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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

PRIMEIRA CÂMARA CRIMINAL
APELAÇÃO CRIMINAL 0001779-21.2008.8.19.0061

APELANTE: PAULO ALMEIDA DE OLIVEIRA.
APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

APELAÇÃO

CRIMINAL.

HOMICÍDIO

E

LESÃO

CORPORAL

CULPOSOS NO TRÂNSITO. – Acusado denunciado como incurso nas
penas dos arts. 302 e 303 do CTB n/f art. 70 do CP. –
Materialidade e autoria incontroversas. Fatos comprovados: Ao
manobrar o veículo em marcha ré em estreita rua, o apelante
atropelou duas pessoas, causando a morte de uma delas e
provocando lesões corporais na outra. – CONFIRMAÇÃO DA
CONDENAÇÃO. – Prova dos autos que indica ter o apelante agido
culposamente, violando o dever objetivo de cuidado. Testemunhas
afirmam que existia local apropriado para realização da manobra
no fim da rua. Desnecessidade de realização da manobra em uma
curva, pela contramão. Tese de que o acusado tenha saído do
veículo e olhado ao redor antes de iniciar a manobra não
confirmada nos autos. – DOSIMETRIA DA PENA: majoração
exacerbada da pena base privativa de liberdade imposta ao
apelante. Réu primário e com bons antecedentes. – REDUÇÃO DA
PENA BASE AO MÍNIMO LEGAL. – APLICAÇÃO DO VERBETE
SUMULAR 444 DO STJ: anotação relativa a delito de lesão corporal
supostamente praticado em 1977, cujos autos encontram-se
arquivados, não pode ser usada para exasperar a pena base. – Prazo
de suspensão da habilitação para dirigir veículo desproporcional. –
Redução de três anos para um ano de suspensão da habilitação
para dirigir veículo. – REDUÇÃO DA PENA RESTRITIVA DE
DIREITO DE PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA. – Desproporcionalidade do
valor da prestação pecuniária. Redução o equivalente a dois
salários

mínimos

CONDENATÓRIA

vigentes

à

MODIFICADA.

época

do

fato.

APELO

SENTENÇA

PARCIALMENTE

PROVIDO.

0001779-21.2008.8.19.0061
Assinado por CLAUDIO LUIS BRAGA DELL ORTO:14566
Data: 16/12/2010 18:57:02. Local: GAB. DES CLAUDIO LUIS BRAGA DELL'ORTO

VOTO DO RELATOR

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PRIMEIRA CÂMARA CRIMINAL

ACÓRDÃO
Vistos

e

examinados

os

autos,

ACORDAM

os

Desembargadores que compõem a Primeira Câmara Criminal do
Tribunal

de

Justiça

do

Estado

do

Rio

de

Janeiro,

por

UNANIMIDADE, nos termos do voto do relator, em CONHECER do
apelo e DAR-LHE PROVIMENTO PARCIAL para acomodar a resposta
penal em dois anos e quatro meses de detenção, em regime aberto,
e suspensão da habilitação para dirigir veículo por um ano;
substituindo-se a pena privativa de liberdade por duas penas
restritivas de direitos, quais sejam, prestação de serviços à
comunidade, por dois anos e quatro meses em entidade a ser
indicada pela Vara de Execuções Penais, e prestação pecuniária no
valor equivalente a dois salários mínimos vigentes à época do fato.

VOTO DO RELATOR
Trata-se de apelação criminal da sentença penal condenatória
prolatada na ação penal de natureza pública incondicionada movida em
face de Paulo Almeida de Oliveira, porque, supostamente, em
04.09.2005, por volta das 09:30h, na Estrada Mara Flor, Parque Boa
Esperança, Teresópolis, na direção do veículo automotor Mercedes
Benz/710,

placa

LSH-0232,

atuando

de

maneira

negligente

e

imprudente (manobrando o veículo em marcha ré sem a devida
observação se haviam pedestres passando pelo local), atropelou as
vítimas Jenifer de Souza Oliveira, causando-lhe a morte, e Maria José
de Souza Rosário, causando-lhe lesões corporais.

A sentença condenatória de fls. 119/127 julgou procedente a
pretensão punitiva estatal, condenando o acusado, a três anos e seis
meses de detenção em regime aberto e suspensão da habilitação para
dirigir veículos por igual prazo pela prática das condutas tipificas nos
arts. 302 e 303 da Lei 9.503/97, com substituição da pena privativa de
liberdade por duas restritivas de direitos, qual sejam, prestação de
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serviços à comunidade e prestação pecuniária no valor de cinco salários
mínimos.

Recurso de apelação interposto às fls. 134/143 pugnado pela
absolvição do acusado ou, subsidiariamente, pela redução da pena
base com relação ao art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro; redução
do período de suspensão da habilitação para um patamar razoável; e a
diminuição da prestação pecuniária.

