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Telecurso 2000 profissionalizante Mec‚nica C·lculo tÈcnico

Telecurso 2000 profissionalizante

Mec‚nica

C·lculo tÈcnico

Telecurso 2000 profissionalizante Mec‚nica C·lculo tÈcnico

C·lculo tÈcnico

SENAI-SP - INTRANET

AA238-06

C·lculo tÈcnico

C·lculo tÈcnico

© SENAI-SP. 2 a ediÁ„o, 2006.

Editorado por Meios Educacionais da GerÍncia de EducaÁ„o da Diretoria TÈcnica do SENAI-SP.

CoordenaÁ„o editorial

Gilvan Lima da Silva

1 a ediÁ„o, 1998. Trabalho editorado eletronicamente pela Divis„o de Recursos Did·ticos da Diretoria de EducaÁ„o do SENAI-SP, a partir do conte˙do do livro Mec‚nica C·lculo TÈcnico do Telecurso 2000 profissionalizante, 1995.

ElaboraÁ„o

EditoraÁ„o eletrÙnica

Antonio Scaramboni Regina CÈlia Roland Novaes CÈlia Amorim Pery Cleide Aparecida da Silva

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SENAI

ServiÁo Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de S„o Paulo Av. Paulista, 1313 ñ Cerqueira Cesar S„o Paulo ñ SP CEP 01311-923

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C·lculo tÈcnico Sum·rio Usando unidades de medida 1 • O milÌmetro 1 • A polegada 3

Sum·rio

Usando unidades de medida

1

O milÌmetro

1

A polegada

3

TransformaÁ„o de unidades de medida

6

ExercÌcios

12

Gabarito

14

Calculando a dilataÁ„o tÈrmica

17

DilataÁ„o tÈrmica

17

C·lculo de dilataÁ„o tÈrmica

19

ExercÌcios

21

Gabarito

23

Calculando o comprimento de peÁas dobradas ou curvadas

25

PeÁas dobradas

25

PeÁas curvadas circulares

27

PeÁas curvadas semicirculares

31

ExercÌcios

35

Gabarito

36

Descobrindo medidas desconhecidas (I)

37

Aplicando o Teorema de Pit·goras

38

ExercÌcios

44

Gabarito

49

Descobrindo medidas desconhecidas (II)

51

Calculando o comprimento de correias

51

Polias de di‚metro diferentes

54

Correias cruzadas

57

Gabarito

59

Descobrindo medidas desconhecidas (III)

61

RelaÁ„o seno

62

RelaÁ„o co-seno

66

Gabarito

70

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C·lculo tÈcnico

Descobrindo medidas desconhecidas (IV)

71

RelaÁ„o tangente

72

ExercÌcios

79

Gabarito

84

Calculando RPM

85

RPM

86

C·lculo de rpm de polias

89

C·lculo de rpm em conjuntos redutores de velocidade

92

C·lculo de rpm de engrenagem

95

ExercÌcios

97

Gabarito

99

Calculando o desalinhamento da contraponta

101

Calculando a medida do desalinhamento

102

Conicidade percentual

105

Conicidade proporcional

107

ExercÌcios

110

Gabarito

111

Calculando a aproximaÁ„o do anel graduado

113

C·lculo do deslocamento

114

ExercÌcios

116

Gabarito

117

Calculando a rpm e o gpm a partir da velocidade de corte

119

Velocidade de corte

119

C·lculo de rpm em funÁ„o da velocidade de corte

120

C·lculo de rpm para retificaÁ„o

122

C·lculo de gpm em funÁ„o da velocidade de corte

124

ExercÌcios

125

Gabarito

126

Calculando engrenagens cilÌndricas

127

Engrenagem cilÌndrica de dentes retos

128

C·lculo do mÛdulo

129

C·lculo do di‚metro externo

130

C·lculo da altura total do dente

132

C·lculo da altura do pÈ do dente da engrenagem

134

C·lculo de di‚metro interno

135

C·lculo do passo

137

C·lculo da dist‚ncia entre eixos

138

ExercÌcios

140

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C·lculo tÈcnico

Gabarito

140

Realizando c·lculos para o aparelho divisor (I)

141

O aparelho divisor

141

C·lculo do aparelho divisor

142

Disco divisor

143

C·lculo para o disco divisor

144

C·lculo de divis„o angular

147

Gabarito

149

Realizando c·lculos para o aparelho divisor (II)

151

Divis„o diferencial

151

C·lculo com divis„o diferencial

152

DeterminaÁ„o das engrenagens intermedi·rias

157

ExercÌcios

159

Gabarito

160

Realizando c·lculos para o aparelho divisor (III)

161

Elementos da linha helicoidal

161

C·lculo do passo da hÈlice

163

C·lculo das engrenagens auxiliares para o aparelho divisor

166

ExercÌcios

170

Gabarito

170

Tabela de convers„o de polegada em milÌmetro e vice-versa

171

Tabela dos senos 0 - 45

172

Tabela dos co-senos 0 - 45

174

Tabela das tangentes 0 - 45

176

Tabela de velocidade de corte na plaina limadora

178

Tabela de velocidade de corte (v) para torno

179

Velocidade de corte na retificadora cilÌndrica

179

Velocidade de corte na fresadora

180

Velocidade e avanÁo para brocas de aÁo r·pido

181

ReferÍncias

183

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Antonio Scaramboni Regina CÈlia Roland Novaes

Antonio Scaramboni Regina CÈlia Roland Novaes Usando unidades de medida Quando alguÈm vai ‡ loja

Usando unidades de medida

Quando alguÈm vai ‡ loja de autopeÁas para comprar alguma peÁa de reposiÁ„o, tudo que precisa È dizer o nome da peÁa, a marca do carro, o modelo e o ano de fabricaÁ„o. Com essas informaÁıes, o vendedor È capaz de fornecer exatamente o que a pessoa deseja em poucos minutos.

Isso acontece devido ‡ normalizaÁ„o, isto È, por causa de um conjunto de normas estabelecidas de comum acordo entre fabricantes e consumidores. Essas normas simplificam o processo de produÁ„o e garantem um produto confi·vel, que atende ‡s necessidades do consumidor.

Um dos dados mais importantes para a normalizaÁ„o È exatamente a unidade de medida. GraÁas a ela, vocÍ tem certeza de que o parafuso quebrado que prendia a roda de seu carro poder· ser facilmente substituÌdo, uma vez que È fabricado com unidades de medida tambÈm padronizadas.

Na Mec‚nica, o conhecimento das unidades de medida È fundamental para a realizaÁ„o de qualquer tarefa especÌfica nessa ·rea.

Por exemplo, vamos fazer de conta que vocÍ È um torneiro e recebeu o desenho de uma peÁa para fabricar. No desenho, vocÍ nota que n„o est· escrita a unidade de medida usada pelo desenhista. VocÍ sabe por quÍ? N„o? Ent„o estude esta liÁ„o, porque nela daremos a resposta a essa e a outras perguntas que talvez vocÍ tenha sobre este assunto.

O milÌmetro

Em Matem·tica, vocÍ j· aprendeu que, para medir as coisas de modo que todos entendam, È necess·rio adotar um padr„o, ou seja, uma unidade de medida.

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1

C·lculo tÈcnico

Em Mec‚nica, a unidade de medida mais comum È o milÌmetro, cuja abreviaÁ„o È mm. Ela È t„o comum que, em geral, nos desenhos tÈcnicos, essa abreviaÁ„o (mm) nem aparece.

O milÌmetro È a milÈsima parte do metro, ou seja, È igual a uma parte do metro que foi dividido em 1.000 partes iguais. Provavelmente, vocÍ deve estar pensando: ìPuxa! Que medida pequenininha! Imagine dividir o metro em 1.000 partes!î.

Pois, na Mec‚nica, essa unidade de medida È ainda considerada enorme, quando se pensa no encaixe de precis„o, como no caso de rolamentos, buchas, eixos. E essa unidade È maior ainda para instrumentos de mediÁ„o, como calibradores ou blocos- padr„o.

Assim, a Mec‚nica emprega medidas ainda menores que o milÌmetro, como mostra a tabela a seguir.

Subm˙ltiplos

   

do milÌmetro

RepresentaÁ„o

CorrespondÍncia

   

1

DÈcimo de milÌmetro

0,1mm

10

   

1

CentÈsimo de milÌmetro

0,01mm

100

   

1

MilÈsimo de milÌmetro

0,001mm (1µm)

1.000

Na pr·tica, o milÈsimo de milÌmetro tambÈm È representado pela letra grega µ (lÍ-se mi). Assim, o milÈsimo de milÌmetro pode tambÈm ser chamado de micrometro ou, simplesmente, de mÌcron (0,001mm = 1µm = 1µ).

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… bom estudar os assuntos passo a passo, para n„o perder nenhuma informaÁ„o. Por isso, vamos propor um exercÌcio bem f·cil, para vocÍ fixar as informaÁıes que acabamos de lhe dar.

ExercÌcio

  • 1. Identifique as medidas, escrevendo 1, 2, 3 ou 4 nos parÍnteses.

(1) milÌmetros

(

) 0,5mm

(2) dÈcimos de milÌmetro

(

) 0,008mm

(3) centÈsimos de milÌmetro

(

) 3mm

(4) milÈsimos de milÌmetro

(

) 0,04mm

(

) 0,6mm

(

) 0,003mm

A polegada

A polegada È outra unidade de medida muito utilizada em Mec‚nica, principalmente nos conjuntos mec‚nicos fabricados em paÌses como os Estados Unidos e a Inglaterra.

Embora a unificaÁ„o dos mercados econÙmicos da Europa, da AmÈrica e da £sia tenha obrigado os paÌses a adotarem como norma o Sistema MÈtrico Decimal, essa adaptaÁ„o est· sendo feita por etapas. Um exemplo disso s„o as m·quinas de comando numÈrico computadorizado, ou CNC - Computer Numerical Control, que vÍm sendo fabricadas com os dois sistemas de medida. Isso permite que o operador escolha o sistema que seja compatÌvel com aquele utilizado em sua empresa.

Por essa raz„o, mesmo que o sistema adotado no Brasil seja o sistema mÈtrico decimal, È necess·rio conhecer a polegada e aprender a fazer as conversıes para o nosso sistema.

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A polegada, que pode ser fracion·ria ou decimal, È uma unidade de medida que corresponde a 25,4mm.

