos
determinar se coisa “A” tenha o valor intrínseco em isolamento dos seus resultados e das
suas causas; ele chamou-a de “teste de isolamento”. Idéia dele é esta: se a coisa “A”
isolada ainda seja boa, então nós podemos considerar que aquela é boa em si ou ela tem
valor intrínseco: se ela não tenha nada de bom no isolamento, então que ela é considerada
valorosa extrinsecamente ou ela é boa como instrumento para outra. Por exemplo, Moore
considerou que tais coisas como roupas, comida, casa, dinheiro são meramente boas
instrumentalmente: elas têm valor de instrumental e extrínseco. Elas são boas porque nós
podemos usar-lhes para obter outras coisas boas: nós não podemos viver para tais coisas.
Mas se você morasse em ilha deserta, não pode usar de nenhum modo todos tesouros de
ouros e pratas recém-descobertos na ilha: os tesouros descobertos não têm o valor
intrínseco, nem extrínseco.

Exatamente, a Palavra de Deus nos ensina a mesma coisa, mas por teste de morte
real, não de conjetura de isolamento. O coração dos sábios está na casa de luto, mas o dos
insensatos, na casa da alegria (Ec. 7:4). O coração dos sábios busca o valor intrínseco que
jamais se muda ainda depois da morte, pois ela tem valor em si mesmo para sempre.

Portanto, cabelo, sandália, roupa, etc., ainda que seja outra especial diferente, não
farão tornar gente a ser um cristão. O cristão bom faz as obras boas.

A obra de Deus é primeiro transformar a nossa vida; de má árvore para boa árvore.
Portanto, o seu mandamento de amar a Deus e próximo é para o convertido, o
transformado, para os seus filhos: o mesmo mandamento será o tropeço para os incrédulos.

(*) Estas palavras não são bíblicas; mas nos oferece a noção importante a respeito
da vida
cristã.
http://plato.stanford.edu/entries/value-intrinsic-extrinsic/

19. VALOR E MORAL.

“O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem,
tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra
aquele campo”. “O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas

143
pérolas; e, tendo achado uma pérola de grade valor, vende tudo o que possui e a compra”
(Mt. 13:44~46).

“O temor do Senhor será o teu tesouro” (Is. 33:6b).

“Em Cristo todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Cl.


2:3).

Na decisão ética é importante a questão de valor. Muitos pensam que alguns valores
não tem nada a ver com ética: por exemplo, a saúde e os bens matérias são em si valorosos,
mas, não de valores éticas, e não tem nada a ver com ética. É sim, mas cada coisa se
relaciona com ética na organização de ordem dos valores. Os ateístas podem considerar
assim, que a pessoa possa preferir quaisquer coisas e valoriza-las e que de nada é errado:
mas os tementes a Deus consideram que Deus é digno de receber de todo louvor, gloria,
honra acima de tudo, encima do céu, embaixo da terra: o Deus é acima de tudo: o Deus é o
supremo Bem e Valor. Na categoria dos valores dos tementes o Deus é incluído, o Deus
como o supremo Bem e Valor; não dá pensar sem Deus. Para o temente a Deus, a questão
de escolher as coisas valorosas inclusive o Deus podia ser a questão de ética muita seria.
Se nós abandonemos a Deus, naturalmente nós perdemos a ética também. Por isso, como
está citado encima, quem procura o melhor valor, achando-o, investiria todas coisas para
adquirir aquilo valor, reino de Deus e o Senhor do seu reino e o seu amor eterno.

Se tratasse de os meios, esse também é sim, pode ser de questão de ética, por
exemplo; o enriquecimento por ilícito, e por fraude: e saúde por aborto, ou por embrião. Os
moralistas que separam da religião a moralidade podem explorar mais em quaisquer meios
para realizar seu objeto: e, conseqüentemente justificam todos seus meios por um projeto
optado ou um objeto preferido, como acontece com os conseqüêncialistas e os utilistas.

Os valores são as coisas tem em si pelas quais nós estimamos, apreciamos,


valorizamos, compramos, regozijamos, deleitamos: o sistema de valores é sistema de ordem
em que pomos em ordem a nossa preferência, e predileto.
A ordem de valores que a pessoa possui determina realmente a ética conduta da
pessoa.
Por exemplo, se um comerciante incrédulo pode dar mais peso na lucro do que a
Deus, e outro comerciante sincero pode ser contrário. A questão de qual coisa é mais
valiosa, importante, preferida na sua vida é a importantíssima questão, porque decide a
minha vida de ética, a vida cristã.
A moralidade de uma pessoa é de um sistema de valores.

Na verdade, se colocasse a Deus em primeiro na escolha de um objeto, não haveria


confusão na hierarquia do valor; mas, se exclua a Deus da nossa vida, nós andaremos
exatamente nas trevas, quer dizer, nas confusões de entendimentos na vida. Por exemplo, o
caso de Abraão que sacrificaria o seu filho, Isaque, por ordem de Deus não é caso em que a
religião triunfa sobre ética: é uma unificação de religião e ética: é impossível separar entre
a religião e ética. Nós não podemos pensar em ética sem Deus. Se nós negligenciarmos

144
estes valores significaria a rejeição de estrutural fundamento do universo e do homem, e
conseqüentemente nós buscamos os valores secundários e ilusórios.

Um não importa por meios para ganhar riquezas: pelo contrario, outro pondera
também os meios: e o objeto (o fim) não podia justificar os meios. Assim, se separemos da
religião a ética, nós erramos desde inicio de escolha apropriada de um objeto até ao fim de
realização por opções de vários meios, e também, na finalidade, no uso dos seus bens.

Para o comerciante que valorizava mais nas riquezas: a sua riqueza é o seu deus, e
seu ídolo. A riqueza tem o valor supremo para o economista egoísta: ele pode sacrificar
outras quaisquer coisas para seu deus, dinheiro: ele pode cometer qualquer crime. Por isso,
fala a Bíblia que cobiça é idolatria: a amar qualquer coisa alem de Deus é idolatria (Ef.
5:5). E o amor de dinheiro é a raiz de todos os males (I Tm. 6:10).

Se houvesse conflito na ordem de valores surge problema de ética e confuso na


vida.
Se separemos da religião a ética, seria o mundo de cabeça para baixo.

As palavras: probidade, lealdade, fidelidade, respeito, responsabilidade, integridade,


equidade, justiça, honestidade, veracidade, autenticidade, fidedigno, confiança, cortesia,
polidez, favor, obséquio, reverencia, bondoso, decência, modéstia, conveniência, dignidade,
tolerância, honra, e vergonha, etc: mostram os valores morais e indicam virtudes que forma
a caráter, e podem ser a padrão de nossa conduta. Estas palavras de virtudes indicam os
elementos que são necessários nos relacionamentos com Deus e com os próximos; portanto
indicam “as ações” de relacionamentos do que estado “status”. Essas palavras podem
orientar nossa conduta. Nós não podemos viver no mundo em que tais coisas não existem
como alguns imaginam. Sem tais coisas, significaria a viver sozinho isoladamente sem
relacionamento com ninguém, ou viver no mundo de animais com instinto. O homem pode
até morrer por estas coisas e por estes valores, não somente por pão. Exatamente, Jesus
Cristo disse: “não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de
Deus” (Mt. 4:4). As virtudes, e a caráter, quer dizer o relacionamento com Deus e com
outro, que se diferencia o homem a si mesmo de outras criaturas. Nós valorizamos as
condutas éticas e virtuosas: a finalidade dos mandamentos de Deus é nos ensinar o alto
valor das nossas atividades éticas e virtuosas, e alto valor dos relacionamentos com Deus e
com os restos criaturas.

Os conceitos e convicções dos valores geram os princípios: por exemplo, ame a


aquilo que valorize, estima, prefere. Por isso, nós valorizamos e amamos tanto as virtudes
e os relacionamentos e condutas éticas como as riquezas; e, nós almejamos adquirir os
melhores valores, isto é, os relacionamentos corretos e éticas; conseqüentemente nós
labutamos ganhar os homens, e as suas almas, e conhecer a Deus. Por esta razão, nós
amamos o nosso Deus, o nosso querido Supremo Bem, e nossos semelhantes, conforme os
mandamentos de Deus: ame aquilo que valorize. O Deus tem a primazia e o nosso
próximo toma o segundo lugar na ordem de valores. Se nós coloquemos direitinha a
ordem de valores nas decisões de escolhas, naturalmente nós podemos estabelecer bons
relacionamentos com Deus e com os nossos próximos: e seremos éticas. E tudo será bem

145
sucedido como Deus prometeu na Bíblia. Sem Deus, sem religião não se estabelece a
moralidade do homem.
O que tem os valores morais e as virtudes com Deus? E de onde vem estas
virtudes? Exatamente, as virtudes morais vêm do caráter de Deus, e da imagem de Deus.
Tanto a lei como as virtudes procederam de natureza divina de Deus: e todos são os
elementos importantíssimos nos relacionamentos éticos tanto com Deus e como com o
próximo. Nós chegamos a conclusão de que seria impossível ter um relacionamento
apropriado, sadio, duradouro, confiável tanto com Deus como com próximo sem possessão
de virtudes, a caráter de Deus, a imagem de Deus, não pela lei.

Assim, o sistema de valores da pessoa é o mundo da fé pessoal: o que ele valoriza


realmente: o que ele crê e o que pessoa estima, e ama, e se interessa. O que é certo e
errado é questão de crença. Todos os sistemas de valores pessoais devem ser unificados, e
devem ser iguais, pois a verdade não pode ser plural, deve ser única. Se a verdade fosse
plural, o sistema de valores também será plural; e conseqüentemente haverá conflitos como
está realmente acontecendo. Só único sistema de valores se prevalecerá. Portanto, não
pode haver vários deuses, é sim, deve haver só um Deus verdadeiro; e os restos são falsos
deuses.

Por que não podemos manter relacionamento com Deus e com os próximos por lei?
Qual é o propósito da lei? Qual é o papel da lei na vida de pessoa? (refere a
teologia: o propósito da lei).

Em que você está afligido ou preocupado? É exatamente por aquela coisa que você
estima e valoriza na sua vida que você está preocupado por aquela.

Em que você tem alegria e prazer? É exatamente por aquela coisa que você estima e
valoriza na sua vida, que aquela vos dá alegria e sentido da sua vida. Se alguém me oferece
aquilo que eu sonhava por possuir-lo lhe agradece: se ganhasse aquilo que não desejava não
teria alegria por aquilo ganho. Aquele que compreende o que o meu Deus vai me dar pode
agradecer a Ele e bendizer a Ele.

Assim, o sistema de valor da gente define a nossa vida ética e emocional também.
A nossa vida emocional depende da nossa preocupação, interesse, e valor; riqueza,
fama, poder, amor, prazer, trabalho, ou Deus.

O sistema de valor é o mundo de valor e o mundo de fé, que estimula a nossa


vontade.
Pois, nós labutamos por aquilo que nós valorizamos e desejamos e cobiçamos.

Assim, o problema de moral não pode ser resolvido sem consideração de natureza
psicológica do homem: O que está pensando na sua mente? O que está desejando no seu
coração?

“Como imagina em sua alma, assim ele é” Pr. 23:7.

146
20. VARIOS MORALISMO.

Será que existe um meio pelo qual possa julgar e justificar se os propósitos, ou
teorias sejam falsos ou verdades, quer dizer a validade das opiniões éticas? Será que existe
um base que possa fornecer resposta à pergunta “o que devo fazer?” em situação particular
e pratica? Se não houvesse um meio ou um padrão pelo qual possa avaliar as teorias, seria
impossível a éticas como ciência ou disciplina; e cairia em ciência de fenômeno como a
sociologia ou por máximo caberia em engenharia de conveniência da vida; em a ciência de
utilidade; não em ciência de o dever. Será que o homem tem condição de fabricar um
padrão moral? Não, é negativo; simplesmente possa descobrir-lo pela revelação divina; é
impossível inventar-lo; essa é condição do homem. Nós precisamos lembrar que uma
teoria mesma não tem essa função de verificar a sua própria validade de teoria; nós
precisamos outro recurso para avaliar cada teoria. Qual razão deve aceitar uma teoria?

Infelizmente, nós achamos varias teorias, razãos, e justificações de moralidade.


Cada teoria pode explicar só imaginário status das coisas, não real status das coisas:
cada se dando explicação fragmentada, não completa. A teoria verdadeira deve interpretar
todas nossas experiências sem fragmentadas, sem torção, sem omissão da realidade.

1. Poder é justo; poder se faz certo.


O filosofo grego, Thrasymachus, alegou que a justiça é interesse de poderoso
partido; o poder se faz justiça. Mas, é possível a ser bom sem poder, e também é possível a
ser poderoso sem o bem. A força ou poder não criam a moralidade. Niccolo Machiavelli
adotou essa idéia: política expediência é colocada acima de moralidade: o uso de astúcia e
fraude é endossado para manter sua autoridade e realizar plano estadual. Muitos políticos e
filósofos seguiram essa ideologia; Mussolini, Hitler, Stalin, Thomas Hobbes (1588-1679), e
Friedrich Nietzsche.

2. Grupo faz moral: (números, grupo, comunidade)


Alguns defendem que o certo é determinado por grupo a que pertencem. A
demanda da comunidade faz moral de grupo. Se cada grupo ou comunidade é certo, não
haveria um meio para resolver os conflitos entre grupos; isso significaria que é relativa em
moralidade. Vamos supor que qualquer sociedade seja certa o que os seus membros
consideram o que é moral: a moralidade do membro de uma associação seja a questão de
fidelidade a seu grupo do que a um princípio ou ao Deus: a verdade moral possa ser
decidida por números de voto, e por vontade de maioria do povo: isso significaria
aniquilação (extermínio, subjugação) de minoria que pertence a verdade.

Os eruditos modernos inverteram a relação entre coração e natureza; dizem que


natureza é ardósia em branca em que o coração do homem se inscreve. Esta teoria disse
que morais verdades e valores são determinados culturalmente; e que as normas éticas são
contextuais e são incomensuráveis através de história e território geográfico. Portanto,

147
dialogo entre culturais é difícil, e pretendem a construir a padrão uniforme por numero de
votos.

3. Raça humana é certo


Nem individual nem comunidade são determinante juiz do que é certo, mas
a toda raça humana é o ultimo tribunal de toda disputa moral. Em que é baseada podemos
dizer que nós precisamos desenvolver mais, pois somos imperfeitos: a raça humana tem que
ter um padrão ideal e perfeito como referência: se não houvesse padrão referencial fora da
raça humana, essa afirmação de mediação não teria sentido, também. Em que é baseada
podemos avaliar o melhoramento ou pioramento, pois a raça humana é sempre fluente e
corrente?

4. O eu é a medida (individual subjetivismo)


O certo é o que é certo para e por mim. O certo depende da vontade de individual;
naturalmente não haveria comunidade; pois, o que é certo pode ser errado para outro, e não
haveria unanimidade e harmonia entre membros. Ainda enfrentamos a questão de que qual
opinião podemos escolher como padrão referencial. Chegamos a conclusão de que a
referencia deve ficar fora de partidário poderoso, e de grupo maiorista, de raça, e
individual.

5. O bem é o que traz prazer.


A palavra de “hedonismo” vem de grego “hedoné”, que significa “prazer”: foi
conclamado por Cirene, grego: foi por isso que ganhou também apelido de “Cirenaísmo”
que diz que o que traz prazer é bom ou certo e o que traz dor é errado ou mal. Eles diziam
que o busca de prazer deve ser o critério da conduta e propósito da vida: nada mais do que
prazer motiva gente. A essência de credo cirenaico é que comer, beber, me casar hoje, e
amanhã morreremos.
Precisamos admitir que nem todos prazeres são bons, e nem todos dores são males:
o esforço e sofrimento de estudo ou trabalho podem ser bons: o presente, momentâneo
prazer pode diminuir a possibilidade de o melhor, futuro prazer. A ética avalia também os
prazeres sejam bons sejam maus.
Esta afirmação toma uma postura simples e naturalista, caprichosa, e carnal, mas
não oferece relevante moralidade. Se igualarmos o bem com prazer carnal, temos perigo de
cair em sensualidade. Devemos pensar em que tipo de prazeres; por exemplo, prazer sádico
por sofrimento de outras pessoas. E também, considerar durabilidade de prazer e a
extensão dele; por exemplo, é para toda humanidade ou para minoria. E alguns prazeres
causam desproporcionalmente os dores, por exemplo, bebida alcoólica acompanha com
doenças graves.

E também há grande epistemológica questão de que o bem no sentido moral é


identificado com propriedade de natureza: a percepção moral de “bem” será igual com
sentimento físico de prazer ou dor: está se confundindo éticas com físicas. Se identifique “o
bem” com “prazer”, então de novo deve buscar a definir o que é prazer. Aqui está o
problema de circulação na definição. Como é que podemos evitar esta tautologia?

Epicurus, epicureanismo, buscou o prazer intelectual, longo prazo, e produtivo para


superar idéias de cirenaísmo; o prazer de curto prazo, imediato, exaustivo, e física. Ele

148
admitiu que o prazer é reduzível ao senso, mas o raciocínio deve guiar e regular a vida de
prazer, e que a genuína vida de prazer deve ser a vida de prudência, honra, e justiça.

Seja cirenaicista seja epicureanista enfrenta insuperável obstáculo universal na vida,


isto é, a morte que intervem, e priva gratificação da gente. A conseqüência desta teoria é
pessimista e contraditória por esta durabilidade de prazer.

O supremo bem, conforme de epicureanismo, é gozo de cultura pessoal e estética;


também é inevitável de ser antropocêntrico: o supremo bem de cristianismo é identificar
com Deus; gozar com as coisas de eterno Deus.

6. O bem é o que deu o bom resultado: conseqüêncialismo.


O certo, o valor moral de um ato é definido, e calculado em termos de
resultado. O utilitarianismo é uma forma popular de conseqüêncialismo, e o princípio
renovado de Epicurianos de prazeres de longo prazo. A conduta deve ser dirigida para
alcançar o maior felicidade e menos dor (Hume): basicamente eles são hedonistas. A
disposição de materialista para o bem converteu a questão moral em calculo matemática
impraticável (Jeremy Bentham). A moralidade altruística e racionalista é aplicada em área
de econômica e política cujo propósito é produzir benefícios e felicidades para o maior
numero de povo: a máxima felicidade para o maior numero de pessoas. Mas,
utilitarianismo não oferece o precipício da justiça, senão uma idéia simples que a
felicidades ou preferências pessoais são consideradas iguais e materiais: aquele ato que
promove o maior felicidade é certo.

Esta teoria também enfrenta os mesmos problemas de teoria de hedonismo que


identificou “o bem” ou “felicidade” com prazer. Esta teoria também materializou e
naturalizou o conteúdo de bem moral; por exemplo, a vida boa é quando a pessoa ganha um
milhão de reais seja por trabalho seja por roubo. Assim, desvalorizou o valor de homem, e
reduziu ao objeto algo. Aristóteles já descobriu este problema que nós tendemos a definir
uma coisa por outras coisas; deve definir uma coisa por si mesmo, por valor intrínseco, ele
disse. Assim, nós enfrentamos o grande problema de como preparar o conteúdo de
significado de “bem”. Se nós usamos algumas coisas para outra finalidade, por exemplo,
para meu prazer, nós usamos aquela como um meio para minha finalidade de prazer; e
aquela coisa é avaliada por utilidade de coisa que promovem benefícios, vantagens,
prazeres, felicidades e preveni prejuízo, sofrimento, mal, e infelicidade, etc; aquela coisa
teria só o valor de utilidade, o valor de extrínseco, sem consideração de valor intrínseco. A
utilidade não justifica a justiça moral; não pode confundir entre a utilidade e moralidade;
entre o meio e fim.

O outro problema desta teoria é que o fim justifica o meio, pois, eles praticamente
são interessados por meios para alcançar felicidade; a felicidade é o fim da vida. O
princípio de moralidade deles é que todos atos serão avaliados por conseqüências. Por
exemplo, a questão de moralidade de genocídio será justificada por boa vontade? : eles
defendem a sacrificar o benefício de minoria para o bem de maioria. Muitos justificam seu
ato errado por fim fraude e camuflado; dizendo que a minha intenção era boa. Na verdade,
muitas vezes nós escondemos a verdadeira intenção. Para alcançar um projeto justo na

149
sociedade justa, devem ser interditados os meios injustos de mentira e fraudes e ameaças e
violências, etc.
Esta teoria de nada oferece o que faz gente feliz.

O outro problema é quase impossível a prever os resultados de futuro: como Adam


Smith disse que possa acontecer o imprevisível no procedimento por mão invisível. O
homem que só raramente predizer conseqüências de curto prazo; como é que possa
determinar o de longo prazo, alias eternamente. É impossível calcular a conseqüência de
um adultero ou de uma mentira, etc, inclusive com considerações de as de até alternativos.
É muitas vezes em que nós tomamos um ato imoral por ponto de vista muita curta. Será
que pode justificar uma imoralidade que se funciona agora ou em curto prazo, por exemplo,
mentira?

O outro problema é a questão de qualidade alem de quantidade: alguns bons são


melhores do que os bens físicos; por exemplo, um homem infeliz seria melhor do que porco
feliz, disse Mill.

O outro problema é a questão epistemológica: embora no caso de serem óbvios os


resultados, como é que podemos saber que o resultado seja bom seja mal se não houvesse
uma referência alem de conseqüência. Então, o resultado não se determina seja o que é
certo seja o que é errado.

O outro é a questão de quem é felicidade? O utilitarianismo tipicamente considera


que a felicidade individual seja contada em contagem total de multidão, e só pretende gerar
felicidade sem consideração de quem é felicidade ou preferência. É precisa esclarecer a
razão por que eu devo considerar bem-estar de alheio. Foi eu que quis, ou foi a minha
obrigação, ou era razoável a considerar a felicidade de aleio? Se parece que é democrático,
mas contem questão moral. No sistema de utilitarianismo, há possibilidade de acontecer o
que é trivial, ou irrelevante moralmente, isto é, o grande numero vale mais do que é
importante moralmente. Há possibilidade de conflito entre o valor da parte de honestidade
e o valor grupal da parte de deslealdade: conflito entre para seu bem ou para o outro
membro.

Esta teoria repudia egocêntrica individualista, ignora individualidade, é sim, em


comunidade. Por isso, contem a questão de integridade; pois, sem coordenação entre
membros, haveria a questão de eficiência para alvo de felicidade de todos: e há também a
questão de responsabilidade pessoal por um ato em grupo.

Agora, será que temos um barômetro para estimar a quantia de felicidade da gente?
A felicidade é mensurável?(a questão de metafísica).

7. O certo é definido por intuição.


G. E. Moose (1873-1958) alegou que o bem é inanalisável e indefinível
conceito. O bem é conhecido só por intuição. Qualquer tentativa de definir em termos de
coisas aléia comete a “Falácia Naturalística”, ele disse.
O problema primeiro desta teoria é que todo homem intui não o mesmo conteúdo de
“bem” ou “certo”; quer dizer, todo homem não tem a mesma idéia de bem ou de certo.

150
O segundo problema, os muitos concordam que as intuições são vagas e falta de
claridades. O que nós intuímos “bem” na verdade muitas vezes não é o “bem”, é mal.
Nós devemos conhecer o objeto desejado, e ter o discernimento de significado de bom.

8. Não há o certo, ou errado.


Alguns pensam que não há medida pela qual avaliar moralidade.
É chamada de Antinomianismo.

Absolutismo e Relativismo.

Moral relativismo é uma forma de moral cepticismo que nega existência de


universal, absoluto, e objetivo padrão, um sistema de moralidade absoluta. Eles não
negam fatos morais. Na questão de existência de moralidade eles são objetivistas, mas na
decisão ética, eles são subjetivistas. Eles insistem meramente que valores morais são
relativos depende de particular perspectiva (i.e., cultura, raça, tempo, e lugar). Eles apelam
à variabilidade de códigos e praticas éticas. Eles têm noções éticas baseadas em
fenômenos. O relativismo se parece tolerante, diverso, inclusivo, democrático, susceptível
para todos, e fornece liberdade para todo mundo, mas contêm intolerância insuportável em
pratica e muitos absurdos em própria idéia.

Eles enfrentam a dificuldade de justificar de como é que os fatos ou fenômenos


possam sustentar a sua teoria de moralidade, porque embora a premissa sociológica seja
aceita como verdadeira porque é fato fenômeno, mas a conclusão não é garantida a ser
verdade. A descrição dos fenômenos não pode ser confundida com prescrição dos deveres,
por exemplo, poligamia é permitida em alguns lugares, isso não significa que a poligamia
pode ser um costume universal. A éticas é um estudo de dever e de prescrição, não o de
ser e de descrição de meramente fenômenos. Não é fácil como os relativistas pensam a
aplicar em pratica relativismo, pois uma afirmação de relativista ética significaria a tolerar
todas outras culturas e outras direções de caminho da vida, e outro modo da vida no mesmo
lugar e no mesmo tempo. Eles consideram a decisão moral como o gosto pessoal de
paladar. Eles não admitem absolutismo, mas aderiram a certeza absoluta de verdade de
relativismo, conclamando que a relativista é certa; por isso, o relativismo absoluto conteria
contraditório em si: e a teoria de relativismo ética é falsa: o relativismo não mostra certo
modo da vida (diretrizes ou conhecimento moral). O relativismo deve tolerar outro valor
que é também relativa como qualquer outro: isso significaria que qualquer coisa é
permitida, e nada é proibida: não existe coisa certa e errada; e verdade e falsa. O que é
certo hoje pode ser errado amanhã; o que é bom em um lugar, pode ser mal para outro
lugar. Ninguém pode julgar ou averiguar a outro por sua opinião: todos deverão ser
permitidos: por isso, a teoria de relativismo não serve de orientar vida moral, pois o
relativismo não tem nada a ver com certo ou errado. Seria a acontecer anarquia no mundo
moral por falta de consistência. A sua preposição é baseada em empírica e em observação
em fenômenos, não baseada a voz imperativa da consciência, nem em diretrizes de Deus.

151
O relativismo não oferece satisfatória explicação sobre a questão de divergências morais
entre os povos, mas simplesmente mantem a status quo por conveniência: simplesmente
encoraja em respeitar uns aos outros, pois você tem seu jeito de fazer e eu tenho meu. Para
relativista, não há diferença entre o que é certo e o que é errado, não podemos esperar de
relativista um desempenho ou compromisso moral, pois todos são iguais: todas coisas são
verdades e também pode ser falso ao mesmo tempo: todo mundo é certo e ninguém é
injusto. Assim, o relativismo de moralidade invalida o nosso conhecimento universal,
moral e destrói o sentido da vida; nem norteia a vida da gente, só cria confusões de
desmoralizações na vida moral, promove vileza na conduta.

Alguns defendem o relativismo moral, pois o relativismo cultural é certo. As


atividades culturais ou costumes ou um sistema de valores de um povo não significam
automaticamente que aquela conduta é certa moralmente como confirmamos encima. Mas,
o conteúdo de cultura deve ser examinado por ética, por exemplo, poligamia, canibalismo,
algumas esportes cruéis, que é uma cultura regional e tribal: qualquer costume deve ser
averiguado para saber se seja costume corrupto, impureza, pecaminosa, imunda, pudorosa
ou sagrada, respeitável, amável (se refere ao domínio de ética). As divergências de cultura
não significam que não há a coisa certa ou errada. Por que o porco desvaloriza o perola,
isso não significa que o perola perde o seu valor. O problema está com o ponto de vista de
porco.

Os naturalistas e cientistas e materialistas negaram as coisas que transcendem as


experiências de percepções, por exemplo, as coisas metafísicas e espirituais; e também
negaram qualquer verdade absoluta além de pragmática. O resultado é que todas coisas são
instrumentais.

A tendência de pensamento moderno é rejeitar a autoridades, dogmas, limites,


diretrizes.

Será que há a padrão moral que é universal e absoluta para toda humanidade?
Como é que podemos saber esta regra universal? Todas humanidades disputaram
com esta questão de sistema absoluta na moralidade em toda história humana.

Moral absolutismo é uma teoria de um princípio que jamais pode ser violado, e pelo
qual a questão ética deve ser julgada, e que se a conduta seja certo ou errado, sem
consideração da circunstancias em que um ato se ocorre. O padrão absoluto pode ser
universal para todo mundo, para todo lugar e para todo tempo, mas o relativismo é
impossível a ser universal.

Absolutismo se contrasta de relativismo moral, cujos princípios éticos são relativas


depende dos contextos sociais, culturais, histórias, época, experiências e preferências
pessoal, ou situações individuais.

Absolutismo é diferente de consequencecismo da qual a moralidade de um ato


depende das conseqüências do ato. Por exemplo, mentira será para sempre imoral para
absolutista, mas, para consequencecista, se promovesse alguma vantagem resultado (i.e.,
salvar vida), pode mentir.

152
O absolutismo crê que existe um padrão absoluto de aferição (referência). Mas, as
bases de referencia se diferem. Para teólogos cristões, o caráter de Deus é fundamental
base de moralidade; para legalistas, a lei instituída é a base fundamental; para naturalistas,
éticas absolutas são inerentes nas leis do universo; para humanistas, a moralidade é baseada
na natureza ou no valor do homem, por exemplo, teoria de direito humano.

Para ter absoluta moralidade, nós devemos ter a fonte ou fundamento universal,
imutável e indubitável. Para relativista, não há tal coisa concebível fonte universal e
imutável, e aplicável em vida moral.

Platão considerou que os valores morais são objetos espirituais que permanecem em
reino espiritual, fora da subjetiva convenção humana.
Os pensadores de Média buscaram a lei eterna como fundamento de todos
princípios morais.
Alguém pensou que o valor moral é como relacionamento espiritual.(Samuel
Clarke).
Outros buscaram a sua origem nos mandamentos divinos.

Nós podemos contextualizar a cultura ou costumes, mas valores morais, não; seria
tornar a relativismo de moralidade. Nós estamos vivendo em tempo em que se nós
seguramos firmes os valores morais, somos chamados de mesquinho, antiquado, quadrado;
em tempo em que a tolerância é considerada como virtude; e em que o relativismo se
prevalece; em que cada um se faz o que se parece lhe bem como no tempo de juízes no
Velho Testamento. Nós estamos vivendo no tempo em que duvidamos a existência de Deus
e a sua lei absoluta; e pensamos que é homem que pode mudar e inventar a lei.

Se não admitimos o absoluto, aceitando relativismo, conseqüentemente todas nossas


tentativas para progresso serão experimentais. Se a verdade é negada, todas idéias são
iguais, validas seja verdadeira seja falsa. É inevitável anarquia em ideologias e na vida
moral. Também é inevitável o fenômeno de Babel, fenômeno incomunicável.

Existe só um Deus verdadeiro, só um universo criado por Ele, e uma lei de moral, e
uma lei natural, uma verdade.

Se nós começamos com falsa premissa, sempre flutuaremos em oceano sem rumo
para onde devemos seguir, e sempre ficarão confusos diante dos problemas do homem.
Eles sempre aprenderão, mas não chegarão ao conhecimento da verdade.

Moral realismo e cepticismo.

Os cepticistas alegam que não existe o valor absoluto: todos são relativos: é
impossível defender ou justificar racionalmente o julgamento de valor, o certo e o errado: e
é espúria (hipotético) a abstrata natureza de conceito do “bem”: eles admitem morais

153
conhecimentos por razão de grandes diversidades de códigos éticas e pratica no arredor de
nós, mas não acreditam em objetivo e universal padrão moral (cepticista pratica e racional).
Eles duvidam (questionar) intenção ou propósito e normas ou axiomas de ética. Eles
negam a validade objetiva de moralidade, pois não existe um divino que prescreve-la: não
tendo autoridade, ninguém pode dizer que o amoralista e o imoralista são irracionais na
ética. Assim eles alegam que não há meio de avaliar asserção moral. Eles alegam que as
normas éticas são equivocas metafisicamente e epistemologicamente, por exemplo, os
conceitos de bem, mal, pecado, perdão, etc. (cepticista metafísica e epistemológica).

Conforme esta teoria, a formação de conhecimentos de qualquer área seria diferente


depende de pessoas, lugares, raças, tempos, e idéia etc. E seria contra a regra de
consistência na vida, e na área de ciência.

Este tipo de ideologia cria grande barreia na acumulação do verdadeiro


conhecimento para outras gerações; pelo contrario, criam bobagens e confusões no
conhecimento do homem: e não haveria a educação para outro.

Os extremistas negam o fato de questão moral (moral fato), e nem admitem


conhecimento moral (moral verdade).

O cepticista duvida as veracidades de todas as proposições: mas este tipo de vida


não teria sentidos se não houvesse as verdades. A falsa proposição é contraditória a
verdadeira proposição. Se alguém disser que a proposição é duvidosa, falsa, provável,
então como é que pode averiguar e asseverar sem referencia. E o provável ou a
plausibilidade são semelhantes a verdade. Portanto, se o homem não conhece a verdade,
ele é incapaz de conhecer o que é provável. E também, se a verdade e a referencia não são
conhecidas, o homem é incapaz de tomar ação em uma direção do que a outra. A vida se
tornaria a ser sem sentido, sem rumo. Probabilidade sem conhecimento da referencia é
impossível guiar a vida moral. Augustino defendeu que a gente não pode falhar em
conhecer a verdade.

Moral realismo é uma resposta à moral cepticismo. Os realistas defendem que há


moral fato, quer dizer, a vida moral, o qual é independente de crenças ou atitudes contra
ela. A vida moral é real propriedade do mundo, quer dizer, a caráter real da pessoa e a
propriedade da pessoa e projeção da nossa vida e constituído por nossas crenças: é o mundo
da fé e crença.

Não-naturalistas julgam que moral fato é não-natural propriedade o qual são


perceber por faculdade de intuição (i.e. beleza, conhecimento de matemática), e capaz de
motivar pessoas.

A realidade de moralidade está em desejo do homem, que espera que outro trate lhe
com dignidade.
A outra realidade está no fato em que o homem é capaz de criticar e julgar outro
apesar de ser incapaz de perceber seu próprio pecado. Embora não ensina a si mesmo, o
homem ensina a outro o dever da moralidade. Ainda não praticando o seu dever, o homem

154
exege de outro a sua obrigação. O homem sabe o dever e obrigação no relacionamento: este
fato nos admite que existe a vida moral, o fato moral na nossa vida.

155
PARTE 3. TEOLOGIA.

1. ÉTICA CRISTÃ.

A ética cristã é religiosa; é inseparável de mandamentos de Deus em dois, “amar a


Deus” e “amar o próximo”: é incogitável sem consideração de natureza divina como base
de moral, o amor de Deus: é impossível manter relações com os homens sem comunhão
com Deus.

A moral cristã é teológica, não antropológica. A vida cristã moral é baseada na


criação do homem segundo a imagem de Deus: Deus é amor. A moralidade cristã é não
inventada por necessidades ou por convênios dos homens, nem se evoluída por natureza: é
doada por nosso Deus como um das essências do homem. Se pretendermos entender
homem como humanistas tentam separar de Deus os homens, nós não compreenderemos a
natureza, pecanomicidade, alienação (separação) entre homens, especialmente as
necessidades da sua alma do homem.

A ética cristã é teocéntrica. O primeiro mandamento é amar a Deus Senhor. Na


questão de valores, tem que manter a hierarquia dos valores; Deus deve tomar o lugar
supremo acima de tudo: porque o valor determinado por individualmente define e motiva e
leva a vida da gente. Até os humanistas buscam a moralidade sem Deus, isto é, a
moralidade existencial, mas é antropocêntrico: a moralidade é criada por homem para
autorealização do seu mundo humano e sobrevivência mutua dos homens. Se o homem não
teme a Deus, o homem pode cometer quaisquer iniqüidades. O afastamento do pecado está
no temor do Senhor Deus. Deus entregou tais homens que não glorificaram a Deus à
imundícia para cometerem todo tipo de pecados (Rm. 1: 24). Os relacionamentos corretos
com seus semelhantes procedem de relação correta com Deus.

A moralidade cristã indica a religião (Jesus Cristo); Deus indica a moralidade


(santidade) ao homem. A religião cristã é ética, a ética cristã é religiosa: é inseparável
entre eles. A vida moral de cristianismo é compatível com seu ensino de recompensa que o
justo será recompensado e o injusto será punido. E, também, a Bíblia nos ensina que nós
receberemos a santidade completa conforme de imagem de Deus no ultimo dia do Senhor
baseada nas suas obras redentoras em Jesus Cristo. Nós seremos como Ele é. A mensagem
do Evangelho de Deus proclama o arrependimento dos pecados e a vida digna de ser povo
de Deus, isto é, a santidade segundo a imagem de Deus. A vida moral é engajada na
mensagem da salvação em Cristo Jesus. É impossível cogitar uma vida cristã sem moral,
sem santidade. Quando a pessoa abandona a vida moral, isto é, a santidade, buscando mais
ser religioso, então não haveria diferença de ser idolatra que busca satisfazer só as
necessidades do homem. A Palavra de Deus nos revela que o povo israelita buscava muitos
deuses não por amor de deuses, é sim, por seu próprio amor, e por seu próprio interesse.
Se o cristianismo não busca a moralidade, está caindo na idolatria. Se o
cristianismo abandona a vida de santificação, está percorrendo a anular a obra de Jesus
Cristo em nós.

156
“Amar a Deus de todo o coração, de todo entendimento e de toda a força, e amar ao
próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios” em Mc. 12:33.
“Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que
holocaustos” em Os. 6:6. Deus exige a santidade e a vida moral de quem se aproxima dEle.

