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www.arvoredoleite.org

Esta é uma cópia digital de um documento que foi preservado para inúmeras gerações nas prateleiras da biblioteca Otto Frensel do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT) da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), antes de ter sido cuidadosamente digitalizada pela Arvoredoleite.org como parte de um projeto de parceria entre a Arvoredoleite.org e a Revista do Instituto de Laticínios Cândido Tostes para tornarem seus exemplares online. A Revista do ILCT é uma publicação técnico-científica criada em 1946, originalmente com o nome FELCTIANO. Em setembro de 1958, o seu nome foi alterado para o atual.

Este exemplar sobreviveu e é um dos nossos portais para o passado, o que representa uma riqueza de história, cultura e conhecimento. Marcas e anotações no volume original aparecerão neste arquivo, um lembrete da longa jornada desta REVISTA, desde a sua publicação, permanecendo por um longo tempo na biblioteca, e finalmente chegando até você.

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digitalizado por arvoredoleite.org

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FELCTIANO Pág. 2 SETEMBRO/OUTUBRO - 1951 DESDE A MAIS SIMP LES GRANJA AO MAIS COMPLETO ESTABELECIMENTO
FELCTIANO
Pág.
2
SETEMBRO/OUTUBRO -
1951
DESDE
A
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SIMP LES
GRANJA
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COMÉRCIO
E
INDÚSTRIA
PORTO
ALEGRE

FELCTIANO

TECNOLOGIA

SETEMBRO/OUTUBRO -1951

Pág.

3

DA FABRICAÇÃO

DE QUEIJOS

-''''-

-"

,�

..

-

.

� ..

BOLO

ALBINO

DB

SOUZA

Prof.

da F.B.L.e.T.

ANTIGUIDADE

E

INDOSTRiA

IMPORTANCIA DE QUEIJO

DA

 

Desde

os

tempos

mais remotos cuidou o

ho­

. :mem

da exploração do

leite,

com o

qual fabri­

cava,

 

de

modo

absolutamente

rudimentar,

a

manteiga e

o queijo.

 

Disto

temos

provas,

a

cada

passo.

pelas

ci­

tações em

obras -antigas e

mesmo

pelas

pinturas

e esculturas.

 

Na

 

própria

Bíblia

encontram-se

 

alusões

so­

bre

o

uso

dos derivados

do leite,

 

e

1050 anos

A.C.,

David

se

referia

à

fabricação

de

queijo.

o queijo

era

a princípio usado,

já,

na

ali­

mentação,

enquanto que

a

manteiga tinha

em­

prêgo

como

bálsamo

e

o

sôro

como

medica­

mento;

 

os

romanos

diziam,

mesmo,

que

"o

queijo

 

alimenta,

a

manteiga

alivia

e

o

sôro

cura"

 

o

leite

é,

como

sabemos,

um

alimento

com­

pleto

e

de

ótimo paladar,

porém,

de conserva­

ção

reduzida

devido

ao

grande

teor

de

água

. que

contém.

 

Tendo

em

vista

esse

ponto

é

 

que

se

pro­

curou eliminar

parte

dessa água,

o

que

se con­

seguiu

 

pela

coagulação

e

subsequente

trata­

 

obtendo-se

um

produto

de

 

larga conservação

e

com

todas

as propriedades

do

leite:

queijo.

o

 
 

leite

obtinha-se

pela

acidi­

,

'�Il.Ar- ,,",

espontânea

 

ou

pela

ação

de

diversas

substâncias,

sendo,

entre

estas

últimas,

a

prin�

cipa!,

o

coalho,

que

é

um

extrato

do

estôma­

go

de

mamíferos.

Usava-se

também

coagular

o

leite

com

o

uso

de

certos

sucos

de

origem

vegetal,

como

da

flor

do

cardo

(Cynara

car�

dunculus),

do

figo

e

outros.

 

Os

progressos

da

indústria

do

queijo

não

foram

grandes,

porém,

até

os

meiados

 

do

sé­

culo

XIX,

quando

então,

com

o

desenvolvi­

mento

da

Ciência,

especialmente nos

ramos

da

Microbiologia,

Química.

Mecânica,

Física

e

Zootecnia,

 

ela

tomou

incremento

apreciável.

