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Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho

PROCESSO Nº TST-AIRR-602-18.2012.5.02.0445

A C Ó R D Ã O (3ª Turma) GMALB/rao/scm/AB/jn

AGRAVO

DE

INSTRUMENTO. RECURSO DE

REVISTA INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DA LEI Nº

13.015/2014 - DESCABIMENTO. EXECUÇÃO. VALOR DO SALÁRIO HORA INCORREÇÃO NA

HOMOLOGAÇÃO DE

VALORES. MULTA POR

ATRASO DE PAGAMENTO - ASTREINTES.

Interposto à deriva dos requisitos do art. 896 da CLT, não merece

processamento

o

apelo.

Agravo

de

instrumento conhecido e desprovido.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento em Recurso de Revista n° TST-AIRR-602-18.2012.5.02.0445, em que é Agravante CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTES - CEUBAN e Agravada ONICE MARIA DE MELLO.

Trata-se de agravo de instrumento interposto contra o despacho por meio do qual o Eg. Regional denegou seguimento ao recurso de revista.

Foram oferecidas contraminuta e contrarrazões (fls. 582/583 e 585/588), respectivamente. Os autos não foram remetidos ao d. Ministério Público do Trabalho (RI/TST, art. 83). É o relatório.

V O T O

ADMISSIBILIDADE.

Presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade, conheço do agravo de instrumento.

MÉRITO.

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PROCESSO Nº TST-AIRR-602-18.2012.5.02.0445

EXECUÇÃO. VALOR DO SALÁRIO HORA INCORREÇÃO NA HOMOLOGAÇÃO DE VALORES. MULTA POR ATRASO DE PAGAMENTO ASTREINTES. O Eg. Regional, no exercício do juízo prévio de admissibilidade (CLT, arts. 682, IX, e 896, § 1º), denegou seguimento ao recurso de revista, adotando os seguintes fundamentos:

REMUNERAÇÃO, VERBAS INDENIZATÓRIAS E BENEFÍCIOS / SALÁRIO / DIFERENÇA SALARIAL.DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO / LIQUIDAÇÃO / CUMPRIMENTO / EXECUÇÃO / MULTA COMINATÓRIA / ASTREINTES. Alegação(ões):

- violação do(s) artigo 5º, inciso XXXVI; artigo 5º, inciso LIV, da Constituição Federal. - divergência jurisprudencial.

Consta do v. Acórdão:

Salário-hora Afirma a agravante que os valores do salário-hora indicados no laudo pericial estão incorretos, pois não condizem com aqueles lançados nos recibos de pagamento. Menciona, a título de exemplo, que em setembro de 2007, o valor do salário-hora era de R$ 29,66, porém, e para aquele mês, os cálculos do perito se basearam na quantia de R$ 36,33. E assim sucessivamente. Diz ainda que, nos termos do título executivo judicial, deve ser observada a evolução salarial e não a evolução remuneratória da autora. E que não houve determinação para aplicação da Súmula 264 do Tribunal Superior do Trabalho. Adverte que o perito somou o "salário + hora atividade + DSR" para alcançar o valor do salário-hora, o que está errado, e, por conseguinte, compromete todos os valores indicados no laudo no tocante às horas extras e respectivo adicional, bem como quanto ao adicional noturno e repercussões. Mas não tem razão. A cláusula 13ª da Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009, que trata da "composição do salário mensal do professor", estabelece o seguinte (destaques originais):

O salário do PROFESSOR é composto, no mínimo, por três itens: o salário base, o descanso semanal remunerado (DSR) e a hora-atividade.

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PROCESSO Nº TST-AIRR-602-18.2012.5.02.0445

O salário base é calculado pela seguinte equação: número de aulas semanais multiplicado por 4,5 semanas e multiplicado, ainda, pelo valor da hora-aula (artigo 320, parágrafo 1º da CLT). O DSR corresponde a 1/6 (um sexto) do salário base, acrescido, quando houver, do total de horas extras e do adicional noturno (Lei 605/49). A hora-atividade corresponde a 5% (cinco por cento) do total

obtido com a somatória de todos os valores acima referidos. ( ) ... No caso, o valor que agravante aqui chama de "salário-hora", e que em setembro de 2007 supostamente corresponderia a R$ 29,66, na verdade foi pago sob a rubrica "valor hora aula", como se vê a fl. 87. Nos termos da citada cláusula, este valor equivale a apenas um dos componentes do salário base. Coisas bem distintas. Além disso, ao que se extrai do laudo pericial, e com base nos exemplos citados pela própria agravante, o perito considerou como "salário hora normal" os valores lançados no campo "alterações de cargos e salários" da ficha de registro de empregado apresentada com a contestação (fl. 65v). Foi a partir dessa ficha, e não aleatoriamente, que o expert tomou por base o salário-hora de R$ 36,33 em setembro de 2007, e depois R$ 38,33 em outubro de 2008, e daí em diante, em todos os exemplos citados no recurso. Vale dizer, por fim, que muito embora não tenha constado expressamente da sentença a aplicação da Súmula 264 do Tribunal Superior do Trabalho, ao decidir as horas extras o Juiz determinou que, dentre outros parâmetros, fossem observados

também "(

)

b) a evolução salarial da reclamante; c) os

... adicionais/percentuais convencionais e, na falta, os legais ( )", ...

como se vê a fl. 136. Está correta a sentença.

