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Universidade Federal de Ouro Preto

Escola de Minas – DECIV
Superestrutura de Ferrovias – CIV 259

Aula 9

DORMENTES

Superestrutura de Ferrovias

Prof. Dr. Gilberto Fernandes

DORMENTES

É o elemento da superestrutura ferroviária que tem por função
receber e transmitir os esforços produzidos pelas cargas dos
veículos ferroviários ao lastro, servindo de suporte dos trilhos,
permitindo a sua fixação e mantendo invariável a distância entre
eles (bitola).

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DORMENTES

Superestrutura de Ferrovias

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DORMENTES Superestrutura de Ferrovias Prof. Gilberto Fernandes . Dr.

Dr. 2) Sua espessura deve dar a necessária rigidez. 3) Deve ter suficiente resistência aos esforços. no comprimento e na largura. Superestrutura de Ferrovias Prof. devem fornecer uma superfície de apoio suficiente para que a taxa de trabalho no lastro não ultrapasse certo limite. permitindo entretanto alguma elasticidade. Gilberto Fernandes .FUNÇÕES DOS DORMENTES 1) As suas dimensões.

Superestrutura de Ferrovias Prof. 6) Deve opor-se eficazmente aos deslocamentos longitudinais e transversais da via. o nivelamento do lastro (socaria). 5) Deve permitir. na sua base. uma fixação firme.FUNÇÕES DOS DORMENTES 4) Deve ter durabilidade. Dr. Gilberto Fernandes . 7) Deve permitir uma boa fixação do trilho. sem ser excessivamente rígida. com relativa facilidade. isto é.

Dr.TIPOS DE DORMENTE Madeira Aço Concreto Polímeros Superestrutura de Ferrovias Prof. Gilberto Fernandes .

Gilberto Fernandes .DORMENTES DE MADEIRA Superestrutura de Ferrovias Prof. Dr.

esta deve receber um tratamento químico. o custo está alto. Gilberto Fernandes . Dr.DORMENTES DE MADEIRA É o principal tipo de dormente pois reúne quase todas as qualidades exigidas para o dormente. Devido à escassez de madeira de lei e o reflorestamento deficiente. Superestrutura de Ferrovias Prof. Para se usar a madeira comum.

Gilberto Fernandes . Dr. FURAÇÃO E CHAPEAMNENTO DE DORMENTES DE MADEIRA Superestrutura de Ferrovias Prof.ENTALHE.

00m 0.22m 2. Superestrutura de Ferrovias Prof.60m Para Bitola de 1. Gilberto Fernandes . Dr.80m Para Bitola de 1.DIMENSÕES NORMAIS ESPECIFICAÇÕES PARA DORMENTES DE MADEIRA Quanto às dimensões 2.24m 0.17m 0.00m 0.16m Nas pontes e nos aparelhos de mudança de via os dormentes apresentam dimensões especiais.

Gilberto Fernandes .  Razões econômicas.  Facilidade de obtenção. Dr.  Resistência ao apodrecimento.ESPÉCIES UTILIZADAS CONDICIONANTES PARA A ESCOLHA DO DORMENTE DE MADEIRA  Resistência à destruição mecânica (coesão e dureza). Superestrutura de Ferrovias Prof.

etc..Sucupira.. ipê. Dr.Angelim. jacarandá. eucalipto. araribá. Gilberto Fernandes . aroeira. braúna.. jatobá. (tratamento químico .. Superestrutura de Ferrovias Prof. 2a Classe . etc. peroba. angico.fungicida e impermeabilizante). (não necessitam de tratamento).ESPÉCIES UTILIZADAS 1a Classe (madeira de lei) .

Tipo de fixação do trilho usado. Clima. Drenagem da via. Superestrutura de Ferrovias Prof. Dr. Grau de secagem.DURABILIDADE DO DORMENTE DE MADEIRA Fatores que influenciam na durabilidade da madeira Qualidade da madeira. Peso e velocidade dos trens. Gilberto Fernandes .

70 kg/dm3 Prof. Dr. Gilberto Fernandes .DURABILIDADE DO DORMENTE DE MADEIRA RESISTÊNCIA MECÂNICA DAS MADEIRAS DENSIDADE DENSIDADE MÍNIMA (BRASIL) Superestrutura de Ferrovias RESISTÊNCIA 0.

DURABILIDADE DO DORMENTE DE MADEIRA  Dormente de madeira de lei: tem cerne. mais durabilidade e não precisa de tratamento químico. portanto fácil apodrecimento e requerem tratamento químico para aumentar a vida útil. portanto. Dr. Gilberto Fernandes .  Dormente de madeira branca: tem alburno. Superestrutura de Ferrovias Prof.

