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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE MATEMÁTICA MATEMÁTICA PARA ECONOMIA II

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE MATEMÁTICA

MATEMÁTICA PARA ECONOMIA II

Prof. Francisco Leal Moreira

2007/2

SUMÁRIO

2 3

1. OS CONJUNTOS

E

1

2

1.1. O CONJUNTO

 

1

 

3

1.2. O CONJUNTO

 

2

2. FUNÇÕES DE VÁRIAS VARIÁVEIS

5

2.1. INTRODUÇÃO

 

5

2.2. FUNÇÕES HOMOGÊNEAS

7

2.3. CURVAS DE NÍVEL

8

2.4. RESPOSTAS

11

3. DERIVADAS DE FUNÇÕES DE DUAS VARIÁVEIS

12

3.1. INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DAS DERIVADAS PARCIAIS

14

3.2. TAXAS DE VARIAÇÃO

 

15

3.3. REGRA DA CADEIA

16

3.4. DERIVAÇÃO IMPLÍCITA

16

3.5. TAXA MARGINAL DE SUBSTITUIÇÃO

18

3.6. ELASTICIDADE

 

19

3.7. DERIVADAS PARCIAIS DE SEGUNDA ORDEM

20

3.8. HESSIANO

21

3.9. RESPOSTAS

22

4. ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE UMA FUNÇÃO

24

4.1. PONTO CRÍTICO

 

24

4.2. FUNÇÃO CRESCENTE E FUNÇÃO DECRESCENTE

24

4.3. DETERMINAÇÃO DOS INTERVALOS DE CRESCIMENTO E DECRESCIMENTO

25

4.4. DETERMINAÇÃO DOS EXTREMOS RELATIVOS DE UMA FUNÇÃO

26

4.5. CONCAVIDADE E INFLEXÃO

27

4.6. TAXA DE VARIAÇÃO DE UMA TAXA DE VARIAÇÃO

30

4.7. RESPOSTAS

31

5. MÁXIMOS E MÍNIMOS DE FUNÇÕES DE DUAS VARIÁVEIS

33

5.1. PONTO CRÍTICO DE UMA FUNÇÃO DE DUAS VARIÁVEIS

34

5.2. CRITÉRIO PARA CARACTERIZAÇÃO DE PONTOS EXTREMANTES

35

5.3. MÁXIMOS E MÍNIMOS CONDICIONADOS

37

5.4. RESPOSTAS

40

6. INTEGRAL INDEFINIDA

 

41

6.1. PRIMITIVA

41

6.2. INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DA INTEGRAL INDEFINIDA

41

6.3. REGRAS DE INTEGRAÇÃO

 

42

6.4. RESPOSTAS

48

7. INTEGRAL DEFINIDA

 

50

7.1. PROPRIEDADES BÁSICAS

51

7.2. INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DA INTEGRAL DEFINIDA

52

7.3. ÁREA DA REGIÃO ENTRE DUAS CURVAS

53

7.4. EXCEDENTE DO CONSUMIDOR

54

7.5. EXCEDENTE DO PRODUTOR

55

7.6. RESPOSTAS

56

APÊNDICE

58

1.CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS

58

2. OPERAÇÕES COM FRAÇÕES

59

3. SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES

59

4. INTERVALOS

60

5. OPERAÇÕES COM CONJUNTOS

61

6. PRODUTOS NOTÁVEIS

62

7. FATORAÇÕES COMUM E DIFERENÇA DE DOIS QUADRADOS

63

8. RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DE 1 O GRAU

63

9. RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DE 2 O GRAU

64

10. PRODUTO NULO

65

11. RESOLUÇÃO DE INEQUAÇÕES DO 1 O GRAU

65

12. RESOLUÇÃO DE SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO 1 O GRAU

66

13. POTÊNCIAS

67

14. EQUAÇÃO PONTO-DECLIVIDADE

68

15. IMAGEM DE UMA FUNÇÃO NUM PONTO

69

16. RESPOSTAS

70

17. DERIVADAS DE FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL

73

17.1. DERIVADA DE UMA FUNÇÃO OU FUNÇÃO DERIVADA

73

17.2. REGRAS DE DERIVAÇÃO

73

17.3. INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DA DERIVADA DE UMA FUNÇÃO NUM PONTO

78

17.4. APLICAÇÕES DE DERIVADAS

79

17.5. RESPOSTAS

81

18. BIBLIOGRAFIA

83

1. OS CONJUNTOS

2

E

1.1. O CONJUNTO

2

2 = x= {(x, y) / x, y}

y y 1 P(x 1 ,y 1 ) 0 x 1 x
y
y 1
P(x 1 ,y 1 )
0
x 1
x

P(x,y) Ox y = 0

P(x,y) Oy x = 0

Exemplo:

Represente graficamente o conjunto A = {(x,y)

Solução

2 / y < 2x + 3 e y x 2 }

3

A representação gráfica do conjunto A é a região do plano limitado pelas curvas de equações y = 2x + 3 e

y = x 2 , sendo que: os pontos da reta não pertencem ao conjunto A e os pontos da parábola, tais que y < 2x + 3

pertencem.

y 9 6 3 -1 0 3 x
y
9
6
3
-1
0
3
x

E1) Represente graficamente os conjuntos:

1) {(x,y)

3) {(x,y)

5) {(x,y)

7) {(x,y)

2

2

2

2

/ y = 2x}

/

/

x < 2}

1

y < 2 }

/ y > 2 e y 3 }

2) {(x,y)

4) {(x,y)

6) {(x,y)

2

/ y

x

2

}

2

2

/ y < 3 – x}

/ x 2 + y 2

1}

8) {(x,y)

2

/ y

x , x > –2 e y

1

<

3 }

3

1.2. O CONJUNTO ℜ 3 ℜ = ℜxℜxℜ = {(x, y, z) / x, y,
1.2.
O CONJUNTO
3
= ℜxℜxℜ = {(x, y, z) / x, y, z ∈ℜ}
z
yOz
z 1
P(x 1 ,y 1 ,z 1 )
xOz
O
y 1
y
x 1
xOy
x
Exemplo:
Represente graficamente o ponto P(1,2,3).

Solução

P(x,y,z) Ox y = z = 0

P(x,y,z) Oy x = z = 0

P(x,y,z) Oz x = y = 0

P(x,y,z) xOy z = 0

P(x,y,z) xOz y = 0

P(x,y,z) yOz x = 0

O ponto P tem abscissa 1, ordenada 2 e cota 3. Podemos localizar o ponto P no espaço, seguiremos a seguinte

seqüência:

1 o ) Marcar sobre os eixos as coordenadas do ponto P e localizar o ponto (1,2,0) no plano xOy.

z 3 2 1 y x (1,2,0)
z
3
2
1 y
x
(1,2,0)

2 o ) Como a cota de P é +3, a localização de P será determinada, deslocando o ponto (1,2,0), 3 unidades para

cima(a mesma distância observada no eixo z).

z 3 P(1,2,3) 2 1 y x (1,2,0)
z
3
P(1,2,3)
2
1 y
x
(1,2,0)

2

E2) Represente graficamente os pontos:

1) (0,2,0)

2) (–2,0,0)

3) (0,0,3)

4) (2,3,0)

5)( –1,0,2)

6) (0, –4,2)

7) (2,3,4)

8) (3, –2, –1)

9) (–1, –3,2)

10) (3,3,3)

11) (2,4, –3)

12) (–1, –2, –3)

Equação do plano

No

3 , toda equação do tipo ax + by + cz + d = 0, com a, b e c não simultaneamente nulos, tem por

representação gráfica um plano.