 

No

Brasil,

essa

indústria

começou

a

se

de�

senvolver

apenas '

uns

20

anos,

sendo

que

o

Estado de

Minas Gerais vem

se

mantendo à

frente

de

todos

os

demais,

bastando

dizer

que

em

1939

 

ele

contribuiu com

63 %

da

produ­

ção

total

do

país.

A

importância

da

 

indústria

de

lacticínios

vem

dia

a

dia

crescendo.

sendo

mesmo,

em

muitos

países,

uma

das

principais

fontes

de

renda,

como,

por

exemplo.

na

Holanda,

Di�

namarca,

Nova

Zelândia,

Suíça,

Argentina.

etc.

 

No

Brasil,

vemos

esse

ramo

de

exploração

industrial

se

desenvolver

de

maneira admirável

em virtude

da grande

extensão territorial

e

ca­

rência

de

vias

de

comunicação,

a

fabricação

de

queijo

vem

se

impondo

como

o

meio

mais

lucrativo

de

exploração

leiteira.

 

A

primeira

fábrica

de

queijos

instalada

no

Brasil

foi

a

de

propriedade

do

Dr.

Carlos

Pe�

reita

de

Fortes,

em

188 8.

na

zona

da

Mantiqueira,

Estado

de

Minas

Gerais.

que

se

destinou

ao

fabrico

de

queijos

de

tipo

H04

digitalizado por arvoredoleite.org

 

,.

' ..

Pág.

  • 4 SETEMBRO/OUTUBRO -1951

FELCTIANO

FELCTIANO

SETEMBRO/OUTUBRO

- 1951

Pág.

5

f<�Y;" ,

 

,

landês.

E'

verdade

que

'a

produção

caseira

de

 

Produto

I

Valor

(Cr$)

cOn5umido,

não

pelo

seu

preço .relativam(:.n­

te

elevado

como

também

por

ser

desconhecido

transformam

em

uma

gestão,

saborosa

e

de

substância

de

fácil

grande

conservação.

di�

queijo,

com

especialidade o

queijo Minas,

data

 

de

época

muito

anterior.

 

Carnes

I

2.069.227.000,00

seu

vz.lor

alimentício. Na

realidade,

tendo

em

Portanto

ele conserva tedos os

elementos

al­

 

Café

I

1.892.951.000,00

vista

a

grande

concentração

de

elementos

nu­

tamente nutritivos do

leite

em

uma forma mais

 

As

estatísticas

revelam

a

importância

da

Milho

I

1.572.065.000,00

tritivos

no queijo,

não

se

pode considerar ele­

concentrada e

mais digestível, o

que

significa

 

indústria

de

lacticínios

no

Brasil.

Segundo

 

Algodão

Lacticinios

I

I

1.504.000.000,00

1.335.383.000,00

vado

seu

preço.

Houve

mesmo

quem dissesse

que

comprar

que

é

muito

mais

mentício

do que

o

considerável

seu

poder

ali­

do leite,

e

que

exig� muito

dados

referentes

ao ano

de

1 938,

extraídos

de

"Brasil

1 940/ 1941 ",

o

valor

da

produção

 

Dados

estatísticos

mais recentes

dão

como a

queijo é

o meio

de comprar

mais barJto

o

quilo

menos

trabalho do

nosso

organismo,

que aque�

leiteira

ocupa

 

o

5.0

lugar,

entre

as produções

seguinte

a

produção

de

lacticínios

em

Minas

de

proteínas.

le,

para

a

assimilação

dos nutrientes

que

en­

agro�pecuárias, como

se

no seguinte quadro:

Gerais,

no

ano de

1 947:

Segundo

as

últimas

estatísticas,

o

consumo

cerra.

     

anual

de

queijo

"per

c apita"

'

no

Brasil

é

de

Segundo

definição

do Congresso de

Lactici-

 

PRODUTO

 

QUANTIDADE

VALOR

 

Queijos:

 

(Ks.)

(Cr$)

 

Minas

 

14.01 1 .000

1

39.824.1 62,00

Prato

3.653.380

55.491

.81 7,00

Parmezão

 

2.702.296

42.131

.228,00

Reino

...............................

 

1 .705.974

31 .633.797,00

Cobocó

 

111.86 1

1.868.032,00

 

Cavalo

Outros

tipos

.........................

Sub

total

.

