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REDAÇAO: TÓPICOS PARA ESTUDO

Brasil tem melhor clima econômico


entre países da América Latina

Escrito por O Estado de S.Paulo


22-Feb-2010

Índice da região atingiu 5,6 pontos em janeiro, enquanto o indicador brasileiro foi de 7,8 pontos

No primeiro mês de 2010, a economia da América Latina continuou em recuperação após a


crise global, que marcou o ano passado. Apesar de o ritmo econômico da região ainda não ter
alcançado os bons resultados que eram registrados no cenário pré-crise, em meados de 2008,
no Brasil a pesquisa mostrou um cenário positivo. O País apresentou o melhor clima
econômico entre as 11 nações pesquisadas pela Sondagem Econômica da América Latina,
feita em parceria entre o Institute for Economic Research at the University of Munich, ou
Instituto IFO, e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo as duas instituições, o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina atingiu
patamar de 5,6 pontos em janeiro deste ano, acima do desempenho de 5,2 pontos apurado na
pesquisa anterior, referente a outubro de 2009. As entidades consideram que resultados
abaixo de cinco pontos nos índices indicam "clima ruim", e desempenhos acima de cinco
pontos são considerados positivos.

O clima econômico do Brasil foi o melhor da América Latina pela segunda vez consecutiva. O
Índice de Clima Econômico do País foi de 7,8 pontos, acima do desempenho anterior,
referente a outubro do ano passado, de 7,4 pontos, e o mais elevado entre as nações
utilizadas na pesquisa referente ao primeiro mês do ano. Como no levantamento anterior, o
desempenho de clima econômico do Brasil em janeiro (5,6 pontos) também ficou acima da
média do ICE da América Latina para o mesmo mês (de 5,2 pontos).

De acordo com o informe, o Brasil ainda permanece em segundo no ranking de clima


econômico dos países da América Latina, perdendo para o Peru, que permanece na primeira
posição. Isso porque o ranking não leva em conta apenas o resultado mais recente do ICE, e
sim a média de pontuação do indicador nos últimos quatro trimestres. Ao se comparar Brasil e
Peru, este último país continua a apresentar um clima econômico médio superior ao do
brasileiro, nos últimos quatro trimestres.

América Latina

Na prática, o ritmo de recuperação da economia da América Latina acompanha a velocidade


de recuperação da economia mundial, após a crise global. O resultado de janeiro, de acordo
com as instituições, foi impulsionado por uma melhora na avaliação sobre o momento presente
na economia. De outubro do ano passado a janeiro deste ano, o Índice de Expectativas (IE),
um dos dois sub-indicadores componentes do ICE, avançou de 3,3 para 4 pontos, enquanto o
Índice da Situação Atual (ISA), outro sub-índice do ICE, subiu de 7 para 7,1 pontos. Para as
duas instituições, o ISA mostra uma sinalização de otimismo do mercado financeiro com as
economias latino-americanas em seus desempenhos durante o primeiro semestre de 2010.

Ao analisar o desempenho de clima econômico nos 11 países pesquisados, as entidades


comentam que, em janeiro, cinco nações estão em fase de expansão econômica. Além do
Brasil, é o caso de Argentina, Chile, Peru e Uruguai. Bolívia, Colômbia, Equador, México e
Paraguai estão em fase de recuperação na economia. Por fim, a Venezuela é o único país da
América Latina, entre os analisados para o levantamento, que permanece em recessão na
região.

A Sondagem Econômica da América Latina é trimestral. Para a pesquisa de janeiro foram


consultados 139 especialistas em 17 países.
Autoridades acreditam que a Copa de 2014
proporcionará aumento do PIB e outros ganhos
para os brasileiros
IN: ESPORTE
10 fev 2010
Do aumento do PIB aos ganhos intangíveis. Por que a Copa do

Mundo será um grande negócio para o Brasil

Os números de uma Copa do Mundo são sempre volumosos e

desafiadores. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em

países que sediaram o Mundial dá a dimensão do que representa o

negócio do futebol. Em 2002, por exemplo, na Copa da Coréia do Sul

e Japão, o aumento chegou a 3,2% nos dois anos subseqüentes ao

evento. A média mundial varia de 2 a 2,5%.

