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Programa CIEE de Educação a Distância 

AULA 1 

Tópico 1 ­ O porquê de escrever e falar corretamente 

A  comunicação  escrita  é  um  reflexo  das  nossas  leituras,  de  nossa 


intimidade com as palavras, dos valores e dos conceitos de vida que defendemos. 
Errar é humano... 
Mas  ninguém  gosta  de  comprovar  sua  natureza  humana  por  esse 
caminho.  Nem  mesmo  quando  o  erro  é  de  Português.  Vem  sempre  uma 
frustraçãozinha danada se a gente erra, mesmo sabendo que se comunicou. 
Além de escrever certo, é preciso ter amor à leitura, desenvolver o hábito 
da reflexão e ser capaz de produzir textos agradáveis e convincentes. 
“Saber escrever bem é transmitir idéias consistentes com a agilidade que 
os  meios  de  hoje  impõem.  Saber  escrever  bem  é  ser  um  artista  das  palavras.  E 
todos  nós,  empresas  e  profissionais,  precisamos  redescobrir  urgentemente  a 
eficiência dessa arte” (Paulo Nathanael Pereira de Souza). 
“Na vida pessoal, dominar um idioma pode ser a base de projetos de vida 
bem sucedidos. Já no campo profissional pode fazer a diferença entre o emprego e 
desemprego” ( Luiz Gonzaga Bertelli). 
A  competência  profissional  é  questionada  quando  um  indivíduo  se 
expressa mal, pois pode ser avaliado como alguém sem preparo e com lacunas na 
sua formação. 
Quem  escreve  bem,  pensa  bem,  expressa  com  clareza  suas  idéias, 
apresenta argumentos capazes de convencer pessoas. 
Etimologicamente,  comunicação  significa  tornar  comum,  trocar  opiniões, 
fazer saber, implica participação, interação, troca de mensagens. É um processo de 
participação  de  experiências,  que  modifica  a  disposição  mental  das  partes 
envolvidas. 
As  relações  de trabalho  reclamam  linguagem  compreensível  para  que se 
estabeleça o entendimento comum.


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Tópico 2 ­ Língua Falada e Língua Escrita 
Embora  sejam  expressões  de  um  mesmo  idioma,  a  língua  falada  e  a 
língua  escrita  nem  sempre  são  equivalentes,  pois  cada  uma  tem  a  sua 
especificidade. 
Existem pelo menos dois níveis de língua falada: a culta (ou padrão) e 
a coloquial (ou popular). A linguagem coloquial também aparece nas gírias e na 
linguagem  familiar,  por  exemplo.  Essas  variações  são  explicadas  por  vários 
fatores:
· Diversidade de situações em que se encontra o falante: uma palestra ou 
uma festa entre amigos;
· Grau de instrução do falante e também do ouvinte;
· Grupo  a  que  pertence  o  falante  (este  fator  é  determinante  na  formação 
da gíria). 
Dessa  forma,  devemos  saber  a  situação  adequada  para  utilizarmos 
cada nível da língua falada, para não cometermos equívocos, como no quadro a 
seguir: 

A  língua  escrita,  por  sua  vez,  só  é  aprendida  depois  que  dominamos  a  língua 
falada.  E  ela  não  é  uma  simples  transcrição  do  que  falamos;  está  mais 
subordinada  às  normas  gramaticais  e,  portanto,  requer  mais  atenção  e 
conhecimento.  A língua escrita assume um caráter mais rígido quanto à forma,


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sobretudo quando se trata de uma língua literária ou científica, na qual se usa a 
norma culta. 
Apesar  da  maior  rigidez  da  língua  escrita  em  relação  à  língua  falada, 
não podemos negar que a forma escrita também apresenta variações. Imagine 
uma pessoa, que possua um bom nível de escolaridade, escrevendo uma carta 
ao  presidente  da  empresa  em  que  trabalha e  um  bilhete  para  sua  empregada 
doméstica.  A  seleção  de  palavras  utilizadas,  bem  como  a  estrutura  de  cada 
texto  não  será  a  mesma,  dado  o  caráter  formal  do  primeiro  e  informal  do 
segundo.  Além  disso,  existe  a  variação  das  diferentes  linguagens:  técnica, 
jurídica, literária, entre outras. 