Multa diária Alega a agravante que os valores homologados estão incorretos no que se refere ao cálculo das multas pelo atraso no pagamento de salários. Sustenta que, diferentemente do que registrou o perito, a autora trabalhava apenas de segunda a sexta, e os pagamentos eram feitos através de depósitos em sua conta corrente. Daí porque, a seu ver, a contagem de dias úteis para constatação de eventual atraso nos pagamentos deve se pautar apenas nos dias compreendidos entre segunda e sexta-feira. Diz mais, que não é pacífica a aplicação da Instrução Normativa 1, de 7 de novembro de 1989 (que dispõe sobre o prazo para pagamento do salário), e que ela não se ajusta a todos os casos,

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PROCESSO Nº TST-AIRR-602-18.2012.5.02.0445

indistintamente. Conclui, por isso, que a multa diária não deve incidir sobre os sábados, com o que reclama a devolução dos valores correspondentes. Sem razão, mais uma vez. Consta do título executivo judicial, já transitado em julgado, que "Existia a regra convencional segundo a qual o atraso no pagamento salarial impunha à escola uma multa diária, em prol do professor prejudicado, equivalente a 1/50 (um cinquenta avos) do seu salário mensal (p. ex., cl. 16 da CCT de 2008-2009, juntada no 2º vol. de docs.). A reclamante juntou vários extratos bancários que comprovam o pagamento intempestivo do salário no período imprescrito (1º e 2º vol. de docs). A ré fica condenada ao pagamento de tal multa diária com relação a todo pagamento salarial realizado depois do 5º dia útil do mês seguinte ao de labor" (fl. 136v). E segundo a norma coletiva (documento 207, fl. 237, volume apartado):

16. Prazo de Pagamento dos Salários Os salários deverão ser pagos, no máximo, até o quinto dia útil do mês subsequente trabalho. Parágrafo único: O não pagamento dos salários no prazo obriga a MANTENEDORA a pagar multa diária, em favor do PROFESSOR, no valor de 1/50 (um cinquenta avos) de seu salário mensal. Cabe dizer, antes de tudo, que contra essa parte da sentença não recorreu a agravante. Note-se que no tópico "da multa pelo alegado atraso na homologação da rescisão contratual" (fls. 150/151, razão de recurso) ela questionou apenas e tão somente a multa de que trata o art. 477 da CLT. De todo modo, ao julgar os Embargos à Execução por ela opostos, o juízo de primeiro grau ponderou que, como estabelece a Instrução Normativa 1, de 7 de novembro de 1989, o sábado é dia útil. No caso, uma vez que os pagamentos foram realizados por meio de depósitos bancários, a agravante deveria ter observado o que determina o subitem II, do item 1, que diz assim: quando o empregador utilizar o sistema bancário para o pagamento dos salários, os valores deverão estar à disposição do empregado, o mais tardar, até o quinto dia útil (destaques não originais). Que, aliás, está em consonância com o que determina a norma coletiva da categoria. A decorrência lógica disso, de acordo com a sentença, é a de que os pagamentos deveriam ter sido antecipados para sexta-feira nas ocasiões em que o quinto dia útil coincidiu com sábados. E é isso mesmo. À vista da impossibilidade de fazê-los aos sábados, tal como insiste em dizer a agravante, esses pagamentos deveriam mesmo ter sido antecipados. A conta, então, é bem simples: para cada

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mês que a agravante pagou o salário após o quinto dia útil, ela foi condenada a pagar a multa diária correspondente. Ademais, de acordo com o que apontou o perito a fls. 451/465, alguns pagamentos foram feitos a menor (fl. 455). E como bem sabe a agravante, foram vários (muitos) os pagamentos feitos com atraso, não só aqueles que coincidiram com os sábados, conforme "demonstrativos de apuração das multas normativas (fls. 457/459). Nego provimento.

Os recursos de natureza extraordinária, em execução de sentença, têm seus estreitos limites traçados pelo § 2º, do art. 896, da Consolidação das Leis do Trabalho, que, à luz da Súmula nº 266 da Colenda Corte Revisora, restringe a possibilidade de recorrer de Revista à única e exclusiva hipótese de demonstração inequívoca de violação direta e literal de preceito constitucional. Saliento que questões dotadas de caráter exegético - cujo reexame depende da apresentação de divergência pretoriana específica -, somente permitem a aferição de eventual ofensa constitucional por via oblíqua ou reflexa, circunstância que afasta o enquadramento do apelo no citado permissivo do Texto Consolidado. Assim, diante dos fundamentos consignados na decisão regional, não vislumbro ofensa aos artigos constitucionais, invocados nas razões do apelo.

CONCLUSÃO DENEGO seguimento ao Recurso de Revista.

Diz o agravante, em síntese, que o recurso de revista merece regular trânsito, ao argumento de que restaram atendidos os requisitos previstos no art. 896 da CLT. Ocorre que a parte não conseguiu infirmar os fundamentos do despacho agravado, uma vez que não merece prosseguimento o recurso de revista, interposto em fase de execução, quando ausente violação direta e literal de norma da Constituição Federal. Imposição do óbice do art. 896, § 2º, da CLT. Acrescente-se, ainda, que eventual reforma do julgado demandaria revolvimento de matéria fático-probatória, intento defeso nesta fase (Súmula 126/TST). Não se vislumbra, assim, ofensa ao art. 5º, XXXIV, XXXVI e LIV, da CF.

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PROCESSO Nº TST-AIRR-602-18.2012.5.02.0445

Mantenho o despacho agravado. Em síntese e pelo exposto, conheço do agravo de instrumento e, no mérito, nego-lhe provimento.

ISTO POSTO

ACORDAM os Ministros da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, conhecer do agravo de instrumento e, no mérito, negar-lhe provimento. Brasília, 27 de Abril de 2016.

Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001)

ALBERTO LUIZ BRESCIANI DE FONTAN PEREIRA

Ministro Relator

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