Exemplos:

Represente graficamente os planos x + 2y + 3z – 6 = 0, 2x – 3y – 12 = 0 e z – 4 = 0.

Solução

a) O plano de equação x + 2y + 3z – 6 = 0 intercepta o eixo x no ponto (x,0,0), portanto em x = 6; intercepta o

eixo y no ponto (0,y,0), portanto em y = 3 e, intercepta o eixo z no ponto (0,0,z), portanto em z = 2.

Logo o plano de equação x + 2y + 3z – 6 = 0 passa pelos pontos (6,0,0), (0,3,0) e (0,0,2).

z 2 3 y 6
z
2
3
y
6

x

b) O plano de equação 2x – 3y – 12 = 0 intercepta o eixo x no ponto (6,0,0), intercepta o eixo y no ponto

(0, –4,0) e, não intercepta o eixo z(é paralelo ao eixo z), pois para x = y = 0, obtém-se – 12 = 0.

Logo o plano de equação 2x – 3y – 12 = 0 passa pelos pontos (6,0,0), (0, –4,0) e é paralelo ao eixo z.

3

z –4 6 x
z
–4
6
x

y

c) O plano de equação z – 4 = 0 intercepta o eixo z no ponto (0,0,4), não intercepta o eixo x(é paralelo ao

eixo x) e não intercepta o eixo y(é paralelo ao eixo y).

Logo o plano de equação z – 4 = 0 passa pelo ponto (0,0,4) e é paralelo ao plano xOy.

z 4
z
4

x

y

E3) Represente graficamente os planos de equações:

1) z = 0

2) z = 4

3) y = 0

4) y = –2

5) x = 0

6) x = 3

7) 2x – 3y + 4z – 12 =0

8) x – y + 2z – 4 = 0

9) 3x + 2y – 6

= 0

10) x + z – 2 = 0

11) 4y + 2z – 8 =

4

0

2. FUNÇÕES DE VÁRIAS VARIÁVEIS

2.1. INTRODUÇÃO

Se um fabricante determina que x unidades de certo produto podem ser vendidos no mercado interno por

R$ 90,00 a unidade e y unidades podem ser vendidas no mercado externo pelo equivalente a R$ 110,00 a

unidade, a receita total obtida com as vendas do produto é dada por R = 90x + 110y. Portanto, podemos

dizer que: conhecidas as quantidades x e y, podemos determinar o valor da receita através da expressão

R = 90x + 110y.

A equação R = 90x + 110y define R como função de x e y, pois dados os valores das variáveis

Independentes x e y, existe em correspondência um único valor para a variável dependente R. Uma

relação deste tipo é denominada de função de duas variáveis.

Uma função f de duas variáveis é uma relação que a cada par ordenado de números reais (x,y) faz

corresponder um único número real f(x,y).

Exemplo:

Seja a função dada por f(x,y) =

Solução

2 2 x + y
2
2
x
+ y
2 2 a) f(0,0) = 0 + 0 = 0 = 0 2 2 b)
2
2
a) f(0,0) =
0
+ 0
=
0
=
0
2
2
b) f(–1, –1) =
(
− +−
1)
(
1)
=
2
2
2
c) f(1,2) =
1
+ 2
=
5

. Determine f(0,0), f(–1, –1), f(1,2), Dom f e Im f.

d) O domínio de uma função de duas variáveis é o conjunto de pares ordenados do

2 para os quais a função

tem sentido, neste caso, para os quais a f(x,y) =

2 2 x + y
2
2
x
+ y

é um número real. Como x 2 +y 2 0, para qualquer

(x,y)

2

, o

Dom f =

2

.

5

e) A imagem da uma f é o conjunto formado pelas imagens de todos os elementos do domínio da função, neste

caso, como a imagem de qualquer (x,y)

2 par é dada por f(x,y) =

O gráfico de f é uma superfície do

3 que aparece abaixo.

2 2 x + y
2
2
x
+ y

0, a Im f = .

z y x
z
y
x

Observação: As funções de três ou mais variáveis não podem ser representadas graficamente.

E1) Seja a função dada f(x,y) = x 2 + y 2 (duas variáveis). Encontre:

1) f(1,2)

2) f(0,0)

3) f(–3, –4)

O gráfico de f é uma superfície do

ℜ 3 (parabolóide abaixo). z y x 6
3 (parabolóide abaixo).
z
y
x
6

4) Dom f

5) Im f

E2) Seja a função dada por f(x,y) = y 3x

x

. Determine:

1) f(1,0)

E3) Seja f(x,y) =

1) f(1,0)

2) f(3, –7)

3) f(1, –1)

1

2 − y
2 −
y

. Determine:

x 2) f(3, –7)

3) f(1, –1)

4) Dom f

4) Dom f

5) a representação gráfica do Dom f

5) a representação gráfica do Dom f

E4) Represente graficamente os domínios das seguintes funções :

1) f(x,y)=

os domínios das seguintes funções : 1) f(x,y)= 2) f (x, y) = 1 2x y

2)

f (x, y) =

1

2x

y

− +

1

3) f(x,y)= ln (x 2 - y + 1)

4) f(x,y) = x ln x

1

E5) Uma loja vende apenas dois produtos, o primeiro a 50 u.m. a unidade e o segundo a 60 u.m. a unidade.

Sejam x e y as quantidades vendidas dos dois produtos. Determine:

a)função receita

b)a representação gráfica dos pontos (x,y) para os quais a receita é 300 u.m.

2.2. FUNÇÕES HOMOGÊNEAS

Uma função f de duas variáveis x e y é dita homogênea de grau n se, λ > 0, tivermos:

f( λx , λy ) =

n

λ f(x,y)

Interpretação: Se uma função f é homogênea de grau n, multiplicando-se as variáveis independentes por

um certo número real λ (lambda) positivo, o valor da função f ficará multiplicado por

Exemplo:

Verifique se a função dada por f(x,y) =

3 3 x + y
3
3
x
+ y

é homogênea, em caso afirmativo determine o grau.

Solução

f (λx, λy)

=

( λ x) 3 y) ( + λ 3 = 3 λ x 3 +

(λx)

3

y)

(

+λ

3

=

=

3

λ x

3

+

3

λ y

3

=

3 λ (x

3

λ (x

3

+

y

3

)

=

3 3 3 λ (x + y )
3
3
3
λ
(x
+
y
)

Logo, a função f é homogênea de grau 3/2.