A vida cristã se começa por mudança no interior e na natureza do homem. A


moralidade humana pretende a mudar e controlar as atitudes exteriores do que o interior. A
mudança da vida cristã é a transformação radical e sobrenatural, isto é, a regeneração da
obra do Espírito Santo baseada na obra redentora de Jesus Cristo. A transformação da vida
moral pertence à nova criação de Deus que cria a nova imagem em nós. A moralidade
cristã é iniciada segundo a vontade de Deus Pai em Cristo Jesus e também é sustentada
pelos abastecimentos da força do Espírito Santo para realizarem os homens o seu papel
diante de Deus. A moralidade cristã se começa por sua transformação divina na natureza
do homem e se continua a receber a renovação divina constantemente na vida inteira. Sem
apoio de força do Espírito Santo e a Palavra de Deus, é insustentável a vida cristã. A
civilização do homem pretende o melhoramento e desenvolvimento no ambiente e
circunstancia, mas a situação moral do coração do homem está fora de seu alcance.

A moralidade humana é baseada em conveniência e sobrevivência; e


conseqüentemente é inevitável a ser relativa, pois pode se mudar depende das situações e
dos seus interesses. Mas, a vida cristã moral é absoluta, pois o padrão da vida moral é
fundado na natureza imutável de Deus; o amor eterno.

A ética cristã tem o decálogo que escrito na pedra, ainda tem o exemplo pessoal
como paradigma da moral e referência através da vida de Jesus Cristo que viveu no meio do
seu povo. O método de ensino ao seu povo sobre vida moral é completo por verba e por
exemplo. A orientação da ética cristã jamais é vaga, pois temos mil exemplos de juízos
tomados pelos povos de Deus na Bíblia.

A ética cristã tem o decálogo. Mas, o cristão não vive para sempre no regime da lei,
no regime de tutela. O reino de Deus não é um sistema rigor da lei que controla atividades
humanas sob prescrições detalhadas de direitos, obrigações, proibições. A ética cristã não é
nomologia (estudo da lei) que escraviza gente: mas a ética cristã liberta a pessoa.

A ética cristã é não estática, sim, muita dinâmica com plena liberdade e com
renovação da força do Espírito Santo. O homem recebe a regeneração da natureza e
renovação das forças e a orientações divinas através da Palavra de Deus, mas não fica
passiva, sim, sempre ativa. O homem novo não está no regime da lei do pecado como
escravo, mas no regime do Espírito da vida em Jesus Cristo. Ele não fica mais em tutelado
da lei. O Espírito Santo se opera em nós, mas Ele não anula nossa personalidade nem
negligencia a vontade do homem. Deus não criou homem como robô ou fantoche.

A ética cristã é progressiva. A nova modalidade da vida de novo homem pertence à


nova criação de Deus que cria o novo céu e a nova terra: nós temos a promessa de santidade
perfeita por parte de nosso Deus: enquanto vivemos aqui na terra, nós labutamos e

157
progredimos para alcançar o alvo que Deus tem proposto diante de nós como o mesmo
Senhor Jesus Cristo o conquistou. Nós precisamos ter conhecimento da natureza da nova
vida no reino vindouro para almejar aquela vida perfeita e completa, pois nós ganharemos a
nova vida em Jesus Cristo pela esperança. É pela esta esperança, lutamos a despejar as
coisas velhas e carnais e esforçamos a andar como Ele andou.

A ética cristã é integrante, não parcial, nem superficial. O mandamento do Senhor


é amar a Deus de toda alma, de toda força, de todo entendimento, de todo coração. A vida
cristã é a de todo ser; corpo, alma, espírito: com mente (cognitivo) e coração (não-
cognitivo) e vontade.

A ética cristã é a vida consciente: não pode se acontece a decisão moral sem
permissão da vontade ou em insânia. Deus permitiu ao homem plena liberdade e
autonomia de consciência. Por isso, o homem fica responsável pela sua decisão. A decisão
moral deve ser de vontade livre, nem de forçada, nem de constrangida, nem de obrigada,
nem de ameaçada contra própria vontade do homem. Se o homem não tivesse a autonomia
da consciência, não seria mais o ser humano, e conseqüentemente não teria a
responsabilidade por seu ato.

A ética cristã toma decisão por consideração não só em conseqüências, sim, por
amor de Deus. Se levasse vida por interesse de galardão ou por medo de punição, não seria
uma vida ideal diante de Deus, a vida de um varão maduro. Porque, devemos considerar
que a amar a Deus e ao próximo é o nosso dever como está escrito em Pr. 12:13: teme a
Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Quando guarda
os mandamentos, nós teremos alegria e paz no coração, pois nós vivemos por natureza de
Deus e por ordem universal e espiritual. Quem ama é nascido de Deus. Primeiro Deus nos
amou, por isso, nós também amamos a Ele. Assim, o amor é mutuo e recíproco: se nós
amemos a Deus, então seremos mais amados por Deus, e receberemos mais benções.

É claro que a Palavra de Deus nos ensina constantemente as conseqüências das


nossas obras, recompensa e punição, apelando ao nosso interesse. No tempo de menino,
nós admitimos a sua legitimidade de motivação como se prevalece na sociedade humana
para incentivar o animo das atividades. A ética cristã madura é jamais motivada pelo seu
interesse de galardão ou pelo medo de punição. Todos os seguidores de Jesus Cristo, os
discípulos, andam como Ele andou, afixando nossos olhos nEle.

O apostolo Paulo orou pelo os filipenses para serem sinceros e inculpáveis para o
dia de Cristo em Fp. 1:9.

Jesus Cristo disse: os fariseus justificavam a si mesmo diante dos homens, mas
Deus conhece os corações da gente (Lc. 16:15): Deus não olha a aparência do
comportamento da gente, mas sonda o coração do homem. Quando Jesus Cristo viu
Natanael e disse: eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo (João 1:47).

158
Atributo Divino e Moralidade.

A ética cristã é ancorada (fundada) enfim na natureza imutável de Deus de amor.


A Bíblia declara que Deus é amor (I João 4:8): isto é, o amor é a essência de Deus.
A ética cristã é jamais fundada nas leis. As leis são a expressões da sua natureza
santa e moral do Senhor. As leis foram procedidas de natureza de amor.

Nosso Deus tem outros atributos tais como onipresença, onisciência, onipotência,
etc., mas são incomunicáveis ao homem, e não foram transmitidas ao homem. Se nosso
Deus tivesse meramente as qualidades das grandezas, por exemplo, onipotência e
onisciência, Ele pode ser imoral ou amoral. O nosso Deus é o ser moral: Deus deseja que
todos conheçam esta verdade.

O nosso Deus é santo, amor, justo, reto, bondoso, misericordioso, benigno, gracioso,
longânime, fiel, etc. Estes caracteres juntos pertencem à categoria de atributos de moral; os
caracteres são inseparáveis entre eles; e eles juntos formam uma personalidade de Deus.
A palavra de Deus nos revela que o amor abrange todos restos outros caracteres e
virtudes, por exemplo, bondoso, misericordioso, benigno, paciente, etc: que Deus é amor
significa que Deus é justo, misericordioso, gracioso, etc. O amor é de essência do seu Ser.
Que Deus é amor significa que todas atividades do Senhor são misericordiosas e fieis.

Em Dt. 32:4 disse: Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus
caminhos são juízo (direito); Deus é fiel, e não há nEle injustiça; é justo e reto.
Em Jn. 4:2 disse: Deus é clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande
em benignidade, e que te arrependes do mal.
Em Na. 1:3 disse: O Senhor é tardio em irar-se, jamais inocenta o culpado.
Em Ex. 34:6, 7 disse: Senhor, Senhor Deus compassivo,, clemente, e longânime e
grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que
perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a
iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração.
Em Mq. 7:18-20, fala-se também de misericórdia e fidelidade pela qual perdoa a
iniqüidade.

A padrão de bom e mau não pode fica fora de Deus; fora de Deus não existem as
leis que Deus deve obedecer a elas. A sua natureza santa é o mesmo padrão de critério de
bom e mal. Porque são boas as sus leis, os mandamentos, as suas demandas de nós, os
julgamentos sobre nós, os seus decretos ou atitudes, as sua vontades? Porque todas estas
coisas procedem de acordo com a sua própria natureza de bondade e de amor. Ele não pode
negar a si mesmo. Ele não toma decisão contra a sua natureza.

O nosso Deus é o ser moral, que se age conforme a sua natureza. O homem que tem
a imagem de Deus também deve tomar decisão conforme a sua natureza renovada,
transformada, não segundo as leis. A conformidade com a natureza é muito mais do que a
simples observação das leis.

159
“Mas o que se gloriar, glorie-se nisto; em me conhecer e saber que eu sou o Senhor
e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas cousas me agrado, diz o Senhor”
(Jr. 9:24). O homem pode se gloriar no conhecer que Deus é o Ser moral.

Deus nos chamou para a sua própria glória e virtude e para sermos co-participantes
da natureza divina, livrando-nos das paixões do mundo. (II Pe. 1:3, 4).

Deus é amor; o amor é um principal atributo e natureza de Deus. Deus Pai deseja
que os seus filhos também sejam amor como Ele é.

Personalidade Divina e Moralidade.

“Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente, e longânime e grande em misericórdia


e fidelidade” Ex. 34:6.

“Tu, Senhor, és Deus compassivo e cheio de graça, paciente e grande em


misericórdia e em verdade” Sl. 86:15.

Deus não é matéria que as pessoas desejam possuir pelo seu valor; ou uma força ou
poder impessoal que o homem possa utilizar-lo por um método; ou uma idéia que o homem
cria ou adota e seguir; antes, Ele é pessoa que tem emoção tais como alegria e tristeza e ira
e tem conhecimento e inteligência e vontade própria; Ele se age moralmente. Deus se
revelou a nós através das obras e das palavras não somente como Criador Todo-poderoso,
mas também como Jeová, Deus Pai gracioso que compadece dos seus filhos. Ele tem
vontade e desígnio; e Ele o executa: Ele é autodeterminante consciente. Ele é onisciente,
mas tem sabedoria pelo qual sabe escolher ainda o melhor das opções: Ele é o Juiz justo e
misericordioso; Ele é Pessoa moral que aprecia os valores morais da vida.

Deus disse a Moises que eu apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-
poderoso; mas pelo meu nome, o SENHOR (Jeová), não lhes foi conhecido em Ex. 6:3.
Deus se revelou aos homens, que Ele pode ter plano ou vontade própria que não são
influenciadas por fora de Si, e que Ele tem poder para realizar sua vontade, vencendo todas
obstáculos e circunstâncias que impedem a sua execução. Deus estabeleceu relacionamento
especial em forma de aliança que se procedeu da sua natureza de amor eterno.

Deus criou o homem segundo a sua imagem, e trata homem como pessoa moral e
responsável, não como maquina: Ele também nos revelou que Ele deseja ser tratado como
Pessoa, o objeto de amar, não como um meio que nós possamos usar ou manipular para
nosso fim.

O seu mandamento “amar a seu Deus” significa que Ele queria estabelecer relações
pessoais conosco.

160
Deus é amor: Deus Criador criou este mundo, especialmente, e o homem para
realizar o seu plano de compartilhar conosco as suas riquezas da sua graça. Também como
Jeová que interfere nos problemas do homem; Deus enviou seu o único Filho Jesus Cristo
para mostrar a sua misericórdia para conosco; Deus entrou na historia para restabelecer
uma relação especial entre Si e homem, o relacionamento entre o Pai e filhos,
relacionamentos pessoais: Deus enviou o Espírito Santo para manter esta comunhão
estabelecida através de Jesus Cristo por renovação e aperfeiçoamento de nossas condições
decaídas. O testemunho da palavra de Deus é este: Deus é amor (I João 4:8), e aqueles que
se nasceram dEle também amam a Deus. Deus ama seus povos como seus filhos e
herdeiros: qualquer pessoa pode buscar-lO e aproxima dEle. Quando nós oramos a Ele, Ele
ouve a nossa oração.

Deus disse que Ele tem prazer em povo saber que Deus é compassivo e benigno e
longânime, etc.

“Lembrai-vos disto e tende ânimo; tomai-o a serio, ó prevaricadores. Lembrai-vos


das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há
semelhante a mim; que desde o principio anuncio o que há de acontecer e desde a
antiguidade, as cousas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de
pé, farei toda a minha vontade; que chamo a ave de rapina desde o Oriente e de uma terra
longínqua, o homem do meu conselho. Eu o disse, eu também o cumprirei, tomei este
propósito, também o executarei” Is. 46:8-11. Ele tem a vontade soberana.

Nós podemos conhecer os nossos vizinhos por observações sem comunicações os


seus movimentos e as características físicas. Mas, para melhor compreensão deles, nós
precisamos ouvir os seus planos, sua intenção, sua esperança, seu desejo, sua opinião, sua
preferência, etc.do meu vizinho. Assim, na mesma maneira nós precisamos ouvir as
palavras de Deus para compreender a Pessoa divina; e mantendo comunhão com Ele, nós
podemos O conhecer mais cada vez. Cada vez obedecendo, cada vez mais guardando suas
palavras, conheceremos mais a Ele. Cada vez se aprofunda a nossa intimidade com Ele.

Nós conhecemos a Deus através da Palavra de Deus e com iluminação do Espírito


Santo como testemunha em I João 5:7: há três que dão testemunho; o Pai, a Palavra, e o
Espírito Santo; e estes três são um.

Deus criou o homem segundo a sua imagem: Deus como pessoa respeita a
personalidade do homem: Deus não anula nem destrua a vontade do homem e a sua
personalidade. Os filhos de Deus admitem dependência absoluta de Deus: mas, isso não
significa que o homem como robô que não tem vontade própria e também não significa que
eu não posso fazer nada: mas, significa como Paulo disse que eu posso fazer tudo naquilo
que me fortalece: o homem também pode ter a sua própria vontade e executá-la.

Glória de Deus.

161
“A terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o
mar” Hc. 2:14.

O servo de Deus, Moises quis ver a glória de Deus e pediu Lhe que Ele a mostrasse
lhe (Ex. 33:18).

Quando nós visitamos a casa de alguns, eles nos mostram a sua glória; mostrando a
sua casa grande bem movelizada e a sua riqueza materiais. Alguns nos mostram com todo
orgulho as suas coleções preferidas, por exemplo, de vinho, de armas, de moedinhas, de
livros, e brinquedos: essa é nossa cultura.

Mas, quando Moises pediu Lhe mostrar lhe a sua glória, Ele não demonstrou lhe as
suas riquezas da sua casa ou a sua majestade poderosa e suntuosa. Deus lhe manifestou a
sua bondade e misericórdia.

Em Pr. 19:11 disse que a perdoar as injurias é sua glória: quer dizer que ser
bondoso, misericordioso, benigno, compassivo para gente e cobrir as falhas e perdoar as
culpas é a nossa glória. O salmista disse em Sl. 21:5; Grande lhe é a glória da Tua
salvação: em 96:2, 3; Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia
após dia; anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas:em
97:6; Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos vêem a sua glória: em Is. 46:13;
faço chegar a minha justiça, e não está longe; a minha salvação não tardará; mas
estabelecerei em Sião o livramento e em Israel, a minha glória.

O nosso Deus considera que a sua glória é a perdoar nossos pecados através de
Jesus Cristo.

O profeta Miquéias disse em 6:8: Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o
que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andeis
humildemente com o teu Deus. A praticar a justiça e andar com Deus é nossa glória.

O profeta Jeremias disse em 9:23, 24: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o
forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em
me conhecer e saber que eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na terra;
porque destas cousas me agrado, diz o Senhor. Bem-aventurado o homem que se gloria em
conhecer a Deus, que se alegra no Senhor, e que bendizer a sua salvação.

Nem a riqueza, nem sabedoria, nem força física podia ser a glória do homem.
Andar com Deus, praticar justiça, realizar misericórdia, e perdoar as culpas dos outros são
coisas boas e glórias do homem.

Amor (ágape) e Virtudes.

162
A amar a Deus e seu próximo é o mandamento de Deus, mas isso não significa que
a pessoa pode ter direito de exigir ou pedir-lo a alguém e outro automaticamente tem a
obrigação de atender demanda, pois o amor verdadeiro procede da natureza: o amor é
manifesta conforme com sua natureza de maneira voluntária, espontânea, não compelida
por ninguém. O amor não se muda depende de circunstancia ou de pessoas, pois se nasceu
da sua própria natureza. Deus é amor (I João 4:8): a natureza de Deus é amor.

Como sempre Bíblia não define a palavra “amor [hesedh]”, mas nos dá através de
ilustração que não distingui entre eros, philia e ágape. Isso não significa que o amor de
ágape é igual com outros que buscam consolo ou satisfação mutua.
O amor abrange todas outras virtudes e todos conceitos morais; benevolência
(benignidade, bondoso), graça, misericórdia, compassivo, paciência (longanimidade),
fidelidade, lealdade, manso, não ciumento, não ufano, não arrogante, não rude, não
ressente, não irritante, pois estas noções indicam as características de relacionamentos entre
homens.

Pela benevolência, Deus preocupa com bem-estar das criaturas desinteressadamente.


A melhor referencia seria o versículo de João 3:16: Deus amou o mundo de tal maneira que
todos sejam salvos mediante morte do seu Único Filho.
Pela graça, outro aspecto de amor, Deus nos supriu a nossa necessidade com favor
desmerecido. O seu amor, o seu favor, se desproporcionou com nosso merecimento.
A sua graça é riqueza, e abundante, não mesquinhos (Ef. 2:7). A graça de Deus se
manifestou para salvação de todo homem (Tt. 2:11). A graça não foi evocada pelo que nós
somos, mas pelo que Ele é. O amor não reivindica o seu direito.
A natureza de misericórdia se expressa a se comover pela situação miséria e
indigente como um pai se compadece dos seus filhos (Sl. 103:13, Lc. 15:20).
Pela longanimidade, o julgamento e o segunda Vinda do Senhor são adiados, não
querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (I Pe. 3:20, II
Pe. 3:9).
A paciência de Deus não tem elemento passivo, nem resignada, pelo contrario,
ativo.

O amor é o perdoar. O amor cobre todas transgressões, e o ódio excita contendas


(Pr. 10:12).
Como o apostolo Tiago disse em Tg. 2:13: a misericórdia triunfa sobre o juízo.
Também o apostolo Pedro disse em I Pe. 4:8: o amor cobre multidão de pecados. O amor
edifica; não condena; dá a vida. O amor não alimenta rancor ou ódio. O perdão significa a
esquecer.
O amor espera tudo, não fica desanimado, confia em tudo, é sempre otimismo. O
amor não considera que a falha do homem é final e sempre espera o melhor amanhã. Ainda
espera a vitória final através de Jesus Cristo.
O amor procura a servir e dar em ação (Mt. 20:28, Mc. 10:45).
O amor é desinteresseiro, abnegado, altruístico, sacrifical (I João 3:16).
O amor é vontade decisiva do que sentimental, pois deve amar de toda alma (Mt.
22:37).
O amor exige persistência e fidelidade, constância, que nunca desiste, que suporta
tudo, por isso exige a vontade determinante e firme.

163
O amor estabelece relacionamento incondicional e firme, pois o amor é o vinculo de
perfeição (Cl. 3:14): não procura recompensa de volta. Alguém falou que o devolver amor
por amor, quer dizer, o amar ao que lhe ama, será outra forma de regra de “olho por olho” e
“dente por dente” Os gentios também fazem a mesma coisa; não merece de nada.
O amor detesta o mal e se aborrece do mal, e desaprova pecados.
O amor não retalia, pelo contrario, perdoa: o amor tudo sofre.
O amor é eterno (Sl. 25:6, Is. 54:8) e fiel (Jr. 33:19-26), imutável (Is. 49:15; 54:10;
Os. 11:8; Dt. 7:0; Sl, 100:5).
O amor lança fora medo; aumenta credito e confiança.
O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. (I Co. 13:6).
O amor não se ufana; não se ensoberbece, não despreza ninguém, pelo contrario,
identifica com demérito: sempre fica com indefesas, marginalizados, abandonados.

Porque Deus criou o mundo e ama os pecadores? Porque a sua natureza é amor: Ele
mesmo é amor.

Como amor, fé, e esperança estão em unidade; a santidade, amor, e justiça estão em
união.
Porque, tanto o amor não se opera sem fé e esperança, como o verdadeiro amor é
impossível sem santidade e justiça. Tanto a santidade é impossível sem amor e justiça,
como impossível realizar a justiça sem santidade e amor.
O amor nunca se muda, agora e futuro, para sempre; na terra e no céu.
Enquanto viver na terra, vivemos pela fé, mas quando entra no céu se acaba, pois
veremos as coisas como estão.
A esperança se acaba no momento de realização do sonho, quando entrar no céu,
pois o que se vê, não é esperança (Rm. 8:24).

O amor é nosso guia da nossa conduta. Se nós nos nascemos de novo de Deus e
responder à chamada de Deus, o amor se torna a ser principio da nossa vida, pois Deus é
amor.
É pelo seu amor e pela sua compaixão que Deus remiu seu povo (Is. 63:9). O amor
do homem não é do homem, é de Deus; nós podemos amar, porque Ele primeiro nos amou
(I João 4:19); derramou o seu amor em nosso coração.

O amor é fundamental cristã virtude que inclui todas outras virtudes: portanto, quem
tem o amor possui todas virtudes; misericórdia, bondade, humildade mansidão,
longanimidade; perseverança, justiça, piedade, constância (fidelidade), mansidão, domínio
próprio.

Eis que tenho suspirado pelos teus preceitos; vivifica-me por tua justiça (Sl.
119:40). A verdadeira justiça é impossível sem virtudes citadas em cima; sem misericórdia
e fidelidade, e etc.

Amar a Deus e ao Seu Próximo.

164
O primeiro mandamento é amar a Deus: o segundo é amar o seu próximo.
Se não amasse a Deus em primeiro lugar, será impossível a amar a meu próximo.
E também, se não amasse a meu próximo, será impossível a amar a Deus invisível.
Conclusão é: se amasse a Deus, naturalmente ama seu próximo: quem ama o seu
próximo significa que está amando a Deus.

Quem não leva a sério ao homem, não leva a sério a Deus. E quem não leva a sério
a Deus, também não pode levar a sério ao homem. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a
seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a
Deus, a quem não vê (I João 4:20). É através de demonstração do amor por seu semelhante
pode manifestar o amor para com Deus. Assim, é impossível separar entre religião e moral.
Sem Deus, qualquer tentativa de moralidade do homem vai perder a sua força. A força de
moralidade do homem vem de Deus. Como a vida piedosa não tem poder sem amar seu
semelhante, assim a vida moral do homem não tem força sem Deus: a moralidade do
homem sem Deus é hipocrisia e trapo e morta. Aquele que ama a Deus ame também a seu
irmão (I João 4:21).

Muitos buscaram a liberdade sem Deus. Quem se separa de Deus,


conseqüentemente também se separa dos seus semelhantes. Se o homem abandone a
obrigação diante de Deus, certamente o homem não cumprirá o seu dever para com seu
próximo. Se Deus não podia comandar ao homem, quem poderia ordenar ao homem?
Todas ideologias que exaltem o homem e desprezem a Deus são falsas ideologias que
desvalorizam e desmoralizam o seu companheiro conseqüentemente.

A liberdade absoluta do homem do ensino em escolar significa desafio, rebeldia,


rebelião contra Deus e a revolução e mudança radical para destruição de todos valores
tradicionais e todos relacionamentos entre homens, e ainda a destruição na natureza do
homem, pois o homem é criado segundo a imagem de Deus. O homem é dependente de
Deus, sendo criatura dEle; e é impossível viver sem Deus. Pretender-se compreender
homem como cientistas ateístas tentam sem relacionamento com Deus jamais entenderão o
mistério do homem.

“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa
vida pelos irmãos” I João 3:16. Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho
unigênito (João 3:16).
Nós temos a razão de devermos amar a Deus e nossos irmãos; pois, Deus primeiro
nos amou. “Se alguém não ama o Senhor, seja anátema” I Co. 16:22.
Se nós não amamos a nosso Deus e nosso próximo, traz serias conseqüências em
todas partes da vida própria e aléia e em todos tempos, presente e futuro.

Nós experimentamos a plena realização de humanidade e sentimos que temos valor


de utilidade por outros e também sentimos felizes quando temos relações apropriadas com
Deus e com próximos. Sem Deus significa viver sem próximos e viver sozinho; a nossa
alma não tem sossego nem descanso. É impossível separar de Deus o homem; não foi
criado para viver para si isolado e independente: o seu mandamento de Deus “amar” é
estabelecer relacionamento entre Deus e homem e entre homens. O homem tem que ter a
consciência de ser um membro da família do Reino de Deus.

165
Quem ama é nascido de Deus; Quem é nascido de Deus ama seu próximo, vice-
versa.
Se amarmos uns aos outros o Seu amor é aperfeiçoado em nós (I João 4:12, 17): se
nós amamos uns aos outros, nós somos transformados, regenerados: a vontade de Deus é
realizada em nossa vida.

Nosso Deus Pai criou este mundo maravilhoso por amor dos seus filhos
predestinados para um bom ambiente deles. A criação do homem que tem imagem de Deus
é a glória de Deus e a manifestação de amor de Deus. Para remissão dos pecados e
redenção dos filhos designados desde eternidade, Deus Pai enviou o seu Filho unigênito;
mais uma vez Deus Pai aprovou o seu amor para conosco. Por isso, se o filho chegar à
ponte de amar a Deus significa que a obra divina que havia começada em nós é completada.
Por isso, quem ama é nascido de Deus, criado segundo imagem de Deus.
Se alguém disser que amo a Deus e odiar a seu irmão é mentiroso, nem conhece Lhe
nem ama Lhe (I João 4:20; João 8:42).

Neste caso, também é bem claro que a amar a Deus ou próximo não ficará como
obra meritória para trazer a salvação. Só os filhos de Deus que são criados segundo
imagem de Deus pode amar seu Deus Pai e seu próximo conseqüentemente.
O mandato de amar é direcionado para os filhos de Deus que crêem que foram
amados e salvos por Deus através de Jesus Cristo: o prefacio de decálogo esclarece isso
(Ex. 20:2).
Em Lv. 19:18 disse também: não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do
teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor. A proclamação
“Eu sou o Senhor” implica que eu ti libertei: o povo libertado nunca pode esquecer da sua
libertação da casa da servidão: o povo de Deus precisa lembrar primeiro a obra de Deus
antes de fazer as boas obras para com Deus. O jovem rico infelizmente não entendeu a
mensagem de Deus e não reconheceu as obras de Deus, por isso ele ficou triste quando
Jesus lhe disse que vende tudo e depois me segue (Mt. 19:16-22). Em Mt. 10:37 Jesus
Cristo disse o mesmo sentido: quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é
digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim:
porque Jesus veio para nos dar a sua própria vida para resgate das nossas vidas primeiro.
Em I João 3:16, 4:11 disse que se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós
também amar uns aos outros: Deus nos amou primeiro, não somos primeiros.

O amor é recíproco: quem ama recebe amor ou será amado; quem recebe amor ou é
amado ama. Assim, Deus estabeleceu um relacionamento especial, moral, e pessoal com
homens.
Por isso, se afastarmos de Deus ou não permanecermos no seu amor é impossível
amar ao nosso próximo: aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer
necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus (I
João 3:17)? É negativo. O pecador não tem amor divino no seu coração nem conhece a
Deus, talvez esqueceu dEle e do seu amor como aconteceu com um credor incompassivo
(Mt. 18:23-35). O credor malvado foi castigado por sua ingratidão e por seu esquecimento
do favor do seu senhor. Portanto, quem pecou contra seu irmão significa que ele já tinha
expulsado a Deus do seu coração e havia cometido pecado contra Deus, antes. A outra

166
razão é que o Criador é o Senhor de todas cousas; quem viola ou desrespeita quaisquer
coisas significa que o homem viola e desrespeita ao Senhor de todas as coisas. Por isso, o
rei Davi confessou: Pequei contra ti, contra ti somente em Sl. 51:4: e José respondeu que
como cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus (Gn. 39:9)?
A relacionamento de Deus para conosco, não nosso relacionamento para com Deus,
estabelece o nosso relacionamento para com ouros. Muitos pensam que a amar a Deus nos
dá força para amar meu próximo. O amor de Deus nos constrange; a pessoa amada por
Deus tem força de amar seu próximo; a pessoa que tem Deus no seu coração ama seus
semelhantes. Muitos confundem que nós possamos amar a Deus e meu vizinho sem aceitar
Deus na sua vida; ainda eu posso fazer alguma coisa. Porquê o injusto aflige o justo, toma
suborno, rejeita os necessitados, frauda salário? Porquê, o povo não teme a Deus nem ama
Lhe, nem conhece Lhe, primeiro. Mais uma vez, quem odeia seu irmão dizendo amar a
Deus é mentiroso: ele não conhece a Deus, não ama a Deus e nem é conhecido por Ele (I
Co. 8:3). É impossível separar entre o primeiro mandamento e o segundo, e entre amar a
Deus e amar próximo: é impossível separar entre religião e moral: a religião conte a moral;
a moral conte a religião, vice-versa.

Se me amais, guardareis os meus mandamentos (João 14:15, 21, 23, 24; I João 5:3):
este versículo tem o mesmo sentido de que quem me ama também a seu irmão. Jesus
Cristo também nos ensinou em Mt. 25:31-46 a respeito de grande julgamento de separação
entre cabritos e ovelhas: entre quem amou seu próximo e quem não amou: porque, quem
amou seu irmão amou a Deus mesmo.

Se tiverdes amor uns aos outros todos conhecerão que são meus discípulos (João
13:35).
Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu beneficio
(Pr. 19:17).

Por Teu Nome.

“Vivifica-me, Senhor, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira da
tribulação a minha alma” Sl. 143:11.

Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que
a prata e o ouro (Pr. 22:1): melhor é a boa fama (bom nome) do que o ungüento precioso
(Ec. 7:1).

O nosso Deus tem prazer em ser conhecido, honrado, respeitado, glorificado por seu
povo, até por seu inimigo por causa das suas obras de criação e de redenção. O nosso Deus
honra a sua dignidade e defende a sua glória e glorifica o seu nome.

Na Bíblia, o nome da pessoa se identifica com aquela pessoa do seu nome.

167
O conhecer o nome significa conhecer a pessoa, o seu caráter e a sua obra (papel,
profissão), etc. Os que conhecem o Seu nome, confia nEle (Sl. 9:10): porque conhece Lhe
pessoalmente. O falar bem do nome de alguém significa fala bem daquela pessoa.
O nosso Deus ganhou os vários nomes, porque as pessoas experimentam as mãos do
Senhor em vários casos por diferentes modos; e em cada caso conheceram mais Lhe em
outros aspectos dEle. O povo que reconhece as obras bondosas e maravilhas de Deus fala
bem dEle e testemunha Lhe aos outros e glorifica o seu nome.

Quem usa o nome do Senhor em vão não será por inocente (Ex. 20:7). Quanto mais
será o seu castigo severo para quem profanasse o seu santo e glorioso e bondoso nome de
Criador e Salvador, isto é, o nome de Jesus. Aquele que blasfemar o nome do Senhor será
morto (Lv. 24:16) Qualquer que amaldiçoar o seu Deus levará sobre si o seu pecado (Lv.
24:15).
A Bíblia nos ensina que a questão de honra é muito importante mais do que riqueza;
e nos ensina a respeitar o nome de Deus, porque Deus mesmo defende e honra o seu nome
glorioso: Ele trabalha por seu nome bom, por sua honra, e por sua dignidade.

Quando Moises rogou a Deus que lhe mostrasse a sua glória, Deus disse que te
proclamarei o nome do Senhor. Em seguida, Ele disse: terei misericórdia de quem eu tiver
misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer (Ex. 33:19). Quer dizer que o
ser misericordioso é o seu nome e a sua glória. Farei passar toda a minha bondade diante
de ti: esta bondade é a minha glória e o meu nome. Eu farei com que a minha bondade seja
bem conhecida e o meu nome seja anunciado e glorificado em toda terra.

O Senhor Deus disse a Moises: o Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão,
o Deus de Isaque e o Deus de Jacó; este é o meu nome eternamente (Ex. 3:15). Lembrai-
vos das coisas propícias que Eu fiz para com eles; e Eu farei de continuo convosco agora.

Deus disse: ainda no meio de disciplina, por amor do meu nome, retardarei a minha
ira; e por causa da minha honra me conterei para contigo, para que te não venha a
exterminar (Is. 48:9). Por amor de mim, por amor de mim, é que faço isto; porque como
seria profanado o meu nome (Is. 48:11)?

Samuel disse ao povo israelita que o Senhor desamparará o seu povo por causa do
seu grande nome embora o povo pediu um rei do homem (I Sm. 12:22).
O Senhor refrigera a nossa alma e guia-nos pelas veredas da justiça por amor do Seu
nome (Sl. 23:3; 31:3; 143:11).
Deus nos salva pelo teu nome (Sl. 54:1; 106:8; 109:21).
O Senhor perdoa a nossa iniqüidade por causa do Teu nome (Sl. 25:11; 79:9).
Embora que as nossas maldades testificam contra nós, porém, o Senhor Deus se age
por amor do teu nome (Jr. 14:7).
O Senhor não rejeitou o seu povo e não anulou a sua aliança por amor do teu nome
(Jr. 14:21).

Sabereis que Eu sou o Senhor, quando Eu proceder para convosco por amor do meu
nome, não segundo os vossos maus caminhos, nem segundo os vossos feitos corruptos, ó
casa de Israel, diz o Senhor Deus (Ez. 20:44).

168
Eu tive compaixão do meu santo nome, que a casa de Israel profanou entre as
nações para onde foi. Não por amor de vós que Eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo
meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. Vindicarei a santidade
do meu grande nome; as nações saberão que Eu sou o Senhor, diz o Senhor Deus (Ez.
36:21-23).

Deus mudou a sorte de Jacó e se compadeceu de toda casa de Israel e teve zelo pelo
Seu santo nome (Ez. 39:25).
O Senhor desterrou o seu povo israelita para alem de Damasco (Am. 5:27): Deus
julgou o seu povo também por seu santo nome que o povo profanou.

Assim, Deus cria o bom e glorioso seu nome (Is. 63:14). O seu povo também
empenha em engrandecer o Seu nome. Nós bendizemos lhes em nome do Senhor e
cantamos louvores ao seu nome e tributamos ao Senhor a glória devida ao seu nome e
redemos graças ao teu santo nome e edificamos a casa (Igreja) ao nome do Senhor e
confessamos os nossos pecados e fazemos orações em nome do Senhor, os estrangeiros
vêm das terras remotas por amor do teu nome (I Rs. 8:41) e nós pelejamos contra inimigo
em seu nome e celebramos com jubilo a tua vitória em seu nome (Sl. 20:5).
Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por
amor de Ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu
nome (Dn. 9:19): a oração de Daniel solicitou ao honra do seu nome.

A questão de honra é importante também ao homem que é criado segundo a imagem


de Deus. Muitos homens também labutaram por seu nome, levantando o monumento em
seu nome por seu nome; ou levantando a cidade, e nomeia-la por seu nome.
Uma das promessas divinas dentro da aliança feita com seu povo é engrandecer o
seu nome (Gn. 12:2; II Sm 7:9). Deus nos dá novo nome mais glorioso, mudando o nosso
nome infame (Ap. 2:17): a mudança do nome significa a mudança de papel, sorte, destino
(propósito) da vida.

Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o seu nome (Sl. 8:1);
porque esta terra está cheia da sua glória e a sua bondade.

2. PROPÓSITO DE CRIAÇÃO E MORAL.

Deus, Criador criou homem segundo a sua imagem (Gn. 1:26) com propósito de
manter comunhão conosco para sempre (I João 1:3). Quando o homem cumprir este
propósito divino de amar a Deus, a seu próximo e todas criaturas pode cumprir o seu
propósito de manter comunhão com Ele e de reinar sobre todas criaturas.

A Bíblia nos mostra essa comunhão intima como relacionamento entre o pai e seus
filhos.

169
A razão da existência e o seu destino do homem está neste propósito divino,
comunhão.

Este conceito de comunhão exege uma pré-condição, isto é, um ser semelhante a Ele
para que o homem como seu herdeiro tenha comunhão com Ele, com seu companheiro, e
com natureza.

A criação de homem segundo imagem de Deus é essencial na existência do homem.


A historia de criação não nos informa a estrutura ou componentes do homem, mas
um status do homem pelo qual haja comunhão e relacionamento entre Deus e homem: Deus
ofereceu ao homem o status de ser filho e herdeiro de Deus.

Porque Deus criou este mundo? Este mundo é uma expressão do seu amor
inesgotável e eterno, pelo qual Deus deseja compartilhar todas as riquezas do Seu Reino
com todas as criaturas.

Imagem de Deus.

Por que nós somos morais (éticos)?


Que somos criados segundo a imagem de Deus; isso não significa que Deus Pai
transmitiu todas suas naturezas de divindade, por exemplo, onipotência, onisciência, etc.
Então, que parte de Deus nos recebemos? Assim, essa noção de “imagem” ganhou
muitas conotações historicamente, pois a Palavra de Deus, Bíblia, jamais identificou
explicitamente a qual qualidade no homem é realmente a imagem de Deus. Nós
precisamos lembrar que há mais diferenças entre Deus e homem do que semelhanças. A
imagem não significa total semelhança do homem com Deus. Se nós não esclarecemos
distinção entre o Criador e a criatura nós teremos a tendência de idolatria, deificação do
homem.

Os teólogos antigos tentaram distinguir entre duas palavras, imagem e semelhança,


mas Lutero e Calvino derrubaram essa tradição. Calvino considerou que “semelhança” foi
acrescentada com propósito de esclarecer conforme com uso hebraico de paralelismo.
(Institutos Vol. 1, Liv. I, Cap. XV, 3, Page. 186).

As igrejas no século primeiro, influenciados em parte por filosofia grega, definiram


“a imagem de Deus” geralmente em termos de faculdades naturais de racionalidade e
vontade livre.

Justin Martyr alegou que Deus revestiu homem de senso de compreensão, de optar
verdades, e de fazer justiça.

Reformadores luteranos alegaram que a imagem consiste de semelhança moral com


Deus. Eles definiram a imagem consiste em santidade, sabedoria, justiça, imortalidade,

170
vontade livre, e majestade de Deus, e que são concretizados em primeiro homem para que
ele possa perfeitamente conhecer, amar, e glorificar a Deus.