Por outro lado, há os benefícios intangíveis que os indicadores são

incapazes de mensurar. Caio Luiz de Carvalho, presidente da

SPTuris, estima que os jogos criem um reforço da autoestima

nacional e do sentimento de brasilidade, o que impacta o setor

turístico no curto, médio e longo prazo.

“A questão do bem-estar, o contato com vários povos e o

voluntariado somam um retorno muito positivo, ainda não totalmente

conhecido, que podem gerar um efeito cascata. Isso representa um

importante fortalecimento da marca Brasil”, analisou. Mais de 50

setores impactados direta ou indiretamente pelo turismo serão

favorecidos pela nova imagem do Brasil pós-Copa. A difusão de

marcas e a sensibilização dos mercados também se tornam mais

promissoras.

A cidade de São Paulo oferta, hoje, cerca de 42 mil leitos de

hospedagem, e até 2014 pretende ampliar esse número para 50 mil,

segundo o presidente da SPTuris. A capital paulista possui uma das


maiores redes de entretenimento da América Latina, que gera renda,

empregos, aumenta a taxa de ocupação do setor hoteleiro e

movimenta os 32 mil táxis em circulação na capital.

São Paulo
09/02/10 07h00m Atualizado em: 09/02/10 - 07h00m

Qual é a influência do aquecimento global


no calor e nas chuvas que atingem SP?
Meteorologistas dizem que há poucos dados para associar fenômenos.Especialista em
clima diz que, teoricamente, pode haver influência.

Mariana Oliveira - Do G1, em São Paulo

A maioria dos especialistas em clima ouvidos pelo G1 evitam associar as


chuvas que atingem São Paulo desde o final de dezembro e o forte calor
registrado nas últimas semanas com o aquecimento global. Alguns afirmam
que não há influência e outros dizem que não há dados suficientes para
responder à questão.

Um dos principais especialistas em mudanças climáticas do país, o


climatologista Carlos Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe) e integrante do Painel Intergovernamental de Mudanças
Climáticas (IPCC), diz que, teoricamente, pode sim haver relação entre os
fenômenos, embora não haja dados científicos para comprovar a teoria.

Aquecimento global é o aumento da temperatura no planeta em razão da maior


quantidade de gases poluentes na atmosfera. Segundo os cientistas, uma das
consequências é o aumento de eventos climáticos extremos, como inundações
e ondas de calor.

O debate sobre a influência do aquecimento global nas chuvas em São Paulo


faz parte de uma série de reportagens do G1 sobre um dos principais
problemas dos paulistanos atualmente: as causas e consequências dos
temporais. Na segunda (8), o G1 discutiu se a frequência e quantidade de
chuvas estão fora do comum. Confira ao lado o cronograma das
reportagens.
Em janeiro deste ano, São Paulo registrou a maior marca em volume de
chuvas para o mês desde 1947, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia
(Inmet) - foram 480,5 milímetros de chuva contra 481,4 mm há 63 anos. Além
disso, só nos quatro primeiros dias de fevereiro choveu 60% da média
histórica para o mês na capital. Entenda abaixo o porquê de tanta chuva.

De acordo com Carlos Nobre, teoricamente o aquecimento global, juntamente


com o aquecimento local de São Paulo, podem sim ser responsáveis pela
maior intensidade e frequência das chuvas.

"Eu mesmo tento responder essa pergunta, mas não tenho dados de chuva
diária de São Paulo, que são fundamentais para essa análise. Como cientista,
preciso dos dados para tirar uma conclusão mais rigorosa. A falta de
informação é um entrave que atrapalha demais o conhecimento científico", diz
Nobre.

Nobre afirma que já solicitou o histórico diário de chuvas para o Instituto


Nacional de Meteorologia (Inmet) e para o Instituto de Astronomia, Geofísica e
Ciências Atmosféricas (IAG), da Universidade de São Paulo (USP) - são os
únicos dois institutos com dados antigos, da década de 30.

"Não chove só em São Paulo, chove acima da média no Sudeste como um


todo. Isso tem a ver com o El Ninõ. Quase todos os El Ninõ fortes influenciaram
o Sul. Alguns fortes influenciam São Paulo, não são todos. Em 1998 não
influenciou, esse aparentemente está influenciando. Mas mesmo quando não
chove nos outros locais, chove em São Paulo. É improvável que isso tenha
acontecido antes, com chuva há tantos dias. Por isso temos que olhar para o
próprio aquecimento da cidade. Quando olha do ponto de vista teórico, se
tem uma cidade mais quente, pode chover mais", diz Nobre.