OUTROS PRODUTOS

Leite

Leite

pasteurizado

.

condensado

......................

Leite

em

Caseína

Lactose

.

Sub total .................

.

.

RESUMO:

MANTEIGA

........................

.

QUEIJOS

OUTROS

..........................

.

PRODUTOS

.

TOTAL ..................

A

produção

de

queijos

no

consideràve1mente

até

o

ano

de

Brasil

cresceu

1 939

......

(42.1 91.000 ks.,

em

1 939

contra

1 9.1 04.000

ks.

em

1 931

)

,

decaindo,

daí

por

diante,

até

o

ano

guerra

de

que

1945,

por

motivos

decorrentes

da

assolou

o

mundo,

como

fàcilmente

se

deduz. No

mou,

Em

usado

na

rada

Entre

00 ..

1.336.01 7

23.620.96

1

1 8.258.41 8,00

290.305.449,00

88.873.567

707.670

373.660

922.561

44. 920

90.922.378

1

70. 227 .292,00

4.159

456,00

3.362

.940,00

7.451.36 2,00

596.481,00

1

85.793.531 ,00

1 5.793.541

23.620.96

1

90.922.378

'1 30.336 .880

359.196.488,00

290.305.449,00

1

85.797.531 ,00

835.299.468,00

ano

de

novamente,

rumo

muitos

países

é

alimentação,

indispensável

a

sua

o

nós,

entretanto,

esta

prouução

to�

largamente

conside�

à

mesa.

pouco

Fabricação

de

queijo

no

Antigo

Egito

pouco

mais

de

1.000

grs.,

menos

de

3

grs.

de queijo

por dia,

por pessoa.

98

países

maiores

consumidores

são,

respectivo

consumo

anual

"per

capita",

com

o

os

se­

guintes:

Suíça,

los;

Dinamarca,

9, 1

6,3

quilos:

quilos;

Holanda.

9, 2

qui�

França,

5.6 quilos.

DEFINIÇÃO

E

COMPOSIÇÃO

QUEIJO

DO

queijo

nada

mais

é

grande parte

da água

que

o

leite

libertado

que

contém e

subme­

a

diversas operações

e

tratamentos que

o

nios

de

Genebra,

queijo

é:

"um

produto

de

maturação

da

coalhada que

se obtem

pela coa­

gulação

enzimática

ou

ácida

do

leite

integral,

ou

ou

parcialmente

ou

totalmente

desnatado.

com

sem

adição

de

connte

ou

de

sal,

suficien­

temente

libertado

do

sôro".

COMPOSIÇÃO

A

composição

do

queijo

muito

variável,

dependendo do

tipo

Existindo

m2Ís

de

e

do estado

quinhentas

de

ma turação.

variedades

de

digitalizado por

arvoredoleite.org

1

1

.097.995,00

433

1 946,

ascendente.

queijo

sendo

mesmo

presença

ele

é

diária

muito

Pág.

6

SETEMBRO/OUTUBRO - 1951

 

FELCTIANO

 

'FELCTIANO

SETEMBRO/OUTUBRO - 1951'

 

Pág.

7

queijos,

bem fácil

é

imaginar a diversidade

da

nesse

caso

é

calculada

em

relação

aos

sólidos

 

composição.

Os

principais

componentes

do

quelJO

são:

totais.

A

composição

 

dos

quelJOS,

como

dissemos,

 

Não maturados

 

Suisses

Neufchatel

 

água,

proteÍnJs,

gordura, cloreto de sódio,

1ac­

varia

muito

de queijo

para

queijo,

sendo

im­

 

Malakoff

tose,

ácido

láctico

e

cinzas.

Há,

porém,

quei-:

possível

determinar

uma

média

para

os

di­

jos

que

não

contêm

cloreto

de

sódio;

outros

versos

tipos.

Pode-se,

entretanto,

estabelecer

a

que não contêm gordura,

 

etc.

composição

média

de

cada

tipo

de

queijo,

e

Mineiro

 
 

A composição. de

 

um queijo,

por outro

lado,

disto

trataremos

no

capítulo

 

referente

ao

fa­

Massa mole

Limburgo

hem sempre

é

a

mesma;

 

vai

se

modificando

brico

dos

mesmos.

 

crua

Por

 

Quartirolo

com

a

sua

maturação.

