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Movidos a eleições

Os “grandes” partidos

PCB www.pcb.org.br
não estão nada
preocupados com pedir
desculpas pela falta de
cumprimento de seus
Partido
Partido Comunista Brasileiro
N° 147 – 03.03.2010 programas.
. Tudo que lhes interessa é
Ação da juventude a campanha eleitoral,
aproveitando-se da
Ergue-se no mundo o confronto ignorância e da
ingenuidade da maioria
com a gravíssima crise capitalista do eleitorado.
O PSDB fez uma
convenção sem
convenção, para que a
verdadeira convenção
apenas homologue o
nome do prefeito de
Curitiba ao governo do
Estado.

Cascavel vai receber no dia 20 delegados da União


O PT rompeu com o
da Juventude Comunista no Congresso Estadual da UJC. PMDB unicamente por
Em todo o mundo, são os jovens que levam à frente a luta motivações eleitorais,
contra a gravíssima crise capitalista que aumenta a miséria, pois em tudo o mais têm
a doença e as carnificinas nas frentes de guerra. sido sócios de tempo
integral.
Os protestos se espalham por todos os continentes e agora se O PDT tem até vergonha
de olhar seu programa,
concentram na Europa, onde já há países quebrados e sem
com medo de ver alguma
saída, pois sequer possuem mais moeda nacional e autonomia referência ao socialismo
política para resolver os próprios problemas. ou a Brizola, Jango e
Alberto Pasqualini.
A seguir, uma carta escrita há 140 anos que poderia, em vários de As siglas de aluguel
seus termos, ter sido escrita hoje, já que se trata da mesma apenas querem negociar
crise capitalista de sempre: secretarias e aspirar a
alguma vaga na
Londres, 12 de Maio de 1869 Assembleia, já que na
Câmara Federal a
bancada está
Camaradas operários:
praticamente “loteada”.

No programa iniciador da nossa Associação1 afirmamos:


“Não foi a sabedoria das classes dominantes, mas a resistência heróica das
classes operárias de Inglaterra à sua loucura criminosa, que salvou o
Ocidente da Europa de mergulhar de cabeça numa cruzada infame pela
perpetuação e propagação da escravatura do outro lado do Atlântico”2.

Chegou agora a vossa vez de impedir uma guerra cujo resultado mais claro
seria o de fazer recuar, por um período indefinido, o movimento ascendente
da classe operária de ambos os lados do Atlântico.
Quase que não precisamos de vos dizer que existem potências europeias
ansiosamente determinadas a arrastar os Estados Unidos para uma guerra
com a Inglaterra. Uma vista de olhos às estatísticas comerciais mostrará que
a exportação russa de matérias-primas [raw produce] — e a Rússia não
tem mais nada para exportar — estava cedendo rapidamente ante a
concorrência americana, até que a guerra civil3 subitamente inverteu as
posições.
Converter as relhas do arado americanas em espadas
salvaria precisamente agora da bancarrota iminente
aquela potência despótica que os vossos estadistas
republicanos, na sua sagacidade, escolheram para
seu conselheiro confidencial. Mas, muito para além
dos interesses particulares deste ou daquele governo,
não é do interesse geral dos nossos opressores
comuns transformar a nossa cooperação internacional
que cresce rapidamente numa guerra exterminadora?

Numa mensagem de congratulações ao Sr. Lincoln pela sua reeleição como


presidente, expressamos a nossa convicção de que a guerra civil americana
se mostraria de tão grande importância para o avanço da classe operária
como a guerra da independência americana4 se mostrou para o da classe
média5.

E, realmente, a conclusão vitoriosa da guerra contra a escravatura abriu uma


nova época nos anais da classe operária. Nos próprios Estados [Unidos]6,
ganhou vida desde essa data um movimento operário independente, mal visto
pelos vossos velhos partidos e pelos seus políticos profissionais. Para
frutificar requer anos de paz. Para o esmagar, é requerida uma guerra entre
os Estados Unidos e a Inglaterra.

O outro efeito palpável da guerra civil foi, é claro, o de deteriorar a posição do


operário americano.
Nos Estados Unidos, tal como na Europa, o monstro incubo de uma dívida
nacional passou de mão em mão para [acabar por] recair sobre os ombros da
classe operária. Os preços dos meios de subsistência [necessaries] — diz um
dos vossos estadistas — subiram, desde 1860, 78 por cento, enquanto os
salários do trabalho não qualificado subiram 50 por cento e os do trabalho
qualificado apenas 60 por cento.
“O pauperismo”, queixa-se ele, “cresce agora na América mais depressa do
que a população”.