=

λ

3/ 2

.f (x, y)

n

λ .

Observação:

Como f (λx, λy)

=

λ

3/ 2

.f (x, y)

, se multiplicarmos, por exemplo, x e y por 4, a f(x,y) ficará multiplicada por 8.

f(4x,4y) = 4

3/ 2

.f (x, y)

=

8.f (x, y)

7

E6) Uma função f é homogênea de grau 2. Se f(5) = 20, encontre f(15).

E7) Uma função f é homogênea de grau –1. Se f(2,3) = 4, encontre f(10.15).

E8) Uma função f é homogênea de grau –2. Se f(4,2) = 10, encontre f(2,1).

E9) Verifique se as funções abaixo são homogêneas, em caso afirmativo determine o grau.

1) f(x,y) = x – y

2) f(x) = 2x –1

3) f(x,y) = xy

4) f(x,y) = 2x + 3y

5) f(x,y) = xy – x 2

6) f(x,y) = xy + 5x

7) f(x,y) = 2x 2 + 3xy – y 2

10) f(x,y) = 5

2 6xy
2
6xy

8) f(x,y) =

2x

3y

11) f(x,y) = y 3 + 4xy 2 + 3x 2

E10)

Seja a função dada por f(x,y) = x

x

+ 2y

.

1)Determine e represente graficamente o domínio da f;

9) f(x,y) =

12) f(x,y) =

4 4 x + 2y
4
4
x
+ 2y

10x 3y

2x

2

2)f é homogênea ? Em caso afirmativo determine o grau;

E11) Uma função P = f(x,y) é homogênea do grau –1. Por quanto devem ser multiplicados x e y para

que P seja multiplicada por 2 ?

2.3. CURVAS DE NÍVEL

C k ={(x, y)

∈ℜ

2 / f(x, y)

=

k}

Exemplo:

Seja a função dada por z= x 2 + y 2 . Determine as curvas de nível para z = 1 , z =2 , z = 3 e z = 4.

8

Solução

z = 1 x 2 + y 2 = 1 (circunferência de centro C(0,0) e raio 1 )

z = 2 x 2 + y 2 = 2 (circunferência de centro C(0,0) e raio

z = 3 x 2 + y 2 = 3 (circunferência de centro C(0,0) e raio

)2 + y 2 = 3 (circunferência de centro C(0,0) e raio ) z = 4

)+ y 2 = 3 (circunferência de centro C(0,0) e raio ) z = 4 ⇒

z = 4 x 2 + y 2 = 4 (circunferência de centro C(0,0) e raio 2 )

Mapa de curvas de nível

y 3 2 1 x −3 −2 −1 1 2 3 −1 −2 −3
y
3
2
1
x
−3
−2
−1
1
2
3
−1
−2
−3

Observação: As curvas de nível nunca se interceptam.

Gráfico da Função (parabolóide)

z y x 9
z
y
x
9

E12) Esboce as curvas de nível das funções:

1) z = y – x 2

para z

= 0, z =1 e z =2

2) z = y – x

para

z = 0, z =2

e z =4

3) z = y – ln x para z

= 0, z =1 e z =2

E13) Seja a função dada por z =

2 2 4 − x − y
2
2
4 − x
− y

1) Faça as curvas de nível para

z = 0, z = 1 e z = 2

2) Represente graficamente a função

E14) Seja C(x,y) = 2x + 3y + 5 a função Custo Total para dois produtos de quantidades x e y. Faça as curvas

de nível para C = 11 , C = 17 , C = 23 e C = 29.

As curvas de nível da função Custo são denominadas curvas de isocusto, pois representam as combinações

de quantidades x e y que possuem o mesmo custo.

E15) Seja P(x,y) = x 2 .y a função Produção de uma empresa, onde x e y são quantidades de insumos(mão–

de-obra e capital). Faça as curvas de nível para P = 10 e P = 20.

As curvas de nível da função Produção são denominadas isoquantas, pois representam as combinações

de quantidades x e y que correspondem a mesma produção.

E16) Seja U(x,y) = xy a função que dá a utilidade de um consumidor que deseja adquirir dois produtos em

quantidades x e y. Faça as curvas de nível para U = 2 e P = 4.

As curvas de nível da função Utilidade são denominadas curvas de indiferença, pois representam as

combinações de quantidades x e y que fornecem o mesmo nível de utilidade ou satisfação ao consumidor.

E17) Seja q 1 ( p 1 , p 2 ) = –p 1 2 + p 2 + 2 a função Demanda de um produto em função do próprio preço p 1 e do

preço p 2 de outro produto que lhe é substituto.

Faça as curvas de nível para q 1 = 0 , q 1 =

2 e q 1 =

4.

As curvas de nível da função Demanda são denominadas curvas de isodemanda, pois representam as

combinações de preços p 1 e p 2

que determinam a mesma demanda do produto de quantidade q 1 .

10

2.4. RESPOSTAS

E1)

1) 5

E2) 1) –3

E3)

1) 1

E4)

1)

{(x, y)

3)

{(x, y)

2) 0

9

2) - 10

2)

1

4

∈ ℜ

2

/ y

∈ ℜ

2

/ y

E5) 1) R = 50x + 60y

E6) 180

E7) 0,8

E8) 40

E9)

1) Sim, grau 1

5) Sim, grau 2

9) Sim, grau 2

E10) 1) {(x, y)

1

E11) 2

∈ ℜ

2

/ x

3) 25

3)

3

2

3)

≥ −

<

x

x

2

4) ℜ 2 5) [0,+∞) 4){(x, y) ∈ℜ 2 / y ≠ x} 2 2
4)
2 5) [0,+∞)
4){(x, y)
∈ℜ
2 / y
x}
2
2
4){(x, y)
∈ ℜ
/ y
<
x
}
2) {(x, y)
∈ ℜ
2 / y
2x
+
1}
4) {(x, y)
∈ℜ
2 / x
>
0 e x
y
5
2)
0
6
x

1}

2) Não

3) Sim, grau

2

4) Sim, grau 1

6) Não

7) Sim, grau

2

8) Sim, grau 0

10) Sim, grau 0,6

11) Não

12) Sim, grau –1

+

2y

0}

2) Sim, grau 0

11

3. DERIVADAS DE FUNÇÕES DE DUAS VARIÁVEIS

Se y = f(x) é uma função de uma variável real, sua derivada f ’(x) =

lim

Δ→

x

0

f (x

x)

+Δ −

f (x)

Δ

x

pode ser

interpretada como a taxa de variação de y em relação a x ou como a função declividade da reta tangente

ao gráfico de f.