Assim,

a

água,

 

por

CLASSIFICAÇÃO

DOS

QUEIJOS

 

bactérias

 

Livarot

e�emplo,

vai

se

reduzindo

e,

por conseguinte,

 

\

 

Ccbrero

 

os

demais

componentes

vão

tendo

aumentados

Os

queijos

s

classificam:

 

Geromé

os

seus

respectivos

 

teores.

   

Quanto à porcentagem de matéria gor­

 

Maturados

/

 

Tomemos

como

exemplo

um queijo

 

que,

da

sobre

os sólidos

totais;

   

I

Roquefort

 

fresco, contivesse 40 %

de

água

e

que

depois

II - Quanto ao

meio

 

obtida e

 

Gorgonzola

de

curado

apresentasse

apenas

3 00/0 .

 

por

que

Stilton

Evidentemente

esse

queijo

teria

o

seu

ex­

tratada a coalhada.

 

Por môfos

Wensleydale

 

trato

sêco

elevado

 

de

6 O

para

7 00/0,

o

que

*

*

*

Bric

significa que a porcentagem dos elementos de

 

I - Quanto à porcentagem de matéria gor­

 

Camembert

 

que este

'

compõe seria também mais elevada.

 

(*)

Pon t-l 'Evêque

s e

da

sobre

os

sólidos

totais

os

queijos são clas­

 

)

 

\

 

Além

desta

modificação

temos

 

outras que

sificados

em:

 

a)

Queijos de

 

Prato

Lunch

 

se

processam na

própria

estrutura

dos compo­

 

Extra-gordos

 

mais

 

de

60 %

de

massa obtida

\

I

nentes,

dando

outros

diversos,

tornando,

pois,

gordura,

sobre

os

sólidos

totais;

por coalho.

 

)

I

\

Duplo Creme

 

mais

baixo o teor daqueles.

A

lactose é

o

ele­

b

- Gordos

 

entre

45

e

60 <;10

de

gor-

 

mento

que

mais se

versas sbstâncias,

 

altera,

dando origem a

di­

dura

sobre

os

sólidos

totais;

 

NIassa não

fermentada

Cobocó

tais como:

ácido láctico, hi­

 

Semi-gordos

-

entre

 

25

e

45 %

de

Edam

drogênio,

anidrido

num queijo em

que

carbônico,

etc.,

sendo

que

a

lflaturação foi

bem con­

gordura

sobre os

sólidos

totais;

   

\

I

   

Gouda

Paulista

duzida,

a

qu:mtidade

de

lactose

é

quase nula.

d

- Magros

 

menos

de

25 %

de

gordu-

 

Massa semi-

Tílsit'

 

l'J

sobre

os

sólidos

totais.

 

cozida

Munster

 

Também :lS proteínas sofrem enormes alte­

dando

infinidade de

II

-

Quanto ao

meio por

que

é

obtida

e

\

Port-Salut

rações,

 

formação

a

uma

 

tratada

a

coalhada

 

queijos

podem

ser

clas­

   

outros elementos nitrogenados, que vão se tor­

os

 

\

nando, com o correr da maturação, cada vez

sificados

em:

   

Cheddar

mais simples e numerosos.

 

a -

Queijos de massa obtida por coalho;

 

Massa

fermentada

I

Chester

 

E' realmente impossível determinar de modo

b

Queijos de massa precipitada por ácido;

 

Massa dura

Derby

CantaI

 

absolutamente completo a composição química

c

- Queijos

 

de

massa

fundida

ou

pasteuri-

!

de um queijo curado, tantos são os elementos

zada;

 

que ele apresenta, havendo mesmo muitos ain­

d

- Queijos

de

massa

extraída

do

próprio

 

Parmezão

 

da desconhecidos.

 

sôro

do

queijo.

 

Emmenthal

 

Na

prática,

para

 

a

determinação

do

valor

O

primeiro

grupo

inclui

quase a

totalidade

 

Massa não

fermentada

 

Gruyere

Fontina

comercial

 

do

queijo,

usa-se

apenas

dosar

os

dos

queijos,

donde

não

se

fazer,

geralmente,

 

componentes

principais,

ou

sejam:

dura,

proteínas,

do láctico,

cloreto de sódio,

água,

cinzas e

gor-,

áci­

classificação

especial

para

os

demais grupos.

