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TEMA

As diferenças podem incomodar

AUTOR
Loridane Gondim de Souza
e-mail: loridanesouza@zipmail.com.br

SÉRIE
II etapa do 1º ciclo, 2ª série

EIXOS

Ensino religioso História Geografia

Alteridade História local e do O lugar e a paisagem


cotidiano

OBJETIVOS

• Conhecer e respeitar o outro com suas diferenças;


• Perceber que o espaço geográfico é ocupado por diferentes pessoas
vindas de diferentes lugares;
• Reconhecer o outro, refletindo e vivenciando o diálogo e o respeito às
diferentes religiões;
• Reconhecer as diferentes manifestações culturais conhecendo os
diferentes grupos étnicos;

FUNDAMENTAÇÃO PEDAGÓGICA
O presente projeto objetiva promover uma proposta de trabalho, para
crianças de sete e oito anos, que abordará o tema “as diferenças podem
incomodar”, esclarecendo como trabalhar com as diferenças dentro da escola.
A criança de sete anos se encontra no estágio das operações
concretas segundo Piaget, estas operações definem o desenvolvimento
cognitivo. Para manipular objetos concretos ela utiliza de certa lógica e
raciocínio. Porém neste estágio a criança não reflete em termo abstrato
completamente, muito menos raciocina sobre propostas hipotéticas. No
desenvolvimento físico-motor esta criança se encontra num período de
crescimento rápido; controla melhor o corpo; se torna mais independente;
possui maior desenvolvimento da musculatura fina, já pega corretamente o
lápis, pincéis finos e pequenos objetos; aplica algumas técnicas mais
sofisticadas em recortes e colagens, dando complexidade às cenas montadas.
No desenvolvimento psico sexual, segundo Freud a criança desta idade se
encontra no período da latência. Neste período a criança encontra-se
adquirindo habilidades, valores e papéis culturalmente aceitos. O período da
latência é assim chamado porque os impulsos são impedidos de se
manifestarem, pois surgem na criança barreiras mentais que Freud identificou
como vergonha, repugnância e moralidade.
A LDB 9394/96 afirma no artigo 32 que o ensino fundamental na escola
pública é gratuito e obrigatório, tem duração mínima de nove anos e possui
como objetivo a formação básica do cidadão. No ensino fundamental a criança
amplia sua capacidade de aprender, ou seja, ela mostra domínio pela escrita,
leitura e cálculo. O ensino fundamental deve ter em vista também a aquisição
de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores.
As diretrizes curriculares colocam que o profissional da educação deve
construir um projeto educativo para promover a relação entre pessoas de
culturas diferentes, enquanto membros de sociedades históricas. Por isso
implica em mudanças profundas na prática pedagógica, de modo particular na
escola, que deve oferecer oportunidades educativas a todos, respeitando e
integrando a diversidade de sujeitos. Para tanto, é preciso desenvolver
processos educativos, metodologias e instrumentos pedagógicos que dêem
sustentação à complexidade das relações humanas entre indivíduos e culturas
diferentes. Sendo assim a escola deve propiciar aos alunos atividades que os
preparem para refletir sobre a própria sociedade e as diferenças existentes
para que assim possam agir de forma autônoma com responsabilidade e
respeito. Segundo os parâmetros curriculares, com isso, o estudante deve ser
capaz de conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural
brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações,
posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças
culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras
