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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO
PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO

 
Correcção do E-Fólio A
Parte A) Resumo do ponto 2.1

Desenvolvimento humano - Capítulo 2


Em primeiro lugar, importa clarificar como se faz um resumo dadas as enormes dificuldades
que formam encontradas, verificando-se enormes dificuldades. No entanto, esta é uma técnica
de estudo imprescindível ao longo desta u.c. e do curso. Deixa-se aqui uma referência sobre
isso:

O QUE É E COMO SE FAZ UM RESUMO

1. O objectivo de um resumo é a contracção de um texto, isto é, reproduzi-lo por menos


palavras. Obedece à sequência das ideias do texto e deverá:
a) reduzir a extensão do texto;
b) reproduzir as ideias centrais, não deixando transparecer nenhuma opinião
pessoal;
c) manter o tipo de discurso do texto de origem;
d) ser coerente na apresentação das ideias principais do texto de origem, de acordo
com o mesma sequência lógica;
e) ser claro e gramaticalmente correcto.

O desenvolvimento de cada ser humano inicia-se no momento da fecundação e termina no


momento da sua morte. É um processo dinâmico, permanente e complexo. É resultado de
múltiplos factores: biológicos, sociais, psicológicos e culturais.
O processo de desenvolvimento pode ser definido como o conjunto das «mudanças que
vão ocorrendo ao longo da vida do indivíduo na sua estrutura, no seu pensamento ou no seu
comportamento como resultado da interacção entre factores biológicos e contextuais. Estas
mudanças são progressivas, contínuas, cumulativas e resultam de uma crescente organização
interna» [Tavares et. al., 2007:34].

 

 

Resumo do ponto 2.1

Desenvolvimento humano - Capítulo 2


Em psicologia, o desenvolvimento é conceptualizado através de estádios. Estes podem definir-
se como um conjunto de estruturas internas com características específicas, qualitativamente
diferentes, organizados numa sequência padronizada e que expressam uma cada vez melhor
adaptação do indivíduo ao meio. Deste modo, as características de cada estádio vão sendo
integradas no estádio seguinte.
A psicologia do desenvolvimento é a área da psicologia que estuda o desenvolvimento
humano em todas as etapas da vida e em todas as suas vertentes, biológicas e sociais, bem como
os processos interactivos do indivíduo com o meio. Inicialmente centrava-se no
desenvolvimento até à idade adulta, uma vez que esta fase de vida era considerada o término do
desenvolvimento humano. Com os avanços da ciência e as mudanças nas perspectivas sobre o
Homem, debruça-se hoje sobre todo o ciclo de vida.
Provavelmente a questão mais central em psicologia do desenvolvimento foi, durante
muito tempo, saber quais os factores determinantes do desenvolvimento humano, a
hereditariedade ou o meio ambiente.
Uma perspectiva maturacionista defendia que os factores inatos, genéticos, biológicos e
de maturação fisiológica determinavam o percurso de desenvolvimento dos indivíduos. O ser
humano era assim concebido como um produto da hereditariedade e as diferenças entre as
pessoas resultavam da diversidade genética [nature, natureza]. Uma outra perspectiva,
ambientalista, defendia que os factores do meio e da aprendizagem seriam determinantes no
desenvolvimento humano. O Homem seria produto dos contextos em que vivia e da educação
que recebia [nurture, cultura].
Inevitavelmente, surgiu uma outra perspectiva, interaccionista, que integra como
factores intrínsecos de desenvolvimento os biológicos e os ambientais, avançando ainda com a
importância da capacidade do ser humano de se construir a si próprio. Neste momento, a
questão que opõe o inato ao adquirido perdeu o sentido. «As mudanças desenvolvimentais
assentam numa base multifactorial e o indivíduo é perspectivado como um sistema aberto onde
interagem factores biológicos, maturacionais, psicológicos, sociais, históricos e culturais»
[Tavares et. al., 2007:35]. O ser humano é então concebido como uma unidade biopsicossocial.
As teorias que mais influenciaram o pensamento sobre o desenvolvimento humano
foram:
a) a teoria psicanalítica que concebe o desenvolvimento a partir de conflitos inconscientes
originados na infância (Freud) ou a partir de crises psicossociais que atravessam todo o
ciclo de vida (Erikson). Ênfase nos processos psicoafectivos;
b) a teoria behaviorista (de behaviour, «comportamento» em inglês) que concebe o
desenvolvimento a partir das aprendizagens efectuadas pelo indivíduo, uma vez que à
nascença ele é considerado «uma tábua rasa» (Watson, Skinner). Ênfase nos processos
de aprendizagem;
c) a teoria cognitivista que concebe o desenvolvimento a partir da mudança das estruturas
cognitivas (estruturalismo), resultando da interacção do indivíduo com o meio
(interaccionismo), e tendo um papel activo na construção do conhecimento
(construtivismo)(Piaget, Bruner). Ênfase nos processos cognitivos;

