Anda di halaman 1dari 385

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL

CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS


ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

O REGISTRO NA CVM NÃO IMPLICA QUALQUER APRECIAÇÃO SOBRE A COMPANHIA , SENDO OS SEUS
ADMINISTRADORES RESPONSÁVEIS PELA VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS.

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18


4 - NIRE

29300023582

01.02 - SEDE

1 - ENDEREÇO COMPLETO 2 - BAIRRO OU DISTRITO

PRAIA DO FLAMENGO,78 - 3º ANDAR FLAMENGO


3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF

22210-030 RIO DE JANEIRO RJ


6 - DDD 7 - TELEFONE 8 - TELEFONE 9 - TELEFONE 10 - TELEX

21 3235-9800 - -
11 - DDD 12 - FAX 13 - FAX 14 - FAX

21 3235-9882 - -
15 - E-MAIL

icarvalho@neoenergia.com

01.03 - DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES (Endereço para Correspondência com a Companhia)

1 - NOME

ERIK DA COSTA BREYER


2 - ENDEREÇO COMPLETO 3 - BAIRRO OU DISTRITO

PRAIA DO FLAMENGO,78 - 3º ANDAR FLAMENGO


4 - CEP 5 - MUNICÍPIO 6 - UF

22210-030 RIO DE JANEIRO RJ


7 - DDD 8 - TELEFONE 9 - TELEFONE 10 - TELEFONE 11 - TELEX

21 3235-9800 - -
12 - DDD 13 - FAX 14 - FAX 15 - FAX

21 3235-9882 - -
16 - E-MAIL

ebreyer@neoenergia.com

01.04 - REFERÊNCIA / AUDITOR

EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO TRIMESTRE ATUAL TRIMESTRE ANTERIOR

1 - INÍCIO 2 - TÉRMINO 3 - NÚMERO 4 - INÍCIO 5 - TÉRMINO 6 - NÚMERO 7 - INÍCIO 8 - TÉRMINO

01/01/2010 31/12/2010 1 01/01/2010 31/03/2010 4 01/10/2009 31/12/2009


9 - NOME/RAZÃO SOCIAL DO AUDITOR 10 - CÓDIGO CVM

ERNEST&YOUNG AUDITORES INDEPENDENTES 00471-5


11 - NOME DO RESPONSÁVEL TÉCNICO 12 - CPF DO RESP. TÉCNICO

PAULO JOSE MACHADO 014.319.648-08

30/04/2010 19:18:52 Pág: 1


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

01.05 - COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Número de Ações
1 - TRIMESTRE ATUAL 2 - TRIMESTRE ANTERIOR 3 - IGUAL TRIMESTRE EX. ANTERIOR

(Mil) 31/03/2010 31/12/2009 31/03/2009


Do Capital Integralizado
1 - Ordinárias 5.850.636 5.850.636 5.850.636
2 - Preferenciais 0 0 0
3 - Total 5.850.636 5.850.636 5.850.636
Em Tesouraria
4 - Ordinárias 0 0 0
5 - Preferenciais 0 0 0
6 - Total 0 0 0

01.06 - CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA

1 - TIPO DE EMPRESA

Empresa Comercial, Industrial e Outras


2 - TIPO DE SITUAÇÃO

Operacional
3 - NATUREZA DO CONTROLE ACIONÁRIO

Privada Nacional
4 - CÓDIGO ATIVIDADE

3120 - Emp. Adm. Part. - Energia Elétrica


5 - ATIVIDADE PRINCIPAL
PARTICIPAÇÃO EM OUTRAS SOCIEDADES

6 - TIPO DE CONSOLIDADO

Total
7 - TIPO DO RELATÓRIO DOS AUDITORES

Sem Ressalva

01.07 - SOCIEDADES NÃO INCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

1 - ITEM 2 - CNPJ 3 - DENOMINAÇÃO SOCIAL

01.08 - PROVENTOS EM DINHEIRO DELIBERADOS E/OU PAGOS DURANTE E APÓS O TRIMESTRE

1 - ITEM 2 - EVENTO 3 - APROVAÇÃO 4 - PROVENTO 5 - INÍCIO PGTO. 6 - ESPÉCIE E 7 - VALOR DO PROVENTO P/ AÇÃO
CLASSE DE
AÇÃO

01 RCA 18/03/2010 Juros Sobre Capital Próprio 16/06/2010 ON 0,0160895320

30/04/2010 19:18:52 Pág: 2


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

- . . / -

01.09 - CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO E ALTERAÇÕES NO EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO

1- ITEM 2 - DATA DA 3 - VALOR DO CAPITAL SOCIAL 4 - VALOR DA ALTERAÇÃO 5 - ORIGEM DA ALTERAÇÃO 7 - QUANTIDADE DE AÇÕES EMITIDAS 8 - PREÇO DA AÇÃO NA
ALTERAÇÃO EMISSÃO
(Reais Mil) (Reais Mil) (Mil)
(Reais)

01.10 - DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES

1 - DATA 2 - ASSINATURA

30/04/2010

30/04/2010 19:18:53 Pág: 3


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

02.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2010 4 - 31/12/2009

1 Ativo Total 9.798.853 9.447.166


1.01 Ativo Circulante 3.205.290 3.191.621
1.01.01 Disponibilidades 1.942.342 1.861.203
1.01.01.01 Numerário Disponível 87 32
1.01.01.02 Aplicações Financeiras 1.942.255 1.861.171
1.01.02 Créditos 1.262.571 1.330.100
1.01.02.01 Clientes 0 0
1.01.02.01.01 Títulos a Receber 0 0
1.01.02.02 Créditos Diversos 1.262.571 1.330.100
1.01.02.02.01 Dividendos e JSCP a receber 1.086.593 1.138.132
1.01.02.02.02 Títulos e valores mobiliários 39.925 39.132
1.01.02.02.03 Fundos vinculados 71.130 70.097
1.01.02.02.04 Tributos e contribuições sociais 64.923 82.739
1.01.03 Estoques 0 0
1.01.04 Outros 377 318
1.02 Ativo Não Circulante 6.593.563 6.255.545
1.02.01 Ativo Realizável a Longo Prazo 165.052 124.076
1.02.01.01 Créditos Diversos 42.835 41.610
1.02.01.01.01 Depósitos judiciais 18.933 18.933
1.02.01.01.02 Tributos e contrbuições sociais 0 0
1.02.01.01.03 Trbutos contribuições sociais diferidos 23.902 22.677
1.02.01.02 Créditos com Pessoas Ligadas 109.602 69.835
1.02.01.02.01 Com Coligadas e Equiparadas 0 0
1.02.01.02.02 Com Controladas 109.602 69.835
1.02.01.02.03 Com Outras Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.03 Outros 12.615 12.631
1.02.02 Ativo Permanente 6.428.511 6.131.469
1.02.02.01 Investimentos 6.390.806 6.093.943
1.02.02.01.01 Participações Coligadas/Equiparadas 0 0
1.02.02.01.02 Participações Coligadas/Equiparadas-Ágio 0 0
1.02.02.01.03 Participações em Controladas 6.390.806 6.093.943
1.02.02.01.04 Participações em Controladas - Ágio 0 0
1.02.02.01.05 Outros Investimentos 0 0
1.02.02.02 Imobilizado 898 938
1.02.02.03 Intangível 6.569 5.130
1.02.02.04 Diferido 30.238 31.458

30/04/2010 19:18:54 Pág: 4


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

02.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2010 4 - 31/12/2009

2 Passivo Total 9.798.853 9.447.166


2.01 Passivo Circulante 396.268 311.783
2.01.01 Empréstimos e Financiamentos 0 0
2.01.02 Debêntures 0 0
2.01.03 Fornecedores 834 993
2.01.04 Impostos, Taxas e Contribuições 81.219 81.645
2.01.04.01 Tributos e contribuições sociais 81.219 81.645
2.01.05 Dividendos a Pagar 313.947 229.094
2.01.05.01 Dividendos a pagar 103.200 103.200
2.01.05.02 Juros sobre capital próprio 210.747 125.894
2.01.06 Provisões 0 0
2.01.07 Dívidas com Pessoas Ligadas 1 1
2.01.07.01 Controladas 1 1
2.01.08 Outros 267 50
2.01.08.01 Obrigações Estimadas 331 40
2.01.08.02 Folha de pagamento (74) 0
2.01.08.03 Outros 10 10
2.02 Passivo Não Circulante 662 662
2.02.01 Passivo Exigível a Longo Prazo 662 662
2.02.01.01 Empréstimos e Financiamentos 0 0
2.02.01.02 Debêntures 0 0
2.02.01.03 Provisões 494 494
2.02.01.03.01 Provisão para contingência 494 494
2.02.01.04 Dívidas com Pessoas Ligadas 0 0
2.02.01.05 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0
2.02.01.06 Outros 168 168
2.03 Resultados de Exercícios Futuros 0 0
2.05 Patrimônio Líquido 9.401.923 9.134.721
2.05.01 Capital Social Realizado 4.739.025 4.739.025
2.05.02 Reservas de Capital 2.288 2.288
2.05.03 Reservas de Reavaliação 0 0
2.05.03.01 Ativos Próprios 0 0
2.05.03.02 Controladas/Coligadas e Equiparadas 0 0
2.05.04 Reservas de Lucro 4.393.408 4.393.408
2.05.04.01 Legal 327.201 327.201
2.05.04.02 Estatutária 0 0
2.05.04.03 Para Contingências 0 0
2.05.04.04 De Lucros a Realizar 0 0
2.05.04.05 Retenção de Lucros 4.066.207 4.066.207
2.05.04.06 Especial p/ Dividendos Não Distribuídos 0 0
2.05.04.07 Outras Reservas de Lucro 0 0
2.05.05 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0
2.05.05.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0
2.05.05.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0
2.05.05.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0

30/04/2010 19:18:54 Pág: 5


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

02.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -31/03/2010 4 -31/12/2009

2.05.06 Lucros/Prejuízos Acumulados 267.202 0


2.05.07 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0

30/04/2010 19:18:54 Pág: 6


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.01 Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 159 159 0 0


3.01.01 Outras receitas operacionais 159 159 0 0
3.02 Deduções da Receita Bruta (53) (53) 0 0
3.02.01 PIS (9) (9) 0 0
3.02.02 COFINS (44) (44) 0 0
3.03 Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 106 106 0 0
3.04 Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos 0 0 0 0
3.05 Resultado Bruto 106 106 0 0
3.06 Despesas/Receitas Operacionais 271.475 271.475 282.740 282.740
3.06.01 Com Vendas 0 0 0 0
3.06.02 Gerais e Administrativas (6.179) (6.179) (6.802) (6.802)
3.06.02.01 Pessoal e Honorários (2.615) (2.615) (2.194) (2.194)
3.06.02.02 Material (3) (3) 0 0
3.06.02.03 Serviços de Terceiros (3.088) (3.088) (3.729) (3.729)
3.06.02.04 Depreciação e Amortização (50) (50) (44) (44)
3.06.02.05 Arrendamento e Aluguéis (3) (3) (4) (4)
3.06.02.06 Tributos (153) (153) (235) (235)
3.06.02.07 Outras Despesas (267) (267) (596) (596)
3.06.03 Financeiras (56.140) (56.140) 3.150 3.150
3.06.03.01 Receitas Financeiras 42.785 42.785 50.293 50.293
3.06.03.01.01 Renda de Aplicação Financeira 40.497 40.497 47.497 47.497
3.06.03.01.02 Juros, comissões e Acréscimos moratório 2.288 2.288 2.796 2.796
3.06.03.01.03 Outras Receitas Financeiras 0 0 0 0
3.06.03.02 Despesas Financeiras (98.925) (98.925) (47.143) (47.143)
3.06.03.02.01 Juros sobre capital próprio (94.134) (94.134) (45.236) (45.236)

30/04/2010 19:18:55 Pág: 7


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.06.03.02.02 Outras despesas financeiras (4.791) (4.791) (1.907) (1.907)


3.06.04 Outras Receitas Operacionais 177 177 0 0
3.06.04.01 Receita na alienação de bens e direitos 177 177 0 0
3.06.05 Outras Despesas Operacionais 0 0 0 0
3.06.06 Resultado da Equivalência Patrimonial 333.617 333.617 286.392 286.392
3.06.06.01 Equivalência Patrimonial 359.099 359.099 313.185 313.185
3.06.06.02 Amortização do ágio/deságio, líquida (25.482) (25.482) (26.793) (26.793)
3.06.06.03 Prov. p/ desvalorização do investimento 0 0 0 0
3.07 Resultado Operacional 271.581 271.581 282.740 282.740
3.08 Resultado Não Operacional 0 0 0 0
3.08.01 Receitas 0 0 0 0
3.08.02 Despesas 0 0 0 0
3.09 Resultado Antes Tributação/Participações 271.581 271.581 282.740 282.740
3.10 Provisão para IR e Contribuição Social (5.588) (5.588) 0 0
3.10.01 Imposto de Renda corrente (4.116) (4.116) 0 0
3.10.02 Contribuição social corrente (1.472) (1.472) 0 0
3.10.03 Amortização ágio e reversão PMIPL 0 0 0 0
3.11 IR Diferido 1.209 1.209 0 0
3.11.01 IR Diferido 889 889 0 0
3.11.02 CSLL Diferido 320 320 0 0
3.11.03 Amortização ágio e reversão PMIPL 0 0 0 0
3.12 Participações/Contribuições Estatutárias 0 0 0 0
3.12.01 Participações 0 0 0 0
3.12.02 Contribuições 0 0 0 0
3.13 Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 94.134 94.134 45.236 45.236

30/04/2010 19:18:55 Pág: 8


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.15 Lucro/Prejuízo do Período 361.336 361.336 327.976 327.976


NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) 5.850.636 5.850.636 5.850.636 5.850.636
LUCRO POR AÇÃO (Reais) 0,06176 0,06176 0,05606 0,05606
PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais)

30/04/2010 19:18:55 Pág: 9


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

04.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

4.01 Caixa Líquido Atividades Operacionais 122.471 122.471 54.195 54.195

4.01.01 Caixa Gerado nas Operações 27.377 27.377 40.304 40.304

4.01.01.01 Lucro Líquido 361.336 361.336 327.976 327.976

4.01.01.02 Depreciação e Amortização 1.270 1.270 1.264 1.264

4.01.01.03 Ativo Regulatório 0 0 0 0

4.01.01.04 Passivo Regulatório 0 0 0 0

4.01.01.05 Amotização de Ágio - líquida 25.482 25.482 26.793 26.793

4.01.01.06 Var monetária, cambiais e juros de LP (1.487) (1.487) (2.131) (2.131)

4.01.01.07 Var monetária, cambiais e juros de CP 0 0 0 0

4.01.01.08 Valor residual do ativo permanente baixa 0 0 0 0

4.01.01.09 Tributos e contribuições sociais diferid 0 0 0 0

4.01.01.10 Prov. Conting. Cíveis/ fiscais/ trabalhi 0 0 0 0

4.01.01.11 Provisão para devedores duvidosos 0 0 0 0

4.01.01.12 Equivalencia Patrimonial (359.099) (359.099) (313.185) (313.185)

4.01.01.13 Outras receitas e desp financeiras líqui (125) (125) (413) (413)

4.01.02 Variações nos Ativos e Passivos 95.094 95.094 13.891 13.891

4.01.02.01 Empresas controladas e coligadas 28 28 (4.755) (4.755)

4.01.02.02 Títulos a Receber 0 0 0 0

4.01.02.03 Depósitos Judiciais 0 0 0 0

4.01.02.04 Tributos e contribuições sociais 17.816 17.816 (1.411) (1.411)

4.01.02.05 Títulos e valores mobiliários (794) (794) (3.835) (3.835)

4.01.02.06 Recebimento de JCP e Dividendos 89.996 89.996 32.460 32.460

4.01.02.07 Tributos e contribuições diferidos (1.225) (1.225) 0 0

4.01.02.08 Outros Ativos (1.075) (1.075) (1.853) (1.853)

4.01.02.09 Fornecedores (159) (159) (2.857) (2.857)

30/04/2010 19:18:56 Pág: 10


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

04.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -01/01/2010 a 31/03/2010 4 -01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/200901/01/20096a- 31/03/2009


01/01/2009 a 31/03/200901/01/2009 a 31/03/2009

4.01.02.10 Folha de pagamento (115) (115) 0 0

4.01.02.11 Encargos da dívida e swap 0 0 0 0

4.01.02.12 Taxas regulamentares 0 0 0 0

4.01.02.13 Tributos e contribuições sociais (426) (426) 510 510

4.01.02.14 Obrigações estimadas 331 331 30 30

4.01.02.15 Coligadas controladas e controladas (9.282) (9.282) (4.460) (4.460)

4.01.02.16 Adiantamentos Recebidos 0 0 0 0

4.01.02.17 Outras contas a pagar (1) (1) 62 62

4.01.03 Outros 0 0 0 0

4.02 Caixa Líquido Atividades de Investimento (3.150) (3.150) (307) (307)

4.02.01 Em Investimentos (1.700) (1.700) (145) (145)

4.02.02 No Imobilizado e intangível (1.450) (1.450) (162) (162)

4.02.03 No Diferido 0 0 0 0

4.02.04 Integralização do capital 0 0 0 0

4.03 Caixa Líquido Atividades Financiamento (38.182) (38.182) (70.139) (70.139)

4.03.01 Empréstimos e financiamentos obtidos 0 0 0 0

4.03.02 Pagtos de empréstimos e financiamentos 0 0 0 0

4.03.03 Pagamento de debêntures 0 0 0 0

4.03.04 Obrigações Vinculadas 0 0 0 0

4.03.05 Pagamento de dividendos 0 0 0 0

4.03.06 Pgto de Juros sobre capital próprio 0 0 0 0

4.03.07 Redução de capital 0 0 0 0

4.03.08 Adiant. para futuro aumento de capital (41.224) (41.224) (9.546) (9.546)

4.03.09 Coligadas e controladas 3.042 3.042 (60.593) (60.593)

4.04 Variação Cambial s/ Caixa e Equivalentes 0 0 0 0

30/04/2010 19:18:56 Pág: 11


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

04.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -01/01/2010 a 31/03/2010 4 -01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/200901/01/20096a- 31/03/200901/01/2009


01/01/2009 a 31/03/200901/01/2009
a 31/03/2009 a 31/03/200901/01/2009 a 31/03/2009

4.05 Aumento(Redução) de Caixa e Equivalentes 81.139 81.139 (16.251) (16.251)

4.05.01 Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes 1.861.203 1.861.203 1.586.784 1.586.784

4.05.02 Saldo Final de Caixa e Equivalentes 1.942.342 1.942.342 1.570.533 1.570.533

30/04/2010 19:18:56 Pág: 12


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

05.01 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE 5 - RESERVAS DE 6 - RESERVAS DE 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE 9 - TOTAL PATRIMÔNIO
CAPITAL REAVALIAÇÃO LUCRO ACUMULADOS AVALIAÇÃO LÍQUIDO
PATRIMONIAL

5.01 Saldo Inicial 4.739.025 2.288 0 4.393.408 0 0 9.134.721

5.02 Ajustes de Exercícios Anteriores 0 0 0 0 0 0 0

5.03 Saldo Ajustado 4.739.025 2.288 0 4.393.408 0 0 9.134.721

5.04 Lucro / Prejuízo do Período 0 0 0 0 361.336 0 361.336

5.05 Destinações 0 0 0 0 (94.134) 0 (94.134)

5.05.01 Dividendos 0 0 0 0 0 0 0

5.05.02 Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0 (94.134) 0 (94.134)

5.05.03 Outras Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.06 Realização de Reservas de Lucros 0 0 0 0 0 0 0

5.07 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0 0 0 0 0 0

5.07.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0 0 0 0 0 0

5.07.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0 0 0 0 0 0

5.07.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0 0 0 0 0 0

5.08 Aumento/Redução do Capital Social 0 0 0 0 0 0 0

5.09 Constituição/Realização Reservas Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.10 Ações em Tesouraria 0 0 0 0 0 0 0

5.11 Outras Transações de Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.12 Outros 0 0 0 0 0 0 0

5.13 Saldo Final 4.739.025 2.288 0 4.393.408 267.202 0 9.401.923

30/04/2010 19:18:57 Pág: 13


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

05.02 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE 5 - RESERVAS DE 6 - RESERVAS DE 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE 9 - TOTAL PATRIMÔNIO
CAPITAL REAVALIAÇÃO LUCRO ACUMULADOS AVALIAÇÃO LÍQUIDO
PATRIMONIAL

5.01 Saldo Inicial 4.739.025 2.288 0 4.393.408 0 0 9.134.721

5.02 Ajustes de Exercícios Anteriores 0 0 0 0 0 0 0

5.03 Saldo Ajustado 4.739.025 2.288 0 4.393.408 0 0 9.134.721

5.04 Lucro / Prejuízo do Período 0 0 0 0 361.336 0 361.336

5.05 Destinações 0 0 0 0 (94.134) 0 (94.134)

5.05.01 Dividendos 0 0 0 0 0 0 0

5.05.02 Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0 (94.134) 0 (94.134)

5.05.03 Outras Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.06 Realização de Reservas de Lucros 0 0 0 0 0 0 0

5.07 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0 0 0 0 0 0

5.07.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0 0 0 0 0 0

5.07.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0 0 0 0 0 0

5.07.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0 0 0 0 0 0

5.08 Aumento/Redução do Capital Social 0 0 0 0 0 0 0

5.09 Constituição/Realização Reservas Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.10 Ações em Tesouraria 0 0 0 0 0 0 0

5.11 Outras Transações de Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.12 Outros 0 0 0 0 0 0 0

5.13 Saldo Final 4.739.025 2.288 0 4.393.408 267.202 0 9.401.923

30/04/2010 19:18:58 Pág: 14


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

08.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2010 4 - 31/12/2009

1 Ativo Total 17.843.180 17.323.917


1.01 Ativo Circulante 5.889.784 5.799.587
1.01.01 Disponibilidades 2.929.048 2.629.644
1.01.02 Créditos 2.715.674 2.924.365
1.01.02.01 Clientes 1.796.367 1.971.243
1.01.02.01.01 Consumidores, concess e permissionárias 1.887.061 2.036.539
1.01.02.01.02 Títulos a Receber 72.288 91.260
1.01.02.01.03 (-) Provisão p/crédito de liq. duvidosa (162.982) (156.556)
1.01.02.02 Créditos Diversos 919.307 953.122
1.01.02.02.01 Ativos Regulatórios 179.392 279.556
1.01.02.02.02 Fundos Vinculados 83.132 76.653
1.01.02.02.03 Serviço em Curso 94.276 69.873
1.01.02.02.04 Títulos e valores mobiliários 162.280 141.363
1.01.02.02.05 Tributos e contribuições sociais 257.328 226.622
1.01.02.02.06 Tributos contribuições sociais diferidos 53.008 76.119
1.01.02.02.07 Benefício fiscal - ágio incorporado 53.096 53.474
1.01.02.02.08 Coligadas, controladas e controladora 0 1.025
1.01.02.02.09 Despesas pagas antecipadamente 36.795 28.437
1.01.03 Estoques 17.738 14.136
1.01.04 Outros 227.324 231.442
1.01.04.01 Outros Créditos 227.324 231.442
1.02 Ativo Não Circulante 11.953.396 11.524.330
1.02.01 Ativo Realizável a Longo Prazo 2.184.738 1.907.988
1.02.01.01 Créditos Diversos 2.108.037 1.873.113
1.02.01.01.01 Consumidores, concess e permissionárias 607.910 388.103
1.02.01.01.02 Títulos a receber 316.091 316.148
1.02.01.01.03 (-) Provisão p/crédito de liq. duvidosa (11.508) (15.108)
1.02.01.01.04 Ativos Regulatórios 77.603 69.498
1.02.01.01.05 Fundos vinculados 189 157
1.02.01.01.06 Depósitos judiciais 117.777 118.325
1.02.01.01.07 Títulos e valores mobiliários 191.175 195.876
1.02.01.01.08 Tributos e contribuições sociais 78.550 72.062
1.02.01.01.09 Tributos contribuições sociais diferidos 141.453 125.794
1.02.01.01.10 Benefício fiscal - ágio incorporado 585.180 598.185
1.02.01.01.11 Bens e direitos destinados a alienação 3.357 3.397
1.02.01.01.12 Despesas pagas antecipadamente 260 676
1.02.01.02 Créditos com Pessoas Ligadas 28.532 1.320
1.02.01.02.01 Com Coligadas e Equiparadas 0 0
1.02.01.02.02 Com Controladas 28.532 1.320
1.02.01.02.03 Com Outras Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.03 Outros 48.169 33.555
1.02.01.03.01 Outros créditos 48.169 33.555
1.02.02 Ativo Permanente 9.768.658 9.616.342
1.02.02.01 Investimentos 18.343 18.581
1.02.02.01.01 Participações Coligadas/Equiparadas 0 0

30/04/2010 19:18:59 Pág: 15


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

08.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -31/03/2010 4 -31/12/2009

1.02.02.01.02 Participações em Controladas 0 0


1.02.02.01.03 Outros Investimentos 18.343 18.581
1.02.02.02 Imobilizado 7.874.339 7.712.964
1.02.02.03 Intangível 1.684.687 1.684.695
1.02.02.04 Diferido 191.289 200.102

30/04/2010 19:18:59 Pág: 16


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

08.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2010 4 - 31/12/2009

2 Passivo Total 17.843.180 17.323.917


2.01 Passivo Circulante 3.000.693 2.726.684
2.01.01 Empréstimos e Financiamentos 533.645 509.431
2.01.02 Debêntures 313.883 227.790
2.01.03 Fornecedores 622.244 573.306
2.01.04 Impostos, Taxas e Contribuições 357.415 434.663
2.01.04.01 Tributos e contribuições sociais 341.403 390.885
2.01.04.02 Tributos contribuições sociais diferidas 16.012 43.778
2.01.05 Dividendos a Pagar 437.628 347.212
2.01.05.01 Dividendos a pagar 207.833 208.039
2.01.05.02 Juros sobre capital próprio 229.795 139.173
2.01.06 Provisões 48.077 45.432
2.01.06.01 Provisões para contingências 48.077 45.432
2.01.07 Dívidas com Pessoas Ligadas 0 270
2.01.07.01 Coligadas, controladas e controladora 0 270
2.01.08 Outros 687.801 588.580
2.01.08.01 Passivos regulatórios 220.195 208.834
2.01.08.02 Folha de pagamento 16.093 9.783
2.01.08.03 Taxas regulamentares 177.029 131.270
2.01.08.04 Entidade de previdência privada 15.195 16.599
2.01.08.05 Obrigações estimadas 110.842 96.262
2.01.08.06 Adiantamentos recebidos 34.480 27.280
2.01.08.07 Consumidores devolução baixa renda 160 927
2.01.08.08 Outros contas a pagar 113.807 97.625
2.02 Passivo Não Circulante 4.738.636 4.801.089
2.02.01 Passivo Exigível a Longo Prazo 4.738.636 4.801.089
2.02.01.01 Empréstimos e Financiamentos 2.628.635 2.633.575
2.02.01.02 Debêntures 1.588.389 1.663.781
2.02.01.03 Provisões 71.871 64.033
2.02.01.03.01 Provisão para contingências 71.871 64.033
2.02.01.04 Dívidas com Pessoas Ligadas 0 22.465
2.02.01.04.01 Coligadas, controladas e controladora 0 22.465
2.02.01.05 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 1.694 1.694
2.02.01.06 Outros 448.047 415.541
2.02.01.06.01 Fornecedores 5.856 8.228
2.02.01.06.02 Passivos regulatórios 114.029 101.043
2.02.01.06.03 Taxas regulamentares 83.510 63.918
2.02.01.06.04 Entidade de previdência privada 179.169 182.543
2.02.01.06.05 Tributos e contribuições sociais 28.855 28.497
2.02.01.06.06 Tributos contribuições sociais diferidos 6.121 5.137
2.02.01.06.07 Parcelamento de tributos e contribuições 0 0
2.02.01.06.08 Adiantamentos recebidos 0 0
2.02.01.06.09 Obrigações estimadas 862 862
2.02.01.06.10 Outras contas a pagar 29.645 25.313
2.03 Resultados de Exercícios Futuros 0 0