C·lculo tÈcnico A polegada, que pode ser fracion·ria ou decimal, È uma unidade de medida que

Observe que, na rÈgua de baixo, os n˙meros aparecem acompanhados de um sinal (ì). Esse sinal indica a representaÁ„o de uma medida em polegada ou em fraÁ„o de polegada.

Da mesma forma que o milÌmetro È uma unidade de medida muito grande para a Mec‚nica e, por isso, foi dividido em subm˙ltiplos, a polegada tambÈm foi dividida. Ela tem subdivisıes que podem ser usadas nas medidas de peÁas de precis„o.

Assim, a polegada foi dividida em 2, 4, 8, 16, 32, 64 e 128 partes iguais. Nas escalas graduadas em polegada, normalmente a menor divis„o corresponde a 1/16". Essas subdivisıes s„o chamadas de polegadas fracion·rias.

DÍ mais uma olhada na figura acima. VocÍ deve ter percebido que a escala apresenta

as fraÁıes 1/8", 1/4", 3/8"

e assim por diante. Observe que os numeradores das

... fraÁıes s„o sempre n˙meros Ìmpares. Como se chegou a essas fraÁıes?

Para obter essa resposta, vamos representar uma escala de uma polegada de comprimento e verificar como as subdivisıes foram feitas:

C·lculo tÈcnico A polegada, que pode ser fracion·ria ou decimal, È uma unidade de medida que

4

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C·lculo tÈcnico

VocÍ que estudou fraÁıes em Matem·tica j· sabe que algumas das que est„o na escala mostrada acima podem ser simplificadas. Por exemplo:

2

÷

2

1"

 

=

16

÷

2

8

8

÷

8

1"

 

=

16

÷

8

2

Esse procedimento È realizado atÈ obtermos a fraÁ„o final da escala. Os resultados dos exemplos acima mostram as subdivisıes mais comuns da polegada fracion·ria.

Para medidas menores, o procedimento ser· o mesmo. As subdivisıes s„o obtidas a partir da divis„o de 1/16", e seus valores em ordem crescente ser„o:

1" 1" 3" 1" 5" 3" 7" 1" ; ; ; ; ; ; ; ;
1"
1"
3"
1"
5"
3"
7"
1"
;
;
;
;
;
;
;
;
128
64
128
32
128
64
128
16

A representaÁ„o da polegada em forma decimal È t„o usada na Mec‚nica quanto a fracion·ria. Ela aparece em desenhos, aparelhos de mediÁ„o, como o paquÌmetro e o micrÙmetro, e permite medidas menores do que a menor medida da polegada fracion·ria, que È 1/128".

Uma polegada decimal equivale a uma polegada fracion·ria, ou seja, 25,4mm. A diferenÁa entre as duas est· em suas subdivisıes: em vez de ser subdividida em fraÁıes ordin·rias, a polegada decimal È dividida em partes iguais por 10, 100, 1.000 etc.

A divis„o mais comum È por 1.000. Assim, temos, por exemplo:

1/2" correspondente a 0,5" (ou 5 dÈcimos de polegada) 1/4" correspondente a 0,25" (ou 25 centÈsimos de polegada) 1/8" correspondente a 0,125" (ou 125 milÈsimos de polegada)

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TransformaÁ„o de unidades de medida

VocÍ deve estar pensando que entender o que È o milÌmetro e suas subdivisıes, bem como o que È a polegada e como ela est· dividida, n„o È muito difÌcil. Provavelmente o que vocÍ deve estar se perguntando agora È: ìE se eu tiver uma medida em polegadas e precisar saber quanto isso vale em milÌmetros e vice-versa?î.

Esse c·lculo È necess·rio, por exemplo, quando um operador recebe materiais cujas dimensıes est„o em polegadas e precisa construir uma peÁa ou dispositivo cujo desenho apresenta as medidas em milÌmetros ou fraÁıes de milÌmetros, o que È bastante comum na ind˙stria mec‚nica.

Transformando polegadas em milÌmetros

Vamos comeÁar pelo mais f·cil, ent„o. Para transformar uma medida dada em polegadas para milÌmetros, basta apenas multiplicar a fraÁ„o por 25,4mm. Veja como isso È f·cil nos exemplos a seguir.

  • a. VocÍ tem em casa uma furadeira e um conjunto de brocas medidas em milÌmetros. Para instalar a secadora de roupas de sua m„e, È necess·rio fazer um furo na parede de 5/16". Qual a medida da broca que vocÍ precisa para fazer o furo?

5"

5

×

25,4

=

127

16

16

16

× 25,4 ou

= 7,937mm

Portanto, 5/16" corresponde a 7,937mm. Como o seu conjunto de brocas certamente n„o possui uma broca com essa medida, vocÍ dever· usar aquela cuja medida mais se aproxime desse resultado, ou seja, 8mm.

  • b. VocÍ recebeu um material cilÌndrico com di‚metro de 3/8" e precisa torne·-lo de modo que fique medindo 8mm de di‚metro. Quantos milÌmetros dever„o ser desbastados?

3"

3

×

25,4

=

76,2

8

8

8

× 25,4 ou

= 9,525mm

Logo, 3/8" = 9,525mm

6

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Como o di‚metro pedido È 8mm, È necess·rio fazer a subtraÁ„o para saber quanto do material dever· ser desbastado.

9,525 - 8 = 1,525mm

Portanto, vocÍ dever· desbastar 1,525mm no di‚metro.

Para ver se vocÍ entendeu o que acabamos de explicar, faÁa os c·lculos propostos no exercÌcio seguinte.

ExercÌcio

  • 2. Na gaveta do ajustador mec‚nico existem chaves de boca, limas e brocas com medidas em polegadas. Transforme as medidas em polegadas para milÌmetros: Chaves de boca de

 

1"

a.

 

2

SoluÁ„o:

1"

x

25,4 =

25,4

=

 
 

2

2

b.

7"

16

 

7"

 

SoluÁ„o:

 

x

25,4 =

16

3"

c.

 

4

 

3"

 

SoluÁ„o:

x

 

4

d.

7"

8

SoluÁ„o:

Limas de 8", 10" e 12"

 

a.

8" x 25,4 =

 

b.

10" x

c.

12"

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Brocas de

1"

1"

1"

16

,

8

,

4

a.

1"

16

x

b.

1"

8

c.

1"

4

Transformando milÌmetros em polegadas

Para transformar uma medida em milÌmetros para polegadas, vocÍ vai precisar aplicar mais alguns de seus conhecimentos de operaÁıes aritmÈticas e simplificaÁ„o de fraÁıes.

Esse processo de transformaÁ„o de medidas tem os seguintes passos:

  • 1. Multiplique o valor em milÌmetros por 128.

  • 2. Divida o resultado por 25,4.

  • 3. Monte a fraÁ„o de modo que o resultado dessa divis„o corresponda ao numerador da fraÁ„o da polegada. O denominador È sempre 128.

  • 4. Simplifique a fraÁ„o resultante. Parece difÌcil? Vamos a um exemplo, transformando 12,7mm em polegada fracion·ria.

    • 1. MultiplicaÁ„o de 12,7 por 128. 12,7 x 128 = 1.625,6

    • 2. Divis„o do resultado por 25,4. 1.625,6 ˜ 25,4 = 64

    • 3. Montagem de fraÁ„o. Numerador da fraÁ„o: 64 Denominador: 128 A fraÁ„o resultante È:

64

128

8

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  • 4. SimplificaÁ„o da fraÁ„o.

64

÷

2

=

  • 32 8

÷

2

  • 16 ÷

÷

2

=

=

2

 

=

  • 4 2

÷

2

÷

  • 2 1"

=

=

128

÷

2

  • 64 16

÷

2

  • 32 ÷

÷

2

2

  • 8 2

÷

  • 4 2

÷

2

Portanto, 12,7mm = 1/2".

Reforce o que vocÍ aprendeu no exercÌcio a seguir.

ExercÌcio

  • 3. No almoxarifado de uma empresa mec‚nica existem os seguintes materiais:

    • a. barra de aÁo quadrada de 19,05mm de lado;

    • b. barra de aÁo redonda de 5,159mm de di‚metro;

    • c. chapa de alumÌnio de 1,588mm de espessura;

    • d. chapa de aÁo de 24,606mm de espessura;

Converta essas medidas para polegada fracion·ria.

SoluÁ„o:

  • a. x 128 = ˜ 25,4 =

19,05

 

=

 

128

  • b. SoluÁ„o:

5,159 x

  • c. SoluÁ„o:

1,588

  • d. SoluÁ„o:

24,606

Transformando polegada fracion·ria em decimal

Vamos supor agora que o desenho que vocÍ recebeu tem as medidas em polegadas fracion·rias e o seu instrumento de medida est· em polegada decimal. Nesse caso, vocÍ vai ter de fazer a convers„o das medidas. Para isso, basta apenas dividir o numerador da fraÁ„o por seu denominador.

Como exemplo, vamos converter 3/4" para polegada decimal. Efetuando-se a divis„o 3 ˜ 4 = 0,75. Esse resultado corresponde a 0,750".

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C·lculo tÈcnico

FaÁa os c·lculos a seguir para reforÁar seu aprendizado.

ExercÌcio

  • 4. Converta as seguintes medidas para polegada decimal.

1"

a.

 

16

SoluÁ„o: 1 ˜ 16 =

b.

13"

32

1"

c.

 

2

d.

1"

8

15"

e.

32

Transformando polegada decimal em fracion·ria

Para converter polegada decimal em fracion·ria, basta transformar a polegada decimal em uma fraÁ„o na qual o numerador È o valor que vocÍ quer converter, multiplicado por 10, 100, 1.000 etc.

O denominador È o n˙mero que vocÍ usou na multiplicaÁ„o (10, 100, 1.000 etc.), dependendo do n˙mero decimal a ser convertido. ApÛs a montagem da fraÁ„o, procede-se ‡ sua simplificaÁ„o.

Por exemplo, se vocÍ quiser converter 0,5" (cinco dÈcimos de polegada) em polegada fracion·ria, vocÍ ter·:

0,5 x

10

5

=

10

10

Simplificando, vocÍ ter·:

5

÷

5

 

1"

 

=

10

÷

5

2

10

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Se vocÍ tivesse 0,625" (seiscentos e vinte e cinco milÈsimos de polegada), sua fraÁ„o seria:

0,625 x

1.000

625

=

1.000

1.000

Simplificando a fraÁ„o, vocÍ tem

5"

8

.