Decisão recebendo o apelo às fls. 144.

Contrarrazões apresentadas pelo Ministério Público às fls.
145/150 pugnando pelo desprovimento do apelo defensivo com a
consequente manutenção da sentença.

Parecer da Procuradoria Geral de Justiça às fls. 156/159
opinando pelo desprovimento do recurso.

É o relatório. Passo ao voto.

Presentes as condições do recurso (legitimidade, interesse e
possibilidade jurídica) e pressupostos legais (órgão investido de
jurisdição, capacidade recursal das partes e regularidade formal –
forma escrita, fundamentação e tempestividade), a apelação deve ser
conhecida.

A materialidade restou comprovada pelo auto de exame
cadavérico da vítima Jenifer de Souza Oliveira (fls. 23), auto de corpo de
delito da vítima Maria José de Souza Rosário (fls. 24 e 25) e pelo laudo
de exame em local de atropelamento (fls. 20/22). A autoria também
restou comprovada através dos depoimentos colhidos nos autos,
inclusive confirmada pelo próprio apelante.

A controvérsia dos autos é no tocante do elemento subjetivo.
Saber se o apelante agiu, ou não, com imprudência ou negligência,
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devendo, ou não, ser condenado pela pratica das condutas tipificadas
nos arts. 302 e 303 do Código de Trânsito Brasileiro.

O conjunto probatório aponta no sentido de ter o apelante
faltado com o dever objetivo de cuidado. A própria testemunha de
defesa afirma que passou pelas vítimas momento antes do acidente, e,
em se tratando de rua reta, não há como o apelante não tê-las avistado,
como informa. Além, o sargento PM André afirma que pouco mais de
quinhentos metros do local do acidente havia lugar propício para
manobra de veículos, fazendo com que a manobra realizada pelo
apelante, dentro de uma curva e pela contramão, seja considerada
imprudente. Vejamos:

Em sede policial, o apelante afirmou que: “por volta das 09:30h,
encontrava-se no 2º distrito, Providência, localidade do Parque União,
carregando o seu caminhão de hortaliças; que quando terminou o carregamento,
conduziu o veículo para ir embora, teve que fazer uma manobra, pois a rua em
que estava não possuía saída e além disso era estreita; que a manobra foi
efetuada numa curva, onde do lado direito possuía um barranco, e sem avistar
ninguém na rua, empreendeu marcha ré no sentido de manobrar seu caminhão,
quando ouviu um grito; saiu da direção do veículo para verificar o que ocorrera,
quando pode ver uma criança, do sexo feminino, caída na direção do pneu do
caminhão e duas senhoras (...)” (fls. 05)

em juízo,

o apelante

afirmou

que: “são parcialmente

verdadeiros os fatos narrados na denúncia; que na data dos fatos estava
realizando um carregamento no caminhão, sendo certo que o mesmo estava
parado de frente para um local onde não havia saída, sendo certo que para
deixar a localidade, era necessário que o interrogando saísse de ré; que antes
do ingresso no caminhão, verificou se havia alguém próximo ao mesmo, não
tendo visto ninguém; que entrou no caminhão e ligou o pisca alerta; que de um
dos lados do caminhão havia um barranco com pouco mais de 20 cm de
distância e do outro lado, o final da rua; com cerca de 1,20m; que saiu
lentamente do local, mormente por ser a via bastante esburacada e pelo
caminhão estar pesado; que não chegou a ver ninguém passando atrás do
caminhão; que em dado momento o interrogando ouviu um grito e parou o
caminhão, saindo para verificar o que havia ocorrido; que verificou, então, que a
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criança já estava morta e a outra vítima havia sido atingida pela pneu do
caminhão; que pela posição em que a vítima estava em relação ao caminhão,
acredita que as duas tenham vindo pelo lado do barranco e em virtude de pouco
espaço, uma acabou desequilibrando e caindo sob a roda do veículo; que
imediatamente foi prestado socorro para a outra vítima não fatal (...)” (fls.
52/53)

A segunda vítima, Maria José, em juízo afirmou que: “no dia dos
fatos estava andando na rua com sua neta Jenifer; que o caminhão veio dando
ré na direção delas; que o caminhão estava com som alto e não havia ajudante;
que o caminhão estava carregado com couve; que Jenifer gritou ‘vó, olha o
caminhão’; que Jenifer tentou subir no barranco; que acha que ela tentou
segurar no capim, mas não consegui; que Jenifer caiu debaixo da roda; que a
depoente caiu também e ficou com a perna e braços todos machucados; que o
acusado parou o caminhão e ficou apavorado, mas Jenifer já estava morta, não
havia mais o que ser feito; (...) que a depoente e sua neta viram o caminhão,
mas a depoente não se preocupou pois achou que havia ajudante (...)” (fls. 81)

