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UNIVERSIDADE

ESTÁCIO DE SÁ
CURSO DEDIREITO
DISCIPLINA
DIREITO CIVIL I (ESTACIO)

Plano de Aula: Dos Negócios Jurídicos
DIREITO CIVIL I
Título
Dos Negócios Jurídicos
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula

AULA 9
DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS (art. 104 a 137 CC)
Objetivos
Conceituar e classificar os negócios jurídicos
Fornecer noções substanciais a respeito dos os planos de existência,
validade e eficácia do negócio jurídico.
Estabelecer a conceituação do instituto da representação. Enumerar e
distinguir os elementos essenciais e acidentais dos negócios
jurídicos.
Estrutura do Conteúdo
DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS
1. Negócio jurídico (conceito e classificação).
2. Noções sobre os planos de existência, validade e eficácia do
negócio jurídico.
3. Da representação.
4. Elementos acidentais (condição, termo, encargo ou modo):
conceitos, espécies e efeitos jurídicos.
1

1.1. 1.1. 107. Esta tem que ser sempre voltada para fins legítimos. possibilitando a aquisição. ilícito. caracterizase um ato ilegítimo. Agente capaz: Para que o negócio jurídico ganhe plena eficácia produzindo todos os seus efeitos. mas aquela que atua em conformidade com os preceitos ditados pela ordem legal. A3. 104 e 166 CC. Continua: O fundamento e os efeitos do negócio jurídico assentam. de autonomia privada. possível. Pode ser entendido como toda ação humana. REQUISITOS PARA A VALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO Para que o negócio jurídico produza seus efeitos. determinado ou determinável (cc art. art.são declarações de vontade destinadas à produção de efeitos jurídicos queridos pelo agente. 1. possível. A licitude: A licitude está inserida no conceito. apesar de existir a vontade.A forma prescrita e não defesa em lei (CC art. possíveis. comum a todos os atos e negócios jurídicos: Art. É uma espécie do gênero ato jurídico em sentido amplo.A capacidade do agente (CC art. (c) forma prescrita e não proibida pela lei (CC. 104). NEGÓCIO JURÍDICO 1. Quando o efeito não for legítimo ou possível. A1.O objeto lícito. A sua liceidade é condição essencial à eficácia do negócio jurídico. É mister que o alcance visado pelo ato não seja ofensivo à ordem jurídica. então. que sempre tem por finalidade produzir efeitos jurídicos através da manifestação de vontade. I e 166). Os atos praticados pelos agentes foram previstos em lei e desejados por eles. Para que o negócio jurídico seja válido são necessários os seguintes elementos essenciais: (a) agente capaz. II). determinados ou determináveis. com o qual o particular regula por si os próprios interesses.2. e. 2 . não uma vontade qualquer. 108 e 109) B) O consentimento recíproco ou acordo de vontades.1. Por agente capaz há que se entender a pessoa capaz ou emancipada para os atos da vida civil. determinado ou determinável. 104. deve preencher certos pressupostos ou requisitos essenciais: A) Ordem geral. Nele há uma composição de interesses. na vontade. 104. Segundo Caio Mário de Silva Pereira . Conceito. modificação ou extinção de direitos. exige a lei que ele seja praticado por agente capaz. 1º 5º. (b) objeto lícito. A2 .