30/04/2010 19:19:00 Pág: 17


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

08.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -31/03/2010 4 -31/12/2009

2.04 Part. de Acionistas Não Controladores 701.928 661.423


2.05 Patrimônio Líquido 9.401.923 9.134.721
2.05.01 Capital Social Realizado 4.739.025 4.739.025
2.05.02 Reservas de Capital 2.288 2.288
2.05.03 Reservas de Reavaliação 0 0
2.05.03.01 Ativos Próprios 0 0
2.05.03.02 Controladas/Coligadas e Equiparadas 0 0
2.05.04 Reservas de Lucro 4.393.408 4.393.408
2.05.04.01 Legal 327.201 327.201
2.05.04.02 Estatutária 0 0
2.05.04.03 Para Contingências 0 0
2.05.04.04 De Lucros a Realizar 0 0
2.05.04.05 Retenção de Lucros 4.066.207 4.066.207
2.05.04.06 Especial p/ Dividendos Não Distribuídos 0 0
2.05.04.07 Outras Reservas de Lucro 0 0
2.05.05 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0
2.05.05.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0
2.05.05.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0
2.05.05.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0
2.05.06 Lucros/Prejuízos Acumulados 267.202 0
2.05.07 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0

30/04/2010 19:19:00 Pág: 18


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

09.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.01 Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 2.739.290 2.739.290 2.510.503 2.510.503
3.02 Deduções da Receita Bruta (929.765) (929.765) (840.005) (840.005)
3.03 Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 1.809.525 1.809.525 1.670.498 1.670.498
3.04 Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos (1.088.341) (1.088.341) (1.019.902) (1.019.902)
3.05 Resultado Bruto 721.184 721.184 650.596 650.596
3.06 Despesas/Receitas Operacionais (235.443) (235.443) (191.524) (191.524)
3.06.01 Com Vendas (83.744) (83.744) (80.084) (80.084)
3.06.02 Gerais e Administrativas (106.923) (106.923) (93.270) (93.270)
3.06.03 Financeiras (16.147) (16.147) 15.467 15.467
3.06.03.01 Receitas Financeiras 179.552 179.552 173.814 173.814
3.06.03.01.01 Juros sobre Aplicações Financeiras 66.079 66.079 72.144 72.144
3.06.03.01.02 Juros, comissões e acréscimo moratório 30.586 30.586 30.878 30.878
3.06.03.01.03 Remun. financ. dos ativos regulatórios 7.189 7.189 (7.947) (7.947)
3.06.03.01.04 Variação monetária 13.064 13.064 27.178 27.178
3.06.03.01.05 Variação cambial 16.127 16.127 16.692 16.692
3.06.03.01.06 Operações de swap 27.940 27.940 20.895 20.895
3.06.03.01.07 Outras Receitas Financeiras 18.567 18.567 13.974 13.974
3.06.03.02 Despesas Financeiras (195.699) (195.699) (158.347) (158.347)
3.06.03.02.01 Encargos de dívida (85.719) (85.719) (101.143) (101.143)
3.06.03.02.02 Remun. financ. dos passivos regulatórios (9.496) (9.496) 11.043 11.043
3.06.03.02.03 Variação Monetária (26.986) (26.986) (14.452) (14.452)
3.06.03.02.04 Variação Cambial (22.966) (22.966) (11.908) (11.908)
3.06.03.02.05 Operação de Swap (28.230) (28.230) (27.359) (27.359)
3.06.03.02.07 Outras Despesas Financeiras (22.302) (22.302) (14.528) (14.528)
3.06.04 Outras Receitas Operacionais 326 326 182 182

30/04/2010 19:19:01 Pág: 19


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

09.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.06.04.01 Receita alienação/ desativação bens/dire 326 326 182 182


3.06.05 Outras Despesas Operacionais (3.473) (3.473) (7.026) (7.026)
3.06.05.01 Despesa alienação/desativação bens/direi (3.473) (3.473) (7.026) (7.026)
3.06.06 Resultado da Equivalência Patrimonial (25.482) (25.482) (26.793) (26.793)
3.06.06.01 Resultado de Equivalência Patrimonial 0 0 0 0
3.06.06.02 Amortização do Ágio (25.482) (25.482) (26.793) (26.793)
3.06.06.03 Prov. p/ desvalorização do investimento 0 0 0 0
3.07 Resultado Operacional 485.741 485.741 459.072 459.072
3.08 Resultado Não Operacional 0 0 0 0
3.08.01 Receitas 0 0 0 0
3.08.02 Despesas 0 0 0 0
3.09 Resultado Antes Tributação/Participações 485.741 485.741 459.072 459.072
3.10 Provisão para IR e Contribuição Social (74.239) (74.239) (61.239) (61.239)
3.10.01 Imposto de renda corrente (111.208) (111.208) (102.108) (102.108)
3.10.02 Contribuição social corrente (40.930) (40.930) (36.775) (36.775)
3.10.03 Imposto de renda incentivo - SUDENE 77.899 77.899 77.644 77.644
3.11 IR Diferido (1.300) (1.300) (15.594) (15.594)
3.11.01 IR Diferido 8.354 8.354 (1.123) (1.123)
3.11.02 CSLL Diferido 3.733 3.733 (396) (396)
3.11.03 Amortização ágio e reversão PMIPL (13.387) (13.387) (14.075) (14.075)
3.12 Participações/Contribuições Estatutárias 0 0 0 0
3.12.01 Participações 0 0 0 0
3.12.02 Contribuições 0 0 0 0
3.13 Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0
3.14 Part. de Acionistas Não Controladores (48.866) (48.866) (54.263) (54.263)

30/04/2010 19:19:01 Pág: 20


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

09.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.15 Lucro/Prejuízo do Período 361.336 361.336 327.976 327.976


NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) 5.850.636 5.850.636 5.850.636 5.850.636
LUCRO POR AÇÃO (Reais) 0,06176 0,06176 0,05606 0,05606
PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais)

30/04/2010 19:19:01 Pág: 21


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

10.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

4.01 Caixa Líquido Atividades Operacionais 641.467 641.467 534.728 534.728

4.01.01 Caixa Gerado nas Operações 759.253 759.253 600.287 600.287

4.01.01.01 Lucro Líquido 361.336 361.336 327.976 327.976

4.01.01.02 Depreciação e Amortização 110.926 110.926 105.974 105.974

4.01.01.03 Ativo Regulatorio 98.635 98.635 (47.620) (47.620)

4.01.01.04 Passivo Regulatório 19.387 19.387 36.275 36.275

4.01.01.05 Amortização de Ágio - líquida 38.869 38.869 40.869 40.869

4.01.01.06 Var monetária, cambiais e juros de LP 6.453 6.453 (14.526) (14.526)

4.01.01.07 Var monetária, cambiais e juros de CP 86.113 86.113 87.232 87.232

4.01.01.08 Valor residual do ativo permanente baixa 2.750 2.750 10.481 10.481

4.01.01.09 Trubutos e contribuições sociais diferid (15.360) (15.360) (6.384) (6.384)

4.01.01.10 Prov. Conting. Cíveis/ fiscais/ trabalhi 1.055 1.055 (1.740) (1.740)

4.01.01.11 Prov. p/ajuste ao valor de realiza - RTE 0 0 7.247 7.247

4.01.01.12 Provisão para devedores duvidosos 348 348 653 653

4.01.01.13 Participações Minoritárias 48.866 48.866 54.263 54.263

4.01.01.14 Equivalência patrimonial 0 0 0 0

4.01.01.15 Outras receitas e desp financeiras liqui (125) (125) (413) (413)

4.01.02 Variações nos Ativos e Passivos (117.786) (117.786) (65.559) (65.559)

4.01.02.01 Consumidores, concessionárias e permissi (54.391) (54.391) (49.181) (49.181)

4.01.02.02 Títulos a Receber (23.281) (23.281) 20.218 20.218

4.01.02.03 Depósitos Judiciais (1.277) (1.277) (5.892) (5.892)

4.01.02.04 Tributos e contribuições sociais (38.726) (38.726) (51.310) (51.310)

4.01.02.05 Títulos e valores mobiliários (12.063) (12.063) 899 899

4.01.02.06 Serviço em curso (58.679) (58.679) 425 425

4.01.02.07 Despesas pagas antecipadamente (7.957) (7.957) (9.943) (9.943)

30/04/2010 19:19:02 Pág: 22


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

10.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -01/01/2010 a 31/03/2010 4 -01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/200901/01/20096a- 31/03/2009


01/01/2009 a 31/03/200901/01/2009 a 31/03/2009

4.01.02.08 Fundos Vinculados (7.266) (7.266) (2.802) (2.802)

4.01.02.09 Outros Ativos (17.205) (17.205) 3.432 3.432

4.01.02.10 Fornecedores 30.433 30.433 (18.733) (18.733)

4.01.02.11 Folha de pagamento 6.393 6.393 8.603 8.603

4.01.02.12 Encargos da dívida e swap 2.819 2.819 4.429 4.429

4.01.02.13 Taxas regulamentares 85.596 85.596 (36.330) (36.330)

4.01.02.14 Tributos e contribuições sociais (43.784) (43.784) 38.189 38.189

4.01.02.15 Obrigações estimadas 12.633 12.633 29.930 29.930

4.01.02.16 Empréstimos e financiamentos 18.582 18.582 1.729 1.729

4.01.02.17 Adiantamentos recebidos 8.295 8.295 6.578 6.578

4.01.02.18 Entidade de previdência privada (9.778) (9.778) (4.117) (4.117)

4.01.02.19 Provisões para contingências 8.129 8.129 1.050 1.050

4.01.02.20 Outras contas a pagar (16.259) (16.259) (2.733) (2.733)

4.01.03 Outros 0 0 0 0

4.02 Caixa Líquido Atividades de Investimento (452.821) (452.821) (460.797) (460.797)

4.02.01 Em Investimento (250) (250) (5.934) (5.934)

4.02.02 No Imobilizado e Intangível (452.614) (452.614) (443.381) (443.381)

4.02.03 Integralização de capital 0 0 0 0

4.02.04 No Diferido (1) (1) (11.482) (11.482)

4.02.05 Bens e direitos destinados a alienação 44 44 0 0

4.03 Caixa Líquido Atividades Financiamento 110.758 110.758 (139.501) (139.501)

4.03.01 Empréstimos e financiamentos obtidos 66.027 66.027 89.444 89.444

4.03.02 Pagamentos de empréstimos e financiament (97.371) (97.371) (197.146) (197.146)

4.03.03 Pagamento de debêntures (40.605) (40.605) (40.153) (40.153)

4.03.04 Obrigações Vinculadas 183.375 183.375 8.528 8.528

30/04/2010 19:19:02 Pág: 23


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

10.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -01/01/2010 a 31/03/2010 4 -01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/200901/01/20096a- 31/03/200901/01/2009


01/01/2009 a 31/03/200901/01/2009
a 31/03/2009 a 31/03/200901/01/2009 a 31/03/2009

4.03.05 Pagamentos de dividendos 0 0 0 0

4.03.06 Pagamento de div. e juros s/capital próp (668) (668) (174) (174)

4.03.07 Redução de capital 0 0 0 0

4.03.08 Debêntures emitidas 0 0 0 0

4.03.09 Empréstimos com partes relacionadas 0 0 0 0

4.03.10 Adiant. para futuro aumento de capital 0 0 0 0

4.04 Variação Cambial s/ Caixa e Equivalentes 0 0 0 0

4.05 Aumento(Redução) de Caixa e Equivalentes 299.404 299.404 (65.570) (65.570)

4.05.01 Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes 2.629.644 2.629.644 2.421.603 2.421.603

4.05.02 Saldo Final de Caixa e Equivalentes 2.929.048 2.929.048 2.356.033 2.356.033

30/04/2010 19:19:02 Pág: 24


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

11.01 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE 5 - RESERVAS DE 6 - RESERVAS DE 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE 9 - TOTAL PATRIMÔNIO
CAPITAL REAVALIAÇÃO LUCRO ACUMULADOS AVALIAÇÃO LÍQUIDO
PATRIMONIAL

5.01 Saldo Inicial 4.739.025 2.288 0 4.393.408 0 0 9.134.721

5.02 Ajustes de Exercícios Anteriores 0 0 0 0 0 0 0

5.03 Saldo Ajustado 4.739.025 2.288 0 4.393.408 0 0 9.134.721

5.04 Lucro / Prejuízo do Período 0 0 0 0 361.336 0 361.336

5.05 Destinações 0 0 0 0 (94.134) 0 (94.134)

5.05.01 Dividendos 0 0 0 0 0 0 0

5.05.02 Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0 (94.134) 0 (94.134)

5.05.03 Outras Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.06 Realização de Reservas de Lucros 0 0 0 0 0 0 0

5.07 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0 0 0 0 0 0

5.07.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0 0 0 0 0 0

5.07.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0 0 0 0 0 0

5.07.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0 0 0 0 0 0

5.08 Aumento/Redução do Capital Social 0 0 0 0 0 0 0

5.09 Constituição/Realização Reservas Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.10 Ações em Tesouraria 0 0 0 0 0 0 0

5.11 Outras Transações de Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.12 Outros 0 0 0 0 0 0 0

5.13 Saldo Final 4.739.025 2.288 0 4.393.408 267.202 0 9.401.923

30/04/2010 19:19:03 Pág: 25


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

11.02 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE 5 - RESERVAS DE 6 - RESERVAS DE 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE 9 - TOTAL PATRIMÔNIO
CAPITAL REAVALIAÇÃO LUCRO ACUMULADOS AVALIAÇÃO LÍQUIDO
PATRIMONIAL

5.01 Saldo Inicial 4.739.025 2.288 0 4.393.408 0 0 9.134.721

5.02 Ajustes de Exercícios Anteriores 0 0 0 0 0 0 0

5.03 Saldo Ajustado 4.739.025 2.288 0 4.393.408 0 0 9.134.721

5.04 Lucro / Prejuízo do Período 0 0 0 0 361.336 0 361.336

5.05 Destinações 0 0 0 0 (94.134) 0 (94.134)

5.05.01 Dividendos 0 0 0 0 0 0 0

5.05.02 Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0 (94.134) 0 (94.134)

5.05.03 Outras Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.06 Realização de Reservas de Lucros 0 0 0 0 0 0 0

5.07 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0 0 0 0 0 0

5.07.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0 0 0 0 0 0

5.07.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0 0 0 0 0 0

5.07.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0 0 0 0 0 0

5.08 Aumento/Redução do Capital Social 0 0 0 0 0 0 0

5.09 Constituição/Realização Reservas Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.10 Ações em Tesouraria 0 0 0 0 0 0 0

5.11 Outras Transações de Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.12 Outros 0 0 0 0 0 0 0

5.13 Saldo Final 4.739.025 2.288 0 4.393.408 267.202 0 9.401.923

30/04/2010 19:19:04 Pág: 26


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

1. CONTEXTO OPERACIONAL

A NEOENERGIA S.A. (“NEOENERGIA” ou “Companhia”) é uma sociedade por ações de


capital aberto, constituída com o objetivo principal de atuar como holding, participando no
capital de outras sociedades dedicadas às atividades de distribuição, transmissão, geração e
comercialização de energia elétrica.

A Companhia possui participações diretas e indiretas nas seguintes controladas e controlada em


conjunto, segregadas por atividade de negócio:

Percentual da Participação (%)


31/03/10 31/12/09
Empresas Controladas Ref Direta Indireta Direta Indireta
DISTRIBUIÇÃO
COELBA 87,84 - 87,84 -
CELPE 89,65 - 89,65 -
COSERN 84,45 - 84,45 -
GERAÇÃO
AFLUENTE GERAÇÃO 87,84 - 87,84 -
BAGUARI I 99,99 0,01 99,99 0,01
BAHIA PCH I (a) 99,99 0,01 99,99 0,01
ENERGÉTICA ÁGUAS DA PEDRA (a) 51,00 - 51,00 -
GERAÇÃO CIII (a) 99,99 0,01 99,99 0,01
GOIÁS SUL 99,99 0,01 99,99 0,01
ITAPEBI 42,00 - 42,00 -
RIO PCH I 75,00 - 75,00 -
TERMOAÇU 23,13 - 25,20 -
TERMOPERNAMBUCO 99,99 0,01 99,99 0,01
GERAÇÃO CÉU AZUL (a) 99,99 0,01 99,99 0,01
TRANSMISSÃO
AFLUENTE TRANSMISSÃO 87,84 - 87,84 -
SE NARANDIBA (a) 99,99 0,01 99,99 0,01
COMERCIALIZAÇÃO
NC ENERGIA 100,00 - 100,00 -
INVESTIMENTO
NEOINVEST 99,99 0,01 99,99 0,01
SERVIÇOS
NEOSERV (Antiga TERMO NC) (b) 1,00 99,00 1,00 99,00

Sociedades de Propósito Específico ("SPEs") Direta Indireta Direta Indireta


Garter Properties INC. 100,00 - 100,00 -
BB Polo 28 Fundo de Investimento Renda Fixa 100,00 - 100,00 -
Ancona Renda Fixa Fundo de Investimento 100,00 - 100,00 -
Fundo de Investimento Bilbao 100,00 - 100,00 -
Santander Fundo de Investimento Rio de Janeiro Referenciado DI 100,00 - 100,00 -
Bradesco Fundo de Investimento Referenciado DI Recife 100,00 - 100,00 -

(a) Empresas constituídas para construção de novos empreendimentos em geração ou


transmissão, os quais se encontram em fase pré-operacional.

(b) Participação através da NC Energia. Vide nota explicativa nº 20.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 27


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


2. CONCESSÕES

DISTRIBUIÇÃO Número de Municípios * Localidade Data de Concessão Data de Vencimento


COELBA 415 Estado da Bahia 08/08/1997 07/08/2027
CELPE 184 Estado de Pernambuco 30/03/2000 30/03/2030
CELPE 1 Distrito de Fernando de Noronha 30/03/2000 30/03/2030
CELPE 1 Estado da Paraíba 30/03/2000 30/03/2030
COSERN 167 Estado do Rio Grande do Norte 31/12/1997 30/12/2027

COMERCIALIZAÇÃO Localidade Data de Autorização


NC ENERGIA Rio de Janeiro 16/08/2000

Capacidade Energia Energia Data da


Data de
Geração em Operação Tipo de Usina Localidade Instalada Assegurada Contratada Concessão/A
Vencimento
(MW) * (MWmed) * (Mwmed) utorização

COELBA
Belmonte Termelétrica - UTE Belmonte - BA 1,5 MW Somente em 29/08/05 Indeterminado
Ilha Grande Termelétrica - UTE Camamu - BA 1,7 MW 1,2 MW 1,2 MW 08/08/97 07/08/27

AFLUENTE
Alto Fêmeas I Hidrelétrica - PCH Rio das Fêmeas - São Desidério - BA 10 MW 9,5 MW 9,5 MW 08/08/97 07/08/27
Presidente Goulart Hidrelétrica - PCH Rio Correntina - BA 8 MW 6,9 MW 6,9 MW 08/08/97 07/08/27

ITAPEBI Hidrelétrica - UHE Rio Jequitinhonha - BA 450 MW 214,3 MW 214,3 MW 28/05/99 27/05/34

TERMOPERNAMBUCO Termelétrica - UTE Complexo Portuário do Suape - PE 637,5 MW 490,6 MW 455 MW 15/12/00 18/12/30

CELPE
Fernando de Noronha Térmica a diesel Distrito de Fernando de Noronha - PE 4,08 MW 1,6 MW 21/12/89 21/12/19

TERMOAÇU Termelétrica - UTE Alto do Rodrigues - RN 368 MW 331 MW 266 MW 09/07/01 08/07/31

RIO PCH I
Pedra do Garrafão Hidrelétrica - PCH Rio Itabapoana - RJ 19 MW 11,31 MW 11 MW 17/12/02 16/12/32
Pirapetinga Hidrelétrica - PCH Rio Itabapoana - RJ 20 MW 11,51 MW 11 MW 17/12/02 16/12/32

Capacidade Energia Energia Data da


Data de
Geração em Construção Tipo de Usina Localidade Instalada Assegurada Contratada Concessão/A
Vencimento
(MW) * (MWmed) * (Mwmed) utorização

GOIAS SUL
Nova Aurora Hidrelétrica - PCH Rio Veríssimo - GO 21 MW 12,37 MW 12 MW 17/02/04 16/02/34
Goiandira Hidrelétrica - PCH Rio Veríssimo - GO 27 MW 17,09 MW 16 MW 17/12/02 16/12/32

BAGUARI I Hidrelétrica - UHE Rio Doce - MG 140 MW 81,4 MW 77 MW 15/08/06 15/08/41

GERAÇÃO CIII
Corumbá III Hidrelétrica - UHE Rio Corumbá - GO 93,6 MW 50,9 MW 50,9 MW 07/11/01 06/11/36

DARDANELOS Hidrelétrica - UHE Rio Aripuanã - MT 261 MW 154,9 MW 147 MW 28/06/07 28/06/42

BAHIA PCH I Hidrelétrica - PCH Rio das Fêmeas - BA 25 MW 19,6 MW 19 MW 09/12/99 09/12/99

BAIXO IGUAÇU Hidrelétrica - UHE Rio Iguaçu - PR 350 MW 172,8 MW 121 MW 30/06/05 04/08/40

30/04/2010 19:19:08 Pág: 28


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


3. ATIVIDADES NÃO VINCULADAS À CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE
ENERGIA ELÉTRICA

As controladas Coelba, Celpe, Afluente Transmissão e Itapebi possuem bens originários do


ativo imobilizado, classificados como outros investimentos, ainda que de valor de pequena
relevância, utilizados na obtenção de renda.

4. APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu e a CVM aprovou ao longo do exercício de


2009 diversos pronunciamentos contábeis alinhados com as Normas Internacionais de
Contabilidade (IFRS) emitidas pelo IASB – International Accounting Standards Board, com
vigência para os exercícios sociais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2010 com aplicação
retroativa a 2009 para fins de comparabilidade.

Entretanto, conforme facultado pela Deliberação CVM n◦ 603, de 10 de novembro de 2009, a


Companhia optou por apresentar as Informações Trimestrais – ITR de 2010 de acordo com as
normas contábeis vigentes até 31 de dezembro de 2009. Sendo assim, as informações
trimestrais estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil
(BRGAAP), as quais incluem as disposições da Lei das Sociedades por Ações, conjugada com a
legislação específica aplicada às concessionárias do serviço público de energia elétrica, editada
pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, normas e procedimentos contábeis
emitidos pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM e as normas e procedimentos contábeis
emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC vigentes até 31 de dezembro de
2009.

A Administração da Companhia, no seu melhor julgamento, apresenta abaixo um breve


descritivo das possíveis alterações nas práticas contábeis anteriormente adotadas, para as
informações trimestrais de 31 de março de 2010:

• Interpretação Técnica ICPC 01, aprovada pela Deliberação CVM n◦ 611 em 22 de


dezembro de 2009 estabelece os princípios gerais sobre o reconhecimento e a
mensuração das obrigações e os respectivos direitos dos contratos de concessão, onde a
remuneração recebida ou a receber pela concessionária deve ser registrada pelo seu
valor justo, correspondendo à direitos sobre um ativo financeiro e/ou um ativo
intangível.

 Nos termos do contrato de concessão, a Companhia atua como prestador de serviço


e constrói e melhora a infra-estrutura (serviços de construção ou melhoria) usada
para prestar um serviço público e opera e mantém essa infra-estrutura (serviços de
operação) durante determinado prazo. Dessa forma, no alcance desta Interpretação,
a Companhia deve registrar e mensurar a receita dos serviços que presta de acordo
com os Pronunciamentos Técnicos CPC 17 – Contratos de Construção e CPC 30 -
Receitas.

O impacto mais provável nas demonstrações contábeis será a transferência dos


saldos do Ativo Imobilizado e de Obrigações Especiais para (a) o Ativo Intangível
referente ao direito da cobrança de tarifa dos consumidores (direito de exploração

30/04/2010 19:19:08 Pág: 29


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


da concessão), e/ou (b) eventual registro de um Ativo Financeiro, representando o
direito incondicional da Companhia de recebimento de caixa.

A Companhia tem participado de discussões e debates com outros agentes do setor


elétrico, órgãos reguladores e associações da classe contábil sobre aspectos para
aplicação prática da referida instrução técnica.

Considerando a extensão da complexidade das alterações requeridas por esta


interpretação técnica, a Companhia entende que não é possível, no cenário atual,
quantificar com segurança os impactos da adoção da Interpretação ICPC nº 01.

• Pronunciamento CPC 17 – Contratos de Construção, aprovado pela deliberação CVM n˚


576 em 05 de junho de 2009, que estabelece o tratamento contábil das receitas e despesas
associadas a contratos de construção.

 A aplicabilidade desse pronunciamento contábil está diretamente relacionada à


dissolução de dúvidas oriundas da Interpretação Técnica ICPC 01, visto que o
reconhecimento dessa receita não está previsto no ambiente tarifário regulatório.
Dessa forma, a Companhia entende que não é possível, no cenário atual,
quantificar com segurança os impactos da adoção do referido pronunciamento.

• Pronunciamento CPC 20 – Custos de Empréstimos, aprovado pela deliberação CVM n˚


577 em 05 de junho de 2009, que discute a capitalização de custos de empréstimos que
são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável.

 A Companhia já adota a prática de capitalizar custos de empréstimos diretamente


atribuíveis a ativos qualificáveis, porém está avaliando a possibilidade de adotar o
critério de capitalização de encargos financeiros captados genericamente, porém
utilizados na obtenção de ativos qualificáveis, considerando que o montante de
custos de empréstimos elegíveis à capitalização deve estar vinculado à sua
realização via tarifa de energia elétrica. Dessa forma, o referido Pronunciamento
Técnico poderá produzir impactos sobre suas demonstrações financeiras,
dependendo da opção a ser avaliada pela Administração da Companhia ao longo de
2010.

• Pronunciamento CPC 21 – Demonstração Intermediária, aprovado pela deliberação CVM


n˚ 581 em 31 de julho de 2009, que orienta sobre o conteúdo mínimo de uma
demonstração contábil intermediária e os diversos aspectos de reconhecimento e
mensuração das transações e eventos contábeis.

 A Administração da Companhia espera que essa norma produza alterações sobre o


volume de informações a serem divulgados em suas Informações Trimestrais –
ITRs, dado que tais ITRs serão preparadas em bases sintetizadas e contemplarão
todas as informações materiais, necessárias e suficientes para prover um adequado
e completo rol de indicadores contábeis e financeiros aos usuários dessas
informações.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 30


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


• Pronunciamento CPC 24 – Evento Subsequente, aprovado pela deliberação CVM n˚ 593
em 15 de setembro de 2009, que estabelece quando a entidade deve ajustar suas
demonstrações contábeis com respeito aos eventos subsequentes ao período contábil de
referência e quais as informações que a entidade deve divulgar sobre os eventos
subsequentes que tenham gerado ou não ajustes nas demonstrações.

 O principal impacto na aplicação dessa norma refere-se contabilização de


dividendos. De acordo com a mesma, ao final do exercício a Companhia deverá
reconhecer como passivo somente o dividendo mínimo obrigatório estabelecido em
seu Estatuto ou, quando esse for omisso, aquele determinado na Lei 6.404.
Dividendos adicionais ao mínimo serão registrados como passivo na medida em
que forem aprovados pelos órgãos competentes da Companhia, conforme disposto
no “ICPC 08 Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos”.

Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia registrou de acordo com as práticas


contábeis vigentes, a proposta da Administração para distribuição de dividendos no
valor de R$ 103.200. Essa proposta está superior ao mínimo obrigatório, portanto,
de acordo com o referido Pronunciamento Técnico, o valor excedente ao mínimo
obrigatório deverá ser reclassificado do passivo para conta específica no
patrimônio líquido em 2009 para fins de divulgação de números comparativos ao
exercício de 2010.