Principais diferenças entre a língua falada e a língua escrita: 

Língua falada  Língua escrita 
­ Requer a presença de interlocutores;  ­ Comunicação unilateral; 
­ É espontânea e imediata;  ­  Está  mais  subordinada  às  normas 
­  A  expressividade  permite  prescindir  gramaticais 
de certas regras;  ­  Mais  correção  na  elaboração  das 
­ É repetitiva e redundante.  frases. 
­ É mais sintética e objetiva.


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Tópico 3 ­ Uso do há e a 

Emprega­se a preposição a para indicar tempo futuro, fatos que ainda irão acontecer 
ou para intervalo de tempo. 
A encomenda chegará daqui a dois dias. 
De hoje a duas semanas ela virá visitar­nos. 

Usa­se, ainda, para indicação de distância: 
Chegaremos daqui a cem quilômetros. 

Emprega­se há para indicar tempo passado, fatos que já aconteceram. Neste caso, 
há pode ser substituído por faz. 
A encomenda chegou há (faz) dois dias. 
Há (Faz) alguns anos ele vive aqui. 

A forma há também tem outros empregos e o mais comum é no sentido de existir. 
Há (Existem) muitas pessoas neste recinto. 

Não confunda: 
“ A”  – Preposição, artigo e pronome 
Cuidado para não confundir a preposição “ a” , o artigo “ a”  e o pronome “ a” . 
A preposição é invariável; o artigo e o pronome se flexionam de acordo com o termo 
a que se referem. 
Veja os exemplos a seguir: 
“Não dou atenção a fofocas” (preposição – note que não se estabelece concordância 
com o substantivo feminino plural “fofocas”), ou seja, a (singular) fofocas (plural). 
“As fofocas dessas pessoas, ignorou­as” (artigo definido e pronome respectivamente 
– estabelecem concordância com o substantivo feminino no plural fofocas). 

Lembre­se: 
Há para passado e A para futuro!

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Tópico 4 ­ Crase 

O QUE É CRASE? 
Crase é o nome que se dá à fusão de duas vogais idênticas ­ preposição a + artigo 
a(s). 

Vou         a  +  a       cidade. 

à
· quem vai, vai a algum lugar: o verbo ir é regido de preposição
· a palavra  cidade admite  o artigo a. 

ATENÇÃO: 
Crase não é o nome do acento. O acento se chama “grave”. 
Com ele, acento grave, indicamos a ocorrência da crase. Portanto a crase é 
representada pelo acento grave ( `). 

Regras para utilização da crase 
Regra geral 
A  regra geral determina que ocorrerá crase:
· Se o termo regente exigir a preposição a: chegar a, contrário a.
· Se o termo regido aceitar o artigo a/as: a escola, a idéia. 
Para se certificar, substitua o termo feminino por um  masculino. Se a contração ao 
for necessária, a crase será utilizada. 
Vou à praia./ Vou ao clube. 
Vou à escola./ Vou ao colégio. 

Emprego obrigatório da crase 
1) Nos casos em que a regra geral puder ser aplicada. 
Dirigiu­se à professora. / Dirigiu­se ao professor.


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2) Na  indicação  do  número  de  horas,  quando  ao  trocar  o  número  de  horas  pela 
palavra meio­dia, obtivermos a expressão ao meio­dia. 
Chegou às oito horas em ponto.  Retornou ao meio­dia em ponto. 

3) Nas indicações de: 
­ tempo: à noite, à tarde, às vezes etc.; 
­ modo: às pressas, às ocultas, às escondidas etc.; 
­ lugar: à cidade, à rua. 

4) Nas expressões: 
­  à maneira de, à moda de, à procura de, à risca, à esquerda, à frente, à moda de, 
à custa de, à medida que, à proporção que, à espera de, à entrada, à saída etc. 

Emprego facultativo da crase 

1)  Diante de pronomes possessivos femininos. 
Vou a sua casa./Vou à sua casa. 

2)  Diante de nomes próprios femininos. 
Não me referia a Eliana./Não me referia à Eliana. 

3)  Depois da preposição até. 
Foi até a porta./Foi até à porta. 

Casos em que nunca ocorre a crase
· Diante de palavras masculinas. 
Ele está na Bahia a serviço. 
Não existe o artigo “a” sobreposto à preposição “a”, porque não admitimos um artigo 
feminino diante de uma palavra masculina.

· Antes de expressão de tratamento. 
Trouxe uma mensagem a Vossa Majestade.


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· Em expressões formadas por palavras repetidas. 
Ficou frente a frente com o policial.

