Anda di halaman 1dari 9

DIFERENÇA ENTRE PLANO E PROJETO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

Em matéria de segurança contra incêndio, muito se fala em plano e projeto de prevenção e proteção contra incêndio, mas qual será a diferença entre eles, afinal o Corpo de Bombeiros do RS exige plano ou projeto, encontramos ainda aqueles que alegam que os dois são a mesma coisa. Para tentar esclarecer este dilema da segurança contra incêndio, analisaremos o que cada um quer dizer a luz da legislação de prevenção e proteção contra incêndio do Estado do RS. Inicialmente vamos diferenciar plano de prevenção e proteção contra incêndio de projeto de prevenção e proteção contra incêndio.

PLANO

Plano de prevenção e proteção contra incêndio é um conjunto de documentos, composto entre outros por memoriais descritivos e plantas, os quais descrevem as informações e características da edificação com previsão dos sistemas de prevenção e combate a incêndio que serão necessários, conforme a legislação vigente. Ao analisarmos os memoriais descritivos que compões um PPCI, podemos constatar que as informações requisitadas, são de cunho extremamente básicas, sem a necessidade de conhecimentos complexos para a sua interpretação. Quanto às plantas exigidas para um PPCI, não passam de uma simples previsão do local onde serão lançados os sistemas de prevenção e combate a incêndio exigido pela legislação para aquela edificação, também não necessitando de grandes conhecimentos técnicos para a sua interpretação.

Planta baixa de um PPCI, com previsão em vermelho dos locais onde serão instalados os sistemas

Planta baixa de um PPCI, com previsão em vermelho dos locais onde serão instalados os sistemas de prevenção e combate a incêndio.

PROJETO

Projeto de prevenção e proteção contra incêndio, apesar de não ser citado na legislação de segurança contra incêndio do nosso Estado, podemos definir-la como o conjunto de documentos, composto entre outros por memoriais, plantas baixas, seções, elevações, detalhes e perspectivas isométricas, diagramas e, inclusive das especificações de materiais e equipamentos, que descrevem como deve ser concebido uma edificação segura, adequando os sistemas de prevenção e combate a incêndio a arquitetura da edificação e descrevendo rigorosamente como devem ser

executados estes sistemas. Não é de interesse do corpo de bombeiros, visto que se destina diretamente a execução, necessitando de profissionais capacitados para a sua concepção, interpretação e concretização.

executados estes sistemas. Não é de interesse do corpo de bombeiros, visto que se destina diretamente
executados estes sistemas. Não é de interesse do corpo de bombeiros, visto que se destina diretamente
executados estes sistemas. Não é de interesse do corpo de bombeiros, visto que se destina diretamente

Perspectiva isométrica, detalhes e especificações. Elementos indispensáveis em um projeto de

prevenção

e

combate

a

incêndio.

Após distinguirmos plano de projeto de prevenção e proteção contra incêndio, vamos analisar o que diz a legislação de segurança contra incêndio do Estado do RS.

LEI Nº 10.987, DE 11 DE AGOSTO DE 1997.

Art. 1º - Todos os prédios com instalações comerciais, industriais, de diversões públicas e edifícios residenciais com mais de uma economia e mais de um pavimento, deverão possuir plano de prevenção e proteção contra incêndio, aprovado pelo Corpo de Bombeiros da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul.

DECRETO Nº 37.380, DE 28 DE ABRIL DE 1997.

Art. 4º - O exame dos planos e as inspeções dos sistemas de prevenção de incêndio nos prédios serão feitos pela Brigada Militar do Estado, através do Corpo de Bombeiros.

PORTARIA Nº 064/EMBM/99

Art. 2º - São termos técnicos usuais em matéria de prevenção e proteção de incêndio, para os efeitos desta Portaria:

I - PLANO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO (PPCI) - É o conjunto de documentos que compõem um processo de prevenção e proteção contra incêndio.

Art.3º - Será exigido Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), para todas as edificações existentes, a construir, em construção, em reforma ou ampliações e quando ocorrer mudanças de ocupação, mesmo que a instalação tenha caráter temporário.

PORTARIA Nº 138/EMBM/2002

Art. 1- Poderá ser apresentado Plano Simplificado de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PSPCI) para edificações que se enquadrem nos

seguintes itens:

......

.

Após constatarmos que o Corpo de Bombeiros não analisa projetos e sim planos e que ambos, apesar de serem elaborados por engenheiros e arquitetos, se distinguem quanto a sua aplicação e complexidade, façamos os seguintes questionamentos:

1) O Corpo de Bombeiros da Brigada Militar tem competência para aprovar os Planos de Prevenção Contra Incêndio do Estado do RS?

Analisando a legislação vigente temos como missão destinada ao Corpo de Bombeiros da Brigada Militar:

CONSTITUIÇÃO ESTADUAL

Art.

130

-

À Brigada

Militar, através do

Corpo de Bombeiros, que a

integra, competem a prevenção e combate de incêndios, as buscas e salvamentos, e a execução de atividades de defesa civil.

LEI Nº 10.987, DE 11 DE AGOSTO DE 1997.

Art. 1º - Todos os prédios com instalações comerciais, industriais, de diversões públicas e edifícios residenciais com mais de uma economia e mais de um pavimento, deverão possuir plano de prevenção e proteção contra incêndio, aprovado pelo Corpo de Bombeiros da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul.