características individuais e sociais.
A partir do trabalho com este tema a criança desenvolverá valores
como respeito, justiça e solidariedade aprendendo assim a conviver com as
diferenças existentes na sociedade e na escola, propiciando então um
ambiente acolhedor, o que é fundamental para garantir uma aprendizagem de
qualidade à todos. O respeito à diversidade efetiva-se no respeito às
diferenças, que impulsiona as ações de cidadania. Essas ações de cidadania
nada mais são do que o respeito à diversidade, voltadas para a construção de
contextos sociais inclusivos. Esta proposta de trabalho pretende preparar os
alunos para lidar com as questões da diversidade cultural e os problemas de
discriminações e preconceitos a ela associados, aprendendo assim a exercer a
cidadania em uma sociedade mista superando toda forma de exclusão. Isso
será possível no decorrer do trabalho quando as crianças forem conhecendo as
diferentes culturas que formam a nossa sociedade e como aconteceu esta
formação, percebendo sua origem e a origem dos colegas. Assim ela
conhecerá sua própria identidade e aprenderá a respeitar o outro em suas
diferenças. Neste trabalho com as diferenças inclui também trabalhar com a
inclusão, onde garantem os direitos aos excluídos (deficientes, negros,
indígenas, distúrbios de comportamento, entre outros). Incluir significa olhar o
diferente com respeito. Não significa fingir que as diferenças não existem, mas
compreendê-las e aceitá-las como inerentes às dinâmicas sócio ambientais. A
inclusão de estudantes de qualquer raça, religião, nacionalidade, classe
socioeconômica, cultura ou capacidade em ambientes escolares de
aprendizagem desenvolve o respeito mútuo e o aproveitamento das diferenças
para melhorar as relações na nossa sociedade, em seus diferentes
subsistemas.
A criança faz parte de uma história e está construindo sua história e
está inserida num contexto social. Por isso a história não pode ser entendida a
partir de um individual mas de um coletivo que inclui toda a sociedade. Por isso
é importante conhecer através desta disciplina as formações sociais que se
construiu historicamente, assim como as relações sociais, que inclui as
diferenças impostas por tal formação social, para que assim as crianças
entendam porque as pessoas não são todas iguais e aprendam a respeitar as
diferenças. Com este trabalho pode-se entender se eu vejo o outro como
diferente ele pode estar me vendo da mesma maneira porque somos
diferentes, e aqui entra outro principio básico, assim como eu não gostaria que
o outro me tratasse mal, também não devo tratar ninguém mal, “não faça ao
outro o que você não gostaria que fizesse a você”.
A Geografia estuda a dinâmica da sociedade, esta dinâmica consiste
em compreender as relações econômicas, políticas, e culturais estabelecidas
entre os seres humanos. É na Geografia que a criança irá perceber que o
espaço onde ela vive é formado por diferentes pessoas vindas de diferentes
lugares. Também aprenderá que as conseqüências das relações de hoje
influenciarão na construção do espaço de amanhã.
No ensino religioso a criança irá perceber que também existem
diferenças entre religiões que precisam ser respeitadas, este trabalho
possibilitará a reflexão, a vivencia do diálogo e o respeito às diferentes
religiões.
Este trabalho com as diferenças diminuirá a tensão do ambiente de
sala de aula, além de melhorar a convivência dos alunos, essas mudanças
também poderão ser vistas no rendimento da turma, porque todos sabem que é
muito melhor aprender em um ambiente agradável.

