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Comentário ao Livro de Jó ( Capitulo 3)

Posted: 24 Feb 2010 09:29 AM PST

Por Matthew Henry

CAPÍTULO 3 ( LEIA AQUI)

«Ouvistes qual foi a paciência de Jó». diz Tiago (5:11). Sim, já a temos ouvido e lido; mas agora vamos ver também a
sua impaciência. Neste capítulo vamo-lo ver «amaldiçoando o seu dia».

I. Queixando de ter nascido (vv. 1-10).

II. Queixando de não ter morrido logo que nasceu (vv. 11-19).

III. Finalmente, queixando de continuar vivendo no meio do seu miserável estado (vv. 20-16).

Versículos 1-10

Sete dias e sete noites de silêncio fazem amadurecer os falsos juízos dos amigos do Jó, mas avivam também o fogo que
abrasa o peito do aflito, até que sobrevém a explosão. Eles não queriam dizer o que pensavam para não lhe acrescentar
pesadume; ele não se atrevia a expressar o que sentia para não os ofender. No fim, fala... para amaldiçoar.

I. O extremo da sua situação, com o posterior destempero de seu ânimo, pode servir de atenuante, mas não o desculpa
totalmente de culpa. Esquece-se agora dos muitos dias felizes, o das vacas gordas, consumidas agora pelas feias e fracas
(Gn cap. 41), e só considera o mal presente, por isso deseja não ter nascido. O profeta Jeremias expressou-se em termos
parecidos (Jr 15:10; 20:14 e ss.). Não há quem possa achar-se neste mundo numa situação tal, a não ser por sua culpa,
em que não possa dar graças a Deus por ter nascido. Se recebe com fé a mensagem do Evangelho, saberá que todas as
coisas (ainda as mais adversas) cooperam para bem dos que amam a Deus (Rm 8:28) e que as aflições do tempo
presente não são comparáveis com a glória vindoura (Rm 8:18). É certo que, se não houvesse outra vida, as aflições e os
dores da presente são tantas e tão grandes que nos veríamos tentados a dizer com o Etan: por que criarias debalde
todos os filhos dos homens? (Sal. 89:47). Mas para honra da graça de Deus, observemos que, embora sejam muitos os
que tenham amaldiçoado o dia do seu primeiro nascimento, não há ninguém que jamais tenha amaldiçoado o do seu
segundo nascimento, quando recebeu a salvação e a vida eterna.

II. Jó amaldiçoou o seu dia (v. 1), mas não amaldiçoou a Deus -estava cansado de viver, e teria-se despedido
alegremente desta vida, mas não estava cansado da sua piedade e não a deixa extinguir-se-. A disputa entre Deus e
Satanás a respeito de Jó não era sobre se ele tinha alguma debilidade e estava sujeito a paixões semelhantes às nossas
(isto dava-se por obvio), mas sobre se ele era um hipócrita que, se chegasse a ser provocado, haveria de amaldiçoar a
Deus. E, sobre isto, Jó saiu triunfante da prova. As expressões com que Jó deu forma às suas maldições estão cheias de
imaginação poética e de arrebatamento passional. Não há razão para que as examinemos com microscópio. Basta que se
faça notar, quanto à maldição do seu dia, o dia de seu nascimento:

1. O seu desejo de que tal dia não volte a reviver no ciclo anual, mas que desapareça como que apagado do calendário,
até ao ponto de que Deus se esqueça dele (vv. 4-6) Que aquele dia represente a atual condição de Jó, cujo sol se pôs ao
meio dia!
2. O seu desejo de que a noite em que se anunciou seu nascimento fique privada de todo gozo (v. 7) e se alargue tanto
que jamais possa ver as pálpebras da alvo (v. 9 Metáfora muito bela! Comp. com Sal. 139:9).
3. O seu desejo de que tal noite seja objeto de maldição por parte de todos; especialmente, dos peritos em «despertar o
leviatã» (v. 8). A imaginação oriental atribuía ao leviatã, monstro marinho, o poder nefasto de converter em trevas o dia
mais esplendoroso. É, pois, um desejo de que se alargue a noite. Não faltam, entretanto, exegetas que opinam que há
uma transposição dos versículos 7 e 8, que deveriam inverter-se, colocando o versículo 7, e até o 6 depois do 8.

Versículos 11-19

Como se a explosão de seu peito tivesse minguado o ardor das primeiras labaredas ao lançar ao vento a sua mais
virulenta maldição, Jó parece admitir a sua concepção e até o seu nascimento, mas deseja ter morrido na mais tenra
infância. Tampouco se expressa agora em forma de maldições, mas sim de perguntas. A vida em si passa a ser, para Jó,
inútil; é preferível o sepulcro. Vemos, pois, até que ponto se enganou Satanás quando disse (2:4): «Tudo quanto o
homem tem dará pela sua vida», pois, nunca houve quem estimasse sua vida menos que Jó.