DECRETO Nº 37.380, DE 28 DE ABRIL DE 1997.

Art. 4º - O exame dos planos e as inspeções dos sistemas de prevenção de incêndio nos prédios serão feitos pela Brigada Militar do Estado, através do Corpo de Bombeiros.

Art. 3º - Compete ao Corpo de Bombeiros da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, a qualquer tempo, planejar, estudar, analisar, aprovar, vistoriar e fiscalizar todas as atividades, instalações e equipamentos de prevenção e proteção contra incêndio e outros sinistros em todo o território do Estado.

LEI Nº 5.194, DE 24 DE DEZEMBRO DE 1966.

Art. 13 - Os estudos, plantas, projetos, laudos e qualquer outro trabalho de Engenharia, de Arquitetura e de Agronomia, quer público, quer particular,

somente poderão ser submetidos ao julgamento das autoridades

competentes e só terão valor jurídico quando seus autores forem profissionais habilitados de acordo com esta Lei.

Autoridade competente: Órgão, repartição pública ou privada, pessoa jurídica ou física investida de autoridade para legislar, examinar, aprovar e/ou fiscalizar os assuntos relacionados a um ou mais temas.

O Corpo de Bombeiros da Brigada Militar e, somente este, é a autoridade competente, para julgar os planos de prevenção e proteção contra incêndio, não confundir com fiscalizar as atividades de engenharia e arquitetura, elaborado por engenheiros e arquitetos, conforme prevê a Lei Estadual 10.987/97 e Decretos Estaduais nº 37.380/97 e 38.273/98.

2) Porque somente engenheiros e arquitetos podem elaborar planos de prevenção e proteção contra incêndio?

Não compete ao Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, determinar de quem é a competência para a elaboração do Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI), bastando apenas à apresentação da ART, para o aceite, pelo

Corpo de Bombeiros, do PPCI. Exceção dada ao Plano Simplificado de Prevenção Contra Incêndio (PSPCI), que não necessita de ART, para a sua aprovação.

RESOLUÇÃO TÉCNICA Nº 006/CCB/BM/2003.

Art. 2º A avaliação da especialização e qualificação do profissional que apresentou o PPCI ou que anotou a responsabilidade por documento nele constante será de competência do respectivo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), bastando a apresentação da ART para o aceite, pelo Corpo de Bombeiros, do PPCI. Parágrafo único Quando o profissional incumbir-se de atividade estranha às atribuições discriminadas em seu registro deverá o fato ser comunicado ao CREA.

RESOLUÇÃO TÉCNICA Nº 006/CCB/BM/2003.

Art. 1º - Será exigida a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) como documento obrigatório a constar nos Planos de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI) examinados e/ou inspecionados pelo Corpo de Bombeiros da Brigada Militar. Parágrafo único Excetuam-se do disposto no caput os PPCI que atenderem aos parâmetros que o classifiquem como simplificado.

3) Porque é exigido Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) para os planos de prevenção e proteção contra incêndio?

LEI Nº 6.496 DE 07 DE DEZEMBRO DE 1977.

Art. 1º - Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia fica sujeito à "Anotação de Responsabilidade Técnica" (ART).

Art. 2º - A ART define para os efeitos legais os responsáveis técnicos pelo empreendimento de engenharia, arquitetura e agronomia.

RESOLUÇÃO TÉCNICA Nº 006/CCB/BM/2003.

Art. 1º - Será exigida a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) como documento obrigatório a constar nos Planos de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI) examinados e/ou inspecionados pelo Corpo de Bombeiros da Brigada Militar.

Parágrafo único

Excetuam-se do disposto no caput os PPCI que

atenderem aos parâmetros que o classifiquem como simplificado.

Art. 4º - A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é o documento que define, para os efeitos legais, os responsáveis técnicos pela prestação de quaisquer serviços profissionais de engenharia ou arquitetura referentes a contratos escritos ou verbais firmados entre as partes (proprietário/síndico e profissional).

Chegamos à conclusão de que PPCI nada mais é do que um plano a ser apresentado ao Corpo de Bombeiros para ser examinado quanto à sua conformidade com legislação e serve de base para os projetos executivos necessários e que previamente à execução, obrigatoriamente, deverá haver projeto executivo dos sistemas apontados no plano. Concluímos ainda que o Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, possui como missão a aprovação dos planos de prevenção e combate a incêndios (PPCI) elaborados no âmbito do Estado do RS, bem como a inspeção das instalações e equipamentos de prevenção e proteção contra incêndio, de forma a constatar o fiel cumprimento do PPCI, e agindo ainda na fiscalização do constante funcionamento destes sistemas, sempre alicerçado na legislação vigente, não interferindo, portanto no campo da engenharia, que seria a nível de projeto que é bem mais complexo, necessitando de profundo conhecimento técnico para a sua elaboração e interpretação e que a fiscalização cabe ao CONFEA e o CREA.

A presente publicação expressa exclusivamente à opinião do autor, que a luz da legislação de segurança contra incêndio, buscou esclarecer um dos principais dilemas da prevenção contra incêndio, porem está publicação poderá não expressar exatamente a opinião do Corpo de Bombeiros do Estado do RS.

2º Sgt Braatz