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Parte 1

Faz dois dias que Ikan, Scypher e Raikou estão hospedados na estalagem
Cotton, após meses de viagem todos estão indo para Vahal, cidade de Ikan, apesar de
hábeis aventureiros não foi necessário que estes dons fossem utilizados nesta viagem.
Todos tomavam seu desjejum quando o silencio da manha foi quebrado por um homem,
trajando vestes sujas de terra, típico de um trabalhador do campo, nervoso que logo ao
entra se dirigiu ao estalajadeiro:
- Sr. Cotton, por favor, não vistes minha filha?
- Sr. Anton, acalme-se, não vejo sua filha desde ontem, quando ela e Priscili
vieram ate aqui depois da escola. O que houve?
- Crysli não voltou para casa, não me preocupei por que andava tão cansado e
adormeci cedo, ela costumava ficar aqui com sua filha, mas quando acordei, ela não
estava em casa, procurei-a, mas não achei vestígios.
- Pedirei que a procurem e avisarei quando tiver noticias, mas ate lá acalme-
se, ela deve estar com outra amiga de escola.
- Obrigado bom amigo, mas não sossegarei até encontrá-la.
Anton estava visivelmente nervoso, ao ponto de chamar atenção de Ikan
que se dirigiu ao estalajadeiro:
- Desculpe-me senhor, ouvimos o homem e ficamos também preocupados, há
motivos para se preocupar?
- Não creio meu jovem, Crysli é uma menina de apenas doze anos, porem é
muito inteligente, na se meteria em encrencas ou faria algo que machucasse seu pai, mas
obviamente Anton está preocupado, é sua única filha, sua família. Logo ela aparecerá,
Astutus providenciará que a encontrem.
- Astutus?
- Sim, nosso prefeito e clérigo, um senhor de muita idade, mas tão
bondoso, que muitos acreditam que o próprio Luxor o enviou para nós. Por falar nisso
ele ministrará o culto hoje, não gostariam de ir para ouvi-lo?Garanto-lhes que se
sentiram muito bem.
- Sim, é claro.
Chegada à hora e puderam notar que praticamente toda a cidade estava
na igreja, bem na praça, se a população local fosse um pouco maior não caberiam todos
na igreja. A multidão fizera um corredor por onde Astutus passava e logo atrás dele
cinco jovens mocinhas, todas vestidas de noviças, o seguiam, chegando ao altar mais
cinco outras jovens o aguardavam, entregaram-lhe seu robe e ele começou o culto.
Podia ver nos rostos daquelas pessoas que aquele velho homem era adorado.
Terminado o culto todos voltavam para suas casas ou para seus
trabalhos, Raikou e os outros chegaram à estalagem comeram e esperam a noite chegar,
partiriam na noite seguinte, porem logo que a noite chegara, o homem chamado Anton
surgira mais uma vez, dessa vez havia em sua mão uma foice de lavoura acompanhado
por mais três homens.
- Bom amigos, minha pequena filha esta desaparecida, irei até a floresta
procura-la, por favor peço-lhes que juntem-se a nós e nos ajudem.
De imediato Ikan, Raikou e Scypher levantaram-se e seguiram os
homens à floresta, a escuridão da floresta em nada atrapalhava os olhos vermelhos do
Demoon e suas asas o mantinha na linha de frente, após muitas horas de procura, ouviu-
se um dos homens dizer-lhes que havia encontrado um caverna. Todos se entre olharam
com receio, talvez fosse uma caverna de alguma fera, mas isso não impedira Raikou de
entrar, quando o Rakasa de escamas amarelas retornou, Anton ficara mais triste pois a
resposta de Raikou fora negativa.Todos voltaram para a estalagem com desanimo o sol
já surgia no céu.
Na estalagem não havia clima de tranqüilidade, ao contrario, o Sr.
Cotton encontrava-se aos prontos e seus funcionários tentando lhe acalmar.
- Sr.Cotton, o que houve?
-Pelo bom Luxor, minha pequena sumiu, minha pequena filha sumiu!
Acordamos tarde, eu e minha esposa, pois ela é que nos acorda, achei estranho e quando
fui ao seu quarto encontrei a cama vazia, procuramos por todos os lados e não
encontramos, por favor ajudem-me.
- Sem duvida Sr. Cotton iremos ajudar, esta tudo muito estranho, venha
precisamos conversar.
Sozinhos em uma pequena sala eles começaram a planejar o que seria
feito.
- Sr. Cotton antes de mais nada peço-lhe que não comente nada, peça aos
seus empregados que também mantenham sigilo.
- Mas Sr. Ikan, isso é justamente o oposto que tinha em mente, pensei em
criar uma assembléia e deixar todos a par, assim teríamos mais pessoas para nos ajudar.
A voz soturna de Scypher o fez calar.
- Quanto mais sigilosa nossa investigação melhor.E principalmente o
clérigo não deve saber que estaremos investigando.
- Absurdo! Astutus é nosso benfeitor!
- Acredite Sr. Cotton, não estamos desconfiando dele, mas para nós será
melhor que seja assim.
- O que me pedem é difícil, mas não sei por que existe algo em vocês que
me diz que devo confiar. Então que Luxor esteja conosco.
- Ótimo! Leve-nos ao quarto de sua filha, teremos que averiguar.
A casa do Sr. Cotton não era distante, praticamente vizinha à sua
estalagem, a porta nem havia sido completamente aberta quando a Sra. Nety jogou-se
aos prontos nos braços do marido.Ao ver o rosto triste de seu marido, a mulher caiu de
joelhos pedindo a Luxor que trouxesse sua filha de volta, nem mesmo com o Sr. Cotton
lhe dizendo que aqueles jovens estavam ali para ajudar melhorou seu estado. O quarto
de Priscili ficava no andar de cima, a porta estava aberta e não havia sinais de
arrombamento. O quarto estava arrumado, Priscili era muito organizada, havia uma
janela no local, mas esta também parecia estar em seu estado normal, mesmo com todas
as averiguações dos três nada fora encontrado ou sugeriu alguma coisa.
- Sr. Cotton, nada encontramos, foi como sua filha tivesse ido embora,
ela estava no quarto com certeza, pois a cama esta desfeita.Para nos ajudar precisamos
saber mais sobre ela.
- Diga Sr. Ikan, o que podemos dizer que irá ajudar?
- O que ela tem em comum com a outra jovem, filha de Anton?
- Meu caro, creio que o fato de estudarem na mesma escola, só existe
uma aqui, também possuem quase a mesma idade e ambas eram assistentes de Astutos,
nosso orgulho!
- Assistentes?
- Sim, Astutus possui doze assistentes, nossas filhas queridas, elas o
ajudam, pois é um homem já velho, alem de que ele as ensina, nosso grande orgulho é
tê-las como aprendizes de um homem tão sábio.
- Aprendizes, então o clérigo logo saberá do desaparecimento de ambas,
ele que deve ter mandando os homens ontem procurarem por ela.
- Ikan acho que devemos voltar a procurar na floresta, talvez
encontremos alguma coisa, agora são duas.
- Tem razão Raikou. Sr. Cotton não se preocupe faremos tudo que
pudermos para achar sua filha e a outra também. Mas não faça nada sem que antes nos
comunique.Vamos até a floresta.
Os três partiram deixando o homem e sua mulher em tristeza visível.
Dessa vez, pelo dia, eles acreditavam que podiam desvendar algo. Não demorou muito
para que chegassem à mesma conclusão da noite passada, as meninas não estavam ou
estiveram na floresta, restava somente voltar e planejar, porém o barulho dos arbustos
próximos os alertaram de alguém por perto, diante deles os arbustos foram abertos e
lhes surgiu um ser de asas membranosas, alto, esbelto, sue rosto era de um ser da
natureza, um jovem Nimphe saíra dos arbustos os encarou.