FaÁa o exercÌcio a seguir.

ExercÌcio

  • 5. Converta as seguintes medidas para polegada fracion·ria:

    • a. 0,0625" SoluÁ„o: 0,0625î x

10.000

10.000

=

Simplificando:

  • b. 0,125" SoluÁ„o: 0,125" x Simplificando:

  • c. 0,40625"

  • d. 0,500"

  • e. 0,9375"

Agora que vocÍ j· estudou as unidades de medida mais utilizadas na ·rea da Mec‚nica e as possibilidades de transformaÁ„o que elas oferecem, vamos fazer mais alguns exercÌcios para que vocÍ fique ainda mais por dentro do assunto.

Lembre-se de que essas unidades de medida geralmente apresentam n˙meros decimais, ou seja, com vÌrgula. VocÍ n„o pode esquecer que, quando s„o realizados c·lculos com esse tipo de n˙mero, muito cuidado deve ser tomado com relaÁ„o ‡ posiÁ„o da vÌrgula.

Releia toda a liÁ„o e faÁa os exercÌcios a seguir. S„o problemas comuns do dia-a-dia de uma empresa mec‚nica. As respostas de todos eles est„o no final do capÌtulo. Corrija vocÍ mesmo os exercÌcios e, apÛs fazer uma revis„o na liÁ„o, refaÁa aqueles que vocÍ errou.

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ExercÌcios

  • 6. O inspetor de qualidade precisava calcular o comprimento da peÁa abaixo. Qual foi o resultado que ele obteve?

C·lculo tÈcnico ExercÌcios 6. O inspetor de qualidade precisava calcular o comprimento da peÁa abaixo. Qual
  • 7. Qual È o di‚metro externo x da arruela desta figura?

C·lculo tÈcnico ExercÌcios 6. O inspetor de qualidade precisava calcular o comprimento da peÁa abaixo. Qual
  • 8. Qual È a medida da cota D no desenho abaixo?

C·lculo tÈcnico ExercÌcios 6. O inspetor de qualidade precisava calcular o comprimento da peÁa abaixo. Qual

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C·lculo tÈcnico

  • 9. Determine a cota x do seguinte desenho.

C·lculo tÈcnico 9. Determine a cota x do seguinte desenho. 10. Determine a dist‚ncia A no

10. Determine a dist‚ncia A no desenho a seguir.

C·lculo tÈcnico 9. Determine a cota x do seguinte desenho. 10. Determine a dist‚ncia A no

11. Determine o n˙mero de peÁas que pode ser obtido de uma chapa de 3m de comprimento, sendo que cada peÁa deve ter 30mm de comprimento e que a dist‚ncia entre as peÁas deve ser de 2,5mm.

C·lculo tÈcnico 9. Determine a cota x do seguinte desenho. 10. Determine a dist‚ncia A no

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  • 12. Um mec‚nico precisava medir a dist‚ncia x entre os centros dos furos da peÁa representada abaixo. Qual foi a medida obtida?

C·lculo tÈcnico 12. Um mec‚nico precisava medir a dist‚ncia x entre os centros dos furos da
  • 13. Converta para polegadas decimais os valores em polegadas fracion·rias dados a seguir.

a.

5/16"

b.

3/8"

c.

3/4"

  • 14. Converta para polegadas fracion·rias os valores de polegadas decimais dados a

seguir.

 

a.

0,125"

b.

0,875"

c.

0,250"

Gabarito

  • 1. (2) 0,5mm, (4) 0,008mm, (1) 3mm, (3) 0,04mm, (2) 0,6mm, (4) 0,003mm

  • 2. Chave de boca de:

 

a.

1" = 12,7mm

b.

7 "

= 11,112mm

c.

3" = 19,05mm

d.

7" = 22,225mm

2

16

4

8

Limas de:

 

a.

8" = 203,2mm

b. 10" = 254mm

c. 12" = 304,8mm

 

Brocas de:

 

a.

1"

= 1,587mm
16

b.

1" = 3,175mm
8

c.

1" = 6,35mm
4

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C·lculo tÈcnico

3" 13" 1" 31" 3. a. 19,05mm = b. 5,159mm = c. 1,588mm = d. 24,606mm
3"
13"
1"
31"
3.
a. 19,05mm =
b. 5,159mm =
c. 1,588mm =
d. 24,606mm =
4
64
16
32
1"
1"
1"
4.
a.
= 0,0625"
b.
13" = 0,40625"
c.
= 0,5"
d.
= 0,125"
16
32
2
8
e.
15" = 0,46875"
32
1"
5.
a.
0,0625" =
16
1"
b.
0,125" =
8
13"
c.
0,40625" =
32
1"
d.
0,500" =
2
15"
e.
0,9375" =
16
6.
X = 97,17mm
7.
X = 14,75mm
8.
D = 98,11mm
9.
X = 37,28mm
10.
A = 43,7mm
11.
92 peÁas
12.
X = 80mm
5"
13.
a.
= 0,3125"
b.
3" = 0,375"
c.
3" = 0,750"
16
8
4
1"
7"
1"
14.
a. 0,125" =
b. 0,875" =
c. 0,250" =
8
8
4

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C·lculo tÈcnico

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C·lculo tÈcnico

Antonio Scaramboni Regina CÈlia Roland Novaes

Antonio Scaramboni Regina CÈlia Roland Novaes Calculando a dilataÁ„o tÈrmica Existem muitas empresas que fabricam

Calculando a dilataÁ„o tÈrmica

Existem muitas empresas que fabricam e montam conjuntos mec‚nicos. Nessa

atividade, muitas vezes È necess·rio fazer encaixes com ajuste forÁado, ou seja,

encaixes em que a medida do furo È menor do que a medida do eixo, como em

sistemas de transmiss„o de movimento.

Vamos supor que vocÍ trabalhe em uma empresa como essa e que sua tarefa seja

montar conjuntos com esse tipo de ajuste. Como È possÌvel conseguir um encaixe

forÁado sem que as peÁas componentes do conjunto sejam danificadas?

Este È o problema que teremos de resolver nesta aula.

DilataÁ„o tÈrmica

O encaixe forÁado n„o È nenhum milagre. Ele È apenas o resultado da aplicaÁ„o de

conhecimentos de dilataÁ„o tÈrmica.

DilataÁ„o tÈrmica È a mudanÁa de dimens„o, isto È, de tamanho, que todos os

materiais apresentam quando submetidos ao aumento da temperatura.

Por causa dela, as grandes estruturas de concreto, como prÈdios, pontes e viadutos,

s„o construÌdas com pequenos v„os, ou folgas, entre as lajes, para que elas possam

se acomodar nos dias de muito calor.

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C·lculo tÈcnico

Por que isso acontece? Porque, com o aumento da temperatura, os ·tomos que

formam a estrutura dos materiais comeÁam a se agitar mais e, por isso, ocupam mais

espaÁo fÌsico.

C·lculo tÈcnico Por que isso acontece? Porque, com o aumento da temperatura, os ·tomos que formam

A dilataÁ„o tÈrmica ocorre sempre em trÍs dimensıes: na direÁ„o do comprimento, da

largura e da altura.

C·lculo tÈcnico Por que isso acontece? Porque, com o aumento da temperatura, os ·tomos que formam

Quando a dilataÁ„o se refere a essas trÍs dimensıes, ao mesmo tempo, ela È

chamada de dilataÁ„o volumÈtrica. Se apenas duas dimensıes s„o consideradas, a

dilataÁ„o È superficial. Quando apenas uma das dimensıes È considerada, ela È

chamada de linear.

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C·lculo tÈcnico

Esta variaÁ„o de tamanho que os materiais apresentam quando aquecidos depende de

uma constante caracterÌstica de cada material. Essa constante È conhecida por

coeficiente de dilataÁ„o tÈrmica, representada pela letra grega αααα. E È um dado que se

obtÈm na tabela a seguir.

Tabela de coeficientes de dilataÁ„o tÈrmica por C

Material

Coeficiente de dilataÁ„o linear

AÁo

0,000 012

AlumÌnio

0,000 024

AntimÙnio

0,000 011

Chumbo

0,000 029

Cobre

0,000 017

Ferro fundido

0,000 010 5

Grafite

0,000 007 8

Ouro

0,000 014

Porcelana

0,000 004 5

Vidro

0,000 000 5

Mas vocÍ deve estar se perguntando: ìOnde o encaixe forÁado entra nisso?î

… muito simples: vamos usar o fato de que os materiais em geral, e o aÁo em

particular, mudam de dimensıes quando aquecidos, para realizar o ajuste forÁado.

Para isso, vocÍ aquece a peÁa fÍmea, ou seja, a que possui o furo (por exemplo, uma

coroa), que se dilatar·. Enquanto a peÁa ainda est· quente, vocÍ monta a coroa no

eixo. Quando a coroa esfriar, o ajuste forÁado estar· pronto.

O que vocÍ vai ter de saber, para fazer isso corretamente, È qual a temperatura

adequada para obter a dilataÁ„o necess·ria para a montagem do conjunto.

C·lculo de dilataÁ„o tÈrmica

Para fins de c·lculo, vocÍ dever· considerar apenas a dilataÁ„o linear, pois o que nos

interessa È apenas uma medida, que, nesse caso, È o di‚metro do furo.

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C·lculo tÈcnico

Para o c·lculo, vocÍ precisa aplicar a fÛrmula: L = αααα Li t, em que L È o aumento

do comprimento; αααα È o coeficiente de dilataÁ„o linear; Li È a medida inicial e t È a

variaÁ„o da temperatura.

C·lculo tÈcnico Para o c·lculo, vocÍ precisa aplicar a fÛrmula: = Li em que È o

Voltemos, ent„o, ‡ empresa citada no inÌcio da aula. Vamos supor que vocÍ tenha de

montar o conjunto abaixo.

C·lculo tÈcnico Para o c·lculo, vocÍ precisa aplicar a fÛrmula: = Li em que È o

Nesse conjunto, o di‚metro do furo da coroa dever· ser 0,05mm menor do que o

di‚metro do eixo. Seu problema È descobrir a quantos graus a coroa deve ser

aquecida para se obter o encaixe com o aperto desejado.