 

 

d) a teoria humanista que concebe o desenvolvimento numa perspectiva global,


salientando o papel da consciência, da motivação e do potencial humano (Maslow).
Ênfase nos processos motivacionais.
Cada uma destas teorias emergiu em dado momento da história da ciência e reflecte
preocupações e visões do Homem específicas. Centradas num aspecto particular, podem ser
vistas como contributos para uma visão global do desenvolvimento humano.

B) Actividades
1. A espécie humana possui um programa genético aberto e flexível, logo muito
disponível para se desenvolver. Isto traduz-se no inacabamento biológico que apresenta aquando
do nascimento e que não é comparável ao de qualquer outra espécie. Para sobreviverem e se
adaptarem, a maior parte dos organismos vivos dependem muito mais da sua informação
genética do que da informação adquirida ao longo da vida. A especificidade humana reside na
indeterminação biológica dos seus comportamentos e na sua consequente adaptabilidade ao
meio ambiente, social e cultural.
Assim, esta aparente incapacidade, que manifestamos à nascença, vai ser compensada
pela flexibilidade de adaptação ao que nos rodeia a partir do processo de neotenia. A neotenia
corresponde ao período de tempo prolongado, durante o qual os seres de pouca idade dependem
dos adultos, revelam plasticidade e flexibilidade biológicas e apresentam uma enorme
capacidade para aprender a partir do meio ambiente e dos outros. Esta característica da espécie
humana permite-lhe responder aos desafios da sobrevivência.

2. As investigações de Goddard tentaram provar que o comportamento das pessoas é


determinado pela hereditariedade. Estes estudos realizaram-se no princípio do século XX
(1912), nos EUA, onde as questões sociais e raciais estavam agudizadas. Os emigrantes que
chegavam a este país eram submetidos a uma série de exames médicos e psicológicos na
«famosa» ilha de Ellis, sendo grande parte deles repatriados por não corresponderem aos
requisitos exigidos. A eugenia, selecção dos indivíduos com as características desejáveis para
determinada sociedade, surge nos EUA e irá, décadas mais tarde, sustentar o movimento nazi.
Centrado nos estudos sobre a inteligência, Goddard vai tentar demonstrar que a
«imbecilidade» é hereditária, e que existe uma forte relação entre o grau de inteligência e a
criminalidade. Defensor da ideia de impedir a reprodução das pessoas mais «débeis», acreditava
que a esterilização compulsiva resolveria o problema americano. No entanto, e apesar do
ambiente racista do momento, sugeriu que os indivíduos com deficiência mental e os
delinquentes, os «maus Kallikak», deveriam ser isolados da sociedade em instituições.

3. Na segunda década do século XX, e como reacção às ideias da época (importância do


mentalismo consciente ou inconsciente), Watson vai introduzir uma verdadeira revolução na
psicologia e aproximá-la das ciências exactas e experimentais. Propõe então uma psicologia
objectiva, centrada na descrição, predição e controlo do comportamento. Dos seus estudos,
Watson conclui que o nosso comportamento resulta de aprendizagens condicionadas pelo meio
externo sobre o organismo, enfatizando a importância dos factores ambientais em detrimento
dos potenciais herdados.

