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Partido Comunista Brasileiro


N° 134 – 02.12.2009
Já os bancos e a Sadia...
Dia da Reforma Agrária O Banco do Brasil injetou R$ 5,8 bilhões nos
Governo aderiu aos ruralistas bancos Votorantim, Safra e Alfa durante a crise
financeira. Também socorreu a Sadia, que se
perdeu por má gerência, com um empréstimo de
R$ 900 milhões.
Exatamente o total previsto para o crédito-
instalação para a Reforma Agrária em 2010
para uma só empresa!
O Banco do Brasil também está comprando
bancos falidos, que é uma forma de salvá-los da
bancarrota.

30 de novembro, o Dia da Reforma Agrária


no Brasil, foi completamente ignorado pela
imprensa burguesa, descaradamente corrompida
pela censura aos movimentos populares.
A data foi também ignorada pelo governo, O crédito-instalação vem sofrendo enxugamento
orçamentário anualmente. Em 2008, recebeu
que vai reduzir em 2010 para 900 milhões R$ 1,4 bilhão. Em 2009, R$ 1,2 bilhão.
o crédito-instalação aos assentados da E para 2010 foram anunciados apenas R$ 900
reforma agrária, para o apoio e subsistência milhões. Ao mesmo tempo, os ruralistas são
das famílias até a primeira colheita. atendidos em sua exigência para renegociar 1,5
bilhão de reais em dívidas

Lembre-se: em Cascavel,
nós somos a Revolução!
Prefeito e vereador,
não tirem o couro
do trabalhador

Abaixo o tarifaço!
Passe Livre e tarifa mais baixa:
Lotação é direito
Lotação é serviço público
O caos do trânsito nos danará a todos?

Alceu A. Sperança*

Capinzal. Simpática cidade do interior catarinense onde meu tio-avô José


Formighieri abastecia o Exército com mantimentos e onde nasceram Érico
Marcon e Olga Bongiovanni.

Desde que acompanho, a cidade tinha uma tarifa de lotação de 65


centavos. Foi reajustada para 0,75, depois 0, 80 e agora está em um real. O
volume de passageiros aumentou significativamente desde que a Prefeitura
assumiu o transporte coletivo urbano em lugar das empresas ávidas por
grana, e mais gente usando e pagando viabiliza ainda mais o sistema.

É possível, portanto, baratear o lotação sem ter que fazer tarifaços e caça
desenfreada às carteirinhas dos direitos conquistados. Tarifaços resolvem o
problema de caixa do sistema no momento, mas o volume de usuários
tende a cair com a transferência de mais pessoas para o transporte
individual. Assim, aumentar tarifa e cortar direitos não valem como
solução duradoura. Ao contrário, apressam a aniquilação do sistema.

O transporte individual é, com os assaltantes, a carga tributária e político


safado, o grande inimigo do cidadão.

Mais de 500 carros por dia são incorporados às ruas de São Paulo, que
terão quase 10 milhões de carros em 2024, ao ritmo atual.

Nos EUA, calcula-se que os engarrafamentos fazem o país perder 10


bilhões de dólares por ano, sem contar os prejuízos econômicos da
poluição atmosférica dos automóveis, que atinge em cheio a agricultura e
contribui para a morte de lagos, rios e florestas.
Quer dizer, o automóvel arrebenta o agronegócio e ameaça o
planeta. Nem ruralista egoísta aguenta isso.

Chinês nem a pau gasta 200 mangos por mês em mobilidade, para ir
trabalhar ou estudar. E se os chineses resolvessem asfaltar a mesma
quantidade de solo por habitante que os EUA, seriam cobertos de pedra e
piche 64 milhões de hectares, mais de 40% da superfície agrícola chinesa.

Nosso camaradinha chinês teria que comer telefone celular e chips de


computador. Ou importar comida.

Vivemos a civilização do petróleo, ou seja, dos engarrafamentos de


trânsito, do efeito estufa, da chuva ácida e dos atropelamentos de gente que
quer fazer uma coisa bem simples: atravessar a rua.

Escrevia Cesar Bráulio, no Diário da Tarde, de Curitiba, em 6 de janeiro


de 1913:

– Aí vêm os (bondes) elétricos, para terminações de martírio desses


infelizes irracionais (mulas de carroças) e com esse próximo
acontecimento desaparecerá, também, o resto de indolência do nosso povo,
que atravessa vagarosamente as ruas, faz ponto no meio das mesmas,
atravanca as calçadas e as esquinas; ficará sendo um povo ativo, às
direitas, fugindo dos bondes velozes, apertando o passo para apanhá-lo nos
pontos de parada, não obstruindo mais os passeios, etc, etc, será um
verdadeiro circulez parisiense.