Superestrutura de Ferrovias Prof. Gilberto Fernandes .APODRECIMENTO DA MADEIRA  Dormente de madeira de lei: tem cerne.  Dormente de madeira branca: tem alburno. Dr. portanto. portanto fácil apodrecimento e requerem tratamento químico para aumentar a vida útil. mais durabilidade e não precisa de tratamento químico.

Dr. Gilberto Fernandes .APODRECIMENTO DA MADEIRA CERNE Pouco Permeável Mais Durável Madeira Branca ALBURNO Superestrutura de Ferrovias Baixa Resistência à deterioração Prof.

Dr. Gilberto Fernandes .APODRECIMENTO DA MADEIRA Escassez da Madeira de Lei Utilização da Madeira Branca como Dormente Resistência ao apodrecimento Necessidade de Tratamento Químico Superestrutura de Ferrovias Não altera propriedades mecânicas Prof.

Gilberto Fernandes . Dr.APODRECIMENTO DA MADEIRA Tratamento Químico Conservar o máximo de alburno – parte mais permeável Alburno Cerne Superestrutura de Ferrovias Prof.

Dr.DURABILIDADE DO DORMENTE DE MADEIRA Causas do Apodrecimento Fungos Material nutritivo Umidade Temperatura Aeração Agentes Biológicos Insetos Superestrutura de Ferrovias Prof. Gilberto Fernandes .

TRATAMENTO QUÍMICO DOS DORMENTES DE MADEIRA

Oleosos
Preservativos

Dormentes que estão próximos
do contato direto com o solo
expostos
diretamente
à
intempéries

Hidrossolúveis

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TRATAMENTO QUÍMICO DOS DORMENTES DE MADEIRA

Dormentes Resistentes
ao desgaste mecânico

Dormentes de Baixa
Resistência Mecânica

Utilização de um
tratamento mais eficiente

Utilização de um tratamento
mais econômico

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MÉTODOS DE TRATAMENTO

a) Imersão a frio

b) Imersão a quente

c) Pressão e vácuo

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Superestrutura de Ferrovias Prof. é injetada uma quantidade suplementar por uma bomba de pressão.  Faz-se novamente o vácuo (retirar o excesso de preservativo). CÉLULA CHEIA  Enche-se o cilindro e.  Introduz-se o ar e retira-se os dormentes. Dr.MÉTODOS DE TRATAMENTO Pressão e vácuo:  Introdução dos dormentes no cilindro de autoclave.  Produção de vácuo na autoclave.  Sem romper o vácuo. em seguida.  Extraí-se o que sobrou de preservativo. é feita a introdução do preservativo. Gilberto Fernandes .

Dr. retira-se o excesso de preservativo. Gilberto Fernandes .  Comprime-se o preservativo com pressão igual ao dobro da inicial.  Volta-se à pressão atmosférica.  Introdução de ar e retirada dos dormentes.  Aplica-se o vácuo.MÉTODOS DE TRATAMENTO Pressão e vácuo: CÉLULA VAZIA .  Injeta-se o preservativo. Superestrutura de Ferrovias Prof.RUEPING  Pressão de ar – abrir os canais e células da madeira.

Gilberto Fernandes . dotadas de serpentinas de aquecimento. Dr.MÉTODOS DE TRATAMENTO Pressão e vácuo: USINA DE TRATAMENTO DE DORMENTES  Autoclave – cilíndrica em chapas de aço. Pressão máxima de 16 kg/cm2  Reservatórios para solução preservativa  Tanque medidor e misturador  Depósito de combustível cilíndrico  Caixa d’água – água que alimenta a caldeira Superestrutura de Ferrovias Prof.

Gilberto Fernandes .MÉTODOS DE TRATAMENTO Pressão e vácuo: USINA DE TRATAMENTO DE DORMENTES  Instrumentos indicadores – medidor de umidade. Dr. manômetro. vacômetro e termômetros  Quadro de Controle  Vagonetes – deslocamento dos dormentes  Bomba de vácuo  Compressor de ar Superestrutura de Ferrovias Prof.

MÉTODOS DE TRATAMENTO Pressão e vácuo: USINA DE TRATAMENTO DE DORMENTES  Bomba de pressão  Entalhadeira  Furadeira de dormentes  Bomba para óleo combustível  Guindaste de lança móvel Superestrutura de Ferrovias Prof. Gilberto Fernandes . Dr.