VocÍ j· sabe que tem de aplicar a fÛrmula L = α Li t. VocÍ sabe tambÈm que o

elemento que dever· ser aquecido È a coroa (que tem o furo). O valor obtido para a

variaÁ„o de temperatura (t) È o valor que dever· ser somado ‡ temperatura que a

coroa tinha antes de ser aquecida. Essa temperatura È chamada de temperatura

ambiente. Vamos supor que a temperatura ambiente seja 20 C.

Primeiro, vocÍ analisa as medidas do desenho. A medida disponÌvel È o di‚metro do

eixo. PorÈm, a medida que vocÍ precisa para o c·lculo È o di‚metro do furo da coroa.

Como o di‚metro do furo da coroa deve ser 0,05mm menor do que o di‚metro do eixo, a

medida necess·ria È o di‚metro do eixo menos 0,05mm, ou seja:

Li = 50 - 0,05 = 49,95mm

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C·lculo tÈcnico

Outro dado de que vocÍ precisa È o valor do coeficiente de dilataÁ„o para o aÁo. Este

vocÍ encontra na tabela que j· apresentamos nesta aula. Esse valor È 0,000 012.

E, por ˙ltimo, vocÍ tem L, que È 0,05mm.

Ent„o, vocÍ monta a fÛrmula:

t = L α . Li

t = L α . Li

t =

t =

0,05

t = 83,4 C

Recordar È aprender

Lembre-se de que, em Matem·tica, uma fÛrmula pode ser reescrita para se descobrir o

valor procurado. Para isso, vocÍ tem de isolar o elemento cujo valor vocÍ n„o conhece.

Assim, a fÛrmula original L = α Li t pode ser reescrita:

Substituindo os elementos da fÛrmula pelos valores, vocÍ ter·:

0,05

0,000012 x 49,95

0,0005994

Assim, para obter o encaixe com ajuste forÁado desse conjunto, vocÍ precisa aquecer a

coroa ‡ temperatura de 83,4 C mais 20 C da temperatura ambiente. Logo, a coroa

dever· ser aquecida a 103,4 C.

Exercitar o que estudamos È essencial para o aprendizado. Leia novamente a aula,

acompanhando a realizaÁ„o do c·lculo passo a passo. Depois faÁa os exercÌcios que

propomos a seguir.

ExercÌcios

  • 1. Uma peÁa de aÁo de 250mm de comprimento em temperatura ambiente (25 C) foi aquecida a 500 C. Qual foi o aumento do comprimento da peÁa apÛs o aquecimento? Considere a variaÁ„o de temperatura (t = 500 - 25).

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C·lculo tÈcnico

 

SoluÁ„o:

L= ?

α = 0,000012

Li

= 250

t = 475

L= 0,000012.250.475

 

L=

  • 2. Qual ser· o L, em mm, de um eixo de aÁo de 2m de comprimento, se ele sofrer

uma variaÁ„o de temperatura ( t) de 60 C?

 

SoluÁ„o:

L= ?

α = 0,000012

Li

= 2m

t = 60 C

L=

Os exercÌcios a seguir tÍm a finalidade de desafiar vocÍ a mostrar que realmente

aprendeu o que acabamos de lhe ensinar. FaÁa-os com atenÁ„o e, em caso de d˙vida,

volte aos exemplos da liÁ„o antes de prosseguir.

  • 3. A que temperatura foi aquecida uma peÁa de alumÌnio de 300mm de comprimento e que sofreu um aumento de comprimento (L) de 0,5mm? Temperatura ambiente = 26 C.

  • 4. Calcule quais ser„o as medidas indicadas no desenho abaixo, apÛs o aquecimento (t = 34,5 C) da peÁa que ser· fabricada com alumÌnio.

C·lculo tÈcnico SoluÁ„o: ∆ L= ? α = 0,000012 Li = 250 ∆ t = 475

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C·lculo tÈcnico

Gabarito

  • 1. 1,425mm

  • 2. 1,44mm

  • 3. 95,4 C

  • 4. 25,02mm

75,062mm

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Antonio Scaramboni Regina CÈlia Roland Novaes Calculando o comprimento de peÁas dobradas ou curvadas Vamos

Calculando o comprimento de peÁas dobradas ou curvadas

Vamos supor que vocÍ seja dono de uma pequena empresa mec‚nica e alguÈm lhe

encomende 10.000 peÁas de fixaÁ„o, que dever„o ser fabricadas por dobramento de

chapas de aÁo. O seu prov·vel cliente, alÈm de querer uma amostra do produto que

vocÍ fabrica, certamente tambÈm desejar· saber quanto isso vai custar.

Um dos itens do orÁamento que vocÍ ter· de fazer corresponde ao custo da matÈria-

prima necess·ria para a fabricaÁ„o das peÁas.

Para obter esta resposta, vocÍ ter· de calcular o comprimento de cada peÁa antes de

elas serem dobradas, j· que vocÍ vai trabalhar com chapas.

Como resolver· este problema?

PeÁas dobradas

Calcular o comprimento das peÁas antes que sejam dobradas, n„o È um problema t„o

difÌcil de ser resolvido. Basta apenas empregar conhecimentos de Matem·tica

referentes ao c·lculo de perÌmetro.

Recordar È aprender

PerÌmetro È a medida do contorno de uma figura geomÈtrica plana.

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C·lculo tÈcnico

Analise o desenho abaixo e pense em um modo de resolver o problema.

C·lculo tÈcnico Analise o desenho abaixo e pense em um modo de resolver o problema. O

O que vocÍ viu na figura? Basicamente, s„o trÍs segmentos de reta (A, B, C). A e C

s„o iguais e correspondem ‡ altura da peÁa. B, por sua vez, È a base. O que pode ser

feito com eles em termos de c·lculo?

VocÍ tem duas alternativas de soluÁ„o:

  • a. Calcular o comprimento da peÁa pela linha mÈdia da chapa.

  • b. Multiplicar a altura (30mm) por 2 e somar com a medida interna (50mm).

Vamos ver se isso d· certo com a alternativa a.

Essa alternativa considera a linha mÈdia da chapa. VocÍ sabe por quÍ?

… simples: se vocÍ usar as medidas externas da peÁa, ela ficar· maior que o

necess·rio. Da mesma forma, se vocÍ usar as medidas internas, ela ficar· menor.

Assim, pela lÛgica, vocÍ deve usar a linha mÈdia.

Tomando-se a linha mÈdia como referÍncia, o segmento B corresponde ‡ medida

interna mais duas vezes a metade da espessura da chapa. Ent„o, temos:

50

+ 2 x 3 =

50

+ 6 = 56mm

Com esse valor, vocÍ obteve o comprimento da linha mÈdia da base da peÁa. Agora,

vocÍ tem de calcular a altura dos segmentos A e C.

 

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C·lculo tÈcnico

Pelo desenho da figura da p·gina anterior, vocÍ viu que a altura da peÁa È 30 mm.

Desse valor, temos de subtrair metade da espessura da chapa, a fim de encontrar a

medida que procuramos.

  • 30 - 3 = 27mm

Com isso, obtemos as trÍs medidas: A = 27mm, B = 56mm e C = 27mm. O

comprimento È obtido pela soma das trÍs medidas.

  • 27 + 56 + 27 = 110mm

Portanto, a chapa de que vocÍ necessita deve ter 110mm de comprimento.

Agora vamos treinar um pouco esse tipo de c·lculo.

ExercÌcio

  • 1. A alternativa b È um mÈtodo pr·tico. Calcule o comprimento do material necess·rio para a peÁa que mostramos em nossa explicaÁ„o, usando essa alternativa. VocÍ dever· obter o mesmo resultado.

SoluÁ„o:

30 x 2 + 50 =

+ 50 =

PeÁas curvadas circulares

Vamos supor agora que, em vez de peÁas dobradas, a sua encomenda seja para a

produÁ„o de anÈis de aÁo.

Mais uma vez, vocÍ ter· de utilizar o perÌmetro. … preciso considerar, tambÈm, a

maneira como os materiais se comportam ao sofrer deformaÁıes.

Os anÈis que vocÍ tem de fabricar ser„o curvados a partir de perfis planos. Por isso,

n„o È possÌvel calcular a quantidade de material necess·rio nem pelo di‚metro interno

nem pelo di‚metro externo do anel. VocÍ sabe por quÍ?

Se vocÍ pudesse pÙr um pedaÁo de aÁo no microscÛpio, veria que ele È formado de

cristais arrumados de forma geomÈtrica.

Quando esse tipo de material sofre qualquer deformaÁ„o, como, por exemplo, quando

s„o curvados, esses cristais mudam de forma, alongando-se ou comprimindo-se. …

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C·lculo tÈcnico

mais ou menos o que acontece com a palma de sua m„o se vocÍ abri-la ou fech·-la. A

pele se esticar· ou se contrair·, dependendo do movimento que vocÍ fizer.

No caso de anÈis, por causa dessa deformaÁ„o, o di‚metro interno n„o pode ser

usado como referÍncia para o c·lculo, porque a peÁa ficar· menor do que o tamanho

especificado.

Pelo mesmo motivo, o di‚metro externo tambÈm n„o poder· ser usado, uma vez que a

peÁa ficar· maior do que o especificado.

O que se usa, para fins de c·lculo, È o que chamamos de linha neutra, que n„o sofre

deformaÁ„o quando a peÁa È curvada. A figura a seguir d· a idÈia do que È essa linha

neutra.

C·lculo tÈcnico mais ou menos o que acontece com a palma de sua m„o se vocÍ

Mas como se determina a posiÁ„o da linha neutra? …, parece que teremos mais um

pequeno problema aqui.

Em grandes empresas Mec‚nicas, essa linha È determinada por meio do que

chamamos de um ensaio, isto È, um estudo do comportamento do material, realizado

com o auxÌlio de equipamentos apropriados.

No entanto, ìsuaî empresa È muito pequena e n„o possui esse tipo de equipamento. O

que vocÍ poder· fazer para encontrar a linha neutra do material e realizar a tarefa?

A soluÁ„o È fazer um c·lculo aproximado pelo di‚metro mÈdio do anel. Para achar

essa mÈdia, vocÍ precisa apenas somar os valores do di‚metro externo e do di‚metro

interno do anel e dividir o resultado por 2. Vamos tentar?

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C·lculo tÈcnico

Suponha que o desenho que vocÍ recebeu seja o seguinte.

