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Articulando

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s t r e u t o
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A te L be d
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Este texto foi revisado, preparado e composto
pela Editora Keimelion.
keimelion@gmail.com
http://editorakeimelion.blogspot.com/
(31)3244-1245

©Públio Athayde
o.
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A te L be d
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PÚBLIO ATHAYDE

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Articulando
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2009
Dedico este livro a André Legos
E à memória de
Cláudio de Castro e Silva,
Meu mestre na arte de detratar.

As pessoas que não são inteligentes
costumam não entender como
a inteligência funciona.
Sumário
A morte do subjuntivo e a falta de fé no sujeito ................ 9
A cruz e o beijo............................................................... 12
América Latina, século XXI ............................................. 15
Aos voluntários nas ONGs .............................................. 17
Assunção ou ascensão? .................................................. 18
©Públio Athayde ........................................................... 20
Causa Perdida ................................................................ 23
Considerando ................................................................. 27
Cursos sequenciais: vigarice com rubrica do MEC............ 30
Defendendo o texto ....................................................... 32
Deletar, excluir, bloquear ............................................... 34
Eu “Ouro Preto” ............................................................. 37
Fé e confiança ................................................................ 40
Foto ilustrativa .............................................................. 43
Fraude Acadêmica ......................................................... 45
Integração do Brasil ....................................................... 48
Julio Meiron: mostra a cobra e mata a pau..................... 52
Leilões & Presentes. ........................................................ 54
Medida Procrastinatória................................................. 56
O Brasil na nova ordem .................................................. 57
O mercado da nova ordem mundial ................................ 61
Panorama internacional ................................................. 64
Problemas para o Brasil .................................................. 73
Panóptico da contemporaneidade: “Une surveillance
ã m: o .
a ç
g a e 82br/
l
impossibile”. .................................................................. 75

u
iv end m.84
d
Parabéns pra você – pra mim!........................................

a r a a v .co
s
Pentassexual ..................................................................

r a p s t á r e
o st rnooGoogle
Quod Tibi Fieri Non Vis, Alteri
t o
e .................................................
Ne Feceris
u
......................... 87

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Popularidade
v e a
d .............................................. 97
92
A Reveillon
e L em BuenoseAires
b
t c..................................................................
EsSignificação
/ l u
: /
ttp do Senado Federal ...................................... 104
101

hTaxonomia
Vencer a eleição ........................................................... 107
Xadrez e escolha racional: aplicação lúdica da teoria dos
jogos ............................................................................ 113
Públio Athayde

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Corte epistemológico é o golpe que se dá no nó
górgio do conhecimento.

8
Articulando

A morte do subjuntivo e a
falta de fé no sujeito
Leitor compulsivo e ex officio que sou, além de
bom ouvinte da nossa língua, tenho observado os
dois fenômenos do título, para os quais chamo a
atenção dos interessados: o subjuntivo, aquela
forma verbal que a gente estudava usando se, que
e quando, para ajudar a decorar, está morrendo,
morre do que morrem os recursos e as belezas do
vernáculo, da falta de uso; quanto ao sujeito, a-
quele trapinho da oração que pratica ou recebe
uma ação, perdeu toda a credibilidade, talvez seja
por estarmos tratando de sujeitos brasileiros ou
portugueses em sua maioria, já mesmo um tanto
desacreditados no mercado.
Por mais que minha observação não seja produto
de nenhuma investigação criteriosa e minha análi-
se não se revista de aparato linguístico profissio-
nal, o que ressalto são apenas dois pontos que
têm me causado incômodo.
A primeira questão, a agonia da forma verbal, te-
nho observado principalmente nos textos escritos.
Acredito mesmo que o óbito do subjuntivo já tenha
sido devidamente atestado na fala, ressalvando-se
algum erudito que cisme em falar como escreve,
talvez por muito escrever, mas ele é a andorinha
que não faz verão. Mas tem sido novo para mim, e
um pouco incômodo, dar com construções como:
“algum erudito que cisma em falar” – “talvez é por
estarmos tratando” – “minha análise não se reves-
te de aparato linguístico”. Dá para se ouvir essas
coisas sem arrepiar, mas minha reclamação é que