Se z = f(x,y) é uma função de duas variáveis, podemos falar em duas derivadas, por isso, denominadas

derivadas parciais. Uma derivada parcial é obtida quando x varia e y permanece constante e, a outra, quando

y varia e x permanece constante.

f

x

f

As derivadas parciais de f em relação a x e a y são denotadas por f x ou

lim

Δ→

x

0

f (x

x, y)

f (x, y)

Δ x

e f y (x,y) =

lim

Δ→

y

0

f (x, y

e f y ou

y

f(x, y)

y)

+Δ −

por f x (x,y) =

Δ y

Nota:

é uma variante da letra grega δ (delta minúsculo).

Exemplo:

e são definidas

Seja a função dada por f(x,y) = x 2 + y 2 – 2x 3 y + 5xy 4 – 1 . Determine as derivadas parciais de f.

Solução

f

x

(x,y) = 2x – 6x 2 y + 5y 4

E1) Determine as derivadas parciais

1) z = 4x 2 y – 5x 3 y 2 + 2x – y
1) z = 4x 2 y – 5x 3 y 2 + 2x – y
2
2
4) z =
x
+
y
1

7) z = (2x – y)e xy

z

x

e

z

y

∂ f (x,y) = 2y – 2x 3 + 20xy 3 ∂ y das funções:
∂ f
(x,y) = 2y – 2x 3 + 20xy 3
∂ y
das funções:
2) z =
x
y
2xy
5) z =
3x
− 2y

8) z = 2x 2 y.ln 2y

12

3) z = ln(xy 2 )

6) z =

9) z =

2x

3y

x

2 +

4y

1

1

x 2y

+ ln e xy

E2)Sejam p x = 8 – x e p y = – 2y + 34 as equações da demanda para dois produtos de quantidades x e y.

Se C = 8 + 4x + 6y é a função Custo associada, determine a função Lucro e as funções Lucro Marginal.

E3) Seja

z = x

0,75

.y

0,25

uma função Produção. Determine as funções Produção Marginal.

Nota: Dois produtos são chamados de produtos substitutos se o aumento da demanda de um resulta na

diminuição da demanda do outro. Produtos substitutos são competitivos, como manteiga e margarina. Dois

produtos são chamados de produtos complementares se o aumento da demanda de um resulta no aumento

da demanda do outro. É o caso, de câmaras fotográficas e filmes

E4) Se q x = –p x –2p y + 10 a função que descreve a demanda de um produto em função do seu preço p x e do

do preço de outro produto. Esses produtos são substitutos ou complementares ? Por que ?

E5) A produção semanal de certa fabrica é dada pela função P(x,y) = 1200x + 500y + x 2 y –x 3 – y 2 unidades,

onde x é o número de operários especializados e y o número de operários não-especializados no trabalho.

No momento, a mão-de-obra disponível é constituída por 30 operários especializados e 60 operários não-

especializados.

1) Determine as funções produção marginal.

2) Use os métodos de análise marginal(uso de uma derivada parcial) para estimar a variação da produção

se mais um operário especializado for contratado.

3) Calcule a variação exata da produção, caso o operário especializado seja contratado.

E6) Um fabricante estima que a produção mensal de certa fábrica é dada pela função de Cobb-Duglas

P(K,L) = 50K 0,4 L 0,6 , onde K é o capital imobilizado em milhares de reais e L é o volume de mão-de-obra

em homens-hora:

1) Determine as funções produtividade marginal, para um capital imobilizado de R$ 750.000,00 e um

volume de mão-de-obra de 991 homens-horas.

2) O fabricante deve aumentar o capital imobilizado ou o volume de mão-de-obra para aumentar mais

rapidamente a produção ?

13

3.1.

INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DAS DERIVADAS PARCIAIS

Considere a superfície abaixo, gráfico de uma função z = f(x,y).

Para y = k (constante) a função f se reduz a uma função de uma variável x,

x

z t z = f(x,y) P y 1 = k 0 y x 1 z=
z
t
z = f(x,y)
P
y 1 = k
0
y
x 1
z= f(x,k)

z = f(x,k).

Portanto, a derivada parcial de f em relação a x no ponto (x 1 ,y 1 ) representa a declividade da superfície no

ponto (x 1 ,y 1 ) na direção paralela ao eixo x, isto é

f

x

(x 1 ,y 1 ) = a t

Analogamente , a derivada parcial de f em relação a y no ponto (x 1 ,y 1 ) representa a declividade da

superfície no ponto (x 1 ,y 1 ) na direção paralela ao eixo y, isto é

Exemplo:

f

y

(x 1 ,y 1 ) = a t

Encontrar a declividade da reta tangente à curva resultante da intersecção de: f(x,y) = x 2 + y 2 – 2x 3 y + 5xy 4 – 1

com o plano x = –1 no ponto (–1,1, –2).

Solução

A intersecção do plano com o gráfico da f é uma curva com a direção do eixo y, logo a t =

f

y

(x

1 ,y 1 ).

Como

f

y

(x,y) = 2y – 2x 3 + 20xy 3

e

f

y

(–1,1) = –16, a declividade da reta tangente é a = –16.

E7) Encontrar a declividade da reta tangente à curva resultante da intersecção de:

1) z = x 2 + y 2 com o plano x = 1, no ponto ( 1,2,5)

2) z = x 2 + y 2 com o plano y = 2, no ponto (2,2,8)

3) z =

34 9x

2

4y

2

com o plano y = 2, no ponto (1,2,3)

14

E8) Dada a função f(x,y) = y

1) o domínio de f

2 +

1 determine :
1 determine :

2) f x (3,4)

3) f y (3,4)

4) o coeficiente angular da reta tangente à curva que é a intersecção do gráfico de f com o plano x = 3 no

ponto em que y = 4.

E9) Seja a função dada por f(x,y) =

x − y
x − y

1)Represente graficamente o domínio da f.

2)Encontre

f

.

y

3) f é homogênea ? Em caso afirmativo determine o grau.

E10) Seja a função dada por f(x,y) =

x

2

+

3xy

y

2

y

x

1) Determine e represente graficamente o domínio da f.

2) Verifique se f é homogênea, em caso afirmativo, determine o grau.

3) Encontre

f

x

3.2. TAXAS DE VARIAÇÃO

f

x

fornece a taxa de variação de f(x,y) em relação à x para y = k (constante), isto é, mede a taxa de

variação de f(x,y) quando (x,y) se move na direção do eixo x.

f

y

fornece a taxa de variação de f(x,y) em relação à y para x = k (constante), isto é, mede a taxa de

variação de f(x,y) quando (x,y) se move na direção do eixo y.

E11) Uma placa de metal aquecida está situada em um plano xy de modo que a temperatura T no ponto (x,y) é

dada por T(x,y) =10( x 2 + y 2 ) 2 . Determine a taxa de variação de Tem relação à distância no ponto P(1,2)

na direção:

1) do eixo das abscissas

2) do eixo das ordenadas

15

3.3.

REGRA DA CADEIA

Considere o seguinte problema:

Se z = x 2 y + 2xy 2 , onde x = 2t e y = t 2 , encontre

dz

dt

para t = 1.