O meteorologista Marcelo Seluchi, chefe de Supercomputação do Centro de


Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), ligado ao Inpe, diz que
responder se as chuvas são responsáveis pelo aquecimento global é "difícil",
mas que não há como descartar a influência.

"É muito difícil saber se há efeitos do aquecimento global. Teríamos que


comparar São Paulo em dois casos ('antes rural, com vegetação, e hoje,
basicamente coberta por cimento'). (...) Mas o aquecimento global afeta toda
região, com mais intensidade na cidade de São Paulo e redondezas. Então não
dá para descartar totalmente a influência", afirma Seluchi.

Para o meteorologista do CPTEC, no entanto, outros fatores têm mais


responsabilidade para os temporais: a localização geográfica de São Paulo,
que recebe a brisa do mar; e o fato de grande parte da região estar em um
vale, com o cimento e o asfalto não permitindo que a absorção da água.

Também meteorologista do CPTEC, Cláudia Prestes é mais cautelosa. "A


tendência, quase se fala em mudanças climáticas, é de maior abrangência.
Não se consegue ver no olhômetro. Os efeitos são verificados a longo prazo",
avalia.

Meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Marcelo


Schneider diz que faltam dados para fazer essa associação. "Não existe
pesquisa que mostre isso diretamente", diz ele, para quem as chuvas que
atingem São Paulo são consequência de condições atmosféricas isoladas,
como o fenômeno El Ninõ, a umidade do ar por conta do inverno e primavera
chuvosos e das ilhas de calor que se formam em São Paulo.

Já o professor Augusto José Pereira Filho, do Departamento de Ciências


Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) e doutor em meteorologia
pela Universidade de Oklahoma (EUA), acredita que não há razão para
associar os fenômenos.

"Essa variabilidade no clima é normal. Se fosse o aquecimento global, como


explicaríamos o frio intenso na Europa, no Hemisfério Norte? Esse verão está
mais quente, mas temos que lembrar que tivemos um inverno e primavera bem
frios. Logo o calor vai passar. Isso é típico do verão e por causa do El Ninõ há
mais umidade e chove mais", diz Pereira Filho.

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Construções para Copa de 2014: laboratório da


sustentabilidade
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Fonte: ComCiência

A indústria do aço e da construção civil, assim como empresas especializadas em energias alternativas
devem aumentar sua produção com a chegada da Copa do Mundo no Brasil, ressaltando a importância
da sustentabilidade na realização dos estádios de futebol. O torneio é uma oportunidade promissora para
o país do ponto de vista socioeconômico, com a produção de materiais para a construção de estádios
ambientalmente corretos, em que o uso do aço irá contribuir de maneira eficiente, por se tratar de um
material totalmente reciclável, maleável e leve.

Um evento do porte da Copa do Mundo exigirá desenvolvimento principalmente dos setores siderúrgico e
da construção civil brasileiros para seguir as recomendações da Fifa na elaboração das ecoarenas, como
os projetistas vem chamando os novos estádios ecológicos. Ainda não existem recomendações oficiais
para a criação de um estádio “autossustentável”. A Fifa, no entanto, estabeleceu os chamados green
goals, uma série de metas ambientalmente eficientes que visam a redução do consumo de água e
energia, o aumento da utilização dos transportes públicos, a eliminação de resíduos, além do uso de
materiais sustentáveis nas obras dos estádios.

Cerca de R$ 5 bilhões estão sendo investidos nos projetos da Copa de 2014, entre iniciativas públicas e
privadas. A implantação de um projeto sustentável, no entanto, possui um orçamento em média 20%
maior. De acordo com o professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil, da Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Francisco Ferreira Cardoso, que também é um dos
membros do Conselho Brasileiro de Sustentabilidade, o retorno financeiro é vantajoso. “Isso porque os
gastos com manutenção são menores”, afirma.

Segundo ele, a base para a construção de um estádio está na combinação entre o aço e o concreto. Hoje,
o aço é uma opção recomendável para se realizar uma construção sustentável, principalmente em
grandes obras, em função de sua alta flexibilidade e eficiência. Apesar do preço elevado, é um material
que se caracteriza pela sua adaptabilidade, além de ser 100% reciclável. O aço também permite a
racionalização de materiais, maior facilidade de transporte, redução de geração de entulho e do impacto
na vizinhança, maior facilidade de desmontagem, compatibilidade com outros materiais, alívio de carga
nas fundações, além de promover mais segurança no canteiro de obras.

