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Comércio Internacional e Meio Ambiente

- Tanto o comércio internacional quanto a internacionalização da temática ambiental
são frutos da chamada globalização ou mundialização.
- No comércio internacional, existem 3 fenômenos distintos:
1) Financiamentos e crédito – geridos pelo Banco Mundial, bancos regionais e
contratos de empréstimo firmados entre países (intergovernamentais) e entre
empresas privadas
2) regulamentação das finanças mundiais – administrado principalmente do FMI –
Fundo Monetário Internacional
3) regulamentação das trocas comerciais de mercadorias e bens imateriais
(serviços, propriedade intelectual e investimentos internacionais) – administrado pelas
regras do comércio internacional no âmbito do GATT/OMC.
- em todos esses âmbitos teoricamente há princípios ambientais a serem observados,
pois normalmente essas instituições adotam parâmetros que formalmente se
preocupam com a proteção ambiental.
Ex: “World Bank Environmental Guidelines” (1988) – por força deste documento, para
todos os grandes projetos governamentais deve-se seguir as normas locais, regionais,
nacionais e internacionais de proteção do meio ambiente, bem como deve-se
promover sempre análises prévias de impacto ambiental.
- Mas o que se percebe na prática é uma oposição de interesses entre a
globalização econômica (trocas comerciais, investimentos internacionais e ampliação
da produção industrial) e o direito ambiental internacional, o qual tenta conter os
efeitos predatórios e muitas vezes irreversíveis da aceleração do comércio entre os
países.
Ex: crescente poluição nos portos e mares, queima de combustível fóssil por
caminhões e aviões, deslocamento da produção “suja” para países em
desenvolvimento, etc.
- na OMC existe um “mecanismo de solução de controvérsias”, bem como sanções
internacionais para os países que descumprem as normas do comércio internacional
(dumping, subsídios) o que pode levar a medidas de retaliação comercial de um país
contra o outro, para compensar as perdas decorrentes dessas violações.
- Nos casos de desacordo entre 2 países-membros, pode-se instaurar um “painel” de
especialistas que “julga” o caso e autoriza essas retaliações.
- Já quanto às normas ambientais internacionais, não há este tipo de controle ou
sanção. Cada país assina e ratifica os tratados que quiser, e não há uma autoridade
central para fiscalizar o cumprimento. Todos são vigiados por todos.
- Portanto, são dois regimes jurídicos diferentes e separados. O país pode ser
respeitador das normas ambientais e violador das normas comerciais e respeitador

as quais se referem a certos produtos que acabam produzindo distorções ou até discriminações quanto a produtos advindos do exterior. 3) existe também um “Acordo Sobre Barreiras Técnicas ao Comércio”. quando se exige que provenham de árvores plantadas (fruto de reflorestamento). Protocolo de Montreal sobre a Camada de Ozônio. 5) Existem também acordos que criam códigos de conduta de adoção voluntária pelos Estados. 7) Mais complicadas são as exigências feitas quanto à procedência de produtos importados. que busca padronizar o que pode e o que não pode ser adotado na legislação interna dos Estados-membros da OMC como práticas comerciais (não-tarifárias). Ex. pela própria natureza dos mesmos. o que automaticamente cria restrições técnicas para a importação de gasolina e a produção de produtos que usam a gasolina como combustível. 6) Existem aquelas normas ambientais internas dos países.: celulose (papel). no que se refere à política ambiental de produção.no caso de haver discriminação comercial por conta desse tipo de exigência (“selo verde” ou coisas do gênero). vejamos: 1) as normas ambientais nacionais internacional.: “London Guidelines for the Exchange of Information on Chemicals in International Trade” (1987). 4) os tratados internacionais sobre meio ambiente muitas vezes interferem automaticamente no comércio internacional de certos produtos. no sentido de padronizar regras) 2) existem normas no âmbito da OMC que dizem respeito a medidas sanitárias e fitossanitárias. Ex: Convenção de Basiléia sobre Movimento Transfronteiriço de Resíduos Perigosos.das normas comerciais e violador das normas ambientais.mas existem diversas maneiras pelas quais esses dois ramos do direito internacional se tocam e se inter-relacionam. . as quais começaram a ser adotadas por alguns governos por pressão dos movimentos ambientalistas e dos partidos verdes (“greens”). sem que uma coisa interfira na outra necessariamente. pelo menos de 2 formas: podem influenciar o comércio a) restrições nas importações devido ao não atendimento pelo produto importado da legislação nacional b) a tentativa de fazer valer para outros países exigências ambientais internas (induzir uma mudança no modo de produção de certos produtos. Ex. Ex. móveis de madeira. .: normas que exigem certa composição na gasolina (Brasil – 25% de etanol na gasolina). .