• Pronunciamento CPC 25 – Provisão e Passivo e Ativo Contingentes, aprovado pela


Deliberação CVM n˚ 594 em 15 de setembro de 2009, cujo objetivo é assegurar que
sejam aplicados os critérios de reconhecimento e as bases de mensuração apropriadas a
provisões e passivos e ativos contingentes, além de determinar aspectos de divulgação
dessas informações;

 A Companhia, conforme requerido pela Deliberação CVM n˚ 489, de 03 de


outubro de 2005, já efetuava as contabilizações e divulgações aplicando os
conceitos de provisão, passivos e ativos contingentes inseridos no referido
pronunciamento, e por esse motivo não espera mudanças significativas nas práticas
contábeis já adotadas.

• Pronunciamento CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis, aprovado pela


deliberação CVM n˚ 595 em 15 de setembro de 2009, o qual define a base para a
apresentação de demonstrações contábeis em consonância com a nova estrutura
conceitual, no sentido de assegurar a comparabilidade, tanto com as demonstrações
contábeis de períodos anteriores da entidade, quanto com as demonstrações contábeis de
outras entidades.

 A Companhia entende que o referido Pronunciamento Técnico produzirá impactos


sobre a apresentação de suas demonstrações financeiras, uma vez que define
extensivos requerimentos de divulgação sobre políticas contábeis e a introdução
“Outros Resultados Abrangentes” nas Demonstrações do Resultado e da Mutação
do Patrimônio Líquido e a segregação da parcela de acionistas controladores e não
controladores nestas peças.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 31


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


• Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado aprovado pela Deliberação CVM n˚ 583
em 31 de julho de 2009, cujo objetivo é estabelecer o reconhecimento inicial e os
principais pontos a serem considerados na contabilização de um ativo imobilizado,
incluindo a composição dos custos e métodos permitidos para o cálculo da depreciação.
Este pronunciamento deve ser analisado em conjunto com a Interpretação ICPC 10
“Entendimento sobre os Pronunciamentos Técnicos CPC 27 e CPC 28”.

 A Companhia entende que este pronunciamento contábil terá impacto apenas sobre
os bens que não serão reversíveis ao final do contrato de concessão, ou seja,
aqueles que geralmente são utilizados na consecução de atividades suporte e/ou
administrativas e estão sob pleno domínio da concessionária, conforme preceituam
as normas regulatórias que tratam da matéria. Nesse contexto se enquadram:
softwares, hardwares, terrenos administrativos, edificações, obras civis e
benfeitorias administrativas, máquinas e equipamentos administrativos, veículos, e
móveis e utensílios.

A principal mudança em relação à prática atual é o requerimento de dedução do valor


residual estimado dos ativos imobilizados para cômputo da depreciação. Atualmente a
Companhia efetua a depreciação dos ativos pelo seu custo de formação integral sem
deduzir o valor residual estimado, com isso, a despesa de depreciação advinda dos
bens existentes em 01/01/2010 será reduzida nas próximas demonstrações contábeis.

• Pronunciamento CPC 28 – Propriedade para Investimento, aprovado pela deliberação


CVM n˚ 584 em 31 de julho de 2009, que prescreve o tratamento contábil e respectivas
divulgações às propriedades destinadas à obtenção de renda ou à valorização comercial,
ou a ambos.

 As controladas Coelba, Celpe, Afluente Transmissão e Itapebi possuem bens


imóveis classificados nas demonstrações contábeis de 31/03/2010 como
propriedades para investimento, mensurados ao custo de aquisição e líquido da
depreciação acumulada, e não espera que esse pronunciamento contábil produza
impactos relevantes sobre suas demonstrações contábeis.

• Pronunciamento CPC 30 – Receitas, aprovado pela deliberação CVM n˚ 597 em 15 de


setembro de 2009, que determina como a entidade deve mensurar reconhecer e divulgar
informações sobre receitas provenientes de certos tipos de transações e eventos.

 Esse Pronunciamento Técnico define que, para fins de divulgação na demonstração


do resultado, a receita inclui somente os ingressos brutos de benefícios
econômicos, portanto as quantias cobradas por conta de terceiros, tais como
tributos sobre vendas, não são benefícios econômicos, assim, são excluídos da
receita. Este Pronunciamento Técnico requer uma divulgação em Nota Explicativa
da “receita bruta tributável” reconciliada com a receita apresentada na
demonstração do resultado. O principal reflexo de divulgação nas demonstrações
financeiras se refere à apresentação da receita na demonstração do resultado líquida
de quantias cobradas por conta de terceiros decorrente dos impactos sobre as
vendas.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 32


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


A Companhia não espera que o referido Pronunciamento Técnico produza
impactos relevantes sobre suas demonstrações contábeis, uma vez que sua prática
contábil de reconhecimento de receita converge com a prática contábil requerida
por este CPC.

• Pronunciamento CPC 31 - Ativo Não-Circulante Mantido Para Venda e Operação


Descontinuada, aprovado pela deliberação CVM n˚ 598 em 15 de setembro de 2009, cujo
objetivo é especificar a contabilização de ativos não-circulantes colocados à venda e a
apresentação e divulgação de operações descontinuadas.

 As controladas Coelba, Celpe, Afluente Transmissão e Itapebi possuem bens


imóveis destinados à venda , mas não espera que esse pronunciamento contábil
produza impactos relevantes sobre suas demonstrações contábeis.

• Pronunciamento CPC 32 - Tributos sobre o Lucro, aprovado pela Deliberação CVM n˚


599 em 15 de setembro de 2009, o qual estabelece o tratamento contábil referente aos
tributos incidentes sobre o lucro.

 A Administração da Companhia não espera que essa norma produza impactos


relevantes sobre suas demonstrações contábeis, uma vez que sua prática contábil
em relação aos tributos sobre o lucro, na forma do Imposto de Renda da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, corrente e diferido, está alinhada com a
prática contábil requerida por este CPC.

• Pronunciamento CPC 33 – Benefícios a Empregados, aprovado pela Deliberação CVM n˚


600 em 07 de outubro de 2009, o qual dá orientações sobre o reconhecimento, a
mensuração e a evidenciação dos benefícios concedidos aos empregados.

 A Companhia já efetuava as contabilizações e divulgações conforme requerido pela


Instrução 371/00 da CVM, referente à avaliação e registro de benefícios pós-
emprego. Os demais assuntos tratados no referido CPC não impactam de forma
significativa suas demonstrações contábeis.

• Pronunciamento CPC 37 – Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade,


aprovado pela Deliberação CVM n˚ 609 em 22 de dezembro de 2009, cujo objetivo é o de
garantir que as primeiras demonstrações contábeis consolidadas de uma entidade,
elaboradas conforme as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB –
International Accounting Standards Board, contenham informações de alta qualidade; e
que sejam transparentes para os usuários e comparáveis em relação a todos os períodos
apresentados; proporcionem um ponto de partida adequado para as contabilizações de
acordo com as IFRSs; e possam ser geradas a um custo que não supere os seus benefícios.
Adicionalmente, dispõe sobre as circunstâncias em que é necessária ou é vedada
aplicação retroativa dos IFRS.

 A Companhia prevê um maior volume de informações a serem divulgadas no


balanço de abertura na data de transição para o IFRS, de forma que as conciliações
incluam detalhes suficientes para o pleno entendimento dos ajustes efetuados em
decorrência da mudança de política contábil (adoção do IFRS) e de que forma eles

30/04/2010 19:19:08 Pág: 33


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


afetaram a posição patrimonial (balanço patrimonial), o desempenho econômico
(demonstração do resultado) e o desempenho financeiro (demonstração dos fluxos
de caixa), em relação às práticas que vinha adotando.

• Pronunciamentos CPC´s 38, 39 e 40 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e


Mensuração, Apresentação, Evidenciação, aprovados pela Deliberação CVM n˚ 604 em
19 de novembro de 2009, os quais disciplinam, respectivamente, o reconhecimento e a
mensuração de operações realizadas com instrumentos financeiros, incluindo derivativos,
e o procedimento aplicável ao reconhecimento contábil das operações de hedge; os
princípios para a apresentação de instrumentos financeiros como passivo ou patrimônio
líquido e para compensação de ativos financeiros e passivos financeiros; e a necessidade
de divulgações detalhadas sobre os instrumentos financeiros para a situação financeira e
patrimonial da Companhia e seu desempenho.

O CPC 38 introduz uma série de novos conceitos que não constam do CPC 14,
substituído pela OCPC 03 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e
Evidenciação, aprovado pelo Ofício-Circular CVM/SNC/SEP nº. 03/2009, de 19 de
novembro de 2009. Os principais itens não cobertos no CPC 14 são os derivativos
embutidos, o desreconhecimento de ativos e passivos financeiros e provisão para perdas
ao valor recuperável (impairment).

 A Companhia já efetuava as contabilizações e divulgações conforme requerido


pelo Pronunciamento CPC 14 e os novos conceitos englobados por esses novos
pronunciamentos não impactam de forma significativa suas demonstrações
contábeis.

• Pronunciamento CPC 43 – Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40,


aprovado pela Deliberação CVM n˚ 610 em 22 de dezembro de 2009, cujo objetivo é
fornecer as diretrizes necessárias para que as demonstrações contábeis individuais de uma
entidade, elaboradas de acordo com os Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e
Orientações do CPC, possam estar em conformidade com as normas internacionais de
contabilidade emitidas pelo IASB – International Accounting Standards Board.

 A Companhia entende que o referido pronunciamento está diretamente relacionado


com o Pronunciamento CPC 37 - Adoção Inicial das Normas Internacionais de
Contabilidade, de forma que as opções adotadas para fins do Pronunciamento CPC
37 serão também adotadas para fins do Pronunciamento CPC 43, como forma de
minimizar eventuais diferenças entre as demonstrações contábeis individuais da
Companhia.

Adicionalmente, a informação contábil para o trimestre e do período de doze meses findos em


31 de dezembro de 2009 foram reclassificadas, quando aplicável, para fins de melhor
apresentação e manutenção da uniformidade na comparabilidade. A comparação entre os saldos
apresentados e os saldos reclassificados para fins de comparabilidade, está demonstrada a
seguir:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 34


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


31/12/09

Balanço Patrimonial Publicado Reclassificado


Ativo Circulante 5.765.002 5.799.587
Consumidores, concessionárias e permissionárias 2.042.032 2.036.539
Bens e direitos destinados a alienação 51 -
Serviço em curso 35.598 69.873
Tributos e contribuições sociais 226.261 226.622
Despesas pagas antecipadamente 22.944 28.437
Ativo Não Circulante 11.525.577 11.524.330
Tributos e contribuições sociais 72.865 72.062
Outros créditos 33.551 33.555
Imobilizado 7.712.124 7.712.964
Diferido 201.390 200.102
Ativo Total 17.290.579 17.323.917

Passivo Circulante 2.692.395 2.726.684


Fornecedores 573.263 573.306
Tributos e contribuições sociais 388.937 390.885
Coligadas, controladas e controladoras 665 270
Obrigações estimadas 98.240 96.262
Taxas regulamentares 99.979 131.270
Outras contas a pagar 94.245 97.625
Passivo Não Circulante 4.801.089 4.801.089
Participação dos Minoritários 662.373 661.423
Passivo Total 17.290.579 17.323.917

30/04/2010 19:19:08 Pág: 35


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


31/03/09
Consolidado
Demonstração de Resultado Publicado Reclassificado
Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 2.510.509 2.510.503
Fornecimento de energia elétrica 1.027.370 1.086.782
Energia Elétrica Curto Prazo - CCEE 33.802 33.802
Disponibilização do sistema de transmissão e distribuição 1.360.407 1.360.769
Subvenção à tarifa social baixa renda 115.879 -
Receita de ativo regulatório 452 -
Reversão da recomposição tarifária do racionamento (15.346) -
Reversão da energia livre racionamento (8.618) -
Receita (reversão) revisão tarifária (32.948) -
Parcela de ajuste Transmissão 362 -
Encargos - CBEE (7) -
Outras receitas operacionais 29.156 29.149
Deduções da Receita Bruta (840.005) (840.006)
PIS (44.604) (43.897)
COFINS (199.682) (200.584)
ICMS (486.182) (485.986)
ISS (1.355) (1.071)
Outras (108.182) (108.468)
Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 1.670.504 1.670.496
Custo do serviço de energia elétrica (1.019.907) (1.019.903)
Lucro operacional bruto 650.597 650.593
Despesas Operacionais (173.358) (173.353)
Com vendas (80.084) (80.084)
Gerais e administrativas (93.274) (93.269)
Resultado Financeiro 15.469 15.468
Resultado na Alienação/Desat. Bens/Direitos - (6.843)
Resultado de participações societárias (27.884) (26.793)
Resultado Operacional 464.823 459.071
Resultado não operacional (6.843) -
Imposto de Renda e Contribuição Social (75.740) (76.831)
Participações minoritárias (54.264) (54.264)
Lucro do Período 327.976 327.976

5. PROCEDIMENTOS DE CONSOLIDAÇÃO

As informações trimestrais foram preparadas de acordo com as normas estabelecidas pela


Instrução n° 247 de 27 de março de 1996 da CVM e incluem a Neoenergia, suas controladas e
controlada em conjunto.

As demonstrações contábeis da controlada em conjunto Termoaçu, foram consolidadas com


base no método de consolidação proporcional, aplicável sobre cada componente das
demonstrações contábeis da investida.

Os principais procedimentos de consolidação são:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 36


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


• Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas;

• Eliminação das participações no capital, reservas e lucros acumulados das empresas


consolidadas;

• Eliminação dos saldos de receitas e despesas decorrentes de negócios entre as empresas.

Para fins de apresentação das demonstrações contábeis consolidadas, o ágio pago pela
Neoenergia S.A. na aquisição de investimentos, o qual é atribuído a concessão, foi classificado
no ativo intangível.

Os balanços patrimoniais, em 31 de março de 2010 e 31 de dezembro de 2009 e as


demonstrações do resultado para os trimestres findos em 31 de março de 2010 e 2009
(reclassificados, quando aplicável), da controlada em conjunto Termoaçu, estão assim
compostos, de forma condensada:

TERMOAÇU
31/03/10 31/12/09
Ativo 786.780 783.702
Circulante 46.940 35.997
Não Circulante 739.840 747.705

Passivo 786.780 783.702


Circulante 75.487 74.402
Não Circulante - -
Patrimônio Líquido 711.293 709.300

Demonstrações do Resultado
TERMOAÇU
31/03/10 31/03/09
Receita operacional líquida 11.786 38.882
Custo de bens e serviços vendidos (6.134) (33.736)
Resultado bruto 5.652 5.146
Receitas (despesas) operacionais (2.166) (2.560)
Resultado do serviço 3.486 2.586
Receita (despesas) financeiras (357) 1.473
Resultado da equivalência patrimonial - -
Resultado operacional 3.129 4.059
Resultado na Alienação/Desativação Bens e Direitos - -
Resultado antes do imposto de renda e contribuição social 3.129 4.059
Imposto de renda e contribuição social (1.136) (1.330)
Reversão Juros sobre Capital Próprio - -
Lucro líquido do exercício 1.993 2.729

6. CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA

30/04/2010 19:19:08 Pág: 37


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Controladora Consolidado
Saldos Saldos
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09
Caixa e Depósitos bancários à vista 87 32 45.239 60.985
Aplicações Financeiras:
Certificado de Depósito Bancário (CDB) - 175.200 99.917 233.614
Fundos de investimento 1.942.255 1.685.971 2.783.842 2.335.045
Carteira de Clientes - - 50 -
1.942.342 1.861.203 2.929.048 2.629.644

Caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, depósitos bancários à vista e aplicações


financeiras de curto prazo, os quais são registrados pelos valores de custo acrescidos dos
rendimentos auferidos até as datas dos balanços, que não excedem o seu valor de mercado ou de
realização.

As aplicações financeiras correspondem a operações realizadas com instituições que operam no


mercado financeiro nacional e contratadas em condições e taxas normais de mercado, tendo
como característica alta liquidez, baixo risco de crédito e remuneração pela variação do
Certificado de Depósito Interbancário (CDI) a taxas que variam de 96% a 103,41%.

7. CONSUMIDORES, CONCESSIONÁRIAS E PERMISSIONÁRIAS

30/04/2010 19:19:08 Pág: 38


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
Saldos vencidos Total PCLD
Saldos Até 90 Mais de 90 Reclassificado
vincendos dias dias 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Setor Privado
Residencial 750.691 223.593 36.565 1.010.849 963.299 (32.016) (30.551)
Industrial 175.023 74.627 74.867 324.517 331.498 (48.908) (46.246)
Comercial, serviços e outras 272.987 67.138 28.814 368.939 369.737 (21.663) (23.549)
Rural 55.986 21.555 41.512 119.053 121.448 (21.775) (20.311)
1.254.687 386.913 181.758 1.823.358 1.785.982 (124.362) (120.657)
Setor Público
Poder Público
Federal 13.557 2.318 1.787 17.662 18.061 (435) (981)
Estadual 18.119 13.606 4.273 35.998 31.048 (2.001) (1.636)
Municipal 20.486 16.233 5.389 42.108 40.977 (1.066) (596)
52.162 32.157 11.449 95.768 90.086 (3.502) (3.213)
Iluminação pública 29.754 11.888 4.842 46.484 50.312 (3.122) (3.275)
Serviço público 52.349 12.245 10.521 75.115 79.435 (8.768) (8.129)
Fornecimento não faturado 218.732 - - 218.732 211.035 - -

Subtotal - Consumidores 1.607.684 443.203 208.570 2.259.457 2.216.850 (139.754) (135.274)


Câmara de Comercialização de
Energia Elétrica - CCEE (a) 10 8 68.157 68.175 67.979 - -
Acréscimos moratórios 15.335 19.523 32.883 67.741 64.968 (2.194) (1.466)
Serviços prestados a terceiros 1.080 2.046 7.660 10.786 10.873 - -
Disponibilização do sistema de
Transmissão e Distribuição 25.844 239 105 26.188 12.020 - -
Suprimento 269 - - 269 802 - -
Outros créditos 11.566 9.167 41.622 62.355 51.151 (1.674) (639)
Total 1.661.788 474.186 358.997 2.494.971 2.424.642 (143.622) (137.379)
Ativo Circulante 1.887.061 2.036.539 (143.622) (137.379)
Ativo Não Circulante 607.910 388.103 - -

As contas a receber de longo prazo representam os valores resultantes da consolidação de


parcelamento de débitos de contas de fornecimento de energia vencidos de consumidores
inadimplentes e com vencimento futuro, cobrados em contas de energia. Incluem juros e multa
calculados pró-rata temporis.

(a) Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE

Os valores correspondentes às operações junto a Câmara de Comercialização de Energia


Elétrica - CCEE, foram registrados levando-se em consideração informações divulgadas pela
mesma.

As operações de venda de “energia de curto prazo” no âmbito da CCEE, (Mercado Atacadista


de Energia – MAE, a época) do período de setembro de 2000 a dezembro de 2002 vinculados a
processos judiciais em andamento movidos por agentes do setor que contestam a contabilização
da CCEE no período. As controladas Coelba, Celpe, Cosern e NC Energia geraram um direito
de crédito.

As controladas não constituíram provisão para créditos de liquidação duvidosa sobre os saldos
vinculados aos litígios por entender que os valores serão integralmente recebidos seja dos
devedores que questionaram os créditos judicialmente ou de outras empresas que vierem a ser
indicadas pela CCEE.

Outros créditos

Na controlada Termopernambuco refere-se aos contratos de fornecimento de energia no


montante de 390 MWh com a Celpe e 65 MWh com a Coelba, com vigência até 2023 e aos

30/04/2010 19:19:08 Pág: 39


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


valores de reparação da Petrobrás, oriundos da compra de energia elétrica no âmbito da CCEE.
De acordo com os contratos de compra e venda de energia elétrica firmados com a Celpe e
Coelba, a demanda contratada será diretamente proporcional ao número de horas do mês.

Na controlada Afluente Geração corresponde ao fornecimento de energia elétrica ao contrato de


prestação de serviços e ao aluguel de instalações.

8. TÍTULOS A RECEBER

Referem-se aos parcelamentos de débitos financeiros, oriundos de contas de fornecimento de


energia em atraso, de órgãos públicos e débitos diversos (agentes arrecadadores, aluguéis, custas
processuais, etc.).

Consolidado
Saldos Vencidos Total PCLD
Vincendos Até 90 dias Mais 90 dias 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Setor público 350.912 3.524 6.038 360.474 350.695 (9.381) (14.449)


Setor privado 18.815 1.798 7.292 27.905 56.713 (19.053) (17.414)
Total 369.727 5.322 13.330 388.379 407.408 (28.434) (31.863)
Ativo Circulante 72.288 91.260 (17.317) (17.145)
Ativo Não Circulante 316.091 316.148 (11.117) (14.718)

Os parcelamentos de débito incluem juros e atualizações monetárias, taxas, prazos e


indexadores comuns de mercado, e os valores, líquidos da PCLD são considerados recuperáveis
pela Administração das controladas.

Do saldo total de títulos a receber, o montante de R$ 145.656 (R$ 146.631 em dezembro de


2009), refere-se ao alongamento da dívida da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do
Norte – CAERN, conforme Instrumento Particular de Reconhecimento, Consolidação,
Pagamento e Parcelamento de Débito nº. 2016/CCE/2004 e CD 0066/2007.

9. PROVISÃO PARA CRÉDITO DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA – PCLD

A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída de acordo com as normas do
Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica da ANEEL e após criteriosa
análise das contas a receber vencidas, sendo considerada pela Administração das controladas
suficiente para cobrir eventuais perdas na realização dos valores a receber, inclusive títulos a
receber.

Para fins fiscais, o excesso de provisão calculado em relação aos termos dos artigos 9º e 10º da
Lei nº 9.430/96, está adicionado ao lucro real e à base de cálculo da contribuição social sobre o
lucro líquido – CSLL.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 40


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
31/03/10 31/12/09
Consumidores, concessionárias e permissionárias (143.622) (137.379)
Títulos a receber (28.434) (31.863)
Outros créditos (2.434) (2.422)
Total (174.490) (171.664)
Ativo Circulante (162.982) (156.556)
Ativo Não Circulante (11.508) (15.108)

A mutação da provisão para crédito de liquidação duvidosa está demonstrada a seguir:

Consolidado
Saldo Baixados Saldo
Adições Reversões
31/12/09 Reserva 31/03/10
Consumidores, concessionárias e permissionárias (137.379) (115.644) 102.574 6.827 (143.622)
Títulos a receber (31.863) (6.069) 9.497 - (28.435)
Outros créditos (2.422) (5.475) 5.463 - (2.434)
Total (171.664) (127.188) 117.534 6.827 (174.491)

Ativo Circulante (156.556) (162.982)


Ativo Não Circulante (15.108) (11.508)

10. ATIVOS E PASSIVOS REGULATÓRIOS


Consolidado
Ativo
31/03/10 31/12/09
Não Não
Ref. Circulante Circulante Total Circulante Circulante Total

Acordo Geral do Setor Elétrico: (a) 48.107 - 48.107 61.673 - 61.673


Recomposição Tarifária Extraordinária - RTE (a.1) 10.421 - 10.421 21.787 - 21.787
Energia Livre (a.2) 8.019 - 8.019 10.783 - 10.783
Valores Tarifários Não Gerenciáveis a Compensar
(a.3)
da "Parcela A" 29.667 - 29.667 29.103 - 29.103

Revisão e Reajuste Tarifário: (b) 98.036 49.010 147.046 177.376 41.916 219.292
Reposicionamento Tarifário (b.1) 10.232 - 10.232 53.281 - 53.281
Compra de Energia (b.2) 10.173 - 10.173 19.986 - 19.986
Valores Tarifários Não Gerenciáveis a Compensar
(b.3)
da "Parcela A" - CVA 77.631 49.010 126.641 104.109 41.916 146.025

Componentes Financeiros (c) 33.249 28.593 61.842 40.507 27.582 68.089


Sobrecontratação (c.1) 22.018 17.432 39.450 19.876 18.431 38.307
Subsídio a Irrigantes e Aquicultores 849 3.269 4.118 681 3.569 4.250
Exposição financeira (c.2) 503 524 1.027 396 645 1.041
Programa Social Luz Para Todos (c.3) 921 - 921 9.669 - 9.669
Parcela de Ajuste Conexão 270 - 270 1.512 - 1.512
Parcela de Ajuste Rede Básica 86 - 86 857 - 857
Outros Componentes Financeiros 8.602 7.368 15.970 7.516 4.937 12.453

Total 179.392 77.603 256.995 279.556 69.498 349.054

30/04/2010 19:19:08 Pág: 41


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
Passivo
31/03/10 31/12/09
Não Não
Ref. Circulante Circulante Total Circulante Circulante Total

Acordo Geral do Setor Elétrico: (a) 60.433 - 60.433 63.016 - 63.016


Energia Livre (a.2) 53.085 - 53.085 54.539 - 54.539
Valores Tarifários Não Gerenciáveis a Compensar da
(a.3)
"Parcela A" 7.348 - 7.348 8.477 - 8.477

Revisão e Reajuste Tarifário: (b) 126.993 111.355 238.348 115.787 96.389 212.176
Reposicionamento Tarifário (b.1) 2.565 - 2.565 21.053 - 21.053
Valores Tarifários Não Gerenciáveis a Compensar da
(b.3)
"Parcela A" - CVA 124.428 111.355 235.783 94.734 96.389 191.123

Componentes Financeiros (c) 32.769 2.674 35.443 30.031 4.654 34.685


Sobrecontratação (c.1) 20.421 2.674 23.095 12.658 3.888 16.546
Subsídio a Irrigantes e Aquicultores 4.731 - 4.731 4.682 267 4.949
Exposição financeira (c.2) 794 - 794 4.858 72 4.930
Parcela de Ajuste Conexão 68 - 68 358 - 358
Parcela de Ajuste Rede Básica 37 - 37 183 - 183
Outros Componentes Financeiros 6.718 - 6.718 7.292 427 7.719

Total 220.195 114.029 334.224 208.834 101.043 309.877

(a) Acordo Geral do Setor Elétrico

O Governo Federal, por meio da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica – GCE, e as
concessionárias distribuidoras e geradoras de energia elétrica celebraram em 2001, o “Acordo
Geral do Setor Elétrico”, definindo os critérios para recomposição das receitas e perdas
extraordinárias relativas ao período de vigência do Programa Emergencial de Redução do
Consumo de Energia Elétrica, que ocorreu através de adicional tarifário nas contas de
fornecimento de energia. Sendo na controlada Celpe em 2,9% nas contas faturadas aos
consumidores da classe residencial (exceto subclasse residencial baixa renda) iluminação
pública e rural e de 7,9% para as demais classes consumidoras.

Os principais itens constantes do Acordo Geral do Setor Elétrico estão demonstrados a seguir:

(a.1) Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE

A Resolução ANEEL nº 001, de 12 de janeiro de 2004, definiu o prazo máximo de recuperação


para 102 meses para a controlada Cosern, excluindo deste prazo a recuperação dos valores
financeiros de itens da “Parcela A”, relativos ao período de 1º de janeiro a 25 de outubro de
2001.

A controlada Cosern avaliou a recuperação em função dos prazos e mantém registrada uma
provisão para perda na realização da RTE no valor de R$ 42.133 (R$ 38.648 em 31 de
dezembro de 2009).

30/04/2010 19:19:08 Pág: 42


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
Saldos em 31 de dezembro de 2009 21.787
Remuneração financeira 1.788
(-) Provisão para ajuste ao valor de realização (3.485)
(-) Amortização / Reversão (9.669)
Saldos em 31 de março de 2010 10.421
Ativo Circulante 10.421
Ativo Não Circulante -

(a.2) Energia Livre

A Energia Livre é a parcela das despesas com a compra de energia no âmbito do CCEE,
realizadas pelas concessionárias, permissionárias e autorizadas de geração e de distribuição até
dezembro de 2002, decorrentes da redução da geração de energia elétrica nas usinas
participantes do Mecanismo de Realocação de Energia - MRE e consideradas nos denominados
contratos iniciais e equivalentes.

A ANEEL estabeleceu os procedimentos para a recuperação e repasse aos geradores, a partir de


fevereiro de 2003, dos valores de energia livre calculados com a aplicação de 18,1719% sobre a
arrecadação da RTE, posteriormente alterada em março de 2004, para 19,4527%.