O Centro Brasileiro da Construção em Aço e o Instituto Aço Brasil (IABr) lançaram o programa “Aço:
construindo a Copa 2014”, que pretende divulgar suas vantagens como um material apropriado para
atender as necessidades sustentáveis das obras previstas para o evento. A campanha acontece desde o
final do ano passado nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo e é destinada principalmente a construtoras
e escritórios de arquitetura. “A ideia é incentivar o uso do aço não apenas nos estádios, mas em ferrovias
e em outros tipos de construções”, explica o assessor do IABr, Ricardo Werneck. Para ele, esta será uma
chance de o Brasil mostrar que não é bom apenas em futebol. No entanto, ele teme que essa iniciativa
seja lembrada mais pelo marketing do que pela eficiência. “Assistindo aos jogos pela televisão, como a
maioria das pessoas irá fazer, principalmente no exterior, não dá para saber ao certo se realmente
cumprimos as metas estabelecidas”, observa.
Segundo o arquiteto Eduardo Castro Mello, pai do arquiteto responsável pelo projeto do Estádio Nacional
de Brasília, Vicente Castro Mello – eleito coordenador do Time de Arquitetos da Copa -, o Brasil possui a
tecnologia necessária para a construção dos estádios sustentáveis, sem precisar importar produtos de
outros países. “Inclusive, temos a capacidade para exportar esses produtos”, afirma. Como exemplo, ele
cita três empresas paulistanas especializadas em energia solar fotovoltaica que já se colocaram à
disposição para dar início às obras dos estádios. A vantagem destes paineis, segundo o arquiteto, é que
são facilmente transportados, pois são leves.

De acordo com o Castro Mello, a maior necessidade brasileira para a construção dos estádios seriam
sistemas de estruturas tensionadas em cabos de aço. “Elas estão sendo introduzidas agora, no Brasil, e
temos poucos especialistas no assunto”. Nesse caso, profissionais do exterior, principalmente de países
como a Alemanha, que já sediou uma Copa do Mundo “verde”, começaram a se associar a firmas e
consultores brasileiros para dar andamento aos projetos. Mesmo sendo um investimento mais caro, uma
construção sustentável como as ecoarenas traz benefícios do ponto de vista econômico. “O prazo de
retorno financeiro é de sete anos, no máximo”. Isso acontece, pois não há gastos com utilização de água
e energia, que são reaproveitadas. “Mas se utilizarmos materiais de baixa qualidade, teremos altos gastos
com manutenção”, aponta.

Além da Alemanha, outros países já haviam aceitado a proposta de construir estádios ecológicos, como
Austrália e China, nos Jogos Olímpicos de 2000 e 2008, respectivamente. Este ano, a África do Sul irá
adotar estruturas e elementos metálicos galvanizados em todos os seus estádios. No entanto, a atenção
da mídia sobre a sustentabilidade destes eventos superou sua verdadeira eficiência, como afirma Castro
Mello. “Não acho que esses países fizeram um bom trabalho do ponto de vista da sustentabilidade em
seus estádios, pois não se preocuparam com os projetos desde o início”, avalia. Apesar do empenho em
construir o Ninho de Pássaro para recepcionar as Olimpíadas de Pequim, em 2008, o impacto ambiental
foi inevitável, pois a demanda de energia aumentou muito na cidade, além da poluição e do transporte de
produtos, elevando o consumo de carvão em 40%.

A arquiteta paulistana, Rita Müller é totalmente a favor dos projetos arquitetônicos que integram medidas
sustentáveis, mas demonstra um pouco de ceticismo com relação aos novos estádios. “É difícil dizer que
um estádio de futebol é uma construção sustentável, pois o seu projeto já implica em gastos muito altos
de energia”, afirma. Segundo ela, a sustentabilidade em uma obra somente é possível se a arquitetura
estiver em harmonia com o ambiente. “O design deve acompanhar a ideia da sustentabilidade. Primeiro, é
necessário um estudo das condições do local para que a obra não prejudique o fluxo de pessoas e a
natureza”, diz. A principal medida que o Brasil pretende implantar em relação à sustentabilidade urbana é
melhorar os acessos ao transporte público, o que incentivaria os torcedores a não se locomoverem com
seus veículos para assistir aos jogos. No entanto, os prazos são bastante curtos. Segundo a Fifa, ao
menos quatro estádios devem ser concluídos até o ano de 2012.