C·lculo tÈcnico Suponha que o desenho que vocÍ recebeu seja o seguinte. Com as medidas do

Com as medidas do di‚metro interno e do di‚metro externo do desenho, vocÍ faz a

soma: 100 + 80 = 180mm

O resultado obtido, vocÍ divide por 2:

180 ÷ 2 = 90mm

O di‚metro mÈdio È, portanto, de 90mm.

Esse valor (90mm) corresponde aproximadamente ao di‚metro da circunferÍncia

formada pela linha neutra, do qual vocÍ precisa para calcular a matÈria-prima

necess·ria. Como o comprimento do material para a fabricaÁ„o do anel corresponde

mais ou menos ao perÌmetro da circunferÍncia formada pela linha mÈdia, o que vocÍ

tem de fazer agora È achar o valor desse perÌmetro.

Recordar È aprender

A fÛrmula para calcular o perÌmetro da circunferÍncia È P = D . ππππ, em que D È o di‚metro

da circunferÍncia e ππππ È a constante igual a 3,14.

P = 90 x 3,14

P = 282,6mm

Como vocÍ pÙde observar no desenho, para a realizaÁ„o do trabalho, ter· de usar

uma chapa com 10mm de espessura. Por causa da deformaÁ„o que ocorrer· no

material quando ele for curvado, muito provavelmente haver· necessidade de correÁ„o

na medida obtida (282,6mm).

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C·lculo tÈcnico

Nesses casos, a tendÍncia È que o anel fique maior que o especificado. Em uma

empresa pequena, o procedimento È fazer amostras com a medida obtida, analisar o

resultado e fazer as correÁıes necess·rias.

Dica tecnolÛgica

Quando se trabalha com uma chapa de atÈ 1mm de espessura, n„o h· necessidade

de correÁ„o nessa medida, porque, neste caso, a linha neutra do material est· bem

prÛxima do di‚metro mÈdio do anel.

Vamos a mais um exercÌcio para reforÁar o que foi explicado

ExercÌcio

  • 2. Calcule o comprimento do material necess·rio para construir o anel correspondente ao seguinte desenho:

C·lculo tÈcnico Nesses casos, a tendÍncia È que o anel fique maior que o especificado. Em

SoluÁ„o:

P = Di‚metro mÈdio . ππππ

Di‚metro mÈdio = 31

π = 3,14

P =

30

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C·lculo tÈcnico

PeÁas curvadas semicirculares

VocÍ deve estar se perguntando o que deve fazer se as peÁas n„o apresentarem a

circunferÍncia completa. Por exemplo, como seria o c·lculo para descobrir o

comprimento do material para a peÁa que est· no desenho a seguir?

C·lculo tÈcnico PeÁas curvadas semicirculares VocÍ deve estar se perguntando o que deve fazer se as

O primeiro passo È analisar o desenho e descobrir quais os elementos geomÈtricos

contidos na figura. VocÍ deve ver nela duas semicircunferÍncias e dois segmentos de

reta.

Mas, se vocÍ est· tendo dificuldade para ìenxergarî esses elementos, vamos mostr·-

los com o auxÌlio de linhas pontilhadas na figura abaixo.

C·lculo tÈcnico PeÁas curvadas semicirculares VocÍ deve estar se perguntando o que deve fazer se as

Com as linhas pontilhadas dessa nova figura, formam-se duas circunferÍncias

absolutamente iguais. Isso significa que vocÍ pode fazer seus c·lculos baseado

apenas nas medidas de uma dessas circunferÍncias.

Como vocÍ tem a medida do raio dessa circunferÍncia, basta calcular o seu perÌmetro

e somar com o valor dos dois segmentos de reta.

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C·lculo tÈcnico

Recordar È aprender

Como estamos trabalhando com a medida do raio, lembre-se de que, para o c·lculo do

perÌmetro, vocÍ ter· de usar a fÛrmula P = 2 ππππ R.

Vamos ao c·lculo:

P = 2 π R

Substituindo os valores:

P = 2 x 3,14 x 10

P = 6, 28 x 10

P = 62,8mm

Por enquanto, temos apenas o valor das duas semicircunferÍncias. Precisamos

adicionar o valor dos dois segmentos de reta.

62,8 + 30 + 30 = 122,8mm

Portanto, o comprimento do material necess·rio para a fabricaÁ„o desse elo de

corrente È aproximadamente 122,8mm.

Releia essa parte da liÁ„o e faÁa o exercÌcio a seguir.

ExercÌcio

  • 3. Calcule o comprimento do material necess·rio para confeccionar a peÁa de fixaÁ„o em forma de ìUî, cujo desenho È mostrado a seguir.

C·lculo tÈcnico Recordar È aprender Como estamos trabalhando com a medida do raio, lembre-se de que,

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C·lculo tÈcnico

SoluÁ„o:

Linha mÈdia: 6 ÷ 2 =

Raio: 10 + 3 =

PerÌmetro da semicircunferÍncia:

P =

2

π

R

2

= π .R = 3,14 x

Comprimento: 20 + 20 +

=

Outro exemplo.

Ser· que esgotamos todas as possibilidades desse tipo de c·lculo? Provavelmente,

n„o. Observe esta figura.

C·lculo tÈcnico SoluÁ„o: Linha mÈdia: 6 ÷ 2 = Raio: 10 + 3 = PerÌmetro da

Nela temos um segmento de reta e uma circunferÍncia que n„o est· completa, ou seja,

um arco. Como resolver esse problema?

Como vocÍ j· sabe, a primeira coisa a fazer È analisar a figura com cuidado para

verificar todas as medidas que vocÍ tem ‡ sua disposiÁ„o.

Nesse caso, vocÍ tem: a espessura do material (6mm), o comprimento do segmento

de reta (50mm), o raio interno do arco de circunferÍncia (12mm) e o valor do ‚ngulo

correspondente ao arco que se quer obter (340 ).

O passo seguinte È calcular o raio da linha mÈdia. Esse valor È necess·rio para que

vocÍ calcule o perÌmetro da circunferÍncia. As medidas que vocÍ vai usar para esse

c·lculo s„o: o raio (12mm) e a metade da espessura do material (3mm). Esses dois

valores s„o somados e vocÍ ter·:

12 + 3 = 15mm

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C·lculo tÈcnico

Ent„o, vocÍ calcula o perÌmetro da circunferÍncia, aplicando a fÛrmula que j· foi vista

nesta aula.

P = 2 x 3,14 x 15 = 94,20mm

Como vocÍ tem um arco e n„o toda a circunferÍncia, o prÛximo passo È calcular

quantos milÌmetros do arco correspondem a 1 grau da circunferÍncia.

Como a circunferÍncia completa tem 360 , divide-se o valor do perÌmetro (94,20mm)

por 360.

94,20 ÷ 360 = 0,26166mm

Agora vocÍ tem de calcular a medida em milÌmetros do arco de 340 . Para chegar a

esse resultado, multiplica-se 0,26166mm, que È o valor correspondente para cada grau

do arco, por 340, que È o ‚ngulo correspondente ao arco.

0,26166 x 340 = 88,96mm

Por ˙ltimo, vocÍ adiciona o valor do segmento de reta (50mm) ao valor do arco

(88,96mm).

  • 50 + 88,96 = 138,96mm.

Portanto, o comprimento aproximado do material para esse tipo de peÁa È de

138,96mm.

As coisas parecem mais f·ceis quando a gente as faz. FaÁa o exercÌcio a seguir e veja

como È f·cil.

ExercÌcios

  • 4. Calcule o comprimento do material necess·rio ‡ fabricaÁ„o da seguinte peÁa.

C·lculo tÈcnico Ent„o, vocÍ calcula o perÌmetro da circunferÍncia, aplicando a fÛrmula que j· foi vista

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C·lculo tÈcnico

SoluÁ„o:

 

Linha mÈdia: 6 ÷

 

=

Raio: 12 +

 

=

PerÌmetro =

 
 

÷÷÷÷ 360 =

 
 

x

=

 

+

+

=

Se vocÍ estudou a liÁ„o com cuidado e fez os exercÌcios com atenÁ„o, n„o vai ter

dificuldade para resolver o desafio que preparamos para vocÍ.

ExercÌcios

  • 5. Calcule o material necess·rio para a fabricaÁ„o das seguintes peÁas dobradas.

a.

C·lculo tÈcnico SoluÁ„o: Linha mÈdia: 6 ÷ = Raio: 12 + = PerÌmetro = 360 =

b.

C·lculo tÈcnico SoluÁ„o: Linha mÈdia: 6 ÷ = Raio: 12 + = PerÌmetro = 360 =

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C·lculo tÈcnico

c.

c.
 
  • 6. Calcule o comprimento do material necess·rio para fabricar as seguintes peÁas.

a.

 
a.
 
 

b.

 
b.
 

Gabarito

  • 1. L = 110mm

  • 2. P = 97,34mm

  • 3. L = 80,82mm

  • 4. L 116,3mm

  • 5. b. 140mm

a. 110mm

c. 85mm

  • 6. b. 89,08mm

a. 81,134mm

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C·lculo tÈcnico

Antonio Scaramboni

Regina CÈlia Roland Novaes

Antonio Scaramboni Regina CÈlia Roland Novaes Descobrindo medidas desconhecidas (I) VocÍ È torneiro em uma

Descobrindo medidas desconhecidas (I)

VocÍ È torneiro em uma empresa mec‚nica. Na rotina de seu trabalho, vocÍ recebe

ordens de serviÁo acompanhadas dos desenhos das peÁas que vocÍ tem de tornear.

Vamos supor que vocÍ receba a seguinte ordem de serviÁo com seu respectivo

desenho.

 

Ordem de fabricaÁ„o

N˙mero

2000/95

 

Cliente

 

N o do pedido

Data de entrada

Data de saÌda

Metal˙rgica 2000

115/95

15/05/95

/

/

___

___

___

 

Produto

 

ReferÍncias

Quantidade

ObservaÁıes

Eixo com

Desenho n 215/A

400

Urgente

extremidade quadrada

 

Material

aÁo ABNT 1045

 
 
Ordem de fabricaÁ„o N˙mero 2000/95 Cliente N do pedido Data de entrada Data de saÌda Metal˙rgica
 

O desenho indica que vocÍ ter· de tornear um tarugo cilÌndrico para que o fresador

possa produzir uma peÁa cuja extremidade seja um perfil quadrado.