A Resolução ANEEL n˚ 001, de 12 de janeiro de 2004, estabeleceu o prazo máximo de


permanência da RTE (Perda de Receita e Energia Livre) nas tarifas de fornecimento de energia
elétrica em 74 meses, encerrado em fevereiro de 2008 para a controlada Coelba, o qual foi
insuficiente para a recuperação integral do ativo.

Em fevereiro de 2008, a controlada Coelba reconheceu as perdas de Energia Livre realizando a


baixa do ativo no montante de R$ 59.935 e do passivo no montante de R$ 66.395,
permanecendo registrados no passivo os valores a serem repassados às geradoras, que foram
faturados, mas não arrecadados até a extinção do prazo, pois dependiam de orientação
conclusiva da ANEEL, de modo a garantir o equilíbrio entre as amortizações dos dois ativos
regulatórios (RTE e Energia Livre).

Com a publicação da Resolução Normativa n˚ 387, de 15 de dezembro de 2009, a ANEEL


estabeleceu uma nova metodologia de cálculo, de modo a aferir se os valores repassados pelas
distribuidoras representam à efetiva Energia Livre que as geradoras teriam direito.

A controlada Celpe mantém registrado os valores já faturados de energia livre e não


arrecadados até o prazo, os quais dependem para solução, de orientação da ANEEL.

Os valores contabilizados pelas controladas Coelba, Celpe e Cosern em 31 de março de 2010 e


2009 como energia livre, têm a seguinte composição:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 43


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
Ativo Passivo
Circulante Circulante
Saldos em 31 de dezembro de 2009 10.783 54.539
Encargos (19) -
(-) Provisão para ajuste ao valor de realização (986) (986)
(-) Amortização / Reversão (2.533) (2.343)
Remuneração financeira 774 1.391
Ajuste - 484
Saldos em 31 de março de 2010 8.019 53.085

Segue o demonstrativo analítico do passivo de energia livre a pagar, por Geradora:

Consolidado
31/03/10 31/12/09
AES Tiete S/A 3.439 3.458
Centrais Elétricas Cahoeira Dourada S/A - CDSA 1.214 1.220
Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE 1.671 1.689
Companhia Energética de São Paulo - CESP 10.418 10.481
Companhia Energética de Minas Gerais - CEMIG 14.110 14.178
Companhia Hidrelétrica do São Francisco - CHESF 15.047 15.119
Duke Energy Internacional -Geração Paranapanema S/A - DUKE 2.785 2.799
Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A - ELETRONORTE 4.407 4.428
Furnas Centrais Elétricas S/A - FURNAS 11.231 11.292
Outros 5.421 5.547
Subtotal 69.743 70.211
(-) Provisão para ajuste ao valor de realização (16.658) (15.672)
Total 53.085 54.539
Passivo Circulante 53.085 54.539
Passivo Não Circulante - -

(a.3) Valores Tarifários Não Gerenciáveis a Compensar da "Parcela A"

A Resolução ANEEL nº 90, de 18 de fevereiro de 2002, definiu os itens da “Parcela A”,


referente ao período compreendido entre 1º de janeiro e 25 de outubro de 2001, bem como a
forma de remuneração econômica, mediante a incorporação dos efeitos financeiros, e o período
para a recuperação tarifária.

Para a controlada Cosern, estes valores foram homologados através da Resolução nº. 482, de 29
de agosto de 2002, os quais serão recuperados através de adicional tarifário nas contas faturadas,
sendo 2,9% para consumidores da classe residencial (exceto subclasse baixa renda) iluminação
pública e rural e de 7,9% para as demais classes consumidoras, contados a partir de 27 de
dezembro de 2001, após a conclusão da RTE. Mediante a Resolução nº. 1, de 12 de janeiro de
2004, foi excluído o prazo máximo de recuperação dos valores financeiros de itens da “Parcela
A”.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 44


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Nas controladas Coelba e Celpe, os Valores da “Parcela A” foram integralmente recuperados no
período de março a agosto de 2008 e o saldo passivo representa a parcela que está sendo
devolvida ao consumidor a partir do reajuste tarifário de 22 de abril de 2009.

Consolidado
Ativo Passivo
Saldos em 31 de dezembro de 2009 29.103 8.477
Remuneração financeira 521 78
(-) Amortização (40) (1.291)
(-) Transferências 83 84
Saldos em 31 de março de 2010 29.667 7.348
Circulante 29.667 7.348
Não Circulante - -

Consolidado
Circulante
Ativo Passivo
Subvenção para conta de consumo de combustível - CCC 3.999 3
Reserva global de reversão - RGR - 1.286
Taxa de fiscalização do serviço de energia elétrica - TFSEE 2.065 -
Encargos de conexão no sistema de transmissão 1 6.019
Tarifa de utilização do sistema de transmissão - TUST 7.438 12
Energia comprada para revenda 16.164 28
Saldos em 31 de março de 2010 29.667 7.348

Saldos em 31 de dezembro de 2009 29.103 8.477

(b) Revisão e Reajuste Tarifário

• Revisão Tarifária Periódica (Reposicionamento Tarifário):

• COELBA

A ANEEL, através da Resolução Homologatória nº 799, de 7 de abril de 2009, estabeleceu em


caráter definitivo, o resultado da 2ª. Revisão Tarifária Periódica da COELBA, na qual o índice
de Reposicionamento Tarifário passou a ser -13,51% (menos treze vírgula cinqüenta e um por
cento), de -1,39% (menos um vírgula trinta e nove por cento) em relação ao percentual
provisório divulgado em abril de 2008. O ajuste está relacionado à revisão das metodologias
aplicadas nos valores de perdas regulatórias (técnica/comercial), à empresa de Referência, à
Remuneração do Capital e ao cálculo do Fator X.

A variação de receita, decorrente da diferença entre o reposicionamento provisório, estabelecido


na Resolução Homologatória ANEEL nº 638/2008, e o definitivo, no montante de R$ 60.231,
foi considerada no Reajuste Tarifário anual de 22 de abril de 2009 e está sendo ressarcido aos
consumidores.

• COSERN

30/04/2010 19:19:08 Pág: 45


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A ANEEL, por meio da Resolução Homologatória nº. 798, de 7 de abril de 2009, homologou de
forma definitiva o resultado da segunda Revisão Tarifária Periódica da controlada, ocorrida em
abril de 2008, fixando o reposicionamento tarifário em -8,04% (menos oito virgula quatro por
cento), acrescido de 2,68% (dois virgula sessenta e oito por cento) relativos a componentes
financeiros externos a Revisão Tarifária.

A diferença de receita entre o reposicionamento provisório, estabelecido na Resolução


Homologatória nº. 637/2008, e o índice definitivo é de -1,59%, que gerou um montante de R$
15.389, compensado no reajuste tarifário de 22 de abril de 2009, o qual será ressarcido aos
consumidores nos doze meses subseqüentes ao reajuste.

• CELPE

A ANEEL, por meio da Resolução Homologatória nº 815/2009, de 28 de abril de 2009,


apresentou o resultado definitivo da segunda revisão tarifária periódica da CELPE, fixou as
novas tarifas da para o período de 29 de abril de 2009 a 28 de abril de 2010.

Pela decisão da ANEEL o reposicionamento tarifario da CELPE foi de -6,24 % (menos seis
vírgula
vinte e quatro por cento) e seria postergado para os próximos reajustes o recebimento da última
parcela do diferimento do reposicionamento tarifario de 2005 (Delta PB) e do ativo regulatório
referente a compra de energia (Termopernambuco). No entanto, decisão liminar proferida pelo
MM. Juiz Substituto da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, determinou a
inclusão imediatada da última parcela desses dois ativos nas tarifas. Assim, o efeito médio
percebido pelos consumidores nas tarifas fixadas pela ANEEL na Resolução nº 815/2009 foi de
6,45%, sendo para as classes de consumo de Alta Tensão (AT), em média, 11,46%, enquanto
para as classes de consumo de Baixa Tensão (BT) o índice de 3,64%.

Com a suspensão da referida decisão liminar pelo Superior Tribunal de Justiça - STJ, a partir de
27 de maio de 2009, o efeito médio das tarifas percebido pelos consumidores passou a ser de -
1,08%, (menos um vírgula zero oito por cento) em média para o conjunto de consumidores,
sendo para as classes de consumo de Alta Tensão (AT), em média, 4,86%, enquanto para as
classes em Baixa Tensão (BT) o índice percebido de -4,42% (menos quatro vírgula quarente e
dois por cento).

Em 09 de julho de 2009, o Supremo Tribunal de Federal- STF, reestabeleceu a decisão liminar


da 9ª Vara Federal, permitindo a CELPE praticar tarifas com o efeito médio percebido pelos
consumidores de 6,45%, sendo para as classes de consumo de Alta Tensão (AT), em média,
11,46%, enquanto para as classes em Baixa Tensão (BT) o índice de 3,64%.

Em 20 de agosto de 2009, em sentença da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito


Federal, houve julgamento do mérito da ação, no qual foi reconhecido o direito da Celpe de
continuar aplicando as tarifas homologadas pela ANEEL constantes nos anexos VII e VIII da
Resolução Homologatória nº 815/2009, as quais consideram os efeitos da decisão liminar.

Em 2 de fevereiro de 2010, a ANEEL, em Reunião Pública Ordinária, aprovou o termo aditivo


aos contratos de concessão das distribuidoras de energia elétrica. Este aditivo tem por objetivo
alterar a metodologia de cálculo do reajuste tarifário anual, a fim de assegurar a neutralidade dos
encargos setoriais, evitando que as variações de mercado que vierem a ocorrer a partir de
fevereiro de 2010 gerem ganhos, ora a concessionárias, ora a consumidores. Cabe ressaltar que

30/04/2010 19:19:08 Pág: 46


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


a proposta apresentada pela ANEEL encontra-se em análise pela Companhia e sua controlada.
Adicionalmente, salienta-se que a aplicação do aditivo, se for assinado pela Companhia e sua
contralada, ocorrerá a partir do reajuste tarifário de abril de 2010.

• Reajuste Tarifário Anual:

• COELBA

A ANEEL, através da Resolução Homologatória nº. 806, de 14 de abril de 2009, fixou em


9,86% o índice médio de reajuste tarifário para a controlada, sendo 8,44% relativos ao reajuste
tarifário anual e 1,42% aos componentes financeiros. O efeito médio a ser percebido pelos
consumidores é de 6,03%, sendo 5,58% para os atendidos em baixa tensão (residências e
outros) e 6,49% para os de alta tensão (indústrias e comércio de médio e grande porte). Terá sua
vigência no período de 22 de abril de 2009 a 21 de abril de 2010.

Em 2 de fevereiro de 2010, a ANEEL, em Reunião Pública Ordinária, aprovou o termo aditivo


aos contratos de concessão das distribuidoras de energia elétrica. Este aditivo tem por objetivo
alterar a metodologia de cálculo do reajuste tarifário anual, a fim de assegurar a neutralidade
dos encargos setoriais, evitando que as variações de mercado que vierem a ocorrer a partir de
fevereiro de 2010 gerem ganhos, ora a concessionárias, ora a consumidores. Cabe ressaltar que
a proposta apresentada pela ANEEL encontra-se em análise pela Coelba. Adicionalmente,
salienta-se que a aplicação do aditivo, se for assinado, ocorrerá a partir do reajuste tarifário de
abril de 2010.

• COSERN

A ANEEL, através da Resolução Homologatória nº. 805, de 14 de abril de 2009, fixou em


11,97% o índice médio de reajuste tarifário para a controlada, sendo 9,79% relativos ao reajuste
tarifário anual e 2,17% aos componentes financeiros. O efeito médio a ser percebido pelos
consumidores é de 7,37%, sendo 6,02% para os atendidos em baixa tensão (residências e
outros) e 9,64% para os de alta tensão (indústrias e comércio de médio e grande porte). Terá sua
vigência no período de 22 de abril de 2009 a 21 de abril de 2010.

(b.1) Reposicionamento Tarifário

• CELPE

A ANEEL, através da Resolução Homologatória nº 112, de 2005, complementada pela


Resolução Homologatória nº 326, de 28 de abril de 2006, definiu o resultado final da primeira
revisão tarifária periódica da controlada, ocorrida em abril de 2005, fixando o reposicionamento
tarifário em 23,57% o qual seria aplicado de forma escalonada pelo mecanismo denominado por
Delta PB. Assim, foi aplicado em 2005 o reposicionamento de 12,5 %, e nos reajuste
subseqüentes aplicado parcela adicional de receita a Parcela B, visando compensar esse
diferimento. Nos reajustes de 2006 e 2007 foram incorporadas essas parcelas, restando o
recebimento da ultima parcela de tal mecanismo, conforme é reconhecido pela ANEEL.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 47


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
Ativo Passivo
Saldos em 31 de dezembro de 2009 53.281 21.053
Remuneração - (31)
(-) Amortização (43.049) (18.457)
Saldos em 31 de março de 2010 10.232 2.565
Ativo Circulante 10.232 2.565
Ativo Não Circulante - -

(b.2) Compra de Energia

• CELPE

Com a entrada em operação, em maio de 2004, da usina termoelétrica Termopernambuco, a


controlada solicitou a ANEEL um reajuste tarifário extraordinário visando à cobertura dos
custos adicionais com a compra de energia.

Em reunião pública deliberativa, realizada em 08 de novembro de 2004, a diretoria da ANEEL


reconheceu o direito da controlada ao repasse dos custos adicionais com compra de energia
elétrica da Termopernambuco, desde a entrada em operação comercial dessa usina, por meio de
constituição de ativo regulatório.

Pela Resolução Homologatória nº 112, de 2005 a Diretoria da ANEEL decidiu pelo recebimento
em 4 parcelas deste ativo, em que resta apenas a última parcela do Ativo Regulatório da
Termopernambuco, reconhecido pelo Despacho ANEEL nº 892, de 8 de novembro de 2004.

(b.3) Valores Tarifários não Gerenciáveis a Compensar da Parcela “A” – CVA

A Portaria Interministerial dos Ministros de Estado da Fazenda e de Minas e Energia n.º 25, de
24 de janeiro de 2002, estabeleceu a Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da
“Parcela A” – CVA, com o propósito de registrar as variações de custos, negativas ou positivas,
ocorridas no período entre reajustes tarifários anuais, relativos aos itens previstos nos contratos
de concessão de distribuição de energia elétrica.

Os saldos de ativos e passivos de CVA, segregados por competência, estão assim


demonstrados:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 48


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Ativo
Circulante Não circulante Total
CVA 23 de março de 2007 a 22 de março de 2008 113 - 113
CVA 23 de março de 2008 a 22 de março de 2009 8.684 - 8.684
CVA 1 de abril de 2007 a 31 de março de 2008 107 - 107
CVA 1 de abril de 2008 a 31 de março de 2009 (2.972) - (2.972)
CVA 1 de abril de 2009 a 31 de março de 2010 51.993 - 51.993
CVA 23 de março de 2009 a 22 de março de 2010 12.769 42.577 55.346
CVA 23 de março de 2010 a 22 de março de 2011 6.937 6.433 13.370
Saldos em 31 de março de 2010 77.631 49.010 126.641

Saldos em 31 de dezembro de 2009 104.109 41.916 146.025

Passivo
Circulante Não circulante Total
CVA 23 de março de 2007 a 22 de março de 2008 2 - 2
CVA 23 de março de 2008 a 22 de março de 2009 3.992 - 3.992
CVA 1 de abril de 2007 a 31 de março de 2008 45 - 45
CVA 1 de abril de 2008 a 31 de março de 2009 (248) - (248)
CVA 1 de abril de 2009 a 31 de março de 2010 94.604 - 94.604
CVA 23 de março de 2009 a 22 de março de 2010 29.317 95.265 124.582
CVA 23 de março de 2010 a 22 de março de 2011 (3.284) 16.090 12.805
Saldos em 31 de março de 2010 124.428 111.355 235.782

Saldos em 31 de dezembro de 2009 94.734 96.389 191.123

Segue abaixo a movimentação das CVA´s ativa e passiva no ano:

Consolidado
ATIVO
Saldos em Saldos em
CVA 31/12/09 Remuneração Constituição Amortização 31/03/10
CCC 54.786 939 20.672 (12.699) 63.698
CDE 1.855 40 1.193 (576) 2.513
ESS 35.764 481 429 (30.982) 5.692
TRANSPORTE 37.729 732 9.981 (9.560) 38.883
ENERGIA COMPRADA 10.082 5 935 (232) 10.790
PROINFA 5.809 135 4.474 (5.353) 5.065
146.025 2.332 37.685 (59.403) 126.641

30/04/2010 19:19:08 Pág: 49


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
PASSIVO
Saldos em Saldos em
CVA 31/12/09 Remuneração Constituição Amortização 31/03/10
CCC 9.128 - - (2) 9.126
ESS 48.263 1.799 14.765 171 64.998
TRANSPORTE 361 - 965 - 1.326
ENERGIA COMPRADA 133.372 2.186 40.000 (15.226) 160.332
PROINFA (1) - 3 (2) -
191.123 3.985 55.733 (15.060) 235.782

(c) Componentes Financeiros

(c.1) Sobrecontratação

O Decreto n° 5.163, de 30 de julho de 2004, em seu art. 38, determina que no repasse dos custos
de aquisição de energia elétrica às tarifas dos consumidores finais, a ANEEL deverá considerar
até 103% (cento e três por cento) do montante total de energia elétrica contratada em relação à
carga anual de fornecimento do agente de distribuição. Este repasse foi regulamentado pela
Resolução ANEEL nº 255, de 6 de março de 2007.

A movimentação dos saldos está assim demonstrada:

Consolidado
Ativo Passivo
Saldos em 31 de dezembro de 2009 38.307 16.546
Constituição 4.834 7.439
Remuneração 481 29
Amortização (4.172) (919)
Saldos em 31 de março de 2010 39.450 23.095
Circulante 22.018 20.421
Não Circulante 17.432 2.674

(c.2) Exposição Financeira

O Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004, em seu art. 28, trata que as eventuais diferenças de
preços no mercado de curto prazo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE
serão repassadas pelos agentes de distribuição aos consumidores.

A movimentação dos saldos está assim demonstrada:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 50


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Ativo Passivo
Constituição 1.021 21.534
Adição 3.279 601
Remuneração financeira 154 1.403
(-) Amortização (3.413) (18.608)
Saldos em 31 de dezembro de 2009 1.041 4.930
Constituição (4) 77
Adição (22) -
Remuneração financeira 12 (4)
(-) Amortização - (4.209)
Saldos em 31 de março de 2010 1.027 794

Circulante 503 794


Não Circulante 524 -

(c.3) Programa Luz para todos

A Resolução Normativa ANEEL n◦ 294, de 11 de dezembro de 2007 estabeleceu a metodologia


aplicável e os procedimentos de repasse tarifário dos déficits incorridos pelas concessionárias
de energia elétrica em função da execução do Programa Luz Para Todos.

A movimentação dos saldos está assim demonstrada:

Ativo
Saldos em 31 de dezembro de 2009 9.669
(-) Amortização (8.748)
Saldos em 31 de março de 2010 921
Circulante 921
Não Circulante -

11. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

30/04/2010 19:19:08 Pág: 51


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
Agente Tipo de
Financeiro Ref. aplicação Vencimento Indexador 31/03/10 31/12/09
Banco do Brasil Fundo de Investimento mar-13 Variável 6.351 6.221
Banco Nordeste do Brasil (1) Carteira de clientes/CDI Diversos CDI 37.310 36.594
Banco Nordeste do Brasil (1) Carteira de clientes/CDI jan-13 CDI 12.257 12.027
Banco Nordeste do Brasil CDB Diversos CDI 27.894 35.812
Banco Nordeste do Brasil (1) CDB dez-12 CDI 16.150 15.844
Banco Nordeste do Brasil (1) CDB jan-14 CDI 10.032 9.843
Banco Nordeste do Brasil (1) CDB (*) CDI 17.903 17.562
Banco Nordeste do Brasil Fundo jan-10 Variável - 602
Bradesco 3259 fev-11 CDI 4 4
Bradesco (2) CDB set-13 CDI 1.253 1.889
Bradesco CDB (*) CDI 149 146
Bradesco (2) Fundo Recife (*) CDI 1.902 2.621
Bradesco Fundo de Investimento (*) CDI 2.722 2.675
Bradesco (2) CDB/CDI Diversos CDI 3.202 3.140
Santander (1) CDB/CDI (*) CDI 11.096 12.281
Santander CDB jan-10 CDI - 5.655
Banco do Brasil CDB mar-13 CDI 20.879 20.457
Banco do Brasil (1) Fundo de Investimento (*) CDI 25.603 25.079
Banco do Brasil Fundo de Investimento out-15 CDI 36.763 36.021
Banco do Brasil Fundo de Investimento (*) CDI 49.280 31.637
Banco Itaú Títulos Públicos set-13 Selic 39.925 39.132
Itau CDB jan-10 CDI - 357
Itau CDB diversos CDI 9.076 8.898
Votorantim CDB diversos CDI 7.412 1.658
Votorantim (2) CDB (*) CDI 15.875 9.200
Outros 417 1.884
Total 353.455 337.239
Ativo Circulante 162.280 141.363
Ativo Não Circulante 191.175 195.876

(1) Constituem reservas reais para garantia de empréstimos junto às instituições


financeiras.
(2) Constituem garantia para leilão de energia.
(3) Fundo de Investimento Exclusivo do Grupo Neoenergia, tendo a Companhia como
participante. Sua carteira é composta principalmente de LTN – Letras do Tesouro
Nacional, LFT – Letras Financeiras do Tesouro e CDB’s – Certificados de Depósitos
Bancários.
(*) Aplicações com liquidez sem vencimento pré-determinado.

12. TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS

30/04/2010 19:19:08 Pág: 52


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Controladora
Ativo Passivo
Ref. 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09
Imposto de Renda - IR (1) 18.546 36.960 9.507 13.773
Contribuição Social - CSLL (1) 461 457 - -
ICMS (2) - - 2 2
PIS (3) 4.917 4.857 12.528 11.892
COFINS (3) 37.034 36.552 57.703 54.774
INSS - - 1.231 821
FGTS - - 18 14
IOF 3.381 3.328 219 226
ISS 21 21 1 2
Outros 563 564 10 141
Total 64.923 82.739 81.219 81.645
Circulante 64.923 82.739 81.219 81.645
Não Circulante - - - -

Consolidado
Ativo Passivo
Reclassificado Reclassificado
Ref. 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09
Imposto de Renda - IR (1) 60.710 59.748 37.887 49.227
Contribuição Social - CSLL (1) 42.293 12.393 242 4.043
ICMS (2) 151.597 143.385 166.978 182.487
PIS (3) 9.202 9.298 25.700 26.676
COFINS (3) 61.191 60.989 113.471 115.205
INSS 3.770 3.131 9.312 7.851
FGTS - - 1.825 2.162
IOF 3.383 3.331 219 226
ISS 653 510 3.464 3.423
REFIS (4) 2.413 2.413 - -
Outros 666 3.486 11.160 28.082
Total 335.878 298.684 370.258 419.382
Circulante 257.328 226.622 341.403 390.885
Não Circulante 78.550 72.062 28.855 28.497

(1) O ativo de Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL)
antecipados correspondem, principalmente, aos montantes recolhidos, quando das apurações
tributárias mensais, nos termos do artigo 2° da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, além
das antecipações de aplicações financeiras e órgãos públicos, retenção na fonte referente a
serviços prestados e saldo negativo do Imposto de Renda – IR e base de cálculo negativa da
CSLL.

O passivo corresponde ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre faturas a
pagar a fornecedores, e nas controladas Coelba, Celpe e Cosern incluem ainda o IRRF sobre os
Juros sobre Capital Próprio, em favor da Neoenergia, depositado em juízo, conforme nota
explicativa nº 17.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 53


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


(2) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ativo está composto da
seguinte forma:

31/03/10 31/12/09
Créditos a Receber ICMS CIAP 124.668 119.477
Ajuste a valor Presente (5.181) (7.076)
Saldo Ajustado 119.487 112.401

(2.1) ICMS a recuperar sobre Ativo Permanente (CIAP) decorrente das aquisições de bens
destinados ao ativo imobilizado, registrado com base na Lei Complementar nº. 102, de 11 de
julho de 2000, e ajustado a valor presente conforme Deliberação CVM nº. 564, de 17 de
dezembro de 2008, que aprova o Pronunciamento Técnico CPC nº 12.

(3) PIS e COFINS a compensar decorrente do regime de apuração não-cumulativo estabelecido


pelas Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03, respectivamente, apuração mensal, das retenções/
antecipações de órgãos públicos e ajuste dos créditos provenientes de encargos de depreciação
de máquinas e equipamentos e gastos com materiais aplicados na atividade de prestação de
serviços, conforme disposto no Parecer SRFB COSIT nº. 27/2008. Inclui ainda o crédito
relativo ao alargamento da base do PIS e da COFINS provenientes da inconstitucionalidade da
lei nº 9.718/98, conforme mencionado na nota explicativa nº 30.2 – Contingências ativas fiscais.

(4) Crédito decorrente do pagamento de parcelas adicionais a título de Recuperação Fiscal


(REFIS), devido à Receita Federal alegar que existe uma diferença entre o valor do débito
parcelado consolidado e o declarado pela controlada Coelba, correspondente às multas
moratórias calculadas sobre o IRPJ, CSSL e FINSOCIAL. A controlada discorda da cobrança e
impetrou Agravo de Instrumento e obteve a suspensão da exigibilidade do crédito tributário.
Caso a decisão do mérito da demanda judicial seja favorável, a controlada procederá à
compensação do valor pago à maior. Vide nota explicativa nº 30.1 – Contingências Passivas
Fiscais.

13. TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DIFERIDOS

As controladas Coelba, Celpe, Cosern, Termope, Itapebi e Afluente registraram os tributos e


contribuições sociais diferidos, calculados sobre a receita de recomposição tarifária
extraordinária e energia livre, para o passivo e para o ativo sobre os prejuízos fiscais, bases
negativas e diferenças temporárias.

A Neoenergia registrou os tributos e contribuições sociais diferidos sobre diferenças


temporárias.

Os efeitos financeiros desses tributos e contribuições ocorrerão no momento da realização. O IR


é calculado à alíquota de 15%, considerando o adicional de 10%, a CSLL, o PIS e a COFINS
estão constituídos, respectivamente as alíquotas de 9%, 1,65% e 7,6%.

Na Afluente o PIS e a COFINS estão constituídos, respectivamente às alíquotas de 0,65% e


3,0%, as quais são aplicáveis aos contribuintes que elegeram ao regime cumulativo, como é o

30/04/2010 19:19:08 Pág: 54


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


caso dessa controlada.