 

 

Partindo das teses de Locke, considera que as pessoas, quando nascem, são páginas em
branco, sem nada dentro delas, onde o meio irá inscrever as aprendizagens. O facto de irmos
tendo respostas cada vez mais elaboradas e complexas não se deve ao trabalho autónomo e
criativo da mente, mas aos estímulos com que somos confrontados. Um meio adequado, e daí a
famosa afirmação «Dêem-me uma dúzia de crianças saudáveis…», conduz aos comportamentos
esperados. Deste modo, a aprendizagem não é considerada um processo de construção.
Aprende-se reproduzindo o contexto, visando sempre uma recompensa ou evitar algo de
negativo.

4. Os defensores das teses hereditaristas poderiam argumentar, por exemplo, que o


comportamento da criança resultava de um deficit de inteligência. Daí os esforços dos
educadores não terem sido bem sucedidos. Os defensores das teses ambientalistas poderiam
argumentar, por exemplo, que a criança não teria realizado, no momento certo, as aprendizagens
necessárias para ter um comportamento adequado uma vez que o contexto de socialização não
as tinha proporcionado.

5. Sabemos hoje que o genótipo (o património genético de um organismo herdado dos


seus progenitores) ao interagir com o meio onde vive resulta no seu fenótipo (as características
físicas e psicológicas que nele podemos observar ao longo da vida). Somos o resultado daquilo
que herdamos biologicamente e daquilo que vivemos. Neste sentido, o ser humano resulta de
um processo epigenético (o desenvolvimento implica a construção do organismo a partir da
informação genética e da informação ambiental). É o equipamento genético, por exemplo, que
dá à criança a capacidade de falar. Mas é o meio que lhe ensina uma língua e não outra.
Ainda hoje esta interdependência do biológico e do cultural é muitas vezes subestimada
ou simplesmente ignorada. Em vez de se considerar estes dois factores como complementares e
indissoluvelmente ligados na formação do ser humano, eles são colocados em oposição.
Pretende-se ver na hereditariedade e no meio ambiente duas forças antagónicas cuja parte
respectiva se procura determinar numericamente. Como se na génese do comportamento
humano estes factores se devessem excluir mutuamente.
Como qualquer organismo vivo, o ser humano está geneticamente programado, mas está
programado para aprender. Wallon, um dos autores mais influentes da psicologia do
desenvolvimento, nomeadamente no estudo da infância, afirmou que «o Homem é um ser
biologicamente social».

6. Questão das crenças que sustentam as nossas concepções de ser humano.

O sucesso ou insucesso das experiências de uma pessoa está realmente “nas cartas”. Afinal de contas, a
maior parte dos delinquentes juvenis não tem origem numa família onde os pais revelam uma tendência
para a delinquência
Crença de que o comportamento é predeterminado aleatoriamente, sendo nula a influência dos
contextos de vida.

A motivação e o impulso determinam quem atinge um nível quase perfeito. A aptidão contribui. Afinal,
Thomas Edison disse que a genialidade é 1% de inspiração e 99% de transpiração
Crença de que o ser humano tem capacidade de desenvolvimento, sendo a genialidade produto
da motivação, determinação e esforço do ser humano. As capacidades inatas não predeterminam
o sucesso ou insucesso.

 

 
John Lock, filósofo inglês do século XVII, acreditava que, aquando do nascimento, a mente era uma
tábua rasa. Esta opinião está assente numa perspectiva behaviorista do desenvolvimento
Crença de que o comportamento é determinado exclusivamente pelos processos de
aprendizagem que emergem dos contextos de vida.

É importante consultar o meu horóscopo, especialmente se vou enfrentar situações que exigem decisões
importantes
Crença da predeterminação do comportamento humano, estando este configurado no «destino»
passível de ser descoberto através do posicionamento astral. Incapacidade do ser humano de
tomar decisões de forma autónoma.

Se quiser ter sucesso siga o conselho de ir viver para o litoral, pois aí o clima é mais propício à sua
obtenção
Crença de que existe uma relação de causalidade entre clima e sucesso. Esta crença assenta em
estereótipos sociais do tipo «os africanos são preguiçosos, os nórdicos são inteligentes».

O comportamento é o resultado da hereditariedade a interagir com o meio a interagir com o tempo


Crença de que o tempo, que nos permite a experiência, é uma variável a ter em consideração na
interacção do património genético com as influências ambientais.