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Curso On-Line: Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres da ANTT Professor: Fernando Graeff Aula 04

Introdução

01

Lei 10.233/2001, Decreto 4.130/2002 e Lei 10.871/2004 (Parte 1)

02

Questões comentadas

23

Lista de questões

33

Bibliografia

38

Introdução

Prezado Aluno,

Vamos a nossa quarta aula do curso de LEGISLAÇÃO APLICADA À REGULAÇÃO EM TRANSPORTES TERRESTRES e FISCALIZAÇÃO NO ÂMBITO DA ANTT para o cargo de TÉCNICO EM REGULAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTES TERRESTRES.

Seguindo o cronograma proposto na aula demonstrativa hoje começaremos a tratar da Lei nº 10.233/2001(Reestruturação dos transportes aquaviário e terrestre, cria CNIPT, ANTT, ANTAQ e DNIT), do Decreto nº 4.130/2002 e da Lei nº 10.871/2004.

Dito isto, mãos à obra

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Lei nº 10.233/2001(Reestruturação dos transportes aquaviário e terrestre, cria CNIPT, ANTT, ANTAQ e DNIT), Decreto nº 4.130/2002 da Lei nº 10.871/2004 (Parte 1 de 3).

Vamos iniciar nessa aula o estudo conjunto da Lei 10.233/2001, do Decreto 4.130/2002 e da Lei 10.871/2004.

O art. 178 da CF/88 determina que a lei deve dispor sobre a ordenação dos transportes aéreo, aquático e terrestre, devendo, quanto à ordenação do transporte internacional, observar os acordos firmados pela União, atendido o princípio da reciprocidade.

Para regulamentar esse dispositivo constitucional, a Lei 10.233/2001 dispõe sobre a ordenação dos transportes aquaviário e terrestre, reorganiza o gerenciamento do Sistema Federal de Viação e regula a prestação de serviços de transporte nesses modais.

Para isso, criou duas agências reguladoras, entidades integrantes da administração federal indireta e submetidas ao regime autárquico especial:

uma, responsável pelos transportes terrestres, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), vinculada ao Ministério dos Transportes; e,

a outra, responsável pelos transportes aquaviários, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), vinculada, atualmente, à Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP/PR).

Especificamente em relação à ANTT, o Decreto 4.130/2002, que aprovou seu regulamento, prevê que a agência tem sede e foro no Distrito Federal, com personalidade jurídica de direito público, submetida ao regime autárquico especial e vinculada ao Ministério dos Transportes, com a qualidade de órgão regulador da atividade de exploração da infraestrutura ferroviária e rodoviária federal e da atividade de prestação de serviços de transporte terrestre.

Além das duas agências mencionadas, a Lei 10.233/2001 criou também:

o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), pessoa jurídica de direito público, submetido ao regime de autarquia, vinculado ao Ministério dos Transportes; e,

o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (CONIT), vinculado à Presidência da República, responsável pela formulação das políticas de integração de todos os modais de transporte. Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 2

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Falaremos sobre o DNIT e o CONIT nas próximas aulas.

Competências da União quanto aos transportes

Para entender a Lei 10.233/2001 e as atribuições da ANTT e da ANTAQ é necessário conhecer as competências da União com relação aos transportes. Assim, de acordo com a CF/88 (art. 21), compete à União:

instituir diretrizes para os transportes urbanos;

estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação;

e

explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que transponham os limites de Estado ou Território; os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros; os portos marítimos, fluviais e lacustres;

Sistema Nacional de Viação (SNV) e Sistema Federal de Viação (SFV)

Bom, para organizar o transporte em nosso país e atender aos ditames constitucionais existem dois sistemas de viação:

o primeiro mais abrangente, denominado Sistema Nacional de Viação que é constituído pela infraestrutura viária e pela estrutura operacional dos diferentes meios de transporte de pessoas e bens, sob jurisdição da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; e

o outro, denominado Sistema Federal de Viação, que sob jurisdição da União, abrange a malha arterial básica do Sistema Nacional de Viação, formada por eixos e terminais relevantes do ponto de vista da demanda de transporte, da integração nacional e das conexões internacionais. O SFV compreende os elementos físicos da infraestrutura viária existente e planejada, definidos pela legislação vigente.

Segundo a Lei, o Sistema Nacional de Viação tem por objetivos:

dotar o País de infraestrutura viária adequada, que é aquela que torna mínimo o custo total do transporte, entendido como a soma dos custos de investimentos, de manutenção e de operação dos sistemas;

garantir a operação racional e segura dos transportes de pessoas e bens, que se caracteriza pela gerência eficiente das vias, dos terminais, dos equipamentos e dos veículos, objetivando tornar mínimos os custos

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operacionais e, consequentemente, os fretes e as tarifas, e garantir a segurança e a confiabilidade do transporte; e

promover o desenvolvimento social e econômico e a integração nacional.

Criação das Agências reguladoras

Antes de falarmos especificamente sobre a criação da ANTT e a da ANTAQ pela Lei 10.233/2001, vamos contextualizar o ambiente em que se deu a criação das agências reguladoras em geral.

O processo de desestatização iniciado na década de 90 vem reduzindo o tamanho da máquina estatal, passando para a iniciativa privada a prestação de serviços e a produção de bens que antes estavam sendo prestados e/ou produzidos diretamente pelo Estado.

Isso é devido à constatação de que o Estado é menos eficiente do que o setor privado quando desenvolve diretamente atividades econômicas, seja na prestação de serviços públicos, seja na exploração de atividades puramente econômicas.

Bom, desse novo cenário, emergiu a necessidade de uma nova regulação.

A regulação estatal das atividades econômicas desenvolvidas pelo setor privado somente pode ser desenvolvida pelo próprio Estado, não podendo ser delegada ao particular, como ocorre com outras atividades tipicamente de Estado, tais como: prestação jurisdicional, defesa nacional, elaboração de leis

Assim, a regulação deve ser prestada pelo Estado. No que concerne ao processo de desestatização, a regulação tem por objetivo garantir a prestação adequada dos serviços públicos delegados aos parceiros privados e impedir práticas anticoncorrenciais no mercado econômico.

Para dar cabo a essa tarefa mostrou-se necessária a constituição de um tipo específico de órgão público (público tanto por ser dotado de autoridade como por ser aberto ao controle e à participação da sociedade), que detenha uma ampla gama de competências associadas a uma alta especialização técnica, de modo a intervir em um determinado setor da economia (cuja relevância ou essencialidade da atividade econômica justifique essa intervenção).

Daí, o surgimento das modernas agências reguladoras.

Antes de continuar, cumpre notar que a CF/88 não utiliza o termo “agência reguladora”, o termo “agência” foi importado do direito norte-americano. A

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CF/88 limita-se a dispor expressamente sobre a criação de dois “órgãos reguladores”.

O art. 21, XI, prevê que cabe à União explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. Nesse sentido, a Lei 9.472/97, institui a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).

O art. 177, § 2º, III, determina que a lei disporá sobre a estrutura e atribuições do órgão regulador do monopólio da União. Dessa forma, a Lei 9.478/97 instituiu a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

9.478/97 instituiu a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Destaque-se, portanto, que no Brasil somente essas duas
9.478/97 instituiu a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Destaque-se, portanto, que no Brasil somente essas duas

Destaque-se, portanto, que no Brasil somente essas duas agências reguladoras possuem base constitucional expressa, as demais foram instituídas exclusivamente por meio de lei.

Outro ponto que merece destaque é que em nosso país não existe ainda uma lei geral das agências reguladoras.

Existe sim, uma Lei que dispõe sobre a gestão de recursos humanos das agências reguladoras (Lei 9.986/2000) e outra que dispõe sobre a criação de carreiras e organização de cargos efetivos das autarquias especiais denominadas Agências Reguladoras (Lei 10.871/2004).

Além disso, existem diversas leis específicas instituidoras de agências reguladoras como, por exemplo: a Lei 10.233/01 (ANTT e ANTAQ); a Lei 9.472/97 (ANATEL); Lei 9.427/96 (ANEEL) etc.

Destas, as Leis 10.871/2004 e 10.233/2001 serão objeto de nosso estudo.

Apesar de os doutrinadores falarem em uma nova regulação, na realidade, as agências reguladoras instituídas até o momento não representam novas entidades jurídicas acrescentadas à estrutura formal da Administração Pública.