- Quem é você?Estava nos escutando?
- Chamo-me Gabryel, e sim, acabei por escutar-lhes. Também estou à
procura de alguém, mas não acredito que seja a mesma que vocês, mas agora que vos
ouvi, tenho certeza que se trata de algo grande.
- Seja mais Claro.
Scypher já havia preparado sua arma.
- Também procuro por uma criança humana, moradora daquela pequena
cidade, seu pai me contratara para procurá-la, sob a alegação que teria fugido a um mês
atrás com um homem de fora da cidade, toda a cidade acha que isso realmente
aconteceu, mas seus pais e irmão acreditam que ela tenha sido raptada, fui ate as cidades
próximas, procurando por alguém com as características dela e dele e minhas buscas
trouxeram-me para aqui novamente. Agora com os fatos acredito exista alguma ligação.
- Sim, realmente parece, e acreditamos que o clérigo esteja envolvido.
- Eu soube que as meninas são suas ajudantes, mas essa menina que estou
procurando, Tila, abandonou o serviço de ajudante há um mês, logo que o seu namorado
surgiu, Astutus, acreditou que ela fugiu também.
- A que horas o pais de Tila percebeu que ela fugira?
- À noite, não sei ao certo.
- Você acredita que elas estão sumindo somente à noite Scypher?
- É o que está parecendo. Devemos manter vigília esta noite.
- Não dormimos esta noite, acha que conseguiremos?
- Devemos!
Indo todos para a estalagem os jovens esperaram pela chegada de noite
para poderem agir, todos prontos, deu-se inicio a vigília.
- Acho que devemos vigiar a igreja e casa do clérigo!
- Gabryel e Scypher podem voar vigiem pelo céu, eu e Raikou ficaremos
de olho nas ruas.
Gabryel e Scypher levantaram vôo e seguiram para próximo da igreja,
que se encontrava fechada não haviam luzes, nem janelas, apesar de não ser uma grande
igreja, esta possuía uma ótima estrutura, uma única porta frontal a guardava, um
cadeado pesado a fechava, por dentro, como haviam visto, dois cômodos internos
serviam como aposentos provisórios para as meninas ajudantes e para o clérigo. O
Telhado feito de madeira negra bem resistente. Enquanto Ikan e Raikou se esgueiravam
por entres as ruas a procura de movimentos suspeitos ou mesmo de alguma atividade.
As horas se passavam e nenhum sinal de algum evento, a noite passada que não fora
dormida mostrava seus efeitos, Scypher e Raikou não se agüentavam pelo cansaço, sem
outra alternativa voltaram para a estalagem, Sr., Cotton estava dormindo essa noite lá e
abriu-lhes a porta, a falta de noticias positivas o deixou ainda mais deprimido. Por volta
de meio dia quando já estavam descansados, o Sr. Tim chamou-os para terem como Sr.
Cotton.
- Meus amigos agradeço-lhes, mas acho que não tenho outra alternativa
que não seja comunicar a todos que minha filha desapareceu, irei pedir toda a ajuda de
Astutus.
- Acalme-se mestre estalajadeiro, não permita que uma noite falha
destrua nossa investigação.
- Meus amigos, Astutos já sabe sobre o desaparecimento de Crysli e
agora também saberá sobre o sumiço de Fany, filha de Airam.
- Como?
- Não pode ser!
- Impossível!
- Não meus amigos, hoje pela manha Airam, veio ate aqui assim como
Anton juntar pessoas para procurar sua filha, querendo ou não a situação ficará se já não
ficou a par da população. Já são três!
- Então teremos que agir mais depressa!
Após deixarem o Sr. Cotton e se reunirem Ikan sugere:
- Averiguaremos o armazém e a casa do clérigo, não acredito que as
meninas desaparecidas estejam longe. Scypher vai ate a casa do clérigo, Raikou e
Gabryel tentem entra no armazém, eu irei ate a igreja e tentarei conseguir todo
informação possível.
Feitas as divisões de setores a serem averiguados cada um seguiu seu
caminho. O armazém era enorme, feito de metal, somente uma entrada era visível, um
grande portão também de metal, a sua frente dois homens estavam sentados e
conversando, haviam também duas grandes janelas feitas de vidro na lateral esquerda do
armazém, seria por ali que entrariam, voando Gabryel aproximou-se da janela e a fez
em pedaços fazendo grande barulho, afastando-se imediatamente, no instante em que os
guardas entraram para averiguar Raikou velozmente invadiu e escondeu-se, os homens
após perceberem a causa do barulho retornaram, um deles teria que ir ate o clérigo
dizer-lhe que uma da janelas havia quebrado e que tinha que ser reposta, já era terceira
janela quebrada, as outras haviam sido quebradas por pássaros, coincidência ou não o
plano havia dado certo. Observando de longe Gabryel apenas esperou que a vigilância
de afastasse e adentrou, encontrando Raikou os dois começaram a procura, diversas
caixas podiam ser vistas, armazenamento de comidas, haviam vários cômodos, os que
não estavam abertos tiveram que ser deixados de lado, pois necessitava de perícia e
tempo, nada de suspeito foi achado, talvez os outros tivessem melhores noticias.
A casa de Astutus não era aparentemente melhor que as dos demais
moradores, era uma da duas casas que possuíam térreo e primeiro andar, fora construída
como as demais, não haviam luzes acessas no momento em que Scypher pensava em
como entrar na casa, haviam janelas, porem todas fechadas, a arte de manipular
fechaduras não era seu forte, tentara o telhado, mas por sob as telhas havia um forro de
madeira, com pressa e sem mais idéias, sacou sua espada e tentou forçar uma das
janelas, CRACK!A tentativa não fora infrutífera, porem uma lasca da janela voara para
longe, o erro já havia sido cometido então ele entrou, agora sim, por dentro notava-se a
diferença das casas, Astutus possuía moveis de primeira qualidade, pratarias,
candelabros de ouro, o seu quarto era repleto de livros e objetos de ouro, o de sua filha
Camily também esbanjava luxo, contudo era somente isso, não havia passagens secretas
ou sequer vestígios das meninas desaparecidas, mais uma tentativa em vão.
De frente a fonte na praça da cidade em fronte a igreja eles se reuniram.
- Como foram? As meninas que aqui ficam não fazem idéia do que esta
acontecendo, sabem que Fany e Crisly sumiram, não sabem sobre Priscili e todas tem
certeza e vergonha que Tila fugiu com o namorado. Astutus chegou e não pude fazer
mais perguntas, mas ele mesmo se mostrou interessado na procura das meninas, disse
que havia mandado mensagens para as cidades vizinhas procurando-as.
- Não há nada de suspeito no armazém, tivemos que quebrar uma janela,
mas acho que passará despercebido.
- Ah, bem, vocês sabem que infiltração não é muito meu forte...
- Scypher o que aconteceu?!
- Entrei na casa e não achei nada de mais, apenas melhor abastecida que
as outras residências...
- Acho que não contou tudo!
- Bom, para entrar eu tive que passar por uma janela...e tive que usar
minha espada...e bem, acho que Astutus terá que reparar a janela!
- Droga, tínhamos que ser sigilosos!
- Agiremos em outro momento, vejam Astutus está indo embora, aquele
menina está trancando a cadeado e está levando a chave.
- Raikou, você acha que ela pode ser a próxima vítima?
- Não sei, mas ela está com a chave, quem sabe?
Astutus, sua filha e alguns homens que estavam na igreja passam por
eles e os cumprimentam, Astutus e Camily seguiram para sua casa, os quatro se
preparavam para a noite.