A testemunha Marilene de Souza, mãe da vítima fatal – Jenifer –
e filha da segunda vítima Maria José em juízo afirmou que: “no dia dos
fatos estavam na rua de chão, andando; que a depoente estava mais a frente,
que Maria José e Jenifer ficaram para trás; que de repente ouviu uns gritos e
Jenifer falou ‘vem um caminhão’; que a depoente passou e elas ficaram para
trás; (...) que a depoente passou no canto da via entre o caminhão e o barranco;
que o caminhão continuou dando ré e imprensou Jenifer e sua mãe no barranco;
que quando Jenifer se soltou de sua mãe foi para sair do canto da via e subir
no barranco, mas ela escorregou e caiu (...)” (fls. 83)

A testemunha SGT PM André da Cunha, em juízo afirmou que:
“o caminhão vinha de marcha ré na contramão de direção; que o corpo da
menor ainda estava no local; que a menor já estava morta; que o corpo estava
entre a roda e o barranco; (...) que acredita que era uma rua sem saída; que dá
para passar dois veículos no local, um caminhão e um outro carro; que na frente
há um local que dá para manobrar o veículo, que foi onde o depoente inclusive
manobrou a viatura; que este local no final da rua ficava a uns quinhentos
metros do local do acidente.” (fls. 85) (grifei)

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A testemunha de defesa Paulo Henrique de Oliveira Branco, em
juízo afirmou que: “o acidente ocorreu num domingo de manha; que passou
pela mãe e a criança pouco antes do acidente; que estava de moto; que, quando
passou pelas duas, estava a uma distância de mais ou menos cinquenta ou
com metros do local do acidente; que a criança vinha andando na frente da
mãe; (...) que a rua é um reta; que a única curva que tem é a em que aconteceu o
acidente; que conhece o acusado há muitos anos; que é agricultor e o acusado
transporta a mercadoria que planta (...)” (fls. 92/93) (grifei)

Com

base

nos

depoimentos

acima

transcritos,

podemos

concluir que a dinâmica dos fatos foi a seguinte: o acusado manobrava
seu caminhão na única curva de uma rua sem saída; as vítima
caminhavam pela rua, quando foram imprensadas pelo caminhão que
andava de marca ré; a vítima fatal, subiu num barranco lateral para
escapar do caminhão, mas não consegui segurar-se e caiu sob a roda
do caminhão, morrendo instantaneamente. A segunda vítima, também
escorregou, mas apenas lesionou-se na lateral do pneu do caminhão.

O acusado afirma que antes de iniciar a manobra, saiu do
caminhão e observou se havia algum pedestre na rua, mas não avistou
ninguém. Assim, lentamente, começou a manobrar o veículo, de
marcha ré. Porém tal alegação não encontra suporte nas provas dos
autos.

Ocorre que, ao contrário do alegado pela defesa, o acusado não
agiu com a devida cautela. Por uma, ao efetuar manobra pela
contramão da rua quando havia lugar destinado a manobra no final da
via, a mais ou menos quinhentos metros a frente, como informado pelo
perito às fls. 85. E por duas, ter a testemunha de defesa Paulo
Henrique informado que passou pelas vítimas andando pela estrada
momentos antes do acidente, e sendo a rua uma única reta, o acusado
não observou se havia pessoas andando pela rua antes de iniciar a
manobra.

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Assim, agiu com culpa ao manobrar seu veículo sem as devidas
precauções, estando incurso nas penas dos art. 302 e 303 do CTB,
devendo a condenação ser mantida.