As leis que vêm instituindo essas agências têm-lhes conferido a forma de “autarquias em regime especial”. Trata-se, portanto, de entidade há muito disciplinada em nosso ordenamento, integrante da denominada Administração

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Indireta, conforme delineado pelo Decreto-Lei 200/67, e expressamente referida na CF/88.

As autarquias, quer pela definição doutrinária, quer pelo direito positivo ainda vigente (Decreto-Lei nº 200/67, art. 5º, I), são caracterizadas como “o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada”.

Sobre as quais, nos termos do art. 19 do Decreto-Lei 200/67, o Ministro de Estado competente exerce a chamada “supervisão ministerial”. Que consiste na chamada “tutela administrativa” ou “controle finalístico”. Cujos objetivos principais encontram-se no art. 26 do referido decreto:

Objetivos da Supervisão Ministerial A realização dos objetivos fixados nos atos de constituição da entidade.
Objetivos da
Supervisão
Ministerial
A realização dos
objetivos fixados
nos atos de
constituição da
entidade.
A harmonia com a
política e a
programação do
Governo no setor
de atuação da
entidade.
A autonomia
administrativa,
A eficiência
operacional e
administrativa.
financeira da
entidade.

Destaque-se, dessa forma, que as agências reguladoras, como autarquias que são, estão sujeitas à tutela ou controle administrativo exercido pelo órgão ao qual estejam vinculadas. Todavia, como autarquias em regime especial, seus atos não podem ser revistos ou alterados pelo Poder Executivo.

O fato de as agências desenvolverem atividades típicas de Estado é inerente à consecução dos objetivos da regulação estatal, e para isso as agências reguladoras devem deter poderes e prerrogativas próprios à autoridade estatal.

Assim, as agências tomaram no direito brasileiro a configuração de autarquias em regime especial, que são espécies do gênero autarquias, às quais o legislador conferiu privilégios específicos ou maior grau de autonomia a tal ponto que elas possam ser consideradas dotadas de independência.

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A designação “regime especial”, então, é utilizada em razão das agências

reguladoras possuírem uma maior independência, em relação às demais entidades da administração indireta, para realizar as suas funções e, também, em razão de serem dotadas de competências que não podem ser identificadas propriamente como típicas da Administração, como é o caso de suas funções normativas ou quase judiciais. Por isso, diz-se que as funções das agências se caracterizam muito mais como típicas de Estado do que típicas da Administração.

E esta diferença deve estar respaldada exatamente no regime especial que a

lei de criação conferir a estas autarquias, uma vez que a atribuição específica

de poderes que transcendem às funções administrativas normais poderá ser feita por lei ordinária.

Para ilustrar o que dissemos até agora vamos ver o que dispõe a Lei instituidora da ANTT e da ANTAQ.

Inicialmente, estabelece os objetivos das Agências Nacionais de Regulação dos Transportes Terrestre e Aquaviário:

Implementar as políticas formuladas pelo Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (CONIT), pelo Ministério dos Transportes e pela Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP/PR);

Regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de serviços e de exploração da infraestrutura de transportes, exercidas por terceiros, com vistas a:

o

garantir a movimentação de pessoas e bens, em cumprimento a padrões de eficiência, segurança, conforto, regularidade, pontualidade e modicidade nos fretes e tarifas;

o

harmonizar, preservado o interesse público, os objetivos dos usuários com os das empresas concessionárias, permissionárias, autorizadas e arrendatárias, e de entidades delegadas; e

o

arbitrar conflitos de interesses e impedir situações que configurem competição imperfeita ou infração da ordem econômica.

Para tanto, como já vimos, a Lei 10.233/2001 instituíu a ANTT e a ANTAQ, entidades integrantes da administração federal indireta, submetidas ao regime autárquico especial e vinculadas, respectivamente, ao Ministério dos Transportes e à Secretaria de Portos da Presidência da República.

Portanto, lembre-se, o regime autárquico especial conferido à ANTT e à ANTAQ é caracterizado pela: independência administrativa; autonomia financeira e funcional; e mandato fixo de seus dirigentes.

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A Lei definiu, ainda, a esfera de atuação de cada uma das agências:

Agência

 

Esfera de Atuação

 
 

transporte ferroviário de passageiros e cargas ao longo do Sistema Nacional de Viação

transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros

 

transporte rodoviário de cargas

 

ANTT

transporte multimodal

 

transporte de cargas especiais e perigosas em rodovias e ferrovias

 

exploração da infraestrutura rodoviária federal

 

exploração

da

infraestrutura

ferroviária

e

o

arrendamento

dos

ativos

operacionais correspondentes

 
 

navegação fluvial, lacustre, de travessia, de apoio marítimo, de apoio portuário, de cabotagem e de longo curso

ANTAQ

instalações portuárias fora do porto organizado

 

transporte aquaviário de cargas especiais e perigosas

 

exploração da infraestrutura aquaviária federal

 

Até aqui podemos concluir que as atuais agências reguladoras, inclusive a ANTT e a ANTAQ, têm sido instituídas sob a forma de autarquias em regime especial. Com isso, podem exercer atribuições típicas do Poder Público, uma vez que possuem personalidade jurídica de direito público.

Entretanto, sendo autarquias, integram formalmente a Administração Pública, mais especificamente, são entidades da administração pública indireta, estando sujeitas a todos os controles constitucionais.

Características das Agências Reguladoras

constitucionais . Características das Agências Reguladoras Então, essa maior “independência”, característica

Então, essa maior “independência”, característica essencial do modelo de regulação que se adotou no Brasil, tem sido atribuída por lei às agências reguladoras dando a elas o status de “autarquias em regime especial”, e lhes

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prerrogativas especiais para exercer suas funções, normalmente relacionadas à ampliação de sua autonomia administrativa, patrimonial e financeira; à ausência de subordinação hierárquica; e à estabilidade dos dirigentes.

hierárquica ; e à estabilidade dos dirigentes . Autonomia (independência) O modelo de agências reguladoras

Autonomia (independência)

O modelo de agências reguladoras adotado no Brasil parte da tese de que o agente encarregado da prestação do serviço ou da produção do bem (agente econômico) deve, obrigatoriamente, ser distinto do agente a quem incumbe a regulação da atividade econômica.

Por esse motivo, a independência da atuação das agências reguladoras é uma de suas principais características.

Mas, como tudo não é perfeito. Como já salientamos, no Brasil, nosso sistema jurídico e a forma escolhida de criação das agências reguladoras reduz significativamente a possibilidade de conferir-lhes “independência”, pois toda a Administração Pública está sujeita à direção superior do Chefe do Poder Executivo e todas as entidades da administração indireta federal devem estar vinculadas a um ministério, que sobre elas exerce supervisão (tutela administrativa).

Dessa forma, nosso legislador tem lançado mãos de instrumentos jurídicos que, embora não permitam que falemos em entidades propriamente “independentes”, asseguram, com maior ou menor eficácia, a ampliação da autonomia que as agências reguladoras possuem em relação ao Poder Executivo, se comparadas com as demais autarquias integrantes da Administração Indireta.

Nesse sentido, Sundfeld ressalta que a “independência” (para o autor, a expressão “independência” denota um viés ideológico; o termo juridicamente adequado seria “autonomia”) conferida pelo legislador às agências reguladoras visa a assegurar a imparcialidade da atuação e minimizar as ingerências

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político-partidárias (ou seja, políticos metendo o bedelho onde não são chamados), muitas vezes, contrárias ao princípio da eficiência.

Mas, a independência não diz somente respeito ao Poder Público, pois em se tratando de serviços ou atividades de relevância coletiva, de elevado impacto social, teremos sempre uma relação tripartida.

Assim, há:

o produtor da utilidade pública (iniciativa privada ou o próprio Estado);

o seu consumidor ou usuário; e

o Poder Público.

A independência se põe, portanto, essencial para que o regulador possa exercer suas funções de forma equidistante em relação aos interesses dos regulados (operadores econômicos), dos beneficiários da regulação (os usuários, consumidores, cidadãos) e ainda do próprio poder político, ficando protegido tanto dos interesses governamentais de ocasião, quanto dos interesses estatais relacionados ao setor regulado.

Cumpre ressaltar que, embora as agências reguladoras tenham um compromisso forte com os consumidores (em benefício de quem deve se dirigir a regulação), a agência não pode se transformar em um simples e incondicional promotor do interesse desse grupo, desconhecendo as outras dimensões da atividade regulatória.

Assim, as agências reguladoras devem guardar a mesma distância, ou seja, não devem beneficiar um dos atores da relação tripartite em detrimento dos outros. Eles devem ser tratados com equidade.