PARTE 2

- Nós a seguiremos e vigiaremos pela noite, eu e Raikou estaremos um em cada


esquina, Scypher e Gabryel ficarão cada um em um telhado próximo, assim cobriremos
toda a extensão, não será possível alguém passar despercebido.
- Tem razão!
Cada um posicionou-se em seu lugar estratégico e por lá esperaram pelos
acontecimentos. As horas se passavam e nenhum movimento suspeito era percebido, a
única movimentação vista foi pela manhã quando o Sr. Gerd saiu para ir ao campo de
lavoura. Mais uma noite desperdiçada, não restava nada a não ser voltar a estalagem.
Ao chegarem á estalagem o Sr. Anton os esperava.
- Astutus convoca a todos para um comunicado em sua capela.
- Estamos cansados, mas logo iremos.
- Ele disse que todos fossem o mais rápido possível.
- Vamos então.
Já haviam muitas pessoas na capela e cada vez chegavam mais, Astutus tinha em
seu rosto uma seriedade que não se tinha visto ainda. Quando os heróis adentraram
foram recebidos com olhares de desconfiança.
- Bom que vieram viajantes. Escutem todos, pois tenho um comunicado a fazer,
infelizmente serão tristes minha palavras. Há cerca de uma semana começaram a
desaparecer nossas crianças, jovens meninas que nos alegravam e que traziam grande
ajuda a este velho que vos fala, filhas de nossa terra. Sr. Anton, Sr. Cotton, Airam e esta
noite Klaus. Por mais que tenhamos investigado não encontramos nenhuma pista. Sinto
dizer-lhes viajantes, mas tudo recai sobre vossas costas, os sumiços começaram logo
que chegaram aqui e desde que apareceram aconteceram estranhezas, invadiram o
armazém e minha casa, não estou julgando-os,mas chamarei aqueles que o farão, os
Cavaleiros Celestiais.
- Nos acusam de seqüestro?
- Nós que estamos procurando por elas.

- Somos os únicos que parecem estar fazendo alguma coisa.


