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A Bíblia proclama ser a Palavra do único Deus verdadeiro.

Somando-se às provas históricas,


arqueológicas e científicas, há muitas provas nela mesma. Não existem tais evidências para outros
“escritos sagrados”. A Bíblia foi escrita durante 1600 anos por quarenta profetas, a maior parte dos
quais vivia em culturas diversas e em diferentes tempos da História. No entanto, nunca se
contradizem, mas se complementam.
Quanto ao Corão, os islamitas têm de aceitar a palavra de Maomé, da mesma maneira que o
Livro de Mórmon se apóia somente na palavra de Joseph Smith. Enquanto isso, cada profeta bíblico
é confirmado por 39 outros profetas, e todos condenam as “escrituras” de outras religiões!
Seria difícil para um autor isolado evitar contradições ao lidar com um período da História
tão longo e detalhado, envolvendo tantos indivíduos e nações, e cobrindo tal variedade de assuntos
como a Bíblia faz. Quanto mais isso é verdade para quarenta profetas diferentes escrevendo a uma
só voz, durante um período de muitos séculos! Portanto, só há uma explicação: inspiração divina.
Centenas de profecias declaradas séculos e até mesmo milhares de anos antes do seu
cumprimento são a prova irrefutável que Deus oferece de Sua existência, e essas profecias
identificam, sem deixar nenhuma dúvida, a Sua Palavra para a humanidade, uma prova que é
absolutamente única da Bíblia. Ao mesmo tempo que confirmam que a Bíblia é a Palavra de Deus,
as profecias bíblicas desenvolvem temas que são como fios de ouro tecidos através de todo o
panorama bíblico.
Um dos maiores temas é a Redenção: o único meio pelo qual um Deus santo pode perdoar
de forma justa à Sua criatura, o homem, e reconciliá-lo consigo mesmo. A Bíblia denuncia todas as
religiões deste mundo como inspiradas pelo “deus deste mundo” (Satanás), [conforme lemos: 1 Co
10.20; “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a
Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios”, 2 Co 4.4; “Nos quais o deus deste
século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da
glória de Cristo, que é a imagem de Deus”]. Todas elas ensinam que seu deus ou deuses podem ser
satisfeitos por obras ou rituais religiosos. A Bíblia é única em declarar claramente que a salvação “é
dom de Deus [um dom não pode ser merecido ou ganho com esforços]... “Porque pela graça sois
salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus... Não pelas obras de justiça que
houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da
renovação do Espírito Santo” (Ef 2.8; Tt 3.5).
A Palavra de Deus não nos dá espaço para acomodação, diálogo ou compromisso. A verdade
não concede nada ao erro e não tem nada a discutir com a mentira. No entanto, por vários anos a
Igreja Católica Romana tem “dialogado” com hindus, budistas e islamitas, religiões que se opõem
categoricamente à Bíblia (uma conferência católico-budista num monastério no Kentucky/EUA
alegou ter achado paralelos entre o sofrimento de Cristo na cruz, as “Quatro Verdades Nobres de
Buda” e a meditação budista (Los Angeles Times, 27 de julho de 1996). Como é possível existir tal
confusão? A resposta é porque o catolicismo, como todas a religiões não-cristãs, desenvolveu há
séculos atrás um sistema “cristão” de obras e sacramentos para a salvação. E por muitos anos,
batistas e evangélicos (cujos antepassados saíram do catolicismo durante a Reforma) têm dialogado
com a Igreja Católica Romana. Enquanto isso, nas Nações Unidas e na liderança de muitas
“religiões” ouve-se o insistente clamor por uma religião mundial.
O cristianismo bíblico encontra-se sozinho na oposição ao ecumenismo que, finalmente,
todas as religiões irão abraçar sob o Anticristo. O Evangelho está separado de todas as religiões pela
declaração aberta de todos os profetas bíblicos de que, para que Deus perdoe pecados e reconcilie a
humanidade consigo mesmo, a penalidade do pecado deve ser paga em sua totalidade. Essa
penalidade é a morte (separação eterna de Deus, o doador e sustentador da vida) e foi pronunciada
sobre toda a raça humana: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai,
nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio
cairá sobre ele.... Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida
eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Ez 18.20; Rm 6.23). Essa penalidade não pode ser colocada
de lado nem pelo próprio Deus, que deu Sua palavra eterna. Mas Deus enviou o Seu Filho, que se
tornou homem através do nascimento virginal, para sofrer em nosso lugar o castigo que Ele
pronunciou sobre a humanidade.