9
Públio Athayde

estamos lendo isso constantemente, raríssimo o


uso daquele modo verbal mesmo em textos. Va-
mos destacar a função do subjuntivo para dar a
ele algum alento: modo verbal “que expressa a
ação ou estado denotado pelo verbo como um fato
irreal, ou simplesmente possível ou desejado, ou
que emite sobre o fato real um julgamento”. Pala-
vras de mestre Houaiss. Se for irreal, possibilidade
ou desejo, ou se for uma opinião, um juízo, uma
hipótese, o enunciado que venha no subjuntivo.
Guardemos o modo indicativo, o mais vira-latas
das conjugações, para as coisas certas e bem sa-
bidas: “Dá para se ouvir essas coisas” – “ele é a
andorinha que não faz verão” – “Vamos destacar a
função do subjuntivo”.
O descrédito no sujeito é fenômeno recorrente na
fala, a mais dinâmica das facetas das línguas. Fico
me perguntando se tal ocorrência tem algum fun-
damento psicossocial, por estamos mesmo per-
dendo nossas fés, ou por as pessoas estarem
mesmo merecendo desconfiança. O fenômeno o-
corre porque as pessoas estão separando o sujeito
do resto da fala por uma pausa, para pensar o que
dizer – ou mentir – mas na escrita essa pausa é
representada por vírgula e ocorre que a danada da
vírgula não pode se meter entre o sujeito e o pre-
dicado; a vírgula é a colher de pau entre o marido
(sujeito) e a mulher (predicado). Então sapecam
um pronome, depois da pausa, para ele substituir
o sujeito e fazer o serviço dele: “O descrédito no
sujeito, ele é fenômeno…” – “A primeira questão,
ela tem sido observada…” – “O fenômeno, ele o-
corre porque as pessoas…” Nada errado nessas
construções, erro formal não há. Minha implicância
é com a recorrência delas. É bem verdade que al-
guns sujeitos não merecem mesmo nenhuma con-

10
Articulando

fiança, mas todos eles? Qual o problema em po-


darmos boa parte desses pronomes e vírgulas,
deixando os sujeitos livremente recebendo ou pra-
ticando as ações que lhes são devidas? Acredito
que as pessoas, ao falar, ganhem credibilidade em
seu discurso e maior fluência se passarem a ter fé
nos sujeitos e suprimirem de suas declarações boa
parte desse artifício de raciocínio ou falseamento.
A ressurreição do subjuntivo empresta aos verbos
o sentido mais próprio e a confiança no sujeito se
reflete na fidedignidade do discurso. Assim tenho
pensado.


Eu vou arrumar minhas palavras-valise pra viajar
de palavra-ônibus!

11
Públio Athayde

A cruz e o beijo
Duas manifestações estéticas cujas referências
cristãs diretas e polêmicas têm dado motivo a con-
testações por parte de pessoas que se sentem o-
fendidas. As pessoas recorrem ao poder público, a
quem as duas peças pertencem, patrimônio que
são de municipalidades, uma na Argentina, outra
na Itália. As pessoas denunciam ao clero romano
das respectivas dioceses. O clero pressiona os go-
vernos. E os governos, lá e cá dão ouvido às quei-
xas, porém respondem ambos no sentido de que
preservarão integralmente o direito da manifesta-
ção estética de cada um dos artistas e exercerão o
próprio direito de expor as obras.
La Historia de Amor más Grande, más Bella y más
Heroica de Todos los Tiempos, fotomontagem de
Mauro Guzmán exposta no Museu Castagnino em
Buenos Aires que mostra o Super-Homem beijando
Cristo.
Zuerst die fusse (primeiro os pés), assemblage de
Martin Kippenberger, exposta no Museion, museu
de Bolzano, Itália, mostra uma rã verde crucifica-
da.
Não farei aqui crítica estética dos objetos, mas
informo que tenho apreciação favorável de ambos.
É bem claro que os artistas jogaram contra valores
estabelecidos, contestando-os ou mesmo os rea-
firmando, dependendo da leitura que se faça de
cada peça, já que ambas permitem interpretações
muito amplas.
Quero apontar outra abordagem sobre esses epi-
sódios, qual seja o discurso dos poderes públicos,

12
Públio Athayde
Este e outros livros estão disponíveis para compra
pelo sistema de impressão sob demanda! Estou
preparando para disponibilizar todos meus trabalhos.
Com o apoio de meus leitores, milhares, que se
dispuseram a ler meus trabalhos nas versões e-book.
Agora eles podem ser impressos!
Acesse http://clubedeautores.com.br/ e pesquise por
meu nome.
Se este link estiver disponível, ele vai diretamente à
minha página lá: http://migre.me/at4p