Esse aprazível cenário de ruas curitibanas sem carroças e burros e com


veículos elétricos degringolou para a realidade atual de que os acidentes
urbanos ostentam números similares aos de uma guerra militar sangrenta.

Causam perdas ao redor de 30 milhões de dólares por semana. Mas dá pra


calcular o valor das vidas perdidas e pôr etiqueta de preço na dor de
famílias desestruturadas?
Pesquisa na Alemanha mostrou que uma bicicleta comum exige de seu
proprietário cerca de 22 calorias por quilômetro rodado. Caminhada de 1
km consome 62 calorias, trem gasta 550 calorias por passageiro/km,
ônibus 570, e um automóvel com um só ocupante gasta 1.150 calorias/km.

Torrar energia à toa não é crime? Isso fez a pátria de Marx


subsidiar o transporte coletivo para ser melhor e mais barato. E também
por aqui, como em Londres, logo virá o pedágio urbano, aproveitando a
estrutura das zonas azuis, até alguém finalmente se tocar que transporte
barato é inclusão social: pobre prefere ir a pé antes de entrar em lotação e
pagar mais de oito reais ao dia. Esses R$ 8 fazem falta para as contas do
mês.

Nossos vereadores se sacrificam indo à Europa em busca de nobres


propostas para fazer suas cidades avançar. Que tal uma visitinha a
Capinzal?
Lá verão como é que os catarinas conseguem ter um lotação de 1 real –
com passe livre a idoso e deficiente e meio-passe, sem frescuras e
exigências bestas, aos estudantes.

Meio-passe, aliás, que deveria ser na verdade o passe inteiramente livre,


viu, DCE?

O transporte público é caro, aqui, em Londres ou Nova Iorque, mas o custo


não deve ser repassado aos mais pobres. Ou ele barateia e melhora, para
ser alternativa saudável ao caos urbomobilístico, ou nos danaremos todos.

––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
*Alceu A. Sperança – Escritor, membro do Comitê Municipal do PCB de
Cascavel
Brasil: um país comandado por máfias

Waldemar Rossi*

É raro o dia em que, abrindo os jornais do País (sejam eles da mídia


conservadora, sejam dos poucos jornais de esquerda), não encontramos
notícias sobre a atuação das máfias, que, se já existiam antes, prosperaram
muito mais a partir da ditadura militar, e que continuam a prosperar nesses
novos tempos em alta velocidade.

Há aquelas que são desmascaradas, como as do "sanguessuga", do


"cuecão", do "mensalão", dos "aspones" nomeados pelos seus padrinhos,
ganhando altos salários sem trabalhar. Esses casos reaparecem
constantemente na imprensa porque não mexem com os gordos interesses
das grandes empreiteiras, por exemplo, mas servem de aquecimento para a
venda de jornais e revistas.

Ainda hoje, 27/11/09, deparo com mais uma: a máfia da merenda escolar
do Estado de São Paulo. Esta última informação revela como empresas,
mancomunadas com políticos municipais e possivelmente com gente do
governo do estado, se organizam para roubar o dinheiro e com ele
enriquecerem seus proprietários e políticos - políticos que foram eleitos
para defender os interesses populares.

Mas há muitas outras, porém, que não são catalogadas pela mídia como
máfias. Muitas delas são mantidas em sigilo porque são patrocinadoras dos
órgãos de comunicação. Compram o silêncio da mídia com caras
publicidades diárias. Peguemos o caso do acidente que atingiu um trecho
do rodoanel, em construção em torno da cidade de São Paulo.

Os fatos mostram que as empresas responsáveis pela obra terceirizaram


seus trabalhos e concordaram com a redução de material a ser empregado a
fim de baratear a obra e, assim, aumentar seus já fabulosos lucros. Se
analisarmos bem o fato e buscarmos casos semelhantes em obras do
estado, confrontar-mos-emos com outro grave acidente: o
desmoronamento de uma estação do metrô na região de Pinheiros.
Constatado o mesmo procedimento: reduzir o emprego de
material para baratear a obra, a fim de aumentar os lucros. No primeiro
caso, pessoas ficaram feridas e, por "milagre", não houve mortes. No caso
da estação do metrô, infelizmente para os operários não se repetiu o
"milagre": gente morta.