Além disso, os sofrimentos das classes operárias fazem ressaltar por


contraste o luxo novo-rico de aristocratas financeiros, de aristocratas
artificiais7 e de vermes similares alimentados por guerras. E, apesar disto
tudo, a guerra civil foi de fato compensadora por ter libertado o escravo e pelo
consequente ímpeto moral que deu ao vosso próprio movimento de classe.

Uma segunda guerra — não santificada por um propósito sublime e uma


grande necessidade social, mas do tipo do Velho Mundo — forjaria cadeias
para o trabalhador livre em vez de despedaçar as do escravo. A miséria
acrescida deixada no seu rasto forneceria imediatamente aos vossos
capitalistas o motivo e os meios para divorciar a classe operária das suas
arrojadas e justas aspirações pela espada desalmada de um exército
permanente.

De vós depende, então, a tarefa gloriosa


de provar ao mundo que agora, por fim,
as classes operárias estão pisando na
cena da história, não mais como
seguidores servis mas como atores
independentes, conscientes da sua
própria responsabilidade e capazes de
impor a paz ali onde os seus pretensos
amos gritam guerra.
(Karl Marx)
Notas históricas e explicativas:

1 – A Mensagem do Conselho Geral à União Operária Nacional foi redigida por Marx e
lida por ele em 11 de maio, na sessão do Conselho Geral a propósito da ameaça de
guerra entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos na primavera de 1869. A União
Operária Nacional foi criada nos Estados Unidos em agosto de 1866, em Baltimore.
Desde o momento da sua criação, a União apoiou a Associação Internacional dos
Trabalhadores e dispôs-se a aderir a ela em 1870. Esta intenção, contudo não se
realizou. A direção da União em breve se deixou levar por projetos utópicos de reforma
monetária cujo objetivo era a supressão do sistema bancário e concessão pelo Estado
de crédito barato. Em 1870-1871, as trade unions desligaram-se da União, que deixou
de fato de existir em 1872. Apesar de todas as suas debilidades, a União Operária
Nacional desempenhou um importante papel no desenvolvimento da luta nos EUA por
uma política independente das organizações operárias, pela solidariedade dos operários
negros e brancos, pela jornada de trabalho de oito horas e pelos direitos dos operários.

2 – "Mensagem Inaugural da Associação Internacional dos Trabalhadores".

3 – A Guerra Civil na América (1861-1865) opôs, nos Estados Unidos, os Estados


industriais do Norte e os Estados escravistas do Sul, que se rebelaram contra a abolição
da escravatura. A classe operária da Inglaterra opôs-se à política da burguesia inglesa,
que apoiava os plantadores escravistas, e impediu a ingerência da Inglaterra na Guerra
Civil nos Estados Unidos.

4 – A Guerra da Independência das colônias inglesas na América do Norte (1775-1783)


contra a dominação inglesa foi causada pela aspiração da nação burguesa americana,
em formação, à independência e à supressão dos obstáculos que entravavam o
desenvolvimento do capitalismo. Em resultado da vitória dos norte-americanos foi criado
um Estado burguês independente: os Estados Unidos da América.

5 – Carta a Abraham Lincoln, presidente dos EUA.

6 – Marx emprega aqui apenas a designação “States”, como costumam dizer os jovens,
hoje.

7 – No original: «shoddy aristocrats». Shoddy: restos de algodão que ficam nos pentes
depois da cardagem, matéria inutilizável e sem qualquer valor até que se encontrou um
meio de tratamento e aproveitamento da mesma. Na América chamava-se shoddy
aristocrats aos homens que tinham enriquecido rapidamente com a guerra civil.
Os pecados do Haiti

Eduardo Galeano*

A democracia haitiana nasceu há muito pouco. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e
enferma não recebeu nada, além de bofetadas. Estava ainda recém-nascida, nos dias de festa de
1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raul Cedras. Três anos mais tarde,
ressuscitou.
Depois de terem colocado e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos impuseram o
presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular
em toda a história do Haiti e que havia tido a louca aspiração de querer um país menos injusto.