Como x e y dependem de t, podemos escrever z como função de uma única variável t .

z = 4t 4 + 4t 5 e daí,

dz = 16t 3 + 20t 4 . dt

Logo,

dz (1) = 36 dt

dy = dy du . dx du dx dz ∂ f dx ∂ f dy
dy = dy
du
.
dx
du
dx
dz
f
dx
f
dy
=
.
+
.
dt
x
dt
y
dt

Lembrando:( RC) Se y = f(u) e se u é função de x, então

Regra da Cadeia: Se z = f(x,y) , onde x = g(t) e y = h(t) então

E12) Use a Regra da Cadeia para calcular

E13) Determine

dz , sendo:

dt

1) z = x 2 + xy – y 2

, x = 1 – t , y = e t

dz (1) do problema acima. dt

2) z = x 2 y + xy – 3

, x =

– t , y = ln t

3.4. DERIVAÇÃO IMPLÍCITA

1. FUNÇÕES IMPLÍCITAS

Uma função dada na forma y = f(x) é chamada função explícita porque y está explicitado em função de x.

Exemplos: y = x 2 –3 e y = –2x + 4

As equações x 2 – y – 3 = 0 e y + 2x – 4 = 0 apresentam as funções anteriores na forma implícita, dizemos

então que as funções estão definidas implicitamente pelas equações.

Portanto, uma equação do tipo F(x,y) = 0 pode definir implicitamente uma ou mais funções y = f(x).

E14) Encontre uma função y = f(x) definida implicitamente por cada uma das equações abaixo.

1) 2x – xy +1 = 0

2) x 2 + y 2 – 4 = 0

16

3) e y – x = 0

2. DERIVADAS DE FUNÇÕES IMPLÍCITAS

Se a equação F(x,y) = 0 pode ser resolvida para y, podemos escrever a função explicitamente na forma

y = f(x) e encontrar sua derivada através das regras de derivação conhecidas.

Exemplo:

A equação x 2 y +3y +2x = 0 define implicitamente uma função do tipo y = f(x) e queremos encontrar a sua

dy .

derivada dx

Solução

2x

Isolando y na equação obtemos: y = x

2 + 3

dy =

cuja derivada é dx

2x

2 6

(x

2

+ 3)

2

Mas se a equação F(x,y) = 0 define implicitamente uma função y = f(x) e não é possível explicitar y ?

dz ∂ F dx ∂ F dy Neste caso, podemos usar a RC: Se z
dz
∂ F
dx
∂ F
dy
Neste caso, podemos usar a RC: Se z = F(x,y), onde y = f(x) então
=
.
+
.
dx
∂ x
dx
∂ y
dx
∂ F
dx =
F
F
dy
dy
∂ x
Como, neste caso, z = 0 e
1
, resulta
0 =
+
.
e portanto:
=−
dx
x
y
dx
dx
∂ F
∂ y

A fórmula gerada acima pode ser usada para encontrar as derivadas das funções y = f(x) definidas

implicitamente pela equação F(x,y) = 0

dy das funções y = f(x) definidas implicitamente pelas equações:

E15) Encontre as derivadas dx

1) 2xy – ln xy + 5 = 0

2) 4x 3 y – 3xy 2 – 6 = 0

3) 9x + 3y – 7xy 2 – 8 = 0

dy para a função ( 2x – 1 ) 4 + 10 = y 2 + 20, dada em forma implícita.

E16) Determine dx

E17) Seja y = f(x) uma função dada implicitamente pela equação e xy + 3x = 3y 3 + 4 . Encontre

E18) Seja y = f(x) uma função dada implicitamente pela equação ln (xy) = 2x – 2y 2 . Encontre

17

dy

dx

dy

dx

(1,0).

(1,1).

3.5.

TAXA MARGINAL DE SUBSTITUIÇÃO

Seja uma função z = F(x,y). Se z = k(constante) , a equação F(x,y) = k representa todas as combinações

de x e y que fornecem o mesmo valor k para a função. A relação entre x e y , neste caso, pode ser escrita na

forma y = f(x).

TMS =

F

dy ∂ x =− dx ∂ F
dy
x
=−
dx
F

y

A TMS representa, aproximadamente, a quantidade de y que pode ser substituída por uma unidade de x,

para que se tenha o mesmo valor k para a função.

Exemplo:

Encontre a TMS no ponto (4,3), onde U = 6xy + 9x +3y +3 é a função que dá a utilidade de um consumidor

de dois produtos de quantidades x e y. Interprete o resultado obtido.

Solução

U

x

= 6y + 9 e

U

y

= 6x + 3 TMS =

dy

dx

= −

∂ U ∂ x 6y + 9 =− ∂ U 6x + 3
∂ U
∂ x
6y
+ 9
=−
∂ U
6x
+ 3

y

, logo TMS(4,3) =

27

27

= –1

Interpretação: A utilidade do consumidor no ponto (4,3), será aproximadamente a mesma se for substituída

uma unidade de y por uma unidade de x.

E19) Seja U = x 2 y a função utilidade de um consumidor que deseja adquirir dois produtos de quantidades x e y.

1) Calcule o valor da utilidade no ponto (4,5).

2) Encontre a TMS de x por y no ponto (4,5).

3) Qual a quantidade de y que pode ser substituída por uma unidade de x, em (4,5), usando y = f(x) ?

E20) Seja z =10x 2 y a função Produção de uma empresa que utiliza dois insumos em quantidades x e y.

Calcule a Taxa Marginal de Substituição no ponto (2,3).

18

3.6. ELASTICIDADE

Seja q = f(p 1 ,p 2 ) a equação da demanda de um certo produto em função do seu preço p 1 e do preço p 2 de

outro produto . ∂ q p 1 e = . ∂ p 1 q
outro produto .
∂ q
p
1
e =
.
∂ p
1 q
∂ q p 2 = . e c ∂ p 2 q
∂ q
p
2
=
.
e c
∂ p
2 q

A elasticidade e representa, aproximadamente, a variação percentual da demanda decorrente da

variação de 1% no preço .

Observação: Quando a quantidade demandada de um produto é expressa em função do preço de outro

produto, a elasticidade é chamada de elasticidade cruzada.

Exemplo:

Seja q 1

=

2

− −

1

p

p

2

+

10

a função que descreve a demanda de um certo produto em função do seu preço

p

1 e do preço p 2 de outro bem. Determine a elasticidade da demanda em relação ao preço p 2 , para p 1 = 2

e

p 2 = 3. Interprete o resultado obtido.

Solução

Estamos interessados, nesse caso, na elasticidade cruzada, portanto:

q

1

p

2

=− 1

, q 1 = – 2 2 – 3 + 10 = 3 e

2 =

p

3

q

1

3

e

c =−

1.

3

3

=−

1

e

c

=

q

1

p

2

p

2

.

q

1

.

Interpretação: Se o preço p 2 aumentar 1%, a demanda do produto de quantidade q 1 vai cair aproximadamente

1%(produtos complementares).