O reaproveitamento da água, assim como a produção de energia renovável no próprio estádio são alguns
dos itens sugeridos pelos projetistas do Estádio Nacional de Brasília. Serão instalados dispositivos que
reduzem o fluxo de água em torneiras e vasos sanitários. A previsão é de uma economia de 3 a 4 litros de
água por minuto. O planejamento do estádio também contribuirá para que a água da chuva chegue ao
lençol freático e, assim, resfrie os dutos do sistema de ar-condicionado, reduzindo o uso de energia. Já a
cobertura contará com a ajuda da iluminação fotovoltaica, que deverá receber um índice de radiação solar
de 1800 quilowatts por hora, por metro quadrado. A energia produzida poderia abastecer cerca de um
milhão de residências. A cobertura retrátil será composta por placas de aço, concreto e vidro.

O Brasil tem o potencial e as tecnologias necessárias para receber um evento desse porte. Resta saber
se todas essas medidas vão ser mera jogada de marketing ou se realmente serão levadas a sério pelos
empreendedores. Fica a torcida para que sim.

HAITI » Ameaça que vem do céu


Meteorologista alerta que a temporada de furacões será mais intensa, aponta o país na
rota das tempestades e teme uma nova catástrofe devastadora ainda este ano

Rodrigo Craveiro
Publicação: 15/02/2010 09:36
A partir de 1º de junho, os haitianos terão mais uma preocupação, além de prosseguirem
com os esforços de reconstrução do país devastado pelo terremoto de 12 de janeiro
passado. Dessa vez, a ameaça virá do céu e também terá a capacidade de disseminar
destruição, medo e mortes. De acordo com meteorologistas norte-americanos, a
temporada de furacões que se formam sobre o Oceano Atlântico será atípica, o que
aumenta as chances de os fortes ventos e as tempestades atingirem com força a
Hispaniola — a maior ilha do Caribe, que abriga o Haiti e a República Dominicana.

“Acreditamos que o Atlântico estará mais ativo este ano do que o normal, por causa do
aumento de temperatura da superfície oceânica”, explica ao Correio o cientista Phil
Klotzbach, do Departamento de Ciência Atmosférica da Colorado State University
(CSU). “Também esperamos que o fenômeno El Niño, que reduziu a atividade de
furacões em 2009, termine este ano.”

Membro da equipe do meteorologista William M. Gray, pioneiro na previsão de


ciclones, Klotzbach alerta: “Não é preciso um furacão para devastar o Haiti. Mesmo
uma tempestade tropical pode lançar tremendas quantidades de chuva e ser
incrivelmente devastadora”. De acordo com ele, são grandes as chances de o Haiti ser
atingido por catástrofes climáticas. “Acreditamos que as probabilidades de uma
tempestade tropical, um furacão ou um grande furacão passar a 80km do país são,
respectivamente, de 49%, 28% e 13%”, prevê. “Até 2009, essas médias eram de 38%,
21% e 9%. Em 2004, a tempestade tropical Jeanne despejou 304mm de chuva perto de
Gonaives (norte) e 2 mil pessoas morreram.

Klotzbach admite que o Haiti está mais suscetível a prováveis danos provocados pelas
tempestades tropicais previstas para este ano. “As maiores preocupações são as
inundações e os deslizamentos de terra”, explica. “Um cenário pior seria um furacão de
baixa movimentação ou uma tempestade tropical que lançasse grandes quantidades
d’água sobre uma determinada região”, teoriza o cientista. Um relatório da CSU aponta
para a possível formação de entre 11 e 16 tempestades tropicais no Atlântico (a média
histórica fica entre nove e 10), assim como entre seis e oito furacões (a média é de cinco
a seis) — entre três e cinco seriam furacões bem maiores.

O empresário Thierry Bijou, 33 anos, não se incomoda com as previsões dos


meteorologistas. “Nós realmente não nos importamos. Estamos vivendo um dia de cada
vez. Não pensamos sobre o que o amanhã trará”, comenta. “Honestamente, como isso
pode ficar pior?”, questiona. No entanto, ele reconhece que será preciso tirar os
moradores das ruas. O tremor de 12 de janeiro deixou 1 milhão de desabrigados, parte
deles acomodados em tendas de papelão e pano.