Consolidado
Ativo
31/03/10 31/12/09
Base de Tributo Base de
cálculo diferido cálculo Tributo diferido
Imposto de Renda
Prejuízos Fiscais - - 8.311 2.085
Diferenças Temporárias 572.007 142.967 585.478 146.338
572.007 142.967 593.789 148.423
Contribuição Social
Base Negativa - - 8.311 751
Diferenças Temporárias 572.007 51.494 585.478 52.739
572.007 51.494 593.789 53.490
Total 194.461 201.913
Circulante 53.008 76.119
Não Circulante 141.453 125.794

Consolidado
Passivo
31/03/10 31/12/09
Base de Tributo Base de Tributo
cálculo diferido cálculo diferido
Imposto de Renda
Prejuízos Fiscais - - - -
Diferenças Temporárias 52.772 14.304 116.704 29.153
52.772 14.304 116.704 29.153
Contribuição Social
Base Negativa - - - -
Diferenças Temporárias 52.772 4.749 116.704 10.503
52.772 4.749 116.704 10.503
PIS
Diferenças Temporárias 33.286 550 100.105 1.652
33.286 550 100.105 1.652
COFINS
Diferenças Temporárias 33.286 2.530 100.105 7.607
33.286 2.530 100.105 7.607
Total 22.133 48.915
Circulante 16.012 43.778
Não Circulante 6.121 5.137

A base de cálculo das diferenças temporárias é composta como segue:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 55


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado Consolidado
31/03/10 31/12/09
Ativo IR CSLL IR CSLL
Provisão para créditos de liquidação duvidosa 77.802 77.802 75.409 75.409
Provisão para passivo atuarial 192.524 192.524 191.921 191.921
Provisão para demissão voluntária 528 528 1.076 1.076
Pis/Cofins diferidos 2.847 2.847 8.773 8.773
Depreciação indedutível (Provisão para contingências ambientais) 4.320 4.320 4.186 4.186
Pesquisa e Desenvolvimento 9.358 9.358 9.358 9.358
Aplicação do "Hedge Accounting" 1.314 1.314 1.433 1.433
Ajuste a valor presente ICMS a recuperar (CIAP) 5.181 5.181 7.076 7.076
Provisão Desvalorização de ativos financeiros 5.000 5.000 5.000 5.000
Provisão para contingências 181.350 181.350 168.454 168.454
Provisão Agente Arrecadador 2.098 2.098 2.098 2.098
Provisão PLR 6.786 6.786 30.456 30.456
Outros 82.899 82.899 80.238 80.238
Total Ativo 572.007 572.007 585.478 585.478

Consolidado Consolidado
31/03/10 31/12/09
Passivo IR CSLL PIS COFINS IR CSLL PIS COFINS
Recomposição tarifária extraordinária 13.647 13.647 10.627 10.627 22.840 22.840 19.821 19.821
Reposicionamento tarifário 9.970 9.970 9.970 9.970 55.037 55.037 55.037 55.037
Energia livre - - 2.517 2.517 - - 5.261 5.261
Precatório Finsocial 13.249 13.249 - - 12.986 12.986 - -
Compra de energia 10.172 10.172 10.172 10.172 19.986 19.986 19.986 19.986
Outros 5.734 5.734 - - 5.855 5.855 - -
Total Passivo 52.772 52.772 33.286 33.286 116.704 116.704 100.105 100.105

Estudos técnicos de viabilidade, apreciados e aprovados pelos Conselhos de Administração e


apreciados pelo Fiscal da Companhia e de suas controladas, indicam a plena recuperação dos
valores de impostos diferidos reconhecidos como definido pela Instrução CVM nº 371, de 27 de
junho de 2002 e correspondem às melhores estimativas da Administração sobre a evolução
futura das controladas e do mercado que as mesmas operam, cuja expectativa de realização dos
créditos fiscais está representada a seguir:

Consolidado
Expectativa de Realização 2010 2011 2012 2013 2014 2015-2017 Total
Imposto de Renda 38.973 41.139 29.038 4.284 3.855 25.678 142.967
Contribuição Social 14.036 14.811 10.455 1.543 1.385 9.265 51.494
53.009 55.950 39.493 5.827 5.240 34.943 194.461

Como a base tributável do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido
decorre não apenas do lucro que pode ser gerado, mas também da existência de receitas não
tributáveis, despesas não dedutíveis, incentivos fiscais e outras variáveis, não existe uma
correlação imediata entre o lucro líquido da Companhia e suas controladas e o resultado de
imposto de renda e contribuição social. Portanto, a expectativa da utilização dos créditos fiscais
não deve ser tomada como único indicativo de resultados futuros da Companhia e suas
controladas.

A seguir é apresentada reconciliação da (receita) despesa dos tributos sobre a renda divulgados e
os montantes calculados pela aplicação das alíquotas oficiais em 31 de março de 2010 e 2009.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 56


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


31/03/10 31/03/09
IR CSLL IR CSLL
Lucro contábil antes do imposto de renda e contribuição 271.581 271.581 282.739 282.739
Amortização do ágio e reversão da PMIPL
Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 271.581 271.581 282.739 282.739
Alíquota do imposto de renda e contribuição social 25% 9% 25% 9%
Imposto de renda e contribuição social às alíquotas da 67.895 24.442 70.685 25.447
Ajustes ao lucro líquido que afetam o resultado fiscal do
(+) Adições
Amortização Ágio Participação Societária 6.370 2.293 6.965 2.510
Perda de Equivalência Patrimonial - - 441 161
JSCP 10.503 3.781 - -
Outras Adições 8.277 2.970 919 328
Subtotal Adições 25.150 9.045 8.325 2.999

(-) Exclusões
Equivalência Patrimonial (89.775) (32.319) (79.010) (28.446)
Outras Exclusões (43) (16) - -
Subtotal Exclusões (89.818) (32.335) (79.010) (28.446)

Imposto de renda e contribuição social no período 3.227 1.152 (0) (0)

Consolidado
31/03/10 31/12/09
IR CSLL IR CSLL
Lucro contábil antes do imposto de renda e contribuição social 683.962 683.962 722.653 722.653
Amortização do ágio e reversão da PMIPL (13.385) (13.385) (14.073) (14.073)
Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 670.577 670.577 708.580 708.580
Alíquota do imposto de renda e contribuição social 25% 9% 25% 9%
Imposto de renda e contribuição social às alíquotas da legislação 167.644 60.352 177.145 63.772

Ajustes ao lucro líquido que afetam o resultado fiscal do período:


(+) Adições
Amortização Ágio Participação Societária 6.370 2.293 6.965 2.510
Perda de Equivalência Patrimonial - - 441 161
JSCP 10.503 3.781 - -
Juros sobre Obras em Andamento - JOA - 4 - 22
Contribuições e Doações 216 78 27 10
Multas Indedutíveis 625 225 157 56
Depreciação Veículos Executivos 112 38 102 37
Excesso Despesas Previdenciárias 723 260 602 217
Outras Adições 14.613 4.719 3.989 1.391
Subtotal Adições 33.162 11.398 12.283 4.404

(-) Exclusões
Equivalência Patrimonial (89.775) (32.319) (78.985) (28.437)
Reversão da Provisão do Ágio (4.161) (1.358) (4.032) (1.450)
Reversão da PMIPL (2.292) (825) (2.797) (1.008)
Incentivo Fiscal SUDENE (77.899) - (77.645) -
Incentivos Audiovisual/Rouanet e PAT (1.610) - (64) -
Outras Exclusões (114) (51) (318) (110)
Subtotal Exclusões (175.851) (34.553) (163.841) (31.005)

Imposto de renda e contribuição social no período 24.955 37.197 25.587 37.171

Regime Tributário de Transição

30/04/2010 19:19:08 Pág: 57


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


A Medida Provisória nº 449/2008, de 03 de dezembro de 2008 convertida na Lei nº 11.941/09,
instituiu o RTT - Regime Tributário de Transição, que tem como objetivo neutralizar os
impactos dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pela Lei nº 11.638/07, na
apuração das bases de cálculos de tributos federais.

A aplicação do RTT foi opcional para o ano de 2008 e 2009 e obrigatória a partir de 2010 para
às pessoas jurídicas sujeitas ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (“IRPJ”) de acordo com a
sistemática de lucro real ou de lucro presumido.

A Neoenergia e suas controladas efetuaram sua opção pela adoção do RTT na Declaração de
Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica de 2009 (“DIPJ”) ano-calendário 2008 e
adicionalmente em 30 de novembro de 2009 efetuou a elaboração do Controle Fiscal Contábil
de Transição (FCONT) criado pela Instrução Normativa nº 949/2009 da Receita Federal do
Brasil.

14. FUNDOS VINCULADOS

Consolidado

Ref. 31/03/10 31/12/09


BNDES 6.062 572
Cauções (1) 72.644 71.867
Outros 4.615 4.371
Total 83.321 76.810
Ativo Circulante 83.132 76.653
Ativo Não Circulante 189 157

(1) Cauções - A Neoenergia S.A. assinou, em agosto de 2008, contrato de compra e venda para
aquisição das PCH’s Areia e Água Limpa e conforme cláusula contratual foi efetuado depósito
em conta caução do preço integral contratado. O contrato de caução deverá ser válido e
permanecer em vigor até a data de pagamento do preço e por um prazo mínimo de 2 (dois) anos,
a partir da data de assinatura desse instrumento.

15. BENEFÍCIO FISCAL - ÁGIO INCORPORADO

O ágio tem como fundamento econômico a perspectiva de resultados durante o prazo de


exploração da concessão e tem origem na aquisição do direito de concessão delegado pelo Poder
Público, nos termos da alínea b, do § 2º, do artigo 14 da Instrução CVM nº 247, de 27 de março
de 1996, com as alterações introduzidas pela Instrução CVM nº 285 de 31 de julho de 1998.

Com o objetivo de evitar que a amortização do ágio afete de forma negativa o fluxo de
dividendos aos acionistas, foi constituída uma provisão para manutenção da integridade do
patrimônio líquido de sua incorporadora (PMIPL), de acordo com o estabelecido na Instrução
CVM nº 349, de 06 de março de 2001.

A amortização do ágio, líquida da reversão da provisão e do crédito fiscal correspondente,

30/04/2010 19:19:08 Pág: 58


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


resulta em efeito nulo no resultado do exercício e, conseqüentemente, na base de cálculo dos
dividendos mínimos obrigatórios.

Objetivando uma melhor apresentação da situação financeira e patrimonial das controladas nas
demonstrações contábeis consolidadas, o valor líquido total de R$ 638.276 (R$ 651.659 em
dezembro de 2009), que, em essência, representa o crédito fiscal, foi classificado no balanço no
ativo circulante e no ativo não circulante – realizável a longo prazo como benefício fiscal ágio
incorporado, com base na expectativa de sua realização.

Os registros contábeis mantidos para fins societários e fiscais das controladas apresentam contas
específicas relacionadas com ágio incorporado, provisão para manutenção da integridade do
patrimônio líquido e amortização, reversão e crédito fiscal correspondentes, cujos saldos em 31
de março de 2010 e 31 de dezembro de 2009 são como segue:

Ágio - incorporado 3.443.491


Provisão Constituída (2.272.705)
Benefício fiscal 1.170.786
Amortização acumulada (1.526.844)
Reversão acumulada 1.007.717
Saldos em 31 de dezembro de 2009 651.659
Amortização (39.366)
Reversão 25.983
Saldos em 31 de março de 2010 638.276
Ativo Circulante 53.096
Ativo Não Circulante 585.180

O ágio está sendo amortizado pelo período remanescente de exploração da concessão, desde
junho de 2000, em 319 parcelas mensais para COELBA, agosto de 2001, em 336 parcelas
mensais para CELPE, dezembro de 2000, em 325 parcelas mensais para COSERN, maio de
2004, 248 parcelas mensais para TERMOPERNAMBUCO e dezembro de 2006, em 325
parcelas mensais para ITAPEBI e segundo a projeção anual de rentabilidade futura, como
determina a Resolução ANEEL nº 195, de 07 de junho de 2000 para COELBA, nº 192, de 31 de
maio de 2001 para CELPE, nº 474, de 30 de novembro de 2000 para COSERN.

O Despacho nº 2.250, de 20 de dezembro de 2005, alterou a curva autorizada para a amortização


do ágio na COELBA.

A curva autorizada por meio da Resolução ANEEL nº. 474, de 30 de novembro de 2000, para a
amortização dos ágios nas controladas, estão assim composta:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 59


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Curvas de amortização de ágio
Ano COELBA COSERN CELPE TERMOPE ITAPEBI Ano COELBA COSERN CELPE TERMOPE ITAPEBI
2009 0,05250 0,04118 0,04397 0,06640 0,10740 2022 0,03130 0,02666 0,02140 0,01220 0,00986
2010 0,04930 0,04133 0,04184 0,05830 0,09702 2023 0,02970 0,02551 0,02045 0,01010 0,00847
2011 0,04930 0,03983 0,04033 0,05320 0,08710 2024 0,02820 0,02442 0,01860 0,00830 0,00727
2012 0,04750 0,03842 0,03641 0,04640 0,07771 2025 0,02680 0,02336 0,01773 0,00625
2013 0,04420 0,03705 0,03480 0,04010 0,06660 2026 0,02540 0,02235 0,01690 0,00536
2014 0,04350 0,03741 0,03342 0,03510 0,05944 2027 0,02138 0,01690 0,00461
2015 0,04340 0,03575 0,03202 0,03100 0,05205 2028 0,01476 0,00396
2016 0,04180 0,03430 0,02918 0,02630 0,04534 2029 0,00340
2017 0,04010 0,03289 0,02798 0,02270 0,02878 2030 0,00292
2018 0,03790 0,03153 0,02682 0,02100 0,01883 2031 0,00250
2019 0,03680 0,03022 0,02573 0,01820 0,01558 2032 0,00215
2020 0,03480 0,02907 0,02335 0,01580 0,01338 2033 0,00185
2021 0,03280 0,02784 0,02238 0,01380 0,01149

16. ESTOQUES

Estão classificados neste grupo os materiais e equipamentos em almoxarifado.

Consolidado
31/03/10 31/12/09
Estoque total 128.366 147.733
Imobilizado em curso - Material em Depósito (110.628) (133.597)
Total 17.738 14.136

17. DEPÓSITOS JUDICIAIS

Estão classificados neste grupo os depósitos judiciais recursais à disposição do juízo para
permitir a interposição de recurso, nos termos da lei, sem contingência passiva provisionada.

Consolidado
Ref. 31/03/10 31/12/09

Trabalhistas 26.232 25.440


Cíveis 11.640 15.765
Fiscais:
IRRF sobre Juros sobre capital próprio (1) 17.405 17.259
Outros 62.500 59.861
Outros - -
Total 117.777 118.325
Ativo Não Circulante 117.777 118.325

(1) As controladas Coelba, Celpe e Cosern acolheram determinação judicial, emanada de


Mandado de Segurança individual impetrado pela Neoenergia S.A. (Guaraniana à época),
processo nº 2002.5101000216/4, na qual as controladas foram oficiadas a depositar os valores
do imposto de renda retido na fonte – IRRF, incidente sobre os Juros sobre Capital Próprio –
JSCP, lançado em dezembro de 2001 nas empresas Coelba, Celpe e Cosern, em favor da
Neoenergia S.A., que deveriam ser recolhidos à Receita Federal. O referido depósito está
atualizado com base na taxa SELIC.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 60


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A controlada Termopernambuco também mantém, depósito em juízo de R$ 5.621 até o


julgamento final do mérito, referente ao IRRF incidente sobre a fatura de nº 200.000.0087,
emitida em outubro de 2002, relativo à prestação de serviço da Iberdrola Energia S.A.

Os demais depósitos judiciais estão apresentados de forma dedutiva, retificando o saldo das
provisões para contingências passivas a que se referem (vide nota explicativa n° 30.1).

18. DESPESAS PAGAS ANTECIPADAMENTE

Consolidado
Reclassificado
Ref. 31/03/10 31/12/09
Encargos Financeiros 15 38
Prêmio seguro 4.997 6.865
PROINFA 10.548 -
PIS/COFINS Cumulatividade 8.167 11.559
Copergás - Take or Pay (1) 7.502 7.502
Plano de Saúde 2.637 -
Outros 3.189 3.149
Total 37.055 29.113
Ativo Circulante 36.795 28.437
Ativo Não Circulante 260 676

(1) Refere-se ao saldo remanescente das quantidades pagas e não retiradas de gás, as quais a
Termopernambuco poderá recuperar durante a vigência do contrato, até o último mês do sétimo ano
seguinte ao da apuração da quantidade paga e não retirada.

19. OUTROS CRÉDITOS

30/04/2010 19:19:08 Pág: 61


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Controladora Consolidado
Ref. 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09
Subvenção à baixa renda - tarifa social (1) - - 119.051 90.985
Adiantamentos a Empregados 153 119 5.056 9.778
Adiantamentos a Fornecedores 224 139 36.706 36.629
Serviços Prestados a Terceiros - - 12.710 10.040
Encargos CBEE - - - 550
RGR a compensar - - 1.667 4.083
Precatório - Finsocial (2) - - 13.249 12.986
Desativações em Curso - - 10.576 13.987
Dispêndios a Reembolsar em Curso (3) - - 24.496 20.367
Adiantamentos 11.100 11.100 29.033 27.091
Cobrança extra judicial - - 27 -
MCSD EX Post - - - 12.338
Outros créditos a receber 1.515 1.591 22.922 26.163
Total 12.992 12.949 275.493 264.997
Ativo Circulante 377 318 227.324 231.442
Ativo Não Circulante 12.615 12.631 48.169 33.555

(1) O Governo Federal, através da Lei nº 10.438 de 26 de abril de 2002, determinou a aplicação
da tarifa social de baixa renda, com impacto significativo na receita operacional das controladas
Coelba, Celpe e Cosern.

Por meio do Decreto Presidencial nº 4.538, de 23 de dezembro de 2002, foram definidas as


fontes para concessão de subvenção econômica com a finalidade de contribuir para a
modicidade da tarifa de fornecimento de energia elétrica aos consumidores finais integrantes da
subclasse residencial baixa renda, decorrente dos novos critérios estabelecidos no art.1º da Lei
nº 10.438, de 26 de abril de 2002, e conforme o estabelecido no art. 5º da Lei nº 10.604, de 17
de dezembro de 2002.

(2) Precatórios Federais expedidos em julho de 2003 pela controlada Coelba, no valor de R$
18.776, com expectativa de realização do saldo, que depende de aprovação em Lei de
Orçamento Anual – LOA, em 10 (dez) prestações anuais, iguais e sucessivas, com acréscimo de
juros legais, já tendo sido liberadas as cinco primeiras parcelas anuais.

(3) Referem-se a gastos efetuados em obras de construção/instalação do padrão de entrada e do


kit de baixa renda do Programa Luz para Todos, a serem reembolsáveis pelos beneficiários.

20. INVESTIMENTOS

Informações sobre as investidas

30/04/2010 19:19:08 Pág: 62


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Ações possuídas Participação Lucro/Prejuízo
(em milhares) no capital Capital Patrimônio Líquido
Investidas Ref. Data-base Ordinárias Preferenciais Integralizado % Realizado Líquido no período
31/03/10 98.122 67.179 87,84 542.163 1.934.623 181.636
COELBA
31/03/09 98.122 67.179 87,84 542.163 1.804.379 173.174
31/03/10 66.023 864 89,65 590.174 1.504.497 91.559
CELPE
31/03/09 66.023 864 89,65 590.174 1.418.145 109.885
31/03/10 110.782 31.153 84,45 179.787 616.723 40.112
COSERN
31/03/09 110.782 31.153 84,45 179.787 583.984 32.351
31/03/10 214.570 - 100,00 214.570 419.669 49.557
TERMOPE
31/03/09 294.570 - 100,00 214.570 359.931 14.432
31/03/10 290.047 - 23,13 699.737 711.293 1.993
TERMOAÇU (1)
31/03/09 290.047 - 25,20 669.997 675.633 2.729
31/03/10 13.600 - 100,00 13.600 26.148 10.071
NC ENERGIA
31/03/09 13.600 - 100,00 13.600 20.289 3.969
31/03/10 44.100 - 42,00 105.000 268.062 18.221
ITAPEBI
31/03/09 44.100 - 42,00 105.000 258.035 31.878
31/03/10 1 - 100,00 726 1.686 862
NEOSERV (2)
31/03/09 1 - 100,00 726 585 (100)
31/03/10 9.812 6.718 87,84 - - -
AFLUENTE (3)
31/03/09 9.812 6.718 87,84 94.000 104.166 5.176
(4) 31/03/10 9.812 6.718 87,84 30.916 37.654 1.419
AFLUENTE GERAÇÃO
31/03/09 - - 87,84 - - 5.176
(5) 31/03/10 55.416 - 87,84 63.084 70.296 6.126
AFLUENTE TRANSMISSÃO
31/03/09 - - 87,84 - - -
(6) 31/03/10 87.133 - 100,00 87.133 86.724 3.474
BAGUARI I
31/03/09 76.000 - 100,00 -
(7) 31/03/10 109.643 - 100,00 109.643 107.690 (1.518)
GOIAS SUL
31/03/09 109.643 - 100,00 (3)
31/03/10 133.622 - 100,00 128.566 131.068 2.672
GERAÇÃO C III (8)
31/03/09 70.265 - 100,00 -
31/03/10 145.557 - 51,00 253.000 250.120 (638)
AGUAS DA PEDRA (9)
31/03/09 145.557 - 51,00 -
31/03/10 74.166 - 75,00 105.951 100.951 (423)
RIO PCH I (10)
31/03/09 74.166 - 75,00 (2.382)
31/03/10 49.174 - 100,00 49.174 52.698 3.484
BAHIA PCH I (11)
31/03/09 49.174 - 100,00 -
31/03/10 18.400 - 100,00 20.100 20.063 3
NEOINVEST
31/03/09 1 - 100,00 (1.713)
31/03/10 1 - 100,00 75.038 61 (2)
GARTER
31/03/09 1 - 100,00 (3)
31/03/10 16.000 - 100,00 16.000 15.973 (17)
SE NARANDIBA
31/03/09 1 - 100,00 -
31/03/10 1 - 100,00 366 294 (44)
GERAÇÃO CÉU AZUL
31/03/09 1 - 100,00 -

(1) TERMOAÇU

A Termoaçu é uma usina termelétrica que tem como acionistas a Neoenergia e a Petrobrás. A
energia elétrica gerada é destinada a suprir as distribuidoras de energia elétrica do Grupo
NEOENERGIA e o vapor é usado pela Petrobrás para injeção contínua nos seus poços de
petróleo, aumentando sua produção na região.

Em 18 de abril de 2005 foi firmado um Acordo de Acionistas que ratificou a transferência da


gestão do projeto Termoaçu para a Petrobras, motivo pelo qual essa empresa foi consolidada na
Neoenergia proporcionalmente ao percentual de participação. O investimento da Neoenergia na
Termoaçu continuará sendo avaliado pelo método da equivalência patrimonial.

Em 08 de setembro de 2008, em razão de impasse em relação às condições comerciais da


Termoaçu, os acionistas decidiram iniciar procedimento arbitral e firmaram um Acordo de
Cooperação, garantindo o início da operação e estabelecendo disposições transitórias até a
conclusão do processo. Como parte do Acordo de Cooperação, foi firmado contrato de locação
pela Termoaçu à Petrobras, que deverá explorar, operar e manter as instalações da Usina.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 63


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


As partes acordaram que a decisão do tribunal arbitral deverá retroagir para abranger no cálculo
da condenação o período de vigência do Acordo de Cooperação.

O saldo do investimento líquido é composto como segue:

Consolidado
31/03/10 31/12/09
Investimentos - ações 257.444 256.983
Ágio 31.737 31.738
(-) Provisão p/perda (49.186) (49.186)
Investimento líquido 239.995 239.535

A Administração, baseada no plano de negócios do projeto e considerando o atual estágio do


processo arbitral, não prevê perdas adicionais às já registradas.

(2) NEOENERGIA SERVIÇOS

Em 08 de novembro de 2001, a Companhia, em sociedade com a NC Energia S.A. constituiu a


Termo NC Ltda., que a partir de 12 de julho de 2007 adotou a razão social de Neoenergia
Serviços LTDA - NEOSERV. A Companhia detém em conjunto com a NC Energia 100% do
capital total da NEOSERV.

(3) AFLUENTE

A Afluente Geração e Transmissão de Energia Elétrica S.A. foi constituída em 31 de agosto de


2005, atendendo a segregação de atividades na Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia –
Coelba no processo de desverticalização do setor elétrico brasileiro, determinado pelo Governo
Federal e em atendimento ao contrato de concessão firmado entre a Coelba e a Agência
Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, que anui com a versão patrimonial e conseqüentemente
transfere a concessão de geração e transmissão de energia elétrica para uma empresa subsidiária.

A controlada comunicou, através de fato relevante, publicado em 16 de janeiro de 2009, que os


diretores da Afluente e da Imanisse Participações S.A. (“Imanisse”), ambas controladas pela
Neoenergia S.A., celebraram Protocolo e Justificação de Cisão Parcial da Afluente (“Protocolo
de Cisão”), tendo por objeto a reestruturação societária da Afluente, mediante a cisão parcial
dos ativos e passivos relacionados a atividade de transmissão desta controlada, e a incorporação
desta parcela cindida pela Imanisse.

Em reunião de Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, realizada no dia 1º


de dezembro de 2009, foi aprovado o Processo de Cisão da Afluente.

A cisão parcial da Afluente-G, com a absorção da parcela cindida de seu patrimônio pela
Afluente-T (atual denominação social da Imanisse Participações S.A.) foi submetida à
deliberação de seus acionistas em 29 de dezembro de 2009 e aprovada em Assembléia Geral
Extraordinária de cada uma destas companhias.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 64


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(4) AFLUENTE GERAÇÃO

Em 15 de janeiro de 2009 a controlada celebrou com a Afluente Transmissão de Energia


Elétrica S.A. (“Afluente-T”, anteriormente denominada Imanisse Participações S.A.) Protocolo
de Justificação de Cisão Parcial, com o objetivo de efetuar a segregação das suas atividades de
geração e transmissão de energia elétrica (“Reestruturação Societária”), anteriormente exercidas
integralmente pela controlada. A cisão parcial e a conseqüente incorporação da parcela cindida
de seu patrimônio líquido pela Afluente-T teve como data-base 30 de novembro de 2008, e
esteve sujeita à obtenção de prévia aprovação da Reestruturação Societária pela Agência
Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”), antes da qual todos os seus efeitos permaneceram
suspensos.

No dia 1° de dezembro de 2009 a ANEEL, através da Resolução Autorizativa n.º 2.219, anuiu a
transferência das concessões de transmissão, da controlada, com a versão de todos os ativos de
transmissão, descritos no Contrato de Concessão de Transmissão, e passivos a ele vinculados,
para a Afluente-T.

Em 29 de dezembro de 2009 a Assembléia Geral Extraordinária da Afluente-G aprovou o


Protocolo de Justificação de Cisão Parcial, a redução do capital social da Afluente-G em R$
63.084, em virtude do acervo líquido vertido, e o novo objeto social da controlada em virtude
da cisão parcial.

Atualmente a controlada tem por objeto social (i) estudar, planejar, projetar, construir, operar,
manter e explorar sistemas de geração de energia elétrica e serviços correlatos que lhe venham a
ser concedidos ou autorizados por qualquer título de direito, (ii) atividades associadas ao serviço
de energia elétrica, podendo administrar sistemas de geração de energia pertencente ao Estado, à
União ou ao Município, prestar serviços técnicos de sua especialidade; (iii) participar em outras
sociedades, como sócia, acionista ou quotista; (iv) formar consórcios ou qualquer outro tipo de
colaboração empresarial; (v) explorar a concessão do Serviço Público de Geração.

O Protocolo de Justificação de Cisão Parcial da controlada determina que todas as variações


patrimoniais posteriores à data-base da cisão parcial fossem diretamente alocadas e/ou
apropriadas à Afluente-G ou à Afluente-T, conforme digam respeito, respectivamente às
atividades de geração ou transmissão de energia elétrica. Consequentemente, em 21 de janeiro
de 2010 foi emitido Laudo de Avaliação do Patrimônio Líquido Contábil da Afluente-G na data-
base 29 de dezembro de 2009, detalhando o patrimônio líquido contábil da Afluente-G antes e
após a cisão parcial dos seus ativos e passivos para a Afluente-T, bem como as variações
patrimoniais posteriores à data-base da cisão parcial, após aprovação pela Agência Nacional de
Energia Elétrica – ANEEL e pela Administração da controlada cindida.

(5) AFLUENTE TRANSMISSÃO

No dia 1° de dezembro de 2009 a ANEEL, através da Resolução Autorizativa n.º 2.219, anuiu a
transferência das concessões de transmissão, da Afluente-G&T, com a versão de todos os ativos
de transmissão, descritos no Contrato de Concessão de Transmissão, e passivos a ele
vinculados, para Afluente-T.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 65


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Em 29 de dezembro de 2009 as Assembléias Gerais Extraordinárias da Afluente-G&T e da
Afluente-T aprovaram o Protocolo de Justificação de Cisão Parcial, o aumento do capital
social da Afluente-T em R$ 63.084, em virtude do acervo líquido vertido, e o novo objeto
social da controlada em virtude da cisão parcial.

