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O coração perdoador

Mateus 18:21-22
Pr. Alcenir
21 de novembro de 2009

1. Relacionamento entre os cristãos

O capitulo 18 de Mateus lida com as qualidades que deveriam caracterizar o

relacionamento pessoal entre os cristãos.

Em primeiro lugar, a qualidade discutida aqui é da humildade (vv 1-4).

Devemos ser como crianças. Humildade é uma das grandes dificuldades entre as pessoas

em geral, e se deve esperar isso das pessoas que não foram alcançadas pelo amor de

Cristo. Entretanto, aqui o texto está tratando da igreja. Jesus Cristo está confrontando

aqueles que representam a igreja da época e que virão a ser sua igreja.

A igreja sofre muito quando começa a se evidenciar entre os irmãos muita

ambição pessoal, muita preocupação com prestígio pessoal, muita preocupação com

publicidade pessoal, até mesmo com o levar vantagem em tudo da famosa “lei de

Gerson”. Um certo pregador diz que entre os crentes não há lugar para esses motivos, e

que eles devem estar acima do eu, do orgulho, do egísmo em sua devoção a Cristo e no

serviço ao próximo.

Em segundo lugar, é apresentada a qualidade da responsabilidade (5-7). Ele

quer dizer que uma das piores coisas é alguém se tornar pedra de tropeço na vida dos

outros. O Apóstolo Paulo trata também dessa questão em I Cor 5:5. Nós não ensinamos

apenas com palavras, mas também com nosso exemplo, como aprendemos com Fracisco

de Assis que disse para pregarmos o amor de Cristo sempre e, se for necessário, usar

palavras. Ele entendia que a pregação era muito mais exemplo do que discurso. Assim, a
tônica do ensino de Paulo e do Capítulo 18 é de que nós temos a responsabilidade de não

ser motivo para o pecado dos outros. Assim, Paulo aconselha que aquele que peca e não

se arrepende deve ser afastado da comunhão, pois o pecado de uma maneira ou de outra

vai manchar a comunidade, como o fermento afeta a massa e o como sal se dilui na água.

Em terceiro lugar, é apresentada a auto-renúncia (8-10) – Se, pois, a tua mão

ou o teu pé te fizer tropeçar, corta-o, lança-o de ti. Essa mão e esse pé são figurativos,

representam aqueles pecados que as pessoas não abrem mão, alguns pregadores chamam

isso de “pecados de estimação”. Pessoas assim ficam marcadas na comunidade. O crente

é como um atleta que não mede esforços para estar preparado para competir. É como o

estudante que se abstém das coisas chamativas da vida para conseguir bons resultados.

Em quarto lugar, nos versos 11 e 14 o exemplo do pastor e a ovelha perdida são

a atitude do crente com relação aos outros irmãos. Deus veio em busca de nós e cuida

de nós, nós devemos manifestar a mesma atitude de carinho, de cuidado, de apreço uns

pelos outros. Tiago 5:13-16 alerta a igreja com relação ao cuidado uns pelos outros em

oração.

Em quinto lugar, Ele ensina sobre a disciplina (15-20). No nosso amor e

cuidado uns pelos outros de maneira nenhuma podemos permitir que aqueles que estão se

envolvendo em problemas, estão em pecado, sejam permitidos continuar fazendo as

coisas da maneira como eles acham que deve. Está a ação mais difícil de ser ministrada

pelos crentes, pois é necessário que seja feita exclusivamente em humildade e amor.

Nunca, repito nunca, deve haver condenação baseada no princípio da retidão pessoal. É

sempre necessário, a palavra de Deus deixa claro, ser administrada a disciplina e

admoestação com o desejo e a esperança de de que haja reconciliação, arrependimento, e

nunca de vingança e punição.


O sexto lugar é a qualidade da comunhão (19-20). Esta é uma das grandes

características da igreja de Cristo, estar juntos, celebrar juntos, compartilhar as coisas

boas e as difíceis, orar juntos. Alegrar com os que se alegram e chorar com os que

choram. Individualismo é o oposto de cristianismo.

Finalmente, em sétimo lugar, é a qualidade do perdão. Jesus Cristo foi o

exemplo máximo do perdão – o amor é tônica do perdão. Jesus ensina a amarmos os

próprios inimigos, muito mais aqueles que já são membros da família de Deus.

2. Quantas vezes devo perdoar

Poderiamos dizer que Jesus Cristo está nesse texto dizendo que o crente, o salvo,

o cidadão do Reino dos Céus, o membro da família de Deus, os filhos de Deus têm

coração perdoador.

Quantas vezes devemos perdoar, pergunta Pedro. O dia tem 24 horas, das quais 8

são reservadas para dormir, restando 16 horas. Isto significa que deveriamos perdoar uma

vez a cada dois minutos e ainda faltaria dez perdões no dia.

Já ouvi muitos argumentos sobre porque Jesus Cristo dá uma resposta com

tamanho exagero para Pedro. Entretanto, isto simplesmente quer dizer que toda vez que

um irmão pecar contra nós devemos perdoá-lo.

3. As verdades sobre o ensino do perdão

Há, porém, muitas verdades e ensinamentos de Jesus Cristo subentendidos

nessas palavras. A primeira consideração que o texto de Mateus 18 requer é sobre o

porquê desse ensino de Jesus Cristo. O ministério de Jesus Cristo foi basicamente de

perdão, mas acima de tudo o perdão de graça. Nada é necessário fazer para se receber o

perdão dos pecados para a salvação senão declarar que nós desejamos o perdão. O perdão

de Jesus Cristo é um produto do amor, da misericórdia de Deus, da compaixão de Deus,


conforme declara o Evangelho de João 3:16.