Articulando
Coletânea de artigos. Alguns são
artigos leves, outros bem mais
profundos. Alguns têm origem
em trabalhos acadêmicos e
foram simplificados para essa
edição, estando disponíveis
inclusive pela internet, suas
versões completas e anotadas.
Há artigos bem recentes e
outros de mais de dez anos.
Novo livro publicado. Não
necessariamente novos textos,
pois se trata de uma coletânea
de Públio Athayde:
"Juntei alguns artigos espalhados (mentira: estavam todos
na mesma pasta do computador), selecionei bastante
(outra mentira: coloquei tudo que era pertinente) e
organizei esse livrinho eletrônico com o que prestava (ou
eu pensei assim). O bacana é a facilidade, o baixo custo
(zero) e a provisoriedade: tudo pode e vai ser revisado
montes de vezes e nunca estará perfeito."

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O objetivo deste
Manual Keimelion 2010
para redação acadêmica
é subsidiar a produção de textos
científicos, fornecer elementos
para que os aspectos linguísticos e
formais não constituam grandes
obstáculos ao trabalho. Espera-se
que aqui se encontrem algumas
indicações de procedimentos a
serem seguidos ou evitados. São
fornecidas sugestões de
apresentação dos trabalhos, de
acordo com as usuais formatações e regras de referência. Note-
se que há enormes variações entre as diferentes instituições
quanto a esses aspectos. As formas propostas são síntese
simplificada das exigências genéricas. Este trabalho é fruto de
minha experiência como revisor, atuando especificamente com
teses e dissertações ao longo de mais de dez anos.

Camonianas
Quatro sonetos de Luís de Camões
dão origem a 56 composições em
que o poeta Públio Athayde
desenvolve sugestões de cada um
dos versos da significativa
tetralogia. Tomado como primeira
frase dos novos poemas, o verso do
grande luso é o mote que conduz o
desempenho do sonetista ouro-
pretano no virtuosismo de uma
delicada, difícil e audaciosa
operação.

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Confissões
“confissões/ foram tantas/ nas
lições/ que me cantas”. Mais
poesias de Públio Athayde; desta
vez, poesia confessional. Crônica
completa de um amor do passado
em sonetos livremente acrósticos.
Todo ilustrado com fotos de Ouro
Preto antigas.

Dirceu
Sonetos Bem(e)Ditos
Quatorze versos cada poema de
vário amor absolutamente
bandido. Uma contorção de quem
subtrai a Musa ao tango para
trazê-la a um sabá orgírico em
ritmo de seresta. Poesia-tese é a
resposta que Doroteu nos
oferece...

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Marília & Dirceu
Um triângulo de dois vértices
Teatro. Drama em um ato de
Públio Athayde sobre textos de
Tomas Antônio Gonzaga, José
Benedito Donadon-Leal e Públio
Athayde. Ao fundo do palco vêem-
se a casa de Marília e, em último
plano, o IItacolomi, nos lados,
altares "barrocos" com ícones
gregos mencionados no texto; alguns móveis, dois leitos e
adereços de época, velas acesas, luzes cambiantes entre os
vários ambientes de cena.
Sonetos para Ser entendido
“É o próprio título que talvez forneça a principal chave de leitura
dos textos: algo como uma ascese para
se chegar ao entendimento e ser um
entendido em paz neste mundo. O
leitor, além disso, deve se manter
atento, tal como o poeta nos adverte o
poema “De atalaia”: “Porque coisa
escondida existe / Até no mais óbvio do
chiste.” [...] Como sabemos, o cômico, a
ironia, o grotesco, o escatológico, o
blasfemo, o chulo são territórios
considerados menos nobres na
literatura, ainda sob o império do apolíneo. São raros, portanto,
os autores que levam a sério a pesquisa desses territórios e
sabemos de sua luta para terem as respectivas obras
reconhecidas. [...] Encerro no poema “Pátria”, da sessão
“Sonetos infantis”, que foi escrito quando Públio era ainda um
menino e acreditava em tantas coisas importantes. É porque no
centro do riso mora uma pungência insofismável. " Ronald Polito