Atualmente a controlada tem por objeto social desenvolver, dentre outras, atividades de estudo,
planejamento, projeção, construção, operação, manutenção e exploração de sistemas de
transmissão de energia elétrica, linhas, subestações e centros de controle, bem como da
respectiva infra-estrutura e serviços ligados a essas atividades.

O Protocolo de Justificação de Cisão Parcial da Afluente-G&T determina que todas as variações


patrimoniais posteriores à data-base da cisão parcial fossem diretamente alocadas e/ou
apropriadas à Afluente-G&T ou à Afluente-T, conforme digam respeito, respectivamente às
atividades de geração ou transmissão de energia elétrica. Consequentemente, em 21 de janeiro
de 2010 foi emitido Laudo de Avaliação do Patrimônio Líquido Contábil da Afluente-G&T na
data-base 29 de dezembro de 2009, detalhando o patrimônio líquido contábil da Afluente-G&T
antes e após a cisão parcial dos seus ativos e passivos para a Afluente-T, bem como as variações
patrimoniais posteriores à data-base da cisão parcial, após aprovação pela Agência Nacional de
Energia Elétrica – ANEEL e pela Administração da controlada cindida.

(6) BAGUARI I

A Baguari I Geração de Energia S.A. foi constituída em 11 de janeiro de 2006, com o propósito
de participar do Consórcio UHE Baguari, com participação de 51% da Neoenergia, e onde
participam também a SPE (49%) formada por CEMIG e Furnas. O Consórcio UHE Baguari é
responsável pela construção e operação da UHE Baguari, empreendimento localizado no rio
Doce, no estado de Minas Gerais. A energia será gerada através de quatro unidades geradoras,
totalizando uma capacidade instalada de 140 MW e energia assegurada de 81,4 MW médios. As
obras para a implantação da UHE se iniciaram em 10 de maio de 2007, e sua entrada em
operação comercial ocorreu em 09 de setembro de 2009. O investimento total previsto é de R$
527 milhões no projeto, financiado 33% de recursos próprios e 67% de terceiros, dos quais
aproximadamente R$ 269 milhões são de responsabilidade do Grupo Neoenergia.

(7) GOIÁS SUL

A Goiás Sul foi criada com o propósito de construir, operar e manter a PCH Goiandira e a PCH
Nova Aurora, ambas localizadas no Rio Veríssimo, Goiás. A energia será gerada através de
quatro unidades geradoras sendo duas para a PCH Goiandira (27 MW) e duas para a PCH Nova
Aurora (21 MW). A energia assegurada total é de 29,47 MW médios, sendo 17,09 MW médios
para Goiandira e 12,37 MW médios para Nova Aurora. As obras para a implantação das PCHs
se iniciaram em 31 de julho de 2007. A previsão para entrada em operação comercial das PCHs
da Nova Aurora e de Goiandira está prevista para abril de 2010. O investimento previsto é de
R$ 246 milhões que serão financiados com 61% de recursos de terceiros e 39% de recursos
próprios.

(8) GERAÇÃO C III

30/04/2010 19:19:08 Pág: 66


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


A Geração C III S.A. foi constituída com o propósito de participar do Consórcio Empreendedor
Corumbá III, com a participação de 60%, onde também participam do consórcio a Companhia
Energética de Brasília (CEB) e a Companhia Energética de Goiás (CELG). O Consórcio
Empreendedor Corumbá IIII é responsável pela construção e operação da UHE Corumbá III,
empreendimento localizado no rio Corumbá, no Estado de Goiás. A energia será gerada através
de duas unidades geradoras, totalizando uma capacidade instalada de 93,6 MH e energia
assegurada de 50,9 MW médios. As obras para implantação da UHE se iniciaram em 31 de
agosto de 2007, e sua entrada em operação comercial ocorreu em 24 de outubro de 2009. O
investimento total previsto é de R$ 426 milhões, financiado numa proporção de 59% de
recursos de terceiros e 41% de recursos próprios, dos quais aproximadamente R$ 255 milhões
são de responsabilidade do Grupo Neoenergia.

(9) ENERGÉTICA ÁGUAS DA PEDRA (DARDANELOS)

A Neoenergia adquiriu no leilão de energia nº 004/06, promovido pela Agência Nacional de


Energia Elétrica (ANEEL) no dia 10 de outubro de 2006, a concessão para construção da Usina
Hidrelétrica (UHE) de Dardanelos, no rio Aripuanã, no estado do Mato Grosso.

O novo negócio foi conquistado pelo Consórcio Aripuanã, formado pela Neoenergia,
Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF), ELETRONORTE, e pela Construtora
Norberto Odebrecht (CNO). Posteriormente a Neoenergia assumiu a investimento da CNO,
ampliando sua participação no Consórcio para 51%.

De acordo com o cronograma de construção está prevista a entrada em operação para o primeiro
semestre de 2010.

(10) RIO PCH I

A Rio PCH I foi constituída em 26 de janeiro de 2007, onde a Neoenergia tem participação
majoritária em 75% e os 25% restantes pertencem à Performance Centrais Hidrelétricas Ltda.,
onde estão implantadas as Pequenas Centrais Elétricas de Pirapetinga (20MW) e Pedra do
Garrafão (19 MW), no rio Itabapoana, divisa dos estado do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A
PCH Pirapetinga iniciou as operações por intermédio do acionamento de suas turbinas de
10.000 kW cada, totalizando 20.000 kW, no mês de agosto de 2009. No mês de setembro de
2009 entraram em operação as duas turbinas de 9.500 kW, totalizando 19.000 kW, da PCH
Pedra do Garrafão. Neste momento, a Rio PCH I passou a operar com o total de sua capacidade
instalada, que é de 39 MW e sua energia assegurada é de 25,1 MW/ano.

(11) BAHIA PCH I

A Bahia PCH I foi criada com o propósito de construir, operar e manter a Pequena Central
Hidrelétrica (PCH) Sítio Grande, localizada no Rio das Fêmeas, município de São Desidério –
BA. A energia será gerada através de duas unidades geradoras que terão potência instalada de
25 MW. Sua licença de instalação foi obtida em 03 de agosto de 2007 e sua entrada em
operação comercial está prevista para Julho de 2010, com venda de energia à partir de dezembro
de 2009 para sustentar o lastro do início do período de suprimento, conforme contrato bilateral.
O investimento no empreendimento é da ordem de R$ 169 milhões, financiados em uma
proporção de 59% para recursos de terceiros e 41% para recursos próprios.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 67


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Apresentamos abaixo a movimentação do saldo de investimentos:

Saldos em 31 Saldos em 31
Aumento de Equivalência Amortização Dividendos e
de dezembro de de março de
capital patrimonial de ágio JSCP
2009 2010
COELBA 2.056.278 - 161.092 (9.098) (23.569) 2.184.703
CELPE 1.807.488 - 81.832 (10.229) - 1.879.091
COSERN 715.469 - 33.618 (4.042) (7.408) 737.637
TERMOPE 411.321 - 49.557 (1.257) (5.634) 453.987
ITAPEBI 139.378 - 7.653 (856) (1.598) 144.577
AFLUENTE 88.193 - 6.633 - - 94.826
BAGUARI I 83.251 - 3.473 - - 86.724
GOIAS SUL 109.208 - (1.518) - - 107.690
TERMOAÇU 239.534 - 461 - - 239.995
NEOSERV 4 - 13 - - 17
GERAÇÃO CIII 128.396 - 2.672 - - 131.068
RIO PCH I 88.079 - (317) - - 87.762
AGUAS DA PEDRA 127.887 - (325) - - 127.562
NC ENERGIA 16.320 - 10.072 - (245) 26.148
BAHIA PCH I 48.449 - 4.249 - - 52.698
SE NARANDIBA 15.991 - (19) - - 15.972
GERAÇÃO CÉU AZUL 343 - (50) - - 293
NEOINVEST. 18.360 1.700 3 - - 20.063
GARTER (6) - (1) - - (7)
PCH ALTO RIO GRANDE - - - - - -
TOTAL 6.093.943 1.700 359.099 (25.482) (38.454) 6.390.806

21. IMOBILIZADO

Por atividade, o imobilizado consolidado está constituído da seguinte forma:

Consolidado
31/03/10 31/12/09
Taxas anuais
médias (-) Obrigações
ponderadas Depreciação Vinculadas a
de depreciação amortização Concessão Valor Valor
(%) Custo acumulada Subtotal Líquida Líquido Líquido
Em serviço
Geração 3 a 6,8 2.246.954 (390.704) 1.856.250 - 1.856.250 1.853.718
Transmissão 2,72 104.776 (30.101) 74.675 (15.472) 59.203 55.497
Distribuição 4,46 a 4,82 9.352.419 (3.430.803) 5.921.616 (1.925.176) 3.996.440 3.993.464
Comercialização 4,15 a 9,43 44.340 (29.875) 14.465 - 14.465 15.019
Administração 5,41 a 16,89 237.740 (151.605) 86.135 - 86.135 91.853
Subtotal 11.986.229 (4.033.088) 7.953.141 (1.940.648) 6.012.493 6.009.551

Em curso
Geração 1.318.029 - 1.318.029 - 1.318.029 1.226.640
Transmissão 40.563 - 40.563 - 40.563 37.539
Distribuição 819.930 - 819.930 (322.824) 497.106 402.183
Comercialização 1.459 - 1.459 - 1.459 1.188
Administração 4.689 - 4.689 - 4.689 35.863
Subtotal 2.184.670 - 2.184.670 (322.824) 1.861.846 1.703.413

Total 14.170.899 (4.033.088) 10.137.811 (2.263.472) 7.874.339 7.712.964

30/04/2010 19:19:08 Pág: 68


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A mutação do ativo imobilizado está demonstrada abaixo:

Consolidado
Saldos em Transferências Saldos em
31/12/09 Adições Baixas Capitalização Outros 31/03/10
EM SERVIÇO
Custo
Geração 2.225.090 (50.189) (824) 80.454 (7.577) 2.246.954
Transmissão 100.328 (9.478) (1.556) 15.482 - 104.776
Distribuição 9.210.777 - (8.564) 150.219 (13) 9.352.419
Comercialização 44.310 (99) - 129 - 44.340
Administração 239.585 (1.575) (15) 3.146 (3.401) 237.740
Subtotal 11.820.090 (61.340) (10.959) 249.430 (10.991) 11.986.229

(-) Depreciação
Geração (371.371) (19.461) 53 - 75 (390.704)
Transmissão (29.551) (748) 198 - - (30.101)
Distribuição (3.335.896) (101.500) 6.586 - 7 (3.430.803)
Comercialização (29.291) (584) - - - (29.875)
Administração (147.732) (3.887) 15 - - (151.605)
Subtotal (3.913.841) (126.180) 6.852 - 82 (4.033.088)

Total em serviço 7.906.249 (187.520) (4.107) 249.430 (10.909) 7.953.141

EM CURSO
Geração 1.246.850 138.402 - (132.879) 65.655 1.318.029
Transmissão 37.539 18.506 - (15.482) - 40.563
Distribuição 636.453 334.058 (286) (150.219) (76) 819.930
Comercialização 1.188 400 - (129) - 1.459
Administração 12.177 2.282 - (3.146) (6.624) 4.689
Subtotal 1.934.208 493.648 (286) (301.854) 58.955 2.184.670

TOTAL IMOBILIZADO 9.840.456 306.128 (4.393) (52.424) 48.046 10.137.811

Bens Vinculados à Concessão

De acordo com os artigos nº s 63 e 64 do Decreto n° 41.019, de 26 de fevereiro de 1957, os bens


e instalações utilizados na geração, transmissão, sub-transmissão, distribuição e comercialização
de energia elétrica são vinculados a estes serviços, não podendo ser retirados, alienados, cedidos
ou dados em garantia hipotecária sem a prévia e expressa autorização do Órgão Regulador.

A ANEEL, através do ofício nº 459/2001 - SFF/ANEEL, de 26/06/2001, autorizou a doação dos


direitos emergentes, bens e instalações da concessão em garantia ao cumprimento das
obrigações assumidas pela Companhia e suas controladas no âmbito do financiamento direto,
repasse e emissão de debêntures na controlada Itapebi.

Obrigações Vinculadas à Concessão do Serviço Público de Energia Elétrica

As obrigações especiais (não remuneradas) representam as contribuições da União, dos Estados,


dos Municípios e dos Consumidores, bem como as doações não condicionadas a qualquer
retorno em favor do doador e as subvenções destinadas a investimentos na concessão do serviço
público de energia elétrica na atividade de distribuição e foram corrigidas monetariamente até
31 de dezembro de 1995.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 69


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Conforme Resolução Normativa ANEEL nº. 234, de 31/10/2006, as obrigações especiais devem
ser amortizadas às mesmas taxas de depreciação do imobilizado, usando-se uma taxa média, a
partir do segundo ciclo de revisão tarifária periódica (nas controladas, a partir de abril de 2008).
A taxa média anual de amortização das obrigações especiais é de 4,91 a 4,97%.

A mutação das obrigações especiais das controladas Coelba, Celpe, Cosern e Afluente é a
seguinte:

Saldos em Saldos em
31/12/09 Adições Baixas Transferências 31/03/10
Em serviço
Custo
Transmissão (15.280) (192) - - (15.472)
Distribuição (2.019.381) (4.036) 135 (65.112) (2.088.394)
Subtotal (2.034.661) (4.228) 135 (65.112) (2.103.866)

(-) Amortização
Distribuição 137.965 25.253 - - 163.218
Subtotal 137.965 25.253 - - 163.218
Total em Serviço (1.896.696) 21.025 135 (65.112) (1.940.648)

Em curso
Distribuição (234.270) (178.644) 24.978 65.112 (322.824)
Subtotal (234.270) (178.644) 24.978 65.112 (322.824)

Total (2.130.966) (157.619) 25.113 - (2.263.472)

Plano Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica

A ANEEL, por meio da Resolução nº 223, de 29 de abril de 2003 e alterações posteriores,


estabeleceu as condições gerais para elaboração dos Planos de Universalização de Energia
Elétrica visando o atendimento de novas unidades consumidoras. A Lei nº 10.762 de 11 de
novembro de 2003 alterou a prioridade de atendimento aos municípios dando ênfase aos
municípios com menor índice de eletrificação e de desenvolvimento humano (IDH), limitando
esses atendimentos a apenas novas unidades, ligadas em baixa tensão (inferior a 2,3 KV), com
carga instalada de até 50 KW.

• COELBA

No período de janeiro a março de 2010, a controlada investiu R$ 30.366 no Programa de


Universalização Urbana e Rural, (R$ 104.019 em 2009), não abrangidos pelo Programa Luz
para Todos, interligando 48.499 novos consumidores (193.308 em 2009) ao seu sistema de
distribuição.

• COSERN

30/04/2010 19:19:08 Pág: 70


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Apesar da Resolução nº 175/2005-ANEEL, de 28 de novembro de 2005, ter estabelecido o ano


de 2008 como prazo máximo para atingir a universalização, foi identificada uma grande
quantidade de unidades consumidoras no meio rural sem acesso aos serviços de distribuição de
energia elétrica na área de concessão da COSERN. Baseado nesse fato que também é comum a
outras concessionárias, foi publicada, em 19 de maio de 2009, a Resolução nº. 365/2009-ANEEL
alterando a Resolução nº. 175/2005-ANEEL e estabelecendo metas de universalização, no
âmbito do Programa Luz para Todos – PLPT, para as concessionárias e permissionárias para o
biênio 2009-2010. Nesse sentido, a COSERN e a ELETROBRÁS assinaram mais um contrato
para a execução de uma nova etapa do PLPT, estendendo sua conclusão para o final de 2009.

Programa Luz Para Todos

O Decreto Presidencial nº 4.873, de 11 de novembro de 2003, alterado pelo Decreto nº 6.442, de


25 de abril de 2008, institui o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da
Energia Elétrica - "LUZ PARA TODOS", destinado a propiciar, até o ano de 2010, o
atendimento em energia elétrica à parcela da população do meio rural brasileiro que ainda não
possui acesso a esse serviço público.

As controladas são signatárias dos contratos abaixo relacionados, com as seguintes


especificações:

• COELBA - Contratos: 1a Tranche - ECFS 013/2004 e 11/SEINFRA/04 assinados em


30/06/04 e 04/10/04, 2a Tranche - ECFS 095/2005 e 12/SEINFRA/06 assinado em 03/10/05, 3a
Tranche – ECFS 153/2006 assinado em 03/08/06, 4a Tranche – ECFS 185/2007 assinado em
06/08/07, 5ª Tranche - ECFS 239/2008 e 015/SEINFRA/08 assinado em 03/09/2008 e a 6ª
Tranche – ECFS 277/2009 assinado em 23/11/2009.

• CELPE - Contratos: 1a Tranche - ECFS 018/2004 assinado em 02/06/04, 2a Tranche -


ECFS 115/2005 assinado em 08/11/05 e 3ª Tranche – ECFS 223/2008 assinado em 22/09/2008.

• COSERN - Contratos: 1a Tranche - ECFS 003/2004 assinado em 16/06/04, 2a Tranche


- ECFS 119/2005 assinado em 09/11/05, 3a Tranche – ECFS 148/2006 assinado em 27/06/06, 4ª
Tranche – ECFS 229/2008 assinado em 21/08/2008 e 5ª Tranche ECFS 225/2008 assinado em
26/05/08.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 71


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
Total em
31/03/10
PARTICIPAÇÕES
Parcela subvencionada (Eletrobras CDE) 1.943.109
Parcela financiada (Eletrobras RGR) 370.269
Parcela financiada pelo Estado 250.407
Parcela financiada (Município) 9.666
Parcela Controladas (C) 902.804
Total do Programa (A) 3.476.255

INGRESSOS DE RECURSOS
Eletrobrás (CDE) 1.442.145
Eletrobrás (RGR) 294.727
Pelo Estado 174.290
Municípios 9.666
Ingresso realizado (B) 1.920.828

DIFERENÇA ENTRE O REALIZADO E O CONTRATADO/ GLOSA


Eletrobrás (100.088)
Estado (45.568)
Total Glosas (D) (145.656)

GASTOS INCORRIDOS
Gastos Incorridos (CDE, RGR, Estado e Controladas) 2.650.702
Pagamentos a Eletrobrás 45.706
Total dos gastos 2.696.408

BALANÇO
Total a receber do programa (A-C+D) 2.427.795
Ingressos realizado (B) 1.920.827
Ingressos à realizar 506.968

NÚMERO DE LIGAÇÕES
Ligações em execução (E) 530.672
Percentual de avanço físico 87,2%
Ligação à contratar (F) 78.243
Ligação à contratar (G) 8.365
Ligações totais do programa (E+ F) 608.915

22. INTANGÍVEL

30/04/2010 19:19:08 Pág: 72


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Por atividade, o intangível consolidado está constituído da seguinte forma:

Consolidado
31/03/10 31/12/09
Taxas anuais
médias
ponderadas
de amortização Amortização Valor Valor
(%) Custo acumulada Líquido Líquido
Em serviço
Geração 20 829 (511) 318 337
Transmissão 20 2.549 (196) 2.353 2.334
Distribuição 4,92 a 20 130.086 (89.090) 40.996 43.566
Comercialização 19,62 a 20 55.711 (54.648) 1.063 1.290
Administração 16,99 a 20 113.816 (96.812) 17.004 18.811
Subtotal 302.991 (241.257) 61.734 66.338
Em curso
Geração 140 - 140 137
Transmissão - - - -
Distribuição 5.741 - 5.741 4.740
Comercialização 938 - 938 935
Administração 331.250 - 331.250 302.181
Subtotal 338.069 - 338.069 307.993
Ágio por expectativa de resultado na
exploração de concessão - Direitos de
Concessão 2.265.738 (980.854) 1.284.884 1.310.364

Total 2.906.798 (1.222.111) 1.684.687 1.684.695

Estão classificados nesse grupo os direitos de uso de software de e direitos de passagem/faixas


de servidão.

Direitos de uso de software são licenças de direito de propriedade intelectual, constituídos por
gastos realizados com a aquisição das licenças e demais gastos com serviços complementares à
utilização produtiva de softwares, desvinculados de equipamentos tangíveis (hardware), e são
amortizados linearmente, de acordo com a vida útil estimada do software.

Faixas de servidão são direitos de passagem para linhas de transmissão associadas à distribuição
na área de concessão das controladas, e em áreas urbanas e rurais particulares, constituídos por
indenização em favor do proprietário do imóvel. Como direitos de passagens são permanentes
não há amortização.

O ágio por expectativa de resultado na exploração das concessões – Direitos de concessão, tem
origem na aquisição do direito de concessão delegado pelo Poder Público, nos termos da alínea
b, do $ 2º, do artigo 14 da Instrução CVM nº 247, de 27 de março de 1996, com as alterações
introduzidas pela Instrução CVM nº 285 de 31 de julho de 1998.

A amortização do intangível está sendo contabilizada no resultado na rubrica de depreciação e


amortização.

A mutação do ativo intangível está demonstrada abaixo:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 73


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Saldos em Transferências Saldos em


31/12/09 Adições Baixas Capitalização Outros 31/03/10
EM SERVIÇO
Custo
Geração 829 - - - - 829
Transmissão 2.529 - - 20 - 2.549
Distribuição 130.086 - - - - 130.086
Comercialização 55.711 - - - - 55.711
Administração 113.530 - - 286 - 113.816
Subtotal 302.685 - - 306 - 302.991

(-) Amortização
Geração (492) (19) - - - (511)
Transmissão (195) (1) - - - (196)
Distribuição (86.520) (2.570) - - - (89.090)
Comercialização (54.421) (227) - - - (54.648)
Administração (94.719) (2.093) - - - (96.812)
Subtotal (236.347) (4.910) - - - (241.257)

Total em serviço 66.338 (4.910) - 306 - 61.734

EM CURSO
Geração 137 3 - - - 140
Transmissão - 20 - (20) - -
Distribuição 4.740 1.005 - - (4) 5.741
Comercialização 935 3 - - - 938
Administração 302.181 29.355 - (286) - 331.250
Subtotal 307.993 30.386 - (306) (4) 338.069

Ágio por expectativa de resultado na


exploração de concessão - Direitos de
Concessão 1.310.364 (25.480) 1.284.884

TOTAL INTANGÍVEL 1.684.695 25.476 (25.480) - (4) 1.684.687

23. DIFERIDO

Controladora Consolidado
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09
Despesas pré-operacionais 10.316 10.316 302.001 301.334
Despesas gerais e administrativas - - 29.952 29.952
Despesas tributárias - - 7.458 7.458
Despesas financeiras 48.790 48.790 49.957 49.957
(-) Amortização (28.868) (27.648) (198.079) (188.599)
Total 30.238 31.458 191.289 200.102

As despesas diferidas referem-se às despesas pré-operacionais das controladas do segmento de


geração e foram incorridas em períodos anteriores a entrada em operação da respectiva
geradora. Essas despesas pré-operacionais são amortizadas a partir do início da operação
comercial das controladas.

Durante o período de 1º de janeiro a 15 de maio de 2004, quando a controlada


Termopernambuco estava em fase pré-operacional, foram registradas no diferido despesas com

30/04/2010 19:19:08 Pág: 74


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


gás consumido durante o período de comissionamento e testes da usina e despesas com a
utilização da linha de transmissão.

Estes custos referem-se a gastos de preparação na fase pré-operacional de implantação da usina.


Conforme facultado pela Deliberação CVM nº 565, que aprovou o pronunciamento técnico CPC
nº 13, a administração da controlada avaliou que tais ativos não devem ser reclassificados em
outras rubricas e serão mantidos no diferido até sua completa amortização, estando sujeitos a
análise de recuperação conforme o pronunciamento técnico CPC nº 1.

24. FORNECEDORES

A Composição do saldo em 31 de março de 2010 e 31 de dezembro de 2009 é como segue:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 75


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
Reclassificado
31/03/10 31/12/09
Fornecedores de Energia Elétrica:
CHESF 34.055 38.643
CCEE 18.473 13.998
CEEE 11.534 12.408
CESP 28.910 28.493
CEMIG GERAÇÃO 17.196 17.455
COPEL GERAÇÃO 16.298 18.280
CGTEE 3.111 748
CANDEIAS 276 -
DUKE 5.290 5.498
ELETRONORTE 13.896 17.259
EMAE 1.328 1.319
ENERGEST 1.450 1.604
ENGUIA 638 637
FURNAS 60.429 62.788
LIGHT 3.969 4.443
CPFL 3.505 2.238
PETROBRAS 35.645 27.994
TERMORIO - 801
USINA XAVANTES 52 75
UTE DAIA 138 138
UNIÃO - 616
VOTENER 750 804
TRACTEBEL 18.049 13.647
FONTES ALTERNATIVAS 23.150 11.507
COLIGADAS
TERMOPERNAMBUCO 999 -
ITAPEBI 1.260 281
AFLUENTE - 618
NC ENERGIA 246 -
COELBA - 3
CELPE 2 -
TERMOAÇU 9.721 9.831
Iberdrola Energia do Brasil 885 831
Iberdrola Generacion 3.557 117
Outros 20.896 17.342
Subtotal 335.708 310.416
Encargos de Uso da Rede 60.421 35.080
Materiais e Serviços 231.971 236.038
Total 628.100 581.534
Passivo Circulante 622.244 573.306
Passivo Não Circulante 5.856 8.228

25. EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E ENCARGOS

30/04/2010 19:19:08 Pág: 76


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Consolidado
Encargos Principal Total
Composição da dívida Ref. da dívida Circulante Não Circulante 31/03/10 31/12/09
Moeda nacional
União - BNDES/ Eletrobrás 288 7.704 28.224 36.216 37.533
(-) Custos de transação - - - - -
Subtotal - União - BNDES/ Eletrobrás 288 7.704 28.224 36.216 37.533
Banco do Nordeste 11 10.923 29.128 40.062 42.793
(-) Custos de transação - - - - -
Subtotal - Banco do Nordeste 11 10.923 29.128 40.062 42.793
BNB 789 62.719 289.997 353.505 366.882
(-) Custos de transação - (512) (1.341) (1.853) (1.982)
Subtotal - BNB 789 62.207 288.656 351.652 364.900
BNB 6 71 - 134.422 134.493 134.564
(-) Custos de transação - BNB 6 - (1) (7) (8) (7)
Subtotal - BNB 6 71 (1) 134.415 134.485 134.557
BNDES (4) 14.417 116.389 1.361.868 1.492.674 1.477.080
(-) Custos de transação - (600) (2.750) (3.350) (3.500)
Subtotal - BNDES 14.417 115.789 1.359.118 1.489.324 1.473.580
BNDES Emergencial (1) 121 28.092 - 28.213 33.272
(-) Custos de transação - - - - -
Subtotal - BNDES Emergencial 121 28.092 - 28.213 33.272
BNDES FINEM (2) 1.346 139.228 196.115 336.689 365.177
(-) Custos de transação - (62) (119) (181) (198)
Subtotal - BNDES FINEM 1.346 139.166 195.996 336.508 364.979
Eletrobrás - 55.236 276.088 331.324 320.970
(-) Custos de transação - (68) (355) (423) -
Subtotal - Eletrobrás - 55.168 275.733 330.901 320.970
FINEP 179 5.648 72.271 78.098 37.724
(-) Custos de transação - (131) (556) (687) (297)
Subtotal - FINEP 179 5.517 71.715 77.411 37.427
Outros - 18 63 81 85
(-) Custos de transação - - - - -
Subtotal - Outros - 18 63 81 85

Total moeda nacional 17.222 424.583 2.383.048 2.824.853 2.810.096


Moeda estrangeira - - - -
Banco Interamericano Desenvolvimento – BID 1 2.688 - 2.689 3.970
(-) Custos de transação - - - - -
Subtotal - Banco Interamericano Desenvolvimento – BID 1 2.688 - 2.689 3.970
Kreditanstalt fur Wiederaufbau – KfW 104 1.213 7.602 8.919 9.506
(-) Custos de transação - - - - -
Subtotal - Kreditanstalt fur Wiederaufbau – KfW 104 1.213 7.602 8.919 9.506
Títulos Externos (3) 967 76.329 185.654 262.950 256.044
(-) Custos de transação - (291) (303) (594) (678)
Subtotal - Títulos Externos 967 76.038 185.351 262.356 255.366
Operações com Swap - 22.843 40.595 63.438 64.068
Operações com Swap líquido dos custos de transação - 22.843 40.595 63.438 64.068
Total moeda estrangeira 1.072 102.782 233.548 337.402 332.910
(-) Custos de transação - Operações com Swap - 25 - 25 -
Total 18.294 527.390 2.616.596 3.162.280 3.143.006

(a) Captações de recursos:

• Coelba

Em março de 2010, a controlada Coelba receber R$ 8.114 do Banco Nacional de


Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES referente ao financiamento dos investimentos
realizados em 2009, provenientes do Contrato de Financiamento Mediante da Abertura de
Limite de Crédito Rotativo, assinado em Março de 2009 e aditado em Novembro de 2009.