João Calvino alegou que a imagem, conforme com Gn. 9:6, é a retidão e integridade
de toda alma em Institutos de Religião Cristã Vol. 1, Liv. I, Cap. XV, 3, Page. 189)

Gordon Clark também identificou a imagem de Deus como racionalidade. E ele


alegou que a comunhão com Deus, certa moral conduta, responsabilidade pessoal, o cargo
de domínio sobre animais, e tudo que demandam pensamentos e compreensão.

O unitarianismo asseverou que nós não temos nada em ética cristã, alem do que a
raciocínio que pode estabelecer regras.

Alguns alegam que Gênesis claramente indica que a imagem de Deus consiste em
domínio do homem sobre outras criaturas.

Eichrodt considerou que a imagem está na superioridade espiritual do homem, tais


como autoconsciência, personalidade, habilidade de desejar (vontade).

Von Red pretendeu a entender a imagem por corporalidade visível.

Alguns seculares tentaram busca-la em física ou em sexualidade.

Eu gostaria de confirmar o significado da imagem de Deus no seu mandamento de


amar a Deus e próximo e na sua promessa de vida eterna para conosco.

“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem


conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos
irmãos” Rm. 8:29. Em II Co. 4:4 disse que Cristo é a imagem de Deus. Em Cl. 1:15 disse
que Ele é a imagem de Deus invisível. Conforme estes versículos, a total imagem designada
por Deus não foi formada ainda na primeira criação, isto é, na vida de Adão. Pela morte do
Senhor Jesus, Deus restaura a imagem danificada de Adão. E na segunda criação em Cristo
Jesus (Ef. 2:10), Deus designou que todo mundo tenha a mesma imagem de Jesus Cristo
que jamais pecou contra Deus Pai. Na ressurreição do corpo, receberemos a outra natureza
que não pertencia na primeira criação (II Co. 3:18): seremos transformados na sua própria
imagem. Para entender melhor o estado original designada do homem é precisa examinar a
vida e a imagem de Jesus Cristo. A restauração e a aperfeiçoamento de imagem pertencem
à segunda criação em Cristo Jesus, pelo qual Deus se refaz todas coisas.

É claro que a palavra de Deus nunca identificou imagem com algumas qualidades,
por isso há mais discussões sobre este tema como citamos encima. Mas, nós deduzimos
que a imagem consiste em algumas características dentro natureza ou estrutura do homem
pela qual se manifesta no seu relacionamento pessoal entre Deus e homem ou entre os
homens; e também pode dizer que é pela qual possa alcançar ao seu destino, isto é, o
propósito de Deus e exercer a sua função de amar, servir, adorar, manter comunhão com Ele
e com seu próximo, e herdar todas as coisas.

171
Primeiro, a imagem se refere ao algo em natureza do homem do que algo que ele se
faz.
Como está escrito em Cl. 3:12: Revesti-vos como eleitos de Deus, santos e amados,
de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de
longanimidade.
A imagem se refere às algumas virtudes que forma a natureza ou caráter do que algo
que ele se faz, porque relacionamentos ou obras são reflexos do interior natureza. Quando
dizemos que nós temos a imagem de Deus significa que nós temos a semelhança da
natureza divina embora são limitadas. Sempre a palavra de Deus nos ensina que o que nós
somos antecede ao que nós fazemo-nos. Como o fruto é o resultado ou produto da árvore
nós precisamos olhar a fonte e origem dos comportamentos e relacionamentos. Se
olharmos os frutos da árvore ou em atitudes do homem como Emil Brunner e Dietrich
Bonhoeffer que consideraram a imagem como a experiência relacional com Jesus, não a
natureza (propriedade) como virtudes; ou como pelagianos e socinianos e arminianos
interpretaram que a imagem consiste em função que o homem se faz ou em exercício de
domínio sobre outras criaturas, nós teremos dificuldade em compreensão de imagem de
Deus e em aplicação da sua imagem como aconteceu com fariseus que se preocupavam
muitos com aparências e com ostentações, e com o que devemos fazer. Se parece que é
razoável também considerar que a imagem conte o sentido de capacidade ou de espírito que
é revestida no homem, por exemplo, o poder de amar ou o espírito de amor.

Segundo, a imagem compõe os elementos estruturais da personalidade do homem


como Deus tem-la, tais como racionalidade, vontade, afecção, e consciência, mas estes
elementos e estruturais não foram destruídos depois da queda. Depois da queda, o homem
ficou ainda como ser humano embora o seu papel de estrutura não se funcionou bem como
antes por causa da corrupção do pecado. Deus é pessoa que tem qualidades pessoais
(atributos pessoais); o homem é também considerado como pessoa que tem mesmas
qualidades pessoais embora de ser limitadas, que pensa, raciocina, reflete, deseja, e fica
consciente. Mas, Deus não transmitiu outros atributos incomunicáveis, tais como,
onisciência, onipotência, etc. Em II Pe. 1:3, 4, o apostolo Pedro disse: Visto como, pelo seu
divino poder, nos têm sido doados todas as cousas que conduzem à vida e à piedade, pelo
conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria gloria e virtude, pelas
quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos
torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há
no mundo. Deus quer que nós tenhamos a mesma natureza divina para comportemos (ou
funcionemos ou relacionarmos) por mesmo espírito (atitude ou natureza) de servir do que
ser servido. Ele nos fez como Ele é em caráter e em conduta. Este status único de ter a
imagem de Deus separa homem do resto da criação, pois o único ser moral pode ter
comunhão e relacionamento pessoal com Deus.

Se compararmos homem ao computador que tem hardware (estrutura não


estragada), como o computador também precisa ter o software (programa baseada em
verdade) com energia constante e regulada, tanto o homem precisa ter personalidade. Deus
não discutiu a respeito da estrutura do homem: Deus fala da personagem e caráter do
homem, a qual se corresponde ao software (programa de funcionamento) do computador, a
qual determina as características do computador. Quando o homem mantiver comunhão

172
com Deus, com próximo, e com outras criaturas, quer dizer, quando o homem sabe amar e
manter comunhão, o homem pode cumprir o seu papel e o propósito de Deus.

O homem pode conhecer e compreender o seu Criador, e pode reconhecer ser


amado por Ele conscientemente.

O que, em uma palavra, se resume a natureza divina ou o caráter e conduta de Deus?


Deus é amor (I João 4:8). Em Lc. 6:36 disse; sede misericordiosos, como também é
misericordioso vosso Pai. Em Mt. 5:48 disse: sede vós perfeitos como perfeito é vosso Pai
celeste. Quer dizer que a sua misericórdia seja perfeita como é perfeita a misericórdia do
Pai celeste. Que a moralidade ou o amor seja perfeito. A restauração da imagem original
no homem se refere à santa natureza de Deus.

A renovação da nossa vida consiste em conformar o nosso coração com o de Cristo


Jesus (I Co. 2:16): nós temos a mente de Cristo (Fp. 2:5) (na Bíblia não há distinção entre
mente e coração). Nós amemos uns aos outros, porque nos nascemos de Deus que é amor
(I João 4:7). A presença de amor por próximo é a evidencia de que Deus já tem operado no
coração da gente (I João 2:5). A imagem de Deus não é considerada como elemento físico,
pois receberemos outro corpo no ultimo dia do Senhor com perfeita natureza divina. O
amor é o essencial e primário elemento na imagem e na natureza divina. Embora nosso
Deus é transcendente, Ele deseja que nós tenhamos mesmo coração, mente, e Espírito de
Deus.

Cremos que acontecerá a transubstanciação do nosso ente na ressurreição do corpo


como está escrito em II Co. 3:18: Todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como
por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria
imagem, como pelo Senhor, o Espírito. Em I João 3:2 também disse: Amados, agora,
somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que,
quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-lo como Ele
é.

O fato de que o homem foi criado segundo a sua imagem fornece a conotação de
propósito da existência do homem: para que Deus criou o homem? A Bíblia revela que
Deus criou o homem como seu herdeiro (Tt. 3:7, Rm. 8:17) para ter comunhão com seus
filhos (I João 1:3) para que os seus filhos tenham a mesma função de reinar sobre todas
criaturas (Gn. 1:26). Portanto a palavra de “comunhão” com Deus têm conotações de
ouvir, andar, obedecer, imitar, amar, servir, relacionar, conhecer, conviver, e glorificar a
Deus.

Deus transmitiu ao homem o seu atributo e natureza para ter comunhão com seus
herdeiros e para reinar ele sobre todas criaturas. O homem tem que ser criatura moral,
porque o seu relacionamento com Deus, com seus semelhantes, e com todas criaturas
devem ser morais e pessoais. O homem sendo autodeterminante consciente pode tomar
uma decisão ou em harmonia com sua natureza moral ou em contrario dela; em harmonia
com vontade de Deus ou em contrária dela. O homem tem de ser o conhecedor de bem e
mal para tomar decisão de servir, amar a Deus e os seus próximos e outras criaturas. Aqui
está a maravilhoso status do homem, que diferencia homem do resto de criaturas. Também

173
aqui está a finitude e imperfeição do homem, que diferencia de Deus o homem, pois o
homem não é capaz de ajustar a sua inclinação com a sua vontade como Deus perfeito.
Deus criou o homem não como robô, então, o homem tem que ser consciente na
sua decisão moral e fica responsável por sua decisão. Deus criou a pessoa que possa
determinar a sua ação pela sua vontade própria e própria conta (responsabilidade), mas o
homem virou a escravidão do pecado e da sua inclinação depois de queda. Deus sempre
não destrua a personalidade do homem; especialmente a sua vontade livre.

A natureza divina não é adicionada ao homem velho como acessório que também
pode ser retirada por ocasiões, sim, é elemento essencial na sua existência como substancia
do seu ser como árvore boa e má em essência. Jesus disse que o que é nascido da carne é
carne; e o que é nascido do Espírito é espírito (João 3:6). A sua origem da nova natureza
pertence à segunda criação (novonascimento) através da obra do Espírito Santo mediante a
palavra de Deus (João 3:5). Deus transmitiu ao homem a sua natureza divina, como tais
bondade, justiça, especialmente amor; são dons de Deus. O homem será vestido de status
perfeito e completo e glorioso na Segunda Vinda do Senhor Jesus Cristo.

Muitos pensam que nós seremos mudados pela obediência ou por guardar o seu
mandamento, ou por imitação. Nós não podemos mudar a nossa natureza por nossa força
ou por nossa obediência, nem por imitação. É a obra de Deus que transforma o nosso
coração, nossa natureza para poderemos obedecer a Deus e guardar o seu mandamento,
andar pelo seu caminho, e imitar a Jesus Cristo, e para fazer boas obras. Como Jesus disse
que toda árvore boa produz bons frutos, porem a árvore má produz frutos maus. A palavra
de Deus nos ensina que nós precisamos mudança radical para ter vida moral, amor, e
santidade. Pois, em Gl. 5:15 também disse que nem a circuncisão é cousa alguma, nem a
incircuncisão, mas o ser nova criatura: se não fosse a nova criatura por poder de Deus, não
adiantaria mil vezes de batismo feito pelo homem. Se Deus nos concedesse o novo
coração, a natureza nova, nós podemos conhecer-lO, ouvir, converter, arrepender, obedecer,
imitar, temer, amar, servir, louvar. Deus nos deu a força para podermos obedecer ao seu
mandamento e o poder de amar a Deus e a meu próximo. E manifestar a nossa mudança
feita por nosso Deus através das atividades de ouvir, aprender, obedecer, imitar, servir, amar
ao Senhor e através de nossas virtudes de misericórdia, bondade, longânime, paciência, etc:
e por resultados ficaremos revestidos de honra, justiça, gloria, retidão, etc. E
conseqüentemente seremos semelhantes a Ele. Jesus Cristo disse em João 8:39: se fordes
filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão. Quer dizer que se os judeus tivesse a
imagem de Abraão ou o coração de Abraão, poderiam conhecer e amar a Jesus Cristo como
ele fazia Lhe. A admoestação de apostolo Paulo em I Co. 11:1; “sede meus imitadores como
também eu sou de Cristo” não significa que um incrédulo possa se transformar a sua vida
por simplesmente a imitar a Jesus Cristo ou a Paulo. Este aconselhamento é para o
convertido para que ele se continue a viver a vida convertida imitando, seguindo a vida de
Jesus Cristo com esperança de que é Deus que completará sua obra começada nele. Essa é
nossa fé e esperança em Cristo Jesus. O portador da imagem de Deus é o filho dEle, e anda
como Ele andou. Só portador da coração e mente de Deus possa ouvir, converter, obedecer,
servir, e amar-lO. Só o portador de ícone de Deus pertence ao Deus e devota e santifica a
Ele. E viveremos com Deus Pai para sempre, eternamente.

174
Cl. 3:12: Revesti-vos como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de
misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.
Em Ef. 4:24 (Cl. 3:10) disse: vos revista do novo homem, criado segundo Deus, em
justiça e retidão procedentes da verdade. Todas qualidades citadas são virtudes de morais.
Deus predestinou os homens para serem conformes à imagem de seu Filho, Jesus
Cristo (Rm. 8:29; II Co. 3:18). Só aquele que tem “ícone” imagem de Deus é nascido dEle
e pertence a Ele. O que é nascido dEle pode amar a Deus e próximo com amor que é de
Deus que nos criou segundo a sua imagem.

Martino Lutero considerou que a imagem de Deus em homem foi corrompida: o que
se ficou é relíquia ou vestígio (resíduo) da imagem original.

Nós não podemos entender o homem completamente quando é relacionado só com


homens, deixando relação com Deus, seu Criador.

Imagem de Cristo.

A moralidade ideal foi realizada e modelada na vida de Cristo Jesus. Ele foi tentado
como nós, mas não cometeu pecado. Ele se ressuscitou da morte para nossa justiça. Como
a Bíblia nos revela que se Jesus Cristo não ressuscitou, nós estaremos ainda no pecado.
Deus não somente nos perdoa nossos pecados em Cristo Jesus, mas também transforma e
aperfeiçoa a nossa vida conforme a imagem de Cristo Jesus.

Jesus disse: Eu sou a vida. Jesus Cristo é a imagem de Deus invisível (II Co. 4:4,
Cl. 1:15), que é o único moral status que é acessível ao homem. Ele nos deixou o exemplo
da vida como arquétipo (protótipo) cuja imagem seja amolada (formada) em nossa vida.
Nós possamos contemplar a gloria (imagem) de Deus que estava na face de Jesus Cristo (II
Co. 4:6); o qual agiu sabiamente e executou a justiça e o reto.

É preciso estudar a vida e imagem de Jesus Cristo para compreender o estado


original do primeiro homem, Adão e o que significa a ser homem, pois Deus Pai
predestinou para que o homem se conformasse a imagem do único Filho Jesus Cristo (Rm.
8:29: II Co. 3:18). O que é que faz homem a ser humano? O que é que faz diferença entre
homem e outros criaturas? O que é que faz o homem o filho de Deus?

Nós temos a mente de Cristo (I Co. 2:26). O apostolo Paulo nos recomenda que nos
tenhamos o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus em Fp. 2:5: que nós tenhamos o
mesmo coração de Cristo, coração de amor que morreu para nos salvar. Que sejamos
misericordiosos como Pai celeste (Lc. 6:36). Deus deseja que nós tenhamos a mesma
personalidade e caráter de Jesus Cristo, e peguemos a mesma pista de Jesus Cristo; andar
como Ele andou (I João 2:6).

O Senhor Jesus, sendo Deus e Senhor, viveu não como o Senhor de tudo, antes, a si
mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, a si mesmo se humilhou, tornando-se

175
obediente até à morte e a morte de cruz. Sendo Deus, Ele tornou-se a semelhança de
homens (Fp. 2:7, 8). Deus deseja que nós imitemos o que Jesus Cristo fez. Este exemplo
de Jesus Cristo nos faz repensarmos profundamente a vontade de Deus para conosco.

Ainda hoje infelizmente muitas pessoas querem possuir o igual status de Jesus
Cristo sem imitar o que Ele fez. Muitos buscam a glória sem sofrimento, sem sacrifício.
O que você pensa quando tratamos de assunto de imitar a Jesus Cristo? Que parte
da vida de Jesus você gostaria de adquirir? O que você projeta a respeito da sua própria
imagem? Que tipo de pessoa você sonha tornar a ser? O reivindicador que não perde
nenhum seu direito ou como Jesus Cristo renunciador do seu direito: o usurpador ou
renegador: o arrogante ou o humilde: o briguento ou o pacifico: o destruidor ou edificador:
o condenador ou reconciliador: o interesseiro ou o altruísta: o obediente ou o rebelde: o rico
ou o pobre.

Deus predestinou os homens para serem conforme a imagem de seu Filho através do
processo da chamada, regeneração, justificação, santificação, e renovação (Rm. 8:30).
Bíblia não nos revelou o status original de Adão e Eva. Mas, nós podemos induzir
através da vida de Jesus Cristo, pois Ele é o segundo Adão para qual Deus Pai designou que
Ele seja o primogênito de todo homem (Rm. 8:29; Cl. 1:18) e que todo mundo tenha o
mesmo imagem dEle.

Jesus Cristo foi concebido pelo Espírito Santo: Ele é nascido não de carne: a sua
semente não é de corrupção: não teve cometido pecado. Cremos que Jesus nunca
experimentou a personalidade dividida como nós; nunca experimentou o coração enganoso
e nunca usou a autodefesa e hipócrita. Sempre permanecia em verdade da sua vida e na
integridade da vida.

Jesus Cristo é fonte de nosso conhecimento sobre a natureza do homem criado por
Deus.
O nosso conhecimento adquirido pela observação da nossa vida é da natureza
corrupta pelos pecados.

Nós podemos achar em Jesus Cristo a imagem de Deus que Pai designou transmitir
ao homem, pois Jesus viveu sem pecar e nos deixou o exemplo perfeito.

Ele é a expressão exata do seu Ser, a divindade do Pai celeste (Hb. 1:3).
Paulo disse que ele sofre as dores de parto até ser Cristo formado em seus amados
galadianos (Gl. 4:19).

A palavra de Deus nos ensina o que significa ser novo homem que tem a imagem de
Cristo, nos concedendo os dons espirituais para termos nós o fruto de Espírito Santo.

Quem tem a imagem de Jesus Cristo reproduz e demonstra a vida de Jesus Cristo na
sua vida: mais uma vez Jesus Cristo se encarna na sua vida, a qual jamais O crucifica: mas
deixa que Ele reine na sua vida. Quem fala, fala como oráculo de Deus: quem serve outro
como quem tem a força do Senhor para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por
meio de Jesus Cristo (I Pe. 4:11).

176
Imagem do homem.

O homem foi criado conforme a imagem de Deus, por isso, o homem tem o
elemento característica de moralidade na sua estrutura: essa natureza de moralidade é
homologa para toda humanidade. A moralidade é o mesmo princípio para toda
humanidade; e éticas é a mesma estrutura e a mesma forma para todos homens.

O sentido mais largo da imagem é usado para salientar os elementos não destruídos,
mas permanecidos no homem depois de Queda. A estrutura de ser humano, humanidade é
preservada, não destruída pela queda.

O sentido estreito da imagem é usado para dar ênfase em elementos perdidos por
Queda.
O homem perdeu o seu status original de ser filho de Deus e a gloria de liberdade de
ser filho de Deus: tornou-se a ser escravo do pecado e de satanás: conseqüentemente perdeu
a comunhão com Deus e a sua santidade.

O que é que faz diferença entre o homem e outras criaturas? O que é que faz
homem a ser humano?

Nós podemos estudar homem por vários meios empíricos como ciências se fazem.

Se o homem é moral por natureza, onde podemos encontrar o homem moralmente


perfeito e ideal na terra? Houve tempo em que o homem ideal não foi corrompido pela
civilização? Quem poderá servir de modelo para toda humanidade?

Deus designou manter comunhão e relacionamento com mundo, especialmente com


homens criado segundo a sua imagem.

Há varias auto-imagens do homem depende das áreas do estudo com natureza do


homem: por exemplo, o biologista considera-o como animal; o economista, o ser
econômico; o antropólogo e o sociólogo, o ser social; o humanista e o moralista, o ser livre;
o cientista, uma maquina ou um fantoche; o psicologista, o ser sexual; o evolucionista, o ser
evoluído. Assim, os homens buscam a nova cara e imagem mais dividida e separada da
outro, não como a Bíblia traça a homem integralmente.

Há também varias auto-imagens depende das opiniões subjetivas das pessoas: por
exemplo, alguns consideram a si mesmo como um sujeito bom ou mau; outros consideram
que eu sou inteligente ou burro; outros, bonito ou feio.

O fato de criação do homem segundo a imagem de Deus nos fornece o senso


saudável e nobre de nossa identidade.

177
O homem não foi criado a viver só de pão como os restos animais vivem, mas de
todas palavras de Deus (Mt. 4:4) para ter uma vida espiritual e moral. Nem como gentios
procuram as coisas terrestres, mas fomos ordenados buscar o reino de Deus e a sua justiça
(Mt. 6:25-34): isto é, buscar comunhão com Deus ou buscar a presença de Deus; e exercer a
justiça.

O fato de que os números de cabelos da cabeça estão contados (Mt. 10:30) e de que
o Pai celeste não iria perder um só dos pequeninos (Mt. 18:10-14; Lc. 15:3-7) nos oferece o
senso de valor precioso do nosso ser humano.

O que é o homem (Sl. 8:4)? A palavra de Deus nos oferece uma resposta mais
contundente e satisfatória a esta pergunta e à necessidade do homem.

Os humanistas geralmente definiram que o homem é o ser livre; e o homem toma


responsabilidade da sua decisão.
Mas, os existencialistas alegam que o homem é o sujeito autodeterminante sem
intervenção de força ou autoridade de fora nenhuma; o homem tem liberdade absoluta e
existencial, que não leva em conta a sua influência na sua decisão. Eles buscam a imagem
de super-homem.

Os humanistas geralmente consideram que o homem é bom moralmente. E eles


consideram que os problemas do homem são de ignorância e de falta de conhecimento
sobre o que deve fazer ou como fazer: cujos problemas podem ser resolvidos pela
educação.

Nós temos certeza de que nós não podemos mudar a nossa natureza pecaminosa
como não podemos mudar a cor da pele (Jr. 13:23). Nós precisamos transformação
sobrenatural porque nós estamos em situação abnormal segunda revelação da Bíblia. Todos
homens, descendentes de Adão são corrompidos desesperadamente. O homem verdadeiro e
real não é aquilo que o mundo e a sociedade descrevem. Nós podemos achar o homem
verdadeiro em Cristo Jesus porque Deus deseja que todo mundo tenha a mesma imagem de
Jesus Cristo: que Jesus Cristo seja o primogênito de toda humanidade.

A auto-imagem do homem ou pensamento ou ideologia que o homem identifica


respeito de si próprio determina a sua vida: define sua vida como você crê e pensa.
Em Pr. 23:7 disse: como imagina em sua alma, assim ele é.
Para ter uma vida saudável e tranqüila nós precisamos reconhecer e ter grande
convicção de que somos amados e mui valorizados por Deus.

Nós precisamos substituir a nossa auto-imagem torcida e defeituosa por imagem


perfeita de Jesus Cristo. Nós somos regenerados pelo Espírito mediante Palavra de Deus.
Deus está operando em nós, moldando a nossa nova imagem mediante Jesus Cristo.
Se nós fomos ressuscitados juntamente com Cristo, temos a imagem de Jesus Cristo
e buscamos as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus (Cl. 3:1),
onde reina a justiça verdadeira. Os gentios, pelo contrario, procuram todas cousas
terrestres; o que havemos comer, beber e vestir (Mt. 6:32).

178
Paulo disse em Rm. 12:3: não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense
com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um (dentro do corpo de
Cristo para combater contra orgulho, arrogância, falsa humildade, e autodepreciação; os
quais são as falsas imagens e corrompidas).

O homem é criado por Deus com propósito divino: ele não vive para si mesmo,
isolado, e independentemente; é sim, para manter comunhão com Ele e com seu próximo;
para manter relacionamento de amor.

Jesus disse em João 8:39: Se fossem filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão:
quer dizer que se tivesse a imagem de Abraão, vivei como ele vivia diante de Deus.

A auto-imagem que o homem tem respeito de si mesmo é importante na vida real,


pois, nós portamos como nós pesamos e desejamos na mente. Nós devemos ter a imagem
que é baseada na verdade, não em falsidade, como Adão tinha a sua imagem errada baseada
em mentira de satanás, o qual desejava ser semelhante a Deus: ele cobiçou o status (lugar)
de Deus sem imitação do Seu Ser.

O homem é a criatura de livre vontade: Deus não destrua a liberdade do homem:


Deus persuade eticamente, não com repreensão nem com autoridade nem com ameaça.
Deus trata do homem como pessoa que tem personalidade como Ele é.

A imagem do homem é a imagem de Deus que é pessoa moral que se comporta


como Deus se age com amor: pois Deus é amor.

Diferença entre Deus e homem.

A grande diferença há entre Deus e homem: homem tem possibilidade de pecar, mas
para Deus não. Para Deus, é impossível pecar: para o pecador, é impossível fazer o bem
perfeitamente.

Alguns alegam que esta implicação é inconsistente com nossa fé de que Deus é
onipotente.
Como poderia haver uma coisa que Deus Todo-poderoso não pode fazer, não pode
pecar?

Thomas Aquinas ofereceu resposta a este tipo de desfio a respeito de onipotência de


Deus. Ele disse que a pecar significa não atingir a perfeição; e tal imperfeição é repugnante
ao Deus perfeito. Portanto, Deus não pode cometer ação imoral: que a impossibilidade de
pecar não limita a Seu poder, pelo contrario; é ligado com Sua onipotência.

Assim o homem tem a possibilidade de pecar, mas o Deus é livre do pecado.

179
O homem, pecando, pensa que o homem tem liberdade, mas Deus disse, se peca,
será escravo do pecado. Então, segundo a palavra de Deus, a liberdade do homem é
condicional e paradoxal: se nós obedecemos a Deus teremos a liberdade, mas o homem
natural pensa em maneira contraria.

Em caso de Deus, a liberdade não envolve a escolha entre opções contrarias a sua
natureza, como a situação do homem. Deus toma decisão de acordo com Sua natureza
imutável, e Ele é poderoso para exercer o que Ele determina conforme a sua natureza
perfeita. A vontade de Deus é sempre consistente com Seu caráter santo, imutável,
inteligente. Não surge conflito como o homem enfrenta entre a sua vontade e a sua
execução, entre a vontade de Deus e vontade própria.

A reação de Deus ao nosso ato é sempre determinada por sua natureza imutável.
Para nosso Deus, realmente não existem as opções. Isto é a parte de sua natureza santa e
perfeita. Ele manifesta o seu aborrecimento contra os maus e pecados.
A Sua reação contra o nosso pecado é conforme a Sua natureza santa, misericórdia
e fidelidade, não segundo o que nos fizemos. Ele disse: não executarei o furor da minha
ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio
de ti; não voltarei em ira (Os. 11:9). Em Is. 48:9, Deus disse também: por amor do meu
nome, retardarei a minha ira e por causa da minha honra me conterei para contigo, para que
te não venha a exterminar.

A nossa reação é sempre depende de situações, e se muda. Nós somos outrora


dirigidos pelas inclinações da carne e pelo curso do mundo e pelo espírito maligno (Ef. 2:2,
3). Assim, o homem pecador é escravo do pecado; mas Deus é livre do pecado.

Deus é livre das leis da natureza. As leis da natureza não limitam a liberdade de
Deus.
Pelo contrário, o homem não é livre das leis da natureza.

Deus não transmitiu atributos divinos tais como onisciência, onipotência, etc. Deus
comunicou os atributos morais tais como bondade, justiça, amor e santidade quando cria
homem: esta parte tem semelhança com Deus.

Pela sua santidade, Deus sabe e faz só aquilo que é certo, reto, justo.
Deus não enfrenta esta questão como homem: o que é certo para fazer? Ainda que
o homem sabe o certo enfrenta a sua repugnância para fazer o bem.
Para Deus não tem incerteza do bem e vacilação na execução do bem, pois Deus é
perfeitamente isolado e livre do mal. Deus é luz: não há treva nenhuma nEle (I João 1:5).
Há harmonia entre pensamento, ação, e natureza em Deus. Embora nós possamos
desenvolver algumas virtudes tais como credibilidade, humildade, castidade; que são
imperfeitas; e a nossa personalidade é dividida; não é constante: a nossa decisão moral é
muita confusa e complicada e inconsistente.
.
Deus jamais é tentado pelo pecado como nós (Tg. 1:13).
Para Deus, é impossível mentir e revogar as suas promessas feitas aos antepassados
(Hb. 6:18). Ele não pode ter prazer no pecado que é contrario a sua natureza santa.

180
Nós podemos entender melhor o status moral do homem por quarto estado do
homem. Primeiro, no estado de inocência de Adão, o homem é livre em que o homem pode
escolher o bem e mau segundo a sua própria vontade. Ele teve a possibilidade de fazer o
bem e também a de pecar e errar diante de Deus.

Segundo, o estado de queda em que a natureza do homem foi corrompida


totalmente: o homem depravado é propenso só pecar diante de Deus. O homem caiu no
estado de escravidão do pecado; o homem não podia fazer o bem pela sua própria vontade;
o homem tem propenso de só pecar, não de fazer a justiça.

Terceiro, o estado de graça em que o homem é renovado: mas, ainda ele tem
possibilidade de pecar como no estado de inocência de Adão.
O homem novo, regenerado recebeu a semente de nova vida, mas não foi dada a
natureza perfeitamente transformada. Neste estado de não de perfeito, o homem almeja a
santidade e a excelência moral por sua vontade própria como ele escolha a pecar por sua
própria vontade.
Este estado é o tempo de crescimento, educação, disciplina, e santificação. Neste
estado, ninguém se chega a um estado perfeito pelo seu esforço. O homem novo tem o
novo coração, nova vontade que busca a vontade de Deus e entrega a sua vida nas mãos de
Deus para que Deus possa opera e transforma a sua vida do homem e cria a sua imagem
santa no homem. Se não entregar a sua vida nas mãos de Deus, o pecador vai curtir muitas
disciplinas divinas; porque Deus espera até que o homem responde e obedece e ama Lhe
voluntariamente. Como está escrito em Sl. 32:9: não seja como o cavalo ou a mula, sem
entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te
obedecem. Deus criou o homem não como animais sem entendimento e sem vontade
voluntária. O homem criado segundo a imagem de Deus não fica como animais sem fazer
nada voluntariamente senão por aléia ordem passivamente ou por sua intuição. O homem
deve buscar a graça divina voluntariamente para sua crescimento de vida espiritual e para a
sua santificação e para produzir muitos frutos. Neste período de santificação, é importante
fortalecer a nossa vida espiritual pela graça divina, isto é, a palavra de Deus: pois a palavra
de Deus não somente nos regenera, mas também nos renova cada dia. O homem deve
almejar santidade de Deus como Ele é santo: não como Adão desejava um estado (status)
divino, em rebelião, definindo o bem o mal por sua própria opinião: Adão não almejava a
santidade de Deus: ele virou um egoísta que não ama a ninguém. Neste estado renovado,
nós temos a esperança de ressurreição final e a transformação completa na ocasião da Vinda
do Senhor.

No quarto, o estado de glorificação em que o homem é santificado perfeitamente e


transformado completamente: e o homem não mais pecar e não mais ser tentado pelo mal
diante de Deus como Deus é impossível pecar.

Assim, seja na vida existencial e sobrevivência na criação seja na vida de status


moral, o homem é dependente de Deus; não é auto-existente.

Dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu
reconheça a minha fragilidade. Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à

181
tua presença, o prazo da minha vida é nada. Na verdade, todo homem, por mais firme que
esteja, é pura vaidade. Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta;
amontoa tesouros e não sabe quem os levará (Sl. 39:4-6).

Soberania de Deus e Responsabilidade do Homem.

A pergunta de Deus no evento de queda era como o seguinte: que é isso que
fizestes? Esta pergunta significaria que porque tu fizeste isso?

Mas, Eva e Adão não explicaram a verdadeira razão e motivo de porque comeu o
fruto proibido: eles quiseram ser como Deus e quiseram definir as coisas por sua própria
conta: o bem e o mal.
A sua resposta de Eva era; a serpente me enganou, e eu comi: e a resposta de Adão
era; a mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Se parece que as
suas respostas são certas, mas não são verdadeiras. Eles esconderam a razão verdadeira,
talvez sem percepção de que estavam enganando a si mesmo e também a Deus; pois o
pecado já tem enganado o coração do homem (refere a autodecepção). Eles deram a outra
justificação e não quiseram tomar responsabilidade por suas ações e transferiram a
responsabilidade para Deus e para serpente e para mulher.

O homem tem a dolorosa historia em que o homem nunca desistiu de desafiar ao


Deus; sempre desafiou à autoridade e soberania do Senhor Deus teimosamente na toda
historia humana. Sempre pretenderam a interpretar as coisas por sua maneira e por seu
gosto. O homem não gostou de que Deus tem soberania sobre a sua vida. Naturalmente
rejeitou os ensinos bíblicos quanto ao pecado, a redenção em Jesus Cristo, a sua
encarnação, a mensagem da cruz. O homem natural considerara que é loucura e escândalo
a mensagem de Deus, a mensagem da cruz. Apesar de Deus criou homem conforme a sua
semelhança para serem herdeiros dEle, o homem desejou ser igual com Deus por sua
maneira.

Nós não podemos encontrar as palavras “responsabilidade” e “soberania” na Bíblia:


isso não quer dizer que não existe na Bíblia o sentido implícito destas mesmas palavras (Sl.
135:6; Dn. 4:35; Rm. 9:19) como nós não achamos as palavras de “moral” e “éticas” na
Bíblia; mas nós temos as palavras de “santidade” e “piedade” que têm os sentidos mais
profundos do que elas. Sim, nós podemos usar estas palavras de responsabilidade do
homem e a soberania de Deus para o compreender a vida cristã como usamos de palavras
de “moral” ou “ética” em lugar de palavra de santidade.

Deus não usou estas palavras de responsabilidade e soberania para nos explicar
relação entre Ele e nós. Se nós pretendemos entender a relação entre Deus e nós por estas
palavras que Deus não usou sem entendermos as Suas obras, o Seu plano, e o nosso lugar
diante de Deus, nós sempre enfrentaremos uma tensão entre Deus e nós; e sentiremos uma
antítese entre a responsabilidade do homem e a soberania de Deus como se aconteceu em
toda historia da Igreja (Pelagianos, arminianos, Agustinho e os reformadores).

182
Este assunto de responsabilidade do homem é ligado com liberdade de decisão
moral (refere a liberdade e responsabilidade).

O homem fica em uma posição gloriosa e relacionamento especial diante de Deus


por transmissão da Sua imagem ao homem na criação: a imagem de conhecedor de bem e
mal: o atributo moral. Deus designou que o homem ficasse inferior a anjos por enquanto,
mas deseja o coroar de glória e de honra (Sl. 8:5): o homem é designado ser herdeiro de
Deus, filho de Deus, o senhor de todas as coisas, para que ele reine sobre todas as criaturas
(Gn. 1:26); o qual deve ser o conhecedor de bem e mal.

O homem fica diante de Deus como administrador ou despenseiro dos bens de Deus
Senhor, o qual presta conta ao seu Senhor. Deus Senhor espera que seu administrador
desempenhe bem no seu serviço com toda força, entendimento, e de coração. Quer dizer,
que o seu filho ame a Seu Pai voluntariamente, não de má vontade; o administrador sirva ao
Senhor de coração, não com fingimento. O relacionamento é pessoal e moral.

Muitos consideram que a soberania divina atinge em todos aspectos da vida do


homem que não tem nenhum espaço de livre vontade: a soberania de Deus pode anular a
responsabilidade, a personalidade, e a vontade livre do homem. Muitos pensam que Deus
executa aquilo é determinado por soberania dEle, e não há espaço em que o homem possa
se agir conforme a sua própria vontade. Muitos raciocinam desta maneira e negligenciam
as obras das quais Deus deseja que sejam realizadas por homem. É homem convidado para
participarem nas suas obras de Deus. Ao pecar contra a vontade de Deus, o homem desafia
ao Deus segundo a sua vontade criativa e arbitraria, surgida no seu coração maligno, mas
para obras de Deus o homem tem má vontade, negligencia-las e justifica-las, dizendo que
Deus fará como Ele se quiser.
Nós consideramos que é pela soberania que Deus deixou um espaço onde o
homem pode exercer as suas faculdades com livre vontade, pela qual pode decidir por sua
conta alguma coisa embora é limitada como na criação de primeiro Adão e Eva.

Se não houvesse o espaço de liberdade o homem seria simplesmente uma maquina


que é sempre manipulada ou operada por aleio, e por Deus. E ela, maquina não teria
responsabilidade por sua decisão da vida: e tampouco Deus julgaria a maquina por sua
conduta: nem precisava Jesus Cristo morrer em lugar dela.
A haver responsabilidade significa que há um espaço não-determinado de decisão
para futuro. Mais uma vez, Deus manifestou a Sua bondade por Sua soberania para nos dar
a plena liberdade através de nosso Salvador Jesus Cristo no plano de Segunda Criação para
que o conhecedor de bem e mal exerce a livre vontade e toma decisão por sua conta.

A soberania de Deus não anula o espaço da obra da parte do homem, nem anula a
vontade livre do homem. Deus determinou pela sua soberania o espaço de serviço para
homem, da qual o homem possa executar-lo: por exemplo, a parábola dos talentos (Mt.
25:14-30), a dos lavradores maus da vinha (Mt. 21. 33:-46; Mc. 12:1-12; Lc. 20:9-19), a
das dez minas (Lc. 19:11-27). O servo que recebeu um talento e não trabalhou foi
condenado severamente como o servo mau e negligente e foi tirado lhe até o que tinha
recebido do seu senhor.