PLANO DE TRABALHO

ATIVIDADE 1

- Assistir o filme do Smilinguido: a moda amarela


- Entregar as seguintes perguntas para que as crianças façam uma reflexão em
grupos de quatro integrantes:
1) Porque as formigas queriam ser iguais ao Sminlinguido?
2) O que vocês acharam da atitude delas?
3) Qual foi a conseqüência da atitude delas?
4) Como seria o mundo se todas as pessoas fossem iguais?
5) Porque as pessoas são diferentes?
- depois da conversa em grupo fazer uma grande roda para discussão destas
questões.

ATIVIDADE 2

-Contar a história do livro: “Menina bonita do laço de fita”


- Conversa sobre o livro: refletir com as crianças que todas as nossas
características vem da junção de nosso pai com a nossa mãe, por isso um dos
motivos das pessoas serem diferentes é a origem dos pais e avós.
- Pedir como tarefa de casa o preenchimento do seguinte esquema, preencher
com a origem e se tiver colar uma foto.

bisavô bisavó bisavô bisavó bisavô bisavó bisavô


bisavó

Avô Avó Avô Avó


Pai Mãe

Eu e irmãos

Atividade 3
- Dividir a turma em seis grupos e dividir os temas:
Grupos 1 e 2- cultura indígena no Brasil
Grupos 3 e 4- cultura negra no Brasil
Grupos 5 e 6- A cultura européia e a cultura de outros povos
- Levar a turma para a biblioteca para pesquisarem em livros já pré
determinados.
- Preparar cartaz para apresentar aos colegas
- Apresentação da pesquisa em grupo
- Depois da apresentação de todos os grupos a professora fará uma aula
expositiva sobre os mesmos assuntos para fixar bem o que foi apresentado.
Explicar às crianças que oficialmente as terras brasileiras começaram a
serem povoadas com a chegada dos portugueses em 1500. Mas que aqui já
existiam habitantes há milhares de anos. Eram os indígenas que dominavam o
litoral da Bahia até Cananéia em São Paulo. Os indígenas se dividiam em
diversas tribos e realizavam atividades como caça e pesca. Refletir com eles
como está a situação do indígena hoje, se ele é respeitado, se existem muitos
ou poucos, em que situações eles vivem e se eles conhecem alguém que tem
origem indígena. Mostrar alguns hábitos e costumes indígenas que
permanecem até hoje em nossas vidas como brincadeiras comidas nomes e
outros.
Explicar que os negros vieram para o Brasil trazidos da África pelos
portugueses, para trabalhar como escravos nas lavouras de cana-de-açúcar.
Os negros e descendentes de negros, constituem 47% da população brasileira
atual. Os negros deixaram marcas em nossa cultura até hoje, como a religião,
a música, a culinária, a dança e muitas outras. Conversar sobre o preconceito
existente hoje, qual a opinião deles sobre o assunto, se já vivenciaram alguma
situação entre outras coisas.
A cultura européia e a de outros povos chegaram ao Brasil em
diferentes épocas, estimulados pela propaganda do governo brasileiro. Entre
esses povos, estavam portugueses, italianos, japoneses, poloneses, alemães,
árabes, judeus, turcos e outros. O povoamento e a mistura de culturas entre os
que já moravam aqui e os que chegavam provocaram alguns conflitos que, aos
poucos, foram sendo amenizados. Essa mistura de povos formou a nossa
sociedade de hoje com várias diferenças de culturas, religiões etc.

-como atividade para casa eles deverão responder o seguinte questionário com
ajuda dos pais ou responsáveis.
1) De que povo a sua família é descendente?
2) sua família sempre morou nesse estado ou veio de outro lugar? Por que
veio?
3) De onde vieram seus avós e bisavós? Porque vieram?
4) Porque escolheram este estado?
5) Você gosta de morar nesse estado? Porquê?

ATIVIDADE 4

- Conversa sobre o questionário da tarefa de casa.


- Pedir que escrevam um pequeno texto contando a história de sua família.
- pedir que escolham um colega para fazer trocar de textos. Solicitar que leiam
o texto de seu colega e procure diferenças e semelhanças entre sua história e
a dele.
-conversar com a turma dando oportunidade para as duplas se expressarem.
-fazer junto com a turma um quadro com a ascendência de cada aluno para ver
quantos tem descendência de europeus, africanos asiáticos ou indígenas na
sala.
ASCENDÊNCIA NÚMERO DE ALUNOS
Europeus
Africanos
Asiáticos
Indígenas

-após o quadro elaborar um gráfico com a turma representando a ascendência


dos alunos.
-Depois do gráfico analisar com eles:
A maior parte dos alunos é descendente de pessoas que nasceram em que
lugares?
Qual a ascendência que apareceu menos?
-pedir para casa a seguinte pesquisa:
No seu estado, de quais povos a população é descendente?

ATIVIDADE 5
-Ver o resultado da pesquisa;
-conversar com a turma se essas pessoas incluindo elas mesmas que vieram
de diferentes lugares tem as mesmas características físicas e os mesmos
costumes que as outras pessoas que também podem ter vindo de outro lugar.
-refletir com eles que, assim como os outros parecem diferentes para nós, nós
podemos parecer diferentes para eles, e que se não gostamos de ser
maltratados devemos tratar bem as pessoas também.
-Ler com eles o livro “Você é especial de Max Lucado” depois refletir sobre a
atitude dos personagens da história, sobre os sentimentos do Marcelino
quando todos zombavam dele, trazendo a história para o contexto das
crianças.
-Desenhar como devemos tratar as pessoas, depois colar as produções em um
mural na sala.