Da multidão ouvia-se protestos que os culpavam, vozes que diziam “devolvam
minha filha”, “prendam os culpados”, a multidão se exaltava, apenas uma faísca para
torna-se um incêndio.
- Acalmem-se todos. Não somos bárbaros e nem juizes, os cavaleiros Celestiais
chegarão amanhã e eles investigarão e tomarão as providências. Por enquanto senhores
peço-lhes que deixem vossas armas, pois como viram são os únicos aqui a andarem
armados e também vos advirto, não deixem Borek, pois se o fizerem os cavaleiros
Celestiais os tomarão como culpados.
- Conhecemos os métodos dos cavaleiros celestiais, no momento em que
chegarem aqui já seremos culpados, é isso que somos até que provemos o contrario.
- Acredite Astutus, chegaremos ao fim disso, provaremos que somos inocentes e
puniremos os culpados.
- Por que me olhas assim Ikan?Achas que eu sou o culpado?
- Eu também não sou juiz, mas sou um caçador. E repito, puniremos os
culpados.
Sem alternativas os heróis entregam suas armas e partem para a estalagem, cada
um deles com um pensamento diferente. Teriam que provar sua inocência. Na estalagem
Sr. Cotton se aproxima deles.
- Eu lamento meus amigos, nos os culpo, como disse antes vos dei meu voto de
confiança, mas infelizmente não vejo bons fins para vocês, o que farão?
- Acharemos os culpados.
- Esta noite!
- Juntos.
- O que você acha Gabryel?
- Acho que se ficarmos aqui sumirá outra criança, isso provará que não somos
nós, no entanto não estaremos ajudando em nada este povo. Devemos partir.
- Meus amigos se saírem esta noite estarão colocando suas vidas em risco.
- Tenho suspeitas quanto a isso, Astutus disse que não deveríamos sair da
cidade, mas não percebemos ninguém a nos vigiar, ele não se preocupa? Se ele acha
mesmo que somos os culpados por que nos da a chance de fugir e levar as crianças,
Astutus planeja algo.
- Vamos esperar ate a noite, então faremos a maior vigília que podermos.
- Eu os desejo boa sorte meus amigos e que Luxor os ajude a trazer minha filha
de volta.
Chegava a noite mais esperada por todos, teria que ser esta noite, cada um teria
um setor a vigiar, juntos avaliaram quais meninas haviam sumido e quais ainda estavam
seguras em casas, traçando um perímetro ficou definido que Raikou ficaria de vigília na
casa de Heron e de suas filhas gêmeas, o setor menor, porem o mais afastado, os demais
cobririam as casas de Lorenzo e Mohsen, pois era um setor maior.
Partiram todos com a confiança em seus corações que chegariam ao fim deste
mistério. As horas de passavam e a ansiedade aumentava. Por instantes Raikou teve a
impressão de ver sombras movendo-se pelas ruas, escondido ele aguçou sua visão
dracônica e pode perceber que não eram sombras, mas sim dois homens encapuzados
que esqueiravam-se pelas ruas em direção a casa da qual estava de vigia. Raikou
esperou que eles alcançassem seu alvo e os seguiu para trás da casa, enquanto um deles
escalava a parede em direção a janela o outro o esperava em baixo, seu orgulho
dracônico o inspirou a agir, correndo em alta velocidade Raikou atingiu um soco no
bandido que estava no solo, surpreendendo-lhe, no entanto o golpe não fora suficiente
para tira de ação o bandido e logo com um salto o segundo malfeitor descera e também
o encarava, era Raikou contra dois, para Raikou aqueles dois estavam em grande
desvantagem.
Já amanhecia quando Ikan, Gabe e Scypher voltavam para a estalagem, com a
tristeza em seus rostos pois haviam falhado mais uma vez, antes que chegassem as
portas, o Sr. Cotton já os esperava.
- Rápido meus amigos, vosso companheiro está ferido e precisa de cuidados
urgentes, devem fazer alguma coisa ou ele perecerá.
Com velocidade todos entraram e encontraram Raikou se esvaindo em sangue, a
empregada de Cotton tentava estancar seu sangramento, porém sem sucesso.
- Maldito seja este vilão, eu o odeio, mas não posso deixá-lo morrer, rápido
vocês, não é vosso amigo? Ajudem-no.
- Detesto ter que fazer isso, mas pelos ferimentos ele não sobreviverá, Scypher
use toda sua velocidade e chame por Astutus.
- Tem certeza disso Ikan?
- Ikan tem razão, ele morrerá se não for curado.
O vento cortava o rosto do Demoon e sua voz fora o suficiente para trazer o
velho clérigo para a porta de frente.
- O que fazes aqui?
- Preciso de sua ajuda, meu amigo está próximo da morte e és tu o único que
pode salva-lo.
- Pois leve-me!
Astutus pode ver realmente o quanto era grave o estado de Raikou e usando seus
dons divinos retirou seus ferimentos restaurando seu corpo ferido. Raikou levantava por
um milagre da magia.
- Raikou o que aconteceu?
- Bandidos, dois estavam tentando entrar na casa e tentei impedi-los, mas eu
estava desarmado e acho que não fui capaz.
Com revolta a mulher que a pouco limpava os ferimentos dele diz.
- Como podes mentir assim? Heron trouxe-o e disse que o encontrou debruçado
por sobre a janela quebrada, você tentava invadir o quarto das meninas.
- O que? Eu estava lá para protegê-las.
Podia-se ouvir vindo lá de fora a multidão revoltada, eles gritavam de fúria
contra os heróis.Nem mesmo Astutus seria capaz de detê-los desta vez.
- Os ferimentos que sofri provam que estou falando a verdade.
- Não se vê mais nenhum ferimento.
- Mais haviam, você clérigo, me curastes e vistes.
- Lamento meu jovem, mas a gravidade de suas feridas não me permitiam perder
tempo avaliando-as, tire que cura-lo! Eu sugiro que fiquem comigo em minha capela,
pois acredito que nem mesmo a fúria deles permitirá que ultrajam o solo sagrado.Vocês
jogaram o resto da dúvida da culpa de vocês ao vento.
- Nós ficaremos reclusos com prisioneiros!
- Ou fazemos isso ou teremos que enfrentar esta multidão, podemos vencê-los,
mas podemos fazê-lo sem machucá-los, são todos inocentes.
- Scypher, Gabe pela janela!Levem-nos!
Com grande velocidade a janela da estalagem fora arrebentada e a multidão
enfurecida pode ver os heróis alados carregando os demais indo em direção a floresta.
A multidão enfurecida os seguia como podia, carregavam tochas e ferramentas
unidades de trabalho. Os heróis podiam ver as luzes que os seguiam a distancia.
- Reduzam a velocidade! Deixe-os acharem que poderão nos alcançar.
- Por quê?
- Voltaremos e capturaremos os culpados agora.
A multidão continuava os seguindo e quando já estavam a uma distancia
razoável de Borek, Scypher e Gabe Levantaram vôo e levaram Ikan e Raikou de volta e
cidade, exatamente na capela de Astutus, o velho estava lá diante de seu altar e quando
os heróis entraram as portas foram fechadas, atrás das portas estavam os bandidos que
haviam atacado Raikou.
- Eu já esperava por isso jovens e lamento muito, não queria que chegasse a esse
ponto, mas vocês me obrigam, não posso deixar que estraguem os planos de Luxor.
- O que fez com as garotas?
- Luxor me avisou do mal que chegaria e devastaria nossas terras, ele mostrou-
me o único modo de deter isso, eu vou invocar seu avatar, as meninas foram um
sacrifício para que Plutus seja salva da tragédia.
- Maldito seja!
- Eu vos darei mais uma chance, fujam!Falta pouco para o ritual ser completado
então se fugirem agora não poderão dete-lo.
- Achas que um velho e dois camponeses poderão contra nós quatro?
- Em situações normais talvez não, mas lembre-se Luxor está do nosso lado, e
estes homens são treinados e com notam eles estão armados e vocês não!
- Droga!!
Astutus conjurando os poderes de Luxor invoca por sobre os seus aliados e por
si mesmo um escudo de luz, um dos bandidos corre em direção a Ikan e desfere um
golpe de faca, que teria ferido-o profundamente se sua pele não fosse resistente como o
aço, Raikou atinge um soco no bandido, mas devido a magia de Astutus seu golpe é
ineficaz, Gabe é atingido por virote disparado pelo outro bandido, os heróis estavam em
desvantagem, ainda que causassem grandes danos aos bandidos, Astutus os colocaria de
pé novamente. Os heróis conseguiram vencer um dos bandidos, Raikou também havia
caído por ferimentos, Scypher e Gabe também estavam por demais debilitados, o único
que ainda podia continuar a combater estava de mãos atadas pois uma faca estava no
pescoço de Raikou.
- Agora já chega! Melhor que parta com seus amigos vivos agora, ou prefere
morrer junto a eles?
- Maldito seja, seus crimes não ficarão impunes!
- Essa é a vontade de Luxor e ele não me deixará falhar...
Antes que Astutus terminasse sua frase de gloria a porta foi arrebentada por uma
onda de luz azulada e antes que o brilho desta luz se extinguisse uma flecha a atravessou
acertando em cheio o comparsa de Astutus que ameaçava a vida de Raikou.
- Mas por Luxor !!
Um homem de longos cabelos loiros e armadura azulada portando uma longo e
brilhante espada entra pelo recinto ergue sua espada contra Astutus.
- Renda-se herege ou cairás perante a lei dos Cavaleiros Celestiais.
- Não! Não podem me impedir! É a vontade de Luxor, estou tão perto, saia de
meu caminho...
Antes que Astutus pudesse pronunciar as palavras mágicas de seu encanto o
guerreiro desferiu-lhe um certeiro golpe que o fez cair inerte, seu sangue misturava-se
com o de seu aliado morto ao chão.
- E tu renda-se ou terás o mesmo destino deste herege.
- Eu estou do seu lado,eu...
- Tu não decides isso, nós é que veremos isso.
Mais guerreiros armadurados entram na capela e rendem Ikan e os demais que se
encontravam enfraquecidos demais para resistir.
Horas depois os jovens heróis são soltos, no momento em que o guerreiro de
armadura azulada fala diante de todo o povo de Borek.
- O homem chamado Astutus Sabius, suposto clérigo de Luxor, deus da luz, foi
acusado de heresia, fora executado por resistir a ordem de prisão de um cavaleiro
celestial, ele também culpado pelo assassinato de cinco jovens noviças em nome de um
ritual profano. Os corpos das meninas foram encontrados no subsolo da capela do
criminoso, os seus comparsas não foram identificados, mas também foram executados
por cumplicidade ao crime.
Após esse discurso todos os moradores de Borek choram e lamentam por suas
crianças e por terem sido enganados esse tempo todo pelo clérigo. O Sr. Cotton mesmo
com seus olhos vermelhos de lágrimas se aproxima de Ikan e o cumprimenta.
- Rapazes sei que fizeram o melhor que puderam, não meu amigo, não lamente,
sei que tentaram, ninguém imaginaria que nosso antigo benfeitor faria algo assim, não
vemos motivo para isso, mas todos nesta cidade lhes devem desculpas e
agradecimentos, pois nos estenderam as mãos quando precisamos, serão sempre bem
vindos em nossa cidade, mas lamento dizer que a bondade e hospitalidade que habitava
aqui já não mais existirá.
- Lamentamos caro Cotton, mas quanto a ela?ela estará sozinha?
- Nós cuidaremos de Camily como cuidamos de todos aqui.
- perdoe-me senhor, mas já não me resta nada aqui, perdi meu pai e muitas de
minhas amigas, por favor permita-me seguir com vocês, me deixem enxergar um
caminho para minha vida.
- Pequenina, todos aqui somos aventureiros, podemos entrar em caminhos
perigosos. Não somos pessoas comuns, Scypher é um Demoon, Raikou um Rakasa, e eu
um Neo, nem mesmo a sociedade de Plutus nos vê com bons olhos.
- Leve-me bom senhor, prometo não ser um empecilho para vossas aventuras.
- Leve-a Ikan, eu, assim como ela, também sei o que é perder tudo o que um dia
tive.
- Você tem razão Raikou. E quanto a você Gabe?Vem conosco?
- Minha jornada apenas começou, será uma honra viajar ao lado de vocês.
- Se é assim, então partiremos, vamos a Vahal, meu lar.