O voto e o veto
Para apagar as nódoas da participação norte-americana na ditadura carniceira do general Cedras,
os infantes da marinha levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou
acorrentado.
Deram-lhe permissão para retomar o governo, mas o proibiram de exercer o poder. Seu sucessor,
René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, porém mais poder que Préval tem qualquer
burocrata de quarta categoria do Fundo Monetário Internacional ou do Banco Mundial, ainda que
o povo haitiano não o tenha sequer eleito com um voto apenas.
Mais que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum de seus ministros,
pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, instrução aos analfabetos ou terra aos
camponeses, não recebe resposta, ou o contradizem ordenando-lhe: "Faça a lição!" E como o
governo haitiano nunca aprende que deve desmantelar os poucos serviços públicos que ainda
permanecem, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os
professores acabam sempre por reprová-lo.

O álibi demográfico
No final do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Assim que chegaram, a
miséria do povo os atingiu frontalmente. Então o embaixador da Alemanha lhes explicou, em
Porto Príncipe, qual o problema: "Este é um país demasiadamente povoado" disseram. "A mulher
haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode".
E riu. Os deputados se calaram.
Essa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou as cifras. E comprovou que o Haiti é, com El
Salvador, o país mais superpovoado das Américas, tanto quanto a Alemanha: tem quase a mesma
quantidade de habitantes por quilômetro quadrado. Em sua passagem pelo Haiti, o deputado Wolf
não foi atingido apenas pela miséria: também ficou deslumbrado pela capacidade de expressar a
beleza por parte dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado…
de artistas. Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as
potências ocidentais falaram bem mais claro.

A tradição racista
Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando
alcançaram seus dois objetivos: cobrar as dívidas do City Bank e revogar o artigo constitucional
que proibia a venda de terras aos estrangeiros. Robert Lansing, então secretário de Estado,
justificou a prolongada e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de se
governar por si mesma, que possui "uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade
física de civilização". Um dos responsáveis pela invasão, William Philips, havia elaborado
anteriormente a sagaz idéia: "Esse é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que
tinham deixado os franceses".

O mapa do Haiti: como se fosse uma


pobre boca pedindo socorro a Cuba

O Haiti havia sido a pérola da coroa, a colônia mais rica da França: uma
grande plantação de açúcar, com força de trabalho escrava. No espírito das leis, Montesquieu o
havia explicado sem travas na língua: "O açúcar seria demasiado caro se não trabalhassem os
escravos para sua produção. Esses escravos são negros desde os pés até a cabeça e têm o nariz tão
esmagado que é quase impossível ter deles alguma pena. Resulta impensável que Deus, que é um
ser muito sábio, tenha posto uma alma e, sobretudo, uma alma boa num corpo inteiramente negro".

Em troca, Deus havia colocado um chicote na mão do feitor. Os escravos não se distinguiam por
sua vontade de trabalho. Os negros eram escravos por natureza e vadios também por natureza; e a
natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir ao amo e o amo devia
castigar o escravo que não mostrasse entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino.
Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica:
"Vagabundo, desocupado, negligente, indolente e de costumes dissolutos". Mais generosamente,
outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro "pode desenvolver certas
habilidades humanas, como o papagaio que fala algumas palavras".

A humilhação imperdoável
Em 1803, os negros do Haiti ocasionaram uma tremenda derrota às tropas de Napoleão Bonaparte
e a Europa não perdoou jamais essa humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país
livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes sua própria independência,
porém conservava ainda meio milhão de escravos trabalhando nas plantações de algodão e de
tabaco. Jefferson, que era senhor de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também
dizia que os negros foram, são e serão inferiores.
A bandeira dos livres se içou sobre as ruínas. A terra haitiana havia sido devastada pela
monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França. Uma terça parte da
população havia caído em combate. Então, começou o bloqueio. A nação recém-nascida foi
condenada à solidão.
Ninguém comprava dela, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.

O delito da dignidade
Nem mesmo Simon Bolívar, que soube ser tão valente, teve a coragem de assinar o
reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar poderia ter reiniciado sua luta pela
independência americana, quando já havia derrotado a Espanha, graças ao apoio do Haiti. O
governo haitiano lhe havia entregado sete navios, muitas armas e soldados, com a única condição
que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que ao Libertador não lhe passava pela cabeça.
Bolívar cumpriu com esse compromisso, porém depois de sua vitória, quando já governava a
Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvado. E quando convocou as nações
americanas para a reunião do Panamá, não convidou o Haiti, mas sim a Inglaterra.