Relação equidistante das agências reguladoras

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Consumidores ou Usuários Agências Reguladoras Operadores Poder Público Econômicos Independência orgânica e
Consumidores
ou Usuários
Agências
Reguladoras
Operadores
Poder Público
Econômicos
Independência orgânica e administrativa

Segundo Marques Neto, existem duas espécies de independência de que devem se revestir as agências: a orgânica e a administrativa.

A independência orgânica diz respeito ao exercício das atividades fim da agência e se traduz na existência de mecanismos aptos a assegurar que as agências reguladoras não estarão subordinadas à vontade política do poder central para além das metas, objetivos e princípios constantes das políticas públicas estabelecidas para o setor.

Daí percebe-se que a independência orgânica se presta a assegurar ampla autonomia no manejo dos instrumentos regulatórios.

Os instrumentos que garantem a independência orgânica normalmente são:

Estabilidade dos dirigentes:

De um modo geral, a estabilidade dos dirigentes é apontada como um dos mais importantes e mais utilizados instrumentos tendentes a assegurar às agências reguladoras imparcialidade nos seus atos e decisões.

Ausência de controle hierárquico:

É a inexistência de instância revisora hierárquica de seus atos. Em outras palavras, está se dizendo que elas não devem sujeitar-se a recursos hierárquicos impróprios, ou seja, os atos e decisões proferidas pelos órgãos máximos das agências reguladoras devem ser definitivos na esfera administrativa, não devendo estar sujeitos à revisão pelo Ministério ao qual a agência se encontra vinculada.

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As leis instituidoras das agências reguladoras normalmente preveem expressamente que não cabe recurso hierárquico impróprio de suas decisões. Aliás, entende-se que não cabe recurso impróprio mesmo no silêncio da lei, pois a admissão desse tipo de recurso deitaria por terra todo o arcabouço institucional traçado pelo ordenamento jurídico para as agências reguladoras, fragilizando sobremaneira sua autonomia.

Nesse sentido, a AGU já se manifestou sobre esse assunto afirmando que, de forma geral, sem entrar no detalhe de cada lei instituidora, cabe recurso hierárquico impróprio das decisões das agências reguladoras quanto a suas atividades meramente administrativas ou ilegais (que ultrapassarem suas competências); por outro lado, não cabe recurso hierárquico impróprio das decisões das agências reguladoras que estejam dentro de suas competências legais, ou seja, não cabe recurso hierárquico impróprio das decisões técnicas.

Além da independência orgânica, é essencial a independência administrativa, pois de nada adiantaria a independência orgânica se a agência não tiver meios para atuar. Portanto, trata-se de dotar as agências reguladoras de recursos e instrumentos para exercer suas atividades sem necessidade de recorrer ao poder central.

A independência administrativa se traduz em:

Autonomia de gestão: Envolve dotar a agência de capacidade de organizar e gerir seus orçamentos, alocando os recursos disponíveis nas atividades que, ao ver do órgão, sejam prioritárias e necessárias ao bom exercício de suas atividades.

Autonomia financeira: Caracteriza-se pela garantia de que os recursos financeiros necessários à atividade da agência não dependerão da gestão do tesouro, isso se concretiza pelo estabelecimento de fontes próprias de recursos, se possível geradas pelo próprio exercício da atividade regulatória (taxas pelo exercício de polícia, preços públicos específicos).

Liberdade para organizar seus serviços: Liberdade para determinar internamente como serão alocadas competências e atribuições dos agentes para exercício das atividades regulatórias, como a agência irá se distribuir regionalmente, como irá firmar contratos e convênios para obter o concurso de terceiros, etc.

Regime de pessoal compatível: Regime funcional mais estável para os agentes encarregados da regulação, pois não faz sentido que os dirigentes tenham estabilidade e os demais agentes sejam demissíveis

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por

administração central.

ato

de

vontade

quer

dos

dirigentes

da

Podemos resumir a independência:

agência,

quer

da

da Podemos resumir a independência: agência, quer da Organização e Funcionamento Vamos agora tratar da

Organização e Funcionamento

Vamos agora tratar da organização e do funcionamento das agências reguladoras de forma geral. Na próxima aula falaremos especificamente sobre a ANTT e a ANTAQ.

As agências reguladoras são dirigidas em regime de colegiado, por um Conselho Diretor ou Diretoria composta por Conselheiros ou Diretores, sendo um deles o seu Presidente ou o Diretor-Geral ou o Diretor-Presidente. Os mandatos desses Conselheiros e dos Diretores deve ter o prazo fixado na lei de criação de cada Agência e não devem ser coincidentes.

A garantia de atuação técnica e profissional da agência reguladora tende a ser reforçada quando existe a previsão legal de que a nomeação de seus dirigentes não seja um ato administrativo simples do Chefe do Poder Executivo, mas sim um ato com a participação do Legislativo.

Dessa forma, o Presidente da República indica o nome de uma pessoa que preencha os requisitos previstos na lei instituidora da agência. Essa pessoa é submetida à arguição pública pelo Senado Federal, que poderá, ou não, aprová-la. Sendo o indicado aprovado pelo Senado Federal, o Presidente da República, então, procede à sua nomeação para o cargo.

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Escolha dos dirigentes das agências reguladoras

Aula 04 Escolha dos dirigentes das agências reguladoras Outro aspecto importante do funcionamento e organização
Aula 04 Escolha dos dirigentes das agências reguladoras Outro aspecto importante do funcionamento e organização

Outro aspecto importante do funcionamento e organização das agências reguladoras é a minimização do “risco de captura”.

O “risco de captura”, em poucas palavras, é a situação em que o ente

regulador, não sendo capaz de resistir ao imenso poder econômico dos agentes

do setor regulado, passa a atuar tendenciosamente em favor dos interesses desses agentes, ou seja, o ente regulador converte-se praticamente em um representante dos interesses das empresas do setor regulado, em detrimento dos consumidores e usuários dos bens e serviços e do próprio Estado.

O ente regulador, dessa forma, não atua com a equidistância e neutralidade

necessárias em suas decisões. Para evitar isso, a Lei estabelece a obrigatoriedade de “quarentena” dos ex-dirigentes das agências reguladoras.

A quarentena nada mais é do que os mecanismos de impedimento do

recrutamento, pelos regulados, de quadros de dirigentes do órgão regulador.

Caso não exista a proibição de que o ex-dirigente do ente regulador, nos meses seguintes à sua exoneração, seja contratado por empresas do setor por ele antes regulado, a quantidade de informações privilegiadas que levaria consigo tornaria inexistente a distinção entre os interesses de regulador e regulados.

Caso o ex-dirigente não respeite a quarentena incorre na prática de crime de advocacia administrativa.

Bom, já falamos dos dirigentes, agora vamos tratar dos servidores das agências reguladoras.

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Cumpre lembrar que as agências reguladoras são entes públicos dotados de autoridade, capazes de exercer coercitivamente suas atribuições. Assim, é sempre bom lembrar que as agências exercem função de Estado.

Nesse sentido, o art. 6º da Lei 10.871/2004 determina que o regime jurídico dos cargos e carreiras que compõe o quadro de servidores das agências reguladoras federais, é o estatutário, ou seja, regido pela Lei

8.112/90.

Competências

A multiplicidade de funções e competências é própria da atividade regulatória.

A partir do momento em que o Estado opta por intervir na ordem econômica

como regulador, assume-se o compromisso de manejar todos os instrumentos necessários para, naquele setor da economia, atingir as finalidades precípuas da regulação.

A regulação leva à concentração de funções dado o seu caráter pragmático e

finalístico (o que legitima a atuação do regulador é sua capacidade de, eficientemente, combinar o equilíbrio do sistema regulado com o atingimento de objetivos de interesse geral predicados para o setor).

Para isso é necessário que o ente de regulação possua competências e instrumentos amplos e efetivos.

A Lei 8.987/95 que dispõe sobre o regime de concessão e permissão dos serviços públicos prevê em diversos dispositivos, quais são as competências do Poder Concedente (representados pelas agências reguladoras):

Art.

Competência para

Definir as tarifas.

14

Licitar a delegação de serviço público.

20

Determinar que o licitante vencedor, no caso de consórcio, se constitua em empresa antes da celebração do contrato.