E21) Seja q 1 = 200

0,6p

1

+ 0,3p

2 a equação que descreve a demanda da manteiga em função do seu preço

p 1 e do preço p 2 da margarina. Suponha que os preços desses produtos são p 1 = 300 e p 2 = 200.

1) Determine a elasticidade da demanda da manteiga em relação ao próprio preço.

2) Determine a elasticidade da demanda da manteiga em relação ao preço da margarina.

E22) Se q x = –p x –2p y + 10 a função que descreve a demanda de um produto em função do seu preço p x e do

preço de outro produto. Esses produtos são substitutos ou complementares ? Por que ?

19

E23) Se q x = – p x – 2p y + 10 a função que descreve a demanda de um produto em função do seu preço p x e do

preço p y de outro produto, determine a elasticidade da demanda em relação ao preço p y .

3.7. DERIVADAS PARCIAIS DE SEGUNDA ORDEM

⎛ ∂ f ⎞ ∂

⎟=

2

f

= f

⎛ ∂ f ⎞ ∂

⎟ =

2

f

= f

x

x

x

2

xx

;

y

y

y

2

 

⎛ ∂ f ⎞ ∂

⎟ =

2

f

= f

 

x

y

x

∂∂

y

yx

 

;

y

yy

⎟=

Derivadas puras:

⎛ ∂ f ⎞ ∂

2

f

Derivadas mistas ou cruzadas:

x

∂∂

y

x

= f

xy

Observação: As derivadas parciais de segunda ordem mistas, são iguais para funções continuas com derivadas

Parciais continuas.

Exemplo:

Encontrar as derivadas parciais de segunda ordem da função dada por f(x,y) = x 2 + y 2 – 2x 3 y + 5xy 4 – 1

Solução

f

x

f

y

(x,y) = 2x – 6x 2 y + 5y 4

(x,y) = 2y – 2x 3 + 20xy 3

⎧ ⎪ ∂ 2 f (x, y) = 2 − 6y 2 ⎪ ∂ x
∂ 2 f
(x, y)
= 2 −
6y
2
x
2
f
2
(x, y)
=−
6x
∂∂ y
x
⎩ ⎪

+ 20y

2

f

y

2

2 f

∂∂ x

y

(x, y)

(x, y)

= 2

60xy

6x

2

+

=−

2

20y

20

3

3

E24) Determinar as derivadas parciais de segunda ordem das funções dadas por:

1) z = x 2 y – xy 2 + 2x – y

5) z =

2y

x

2) z =

xy

6) z = x 3 y 2

3) z = ln(xy)

7) z = xe -y

4) z =

e

xy

2

8) z = xln e xy

E25) Seja a função dada por z =

x

.

y

1) Encontre as derivadas parciais de segunda ordem da z.

2) A função

f é homogênea ? Em caso afirmativo, determine o grau de homogeneidade.

3.8. HESSIANO

Chama-se Hessiano da função z = f(x,y) a função H(x,y) =

Exemplo:

f (x, y) f (x, y) xx xy f (x, y) f (x, y) yx
f
(x, y)
f
(x, y)
xx
xy
f
(x, y)
f
(x, y)
yx
yy

Calcule o Hessiano da função dada por f(x,y) = 2x 3 y 2 + 4x 2 y 4 – 3 no ponto (1, -1)

Solução

f x (x,y) = 6x 2 y 2 + 8xy 4

f y (x,y) = 4x 3 y + 16x 2 y 3


f

f

xx

xy

(x, y)

(x, y)

= 12xy

=

2

12x

2

y

+

+

8y

32xy

4

3

48x y

⎪ ⎩ y

f

yx

(x, y)

=

+

32xy

3

⎧ ⎪ 4x

f

yy

(x, y)

=

3

+

12x

2

2

2

H(x,y) =

2 4 2 3 21xy + 8y 12x y + 32xy 2 3 3 2
2
4
2
3
21xy
+
8y
12x
y
+
32xy
2
3
3
2
2
12x
y
+
32xy
4x
+
48x y

H(1,-1) =

E26) Calcule o Hessiano da função dada por:

1)f (x,y) = x 3 – y 3 + 2xy – 1 no ponto (2, – 1)

29

44

44

44

= 1276-1936=-660

2) f(x,y) = x 2 y 3 + 2xy – 4x + 3y – 5 no ponto (– 1, – 1)

21

3.9. RESPOSTAS

E1)

1) 8xy – 15x 2 y 2 + 2 ; 4x 2 – 10x 3
1) 8xy – 15x 2 y 2 + 2 ; 4x 2 – 10x 3 y – 1
x y
4)
;
2
2
2
2
x
+
y
1
x
+
y
1
2
2x
2 +
6xy
+
8y
3x
8x
6)
;
2
2
2
2
(x
+ 4y)
(x
+ 4y)

8) 4xyln 2y ; 2x 2 (ln 2y + 1)

x 2) y ; 3) 2 y 2 − 4y 2 6x 5) ; 2
x
2)
y
;
3)
2
y
2
− 4y
2 6x
5)
;
2
2
(3x
− 2y)
(3x
− 2y)
7)e xy (2xy – y 2 + 2) ; e xy (2x 2 – xy – 1)
1
1
9)
+
y
;
x
2 +
2
x
2y

E2) L = – x 2 – 2y 2 + 4x + 28y – 8 ,

L x = – 2x + 4 , L y = – 4y + 28

E3)

z =

x

0,75y

0,25

x

0,25

,

z

y

=

0,25x

0,75

y

0,75

E4) Complementares

E5) 1) P x (x,y) = 1200 + 2xy – 3x 2 , P y (x,y) = 500 + x 2 – 2y

E6) 1) 23,64 e 26,84

E7)

1) 4

2) mão-de-obra

2) 4

3 996 996 2 E8) 1) ℜ − {(0,0)} 2) − 4) 125 3) 125
3
996
996
2
E8) 1)
{(0,0)}
2) −
4)
125
3) 125
125
− 1
2
E9) 1) {(x, y)
∈ ℜ
/ x
− ≥
y
0}
2)
=
f y
2
x
y
2
E10) 1) {(x, y)
∈ ℜ
/ x
− ≠
y
0}
2) Sim, grau 1
3)
E11) 1) 200
2) 400
E12) 36

E13) 1) –2e 2t – te t + 2t – 2

2) 2tln t – ln t + t – 1

2) 2100

3)2069

3)

– 3

3) Sim , grau 0,5

x

2

+

2y

2

+

2xy

(y

x)

2

22

1

x

;

2

y

1 2 2 E14) 1) y = 2 + 2) y = 4 − x
1
2
2
E14) 1)
y
= 2 +
2)
y =
4 − x
ou y = −
4 − x
x
2
2
y
12x
y
− 3y
E15) 1)
2)
x
4x
3 − 6xy
4(2x
1) 3
E16)
y
E17) –3
1
E18) 5
E19) 1) 80
2) – 2,5
3) 1,8
E20) –3
E21) 1) – 2,25
2) 0,75

E22) Complementares

E23)

e

c

=

2p

y

p

x

2p

y

+

18

E24) 1) 2y ; -2x ; 2x – 2y

4)

4

y e

2 2

xy

; 2xe

xy

(2xy

2

1)

;

2e

7) 0 ; xe -y ; -e -y

E25) 1) z xx = 0 , z yy =

E26) 1) 68

2x

y

3

, z xy = z yx =

2) – 4

2

xy

1

y

2

(xy

3

y)

2) 0 ; 0 ; 1

5)

4y ; 0 ;

4 y ; 0 ;

x

3

8) 2y ; 0 ; 2x

2) Sim , grau 0

23

3) y = ln x

3)

9

7y 2

3

14xy

2

x

2

3)

1 1

2

;

x y

2

; 0

6) 6xy 2 ; 2x 3 ; 6x 2 y

4.