O fato de que o pagamento pelo pecado só pode ser feito por uma vítima sem pecado é parte
integral do tema da Redenção através de toda a Bíblia. Está claro que nenhum pecador pode pagar
pelos seus próprios pecados: “O sacrifício dos perversos já é abominação” (Pv 21.27). A salvação
só pode vir da graça de Deus em aplicar a morte de Cristo como pagamento pelos pecados da
humanidade, àqueles que aceitam a salvação nos termos de Deus. Isso é visto nos sacrifícios de
animais que os judeus tinham que oferecer. O fato de que esses sacrifícios tinham que ser repetidos
muitas e muitas vezes provam que eles eram somente antecipações temporárias de um sacrifício
verdadeiro, o qual Deus iria providenciar: “Ora, visto que a lei... nunca jamais pode tornar
perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente eles oferecem.
Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos...?” (Hb 10.1-2).
Além do mais, desde o ano 70 d.C. até agora os judeus não têm tido a possibilidade de
oferecer os sacrifícios que foram estabelecidos pelas instruções específicas da Torá (os cinco livros
de Moisés). Esse fato implica conseqüências seríssimas, especialmente desde que a destruição do
templo e o fim dos sacrifícios não aconteceu por acaso, mas pelo julgamento de Deus sobre a
rebelião de Israel, como Seus profetas predisseram: “Porque os filhos de Israel ficarão por muitos
dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício...” (Os 3.4). Jesus declarou que o controle gentio sobre
Jerusalém continuaria até o Armagedom: “...até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém
será pisada por eles” (Lc 21.24). Essa é uma profecia notável, ainda sendo cumprida.
Então, como podem os judeus (ou gentios) receber o perdão de Deus, sendo que os
sacrifícios levíticos que Ele ordenou especificamente terminaram há quase 2000 anos, e ainda é
impossível realizá-los hoje em dia? A resposta a essa questão é dada no tema que se estende por
toda a Escritura.
O centro desse tema são as inúmeras referências a um cordeiro como sacrifício redentor pelo
pecado. O primeiro sacrifício que Deus aceitou foi um cordeiro oferecido por Abel;“E deu à luz
mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu ao
cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. E Abel também trouxe dos
primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua
oferta.” ( Gn 4.2-4), “Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual
alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de
morto, ainda fala” (Hb 11.4). Contudo, está claro desde o início que sacrifícios de animais eram
somente uma figura de um sacrifício ainda por vir, o qual seria o único que realmente poderia fazer
o pagamento completo pelos pecados, e isso por duas razões óbvias:
1. A vida animal nunca se igualou à vida humana.
2. Como já vimos, sacrifícios de animais tinham de ser repetidos provando que eles não
podiam remover a culpa do pecado.
No entanto, as figuras proféticas do Velho Testamento apresentam pistas impressionantes. O
oferecimento de Isaque por Abraão sobre um altar é um exemplo clássico. Os islamitas dizem que
foi Ismael, não Isaque, o filho oferecido – uma óbvia mentira porque não combina com o Islã. Alá
não é um pai, não tem filho; o Islã não tem sacrifício redentor e nega a morte de Cristo pelos
pecados.
Entretanto, a ordem de Deus a Abraão de oferecer seu “único filho, Isaque” (Gn 22.2) tem
um significado profético inegável em relação ao sacrifício bíblico do “Filho unigênito de Deus” (Jo
3.16). A oferta do filho Isaque pelo pai Abraão num altar só tem significado no contexto da
narrativa bíblica do Pai (Deus) oferecendo a Cristo na cruz pelos pecados da humanidade. Também
não poderia ser uma coincidência que o exato lugar onde Deus pediu que Abraão oferecesse seu
filho tornou-se o local do templo judeu e seus sacrifícios. O Islã tenta roubar também isso, dizendo
que foi do lugar onde “Ismael foi oferecido como sacrifício” que Maomé subiu ao céu.
O mistério parece se aprofundar na enigmática resposta de Abraão, “Deus proverá para si o
cordeiro” (Gn 22.8), à pergunta feita por Isaque: “Onde está o cordeiro para a oferta?” (Gn 22.7).
Deus mesmo seria o cordeiro sacrificial para a redenção humana? Será que Cristo se referiu a essa
afirmação quando declarou: “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-
se” (Jo 8.56)? Isaías revelou que o Messias vindouro seria o filho de Deus: “um Filho se nos deu”
(Is 9.6) e também que Ele seria YAHWEH, chamado o “Deus de Israel” 203 vezes na Bíblia: “seu
nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade” (Is 9.6). Uma criança
nascida de uma virgem seria o Filho de Deus e ao mesmo tempo seria Deus? Sim. Como Jesus
declarou: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).