MÉTODOS DE TRATAMENTO Pressão e vácuo: Pilhas de secagem de dormentes Superestrutura de Ferrovias Prof. Gilberto Fernandes . Dr.

 Menor custo de aquisição: US$ 19. Superestrutura de Ferrovias Prof.  Facilidade de manuseio (carga e descarga). Gilberto Fernandes . Dr.00.VANTAGENS DOS DORMENTES DE MADEIRA:  Peso: aproximadamente 110 kg (depende da densidade da madeira)  Apresenta boa resistência e elasticidade.

 Causa menos danos em casos de descarrilamento.VANTAGENS DOS DORMENTES DE MADEIRA: Bom isolamento em linhas sinalizadas.  Facilidade de substituição da fixação.  Vida útil: 14 anos. Superestrutura de Ferrovias Prof. Dr. Gilberto Fernandes .

Gilberto Fernandes . Apresenta com relativa freqüência afrouxamento de fixação. Dr. Queima com relativa facilidade. Superestrutura de Ferrovias Prof.DESVANTAGENS DOS DORMENTES DE MADEIRA  Apresenta apodrecimento progressivo pela ação dos fungos. Sujeito à escassez.  Desgaste mecânico causado pela penetração da chapa de apoio e/ou movimentação dos tirefonds (parafusos).

Dr. Gilberto Fernandes .DORMENTES DE AÇO Dormente Trilho Superestrutura de Ferrovias Prof.

Gilberto Fernandes . Dr.DORMENTES DE AÇO Superestrutura de Ferrovias Prof.

Superestrutura de Ferrovias Prof.DORMENTES DE AÇO Consiste em uma chapa laminada em forma de U invertido. Gilberto Fernandes . curvada em suas extremidades a fim de formar garras que se afundam no lastro e se opõem ao deslocamento transversal da via. Dr.

DORMENTES DE AÇO Trilho Dormente Superestrutura de Ferrovias Fixação Prof. Dr. Gilberto Fernandes .

DORMENTES DE AÇO Trilho Parafuso Porca Arruela Castanha Nervura Superestrutura de Ferrovias Prof. Gilberto Fernandes . Dr.

Dr.DORMENTES DE AÇO Dormente Vista Longitudinal Trilho Vista Superior Trilho Superestrutura de Ferrovias Dormente Prof. Gilberto Fernandes .

Dr. Gilberto Fernandes .DORMENTES DE AÇO Superestrutura de Ferrovias Prof.

Dr. Gilberto Fernandes .VANTAGENS DOS DORMENTES DE AÇO  Relativamente leve (70 kg / unidade).  Boa resistência e garantia de uniformidade de propriedades.  Material perfeitamente homogêneo.  Facilidade de assentamento na via.  Longa vida útil (40 / 50 anos). Superestrutura de Ferrovias Prof.

 Custo de aquisição elevado.  Geração excessiva de ruídos. Corrosão acelerada nos túneis e na vizinhança do mar. Gilberto Fernandes . Limitação para linhas de tráfego pesado. Tendência de fissuração na região de fixação com parafusos. Superestrutura de Ferrovias Prof.DESVANTAGENS DOS DORMENTES DE AÇO  Condução elétrica (necessidade de isoladores na interface trilho / dormente). Dr.

Dr.DORMENTES DE CONCRETO Superestrutura de Ferrovias Prof. Gilberto Fernandes .

Gilberto Fernandes . Dr.DORMENTES DE CONCRETO Superestrutura de Ferrovias Prof.

Dr.DORMENTES DE CONCRETO Surgiram em decorrência da ESCASSEZ de boas madeiras para dormentes e para EVITAR a derrubada de árvores Superestrutura de Ferrovias Prof. Gilberto Fernandes .

Gilberto Fernandes .DORMENTES DE CONCRETO Primeiros Dormentes de Concreto CHOQUES e VIBRAÇÕES devido às cargas dinâmicas Trincas e fissuras freqüentes RUPTURA DO DORMENTE Superestrutura de Ferrovias Prof. Dr.

Gilberto Fernandes .DORMENTES DE CONCRETO Superestrutura de Ferrovias Prof. Dr.

Gilberto Fernandes . Dr.DORMENTES DE CONCRETO DORMENTES DE CONCRETO PROTENDIDO Trilho Vista Longitudinal Vista Superior Dormente Superestrutura de Ferrovias Prof.

Gilberto Fernandes . Dr.Francês Superestrutura de Ferrovias Prof.DORMENTES DE CONCRETO DORMENTES MISTOS Bloco de Concreto Bloco de Concreto Barra Metálica Dormente RS .

