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Escola EB 2,3/S de Mora

Ano Lectivo 2009/2010 Biologia e Geologia – 10º ano

Formação e actividade dos lisossomas


Digestão intracelular: Autofagia e Heterofagia

Os lisossomas são organitos citoplasmáticos limitados por uma membrana e que contêm no
seu interior enzimas digestivas. A sua função principal é a digestão intracelular, embora por vezes
possam participar também na digestão extracelular.

A digestão intracelular pode ser de partículas oriundas do meio extracelular – heterofagia, ou


de estruturas celulares – autofagia. Neste último caso, a célula destrói organitos que deixaram de ser
funcionais, reciclando deste modo materiais necessários à formação de novos organitos. No entanto,
por vezes o processo pode ser muito mais generalizado, podendo mesmo chegar a provocar a lise total
da célula, como acontece nas células de tecidos que são substituídos durante a metamorfose de
anfíbios (ex: regressão da cauda dos girinos).

As proteínas enzimáticas que existem no interior dos lisossomas são formadas no RER.
Posteriormente, são levadas em vesículas de transição até ao complexo de Golgi. Aí, vão passado por
todas as cisternas do dictiossoma e vão sofrendo maturação. Quando as vesículas chegam ao fim do
dictiossoma o lisossoma está formado e as enzimas estão na sua forma definitiva e pronta a actuar se
necessário.

Os lisossomas assim formados vão intervir então nos processos de heterofagia e autofagia da
célula. Vejamos então como ocorre cada um destes processos:

Heterofagia:

Existe fusão do lisossoma primário com uma vesícula endocítica, na qual estão incorporados os
metabolitos a digerir. Forma-se assim um vacúolo digestivo, onde ocorre a digestão.
Terminada a digestão, os produtos que interessam à célula passam para o citoplasma. Após
saída desses produtos, o que resta do lisossoma constitui o corpo residual, que é eliminado da célula
por exocitose.

Autofagia:

O processo de autofagia inicia-se com a formação de vacúolos autofágicos, mediante um


estímulo celular. Estes vacúolos formam-se quando uma vesícula proveniente do RER perde os
ribossomas e envolve uma porção do citoplasma que contém o organito ou parte da célula a eliminar,
formando um vacúolo autofágico com dupla membrana.
A fusão do vacúolo autofágico com um lisossoma primário dá origem a um vacúolo digestivo,
onde ocorre a digestão do organito a eliminar. Após digestão, o lisossoma constitui um corpo residual,
que é eliminado da célula por exocitose.

O esquema seguinte ilustra os processos descritos.

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Vacúolo
Digestivo

Bibliografia:

Alcaravela, M. J.; Rodrigues, A.; (1996); Ciências da Terra e da Vida – 10.º ano; Plátano Editora; Lisboa; p. 235.
Azevedo, C.; et al.; (1999); Biologia Celular e Molecular; 3.ª edição; LIDEL – Edições Técnicas Lda.; pp. 261-264.

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