Os Estados Unidos reconheceram o Haiti depois de sessenta anos do final da guerra de


independência, enquanto Etienne Serres, um gênio francês da anatomia, descobria em Paris que os
negros são primitivos porque possuem pouca distância entre o umbigo e o pênis.
Naquele instante, o Haiti já estava nas mãos de carniceiras ditaduras militares, que destinavam os
famélicos recursos do país para pagar a dívida com a ex-metrópole: a Europa havia imposto ao
Haiti a obrigação de pagar à França una indenização gigantesca, como modo de ver-se perdoado
por ter cometido o delito da dignidade.
A história do assédio contra o Haiti, que em nossos dias tem dimensões de tragédia, é também una
história do racismo na civilização ocidental.
*Eduardo Galeano – Jornalista e escritor uruguaio, autor do livro Veias Abertas da América Latina. Esse texto
foi traduzido por Antonio Folquito Verona.
Cidade, emprego, ambiente, juventude:
por um programa revolucionário
Nenhum direito a menos,
só direitos a mais
Ajude um desempregado: reduza a
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“Impelida pela necessidade de


mercados sempre novos, a
burguesia invade todo o globo.
Necessita estabelecer-se em toda
parte, explorar em toda parte,
criar vínculos em toda parte”–
Marx e Engels, Manifesto do
Partido Comunista

A seguir, mais um capítulo da cartilha de Marxismo e uma nova página


colecionável de O Capital em quadrinhos
1

Curso Básico de Marxismo


A Lei do Desenvolvimento Social
8
O sistema de produção vincula-se diretamente
com a consciência.
A moral burguesa (capitalista), por exemplo, está
impregnada do espírito mercantilista, fazendo com
que o lucro seja o principal objetivo da produção.
Ora, o principal objetivo da produção deve ser a
satisfação das necessidades humanas!
Lucro, base da moral capitalista

As teorias e conceitos econômicos e políticos burgueses defendem somente


os interesses do Capital. Já o Socialismo estabelecerá entre os homens um
novo tipo de relações de produção, baseadas na propriedade comum (de
todos) dos meios de produção.
Ou seja: a moral capitalista se baseia na ganância e a moral socialista
(comunista) se baseia na satisfação das necessidades do homem.
Toda a vida social, a espiritualidade e a cultura se baseiam na moral. É
fácil compreender que a moral baseada na ganância só vai produzir miséria e
delinquência, fatos visíveis no capitalismo.
Já a moral baseada na justiça e na igualdade inspira a paz mundial, o
desenvolvimento da cultura e uma vida digna e feliz para todos os que a
cultivarem.
As formações econômicas e as classes sociais
A história da sociedade é a história do
desenvolvimento e da sucessão das formações
econômico-sociais.
Cada formação sempre surge de uma
Revolução que supera amplamente a anterior
Até agora, são conhecidas quatro formações:
Comunista primitiva (Comunitarismo)
Escravismo
Feudalismo
Capitalismo
No Comunitarismo primitivo, tudo era de todos
2
Cada vez que muda o modo de produção também se modifica a estrutura
econômica da sociedade, instalando uma nova Formação Econômico-
Social.
Se compararmos o nível de desenvolvimento das forças produtivas nas
diferentes formações, é fácil verificar que este se eleva continuamente ao
passar de uma formação a outra. O movimento para frente se observa, sem
dúvida, também no desenvolvimento espiritual (ntelectual).
Como ocorre a exploração do trabalho

Por que razão o capitalista recebe mais


riquezas sociais que o operário?
Simplesmente porque o primeiro tem nas
mãos os Meios de Produção, com o que
tem a possibilidade de controlar a economia
e explorar os operários, apropriando-se do
seu trabalho.
Senhoras dos meios de produção, as classes
exploradoras dispõem de uma força
econômica enorme. A vontade da classe
dominante é aplicada à força, através do
Direito, que é um conjunto de leis e outras
normas jurídicas.
Mas o Direito, por si só, nada significa sem
um aparelho capaz de garantir a
observância de suas ordens, e aí entra a
força.
Esse papel é desempenhado pelo Estado,
uma organização do poder político que
dispõe de órgãos como a Polícia, o
Exército, os tribunais, as prisões. Em todas
O capitalismo usa polícia, eleições, as formações econômico-sociais, o Estado
mídia (imprensa, rádio, TV), é o instrumento de dominação da classe
divertimentos e forças armadas exploradora sobre quem trabalha.
para promover guerras e impor sua Qual é, afinal, a origem do Estado? Por que
exploração sobre o trabalho ele surgiu? Surgiu com a formação da
humano propriedade privada. E, com ela, surgiram
as classes sociais.
A seguir: O Estado é o poder exercido pela classe dominante
37