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Eu Ouro Preto
Tópicos de História: Arquitetura,
Música, Documento, Conservação
Públio Athayde
Este livro congrega seis artigos com
uma temática comum apaixonante:
Ouro Preto. Os olhos do historiador
ouropretano convergem para a
paisagem, a arquitetura, a música e o
povo desta cidade, para as relações
destes elementos nos tempos
passado e presente de modo inequivocamente passional, mesmo
considerada a abordagem metódica e a pretensa erudição. A
paixão, confessa no primeiro artigo (Eu “Ouro Preto”), se
desdobra em considerações topográficas sobre os templos
coloniais (Adequação retórico-arquitetônica da Paróquia de
Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto). A mesma paixão visceral
que aguça os ouvidos para sons reais e imaginários (Música
colonial, cérebro retórico e êxtase religioso) relê a poesia
arcádica situando física e politicamente as referências do poeta
detrator (As cartas chilenas: carta terceira, notas de leitura).
Ainda com os olhos voltados para o passado, e nada é mais
presente no passado que a morte, abstrair de algumas lápides os
resquícios das paixões de outras épocas é tarefa inglória e
fascinante (Aqui jazem os restos do irmão J.F.C. falleciddo),
tanto quanto querer apontar nos requícios já arqueológicos da
mineração aurífera (Curral de Pedras: abandono e omissão) as
tensões vividas em uma época anterior cujas marcas estão por
todo lado, cravadas na essência da brasilidade. A retórica da
história clama em coros dissonantes e cada vagido é repleto de
significâncias, todas elas se articulando para dar significado ao
que somos. Cada olhar sobre a Ouro Preto de outrora completa a
visão que temos de nós mesmos, quer como agentes de uma
existência em contínua construção, quer como amantes do
pretérito edificado em magnífica herança.

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As Quatro Estações
Mimeses
Este trabalho apresenta as mimeses
transversais entre duas leituras
contemporâneas de duas obras do
século XVIII e discute a invenção
baseada em emulações sobre As
Quatro Estações, de Antonio Vivaldi. O
engenho focado é um conjunto
pictórico capaz de representar
simultaneamente as Quatro Estações
como ciclo temporal e metáfora das fases da vida. A composição
pictórica integra elementos formais da iconografia antiga a
elementos da linguagem plástica contemporânea tendo como
referenciais: a iconografia de Cesare Ripa e o trabalho de Amílcar
de Castro. A proposta inclui aspectos transdisciplinares entre
poesia, a música e a pintura. Uma das leituras, a literária, feita
nos últimos anos do século passado, e outra o Programa
Iconográfico, mais recente ainda, dos primeiros anos do XXI. Essa
sobreposição de mimeses, além da emulação entre artes
distintas, compreende a transversalidade da leitura
interpretativa. O objetivo do Programa Iconográfico em questão
não foi fazer doutrina da percepção sensorial, estética ou
intersemiológica. A pretensão foi a da produção artística. Ao
cabo do processo, esse livro discute a investigação que resultou
na pintura e os resultados dela.
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Públio Athayde

Fé e confiança
Geralmente andam juntas, mas entendo que fé e
confiança sejam conceitos bem distintos. Essa a-
firmativa pode ser incômoda, certamente é provo-
cativa. Mas quero que me entendam desde já co-
mo respeitador das fés alheias e confiante na boa
fé das pessoas.
Meu conceito de fé é que ela seja a crença irracio-
nal naquilo que é improvável; irracional no sentido
de que não pode ser racionalizada, não pode ser
demonstrada, estando acima da capacidade dedu-
tiva e além da constatação empírica; improvável
nos sentidos de que não é passível de prova e de
que a hipótese fática seja remota. Fé é uma cren-
ça exprimível, partilhável, apesar de amplamente
subjetiva, mas abstrata e complexa em sua gêne-
se. Tem origens sociais, psicológicas e culturais.
Compreendo a confiança como a crença baseada
no juízo de probabilidades e na experiência. A con-
fiança pode ser demonstrada, os fatores que a
constituem são relacionáveis e constituídos de e-
ventos empíricos. Quando existe razoável parcela
de probabilidade de que aqueles eventos se repi-
tam, ou se reproduzam assemelhadamente, e de
que as mesmas relações se processem, dizemos
que temos confiança. Confiança é então a crença
demonstrável, exprimível, complexa sim, mas seus
graus de abstração e subjetividade são muito me-
nores. Não tem relevantes fatores psicológicos
intervenientes, tem menores influências sociais ou
culturais que a fé.
Não tratarei de religião – que é seara alheia, mas
de política – que é onde minha ignorância é um

