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Instituto Politécnico de Setúbal

Escola Superior de Educação de Setúbal

Licenciatura em Educação Básica

Recensão
Crítica

Setúbal

05 de Novembro 2009

2009/2010
Instituto Politécnico de Setúbal

Escola Superior de Educação de Setúbal

Unidade Curricular: Língua Portuguesa e TIC

Docentes: Helena Camacho

Rosário Rodrigues

RECENSÃO CRÍTICA

Discentes: Carla Fortuna – Nº2002

Gertrudes Eduardo – Nº2084

3º Ano LEB Turma A

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Artigos consultados :
1. BOTELHO, Fernanda – Globalização e Cidadania: reflexões soltas. In Setúbal na
Rede de 14/07/2005.
2. BOTELHO, Fernanda – Textos e Literacias…. In Setúbal na Rede de 09/08/2006
3. PAZ, João – Educação e Novas Tecnologias. In Setúbal na Rede de 17/04/2008.
4. FIGUEIREDO, António – Novos media e velha aprendizagem. In Conferência em 18
e 19/10/ 2000 na Fundação Calouste Gulbenkian.
5. WONG, Bárbara – Será k a lguagem ds testes tá a mudar? In Jornal Público
de 19/11/2006, pág. 27.

É com muito interesse que realizamos uma recensão crítica aos textos supracitados,
pois consideramos que tal exercício nos será bastante útil para esta Unidade Curricular de
Língua Portuguesa e TIC e futuramente para a nossa profissão como Educadoras de
Infância.
A problematização destes artigos articula-se à volta da seguinte questão: Como pensar a
relação entre a Educação e as Novas Tecnologias? A partir de vários autores vamos tentar
perceber esta questão e quais as vantagens e desvantagens das Tic na Educação.
No artigo “Textos e literacias”, Fernanda Botelho procura argumentar em favor do
alargamento do conceito de literacia a uma multiplicidade de textos e discursos a que a
Didáctica do Português deverá abrir portas. Deste modo a autora centra-se do que se
designa literacia tradicional às multiliteracias e aos fundamentos de uma pedagogia da
literacia na aula de Português. Literacia é um termo de origem latina que, no Império
Romano significava “estudos elementares” e abarcava saber ler, escrever e contar. Este
conceito primitivo de literacia, circunscrito às operações mais simples de leitura, escrita e
cálculo, manteve-se muito tempo nas sociedades ocidentais, confundindo-se com o de
alfabetização. À medida que estas sociedades se foram desenvolvendo e,
consequentemente, exigindo novas competências, foram-se acentuando preocupações
com o nível de conhecimentos das populações, sobretudo ao verificarem-se dificuldades de
leitura e de escrita em situações formais e informais da vida quotidiana naqueles que
haviam frequentado a escola. Tradicionalmente o termo literacia diz respeito à capacidade
de utilização da língua escrita.A literacia envolve, inevitavelmente, um conjunto mais amplo
de competências que implicam a construção da significação, configurada em diferentes
formas e em diversos contextos nas práticas culturais e sociais. O conceito de
“multiliteracias” complementa, assim, o conceito de literacia tradicional porque incorpora
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não só aspectos da multiplicidade textual, como a crescente importância da diversidade
linguística e cultural. Considerar a perspectiva das multiliteracias obriga a incorporação de
outros modos de representação mais amplos do que as representações possíveis pela
linguagem verbal. Implica a integração de outras formas de construir a significação, de
outros sistemas e um alargamento do conceito de texto, relacionada com o visual, o áudio,
o espacial, o comportamento, entre outros, sistemas esses particularmente relevantes nos
media, em particular na televisão e nos hipermedia em que as significações se constroem e
são multimodais. Os argumentos, apresentados pela autora, transformam, potencialmente,
a substância da pedagogia da Literacia em qualquer língua. A perspectiva das
multiliteracias assenta numa aprendizagem flexível das línguas, neste caso do português,
integrando não só as variedades culturais, regionais, nacionais, técnicas, como os canais
multimodais, essenciais à construção textual hoje, numa perspectiva activa de participação
na mudança social, nas várias comunidades em que os cidadãos agem.
Num outro artigo ” Globalização e cidadania: reflexões soltas”,a mesma autora, aborda o
fenómeno da globalização da comunicação (e consequentemente da cultura) e os
movimentos migratórios que caracterizam, hoje, as sociedades actuais. O fenómeno da
globalização, paradigmático do percurso das sociedades contemporâneas, e o
desenvolvimento científico e tecnológico, verificados no campo da informação, colocaram
novas necessidades de comunicação aos povos do mundo, valorizando-as, o que se tem
reflectido, também, num expressivo estímulo à aprendizagem de línguas, divulgando-as
significativamente. Neste sentido, surge valorizado também o domínio das línguas e
culturas maternas. Deste modo, aprender línguas passa a centrar-se não tanto na língua
como objecto de estudo em si mesma, mas como meio de acesso ao outro e como
instrumento de interacção pessoal e intercultural, visando uma melhor compreensão entre
os cidadãos do mundo. A autora reforça a ideia do compromisso da educação enquanto
fenómeno social, local, regional, europeu e do mundo, factor de desenvolvimento e
promoção social de todos os cidadãos, numa necessária conquista e consolidação, em
permanência, da sua cidadania democrática.
Segundo o autor do artigo “Educação e Novas Tecnologias”, nos professores e outros
actores educativos, verificam-se muitas vezes atitudes de resistência à utilização das TIC
entre os mais velhos. A sua fundamentação assenta na crença de que não há mais-valias