29

Regulamentar o serviço concedido e fiscalizar permanentemente a sua prestação;

Aplicar as penalidades regulamentares e contratuais;

Intervir na prestação do serviço, para garantir que seja prestado de forma adequada;

Extinguir a concessão, nos casos de advento do termo contratual; encampação; caducidade; rescisão; anulação; falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no caso de empresa individual; e na forma prevista no contrato;

Homologar reajustes e proceder à revisão das tarifas;

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Cumprir e fazer cumprir as disposições regulamentares do serviço e as cláusulas contratuais da concessão;

Zelar pela boa qualidade do serviço, receber, apurar e solucionar queixas e reclamações dos usuários, que serão cientificados, em até trinta dias, das providências tomadas;

Declarar de utilidade pública os bens necessários à execução do serviço ou obra pública, promovendo as desapropriações, diretamente ou mediante outorga de poderes à concessionária, caso em que será desta a responsabilidade pelas indenizações cabíveis;

Declarar de necessidade ou utilidade pública, para fins de instituição de servidão administrativa, os bens necessários à execução de serviço ou obra pública, promovendo-a diretamente ou mediante outorga de poderes à concessionária, caso em que será desta a responsabilidade pelas indenizações cabíveis;

Estimular o aumento da qualidade, produtividade, preservação do meio-ambiente e conservação;

Incentivar a competitividade;

 

Estimular a formação de associações de usuários para defesa de interesses relativos ao serviço.

30

Ter

acesso

aos

dados

relativos

à

administração,

contabilidade,

recursos técnicos, econômicos e financeiros da concessionária.

32

Intervir na concessão, com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço, bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes.

Além dessas competências genéricas, aplicáveis no caso da delegação de serviços públicos, outras competências específicas, necessárias para a consecução dos objetivos das agências reguladoras nos respectivos setores de atuação, podem ser outorgadas a cada agência pelas respectivas leis de instituição.

Bom, vamos ver então o que prevê a Lei 10.233/2001 e o regimento interno da ANTT, em relação às suas competências, começando pelas atribuições gerais:

ATRIBUIÇÕES GERAIS DA LEI 10.233/2001

pesquisas e estudos específicos de tráfego e de demanda

estudos aplicados às definições de tarifas, preços e fretes, em confronto com os custos e os benefícios econômicos transferidos aos usuários pelos investimentos realizados

Promover

estudos sobre a logística do transporte intermodal, ao longo de eixos ou fluxos de produção

levantamentos e organizar cadastro relativos ao sistema de dutovias do Brasil e às empresas proprietárias de equipamentos e instalações de transporte dutoviário

Propor

planos de outorgas ao Ministério dos Transportes, instruídos por estudos específicos de viabilidade técnica e econômica, para exploração da

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infraestrutura e a prestação de serviços de transporte terrestre

Elaborar e

normas e regulamentos relativos à exploração de vias e terminais, garantindo isonomia no seu acesso e uso, bem como à prestação de serviços de transporte, mantendo os itinerários outorgados e fomentando a competição

editar

atos de outorga e de extinção de direito de exploração de infraestrutura e de prestação de serviços de transporte terrestre, celebrando e gerindo os respectivos contratos e demais instrumentos administrativos

Reunir

sob sua administração, os instrumentos de outorga para exploração de infraestrutura e prestação de serviços de transporte terrestre já celebrados antes da vigência da Lei 10.233/2001

Proceder

revisão e ao reajuste de tarifas dos serviços prestados, segundo as disposições contratuais, após prévia comunicação ao Ministério da Fazenda

Fiscalizar

a prestação dos serviços e a manutenção dos bens arrendados, cumprindo e fazendo cumprir as cláusulas e condições avençadas nas outorgas e aplicando penalidades pelo seu descumprimento

Autorizar

projetos e investimentos no âmbito das outorgas estabelecidas, encaminhando ao Ministro de Estado dos Transportes, se for o caso, propostas de declaração de utilidade pública

Adotar

procedimentos para a incorporação ou desincorporação de bens, no âmbito dos arrendamentos contratados

Habilitar

Operador do Transporte Multimodal, em articulação com as demais agências reguladoras de transportes

Estabelecer

padrões e normas técnicas complementares relativos às operações de transporte terrestre de cargas especiais e perigosas

Elaborar

o seu orçamento e proceder à respectiva execução financeira

Representar

o Brasil junto aos organismos internacionais e em convenções, acordos e tratados na sua área de competência, observadas as diretrizes do Ministro de Estado dos Transportes e as atribuições específicas dos demais órgãos federais

Exercer

diretamente ou mediante convênio, as competências do Código de Trânsito Brasileiro (aplicação de multas), nas rodovias federais por ela administradas

Além das competências elencadas acima, atribuídas à ANTT pela Lei 10.233/2001, o regimento interno da Agência prevê outras, necessárias para o bom desenvolvimento de sua missão:

 

ATRIBUIÇÕES GERAIS – REGIMENTO INTERNO

Exercer

o poder normativo relativamente à exploração da infraestrutura ferroviária e rodoviária federal e à prestação de serviços de transporte terrestre, garantindo isonomia no seu acesso e uso, assegurando o direito dos usuários, fomentando a competição entre os operadores e intensificando o aproveitamento da infraestrutura existente

Autorizar

em caráter especial e de emergência, a prestação de serviço de transporte terrestre sob outras formas de outorga

Celebrar

atos de outorga, de transferência e de extinção do direito de exploração de infraestrutura ferroviária e rodoviária federal e do direito de prestação de serviços de transporte terrestre, celebrando e gerindo os respectivos contratos e demais instrumentos administrativos, fiscalizando e aplicando sanções

Propor

ao Ministério dos Transportes a declaração de utilidade pública, para fins de desapropriação ou instituição de servidão administrativa, dos bens necessários à implantação ou manutenção dos serviços afetos a sua competência

Autorizar e

projetos e a realização de investimentos, no âmbito das outorgas

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fiscalizar

estabelecidas

Disciplinar

atos e procedimentos para a incorporação ou desincorporação de bens, no âmbito das outorgas

Analisar e

quanto às suas reversibilidades e indenizações, os bens das concessionárias bem como os investimentos autorizados e por elas realizados

classificar

Tomar

medidas para que os investimentos em bens reversíveis sejam contabilizados em contas específicas

Manter

cadastro das tarifas e dos preços praticados no âmbito das outorgas

 

ações educativas visando a redução de acidentes

Promover

cumprimento dos protocolos e acordos internacionais dos quais o Brasil seja signatário

Descentralizar

acompanhamento e a fiscalização da execução dos atos de outorga, mediante convênios de cooperação técnica e administrativa com órgãos e entidades da Administração Pública Federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios

Aplicar

penalidades nos casos de não-atendimento à legislação, de descumprimento de obrigações contratuais ou de má prática comercial por parte das empresas concessionárias, permissionárias, autorizadas ou arrendatárias

Participar

de foros internacionais, sob a coordenação do Ministério dos Transportes

Organizar,

 

manter e

as informações estatísticas relativas às atividades de transporte terrestre

divulgar

Firmar

convênios de cooperação técnica e administrativa com entidades e organismos nacionais e internacionais

Dirimir

administrativamente conflitos de interesses entre o Poder Concedente e os prestadores de serviços de transporte e arbitrar disputas que surgirem entre os referidos prestadores de serviços e entre estes e os usuários

Decidir

em último grau, sobre matérias de sua alçada, admitido pedido de reconsideração, por uma única vez, à Diretoria

Atuar

na defesa e proteção dos direitos dos usuários, reprimindo as infrações e compondo ou arbitrando conflitos de interesses

Exercer

relativamente aos transportes terrestres, as competências legais em matéria de controle, prevenção e repressão das infrações contra a ordem econômica

Dar

ao CADE, à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça ou à Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, conforme o caso, de fato que configure ou possa configurar infração contra a ordem econômica

conhecimento

Deliberar

na esfera administrativa e no âmbito de suas atribuições e competências, quanto à interpretação da legislação pertinente às atividades de transporte terrestre

Subsidiar

decisões governamentais quanto à política de apoio à indústria de veículos e de equipamentos ferroviários e rodoviários

Arrecadar,

 

aplicar e

suas receitas

administrar

Adquirir e

bens, adotando os procedimentos legais adequados para efetuar sua incorporação e desincorporação

alienar

Administrar

pessoal, patrimônio, material e serviços gerais

Elaborar

relatório anual de atividades e desempenho, destacando o cumprimento das políticas do setor, a ser enviado ao Ministério dos Transportes