Fragilidade
A fragilidade das construções improvisadas preocupa o brasileiro Valmir Fachini,
coordenador de projetos de água, saneamento e cultivo da organização não
governamental Viva Rio no Haiti desde 2008. “É necessário que a população se prepare
o mais rápido possível para não ser pega de surpresa”, recomenda. “Os haitianos estão
erguendo seus barracos com madeira reciclada das construções que desabaram e
recobrindo-as com plástico, panos e materiais facilmente substituíveis, em caso de
furacões”, acrescenta. Em outros aspectos, a preparação para enfrentar tragédias ganha
em intensidade. “Por aqui ainda existem muitos grupos especializados em catástrofes. O
Viva Rio dispõe de uma brigada e de um grupo de emergência, treinados para atuar
nessas ocasiões”, destaca Valmir.

Segundo Fachini, o segredo para reduzir danos de furacões e tempestades está na


“arquitetura branda”. “Os haitianos precisam ver que a reconstrução começou. Isso deve
ser feito com materiais capazes de suportar os eventos da natureza, e que, ao mesmo
tempo, sejam leves o bastante para não matar pessoas”, aconselha.

Eu acho...
Brasil e UE discutem ajuda

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e a chefe da diplomacia da União


Europeia, Catherine Ashton, vão se reunir hoje, em Madri, com o chanceler espanhol,
Miguel Angel Moratinos, para preparar a VI Cúpula América Latina e Caribe-União
Europeia, marcada para 18 de maio. Medidas para a reconstrução do Haiti e o reforço da
ajuda humanitária ao país, que foi devastado por um forte terremoto há um mês, terão
destaque na pauta do encontro.

“A reconstrução do Haiti é um assunto muito importante para europeus e brasileiros,


mas, como tudo é muito recente, é preciso uma análise profunda para coordenar melhor
a ajuda internacional, assunto que será debatido na cúpula ministerial”, informaram à
agência France Presse fontes diplomáticas, em Bruxelas.

Na semana passada, a União Europeia se mostrou disposta a lançar uma operação de


assistência militar para proporcionar abrigos aos flagelados do Haiti. O governo
brasileiro estuda mobilizar um efetivo de até 2,6 mil pessoas para colaborar nas tarefas
de reconstrução.

O encontro realizado na Espanha, país que ocupa a presidência semestral da União


Europeia, tem como objetivo reforçar o diálogo político entre Bruxelas e Brasília. A
situação em Honduras, o processo de paz no Oriente Médio e as mudanças climáticas
também devem entrar na pauta do encontro.

As discussões sobre Honduras são um ponto delicado do encontro. As relações entre o


Brasil e o país foram cortadas após a deposição do ex-presidente Manuel Zelaya, em
junho do ano passado. O governo brasileiro se negou a conversar com o presidente
interino Roberto Micheletti, e acolheu Zelaya como hóspede na embaixada em
Tegucigalpa por mais de três meses. A eleição do novo presidente, Porfírio Lobo, que
tomou posse há um mês sem a presença de representantes brasileiros na cerimônia, não
foi reconhecida. A União Europeia enviou para a posse de Lobo apenas um encarregado
de negócios.

Clima
Com uma participação ativa nas questões climáticas, a União Europeia e o Brasil vão se
empenhar ainda na busca de iniciativas para impulsionar politicamente as negociações
internacionais para combate ao aquecimento global, depois da declaração de intenções
obtida pela Organização das Nações Unidas (ONU) na conferência mundial realizada
em Copenhague. A ideia é chegar à cúpula do México com um compromisso mais
substancial.

Outro ponto em debate, embora sem perspectivas de avanços, é a retomada da


negociação para um acordo de associação entre a UE e o Mercosul, suspensas desde
2004. Essa é apontada como uma das principais metas da presidência espanhola do
bloco europeu. Entretanto, admite-se que ainda há muitos obstáculos pelo caminho.