ATIVIDADE 6
-Refletir com a turma que além das diferenças dos diferentes povos, também existem
diferenças de religião e físicas que também precisam ser respeitadas como as outras.
-Fazer um levantamento na sala das diferentes igrejas que as crianças freqüentam,
vendo quantas tem mais, as diferenças existentes em cada uma e comentar com eles que
existe uma lei que fala sobre o respeito às diferentes religiões e também às diferenças
raciais, deficiências entre outras. Todos nós merecemos respeito e devemos respeitar.
ATIVIDADE 7
-contar a história da Ruth Rocha do livro Romeu e Julieta, através de desenhos em
cartolinas.
-refletir com eles através dos questionamentos:
1)Você sabe que não existe ninguém no mundo igual a você . somos todos diferentes!
Isso significa que é possível as pessoas viverem sozinhas, sem a ajuda de ninguém?
2) Romeu e Julieta eram felizes cada qual em seu canteiro? Por quê?
3) Que descobertas eles fizeram quando voaram para longe de seus canteiros?
4) Se seus pais não tivessem saído de seus canteiros para procurar juntos eles os
encontrariam?
5)Qual a lição podemos tirar desta história para a nossa vida?
6) Na nossa vida, algumas vezes agimos como as borboletas que não queriam sair de
seus canteiros. Aquilo que é diferente, às vezes nos assusta. Você conhece outra história
parecida com a da Ruth Rocha? Pode ser real ou que você tenha imaginado.
Refletir com eles que as diferenças muitas vezes enriquece a nossa vida e as nossas
descobertas, mas para isso é preciso respeitá-la e aceitá-la para assim tirar o melhor
proveito de tudo.

ATIVIDADE 8
-Fazer um mural com as diferentes culturas e raças e outro com outras
diferenças como religião, sexo, físicas e fazer uma ligação dos dois com frases
de respeito e solidariedade às diferenças.
- fazer esboço em sala junto com todos os alunos.
-pedir que eles pesquisem em revistas, jornais ou outros meios, figuras
interessantes sobre o tema, ou outro material que possamos usar.

RECURSOS DIDÁTICOS
-Quadro de Giz
-cartolina
-livros de literatura
-livros para pesquisa
-DVD do Smilinguido
-cartaz

REFERENCIAIS
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Matemática. v. 3. Brasília,
1997.

GIL, Ana Helena C. de Freitas. Geografia, espaço e representações: base


editora, 2001. Curitiba PR
LUCADO, Max. Você é especial: Ed. United press 2000. Campinas-SP.

ROCHA, Ruth. Romeu e Julieta: ed Ática .

WALNY, T. de Marino Viana. Refletindo sobre o mundo:sistema educacional


expoente 2003. Curitiba PR

APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO

AS DIFERENÇAS PODEM INCOMODAR

A reflexão sobre educação e diversidade cultural não diz respeito


apenas ao reconhecimento do outro como diferente. Significa pensar a relação
entre o eu e o outro. A escola é um espaço sociocultural em que as diferentes
presenças se encontram. As crianças precisam aprender a respeitar essas
diferenças e o mediador desta aprendizagem deve ser o professor que deverá
estar atento a estas questões. A escola é o meio mais eficiente de se lutar pela
igualdade e cidadania para todos, onde pode e deve ser trabalhada a
diversidade cultural. A escola cumpre a sua função social e política não
somente na escolha da metodologia eficaz para a transmissão dos
conhecimentos historicamente acumulados ou no preparo das novas gerações
para serem inseridas no mercado de trabalho e/ou serem aprovadas no
vestibular, mas também quando forma o cidadão para ser “humano”. Nesse
sentido, a educação escolar, embora não possa resolver sozinha todas essas
questões, ocupa um lugar de destaque.
Falar sobre a diversidade cultural não diz respeito apenas ao
reconhecimento do outro. Significa pensar a relação entre o eu e o outro. Aí
está o encantamento da discussão sobre a diversidade. Ao considerarmos o
outro, o diferente, não deixamos de focar a atenção sobre o nosso grupo, a
nossa história, o nosso povo. Ou seja, falamos o tempo inteiro em
semelhanças e diferenças. Isso nos leva a pensar que ao considerarmos
alguém ou alguma coisa diferente, estamos sempre partindo de uma
comparação. E não é qualquer comparação. Geralmente, comparamos esse
outro com algum tipo de padrão ou de norma vigente no nosso grupo cultural
ou que esteja próximo da nossa visão de mundo. Esse padrão pode ser de
comportamento, de inteligência, de esperteza, de beleza, de cultura, de
linguagem, de classe social, de raça, de gênero, de idade. Nesse sentido, a
discussão a respeito da diversidade cultural não pode ficar restrita à análise de
um determinado comportamento ou de uma resposta individual. Ela precisa
incluir e abranger uma discussão política, por que ela diz respeito às relações
estabelecidas entre os grupos humanos e por isso mesmo não está fora das
relações de poder. Ela diz respeito aos padrões e aos valores que regulam
essas relações.