183
Alguém deu a ilustração de time de futebol em que a estratégia do técnico não anula
a tácticas dos jogadores no campo de futebol.

Ser administrador, despenseiro, e filho de Deus significa receber não só


responsabilidade, mas também privilégios. A Bíblia sempre nos revela, em primeiro lugar,
as obras de Deus para conosco, isto é, os privilégios que Deus tem preparado desde
eternidade. A responsabilidade se proporciona com privilégios. Quem recebeu mais
benefícios, Deus exigirá mais responsabilidade dele (Mt. 25:14-30; Lc. 12:48).

Se nós não aceitamos que Deus é o Criador e o Senhor de todas as coisas e


admitimos que nós nos aparecemos por acaso na terra por evolução, nós não teríamos a
quem devemos prestar nossa conta. Se não houvesse Deus, tampouco nossa
responsabilidade, a nossa vida moral. Sem a religião, a moralidade se perde a sua força
(refere religião e moral).

Nós consideramos como Paulo disse: que pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua
graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, eu trabalhei muito do que outros;
todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo (I Co. 15:10). Assim, nós empenhamos com
muita força no serviço que recebemos por vocação soberana, mas não se vangloriamos por
resultado, pelo contrario, tributamos tudo a Deus; pois nós recebemos a vida e vocação
também com todas as coisas necessárias para desempenho do serviço do Senhor para glória
de Deus.
Há uma cena maravilhosa no céu em que o Deus retribua galardões segundo as
obras dos homens, mas os salvos rendem as graças ao Senhor: os anciões devolvem diante
do trono de Deus as coroas de ouros recebidos (Ap. 4:10).

Como nós mal entendemos entre a soberania de Deus e a responsabilidade do


homem, nós mal compreendemos também entre a salvação e galardão e entre a graça e obra
e entre fé e lei. Deus determinou por sua soberania que o homem seja salvo de graça
mediante a fé em Jesus Cristo; este decreto e providencia que o homem seja salvo de graça,
não por obra, mediante a fé, não por lei é a sabedoria de Deus e poder de Deus, quer dizer,
soberania de Deus: ninguém há que reclame e discute com isso. A Palavra de Deus disse em
Is. 45:9: aí daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro ao
que lhe dá forma: Que fazes? Ou; A tua obra não tem alça.
Essa graça e fé para salvação não anulam o trabalho do homem, pelo contrario,
fortalece e libera homem para empenharem no seu propósito e no serviço como a soberania
divina não esmaga a responsabilidade do homem e o serviço. A soberania e graça divina
fornecem ao homem a dignidade e a capacidade e um propósito especial diante de Deus.

O perdão do pecados e a vida eterna e a salvação são dons de Deus de graça


mediante a fé em Cristo Jesus; não podem ser ganhos por boas obras. As recompensas e
galardões são benções que são designados também por soberania divina de ser ganhos por
boas obras do homem. As recompensas e galardões são proporcionais ao merecimento das
obras; mas, também são muitos mais do que o nosso merecimento.

Hb 10:35 disse: não abandoneis a nossa confiança, ela tem grande galardão.
Fp. 1:22 disse: se o viver na carne traz fruto para meu trabalho.

184
Lc. 14:14: tu receberás tua recompensa na ressurreição dos justos.
Em II Co. 5:10 disse: importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de
Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.
Em Jd. 3 disse: Todo mundo tem a salvação em comum: isso significa que todo
mundo tem básica e fundamental salvação, mas precisamos batalhar diligentemente pela fé.
Tt. 2:14 disse: Jesus Cristo se deu por nós para nos remir de toda iniqüidade e nos
purificar e para nos tornar a ser povo zeloso de boas obras.
I Pe. 1:2 disse: nós somos eleitos para a obediência.
Ap. 22:12 disse: eis que venho sem demora, é comigo está o galardão que tenho
para retribuir a cada um segundo as suas obras.
Deus nos deu a salvação e liberdade para que sejamos ricos nas boas obras.
As nossas obras feitas no Senhor, para Ele, e por Ele não serão insignificantes, não
serão invalidas, nem serão ilusórias; mas trará os galardões.

Muitos também consideram que são antítese entre a graça e a lei.


A doação da lei é também a graça divina: mas, o nosso Deus não nos deu a lei pela
qual sejamos salvos pelo cumprimento da lei, isto é, pela justiça da lei (refere o propósito
da lei).
O nosso Deus nos deu a graça da lei para nos conceder ainda o maior graça através
dela, isto é, o nosso Senhor Jesus Cristo. A Bíblia revela que a lei tem a função de aio que
leva gente para Cristo Jesus. Por tanto, não há antítese entre elas. Todo mundo se passa
pelo regime e tempo da lei; mas todo mundo será salvo pela graça mediante a fé.
Mas, o homem não respeitou os tempos e planos determinados por Deus Pai. Ele
usurpou as coisas de Deus.

Muitos consideram que a perdão dos pecados dos homens em Jesus Cristo significa
que Deus determinou homem pecar. Nós consideramos que Deus previu só a possibilidade
de homem pecar. Que Deus perdoaria os pecados dos homens em Jesus Cristo significa a
determinação de Deus que Ele amaria homens por sua natureza de eterno amor ainda que
homens pequem e a demonstração de respeitar a vontade livre do homem. Que Deus é
amor (I João 4:8) significa que Deus Pai celeste já tem disposição eterna de amar seus
filhos ainda que eles pecassem. A soberania de Deus não anula a vontade livre e a
responsabilidade do homem, pelo contrário, fortalece a dignidade e personalidade do
homem criado segundo a sua própria imagem. Deus nos mostrou o seu plano de formar o
seu reino eterno, e nos convidou para que nós participássemos da obra de Deus e
constituíssemos o reino de Deus voluntariamente.

O Senhor Deus nem se senhoreia na nossa vida, especialmente na área de decisão


ética, apesar de ter plena soberania sobre nossa vida: sempre Ele solicita a nossa vontade e
sugere a Sua opinião: não dita ao homem na marra. Deus, pela sua soberania, deixou um
espaço em que nós possamos participar das obras de Reino onde Ele sozinho possa carregar
todas responsabilidades sem participação de ninguém: mas, na realidade Deus, pela sua
misericórdia, quis compartilhar tudo conosco; alegria e tristeza e trabalho e descanso. Ele
não esmaga a vontade livre do homem e iniciativa do homem. Ele respeita homem como
pessoa que tem personalidade. Ele não nos força a concordar a sua vontade. Ele deseja que
nós amemos Lhe voluntariamente sem condição, como Ele nos amou sem condição. Essa é
a condição do homem, que é dotado da vontade livre, que não é maquina ou fantoche que

185
deve ser manipulado ou operado passivamente. Calvino defendeu que Deus se opera
congruentemente com vontade do homem, isto é, Deus se age de maneira persuasivo com
vontade da pessoa, da qual o homem tomar decisão livremente o que Deus pretende. A
soberania e providencia de Deus não aniquila a vontade livre e iniciativa do homem. O
apostolo Paulo também disse ao Filemom, que ainda que eu (Paulo) sinta plena liberdade
em Cristo para te ordenar o que convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor em
favor de meu filho Onésimo (Fm. 8,9). Pela sabedoria humana, o homem pecador pretende
entender que a liberdade do homem se compete sempre com a vontade soberania de Deus:
mas cremos que a sabedoria infinita de Deus não cria conflito entre Ele e homem.
Qualquer tipo de seja escravidão, seja sistema governamental de totalitarismo, seja
demagogia de manipulação que restringe a liberdade do homem é contra a natureza do
homem, e contra vontade de Deus. Também, o regulamento excessivo, e paternalismo que
prove todas necessidades e elimina a possibilidade de falha dos filhos são excluídos. Deus
criou homem que tem a livre vontade (autodeterminação) pela qual homem tenha a
possibilidade de pecar ainda que possa se causar as conseqüências horríveis. O cristão está
em posição de responder e servir ao Senhor livremente, alegremente, voluntariamente; não
porque é para ganhar a salvação, mas porque é em gratidão pela salvação que já é lhe dada.
Também, pode desobedecer, não agradecendo ao Deus. Se nós fossemos criados como
robô impessoal, nós não teríamos necessidade de prestar conta diante de Deus.

“Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para
perdoar pecados” Mc. 2:10.
“Se confessamos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e
nos purificar de toda injustiça” I João 1:9.

Eis que Deus é mui grande; contudo, a ninguém despreza; é grande na força da sua
compreensão (Jó 36:5).

186
3. PROPÓSITO DA LEI.

O primeiro propósito da lei está escrito em Rm. 3:20: “... pela lei vem o pleno
conhecimento do pecado”. Em Rm. 7:7: “... eu não teria conhecimento do pecado, senão
por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não
cobiçaras”.
Se não houvesse a lei eu não conheceria o pecado; a lei me ensina o que é o pecado:
ela me condena como pecador. Em Rm. 7:13: para revelar-se como pecado e para mostrar
sobremaneira maligno. Em Rm. 5:20: “Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa ...” : a
lei nos demonstra a profundidade grave de nossos pecados cometidos. Sob a lei todos
ficam condenados e desesperados, pois ninguém é justificado pela lei. Deus não deu a nós a
lei pela qual sejamos salvos ou justificados por cumprimento dela, senão a lei da fé.

O segundo propósito está escrito em Gl. 3:19: “Qual a razão de ser da lei? Foi
adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a
promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador”: a sua finalidade
da lei estaria em vigor até a vinda de Jesus Cristo quem é nossa esperança: como também
Jesus Cristo esclareceu que todas leis e profetas são até João Batista (Mt. 11:13). Em Gl.
3:23-25: “Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para
essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aío para nos
conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé, não pela lei. Mas, tendo vindo
a fé, isto é, o Cristo, já não permanecemos subordinados ao aío”. A lei se servia até que
viesse a fé, o autor da fé, isto é Cristo, até o tempo de João Batista; a lei se servia de
preceptor das crianças (função pedagógica): Calvino falou de função de informação sobre
pecado e direção da vida (Inst. 02, Cap. 7, Art. 9, P.357, Art. 12, P. 360). A lei se servia de
guiar o pecador ao Cristo Jesus, pois sob a lei todo mundo peca: sob a lei não existe o justo:
sob a lei todo mundo fica desesperado pela impossibilidade de cumprir a lei de Deus
cabalmente. Todo mundo caiu em situação em que carece de graça, e necessita de Salvador
do mundo. Assim, a lei tem essa função de agravar a nossa situação pecaminosa pela sua
revelação, e nos aponta ao Salvador do mundo: nos leva para Cristo Jesus. Também todas
as ordenanças de cerimônias e todas atividades de festas e todos elementos e todos
processos de tabernaculo, e até guarda de Sábado indicavam as obras de Cristo Jesus e
apontava a Jesus Cristo. A lei é a preparação para o evangelho de Deus. As noticias de
Boas Novas são correlacionadas com os pecados dos homens. A vontade de Deus não era
que nós sejamos salvos guardando todas leis e realizando todas cerimônias, pois a justiça
pela qual sejamos salvos não procede das leis; e os sangues de animais não eram eficazes
para purificar homem do seu pecado e renova a sua consciência. Nós ganhamos de graça a
justiça de Deus, sem obra, mediante a fé em Cristo Jesus (Rm. 4:5); nós não conseguimos
justiça própria baseada na lei por causa da fraqueza da carne (Rm. 8:3).
Todas atividades cerimoniais faziam nos lembrarmos de nossos pecados. E todas
atividades eram as manifestações de fé e esperança dos povos para com Deus, para com
Messias.

Todo mundo seja o povo de Deus seja gentio está encerrado sob a lei pela
providencia de Deus. Mas, como é que pode acontecer que alguém fique consciente do seu

187
pecado diante da lei e aguarda desesperadamente ao Senhor como está escrito em Salmos
130; e outro como os fariseus que considerando a si mesmo justo diante da lei e não podia
aceitar Jesus Cristo (Lc. 18:9-14)? Nós chegamos a conclusão como o seguinte: o
propósito ou a função da lei é diferente para o povo de Deus e para o gentio.

O povo de Deus também se passa por regime da lei enquanto era menino, como está
escrito em Gl. 4:1-3: “Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em
nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo. Mas está sob tutores e curadores até
ao tempo predeterminado pelo pai. Assim, também nós, quando éramos menores,
estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo”. Quando os filhos de Deus,
herdeiros de Deus, senhor de tudo eram meninos estava sob a lei igualmente com homens
naturais até ao tempo determinado por Deus Pai. Nós não permanecemos no regime da lei,
no regime de letra que não salva nem justifica a ninguém, pelo contrario, condena e mata
gente: mas estamos transferidos para regime da fé, o regime da graça, o regime de Espírito.
Enquanto estamos em regime da lei no tempo da criança, a lei tem a função de direcionar a
vida e nos revela nossos pecados: nos revela a nossa impossibilidade da própria justiça.
Podemos dizer que no tempo de socialização e de educação, criança aprende a conformar
lhe às normas indicadas por meios de admoestação e elogio ou de repreensão, mais tarde
posteriormente se evolui a compreender os mais complicados conceitos da vida moral, isto
é, amor, justiça, e santidade, e esperança e a fé, não por método humano ou por educação,
sim pela iluminação do Espírito Santo ao povo que é designado a ser salvo.

Os seculares pensam que as leis, conhecimentos éticas, ou juízo moral podem nos
motivar a agir positivamente: mas a Bíblia nos revela pelo contrário, que o homem se reage
negativamente; pois, vivendo na carne, a lei incita mais pecado em nós; a lei despertou em
nós a vontade de pecar, toda sorte de concupiscência. Em Rm. 7:8 está escrito como o
seguinte: o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de
concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. Sem a lei, eu vivia, mas, sobrevindo
o preceito, reviveu o pecado, e eu morri (Rm. 7:9). Poderia dizer que a lei de Moises
reviveu e agravou ainda mais a pecaminosidade em nós. Deveríamos viver, guardando as
leis, mas vivendo em carne caímos em tentações incitadas pelas leis. Não é problema da lei
como a Bíblia testemunha, que a lei é santa e boa (Rm. 7:12), mas o problema está com
homem, com natureza do homem, com coração enganoso e herdado de Adão. A lei, sem
obra de Espírito Santo, não nos revela nosso pecado e nem nos leva para Cristo Jesus.
Quem não tem o Espírito de Deus pretendem ser justo mediante a lei e ainda considera o
justo diante de Deus. Quem pretende viver pela lei não tem Cristo Jesus como Salvador e
não tem o Espírito de Deus: como Paulo disse em Gl. 5:4: quem pretende viver sob a lei
está desligado de Cristo Jesus e decaído da graça.

Na nova dispensação, depois de Cristo, o povo de Deus também tem o batismo em


lugar de circuncisão, Santa Ceia em lugar de Páscoa, freqüentar na igreja, em lugar de
tabernáculo, etc: mas, não podemos dizer como sacramentalistas ou fariseus pensavam que
essas rituais ou atividades tem eficácia de nos salvar ou nos purificar. Como o apostolo
Paulo, precisamos avançar para frente (Hb. 5:11-6:2), crescer até ao tamanho de Senhor
Jesus Cristo. Faz tudo por amor de Deus, conhecendo plenamente a Ele. Por isso, o juízo
moral, isto é, boas obras são essencialmente a questão de amor que efetua pela fé em Jesus
e a questão de conhecimento de Deus. Todo mundo deve passar o tempo de regime da lei

188
como todo mundo se passa o tempo de criança, mas não pode permanecer no regime da
letra, sim deve passar para regime do Espírito, como no tempo de adulto em que não mais
vive como menino pensa, sentir e se agir e não serve mais ao Senhor em caduca de letra, ao
pé da letra da lei.

O povo de Deus, convertido verdadeiramente, nascido de novo, não vive mais sob a
lei, a lei de Moises, a lei de pecado que rege as pessoas que vivem na carne, que gera o
pecado e a morte. Agora, nós vivemos no regime da graça, no regime da lei da vida, no
regime da lei de liberdade (Tg. 1:25, 2:12), onde não há mais condenação, pois onde
transborda de perdão e misericórdia, e edificação do que condenação e destruição e a morte.
Se nós buscamos a terceira função da lei na vida dos crentes como Calvino alegou (Instituto
01, II, Cap. VII, art, 12, p.360) nós estamos repetindo o mesmo erro que os membros da
Igreja de Gálatas cometeram, que foi repreendido severamente por o apostolo Paulo por ter
começado por Espírito e terminar por carne. Quer dizer, a Igreja de Gálatas iriam retornar
ao regime de lei de Moises, observando todas tradições dos judeus depois de ser
convertidos. Nós não podemos pregar o outro evangelho e o outro Cristo (Gl. 1; 6-9). Que
tipo de lei que Deus nos concedeu ainda nós devemos submeter lha? Não existe, senão que
creiamos em nome de Jesus Cristo e nos amamos uns aos outros (I João 3:23). Se homem
acrescentar as leis além do que o Senhor Jesus Cristo concedeu, seja anátema (Gl. 1:9).

Como o apostolo faz pergunta: Será que anulamos a lei pela fé: de nenhum modo,
pelo contrário, estabelece a lei. Ele fez a outra pergunta: vivendo no regime da graça,
então podia permanecer no pecado? Também é negativo, de modo nenhum. A vivencia no
regime da graça e da fé não significa a antinomianismo. “Cristo é o fim da lei” não
significa antinomianismo. Significa o fim da lei de Moises; mas, pelo contrario, estabelece
a lei de Cristo. (Refere ao significado de batismo e a lei de Cristo).

Deus proibiu consultar aos mortos para vida vivente, senão a lei e ao testemunho em
Is. 8:19-20: “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam
e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão
os mortos? A lei e ao testemunho!!! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a
alva”.

Somos contra os espíritas que procuram a divindade e a vontade dele através de


sinais e revelações direitas, e não consulta as leis de Deus. Será que eles vão perguntar
cada coisa se é certo ou não? Por exemplo, Deus não nos oferece cardápio cada momento
ou cada dia: se o alimento não for roubado pode servir quaisquer coisas com gratidão e com
oração porque será santificado pela oração: é absurdo consultar Deus por este tipo de
questão de o que devemos comer hoje. Vendo o homem necessitado, será que Deus deseja
que nós façamos pergunta como o seguinte: que eu mesmo deveria ajuda-lo? Será que eles
não querem aprender o juízo, o julgamento de Deus através da lei? O cristianismo é contra
misticismo misterioso e oculto que só alguns têm privilégio de acesso a Deus. Deus deixou
claro de que o mundo é accessível a trono de Deus através de Jesus Cristo; isto é a vontade
de Deus; e nós também pregamos a vontade de Deus, o Boas Novas.

Nós não temos capacidade de destruir o mal, isto é, o pecado; nem renovar as
pessoas pelas legislações ou por educações. Muitos legisladores e estadistas supuseram

189
que a natureza do homem é maleável. Muitos pretendiam formar novo tipo de natureza do
homem por legislações. Para superar a limitação de sistema de legislação, eles pretendiam
ampliar legislação em toda área de sociedade e cultura, e educação; eles pretendem dirigir
sociedade toda pelas legislações. Por educações, adquirimos e acrescentamos apenas os
conhecimentos de bem e de mal, não mudança da natureza. Por isso, o conhecimento das
leis, nos agrava a nossa pecanomicidade; não resolve a nossa natureza, pois a lei não salva
ninguém, nem justifica, nem ajuda, nem dar força para cumprirem as leis, nem santifica,
nem aperfeiçoa, nem renova, nem transforma pessoa. A civilização do homem é avançada,
mas a situação moral não se mudou. A lei sempre nos condena. Nosso Deus nos concedeu
a lei de retaliações para apenas reprimir o mal e defender os prejudicados, perseguidos,
danificados, não para renovar homem. E também foi doada com essa finalidade de nos
ensinar que a nossa decisão tomada sempre traz a inevitável conseqüência grave em sua
própria vida e na circunstância inclusiva em outras pessoas; não só presente, mas também
no vindouro, em geração em geração.

É sim, a ética permeia em todas regras e normas e leis em todas áreas. Por
exemplo, as leis de transito, e as leis de associação (cooperação) se muda depende dos
países (lugar) e das épocas (tempo de presente, passado e futuro): as leis de transito de
Inglaterra não são iguais com outros paises: as leis antigas de transito não são aplicáveis
para hoje, pois as condições de densidade de população, tecnologia de carro são diferentes.
Isso não significa que o propósito da lei de acordo na sociedade se muda; isto é, a promover
segurança e conveniência não se muda por tempo e lugar: são aplicáveis em todos tempos e
em todos lugares. As leis são apenas os meios para realizar aquela idéia ou propósito de
segurança e conveniência. Portanto, o decálogo também é apenas o meio para o bem de
quem guarda-lo. A verdadeira liberdade do cidadão civilizado nem anula as leis, nem
cumprir-las superficialmente; pelo contrario, aperfeiçoá-la e complementá-la para promover
aquela idéia protocola: isto é, o decálogo é para promover comunhão com Deus e com seus
semelhantes, e no final promover a felicidade dos homens, a alegria ao Deus, e paz nos
relacionamentos. A vida que dá ênfase em normas e em regulamentos, e não considera a
dinâmica vontade livre mecaniza e formaliza comportamentos, dando lhe a tendência
repetitiva e monótona, sem apresentação de alvo de novo nível de moralidade, e sem
coerência interior. Pode ter vida moral por uma série rotineira de boas obras, mas sem vida
dinâmica, sim, estática como um robô. O legalismo que guarda a lei para própria lei não
agrada a Deus. Como aconteceu com fariseus que preocupava com as coisas menos
importantes (laxismo), negligenciando preceitos mais importantes, por exemplo, justiça,
misericórdia, fé (Mt. 23:23), quer dizer que eles eram zelosos em guardar as leis, mas eles
não compreenderam o preceito e o seu propósito da lei. Eles consideraram justos diante de
Deus, e dignos de ser recebido por Deus: e desprezaram o publicano como pecador (Lc.
18:9-14). Os fariseus podiam reparar o argueiro no olho de teu irmão, mas não percebeu a
trave que estava nos seus olhos; eles eram cegos espiritualmente. Os legalistas vivem como
robô programado, não se estimulam, nem se entusiasmam; e eles criam o ambiente muito
rígido sem flexibilidade, sem perdão, sem edificação. Eles sempre buscam mais condenar e
criticar do que perdoar e edificar as pessoas. Eles buscam mais as razões para não fazer
do que deve fazer, pois o homem tem tendência de menos fazer do que é devido. O sistema
da legislação é o mal necessário, pois o homem sendo ignorante e pecaminoso precisa ter
um sistema de legislação que orienta lhes, mas o homem pecaminoso mal aplica as leis.
Nós não podemos criar um sistema que se desmoralize, sim, deve ser um sistema que

190
promove alto nível de moralidade das cidadoas, isto é, promover plena liberdade de
consciência boa do cidadão, não má consciência. Um camponês inocente e moral apesar
de ignorante no processo complicado de tribunal seria mais aceitável no reino de Deus do
que um advogado hábil, mas perverso.

Deus não pretendeu nos entregar a prescrição total da lei aplicável em qualquer
situação. Pelo contrario, Deus pretendeu nos ensinar o preceito da lei, isto é, o amor.
Portanto as leis bíblicas, tampouco qualquer leis não abrangem todas as situações. Nós
precisamos de muitas sabedorias, prudência e conhecimentos para aplicar o preceito na
pratica. Deus deseja que nós obedeçamos por voluntariamente, por vontade livre, não por
obrigação, nem por má vontade, mas que se brota de amor, não de conformidade externa
com mandamentos.

Muitos ainda até hoje querem sempre estabelecer relacionamento com Deus baseado
na lei. Mas, nosso Deus estabeleceu seu relacionamento baseado no seu amor eterno, na
promessa eterna baseada no amor eterno, na aliança eterna baseada no seu amor. Como o
apostolo Paulo disse que a lei que foi dada através de Moises não podia anular a promessa
feita a Adão e a Abraão (Gl. 3:17). Não há antítese ou antimônio entre promessa de Deus e
a lei de Moises (Gl. 3:17, 21). A lei foi doada para nos agravar e revelar a nossa
pecanomicidade e exaltar proporcionalmente a graça de Deus em Cristo Jesus, pelo qual
ganhamos remissão do pecado e redenção: portanto quem pretende permanecer sob a lei
permanecerá maldição.
Nós podemos achar a razão de entregar o decálogo ao povo no prefácio do decálogo
em Ex. 20:2: Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
Deus ressaltou a sua obra graciosa de libertação antes de entregar o decálogo. A entregue de
decálogo depois de logo de libertação do Egito é também acrescentada pela graça de Deus.
Nós podemos dizer que o decálogo se procedeu da libertação: não podemos inverter a esta
ordem: a libertação se antecedeu ao decálogo. O propósito da lei é obvio, que não era que o
povo seja salvo pela guarda da lei. Em Dt. 27:9, 10, Moises reafirma de novo: Hoje, vieste
a ser povo do Senhor, teu Deus: “Portanto”, obedecerás à voz do Senhor, teu Deus, e lhe
cumprirás os mandamentos. No Ex. 20:2, não achamos apenas essa palavra de “portanto”
que indica a razão de entregue de decálogo.

Em Tt. 3:9, o apostolo Paulo nos admoestou que evitemos discussões insensatas
sobre a lei, isto é, a lei de Moises, porque é temporal o seu vigor. Nós precisamos viver por
lei de Cristo, isto é, a lei de liberdade, a lei de amor.

Em Rm. 8:2, o apostolo Paulo disse: a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te
livrou da lei do pecado e da morte. A lei de Cristo é a lei de amor, que é efetuada por
Espírito que dá vida: a lei de Moises é a lei de pecado, que se opera na carne, que dá a
morte. A lei de Moises também era para dar vida, mas pela fraqueza da carne, a mesma lei
se me tornou para morte (Rm. 7:10), porque o pecado, prevalecendo-se da lei, a lei me
enganou e me matou (Rm. 7:11). Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões
pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem
para a morte (Rm. 7:5).

191
Ainda o apostolo Paulo nos deu a analogia do casamento para explicar a nossa
situação perante da lei de Moises em Rm. 7:1-4, que nós agora somos desligado da lei de
Moises.

Nós não podemos pensar em leis sem Deus como ateístas ou humanistas pensam:
nós devemos olhar o legislador das leis, e ainda mais precisamos conhecer ao Doador delas,
isto é, a sua natureza de Deus, de onde as leis procederam. O primeiro mandamento de
amar a Deus indica que Deus deseja manter relação com homens e conseqüentemente o
homem tem o dever de manter a comunhão com Ele: não há nenhum índice que Deus está
longe do mundo do homem e abandonou-o depois de criação do mundo ou depois de
entregue de decálogo.

Lei de Moises e de Cristo.

“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” Gl. 6:2.

A lei de Moises disse; não matarás: a lei de Cristo Jesus disse; nem irai contra
irmão; nem xingue a seu irmão (Mt. 5: 21, 22).
A lei de Moises disse; trazei oferta diante de Deus para remissão do seu pecado e
para reconciliação para com Deus: a lei de Jesus Cristo disse; primeiro reconcilie com seu
irmão antes de trazer oferta (Mt. 5:23, 24). A lei de Moises disse; não adulterarás: a lei de
Cristo Jesus é nem olhe a uma mulher com intenção impura (Mt. 5:27, 28). A lei de Moises
permite a divorcio; mas, Cristo Jesus disse que o divorcio é a violação do principio da
criação divina (Mt. 19:7, 8). A lei de Moises disse que pague olho por olho, dente por
dente; o ensino de Jesus Cristo é que não resistais ao perverso (Mt. 5:38, 39). Até os
gentios fazem a mesma coisa que ama o seu próximo e odeia o seu inimigo; mas, Jesus
Cristo disse que os filhos de Deus devem amar os vossos inimigos e orar pelos que vos
perseguem (Mt. 5:43, 44). A lei de Moises proíbe trabalhar nos sábados; mas, Jesus Cristo
ensinou que a gente pode trabalhar para salvar a vida (Mt. 12:10, 11).

A lei de Moises ensinava muitas cerimônias de abolições das coisas; mas, Jesus
Cristo ensinou limpar primeiro o interior (Mt. 23:25, 26). A lei de Moises tem o ministério
de condenação e da morte; mas, a lei de Cristo é o ministério de reconciliação, de vida, de
misericórdia, e de justiça (de amor, não de litígio). Condenando uns aos outros podemos
cumprir a lei de Moises; mas, a Palavra de Deus nos ensina que nós podemos cumprir a lei
de Cristo levando as cargas uns dos outros (Gl. 6:2); levando a sua cruz dos pecados aleio;
perdoando uns aos outros.

Na verdade, não haveria o elemento contrario entre a lei de Moises e de Cristo:


simplesmente os povos, especialmente os fariseus, não entenderam a providencia de Deus.
As leis de Moises (as leis cíveis) são para os que vivem na carne e para os menores
das cidadoas do Reino de Deus: a cuja função é dirigir e a nossa conduta aparência e
superficial e só reprimir as criminalidades (pecados).

192
Portanto, a lei de Cristo é a lei de liberdade e a lei perfeita que possa orientar os
maduros; mas, a lei de Moises é a lei prescrita em detalhe, que delimita o máximo por cima
e o menor por baixo; a qual é adequada para orientação dos menores.

Os adultos julgam caso a caso a amar o seu próximo em maneira adequada usando a
sua experiência e raciocínio; os inexperientes precisam ter uma diretriz que define a ocasião
de amar claramente e concretamente. Se a pessoa madura levasse a sua vida inteira por
diretriz rudimentar e oriental jamais alcançará a justiça verdadeira, a justiça de amor.

Quem é guiado por a lei de Cristo, isto é, a lei de Espírito, quem amou ao seu
próximo não está sob a lei de Moises: pois, já cumpriu a lei de amor, da vida e da liberdade
(Gl. 5:18), a lei perfeita (Tg. 1:25). Nós procedemos como aquele que há de ser julgado
por lei de liberdade (Tg. 2:12).

Lei da Liberdade e de Amor.

O regime de cristianismo é de liberdade, não de lei, pois a lei apela à submissão. O


humanista também busca liberdade. Então, que diferença há entre o cristianismo e o
humanismo? A liberdade de cristianismo cumpre a lei, aperfeiçoa a lei, faz mais do que a
lei exege, e cumpre o preceito da lei, realiza a justiça perfeita, exerce o amor, é mais
humano. A liberdade do humanismo é liberdade torcida, doentia, particular, egocêntrica,
destrutiva, anárquica, anti-social, anti-humano e tem tendência para a vida amoral. O
humanismo secular não cumpre a lei, pelo contrário, destruí a lei.

O regime de cristianismo apela à vontade voluntário. Muitos caiam pelo tropeço da


lei na legalismo, como os fariseus caíram. A submissão ao pé da letra da lei pode ser uma
vida disfarçada, pode ser um obstáculo no crescimento na vida cristã. O legalista não
realizar a justiça perfeita, que é impossível agradar a Deus.

O homem maduro não precisa ter uma guia da lei prescrita em detalhe que norteia a
sua vida como ao menino. O homem autêntico não precisa ter uma lei escrita no papel
(pedra) para servir ou amar a alguém, porque ele já tem-la no seu coração. O homem livre é
livre do código declarado em papel. Ele pode tomar uma atitude mais justa, mais
agradável, e mais alto nível. Porque ele não buscar o seu próprio interesse e sim o de outro.

“Aquele que considera atentamente na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera,
não sendo ouvintes negligentes, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que
realizar (amar)” Tg. 1:25.

Lei, Amor, e Moral.

193
A lei é expressão de natureza divina, isto é, o amor, e santidade de Deus, em
palavras ou em letras. Foi através do mandamento que Deus nos demonstrou a sua vontade
de estabelecer o Seu relacionamento conosco. Nós não podemos considerar estabelecer as
nossas relações apenas por as leis de maneira impessoal. Porque as leis expressam o seu
Ser de divindade santa e sua personalidade de moral, e a sua vontade para conosco. Quem
guarda seu mandamento estabelece relacionamento pessoal com Deus, e permanece no seu
amor.

A violação da lei é serio, não por causa de que a lei tem alguma dignidade ou algum
valor inerente, mas porque desonra a Sua vontade para conosco, viola a natureza divina, e
transgredir o relacionamento com Ele. Quem viola a lei quebra, rompe, e derruba o
relacionamento com Ele. Quem viola o seu mandamento, significa blasfemar a Deus.

Todas leis estabelecidas por homem são uma expressão de natureza moral do
homem e interesse moral do homem, pois o homem é criado segundo imagem de Deus.
Todas leis são as moralidades legalizadas em escritas para especificar os casos para manter
ordem social. A legislação não significa que é tolerado o caso que não é especificado na
lei. As leis não serão cumpridas cabalmente se não houvesse a norma de moralidade
divina, isto é, o principio de amar seu próximo. As leis devem ser legisladas no principio
de moralidade divina. Não pode legislar as leis contra este principio, isto é, preceito de
amar seu próximo.
A moralidade cristã é fundamentalmente social e religiosa, pois o homem é criatura
social e religiosa. As leis são sociais e religiosas. A vida moral é fundamentada na fé
religiosa, porque nós cremos que Deus Criador estabeleceu os relacionamentos especiais
com homens. Embora os homens sempre tentam separar da religião a ética ou negligencia
a religião, e tendem construir a ética sem Deus, sem religião: mas a religião se permanece e
conclama a vida moral, isto é, a restauração de relacionamentos com Deus. O estudo de
moralidade, éticas, tem o aspecto teológico. É impossível separar da teologia a lei, pois
Deus mesmo é fundamento da ética. O estudo (curso) de direito (lei) deve incluir o
currículo do estudo de teologia, pois a justiça da lei é baseada e apoiada na teodicéia
(doutrina da justiça divina), e no amor de Deus.

Há muitos fenômenos de anomia dentro da igreja. Alguns alegam que a impor as


leis é contra o evangelho da liberdade em Cristo Jesus: dizem que nós vivemos no tempo de
graça, não o da lei: pretendem viver por antinomismo: ele transforma a graça em
libertinagem. A graça de Deus não anula as leis, pelo contrario, estabelece-las
perfeitamente por restauração do homem, por transformação radical, e por regeneração.

Todas as leis podem ser resumidas em dois mandamentos como Jesus Cristo ensinou
em Mt. 22:36-40: “Amaras o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e
de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo,
semelhante a este, é: Amaras o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos
dependem toda a lei e os profetas”. O mandamento de amar é o centro assunto de todas leis
e dos profetas. O apostolo Paulo também disse: Toda a lei se cumpre em um só preceito, a
saber: Amaras o teu próximo como a ti mesmo (Gl. 5:14). Quem ama o próximo tem
cumprido a lei (Rm. 13:8). Todos mandamentos; não adulterarás, não matarás, não furtarás,
não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, nesta palavra se resume: Amarás o teu

194
próximo como a ti mesmo (Rm. 13:9). O amor é a essência dos mandamentos de Deus. O
cumprimento da lei é o amor (Rm. 13:10). Quem ama seu próximo observa a lei régia, a lei
primeira (Tg. 2:8).

Havendo mil leis, guardando-os, se não aprendesse no final a amar a Deus e ao


próximo, nada seremos. Como os fariseus eram zelosos em guardar as leis, mas não
podiam agradar a Deus. Eles guardavam as leis para leis mesmas, nem amava a Deus, nem
seu próximo.
Eles vangloriavam-se pela própria justiça disfarçada.

A avaliação de moralidade do homem depende de realização de amor de fundo


coração, não cumprimento ao pé da letra da lei. Ainda que distribua todos os bens entre os
pobres e ainda que entregue o corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso
aproveitará (I Co. 13:3). Por isso, em Rm. 7:6 o apostolo Paulo disse: libertados da lei (lei
de pecado, de Moises), estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que
servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra; sim, em espírito de amor.
Jesus Cristo disse em João 15:13: Ninguém tem maior amor do que este: de dar
alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Agora, o amor é o principio da nova vida.
Não precisamos definir mais quem é meu próximo ou meu inimigo como fizeram os
fariseus. Nós temos plena liberdade de servir os próximos e alcançar até os inimigos.

Em Ef. 5:2 se disse: andai em amor. Agora, o amor é a maneira de viver dos
cristãos.
Em I Co. 16:14 se disse: todos os vossos atos sejam feitos com amor.
Em Ef. 3:17 se disse: estando vós arraigados e alicerçados em amor.
Paulo desejou que o amor fosse raiz e fundamento das atividades cristãs.

O amor está acima da lei. A misericórdia vence o julgamento. Jesus Cristo disse que
quero misericórdia não sacrifício. O exemplo de Davi que comeu o pão da disposição da
mesa da qual só sacerdote podia servi-lo. Qualquer lei que é contra o preceito de amor, é a
lei de falsa ideologia. Se nós dividimos a lei de Deus em vários segmentos de
mandamentos, jamais compreenderemos o significado de do seu único mandamento de
amar a Deus e seu próximo.

A vida cristã é dirigida pelo amor de Deus, por natureza própria; o qual está
disposto até a sacrificar a vida própria. “Se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós
também amamos uns aos outros” I João 4:11.

Onde a lei de amor substitui o lugar de o amor da lei se nasce a justiça verdadeira.
A lei não é objeto de amor, é sim, a pessoa. A justiça sem amor se torna em injustiça. Nós
não cumprimos a lei para a lei; sim para realizar a justiça verdadeira, a justiça de amor e
cumprir o preceito da lei e salvar e edificar a vida da gente.

Lei, Caráter, e moral.

195
Geralmente os termos tais como “dever” e “obrigação” são vinculadas por lei e
adquiram o conceito legalista. Nós muitas vezes tratamos moralidade em forma de sistema
da lei. Nós se começamos por esta pergunta: “o que nós devemos fazer?”.

Anscombe disse que a tradição ocidental colocou erradamente o fundamento de


moralidade em noção legalista tais como deveres e obrigações, negligenciando virtudes e
moral caráter da pessoa. Antes de pensar respeito de o que é que enriquece a vida da gente
e viver bem com seu semelhante, os muitos pensadores e os idealizadores foram
interessados por diferentes noções, por exemplo, obrigação, dever, leis, e éticas sem
religião, sem Deus. São tentativas de humanistas.