A situação da educação no
Brasil é dramática”
Publicação: 28 de Novembro de 2009 às 00:00

O professor português José Pacheco, autor de várias obras na área de


educação e conhecido mundialmente por ser o idealizador de um novo modelo
de ensino, esteve em Natal na última quarta-feira, 25. Ele veio visitar pela
segunda vez, o Instituto Educacional Casa Escola, que já pratica esta moderna
filosofia de aprendizagem. Pacheco coordenou por 33 anos a Escola da Ponte,
uma instituição pública localizada perto da cidade do Porto, em Portugal, que
se notabilizou pelo projeto baseado na autonomia dos estudantes. Lá os
alunos não são classificados em séries e definem junto com os professores as
regras de convivência. É sobre o que é preciso para a educação evoluir,
principalmente no Brasil, que ele conversou com a Tribuna do Norte.

Qual modelo a Escola da Ponte segue para ser tão diferente das
tradicionais?
Eu não gosto de dizer a palavra modelo. A Ponte segue uma filosofia que faz a
criança ser mais sábia, a se interessar em aprender, a ter prazer em ir para a
escola. Muitos estudos dizem que a Ponte trouxe um novo ciclo para a
educação no mundo. Lá não há séries, ciclos, turmas, anos, manuais, testes e
aulas. Os alunos se agrupam de acordo com os interesses comuns para
desenvolver projetos de pesquisa. Há também os estudos individuais, depois
compartilhados com os colegas. Os estudantes podem recorrer a qualquer
professor para solicitar suas respostas.

Como é feita a avaliação dos alunos?


Uma prova não prova nada. É um instrumento falível, é uma estrutura velha.
Na Ponte nossos alunos não fazem provas, a avaliação é muito mais rigorosa,
nós avaliamos as atitudes, usamos outros instrumentos. A auto-avaliação por
exemplo, exige que os professores exerçam processos complexos de
pensamento, que desenvolvam o senso-crítico.

Como o senhor avalia o ensino no Brasil?


A situação da educação no Brasil é dramática. O País conta com 60% de
analfabetos funcionais. A escola pública é ineficiente, o modelo precisa ser
mudado. Os alunos são empurrados sem que entendam o que está sendo
ensinado. Não se pode fazer mais escolas como há 300 anos, os órgãos
públicos educacionais precisam ousar. O Brasil continuará com péssimos
índices enquanto seguir este modelo ultrapassado, as mudanças precisam
acontecer gradualmente. Mas, diante de tudo isto, eu ainda posso afirmar que
aqui existem também muitas escolas de excelência, como esta que estou
visitando, a Casa Escola.

O senhor acredita que o Enem já é uma evolução para o ingresso na


universidade brasileira?
O Enem é um avanço porque é um processo complexo de pensamento. Porém
ainda precisa evoluir muito. O Governo brasileiro investe um dinheiro alto que
acaba sendo desperdiçado, a fraude que aconteceu recentemente foi uma
mostra disto.

A Casa Escola coloca em prática parte desta filosofia da Ponte. O que o


senhor percebeu como mudança entre a primeira e a segunda visita a essa
escola?
Seria abusivo dizer que não vi mudanças, seria também abusivo definir quais
as mudanças. Eu senti as mudanças nos alunos, eles estão mais autônomos,
mais críticos, entendem o que fazem.

Qual é o segredo de sucesso desta nova proposta de ensino?


Nós acreditamos que um projeto como o nosso só é viável quando todos
reconhecem os objetivos comuns e se conhecem. Isso não significa apenas
saber o nome, e sim ter intimidade, como em uma família. É nesse ponto que
o projeto se distingue. O viver em uma escola é um sentimento de
cumplicidade, de amor fraterno. Todos que nos visitam dizem que ficam
impressionados com o olhar das pessoas que ali estão, com o afeto e a palavra
terna que trocam entre si. Não sei se estou falando de educação ou da minha
escola, mas é isso o que acontece lá.

Como deve ser a relação dos pais com a escola?


Devem participar conosco de todas as decisões. Se nos rejeitarem, teremos de
procurar emprego em outro lugar. Ao longo desses 33 anos, o Governo de
Portugal quis acabar com nosso projeto. Eu, como funcionário público, sigo
um regime disciplinar que me impede de tomar posições que transgridam a
lei, mas o ministro não tem poder hierárquico sobre as famílias. Portanto, se
o governo discordar de tudo aquilo que fazemos, defronta-se com este
obstáculo: os pais. Eles são a garantia de que o projeto vai continuar.

