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Art.

203 do CP - Frustração de Direito Assegurado por Lei Trabalhista

Pena – detenção, de 1 (um) ano a 2 (dois) anos, e multa, alem da pena


correspondente à violência.

§ 1º Na mesma pena incorre quem:

I – obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento,


para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de dívida;

II – impede alguém de se desligar de serviços de qualquer natureza, mediante


coação ou por meio da retenção de seus documentos pessoais ou contratuais.

§ 2º A pena é aumentada de 1/6 (um sexto) a 1/3 (um terço) se a vítima é menor de
18 (dezoito) anos, idosa, gestante, indígena ou portadora de deficiência física ou mental.

Bem Jurídico Tutelado

O bem jurídico protegido abrange todo e qualquer direito que seja protegido pela
legislação trabalhista. Trata-se, como se percebe, de normal penal em branco, pois à
legislação trabalhista compete definir e disciplinar os direitos assegurados aos
empregados e aos empregadores.

Sujeito do Crime

Sujeito ativo pode ser o empregador, o empregado ou qualquer pessoa,


independentemente da existência de relação empregatícia. Sujeito passivo é o Estado e a
pessoa cujo direito trabalhista é frustrado.

Tipo Objetivo: adequação típica

A ação consiste em frustrar (impedir, iludir, privar), mediante violência ou fraude


direito assegurada pela legislação do trabalho. O meio executivo deve ser mediante
violência (vis corporalis) ou fraude (manobra ardilosa, astuciosa, usa de artifícios). A
ameaça (vis compulsiva) não é meio idônea para praticar o crime. A ação do agente
frustra direito assegurada pela legislação do trabalho. Trata-se de norma penal em
branco, dependente de definição da legislação trabalhista.

Tipo Subjetivo: adequação típica

O elemento sujeito do crime é o dolo, constituído pela vontade de frustrar,


mediante fraude ou violência direito assegurada pela legislação trabalhista. Não há
necessidade de qualquer elemento subjetivo especial do injusto.

Consumação e Tentativa

Consuma-se o crime no lugar e no momento em que o titular de direito assegurado


pela legislação trabalhista se vê impedido de exercê-lo, ou seja, com a frustração efetiva
do direito. Admite-se a tentativa, na medida em que sua execução pode sofrer
fracionamento.
Classificação Doutrinária

Trata-se de crime simples, comum, doloso, material.

Novos Tipos Assemelhados

Os dois incisos do § 1º criam, na verdade, dois novos tipos penais. O inciso I exige
o elemento subjetivo especial do injusto. Assim, a coação (obrigar também é coagir)
para usar mercadorias de determinado estabelecimento só constituirá este tipo penal se
objetivar a impossibilidade de desligamentos da vítima se objetiva impedir o
desligamento do trabalho.

Pena Anterior

Cumulativa, detenção, de um mês a um ano, e multa, além da correspondente á


violência.

Pena e Ação Penal

As penas cominadas, cumulativamente, são detenção, de um a dois anos, e multa,


além da correspondente à violência, para o tipo básico e assemelhados (incisos I e II).

Leis n. 9.099/95 e 9714: “fundamentos” para exasperação penal

A política criminal despenalizadora e descarcerizadora dessas duas leis trazem no


seu ventre, involuntariamente, o embrião da velha política criminal funcional: para
afastar da abrangência desses dois diplomas legais, os detentores do poder exasperam as
cominações penais daquelas infrações que lhes aprouverem.

Pena Majorada

Na previsão do § 2º, a pena deverá obrigatoriamente, ser majorada entre um sexto e


um terço. Pela redação, que é taxativa, parece que houve aí uma preocupação com as
“minorias”. Nesse sentido, esqueceram de arrolar, entre outros, homossexuais,
prostitutas, negros, amarelos, asiáticos, drogados etc. é inadmissível analogia.

Natureza da Ação Penal

A ação penal é de natureza pública incondicionada. Predomina o entendimento


jurisprudencial, segundo o qual só será da competência da Justiça Federal quando forem
ofendidos órgãos e instituições que preservem, coletivamente, os direitos trabalhista.

Questões Especiais

Pagamento de salário inferior ao mínimo legal tipifica este crime. Pode haver
concurso deste delito com o de falsidade ideológica (art. 299). Há decisões
jurisprudenciais entendendo que o pagamento dos salários dos empregados com cheque
sem fundo não tipifica este crime (TRF, DJU, 7-11-1979, p.8331), mas sim estelionato.
Praticam o crime em questão, a nosso juízo, os donos de postos de gasolina que
descontam do salário dos frentistas os cheques que recebem sem fundo dos clientes.