nestes novos instrumentos, seja como reflexo de uma racionalização de dificuldades na
sua utilização, seja porque a sua utilização obrigaria a reformular conteúdos, estratégias e
materiais didácticos há muito utilizados, seja pela falta de recursos que ainda prevalece
nas escolas. No entanto, ao nível das gerações mais novas, em especial por parte dos
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alunos, a atitude é diferente, fruto do modo como essas novas tecnologias há muito fazem
parte natural do seu ambiente, seja social, seja lúdico ou mesmo de formação. Entre esta
geração é mais frequente o entusiasmo, por vezes incondicional, pelas virtudes das novas
tecnologias. Mas, também aqui, há que ressalvar que nem todas novas as práticas de
(auto-) aprendizagem a partir das novas tecnologias são, só por si, boas. Há "velhas"
competências que fazem muita falta e que a facilidade de acesso à informação (Internet)
não substitui, como a capacidade de interpretar, e reflectir sobre, a informação.
No nosso ponto de vista, uma vez que os alunos começam por entregar trabalhos desde
muito cedo feitos a computador, deveriam começar com as Tic desde o 1º ano do 1º ciclo,
não é pôr de parte a aprendizagem tradicional, mas devia integrar naturalmente as TIC,,
até porque os professores ou têm ou deveriam ter formação para tal.
Hoje em dia, as Tic, são um excelente recurso para ajudar os professores a dinamizar as
suas aulas, mas para trabalhar de uma forma eficiente é necessária uma revisão dos
métodos tradicionais de ensino. Se a escola mantém o ensino em que o aluno é apenas
um receptor de conhecimentos, o uso desses recursos não fará diferenças na
aprendizagem. O papel do professor neste contexto é orientar o aluno, para que ele
aprenda utilizando os recursos.
Os professores devem recorrer a aulas mais criativas aplicando de vez em quando alguns
jogos ou outros meios mais divertidos, para que possam dar uma aula mais dinâmica em
que os alunos se sintam mais motivados.
Um outro artigo analisado, “Novos Media e Nova Aprendizagem”, de António Dias de
Figueiredo, refere que as escolas tradicionais estão mal equipadas para fazer face a este
desafio. A mudança, da massificação das escolas para a individualizarão da escolha livre,
nomeadamente através das redes de dados, tenderá a re-equacionar o papel das escolas.
É neste contexto que se coloca a questão dos novos media como instrumentos para
promoverem, nos sistemas escolares, as novas aprendizagens de que os futuros
trabalhadores do saber tanto necessitam. No entanto ao observar-se as novidades que são
anunciadas, verifica-se que o que nos é oferecido como revolucionário não passa, na
maioria dos casos, de soluções do passado, adornadas com o fulgor das tecnologias. Os
media são inquestionavelmente novos, mas as aprendizagens são velhas e ultrapassadas.
No que diz respeito às escolas estarem mal equipadas para fazer face ao desafio da
variedade de canais de aprendizagem, concordamos com a opinião do autor, porque
existem muitos pais e Encarregados de Educação que colocam os filhos em ATL´S para
poderem ter actividades que as escolas não lhes conseguem oferecer. Embora nas escolas
já existam as actividades extra curriculares, pensamos que estão um pouco longe de
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funcionar bem, isto porque como o Autor já referiu talvez ande tudo à volta de falta de
equipamentos.
O último texto “Será k a Lguagem ds testes tá a mudar? ”, de Bárbara Wong, dá exemplos
reais de alunos que estão a adoptar uma nova forma de escrever, tudo isto devido aos
telemóveis mais propriamente às mensagens, tal como a Autora refere: “ Os alunos são
cada vez mais escravos do telemóvel”, ou seja os alunos adoptaram este tipo de escrita
para ser mais fácil mandar uma mensagem, mas como estão tão habituados a escrever
assim, porque há jovens que passam o dia com o telemóvel na mão, não conseguem
chegar aos exames ou mesmo nos cadernos diários e escrever normal.
A autora faz referência à Nova Zelândia que permitiu os alunos do secundário escrever
assim nos exames e deixa uma questão no ar: Prenúncio do futuro ou “um disparate”?
Todos os artigos em estudo fazem uma abordagem à relação entre a Educação e as Novas
Tecnologias. Assim, podemos concluir que a implantação das novas tecnologias nas
escolas pode permitir um maior interesse por parte dos alunos e até de alguns professores.
Achamos que o processo de ensino é mais facilitado, mas a inovação escolar não passa só
pela tecnologia avançada, mas também pelos métodos de ensino impostos pelos
professores, pois se a Professora não cativa os seus alunos estes vão perder o interesse
na mesma. Deste modo, o Professor deve ser condutor, devendo motivar e favorecer a
descoberta de novos modelos, métodos, informações, sem nunca esquecer o
desenvolvimento do espírito crítico e analítico do aluno.
Relativamente às crianças, as TIC apresentam determinadas vantagens, se forem vistas
com moderação e se existir por parte dos Pais e Professores uma consciencialização das
suas vantagens e desvantagens e, se for feito junto das crianças uma educação para o
consumo dos hipermédia.
As crianças podem assim aprender através das TIC, desenvolvendo a linguagem.

BIBLIOGRAFIA:

6
• BOTELHO, Fernanda – Globalização e Cidadania: reflexões soltas. In Setúbal na
Rede de 14/07/2005.
• BOTELHO, Fernanda – Textos e Literacias…. In Setúbal na Rede de 09/08/2006
• PAZ, João – Educação e Novas Tecnologias. In Setúbal na Rede de 17/04/2008.
• FIGUEIREDO, António – Novos media e velha aprendizagem. In Conferência em 18
e 19/10/ 2000 na Fundação Calouste Gulbenkian.
• WONG, Bárbara – Será k a lguagem ds testes tá a mudar? In Jornal Público
de 19/11/2006, pág. 27.