(Vide art. derivando exclusivamente da vontade das partes. INTERPRETAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS Dispõe o art. CC) O objeto típico do negócio jurídico é o CONTRATO. (c) encargo (art. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração. não tem validade. 2. não é válido. Por exemplo. CC). deve ser através da escritura pública. O negócio jurídico é o principal instrumento para que as pessoas possam realizar seus negócios privados.136 a 137. Se realizada por instrumento particular. manifestada pelas pessoas. A condição é uma cláusula. A validade da declaração de vontade. o efeito (eficácia ou ineficácia) do negócio jurídico fica subordinado a um evento 3 . pois. São elementos acidentais: (a) condição (art. E essa cláusula (condição) subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. Considera-se condição a cláusula que. 112 do CC: Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem. ou através de gestos. porque a lei impõe uma forma (artigo 108. CC). ou seja. Finaliza o art. uma regra de interpretação destacando o elemento intenção sobre a literalidade da linguagem.422. 121. 113 do CC. Diz o art. esta deverá ser atendida. ELEMENTOS ACIDENTAIS: Sem os elementos essenciais o negócio jurídico não existe. por consequência. 121 a 130. senão quando a lei expressamente a exigir. o negócio jurídico contemplar uma condição. Entenda o que significa esse efeito. Os efeitos do negócio jurídico podem ser: (a) eficácia e (b) ineficácia. Em numerosos casos a lei exige das partes uma forma especial. (b) termo (131 a 135. Isto significa que todas as exceções devem ser respeitadas.não dependerá de forma especial. se a lei impuser forma especial. CONDIÇÃO: Art. pode ser verbal. Cabe ao intérprete investigar qual foi a real intenção dos contratantes na elaboração da cláusula contratual duvidosa ou obscura. a compra de uma casa à vista. 3. por escrito. CC).1. 3.Forma prescrita ou não defesa em lei: Todo negócio jurídico tem uma forma. 107 do CC . Estabelece. subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. A regra geral é a forma livre. A vontade. cc). EFEITO: EFICÁCIA=tornar-se INEFICÁCIA=tornar-se eficaz = produzir parar de produzir efeitos efeito ineficaz= Se.

compra um carro e faz uma doação. Ou seja. Nesse caso. Isso porque a condição resolutiva não suspende nada! Não suspende a aquisição nem o exercício do direito. (dirigir o carro) ficam suspensos. devolverá o imóvel.futuro e incerto. 3. o negócio jurídico se torna Ineficaz (para de produzir os efeitos). Exemplo: um sobrinho realiza um negócio jurídico (empréstimo) com seu tio. Note que o sobrinho imediatamente inicia sua moradia no imóvel. Exemplo: o pai realiza um negócio jurídico com o filho. a condição suspensiva. até que o evento futuro e incerto (passar no vestibular) venha a ocorrer. Condição Suspensiva Subordina a eficácia do negócio jurídico a um evento futuro e incerto Condição Resolutiva Subordina a ineficácia do negócio jurídico a um evento futuro e incerto 3. Condição Suspensiva Subordina a eficácia do negócio jurídico a um evento futuro e incerto SUSPENDE TUDO: Suspende a aquisição e o exercício do direito Condição Resolutiva Subordina a ineficácia do negócio jurídico a um evento futuro e incerto NÃO SUSPENDE NADA! Não suspende a aquisição nem o exercício do direito 4 . bem como o exercício. a condição é que no momento em que “colar grau” (evento futuro e incerto).1. (B) Condição Resolutiva: o negócio jurídico se torna Eficaz (produz efeito) imediatamente com a realização do negócio jurídico. suspende tudo: a aquisição do carro. Caso o filho seja aprovado no vestibular para o curso de Direito. somente quando o evento futuro e incerto ocorrer.1. Suspende a aquisição e o exercício do direito. Quando ocorrer o evento futuro e incerto. o negócio jurídico vai produzir efeito (que pode ser eficácia ou ineficácia).(A) Condição Suspensiva: o negócio jurídico SÓ se torna EFICAZ (só produz efeito) se ocorrer o evento futuro e incerto. A condição se subdivide em: (a) Condição Suspensiva e (b) Condição Resolutiva.1.2. como o próprio nome diz. Está posta a condição no negócio jurídico. nesses moldes: o tio empresta seu apartamento (em outra cidade) ao sobrinho que foi lá aprovado no vestibular de medicina e não tem aonde morar. recebe o carro.

salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico. que já pode exercer o seu direito.3. Impõe sempre uma obrigação ao beneficiário da doação. ou um asilo para velhinhos. O Encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito (regra): Art. SUSPENDE-SE A AQUISIÇÃO . o carro foi adquirido. uma obrigação. Caso o doador venha a doar o terreno como condição suspensiva. retardando o exercício do direito. o beneficiário adquire imediatamente a doação. bem como o EXERCICIO DO DIREITO até que o beneficiário (Prefeitura) venha a construir a escola. ou o que quer que seja. TERMO: Termo é a cláusula que subordina os efeitos do ato negocial a um acontecimento futuro e certo. Nesse caso. mas o veículo na cor preta só será entregue do dia 20 do mês seguinte a data da compra (termo inicial para o exercício ao direito). a ser cumprida pelo beneficiário. ENCARGO/MODO: cláusula acessória à liberalidade (doação). porém o sujeito só vai exercitar o seu direito de dirigir. Art. Exemplo: a compra de um veículo em uma concessionária. O termo inicial suspende o exercício. pelo disponente. Termo inicial. pela qual se impõe um ônus. O termo inicial é um evento futuro e certo que condiciona o início dos efeitos do negócio jurídico. Exemplo: uma pessoa (doador) que faz uma doação de um imóvel (terreno) a uma Prefeitura. dilatório ou suspensivo é o que fixa o momento em que a eficácia do negócio deve ter início.2. ex die). Assim sendo. O que o agente deseja é diferente do que ele declarou. O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito. o comprador paga um sinal (aquisição). O TERMO não suspende a aquisição. o direito a termo será tido como adquirido. 4. usar o veículo no dia 20 do mês seguinte. enfim que cumprir a obrigação. mas não a aquisição do direito. Suspende o exercício ao direito. O termo inicial (dies a quo. 3. RESERVA MENTAL. O financiamento é aprovado. mas com o encargo (obrigação. ou hospital. No encargo.3. 5 . 136. Sua declaração é para enganar a pessoa com quem celebrou o negócio jurídico ou a terceiros. 131. como condição suspensiva. Gera direito adquirido a seu destinatário. um hospital. ainda que pendente o cumprimento da obrigação que lhe fora imposta. ônus) de construir uma escola para crianças carentes.

como a doação. o depósito. Alguns doutrinadores a chamam de "Simulação Unilateral". 5. não poderá depois voltar atrás e não destinar o valor auferido para o fim anunciado. No caso da Compra e Venda. 110. A reserva mental é combatida no Código Civil no seu art. CC.2. salvo se dela o destinatário tinha conhecimento".2. (Vide art.1. a venda do imóvel poderá até não estar perfectibilizada. Para o vendedor o benefício reside no recebimento deste 6 . a fiança.1. Exemplos: (1) um autor declara que o produto da venda de seus livros será para fins filantrópicos. Exemplo: Compra e Venda: Um dos contratantes se obriga a transferir o domínio o bem. que significa reciprocidade de prestações. tal como ocorre na Doação. só há obrigação e sacrifício. ao qual. UNILATERAIS: São os negócios jurídicos que criam obrigações unicamente para uma das Partes. As obrigações sendo recíprocas são denominadas contratos sinalagmáticos. Para a outra Parte. BILATERAIS: São os negócios jurídicos que geram obrigações para ambos os contratantes. como a compra e venda. 481 CC). como por exemplo a ausência de escritura pública. GRATUITOS: Os negócios jurídicos Gratuitos são aqueles em que apenas uma das Partes aufere benefício ou vantagem. 5. onde dispõe que "a manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou.Há reserva mental quando um dos contratantes reserva-se. a intenção de não cumprir o contrato. da palavra grega “sinalagma”.1. Quanto às vantagens: 5.2. à pagar-lhe certo preço em dinheiro. no reconhecimento de filho. Quanto à manifestação da vontade: 5. ONEROSOS: Nos negócios jurídicos Onerosos ambos os contratantes obtêm proveito. 5. 5. OS NEGÓCIOS JURÍDICOS PODEM SER CLASSIFICADOS DA SEGUINTE FORMA: 5.1. o mandato. mas a relação obrigacional persistirá. mas faz isso unicamente para granjear simpatia e assim fazer com que a venda seja boa.1. corresponde a um sacrifício. secretamente. porém. a vantagem do comprador é representada pelo recebimento da coisa e o sacrifício pelo pagamento do preço. o comodato. e o outro. no Comodato.2. etc. (2) Alguém vende imóvel supondo que a venda será anulada por vício de forma. o mútuo.2. o contrato de transporte. a locação.