40
Articulando

O mercado da nova ordem


mundial
O que tenho ao chamado mercado é o conjunto de
ofertas e demandas em três áreas específicas,
mas nem sempre dissociáveis: política, econômica
e social. Se em uma destas áreas a oferta ou a
demanda tenderem a zero, inexiste ali o mercado.
As demandas políticas (exemplificando, que é mais

o.
fácil que definir) são aquelas por participação no

ã m:
ç
processo decisório, na escolha de dirigentes; as

l a
g a e br/
econômicas são aquelas por determinados níveis

u
iv end m.
de renda, por acesso ao trabalho, por participação

d
nos lucros, por capitais; as sociais são aquelas por

r a a v .co
segurança coletiva e privada, por seguridade soci-

a
p s
al, por acesso aos bens coletivos. Mas muitas ve-

r a s t á r e
zes estes campos não são estanques, pois uma

t o
s e u t
das vias do processamento de demanda social ou

o ivr o a
e
econômica é pela a política; outros ordenamentos
m
A te L be d
são possíveis. É por isso que considero que, para o
efeito da superficialidade com que se está abor-

Es p://clu
dando cada aspecto, pode-se aqui considerar a
demanda e a oferta destas três áreas agregada-

htt
mente. Considero mesmo que quase sempre se
canaliza a demanda por mais de um canal simul-
taneamente.
O que importa observar é que houve recentemen-
te profunda modificação (e ampliação) nas ofertas
deste mercado, em termos globais, e que as de-
mandas se transformaram fundamentalmente.
Do ponto de vista político, passou a haver oferta
muito mais importante de participação, em que se
considere que a grande maioria dos países hoje

61
Públio Athayde

apresente quadros mais ou menos próximos de


democracias pluralistas, ou pelo menos bem dis-
tantes de sistemas totalitários ou regimes burocrá-
tico-militares vigorantes a partir de uma década e
antes disso. Nestes casos, de democratização re-
cente, em geral uma das mais importantes de-
mandas passou a ser a da consolidação democrá-
tica, a manutenção das ofertas de participação nos
parâmetros já alcançados ou em ainda melhores.
Estas demandas vão em direção de institucionali-
zação de pactos e outros mecanismos autônomos

o.
de estratégias eficazes para contornar os conflitos
ã m:
ç
existentes nas democracias. Mas, de modo geral,

l a
g a e br/
no mundo de hoje, se aceita muito mais a dúvida

u
iv end m.
característica do processo decisório democrático

d
como componente de incerteza num mercado no

r a a v .co
qual não se pode ganhar sempre, este aspecto é

a
p s
ainda diferente que ocorria há não muitos anos,

r a s t á r e
em termos globais, em muitos lugares particular-

t o
s e u t
mente e entre nós inclusive. O que é melhor, têm-

o ivr o a
m e
se aceito mais e mais as instituições como fórum

A te L be d
para processamento das incertezas democráticas.

Es p://clu
Do ponto de vista social, tendo surgido demandas
diferentes, o mais notável, entretanto, é que estas

htt
demandas têm sido processadas de formas muitas
vezes diferentes das que seriam habituais a alguns
anos. A via institucional é constante, mas nem
sempre a via governamental é a escolhida. Muitas
vezes demandas sociais contrariam interesses e-
conômicos e políticos muito fortes, e têm, não obs-
tante sido atendidas. A correlação de forças entre
os componentes político, econômico e social se
tornou mais equilibrada, no meu entender, ou, no
mínimo, menos desigual.

62
Públio Athayde

Panorama internacional
O primeiro aspecto que pretendo apontar é a
questão do liberalismo e do neoliberalismo. Toma-
do um pelo outro, compreendido em sua forma
atual como a unanimidade praticada pelo mercado
global, há ainda uma série de realidades diferen-
tes nas quais pretende-se que se pratique a mes-
ma doutrina (ou exerça a mesma prática) econô-
mica; as discrepâncias entre os hemisférios Norte

o.
e Sul, ao contrário de diminuírem, vêm se recru-

ã m:
ç
descendo; dentro do Brasil, a distância entre os

l a
g a e br/
mais pobres e os mais ricos é maior nos últimos

u
iv end m.
anos, e a proporção entre uns e outros é ainda

d
mais desigual, na maioria dos NICs a realidade não

r a a v .co
é muito melhor que aqui. Mesmo no primeiro

a
p s
mundo, malgrado o gigantesco esforço financeiro

r a s t á r e
e gerencial dos países mais ricos, há ainda enorme

t o
s e u t
fosso entre o Oeste (principalmente os países de

o ivr o a
e
democracia estável desde a Segunda Guerra) e o
m
A te L be d
Leste (recém advindo do socialismo). A este res-
peito tratou Helmut Koln em artigo já há alguns