(b) necessárias à proteção da saúde e da vida das pessoas e dos animais e à preservação dos vegetais. por qualquer Parte Contratante. fala de “exceções gerais” (art. das medidas: (a) necessárias à proteção da moralidade pública. se constituem em violação das regras do comércio internacional.principalmente na Europa. (c) que se relacionem à exportação e a importação do ouro e da prata. pois podem se configurar como medidas que caracterizam protecionismo disfarçado ou favorecimento de certos parceiros em detrimento de outros. disposição alguma do presente capítulo será interpretada como impedindo a adoção ou aplicação. . Este fenômeno passou a ser chamado pela mídia de “Greening de Gatt”. . o preâmbulo do acordo já fazia referência à proteção ao meio ambiente.A partir da Conferência de Estocolmo sobre Meio Ambiente Humano (1972). .em 1991 foi reativado no âmbito do GATT. os países membros do GATT resolveram analisar e considerar as matérias adotadas na Agenda 21. que passou a fazer parte da estrutura orgânica da OMC.como resultado da ECO-1992. no que se refere ao comércio internacional de mercadorias. XX do Acordo do GATT): ARTIGO XX EXCEÇÕES GERAIS Desde que essas medidas não sejam aplicadas de forma a constituir quer um meio de discriminação arbitrária. . Há representantes de organizações internacionais. tais como. as leis . foi criado o Comitê sobre Comércio e Meio Ambiente (iniciativa brasileira sob comando do Emb.o Comitê sobre Comércio e Meio Ambiente trata-se de um órgão aberto a todos os membros da OMC que queiram participar. o Embaixador brasileiro Rubens Ricupero.já no âmbito da OMC. (d) necessárias a assegurar a aplicação das leis e regulamentos que não sejam incompatíveis com as disposições do presente acordo. o “Grupo sobre Medidas Ambientais e o Comércio Internacional”. entre os países onde existem as mesmas condições. Luiz Felipe Lampreia). quando foi criada a OMC. por exemplo. se essas restrições não forem amparadas por normas da própria OMC. . começase a falar da necessidade de harmonizar as normas do comércio internacional com as normas do nascente direito ambiental internacional. quer uma restrição disfarçada ao comércio internacional. . por iniciativa do então Presidente das Partes-contratantes.em 1994. . e em especial quando tratam das barreiras não-tarifárias.este Comitê trouxe para a OMC a preocupação com o recém criado conceito de “desenvolvimento sustentável” (Relatório Bruntland). mas não se admitem observadores de ONG’s. a fim de “tornar os assuntos do comércio internacional e meio ambiente. . mutuamente incentivadores”.as normas do GATT. ou injustificada.

II e do art. e a medidas próprias a impedir as práticas de natureza a induzir em erro.Assim. com base justamente na exceção acima. marcas de fábrica e direitos de autoria e de reprodução. (g) relativas à conservação dos recursos naturais esgotáveis. (e) relativas aos artigos fabricados nas prisões: (f) impostas para a proteção de tesouros nacionais de valor artístico. o Comitê sobre Comércio e Meio Ambiente da OMC fez um levantamento das normas internacionais sobre meio ambiente que os Estados assinaram e ratificaram.) . or a disguised restriction on trade in services. the prevention within their territory of the commercial exploitation of which is necessary to protect ordre public or morality. nothing in this Agreement shall be construed to prevent the adoption or enforcement by any Member of measures:(…) (b) necessary to protect human. (. . quanto à alínea “g”. provided that such exclusion is not made merely because the exploitation is prohibited by their law.. XVII à proteção das patentes. à manutenção em vigor dos monopólios administrados na conformidade do § 4º do art. Members may exclude from patentability inventions. para ter um rol de quais poderiam ser utilizados para fundamentar restrições legítimas ao comércio. se tais medidas forem aplicadas conjuntamente com restrições à produção ou ao consumo nacionais. including to protect human.. animal or plant life or health or to avoid serious prejudice to the environment. TRIPS – art. 14 (Acordo Geral sobre Comércio de Serviços) Article XIV Subject to the requirement that such measures are not applied in a manner which would constitute a means of arbitrary or unjustifiable discrimination between countries where like conditions prevail. animal or plant life or health. histórico ou arqueológico.e regulamentos que dizem respeito à aplicação de medidas alfandegárias. 27 (Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio) Article 27 Patentable Subject Matter (…) 2. (…) GATT – Art. sem ferir as normas do OMC.