Além das competências gerais, a Lei 10.233/2001 e o regimento interno preveem atribuições específicas à ANTT quanto ao transporte ferroviário:

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LEI 10.233/2001 - TRANSPORTE FERROVIÁRIO

Publicar os editais, julgar as licitações e celebrar os contratos de concessão

para prestação de serviços de transporte ferroviário, permitindo-se sua vinculação com contratos de arrendamento de ativos operacionais

para construção e exploração de novas ferrovias, com cláusulas de reversão à União dos ativos operacionais edificados e instalados

Administrar

os contratos de concessão e arrendamento de ferrovias celebrados até a vigência desta Lei

Fiscalizar

diretamente, com o apoio de suas unidades regionais, ou por meio de convênios de cooperação, o cumprimento das cláusulas contratuais de prestação de serviços ferroviários e de manutenção e reposição dos ativos arrendados

Regular e

a atuação dos concessionários, assegurando neutralidade com relação aos interesses dos usuários, orientando e disciplinando o tráfego mútuo e o direito de passagem de trens de passageiros e cargas e arbitrando as questões não resolvidas pelas partes, estimulando a formação de associações de usuários, no âmbito de cada concessão ferroviária, para a defesa de interesses relativos aos serviços prestados

coordenar

Articular-se

com órgãos e instituições dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para conciliação do uso da via permanente sob sua jurisdição com as redes locais de metrôs e trens urbanos destinados ao deslocamento de passageiros

Contribuir

para a preservação do patrimônio histórico e da memória das ferrovias, em cooperação com as instituições associadas à cultura nacional, orientando e estimulando a participação dos concessionários do setor

Regular

os procedimentos e as condições para cessão a terceiros de capacidade de tráfego disponível na infraestrutura ferroviária explorada por concessionários

 

REGIMENTO INTERNO - TRANSPORTE FERROVIÁRIO

Avaliar

os impactos decorrentes de modificações unilaterais nos seus custos e receitas, alterações na legislação fiscal e de variações nos fatores de produção, no desempenho econômico-financeiro dos contratos de concessão, regulamentando, dentre outros, os procedimentos para devolução de bens, fiscalização, vistoria, transferência de bens entre arrendatárias, alterações, investimentos e incorporação ou desincorporação de bens arrendados, bem assim a cobrança às arrendatárias quanto à substituição ou ressarcimento dos bens destruídos

Regulamentar

a classificação e a comunicação das ocorrências ferroviárias e apurar as causas de acidentes graves envolvendo vidas humanas, risco ambiental e patrimônio arrendado

Aprovar

os sistemas de gerenciamento operacional utilizados pelas concessionárias, de forma a garantir a integração do Sistema Ferroviário Nacional e as necessidades do tráfego mútuo e direito de passagem

 

suspensão da prestação de serviços concedidos, em parte ou na sua totalidade, e a desativação, temporária ou definitiva, de trechos

Autorizar

fusão, incorporação e cisão das concessionárias

modificações societárias, coibindo as práticas de monopólio ou de abuso de poder econômico

Com relação ao transporte ferroviário a Lei e o Regimento preveem que cabe à ANTT estimular a formação de associações de usuários, no âmbito de cada concessão ferroviária, para a defesa de interesses relativos aos serviços Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br 19

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prestados, bem como, deverá coordenar os acordos a serem celebrados entre os concessionários arrendatários das malhas ferroviárias e as sociedades sucessoras da Companhia Brasileira de Trens Urbanos - CBTU, em cada Estado ou Município, para regular os direitos de passagem e os planos de investimentos, em áreas comuns, de modo a garantir a continuidade e a expansão dos serviços de transporte ferroviário de passageiros e cargas nas regiões metropolitanas.

Por fim, a Lei e o Regimento preveem atribuições específicas da ANTT quanto ao transporte rodoviário:

LEI 10.233/2001 - TRANSPORTE RODOVIÁRIO

Publicar os editais, julgar as licitações e celebrar os contratos de concessão

para prestação de serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros

de rodovias federais a serem exploradas e administradas por terceiros;

Autorizar

o transporte de passageiros, realizado por empresas de turismo, com a finalidade de turismo

transporte de passageiros, sob regime de fretamento

Promover

estudos e levantamentos relativos à frota de caminhões, empresas constituídas e operadores autônomos, bem como organizar e manter um registro nacional de transportadores rodoviários de cargas

Habilitar

o transportador internacional de carga

Fiscalizar

diretamente, com o apoio de suas unidades regionais, ou por meio de convênios de cooperação, o cumprimento das condições de outorga de autorização e das cláusulas contratuais de permissão para prestação de serviços ou de concessão para exploração da infraestrutura

REGIMENTO INTERNO - TRANSPORTE RODOVIÁRIO

Publicar os editais, julgar as licitações e celebrar os contratos de concessão

para prestação de serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros

No caso das concessões de rodovias federais, a Lei determina que a ANTT deve compatibilizar a tarifa do pedágio com as vantagens econômicas e o conforto de viagem, transferidos aos usuários em decorrência da aplicação dos recursos de sua arrecadação no aperfeiçoamento da via em que é cobrado.

Deverá, ainda, articular-se com os governos dos Estados, no tocante às rodovias federais por eles já concedidas a terceiros, podendo avocar os respectivos contratos e preservar a cooperação administrativa avençada, mesmo no caso daqueles que integram rodovias federais e estaduais, firmados até a data de publicação da Lei 10.233/2001.

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Agora, apesar de achar que não esse assunto não vai ser cobrado em sua prova, vamos ver o que prevê a Lei 10.233/2001, com relação as competências atribuídas à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ):

 

Competências ANTAQ

   

estudos específicos de demanda de transporte aquaviário e de atividades portuárias

estudos aplicados às definições de tarifas, preços e fretes, em confronto com os custos e os benefícios econômicos transferidos aos usuários pelos investimentos realizados

Promover

as revisões e os reajustes das tarifas portuárias, assegurada a comunicação prévia, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias úteis, ao poder concedente e ao Ministério da Fazenda

estudos referentes à composição da frota mercante brasileira e à prática de afretamentos de embarcações, para subsidiar as decisões governamentais quanto à política de apoio à indústria de construção naval e de afretamento de embarcações estrangeiras

Propor

ao Ministério dos Transportes o plano geral de outorgas de exploração da infraestrutura aquaviária e de prestação de serviços de transporte aquaviário

Elaborar e

normas e regulamentos relativos à prestação de serviços de transporte e à exploração da infraestrutura aquaviária e portuária, garantindo isonomia no seu acesso e uso, assegurando os direitos dos usuários e fomentando a competição entre os operadores

editar

Celebrar

atos de outorga de permissão ou autorização de prestação de serviços de transporte pelas empresas de navegação fluvial, lacustre, de travessia, de apoio marítimo, de apoio portuário, de cabotagem e de longo curso, gerindo os respectivos contratos e demais instrumentos administrativos

 

atos de outorga de concessão para a exploração da infraestrutura aquaviária, gerindo e fiscalizando os respectivos contratos e demais instrumentos administrativos

Reunir

sob sua administração, os instrumentos de outorga para exploração de infraestrutura e de prestação de serviços de transporte aquaviário celebrados antes da vigência desta Lei, resguardando os direitos das partes

 

o

Brasil junto aos organismos internacionais de navegação e em convenções,

Representar

acordos e tratados sobre transporte aquaviário, observadas as diretrizes do Ministro de Estado dos Transportes e as atribuições específicas dos demais órgãos federais

Supervisionar

a

participação de empresas brasileiras e estrangeiras na navegação de longo curso, em cumprimento aos tratados, convenções, acordos e outros instrumentos internacionais dos quais o Brasil seja signatário

   

normas e padrões a serem observados pelas administrações portuárias, concessionários, arrendatários, autorizatários e operadores portuários

Estabelecer

 

padrões e normas técnicas relativos às operações de transporte aquaviário de cargas especiais e perigosas

Elaborar

 

editais e instrumentos de convocação e promover os procedimentos de licitação e seleção para concessão, arrendamento ou autorização da exploração de portos organizados ou instalações portuárias, de acordo com as diretrizes do poder concedente

Cumprir e fazer cumprir

as cláusulas e condições dos contratos de concessão de porto organizado ou dos contratos de arrendamento de instalações portuárias quanto à manutenção e reposição dos bens e equipamentos reversíveis à União

Autorizar

 

projetos e investimentos no âmbito das outorgas estabelecidas, encaminhando ao Ministro de Estado dos Transportes ou ao Secretário

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Especial de Portos, conforme o caso, propostas de declaração de utilidade pública

as empresas brasileiras de navegação de longo curso, de cabotagem, de apoio marítimo, de apoio portuário, fluvial e lacustre, o afretamento de embarcações estrangeiras para o transporte de carga

Elaborar

o seu orçamento e proceder à respectiva execução financeira

Fiscalizar

o funcionamento e a prestação de serviços das empresas de navegação de longo curso, de cabotagem, de apoio marítimo, de apoio portuário, fluvial e lacustre

a execução dos contratos de adesão das autorizações de instalação portuária

a execução dos contratos de concessão de porto organizado e de arrendamento de instalação portuária

Adotar

procedimentos para a incorporação ou desincorporação de bens, no âmbito das outorgas

Bom, você deve ter percebido que são muitas as competências da ANTT e da ANTAQ, são diversos verbos: promover, propor, fiscalizar, elaborar, supervisionar, editar, autorizar, e por aí vai. Dificilmente alguém conseguiria decorar todas essa atribuições, por isso nem tente.