Es p://clu
anos; por outro lado, há pluralidade de liberalis-
mos (como movimento de ideias, origens distintas,

htt
concepções de estado) que, se ultrapassarmos o
extrato comum estabelecido pela economia de
mercado e pelo estado mínimo, já estaremos em
tantas vertentes quantos são os autores que se
dedicam ao tema. Mas também não é o aspecto da
gênese ou a tipificação do liberalismo que importa
aqui centralmente. O cerne da questão é se o libe-
ralismo é viável, se é compatível com a democra-
cia procedimental (de Bobbio, ainda) ou qualquer
outra, e se será a alternativa para integrar parce-
las cada vez mais abrangentes ao mercado eco-

64
Articulando

Reveillon em Buenos Aires


Passei o um por lá, então aqui estão algumas im-
pressões que podem ajudar a programar ou desis-
tir dessa empreitada portenha. Quanto aos luga-
res, imagino que a maior animação bonairense
seja o cemitério da Recoleta, a turistada fica toda
em volta… Você já esteve lá? Aprendi que aquele
povo não enterra os mortos, eles os preservam em
caixões que ficam à mostra, em prateleiras nos

o.
sepulcros. Bem, a visita à necrópole é programa

ã m:
ç
diurno, mas a noite é animadíssima em volta dela;

l a
g a e br/
um regalo pra quem ama o vinho. Os preços estão

u
iv end m.
vis. Mudei de ano num buteco chamado Saara,

d
naquela região. Hei de me lembrar de tomar mais

r a a v .co
uma garrafa de espumante ao voltar lá – naquela

a
p s
terra eles ainda chamam vinho espumante de

r a s t á r e
champanha, só não sei se pra Alka-Seltzer tam-

t o
s e u
bém usam a mesma palavra.

o ivr o a t
m d e
Para comer, fuja como o diabo foge da cruz de
A te L be
qualquer restaurante que tenha as palavras PA-

Es p://clu
RILLA ou PAPAS no cardápio – são armadilhas para
turistas. Questão de sobrevivência básica ficar

htt
longe deles. Os restaurantes espanhois por lá são
bons e os italianos razoáveis. Para o café da ma-
nhã, leve uma marmita com algumas cochinhas e
pães de queijo, se você for sujeito a algum tipo de
crise pela abstinência desses alimentos. Ah, as tais
das media lunas não são médias de café-com-leite
não, nem degrau na escala pequena-média-
grande: trata-se de um croissant mal amassado.
Sobrevivi àquela coisa chamada parillada comple-
ta! Urgh! Mas não é para qualquer estômago não.
E comi em Porto Madero muito bem.

97
Articulando

Significação
Para representar as metáforas a serem emuladas
são levantados os signos mais representativos.
Tomemos as quatro estações, por exemplo. Uma
cena ou paisagem situadas em estação do ano
bem determinada geralmente correspondem ao
estado de alma do sonhador. As cenas alegres a-
contecem quase sempre na primavera ou verão,
os sonhos de renascimento na primavera. Não

o.
obstante, com maior frequência se tem consciên-

ã m:
ç
cia do elemento característico da estação (por e-

l a
g a e br/
xemplo: sol muito forte, brotos nas árvores ou ne-

u
iv end m.
ve que cai) antes da estação em conjunto. Na in-

d
terpretação, há que se ter em conta tanto o ele-

r a a v .co
mento subjetivo dominante quanto a estação em

a
p s
si mesma. Tanto os signos quanto os significados

r a s t á r e
se codificaram em representações metafóricas e

t o
s e u t
repletas de emulações transversais.

o ivr o a
m d e
Sendo o texto uma montagem de signos codifica-
A te L be
dos, ele é construído (e interpretado) em referên-

Es p://clu
cia às convenções associadas ao gênero polímnico
(referente à retórica), utilizando meio específico

htt
de comunicação. Embora existam discrepâncias
em relação à possibilidade de se dizer a mesma
coisa em dois ou mais sistemas semióticos que
utilizem unidades semânticas diferentes, e sendo
consciente das limitações que tal diferença esta-
belece em relação aos possíveis códigos utilizados,
a proposta será sempre aproveitar favoravelmente
tal fato. Se os diversos sistemas semióticos fossem
sinônimos, então a proposta representativa não
faria sentido nenhum.

