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Práticas e modelos de Auto-avaliação das Bibliotecas

Escolares – DREN – T1
ACÇÃO DE FORMAÇÃO À DISTÂNCIA (PLATAFORMA MOODLE)

BREVE APRECIAÇÃO FINAL

Formanda: Anabela Carvalho Borges de Sousa Lopes;


Professora Bibliotecária no Agrupamento de Escolas Dr. Leonardo Coimbra – Lixa.

Apetece-me começar parafraseando a Dr.ª Teresa Calçada,


quando, na reunião com professores bibliotecários e responsáveis
pelo Plano Tecnológico, na Aula Magna da UTAD, em Vila Real,
afirmou que o professor bibliotecário é o agente que representa o
lugar, por excelência, onde estão os melhores recursos de informação
de toda uma escola, sejam eles analógicos, digitais, multimédia… De
facto, esta afirmação, pela dimensão que representa, deixa o
professor bibliotecário, a um tempo, enlevado e desassossegado, pois
recai nele uma grande responsabilidade. Encara-se, assim, o
professor bibliotecário como um gestor de informação, que tem como
objectivo principal formar leitores em todas as literacias.

Esta Formação, que caiu na minha vida como um trambolhão (quer pela
presteza com que apareceu, quer pela alucinante rotação que veio trazer às
minhas semanas), veio, indubitavelmente, dar resposta às minhas necessidades
pessoais, relativamente ao desenvolvimento de competências que me permitam
assumir plenamente o cargo de professora bibliotecária, já que o projecto
formativo em causa possibilitou-me a aquisição de capacidades, competências e
atitudes necessárias à minha actividade diária, permitindo-me, além disso,
assumir-me como um elemento interveniente, crítico e empreendedor na árdua
tarefa de gerir a informação e formar leitores na minha comunidade escolar.

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Anabela Borges – 2009
Práticas e modelos de Auto-avaliação das Bibliotecas
Escolares – DREN – T1
Após uma análise detalhada da minha intervenção nesta acção de formação,
poderei afirmar que resultou, para mim, numa mais valia de conhecimentos e de
capacidades no que concerne ao Modelo de Avaliação da Biblioteca Escolar. Como
a própria designação da acção indica, “Práticas e Modelos da Auto-avaliação das
Bibliotecas escolares”, pretendia-se uma abordagem que fosse (também) prática,
objectivo que foi plenamente alcançado, visto que se simularam muitas situações
aplicáveis ao contexto actual das BEs e foi largamente proporcionada a troca de
ideias e experiências.

Feita esta pequena análise, passemos, então, a enumerar alguns dos


aspectos mais positivos por terem contribuído para a autoformação pessoal e
consequente melhoria das práticas:

ƒ As metodologias, os temas e os conteúdos abordados foram pertinentes e


tratados de forma adequada.

ƒ A reflexão e o debate promovidos, materializados nos exercícios questionados


e resolvidos, disponibilizados na plataforma pelos formandos, permitiram a
reflexão crítica, a diversidade de ideias e a partilha.

ƒ A síntese de cada sessão, disponibilizada pelas formadoras, permitiu


verificarmos os pontes fortes e fracos do nosso trabalho, levando à
consciencialização da tomada de acções para a melhoria.

ƒ As discussões, nos fóruns, a colocação de dúvidas, o desabafo de anseios…


obtiveram sempre uma resposta de ânimo, que podiam vir das formadoras (a
sua capacidade de resposta foi sempre pronta) ou dos colegas formandos.

ƒ Considero os meios utilizados adequada ao bom desempenho global da


Oficina de Formação, sendo que passei a apreciar a formação à distância, visto
ser cómodo e eficiente o cumprimento das tarefas.

ƒ No balanço final, considero que houve o necessário equilíbrio entre a teoria e a


prática.

ƒ A autonomia que nos foi concedida na realização das tarefas, pois o trabalho
final de cada sessão era sempre autónomo, foi, para mim, um dos aspectos
mais positivos desta formação.

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Anabela Borges – 2009
Práticas e modelos de Auto-avaliação das Bibliotecas
Escolares – DREN – T1

Esta acção foi o momento e o espaço oportunos para entender o modelo de


avaliação da BE como um instrumento pedagógico de definição de factores
críticos de sucesso com vista à melhoria, já que deve a auto-avaliação “ser
encarada como um processo pedagógico e regulador, inerente à gestão e procura
de uma melhoria contínua da BE. Neste sentido, a escola deverá encarar este
processo como uma necessidade própria e não como algo que lhe é imposto do
exterior, pois de facto todos irão beneficiar com a análise e reflexão realizadas.” 1

Passemos, agora, à apresentação de aspectos menos valorativos da acção


de formação – prefiro chamar-lhe pequenas críticas, já que, para mim, não há
nada que possa considerar pouco valorativo nesta acção:

ƒ A duração da acção – para mim, ela deveria durar o ano inteiro (ou quase?),
visto que o tempo era escasso para as leituras e as tarefas a realizar /
apresentar (em todo o caso, entendo as circunstâncias que levaram à sua
realização neste curto espaço de tempo).

ƒ Por vezes, os enunciados / indicações das tarefas eram um pouco extensos,


levando-me, uma ou outra vez, à dispersão, mas com calma e persistência, lá
encontrava “o fio condutor”, lá me colocava “no caminho” e acabava por
encontrar a minha forma de realizar e apresentar a tarefa – aqui está a
autonomia.

Em jeito de conclusão, globalmente, considero que a acção foi bem


sucedida, no formato em que decorreu, obedecendo a uma adequada gestão e
moderação por parte das formadoras, e, da minha parte, considero que
manifestei empenho e motivação na realização de todas as tarefas.

Não será repetitivo sublinhar que coexistiu uma partilha dos saberes
adquiridos, das dúvidas, das reticências e da diversidade das opiniões, o que
constitui verdadeiramente o sentido de uma oficina de formação.

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“Modelo de Auto-avaliação da Biblioteca Escolar” – Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares (Abril de 2008).
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A acção foi muito explícita na capacitação dos formandos relativamente à


importância da auto-avaliação das BEs e no tão requerido processo de recolha de
evidências, aprendizagens que nos serão muito úteis na prática do dia-a-dia.
Apre(e)ndemos que, segundo o perito Ross Todd, a recolha de evidências
fundamenta a necessidade que as bibliotecas têm de “fazer diferença na escola
(…) e de provar esse impacto no contexto da escola (…)” 2 . Deste modo, e reforça-
o também Markless 3 , apre(e)ndemos também que é muito importante ir além dos
processos e dos recursos existentes para nos centrarmos na mais-valia que estes
trazem à escola, ou seja, nos impactos que estes originam na escola. Trata-se de
todo um processo que parte da identificação de um problema, passando pela
recolha de evidências e pela sua avaliação, por forma a delinear orientações
futuras.

Não tenho dúvidas que este modelo da acção, desenvolvendo-se numa


perspectiva de formação em que a aplicação prática dos saberes, aliada a uma
adequada dinâmica pedagógica, promovendo o debate e a troca de experiências e
saberes, constituiu um verdadeiro enriquecimento para mim, com claras
implicações na minha prática diária, que já comecei a aplicar.

Amarante, 14 de Dezembro de 2009

A Formanda,

Anabela Borges Lopes

2
Todd, Ross – The Evidence-based manifesto for School Librarians – School Library Journal (2008)
3
Markless, Steatfield - Evaluating the Impact of your library, London, Facet Publishing (2006).
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Anabela Borges – 2009