Parte 3

Os heróis voltavam para Vahal para retornar ao lar de Ikan, apos meses de
distancia de sua irmã e de seu amigo e sócio Hélios. Faltavam apenas um dia de viagem,
a noite chegara e todos tentavam se aquecer ao calor de uma fogueira, Camily estava
com eles, ainda deprimida devido ao acontecido em Borek, com seu pai e amigas.

- Ainda não soube do que realmente aconteceu em Borek, algum de vocês pode
me dizer?

- Camily, acho que você é bem forte, então... seu pai nos disse que Lux lhe
havia mandado uma visão revelando o fim de tudo que era vivo. Assustado, Astutus
achou que o único meio de deter essa ameaça seria invocando o avatar de Lux para que
ele destruísse o mal que chegaria, então Astutos... sacrificou uma garota apos a outra
para fortalecer o avatar, eu acredito que ele estaria bem perto de terminar o ritual.

- Ikan, você acha que... ele me usaria... no ritual?

- Camily...eu não sei ao certo...,mas ele estava tão... decidido.

- eu entendo...

A noite permaneceu calma e serena, não fora falado mais nada naquela noite, o
dia aguardava mudanças.

A jornada continuava, quando o sol estava a pino, pode ser visto no céu uma
massa escura de fumaça: FOGO!

Sem dizer uma única palavra ikan partiu com toda sua velocidade.

- Raikou, fique com Camily!

Scypher abriu suas asas e logo alcançou e tomou a frente de Ikan, Gabe os
seguia logo atrás.

Scypher foi o primeiro a ter a visão da catástrofe, toda a cidade de Vahal estava
em chamas, casas desabadas, corpo, dezenas de corpos no chão, havia sangue por todos
os lado, no entanto em meio a isso tudo uma forma cadavérica, mostrou-se mais
importante a Scypher, um ser de escamas amarelas, asas, garras e dentes, no entanto seu
estado era deplorável, suas asas estavam podres, sua pele se desfazia, seus ossos
estavam expostos, mas o mal enchia seus olhos.
- Malditas!!!!!!!Como se atreveram a enganar-me!Você... sofrerá por elas o que
elas merecem.

Sem hesitar Scypher toma sua espada em mãos e a envolve com suas sombras
vivas, mas antes que pudesse desferir o golpe o monstro ergueu suas garras e uma
descarga elétrica acertou em cheio o peito de Scypher fazendo com que detivesse seu
ataque, algo na mente do Demoon dizia que conhecia aquele ser, mas aquele momento
não era ideal para lembranças, erguendo sua arma mais uma vez ele conseguiu desferir
um golpe, fazendo a criatura gemer de dor, sua pele se desfazia a cada golpe e cada
segundo seu corpo se deteriorava mais, porem sua força parecia a mesma e por uma
segunda vez seus raios atingiram Scypher fazendo o herói cair ao chão, mas antes da
fera rasgar o corpo de Scypher com suas garras Ikan, com um salto, atingiu o peito do
monstro com sua espada fazendo-a deteriorar-se completamente, desfazendo-se ao chão.

- Você está bem?

- Sim, Algo está errado...ei espere.

Ikan não parou por um segundo sequer, correndo como o vento alcançou sua
casa, legado de família agora em chamas destrutivas, a porta não foi empecilho, mas a
visão de dentro o vez para, seu amigo Hélios jazia ensangüentado,morto pelas garras do
monstro. Na sala de trás, uma visão ainda pior, sua irmã estava caída, suas mãos
próximas de alcançar uma espada para defender-se,mas não fora possível.Tomando-a
em seus braços Ikan saiu de lá antes de toda a casa desabar.

- Gabe!Gabe!

- Pelos deuses, lamento Ikan, mas Naturax concedeu-me dons de cura somente
para ser utilizado naqueles que possuem vida em seus corpos, vocês Neos não podem
ser curados pela magia, eu lamento.

- Ikan... Irmão...Adeus.

- Nãooooooooooooooooooo!