101
Públio Athayde

Taxonomia do Senado
Federal
Taxonomia é a ciência que lida com a descrição,
identificação e classificação dos organismos, indi-
vidualmente ou em grupo, quer englobando todos
os grupos. A taxonomia política é a arte de compa-
rar os políticos a animais, de acordo com seus
comportamentos.

o.
ã m:
O Senado Federal é facilmente reconhecível pela

a ç
essência das atitudes e comportamentos de seus

g a e br/
u l
componentes. São todos répteis: grande classe de

iv end m.
animais vertebrados, originada durante o Carboní-
d
a a v .co
fero (sistema do erátema Paleozoico Superior).

r
p a s
Senado, na origem, era a assembleia dos patrícios

t á e
r a s r
que constituía o Conselho Supremo de governo na

s t e u t o
antiga Roma. Um colegiado de um segmento privi-

o ivr o
m e a
legiado da população que detinha a mais alta dire-

d
A te L be
ção daquela república. Hoje o senado justifica de-
bilmente sua existência como casa revisora, desti-

Es p://clu
nada a passar o processo legislativo pelo crivo da
federação – algo que não existe na prática.

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Os senhores (e senhoras) senadores, sob a ótica
da taxonomia, agrupam-se na classe dos répteis,
como qualquer um que deitar olhos sobre a ques-
tão há de convir. As classificações mais modernas
tendem a não tratar mais os répteis como um gru-
po natural, pois nada há de menos natural que
aquele coletivo de 81 do senatório – podendo
mesmo a maior parte ir dalí ao sanatório sem mui-
to esforço.

104
Públio Athayde
Este e outros livros estão disponíveis para compra
pelo sistema de impressão sob demanda! Estou
preparando para disponibilizar todos meus trabalhos.
Com o apoio de meus leitores, milhares, que se
dispuseram a ler meus trabalhos nas versões e-book.
Agora eles podem ser impressos!
Acesse http://clubedeautores.com.br/ e pesquise por
meu nome.
Se este link estiver disponível, ele vai diretamente à
minha página lá: http://migre.me/at4p

Articulando
Coletânea de artigos. Alguns são
artigos leves, outros bem mais
profundos. Alguns têm origem
em trabalhos acadêmicos e
foram simplificados para essa
edição, estando disponíveis
inclusive pela internet, suas
versões completas e anotadas.
Há artigos bem recentes e
outros de mais de dez anos.
Novo livro publicado. Não
necessariamente novos textos,
pois se trata de uma coletânea
de Públio Athayde:
"Juntei alguns artigos espalhados (mentira: estavam todos
na mesma pasta do computador), selecionei bastante
(outra mentira: coloquei tudo que era pertinente) e
organizei esse livrinho eletrônico com o que prestava (ou
eu pensei assim). O bacana é a facilidade, o baixo custo
(zero) e a provisoriedade: tudo pode e vai ser revisado
montes de vezes e nunca estará perfeito."

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O objetivo deste
Manual Keimelion 2010
para redação acadêmica
é subsidiar a produção de textos
científicos, fornecer elementos
para que os aspectos linguísticos e
formais não constituam grandes
obstáculos ao trabalho. Espera-se
que aqui se encontrem algumas
indicações de procedimentos a
serem seguidos ou evitados. São
fornecidas sugestões de
apresentação dos trabalhos, de
acordo com as usuais formatações e regras de referência. Note-
se que há enormes variações entre as diferentes instituições
quanto a esses aspectos. As formas propostas são síntese
simplificada das exigências genéricas. Este trabalho é fruto de
minha experiência como revisor, atuando especificamente com
teses e dissertações ao longo de mais de dez anos.

Camonianas
Quatro sonetos de Luís de Camões
dão origem a 56 composições em
que o poeta Públio Athayde
desenvolve sugestões de cada um
dos versos da significativa
tetralogia. Tomado como primeira
frase dos novos poemas, o verso do
grande luso é o mote que conduz o
desempenho do sonetista ouro-
pretano no virtuosismo de uma
delicada, difícil e audaciosa
operação.

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Confissões
“confissões/ foram tantas/ nas
lições/ que me cantas”. Mais
poesias de Públio Athayde; desta
vez, poesia confessional. Crônica
completa de um amor do passado
em sonetos livremente acrósticos.
Todo ilustrado com fotos de Ouro
Preto antigas.

Dirceu
Sonetos Bem(e)Ditos
Quatorze versos cada poema de
vário amor absolutamente
bandido. Uma contorção de quem
subtrai a Musa ao tango para
trazê-la a um sabá orgírico em
ritmo de seresta. Poesia-tese é a
resposta que Doroteu nos
oferece...