A diversidade cultural não é apenas um tema transversal, muito mais


do que um tema, a diversidade cultural é um componente do humano. Ela é
constituinte da nossa formação humana. Somos sujeitos sociais, históricos,
culturais e por isso mesmo diferentes. A diversidade está colocada para a
educação como um dado social ao longo de nossa história. Entendê-la é
dialogar com outros tempos e com múltiplos espaços em que nos
humanizamos: a família, o trabalho, a escola, o lazer, os círculos de amizade, a
história de vida de cada um.
Refletir sobre a escola e a diversidade cultural significa reconhecer as
diferenças, respeitá-las, aceitá-las e colocá-las na pauta das nossas
reivindicações, no centro do processo educativo. E o reconhecimento das
diferenças não é algo fácil e romântico. Nem sempre o diferente nos encanta.
Muitas vezes ele nos assusta, nos desafia, nos faz olhar para a nossa própria
história, nos leva a passar em revista as nossas ações, opções políticas e
individuais e os nossos valores. Reconhecer as diferenças implica em romper
com preconceitos, em superar as velhas opiniões formadas sem reflexão, sem
o menor contato com a realidade do outro.

O ESPAÇO DA CULTURA INDÍGENA

Oficialmente as terras brasileiras começaram a serem povoadas com a


chegada dos portugueses em 1500. Mas que aqui já existiam habitantes há
milhares de anos.
Eram os indígenas que dominavam o litoral da Bahia até Cananéia em
São Paulo. Esse espaço fazia parte das terras ocupadas pelos portugueses
conforme o tratado de Tordesilhas e constituía o território até então conhecido.
Os indígenas se dividiam em diversas tribos e realizavam atividades
como caça e pesca.
Nessa época e espaço, já existiam milhões de indígenas, que
ocupavam terras brasileiras além dos limites estabelecidos. Hoje, isso mudou,
as tribos que ocupavam o território brasileiro estão em menor número e tentam
assegurar o direito de permanecer nas terras que antes eram suas.
A Constituição da República Federativa do Brasil assegura o direito de
posse de terras aos indígenas, no artigo 231:
‘são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes,
crenças e tradições e os direitos originários sobre as terras que
tradicionalmente ocupam, competindo a União demarcá-las, proteger e fazer
respeitar o seus bens.”
Isso quer dizer que os indígenas têm garantido o direito de usufruto das
terras em suas reservas nas letras da lei. Mas, a luta pela garantia de seus
direitos continua.
Em 1973, foi criado o Estatuto do Índio, no qual constam os direitos dos
indígenas sobre as terras que ocupam. Atualmente, existem cerca de 275
áreas demarcadas e mais de 270 ainda não demarcadas.

O ESPAÇO DA CULTURA NEGRA


Os negros vieram para o Brasil trazidos da África pelos portugueses,
para trabalhar como escravos nas lavouras de cana-de-açúcar, principalmente
na região Nordeste.
Os negros e descendentes de negros, constituem 47% da população
brasileira atual.
Os negros deixaram marcas em nossa cultura até hoje, como a
religião, a música, a culinária, a dança e muitas outras.

A CULTURA EUROPÉIA E A CULTURA DE OUTROS POVOS

Alguns povos, estimulados por propaganda do governo brasileiro em


diferentes épocas, migraram para o Brasil.
Entre esses povos, estavam portugueses, italianos, japoneses,
poloneses, alemães, árabes, judeus, turcos e outros.
O povoamento e a mistura de culturas entre os que já moravam aqui e
os que chegavam provocaram alguns conflitos que, aos poucos, foram sendo
amenizados.
No último século, devido à crise na economia brasileira, esse processo
mudou.
O Brasil, considerado um país para imigração, passou a ser de
emigração. Brasileiros emigraram principalmente para os Estados Unidos, o
Japão e a Austrália em busca de trabalho e melhores condições de vida. Essa
mistura de povos formou a nossa sociedade de hoje com várias diferenças de
culturas, religiões etc.