Nesse sentido:
“0001878-98.2007.8.19.0069 DES. MARCO AURÉLIO BELLIZZE Julgamento: 04/08/2010 - PRIMEIRA CÂMARA CRIMINAL DO TRIBUNAL
DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. E M E N T A. APELAÇÃO.
Código de Trânsito Brasileiro. Art. 302. Homicídio culposo na direção de
veículo automotor. Atropelamento. Vítima fatal colhida pela motocicleta
conduzida pelo Apelante. Sentença condenatória. Apelo defensivo buscando
a absolvição por culpa exclusiva da vítima. Versão defensiva não
comprovada de que a vítima teria atravessado a pista, sem cautela, em
frente a sua residência. Além disso, nem mesmo eventual concorrência de
causas excluiria a responsabilidade penal. Prova pericial contundente no
sentido de que a motocicleta estaria em velocidade totalmente incompatível
com o local, tendo o velocímetro travado na velocidade de 100km/h.
Conjunto probatório firme e suficiente para embasar a censura penal
estampada na sentença. Negligência evidenciada. Resultado morte. Pena
bem dosada. Recurso a que se nega provimento.”
“0048802-80.2007.8.19.0001 DES. VALMIR RIBEIRO - Julgamento:
07/07/2010 - OITAVA CÂMARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO. DELITO DE TRÂNSITO. - HOMICÍDIO
CULPOSO.PEDIDO
DE
ABSOLVIÇÃO
POR
INSUFICIÊNCIA
DE
PROVAS.PEDIDO SUBSIDIÁRIO DE FIXAÇÃO DA PENA NO MÍNIMO LEGAL,
COM APLICAÇÃO DO ARTIGO 44 DO CÓDIGO PENAL.Autoria e
materialidade restaram comprovadas nos autos. O laudo de exame de local
assenta que a causa determinante do acidente consistiu na ocorrência de
um desvio direcional brusco associado à manutenção de velocidade
incompatível com a via. Tal combinação resultou na perda da direção do
automóvel, que veio a colidir com o poste, causando a morte da vítima, que
se encontrava no banco do carona. A defesa não logrou provar suas
alegações. Forçoso concluir, portanto, que a imprudência do apelante foi
decisiva para a causação do evento danoso. O culto magistrado "a quo" fixou
a pena base em 02 (dois) anos de detenção e 20 (vinte) dias multa, que
tornou definitiva face à inexistência de causas especiais ou gerais de
aumento ou diminuição de pena. Em seguida, substituiu a pena privativa de
liberdade por duas restritivas de direitos. Observa-se que a pena privativa
de liberdade foi corretamente fixada em seu mínimo legal, todavia,
equivocou-se a culta magistrada ao fixar pena de multa, uma vez que o
artigo 302 da Lei 9.503/97, não prevê a cominação de tal pena. Assim,
embora inexista pleito neste sentido, excluo, de ofício, a pena de multa
fixada na sentença, mantendo seus demais termos.- Recurso parcialmente
provido.”

No tocante a dosimetria da pena, a sentença merece pequeno
reparo. O juízo a quo, com relação ao delito do art. 302 do CTB, fixou a
pena privativa de liberdade em três anos de detenção e suspensão da
habilitação para dirigir veículo por igual período, tendo sido a pena
base fixada acima do mínimo legal. Sustenta tal exasperação na
consequência do delito, que “ceifou uma vida ainda em seu início, trazendo
traumas indeléveis para os familiares” (fls. 126)
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Ocorre que, conforme a FAC do acusado (fls. 40/44), o mesmo é
primário, sendo certo que a primeira anotação relativa a delito de lesão
corporal supostamente praticado em 1977, cujos autos encontram-se
arquivados, não pode ser usada para configurara maus antecedentes
diante do verbete sumular 444 do STJ.

Assim, as penas bases devem ser fixadas no mínimo legal, ou
seja, dois anos de detenção e suspensão da habilitação para dirigir
veículo pelo prazo de um ano pela pratica da conduta descrita no art.
302 do CTB e seis meses de detenção pela pratica da conduta descrita
no art. 303 do CTB, tornando-as definitivas nesses patamares pela
ausência atenuantes, agravante, causas de diminuição ou aumento de
pena.

Diante da incidência da norma do art. 70 do CP, aplica-se a
pena mais grave (dois anos de detenção), aumentada de um sexto,
sendo a resposta penal estabelecida em dois anos e quatro meses de
detenção e suspensão da habilitação para dirigir veículo por um ano.

O apelante faz jus a substituição da pena privativa de liberdade
por duas penas restritivas de direitos, na forma do art. 44 do CP, nas
modalidades de prestação de serviços à comunidade por dois anos e
quatro meses em entidade a ser apontada pela VEP e prestação
pecuniária no valor de dois salários mínimos, vigentes à época do fato.

Com relação ao regime prisional, correta aplicação de regime
inicial aberto no caso de descumprimento das penas restritivas de
direitos impostas, diante da norma emanada do art. 33, §2º “c” do
Código Penal.

VOTO pelo conhecimento e PROVIMENTO PARCIAL do
apelo, acomodando a resposta penal em dois anos e quatro meses
de detenção, em regime aberto, e suspensão da habilitação para
dirigir veículo por um ano; substituindo-se a pena privativa de
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liberdade por duas penas restritivas de direitos, quais sejam,
prestação de serviços à comunidade, por dois anos e quatro meses
em entidade a ser indicada pela VEP, e prestação pecuniária no
valor equivalente ao de dois salários mínimos vigentes à época do
fatos, devidamente corrigidos de acordo com a variação da UFIRRJ.

Rio de Janeiro, 09 de dezembro de 2010.

CLÁUDIO DELL’ORTO
DESEMBARGADOR RELATOR

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