Obedecendo a esta classificação, vejamos onde

se enquadram os tipos de queijos mais conhe­

 

I

\

\ Massa cozida

\

/

 

Sbrinz

Pecorino Romano

Goya

 

Desses componentes é a gordura o que maior

cidos.

   

valor econômico apresenta, sendo mesmo toma­

a)

Queijos

de

massa

 

obtida por coa-

 

da por base para a classificação dos queijos;

lho

(*).

Massa

fermenta-

Cáccio

Cavalo

 

da

e

filada

Provolene

 

Gervais ou Petits-

SETEMBRO/OUTUBRO - 1951 FELCTIANO 'FELCTIANO SETEMBRO/OUTUBRO - 1951' queijos, bem fácil é imaginar a diversidade da

digitalizado por arvoredoleite.org

Pág.

8

SETEMBRO/OUTUBRO - 1951

 

FELCTIANO

 

FELCTIANO

 

SETEMBRO/OUTUBRO

- 1951

 

iPág.

9

 

b) -

Queijos

de

massa precipitada

por ácido.

lhor técniCJ.

e

a

higiene

mais

rigorosa

não po­

 

Para julgamento

do

leite recorre-se

a diver­

apresentou

um

aspecto

gasoso

ou

esponjoso,

Entre

esses

podemos

incluir

o

nosso

Re­

dem apagar

do

leite

os defeitos que

ele

já tem.

versas

provas,

entre

as

quais

temos:

deverá

ser

afastado

do

fabrico

de

queijos.

 

quelJao,

com

suas

variedades,

Mineiro,

 

do

Naturalmente podemos,

pela

p.1steurização

e

1)

-

Cheiro,

sto

e

aspecto

- Estes

ca­

Limitamos

aquí

a

acidez

 

máxima

do

leite

Norte ou

do

Sertão

e

o

Creme

Suíço.

 

pelo

uso

de

fermentos

selecionados,

 

evitar

o

racteres devem

ser normais,

isto

é,

não

devem

em

20

-

22° Dornic,

não somente pela

 

incon­

 

Além desses,

temos

os

estrangeiros:

Mascar­

desenvolvimento

do defeito

ou

torná-lo menor,

 

existir cheiro

ou

gôsto estranhos e

nem

aspec­

veniência

da

presença

do

 

ácido

láctico,

mas,

pone,

Cottage-Cheese, Norueguês,

Schabsiger

de

mas

nunca

podemos

eliminá-lo,

completamente,

to

anormal

(côr,

viscosidade,

etc.).

 

principalmente

pelo

fato

de

que

um

leite

em

Glaris,

etc.

 

do leite.

E'

por isto

 

que,

repetimos,

o

queijei­

2)

-

Acidez

-

O

leite

deve ter

uma

aci­

que

a

acidez

aumenta

ràpidamente,

indica

um

 

c

- Queijos

de

massa

fundida

ou

pasteuri-

ro

deve fiscalizar

a ordenha.

Esta

deve

ser

exe­

dez compreendida

entre

15

e

20° Dornic,

ex­

grande

desenvolvimento

 

bacteriano,

geralmente

zada.

 

cutada

por

pessoas

 

sãs,

que

observem

o

mais

cetuando-se

para alguns tipos

de queijo

em

que

impróprio.

 
 

Os

queijos

de

 

massa

fundida

recebem,

ge­

escrupuloso 2sseio,

 

não

só próprio,

como

tam­

se

pode

tolerar

um

pouco

mais (Parmezão,

       

ralmente,

a

denominação

do

próprio

usado

para

a fusão;

assim temos:

tipo

tipo

Emmenthal,

tipo

Gruyere,

etc.

queijo

Edam,

bém

do

animal

receber

o

leite.

e

O

vasilhame

deve

do

vasilhame destinado a

ser esterilizado após

rigo­

por

leite

3)

exemplo,

até com

parJ

o

qual

22° Dornic).

-

Prova

de

redutase

se

pode

Não

empregar

é

conve-

O ácido

láctico

em

si

não

veniente

até

certo

limite;

tem gr:nde

incon­

seria

aconselhável.

mesmo,

deixar

maturação antes

o

leite

sofrer

uma

pequena

da adição

do

coalho,

desde que

Ontros

recebem

denominações

diversas,

se­

tipo

rosa

limpeza.