· Quando o a estiver no singular e a palavra seguinte no plural. 
Como posso resistir a pessoas tão encantadoras?

· Antes de artigos indefinidos  um/uma. 
Chegamos a um bom acordo.

· Antes da maioria dos pronomes. 
Nada contarei a ela. 
A qualquer pessoa/ a você/ a ninguém/ a poucas pessoas

· Antes de verbos. 
Blusas a partir de R$ 15,00. 

Casos especiais

· Diante de nome de cidade. 
Para saber se o a tem o acento indicativo de crase, descubra se o nome da cidade 
aceita  artigo:  use  o  verbo  VOLTAR  .  Se  houver  contração  de  preposição  e  artigo, 
existirá crase. 
Fui à Espanha. / Voltei da Espanha. 
Fui a São Paulo.  / Voltei de São Paulo. 

Obs.: Se o a anteceder a palavra cidade, a crase será obrigatória: 
Fui à cidade de São Paulo.

· Diante  da  palavra  casa  (no  sentido  de  lar,  moradia)  quando  esta  não  estiver 
determinada. 
Não voltarei a casa esta semana.

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Não voltarei à casa dos meus pais esta semana.

· Diante  de  alguns  pronomes,  podemos  utilizar  a  regra  1,  a  qual  já 
mencionamos. Para relembrar: troca­se a palavra feminina por uma masculina 
equivalente. Se  antes  da  palavra  masculina aparecer  ao  ou  aos,  isso  indica 
que se deve usar o sinal de crase antes da palavra feminina. 
Informo o preço à senhora Silvana./Informo o preço ao senhor Silvio. 
Esta é a decisão à qual chegamos./Este é o ponto ao qual chegamos.

· Antes dos pronomes  aquele(s), aquela(s), aquilo, ocorre crase sempre que o 
termo regente exigir a preposição a:  
Fui àquele comício. /Sou contrário àquela idéia. 

DICAS 

Uma outra maneira de verificar a existência da crase é: 
1º localize a preposição a normalmente exigida por um verbo ou nome. 
2º localize o artigo a normalmente exigido pelo substantivo ou pronome. 

Vejamos o exemplo abaixo: 
Ele se opõe à reforma. 

1)  Como  informamos,  precisamos  verificar  a  presença  da  preposição,  nesse  caso 
exigida pelo verbo. É necessário perguntar ao verbo: Quem se opõe, se opõe a 
algo ou a alguém. Portanto, a preposição existe nessa frase. 

2)  verificar a presença do artigo, nesse caso exigido pelo substantivo. É necessário 
formular  frases  com  o  substantivo  antecedido  por:  da  (de+a);  na  (em+a);  pela 
(por + a) etc. (Eu falo da reforma, eu penso na reforma, eu torço pela  reforma). 
Portanto, existe a presença do artigo feminino a. Dessa forma, podemos justificar 
a presença da crase no caso acima.


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Vejamos outro exemplo: 
Parabéns a você!  

1º localizar o verbo ou nome. 
Nome:  parabéns  ­  parabéns  se  dá  a  alguma  pessoa  ou  a  alguém.  Portanto, 
identificamos a presença da preposição. 

2º localizar o substantivo ou pronome 
Pronome:  você  –  (Eu  gosto  da  você,  Não  parei  de  pensar  na você.)  A  frase  ficou 
estranha,  não  é  mesmo?  Portanto  não  existe  o  artigo  a.  Sendo  assim,  o  uso  da 
crase não pode ser justificado. 

Atenção: 
Além  dos  casos  acima,  algumas  expressões  recebem  o  acento  grave, mesmo que 
não haja a união de duas vogais. Geralmente, são locuções adverbiais, prepositivas 
e conjuntivas femininas.  Verifique na tabela abaixo alguns exemplos freqüentes de 
ocorrência ou não da crase. 

LOCUÇÕES COM CRASE  LOCUÇÕES SEM CRASE 

à prestação  a álcool 
à primeira vista  a bordo 
à procura (de)  a cavalo 
à chave  a curto prazo 
à prova d’água  a distância 
à custa (de)  a gosto 
à queima roupa  a juros 
à disposição  a óleo 
à espera (de)  a olho nu 
à distância de  a partir de 
à medida que  a pé 
à morte  a pedidos 
à venda  a prazo 
à noite  a propósito 
à vontade  a seco