A controlada Coelba recebeu o montante de R$ 32.034 da Financiadora de Estudos e Projetos –


FINEP para financiar o Projeto de Inovação, provenientes do Contrato de Financiamento
assinado em Outubro de 2009 em março de 2010.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 77


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


• Celpe

A controlada Celpe recebeu R$ 2.541 mil da Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP para
financiar o seu Projeto de Inovação, provenientes do Contrato de Financiamento assinado em
Outubro de 2009.

• Cosern

No primeiro trimestre de 2010, a controlada Cosern recebeu duas liberações de recursos no


montante total de R$ 15.157, correspondente ao contrato de financiamento nº. 08.2.1089.1,
firmado com o BNDES em 16 de março de 2009 e uma segunda liberação de recursos no valor
de R$ 7.367,
referente ao contrato com a FINEP nº 02.09.0469.00, assinado em 14 de outubro de 2009.

(a) Condições Restritivas Financeiras (covenants):

Os contratos mantidos com o BNDES/FINEM e os Títulos Externos contêm claúsulas


restritivas que requerem a manutenção de determinados índices financeiros com parâmetros pré
estabelecidos, como segue:

• Coelba

BNDES FINEM 2005/2006 - Endividamento Financeiro/EBITDA menor ou igual a 2,5 até


2010 e Endividamento Financeiro Líquido / (Endividamento Líquido + PL) menor ou igual a
0,55;

FINEM 2007 - Endividamento Financeiro/EBITDA menor ou igual a 1,60 até 2012 e


Endividamento Financeiro Líquido /(Endividamento Líquido + PL) menor ou igual a 0,60 até
2012.

Títulos Externos - Dívida Líquida/EBITDA menor ou igual a 3 e EBITDA/Resultado


Financeiro menor ou igual a 2.

Condições contratuais dos empréstimos das controladas em 31 de março de 2010:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 78


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Data de
Fonte Assinatura Moeda Objetivo Juros Vencimento Garantias

UNIÃO - BNDES 30/03/94 R$ Refinanciamento de dívida com BNDES IGPM + 10,236% a.a. 2014 Recebíveis
UNIÃO - ELETROBRÁS 30/03/94 R$ Refinanciamento de dívida com Eletrobrás TJLP+ 10,236% a.a. 2014 Recebíveis
BB REN MN - BNDES 01/03/94 R$ Pgto BNDES TJLP+9,16% a.a. 2014 Receita Própria, Aval Governo do Estado e Fiança
Bancária.
BB REN MN - 01/03/94 R$ Pgto Eletrobrás IGPM+9,16% a.a. 2014 Receita Própria, Aval Governo do Estado e Fiança
ELETROBRÁS Bancária.
Programa de Expansão e Melhoramento do
BID 23/03/86 US$ Sistema de Transmissão e Distribuição de 3,0% a.a.+ vc 2011 Fiança Bancária
Energia Elétrica do Estado da Bahia - 2ª Etapa
Fiança bancária, hipoteca, fundo de liquidez e aval
BNB 29/11/04 R$ Programa de Investimentos em Distribuição 10% a 11,5% a.a. 2012
Neoenergia
BNB 1 30/11/04 R$ Eletrificação 10% a.a. 2013 Fiança Bancária, Aval Neoenergia e Aplicação
Financeira.
BNB 1 30/11/04 R$ Eletrificação 10% a.a. 2013 Fiança Bancária, Aval Neoenergia e Aplicação
Financeira.
BNB 3 29/12/05 R$ Eletrificação 10% a.a. 2012 Fiança Bancária, Aval Neoenergia e Aplicação
Financeira.
BNB 3 29/12/05 R$ Eletrificação 10% a.a. 2012 Fiança Bancária, Aval Neoenergia e Aplicação
Financeira.
BNB 6 27/06/08 R$ Eletrificação 10% a.a. 2016 Recebíveis, Aval Neoenergia e Aplicação
Financeira.
BNB I 23/12/04 R$ Investimentos nos sistemas de linhas e redes 10% a.a. 2013 Aval Neoenregia/Recebíveis/Fundo Liquidez
BNB I 23/12/04 R$ Investimentos nos sistemas de linhas e redes 10% a.a. 2013 Aval Neoenregia/Recebíveis/Fundo Liquidez
BNB II 27/11/06 R$ Investimentos nos sistemas de linhas e redes 10% a.a. 2014 Aval Neoenregia/Recebíveis/Fundo Liquidez
BNB II 27/11/06 R$ Investimentos nos sistemas de linhas e redes 10% a.a. 2014 Aval Neoenregia/Recebíveis/Fundo Liquidez
BNB III 30/11/07 R$ Investimentos nos sistemas de linhas e redes TJLP + 3,21% a.a. 2022 Aval Neoenregia/Recebíveis/Fundo Liquidez
BNB IV 27/06/08 R$ Investimentos nos sistemas de linhas e redes 10% a.a. 2016 Aval Neoenregia/Recebíveis/Fundo Liquidez
BNB V 22/08/08 R$ Melhoramento em Redes de Transmissão e 10% a.a. 2016 Centralização de rcebiveis , fundo de liquidez e
Distribuição fiança bancária Neoenergia
BNDES 24/12/01 R$ Construção da UHE Itapebi TJLP + 4,50% a.a. 2013 Conta Reserva
BNDES 24/12/01 R$ Construção da UHE Itapebi TJLP + 4,25% a.a. 2013 Conta Reserva
BNDES 30/06/05 R$ Construção Usina 6,625% a.a. acima da TJLP 2015 Conta Reserva
BNDES 30/11/07 R$ Construção Usina TLP + 2,27% 2024 Conta reserva + Aval Neoenergia
BNDES 30/06/08 R$ Construção Usina TJLP + 1,91% 2023 Conta reserva + Aval Neoenergia
BNDES 20/12/07 R$ Financiamento para construção da Usina TJLP + 2,19% a.a 2026 Conta reserva + Aval Neoenergia
BNDES 07/10/08 R$ Construção Usina TJLP + 1,81% a.a 2027 Conta reserva + Aval Neoenergia
BNDES 07/08/08 R$ Construção Usina TJLP + 2,28% a.a 2024 Conta reserva + Aval Neoenergia
BNDES 07/08/08 R$ Construção da Usina TJLP + 2,28% 2024 Conta reserva + Aval Neoenergia
BNDES 6 FINEM (A) 01/12/06 R$ Expansão/Melhoramento de Redes TJLP + 4,3% a.a. 2011 Aval Neoenergia e Fundo de Investimento.
BNDES 6 FINEM (B) 01/12/06 R$ Expansão/Melhoramento de Redes TJLP + 4,3% a.a. 2012 Aval Neoenergia e Fundo de Investimento.
BNDES 6 FINEM (C) 01/12/06 R$ Expansão/Melhoramento de Redes TJLP + 4,3% a.a. 2013 Aval Neoenergia e Fundo de Investimento.
BNDES EMERGENCIAL 08/02/02 R$ Programa Emergencial de Redução do Consumo SELIC + 1% a.a. 2009
de Energia Elétrica
BNDES/Emergencial 14/02/02 R$ Emergencial de Redução do Consumo de SELIC + 1% a.a. 2010 Recebíveis
BNDES/FINEM 23/09/05 R$ Sub-Transmissão e Distribuição de Energia TJLP + 5% a.a. 2010
Elétrica
BNDES/FINEM 04/10/06 R$ Sub-Transmissão e Distribuição de Energia TJLP + 4,30% a.a. 2011 Fiança Neoenergia e conta reserva
BNDES/FINEM 12/12/07 R$ Elétrica
Sub-Transmissão e Distribuição de Energia TJLP + 3,20% a 3,30% 2012 Fiança Neoenergia e conta reserva
BNDES/FINEM 10/11/09 R$ Elétrica
Sub-Transmissão e Distribuição de Energia a.a.aa TJLP +
TJLP + 2,12 2015 Fiança Neoenergia
BNDES/FINEM 16/03/09 R$ Elétrica
Distribuição de Energia Elétrica 3,12%
TJLP a.a. 4,50%
+ 2,12 aa TJLPaa+ 2015 Aval Neoenergia
CEF/COHAB Diversos R$ Eletrificação Conj. Habitacional TR+2 a 5,5% a.a. 2014 Receita Própria, Aval Governo do Estado e Fiança
Bancária.
ECF 0018 UFIR 01/07/04 R$ Universalização UFIR+6% a.a. 2016 Receita Própria.
ECF 0115 UFIR 17/11/05 R$ Universalização UFIR+6% a.a. 2016
ECF 0115 UFIR 17/11/05 R$ Universalização UFIR+6% a.a. 2017 Receita Própria.
ECF 1983 UFIR 11/02/00 R$ Eletrificação Rural UFIR+6% a.a. 2012 Receita Própria.
ELETROBRÁS 1994 a 2007 R$ Expansão das Linhas e Redes de Distribuição e 5% a.a e 6,5% a.a 2019
Luz Para Todos
ELETROBRÁS 1999 a 2008 R$ Expansão das Linhas e Redes de Distribuição e 5% a.a 2020 Nota Promissáoria e rede propria
Luz Para Todos
Expansão de linhas e redes de distribuição,
ELETROBRÁS Diversos R$ 6 a 9 % a.a. 2018 Recebíveis
linhas de transmissão e aquisição de medidores
FINEP 23/12/04 R$ Investimento em Distribuição e Eficiência TJLP + 5% a. a. 2011 Aval Neoenergia.
FINEP 23/12/04 R$ Pesquisa e Desenvolvimento TJLP + 4% a.a. 2011

Para alguns empréstimos foram dadas garantias de receita própria, cessão condicional de
contratos, penhor dos direitos relacionados à concessão, manutenção de conta reserva e aval da
Neoenergia S.A..

O total devido em moeda nacional e em moeda estrangeira do consolidado desdobra-se da


seguinte forma:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 79


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
31/03/10 31/12/09
Moeda Nacional R$ % R$ %
Juros pré-fixados 520.402 18,4% 533.973 19,0%
UFIR 330.904 11,7% 320.970 11,4%
IGP-M 31.642 1,1% 32.729 1,2%
TJLP 1.913.610 67,7% 1.889.067 67,2%
TR 81 0,0% 85 0,0%
SELIC 28.214 1,0% 33.272 1,2%
Total 2.824.853 2.810.096
Principal 2.807.630 2.792.657
Encargos 17.223 17.439

Consolidado
31/03/10 31/12/09
Moeda de Moeda de
Moeda Estrangeira Origem R$ % Origem R$ %
Dólar norte americano 184.425 328.488 97,4% 186.072 324.072 97,3%
Euro 3.705 8.914 2,6% 3.791 8.838 2,7%
Total 337.402 332.910
Principal 336.330 332.827
Encargos 1.072 83

As principais moedas e indexadores utilizados para atualização dos empréstimos e


financiamentos tiveram as seguintes variações nos exercícios findos em 31 de março de 2010 e
2009:

Variação %
Moeda / Indexador 31/03/10 31/03/09
EURO (3,98) (4,94)
Dólar norte-americano 2,29 (0,93)
IGP-M 2,77 (0,92)
FINEL 0,55 (0,18)
TJLP (1,45) 1,53
CDI 2,02 2,89
SELIC 3,01 2,90
TR 0,08 0,37

Os vencimentos das parcelas a longo prazo são os seguintes:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 80


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
31/03/10 31/12/09
2011 426.207 487.575
2012 477.905 473.249
2013 331.291 315.606
2014 246.132 239.364
2015 215.693 362.963
Após 2015 919.367 748.697
Total 2.616.595 2.627.454

A mutações de empréstimos e financiamentos é a seguinte:


Consolidado
Moeda nacional Moeda estrangeira
Passivo Não Passivo Não
Circulante Circulante Circulante Circulante Total
Saldos em 31 de dezembro de 2009 413.830 2.396.266 96.984 235.926 3.143.006
Ingressos - 88.576 - - 88.576
Encargos 42.173 15.284 1.018 - 58.475
Variação monetária e cambial 106 387 1.704 3.653 5.850
Swap - - 4.095 (3.985) 110
Efeito cumulativo marcação a mercado - - - 239 239
Transferências 116.810 (116.837) 2.286 (2.286) (27)
Amortizações e pagamentos de juros (131.220) - (2.291) - (133.511)
(-) Custos de Transação 107 (629) 84 - (438)
Saldos em 31 de março de 2010 441.806 2.383.047 103.880 233.547 3.162.280

26. DEBÊNTURES E ENCARGOS

30/04/2010 19:19:08 Pág: 81


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
31/03/10 31/12/09
Encargos Principal
Quantidade de
Títulos
Empresa Debêntures Série Emitidos Remuneração Circulante Circulante Não Circulante Total Total
COELBA 3ª Emissão Única V.C. + 10,8% a.a. 382 5.343 15.856 21.581 25.580
(-) Custos de transação - (172) (247) (419) (466)
Subtotal - 3ª Emissão 382 5.171 15.609 21.162 25.114
5ª Emissão 1ª CDI +1,4% a.a. 549 17.216 - 17.765 17.355
(-) Custos de transação - (12) - (12) (29)
Subtotal - 5ª Emissão 549 17.204 - 17.753 17.326
5ª Emissão 2ª IGPM + 10,8% 11.200 - 100.000 111.200 105.598
(-) Custos de transação - (176) (32) (208) (254)
Subtotal - 5ª Emissão 11.200 (176) 99.968 110.992 105.344
6ª Emissão Única CDI + 0,6% a.a. 10.356 39.325 314.596 364.277 356.544
(-) Custos de transação - (671) (1.102) (1.773) (1.942)
Subtotal - 6ª Emissão 10.356 38.654 313.494 362.504 354.602

CELPE 1ª Emissão Única Variação CDI + 1.815 12.256 73.535 87.606 89.932
(-) Custos de transação 1,7% a.a. - (697) (1.842) (2.539) (2.728)
Subtotal - 1ª Emissão 1.815 11.559 71.693 85.067 87.204
2ª Emissão 1ª 108,5% do CDI 4.916 97.959 244.898 347.773 347.900
(-) Custos de transação - (1.491) (1.601) (3.092) (3.508)
Subtotal - 2ª Emissão 4.916 96.468 243.297 344.681 344.392
2ª Emissão 2ª Variação IGPM + 2.616 - 37.162 39.778 37.742
(-) Custos de transação 10,95% a.a. - (30) (11) (41) (47)
Subtotal - 2ª Emissão 2.616 (30) 37.151 39.737 37.695
3ª Emissão Única 105% do CDI 410 - 170.000 170.410 170.410
(-) Custos de transação - (208) (203) (411) (463)
Subtotal - 3ª Emissão 410 (208) 169.797 169.999 169.947

COSERN 4ª Emissão Única CDI + 0,6% a.a 4.787 18.176 145.424 168.387 164.813
(-) Custos de transação - (402) (786) (1.188) (1.280)
Subtotal - 4ª Emissão 4.787 17.774 144.638 167.199 163.533

TERMOPE 2ª emissão 1ª 105% CDI a.a 2.371 30.000 370.000 402.371 402.241
(-) Custos de transação - (113) (1.394) (1.507) (1.507)
Subtotal - 2ª emissão 2.371 29.887 368.606 400.864 400.734

ITAPEBI 2ª Emissão 1ª IGPM+9,5% 5.311 19.411 48.528 73.250 69.759


(-) Custos de transação - (73) (97) (170) (186)
Subtotal - 2ª Emissão 5.311 19.338 48.431 73.080 69.573
2ª Emissão 2ª IGPM+9,5% 2.043 19.925 48.238 70.206 66.859
(-) Custos de transação - (71) (137) (208) (224)
Subtotal - 2ª Emissão 2.043 19.854 48.101 69.998 66.635
Subtotal 46.756 255.495 1.560.785 1.863.036 1.842.099

Operações com Swap - 11.632 27.603 39.235 -


(-) Custos de transação - - - - 49.471
Subtotal - Operações com Swap - 11.632 27.603 39.235 49.471

Total 46.756 267.127 1.588.388 1.902.271 1.891.570

(a) Condições Restritivas Financeiras (covenants):

• Coelba

As escrituras de emissões das debêntures prevêem a manutenção de índices de endividamento e


cobertura de juros com parâmetros pré estabelecidos, como segue: Dívida Líquida/EBITDA
menor ou igual a 3 e EBITDA/Resultado Financeiro menor ou igual a 2.

• Cosern

As escrituras de emissões das debêntures prevêem a manutenção de índices de endividamento e


cobertura de juros com parâmetros pré estabelecidos, como segue: Dívida Líquida/EBITDA
menor ou igual a 3 e EBITDA/Resultado Financeiro maior ou igual a 2.

Nas informações trimestrais encerradas em 31 de março de 2010 e as demonstrações contábeis


de 31 de dezembro de 2009, as controladas atingiram todos os índices requeridos
contratualmente.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 82


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


(b) Garantias:

Para a 3ª. Emissão de debêntures foi dada garantia de receita própria e aval do acionista
controlador.

Os vencimentos das parcelas a longo prazo consolidados são os seguintes:

Consolidado
31/03/10 31/12/09
2011 497.571 576.088
2012 469.979 467.915
2013 344.953 344.361
2014 251.988 251.572
2015 11.949 11.922
Após 2015 11.948 11.922
Total 1.588.388 1.663.780

A mutação das debêntures é a seguinte:

Consolidado
Passivo
Circulante Não Circulante Total
Saldos em 31 de dezembro de 2009 227.789 1.663.781 1.891.570
Ingressos - - -
Encargos 40.971 - 40.971
Variação monetária e cambial 1.318 6.965 8.283
Swap 664 995 1.659
Efeito cumulativo marcação a mercado - (119) (119)
Transferências 84.016 (84.016) -
Amortizações e pagamentos de juros (41.267) - (41.267)
(-) Custos de transação 392 782 1.174
Saldos em 31 de março de 2010 313.883 1.588.388 1.902.271

27. TAXAS REGULAMENTARES

30/04/2010 19:19:08 Pág: 83


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
Reclassificado
31/03/10 31/12/09
Reserva Global de Reversão – RGR 8.208 7.361
Conta de Consumo de Combustível – CCC 21.806 4.341
Conta de Desenvolvimento Energético - CDE 4.992 4.593
Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT 3.341 3.930
Empresa de Pesquisa Energética - EPE 1.525 1.291
Pesquisa e Desenvolvimento - P&D 87.681 70.463
Programa de Eficientização Energética - PEE 128.206 99.000
Taxa de Fiscalização Serviço Público de Energia Elétrica – TFSEE 1.764 1.699
Compensação Financeira pela utilização de Recursos Hídricos - CFURH 1.722 1.710
Encargo do Serviço do Sistema - ESS 1.294 800
Total 260.539 195.188
Passivo Circulante 177.029 131.270
Passivo Não Circulante 83.510 63.918

(1) As controladas Coelba, Celpe e Cosern reconheceram os passivos relacionados a valores já


faturados em tarifas (1% da Receita Operacional Líquida), mas ainda não aplicados nos
Programas de Eficientização Energética – PEE e Pesquisa e Desenvolvimento – P&D,
atualizados mensalmente, a partir do 2º. mês subseqüente ao seu reconhecimento até o
momento de sua efetiva realização, com base na Taxa SELIC, conforme as Resoluções ANEEL
n˚s. 300/2008 e 316/2008.

28. DIVIDENDOS E JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO

Em reunião do Conselho de Administração realizada em 30 de março de 2010, foi aprovada a


declaração de juros sobre capital, referente ao 1º trimestre de 2010 da seguinte forma:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 84


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Valor por ação


Deliberação Provento Valor deliberado ON
2010
RCA de 18 de março de 2010 JSCP 94.134 16,0895328
AGO de 30 de março de 2010 Dividendos 103.200 17,6391181
197.334

2009
AGO de 31 de março de 2009 Dividendos 120.342 205,6909390000
RCA de 26 de março de 2009 JSCP 45.236 7,7318088000
RCA de 25 de junho de 2009 JSCP 139.057 23,7678427000
RCA de 30 de setembro de 2009 JSCP 100.000 17,0921584000
RCA de 17 de dezembro de 2009 JSCP 140.000 23,9290217000
544.635

2008
RCA de 24 de abril de 2008 JSCP 93.790 16,0307353000
RCA de 24 de julho de 2008 JSCP 118.795 20,3046295000
RCA de 30 de outubro de 2008 JSCP 102.800 17,5707388000
RCA de 30 de dezembro de 2008 JSCP 50.624 8,6527342000
366.009

A formação dos saldos é como segue:

Controladora
Saldos em 31 de dezembro de 2009 229.095
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio:
Declarados 94.134
Imposto de renda retido na fonte - IRRF (9.282)
Saldos em 31 de março de 2010 313.947

29. OBRIGAÇÕES ESTIMADAS

30/04/2010 19:19:08 Pág: 85


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
Reclassificado
31/03/10 31/12/09
Imposto de Renda 26.111 12.229
Contribuição Social 38.315 16.063
Provisões Férias e 13° salário 28.028 25.727
Encargos Sobre Provisões de Férias e 13° salário 10.432 10.615
Provisão PLR 7.056 30.993
Outros 1.762 1.497
Total 111.704 97.124
Passivo Circulante 110.842 96.262
Passivo Não Circulante 862 862

30. CONTINGÊNCIAS

30.1. CONTINGÊNCIAS PASSIVAS

As provisões constituídas para contingências passivas e líquidas dos depósitos judiciais


correspondentes, estão compostas como segue:

Consolidado
31/03/10 31/12/09
(-) Depósitos Provisão Provisão
Contingências Judiciais Líquida Líquida
Trabalhistas 87.695 (55.243) 32.452 27.789
Cíveis 83.524 (17.774) 65.750 61.259
Fiscais 11.544 (8.244) 3.300 2.127
Ambientais 19.292 (845) 18.446 18.289
Total 202.055 (82.106) 119.948 109.465
Passivo circulante 48.077 45.432
Passivo Não Circulante 71.871 64.033

Contingências
Trabalhistas Cíveis Fiscais Ambientais Total
Saldos em 31 de dezembro de 2009 81.915 75.801 11.347 19.128 188.191
Constituição 9.302 12.087 31 173 21.593
Baixas/reversao (5.575) (7.151) (21) (10) (12.757)
Remuneração 2.054 2.787 187 - 5.028
Saldos em 31 de março de 2010 87.696 83.524 11.544 19.291 202.055

A Administração da Companhia e suas controladas consubstanciada na opinião de seus


consultores legais quanto à possibilidade de êxito nas diversas demandas judiciais, entende que
as provisões constituídas registradas no balanço são suficientes para cobrir prováveis perdas
com tais causas.

Trabalhistas

30/04/2010 19:19:08 Pág: 86


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Referem-se a ações movidas por ex-empregados contra as controladas, envolvendo a cobrança


de horas-extras, adicional de periculosidade, equiparação/reenquadramento salarial, discussão
sobre plano de cargos e salários e outras, e também, ações movidas por ex-empregados de seus
empreiteiros (responsabilidade subsidiária e/ou solidária) envolvendo cobrança de parcelas
indenizatórias e outras.

Valor Expectativa Valor Provisionado


Contingência Trabalhista
Atualizado Instância de Perda 31/03/10 31/12/09
Ex-empregados da Companhia 40.252 1ª, 2ª e 3ª Provável 40.613 35.736
140.154 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
26.850 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

Ex-empregados de Empreiteiras 34.886 1ª, 2ª e 3ª Provável 34.885 34.512


103.980 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
62.480 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

Empregados 11.994 1ª, 2ª e 3ª Provável 12.197 11.667


38.759 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
980 1ª, 2ª e 3ª Remota - -
Total 460.335 87.695 81.915

Os valores foram atualizados monetariamente pela variação da Taxa Referencial (TR) índice de
atualização de processos trabalhistas divulgado pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho,
acrescidos de juros de 1% a.m.

Cíveis

Referem-se à ações de natureza comercial e indenizatória, movidas por pessoas físicas e pessoas
jurídicas, envolvendo repetição de indébito, danos materiais e/ou danos morais.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 87


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Valor Expectativa Valor Provisionado
Contingência Cível
Atualizado Instância de Perda 31/03/10 31/12/09
28.009 1ª, 2ª e 3ª Provável 28.009 23.848
Clientes – Tarifas Plano
4.029 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
Cruzado
2.529 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

Indenização por perdas 33.363 1ª, 2ª e 3ª Provável 33.363 33.582


258.439 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
22.586 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

Acidente terceiros/trabalho 7.314 1ª, 2ª e 3ª Provável 7.314 6.617


47.997 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
1.413 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

Comerc. Energia e produtos 2.086 1ª, 2ª e 3ª Provável 2.087 1.887


23.148 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
448 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

Irregularidade de consumo 5.550 1ª, 2ª e 3ª Provável 5.550 3.936


50.222 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
1.614 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

Empréstimo compulsório 12 1ª, 2ª e 3ª Provável 12 12


4.129 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
67 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

Iluminação pública 3.935 1ª, 2ª e 3ª Possível - -


1.205 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

Negativação SPC e Serasa 9 1ª, 2ª e 3ª Provável 9 9

Societário Ações 2.129 1ª, 2ª e 3ª Provável 2.129 2.037


1 1ª, 2ª e 3ª Possível - -

12 1ª, 2ª e 3ª Provável 12 11
Racionamento de Energia
1.541 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
Elertrica
8 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

Outras 4.978 1ª, 2ª e 3ª Provável 5.039 3.862


47.380 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
2.562 1ª, 2ª e 3ª Remota - -
Total 556.715 83.524 75.801

Nas controladas, os valores foram atualizados monetariamente pela variação do INPC,


acrescidos de juros de 1% a.m.

Clientes – Plano Cruzado - Ações movidas por alguns consumidores industriais e comerciais
questionando a legalidade da majoração da tarifa de energia elétrica ocorrida na vigência do
Plano Cruzado, conforme portarias nº 38 e 45 do DNAEE, de 27 de janeiro e de 4 de março,
ambas de 1986, e pleiteando a restituição de valores envolvidos.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 88


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Indenização por Perdas – Referem-se a diversas ações indenizatórias movidas por pessoas
físicas e jurídicas em função das atividades das Concessionárias. As ações envolvem pedidos de
ressarcimento de danos morais e materiais em virtude de suspensão de fornecimento de energia
e queima de equipamentos, bem como pedido de ressarcimento por descumprimento contratual.

Acidente terceiros/trabalho – Referem-se a diversas ações cíveis movidas por pessoas


físicas, nas quais a Companhia e suas controladas são ré, envolvendo danos morais e/ou
danos materiais.

Comercialização de Energia, Serviços e Produtos - Referem-se a diversas ações cíveis e


comerciais movidas por pessoas físicas e jurídicas, nas quais as controladas são ré, envolvendo
repetição de indébito, revisão de débito de consumo medido e não medido (irregularidade de
consumo), cancelamento de débito, restabelecimento do fornecimento de energia elétrica,
anulação de dívida com pedido de tutela antecipada, execução de título judicial, declaratória de
inexistência de débito.

Outras – Diversas ações movidas por pessoas físicas e jurídicas envolvendo repetição de
indébito, revisão de débito de consumo medido e não medido (irregularidade de consumo),
cancelamento de débito, restabelecimento do fornecimento de energia elétrica, anulação de
dívida, litígios com agentes arrecadadores de contas de energia elétrica, demanda relativa à
multa contratual com fornecedores de energia elétrica e serviços e outros.