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Marília & Dirceu
Um triângulo de dois vértices
Teatro. Drama em um ato de
Públio Athayde sobre textos de
Tomas Antônio Gonzaga, José
Benedito Donadon-Leal e Públio
Athayde. Ao fundo do palco vêem-
se a casa de Marília e, em último
plano, o IItacolomi, nos lados,
altares "barrocos" com ícones
gregos mencionados no texto; alguns móveis, dois leitos e
adereços de época, velas acesas, luzes cambiantes entre os
vários ambientes de cena.
Sonetos para Ser entendido
“É o próprio título que talvez forneça a principal chave de leitura
dos textos: algo como uma ascese para
se chegar ao entendimento e ser um
entendido em paz neste mundo. O
leitor, além disso, deve se manter
atento, tal como o poeta nos adverte o
poema “De atalaia”: “Porque coisa
escondida existe / Até no mais óbvio do
chiste.” [...] Como sabemos, o cômico, a
ironia, o grotesco, o escatológico, o
blasfemo, o chulo são territórios
considerados menos nobres na
literatura, ainda sob o império do apolíneo. São raros, portanto,
os autores que levam a sério a pesquisa desses territórios e
sabemos de sua luta para terem as respectivas obras
reconhecidas. [...] Encerro no poema “Pátria”, da sessão
“Sonetos infantis”, que foi escrito quando Públio era ainda um
menino e acreditava em tantas coisas importantes. É porque no
centro do riso mora uma pungência insofismável. " Ronald Polito

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Eu Ouro Preto
Tópicos de História: Arquitetura,
Música, Documento, Conservação
Públio Athayde
Este livro congrega seis artigos com
uma temática comum apaixonante:
Ouro Preto. Os olhos do historiador
ouropretano convergem para a
paisagem, a arquitetura, a música e o
povo desta cidade, para as relações
destes elementos nos tempos
passado e presente de modo inequivocamente passional, mesmo
considerada a abordagem metódica e a pretensa erudição. A
paixão, confessa no primeiro artigo (Eu “Ouro Preto”), se
desdobra em considerações topográficas sobre os templos
coloniais (Adequação retórico-arquitetônica da Paróquia de
Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto). A mesma paixão visceral
que aguça os ouvidos para sons reais e imaginários (Música
colonial, cérebro retórico e êxtase religioso) relê a poesia
arcádica situando física e politicamente as referências do poeta
detrator (As cartas chilenas: carta terceira, notas de leitura).
Ainda com os olhos voltados para o passado, e nada é mais
presente no passado que a morte, abstrair de algumas lápides os
resquícios das paixões de outras épocas é tarefa inglória e
fascinante (Aqui jazem os restos do irmão J.F.C. falleciddo),
tanto quanto querer apontar nos requícios já arqueológicos da
mineração aurífera (Curral de Pedras: abandono e omissão) as
tensões vividas em uma época anterior cujas marcas estão por
todo lado, cravadas na essência da brasilidade. A retórica da
história clama em coros dissonantes e cada vagido é repleto de
significâncias, todas elas se articulando para dar significado ao
que somos. Cada olhar sobre a Ouro Preto de outrora completa a
visão que temos de nós mesmos, quer como agentes de uma
existência em contínua construção, quer como amantes do
pretérito edificado em magnífica herança.

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As Quatro Estações
Mimeses
Este trabalho apresenta as mimeses
transversais entre duas leituras
contemporâneas de duas obras do
século XVIII e discute a invenção
baseada em emulações sobre As
Quatro Estações, de Antonio Vivaldi. O
engenho focado é um conjunto
pictórico capaz de representar
simultaneamente as Quatro Estações
como ciclo temporal e metáfora das fases da vida. A composição
pictórica integra elementos formais da iconografia antiga a
elementos da linguagem plástica contemporânea tendo como
referenciais: a iconografia de Cesare Ripa e o trabalho de Amílcar
de Castro. A proposta inclui aspectos transdisciplinares entre
poesia, a música e a pintura. Uma das leituras, a literária, feita
nos últimos anos do século passado, e outra o Programa
Iconográfico, mais recente ainda, dos primeiros anos do XXI. Essa
sobreposição de mimeses, além da emulação entre artes
distintas, compreende a transversalidade da leitura
interpretativa. O objetivo do Programa Iconográfico em questão
não foi fazer doutrina da percepção sensorial, estética ou
intersemiológica. A pretensão foi a da produção artística. Ao
cabo do processo, esse livro discute a investigação que resultou
na pintura e os resultados dela.
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