DICAS: REDAÇÃO DISSERTATIVA


A elaboração de uma dissertação tem sempre um objetivo bem definido
cuja defesa do tema é a principal característica. Para tanto formulamos uma
tese que será desenvolvida com argumentos convincentes, até atingir a
última etapa: a conclusão. Assim, as ideias devem estar articuladas numa
sequência lógica que conduza a uma boa interpretação.
Existem quatro tipos de conclusão:

Perspectiva de solução
Ideal para textos cujo teor seja polêmico ou questionador, consiste na
sugestão ou proposta de soluções para os problemas apresentados.

Síntese da discussão
Apropriada para textos expositivos, limitando-se a condensar as idéias
defendidas ao longo da dissertação.

Retomada da tese
Confirma-se a idéia central. Deve-se evitar, entretanto, a simples
repetição da tese.

Interrogação
Só deve ser utilizada quando estiver implícita uma crítica procedente. É
preciso evitar concluir o texto com perguntas que sejam apenas uma forma
de devolução à banca do questionamento feito pelo tema.

Exemplos de conclusões, versando sobre o mesmo tema:

Como cuspir para cima


Gilberto Dimenstein
Tese – Exposição da violência rotineira
(TF) Um documento preparado pela OAB, Procuradoria Geral da
República e ABI acusa: “Em São Paulo, como em todo o Brasil, a tortura e os
maus tratos são ainda administrados rotineiramente nos recintos policiais
militares ou em plena luz do dia”, informa. A dura verdade: os presos
políticos do regime militar tinham mais sorte.

Desenvolvimento 1
Comparação com a ditadura
(TF) Todos os métodos empregados para ditadura estão vivíssimos.
Só que, naquela época, havia uma mobilização nacional e internacional
contra a barbárie e, principalmente, a tortura. E, por isso, os presos políticos
tinham mais sorte ou, melhor, menos azar: geravam indignação e, por
conseqüência, ação. Nada disso se reproduz mais. O Brasil está dominado
pela cultura do extermínio. A matriz dessa passividade é a convicção de que
pobre sente menos dor.

Desenvolvimento 2
Conseqüências da banalização da violência
(TF) O resultado é apenas a banalização da violência – não há
indicação de que a criminalidade tenha se reduzido. Só aumentou a
periculosidade dos delinqüentes. Aí está a questão que deveria estar no topo
das prioridades de nossa elite política: a violência está produzindo um
caminho de insensatez, no qual as principais vítimas são e serão os
cidadãos honestos que desejam segurança para viver. A sociedade, como se
vê, está cuspindo para cima.

Desenvolvimento 3
Evidências da desvalorização
(TF) Cuspir para cima significa desmoralizar o valor da vida –
exatamente, aliás, o que fez magistralmente a Assembléia Legislativa de São
Paulo, ao isentar de culpa os policiais que provocaram o massacre do
Carandiru. Quando uma sociedade não valoriza o direito à vida nada será
respeitado – muito menos o direito de propriedade. Um dos sintomas mais
agudos desse nosso caminho da insensatez é a capacidade de se perceber
uma obviedade tão gritante.

I. Conclusão com retomada da tese


Pode-se concluir que, apesar da vigília de entidades de Direitos
Humanos, o quadro de violência oficial continua a ocorrer em várias
unidades policiais de todo o Brasil, mesmo após o fim do regime político de
exclusão a que estve submetido o páis durante anos.

2. Conclusão com síntese da discussão


Em suma, todo o esforço de entidades de Direitos Humanos perde-
se no submundo das cadeias públicas, concorrendo para um quadro de
omissão e descaso, diferentemente dos anos de ditadura quando havia uma
vigília constante por entenderem que os fins justifavam os meios, ou seja, a
legitimidade da luta diante do endurecimento político.

3. Conclusão com proposta de solução


Para que essa violência desapareça, será preciso que o povo, que
hoje se omite, passe a vigiar as autoridades no sentido de evitar que voltem
a ocorrer os casos de tortura e morte nos porões das cadeias públicas como
ocorreram em tempos de ditadura.

4. Conclusão com pergunta argumentativa


Será preciso que o Brasil figure na lista dos países mais violentos do
mundo quanto à política pública para que o cidadão comum não se conforme
com o status quo atual quando presos comuns são maltratados e não
encontram ressonância na sociedade?