O importante é entender o motivo da criação das agências e o campo de atuação de cada uma delas. E, lembre-se que, as agências reguladoras são entidades com funções técnicas, ou seja, não são responsáveis por fazer políticas, mas sim pela implementação das políticas definidas pelas instâncias formuladoras.

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Questões comentadas

01. (Cespe/MPOG/Analista de Infraestrutura – Área VII/2012) No que concerne à regulação do setor de transporte, julgue os itens seguintes.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres é responsável pela organização e

manutenção do registro nacional de transportadores rodoviários de cargas e, ainda, pelas autorizações relacionadas ao transporte internacional de cargas.

Resolução:

A Agência Nacional de Transportes Terrestres é responsável por organizar e

manter o registro nacional de transportadores rodoviários de cargas e habilitar

o transportar internacional de cargas, ou seja, esse transporte independe de

autorização.

Gabarito: E

02. (Cespe/MPOG/Analista de Infraestrutura – Área VII/2012) - Adaptada Considerando a importância do transporte para a integração regional, julgue os itens subsequentes.

Entre os objetivos do SNV, inclui-se o de promover o desenvolvimento social e econômico e a integração nacional.

Resolução:

Perfeito, esse é um dos objetivos previstos na Lei 10.233/2001 para o Sistema Nacional de Viação.

Gabarito: C

03. (CESPE/ANP/Especialista Regulação - Área I/2012) As agências reguladoras serão criadas por lei específica que definirá sua natureza jurídica, podendo ser constituídas em regime de natureza pública, nos moldes das autarquias; ou privada, seguindo o modelo das empresas públicas.

Resolução:

As agências reguladoras devem ser criadas por lei específica como autarquias, entidades da administração pública indireta, como exercem funções de estado não podem ser criadas em regime de natureza privada.

Gabarito: E

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04. (Cespe/MPOG/Analista de Infra-Estrutura – Área: Transportes –

Especialidade: Ferroviário/2008) No Brasil, o processo de concessão da malha ferroviária estatal teve início em 1966. Acerca das regras de concessão ferroviária atualmente em vigor, julgue os próximos itens.

Os conflitos de interesse entre concessionários nas operações de compartilhamento de malhas devem ser resolvidos com a intervenção do poder regulatório, via Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).

Resolução:

A ANTT, entre outras funções, foi criada para regular ou supervisionar as

atividades de prestação de serviços e de exploração da infraestrutura de transportes, exercidas por terceiros, com vistas a harmonizar, preservado o interesse público, os objetivos dos usuários, das empresas concessionárias, permissionárias, autorizadas e arrendatárias, e de entidades delegadas, arbitrando conflitos de interesses e impedindo situações que configurem competição imperfeita ou infração da ordem econômica.

Gabarito: C

05. (Cespe/MPOG/Analista de Infra-Estrutura – Área: Transportes –

Especialidade: Rodoviário e Urbano/2008) Com relação à rede rodoviária federal já concedida à iniciativa privada e aquelas rodovias em processo de concessão, julgue os itens seguintes.

O processo de concessão de uma rodovia é realizado e administrado pelo DNIT.

Resolução:

O DNIT como veremos na próxima aula é responsável pelas rodovias federais

que não foram concedidas. O processo de concessão das rodovias federais é realizado e administrado pela ANTT.

Gabarito: E

06. (Cespe/MPOG/Analista de Infra-Estrutura – Área: Transportes –

Especialidade: Rodoviário e Urbano/2008) Com relação à rede rodoviária federal já concedida à iniciativa privada e aquelas rodovias em processo de concessão, julgue os itens seguintes.

A permissão para exploração de transporte coletivo regular de passageiros por meio rodoviário, não associado à exploração da infraestrutura, é de competência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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Resolução:

Correto. Atualmente o transporte interestadual coletivo regular de passageiros por meio rodoviário, não associado à exploração da infraestrutura, é feito por meio de permissão (várias linhas que estão com as permissões vencidas estão sendo prestados atualmente sob a autorização especial que veremos na próxima aula) e é de competência da ANTT.

Gabarito: C

07. (Cespe/MPOG/Analista de Infra-Estrutura – Área: Transportes – Especialidade: Rodoviário e Urbano/2008) Com relação à rede rodoviária federal já concedida à iniciativa privada e aquelas rodovias em processo de concessão, julgue os itens seguintes.

A habilitação de operadores de transporte multimodal está na área de atuação

do DNIT.

Resolução:

A habilitação de operadores de transporte multimodal, na realidade, está na

área de atuação da ANTT e não do DNIT, que é um ente eminentemente executor.

Gabarito: E

08. (NCE/ANTT/Especialista de Regulação/2008) A política nacional de transportes ferroviário e rodoviário é de competência:

(A)

da ANTT;

(B)

do DNIT;

(C)

da Câmara dos Deputados;

(D)

do Ministério dos Transportes;

(E)

do Congresso Nacional.

Resolução:

A política setorial é formulada pelos órgãos políticos como o Ministério dos

Transportes, a Secretaria Especial de Portos, a Secretaria Nacional de Aviação Civil e assim por diante. No caso da questão o responsável pelas políticas relativas ao transporte rodoviário e ferroviário é o Ministério dos Transportes.

Gabarito: D

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09. (NCE/ANTT/Especialista de Regulação/2008) A relação da Agência

Nacional de Transportes Terrestres - ANTT com o Ministério dos Transportes e

o status da ANTT são, respectivamente:

(A) órgão de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado / autarquia;

(B) órgão de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado / empresa pública;

(C) órgão de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado / sociedade de

economia mista;

(D)

entidade vinculada / autarquia;

(E)

entidade vinculada / empresa pública.

Resolução:

A ANTT é uma entidade vinculada ao Ministério dos Transportes e seu status é de uma autarquia em regime especial, pertencente à administração pública federal indireta.

Gabarito: D

10. (Cespe/Analista Administrativo – ANATEL/2012) – Não há relação

de subordinação hierárquica entre determinada autarquia e o órgão ou

entidade estatal ao qual ela se vincula.

Resolução:

De fato, a independência necessária para que a agência reguladora exerça suas competências não se coaduna com a existência de subordinação hierárquica. O que existe é a vinculação a um ministério, que sobre elas exerce supervisão (tutela administrativa).

Gabarito: C

11. (Cespe/Analista Administrativo – ANATEL/2012) – A ANATEL é vinculada ao Ministério das Comunicações, porém é hierarquicamente independente.

Resolução:

É isso mesmo, como dissemos no comentário da questão anterior, existe vinculação, mas não subordinação. No caso, a ANATEL é vinculada ao Ministério das Comunicações.

Gabarito: C

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Acerca da função e da organização das agências reguladoras, julgue os itens a seguir.

12. (Cespe/Analista Administrativo – ANATEL/2012) - Todas as agências reguladoras federais são autarquias e cada uma está vinculada a um ministério específico, de acordo com a sua área de atuação.

Resolução:

As agências reguladoras federais são criadas como autarquias sob regime especial, sendo que cada uma delas está vinculada ao ministério correspondente à sua área de atuação. Por exemplo, a ANTT, que atua na área de transportes terrestres, está vinculada ao Ministério dos Transportes; a ANTAQ, que atua no transporte aquaviário, está vinculada à SEP/PR, e assim por diante.