166.4. artísticas 7 . ao qual corresponde um sacrifício.3.4.3.4.5.1. o obrigado não pode ser substituído por outrem. como nos contratos de compra e venda.. (Vide art.6.5.1.2. Trato co Jardineiro. Quando a forma é exigida como condição de validade do negócio. NÃO SOLENES OU DE FORMA LIVRE: São os negócios jurídicos celebrados de forma livre. Quanto às formalidades: 5.2. PERSONALÍSSIMOS OU INTUITU PERSONAE: São os negócios jurídicos em atenção às qualidades pessoais de um dos Contratantes.2. OBS > Não observado a formalidade o negócio jurídico é nulo. Quanto ao tempo em que devam produzir efeitos 5.5. autônoma e não dependem de qualquer outro. de Comodato. este é solene.1. Penhor(Na compra e venda Mercantil) .3. Quanto à subordinação: 5. 5. Podem ser celebrados por qualquer forma. 5. Contrato de Locação. Trato com Taxista. 5. a exemplo do testamento. Exemplo: Fiança (Na Locação). Inter Vivos – destinados a produzir efeitos durante a vida dos interessados. Ambos buscam o proveito. ACESSÓRIOS: Os negócios jurídicos Acessórios são aqueles que têm sua existência subordinada ao Contrato principal e sua função predominantemente. 5. pois essas qualidades sejam culturais. (Vide Art. etc. Exemplo: Contrato de Compra e venda. Mortis Causa – são aqueles pactuados para produzir efeitos após a morte do declarante. PRINCIPAIS: Os negócios jurídicos principais são os que em existência própria. Testamento Público.6. Quanto à pessoa: 5. Exemplo Escritura pública na alienação de imóveis. e a formalidade se constitui à substância do ato. é garantir o cumprimento das obrigações contraídas. Por essa razão. por escrito particular ou verbalmente. 5. etc.1. profissionais. na entrega da coisa. Pacto antenupcial. Exemplo: Contrato de locação. IV CC. 107 CC). c/c os 108 e 109 do CC). Hipoteca (Na Compra e venda de Imóveis). 5. SOLENES OU FORMAIS: São os negócios jurídicos que devem obedecer a forma prescrita em lei para se aperfeiçoar. 5.(pagamento) e o sacrifício.

115.1. Conceito de representação: A representação é a relação jurídica pela qual certa pessoa se obriga diretamente perante terceiro.. o representado. tutor. de 1916. como o pai. não requer qualidades especiais do devedor. ART. sequer lhe deu um tratamento específico. Médico Plantonista. quanto ao pupilo (CC. Exemplo: Contratos de Planos de Saúde. tiveram influência decisiva no consentimento do outro contratante. arts.1) e curador. do mesmo modo que este poderia fazê-lo pessoalmente. Representante legal: O representante legal é aquele a quem a norma jurídica confere poderes para administrar bens alheios. tanto é que o Código Civil anterior. 1. com sua vontade.1. Contratos de Informática. no 8 . Segundo Silvio Venosa. pratica seus atos da vida civil em geral. em seus artigos 115 a 120. o representante. Dentro da autonomia privada. em relação a filho menor (CC. 6.1. O estudo deste instituto compete à teoria geral do direito civil e tem conexão e aplicação em vários ramos do direito. 5. O importante é que seja cumprida a obrigação. Advogados. IMPESSOAIS: São os negócios jurídicos cuja prestação pode ser cumprida.1. Arquiteto. pois seu objeto. DA REPRESENTAÇÃO 6. em uma economia evoluída. cujos poderes são conferidos por lei ou por mandato. de outro praticar atos da vida civil no lugar do interessado. geralmente. 6. O instituto da representação é objeto de poucos estudos monográficos no Brasil. o interessado contrai pessoalmente obrigações e.1. etc. etc. que atua em negócio jurídico.1.634. Médicos. como o direito notarial.2.1. é o próprio interessado. de forma que o primeiro. art. Os poderes de representação conferem-se por lei ou pelo interessado.690).747. independentemente. e 1.ou de outra espécie. e muitas vezes se obriga. Contratos de Serviços de Limpeza. ou mãe. pelo obrigado ou terceiro. O direito representativo foi tipificado e sistematizado somente no vigente Código Civil. Especialistas. possa conseguir efeitos jurídicos para o segundo. 115. 6. Contudo. por meio de ato praticado em seu nome por um representante. há a possibilidade.2.1. pouco se importando quem executa. assim. V. 1.6.1. Exemplo: Artistas. 6.