O teorista da lei de natureza, Hugo Grotius (1583-1645) criticou a teoria de virtudes


de Aristóteles, e pretendeu a entender a moralidade em termo de justiça conforme da lei.
Ele disse que não importa o que motiva gente a agir corretamente ou não, mas, única coisa
importante é que se pessoa viole os direitos de outros ou não. Ele disse que existe uma área
de imperfeito dever na vida moral na teoria de Aristóteles, por exemplo, no caso de
generosidade: a pessoa pode ter a imperativa ordem de ser generoso, mas, a pessoa não
poderia saber especificamente como, quando, e para quem. Então, sob a área de obscura
obrigação, é impreciso o meu dever, e naturalmente, ninguém será constrangido por
ninguém. O dito “seja generoso” não é obrigatório, e deve ser cumprido por arbitrária
preferência. Mas, sob a perfeita legislação de regulamentos (deveres), o que é devido é
especifico e legalmente executável por entidade política e tribunal. É bem claro o sentido
de justiça sob regimento da lei. Eles gostaram de prescrições detalhadas das leis, tanto
aconteceu com os Fariseus como hoje.

Depois de revolução Européia em séc. 17 e 18, se apareceu a nova e secular versão


(idéia) em que o dever ou a obrigação é entendido em termos de obediência às leis ou
princípios que são não derivados de Deus, mas, projetados por homem. Agora, o homem se
tornou a ser legislador. Assim estão tentando os homens mudar o sentido da lei e sua
justiça.

O moralista ou o sistema da lei civil busca na lei o seu fundamento da moralidade, e


busca eterna lei. Eles consideraram que uma ação certa é uma ação tomada conforme com
as leis ou princípios. Por ênfase na obediência á lei moral, naturalmente as virtudes e
caráter ficaram em secundária em relação com a lei. Mas, os cristãos buscam a sua origem
da moralidade e santidade na natureza de Deus, então, as leis são a suas expressões da Tua
santidade e moralidade, e seu caráter. Na relação com Deus, nós deveríamos perguntar
como o seguinte: “o que é bom para o homem ou para viver bem” antes de perguntar “o que
devemos fazer”, quer dizer, antes de buscar as obrigações. A resposta de Deus a esta
pergunta “o que é bom para homem” é nascer de novo. A mensagem de Deus desde inicio
declara o nosso estado feito por Ele perante dEle. É não por nossas obras alcançamos o
nosso novo estado em Cristo Jesus; é dom de Deus.

No sistema legalista pode acontecer que a obediência aparência da pessoa não


combina com sua natureza própria, e pode ser contrario ao seu coração. Se não obedecesse
de coração ou de virtudes ou de caráter pode acontecer que está fazendo o que o seu

196
coração não gostaria de fazer: e na outra ocasião, pode acontecer também que está não
efetuando o que deseja realizar a sua mente. Podia acontecer a problema de integridade da
pessoa, quer dizer, a questão de integridade da moral: pode acontecer a hipocrisia.

A cumprimento da lei ao pé da letra há possibilidade de não poderem agradar a


Deus.
Pois, Deus exege de nós a integridade e veracidade, e não duplicidade e hipocrisia.
Como também David Hume notou que a cumprir estatutos prescritos da justiça não sempre
gera bons resultados.

Robert Adams (1987), tentando evitar o dilema de Euthyphro, afirmou que o


seguinte é verdade: “qualquer atitude é errada eticamente se somente é contrario ao
mandato de amar a Deus”.
Segundo Adams, a moralidade é não alicerçada em meramente em mandamento de
Deus, mas é arraigada em imutável bondosa natureza de Deus.
Conseqüentemente, a moralidade divina não é arbitraria; Deus nem iria ordenar
crueldade por Seu próprio interesse, porque a natureza de Deus é imutável, e se ainda
acontecesse tais coisas, violaria a Sua própria natureza.

Deus é a fonte de moralidade, porque a Sua moralidade é fundada no Seu próprio


caráter de Deus.
Muito mais, Deus não está sujeito a lei moral que fica fora dEle. A lei é retrato
(traço) de Deus, é Ele mesmo. Assim, Deus pode manter o Seu supremo moral e
ontologico status, porque a moralidade é enfim estabelecida na perfeita natureza de Deus.
O mandamento de Deus é Ele mesmo: por isso pode dizer que quem ama a Deus, guarda
seu mandamento.

Assim a nossa moralidade não é fundada nas leis, mas deve baseada nas concepções
morais tais como bondoso, misericordioso, certo e errado, justo e injusto, honra e vergonha,
bom e mal, remorso e culpa etc: quer dizer, a nossa moralidade deve ser fundada nas
virtudes que tem tais conceitos morais; os quais formam o caráter da gente.

Lei e Graça.

Se nós consideramos dualismo de lei e graça (evangelho, promessa, aliança) no


plano de salvação de Deus, nós vemos que a ira, a santidade, e a justiça de Deus são
opostas ao seu amor e a sua misericórdia. Se nós pregamos as leis pelas quais sejam salvos,
então nós pregamos legalismo ou moralismo, e outro evangelho (Gl. 1:6-9): e nós seremos
salvos pelos méritos de cada um.

A lei que veio quatrocentos e trinta anos depois, não pode ab-rogar, de forma que
venha a desfazer a promessa (Gl. 3:17). É, porventura, a lei contraria as promessas de
Deus? De nodo nenhum (Gl. 3:21)! A lei também foi dada pela graça de Deus para
orientar a conduta do povo por enquanto, não para sempre.

197
Os fariseus infelizmente não compreenderam o propósito da lei, da lei de Moises:
eles pretenderam permanecer no regime da lei para sempre: eles pretenderam apresentar-se
diante de Deus pela sua própria justiça da lei. A lei naturalmente ou automaticamente sem
iluminação do Espírito Santo não informa ou instrui plenamente sobre o pecado a qualquer
homem: pelo contrario, a lei incita mais o pecado em pessoas que vivem segundo a carne e
suscita a ira de Deus e permanece sob a maldição. O reconhecimento da culpabilidade e
pecaminosidade não se deriva de cogitação humana da lei; vem da iluminação do Espírito
Santo. Quem não é iluminado pelo Espírito de Deus considera o justo diante da lei e diante
de Deus: mas quem é iluminado reconhece a sua pecanomicidade e a impossibilidade de
cumprimento da lei a frente da mesma lei e percorre para Cristo Jesus Salvador.

A graça não significa despensa a responsabilidade da pessoa. A graça não significa


indulgência ou tolerância ou sonega dos pecados. A graça não significa a corromper as
pessoas, pelo contrario, edifica e restaura. No regime da lei, as pessoas cumprem e
obedecem passivamente e negativamente. As pessoas do regime da graça obedecem
voluntariamente e positivamente a Deus, e rendem graças e tributam tudo a Ele; como o
apostolo Paulo disse em I Co. 15:12: pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que
me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia,
não eu, mas a graça de Deus comigo.

O homem que está sob a lei tem tendência de amesquinhar e apoquentar o seu dever.
Assim, quem está sob a lei jamais alcançará a justiça e não será perfeito homem: a
lei nunca aperfeiçoa cousa alguma (Hb. 7:19). A lei constituiu sumos sacerdotes leviticos
que não podiam aperfeiçoar a ninguém; mas a graça feita por juramento constituiu o Filho o
sumo Sacerdote perfeito para sempre; o qual perdoa, restaura, e edifica a gente.

A graça reina no reino de Deus: a graça precede (antecede) a lei. A sua aliança para
conosco, o seu tratamento para conosco, é baseada sempre no amor e na graça.

Quando nós éramos meninos (crianças) inevitavelmente passamos o estagio


rudimentar das leis: todo mundo seja gentio seja filho de Deus passa por regime da lei.
Quando nós estamos no regime da lei, se parece que nós recebemos a graça e amor ou
benções condicionalmente: se parece que seremos salvos pela justiça da obra. Quando era
o menino, o filho do senhor fica sob tutor (curador), pois a criança não é autônoma na sua
decisão de conduta e ainda não tem a plena consciência de si mesmo. Quando se chegar ao
adulto, tendo a própria consciência, não fica mais sob regimento da lei e sob tutor. E nos
crescemos e não buscamos mais a obediência externa, e a cumprimento da demanda das
leis. Os adultos maduros vivem no regime da graça; não vivem mais no regime da lei. Os
cristãos morreram não somente para o pecado e para o mundo, mas também para lei com
Cristo Jesus (Rm. 7:4). A lei rege na vida do homem que vive segundo a carne: a graça
rege na vida do homem que vive segundo o Espírito de Deus (Rm. 7:25). Deus nos libertou
da lei do pecado pela morte de Jesus Cristo. Para a liberdade foi que Cristo Jesus nos
libertou: não precisamos submeter de novo a jugo de escravidão (Gl. 5:1). Paulo, para nos
explicar este fato de não estarmos mais sob a lei, usou a ilustração de casamento dos
crentes com Cristo Jesus (Rm. 7:1-6), e a ilustração de tutor e curador da lei (Gl. 4:1-7), e a
ilustração de duas alianças de Sara e Hagar (Gl. 4:21-31).

198
Como já nós dizemos que a lei é também doada pela graça de Deus: mas, se
consideramos como antítese entre elas, significaria como o seguinte: quem pretende
permanecer no regime da lei para sempre significaria recusar a graça, justiça divina, e
Salvador Jesus Cristo (Gl. 5:4).

Retaliação e Perdão.

“Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças
semelhante a ele” Pv. 26:4.

O rei Davi nos deixou o bom exemplo em II Sm. 16:5-14, que se aconteceu quando
o rei fugia com seus servos por causa de revolta do seu filho Absalão. Neste momento de
desfortuna, saiu um homem da família da casa de Saul, cujo nome era Simei ao encontro
com Davi, amaldiçoando lhes e atirando pedras e terras, dizendo: Fora, daqui, fora, homem
de sangue, homem de Belial; o Senhor te deu, agora, a paga de todo o sangue da casa de
Saul, cujo reino usurpaste: o Senhor já o entregou nas mãos de teu filho, Absalão; eis-te,
agora, na tua desgraça, porque é homem de sangue.

Então, o seu servo, Abisai disse ao rei: Por que amaldiçoaria este cão morto ao rei,
meu senhor? Deixa-me passar e lhe tirar a cabeça.

Davi respondeu lhe: Que tenho eu convosco, deixe-o amaldiçoar; pois, se o Senhor
lhe disse; amaldiçoa a Davi, quem diria; Por que assim fizeste? : Eis que meu próprio filho
procura tirar-me a vida, quanto mais ainda este benjamita? Deixai-o; que amaldiçoe, pois o
Senhor lhe ordenou. Talvez o Senhor olhará para a minha aflição e o Senhor me pagará
com o bem a sua maldição deste dia.

O rei, Davi teve poder de tirar vida de Simei: talvez teve a mesma vontade do seu
servo a retaliar-lhe e vingar imediatamente por sua própria mão: mas o rei não levantou a
mão para lhe retaliar: não reagiu lhe por mesma maneira de Simei: não pagou lhe por
mesma moeda: dente por dente, olho por olho, vida por vida, ferida por ferida, mão por
mão, pé por pé, insulta por insulta: pelo contrário, confiando em Deus, não pagou o mal por
mal.

Na sociedade secular, há também perdão (escusa, desculpa, absolvição) onde há a


noção de responsabilidade, quer dizer, o conceito de ética. Se não quiser perdoar o
culpado, nós buscamos a justiça, justiça de retribuição, processando o réu no tribunal
conforme com sistema judiciário: e de vez em quando fazemos também justiça por próprias
mãos.

O ensino de Deus é diferente: quem confia em Deus deixa seu caso nas mãos de
Deus, pois Ele é o juiz justo que julga com equidade sem acepção das pessoas: Ele proibiu
que nós sejamos justiceiros que se vinga do inimigo com próprias mãos: o apostolo Paulo

199
também recomendou a igreja de Corintios, que seria melhor a sofrer injustiça e dano do que
processar o seu irmão culpado ao tribunal que não reconhece a Deus, o Juízo (I Co. 6:1-11).
Deus ordenou que todo mundo se perdoasse uns aos outros, pois Ele perdoou todos nossos
pecados em Cristo Jesus. Quem crê que é lhe perdoado os seus pecados deve perdoar a seu
devedor: senão, pode se acontecer como o credor incompassivo se fez em Mt. 18:23-35. O
homem que se esqueceu do seu perdão da sua grande divida e não quise perdoar a divida
pequena do seu companheiro foi ordenado a ser preso em cárceres por sua injustiça de não
perdoar o seu companheiro.
Paulo disse também em Rm. 12:19-21: não vos vingueis a vós mesmos, amados,
mas daí lugar à ira de Deus; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que
retribuirei, diz o Senhor (Dt. 32:35). Pelo contrario, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de
comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a
sua cabeça (Pr. 25:21, 22). Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.
Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis (Rm. 12:14). Não torneis a
ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens (Rm. 12:17).
O nosso Senhor Jesus nos ensinou em Mt. 5:38-42: não resistais ao perverso. O Provérbio
20:22, 24:29 disse: Não digas; vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e Ele te livrará.

É normal sentir irado ou irritado quando for ofendido, mas a palavra de Deus nos
proíbe guardar ira constantemente, pois tem perigo de cometer pecado por maneira
inadequada de manifestação de sentimento de ofendido. Como Paulo nos recomendou em
Ef. 4:26, 27: Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao
diabo. Quando sente irado, deve buscar a causa e a fonte da ira, e buscar a maneira
construtiva de expressão do sentimento para não derrubar relacionamento com pessoa: é
isso que o diabo deseja separar entre irmãos. Nós confrontamos primeiro diretamente a
aquele que nos ofendeu, não por terceira pessoas: repreende-o (Lc. 17:3); não somente
entregar o caso nas mãos de Deus com indiferença. Como Deus ofendido tomou a
iniciativa para reconciliação conosco, nós também buscamos reconciliação com ofensor.

A pessoa que não quer perdoa a outro, querendo ser perdoado dificilmente
entenderia o que significaria o perdão e não merece de o receber. É claro que na sociedade
há possibilidade de enfraquecer a moralidade por facilidade excessiva de perdão. O perdão
não significa a tolerância ou permissão de quaisquer atos. Onde há a noção bem clara de
ética, haveria perdão com arrependimento verdadeiro. O ofensor não tem direito de
reivindicar seu perdão da parte do ofendido. O ofensor apenas solicita com toda humildade
o seu perdão por misericórdia da parte do ofendido. O nosso Deus, o ofendido, tomou
iniciativa para nos perdoar, para reconciliar conosco, e para derrubar a inimizade conosco.
Deus não reagiu conforme o que fizemos Lhe; mas, Deus tomou atitude segundo a sua
natureza divina e santa. A historia bíblica é exatamente a historia de que Deus perdoou
todos os nossos pecados através de seu Filho Jesus Cristo. O gesto de perdão de nosso
Deus diferencia Lhe de outras religiões e de outros deuses: o crente que sabe perdoar tem a
marca autentica da imagem de Deus, a imagem de alta moralidade.

O nosso Senhor Jesus Cristo nos deixou exemplo para seguirmos os seus passos:
quando Ele foi ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças,
mas entregava-se Àquele que julga retamente (I Pe. 2:23).

200
A vida de José, filho de Jacó, confiando no Senhor Deus que pode mudar o mal para
o bem, fez o bem aos seus irmãos que lhe venderam (Gn. 50:20, 21). Assim, sem
confiança em Deus, o Juiz, é impossível perdoar outros.

Como está escrito em Pr. 26:4, se nós respondemos ao ofensor por mesma moeda,
seremos iguais com ele, na mesma categoria de pessoa.

O profeta Habacuque lamentou em Hc. 1:3, 4: há contendas e o litígio se suscita:


por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o
justo, a justiça é torcida. O rei Davi elogiou a prudência de Abigail, mulher de Nabal, que
impediu lhe derramar sangue por suas próprias mãos (I Sm. 25:33).

Fonte de perdão.
O perdão se nasce do coração de amor, porque o amor cobre multidão de pecados (I
Pe. 4:8): o significado do perdão na Bíblia é “cobrir” e “esquecer”. O perdão não vê o
defeito do amado; não escandaliza lhe; não o divulga; guarda o segredo; não reivindica lhe;
nem retalia; não considera lhe como inimigo; nem condena lhe; não guarda ressentimento,
rancor, e amargura; suporta tudo. O perdão significa a amar pessoa, embora detesta o
defeito cometido: e cobre o defeito (Sl. 85:2, Pr. 10:12, 17:9), não divulga ao publico sua
vergonha: e ponha esperança na pessoa, visando a construir e edificar lhe a nova vida:
considera lhe como vitima que precisar ser resgatado. O perdão é uma das gestões de graça
e favor. O perdão se procede do coração de amor e da natureza de Deus. Como o amor de
Deus é incondicional, assim também o perdão divino para homem é incondicional.
O Senhor Deus é compassivo, clemente, longânime, misericordioso e fiel, que
perdoa a nossa iniqüidade, a transgressão e o pecado (Ex. 34:6, 7; Nm. 14:18; Ne. 9:17; Sl.
78:38; 103:11-13; Mq. 7:18, 19).

Como o apostolo Tiago disse em Tg. 2:13: A misericórdia triunfa sobre o juízo: o
perdão não leva a condenação.
O nosso Senhor Jesus Cristo disse em Mt. 9:13: Misericórdia quero e não
holocaustos; pois não vim chamar justos e sim pecadores ao arrependimento. É sim, o
exercer o perdão é mais importante ação diante de Deus do que o culto de adoração sem
entendimento e sem exercer justiça.

A perdoar as injurias é a sua glória (Pr. 19:11). O Senhor Deus tem a glória que
procede do perdão dos pecados do seu povo, a glória da sua santidade, alem de ter glória de
majestade das riquezas e do seu poder. O Senhor Deus mostrou a Moises seu servo esta
glória de ser misericordioso e benigno e compassivo (Ex. 33:19).

Condição para perdoar.

O perdão não significa a tolerância ou a permissão total de quaisquer atos. Isso


significaria a ausência de o senso de moralidade e responsabilidade ética e a falta de
sensibilidade de empatia que sente o sofrimento da parte de ofendido. O ato de perdão é
também questão teológica: pois o ensino bíblico é o seguinte: perdoai uns aos outros como

201
Deus vos perdoou em Jesus Cristo. A razão de o dever de perdoar é que Deus primeiro nos
perdoou através de seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo (Cl. 3:13). A sociedade onde não
tem essa crença é dirigida e mantida por justiça de retribuição e de retaliação: pagar o olho
por olho, o dente por dente, o ferido por ferido, a vida por vida. Segundo, o homem é
criado segundo a imagem de Deus; o homem também toma atitudes e ações semelhantes a
Deus. Por isso, nós podemos fazer a oração como o seguinte: perdoa-nos as nossas dívidas,
assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (Mt. 6:12).
Portanto, a precondição para receber perdão é a condição de moralidade do
homem, isto é, o arrependimento. Se não houvesse o arrependimento, o perdão seria nada
menos do que a permissão de quaisquer atividades e condutas; onde não há moralidade e
não busca a santidade. É a moralidade do arrependimento da parte de ofensor, que admite e
reconhece o seu erro e culpa com plena consciência e elimina o sentimento de ira,
danificado, ofendido, antiamizade, magoa, e inimizade da parte de ofendido: tomar a
responsabilidade. O perdão pode existe onde há a moralidade que pretende restaurar e
manter a paz no relacionamento com outro. A sociedade onde não há a responsabilidade
moral e o arrependimento e o perdão seria a sociedade amoral; e o homem, o homem
imoral. A sociedade onde não há a moralidade e arrependimento só prevalece a retaliação e
vingança.
Deus é santo, que está pronto a perdoar as pessoas que busca a moralidade e
santidade e reconciliação: se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos
perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (I João 1:9) (o perdão também tem o
sentido de purificar).
O perdão significa assumir e sofrer o dano e o prejuízo. Por isso, é difícil para
homem perdoar a outro: pois é contra a natureza do homem. Se não sacrificar o seu direito
e a sua vantagem ou não negar a si mesmo seria impossível a perdoar a outro como é difícil
morrer para outro por amor dele. Podemos dizer que quem sabe perdoar é nascido de Deus
como quem ama é filho de Deus (I João 4:7). Jesus Cristo nos perdoou os nossos pecados e
morreu por nós. Ele sacrificou até a sua própria vida para nos perdoar.
O pecado imperdoável é o pecado que não aceitou o amor, perdão, a graça de Deus:
e não busca mais o perdão e a santidade de Deus: permanece deliberadamente no pecado e
na imoralidade.

Justiça de Deus e de Fariseus.

Jesus Cristo, nosso Senhor, disse: ”Se a vossa justiça não exceder em muito a dos
escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” em Mt. 5:20.
Os publicanos fazem o mesmo: amam os que lhes amam. Os gentios fazem também
o mesmo: saúdam somente os seus irmãos. Que está fazendo mais do que eles? Portanto,
sede vós perfeitos como perfeito o vosso Pai celeste (Mt. 5:46-48).

O que é justiça? O que exege a justiça? Em que nós baseamos a nossa justiça: em
harmonia com mandamento de Deus, ou com natural lei, ou com legislação do homem, ou
com social contrato, ou com tradição, ou com natureza divina?

202
Nós achamos um episódio de uma mulher apanhada em flagrante adultério só em o
Evangelho de João 8:1-11. Os escribas e fariseus trouxeram-na à presença do Senhor e
interrogaram Lhe dizendo: “Na lei nos mandou Moises que tais mulheres sejam
apedrejadas; tu, pois, que dizes?”.

Neste episodio, os escribas e fariseus quiseram exercer a lei e estabelecer a justiça


punitiva conforme da lei de Moises; mas, Jesus Cristo não permitiu que as pessoas
aplicassem as leis de Moises na vida da mulher; porque?

Nós precisamos lembrar os ensinos de Palavra de Deus: em Lv. 19:18, “Não te


vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a
ti mesmo; Eu sou o Senhor”: em Pv. 20:22; Não digas: vingar-me-ei do mal; espera pelo
Senhor, e Ele te livrará: em Pv. 24:29; Não digas: como ele me faz a mim, assim lhe farei a
ele; pagarei a cada um segundo a sua obra: em Mt. 5:38-39; ouvistes que foi dito: olho por
olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas a qualquer que
te ferir na face direita, volta-lhe também a outra: em Rm. 12:17-21; não torneis a ninguém
mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, tende paz
com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, mas daí lugar à ira; porque está
escrito: A mim pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrario, se o
teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo
isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o
mal com o bem: em I Pe. 3:8-9: sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente
amigos, misericordioso, humildes, não pagando mal por mal ou injuria por injuria; antes,
pelo contrario, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados. Especialmente em Tg.
4: 11-12, disse “não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu
irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.
Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porem, quem és, que
julgas o próximo?”. Jesus Cristo proibiu a vingar ou julgar uns aos outro (Mt. 7:1), mas
ensinou a perdoar.

O ensino de Deus para conosco é este: que nós não temos autoridade nem direito de
julgar e vingar o nosso próximo e executar a lei para estabelecer a justiça: senão a observar
a lei e perdoar lhe o mal e restaurar a dignidade da pessoa; e no final de conta devemos
amar até inimigos.

Paulo falou de ministério de condenação e de justiça; o ministério da morte e de do


Espírito (II Co. 3:7-9) e ministério de reconciliação (II Co. 5:18, 19) Quer dizer que a lei
de Moises teve a função de condenação, mas a lei de Cristo, a função de reconciliação. Ele
disse que o ministério de reconciliação é mais glorioso do que o de condenação (II Co. 3:7-
9).

Os escribas e fariseus quiseram estabelecer a justiça de retribuição, executando a lei


de condenação e retaliação: olho por olho, dente por dente, vida por vida, mão por mão, pé
por pé, ferido por ferido. Mas, o nosso Senhor Jesus Cristo manifestou a justiça sem lei
(Rm. 3:21), isto é, fora da lei de Moises que condena os pecadores. Jesus Cristo
estabeleceu a perfeita justiça, não baseada nas leis, mas baseada na sua misericórdia, isto é,
no seu amor eterno. Jesus Cristo estabeleceu a justiça de Deus, amando a pecadora,

203
perdoando seu pecado, restaurando a dignidade e santidade dela, derrubando inimizade,
buscando a paz e reconciliação com ela.

Os legalistas, os fariseus e escribas não entenderam a finalidade da lei, isto é, a


vontade de Deus: quem ama seu próximo,cumpriu a lei de Deus: por isso, não podiam
alcançar a justiça de Deus. Eles consideraram que Jesus estava violando a lei.

Qual é o mais fundamental na nossa sociedade entre a justa punição e o justo juiz
quem ordena-la?
A nossa sociedade exege a punição justa, uma competência, um papel excelente de
juiz, e não importando a natureza, ou caráter de dele: a nossa sociedade não se interessa por
vida privada de juiz: a nossa sociedade enfoca em ações do papel ou de cargo e em
resultados. Mas, o nosso Deus preocupa com natureza integral de juiz, não só uma decisão
de uma faixa da sua vida. Como Jesus Cristo nos ensinou que conheceremos árvore pelo
seu fruto, embora o julgamento justo for feito pelo mesmo juiz, isso não significa que a
natureza do juiz é justa ou boa.

Se nós não tivéssemos a natureza, caráter, virtudes de Deus, seria impossível


estabelecer a justiça e ética completa e santidade diante de Deus. Se nós não tivéssemos o
amor, nada seremos (I Co. 13:2). A justiça perfeita será estabelecida por realização de
amor e por perdão, não por execução da lei e por condenação. A justiça no vigor da lei
seria trapo diante de Deus. A lei condena e mata, não salva a ninguém e nem aperfeiçoa a
ninguém, mas o amor perdoa e edifica e dar a vida.
Como Jesus Cristo nos ensinou que jamais busquemos mais a justiça de fariseus,
pois jamais entrarão no reino de Deus. A justiça de fariseus mata gente, mas a justiça de
Cristo Jesus perdoa e dá a vida. Nós buscamos a justiça de Deus, isto é, a justiça de Cristo
Jesus, que não segundo da lei, mas segundo do seu amor. Quem crê em seu nome, na sua
obra, na sua morte, no seu amor, e na sua justiça de Jesus Cristo, será lhe imputado por
justiça de Jesus Cristo, e será justificado por Deus.

Nós vivemos na sociedade influenciada pela cultura de Romana e Grega, que são
humanistas. Nós vivemos no sistema judiciário romano. Por esta circunstancia, temos
dificuldade de entender as palavras bíblicas como tais; justiça, direito, juízo: nós temos a
tendência de entender-las em sentido judiciário: por isso, consideramos que o sentido de
certo ou errado é a questão expediente, questão de conveniência, de utilidade, como as leis
de transito; a questão judiciária.

A palavra de “justiça” traduzida em “direito” na Bíblia portuguesa jamais tem o


sentido de um poder ou prerrogativa que exege de outro a pratica ou abstenção de certos
atos, pois o povo de Deus não usa do seu direito, nem Deus para conosco.
Se considerasse a palavra “direito” como palavra de “certo” ou “reto” ou “correto”
ou “justiça” seria melhor para evitar mal entendimento da palavra de Deus. A palavra
“juízo” é traduzida em “julgamento”: essa palavra deve ser entendida como o bom senso ou
a discrição ou discernimento também para evitar confuso no entendimento. Quer dizer, as
palavras “julgamento em hebraico DUN” na Bíblia que têm sentido de condenar se
aparecem em poucos casos: e também são traduzidas em vários vocabulários como os

204
seguintes: Et. 1:13, Pr. 31:5, Is. 10:2 em direito; Jô 19:29, 36:17, Sl. 76:8, Pr. 20:8 em juízo;
Dn. 7:10, 7:26 em tribunal; Ed. 7:26 em condenado.

O hebraico “MISHPAT” (juízo) é traduzido em português como os seguintes;


estatuto, prescrição, sentença, equidade, retidão, prescrito, modo, medida, e julgamento (02
caso, Nm. 35:12, I Re 7:7), lei (Nm. 35:24), juízo (Nm. 36:13), direito (30 casos, Nm.
27:11, 35:29, Dt. 24:17, 27:19, I Sm. 8:3, Jô 8:3, 27:2, 34:4-5, Sl. 33:5, 37:6, 89:14, Pr.
18:5, Ec. 5:8, Is. 1:27, 33:5, 40:27, 42:1, 3, 4, 49:4, 51:4, 59:14, Jr. 5:4-5, 22:3, Ez. 5:7,
23:24, 44:24, Hc.1:7), e justiça (30 casos, Dt. 16:19, Jô. 9:19, 19:7, Sl. 25:9, 35:23, 37:28,
76:9, 97:8, 99:4, 101:1, 103:6, 111:7, 122:5, Pr. 13:23, 21:7, 21:15, 29:4, 29:26, Is. 1:17,
21, 4:4, 28:6, 30:18, 59:8, 59:15, Jr. 5:1, 7:5, Ez. 34:16) conforme com Concordância de
“Young’s”

Muitos teólogos consideram que a justiça de Deus como atributo divino pelo qual
puni o pecador: a sua graça exerce a perdão: uma antítese da natureza divina entre
julgamento e amor. A justiça de Deus não tolera os pecados. É claro que a perdão de Deus
não implica que Deus simplesmente tolera pecados do homem, pois Deus não tem prazer na
iniqüidade (Sl. 5:4). Deus não jamais encoraja homem a pecar (Tg. 1:13). Pois, Deus
condenou o pecado do homem no corpo de Jesus Cristo.

Mas, em seguintes versículos, pela sua justiça, Deus demonstrou a salvação ao seu
povo, não julgamento: Sl. 143:11; vivifica-me, Senhor, por amor do teu nome; por amor da
tua justiça, tira da tribulação a minha alma. Em Sl. 98:2: O Senhor fez notória a sua
salvação, manifestou a sua justiça perante os olhos das nações. Em Pr. 10:2, 11:4: Os
tesouros da impiedade de nada aproveitam, mas a justiça livra da morte. Em Pr. 12:28: Na
vereda da justiça, está a vida. Em Os. 10:12: semeai para vos outros em justiça, ceifai
segundo a misericórdia. Em tradução em português, a justiça tem dois sentidos: uma que
julga e puni, e condena o pecador: outra que ama, salva, e perdoa o pecador. Em Jr. 23:6:
que o Senhor é a nossa justiça significa que o Senhor é a nossa salvação e o nosso perdão e
a nossa misericórdia.

Se não amasse; se não perdoasse; se não amasse até inimigo, não podia realizar a
justiça perfeita diante de Deus. A justiça de Deus significa que a sua obra é manifestada
baseada em sua natureza, isto é, baseada no seu amor eterno; não é segundo a expediência
da lei.

Jesus Cristo disse em João 15:13; Ninguém tem maior amor (justiça) do que este: de
dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. A morte de Jesus Cristo, a sua justiça,
e a sua bondade não são de expediência da lei, nem de responsabilidade, pois Ele não tem o
dever para ninguém. A sua justiça e bondade é baseada em sua natureza de amor:
voluntariamente o Senhor Jesus Cristo deixou a sua vida por resgate de muitos. As leis e
profecias do VT nos informam a sua obra voluntária e misericordiosa de Jesus Cristo.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” Mt. 5:6.
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele
que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” João
14:21.

205
A justiça de Deus se revela no evangelho (Rm. 1:17): sem lei, se manifestou a
justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas (Rm. 3:21).
Tu desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando
que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento (Rm. 2:4), quer dizer, tu
desprezas a justiça de Deus. Deus propôs Jesus Cristo como propiciação no seu sangue,
mediante a fé para manifestar a sua justiça, perdoando os pecados na sua tolerância (Rm.
3:25).

A justiça da lei (litígio e jurídica) mata a gente: a justiça de Deus perdoa o pecador e
restaura e vivifica e salva-lo.

Quem cumpriu a lei de Deus, e a justiça de Deus? Quem buscava a justiça da lei de
Moises, não a alcançou e foi rejeitado: mas o que buscava a justiça de Deus, isto é, o
perdão mediante a fé em Jesus Cristo foi justificado e a alcançou.

A misericórdia divina vai prevalecer sobre julgamento. O povo israelita foi punido,
mas não por medida merecedora, sim, conforme a sua misericórdia. No meio de punição,
Deus não esqueceu da sua misericórdia por seu povo.

Na Bíblia, as palavras de justiça e de misericórdia e de graça e de salvação são


permutáveis entre si; e são usadas como palavras sinônimas. Por exemplo, o versículo de
Sl. 5:8 disse: Senhor, guia-me na tua justiça, por causa dos meus adversários: a justiça neste
versículo não significa como nós geralmente pensamos que é justiça de judiciário ou de
litígio. Porque, como Sl. 130:3 disse que se o Senhor observares iniqüidades, quem poderá
subsistirá? Contigo, porém, está o perdão, para que te temem (Sl. 130:4): ninguém
subsistirá se Deus exercesse a justiça no sentido secular. De novo, o versículo de Sl. 6:4
disse: Volta-te, Senhor, e livra a minha alma; salva-me por tua graça: Livra-me por tua
justiça (Sl. 31:1).

E, outros versículos são: Eu renderei graças ao Senhor segundo a sua justiça (Sl.
7:17): Continua a tua benignidade aos que Te conhecem, e a Tua justiça, aos retos de
coração (Sl. 36:10): Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação (Sl. 40:9):
Livra-me por tua justiça e resgata-me (Sl. 71:1): A tua justiça se eleva até aos céus; grandes
cousas têm feitos, ó Deus (Sl. 71:19): A minha boca relatará a tua justiça e de continuo os
feitos da tua salvação (Sl. 71:15): O Senhor fez notória a sua salvação; manifestou a sua
justiça perante os olhos das nações (Sl. 98:2; Is 62:1): Divulgarão a memória de tua muita
bondade e com jubilo celebrarão a tua justiça (Sl. 145:7): Aprendei a fazer o bem; atendei a
justiça (Is. 1:17): Perto está a minha justiça, aparece a minha salvação (Is. 51:5; 46:13): A
minha justiça durará para sempre, e a minha salvação, para todas as gerações (Is. 51:8):
Mantende o juízo e fazei justiça, porque a minha salvação está preste a vir, e a minha
justiça, está prestes a manifestar-se (Is. 56:1): até que saia a sua justiça como um
resplendor, a sua salvação, como uma tocha acesa (Is. 62:1): ó Senhor, segundo todas as
tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte
(Dn. 9:16): nós não lançamos as nossas suplicas perante a tua face fiados em nossas
justiças, mas em tuas muitas misericórdias (Dn. 9:18): Desposar-te-ei comigo em justiça, e

206
em juízo, e em benignidade, e em misericórdias; desposar-te-ei comigo em fidelidade, e
conhecerás ao Senhor (Os. 2:19, 20): as nações verão a tua justiça, e todos os reis, a tua
glória (Is. 62:2): Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos
(Sl. 119:20): Eis que tenho suspirado pelos teus preceitos; vivifica-me por tua justiça (Sl.
119:40).

Em Sl. Cap. 119 se aparecem os vários vocabulários tais como decreto, testemunho,
preceito, juízo, mandamento, lei, palavra e promessa, as quais são permutáveis entre si,
porque são usados no mesmo sentido. Muitos pensam que a lei na Bíblia signifique só o
decálogo; mas na verdade, a lei é instituída a respeito de salvação. Podemos dizer a lei da
salvação, decreto da salvação, a promessa da salvação, o testemunho da salvação, etc.

Justiça e Paz.

Porque não temos paz no coração das pessoas e na sociedade?

“O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre”
Is. 32:17.
“Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” Sl. 85:10
“Falai a verdade cada um com o seu próximo, executai juízo nas vossas portas,
segundo a verdade, em favor da paz” Zc. 8:16.
“Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz” Tg.
3:18.
Porquê nós não temos paz? Porque, não realizou a justiça na sociedade.

“Ah! Se tivesse dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, será a tua paz como
um rio, e a tua justiça, como as ondas do mar” Is 48:18.
“Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço” Sl. 119:165.
“Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus
mandamentos; porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos da vida e paz”
Pr. 3:1, 2.
Porquê nós não temos a paz? Porque afrouxamos as leis.

“Desconheceram o caminho da paz, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si
veredas tortuosas; quem anda por elas não conhece a paz” Is. 59:8.
“Porque precederão o Senhor, preparando-lhe os caminhos, para alumiar os que
jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz” Lc.
1:76, 79.
“Que homens se apoderem da minha força e façam paz comigo; sim, que façam paz
comigo” Is. 27:5.
“Justificados mediante a fé, temos a paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus
Cristo” Rm. 5:1.
Porquê nós não temos a paz? Porque não fazemos reconciliação com Deus através
de seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.

207
“Alegrai-vos, sempre no Senhor. Não ande ansiosos de cousa alguma; em tudo
sejam conhecidas, diante de Deus pela oração. A paz de Deus que excede todo o
entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” Fp. 4:4-7.
“Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele
confia em ti” Is. 26:3.
Porquê nós não temos a paz na vida? Porque não confiamos no Senhor.

“Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual foram chamados em um só


corpo” Cl. 3:15.
“Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no (pelo)
vinculo de da paz” Ef. 4:3.
“Acima de tudo isto, esteja o amor, que é o vinculo da perfeição” Cl. 3:14.
Porque não temos a paz e união na comunidade, na igreja, isto é, no corpo de
Cristo? Porquê, nós nos faltamos de amor que vincula uns aos ouros.

“Para os perversos, todavia, não há paz, diz o Senhor” Is. 48:22 & 57:21.
O perverso que não confia no Senhor, que não tem a lei de Cristo, que não conhece
a justiça de Deus, que não conhece o seu amor, que não faz paz com Deus, não tem paz.
A sociedade que não conhece a justiça de Deus, a lei de Cristo, e o amor de Deus
não têm paz. Multiplicarão-se os crimes, violências, injustiças, e policiamentos na
sociedade.