DORMENTES DE CONCRETO DORMENTES MISTOS Fixação Trilho Viga de Aço Bloco de Concreto Armado Superestrutura de Ferrovias Prof. Gilberto Fernandes . Dr.

Dr. Gilberto Fernandes .DORMENTES DE CONCRETO DORMENTES MISTOS Características Básicas  Pesa 180 kg  7 kg de aço  Suportam tráfego de 100 milhões de toneladas  Os blocos de concreto estão imunes aos esforços de flexão  A elasticidade é obtida utilizando a viga de aço de trilhos  Resistência 40% superior à da linha com dormentes de madeira Superestrutura de Ferrovias Prof.

Gilberto Fernandes . Dr.DORMENTES DE CONCRETO DORMENTES MISTOS Trilho Parafuso ancorado na viga metálica Grampo Preso ao Patim Borracha Ranhurada Superestrutura de Ferrovias Prof.

DORMENTES DE CONCRETO DORMENTES POLIBLOCO Bloco de Concreto Viga de ligação Plaqueta de Material Elástico Superestrutura de Ferrovias Fio de Aço – Elevado Limite Elástico Dormente FB . Gilberto Fernandes .Belga Prof. Dr.

DORMENTES DE CONCRETO DORMENTES POLIBLOCO Dormente FB .Belga Superestrutura de Ferrovias Prof. Dr. Gilberto Fernandes .

DORMENTES DE CONCRETO Fixação dos trilhos nos dormentes de concreto Usa-se uma placa fixada ao dormente por meio de parafusos ou tirefonds. que forma a fixação flexível. Superestrutura de Ferrovias Prof. A fixação do trilho na placa é feita por meio de castanha e porca. interpondo-se entre esses dois últimos elementos uma arruela. Dr. Gilberto Fernandes .

Dr.DORMENTES DE CONCRETO Superestrutura de Ferrovias Prof. Gilberto Fernandes .

 Redução dos custos de conservação da linha. Gilberto Fernandes .40 a 50 anos.  Características físicas e mecânicas uniformes. Superestrutura de Ferrovias Prof.  Economia de lastro.  Resistência aos agentes atmosféricos.  Maior durabilidade. Dr.  Longa vida útil .VANTAGENS DOS DORMENTES DE CONCRETO  Maior estabilidade da via.

 Necessidade de processo de fabricação apurado central de concreto.  Dificuldade de fixação eficaz.  Maior rigidez da via.  Dificuldade de transporte e manuseio devido ao peso: 180 kg. Superestrutura de Ferrovias Prof.00. Gilberto Fernandes . Dr.  Necessidade de um alto padrão de lastramento e nivelamento.DESVANTAGENS DOS DORMENTES DE CONCRETO  Preço elevado: US$ 40.

Deve-se levar em conta o custo da fixação. Gilberto Fernandes . Deve-se comparar o custo de um quilometro de linha.CUSTOS Não se pode comparar apenas o custo de aquisição do dormente. Dr. Superestrutura de Ferrovias Prof.

r = taxa de juros. Dr. n = durabilidade dos dormentes em anos Superestrutura de Ferrovias Prof.CUSTOS r (1  r ) AC (1  r ) n  1 n A = custo anual de um quilometro de linha (dormentes). Gilberto Fernandes . C = custo total da quantidade de dormentes por quilometro (levar em conta o lastro).

Dr. NBR 11953: 1980 – Dormente de concreto monobloco determinação da resistência ao momento positivo e à carga oscilante.NORMAS NBR 12822: 1974 – Determinação de resistência à flexão em dormentes de concreto tipo misto. NBR 12198: 1979 – Dormente. NBR 7511: Setembro de 1982 – Dormentes de madeira. Gilberto Fernandes . Superestrutura de Ferrovias Prof. NBR 8361: Janeiro da 1984 – Dormente de concreto – Determinação da resistência de ancoragem de fixação.

NORMAS NBR 8936: Junho de 1985 – Dormente de concreto monobloco – determinação da resistência ao momento negativo no meio. NBR 6966: Janeiro de 1994 – Dormente. NBR 12477: Abril de 1991 – Dormente de aço. Dr. NBR 11709: Novembro de 1991 – Dormente de Concreto. NBR 11824: Abril de 1991 – Dormente de aço. NBR 12787: Janeiro de 1993 – Dormente de concreto – Determinação da isolação elétrica. NBR 12803: Janeiro de 1993 – Dormente de madeira preservada. Gilberto Fernandes . Superestrutura de Ferrovias Prof.