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C·lculo tÈcnico

PorÈm, o desenho apresenta apenas a medida do lado do quadrado. O que vocÍ tem

de descobrir È a medida do di‚metro do cilindro que, ao ser desbastado pelo fresador,

fornecer· a peÁa desejada.

Como vocÍ resolve esse problema?

Aplicando o Teorema de Pit·goras

Para resolver o problema, vocÍ precisar· recorrer aos seus conhecimentos de

Matem·tica. Ter· de usar o que aprendeu em Geometria.

Por que usamos essa linha de raciocÌnio? Porque em Geometria existe um teorema

que nos ajuda a descobrir a medida que falta em um dos lados do tri‚ngulo ret‚ngulo.

… o Teorema de Pit·goras, um matem·tico grego que descobriu que a soma dos

quadrados das medidas dos catetos È igual ao quadrado da medida da hipotenusa.

Recordar È aprender

Tri‚ngulo ret‚ngulo È aquele que tem um ‚ngulo reto, ou seja, igual a 90 . Nesse tipo

de tri‚ngulo, o lado maior chama-se hipotenusa. Os outros dois lados s„o chamados

de catetos.

C·lculo tÈcnico PorÈm, o desenho apresenta apenas a medida do lado do quadrado. O que vocÍ

Isso quer dizer que em um tri‚ngulo ret‚ngulo de lados a, b e c, supondo-se que a

hipotenusa seja o lado a, poderÌamos expressar matematicamente essa relaÁ„o da

seguinte maneira:

b 2 + c 2 = a 2

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C·lculo tÈcnico

Ent„o, em primeiro lugar, vocÍ tem de identificar as figuras geomÈtricas que est„o no

desenho do tarugo. Se vocÍ prestou bem atenÁ„o, deve ter visto nela uma

circunferÍncia e um quadrado.

Em seguida, È necess·rio ver quais as medidas que est„o no desenho e que poder„o

ser usadas no c·lculo. No desenho que vocÍ recebeu, a medida disponÌvel È a do lado

do quadrado, ou 30mm.

A Geometria diz que, sempre que vocÍ tiver um quadrado inscrito em uma

circunferÍncia, o di‚metro da circunferÍncia corresponde ‡ diagonal do quadrado.

Recordar È aprender

Diagonal È o segmento de reta que une dois vÈrtices n„o consecutivos de um

polÌgono, ou seja, de uma figura geomÈtrica plana que tenha mais de trÍs lados.

C·lculo tÈcnico Ent„o, em primeiro lugar, vocÍ tem de identificar as figuras geomÈtricas que est„o no
C·lculo tÈcnico Ent„o, em primeiro lugar, vocÍ tem de identificar as figuras geomÈtricas que est„o no

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C·lculo tÈcnico

Para que vocÍ entenda melhor o que acabamos de explicar, vamos mostrar o desenho

ao qual acrescentamos a diagonal.

C·lculo tÈcnico Para que vocÍ entenda melhor o que acabamos de explicar, vamos mostrar o desenho

Observe bem esse novo desenho. O que antes era um quadrado transformou-se em

dois tri‚ngulos ret‚ngulos.

A diagonal que foi traÁada corresponde ‡ hipotenusa dos tri‚ngulos. Os dois catetos

correspondem aos lados do quadrado e medem 30mm. Assim, a medida que est·

faltando È a hipotenusa do tri‚ngulo ret‚ngulo.

Transportando as medidas do desenho para essa express„o, vocÍ ter·:

a 2 =

b 2 + c 2

a 2 =

30 2 + 30 2

a 2 =

900 + 900

a 2 =

1.800

a 2 =

1.800
1.800

a 42,42mm

Dica

Para realizar os c·lculos, tanto do quadrado quanto da raiz quadrada, use uma

calculadora.

Logo, vocÍ dever· tornear a peÁa com um di‚metro mÌnimo aproximado de 42,42mm.

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C·lculo tÈcnico

Para garantir que vocÍ aprenda a descobrir a medida que falta em um desenho, vamos

mostrar mais um exemplo com uma peÁa sextavada sem uma das medidas. Observe o

desenho a seguir.

C·lculo tÈcnico Para garantir que vocÍ aprenda a descobrir a medida que falta em um desenho,

Como torneiro, vocÍ tem de deixar o material preparado na medida correta para o

fresador usinar a extremidade sextavada da peÁa.

Usinar È alterar a forma da matÈria-prima, retirando material por meio de ferramentas.

Qual È essa medida? Ser· que o mesmo raciocÌnio usado no primeiro exemplo vale

para este? Vamos ver.

Observe bem o desenho. A primeira coisa que temos de fazer È traÁar uma linha

diagonal dentro da figura sextavada que corresponda ao di‚metro da circunferÍncia.

C·lculo tÈcnico Para garantir que vocÍ aprenda a descobrir a medida que falta em um desenho,

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C·lculo tÈcnico

Essa linha È a hipotenusa do tri‚ngulo ret‚ngulo. O lado do sextavado do qual a

hipotenusa partiu È o cateto c.

C·lculo tÈcnico Essa linha È a hipotenusa do tri‚ngulo ret‚ngulo. O lado do sextavado do qual

O cateto b e o cateto c formam o ‚ngulo reto do tri‚ngulo.

C·lculo tÈcnico Essa linha È a hipotenusa do tri‚ngulo ret‚ngulo. O lado do sextavado do qual

Ora, se conseguimos ter um tri‚ngulo ret‚ngulo, podemos aplicar novamente o

Teorema de Pit·goras.

O problema agora È que vocÍ sÛ tem uma medida: aquela que corresponde ao cateto

maior (26mm).

Apesar de n„o ter as medidas, a figura lhe fornece dados importantes, a saber: a

hipotenusa corresponde ao di‚metro da circunferÍncia. Este, por sua vez, È o dobro do

raio. Por isso, a hipotenusa È igual a duas vezes o valor do raio dessa mesma

circunferÍncia.

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C·lculo tÈcnico

… necess·rio saber tambÈm que, quando temos uma figura sextavada inscrita em uma

circunferÍncia, os lados dessa figura correspondem ao raio da circunferÍncia onde ela

est· inscrita.

Esses dados podem ser representados matematicamente.

A hipotenusa a = 2r

O cateto menor c = r

Aplicando o teorema (a 2 = b 2 + c 2 ) e substituindo os valores, temos:

(2r) 2 = 26 2 + r 2

Resolvendo, temos:

4r 2 = 676 + r 2

Como essa sentenÁa matem·tica exprime uma igualdade, podemos isolar as

incÛgnitas (r). Assim, temos:

4r - r

=

676

3r

= 676

r

= 676 ÷ 3

r = 225,33

r

=

225,33
225,33

r 15,01mm

Em matem·tica, incÛgnita È o valor que n„o È conhecido.

Como a hipotenusa a È igual a 2r e sabendo que o valor de r È 15,01mm, teremos,

ent„o:

a = 2 x 15,01 = 30,02mm

Sabemos tambÈm que a hipotenusa corresponde ao di‚metro da circunferÍncia. Isso

significa que o di‚metro para a usinagem da peÁa È de 30,02mm.

Para ser o melhor, o esportista treina, o m˙sico ensaia e quem quer aprender faz

muitos exercÌcios.

Se vocÍ quer mesmo aprender, leia novamente esta aula com calma e prestando muita

atenÁ„o. Depois, faÁa os exercÌcios que preparamos para vocÍ.

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C·lculo tÈcnico

ExercÌcios

  • 1. Qual È a medida da diagonal no desenho da porca quadrada mostrado a seguir?

C·lculo tÈcnico ExercÌcios 1. Qual È a medida da diagonal no desenho da porca quadrada mostrado
  • 2. … preciso fazer um quadrado em um tarugo de 40mm de di‚metro. Qual deve ser a medida do lado do quadrado?

  • 3. Calcule o comprimento da cota x da peÁa abaixo.

C·lculo tÈcnico ExercÌcios 1. Qual È a medida da diagonal no desenho da porca quadrada mostrado

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C·lculo tÈcnico

  • 4. De acordo com o desenho abaixo, qual deve ser o di‚metro de um tarugo para fresar uma peÁa de extremidade quadrada?

C·lculo tÈcnico 4. De acordo com o desenho abaixo, qual deve ser o di‚metro de um
  • 5. Calcule na placa abaixo a dist‚ncia entre os centros dos furos A e B.

C·lculo tÈcnico 4. De acordo com o desenho abaixo, qual deve ser o di‚metro de um

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C·lculo tÈcnico

  • 6. Qual È a dist‚ncia entre os centros das polias A e B?

C·lculo tÈcnico 6. Qual È a dist‚ncia entre os centros das polias A e B? Depois

Depois do treino vem o jogo. Vamos ver se vocÍ ganha este.

  • 7. Calcule o di‚metro do rebaixo onde ser· encaixado um parafuso de cabeÁa quadrada, conforme o desenho. Considere 6mm de folga. Depois de obter o valor da diagonal do quadrado, acrescente a medida da folga.

C·lculo tÈcnico 6. Qual È a dist‚ncia entre os centros das polias A e B? Depois
C·lculo tÈcnico 6. Qual È a dist‚ncia entre os centros das polias A e B? Depois

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C·lculo tÈcnico

  • 8. Qual È a dist‚ncia entre os centros dos furos A e B? DÍ a resposta em milÌmetros.

C·lculo tÈcnico 8. Qual È a dist‚ncia entre os centros dos furos A e B? DÍ
  • 9. Calcule a dist‚ncia entre os centros dos furos igualmente espaÁados da peÁa abaixo.

C·lculo tÈcnico 8. Qual È a dist‚ncia entre os centros dos furos A e B? DÍ

10. Calcule o valor de x no desenho:

C·lculo tÈcnico 8. Qual È a dist‚ncia entre os centros dos furos A e B? DÍ

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C·lculo tÈcnico

11. Calcule o valor de x nos desenhos:

a.

C·lculo tÈcnico 11. Calcule o valor de x nos desenhos: a. b. 12. Calcule a dist‚ncia

b.