Gabarito: C

13. (Cespe/Analista Administrativo – ANATEL/2012) – Além das agências reguladoras federais, podem existir, no Brasil, agências reguladoras estaduais e municipais.

Resolução:

A criação das agências pela União, DF, Estados e Municípios tem o mesmo fundamento constitucional:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de

1998)

(

)

XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).

Gabarito: C

14. (Cespe/Técnico Administrativo – ANATEL/2012) – A ANATEL, criada como agência reguladora das telecomunicações, é subordinada hierarquicamente ao presidente da República.

Resolução:

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Lembre-se: as agências reguladoras não são subordinadas hierarquicamente.

Gabarito: E

15. (Cespe/Técnico Administrativo – ANATEL/2012) - Toda agência reguladora está vinculada a algum ministério, de que dependente financeiramente: por exemplo, a ANATEL é subordinada financeiramente ao Ministério das Comunicações.

Resolução:

A agência reguladora deve ser independente, isso inclui a autonomia

financeira, que se caracteriza pela garantia de que os recursos financeiros necessários à atividade da agência não dependerão da gestão do tesouro, isso

se concretiza pelo estabelecimento de fontes próprias de recursos, se possível

geradas pelo próprio exercício da atividade regulatória.

Gabarito: E

16. (Cespe/TCU – Auditor Federal de Controle Externo – Auditoria Governamental/2011) – As decisões definitivas das agências, em regra, não são passíveis de apreciação por outros órgãos ou entidades da administração pública.

Resolução:

A regra é a inexistência de instância revisora hierárquica das decisões

definitivas das agências. Somente existirá o recurso impróprio se a lei criadora

da agência prevê-lo expressamente.

Gabarito: C

17. (Cespe/Especialista em Regulação/Anatel/2008) Por ser a ANATEL uma autarquia de regime especial, seus atos estão sujeitos à revisão pelo ministério a que se acha vinculada.

Resolução:

As agências reguladoras por serem entes públicos estão sujeitas às diversas

formas de controle.

Contudo, como visto, para executar bem suas funções, as agências reguladoras foram criadas como autarquias em regime especial o que lhes confere uma maior independência em relação ao Poder Executivo.

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Nesse sentido, as agências reguladoras são dotadas de autonomia administrativa e seus atos não estão sujeitos à revisão pelo ministério vinculador, ou seja, não é cabível o recurso hierárquico impróprio.

Gabarito: E

18. (Cespe/OAB2/2009) – adaptada - As agências reguladoras, na

qualidade de autarquias, estão sujeitas à tutela ou controle administrativo exercido pelo ministério a que se achem vinculadas, nos limites estabelecidos em lei.

Resolução:

As agências reguladoras não são subordinadas hierarquicamente ao Poder Executivo, mas, como autarquias que são, estão sujeitas à tutela ou controle administrativo exercido pelo ministério a que estejam vinculadas.

Gabarito: C

19. (Cespe/OAB2/2009) – adaptada - As agências reguladoras, na

qualidade de autarquias, podem ter suas decisões alteradas ou revistas por autoridades da administração a que se subordinem, não dispõem de função normativa e podem ser criadas por decreto.

Resolução:

As agências reguladoras:

não se sujeitam à revisão hierárquica de seus atos, ou seja, não é admitido o recurso hierárquico impróprio;

dispõem de função normativa, nos limites da lei de criação; e

devem ser criadas por lei.

Gabarito: E

20. (Cespe/Economia/ANTAQ/2009) As agências reguladoras federais

possuem elevado grau de independência em face do poder central, razão pela qual não estão submetidas ao controle por parte do Tribunal de Contas da União, no que se refere aos aspectos de eficiência do serviço público concedido, fiscalizado pelas agências.

Resolução:

De fato, as agências reguladoras possuem elevado grau de independência em face ao Poder Executivo, entretanto, estão sujeitas, como qualquer outro ente

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pertencente à administração direta ou indireta, ao controle externo, em todos

os seus aspectos.

Gabarito: E

21. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada - É característica da natureza de autarquia especial conferida à Agência Nacional de Energia Elétrica, agência reguladora criada pelo Estado brasileiro, a independência administrativa.

Resolução:

As agências reguladoras devem ter um grau elevado de independência. A autonomia administrativa é um dos aspectos dessa independência.

Gabarito: C

22. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada - É característica da natureza de autarquia especial conferida à Agência Nacional de Energia Elétrica, agência reguladora criada pelo Estado brasileiro, a vinculação financeira a órgãos da administração direta.

Resolução:

A autonomia financeira, ou seja, o estabelecimento de fontes próprias de

recursos, se possível geradas pelo próprio exercício da atividade regulatória, é um dos aspectos relacionados ao elevado grau de independência, característico das agências reguladoras.

Gabarito: E

23. (Cespe/Analista Administrativo/Anatel/2008) As agências reguladoras serão dirigidas em regime de colegiado, por um conselho diretor ou diretoria composta por conselheiros ou diretores, sendo um deles o seu presidente, o diretor-geral ou diretor-presidente.

Resolução:

Perfeito, as agências são dirigidas em regime de colegiado, por um Conselho Diretor ou Diretoria composta por Conselheiros ou Diretores, sendo um deles o seu Presidente ou o Diretor-Geral ou o Diretor-Presidente. Tal previsão é no sentido de repartir as responsabilidades. Não sobrecarregar apenas um agente público.

Gabarito: C

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24. (Cespe/Auditor/AUGE/2009) – adaptada - As agências reguladoras

são consideradas autarquias sob regime especial.

Resolução:

As agências reguladoras no Brasil são instituídas sob a forma de autarquias em

regime especial. Esse regime garante a elas a autonomia necessária para o

exercício de suas funções.

Gabarito: C

25. (Cespe/Auditor/AUGE/2009) – adaptada - As agências reguladoras

são órgãos da administração pública direta, diretamente vinculadas à presidência da República e seus dirigentes não dispõem de mandato fixo.

Resolução:

As agências reguladoras são instituídas como autarquias, desta forma, são entes da administração pública indireta, vinculada aos respectivos ministérios de sua área de atuação. As decisões são tomadas por um colegiado, cujos integrantes dispõem de mandato fixado na lei instituidora.

Gabarito: E

26. (Cespe/Analista/Anatel/2009) O ex-dirigente de agência reguladora

fica impedido para o exercício de atividades ou de prestar qualquer serviço no

setor regulado pela respectiva agência, por um período de quatro meses, contados da exoneração ou do término do seu mandato.

Resolução:

Essa é a previsão legal da quarentena. O ex-dirigente fica impedido para o

exercício de atividades ou de prestar qualquer serviço no setor regulado pela respectiva agência, por um período de quatro meses, contados da exoneração

ou do término do seu mandato.

Gabarito: C

27. (Cespe/Analista/Anatel/2009) O regime jurídico aplicável aos servidores das agências reguladoras atualmente é o do emprego público, regulado pela Consolidação das Leis do Trabalho, dado o caráter de autarquia especial conferido às agências.

Resolução:

O art. 6º da Lei 10.871/2004 que dispõe sobre a criação de carreiras e

organização de cargos efetivos das autarquias especiais denominadas agências

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reguladoras, determinou que o regime jurídico dos cargos e carreiras que compõe o quadro de servidores das agências reguladoras federais é o estatutário.

Gabarito: E

28. (Cespe/Juiz/TRT1/2010) – adaptada - O regime jurídico dos trabalhadores das agências reguladoras é o de emprego público, regulado pela CLT.

Resolução:

Já vimos que, de acordo com o art. 6º da Lei 10.871/2004, atualmente o regime jurídico aplicável aos servidores das agências reguladoras é o estatutário. Ou seja, os trabalhadores das agências reguladoras são servidores públicos e não empregados públicos.

Gabarito: E

29. (CESPE/ANTAQ/Especialista em Regulação/2005) A exploração dos serviços de transporte aquaviário entre portos brasileiros constitui serviço público federal, de competência da União, que os pode explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão.

Resolução:

Segundo o art. 21 da CF/88 cabe a União explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: os serviços de transporte aquaviário entre portos brasileiros.

Gabarito: C

30. (CESPE/ANTAQ/Especialista em Regulação/2005) A ANTAQ é agência reguladora e, institucionalmente, entidade quase-jurisdicional, destinada a arbitrar conflitos, a servir de instância recursal e a impor penalidades, devendo, portanto, manter posição equidistante em conflitos dessa ordem, não podendo comprometer-se com os interesses econômicos de qualquer das partes.