A vida de confiar, e de amar, e de reconciliar, e de obedecer aos mandamentos é só


uma vida cristã: não são separadas entre si. A paz é o fruto de justiça, de amor, de
confiança, e da lei de Cristo.

Nós temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm. 5:1).
Deus destruiu a inimizade por meio de cruz. Se nós não levamos a própria cruz, não
podemos reconciliar com outros e ter a paz.

O senso de serenidade, de satisfação, de harmonia, e de segurança vem de Deus


como resultado de união com Deus, de sintonia, de obediência, de confiança nEle: não vem
de si mesmo de independência, de autorealização, de autojustiça, autoconfiança, de
autosatisfação. Quando não amamos a Deus e nosso próximo e não harmonizamos com
Deus e com próximo nós perderemos a paz no interior, a satisfação da nossa alma, a
segurança da nossa vida, a harmonia de mesmo, e a identidade própria. A paz e justiça se
encaminham juntos: neste caso a justiça é a de amor; não significa a justiça da lei prescrita.

Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram (Sl. 85:10).

4. RESTAURAÇÃO DE IMAGEM DE DEUS E RENOVAÇÃO DE


MORALIDADE.

208
A renovação da moralidade é não por vontade do homem, nem por força do homem,
nem por educação, nem por sistema de legislação, nem por mudança de ambiente; é sim,
por poder do Deus através de nascer de novo.

Se supusermos que o homem é bom naturalmente e só falta de conhecimento, a


maioria dos problemas que o homem enfrenta seria resolvido por educação.

Se considerarmos como os materialistas pensam que todos tipos de lutas são


causados por sobrevivência poderia resolver todas brigas por suprimento de materiais
necessários.

Um político idealista ou um cientista sonha a controlar a vida da gente por leis.

Se fosse assim como os homens interpretam os problemas do homem, até Deus


sentiria menos peso por problema moral do homem; e o seu ministério também seria
diferente do hoje.

Se considerarmos que o homem é corrompido, poluído, e infectado por doença


incurável ou está moribundo, o problema do homem é muito serio. Se o problema do
pecanomicidade do homem, não de pão, está na natureza do homem, radicado no coração
do homem é impossível para homem resolve-lo como a palavra de Deus nos revela (Rm.
8:3): a nossa experiência também afirma disso: na carne não habita bem nenhum, mas o
mal e o pecado (Rm. 7:18, 20, 21). Por isso, Paulo lamentou que desventurado homem que
sou! Quem poderá me livrar do corpo desta morte, e do corpo do pecado?

A mensagem de Deus declara que o homem precisa arrepender-se e largar os


pecados; converter-se e virar as costas e mudar rumo da vida; e precisa nascer de novo e
transformação radical.
Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor, pois nós recebemos a semente de
nova vida com Jesus (Ef. 2:1), pela qual nos começamos a nova vida, convertendo e
servindo ao Senhor.

Houve os movimento de reavivamento espiritual na historia de Igreja: no tempo de


o rei Joás, Ezequias e de Josias em Israel: no século 17, por Reformadores: todos os
movimentos são para retornar a Deus e a verdade da Palavra de Deus.

O reavivamento que deflagra movimento piedoso sem apoio de veracidade é puro


enganoso, e o movimento religioso sem buscar moralidade é abominável diante de Deus e
será igual com feitiço que manipular a Deus segundo a sua própria vontade e interesse do
homem.

O reavivamento espiritual deve ser a restauração da moralidade e santidade, e


recupero da imagem de Deus no homem.

Revelação Geral e Moral.

209
Deus tem revelado a si mesmo ao homem em duas áreas, no mundo (historia,
natureza, consciência humana) e na Bíblia.

A lei de moralidade é inerente na natureza do homem: a lei foi inscrita na


consciência do homem por Criador.

Em Pr. 20:11 disse: Até a criança se dá a conhecer pelas suas ações, se o que faz é
puro e reto. O apostolo Paulo fala (Rm. 2:14, 15): quando os gentios, que não têm lei,
procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si
mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes
também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se.

O pecador que embora não percebe a trave que está no seu olho, mas percebe o
argueiro que está no olho de outro (Mt. 7:3). As pessoas defeitos avaliam, criticam, julgam
as atitudes imperfeitas de outro por critério moral que é escrito no coração sobre o que é
certo e errado. Este julgamento moral é universal e que não é simples preferência pessoal.
Muitas vezes, sentimos as obrigações compulsórias e cumprimos os deveres apesar de
desvantagens ou perda de interesse próprio.

Nós achamos o mais profundo indicio (sinal) de moralidade universal não em que a
pessoas se fazem ou em que eles dizem sobre a vida moral, mas em que eles esperam que
outros se façam lhes. Neste sentido, as leis morais podem ser achadas por reações da
pessoa quando cujo interesse for prejudicado por alguém.

O outro fenômeno é a veemência na discussão sobre alguma questão de moral,


embora é duvidoso a sua pratica ou a sua observância. Estes fenômenos mostram que os
homens entendem o que deve fazer, e não deve.

Todos ser humanos mostram este fenômeno de moralidade universal, isto é, a


imagem de Deus. Os índios amazonas, esquimós em pólos, pigmeus africanos, todo mundo
tem a mesma compreensão de princípios morais. Apesar de poder cometer o erro, se for
explicada a maneira certa de viver, as pessoas compreendem a razão da moralidade, que os
animais não compreendem.

Os incrédulos nas Palavras de Deus se agem dentro do campo de revelação geral;


temer a cometer crime; sentir o dever.

Por universalidade deste fato moral, é possível que as pessoas chegarem a


consentimento ou acordo universal respeito de questão de ética sem consideração de
quaisquer diferenças culturais que podem existir entre os povos.

Este fenômeno significa que mesmo seres humanos corruptos e caídos possuem uma
fraca percepção de certo e errado, embora a sua percepção é fragmentada, incompleta,
escurecida pelo pecado.

210
Os homens são indesculpáveis, porque Deus lhes manifestou entre eles o que de
Deus se pode conhecer (Rm. 1:19): ninguém pode dizer que não conhecia a Deus. Porque
os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria
divindade, claramente se reconhecem, desde o principio do mundo, sendo percebidos por
meio das cousas que foram criadas (Rm. 1:20).

“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas
mãos” em Sl. 19:1.
A natureza pode ser um das fontes de conhecimentos do homem a respeito de Deus,
a sua inteligência, sabedoria, poder, grandeza, e também a sua misericórdia.

Os idealistas modernos inverteram virtualmente relacionamentos entre natureza e


homem: considerando natureza como ardósia em branca em que o homem imponha o dever
e o significado da vida: os naturalistas (empiricistas) consideram coração como ardósia em
branco em que a natureza se inscreve. Segundo estes teses, as normas éticas serão
contextuais, relativas, ideológico, e incomensuráveis por tempo e território geográfico;
naturalmente, diálogo entre homens seria difícil; os negócios e cooperações serão quase
impossíveis, pois não haveria mais acordo e confiança entre pessoas.
A lei de ética não será achada na natureza como os naturalistas pensam que verdades
morais possam ser encontradas em natureza; sim, no coração do homem (Rm. 1:17, 18).

A moralidade é manchada e deformada e corrompida, reprimida pela queda, mas é


presente na vida do pecador. O homem recebeu o coração enganoso por herança de Adão, e
se apresenta (se age) como sábio, mas se tornou louco e insensato (Rm. 1:22). O homem
natural se perdeu em vãos raciocínios, pois perdeu a sua fé; e cujo coração ficou nas trevas,
pois o seu coração insensato pensa só em tolices e reprime a verdade por injustiça, pois
tendo conhecimento de Deus, não glorifica como Deus, nem lhe deram graças (Rm. 1:21).

Depois de queda ainda o homem está fazendo grandes obras pelos homens não-
cristãos, mas essas obras não são meritórias para segurar a sua salvação. Podemos
considerar que eles também cumprindo o seu papel dentro do reino de Deus para glória de
Deus.

A revelação geral demonstra também o amor infinito e eterno e infalível de Deus.


Este mundo é expressão de suprema grandeza de amor de Deus.
Emil Bruner disse que Deus criou o mundo porque Ele queria comunicar lhe a si
mesmo como Deus de amor. Deus quis dar a si mesmo para todos, especialmente para o
homem. O amor de Deus é a causa de criação e expiação do seu povo.

É pela a graça comum de Deus que Deus Criador não desarraigou a sua imagem do
homem totalmente, mas deixou a remanescente da sua imagem em homem. Essa graça
geral retém homem correr para extremidade do pecado. Essa graça não purifica a natureza
corrupta do homem, mas simplesmente segura homem da destruição, ruína, e corrupção
total.

211
Calvino considerou que esta doação remanescente que não é aniquilada totalmente
pela graça comum está em razão e vontade do homem.

O fenômeno de bondade do homem pecador apesar de ser imperfeita é um sinal de


remanescente da sua imagem em homem. Deus retém demônio sob a sua soberania.

Kuyper considerou que a ação de amenizar o efeito do pecado e a execução de


bondade não é do homem, mas é graça divina.

Sem preservação divina, o homem correria para pecado sem restrição. Assim a
graça comum não restaura a sua imagem no homem, mas restringe o poder do mal no
homem.

A graça comum prepara e oferece a base e a oportunidade do evangelho.

Revelação Especial e Moral.

Varias religiões do mundo nos mostram que se não houvesse a revelação divina, o
homem não tem condição de achar verdadeira religião. Este fato é bem claro que o
coração do homem é incapaz de adquirir conhecimento que fica fora de experiência do
homem.

Os racionalistas substituíram a revelação especial (Bíblia) por raciocínio. O


raciocínio humano é principal principio comandante.

O raciocínio não prescreve e não determina, mas pode examinar a realidade


apresentada, e induz a conclusão.

O homem não tem condição de determinar e definir o seu destino e o seu dever e
seu propósito da vida.

Muito mais, o pecado contaminou o nosso ser inteiro; raciocínio, emoção, vontade e
consciência.
O homem não teve condição de superar os efeitos do pecado. Em Ef. 4:18, 19,
Bíblia disse que o entendimento foi obscurecido pela vaidade dos próprios pensamentos, e
tendo-se tornado insensíveis pela dureza do seu coração. Os homens amavam mais as
trevas do que a luz (João 3:19).
Calvino disse que o homem é incapaz de reconhecer a si mesmo e conhecer a Deus
sem revelação de Deus. Ele disse que o homem corrupto considera a si mesmo como o
justo diante de Deus. (Institutos I.1.2). A situação do homem era separada de Deus, estava
escravizado do pecado e do poder maligno (Ef. 2:2): teve o nome de que vive, mas na
verdade, estava morto espiritualmente (Ef. 2:1, Ap. 3:1), estava perdido (Lc. 15:24). A sua
natureza foi totalmente depravada (Is. 1:5).

212
Os céus proclamam glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos
(Sl. 19:1). Em Rm. 1:19, 20; o apostolo Paulo declarou que o homem pode reconhecer
claramente os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua
própria divindade por meio das coisas que foram criadas. Mas, a revelação geral não
proclama o plano redentor de Deus através de Jesus Cristo. A natureza suspira pela
salvação, mas não anuncia a salvação em Jesus Cristo; o seu perdão de nossos pecados e
santificação.

Por isso, nosso Deus nos deixou a Bíblia que é a fonte do nosso conhecimento sobre
o plano de Deus para conosco (salvação em Cristo Jesus) e a nossa situação do homem
(pecanomicidade), e a sua restauração do status moral e relacionamento do homem para
com Deus (santificação, comunhão). A Bíblia testemunha de Jesus Cristo, e nós achamos a
vida eterna na Bíblia. A revelação especial nos mostra a Sua santidade, o aborrecimentos
do pecado, a Sua natureza moral: bondoso, benigno, misericordioso, etc.
As Escrituras nos oferece o conhecimento mais claro, seguro, sem distorção,
objetivo acerca da vida cristã. A Bíblia é ultima referencia de todas disputas doutrinarias e
de éticas. A revelação bíblica não é totalmente diferente do que conhecemos através da
natureza (revelação geral); nem é contrario, pelo contrario, se fortalece mutuamente.

O envio de Jesus por Pai celeste para este mundo é expressão máxima do amor para
conosco: e nos convida ao Seu Reino onde se reina a justiça verdadeira, isto é, a justiça de
amor.

Nós cremos que a Bíblia, a revelação especial revelada, é suficiente para salvação
do homem: portanto, não precisamos a outra revelação adicional e extra, fora da Bíblia.

Na presença do Senhor, Isaías (Is. 6:1-5), o apostolo Pedro (Lc. 5:8) percebeu a sua
indignidade e pecanomicidade diante de Deus: hoje em dia, nós reconhecemos a
insignificância da nossa vida diante de Deus através da Palavra de Deus: e achamos o
caminho da vida eterna nela.

O nome do SENHOR (YAWE) e revelação especial.


Já é bem conhecido este fato de que o povo israelita não pronunciava o nome de
Deus “YAWE” para não violar o terceiro mandamento de que não tomarás o nome do
Senhor, teu Deus em vão. Quando se parece o nome de “YAWE”, eles o pronunciavam por
SENHOR. Então, ninguém pronunciavam o nome de “YAWE” e também não ensinavam a
ninguém; e o nome de “YAWE” ficou como símbolo e se perdeu o som do seu nome. Hoje
em dia, nós o pronunciamos por “Jeová” supostamente.

A nossa Bíblia da edição atualizada distingue o Pai Deus do seu Filho por o
SENHOR e Senhor, cada um: um por letra maiúscula e outro por minúscula com a primeira
letra maiúscula.

Em Ex. 6:2, 3, Deus disse: apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-
poderoso (Elshadai); mas pelo meu nome, o SENHOR (YAWE), não lhes conhecido.

213
Deus revelou esta verdade a Moises na véspera da libertação do seu povo israelita
das mãos do Faraó. Deus se revelou como o Redentor misericordioso e Libertador Todo-
poderoso que interfere no sofrimento do seu povo pela sua imensa misericórdia. E,
também neste momento, Deus estava confirmando a aliança pela sua fidelidade para com
seu povo israelita, cumprindo a promessa feita com seus antepassados, Abraão, Isaque e
Jacó.

Muitos imaginam que o nosso Deus é Todo-poderoso e temível como o juiz


implacável e rabugento ou como o verdugo impiedoso e cruel, e que está pronto sempre a
castigar seus culpados e desobedientes pela revelação natural. A doutrina da maioria das
religiões ensina a adular seus deuses e procuram agradar lhes por causa de medo dos seus
castigos deles e tendem apaziguar lhes a sua ira suposta; e também esforçam se salvar por
sua própria conta.

A mensagem de Deus é contraria à falsa imagem popular de Deus. Ele revelou que
Ele tem prazer em que o povo conheça que o Senhor é rico em misericórdia para perdoar
iniqüidade do seu povo.
O evangelho nos anuncia que Ele é compassivo, clemente e longânimo e grande em
misericórdia e fidelidade (Ex. 34:6) e se arrepende do mal (Jl. 2:13).
Quem é semelhante a Ti, que perdoa a iniqüidade, e te esqueces da transgressão do
restante da sua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na
misericórdia (Mq. 7:18). Quando se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, o
seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua
misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo
(Tt. 3:4, 5).

Quando Moises pediu que Deus lhe mostrasse a sua glória, Deus lhe mostrou a sua
bondade e misericórdia e compaixão: o ser bondoso e misericordioso e compassivo para
toda humanidade é a sua memorial e a sua glória eterna. Os salmistas louvavam a Deus por
sua misericórdia e fidelidade: cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó Senhor; os meus
lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade (Sl. 89:1): render-te-ei graças entre
os povos e cantar-te-ei louvores entre as nações; porque acima dos céus se eleva a tua
misericórdia, e a tua fidelidade, para além das nuvens (Sl. 108:3, 4). O ser misericordioso e
bondoso e o perdoar a culpa do homem é a glória de Deus e também a do homem. Em
todas as obras é transbordante a misericórdia de Deus e cheio de graça: a sua glória e
majestade permanecem para sempre. Em toda terra está cheio de glória de Deus e cheio de
misericórdia para sempre.

O Senhor tem prazer em livrar o povo (Sl. 40:13).


O meu povo pode lembrar dos atos de justiça (amor) do Senhor que fez no deserto
durante quarenta anos (Mq. 6:5).
O Senhor tem prazer em que o povo soube que Deus faz misericórdia, juízo e justiça
na terra (Jr. 9:24), e que é Deus que perdoa a iniqüidade do seu povo (Jr. 31:34).

O Senhor dos Exércitos é o Seu nome; o Santo de Israel é o teu redentor; Ele é
chamado o Deus de toda a terra (Is. 54:5).

214
Deus se revelando, deixou os seus rastros na historia por onde passou e também
deixou o seu nome para nossa memorial em cada evento: por isso, o nosso Deus tem vários
nomes e títulos: por exemplo, Jeová Jire (o Senhor proverá, Gn. 22:14); Jeová Nissi (o
Senhor minha bandeira, Ex. 17:15); Jeová Shalom (o Senhor envia paz, Jz. 6:22); Jeová
Sama (o Senhor está ali, Ez. 48:35); Jeová Tsidkenu (o Senhor justiça nossa, Jr. 23:6;
33:16); Qadosh (o Santo, Sl. 71:22); o Poderoso (Sl. 50:1; Dt. 10:17); El Shaddai (Deus
todo-poderoso, Gn. 17:1); Magen (escudo, Sl. 3:3; 18:30); Eyaluth (força, Sl. 22:19), etc.

Viver e Andar.

Na sociedade, nós aprendemos a viver; na Igreja, a andar.


A questão de como é que nós devemos viver ou andar é importantíssima na vida da
gente; uma das questões ultima da vida. Mas, a Palavra de Deus usa a palavra de “andar”;
quer dizer que como é que devemos andar. Deus nos mostrou a nós dois caminhos; caminho
certo e errado; caminho bom e mau; caminho direito e esquerda; caminho da benção e da
maldição; caminho da vida e da morte; caminho justo e injusto.

A questão de “em que tipo de casa devemos viver?” seria a secundária na


importância. É claro pela graça de Deus que como nós vivemos, tanto andaremos no
Senhor. A ensinar a seu povo a andar em primeiro lugar é a vontade de Deus; o povo de
Deus aprenda juízo e discernimento entre o bem e mal e entre o certo e errado.

Jesus disse em Mt. 6:33; “buscai em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça”.
“Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber...”
(Mt. 6:25).

Quem anda com sábios será sábio (Pr. 13:20).


Quem anda na retidão teme ao Senhor, mas o que anda tortuosos, esse O despreza
(Pr. 14:2).
Andai no Espírito e jamais satisfareis a concupiscência da carne (Gl. 5:16).
Andamos em novidade da vida para gloria de Deus (Rm. 6:4).
Andamos por fé, e não pelo que vemos (II Co. 5:7).
Andamos no Espírito (Gl. 5:16), e jamais satisfareis à concupiscência da carne (Gl.
5:16).
Andamos de modo digno de vocação (Ef. 4:1).
Andemos em amor (Ef. 5:2).
Andamos como sábio (Ef. 5:15).
Andamos na luz (I João 1:7).
Andar pelo caminho da justiça e no meio das veredas do juízo é sabedoria; e o seu
fruto é melhor do que o ouro e prata (Pr. 8:10-20).

Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas: qual é o


bom caminho: andai por ele e achareis descanso para a vossa alma (Jr. 6:16).

215
Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor, o teu Deus,
que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar (Is. 48:17).
Assim diz o Senhor dos Exércitos: nada ordenei cousa alguma acerca de
holocaustos ou sacrifícios no dia em que os tirei da terra do Egito. Mas isto lhes ordenei:
daí ouvidos à minha voz, e Eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo: andai em todo o
caminho que Eu vos ordeno, para que vos vá bem (Jr. 7:22. 23).

Reconhece O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas (Pr. 3:6).
Não seja sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal (Pr. 3:7).
Emendai os vossos caminhos e as vossas obras (Jr. 7:3).
Se deveras emendardes os vossos caminhos e as vossas obras, se deveras
praticardes a justiça, cada um com o seu próximo (Jr. 7:5).

Mas não deram ouvidos, nem atenderam, porém andaram nos seus próprios
conselhos e na dureza do seu coração maligno; andaram para trás e não para diante (Jr.
7:24).
Eles vivem no meio de falsidade: pela falsidade recusam conhecer-me, diz o Senhor
(Jr. 9:6).

Os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores


neles cairão (Os. 14:9).
Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti, em cujo coração se encontram os
caminhos aplanados (Sl. 84:5).

Ser e fazer

Qual seria o primeiro entre o estado de “ser” para o dever e a obrigação para o
estado de “ser”? Quer dizer, qual é antes de outro? O estado (ser) tem a prioridade ou o
fazer tem a prioridade?
Muitos nem pensam em que quem nós somos: mas, preferimos a falar em alta voz
acerca o que fizemos. A questão de quem nós somos é a questão de a nossa origem e de
nossa identidade do homem, e a questão de auto-imagem; e é a questão teológica e
ontológica; não só física. Nós temos a cultura e a tendência de mudar de vida cognitiva
para sentimento; de metafísica para física como acontecendo com psicologia se começou
por ciência de alma, mas se chegou a ciência de comportamento: a teologia também se
mudou de cognitivo e de estado para a ação e o dever por pragmatismo. Homem pretende
viver no mundo onde se esquece da sua origem e nem pensar nela.

Muitos pretendiam considerar o caráter como a origem de nossas ações ou como um


estado de tomar decisão ou como a situação interior de escolher, não simplesmente olhando
um ato manifestado. Mas, a nossa tendência é cada vez mais superficial: consideram que
pode haver mil ações sem caráter e sem referência: o importante é um ato que se funciona
instantaneamente.

216
Palavra de Deus exatamente nos ensina o mesmo sentido, que antes de buscar o
nosso dever, nós devemos saber e identificar o nosso status e origem das nossas ações, que
vêm de Deus em Cristo, isto é, a nossa posição e origem em Cristo.

Muitos educadores tendem desenvolver bom caráter para ter bom desempenho na
vida moral. Mas, o nosso estado é teológico, pois, a nossa excelência do estado (status)
vem de Deus, é dom de Deus em Cristo.

Em geral, a ética secular e muita religiões busca o que deve fazer o homem, isto é,
as obrigações: mas nosso Deus proclama desde inicio a sua obra da criação e o nosso estado
(ser) em Cristo Jesus. Muitos pensam que ganharemos salvação pelo meu esforço e ações
não conhecendo a mensagem de Deus: eles pensam que pela sua própria obra seremos, quer
dizer, alcançaremos um estado (status) de salvação cumprindo os deveres: mas a mensagem
de Deus é contrario, que o nosso lugar (status) se procede a obrigação. O homem que crê
em sua salvação mediante o Salvador busca o seu papel e sua obrigação diante dEle. A
questão de quem nós somos define o que nós devemos fazer.

Conforme ensino de Jesus Cristo, o que o homem se faz expressa quem ele é:
porque pelo seu fruto se conhece a árvore (Mt. 12:33).

A condição moral do interior determina a qualidade moral da gente: porque a boca


fala do que está cheio o coração. O homem bom tira do bom tesouro cousas boas; mas o
homem mau do mau tesouro tira cousas más (Mt. 12:34, 35).
A mensagem de Deus não significa que nós seremos pelo que nós fazemos: a nosso
cumprimento dos mandamentos não transforma a nosso ser: pelo contrario, a transformação
feita por Deus nos faz cumprir os seus mandamentos. As nossas atitudes expressadas por
fora simplesmente demonstram o nosso caráter interior e o nosso ser.

Todos escritores da Bíblia falam da futilidade da nossa justiça diante de Deus. O


soberbo como os fariseus que buscavam a justiça própria foram repreendidos e rejeitados.
O nosso status de ser filho de Deus nos faz viver a vida digna do Senhor. A
obediência, santidade, e moralidade não fazem nos merecedor da salvação, pelo contrario,
são o fruto e resultado e evidencia de nosso ser salvo como a ilustração de árvore e seu
fruto.

Em Dt. 7:12 se parece que as benções e recompensas e salvação são vinculados com
obediências: mas, tem que lembrar que foi Deus que primeiro nos concedeu a vida, aliança,
e amor em Cristo Jesus.

A palavra de Deus jamais nos ensina que nós devemos amar a Deus para receber
alguma benção dEle: nos ensina que nós devemos amar a Deus porque Ele primeiro nos
amou.

Nós somos salvos e amados pela graça de Deus: o amor de Deus e o nosso estado
nos constrange a amar a Deus.

217
Santidade.

A santidade em hebraico [qadosh] significa “distinguido de” ou “privado de uso


comum”.
O verbo de santificar [qadesh] significa “separar”.

“Quem é como tu, glorificado em santidade?” Ex. 15:11.


“Não há santo como o Senhor” I Sm. 2:2.
“Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”
Is. 6:3.

Muitos consideram que a santidade de Deus separa lhe da criação e do mundo. Na


verdade, Deus não ficou separado do mundo para manter a sua pureza e santidade e para
evitar contaminação pelo mundo; pelo contrario, Ele entrou no mundo, habitou no meio de
nós. No tempo de Jesus Cristo, os fariseus também ficaram perplexos por atividades de
Jesus Cristo; por isso os fariseus chamavam Lhe o amigo dos pecadores: e interrogaram
como é que pode comer e beber com pecadores. Ele veio não somente santifica sua própria
vida, mas também veio a santificar seu povo (João 17:19). Assim, a palavra de santidade
tem conotação de consagrar, dedicar, e sacrificar a vida por um objeto ou por um serviço na
Bíblia. Bíblia não nos ensina que santificamos para própria santidade, como os fariseus
pensavam, sim santificamos e separamos nossa vida para consagrar, dedicar, agradar, servir,
amar, e sacrificar ao Deus e próximos. Deus mesmo escolheu e libertou e consagrou o
povo israelita para que eles possam servir e santificar Lhe (Lv. 11:44, 45; Is. 43:14, 15; I
Co. 1:2; Ef. 1:4; Hb. 10:10). O mesmo sentido é expresso em Mt. 5:48 (Lv. 19:2-34; Rm.
12:1, 2; I Ts. 4:1-3, 7; II Tm. 2:21; II Tm. 3:17; I Pe. 1:15-17): Sede vós perfeitos como
perfeito é o vosso Pai celeste: o seu amor ou a sua dedicação seja perfeito; seja habilitado
para toda boa obra. Deus, sendo onipotente, onisciente, onipresente, se não usasse-las na
maneira correta e para o fim certo, não seria digno de ser louvado, honrado.
Os quatros seres viventes e os vinte e quatro anciãos adoram a Senhor, proclamando
em Ap. 4:8, 11: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso aquele que era, que
é e que há de vir. Tu és digno de receber a glória, a honra, e o poder, porque todas cousas
tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas. Os quatros seres
viventes e os vinte e quatro anciãos adoram ao Cordeiro em Ap. 5:9, 10: Digno és de tomar
o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus
os que procedem de toda tribo, língua, povo, e nação e para o nosso Deus os constituíste
reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.

É impossível dedicar ou consagrar ou até sacrificar a vida própria sem conhecer o


objeto ou alvo e sem amor por alvo: assim, a palavra “santificar” tem a conotação de
“amar”. Há outra condição, isto é, sem pecado. A dedicação ou a consagração ou a
sacrifício deve ser sem macula, sem defeito, sem imundícia, sem pecado; deve ser perfeito.
Porque, nosso Deus a quem consagramos e dedicamos é perfeito, puro, santo, sem pecado,
sem defeito (Hc. 1:13; Tg. 1:13; Jô. 34:12). Quem aproxima de Deus, quem serve ao
Senhor, quem quer manter comunhão com Ele, quem busca a sua presença não pode cogitar

218
os pecados: não pode servir Lhe com coração dividido (Is. 57:15; II Co. 7:1; I João 3:3; Hb.
12:14, 15; Is. 1:16; Ez. 18:31). Assim, a santidade é um estado ou uma conseqüência de
um ato de dedicação e amor do que um atributo ou natureza como amor. A santificação é
um processo de purificação para aproximar e servir ao Senhor. Deus é o santo, que não
precisa santificação. Nós, pecadores, precisamos o processo de santificação para nos
aproximar de Deus e servirmos a Ele. Nós não podemos separar entre amor, santidade e
justiça: se negligenciasse um de três, não podemos compreender a dimensão da natureza
moral de Deus.
O mandamento de Deus é este: amei uns aos outros com eu vos amei: sede santo
como eu sou santo: dedique e consagre para serviço do Senhor como eu me consagrei e
sacrifiquei.
Deus nos perdoou em Jesus Cristo e nos justificou e também nos santifica para que
nós possamos servir Lhe. Como Jesus Cristo disse em João 15:2: Todo ramo que, estando
em mim, não der fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais
fruto ainda: neste versículo, a palavra “limpa” tem o significado de “purificar”.

Jesus cristo orou pelos seus discípulos em João 17:17: Santifica-os na verdade; a tua
palavra é a verdade. O apostolo Pedro disse em I Pe. 1:22: tendo purificado a vossa alma,
pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal. Nós podemos deduzir
um método pelo qual santifica a nossa vida através da verdade, isto é, a palavra de Deus
(refere ao vaso de bronze no tabernáculo em santificação). O Espírito Santo santifica,
purifica, aperfeiçoa a nossa vida por meio da palavra de Deus.

Santidade e imagem de Deus: A santidade é um aspecto da imagem de Deus. Os


filhos de Deus fazem as mesmas coisas que o Pai celeste se faz, tendo mesma natureza de
amor de Deus. A disparidade entre exterior e interior em conformidade com imagem de
Deus surge a questão de integridade como a questão de entre árvore e seu fruto. A viver a
vida santificada é a viver uma vida despojando a natureza velha do homem velho, e revestir
do homem novo crido segundo imagem de Deus. A santificação é um processo da obra do
Espírito Santo; é um processo longo, que inclua até a morte física.

Porque nós temos dificuldade em santificação? Porque nós temos a dificuldade de


chegar a santidade? Porque nós dificilmente chegar a ser o santo? Porque nós temos os
pecados resíduos em nossa vida, que não foram expulsos totalmente da nossa vida quando
convertemos ao Senhor. Por um lado servindo ao Senhor, por outro lado adora outros
deuses como o povo israelita tinha muitos ídolos. Nós buscamos satisfazer a nossa própria
vontade de carne, não buscando a realizar a vontade de Deus. Jesus Cristo disse em João
6:38: Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade
daquele que me enviou. De novo Jesus disse em João 8:29: eu faço sempre o que lhe
agrada. Em João 4:34 disse: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me
enviou e realizar a sua obra. Paulo nos recomendou em Gl. 5:16: Andai no Espírito e jamais
satisfareis à concupiscência da carne. Temos dois senhores e servimos dois senhores na
nossa vida. Se nós não disciplinamos a nossa vida, Deus disciplina a nossa vida (Hb.
12:10). Nós precisamos sair das trevas e da sombra da morte dos pecados para receber a
luz que ilumina e sara a nossa vida. Não só negativamente afastamos dos pecados, devemos
buscar a servir, obedecer, e amar ao Senhor positivamente. Nós somos chamados para boas

219
obras, para qual ainda enfrentamos a risca da vida. É impossível a chegar a santidade sem
obedecer, servir, e amar ao Senhor.

Piedade e Santidade.
Nós achamos três casos de o piedoso [chasid] em Velho Testamento: em Sl. 4:3;
sabei que o Senhor distingue para si o piedoso; o Senhor me ouve quando eu clamo por Ele:
e em Sl. 12:1; já não há homens piedosos: e em Sl. 32:6; Todo homem piedoso te fará
suplicas em tempo de poder encontrar-te.
Nós podemos encontrar esta palavra de piedade [eusebeia] 10 (dez) casos em cartas
para Timóto e para Tito de Paulo e 04 (quarto) casos em carta de Pedro em Novo
Testamento.

Esta palavra de piedade é traduzida em palavra “santo” em Hb. 12:28: sirvamos a


Deus de modo agradável, com reverencia e “santo” temor.
Em II Co. 7:9-11, a frase de “em maneira piedosa” é traduzida em “segundo Deus”:
fostes contristados segundo Deus.
Em III João 6, a frase de “segundo o modo piedoso” é traduzida em “por modo
digno de Deus”.

Paulo fala em II Tm. 3:5: alguns têm forma de piedade, mas na verdade não têm
poder. Quer dizer que alguns são muito religiosos sinceros e se parecem ser santos, mas na
realidade não são.

Paulo nos recomenda que nós exercemos as atividades piedosas em I Tm. 4:7, 8;
5:4; 6:3.
Paulo disse em I Tm. 6:3 que o propósito da sã doutrina de Cristo é a piedade.

Afinal de conta, quando examinamos os contextos onde Paulo e Pedro usaram a


palavra de sentido de “piedade” não achamos diferença entre piedade e santidade. No inicio
da doutrinação, se aparecem a palavra “santificação” como a palavra teórica ; depois se
comparecem a palavra de “piedade” como a palavra pratica.

Os ensinos da palavra de Deus nos cobram de nós desempenho, esforço, luta na


nossa vida.
Há guerra e combate em nossa vida. O ensino de nosso Deus é diferente de outro
que busca a resignação e submissão passiva. Nós somos convidados para participarem nas
realizações das suas obras com boa vontade.

A santidade ou a piedade é a condição pela qual nós podemos achegar, servir, e


adorar, e amar a Deus Santo sem pecado e defeito. A santidade e piedade não podem ser
nossa fonte de lucro como para vangloria ou para outro privilegio ou felicidade: pois, nós
ganhamos a santificação como recebemos a justificação em Jesus Cristo. É Deus que nos
justifica e santifica a nossa vida segundo a sua vontade eterna. Nós ganhamos de graça a
justiça e a santidade em Jesus Cristo: nós somos os justos e os santos em Jesus Cristo pela
graça de Deus.

220
O Sofrer.

Jó era o homem íntegro, e reto, temente a Deus e que desviava do mal.


Então, porque é que o homem justo foi sofrido tanto, embora todas as coisas foram
lhe restaurados depois? Os seus três amigos consideraram que Jó tinha cometido os
pecados, e por isso foi punido por regra de retribuição divina; eles insistiram a implorar lhe
que Jó se arrependa dos seus pecados e condenaram lhe como pecador. Mas, Jó disse que
embora eu mesmo não entendo a razão, mas eu tenho certeza de que não foi por meus
pecados que estou sofrendo: ele mesmo iria interrogar a Deus para saber a razão do seu
sofrimento. Deus lhes se apareceu, mas Ele também não lhes explicou a razão do
sofrimento de Jó; era seja por retribuidor seja por disciplinador. Ele disse apenas que Jó era
mais correto do que outros três. Deus disse lhes simplesmente que foi por sabedoria
insondável e bondade inesgotável de Deus. A razão de sofrimento de Jó e o caminho de
Deus para conosco ficam ainda em mistério. Este fato nos exege que nós confiemos em
Deus onisciente e bondoso no meio de sofrimento do mal com toda nossa humildade,
embora não sabemos o porquê: não precisamos ficar fritados por saber a razão de todas as
coisas.
O profeta Habacuqui ficou perplexo por causa de prevalência de violência e
injustiça na terra contra o justo (Hc. 1:2-4). Ele interrogou a Deus: Tu és tão puro de olhos,
que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; porque, pois, toleras os que
procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que
ele? Porque o perverso fica mais prospero na terra? (Hc. 1:13).
O Senhor lhe respondeu e disse: a visão ainda está para cumprir-se no tempo
determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o. A alma do
soberbo não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé (Hc. 2:2-4). Deus também não lhe
explicou a razão de prevalência do mal de iniqüidade na terra. Ele disse: o homem não viva
insolentemente, mas vive pela fé com toda paciência e confiança e humildade.
Porque será este mundo se parece ser imperfeito? Deus, sendo todo-poderoso, não
podia criar o mundo melhor e perfeito onde não há o mal de pecados e iniqüidades (refere
ao Criador e pecado), e de todos os tipos do mal de natureza, calamidade, doenças e fomes
e sofrimentos?
Como Deus não revelou explicitamente a razões do mal e do sofrimento, sempre
ficará em mistérios a sua explicação; porque a razão será diferente caso a caso depende de
situação da pessoa. Nós podemos deduzir as razões da existência do mal.
Primeiro, em livro de Gênesis, se apresenta a serpente como o sedutor mais sagaz de
todas as criaturas (3:1). A palavra de Deus em Ap. 20:2 nos revela que essa antiga serpente
em Gênesis é o dragão em Apocalipse (Cap. 12, 13), que é o diabo e satanás, que é o
principal sedutor e o causador de todos os tipos os males e danos. O livro de Jó também nos
fala que satanás incitou a Deus para o consumir sem causa (2:3). O dragão persegui a
Igreja de Deus e o povo dEle (Ap. 12:1-6; 13-18). O dragão deu o seu poder, o seu trono e
grande autoridade aos reis da terra (aos bestas do mar) (Ap. 13:2): aos falsos profetas (aos
bestas da terra) (Ap. 13:11-17). O satanás é o principal causador de todos tipos do mal seja
metafísica, quer dizer, os pecados e seja física, isto é, todos tipos de calamidades e
sofrimentos.