C·lculo tÈcnico 11. Calcule o valor de x nos desenhos: a. b. 12. Calcule a dist‚ncia

12. Calcule a dist‚ncia entre dois chanfros opostos do bloco representado abaixo.

C·lculo tÈcnico 11. Calcule o valor de x nos desenhos: a. b. 12. Calcule a dist‚ncia

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C·lculo tÈcnico

Gabarito

  • 1. 28,284mm

  • 2. 28,284mm

  • 3. X = 72,459mm

  • 4. 35,355mm

  • 5. 16,97mm

  • 6. d = 18,02mm

  • 7. X = 22,97mm

  • 8. 77,51mm

  • 9. X = 29,69mm

    • 10. X = 20,856mm

    • 11. b. X = 19,313mm

a. X = 67,32mm

  • 12. X = 22,628mm

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C·lculo tÈcnico

Antonio Scaramboni

Regina CÈlia Roland Novaes

Antonio Scaramboni Regina CÈlia Roland Novaes Descobrindo medidas desconhecidas (II) Quem trabalha no ramo da

Descobrindo medidas desconhecidas (II)

Quem trabalha no ramo da mec‚nica sabe que existem empresas especializadas em

reforma de m·quinas.

As pessoas que mantÍm esse tipo de atividade precisam ter muito conhecimento e

muita criatividade para resolver os problemas que envolvem um trabalho como esse.

Na maioria dos casos, as m·quinas apresentam falta de peÁas, n„o possuem

esquemas nem desenhos, tÍm parte de seus conjuntos mec‚nicos t„o gastos que n„o

È possÌvel repar·-los e eles precisam ser substituÌdos.

O maior desafio È o fato de as m·quinas serem bem antigas e n„o haver como repor

componentes danificados, porque as peÁas de reposiÁ„o h· muito tempo deixaram de

ser fabricadas e n„o h· como compr·-las no mercado. A tarefa do mec‚nico, nesses

casos, È, alÈm de fazer adaptaÁıes de peÁas e dispositivos, modernizar a m·quina

para que ela seja usada com mais eficiÍncia.

Isso È um verdadeiro trabalho de detetive, e um dos problemas que o profissional tem

de resolver È calcular o comprimento das correias faltantes.

Vamos supor, ent„o, que vocÍ trabalhe em uma dessas empresas. Como vocÍ È

novato e o c·lculo È f·cil, seu chefe mandou que vocÍ calculasse o comprimento de

todas as correias das m·quinas que est„o sendo reformadas no momento.

VocÍ sabe como resolver esse problema?

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C·lculo tÈcnico

Calculando o comprimento de correias

A primeira coisa que vocÍ observa È que a primeira m·quina tem um conjunto de duas

polias iguais, que devem ser ligadas por meio de uma correia aberta.

O que vocÍ deve fazer em primeiro lugar È medir o di‚metro das polias e a dist‚ncia

entre os centros dos eixos.

Depois vocÍ faz um desenho, que deve ser parecido com o que mostramos a seguir.

C·lculo tÈcnico Calculando o comprimento de correias A primeira coisa que vocÍ observa È que a

Dica tecnolÛgica

Nos conjuntos mec‚nicos, vocÍ pode ter v·rias combinaÁıes de polias e correias.

Assim, È possÌvel combinar polias de di‚metros iguais, movidas por correias abertas e

correias cruzadas. A raz„o para cruzar as correias È inverter a rotaÁ„o da polia.

C·lculo tÈcnico Calculando o comprimento de correias A primeira coisa que vocÍ observa È que a

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C·lculo tÈcnico

Pode-se, tambÈm, combinar polias de di‚metros diferentes, a fim de alterar a relaÁ„o

de transmiss„o, ou seja, modificar a velocidade, aumentando-a ou diminuindo-a. Esse

tipo de conjunto de polias pode igualmente ser movimentado por meio de correias

abertas ou correias cruzadas.

C·lculo tÈcnico Pode-se, tambÈm, combinar polias de di‚metros diferentes, a fim de alterar a relaÁ„o de

Agora, vocÍ analisa o desenho. O comprimento da correia corresponde ao perÌmetro

da figura que vocÍ desenhou, certo?

O raciocÌnio que vocÍ tem de seguir È mais ou menos o mesmo que foi seguido para

resolver o problema do comprimento do material para fabricar peÁas curvadas.

Analisando a figura, vemos que a ·rea de contato da correia com a polia est·

localizada nas duas semicircunferÍncias.

Para fins de resoluÁ„o matem·tica, consideraremos as duas semi-circunferÍncias

como se fossem uma circunferÍncia. Portanto, o comprimento das partes curvas ser· o

perÌmetro da circunferÍncia.

Assim, calculamos o perÌmetro da circunferÍncia e depois somamos os dois

segmentos de reta correspondentes ‡ dist‚ncia entre os centros dos eixos.

Matematicamente, isso pode ser colocado em uma fÛrmula:

L = ππππ . d + 2 . c

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C·lculo tÈcnico

Nela, L È o comprimento total da correia; ππππ ⋅ d È o perÌmetro da circunferÍncia e C È a

dist‚ncia entre os centros dos eixos (que correspondem aos dois segmentos de reta).

Colocando os valores na fÛrmula L = ππππ . d + 2 . c, vocÍ tem:

  • L = 3,14 . 20 + 2 . 40

  • L = 62,8 + 80

  • L = 142,8cm

O comprimento da correia deve ser de aproximadamente 143cm.

Esse c·lculo n„o È difÌcil. Releia esta parte da aula e faÁa os exercÌcios a seguir.

ExercÌcios

  • 1. Calcule o comprimento da correia aberta que liga duas polias iguais com 30cm de di‚metro e com dist‚ncia entre eixos de 70cm. SoluÁ„o:

    • L = ππππ

....

d + 2 . c

  • L = 3,14 30 + 2 70

  • L =

  • 2. Calcule o comprimento da correia aberta necess·ria para movimentar duas polias iguais, com 26cm de di‚metro e com dist‚ncia entre eixos de 60cm.

Polias de di‚metros diferentes

Voltemos ‡ tarefa que o chefe lhe passou: a segunda m·quina que vocÍ examina tem

um conjunto de polias de di‚metros diferentes e correia aberta.

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C·lculo tÈcnico

Novamente, vocÍ mede o di‚metro das polias e a dist‚ncia entre os centros dos eixos.

Encontra o valor dos raios (D/2). Em seguida, desenha o conjunto com as medidas que

vocÍ obteve.

C·lculo tÈcnico Novamente, vocÍ mede o di‚metro das polias e a dist‚ncia entre os centros dos

Mais uma vez, vocÍ tem de encontrar o perÌmetro dessa figura. Quais as medidas que

temos? Temos o raio da polia maior (25cm), o raio da polia menor (10cm) e a dist‚ncia

entre os centros dos eixos (45cm).

Para esse c·lculo, que È aproximado, vocÍ precisa calcular o comprimento das

semicircunferÍncias e som·-lo ao comprimento c multiplicado por 2.

Dica

Esse c·lculo È aproximado, porque a regi„o de contato da polia com a correia n„o È

exatamente correspondente a uma semicircunferÍncia.

Observe a figura abaixo. Analisando-a com cuidado, vemos que a medida do

segmento A È desconhecida. Como encontr·-la?

C·lculo tÈcnico Novamente, vocÍ mede o di‚metro das polias e a dist‚ncia entre os centros dos

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C·lculo tÈcnico

J· vimos que uma ìferramentaî adequada para encontrar medidas desconhecidas È o

Teorema de Pit·goras, que usa como referÍncia a relaÁ„o entre os catetos e a

hipotenusa de um tri‚ngulo ret‚ngulo.

Ent„o, vamos tentar traÁar um tri‚ngulo ret‚ngulo dentro da figura que temos. Usando

o segmento a como hipotenusa, traÁamos um segmento c, paralelo ‡ linha de centro

formada pelos dois eixos das polias. Essa linha forma o cateto maior do tri‚ngulo.

Quando ela encontra outra linha de centro da polia maior, forma o cateto menor (b).

Sua medida corresponde ao valor do raio maior menos o valor do raio menor (R - r).

Seu desenho deve ficar igual ao dessa figura da p·gina anterior.

Agora, È sÛ representar matematicamente essas informaÁıes em uma fÛrmula.

  • L = ππππ x (R + r) + 2 x

C·lculo tÈcnico J· vimos que uma ìferramentaî adequada para encontrar medidas desconhecidas È o Teorema de

c

2

+ (R - r)

2

Substituindo os valores, vocÍ tem:

  • L = 3,14 x (25 + 10) + 2 x

C·lculo tÈcnico J· vimos que uma ìferramentaî adequada para encontrar medidas desconhecidas È o Teorema de
  • 45 2

+ (25 - 10)

2

  • L = 3,14 x 35 + 2 x

C·lculo tÈcnico J· vimos que uma ìferramentaî adequada para encontrar medidas desconhecidas È o Teorema de

2.025

+

(15 )

2

  • L =

3,14

x

35

+

2

x

  • L = 3,14 x 35 + 2 x

2.025 + 225

2.250
2.250
  • L = 3,14 x 35 + 2 x 47,43

  • L = 109,9 + 94,86

  • L = 204,76cm

A correia para essa m·quina dever· ter aproximadamente 204,76cm.

Estude novamente a parte da aula referente ‡s correias abertas ligando polias com

di‚metros diferentes e faÁa os exercÌcios a seguir.

ExercÌcios

  • 3. Calcule o comprimento de uma correia aberta que dever· ligar duas polias de di‚metros diferentes (ÿ15cm e ÿ20cm) e com dist‚ncia entre eixos de 40cm.

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C·lculo tÈcnico

SoluÁ„o:

R = 20 ˜ 2 =

r = 15 ˜ 2 =

  • L = π x (R + r)+ 2 x

c

2

+ (R - r)

2

  • L = 3,14 x

  • 4. Calcule o comprimento de uma correia aberta que dever· ligar duas polias de di‚metros diferentes (ÿ 30cm e ÿ 80cm) e com dist‚ncia entre eixos de 100cm.

Correias cruzadas

Para o c·lculo do comprimento de correias cruzadas, vocÍ dever· usar as seguintes

fÛrmulas:

  • a. Para polias de di‚metros iguais:

    • L = ππππ x d+ 2 x

2 2 c + d
2
2
c
+ d
  • b. Para polias de di‚metros diferentes:

    • L = ππππ x (R + r)+ 2 x

c

2

+ (R + r)

2

Agora vocÍ vai fazer exercÌcios aplicando as duas fÛrmulas para o c·lculo do

comprimento de correias cruzadas.

