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EM37A

Transferência de Calor 2
Prof. Dr. Thiago Antonini Alves
thiagoaalves@utfpr.edu.br

Aula 9
02/12/2014

T
Trocadores
d
d
de C
Calor
l

S
Sumário
á i
ƒ Introdução
ƒ Tipos de Trocadores de Calor
ƒ Coeficiente Global de Transferência de Calor
ƒ Fator de Incrustação
ƒ Análise de Trocadores de Calor
ƒ Método MLDT
ƒ Trocador de Calor com Escoamento Paralelo
ƒ Trocador de Calor com Escoamento Contracorrente
ƒ Condições Operacionais Especiais
Aula 9 – Trocadores de Calor
EM 37A – Transferência de Calor 2

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ƒ Trocadores de Calor com Múltiplos Passes e Escoamento Cruzado ƒ Método da Efetividade-NUT ƒ Seleção de Trocadores de Calor ƒ Resumo R Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 4/61 .

Introdução Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 5/61 .

Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 6/61 .Os trocadores de calor são dispositivos que facilitam a transferência de calor entre dois fluidos que estão a diferentes temperaturas e se encontram separados por uma parede sólida.

Exemplos de aplicações específicas: ƒ Aquecimento q de ambientes ƒ Condicionamento de ar ƒ Produção de potência ƒ Recuperação de calor em processos ƒ Processamento químico Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 7/61 .

Tipos de Trocadores de Calor Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 8/61 .

Exemplos: ƒ Tubos Concêntricos (Tubo Duplo) ƒ Escoamentos E Cruzados C d ƒ Casco e Tubos ƒ Compactos C t ƒ Placas Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 9/61 .Tipicamente. os trocadores de calor são classificados em função da configuração do escoamento e do tipo de construção.

escoamento em paralelo escoamento contracorrente Trocadores de calor de tubo duplo (concêntricos). Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 10/61 .

ambos não-misturado (com aleta) um misturado e outro não-misturado (sem aleta) Trocadores de calor com escoamento cruzado. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 11/61 .

Trocadores de calor casco e tubos. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 12/61 .

Trocadores de calor casco e tubos. (a) um passe no casco e dois nos tubos. (b) D Dois i passes no casco e quatro passes nos tubos. b Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 13/61 .

Trocadores de calor compactos. (d) Placas aletadas (único passe). (e) Placas aletadas (múltiplos passes) Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 14/61 . (a) tubos aletados (tubos planos e aletas planas e contínuas). (b) tubos aletados (tubos circulares. aleatas planas contínuas). (c) Tubos aletados (tubos circulares).

Um trocador de calor de placas e quadro para líquido-líquido. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 15/61 .

Coeficiente Global de Transferência de Calor Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 16/61 .

Rtotal ΔT 1 = ∑ Rt = = q UA Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 17/61 .Uma etapa essencial na análise de trocadores de calor é a determinação do coeficiente global de transferência de calor.

Rtotal = Rt . parede + Rt .i + Rt .e Rtotal ln ( re ri ) 1 1 = + + hi Ai 2π kL he Ae 1 1 1 = = = Rtotal UA U i Ai U e Ae A = Atotal = Asa + η Aa 1 1 1 ≈ + U hi he Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 18/61 .

Valores Representativos do Coeficiente Global de Transferência de Calor. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 19/61 .

Fator de Incrustação A relação para o coeficiente global de transferência de calor é válida somente para superfícies limpas e precisa ser modificada para levar em conta os efeitos de incrustações nos tubos. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 20/61 .

Incrustações de precipitação de partículas de cinzas. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 21/61 . em tubos de superaquecedores.

Rinc .e 1 1 1 1 1 = = = Rtotall = + + + + UA U i Ai U e Ae hi Ai Ai 2π kL Ae he Ae Fatores de Incrustação Representativos.i ln ( re ri ) Rinc . Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 22/61 .

Análise de Trocadores de Calor Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 23/61 .

e ) = m f c p . ΔT ≡ Tq − T f Balanços globais de energia nos fluidos quente e frio num trocador de calor.q (Tq .s ) q = m f ( i f .e ) Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 24/61 .s − i f .e − Tq .e − iq . f (T f . q = m q ( iq .Para projetar o desempenho de um trocador de calor é essencial relacionar a taxa total de transferência de calor com outras grandezas pertinentes.s ) = m q c p .s − T f .

Essas equações são independentes da configuração do escoamento e do tipo do trocador de calor. Uma outra expressão útil é obtida de forma análoga à Lei de Resfriamento de Newton q = UAΔTm sendo que ΔTm é uma média apropriada de diferenças de temperaturas entre os fluidos. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 25/61 .

Método MLDT Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 26/61 .

t ) Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 27/61 .A forma apropriada da diferença de temperatura média entre os dois fluidos é de natureza logarítmica e sua determinação é efetuada através do Método MLDT (Média Logarítmica das Diferenças de T Temperatura).

Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 28/61 .Trocador d d de Calor l com Escoamento em Paralelo Distribuição de temperatura do fluido num trocador de calor em escoamento paralelo.

ƒ O coeficiente global de transferência de calor é constante. ƒ Os calores específicos dos fluidos são constantes. ƒ Variações nas energias cinética e potencial são desprezíveis.Os balanços de energia e a análise estão sujeitos às seguintes considerações: ƒ O trocador de calor encontra-se isolado termicamente da vizinhança. ƒ A condução d de d calor l na direção di axial i l ao longos l dos d tubos é desprezível. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 29/61 .