221
Segundo, uma das razões de nosso sofrimento é conforme a regra de semeadura e
colheita: quem semeia a feijão, colherá feijão, não milho: é segundo a regra de causa e
efeito: quem faz injustiça recolherá a injustiça. Deus nos retribui conforme o que nós
fizemos. É interessante a expressão da palavra de Deus como o seguinte: o mal de pecado
chama o mal de calamidades: a Bíblia usa a mesmo vocabulário do mal [ra em hebraico]
para o pecado e para a calamidade. Enquanto não é verdade que todos os sofrimentos são
dos resultados de nossos pecados, mas é verdade que todos pecados nos trazem julgamentos
e sofrimentos.
O julgamento divino ainda tem duas categorias: para os perdidos, o julgamento é
punitivo: o seu sofrimento irrevogável e eterno. As suas injustiças serão acumuladas até o
grande dia de julgamento; e é por isso que se parecem que os perversos prosperam mais na
terra. O livro de Apocalipse nos mostra o julgamento intensivo sobre os seguidores de
diabo, mas eles não se arrependeram do seu mau caminho por causa do sofrimento (Ap.
9:20, 21). O sofrimento para os perversos não leva lhes para arrependimento; pelo
contrario, eles ficam mais endurecidos e rebeliões por sofrimento.
O julgamento de Deus para os salvos será corretivo, disciplinaria, educativo: e a sua
duração é temporária. Por isso, os povos serão acoitados e disciplinados e sofridos cada
momentos, como os pais disciplina os seus filhos para os seus bens, para não serem
julgados no final julgamento. O povo de Deus é corrigido e disciplinado, mas não foi
castigado como merece dos seus pecados: Deus não esquece da sua misericórdia no meio
de correção para com seu povo: como o profeta Jeremias confessou em Lm. 3:22: as
misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas
misericórdias não têm fim. Em Os. 11:5-9 Deus mostra a sua compaixão pelo seu povo no
meio de julgamento sobre ele.
A palavra de Deus conclama em Is 3:9-11: aí da sua alma! Porque fazem mal a si
mesmo. Dizei aos justos que bem lhes irá; porque comerão do fruto das suas ações. Aí do
perverso! Mal lhe ira; porque a sua paga será o que as suas próprias mãos fizeram. Neste
versículo, o justo significa aquele que é disciplinado, arrependido e corrigido: mas o
perverso é o que é castigado, mas fica não-arrependido e insolente e rebelde.
Em outra palavra, nós mesmos somos seduzidos por tentações e caímos nas
provações por nossas próprias cobiças e nos sofremos na correção divina.
“Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra” Sl. 119:67.
Através de tribulações, aflições, sofrimentos, e provações nós aprendemos a obedecer e
temer a Deus e guardar seus mandamentos. “Melhor é a magoa do que o riso, porque com a
tristeza do rosto se faz melhor o coração” Ec. 7:3. As aflições na vida criam o coração
prudente, sábio, manso; as aflições na vida são remédios para coração rebelde e obstinaste.
“Pois, Tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata. Tu nos
deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas; fizeste que os homens cavalgassem
sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água; põem, afinal, nos trouxeste para um
lugar espaçoso” Sl. 66:10-12. Os sofrimentos purificam e santificam nossa vida.
Nós muitas vezes consideramos que sofrimentos são castigos ou julgamento de
Deus.
É insondável a sabedoria de Deus para conosco (Is. 28:27-29). Os sofrimentos não
matam pessoas, mas purificam. O povo de Deus aceita a disciplina de Deus; mas
desobedientes ficam revoltados pelos sofrimentos e blasfemam contra Deus. É pelo pecado
da sua rebelião que não aceitou a disciplina divina eles morrerão por julgamento de Deus.

222
Terceiro, como Jó, o homem reto e temente a Deus sem causa de pecado se sofreu.
O nosso Senhor Jesus Cristo também sofreu de perseguições, injurias, até a morte sem
pecado. Este tipo de sofrimento sobrevém também a nós, a quem mora sobre a terra,
passivamente, quer dizer, sem quer. Como Jesus Cristo nos ensinou em parábola de
semeador, que as pessoas que não ficam firme no Senhor se escandalizarão logo por motivo
de angustia e perseguição que sobrevém lhes por causa da Palavra de Deus (Mt. 13:21).
Quem tendem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos (II Tm. 3:12). O povo
de Deus é designado para tribulações (I Ts. 3:3) com finalidade de aperfeiçoamento da vida
(Hb. 2:10, 5:9).

Pedro nos exortou que não fique entristecido por causa de passar por varias
provações que vêm de fora; não por cobiça pela qual a pessoa cai nas tentações. Pelo
contrario, exultai nisso; porque o valor da vossa fé é uma vez confirmado e apurado por
fogo e fica muito mais preciosa do que o ouro perecível; e redundará em louvor, glória e
honra na revelação de Jesus Cristo (I Pe. 1:6, 7). Ele de novo disse: isto é grato, que
alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com
Deus. Se, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência,
isto é grato a Deus (I Pe. 2:19, 20). Pedro disse também: é certo de que os sofrimentos
iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo. Ora, o
Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes
sofrido por um pouco, Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar (I
Pe. 5:9, 10). Deus predestinou que nós entrarmos no reino de Deus através de muitas
tribulações (At. 14:22), pois as tribulações e sofrimentos aperfeiçoam, firmam, fortificam e
fundamentam a nossa vida para que nós tenhamos a vida digna do reino de Deus (II Ts.
1:5).

Este tipo de sofrimentos tem por propósito de provar a nossa fé e a nossa obediência
e a nossa fidelidade. É claro que o nosso Senhor Jesus Cristo não precisava passar por
provas da fé como nós enfrentamos; mas podemos dizer que Ele também passou a prova da
obediência, porque Ele foi tentado por satanás. Ele não fugiu dos sofrimentos dos homens:
pelo contrario, enfrentou todas as nossas aflições, sofrimentos, e dificuldades da vida: mas,
Ele não abriu a sua boca e não vindicou do mau tratamento e as entregou nas mãos de Deus
Pai. O autor do livro de Hebreus disse: embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas
cousas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para
todos os que lhe obedecem (Hb. 5:8, 9).
O autor do livro de Hebreus nos exorta também: Lembrai-vos dos dias anteriores,
em que depois de iluminados, sustentaram grandes lutas e sofrimentos; ora expostos como
em espetáculo, tanto de opróbrio quanto de tribulações, ora tornando-vos co-participantes
com aqueles que desse modo foram tratados. Porque não somente vos compadeceram dos
encarcerados, como também aceitaram com alegria o espólio dos vossos bens, tendo ciência
de possuirdes vós mesmo patrimônio superior e durável. Não abandoneis, portanto, a
vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança,
para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de
pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé, e se
retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem
para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma (Hb. 10:32-39).

223
Moises fez o povo israelita recordarem de todo o caminho pelo qual o Senhor, seu
Deus, lhes guiou no deserto durante quarenta anos, para humilhar, para provar, e para saber
o que estava no coração do seu povo, se guarde ou não os seus mandamentos. Deus
humilhou o seu povo e deixou passar de fome, e o sustentou com o manã, que nem o povo
o conhecia, nem seus pais o conheciam, para dar a entender que não só de pão viverá o
homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem (Dt. 8:2, 3).

Paulo nos recomendou como o seguinte: porque a nossa leve e momentânea


tribulação produz para nós eterno peso de gloria, acima de toda comparação, não atentando
nós nas cousas que se vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem
são eternas (II Co. 4:17, 18).

As provações são a de fé: que purificam a nossa vida e aperfeiçoam nossa fé. Quem
nos separará do amor de Cristo (Rm. 8:35)? Será tribulação, ou angustia, ou perseguição,
ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? As tribulações produzem a perseverança (Rm.
5:3). Tudo é para nosso bem (Dt. 8:16), pois todas cousas se cooperam para o bem
daqueles que amam a Deus (Rm. 8:28).
Felizes são os que perseveraram firmes (Tg. 5:11), pois para receber as promessas.
O sofrimento produz muitos benefícios para quem suporta com paciência.

Jesus Cristo revelou que haverá a grande tribulação no fim do tempo para
experimentar os que habitam sobre a terra (Mt. 24:21; Ap. 3:10).
Quarto, nem por pecado cometido, nem para prova da fé, alguns, por exemplo,
Jeremias, Ezequiel e Oséias são separados para sofrerem pela sua chamada divina para
vocação especial. A sua própria vida particular prefigurava a mensagem de Deus: de
julgamento de Deus e o seu amor imutável. Eles eram sinais para o povo de Deus. Jesus
Cristo disse que aquele cego em João 9:1-12 de nascença foi para manifestar nele as obras
de Deus: nem por seu pecado, nem por seus pais ele ficou cego.
Quinto, este sofrimento é o voluntário que sofre por outros pessoas com alegria: é
sofrimento vigário.
O Senhor Jesus Cristo sofreu em nosso lugar, deixando-nos exemplo para seguirdes
os seus passos (I Pe. 2:21). Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores (Is.
53:4). Ele participou em todas angustias da vida do seu povo, identificando com povo;
Ele era o homem de dores, e saber o que é padecer (Is. 53:3; 63:9; Mt. 15:32, 20:34; Lc.
7:13). . O Senhor Jesus Cristo nos deixou bom exemplo, pois Ele suportou a cruz, não
fazendo caso da ignomínia em troca da alegria que lhe estava proposta (Hb. 12:2). Jesus
Cristo preferiu a glória eterna a alegria momentânea. Deus aprovou o seu amor eterno para
conosco, que sofre tudo e suporta tudo voluntariamente.

Temos os profetas por modelos de sofrimentos e paciência (Tg. 5:10).


Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,
preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do
pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros
do Egito, porque contemplava o galardão (Hb. 11:24-26). Moises preferiu sofrer com seu
povo a gozar da vida terrestre no palácio do Faraó do Egito.

224
Paulo também disse: agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o
que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a Igreja (Cl.
1:24).
Ele disse: estou sofrendo até algemas pelo evangelho como malfeitor (II Tm. 2:9; II
Tm. 1:12) e atribulado para o vosso conforto e salvação (II Co. 1:6). Ele sempre esforçou
conhecer e participar da comunhão dos sofrimentos de Cristo (Fp. 3:10).

O salmista disse também em Sl. 44:22: por amor de ti, somos entregues à morte
continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro. Podemos enfrentar
risco da vida por amor de Deus.

Os antepassados se passaram igualmente: eles passaram pela prova de escárnios e


açoites, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos
a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos peles de ovelhas e de cabras, necessitados,
afligidos, maltratados por amor do Senhor (Hb. 11:36, 37).

Paulo disse em II Co. 1:7: que vocês também são participantes dos sofrimentos que
nós padecemos. Paulo elogiou as pessoas que se associaram na sua tribulação por causa do
evangelho em Fp. 4:14. Paulo exortou a Timóteo como o seguinte: Não te envergonhes do
testemunho de nosso Senhor; nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa
comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus (II Tm. 1:8):
Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus (II Tm. 2:3). É pelo
poder de Deus que nós podemos participar do sofrimento de Cristo Jesus e o suportamos.

Nós gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também
nos gloriamos nas próprias tribulações (Rm. 5:3). A padecer por Cristo é concedida pela
graça como nós cremos em Cristo pela graça (Fp. 1:29). Porém, quando Jesus Cristo
revelou aos seus discípulos a sua morte e muitos sofrimentos, eles não entenderam o seu
desígnio do Senhor (Mc. 8:32, 9:32). Os fariseus foram ofendidos pela vida de Jesus
nazareno, pelo seu ministério de amigo dos pecadores e pela sua mensagem da cruz.
É pela imensa graça que nós somos concedidos para podermos participar do seu
sofrimento para o seu reino de Deus.

Paulo defendeu que os sofrimentos por Cristo não se acabam em vãos, pelo
contrario, a sua consolação se transborda por meio de Cristo (II Co. 1:5).
“Se com Ele sofremos, também com Ele seremos glorificados. Porque para mim
tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a
glória a ser revelada em nós” Rm. 8:17, 18.

Pedro também nos confortou como o seguinte em I Pe. 4:13, 14: “Pelo contrario,
alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que
também, na revelação da sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois
injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus”.

Também, quem está passando as aflições devem pensar que o seu sofrimento é
incomparável, e insignificante em comparação com o sofrimento da cruz e da morte que
Ele suportou.

225
Quando Paulo foi desafiado por alguns irmãos da Igreja de Corinto que duvidavam
o apostolado dele, ele relatou os seus sofrimentos por Cristo, por Sua Igreja, por Seu
Evangelho, e por irmãos na fé e também citou as coisas fracas, citando a sua abnegação do
seu direito de exigir sustentação da vida. Ele nem contou o dom espiritual, o seu poder
divino de curar as doenças de outras pessoas como sinal autentica de ser crente ou apostolo.
Ele disse: eu tenho as marcas dos sofrimentos por Cristo Jesus (Gl. 6:17). O sofrimento é
considerado, muitas vezes, como é ferido de Deus e a coisa desagradável e fraca: mas é a
marca autentica de que nós amamos a Deus.

Mais uma vez, Paulo disse que se regozija nos seus sofrimentos por irmãos; e
preenche o que resta das aflições de Cristo, na sua carne, a favor da sua Igreja (Cl. 1:24).

“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” Rm. 12:15.
O amor tudo sofre e tudo suporta (I Co. 13:7).
Se te mostras fraco no dia da angustia, a tua força é pequena (Pr. 24:10).
Não te aflijas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos perversos, porque o
maligno não terá bom futuro, e a lâmpada dos perversos se apagará (Pr. 24:19, 20).

5. CONCEITOS DA VIDA E MORTE.

Deus guiou o povo israelita no deserto durante quarenta anos para lhes dar a
entender que o homem não só de pão viver, mas de tudo o que procede da boca do Senhor
(Dt. 8:3).
O homem tem uma vida física ou biológica que necessita alimentar-se de pão, mas
tem outra vida espiritual e moral que é guiada pela Palavra de Deus.
Jesus Cristo também nos ensinou o mesmo sentido, que os gentios se preocupam
com a vida física, comer, beber, vestir: o quinhão dos homens mundanos é desta vida (Sl.
17:14). Mas, o povo de Deus procura, em primeiro lugar, a outra vida que busca a
presença do Reino de Deus e a realização da sua justiça (Mt. 6:25-34). Quem for chamado
por Deus não se envolve em negócios desta vida (II Tm 2:4).

Quem ama a sua vida, querendo a longevidade da vida para ver o bem? Então,
refreia a tua língua do mal e os teus lábios de falarem dolosamente. Aparta-te do mal e
pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcança-la (Sl. 34:12-14): a palavra de
Deus nos não recomenda que come bem e tome muita liquida e veste bem para cuidar da
sua vida.
Em Pr. 3:1, 2 disse: os meus mandamentos te acrescentarão anos da vida e paz. Em
Pr. 4:20- 22 disse outra vez: a guardar os ensinamentos (mandamentos) é saúde para o seu
corpo: não está falando de alimentações, sim, da palavra de Deus que nos dá a longevidade
da vida e saúde do corpo. Em Pr. 3:21, 22, disse: a guardar a verdadeira sabedoria (Jesus
Cristo por contexto) e o bom siso será vida para a tua alma e adorno ao teu pescoço. Eu
ensinei no caminho da sabedoria; e te fiz andar pelas veredas da retidão (Pr. 4:11). Em Pr.
4:13 disse: a instrução mesma é a tua vida: o seu mandamento é a vida eterna (João 12:50):

226
a nossa vida é guardar os mandamentos do Senhor e as suas instruções: a comer e beber é
apenas um aspecto material e corporal da vida. Jesus Cristo disse: a vida do homem não
consiste na abundancia dos bens que ele possui (Lc. 12:15). A vida espiritual não consiste
em comer e beber ou em vestir-se.

O mandamento é lâmpada, e a instrução, luz que ilumina o nosso caminho em que


devemos andar. E as repreensões da disciplina são o caminho da vida (Pr. 6:23).
O temor do Senhor é fonte de vida (Pr. 14:27; 19:23): Jesus Cristo disse: que eu sou
o pão da vida (João 6:48): Jesus Cristo é fonte da vida espiritual e moral; não é pão. Jesus
Cristo disse: a vida é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes (Mt. 6:25;
Lc. 12:23): a vida espiritual e moral é mais do que a vida material e corporal.

Em Sl. 16:11 disse: tu me farás ver os caminhos da vida: Deus realmente revelou o
que é a vida através do seu Filho Jesus Cristo: a vida estava em Jesus Cristo; e essa vida era
a luz dos homens (João 1:4). Jesus Cristo mesmo disse: eu sou o caminho, e a verdade, e a
vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14:6). O conhecer a Jesus Cristo não
significa que a gente sabe que; o que Ele comia cotidiana e o que se vestia e por onde
andava na Palestina: é compreender o seu ensino e seu mandamento e o seu propósito da
vida; como Timóteo seguiu de perto o ensino, procedimento, propósito fé, longanimidade,
amor, perseverança, as perseguições e sofrimentos de Paulo. Jesus Cristo realmente nos
deixou um exemplo da vida que buscava a vontade do Pai celeste.

Em Sl. 106:4 disse: bem-aventurados os que guardam a retidão e o que pratica a


justiça em todo tempo. Em Pr. 8:32 disse: felizes serão os que guardam os meus caminhos:
em Pr. 8:34 disse: feliz o homem que me dá ouvidos: não está falando de felizes de comer
bem e vestir bem: isso também não quer dizer que a vida material não é importante: está
dizendo a preferência e prioridade das coisas da vida e o outro aspecto espiritual e moral da
nossa vida.

Bíblia não definiu o significado da vida ou da morte materialmente, biologicamente,


ou fisiologicamente, mas pela vida moral e espiritual: se houver a comunhão com Deus e
com seu próximo tem a vida: se estiver separado, não tem a vida: em outra palavra, se
pecar, está morto: pois, a amar a alguém significa ter comunhão com ele.

Palavra de Deus em I João 3:14 disse: quem ama os irmãos passou da morte para a
vida; quem não ama permanece na morte. Vocês que crêem em nome do Filho de Deus têm
a vida eterna (I João 5:13). Jesus Cristo disse em João 5:24: quem ouve a minha palavra e
crê naquele que me enviou, tem a vida eterna. A alma que pecar, essa morrerá (Ez. 18:20).
O salário do pecado é a morte (Rm. 6:23). O pendor (coração ou inclinação) da carne dá
para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz (Rm. 8:6).
A vida é manter comunhão com Deus: a separação de Deus é morte.
O temor do Senhor conduz à vida (Pr. 19:23): a vida se começa por temer a Deus.

Alguns vão dizer que a vida é diferente da vida eterna. É claro que é diferente em
qualidade e em quantidade; mas, já começamos a viver essa vida eterna parcialmente na
terra. Por isso, a palavra de Deus disse: a vida eterna é esta: que conhecer o único Deus
verdadeiro e Jesus Cristo, a quem enviaste (João 17:3).

227
A palavra “vida” tem outras sinônimas palavras: paz, segurança em II Rs. 20:19, Is.
39:8, Jr. 33:6, Rm. 8:6; tranqüilidade em I Cr. 22:9; misericórdia em Jr. 16:5; bem (bom)
em Dt. 23:6, Lm. 3:17, Ed. 9:12, Sl. 34:14: alegria em Sl. 16:11.

A palavra “paz” tem outras anônimas palavras: o mal em Is. 45:7, Jr. 29:11; temer
em Gn. 43:23, Jr. 30:5; espanto em Lv. 26:6; espada em Mt. 10:34; guerra em Zc. 9:10;
confusão em Ef 4:3.

Fazendo inimizade com Deus e com próximo, não terá paz, tranqüilidade, quer
dizer, a vida digna; e pelo contrario, terá temor, o mal, espada, muita confusão.

“Ninguém que, ouvindo as palavras desta maldição, se abençoe no seu íntimo,


dizendo: Terei paz (vida), ainda que ande na perversidade do meu coração, para acrescentar
à sede a bebedice” Dt. 29:19.

O guardar o seu mandamento, afastar do mal e fazer o bem, é a nossa vida.


Assim diz o Senhor: eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da
morte (Jr. 21:8).

O bem e o mal.

“Este assunto de bem e mal é ligado com o assunto de valor”.


Todas línguas que expressam “boas” têm o sentido de “certos”, e “desejáveis”.

O que é o bem e o mal? As palavras de “bem” e “mal” se refere à avaliação de


objetos e comportamentos.

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que
pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andeis humildemente com o teu Deus” Mc. 6:8.
O comportamento que pratica a justiça e anda com Deus é bom.

Depois Deus criou a luz, a terra, as águas, vegetais, árvores, animais, etc, e disse que
tudo era bom. Quer dizer, todas coisas criadas por Deus são boas, que não tem o sentido
moral.
Nós também usamos as palavras de Bom e de Ruim deste sentido, por exemplo, o
bom jogador de futebol ou ruim no sentido de habilidade, não de sentido moral de
personalidade.

Mas, Deus iria manifestar a Sua bondade, não só a Sua grandeza de poder,
sabedoria, e inteligência especialmente ao homem através da criação, pois, Ele queria
manter comunhão só com homens. A comunhão com homens é o propósito da Sua criação
de Deus (I João 1:3).

228
A vontade de Deus para conosco é este: que nós conheçamos primeiro que o Deus é
bom e precioso (Deus é tesouro), que antes de nós aprendermos os valores das outras coisas
cridas por Deus inclusive o valor de si mesmo.
Jesus Cristo nos ensinou que seria bom para o homem quando o homem aprenda o
incomparável valor, Seu Supremo Bem como tesouro escondido que é digno de investir
todos seus recursos (Mt. 13:44-46): e o valor do homem como a si mesmo que é maior do
que mundo inteiro: e os valores das coisas do mundo, em terceiro lugar. É bons ganhar a
Deus, as pessoas, e as coisas; é mal perder a Deus e pessoas e as coisas. A vontade de Deus
é que o homem seja o conhecedor de bom e de mal.

O ensino de Deus para conosco é isso: que é bom para o homem ter correto
relacionamento com Deus em primeiro lugar, e semelhantemente com os próximos em
segundo lugar, e com os restos objetos em terceiro lugar. Em outra palavra é que a vontade
de Deus para conosco é que nós aprendam a manter os bons e corretos relacionamentos
com Deus e com o próximo e com as coisas materiais para o bem do homem. Quer dizer
que é bom ter relacionamento com Deus e com homens: é bom ter a vida ética, a vida de
amor: a vontade de Deus é que o homem seja o conhecedor de bem e mal nos
relacionamentos. A vida ética é boa: a ter bons relacionamentos é bom: a amar a Deus e o
próximo é bom: é bom a praticar justiça e amar a misericórdia: as coisas contrárias são
males, por exemplo, odiar, matar, roubar, adulterar, etc.

Só, o homem foi criado segundo imagem de Deus: só homem podia ter natureza
moral por seus dons. Só o homem pode ser a criatura moral, pois Deus ordenou que o
homem houvesse de amar a Deus e seu próximo. Só o homem pode ter comunhão com
Deus, pois eles são herdeiros dEle. O bem e o mal são relacionados com condutas das
pessoas em relações com os valores, isto é, com as pessoas, inclusive com Deus, que leva
ao elogio ou ao censura. A maior e excelente virtude, “amor” é importantíssimo nos bons
relacionamentos, na vida ética. Assim valorizando os relacionamentos, naturalmente
valorizamos as virtudes, especialmente o amor, a primeira virtude.

Nietzesche apontou que a fundamental distinção na ética cristã é entre o bem e o


mal, mas o conceito grego diferença entre o bom e o mau é no sentido de rico e pobre,
superior e inferior, perfeito e imperfeito, útil e inútil, bom e ruim, agradável e desagradável,
cômodo e incomoda, delírio e dolorido: estes tipos de critérios são centralizados para
pessoa (antropocêntrico), não para Deus (teocentrico): todos são ligados com vidas
materiais, não relacionados com relacionamentos pessoais entre Deus e homem ou entre
homens. A ética cristã é religiosa e teocentrica; que a primeira causa do mau é a abandonar
a Deus; e é bom a servir, obedecer, glorificar, amar a Deus. Mas a ética grega é ateísta e
antropocêntrica e material: se fosse agradável ao homem é considerado “bom”: se fosse
desagradável, incomodo, perturbado é mau. A ética cristã é as vezes contraria às éticas do
mundo, pois o critério de bom e mal é relacionada em primeiro lugar com Deus vivo, único.

Muitos consideram que são bons também tais como vida, prazer, felicidade, bem-
estar, realização, satisfação de desejo, conhecimento, riquezas ou bens, natureza,
prosperidade da sociedade, etc. Naturalmente, as coisas; por exemplo, trabalho, paciência,
união, justiça, colaboração, etc; são também consideradas boas, pois tais coisas produzem
prazeres, felicidades, satisfações, etc.

229
Este mundo fazia a seguinte pergunta em todo tempo: “Como é que nós devemos
viver?”: que é uma das questões importantíssimas para homem. Esta pergunta é bem ligada
com a seguinte questão: “como é que pode viver uma vida preciosa ou valida ou
significante?”.
Mas, nosso Deus deseja ensinar nos como é que devemos “andar” do que “viver”.
Para nosso Deus não foi interessado por como é que nós devemos “viver”: o que nós
devemos comer, beber, e vestir, etc. Mas, Deus espera que nós andemos retamente: e
eticamente caminhar bem pelo seu caminho revelado. A preocupação de Deus primeiro não
é como poderemos viver bem, é sim, como devemos andar bem, e relacionar bem com
Deus e com próximos. O ensino de Jesus Cristo é este, que se nós andarmos bem,
relacionar bem com Ele, procurando em primeiro lugar o Seu Reino, a Sua presença, e a
Sua justiça viveremos bem (Mt. 6:25-34).

Deus nos fala que Ele é o supremo Bem, incomparável com qualquer coisa, mais
precioso do que muitos ouros. Deus ainda fala que seria bom para o homem andar com
Ele, identificar com Ele: que seria bom para homem ter bons relacionamentos com Deus e
com o próximo e com os outros objetos ou com natureza. Seria bom andar retamente: seria
boa a ter a vida ética. Ele mesmo prometeu que “Eu serei com meu povo”, e que é um
estado de beatitude e de bom.

Geralmente, pessoas separam do mal ética (por exemplo, o pecado ou crime) o mal
natural (por exemplo, terremoto, tufão, doenças, fome, morte, etc). É interessante que a
palavra de Deus usa mesma palavra em hebraico [ra] em ambos casos. Deus disse se vós
cometerem o mal [ra] (pecado), eu trarei o mal [ra] (espada, fome, doença) sobre vós.
Alguns crêem que o mal não existe, nem o bem. Alguns pensam que existem
pessoas boas ou imorais, mas pessoa-não-bom ou pessoa mau não existe. Por fato de que o
homem condena e julga aos outros que praticam as coisas inconvenientes, nós admitimos a
existência do mal; a existência do mal não é ilusória. Nós experimentamos todos dias os
bens e os males na nossa conduta.

Mas, o ensino de Deus é bem claro respeito de bem e mal como está escrito em Pr.
17:15: o que justifica o perverso e o que condena o justo são abomináveis para o Senhor,
tanto um como outro: em Is. 5:20 disse: Aí dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que
fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por
amargo. Em Sl. 97:10 disse: vós que amais o Senhor, detestai o mal. Nós devemos
escolher Deus ou o mal; o bem ou o mal; não podemos misturar ambos: não podemos servir
dois senhores (Mt. 6:24).

A palavra de Deus nos ensina claramente que Deus Todo-poderoso pode mudar a
nossa situação do mal (pobreza, doenças, morte, etc) para o bem (Rm. 8:28); e ainda muito
mais, transformará a nossa natureza carnal do homem segundo a sua imagem.

Assim, podemos entender o conceito de bem e mal teologicamente relacionada com


Deus: se pretender defini-los filosoficamente sem Deus nunca o compreenderá.

230
Mas, na inocência do homem, isto é, na sua ignorância, o homem sempre deveria
obedecer a sua instrução de Deus pela fé sem saber razão e sem entendimento do bem e o
mal.
Mas o homem abandonou o supremo Bem, a fonte de todos bens, e inverteu a ordem
de valores, e preferiu o bem inferior. O homem caiu na vaidade, estultícia, miséria, e
males.

Então, porquê é que o homem escolheu errada e pecou? Por que são diferentes as
preferências ou escolhas das coisas entre pessoas? Porquê o homem preferiu o mal?
Em que eles acharam os bons? (refere às tentações).

Luz e Trevas.

Na Bíblia, a luz representa a natureza divina (I João 1:5) e a Sua obra e o seu ensino
(ou doutrina).
E, as trevas simbolizam a força do mal que se opõe contra Deus.

A terra da morte e a terra das trevas (sheol, abismo) são descritas por sombra ou por
negridão (Jó 10:21, 22): porque, lá não há bondade e fidelidade e justiça (Sl. 88:11, 12).

Que o povo andava nas trevas e viviam na região da sombra da morte significa que
está vivendo sem salvação (Jó 33:28), verdade (I João 1:6; Sl. 43:3; Ef. 5:9), conhecimento
(Jó 12:24, 25), sabedoria (Ec. 8:1; Dn. 5:11), juízo (Os. 6:5), a palavra divina (Sl. 119:105),
lei e mandamento (Is. 51:4; Pr. 6:23), justiça e bondade (Ef. 5:9), vida (Ef. 2:1), comunhão
(I João 1:6; Sl. 56:13) e alegria (Is. 9:3); e denota o pecado (João 3:20), a ignorância, a
cegueira espiritual, o cativeiro (escravidão) (Is. 42:7), aflição (Is. 5:30; 9:1), julgamento
(13:16), tristeza, mal (Jó 30:26), e o poder de satanás (At. 26:18; Ef. 6:12).

O Senhor Deus disse ao seu Filho: te farei mediador da aliança com povo e luz para
os gentios para abrir os olhos aos cegos, para tirar da prisão o cativo e do cárcere, os que
jazem em trevas (Is. 42:6, 7). Exatamente para cumprir a promessa de Deus, Jesus Cristo
veio aqui na terra.

A vida de Jesus Cristo se manifestou como a luz dos homens e do mundo (João 1:4;
8:12): a sua encarnação de Jesus Cristo é a luz verdadeira dos homens (João 1:9; Lc. 2:32):
quem segue a Jesus Cristo, não andará nas trevas (João 8:12). Jesus Cristo mesmo é a luz e
o resplendor da glória e a expressão exata do seu ser (Hb, 1:3). Jesus Cristo revelou quem é
Deus Pai celeste por meio de encarnação. O manancial da vida está em Deus; na sua luz,
vemos a luz (Sl. 36:9): a sua benignidade e fidelidade (Sl. 36:5) e a sua justiça e juízo (Sl.
36:6) são a fonte da vida dos homens; e por causa de obras magníficas e maravilhosas, nós
nos vivemos: na sua luz da benignidade e fidelidade e justiça e juízo, nós Ti conhecemos a
Ti (Sl. 36:10). Por isso, a sua salvação (Sl. 27:1) e a sua justiça (Sl. 37:6; Mq. 7:9; Sf. 3:5)
e o seu amor é a luz para o homem e a sua glória para o Senhor (Is. 60:1) que todos os
homens contemplam (Is. 62:1, 2).

231
Envia a Tua luz e a Tua verdade, para que me guiem e me levem ao Teu santo monte
e ao Teu tabernáculo (Sl. 43:3): a verdade é a luz que guia o povo pelo caminho da vida.

A luz de Israel virá a ser como fogo, e o seu Santo, como labareda, que consuma os
espinheiros e os abrolhos (Is. 10:17): os meus juízos sairão como a luz (Os. 6:5): o juízo de
Deus é a luz do povo.

Deus proclama: atendei-me, povo meu, e escutai-me, nação minha; porque de mim
sairá a lei, e estabelecerei o meu direito (justiça ou retidão) como a luz dos povos (Is. 51:4).
Por isso, a palavra de luz tem o sentido de revelação por sua iluminação: a luz
resplandeceu das trevas; houve a revelação nas trevas para o conhecimento da glória de
Deus que estava na face de Jesus Cristo (II Co. 4:6): a revelação das tuas palavras esclarece
e dá entendimento aos simples (Sl. 119:130). A sua lei é também a luz; porque, ela dá
sabedoria aos símplices e restaura a alma (Sl. 19:7); ilumina os olhos e alegra o coração (Sl.
19:8).

O dia do julgamento do Senhor é dia de trevas e não de luz (Am. 5:18): não é de dia
de alegria.
O julgamento é este: quem nEle não crê já está julgado (João 3:18); porque a luz
veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz e não chegaram a luz.
Pois todos aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não
serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as
suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus (João 3:19-21). Assim, se manifestam
os filhos da luz e das trevas.
Os filhos do mundo serão lançados para fora, nas trevas (Mt. 8:12).

O filho da luz ou o filho do dia significa o filho iluminado, que compreende as obras
de Deus para conosco (Ef. 1:18, 19), que crê em Jesus Cristo (João 12:36, 46), que é
nascido de novo (tem a vida e a nova criatura) (Ef. 2:1; João 3:3; II Co. 5:17), que tem a
natureza de Deus (Espírito de Deus) (Rm. 8:9); e que tem comunhão com Deus e com seu
próximo (I João 1:6, 7; 2:10), que vive em união com Ele e com seu povo; e que são
sóbrios e vigilantes (I Ts. 5:6, 8) e anda dignamente (Rm. 13:13) em bondade e justiça e
verdade (Ef. 5:9) e não anda contra a natureza de Deus, pecando contra Ele. Ele não pratica
as obras das trevas (Rm. 13:12; Ef. 5:11).

Quem tem o coração não-iluminado (Mt. 6:22, 23) e quem não tem comunhão (I
João 1:6) e quem não tem a o Espírito de Cristo Jesus (Rm. 8:9) e quem não tem palavra de
Deus (João 12:48) e quem odeia a seu irmão (I João 2:11) anda nas trevas.

As agentes de revelações são a luz; natureza e homem também. Os céus e o


firmamento proclamam e anunciam e revelam e iluminam a glória de Deus e as suas obras
magníficas sem palavras (Sl. 19:1). As nossas obras – repartir o pão com famintos e
hospedar os desabrigados - serão a nossa justiça e a luz para o mundo (Is. 58:7, 8; Mt. 5:14,
16); e repousará a glória do Senhor sobre nós (Is. 58:8; 60:1).

232
O reino de Deus é o de luz. Deus nos libertou através do seu Filho do império das
trevas e nos transportou para o reino do Filho (Cl. 1:13; João 12:46) onde há justiça e amor,
onde não há ódio, ciúme, inveja, briga, disputa, lagrima, tristeza, morte, sede, morte.

Repare que a luz que está em ti não seja em trevas (Lc. 11:15).
Andai como filhos da luz porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça,
e verdade (Ef. 5:8, 9).

6. REINO DE DEUS.

O reino de Deus significa o domínio de Senhor, que reina todo lugar, seja o céu seja
a terra e todo tempo de eternidade a eternidade e todos as cousas, seja material seja
espiritual; e cujo Rei é Cristo Jesus. O reino de Deus é o mundo espiritual, porque a carne e
o sangue não podem herdar o reino de Deus (I Co. 15:50) e não pertence a este mundo
como Jesus Cristo disse; quer dizer que o feito de terra retornará para a terra que é a sua
origem: o que é nascido de Espírito é o espírito; o que é nascido da carne é a carne (João
3:6). Mas o reino de Deus, que é espiritual, não despreza o mundo material, que é o mundo
de meio, pelo qual realiza as obras do mundo espiritual. A vida no reino de Deus não
consiste em questão de comer e beber e vestir; mas é alegria e paz e justiça no Espírito
(Rm. 14:17). O satanás que não tem o Espírito de Deus pretende ganhar o mundo de
material e dominar o mundo de material.
Nós receberemos o outro corpo na ocasião de ressurreição como Jesus Cristo se
ressuscitou com corpo. O nosso corpo é apenas o receptor ou casa de espírito, que se chama
o templo do Espírito.

O Senhor Jesus Cristo é o Rei do reino de Deus. O reino é do Senhor; e Ele quem
governa as nações (Sl. 22:28): Ele reina todos os reinos dos homens de todos os tempos. O
seu reino é reino sempiterno e o seu domínio, em geração em geração (Dn 4:3. 34); cujo
reino não será jamais destruído como os reinos dos homens.
Deus designou a unificar todas coisas e todos os povos em Cristo Jesus: Deus
designou convergir todas as cousas nEle: Deus designou retornar (converter) e restaurar
todas as coisas para Ele para que todas as cousas O sirvam. Deus Pai Lhe deu toda a
autoridade no céu e na terra (Mt. 28:18). Deus exaltou o seu Filho sobremaneira e Lhe deu
o nome que está acima de todo nome para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos
céus e na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para
glória de Deus Pai (Fp. 2:9-11).

A presença do reino de Deus está no presente: foi pela vida de Jesus Cristo. Quer
dizer que pela sua encarnação, o seu ministério, a sua morte e a ressurreição o seu reino
entrou em nova dispensação da graça. Porque Jesus Cristo venceu contra inimigo através da
cruz e derramou o Espírito Santo na terra. Jesus Cristo disse: se eu expulso demônios pelo
Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós (Mt. 12:28; Lc. 11:20).

233
Este reino de Deus é invisível por enquanto, até que unificar todas as cousas e até
pôr os seus inimigos por os eu estrado dos seus pés. Nós estamos esperando apenas a
manifestação visível do seu reino pela sua Vinda do Senhor. Neste tempo, o reino de Deus
está dentro de nós (Lc. 17:20, 21). Neste tempo, muitos procuram o reino de Deus
visivelmente: os falsos profetas dirão; ei-lo aqui! Ou lá está.

A condição de entrar no reino de Deus ou a condição de ser cidadão do reino é o


nascer de novo. Jesus Cristo explicou por varias maneiras: se não vos converterdes e não
vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus (Mt. 18:3): Quem
não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele (Lc. 18:17):
Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus (João 3:5).

Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis; nem
impuros, nem idolatrias, nem adultérios, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões,
nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores, herdarão o reino de deus
(I Co. 6:9, 10).
Não herdarão o reino de Deus os que praticam as obras de carne tais como
prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras,
discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas
(Gl. 5:19-21).

As outras condições, por exemplo, de arrependimento dos pecados e de crer no


evangelho e confessar o nome de Jesus Cristo e de ser discípulos e de obediência e de
santificação e de suportar as perseguições são os corolários de novo nascimento: são
conseqüências (consectários) da regeneração por Espírito Santo. Então, devemos
demonstrar a vida digna de arrependimento e de ser regenerado. Quem não nasceu de novo
e quem não crê em Jesus Cristo não pode ver a presença do reino de Deus no presente na
sua vida e no mundo e nem entrar nele no futuro. Deus reina por varias dimensões; por
exemplo, renovando, preservando e cuidando deste mundo: elegendo, selando, preservando,
guiando o seu povo: e recompensando a cada um segundo as suas obras ainda aqui na terra.
O livro de Deuteronômio e o quinto livro de Salmos nos revelam como é que o nosso Deus
reina.