ExercÌcios

  • 5. Calcule o comprimento de uma correia cruzada que liga duas polias iguais, com 35cm de di‚metro e dist‚ncia entre eixos de 60cm. SoluÁ„o:

2 2 c + d
2
2
c
+ d
  • L = π x d + 2 x

  • L = 3,14 x 35 + 2 x

  • 6. Calcule o comprimento de uma correia cruzada que dever· ligar duas polias de di‚metros diferentes (ÿ 15cm e ÿ 20cm) e com dist‚ncia entre eixos de 40cm.

    • L = ππππ x (R + r)+ 2 x

c

2

+ (R + r)

2

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C·lculo tÈcnico

Dica TecnolÛgica

As correias cruzadas s„o bem pouco utilizadas atualmente, porque o atrito gerado no

sistema provoca o desgaste muito r·pido das correias.

Lembre-se de que para resolver esse tipo de problema vocÍ tem de aprender a

enxergar o tri‚ngulo ret‚ngulo nos desenhos. Este È o desafio que lanÁamos para

vocÍ.

ExercÌcio

  • 7. Calcule o comprimento das correias mostradas nos seguintes desenhos.

a.

C·lculo tÈcnico Dica TecnolÛgica As correias cruzadas s„o bem pouco utilizadas atualmente, porque o atrito gerado

b.

C·lculo tÈcnico Dica TecnolÛgica As correias cruzadas s„o bem pouco utilizadas atualmente, porque o atrito gerado

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C·lculo tÈcnico c.
C·lculo tÈcnico
c.
C·lculo tÈcnico c. d. Gabarito 1. L ≅ 234,2cm 2. L ≅ 201,6cm 3. L ≅

d.

C·lculo tÈcnico c. d. Gabarito 1. L ≅ 234,2cm 2. L ≅ 201,6cm 3. L ≅

Gabarito

  • 1. L 234,2cm

  • 2. L 201,6cm

  • 3. L 135,1cm

  • 4. L 378,85cm

  • 5. L 248,82cm

  • 6. L 142,27cm

  • 7. b. L 202,5cm

a. L 59,12cm

c. L 455,1cm

d. L 392,3cm

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C·lculo tÈcnico

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C·lculo tÈcnico

Antonio Scaramboni

Regina CÈlia Roland Novaes

 

,

 

Descobrindo medidas desconhecidas (III)

J· dissemos que a necessidade de descobrir medidas desconhecidas È uma das

atividades mais comuns na ·rea da Mec‚nica. Por isso, torneiros, fresadores,

retificadores, ajustadores e ferramenteiros tÍm de dominar esse conhecimento com

muita seguranÁa para poder realizar bem seu trabalho.

VocÍ j· aprendeu que, usando o Teorema de Pit·goras, È possÌvel descobrir a medida

que falta, se vocÍ conhecer as outras duas.

PorÈm, ‡s vezes, as medidas disponÌveis n„o s„o aquelas adequadas ‡ aplicaÁ„o

desse teorema. S„o as ocasiıes em que vocÍ precisa encontrar medidas auxiliares e

dispıe apenas de medidas de um lado e de um ‚ngulo agudo do tri‚ngulo ret‚ngulo.

Nesse caso, vocÍ tem de aplicar seus conhecimentos de Trigonometria.

Por sua import‚ncia, esse assunto sempre est· presente nos testes de seleÁ„o para

profissionais da ·rea de Mec‚nica. Vamos supor, ent„o, que vocÍ esteja se

candidatando a uma vaga numa empresa. Uma das questıes do teste È calcular a

dist‚ncia entre os furos de uma flange, cujo desenho È semelhante ao mostrado abaixo.

Antonio Scaramboni Regina CÈlia Roland Novaes , Descobrindo medidas desconhecidas (III) J· dissemos que a

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VocÍ sabe resolver esse problema? N„o? Ent„o vamos lhe ensinar o caminho.

RelaÁ„o seno

Seu problema È encontrar a dist‚ncia entre os furos. VocÍ j· sabe que, para achar

medidas desconhecidas, pode usar o tri‚ngulo ret‚ngulo, porque o que lhe dar· a

resposta È a an·lise da relaÁ„o entre as partes desse tipo de tri‚ngulo.

Na aplicaÁ„o do Teorema de Pit·goras, vocÍ analisa a relaÁ„o entre os catetos e a

hipotenusa.

PorÈm, existem casos nos quais as relaÁıes compreendem tambÈm o uso dos ‚ngulos

agudos dos tri‚ngulos ret‚ngulos. Essas relaÁıes s„o estabelecidas pela

Trigonometria.

Recordar È aprender

¬ngulo agudo È aquele que È menor que 90 .

Trigonometria È a parte da Matem·tica que estuda as relaÁıes entre os ‚ngulos

agudos do tri‚ngulo ret‚ngulo e seus lados.

Vamos ent„o analisar o problema e descobrir se teremos de usar o Teorema de

Pit·goras ou as relaÁıes trigonomÈtricas.

A primeira coisa a fazer È colocar um tri‚ngulo dentro dessa figura, pois È o tri‚ngulo

que dar· as medidas que procuramos.

C·lculo tÈcnico VocÍ sabe resolver esse problema? N„o? Ent„o vamos lhe ensinar o caminho. RelaÁ„o seno

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Unindo os pontos A, B e C, vocÍ obteve um tri‚ngulo isÛsceles. Ele È o caminho para

chegarmos ao tri‚ngulo ret‚ngulo.

TraÁando a altura do tri‚ngulo isÛsceles, temos dois tri‚ngulos ret‚ngulos.

C·lculo tÈcnico Unindo os pontos A, B e C, vocÍ obteve um tri‚ngulo isÛsceles. Ele È

Recordar È aprender

Tri‚ngulo isÛsceles È aquele que possui dois lados iguais. A altura desse tipo de

tri‚ngulo, quando traÁada em relaÁ„o ao lado desigual, forma dois tri‚ngulos

ret‚ngulos.

Como os dois tri‚ngulos ret‚ngulos s„o iguais, vamos analisar as medidas disponÌveis

de apenas um deles: a hipotenusa, que È igual ao valor do raio da circunferÍncia que

passa pelo centro dos furos (75mm) e o ‚ngulo αααα, que È a metade do ‚ngulo β .

Primeiro, calculamos β , dividindo 360 por 10, porque temos 10 furos igualmente

distribuÌdos na peÁa, que È circular:

β = 360 ÷ 10 = 36

Depois, calculamos:

α = β ÷ 2 = 36 ÷ 2 = 18

Assim, como temos apenas as medidas de um ‚ngulo (α = 18 ) e da hipotenusa

(75mm), o Teorema de Pit·goras n„o pode ser aplicado.

Recordar È aprender

Lembre-se de que, para aplicar o Teorema de Pit·goras no c·lculo da medida de um

lado do tri‚ngulo ret‚ngulo, vocÍ precisa da medida de dois dos trÍs lados.

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Com essas medidas, o que deve ser usada È a relaÁ„o trigonomÈtrica chamada seno,

cuja fÛrmula È:

sen α =

cateto oposto

co

ou

hipotenusa

hip

Recordar È aprender

Em um tri‚ngulo ret‚ngulo, seno de um ‚ngulo È a relaÁ„o entre a medida do cateto

oposto (co) a esse ‚ngulo e a medida da hipotenusa (hip).

C·lculo tÈcnico Com essas medidas, o que deve ser usada È a relaÁ„o trigonomÈtrica chamada seno

Dica

Os valores de seno s„o tabelados e se encontram no fim deste livro.

Para fazer os c·lculos, vocÍ precisa, primeiro, localizar o valor do seno de α (18 ) na

tabela:

sen 18 = 0,3090

Substituindo os valores na fÛrmula:

0,3090 = co

75

Isolando o elemento desconhecido:

co = 0,3090 × 75

co = 23,175mm

O primeiro tri‚ngulo que vocÍ desenhou foi dividido em dois. O resultado obtido (co =

23,175) corresponde ‡ metade da dist‚ncia entre os furos. Por isso, esse resultado

deve ser multiplicado por dois:

2 × 23,175mm = 46,350mm

Assim, a dist‚ncia entre os furos da peÁa È de 46,350mm.

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Imagine que vocÍ tem de se preparar para um teste em uma empresa. FaÁa os

exercÌcios a seguir e treine os c·lculos que acabou de aprender.

ExercÌcios

  • 1. Calcule a altura dos blocos-padr„o necess·rios para que a mesa de seno fique inclinada 9 30'.

C·lculo tÈcnico Imagine que vocÍ tem de se preparar para um teste em uma empresa. FaÁa
SoluÁ„o: co sen α = hip
SoluÁ„o:
co
sen α =
hip

sen α = (9 30') =

hip = 300

co = ?

 

co

=

 
 

300

co =

  • 2. Calcule a cota x deste desenho.

C·lculo tÈcnico Imagine que vocÍ tem de se preparar para um teste em uma empresa. FaÁa

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SoluÁ„o:

 

x

= 30 + hip + R

x

= 30 + ? + 20

sen α = co hip

 

sen 45 =

20

hip

hip =

x

=

C·lculo da hipotenusa:

  • 3. Calcule a cota x do seguinte desenho.

C·lculo tÈcnico SoluÁ„o: x = 30 + hip + R x = 30 + ? +

RelaÁ„o co-seno

Vamos supor agora que o teste que vocÍ est· fazendo apresente como problema

encontrar a cota x de uma peÁa semelhante ao desenho mostrado a seguir.

C·lculo tÈcnico SoluÁ„o: x = 30 + hip + R x = 30 + ? +

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Como primeiro passo, vocÍ constrÛi um tri‚ngulo isÛsceles dentro do seu desenho e

divide esse tri‚ngulo em 2 tri‚ngulos ret‚ngulos. Seu desenho deve ficar assim:

C·lculo tÈcnico Como primeiro passo, vocÍ constrÛi um tri‚ngulo isÛsceles dentro do seu desenho e divide

Em seguida, vocÍ analisa as medidas de que dispıe: a hipotenusa (20mm) e o ‚ngulo

α, que È a metade do ‚ngulo original dado de 60 , ou seja, 30 .

A medida de que vocÍ precisa para obter a cota x È a do cateto adjacente ao ‚ngulo α.

A relaÁ„o trigonomÈtrica que deve ser usada nesse caso È o co-seno,