Foi triste para Scypher e até mesmo para Gabe ver o herói levando o corpo inerte
da irmã para o mesmo lugar que jazia seus pais.
Antes que Scypher pudesse procurar por sobreviventes todos os corpos que
estavam no lugar pareceram tomar vida, se tremiam ao chão, mas algo macabro estava
acontecendo, todo o sangue derramado, todo o sangue que restava nos corpos começava
a fugir, formando uma grande massa de sangue que escorria em direção a floresta,
atônitos eles correram seguido aquela monstruosidade sem saber onde aquilo poderia
levá-los, Ikan estava de joelhos quando teve aquela visão, acompanhando Scypher e
Gabryel pela floresta. Animais dilacerados preenchiam a floresta e seu sangue juntava-
se a massa sanguínea.

- Eu acho que sei quem era aquela coisa.

- E quem era?

- Seu nome é Hamon, Lorde dos Massacres. É dito que cada 10 anos ele surge
em algum lugar destrói tudo que pode e depois volta ao outro mundo, não possui
objetivos, apenas destrói e mata o que pode.

- Você disse que havia algo errado, o que era?

- Pelo que sei, Hamon não reduz seu prazo de visita e ele foi visto a cerca de
seis ano atrás, ele não deveria estar aqui.

Eles chegam diante de um grande e belíssimo castelo, no meio do nada, cercado


por floresta por todos os lados, o castelo Gaart, outrora lar de Amatena, uma rainha
gloriosa que traiu seu rei e seu povo, vendendo sua alma as encarnações, ela se isolou
naquele lugar fazendo com que a floresta ao seu redor crescesse, Amatena desapareceu
há muitos anos e seu castelo permaneceu escondido por meios mágicos, ate agora.

Mais corpos estavam diante do portão do castelo, mais vitimas de Hamon, mais
sangue incorporado a massa, eles adentraram no castelo buscando encontrar, talvez, o
responsável por isso tudo, mas só encontravam corpos e mais corpos, servos do castelo,
apesar do mesmo encontrar-se sem moveis, sem nada. Somente corpos.

Eles alcançaram a massa diante de uma grande porta e ao adentrarem estavam


em um grande salão, em seu centro uma estatua assustadora: um ser alado com
expressão de terror jazia deitado sobre um balcão de pedra e por sobre ele um guerreiro
sem face cravava-lhe uma espada no peito, no momento em que as portas foram abertas
por de trás das estatuas três belíssimas mulheres, trajando vestidos que acentuavam
ainda mais suas curvas, admiravam a massa de sangue envolver a estatua do ser
horrendo.

- Intrusos?Sobreviventes de Hamon?O ritual deve ter levado-o antes que


pudesse matá-los.

- Não importa, saiam daqui se querem permanecer vivos.

- Então foram vocês as responsáveis pelo massacre?MALDITAS.

- Não seu tolo, somente invocamos Hamon, ele cuidou do resto, hahaha!.

- Ikan espere!

Sua espada já estava a punho, pronto para deferir o golpe contra aquela que ria
dos acontecimentos, ela , assim como as demais era belíssima, possuía um rosto juvenil,
olhos negros como a noite, seus cabelos alcançavam somente seu pescoço, seu corpo
escultural digno da inveja dos deuses, seu rosto quase infantil não lhe era justo, pois seu
olhar era transparente e mostrava toda sua malicia, sua crueldade, verdadeiro lobo em
pele de cordeiro. A espada de Ikan cortou o ar e antes que ela lhe lançasse um segundo
olhar de ameaça, seu pescoço fora cortado e sua cabeça já jazia no chão, as outras
gritaram de terror.

- Maldito!Maldito!

- Irmã!Maldito, tu pagarás ! morrerás pela lamina de teu companheiro.

Como se uma ponto de flecha entrasse no crânio de Scypher a voz da bruxa


invadia-lhe a mente “mate-o, mate-o”. Sem meios para resistir Scypher ergueu sua
arma, mas teve o caminho bloqueado por Gabe. A outra bruxa, de cabelos vermelhos
como o fogo atingiam sua cintura e mexiam-se com cobras flamejantes, assim como a
conjuração que fazia com as mãos, disparando contra Ikan, fazendo seu peito arder em
chamas. Scypher tentava arrancar sangue de Gabe, mas este guerreiro pacifico era um
especialista em esquivas.
- Naturax dê-me forças, empreste-me seus braços!

Após proferir as palavras da magia, Gabe fez do chão brotar vinhas prendendo
Scypher e as duas bruxas, antes que a bruxa de cabelos vermelhos pudesse conjura
novamente Ikan a golpeou como o cabo de sua espada desmaiando-a.

- Tolos, olhem o ritual já começou e não pode ser parado.

Esta bruxa de longos cabelos negros, pele branquíssima como a neve, era a única
das três que não trazia em seu semblante o ar de inocência, não era sequer um ano mais
velha que as duas, mais parecia ser astúcia, malicia e sedução.

A estatua envolta ao sangue começava a absorver todo o liquido e tudo que lhe
era pedra transformava-se em músculos, nervos e tendões, se tornava um ser
descarnado.

Scypher começava a recobrar sua consciência.

- Mate-nos se quiserem, não será este corpo mortal que irá nos deter ou deter
nosso mestre. Alias, vejo em seus olhos guerreiro grande pesar, angustia, hahahaha, não
podes viver com este peso?Já não temo mais minha vida então.

- Podes não temer por ele bruxa, mas por mim sim, maldita como se atreveu
tomar o controle de minha mente? Vai pagar pela espada!!!!!

- Não Scypher!Não podemos matá-la.

- Veja o que ela fez a sua cidade, o que fez a sua família!

- Quem são vocês bruxas?Quem é seu mestre?Quem é aquele com a espada?

- Aquele que vai voltar a assolar este mundo é Lucien! E o outro é o único ser
deste mundo que possuía coragem de verdade, o único que pode rivalizar com Lucien.

- Não penses que vou permitir que este ser volte a vida, veja.

- Hahaha, acha que ferir esta estatua fere em algum modo meu Lorde?
- Eu não sei, mas a cabeça dele não estará mais no lugar se ele voltar.

- Fale bruxa, como pensa em trazer este monstro de volta?

- Naturares são sempre tão inocentes, descubram heróis!

Os olhos da bruxa brilham como uma estrela no céu, fixando seu olhar nos olhos
de Scypher mais uma vez, mas antes da magia completar-se Gabe a golpeia com seu
bordão, desfalecendo-a.

- Maldita bruxa, ele tentou de novo, agora pagará...

- Não!Vamos prendê-las e irmos embora Scypher, não devemos retirar vidas,


não temos esse direito.

- Mas você...

- Scypher deixe-o, ajude-me a prendê-las aqui.

Ikan anda pelos corredores do castelo, ate um momento em que percebe sua
lamina suja de sangue, a espada que outrora salvou vidas e jurou defende-las, acabara de
derramar sangue de modo frio, ainda que fosse uma adoradora do mal, era um ser vivo
também, ele não possuía esse direito. Sua alma ardia em remorso.