Isaías também profetizou que o Messias seria o Cordeiro prometido, sacrificado pelos
pecados do mundo: “o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos... como cordeiro foi
levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Is
53.6,7). Não é de se admirar que João Batista, quando “viu... a Jesus, que vinha para ele, ...disse:
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29,36). O intrincado relacionamento
entre os escritos de tantos profetas é impressionante!
A figura profética mais completa do Cordeiro por vir se encontra na Páscoa. As detalhadas
instruções já resolveram a controvérsia que é o “x” do problema no Oriente Médio, a respeito da
terra que Deus prometeu a Abraão: “Dar-te-ei e à tua descendência... toda a terra de Canaã, [não
existia um lugar chamado “Palestina”] “em possessão perpétua” (Gn 17.8). Ismael, porém, embora
ilegítimo, era o primeiro filho de Abraão. Por isso os árabes clamam ser descendentes de Ismael, e
dizem ser a “descendência” de Abraão a quem foi concedida a Terra Prometida. A Bíblia, ao
contrário, diz claramente que os descendentes de Abraão através de Isaque e Jacó são a
“descendência” e os verdadeiros herdeiros: “E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará
um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança
perpétua para a sua descendência depois dele... Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te
abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento
que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e
darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da
terra... E eis que o SENHOR estava em cima dela, e disse: Eu sou o SENHOR Deus de Abraão teu
pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência” (Gn
17.19; 26.3,4; 28.13); “Lembrai-vos perpetuamente da sua aliança e da palavra que prescreveu
para mil gerações; Da aliança que fez com Abraão, e do seu juramento a Isaque; O qual também a
Jacó confirmou por estatuto, e a Israel por aliança eterna, Dizendo: A ti te darei a terra de Canaã,
quinhão da vossa herança” (1 Cr 16.15-18, etc). De acordo com a Bíblia, o direito de posse que os
árabes e muçulmanos dizem ter sobre essa terra tão disputada é uma fraude, no entanto, as Nações
Unidas, a União Européia e os EUA, etc., aceitam-no como base para uma “paz” que desafia o Deus
de Israel!
Os islâmicos dizem que a Bíblia foi mudada pelos judeus e cristãos. Isso não é verdade. O
Deus da Bíblia define a descendência que herdará a terra tão claramente que qualquer “mudança”
seria impossível: “...a tua posteridade [a qual herdará a terra] será peregrina em terra alheia, e será
reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos... Na quarta geração, tornarão para
aqui... (Gn 15.13-16).
Os judeus, não os árabes, foram escravos no Egito por quatrocentos anos, daí trazidos na
quarta geração para a terra de Canaã. Os árabes não entraram na “Palestina” até a invasão brutal no
século VII, depois que os judeus já haviam se estabelecido ali por mais de 2000 anos. Isso é
História irrefutável, provada pela Páscoa. A libertação de Israel aconteceu através do juízo de Deus
na forma das dez pragas sobre o Egito. Na última foi requerido o sacrifício de um cordeiro por
aqueles que quisessem escapar daquela terra amaldiçoada. Esse evento deveria ser comemorado
para sempre com a refeição da Páscoa, introduzida naquela noite histórica: “Este dia vos será por
memorial... Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? Respondereis: É o sacrifício
da Páscoa ao Senhor... quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas” (Êx 12.14,26-27).
Quem guarda a Páscoa? Não são os árabes! Só os judeus a guardam pelo mundo todo até o
presente. Quando um evento testemunhado por muitas pessoas é comemorado imediatamente, de
um modo especial e guardado para sempre, temos aí a prova de que aconteceu como foi instituído.
A Páscoa comemorada anualmente prova a escravidão de Israel no Egito e a sua libertação, como a
Bíblia declara, e também que os judeus são os herdeiros de Abraão, com direito de posse sobre
aquela terra, com uma escritura que Deus assinou há 4000 anos.
Não-judeus não tem direito nem propósito em guardar a Páscoa judaica. No entanto, tem se
tornado popular que cristãos gentios celebram o seder judeu. É verdade que o cordeiro pascal
simboliza Cristo, o Cordeiro que Abraão disse a Isaque que Deus proveria, mas o mesmo acontece
com cada oferta levítica. No entanto, os cristãos não as oferecem mais hoje em dia. Então, por que
celebram a Páscoa? Ela comemora o livramento ancestral do Egito, do qual os gentios não têm
parte.