 

niente

o

uso

do

leite que

nesta

prova

fôr clas­

se

tivesse

 

certeza

de

que

 

esta

maturação

se

gundo

o produtor; como

o

tipo

Clab,

o

 

O

balde

 

usado

na ordenha deve

ter pequena

 

sificado

em

3 .a

ou

4 .a

classe.

 

proceSSJsse

por

intermédio

de

um

grupo

de

L:lc,

o

tipo

Felct,

etc.

 

abertura.

 

4)

-

Prova

de

fermentação

-

O

leite que

germens

benéficos

(não

mais

de

22

-

2 3°

f\lguns

ainda,

são

fabricados

com

massa

de

 

Após a

ordenha

 

o

leite deve

ser

coado

para

 

apresentar

os

tipos E

(gasoso

ou esfacelado)

e

Dornic,

por·ém).

 

queijos

manipulados

especialmente

são,

recebendo,

então,

denominações

para

a

fu­

especiais.

a

eliminação

de

impurezas

maiores,

pêlos,

insetos,

etc.,

e

imediatamente

tais

como

resfriado,

S

(esponjoso)

não serve

para

queijo.

 

E'

mister

acrescentarmos,

no

entanto,

que,

ou

a

Em

muitos

casos

usa-se

uma

infinidade

de

outras

finalidade de

emprestar

adicionar

tempêros

substâncias,

com

30

queijo

um

sabor

o

que,

na

falta

de

outros

recursos,

pode

ser

feito

fàcilmente

colocando-se

os

latões

mergu­

 

nem

sempre

se

escolha

do

leite;

pode

ser

no

caso

muito

rigoroso

na

de

se

empregar um

leite

inferior,

entretanto,

deve-se ter

em

mente

forte

e

especial.

Entre

as

substâncias

mais

usadas,

temos:

lhados

níyel

da

interior

em

água

corrente

(de

água

seja

dos

latões).

superior

maneira

que

ao

do

leite

o

no

que

o

produto

nunca

poderá

ser

qualidade.

É,

também,

de

toda

de

primeira

conveniência

         

separar

o leite

em

lotes, classificando-o segundo

pimenta,

cr.wo,

alho,

mostarda,

massa

mate,

noz-moscada,

azeitona,

chocolate,

de

to­

vinho,

 

O

trJnsporte

deve

ser

feito

o

mais ràpida­

 

a

qualidade,

 

e

trabalhar

com

cada

lote

sepa­

cerveja,

ervas.

vitaminas

 

grande

número

de

mente

possível.

 

radamente

 

para

qlie

não

seja

afetJda tod.:i a

e

um

 

Os

latões

devem

ser

abrigados

contra

o

sol

produção.

 
 

d

- Queijos

de

massa

extraída

do

próprio

por

meio

de

lonas

ou

outros

dispositivos.

Se

TRATAMENTO

DA

MATÉRIA

 

PRIMA

sôro

de

queijo.

 

não

são

observados

estes

cuidados,

o

leite fà­

 
 

E'

a Ricotta

 

cuja

 

cilmente

 

se

contamina,

quer

pelo

vasilhJme

 

Recebido

e

classificado

 

o

leite

ele

 

deve

ser

o representante,

em

 

com­

sujo,

mal,

falta de

asseio

do ordenhado r

 

do ani­

submetido

nalidade

é

a determinados

a

melhoria das

 

posição

entra

com

um elevado

teor

a albumina.

etc.,

quer

pela

inclusão

de

ou

detritos

e

im­

tratamentos,

cuja

fi­

qualidades

do

mesmo.

 

MATÉRIA

PRIMA

purezas

(respingos

de fézes

ou lama,

pó,

etc.).

Os

mais

importantes

são

 

a

filtração

 

e

a

pas­

 

O

leite

destinado

ao fabrico

de queijos

tem

e

e

principalmente

se

o

transporte

se

é

não

se

USJ

a

levado a

cabo

refrigeração

com

muita

teuriZ2ção.

 

que

ser

um

leite

bom,

na

verdadeira

acepção

morosidade, ficando

os

latões

sob um

sol

caus­

 

Pesagem

do leite

 

FILTRAÇÃO

 

da

palavra,

isto

é,

um