Parte 4
Já era noite, todos contemplavam o céu estrelado, Camily estava serena e calada,
como sempre, mas já aparentava estar se recuperando de todo o choque, Scypher, Gabe
e Raikou discutiam uma vigília, Ikan permanecia calado, podia-se notar facilmente que
algo o perturbava. Ikan se candidatou como primeiro vigilante, Camily dormiria
sozinha, Raikou e Scypher dividiram a segunda barraca. A noite se prolongava, os
sonhos de Scypher eram visitados por uma doce voz, porem forte.
- Scypher, fiel filho de Midian, volte para casa, sua força e coragem é necessária,
corremos perigo e precisamos da força de todos, retorne...
Aquela voz era muito conhecida, todo e qualquer Demoon a conhecia muito
bem, era da Rainha, autoridade máxima dentre os Demoons, sua pátria precisava dele,
tinha que retornar. Saindo de sua barraca, Scypher encontra Ikan ainda cabisbaixo.
- Ainda não é hora Scypher, descanse mais um pouco.
- Não posso, devo partir agora.
- Pra onde?
- Para casa, os meus precisam de mim, hei o que é isso, cuidado!
Virando-se rapidamente e já preparando sua espada Ikan, encarava uma espécie
de sombra humanóide, não se podia notar que tipo de ser era aquele, era somente uma
sombra, porem sua voz era ainda mais melodiosa que a da rainha de Midian, no entanto
era sem sentimentos, vazia.
- Nobres aventureiros, me ajudem, salvem-me de minha prisão, prometo-lhes
ajudar em sua jornada, mas, por favor, o tempo é curto, ajudem-me...
- Por Lux!!O que era aquilo?
- Me pareceu uma encarnação das sombras, mas era deveras estranho.
- Pelos deuses, não se pode dormir?Que estardalhaço é esse?
- Raikou, algo nos visitou...
- Sinto muito, mas devo partir agora.
- E pra onde você vai Scypher?
- Para Midian.
- Então dormiremos e partiremos todos pela manha.
- Por que iriam comigo Gabe?
- Não se faça de tolo Scypher, vamos dormir amanha partiremos.
- Gabe tem razão.
- Obrigado a todos.
Pela manha todos estavam prontos para a viagem, Midian flutuava e viajava por
todo o mundo, mas todo Demoon era capaz de saber a direção que se encontrava,
Scypher indicou a direção do leste, na direção de Dínamo, lá eles contratariam um barco
que os levasse até o ponto do oceano em que Midian estivesse, de lá Scypher os levaria
voando até a cidade. Isso não foi difícil, logo que foi cogitado o pagamento entrou em
cena o célebre capitão Bravo Vorax, dono do navio Vorax do Oceano, a negociação foi
simples e breve apesar do nobre capitão de barbas grisalhas colocar alguns empecilhos
quanto à presença de uma garota a bordo, por mera superstição, pagamento adiantado e
logo todas as superstições haviam ido embora. A viagem estava tranqüila, a bordo do
Vorax do Oceano haviam Ikan e seu grupo, Vorax e mais cinco tripulantes, Camily
observava o oceano quando uma sombra submersa lhe chamou a atenção.
- Hei olhem isso.
Raikou foi o primeiro a se apresentar.
- Algo passou por baixo do navio, algo grande.
Antes que Raikou pudesse se debruçar para ver, um dos marinheiros gritava em
desespero, uma serpente marinha gigante o abocanhava e rasgava sua pele.
- Marinheiros todos a bombordo!!Peguem os arpões!!
Mas antes que os marinheiros voltassem com seus arpoes Raikou, Scypher e
Gabe já entravam em combate com a serpente, Ikan levava Camily para um local
seguro.
- Solte-me Ikan, eu posso ajudá-los, deixe-me.
- Desculpe Camily, mas prometi a todos de Borek que protegeria você, fique
aqui eu não demorarei.
- Ikan espere...
A batalha estava árdua, mas aos poucos a vantagem pendia para os heróis,
scypher usava suas asas para distrair o monstro e acerta-lo no cabeça, enquanto Gabe e
Raikou perfuram seu corpo, quando Ikan chegou pode ver o monstro tombando na água,
fugindo ferido.
- Viva, viva!Pela grande Aquax, não sabia que trazia em meu barco pessoas tão
poderosas, nobres guerreiros, heróis.Meus amigos não sei como agradece-los, faremos
um banquete em sua homenagem.
Como o corajoso Vorax, que se escondeu no momento do ataque, disse um
banquete havia seria feito, comida farta, ótima para quem estava há tanto tempo sem
comer algo realmente bom.
- Eu poderia ter ajudado, tenho treinamento como cleriga, sabe disso Ikan.
- Eu sei camily, mas ainda está em treinamento.
Logo cedo quando Camily e os demais acordaram Scypher já havia partido, o
capitão Vorax lhes havia dito que já haviam chegado ao seu destino. Lá no alto
encontrava-se Midian, a cidade dos Demoons.
- Vejam ele está voltando.
- Vocês serão bem vindos, passamos por uma crise, os portões do Abismo estão
se abrindo, nosso lacre mágico está cedendo, alguns acreditam que haverá uma grande
batalha quando os portões se abrirem.
- Como assim alguns acham?E os outros?
- Os outros acham que não haverá batalha, que seremos exterminados antes de
podermos lutar.
- Que droga!
Midian era belíssima, parecia que haviam retirado de cada ponto de plutus um
pequeno pedaço, o pedaço mais lindo, e juntado todos na cidade voadora. Enquanto
caminhavam os heróis foram alcançados por um grupo de Demoons cujo líder era um
ser austero, de longos chifres curvados, asas de couro negras.
- Bem vindo seja Scypher, meu amigo.
- Abshimal, quanto tempo?
- Suficiente para sentarmos e bebermos um pouco de seiva escura, mas esse
momento deverá esperar, precisamos de toda a ajuda possível, vejo que trouxe amigos,
melhor assim, quanto mais, melhor. Alguém está ansiosa para revê-lo, Aléria.
- Eu a procurarei e não esquecerei nossa bebida, logo que isso tudo passar.
- Se é que vai passar.
Abshimal levantou vôo e partiu para os portões, a estrutura dos portões ficava no
extremo norte de Midian, os portões de aço fechavam uma grande caverna, mas que era
apenas um portal para o Abismo, prisão da mais poderosas encarnações de sombras,
monstros que não poderiam entrar em plutus de maneira alguma e que segundo o
tratado de plutus, era responsabilidade dos Demoons guardar esses portões.
Os heróis caminhavam até poderem ver de cima de uma colina uma verdadeira
legião, centenas, talvez milhares de Demoons, alguns voando outros em terra, diante
dos grandes portões.
- Impressionante,não?Acho que noventa por cento dos Demoons existentes em
plutus vieram. Que revê-lo Scypher.
- Aléria!
O abraço entre aqueles dois Demoons era comovente, amigos que não se viam