Nós fomos dados a conhecer e ver os mistérios do reino dos céus no presente (Mt.
13:11).
O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo
(Mt. 13:24): a um grão de mostarda (Mt. 13:31; Mc. 4:30; Lc. 13:19): ao fermento (Mt.
13:33; Lc. 13:21): a um tesouro oculto no campo (Mt. 13:44): a um que negocia e procura
boas pérolas (Mt. 13:45): a uma rede (Mt. 13:47): a um rei que resolveu ajustar contas com
os seus servos (Mt. 18:23): a um dono de casa que assalaria trabalhadores para sua vinha
(Mt. 20:1): a um rei que celebrou as bodas de seu filho (Mt. 22:2): a dez virgens (Mt. 25:1):
a um homem confiou dez minas aos dez servos (Lc. 19:13).

Os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de


eternidade em eternidade (Dn. 7:18).

234
O reino, e o domínio, e majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao
povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno, e todos os domínios O servirão
e Lhe obedecerão (Dn. 7:27).

O conteúdo da aliança feita com Davi é especificamente revelado a respeito de um


filho (descendente) que vai assentar no trono e do seu reino para sempre (I Cr. 17:11-14).
Deus confirmou essa promessa a respeito do Rei e seu nome e seu reino através do
seu profeta Isaías em Is. 9:6, 7: um menino nos nasceu, um filho nos deu; o governo está
sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da
Eternidade, Príncipe da Paz; para estabelecer seu reino mediante o juízo e a justiça.

O anjo Gabriel transmitiu a Maria a mensagem de Deus a respeito de menino que é


concebido pelo Espírito Santo, o qual será chamado Filho do Altíssimo, Deus, o Senhor, lhe
dará o reino de Davi, seu pai; Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado
não terá fim (Lc. 1:32, 33).

Jesus Cristo pregou o evangelho do reino (Mt. 4:23). Ele ordenou aos seus
discípulos pregarem este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as
nações (Mt. 24:14).
Jesus Cristo nos ensinou que nós busquemos em primeiro lugar o seu reino e a sua
justiça (Mt. 6:33; Lc. 12:31). Este reino é designado e constituído e está realizado e será
consumado por Deus, jamais por homem. Deus enviou os seus servos para convidar os
homens indignos para entrarem no reino de Deus (Mt. 22:1-14).

Ressurreição

Há dois tipos de ressurreição; a primeira e segunda ressurreição; a ressurreição


espiritual e do corpo.
O primeiro sentido da palavra de ressurreição: a ressurreição do corpo físico: a
segunda ressurreição.
Porque o primeiro sentido de ressurreição é a segunda ressurreição? Porque, Paulo
explicou primeiro a ressurreição do corpo que vai se acontecer depois de morte física e
depois explicou a ressurreição espiritual, isto é, a primeira ressurreição que se acontece
antes de morte física em I Co. Cap. 15. Cronicamente se acontece na vida da gente a
primeira ressurreição, isto é, a ressurreição espiritual que se acontece antes da morte fisica,
e depois, a segunda ressurreição do corpo depois da morte física. Mas, como foi explicado
em cima, Paulo inverteu a sua explicação; quer dizer que Paulo explicou primeiro a
segunda ressurreição, isto é, a ressurreição do corpo que se acontece depois da morte física;
depois de explicação da segunda ressurreição do corpo físico, ele explicou a ressurreição
espiritual que se acontece antes da morte física. Logicamente, quem não participa da
primeira ressurreição não poderá participar da segunda ressurreição como está escrito em
Ap. 20:6: Bem-aventurado e santo e aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre
esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrario, serão sacerdotes de Deus e de

235
Cristo e reinarão com Ele os mil anos. Neste versículo, a segunda morte é a morte espiritual
que se acontece depois da morte física; é morte eterna. Porém, quem participa da primeira
ressurreição espiritual já participou da primeira morte espiritual com Cristo Jesus; e
experimentará a morte física, mas não experimentará a segunda morte eterna. Por isso,
quem participa da primeira ressurreição já tem vida eterna e não morre: ainda que morra
ressuscitará como Jesus Cristo disse (João 11:25). Quem não participou da primeira
ressurreição espiritual vai participar da segunda ressurreição do corpo para receber o
julgamento eterno, isto é, para receber a segunda morte eterna. Os que se perdem vão
experimentar só a segunda ressurreição do corpo sem experimentar a primeira ressurreição,
mas na verdade essa segunda ressurreição é a primeira ressurreição para ele, pois, ele não
participou da primeira ressurreição. Quem não participa da primeira ressurreição vai
experimentar a primeira morte física e depois, a segunda morte espiritual e eterna.
Quem crê em Jesus Cristo tem a vida eterna. Quem participou da primeira
ressurreição espiritual vai experimentar só a morte física, não a morte eterna. Por isso,
quem participa da primeira ressurreição tem a vida eterna. O apostolo João e Paulo
explicaram que o crer em
Jesus Cristo significa o morrer e ressuscitar com Cristo Jesus: o crer em nome de
Jesus Cristo significa o unir com Cristo Jesus na sua morte e na ressurreição.

Depois da morte haverá a ressurreição e vida eterna. Muitos dos que dormem no pó
da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. Os
que forem sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos
conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente (Dn. 12:2, 3).
A palavra de Deus bem claramente nos revela que haverá no último dia tanto a
ressurreição dos justos para a vida eterna como a ressurreição para julgamento de morte
eterna dos injustos que viviam na terra sem Cristo Jesus e morreram (João 5:29; Mt. 25:46;
Dn. 12:2).

As doutrinas de vida eternas e da ressurreição são importantíssimas na vida do


homem. Porque, como Paulo disse, se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta
vida, somos os mais infelizes de todos os homens (I Co. 15:19). Se não há ressurreição de
mortos, serão vãs a nossa pregação e a nossa fé (I Co. 15:14).

Nós devemos aceitar esta verdade pela fé por enquanto até chegarmos no céu. Se
não acredite na ressurreição depois da morte pode acontece com quem como aquele rico
(Lc. 16:19-31), em cuja casa Lazaro se alimentava das migalhas que caiam da mesa do rico,
que implorou a Abraão que mande Lazaro à sua casa paterna de cinco irmãos para que
desse lhes testemunho a fim de não virem também para aquele lugar de tormento. O seu
pedido foi recusado, porque, Abraão explicou, Deus providenciou que se não ouvirem a
Moises e aos profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que o ressuscitado dentre os
mortos desse lhes testemunho.
Mais uma vez, nós confirmamos o decreto de Deus, que o justo viverá pela fé, não
pelo evidencia ou prova ou sinal. Quem busca depoimento para crer, não acreditando nas
palavras de testemunhas fieis é incrédulo, tampouco virá a acreditar na verdade pelo
depoimento.

236
A ressurreição é a obra miraculosa divina de restaurar o morto à vida em corpo e
alma seja para a vida temporal como o caso de Lazaro, seja para a vida eterna no caso a
ressurreição de Jesus Cristo que é a primícias dos que dormem (I Co. 15:20).

Jesus Cristo e Paulo nos explicaram a razão da ressurreição: como um grão que caiu
na terra se morrendo, se nasce de outra forma da vida assim nós teremos ressurreição
depois da morte (João 12:24; I Co. 15:36).

A sua certeza é provada pelas ressurreições das pessoas; filho de viúva de Sarepta (I
Rs. 17:22), filho de sunamita (II Rs. 4:35), filha de Jairo (Mt. 9:25), filho de viúva de Naim
(Lc. 7:15), Lázaro de Betânia (João 11:44), Dorcas (At. 9:40), um jovem Éutico (At. 20:9) e
especialmente de Cristo Jesus. Jesus Cristo nos deu a promessa de ressuscitar-nos no
ultimo dia (João 6:40). Deus prometeu em Os. 13:14: eu os remirei do poder do inferno e os
resgatarei da morte.

Nós cremos como o salmista creu, que Deus remirá a minha alma do poder da
morte, pois Ele me tomará para si (Sl. 49:15).

A Bíblia não nos ensina que o corpo é mau e nem ensina que a alma é imortal. A
doutrina de ressurreição é diferente do ensino de imortalidade de alma. A salvação não
significa a deixar o corpo; é a libertação do poder do pecado e da morte.

O segundo sentido de ressurreição: ressurreição espiritual: a primeira ressurreição.

A palavra de Deus nos ensina que os que andam nas trevas – na ignorância a
respeito de Jesus Cristo e no pecado – são mortos ou os dormentes que dormem no sono da
ilusão de desolação. O pai de filho pródigo disse quando ele retornou para do pai: este meu
filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado (Lc. 15:24). Quem vive sem
comunhão com seu pai é comparado ao morto.

Em Rm. 13:11, Paulo nos recomenda que nós precisamos acordar do sono: digo isto
a vós outros que conheceis o tempo, que já é hora de vos despertardes do sono; porque a
nossa salvação está agora mais perto do que quando no principio cremos. Paulo está
falando que quem permanece nas obras do mortos está em sono, do qual precisa acordar-se.

Em Ef. 5:14, Paulo ainda está dando uma ordem aos mortos como o profeta
Ezequiel profetizou aos ossos secos dum vale segundo a ordem de Deus (Ez. 37:1-10):
Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.

Jesus Cristo disse: vem a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do
Filho de Deus; e os que ouvirem, viverão (João 5:25): nós precisamos simplesmente
apregoar a ordem de Deus aos mortos.

Jesus afirmou que quem ouve a sua palavra e crê naquele que lhe enviou tem a vida
eterna (João 5:24): quem crê em Jesus tem a vida eterna (João 3:36, 11:25), pois a vida
eterna consiste em conhecer o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo (João 17:3). Já tem

237
vida eterna agora: já se começa essa vida eterna agora, pois nós a semeamos e a recolhemos
por meio do Espírito (Gl. 6:8): todo aquele que odeia a seu irmão não tem a vida eterna
permanente em si (I João 3:15).

Jesus Cristo mesmo é a ressurreição e a vida (João 11:25). Ele trouxe à luz a vida e
a imortalidade mediante o evangelho (II Tm. 1:10).

O fato simples de que Deus nos libertou do poder satanás e do pecado mediante da
morte e a sua ressurreição de Jesus Cristo ganhou a expressão mais dramática de que como
Paulo disse em Ef. 2:1, 5, 6: Deus nos deu a (nova) vida, estando mortos nos vossos delitos
e pecados, juntamente com Cristo. Nós estávamos mortos e agora somos ressuscitados
com Cristo Jesus: em outra palavra é que nós somos regenerados pelo Espírito Santo.

Paulo mais uma vez confirma gradualmente a nossa vida nova e a nossa ressurreição
espiritual em Cl. 2:11-13, que NEle também fostes circuncidados, não por intermédio de
mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo; tendo sido
sepultados juntamente com Ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados
mediante a fé no poder de Deus que O ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que
estáveis mortos pelas vossas transgressões, e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu
vida juntamente com Ele, perdoando todos os delitos. Nesta vez, Paulo acrescentou à vida
ressuscitada a circuncisão de Jesus Cristo, que é o batismo em Cristo Jesus pelo Espírito
Santo e que não é o batismo em água. A nossa vida nova ou a nossa ressurreição espiritual é
feita milagrosamente através de nosso Salvador mediante o Espírito Santo.

A ressurreição de Jesus Cristo significa a ressurreição da nossa vida. Nós fomos


batizados pelo Espírito Santo em Cristo Jesus. Pelo batismo do Espírito Santo, nós nos
unimos com Cristo Jesus; e nós morremos e ressuscitamos com Cristo Jesus. A ressurreição
de Jesus Cristo significa a nossa vida nova e regenerada; pois o nosso homem velho foi
crucificado e sepultado com Ele. A comemoração anual de Paixão não simplesmente
recordamos a morte e a ressurreição dEle, mas também é a reafirmação da morte e a
ressurreição espiritual da nossa própria vida; essa é a primeira ressurreição de nós.

Agora, Paulo fala do fenômeno de ressurreição espiritual que se acontece em nossa


vida: se fostes ressuscitados juntamente com Cristo Jesus, buscai as cousas lá do alto, onde
Cristo Jesus vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, não nas que são
aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo Jesus em
Deus (Cl. 3:1-3).

Paulo mais uma vez fala da coisa incrível em Ef. 2:6: E, juntamente com Ele nos
ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus: quem é ressuscitado
com Cristo Jesus já está participando das coisas celestiais.

Essa nossa vida nova e ressuscitada está oculta juntamente com Cristo Jesus em
Deus, mas será manifestada em glória quando Cristo se manifestar (Cl. 3:4).

Sejamos salvos, sejamos filhos de Deus, sejamos mortos e ressuscitados, tudo serão
realizados no futuro; mas a Bíblia descreve que como tudo estão acontecendo no presente.

238
Nós vivemos o futuro no presente: nós começamos a viver já agora no presente como nós
esperamos naquilo que vai acontecer no futuro: nós levamos a nossa vida como nós cremos
em que tornaremos a ser: se tivesse um projeto para realizar, agora já começamos a
executa-lo.

A ressurreição espiritual significa apenas o inicio da nova vida e da restauração da


nossa imagem divina perdida, isto é, a imagem de Deus de eternidade (vida eterna) e a
imagem de moralidade, isto é, a restauração do coração de amor. Quem já morreu está
justificado do seu pecado: somos perdoados do nosso pecado. Nós temos agora a
santificação cotidiana depois da justificação até a glorificação, mediante a lavagem da água
da Palavra de Deus. Quem já purificado pela lavagem do sangue de Jesus Cristo por uma
vez precisa santificar a vida todos os dias pela lavagem da água da Palavra de Deus.

Cidadania do reino de Deus.

O que será que faz pessoas ser cidadão digno do reino de Deus?
Qual qualidade tem de ter uma pessoa para se tornar um cidadão do reino de Deus?

Seria razoável a pessoa precisar compreender e seguir o que Deus nos ensinou; a
situação do homem, necessidade do homem, a morte e ressurreição de Jesus, o plano de
salvação, restauração do homem, construção do reino de Deus.

A palavra de Deus disse que todos quantos os que recebem Jesus Cristo ou crêem
em seu nome são nascidos de Deus e filhos de Deus (João 1:12, 13).

Mas, a aceitar Jesus ou a crer em nome de Jesus pode ter outras conotações, porque
o apostolo Tiago disse que até os demônios crêem e tremem (Tg. 2:19). O apostolo João
nos ensinou que quem crê em Jesus, é nascido de Deus. Jesus Cristo explicou a Nicodemos
que nós precisamos nascer da água e do Espírito (neste caso, a água não significa água de
batismo; significa a palavra de Deus. A água e o Espírito são um, não separado
gramaticamente e teologicamente). Nós podemos concluir que pela palavra de Deus e com
ações de Espírito Santo nós chegamos a crer e aceitar Jesus, e conseqüentemente somos
nascido de novo, pela qual apenas começamos a nova vida em Jesus Cristo.

A crer não significa simplesmente obter conhecimento intelectualmente, mas


realmente vive como crê agora mesmo, como está vivendo agora no reino de Deus, porque
está vendo a presença do reino de Deus por renascimento: se não nascer de novo não pode
ver o reino de Deus (João 3:3). A pessoa tem que ter manifestação, realização,
consumação, pratica, e obra concreta da sua fé, senão a sua fé seria morta como Tiago disse
(Tg. 2:26).

Nós sendo descendente de Adão carnalmente temos a imagem do primeiro homem,


Adão; e agora espiritualmente sendo filho de Deus temos a imagem de segundo Adão,
Cristo Jesus.

239
Todos filhos de Deus e todos cidadãos do reino de Deus têm a imagem de Cristo, o
coração de Cristo, e o Espírito de Cristo: e todos pensam nas mesmas coisas como Jesus
pensa, e se agem como Jesus se faz, e anda como Ele andou. Os cristãos são os seguidores
de pegada de Jesus Cristo.
A vida que Deus nos deu em Cristo Jesus é vida recuperada conforme a imagem de
Deus, que não permanece no pecado, e que mantem comunhão com Deus e com próximo;
isto é, a vida moral que ama a Deus e a próximo.

A vida de um cidadão no Reino de Deus não pode considerar separadamente a


dignidade de pessoa que não busca mais vileza da vida. Os cristãos buscam a gloria, honra
e incorruptibilidade da parte de Deus (Rm. 2:7).

Em Rm. 14:17 disse que o reino de Deus não é de comida nem bebida, mas justiça,
e paz, e alegria no Espírito Santo. É claro que sim; o reino de Deus tem a esta parte da vida
de comer e beber e vestir: mas, não vivemos somente para comer e beber ou mostrar a
beleza da aparência. O homem vive não só de pão, mas de palavra de Deus (Dt. 8:3). O
homem tem a vida espiritual e moral além da vida física; e religião e moralidade; e o dever
diante de Deus e para com seus semelhantes, isto é, a vida de moral e de santificação.

Os muitos idealistas de políticos sonham construir um governo global para que não
haja mais guerra por transformação de sistemas institucionais, não por transformação do
coração das pessoas como reino de Deus, onde reina a justiça verdadeira (amor), não justiça
de litígio. O cidadão do reino de Deus é a pessoa transformada segundo a imagem de Deus;
o qual tem o coração de Cristo Jesus; e quem participa da primeira ressurreição. O cidadão
do reino de Deus almeja despejar o velho homem e revestir de novo homem enquanto viver
na terra até que deixe este tabernaculo terrestre.

Julgamento (punição) e Recompensa (galardão).

“Tu usas de misericórdia para com milhares e retribuis a iniqüidade dos pais nos
filhos; tu és o grande, o poderoso Deus, cujo nome é o Senhor dos Exércitos, grande em
conselho e magnífico em obras; porque os teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos
dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das
suas obras” Jr. 32:18, 19.

Moralidade exege existência de Deus que julga nossa vida no presente tempo ainda
no vindouro, depois da morte, conforme o que fizemos aqui na terra, como está escrito em
Sl 58:11: Então. Dirá-se; na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito,
que julga na terra.
Se não houvesse Deus que julga tanto o justo como o injusto depois da morte, então,
alguns vão dizer que comer, beber, e amanha morreremos; e ainda vão dizer que para que
sofre fazendo o bem, afligindo nosso coração?

240
Como salmista em 73, o profeta Habacuque foi afligido pela duvida no juízo de
Deus: por que Deus tolera os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso
devora aquele que é mais justo do que ele (Hc. 1:13b); porque os maus prosperam mais do
que o justo? Se parece que nosso Deus não importa com a vida moral, ou o seu julgamento
se demora: por isso, o coração dos homens está disposto a praticar o mal (Ec. 8:11).
Mas, palavra de Deus nos confirma e nos consola com certeza de julgamento como
está escrito em I Co. 15: 19, “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida,
somos mais infelizes de todos os homens”. Gl. 6:7: não vos enganeis: de Deus ao se zomba;
pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.

Enquanto viver na fraqueza da carne, pela qual nós sempre enfrentamos muitas
tentações, esta fé de que o justo será recompensado com felicidade depois da morte nos dá
muitas consolações. Nessa esperança de julgamento final, nós temos a razão de viver uma
vida que é contra mão às nossas inclinações. As nossas todas boas obras feitos em Cristo
são grande significados, porque não serão esquecidas por nosso Deus, o Juiz justo. Por
isso, não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos (Gl. 6:9). Deus
aprova disso também em seguintes palavras.

Rm. 2:6-8: Deus retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: a vida eterna aos
que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra, e incorruptibilidade; mas ira e
indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça.
Rm. 11:22: considerai a bondade e a severidade de Deus: para com aos que caíram,
severidade; mas para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres.
II Co. 5:10: porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de
Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.
At. 10:42: nos mandou pregar ao povo e testificar que Ele é quem foi constituído
por Deus Juiz de vivos e de mortos.
At. 17:31: todos se arrependam, porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o
mundo com justiça, por meio de um varão (Jesus Cristo) (Rm. 2:16).
I Co. 4:5: o Senhor não somente trará a plena luz às cousas ocultas das trevas, mas
também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da
parte de Deus.
Rm. 14:12: cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.
Ec. 11:9b: de todas estas cousas Deus te pedirá contas.
Hb. 9:27: assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo,
depois disto, o juízo.
Hb 10:35: não abandoneis a vossa confiança; ela tem grande galardão.
Sl. 18:25, 26: para com o benigno, benigno te mostras; com o integro, também
integro. Com o puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível.
Pr. 11:31: se o justo é punido na terra, quanto mais o perverso e o pecador!
I Pe. 4:17: Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; se
primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?

Muitos tentaram reconciliar ou separar entre o amor e justiça de julgamento ou entre


perdão e punição: como é que Deus de amor pode julgar ou punir? Muitos pensam que a
ira de Deus é outro lado do seu amor; ou pensam que o julgamento agora não tem nada a
ver com amor. Na verdade, pela sua santidade Deus não pode tolera o pecado, e injustiça,

241
como está escrito em Sl. 18:26: com puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível. Em
Is. 61:8 disse: o Senhor ama o juízo e odeio a iniqüidade do roubo. Em Hc. 1:13a disse: tu
és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar. O culpa,
o errado, o desvio são designados a ser corrigido e punido. A ira de Deus é manifestação da
sua santidade: é uma manifestação de aborrecimento, aversão, e antipatia sobre os pecados:
a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a
verdade pela injustiça (Rm. 1:18). A perdão pelo amor de Deus não significa o amor
indulgente, que tolera todo sem correção. Não podemos pensar em amor sem santidade e
justiça ou em santidade sem amor e justiça na sua divindade; o seu amor é santo e justo.

A viver nas trevas é um julgamento de Deus: por isso, Deus entregou tais homens à
imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo
entre si (Rm. 1:24). Enquanto viver na terra, nós recebemos disciplina, julgamento
temporário, e recompensa: e ainda receberemos o julgamento ultimo depois da morte (Rm.
2:5; II Pe. 3:7).

Deus sempre explicava ao povo a razão da sua ira e julgamento contra povo: porque
não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação (Sl. 78:22): porque o povo abandonou
seu Deus e adoraram outros deuses (Dt. 29:25, 26). Também, através dos profetas
avisaram o julgamento previamente, dando-lhes a oportunidade de arrependimento dos seus
pecados.

A salvação de graça em Jesus Cristo incita as obras do homem: não é as obras do


homem traz a sua salvação: é dom de Deus. Mas, as obras feitas em Cristo Jesus trazem
recompensa e galardão.

Missão e Moral.

Este episódio se aconteceu no tempo do profeta Eliseu, no tempo do rei Israel,


Jorão, em que houve grande fome em Samaria, o capital de Israel Norte a ponto de se
vender a cabeça dum jumento por oitenta siclos de prata e um pouco de esterco de pombas
por cinco siclos de prata por causa de cerca por exercito de Síria (II Re. 6:24-7:20).
O rei Jorão enviou um capitão ao profeta Eliseu para tirar lhe a vida por cauda
fome: assim o injusto se ira contra o justo: o rei Jorão considerou que foi por causa do
profeta Eliseu que a nação toda estava passando fome.
Porém, o profeta transmitiu lhe a palavra (profecia) de Deus: Amanhã, a estas horas
mais ou menos, dar-se-á um alqueire de flor de farinha por um siclo, e dois de cevada, por
um siclo, à porta de Samaria.
O capitão respondeu lhe com incredulidade como o seu senhor tal o seu servo,
dizendo: Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poderia suceder isso? E o profeta
disse: Eis que tu o verás com os olhos, porém disso não comerá.

Quatro homens leprosos estavam à entrada da porta, os quais disseram uns aos
outros: Para que estaremos nós aqui sentados até morrermos? Se entrarmos na cidade, há

242
fome na cidade, e morreremos lá: se ficarmos sentados aqui, também morreremos. Vamos
então para o acampamento dos sírios. Se eles nos deixarem viver, ficaremos vivos; se eles
nos matarem, tão-somente morreremos. Eles foram até o acampamento dos sírios ao
anoitecer.
Porém, quando chegaram, não havia ninguém lá.

Porque o Senhor fizera ouvir no arraial dos síros ruído de carros e de cavalos e o
ruído de grande exército; de maneira que disseram uns aos outros: Eis que o rei de Israel
alugou contra nós os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para nos atacarem. Por isso, os
sírios haviam fugido para salvar as suas vidas, deixando as suas tendas, os seus cavalos, e
os seus jumentos, e o arraial como estava.

Chegando aqueles leprosos à entrada do arraial, entraram numa tenda, e comeram,


beberam, e tomaram dali prata, ouro, vestes, e se foram, e os esconderam; voltaram, e
entraram em outra tenda, e dali também tomaram alguma coisa e a esconderam.

Então, disseram uns aos outros: Não fizemos bem; este dia é dia de boas-novas, e
nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora,
pois, vamos e o anunciamos à casa do rei.

Embora os quatro homens foram leprosos fisicamente, mas tiveram a boa


consciência, pela qual perceberam que eles ficariam errados se ficassem calados, não
anunciando a boa noticia de fartura aos famintos que não sabem este fato de abundancia
que Deus preparou.

A obra de missão também é de quem conhece as boas-novas e anuncia ao mundo


faminto e sedento as riquezas da graça divina por ordem da sua consciência, não por
mandato de aleio: é por amor de Deus e por amor do povo. Eles lembraram dos seus
irmãos, parentes, amigos, vizinhos que morriam de fome e de sede.
Eles identificaram com seus semelhantes. A missão e a evangelização exigem
também a moralidade que procede da consciência pura.
Como água fria para o sedento, tais são as boas-novas vindas de um país remoto (Pr.
25:25). As Boas-Novas de riqueza das suas graças são para os famintos e sedentos da alma.

7. SATANÁS E DEMÔNIO.

A realidade de existência de satanás.


Muitos têm o ponto de vista naturalista, cientifica, racionalista e materialista que é
cético a respeito da sua existência. Alguns consideram que o demônio é o mau impulso da
gente: o qual nega a sua existência fora da gente. Outros pensam que o mal é arraigado na
estrutura da sociedade: cujo poder institucional é demoníaco. E, eles lutam reformar a
sociedade, por exemplo, o comunismo. Os psicologistas consideram que os fenômenos ou
sintomas demoníacos são as conseqüências de abnormal desenvolvimento de atividades;
por exemplo, o demônio é a doença mental. Eles analisam os comportamentos pessoais e
pretendem modificar o modo de conduta.

243
A Bíblia nos testemunha da sua existência real de ente espiritual. Ele não é uma
força impessoal. Realmente, sem duvida, existem as forças malignas de diabo e de satanás.

Origem.
Alguns identificam satanás com Lúcifer, a estrela da manhã, o filho da alva (Is.
14:12-15).
Eles são anjos quedas que rebelaram contra Deus. Ele é uma das criaturas de Deus
e o ente espiritual.

Atuação dele e sua identidade.


Ele atua como o sedutor e enganador de todo mundo (Ap. 12:9) e tentador para
corromper a gente (Gn. 3:10; I Cr. 21:1; Mt. 4:10). E ele é o adversário contra o povo de
Deus (I Pe. 5:8) e o acusador de nossos irmãos (Ap. 12:10) e caluniador e difamador (Zc.
3:1; Lm. 1:7) e desafiador contra os justos (Jó 2:4, 5) e perseguidor da Igreja. Ele é o
príncipe deste mundo e forças espirituais do mal (Ef. 2:2, 6:12) que guia o seu povo por um
caminho que não é bom, através nações, reis e autoridades da terra, e denominações
religiosas.
Ele é o causador de algumas doenças (Lc. 13:16) e destruidor da gente. Ele é o
pecador desde principio (I João 3:8).

Poder dele e sua subjugação.


Ele não compete com Deus no poder: é muito inferior ao poder de Deus: no ensino
bíblico não há a idéia de dualismo de dois poderes iguais e paralelos. O satanás se age
dentro do limite permitido por Deus. Ele como os outros anjos é subordinado ao Deus e
derrotado por nosso Senhor Jesus Cristo na batalha. Ele é mais superior ao homem no
poder. O homem não tem condição de confrontar ao diabo diretamente ou competir com
ele pelo poder. Porém, Paulo nos recomenda que em nada esteja intimidado pelos inimigos
(Fp. 1:28), porque Aquele que está conosco é mais forte do que ele. E, nós não precisamos
olhar nele, pelo contrario, olhamos firmemente sós para o nosso Autor da Salvação.

Caráter dele.
Ele é sábio para o mal e estúpido para o bem. Ele tem prazer no fazer o mal e mania
de regozijar no sofrimento da gente. Ele tem prazer na mentira e falsidade e na injustiça.
Ele perverte a palavra de Deus. Ele nunca fica firme na verdade (João 8:44). Ele odeia a
Deus e a verdade. A vida dele é egocêntrica e não há um espaço de amor no seu coração;
sempre se opõe à obra de Deus. Ele vive no mundo irreal e falsidade sem fundamento: por
isso, ele é presunçoso (Lc. 4:6).

Estratégia dele: cilada dele.


Quem seduziu o homem a pecar? Como é que aconteceu o homem a pecar? Foi
serpente (Gn. 3:1), o dragão, satanás (Ap. 20:2).

Ele tenta seduzir e dominar e escravizar homens. Ele é o principal causador de todas
tentações e de todos os males e perversões. Eles cegam o entendimento dos incrédulos para
que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo (II Co. 4:4). Ele é o

244
principal causador dos males e pecados; e através das quais escurecem as faculdades de
percepção do homem, seja raciocínio seja consciência seja emoção.

Ele não pode nos esforçar a nós a fazermos algo contra nossa própria vontade como
Deus nem esmaga a nossa vontade. Ele não pode entrar em nossa vida e dominar a nossa
vida sem nosso consentimento. Uma vez vencido por ele, a gente, pecador, fica escravo
dele.
Embora ele não pode se agir diretamente contra vontade do homem, através de três
desejos principais do homem, satanás tenta a seduzir Adão e Eva, e Jesus Cristo, e toda
humanidade; a concupiscência da carne, a concupiscência de olhos, e soberba da vida (Gn.
3:1-5; Mt. 4:1-10; I João 2:16).
Através de mentira, ele implanta má fé, desconfiança, inveja, ódio, duvida,
falsidade, confusão, cegueira, ilusão de egoísmo (satisfação própria), vã esperança, cobiça,
sentimento de inferior, depressão, violência, e rebelião no coração do homem. Ele suscita a
duvida na mente do homem a respeito de amor de Deus para com gente, a sua sabedoria, a
sua provisão, o seu poder, e sua veracidade para que a pessoa não fique firme no Senhor e
na verdade (João 8:44). A ignorância da verdade e realidade é a coisa de trevas e de satanás.

Eles tentam separar entre Deus e seu povo através de pecado. A sua estratégia e
cilada são a seduzir, enganar o povo de Deus para pecarem contra Deus; e o povo fique
amaldiçoado por Ele.

Balaque, o rei de Moabe, chamou o falso profeta Balaão para que ele amaldiçoasse
ao povo de Deus, os israelitas. Deus não permitiu que ele amaldiçoasse o povo amado por
Ele.
Quem pode amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como pode denunciar ou
condenar a quem o Senhor não denunciou? Deus nem vê iniqüidade em Jacó, nem
contempla desventura em Israel. Não há encantamento contra Jacó e nem adivinhação
contra Israel (Nm. Cap. 22-24). Que criatura poderá separar o seu povo do amor de Deus?
(Rm. 8:39). Por isso, Balaão aconselhou a Balaque seduzir o povo israelita para pecarem
contra Deus: o povo israelita adorarem a outro deus de pagão e se misturarem com outra
raça pagão: essa sedução a pecar é cilada de satanás e a única maneira que ele pode fazer
contra povo de Deus. Conseqüentemente, Deus fica irado pelo pecado do seu povo e
castiga-lo.

O seu status durante os milênios.


Jesus Cristo ganhou a vitória sobre satanás e morte através da sua morte e
ressurreição (Cl. 2:15). Jesus Cristo ressuscitado foi levado para o céu e agora está
assentado no trono ao direito do Pai (Mc. 16:19; Lc. 22:69; Ef. 1:20); e está glorificado na
ocasião de coroação do seu domínio (Ap.5:12, 13), recebendo toda a autoridade no céu e na
terra. Quando Ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro, o satanás, e derramou o seu
Espírito Santo aqui na terra (Ef. 4:8). O satanás é preso e lançado no abismo - não inferno
– durante os mil anos para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil
anos (Ap. 20:2, 3). O mistério da iniqüidade do satanás já opera em preso com corrente e
aguarda somente que seja afastado Aquele que o detem (II Ts. 2:7). Depois de completarem
os mil anos, ele será solto por pouco tempo (Ap. 20:3), durante a grande tribulação para
experimentar os que habitam sobre a terra. Como é que podia comparar com esta geração

245
perversa que não quer deixar entrar Jesus no seu coração? Os homens desta geração seriam
semelhantes àqueles dos cujos corações o espírito imundo foi expulso pela obra redentora
de Jesus Cristo; mas, cujo coração estava vazio sem Jesus Cristo. Ele não deixou entrar
Jesus no seu coração: deixou Jesus fora da porta do coração: por isso Jesus está batendo a
porta, querendo permanecer nele, esperando um dia como mil anos, e os mil anos como um
dia. Então, o espírito imundo voltou com outros sete espíritos, piores do que ele para a
primeira casa donde saiu, e, entrou e habitou nele. E, o ultimo estado daquele homem se
tornou pior do que antes (Mt. 12:43-45; Lc. 11:24-26). A situação daquele que não aceitou
Jesus Cristo será assim no ultimo tempo em que o satanás será solto.
Quem guarda a palavra de Deus, Deus permanece nele, e ele nEle: e será guardado
da hora de provação que há de vir sobre o mundo inteiro (Ap. 3:10).

Derrota dele e o seu destino final.


Deus revelou a sua derrota através do profeta Isaias: tu foste lançado por terra (Is.
14:12; Deus fala do futuro como do passado) e serás precipitado para o reino dos mortos,
no mais profundo do abismo (Is. 14:15). Jesus Cristo mesmo disse: Eu via satanás caindo
do céu como um relâmpago (Lc. 10:18).
No livro de Apocalipse está escrito como o seguinte: o satanás, o grande dragão, a
antiga serpente (que foi solto do abismo depois de os mil anos), primeiro faz guerra no céu
para recuperar o seu lugar no céu e perdeu na peleja no céu; e não achou o seu lugar no céu;
e foi tirado para terra com seus anjos (Ap. 12:7-9). O dragão atirado para a terra ficou
ainda mais cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta (Ap. 12:12) e
persegue a Igreja e peleja contra os restantes do seu povo, os que guardam os seus
mandamentos de Deus e tem testemunho de Jesus Cristo (Ap. 12:13-17), e também tenta
seduzir todos os povos da terra, através de mobilização das nações da terra (a besta que
emerge do mar: o bloco político) e os falsos profetas (a besta que emerge da terra: a
organização religiosa) (Ap. cap. 13). Mas, é pela Vinda do Senhor (Ap. 14:1-5; 19:11-16)
que conclua o termo com os reis da terra com os seus exércitos e os falsos profetas e o
satanás: os três foram lançados no lago de fogo (AP. 19:19, 20; 20:10; Mt. 25:41; II Ts.
2:8): e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.

Esse Jesus é aquele descendente que Deus prometeu a Adão, que vai esmagar a
cabeça da serpente (Gl. 3:16).

Nossa luta contra ele.

Nós também andávamos outrora segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe
da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência (Ef. 2:2): nós
somos escravos de satanás e filhos de desobedientes por nascença. É pela graça de Deus
que nós somos salvos e libertados de poder de satanás.

Paulo disse: a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra os principados
e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do
mal, nas regiões celestes (Ef. 6:12). A nossa luta não é de corporal ou física. A nossa luta
contra ele é intelectual e espiritual, pois é a disputa entre a verdade e falsidade e entre a
justiça e injustiça. Porque é que é espiritual? Ele é o ente de espírito e invisível.

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Por isso, o apostolo Paulo nos recomendou que nós precisamos revestir de toda a
armadura de Deus para podermos ficar firmes contra as ciladas do diabo (Ef. 6:11).
Tiago disse que vos sujeitai a Deus; mas resiste ao diabo (Tg. 4:7).
Pedro também disse que sede sóbria e vigilante: resisti-lhe firmes na fé (I Pe. 5:8,
9).
A nossa arma contra ele é a nossa obediência ao Senhor (Tg. 4:7) e a nossa
confiança nEle pela fé e amor e a verdade, isto é, a Palavra de Deus. Porque é que o amor e
a verdade são armas contra ele? O amor e a veracidade são as únicas naturezas que ele não
tem: ele não tem jeito diante de amor e da justiça e da verdade e da realidade. Nós,
revestidos de justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, expelimos e derrotamos o
nosso inimigo satanás por exercício da nossa justiça e por proclamação do evangelho da
verdade. A palavra de Deus nos recomenda que nós resistamos a ele, conhecendo as ciladas
dele, não confrontamos lhe diretamente. Como nós ficarmos humildes diante de Deus,
também é diante de diabo: se ficar soberba vai cair diante das ciladas dele. Nós precisamos
refugiar no Senhor e confiamos nEle. As nossas armas não são abjurações contra ele, nem a
água santa que nós não sabemos de onde vem, nem a gesto de fazer sinal de cruz, nem de
alho.
O viver na realidade e na verdade é a vida sóbria.

A nossa luta contra satanás durante os mil anos é comparada com leão correntado,
que não pode avançar e tragar a gente; é simplesmente a ameaçar.

Relação com movimento carismático.


Os discípulos se alegraram por exorcismo dos demônios em nome de Jesus Cristo:
mas, o Senhor advertiu que: alegrai-vos, n