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE UMA FUNÇÃO

4.1. PONTO CRÍTICO

Um ponto c do domínio de uma função f é chamado de ponto crítico de f se f ’(c) = 0, ou f ’(c) não existe.

Geometricamente: y t 0 c x y 0 c x
Geometricamente:
y
t
0
c
x
y
0
c
x
y t 0 c x y t 0 c x
y
t
0
c
x
y
t
0
c
x

E1) Encontre os pontos críticos de f, sendo:

1)f(x)=x 3 – 3x + 2

2) f(x)=x 4 – 2x 2 + 3

y t 0 c x y t 0 c x 3) f(x)= 5 x +
y
t
0
c
x
y
t
0
c
x
3) f(x)= 5 x + 3
y t 0 c x y t 0 c x 2 4) f(x)= 3 x
y
t
0
c
x
y
t
0
c
x
2
4) f(x)= 3
x
− 4

4.2. FUNÇÃO CRESCENTE E FUNÇÃO DECRESCENTE

Uma função f é dita crescente num intervalo I, se a medida que x cresce, o valor de f(x) também cresce.

Uma função f é dita decrescente num intervalo I, se a medida que x cresce, o valor de f(x) decresce.

E2) Observe o gráfico abaixo e determine os intervalos de crescimento e decrescimento da função f.

y 0
y
0

f é crescente em

f é decrescente em x

E3) Represente algumas retas tangentes ao gráfico de f, visando relacionar as inclinações das retas com os

intervalos de crescimento e decrescimento de f .

24

4.3. DETERMINAÇÃO DOS INTERVALOS DE CRESCIMENTO E DECRESCIMENTO

Seja f uma função continua em [a,b] e derivável em (a,b).

a) Se f ’(x)>0 para todo x(a,b) então f é crescente em [a,b]

b) Se f ’(x)< 0 para todo x(a,b) então f é decrescente em [a,b]

Exemplo:

Determine os intervalos de crescimento e decrescimento da função dada por f(x) = x 3 – 6x 2 + 1.

Solução:

1 o ) Determinação dos pontos críticos:

f’(x) = 3x 2 – 12x

3x 2 – 12x = 0

3x.(x – 4) = 0

3x = 0 ou x – 4 = 0 C={0,4}

2 o ) Determinação do sinal da derivada nos intervalos ( −∞ ,0) , (0,4) e (4,+ ):

Para qualquer x( −∞ ,0) , f’(x) > 0, logo f é crescente em ( −∞ ,0).

Para qualquer x(0,4) , f’(x) < 0, logo f é decrescente em (0,4).

Para qualquer x(4, + ) , f’(x) > 0, logo f é crescente em (4, + ).

Importante:

Para determinar o sinal da derivada num intervalo, basta escolher um ponto qualquer do intervalo e

calcular a derivada nesse ponto.

E4)Determine os intervalos de crescimento e decrescimento das funções dadas por:

1) f(x)=x 3 –5

2) f(x)=x 4 – 8x 2 – 5

3) f(x)= 2x – 1

4) f(x)= x 4 – 4x 3

E5) Observe o gráfico da função representada abaixo e localize os pontos no eixo x que você caracteriza

como pontos de máximo ou pontos de mínimo relativos(locais) da função e os correspondentes máximos e

mínimo relativos da função.

y 0 x 25
y
0
x
25

Pontos de máximo relativos:

Pontos de mínimo relativos:

Máximos relativos da função:

Mínimos relativos da função:

4.4. DETERMINAÇÃO DOS EXTREMOS RELATIVOS DE UMA FUNÇÃO

1.TESTE DA DERIVADA PRIMEIRA(TDP)

Seja f uma função continua e derivável em (a,b), exceto possivelmente em c(a,b)

a) Se f ’ passa de positiva para negativa em c então f(c) é máximo relativo de f

b) Se f ’ passa de negativa para positiva em c então f(c) é mínimo relativo de f

c) Se f ’ não muda de sinal em c então f(c) não é extremo relativo de f

Geometricamente: y t 0 c 1 x
Geometricamente:
y
t
0
c 1
x
y t 0 c 2
y
t
0
c 2

x

y t 0 c 3 x
y
t
0
c 3
x
y t 0 c 4
y
t
0
c 4

x

c 1 é ponto de máximo relativo e f(c 1 ) é máximo relativo de f

c 2 é ponto de mínimo relativo e f(c 2 ) é mínimo relativo de f

c 3 e c 4 não são pontos extremantes

Exemplo:

Determine os máximos e os mínimos relativos da função dada por f(x) = x 4 – 8x 2 .

Solução:

1 o ) Determinação dos pontos críticos:

f’(x) = 4x 3 – 16x

4x 3 – 16x = 0

4x.(x 2 – 4) = 0 4x = 0 ou x 2 – 4 = 0 C={-2,0,2}

2 o ) Determinação do sinal da derivada nos intervalos ( −∞ ,-2) , (-2,0) , (0,2) e (2,+ ):

Para qualquer x( −∞ ,-2) , f’(x) < 0, logo f é decrescente em ( −∞ ,-2).

Para qualquer x(-2,0) , f’(x) > 0, logo f é crescente em (-2,0).

Para qualquer x(0,2) , f’(x) < 0, logo f é decrescente em (0,2).

Para qualquer x(2, + ) , f’(x) > 0, logo f é crescente em (2, + ).

TDP

f(-2) = -16 é mínimo relativo de f,

f(0) =0 é máximo relativo de f e f(2) = -16 é mínimo relativo de f.

E6) Encontre os máximos e mínimos relativos das funções dadas por:

1) f(x)= x 4 – 8x 2 + 1

2) f(x)= x 3 + 3x 2

– 5

3) f(x) = 3x 4 + 4x 3 – 12x 2 + 16

26

4) f(x) = x 3 – 12x

2. TESTE DA DERIVADA SEGUNDA(TDS)

Seja f uma função derivável em (a,b) e c(a,b), tal que f ’(c)= 0

a) Se f ’’(c) > 0 então f(c) é mínimo relativo de f.

b) Se f ’’(c) < 0 então f(c) é máximo relativo de f.

c) Se f ’’(c) = 0, nada podemos concluir.

