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ESCOLA DE BELAS ARTES DA UFMG DES014 - ATELIÊ DE DESENHO I

Profs. Mabe Bethônico e Roberto Bethônico - 2016/ 1º semestre Aluno: Eduardo Brandão Alves

18.04.2016

SEMINÁRIO DE PESQUISA – INVISÍVEL, MAS OPERANTE.

Palavra chave do mapa de conteúdo: GRIMÓRIO

Os grimórios medievais são registros de experimentos, formulas e receitas dos magos e alquimistas medievais. A priori, os grimórios esconderiam fórmulas de procederes e seus resultados velados aos olhos dos não iniciados sob uma linguagem cifrada. São manuais ricos em uma linguagem simbólica, emblemática e alegórica.

A partir da visualidade desses manuais, eu quis criar um grimório pessoal por querer explorar efeitos visuais pela beleza artística e ornamental.

ESCOLA DE BELAS ARTES DA UFMG DES014 - ATELIÊ DE DESENHO I Profs. Mabe Bethônico e
Venho já por um tempo, desenvolvendo o meu trabalho sob a influência dos desenhos de Alberto

Venho já por um tempo, desenvolvendo o meu trabalho sob a influência dos desenhos de Alberto Giacometti e H.R. Giger:

Giacometti – Auto Retrato.

Giacometti – Auto Retrato.

Giacometti – Pour Pierre Matisse.

Giacometti – Pour Pierre Matisse.

H.R.Giger – As Trombetas de Jericó.

H.R.Giger – As Trombetas de Jericó.

H.R. Giger - Hieróglifos Alienígenas.

H.R. Giger - Hieróglifos Alienígenas.

MINHA BUSCA ATUAL:

Influenciado pela análise dos mapas conceituais construídos em aula vejo o meu trabalho fundamentado na TRANSFORMAÇÃO como saída de uma condição estagnada. Acredito que a transformação humana somente ocorre guiada pela vontade, e o símbolo recorrente na minha digressão para essa vontade é a cabeça.

Do filme - O Exorcista.

Do filme - O Nome da Rosa. PARA ONDE ESTOU ME MOVENDO O processo da transformação

Do filme - O Nome da Rosa.

PARA ONDE ESTOU ME MOVENDO

O processo da transformação em si mesmo é transcendente, pois leva o ente que se transforma a se tornar algo além de si mesmo. O ser que nasce vem das camadas de conceitos, crenças, ideias, apreensões e percepções, que se sobrepõem formando formigueiros em suas próprias camadas de atuação.

Vale notar que ao abandonar maneiras antigas de ver o mundo acarreta em novas formas de visão. As formas antigas não são destruídas. Continuam vivas, mantendo seu curso de atuação, mas sob um ordenamento novo. Ao atingir o cerne original, a visão de mundo recém-adquirida contrasta-se no banco de memórias com a informação que o ser já levava consigo aumentando assim a fricção dentro da consciência. A consciência lança-se à elaboração do entendimento de si mesma. A esse processo eu chamo de aprendizado.

À primeira vista, pode-se parecer que a inteligência meteu-se num emaranhado confuso de conceitos antagônicos, mas se visto de certa distancia, tanto a consciência quanto o que ela absorve, completam-se num sistema coeso e inteligente guiado pela vontade de entender o mundo ao redor e dentro de si. A isso eu chamo de clareza de intento.

Jenny Saville – Drawings 2010.

Jenny Saville – Drawings 2010.

Jenny Saville – Drawings 2010. Na atual fase da minha criação, percebo que a leitura de

Jenny Saville – Drawings 2010.

Na atual fase da minha criação, percebo que a leitura de grimórios vai muito além de ser um exercício mnemônico. É mais viável conceber que os investigadores medievais criaram esses livros para a elaboração interna da própria obra que executavam.

Os filósofos naturalistas, como eram chamados, mantinham-se em constante fazer os seus grimórios, e isso é observado pelas cópias com observações, anotações e variações de um mesmo tema dentro do mesmo livro. Penso que eles não os liam para decorarem as fórmulas como se estudavam as gramáticas, mas para suscitar à memória a experiência do que viveram quando fizeram suas aproximações ao conhecimento que aspiravam.

Desenhavam não como os que desenham para mapear terrenos descobertos, mas com a imaginação ativa e criadora dos que querem aprender. Desenharam códigos simbólicos para diminuir o tempo: o decodificar dos signos acelera a compreensão em oposição ao tempo de entendimento gasto na codificação e decodificação do pensamento escrito. Os grimórios conquistaram o conhecimento e este foi alicerçado em forma de memória que é acessada pela leitura dos próprios grimórios.

Participamos dessas memórias ainda no momento atual. Recorro à noção de que vivemos do passado mapeado nos livros que nos chegaram. Esses desenhos mantêm ativa a visão de mundo que esses buscadores tinham, e essa visão se atualiza nos construtos que fazemos hoje para entender o mundo presente. Essas duas visões de mundo coexistem na nossa consciência do tempo em constante ressonância de vibrações. Visualizo então a nossa busca do futuro acontecendo no passado como se, tanto o passado quanto o futuro, estivessem ligados por um desenho.

Uma vez compreendido como os grimórios se atualizam na minha vida, crio frentes de exploração para o que eu quero desenhar a partir da transformação que já ocorreu na minha consciência desde que eu comecei a construir o meu mapa conceitual. É vital que eu registre agora esse limiar entre o que eu já sei e o que busco aprender.

Perguntas me atormentam desde que eu analizei os meus mapas: porque continuo visitando as mesmas obras? Porque releio de quando em vez os livros que eu já li, porque ouço música já ouvida, porque assisto filmes já vistos? São como perguntas umas dentro das outras e a pior delas é:

porque você guarda umas coisas e outras joga fora?

Clara Lieu - Falling on my Face. Empenho-me em chegar à experiencia plena do desenho. A

Clara Lieu - Falling on my Face.

Empenho-me em chegar à experiencia plena do desenho. A experiência a qual quero viver é desenhar o que se passa dentro da minha consciência enquanto eu estou desenhando. E isso está muito além de ser consciente do ato de desenhar, porque quero desenhar a vida invisível que desenha em mim.

Clara Lieu - Impressões em Mezzotinta.

Clara Lieu - Impressões em Mezzotinta.

Clara Lieu - Impressões em Mezzotinta.

Clara Lieu - Impressões em Mezzotinta.