Resolução

De fato, compete às agências reguladoras arbitrar conflitos, mantendo posição equidistante e evitando qualquer tipo de envolvimento com qualquer das partes envolvidas.

Gabarito: C

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Lista de Questões

01. (Cespe/MPOG/Analista de Infraestrutura – Área VII/2012) No que concerne à regulação do setor de transporte, julgue os itens seguintes.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres é responsável pela organização e manutenção do registro nacional de transportadores rodoviários de cargas e, ainda, pelas autorizações relacionadas ao transporte internacional de cargas.

02. (Cespe/MPOG/Analista de Infraestrutura – Área VII/2012) - Adaptada Considerando a importância do transporte para a integração regional, julgue os itens subsequentes.

Entre os objetivos do SNV, inclui-se o de promover o desenvolvimento social e econômico e a integração nacional.

03. (CESPE/ANP/Especialista Regulação - Área I/2012) As agências

reguladoras serão criadas por lei específica que definirá sua natureza jurídica, podendo ser constituídas em regime de natureza pública, nos moldes das autarquias; ou privada, seguindo o modelo das empresas públicas.

04. (Cespe/MPOG/Analista de Infra-Estrutura – Área: Transportes –

Especialidade: Ferroviário/2008) No Brasil, o processo de concessão da malha ferroviária estatal teve início em 1966. Acerca das regras de concessão ferroviária atualmente em vigor, julgue os próximos itens.

Os conflitos de interesse entre concessionários nas operações de compartilhamento de malhas devem ser resolvidos com a intervenção do poder regulatório, via Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).

05. (Cespe/MPOG/Analista de Infra-Estrutura – Área: Transportes –

Especialidade: Rodoviário e Urbano/2008) Com relação à rede rodoviária federal já concedida à iniciativa privada e aquelas rodovias em processo de concessão, julgue os itens seguintes.

O processo de concessão de uma rodovia é realizado e administrado pelo DNIT.

06. (Cespe/MPOG/Analista de Infra-Estrutura – Área: Transportes –

Especialidade: Rodoviário e Urbano/2008) Com relação à rede rodoviária federal já concedida à iniciativa privada e aquelas rodovias em processo de concessão, julgue os itens seguintes.

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A permissão para exploração de transporte coletivo regular de passageiros por

meio rodoviário, não associado à exploração da infraestrutura, é de

competência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

07. (Cespe/MPOG/Analista de Infra-Estrutura – Área: Transportes –

Especialidade: Rodoviário e Urbano/2008) Com relação à rede rodoviária federal já concedida à iniciativa privada e aquelas rodovias em processo de concessão, julgue os itens seguintes.

A habilitação de operadores de transporte multimodal está na área de atuação

do DNIT.

08. (NCE/ANTT/Especialista de Regulação/2008) A política nacional de

transportes ferroviário e rodoviário é de competência:

(A)

da ANTT;

(B)

do DNIT;

(C)

da Câmara dos Deputados;

(D)

do Ministério dos Transportes;

(E)

do Congresso Nacional.

09.

(NCE/ANTT/Especialista de Regulação/2008) A relação da Agência

Nacional de Transportes Terrestres - ANTT com o Ministério dos Transportes e

o status da ANTT são, respectivamente:

(A) órgão de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado / autarquia;

(B) órgão de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado / empresa

pública;

(C) órgão de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado / sociedade de

economia mista;

(D)

entidade vinculada / autarquia;

(E)

entidade vinculada / empresa pública.

10.

(Cespe/Analista Administrativo – ANATEL/2012) – Não há relação

de subordinação hierárquica entre determinada autarquia e o órgão ou

entidade estatal ao qual ela se vincula.

11. (Cespe/Analista Administrativo – ANATEL/2012) – A ANATEL é

vinculada ao Ministério das Comunicações, porém é hierarquicamente

independente.

Acerca da função e da organização das agências reguladoras, julgue os itens a seguir.

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12. (Cespe/Analista Administrativo – ANATEL/2012) - Todas as agências

reguladoras federais são autarquias e cada uma está vinculada a um ministério

específico, de acordo com a sua área de atuação.

13. (Cespe/Analista Administrativo – ANATEL/2012) – Além das

agências reguladoras federais, podem existir, no Brasil, agências reguladoras estaduais e municipais.

14. (Cespe/Técnico Administrativo – ANATEL/2012) – A ANATEL, criada

como agência reguladora das telecomunicações, é subordinada hierarquicamente ao presidente da República.

15. (Cespe/Técnico Administrativo – ANATEL/2012) - Toda agência reguladora está vinculada a algum ministério, de que dependente financeiramente: por exemplo, a ANATEL é subordinada financeiramente ao Ministério das Comunicações.

16. (Cespe/TCU – Auditor Federal de Controle Externo – Auditoria Governamental/2011) – As decisões definitivas das agências, em regra, não são passíveis de apreciação por outros órgãos ou entidades da administração pública.

17. (Cespe/Especialista em Regulação/Anatel/2008) Por ser a ANATEL

uma autarquia de regime especial, seus atos estão sujeitos à revisão pelo

ministério a que se acha vinculada.

18. (Cespe/OAB2/2009) – adaptada - As agências reguladoras, na

qualidade de autarquias, estão sujeitas à tutela ou controle administrativo exercido pelo ministério a que se achem vinculadas, nos limites estabelecidos em lei.

19. (Cespe/OAB2/2009) – adaptada - As agências reguladoras, na

qualidade de autarquias, podem ter suas decisões alteradas ou revistas por

autoridades da administração a que se subordinem, não dispõem de função normativa e podem ser criadas por decreto.

20. (Cespe/Economia/ANTAQ/2009) As agências reguladoras federais

possuem elevado grau de independência em face do poder central, razão pela

qual não estão submetidas ao controle por parte do Tribunal de Contas da União, no que se refere aos aspectos de eficiência do serviço público concedido, fiscalizado pelas agências.

21. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada - É característica da natureza de

autarquia especial conferida à Agência Nacional de Energia Elétrica, agência

reguladora criada pelo Estado brasileiro, a independência administrativa.

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22. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada - É característica da natureza de

autarquia especial conferida à Agência Nacional de Energia Elétrica, agência reguladora criada pelo Estado brasileiro, a vinculação financeira a órgãos da administração direta.

23. (Cespe/Analista Administrativo/Anatel/2008) As agências reguladoras serão dirigidas em regime de colegiado, por um conselho diretor ou diretoria composta por conselheiros ou diretores, sendo um deles o seu presidente, o diretor-geral ou diretor-presidente.

24. (Cespe/Auditor/AUGE/2009) – adaptada - As agências reguladoras

são consideradas autarquias sob regime especial.

25. (Cespe/Auditor/AUGE/2009) – adaptada - As agências reguladoras

são órgãos da administração pública direta, diretamente vinculadas à presidência da República e seus dirigentes não dispõem de mandato fixo.

26. (Cespe/Analista/Anatel/2009) O ex-dirigente de agência reguladora

fica impedido para o exercício de atividades ou de prestar qualquer serviço no

setor regulado pela respectiva agência, por um período de quatro meses, contados da exoneração ou do término do seu mandato.

27. (Cespe/Analista/Anatel/2009) O regime jurídico aplicável aos

servidores das agências reguladoras atualmente é o do emprego público, regulado pela Consolidação das Leis do Trabalho, dado o caráter de autarquia especial conferido às agências.

28. (Cespe/Juiz/TRT1/2010) – adaptada - O regime jurídico dos

trabalhadores das agências reguladoras é o de emprego público, regulado pela

CLT.

29.

(CESPE/ANTAQ/Especialista em Regulação/2005) A exploração dos

serviços de transporte aquaviário entre portos brasileiros constitui serviço público federal, de competência da União, que os pode explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão.

30. (CESPE/ANTAQ/Especialista em Regulação/2005) A ANTAQ é

agência reguladora e, institucionalmente, entidade quase-jurisdicional, destinada a arbitrar conflitos, a servir de instância recursal e a impor penalidades, devendo, portanto, manter posição equidistante em conflitos dessa ordem, não podendo comprometer-se com os interesses econômicos de qualquer das partes.

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GABARITOS:

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

Errada

Certa

Errada

Certa

Errada

Certa

Errada

D

D

Certa

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

Certa

Certa

Certa

Errada

Errada

Certa

Errada

Certa

Errada

Errada

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

Certa

Errada

Certa

Certa

Errada

Certa

Errada

Errada

Certa

Certa

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