Balanço de energia: dq = −Cq dTq dq = C f dT f e conclui-se que q = UAΔTml e a média logarítmica das diferenças de temperatura é expressa p por: p ΔT2 − ΔT1 ΔT1 − ΔT2 ΔTml = = ln ( ΔT2 ΔT1 ) ln ( ΔT1 ΔT2 ) Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 30/61 .

Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 31/61 .Trocador d d de Calor l com Escoamento em Contracorrente Distribuição de temperatura do fluido num trocador de calor em escoamento contracorrente.

EP Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 32/61 .ΔTml . ΔTml . ou seja.CC > ΔTml . a média logarítmicas das diferenças de temperaturas no escoamento em contracorrente é superior à do escoamento em paralelo.CC ΔT2 − ΔT1 ΔT1 − ΔT2 = = ln ( ΔT2 ΔT1 ) ln ( ΔT1 ΔT2 ) Para as mesmas temperaturas de entrada e de saída.

(b) evaporador (c) escoamento em contracorrente e capacidade caloríficas iguais. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 33/61 .Condições Operacionais Especiais Condições especiais em trocadores de calor. (a) condensador.

Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 34/61 . Em tais casos. F é o fator de correção.Trocadores T d d de C Calor l com Múlti Múltiplos l Passes e Escoamento Cruzado As condições de escoamento nesses trocadores de calor são mais complicadas. que depende da geometria e das temperaturas de entrada e saída dos escoamentos dos fluidos no trocador de calor em investigação investigação. é conveniente relacionar ΔTml como: ΔTml = F ΔTml .CC sendo que.

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Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 36/61 .

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Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 38/61 .

O Método MLDT é indicado para a determinação do
tamanho de um trocador de calor,, ppara resultar em
temperaturas de saída prescritas, quando as vazões
mássicas e as temperaturas de entrada e saída dos
fluidos quente e frio são especificadas.
Com este método,
C
é d a tarefa
f é selecionar
l i
um trocador
d que
satisfaça as exigências prescritas de transferência de
calor.
calor

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Procedimento Padrão
ƒ selecionar o tipo de trocador adequado para a aplicação;
ƒ determinar qualquer temperatura de entrada ou saída
desconhecida e a q através de um balanço de energia;
g
ƒ calcular ΔTml e F, se necessário;
ƒ obter (selecionar ou calcular) o valor de U;
ƒ Calcular A

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Método da
Efetividade NUT
Efetividade-NUT
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energia Entretanto. se apenas as temperaturas de entrada forem conhecidas.O Método de MLDT é fácil de utilizar na análise de t trocadores d quando d as temperaturas t t de d entrada t d e saída íd dos fluidos quente e frio são conhecidas ou podem ser determinadas a partir de um balanço de energia. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 42/61 . a utilização do Método MLDT exige um processo iterativo tedioso.

ε. proposto por Kays & London (1955). definido como: qreal ε= qmáx qmáx = Cmín (Tq . é preferível utilizar um procedimento alternativo.e ) Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 43/61 .Em tais casos. o Método da Efetividade – NUT (ε-NUT).e − T f . Este método é d é baseado b d em um parâmetro â adimensional di i l chamado de efetividade da transferência de calor.

e − T f . Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 44/61 . escoamento.A efetividade de um trocador de calor nos permite determinar a taxa de transferência de calor do trocador de calor sem o conhecimento das temperaturas de saída dos escoamentos dos fluidos. qreal = ε Cmín (Tq .e ) A efetividade depende da geometria do trocador de calor assim como o arranjo do escoamento calor.

UA NUT = Cmín Cmíní Cr = Cmáx P d ser ddemonstrado Pode t d que ε é uma função f ã de d NUT e Cr ε = f ( NUT . Cr ) Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 45/61 .Para a determinação das relações de efetividades dos trocadores de calor é conveniente definir os seguintes grupos adimensionais. Cr ) NUT = f ( ε .

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Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 54/61 .As correlações analíticas para a efetividade fornecem resultados mais p precisos do qque os gráficos g e são muito apropriadas para a análise computadorizada de trocadores de calor.

Procedimento Padrão ƒ conhecidos ε e Cr (ou (o NUT e Cr). ) determinar NUT (ou (o ε) através de gráficos ou correlações apropriadas. ƒ determinar q. ƒ encontrar as temperaturas de saída dos fluidos Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 55/61 .

Seleção de Trocadores de Calor Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 56/61 .

t i i Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 57/61 . ƒ potência de bombeamento. ƒ tipo. ƒ dimensão e peso. ƒ materiais.ƒ taxa de transferência de calor. ƒ custo.

Resumo Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 58/61 .

Trocadores de calor são muito utilizados na prática e um engenheiro muitas vezes se encontra na posição de escolher um trocador de calor que permita atingir uma mudança u ud ç na temperatura e pe u especificada espec c d em e um u escoamento de vazão mássica conhecida (Método MLDT) ou prever as temperaturas de saída dos escoamentos fluidos quente e frio num determinado trocador de calor (Método da Efetividade-NUT). Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 59/61 .

F P DEWITT. D P BERGMAN.L.P. 643p.. 2008. Rio de Janeiro. BERGMAN T.P.. TL & LAVINE. DEWITT D. RJ: LTC. F..Fonte Bibliográfica ƒ INCROPERA INCROPERA. A. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 60/61 .S. Fundamentos de Transferência de Calor e de Massa.

11.. Aula 9 – Trocadores de Calor EM 37A – Transferência de Calor 2 61/61 .1 Data de Entrega: até o dia 09/12/2014.52.5ª Lista de Exercícios Capítulo 11 (Incropera et al. Exemplo 11S.4. 2008): ƒ 11. 11. 11. 11.1. 11.16.13.38.