há bastante tempo, Aléria era alta, cabelos negros como a noite e pele morena, seus
olhos não possuíam pupila e sendo completamente negros, possuía um par de asas bem
pequeno, ao ponto de imaginar que aquelas asas não eram capazes de fazê-la voar, mas
contraditoriamente ele voava melhor que Scypher, possuía também uma cauda fina e
longa que terminava com um ponto como de lança.Ela e ele eram amigos desde
infância, mas como todo demoon, cada um seguiu seu caminho, Aléria se tornou uma
alquimista e artífice.
- Aléria o que está acontecendo realmente?
- Alguma coisa está enfraquecendo o selo dos portões, a qualquer momento ele
se partirá e libertará as mais terríveis encarnações de sombra que existem, se isso
acontecer Scypher, seremos apenas os primeiros a perecerem, mas logo será o mundo
todo. Não sabemos como para isso, espero que Sombrax lhe tenha trazido com alguma
esperança.
- Na verdade acho que trazemos noticias piores... mostre a ela Ikan.
- Minha deusa!por que carrega esta cabeça horrenda?
- Eu a arranquei de uma estátua, três bruxas fizeram um ritual para revivê-lo,
conseguiram parte dele, a criatura tem sua carne de volta, esta estátua que agora possui
carne outrora era de pedra e por sobre ela havia um guerreiro que o matava, essas
bruxas disseram que seu nome era Lucien e que a outra parte do ritual consistia em
trazer sua alma, trazer do Abismo!
- Estranho, em meus estudos sobre o abismo, nunca ouvi falar desse ser, mas
voltarei a pesquisar.Scypher devemos ir para os portões.
- Sim, eu voltarei logo.
Eram muito Demoons, à medida que se aproximavam do portão era possível
sentir mais forte a pulsação de energia maligna, os portões latejavam. Todos os
demoons que estavam lá tinham suas armas preparadas, prontos para um confronto.
Scypher parou planando diante do portão, nunca havia sentido algo daquele jeito, seu
coração acompanhava o pulsar do portão, estava com medo, estava apavorado, não por
que poderia morrer, mas por estar diante daquilo tudo, de repente seus olhos notaram
um fenda no portão, segurou firme no cabo de sua espada, seria agora?Aos poucos uma
sombra fugia pela fenda, quando finalmente escapou voou na sua direção, Scypher
ergueu sua espada estava prestes a desferir o golpe quando Abshimal gritou seu nome.
- Scypher!O que está fazendo?
Distraído pelo amigo Scypher viu a sombra voar até a direção de seus amigos,
sem pensar duas vezes ele a perseguiu, Abshimal continuava gritando para que ele
voltasse, a sombra era veloz e já estava alcançando Camily.
- Vejam , Scypher está voltando...ele vem com espada em punho!
- Cuidado!!!!
A sombra atravessou Camily, por pouco Scypher não consegue para o golpe.
- O que diabos é isso Scypher?
- Nobre e corajoso aventureiro, ajude-me e eu o ajudarei em sua jornada vá para
as cavernas obscuras, lá você , não tenho muito tempo, liberte-me... por favor...
Aquela voz novamente, serena e sem sentimentos. Somente Scypher parecia ver
e ouvir aquilo, antes da sombra sumir uma jóia do tamanho de uma mão caiu no chão,
um rubi. Camily a pegou.
- Vocês não viram isso não é?
- O que Scypher?
- Aquela sombra apareceu de novo, saiu do portão.Disse que se eu a ajudasse ela
me ajudaria, que eu fosse para as cavernas obscuras, lá em resolveria meus problemas.
- Eu não sei.
- Não sabemos que criatura é essa.
- E se for alguma entidade maligna?
- Ai vem sua amiga Scypher.
- Scypher?O que houve?
- Aléria onde fica as cavernas obscuras?
- Bom, fica ao extremo oeste, mas quem foi lá e conseguiu voltar diz que é
apenas um labirinto repleto de monstros, ninguém nunca encontrou nada de importante
lá. O que ? Você pretende ir lá?
- Acho que sim, Aléria, vamos precisar de ajuda, suprimentos, pode nos ajudar?
-Bem, a rainha não permitirá isso, nem mesmo permitirá que você faça outra
coisa que não seja proteger o portão, mas farei o possível, esperem.
- Alguma coisa me diz que devemos fazer isso.
A energia que empurrava o portão continuava aumentar, o tempo era curto.
Aléria voltou trazendo poções e equipamentos, retirados do seu próprio
laboratório.
- Scypher confio em você, eu não poderei acompanhá-lo, mas que Sombrax
esteja com você.
O mesmo abraço afetuoso de antes foi dado de novo. Os heróis partiram para o
extremo oeste enquanto Aléria voltava para os portões.
A entrada era realmente escura, Ikan carregava o rubi e logo que se aproximou
ele respondeu brilhando forte. Entraram. Contrário da entrada, o interior da caverna era
um pouco iluminado, haviam quatro entradas, uma por onde tinham acabado de entrar e
outras três novas, todas tão escuras que era impossível ver o que havia alem delas,
talvez mais cavernas. Mas antes que pudessem dar um passo surgiu diante de seus olhos
uma abelha gigante, um ser totalmente alienígena à aquele lugar, aquele monstro
possuía duas garras terminadas em pinças e na cauda um ferrão carregado com veneno,
o monstro com toda sua velocidade voou em direção a Ikan que com um único golpe de
espada partiu o monstro ao meio. Aléria havia falado a verdade, as cavernas eram
labirintos e cada sala visitada mais monstros surgiam, monstros que não deveriam
existir ali, uma única abelha gigante não foi problema, mas todo um enxame, toda uma
horda de monstros estava esgotando as forças dos heróis, seus suprimentos estavam
acabando, suas forças se esvaindo.
- Não vamos conseguir Scypher, Camily esta ferida, acho que está envenenada.
Meu braço está inutilizado, Gabe está praticamente sem energia mágica, Ikan está muito
ferido... Veja!
- Aquela sombra de novo!
- Nobres heróis, estou fraca e debilitada, ajudem-me e os ajudarei...
- O que você quer?
- Libertem-me...
- Onde você está?
- O abismo é minha prisão...
- Nos morreremos Scypher...
- Nos ajude e eu a libertarei.
- Promete?
- Sim...
- Nobre herói, sua ajuda será deveras recompensadas. Por enquanto isso é tudo
que poderei fazer...espero... no castelo Gaart...
- Castelo Gaart?
Os monstros que estavam a ponto de devorar os heróis haviam sumido, não
somente isso, mas os feridos se curaram e todos os males retirados, os cantis que
possuíam poções estavam preenchidos e haviam se multiplicado.
- Será que fizemos o certo Scypher?
- Gabe, sinceramente não sei, mas veremos.