Exemplo:

Determine os máximos e os mínimos relativos da função dada por f(x) = x 4 – 8x 2 .

Solução:

1 o ) Determinação dos pontos críticos:

f’(x) = 4x 3 – 16x

4x 3 – 16x = 0

4x.(x 2 – 4) = 0 4x = 0 ou x 2 – 4 = 0 C={-2,0,2}

2 o ) Determinação da derivada segunda:

f’’(x) = 12x 2 – 16

TDS

f’’(-2) = 32 > 0 então

f’’(0) = -16 < 0 então

f’’(2) = 32 > 0 então

f(-2) = -16 é mínimo relativo de f

f(0) =0 é máximo relativo de f

f(2) = -16 é mínimo relativo de f

E7) Encontre os máximos e mínimos relativos das funções dadas por:

1)

f(x)= x 3 –12x+4

2) f(x)=x 3 – 3x 2 +5

4.5. CONCAVIDADE E INFLEXÃO

TESTE DA CONCAVIDADE

3) f(x)= x 4 – 8x 2 + 6

4) f(x)= 3x 5 – 5x 3

Se f ’’(x) existe em um intervalo (a,b) então o gráfico de f é

a) côncavo para baixo (CPB) se f ’’(x) < 0, x(a, b).

b) côncavo para cima (CPC) se f ’’(x) > 0, x(a, b).

27

PONTO DE INFLEXÃO

Um ponto c pertencente ao domínio da f é um ponto de inflexão de f se o gráfico de f muda a

concavidade em c. Neste caso, (c,f(c)) é um ponto de inflexão do gráfico de f.

Exemplo:

Determine os intervalos de CPC, os intervalos de CPB e os pontos de inflexão da função dada por

f(x) = x 3 – 6x 2 + 1.

Solução:

1 o ) Determinação dos pontos críticos da f’:

f’(x) = 3x 2 – 12x

f’(x) = 6x – 12

6x – 12 = 0

x = 2

C’={2}

2 o ) Determinação do sinal da derivada segunda nos intervalos ( −∞ ,2) e (2,+ ):

Para qualquer x( −∞ ,2) , f’’(x) < 0, logo o gráfico de f é CPB em ( −∞ ,2).

Para qualquer x(2, + ) , f’(x) > 0, logo o gráfico de f é CPC em (2, + ).

Importante:

Para determinar o sinal da derivada segunda num intervalo, basta escolher um ponto qualquer do intervalo

e calcular a derivada segunda nesse ponto.

E8) Encontre os intervalos de CPC e CPB das funções dadas por:

1) f(x)= x 3 3x

2) f(x) = 2x 4 12x 2

3) f(x)= 3x 4 – 12x 3 + 26

4) f(x)=x 3 + 3x 2 – 9x5

E9) Faça um estudo completo do comportamento das funções abaixo.

1)f(x)= 3x 4 8x 3 + 6x 2

4) f(x) = x 2 – 4x + 6

2) f(x)=2x 3 3x 2 – 12x + 10

5) f(x) = x 3 – 6x 2 + 12x – 4

3) f(x) =

x

3

3

2x

2

+

3x

+

10

E10) Deseja-se cercar um terreno retangular de área 60 m 2 , de modo que o custo para cercar as laterais seja

R$ 300,00 por metro linear e o custo para cercar a frente e o fundo seja de R$ 500,00 por metro linear.

Determine as dimensões do terreno de modo que o custo para cercá-lo seja o menor possível. Neste

caso, qual o custo mínimo?

28

E11) Por várias semanas, o serviço de transito vem pesquisando a velocidade do tráfego numa auto-estrada.

Verificou-se que, num dia normal de semana, à tarde, entre 1 e 6 horas a velocidade do tráfego é de,

aproximadamente v(t) = 2t 3 21t 2 + 60t + 40 km/h, onde t é o número de horas transcorridas após o

meio-dia. A que horas, dentro do intervalo de tempo mencionado, o tráfego se move mais rapidamente

e a que horas se move mais lentamente ?

E12) De uma folha laminada quadrada de 2 dm de lado, foram cortados quadrados iguais nos quatro cantos e

com o restante da folha foi construída uma caixa sem tampa. Determine as dimensões do quadrado

retirado para que o volume da caixa seja máximo.

E13) Seja P = – x 3 + 300x a função que dá a quantidade produzida de certo produto agrícola em função

da quantidade de fertilizante.

1) Determine a quantidade de fertilizante necessária para que se tenha a produção máxima.

2) Determine os intervalos de CPC e CPB do gráfico da função Produção.

3) Faça um esboço do gráfico de P, observando os resultados obtidos nos ítens anteriores

E14) Seja R(q) = – q 3 + 15q 2 , a função Receita.

1) Para que valores de q a função Receita tem sentido ?

2) Encontre os intervalos de crescimento e decrescimento da função Receita.

3) Determine, se houver, os intervalos de CPC e CPB.

4) Qual é a receita máxima e a receita mínima ?

5)Faça o gráfico da função, assinalando os resultados obtidos no itens anteriores.

6) Determine a Receita Marginal para q = 5 e interprete o resultado obtido.

E15) Se L(x)= –x 2 + 6x – 5 é a função lucro na venda de x unidades de um certo produto, determine o lucro

máximo.

E16) Seja C(x) = x 3 – 6x 2 +100x a função custo total para produzir x unidades de um certo produto.

Determine:

1) o Custo Marginal

2) o Custo Médio

3) o Custo Médio Marginal

4) o Custo Médio Mínimo

29

4.6. TAXA DE VARIAÇÃO DE UMA TAXA DE VARIAÇÃO

Podemos ouvir de um economista que, embora a taxa de inflação esteja crescendo, a taxa segundo a

qual ela cresce está decrescendo. Isto significa que os preços ainda continuam a subir, mas não tão

rapidamente quanto antes. Observe os gráficos abaixo:

y y f f 0 a c b x 0 a c b x
y
y
f
f
0
a
c
b
x
0
a
c
b
x

No primeiro gráfico observa-se que:

a) em (a,c), f é crescente (y ’ > 0) e y ’’ > 0 (f ’ é crescente), portanto f cresce a taxas crescentes.

b) em (c,b), f é crescente (y ’ > 0) e y ’’ < 0(f ’ é decrescente), portanto f cresce a taxas decrescentes.

No segundo gráfico observa-se que:

a) em (a,c), f é decrescente (y ’ < 0) e y ’’ < 0 (f ’ é decrescente), portanto f decresce a taxas decrescentes.

b) em (c,b), f é decrescente (y ’ < 0) e y ’’ > 0 (f ’ é crescente), portanto f decresce a taxas crescentes.

E17) Aumentando seu gasto x com propaganda(em milhares de reais), uma empresa constata que pode

aumentar as vendas y (em milhares de reais) de um produto de acordo com o modelo

y =