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CARREIRAS JURÍDICAS
Direito Civil – Módulo I
Cristiano Chaves
1
PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA


Prof. Cristiano Chaves de Farias
Promotor de Justiça do Ministério Público do
Estado da Bahia
Professor de Direito Civil do CERS



1. O tempo e o Direito
1.1. O passar do tempo como elemento de
produção de efeitos jurídicos;
1.2. O fenômeno extintivo e o fenômeno
aquisitivo
1.3. A aplicação das regras da prescrição
extintiva à prescrição aquisitiva (usucapião).
Ex: interrupção e suspensão de prazos. A
curiosa situação do USUCAPIÃO FAMILIAR
(conjugal) – CC 1.240-A.


2. A correlação entre a prescrição e a
decadência e as diferentes origens dos
Direitos (direito subjetivo e direito
potestativo).
Conceituação dos direitos subjetivos e dos
direitos potestativos.
Distinções e características de cada uma das
categorias.



Prescrição é a perda da pretensão de exigir de
alguém (pessoa certa e determinada) um
determinado comportamento (correlação com
os direitos subjetivos patrimoniais e relativos).

Decadência é a perda de um direito que não foi
exercido no tempo previsto na norma jurídica
(correlação com os direitos potestativos com
prazos na norma).

Superação do equívoco do CC/16 de que
prescrição seria a perda do direito de ação.

Art. 810, CPC:
“O indeferimento da medida não obsta a que a
parte intente a ação, nem influi no julgamento
desta, salvo se o juiz, no procedimento
cautelar, acolher a alegação de decadência ou
de prescrição do direito do autor”.



3. A prescrição e a sua estrutura.

3.1. Noções conceituais: correlação com os
direitos subjetivos patrimoniais e disponíveis.

3.2. Características

a. Admissibilidade de renúncia à prescrição.
Limites à renúncia: a) impossibilidade de
prejuízo de credores; b) capacidade; c)
inadmissibilidade de renúncia antecipada.
Possibilidade de renúncia expressa ou tácita
(judicial ou extrajudicial).
Enunciado 295, Jornada: a possibilidade de
reconhecer prescrição de ofício não afeta a
possibilidade de renúncia.

Art. 191, CC:
“A renúncia da prescrição pode ser expressa
ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo
de terceiro, depois que a prescrição se
consumar; tácita é a renúncia quando se
presume de fatos do interessado,
incompatíveis com a prescrição.”

b. Prazos de ordem pública (impossibilidade de
modificação dos prazos prescricionais).
A questão da actio nata e a contagem do início
dos prazos.
Enunciado 14, Jornada X STJ 278/229. O CDC
27.








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Art. 189, CC:

“Violado o direito, nasce para o titular a
pretensão, a qual se extingue, pela prescrição,
nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206.”

STJ 229: “O pedido do pagamento de
indenização à seguradora suspende o prazo de
prescrição até que o segurado tenha ciência da
decisão.”

Art. 192, CC:
“Os prazos de prescrição não podem ser
alterados por acordo das partes.”

c. Alegação a qualquer tempo ou grau de
jurisdição. A questão do efeito translativo.

d. Suspensão e interrupção prazal.
Distinção entre suspensão e interrupção de
prescrição.

Causas suspensivas (não judiciais) e causas
interruptivas (judiciais). Aplicação na união
estável (Jornada 296). As exceções previstas
no CC 202.


CAUSAS SUSPENSIVAS DE PRESCRIÇÃO

Art. 197, CC:
“Não corre a prescrição: I - entre os cônjuges,
na constância da sociedade conjugal; II - entre
ascendentes e descendentes, durante o poder
familiar; III - entre tutelados ou curatelados e
seus tutores ou curadores, durante a tutela ou
curatela.”

Art. 198, CC:
“Também não corre a prescrição: I - contra os
incapazes de que trata o art. 3º; II - contra os
ausentes do País em serviço público da União,
dos Estados ou dos Municípios; III - contra os
que se acharem servindo nas Forças Armadas,
em tempo de guerra.”

Art. 199, CC:
“Não corre igualmente a prescrição: I -
pendendo condição suspensiva; II - não
estando vencido o prazo; III - pendendo ação
de evicção.”

CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO

Art. 202, CC:
“A interrupção da prescrição, que somente
poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: I - por
despacho do juiz, mesmo incompetente, que
ordenar a citação, se o interessado a promover
no prazo e na forma da lei processual; II - por
protesto, nas condições do inciso antecedente;
III - por protesto cambial; IV - pela
apresentação do Título de crédito em juízo de
inventário ou em concurso de credores;
V - por qualquer ato judicial que constitua em
mora o devedor; VI - por qualquer ato
inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe
reconhecimento do direito pelo devedor.”

A regra contra non valentem agere non currit
praescriptio (possibilidade de
suspensão/interrupção da prescrição por caso
fortuito ou força maior, quando o titular não
pode atuar, ex: AVC e coma).

A interrupção ocorre mesmo que a decisão
extintiva não aprecie o mérito da causa (TST
268 e STJ 106).

STJ 106:
“Proposta a ação no prazo fixado para o seu
exercício, a demora na citação, por motivos
inerentes ao mecanismo da Justiça, não
justifica o acolhimento da arguição de
prescrição ou decadência.”

TST 268:
“A ação trabalhista, ainda que arquivada,
interrompe a prescrição somente em relação
aos pedidos idênticos.”

A questão da retomada da contagem do prazo
suspenso ou interrompido.










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A prescrição da pretensão executiva no mesmo
prazo (STF 150).

STF 150:

“Prescreve a execução no mesmo prazo de
prescrição da ação..”

A regra da interrupção única e a sua
harmonização com o Direito Processual.

A questão da excepcional admissibilidade da
prescrição intercorrente (Lei de Execuções
Fiscais, art. 40 e STJ, REsp.474.771/SP).
Inaplicabilidade na Justiça do Trabalho (TST
114).

TST 114:

“É inaplicável na Justiça do Trabalho a
prescrição intercorrente.”

e. Conhecimento de ofício pelo juiz (CPC 219,
§5º). Exigência do STJ de prévia intimação das
partes (STJ, REsp.1.005.209/RJ).
Inadmissibilidade na Justiça do Trabalho.

CPC 219, §5º:

“§ 5º - O juiz pronunciará, de ofício, a
prescrição.”

3.4. Prescrição e exceção substancial (CC
190). A prescrição como espada e a exceção
substancial como escudo.

CC 190:

“A exceção prescreve no mesmo prazo em que
a pretensão.”

4. A decadência e a sua estrutura

4.1. Noções conceituais. Correlação com os
direitos potestativos.

4.2. Características

a. Impossibilidade de renúncia



b. Prazos de ordem pública. Impossibilidade de
modificação dos prazos decadenciais.

c. Momento de alegação. A qualquer tempo ou
grau de jurisdição.

d. Impossibilidade de suspensão e interrupção.
Exceções: CC 208 e CDC 26 e 27.

e. Conhecimento de ofício pelo juiz


4.3. Espécies de decadência no Código Civil de
2002 (a decadência legal e a convencional).
Decadência convencional e a impossibilidade
de conhecimento de ofício e a possibilidade de
renúncia.

Não fluência do prazo de decadência legal
enquanto pendente uma decadência
convencional (CC 446).


CC 211:
“Se a decadência for convencional, a parte a
quem aproveita pode alegá-la em qualquer
grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a
alegação.”


CC 446:
“Não correrão os prazos do artigo antecedente
na constância de cláusula de garantia; mas o
adquirente deve denunciar o defeito ao
alienante nos trinta dias seguintes ao seu
descobrimento, sob pena de decadência.”









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5. Prescrição e decadência e os diferentes
tipos de ação (declaratória, constitutiva e
condenatória).
Ações declaratórias: imprescritíveis
Ações constitutivas: prazos decadenciais,
quando previstos
Ações condenatórias: prazos prescricionais



CC 179:
“Quando a lei dispuser que determinado ato é
anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-
se a anulação, será este de dois anos, a contar
da data da conclusão do ato.”

CC 496:
“É anulável a venda de ascendente a
descendente, salvo se os outros descendentes
e o cônjuge do alienante expressamente
houverem consentido.”

CC 205:
“A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei
não lhe haja fixado prazo menor.”

PRAZOS PRESCRICIONAIS (AÇÕES
CONDENATÓRIAS)







CC 745: “Em caso de informação inexata ou
falsa descrição no documento a que se refere o
artigo antecedente, será o transportador
indenizado pelo prejuízo que sofrer, devendo a
ação respectiva ser ajuizada no prazo de cento
e vinte dias, a contar daquele ato, sob pena de
decadência.”