os direitos serão adquiridos pelo representado.1. que adquirirá os direitos dele decorrentes ou assumirá as obrigações que dele advierem. Art.3. 9 . Os pais.1. 6. nos limites dos poderes que lhe foram conferidos. 6.1. 6. 117. Para esse efeito. pois não houve transmissão do poder.1. houve substabelecimento de poderes. 6. não pode atuar em seu próprio interesse. A Manifestação de vontade pelo representante.2. no contrato de mandato (CC arts. 653 a 692 e 120. 6. haja vista que. não lhe sendo lícito celebrar contrato consigo mesmo. incorporando-se em seu patrimônio.1.1. igualmente os deveres contraídos em nome do representado devem ser por ele cumpridos.774). tem-se como celebrado pelo representante o negócio realizado por aquele em quem os poderes houverem sido subestabelecidos. produz efeitos em relação ao representado. Parágrafo único.1. como o procurador. os tutores ou os curadores não podem substabelecer os poderes que têm em virtude de lei. nos limites de seus poderes. Art. Logo. Consequência jurídica do substabelecimento: Se. 6. do representante. 115. exceto se houver permissão legal ou autorização do representado. e por eles responde o seu acervo patrimonial.1. A representação legal serve aos interesses do incapaz. uma vez realizado o negócio pelo representante. É preciso esclarecer que o poder de representação legal é insuscetível de substabelecimento. o ato praticado pelo substabelecido reputar-se-á como tendo sido celebrado pelo substabelecente. ainda que não exista conflito de interesse. verbal ou escrito. no seu interesse ou por conta de outrem. Note-se que é uma exceção. 2a parte). o mandatário (representante).que concerne ao curatelado (CC.3. produz efeitos jurídicos relativamente ao representado. Anulabilidade de negócio jurídico celebrado consigo mesmo: Se o representante vier a efetivar negócio jurídico consigo mesmo no seu interesse ou por conta de outrem anulável será tal ato. art 1. Representante convencional ou voluntário: O representante convencionado é o munido de mandato expresso ou tácito.2.3. Efeitos da representação: A manifestação da vontade pelo representante ao efetivar um negócio em nome do representado. 116.1. celebrar consigo mesmo. é anulável o negócio que o representante. Salvo se o permitir a lei ou o representado. mas mera outorga do poder de representação. em caso de representação voluntária.1.2. regra geral.3.

Prazo decadencial para anulação de ato efetuado por representante em conflito de interesses com o representado: Pode-se pleitear anulação do negócio celebrado com terceiro. 10 . que. O representante é obrigado a provar às pessoas. a contar da conclusão do negócio ou da cessação da incapacidade. ser responsabilizado civilmente pelos atos que excederem àqueles poderes. sob pena de. 118. aquele ato negocial deverá ser declarado anulável. os seus próprios interesses. porventura. não o fazendo. mas também a extensão dos poderes que lhe foram conferidos. como representante e a outra. Parágrafo único. Ocorre que "B" se interessa pelo imóvel e decide adquiri-lo. 6. responder pelos atos que a estes excederem.1. aquele terá o dever de provar àqueles.1.4. como parte do negócio jurídico celebrado. não só a sua qualidade. os atos negociais deverão. É anulável o negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado. deve-se compreender que. 6. o representante concluir negócio jurídico.1.5. se celebrados por curador especial. Em sendo esse o caso. são duas as manifestação de vontade. a sua qualidade e a extensão de seus poderes. Papel do curador especial: Havendo conflito de interesses entre representado e representante. A celebração do contrato de compra e venda e. não o fazendo. se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou. de um lado. o prazo de decadência para pleitear-se a anulação prevista neste artigo. estará representando "A" e. para ser válidos. uma. com quem tratar em nome do representado.1. sob pena de. com pessoa que devia ter conhecimento desse fato. 119. Conflito de interesses existente entre representante e representado: Se. 6.4. havendo conflito de interesses com o representado. para que esse realize a venda de sua casa. pelo representante em conflito de interesses com o representado. contados da conclusão do negócio jurídico ou da cessação da incapacidade do representado. embora fisicamente haja uma única pessoa. Art. Art.Exemplo: "A" outorga procuração para "B". É de cento e oitenta dias. da respectiva escritura envolverá apenas uma pessoa: "B". de outro. com quem vier a tratar em nome do representado. dentro de cento e oitenta dias. Necessidade de comprovação da qualidade de representante e da extensão dos poderes outorgados: Como os negócios jurídicos realizados pelo representante são assumidos pelo representado.