I. Muito mal-agradecido se mostra Jó ao queixar-se da vida e ao desejar não ter sido dado à luz (vv. 11,12).
Consideremos quão débil e desvalida criatura é o homem quando vem ao mundo e quão ténue é o fio da vida nos seus
começos. Com quanta misericórdia e ternura cuidou de nós a providência de Deus quando entrámos no mundo! E
quanta vaidade e esforço inútil (Ec 1:14) esperam o homem nesta vida! Se não tivéssemos um Deus a quem servir nesta
vida, e melhores coisas a esperar no mundo vindouro, se considerarmos a nossa capacidade natural e os problemas que
nos rodeiam e acossam, nos sentiríamos tentados a desejar ter morrido na madre. Mas, por amarga que nos resulte a
vida, temos que dizer: «As misericórdias do Senhor não têm fim» (Lm 3:22. Leitura mais provável). O ódio à vida é
contrário ao sentido comum e ao sentimento, tanto da humanidade em geral, como ao nosso próprio quando nos
encontramos suficientemente serenos. Quando o velho da fábula, cansado do peso da sua carga, a arrojou ao chão,
desesperado e invocou a Morte, e esta compareceu e lhe perguntou o que desejava, respondeu ele: «Nada; unicamente
que me ajudes a pôr o meu saco às costas».

II. Aplaude com paixão a morte e o sepulcro e parece que está apaixonado por eles. O desejo de morrer e estar com
Cristo, para estar livres de pecado e revestidos daquela nossa habitação celestial (2Co. 5:2), é efeito e evidência da graça;
mas o desejo de morrer unicamente para estar tranquilo no sepulcro e livre das aflições desta vida, cheira a corrupção.
Jó consome-se com o pensamento de que, se estivesse no sepulcro, faria companhia aos que nesta vida gozaram dos
maiores privilégios: os reis e nobres que edificaram para si monumentos sepulcrais (v. 14), e os potentados que nadaram
em dinheiro (v. 15), mas tiveram que deixá-lo todo. A morte mescla cetros com pás e picaretas. Não tem acepção de
pessoas: presos e livres (v. 18), escravos e senhores (v. 19), não usada dois pesos e duas medidas. Sete pés de terra
bastam para albergar o monarca mais opulento e ao mendigo mais andrajoso. Agora que Jesus Cristo trouxe à luz a vida
imortal por meio do Evangelho (2Tm 1:10), os crentes podem falar da morte como «ganho» (Fl 1:21), mas tudo o que o
pobre Jó podia desejar era ver-se livre de problemas (v. 16), de perturbadores e fadigas (V. 17) e de escravidão (v. 18). A
morte solta os presos, alivia os oprimidos e manumite os escravos.

Versículos 20-16

Jó volta agora a queixar-se de que uma vida de miséria e tormento não se acabe logo.
1. Ainda que não se atreve a culpar Deus, Jó lança uma indirecta na terceira pessoa; «por que dá (lit.) luz ao
desventurado, e vida ao amargurado de ânimo?» (lit.). A vida é chamada luz (comp. Jo 1:4) pelo serviço agradável que
ambas prestam para caminhar e para trabalhar. Mas esta vida é como a luz da candeia: quanto mais tempo ilumina,
antes se gasta.
Esta luz é uma dádiva, mas Jó reconhece que, para os atormentados, é uma dádiva indesejável, pois é uma luz que só
serve para iluminar misérias. Desejar ansiosamente uma morte que não chega é para o Jó um tortura redobrada. Não se
dá conta de que a extensão da nossa vida deve ajustar-se à medida da vontade de Deus, não da nossa. A imagem de
«escavar» (v. 21. lit.) com o afã de achar um tesouro dá-nos a ideia do afã que aqui expressa Jó por sair deste mundo.
2. Pensa Jó, em particular, na sua dor atual, imaginando que esta não vai acabar-se jamais. Uma impaciência tal, ainda
que explicável, não tem justificação e mostra a tremenda ingratidão para com o Doador da vida. A graça ensina-nos a
estar dispostos a morrer no meio dos maiores consolos, assim como do mesmo modo a viver a meio dos maiores
problemas. Jó não acha nenhum consolo (v. 24): Os meus suspiros são meu pão de cada dia. O seu pesadume aparece
tão pontualmente como as horas das refeições, de modo que esse é seu alimento quotidiano. O temor que o espantava
refere-se, com toda a probabilidade, aos contínuos sobressaltos que o oprimiam quando, uma depois doutra, foram
caindo sobre ele as calamidades que nos são referidas no cap. 1. O v. 23, que Jó o aplica a si mesmo é um índice da sua
angústia e perplexidade. Ele tinha sido um homem íntegro, temente a Deus (1:1), temeroso de que os seus filhos
ofendessem a Deus enquanto se banqueteavam (1:5), temeroso de que os seus criados pudessem ofender os seus
vizinhos. Mas agora estava espantado por não saber o que pensar da forma como Deus o tratava (v. 23) ao não achar
nenhuma saída para sua situação. Os homens caem no desespero quando parece que lhes cerram todas as portas e não
se filtra nenhum raio de luz por entre as negras nuvens que cobrem o firmamento da vida.

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Fonte: Comentario Exegético-devocional a toda la Biblia Libros Poéticos- Tomo II -© 1988 por CLIE
http://www.adorador.com/
Tradução de Carlos António da Rocha
FONTE: No Caminho de Jesus