Mas a “Última Ceia” não era a Páscoa, e Cristo não deu a ela um significado novo, dizendo
que deveria ser celebrada continuamente até a Sua volta? Um significado novo? Impossível! A
refeição da Páscoa, o cordeiro, tem um significado histórico envolvendo uma aliança eterna a
respeito da Terra Prometida; “E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência
depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência
depois de ti” (Gn 17.7); “Lembrai-vos perpetuamente da sua aliança e da palavra que prescreveu
para mil gerações; Da aliança que fez com Abraão, e do seu juramento a Isaque; O qual também a
Jacó confirmou por estatuto, e a Israel por aliança eterna, Dizendo: A ti te darei a terra de Canaã,
quinhão da vossa herança “ (1 Cr 16.15-18). Esse significado não pode ser mudado. Aos judeus
(não aos gentios) é ordenado guardar a Páscoa para sempre; “E este dia vos será por memória, e
celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo” (Êx
12.14). O próprio Cristo não poderia ter dado um “novo significado” para a Páscoa.
Além do mais, a Última Ceia não era a Páscoa. Ela ocorreu na noite “antes da Festa da
Páscoa” (Jo 13.1) e sem um cordeiro. Na manhã seguinte os judeus ainda estavam se guardando
purificados para que pudessem “comer a Páscoa” (Jo 18.28). Aquela tarde, quando Cristo estava
sobre a cruz, era ainda a “parasceve pascal [preparação da Páscoa]” (Jo 19.14). Os cordeiros ainda
estavam sendo sacrificados para serem comidos na refeição da Páscoa naquela noite.
Mas Jesus não disse: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do
meu sofrimento” (Lc 22.15)? Sim, mas “esta Páscoa” não é a mesma com o cordeiro assado
guardada somente pelos judeus em memória da libertação do Egito. “Esta Páscoa” foi algo novo
inaugurado por Cristo a ser comemorado com pão e vinho (em memória do Seu corpo partido e de
Seu sangue derramado, ver Lc 22: 17-19) por todos que crêem nEle (judeus e gentios). Por que,
então, Jesus chamou essa nova instituição de Páscoa? Porque como Israel foi libertado do Egito pela
morte de um cordeiro, assim ela comemora a libertação, dos que crêem, do pecado, do mundo
pecaminoso e do julgamento por vir, através do verdadeiro “Cordeiro de Deus”: “Porque, todas as
vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha”
(1 Co 11.26). Paulo disse: “Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1 Co 5.7).
Se os sacrifícios de animais não poderiam pagar pelo pecado, qual era o seu propósito? Eles
eram ilustrações físicas da verdade espiritual, além da nossa presente compreensão. Cristo
continuamente usou ilustrações físicas para explicar verdades espirituais: (“beber a água que Eu
lhe der... Eu sou a videira verdadeira... a porta... o pão da vida... a não ser que coma a minha
carne e beba o meu sangue...” etc.). Nós fazemos o mesmo hoje. Por exemplo, cantamos hinos a
respeito de sermos “lavados no sangue do Cordeiro”, mas não estamos falando literalmente.
Erros profundos ocorrem quando símbolos são tomados como substância, tais como a hóstia
que é aceita como o verdadeiro corpo de Cristo. Seria como se precisássemos comer páginas da
própria Bíblia de maneira que pudéssemos nos “alimentar da Palavra de Deus”; “E te humilhou, e
te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram;
para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do
SENHOR viverá o homem” (Dt 8.3); “Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra
foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR
Deus dos Exércitos” (Jr 15.16); “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado
dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto” (1 Pe
5.2). O significado por trás do cordeiro do sacrifício vai muito além dos nossos mais altos
pensamentos. Na visão de João foi dito a ele que “o Leão da tribo de Judá... prevaleceu para abrir
o livro”. Virando-se para ver o “Leão” ele viu “um Cordeiro como tendo sido morto” (Ap 5.5-6).
Como pode um leão poderoso aparecer como um cordeiro que acaba de ser morto? E de que
maneira poderia Cristo ser visto como tal no céu? Da cidade celestial sabemos que “o Cordeiro é a
sua lâmpada” (Ap 21.23). A Bíblia termina referindo-se ao trono eterno de Deus e do Cordeiro; “E
mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do
Cordeiro... E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do
Cordeiro, e os seus servos o servirão” (Ap 22.1,3).
Somente podemos nos prostar maravilhados e gratos, regozijando-nos porque um dia iremos
nos juntar aos redimidos em volta do trono, entoando o coro eterno: “Digno é o Cordeiro que foi
morto” (Ap 5.12). Finalmente O veremos como Ele é, e compreenderemos totalmente, tendo sido
transformados em Sua imagem por toda a eternidade!
“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas
sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o
veremos” (1 Jo 3.2)

David Hunt
Fonte: Chamada

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