O silêncio de uma das partes sempre implica na anuência ou concordância. 6. A manifestação da vontade é essencial para os negócios jurídicos.690. 1. Representar. Questão objetiva 1 (TJRN 2012) Os negócios jurídicos.1. 653 a 692 do Código Civil. para sua validade. 1. assim: I. Os negócios jurídicos celebrados por relativamente incapaz podem ser confirmados. dependem de agente capaz. os da representação voluntária são os da Parte Especial deste Código.6. Quem age em nome de outrem sem poderes pratica ato nulo ou anulável. Art. IV. V.1. Gabarito: Trata-se a expressão de condição simplesmente potestativa e.774 do Código Civil e os da representação voluntária pelos arts. determinado ou determinável. termo ou encargo? Justifique em no máximo cinco linhas indicando qual é a consequência deste tipo de cláusula para o negócio jurídico. alusivos ao contrato de mandato. é agir em nome de outrem. 1. nula de pleno direito. Ao se interpretar um negócio jurídico importa mais a real vontade dos declarantes do que o sentido literal da linguagem escrita.Exemplo. e forma prescrita ou não defesa em lei.1. I e 1. Normas disciplinadoras dos efeitos e dos requisitos da representação: Os requisitos e os efeitos da representação legal regem-se pelos arts.6. portanto. III. possível. dilapidando o patrimônio deste último.747. Caso Concreto Popularmente é comum ouvirmos a expressão: “pago quando puder”. quando aposta em negócios jurídicos uma vez que subordinam a obrigação à cláusula ‘si volam’ é considerada abusiva e. objeto lícito. A reserva mental feita pelo autor e desconhecida do destinatário deve ser considerada na interpretação do negócio jurídico. 11 .634. cabendo a este pleitear-se a anulação dos atos prevista neste artigo no prazo de 180 dias. Represente que exorbita na pratica dos seus poderes outorgados pelo Representado (outorgante). portanto. 6. Os requisitos e os efeitos da representação legal são os estabelecidos nas normas respectivas. 120. II. Esta expressão aposta em um negócio jurídico caracteriza: condição.

C ( ) As assertivas I e III estão corretas. Prof.art. B ( ) As assertivas II. e tem-se como inexistentes quando suspensivas. CC Questão objetiva 2 (TJRO 2012) Podem compor o negócio jurídico a condição. No entanto: A ( ) O negócio jurídico se invalida se subordinado a uma condição ilícita. Gabarito: A . o exercício e a aquisição do direito ficam suspensos até que seja cumprido. a aquisição do direito fica suspensa até a sua implementação. 172 e 112. Gabarito: A . D ( ) Apenas a assertiva IV está correta. o termo e o encargo. B ( ) Quando um negócio jurídico é subordinado à termo inicial. independentemente de ser ou não imposto como condição suspensiva. C ( ) Se ao negócio for aposto um encargo. D ( ) As condições impossíveis invalidam o negócio jurídico se resolutivas.Assinale a alternativa correta: A ( ) As assertivas I e IV estão corretas. DF. 123. CC Brasília. René Dellagnezze 12 .art. III e IV estão corretas.