A segunda verdade que muitos mestres e pregadores não se referem é de que a

linha básica do ensino é que o pecado, ou ofensa, acontece dentro da igreja. Aqui o

Evangelho de Mateus está referindo-se à “Ecklésia”. O texto não está, especificamente

aqui, tratando das ofensas em geral contra os membros da igreja, contra os crentes, mas

as ofensas que os irmãos costumam cometer contra outros irmãos. Aqui trata-se de

pessoas que conheceram a palavra, que amaram a palavra, que receberam o perdão dos

pecados para salvação, que fazem parte da família de Deus, são membros da comunidade

da Nova Aliança.

Jesus Cristo está dizendo para Pedro que entre os irmãos não tem esse negócio de

diz-que-me-disse, que o irmão falou e eu magoei, que o irmão esqueceu de falar e eu

magoei, que o irmão pisou no meu calo e doeu, que o irmão se comportou de alguma

forma que me ofendeu e eu vou tirar satisfação, que por isso eu não falo mais com o

irmão, não visito mais o irmão, não ando mais com ele, se ele sentar no mesmo banco

que eu sentar eu mudo de lugar. Jesus Cristo está dizendo para Pedro que a doênça

precisa ser tratada, que a ferida precisa ser curada, que os relacionamentos quebrados por

causa de malentendidos precisam ser reatados, que …

A terceira verdade contida no texto é de que a pessoa que ofendeu precisa

reconhecer a ofensa e pedir o perdão. O perdão será dispensado a quem admite que

errou e que ofendeu a outra pessoa. A Palavra de Deus diz que para ser salvo o pecador

precisa, em primeiro lugar, reconhecer-se pecador. Há uma pergunta que sempre é

levantada quando o incrédulo é confrontado e dizemos que Jesus Cristo o quer perdoar. A

resposta imediata é perdoar de que, se eu não fiz nada de errado. Em segundo lugar o

pecador precisa pedir perdão pelos seus pecados.


Quando todas essas fases do processo são realizadas, o perdão é ministrado. A

atitude de Jesus é de um coração pedoador. Essa deve ser também a nossa atitude. Essa

atitude é de um coração carregado de amor e não de mágoa, um coração que ama apesar

dos defeitos do outro, um coração pronto a perdoar mesmo que o outro não reconheça e

não peça o perdão, um coração que perdoa 490 vezes em um só dia.

É necessário notar que o texto diz que a pessoa que se sentiu ofendida deve

chamar a que ofendeu e trazê-la ao arrependimento e oferecer-lhe o perdão. Arrepender

significa reconhecer que errou e tomar uma atitude contrária. Quando reconhecemos que

erramos, já estamos conseqüentemente desejando o perdão. Entretanto, se não funcionar,

devemos trazer uma ou duas testemunhas; se, ainda assim, não funcionar levá-lo à

comunidade para discutir o assunto; se não funcionar, ele deverá ser considerado não

merecedor dos privilégios dos membros da comunidade que o Evangelho de Mateus

chama de igreja. Em nenhum momento é mencionado que o caráter perdoador do crente

encerra aqui. O caráter do crente é o caráter de Cristo, aberto ao perdão.

O apóstolo Paulo em I Coríntios 5:5 diz que o irmão que está em pecado deve ser

exortado ao arrependimento e ao perdão. Entretanto, se todos os recursos forem

esgotados, ele deverá ser afastado da comunidade dos santos para que Satanás o destrua,

mas que no final ele seja salvo. Paulo demonstra aqui a esperança que aquele que uma

vez foi recebido por Cristo e cai em pecado, se afasta da comunidade da graça, será

triturado e destruído por causa do pecado, mas o seu espírito será salvo.

A carne que Paulo diz que será destruída é a representação figurada da situação

espiritual da pessoa, o comportamento carnal.

Paulo está, na realidade, demonstrando aqui a atitude do seu coração de Apóstolo.

Ele crê que mais tarde aquele crente pecador, como o moço da parábolo do filho pródigo,
vai cair em si ao reconhecer que o pecado o levou a literalmente “comer o pão que o

inimigo amassou”. Isto é a comida de porcos que são considerados impuros para a mesa

do povo de Deus. Depois de triturado ele vai lembrar e reconhecer que o pecado o fez

perder a dignidade e assim tornar-se campo fértil para a ação do Espírito Santo e ser

trazido de volta à comunidade dos santos.

4. Aquele que é digno do perdão de Deus

O crente cujo coração não é perdoador não é digno do perdão que recebeu de

Deus em Jesus Cristo, se iguala com aquele que pecou, como apontado na parábola do

administrador infiél.

Nós somos tentados a entender que a lei deve ser aplicada a qualquer custo.

Legalismo só causa ainda mais problemas. Apenas um clima de oração, de amor cristão e

comunhão cristã é capaz reatar relacionamentos quebrados.

Os gentios e publicanos são considerados por Jesus como pessoas para as quais

também há perdão. A mensagem que Jesus Cristo deixa aqui é de que até os corações

mais duros nãos são capazes de resistir quando são tratados com amor.

Jesus não perdeu a esperança em nós, da mesma forma não devemos perder a

esperança nos nossos irmãos, pois a graça é irresistível e o amor cristão é inifinito, sem

limites.