Nos dois casos, já de cara a perícia mostrou que houve adulteração do


projeto e apontou os responsáveis. Mas em nenhum momento a mídia fez
questão de ligar os fatos revelando o mesmo procedimento em ambos os
casos e, inclusive, que algumas empresas envolvidas estão presentes nas
duas obras.

Obras que foram contratadas pelo governo paulista e que, apesar da


gravidade do fato – já que os usuários das duas obras correrão riscos com
possíveis futuros acidentes -, no caso do metrô ninguém verdadeiramente
responsável foi punido, as empresas não tiveram os contratos suspensos,
como deveria ocorrer se justiça fosse feita e a ética respeitada, malgrado o
grau do crime contra a vida do povo.

Alguém acredita que no caso do rodoanel haverá punição? Onde está a


responsabilidade do senhor governador e seus secretários? Como vai se
comportar a justiça diante desse atentado contra os interesses e a vida dos
futuros usuários?

A máfia, no caso, envolve empresas, governo e, ainda que indiretamente, a


própria mídia que, embora caminhe na revelação dos acidentes, não faz a
relação mafiosa como o faz no caso dos escândalos do Congresso
Nacional.

Divulga detalhes muitas vezes com versões diferentes sobre as causas dos
acidentes lançando confusão na cabeça do povo - isto enquanto o fato lhe
der manchete, venda de jornais ou "Ibope". Depois se cala. Alguém pode
dizer que o caso do metrô foi levado adiante? O fato já morreu.
Operários também e todos estão enterrados. Esse, aliás, o
destino das falcatruas que estão presentes em todos os contratos de obras
entre governos estaduais, municipais, entre o governo federal e a máfia das
empreiteiras que, ao lado da máfia do latifúndio, manda e desmanda nas
políticas públicas brasileiras.

Matar e enterrar o fato para que o povo dele se esqueça. E, para garantir
que seus interesses não serão afetados, as empresas compram o silêncio
também dos políticos com gordas propinas que custeiam suas campanhas
eleitorais.

Enquanto isto, alguns movimentos sociais que se dizem representantes dos


interesses populares, tendo alguns dos seus representantes pendurados nos
cabides oficiais e bem remunerados, permanecem em silêncio
comprometedor porque não pretendem "ser empecilhos" aos governantes,
seus patrões. Com isto garantem suas mamatas!

Felizmente vamos percebendo reações populares que vêm ocorrendo com


maior freqüência a partir das bases sociais: greves vêm ocorrendo com
maior intensidade em várias áreas da atividade assalariada, movimentos
pela punição de políticos envolvidos em crimes das mais variadas
naturezas estão ocupando espaços na vida da nação, debates se fazem em
torno dessas e de outras questões em universidades e escolas secundárias.
Enfim, nem tudo está definitivamente morto neste país.

Mas é preciso intensificar o processo de esclarecimento do povo,


utilizando para isto todos os meios disponíveis e buscando criar outros.
Debates em comunidades e escolas, multiplicação de grupos culturais de
protesto, organização de pequenos, mas atuantes grupos locais para defesa
das suas reivindicações, criação de pequenos jornais comunitários,
reprodução de notícias em panfletos...

São passos possíveis e que poderão alavancar um movimento de protestos


ainda maior, capaz de abalar a confiança dos exploradores do povo e fazer
renovar as esperanças, a organização e a ação coletiva das forças
populares.
–––––––––––––––––––––––––––
* Waldemar Rossi – Metalúrgico aposentado e coordenador da Pastoral
Operária da Arquidiocese de São Paulo

Este espaço está sempre aberto para artigos


e manifestações da comunidade
Na Internet, acompanhe uma nova
experiência de socialização da informação:
http://guizovermelho.dihitt.com.br

Vídeos revolucionários:
Veja a emocionante homenagem a Che Guevara, pela cantora
Nathalie Cardone:
http://www.youtube.com/watch?v=NdRip7nmTTo
Os Eremitas e a origem do trabalho:
http://www.youtube.com/watch?v=QEfQhhHNEOE
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PCB de Cascavel
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=15747947519423185415
Comunidade:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=54058996

Contra o trabalho escravo no Brasil e no mundo