Fiscais

Referem-se a ações tributárias e impugnações de cobranças, intimações e autos de infração


fiscal.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 89


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Contingência Fiscal Valor Expectativa Valor Provisionado
Atualizado Instância de Perda 31/03/10 31/12/09
ICMS 118 1ª, 2ª e 3ª Provável 118 116
119.723 1ª, 2ª e 3ª Possível - -

ISS 1.843 1ª, 2ª e 3ª Provável 2.226 2.193


30.338 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
1.275 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

CPMF - 1ª, 2ª e 3ª Provável - -


2.762 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
3.833 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

CSLL 2.525 1ª, 2ª e 3ª Provável 184 184


33.530 1ª, 2ª e 3ª Possível - -

TLF/IPTU - 1ª, 2ª e 3ª Provável - -


2.992 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
368 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

REFIS 14.413 1ª, 2ª e 3ª Possível - -

PIS/COFINS - 1ª, 2ª e 3ª Provável - -


75.553 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
557 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

COFINS 4.676 1ª, 2ª e 3ª Provável 372 382


18.667 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
16.549 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

IRPJ 7.917 1ª, 2ª e 3ª Provável 490 490


430.906 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
10.663 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

INSS 4.349 1ª, 2ª e 3ª Provável 4.349 4.273


7.385 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
- 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

ITD S/Doações recebidas 3 1ª, 2ª e 3ª Provável 3 3


373 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
2.070 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

30/04/2010 19:19:08 Pág: 90


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


- 1ª, 2ª e 3ª Provável - -
CIDE 4.055 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
363 1ª, 2ª e 3ª Remota - -

Taxas Diversas 10.037 Administrativa Possível - -


3.951 Administrativa Remota - -

Incentivo Fiscal Sudene 26.148 Judicial Possível - -

Outras 3.803 1ª, 2ª e 3ª Provável 3.802 3.706


61.517 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
622 1ª, 2ª e 3ª Remota - -
Total 903.884 11.544 11.347

Os valores foram atualizados monetariamente pela variação da taxa SELIC.

ICMS - Diversas ações movidas pelos municípios do Rio Grande do Norte objetivando a
nulidade da remissão do ICMS para a Cosern antes da privatização da empresa, compreendendo
o período de março de 1989 a junho de 1996. No caso das ações envolvendo a remissão do
ICMS, os consultores legais entendem que a maior parte dos valores cobrados já se encontram
prescritos. Por outro lado, a responsabilidade por indenizar os municípios seria do Governo do
Estado do Rio Grande do Norte. É possível alguma condenação para a controlada, em virtude
do não recolhimento do ICMS no período supracitado, desde que o crédito não esteja atingido
pela decadência ou prescrição. Entretanto, os valores ainda não são passíveis de estimativa
considerando a fase atual dos processos. Na Celpe refere-se a autuação que ensejou a discussão
sobre o valor do desconto, mediante o limite da legislação em vigor permitido e, autuação sobre
isenções. Na controlada Coelba, refere-se aos Autos de Infração lavrados contra a controlada
em dezembro de 2007 e agosto de 2008, decorrente da utilização indevida de crédito de ICMS
sobre produtos adquiridos para integrar o ativo imobilizado no período de 2002 a 2006. A
controlada reconheceu parcialmente a procedência do auto e recolheu o valor que entendeu
como devido. A diferença remanescente foi objeto de impugnação administrativa, todavia, por
inexistirem precedentes jurisprudenciais sobre a tese articulada na defesa, decidiu-se proceder à
contabilização da referida contingência. Esgotada a discussão na via administrativa, a
controlada propôs ação ordinária com pedido de tutela antecipada, no entanto, para manter a
suspensão de exigibilidade do crédito tributário foi necessário a realização do depósito judicial
equivalente a R$ 4.549. Além do auto de infração que realizou a glosa do crédito do ICMS
aproveitado decorrente da aquisição de bens de informática e móveis destinados ao ativo
permanente. A Coelba entende que o crédito é legítimo, portanto, está realizando impugnação
na esfera administrativa.

ISS - Autos de infração exigindo recolhimento do imposto sobre as receitas decorrentes dos
serviços taxados, uso mútuo de postes, manutenção de equipamentos, elaboração de projetos,
aluguel de equipamentos, como também o não recolhimento do ISS próprio e substituição
tributária envolvendo diversos municípios, etc. A controlada Coelba apresentou impugnação
aos autos de infração, e constituiu a provisão contábil dos processos em que não existem
jurisprudências favoráveis a tese. Os processos que existem jurisprudências favoráveis estão
classificadas como possíveis e não houve constituição de provisão. Aproveitando a anistia
concedida pelo Município de Salvador através da Lei nº 7.727/09, a Coelba quitou, em

30/04/2010 19:19:08 Pág: 91


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


dezembro de 2009, autos de infração classificados como perda provável, equivalente a R$ 413,
eliminado a contingência relativa ao ISS.
Na controlada Celpe, refere-se a discussão sobre a não-exigibilidade de créditos relativos a
autos de infração lavrados pela Prefeitura do Recife e algumas prefeituras de cidades do interior
do Estado, exigindo ISS sobre serviços taxados e serviços prestados por terceiros. Na
controlada Cosern, refere-se a autos de infração lavrados pela Prefeitura de Natal e algumas
prefeituras de cidades do interior do Estado, exigindo ISS sobre serviço prestado por terceiros.

CPMF – Na controlada Coelba, refere-se a auto de infração cobrando a CPMF sobre os


pagamentos de tributos com vencimentos no período de 09/1998 a 08/2002, realizados através
do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal). A controlada
procedeu à impugnação do auto de infração, juntando os extratos bancários que comprovam a
incidência da CPMF sobre os pagamentos realizados. Entretanto o processo administrativo foi
julgado procedente em primeira instância. A controlada impetrou recurso para o Conselho de
Contribuintes em junho de 2007, pendente de julgamento.

CSLL – Refere-se ao auto de infração do ano calendário 2003, em virtude da exclusão


depreciação IPC/BTNF adicionada indevidamente em anos anteriores na base de cálculo da
CSLL. A controlada Coelba entende ser indevida a sanção realizada pelo Fisco Federal, por
isso, apresentou impugnação administrativa.

REFIS – Referente ao parcelamento alternativo REFIS, na controlada Coelba, com vigência de


cinco anos e que teve a última parcela paga em 03/2005. Entretanto, a Receita Federal alega que
existe uma diferença entre o valor do débito consolidado e o declarado pela controlada,
correspondente às multas moratórias calculadas sobre o IRPJ, CSLL e FINSOCIAL que
estavam com a exigibilidade suspensa. A controlada impetrou Ação Anulatória com pedido de
Antecipação de Tutela, com objetivo de extinguir o saldo devedor exigido e a suspensão da
exigibilidade do crédito tributário. Porém, o pleito foi indeferido pelo juízo de primeiro grau
ensejando recurso à instância superior, no qual a controlada obteve a suspensão da exigibilidade
do crédito tributário até que haja o julgamento do mérito da ação. Em dezembro/09, o juízo do
primeiro grau proferiu sentença, acolhendo parcialmente o pedido da controlada. Em
decorrência foi interposto o recurso de Apelação para o Tribunal Regional Federal.
Concomitantemente, foi proposta e deferida pelo TRF, medida cautelar visando a manutenção
da suspensão da exigibilidade do crédito tributário.

PIS/COFINS – Correspondem a Autos de Infração e a Indeferimento de créditos contra a


controlada Coelba, como segue abaixo:

• Auto de infração lavrado em março de 2005, cobrando o recolhimento das contribuições


ao PIS e COFINS sobre as receitas decorrentes dos contratos de “hedge – swap”, referente aos
exercícios de 2000 a 2002, segundo o regime de competência contábil. A controlada apresentou
impugnação a essa cobrança por entender que esses contratos são acessórios aos contratos de
empréstimos e, portanto, somente seriam devidas as citadas contribuições quando da liquidação
dos contratos segundo o regime de caixa. Para promoção do recurso administrativo foi requerido
que a controlada efetuasse depósito recursal de 30% do valor questionado.

• Indeferimento de Crédito pela Receita Federal de pedido de compensação de débitos


fiscais com créditos de PIS e COFINS ano-calendário 2002 sob o argumento que a Coelba foi

30/04/2010 19:19:08 Pág: 92


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


autuada em decorrência da não tributação das receitas de “hedge – swap”, nas bases de cálculo
do PIS e COFINS. A controlada impetrou recurso à Câmara Superior de Recursos do Conselho
de Contribuintes, restabelecendo a suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Enquanto o
auto de infração mencionado no item anterior não transitar em julgado, não pode a Receita
Federal indeferir o pedido de compensação sob o argumento de inexistência de crédito
tributário.

• Notificação fiscal decorrente da glosa de retenções fonte efetuada por órgãos públicos
ano-calendário 2002. A controlada apresentou impugnação referente à glosa efetuada e aguarda
decisão administrativa.

COFINS – Refere-se ao processo judicial argüindo pela Cosern a exclusão da multa de mora do
parcelamento da COFINS. A decisão do STJ não tem sido favorável à tese da denúncia
espontânea em parcelamento de débitos. Na Coelba, refere-se ao Auto de Infração lavrado em
agosto de 2003 questionando o pagamento dos débitos de COFINS, referente aos meses de
novembro e dezembro de 1998 e janeiro a fevereiro de 1999. Esses valores foram compensados
com crédito de IRRF, pleiteado através do processo 10580.007.291/98-41, porém não foi
observado o rito formal de compensação que é a utilização da Declaração de Compensação.
Não obstante a controlada protocolou defesa judicial sob o argumento de que a forma não deve
prevalecer sobre a essência, ou seja, o mero descumprimento de formalidades acessórias não
deve prejudicar créditos fiscais legítimos. Processo aguardando julgamento do mérito. Na
Celpe, os procedimentos resultantes de autuação fiscal, pela Secretaria da Receita Federal,
envolvendo a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS, ainda estão
em julgamento perante as instâncias administrativas fiscais.

IRPJ - Refere-se a auto de infração contra a Cosern onde se discute lucro inflacionário
acumulado realizado em valor inferior ao limite mínimo obrigatório e a autos de infração contra
a Celpe, nos quais se discute lucro inflacionário acumulado, realizado em valor inferior ao
limite mínimo obrigatório, compensação e antecipação, todos ainda em julgamento perante as
instâncias administrativas fiscais. Na controlada Coelba, refere-se a auto de infração do ano-
calendário 2003, motivado pela falta de retenção do IRRF incidente sobre os juros sobre capital
distribuído para a Guaraniana. A controlada entende ser indevida a sanção realizada pelo Fisco
Federal, por entender que seu procedimento está lastreado nas disposições contidas no Parecer
Normativo nº 01/2002. Em decorrência, apresentou impugnação e aguarda decisão
administrativa. Além da notificação fiscal recepcionada em 09/2008, decorrente de processos de
compensação de créditos tributários referente a saldo negativo de IRPJ ano-calendário 2004
com débitos diversos no montante de R$ 4.813. Desse montante, a Receita Federal não
homologou apenas a compensação no valor de R$ 689 referente à compensação de débito de
IRPJ, competência 01/2004 com saldo negativo apurado em dezembro desse mesmo período. A
controlada impetrou recurso administrativo e aguarda decisão.

INSS - Autos de infração em relação às contribuições sociais não recolhidas pelos prestadores
de serviços. Refere-se a Cosern dois autos de infração lavrados pelo Ministério da Previdência
Social, onde se discute a cobrança de contribuição previdenciária e incidência de multa.

ITD - Auto de infração cobrando o pagamento do imposto sobre as doações de rede elétrica,
bem como sobre a participação financeira do consumidor. Na controlada Coelba refere-se aos
autos de infração lavrados em 2005, 2006, 2007 e 2008 pela SEFAZ-BA, referentes às

30/04/2010 19:19:08 Pág: 93


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


competências de 2000, 2001, 2002 e 2003 cobrando o pagamento do imposto sobre a doação de
rede elétrica e participação financeira do consumidor, onde a mesma protocolou impugnação
administrativa junto a SEFAZ-BA em relação a todos os autos de infração. Em junho de 2009, a
Coelba foi notificada do julgamento administrativo em relação ao ano base 2000, onde o auto de
infração foi julgado improcedente pelo CONSEF. Em relação aos demais períodos os recursos
ainda estão pendentes de julgamento.

CIDE - Auto de infração pela falta de recolhimento. Na controlada Coelba, refere-se ao auto de
infração da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico - CIDE lavrado em maio de
2003 sob a alegação de falta de recolhimento da CIDE no período de janeiro de 2001 a setembro
de 2002. A controlada apresentou impugnação administrativa sob o argumento de que no
período autuado não ocorreu o fato gerador da CIDE sobre as operações efetuadas, mas, apesar
dos argumentos, o lançamento tributário foi considerado procedente. Em janeiro de 2007 a
controlada ingressou com recurso no Conselho de Contribuintes, o qual está pendente de
julgamento. E ao Despacho Decisório que indeferiu o pedido de compensação de débito de
CIDE, do ano-calendário 2003, com crédito da mesma contribuição apurado em dezembro de
2001. A SRF alegou que não conseguiu visualizar a existência do crédito fiscal informado nas
obrigações acessórias (DCTF) e indeferiu o processo. A controlada impetrou recurso
administrativo em setembro de 2008, o qual está pendente de julgamento.

TAXAS DIVERSAS – Refere-se a notificações fiscais envolvendo taxa de licença para ocupação
de áreas em vias e logradouros públicos e processos judiciais contra a cobrança na conta de
energia elétrica de uma taxa para custear a manutenção da iluminação pública.

Outras – Diversos processos fiscais tais como, questionamento de consumidor contra a


cobrança de tributos em conta de energia, honorários advocatícios de processos fiscais, etc.
Inclui ainda procedimento resultante de autuação fiscal contra a Celpe, pela Secretaria da
Receita Federal, envolvendo a CSLL e outros tributos, ainda em julgamento perante as
instâncias administrativas fiscais e na controlada Cosern referem-se a demandas em esfera
administrativa ou judicial que envolvem matérias não enquadradas nas hipóteses anteriores, ou
que digam respeito a mais de uma exação fiscal.

Ambiental

Valor Expectativa Valor Provisionado


Contingência Ambiental Atualizado Instância de Perda 31/03/10 31/12/09
- 1ª, 2ª e 3ª Provável 19.292 -
Licença Ambiental - 1ª, 2ª e 3ª Possível - 18.216
- 1ª, 2ª e 3ª Remota - 912
Total - 19.292 19.128

A Administração da Itapebi firmou, em 21 de novembro de 2002, acordo com o autor da ação


popular, impetrada em setembro de 2002, e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, visando definir a compensação adicional de impactos
sócio-ambientais decorrentes da implantação do empreendimento denominado Usina
Hidroelétrica de Itapebi. As deliberações contidas no acordo, compreendem, dentre outras:
elaboração de estudos, regularização fundiária das unidades, elaboração de plano de manejo e

30/04/2010 19:19:08 Pág: 94


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


proteção. Esse acordo foi valorizado em R$ 8.042 e provisionado no balanço de 31 de dezembro
de 2002.

Como condicionante da licença de operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente –


IBAMA, a controlada desenvolveu novos projetos definindo medidas ambientais
compensatórias da exploração do potencial hidrelétrico relacionadas à aquisição de terras,
assessoria ambiental, assessoria jurídica, administração do meio ambiente, incluindo
consolidação, monitoramento e proteção ambiental. O custo orçado destes projetos foi estimado
em R$ 12.868 e encontra-se registrado contabilmente.

Os depósitos judiciais foram decorrentes de ação de execução de honorários advocatícios,


movida por Raimundo Brito e Calazans, Advogados Associados, em 08 de maio de 2003,
contratado para promover a impugnação da Lei nº. 13.370, editada pelo Estado de Minas Gerais
em 30 de novembro de 1990.

30.2. CONTINGÊNCIAS ATIVAS

Fiscais

PIS/COFINS (Alargamento da Base de Cálculo) – A Companhia e suas controladas Coelba,


Cosern, Celpe e Itapebi impetraram Mandado de Segurança com pedido de Liminar, em 2004,
em curso no Tribunal Regional Federal – 1ª. Região, argüindo a inconstitucionalidade da Lei nº
9.718/98, que incluiu na base de cálculo do PIS e da COFINS as receitas derivadas de operações
financeiras. O montante total estimado de crédito a valores históricos é de R$ 64.639.

Consubstanciado na opinião dos consultores jurídicos da Companhia, que atribuem uma


probabilidade de ganho praticamente certa para a ação judicial da Neoenergia e sua controlada
Cosern conforme definido no Comunicado Técnico nº 05/2009 do Ibracon. Sendo assim, de
acordo com a Deliberação CVM nº 489/05, o montante estimado de crédito pleiteado a valor
nominal, corresponde a R$ 28.467, mais atualização monetária no montante de R$ 59.495 até 31
de dezembro de 2009, foram registrados contabilmente no grupo de tributos e contribuições
sociais no ativo circulante.

Com relação ao crédito da Coelba, Celpe e Itapebi, na opinião da Administração, o critério


estabelecido pela Deliberação CVM nº 489/05 para qualificar a probabilidade de ganho como
praticamente certa ainda não foi atendido, razão pela qual o montante de R$ 55.695 não foi
registrado contabilmente. Na avaliação da Administração com base na opinião de seus
consultores jurídicos externos, a probabilidade de desfecho favorável da ação judicial da
Coelba, Celpe e Itapebi é provável.

FGTS – A controlada Coelba impetrou ação contra a Caixa Econômica Federal solicitando o
recálculo dos saldos das contas vinculadas de não optantes cujos valores já foram liberados à
controlada, utilizando o IPC referente aos meses de janeiro de 1989 (42,72%) e abril de 1990
(44,80%), e incluindo a correção monetária e juros. O processo foi julgado favoravelmente à
Coelba e o montante do crédito recebido em junho/2009 foi de R$ 9.206 mil, o qual foi
registrado contabilmente.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 95


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


31. OUTRAS CONTAS A PAGAR

Consolidado
Reclassificado
Ref 31/03/10 31/12/09
Consumidores (1) 42.077 34.953
Empregados - Adiantamento Acordo Coletivo 9 20
Plano de Saúde (Fundo de Reserva) (2) 15.227 14.725
iluminação pública - COSIP 13.655 6.428
Empréstimos compulsórios - ELETROBRÁS 512 669
Adiantamentos serviços técnicos - -
Suprimento de Energia - -
Convênios 250 1.306
Adiantamento Estado 951 736
Caução em Garantia (3) 38.487 34.563
FGTS Conta Empresa 336 336
Termo acordo CHESF - -
Encargos CBEE 2.385 2.405
Taxa Iluminação Pública - TIP 12.940 10.582
Outras 16.623 16.215
Total 143.452 122.938
Passivo circulante 113.807 97.625
Passivo Não Circulante 29.645 25.313

(1) Obrigações perante consumidores de energia elétrica decorrentes de antecipação de recursos


para construção de obras em municípios ainda não universalizados, contas pagas em
duplicidade, ajustes de faturamento e outros.

(2) Fundo de Reserva constituído por contribuições sob a forma de pré-pagamento para o Plano
de Saúde Bradesco da controlada Coelba, por parte da controlada e participantes (empregados
ativos, empregados da FAELBA e assistidos – empregados inativos, aposentados e
pensionistas), para atender as despesas futuras com a assistência médica (ambulatorial e
hospitalar) e odontológica, de seus participantes (titulares e dependentes). O saldo é atualizado
mensalmente pela variação de 100% do CDI.

(3) Garantia constituída em espécie para assegurar o cumprimento dos contratos, tanto no que
diz respeito a suas clausulas operacionais, como na obrigatoriedade do pagamento dos encargos
dos empregados das empresas fornecedoras de serviços.

32. PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Capital Social

O capital social em 31 de março de 2010 e 31 dezembro de 2009, subscrito e integralizado é de


R$ 4.739.025.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 96


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


A composição do capital social realizado por classe de ações (sem valor nominal) e principais
acionistas é a seguinte:

Lote de mil ações


Ações Ordinárias
Acionistas Única %
Iberdrola Energia S A 2.281.748 39,00%
Previ-Caixa de Prev. dos Func. do Banco do Brasil 1.301.396 22,24%
521 Participações S A 1.048.751 17,93%
BB - Banco de Investimentos S A 515.362 8,81%
Fundo Mútuo Inv. em ações Cart. Liv - BB Ações Price 379.521 6,48%
Fundo Mútuo Inv. em ações Cart. Liv - BB Carteira Livre I 323.858 5,54%
Total 5.850.636 100,00%

R$ Mil
Ações Ordinárias
Acionistas Única %
Iberdrola Energia S A 1.848.220 39,00%
Previ-Caixa de Prev. dos Func. do Banco do Brasil 1.054.133 22,24%
521 Participações S A 849.490 17,93%
BB - Banco de Investimentos S A 417.444 8,81%
Fundo Mútuo Inv. em ações Cart. Liv - BB Ações Price 307.412 6,48%
Fundo Mútuo Inv. em ações Cart. Liv - BB Carteira Livre I 262.326 5,54%
Total 4.739.025 100,00%

Reserva de Incentivo Fiscal

A legislação do imposto de renda possibilita que as empresas situadas na Região Nordeste, e


que atuam no setor de infra-estrutura, reduzam o valor do imposto de renda devido para fins de
investimentos em projetos de ampliação da sua capacidade instalada, conforme determina o
artigo 551, § 3º, do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999.

Em atendimento à Lei nº 11.638/07 e CPC nº 07, o valor correspondente ao incentivo SUDENE


apurado a partir da vigência da Lei foi contabilizado no resultado do trimestre, e posteriormente
será transferido para a reserva de lucro devendo somente ser utilizado para aumento de capital
social ou para eventual absorção de prejuízos contábeis conforme previsto no artigo 545 do
Regulamento de Imposto de Renda.

Por conta disso, as controladas Coelba, Cosern, Celpe, Itapebi e Termopernambuco


formalizaram pleito à SUDENE e obtiveram o deferimento da redução do imposto de renda e
adicionais, conforme a seguir:

Empresa Laudo constitutivo nº Redução


COELBA 0144/2005 75,0%
COELBA 0039/2002 25,0%

30/04/2010 19:19:08 Pág: 97


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


CELPE 0155/2005 75,0%
CELPE 0039/2002 25,0%
COSERN 0148/2005 75,0%
COSERN 0038/2002 25,0%
ITAPEBI 0307/2003 75,0%
TERMOPE 0118/2005 75,0%
TERMOPE 0119/2005 75,0%

A COELBA, CELPE, COSERN, ITAPEBI e TERMOPERNAMBUCO apuraram,


respectivamente até 31 de março de 2010, os valores de R$ 32.356, R$ 25.723, R$ 30.504, R$
47.470 e R$ 8.956 (R$ 34.523, R$ 23.800, R$ 9.457, R$ 20.706 e R$ 2.874 em 31 de março de
2009 respectivamente) de incentivo fiscal SUDENE, calculados com base no Lucro da
Exploração. Conforme discutido na nota 4, em atendimento aos requerimentos da Lei nº
11.638/07 o efeito do benefício fiscal passou a ser contabilizado no resultado do exercício das
controladas. As controladas excluem esse efeito para fins e cálculo dos dividendos, conforme
permitido para Lei nº 11.638/07.

Reserva Legal

A reserva legal é calculada com base em 5% de seu lucro líquido conforme previsto na
legislação em vigor, limitada a 20% do capital social.

Reserva de Retenção de Lucros

A Lei das S.A. permite às sociedades reterem parcela do lucro líquido do exercício, prevista em
orçamento de capital, previamente aprovado pela Assembléia Geral.

Em 31 de março de 2010, a Neoenegia S.A. mantém em seu patrimônio líquido Reserva de


Retenção de Lucros, no montante de R$ 4.660.609 (R$ 4.066.206 em 31 de dezembro de 2009)
a qual foi constituída de acordo com o artigo nº 196 da Lei das S.A, visando a realização de
investimentos futuros.

33. FORNECIMENTO E SUPRIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA

A Composição do fornecimento de energia elétrica, por classe de consumidores é a seguinte:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 98


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
Nº de consumidores MWh (*) R$
31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/03/09
Consumidores:
Residencial 7.636.469 7.270.668 2.645.834 2.388.233 779.997 636.217
Industrial 39.859 38.527 1.494.318 1.594.860 424.902 431.041
Comercial 565.136 543.036 1.434.942 1.325.922 610.777 566.065
Rural 433.851 414.550 443.526 422.554 87.595 81.844
Poder Público 76.161 73.697 331.944 303.762 132.107 119.444
Iluminação Pública 25.553 25.246 311.061 306.968 65.240 65.053
Serviço Público 10.710 9.978 391.762 373.368 99.757 93.393
Consumo Próprio 691 709 7.534 8.574 - -
Suprimento 185 105 3.033.955 2.208.252 363.624 363.062
Fornecimento não faturado - - - - 7.697 1.597
Transferência para atividade de distribuição - - - - (1.453.559) (1.330.351)
Subtotal 8.788.615 8.376.516 10.094.877 8.932.493 1.118.137 1.027.365

Receita (reversão) da Recomposição Tarifária - - - - (9.669) (15.347)


Receita (reversão) do Reposicionamento - - - - (29.067) (33.050)
Receita (reversão) da Energia Livre - - - - (2.594) (8.619)
Receita (reversão) de Ativo Regulatório - - - - (9.792) 452
Receita (reversão) Programa Luz para todos - - - - (1.021) 103
Subvenção à tarifa social baixa renda - - - - 129.853 115.878
Total 8.788.615 8.376.516 10.094.877 8.932.493 1.195.847 1.086.782

34. DISPONIBILIZAÇÃO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

A receita com Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição – TUSD refere-se basicamente a venda
de energia para consumidores livres com a cobrança de tarifa pelo uso da rede de distribuição.

Consolidado
Disponibilização do sistema de transmissão e distribuição Ref. 31/03/10 31/03/09
Tarifa de Uso do Sistema Elétrico de Distribuição - 7.147
Receita de Uso da Rede Básica / Sistema de Conexão 65.719 22.909
Parcela de Ajuste - Revisão Tarifária da Transmissão (771) 362
Transfer. Atividade de Comercialização (Consumidores Cativos) (1) 1.453.559 1.330.351
Total 1.518.507 1.360.769

(1) Em atendimento ao Despacho ANEEL nº 1.618 de 23/04/2008, as controladas Celpe e


Cosern efetuaram a segregação da receita de comercialização e distribuição utilizando uma
“TUSD média” calculada a partir da TUSD homologada para consumidores cativos.

35. COMPRA E VENDA DE ENERGIA DE CURTO PRAZO NO ÂMBITO DA CCEE

Nos trimestres findos em 31 de março de 2010 e 2009 a Companhia efetuou a comercialização


de energia de curto prazo no âmbito da CCEE conforme demonstrado a seguir:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 99


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
31/03/10 31/03/09
Compra MWh (1) R$ MWh (1) R$
CCEE (*) 1.000.979 19.826 900.480 105.093
Ajustes - 866 349 2.084
Subtotal 1.000.979 20.692 900.829 107.177
Contratos Bilaterais 613.750 26.541 - -
Total 1.614.729 47.233 900.829 107.177

Consolidado
31/03/10 31/03/09
Venda MWh (1) R$ MWh (1) R$
CCEE (*) 254.970 4.009 262.546 29.695
Ajustes - (12.158) 8.025 3.023
Subtotal 254.970 (8.149) 270.571 32.718
Contratos Bilaterais - - - -
Total 254.970 (8.149) 270.571 32.718

(*) Compra e venda estimada referente ao período de 2009 e 2008.

Os montantes de receitas/despesas, faturados e/ou pagos pelas concessionárias que tiveram


excedente/falta de energia comercializados no âmbito da Câmara de Comercialização de
Energia Elétrica – CCEE, foram referendados pelas controladas.

36. RESULTADO OPERACIONAL

Os custos e as despesas operacionais têm a seguinte composição por natureza de gasto:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 100


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Consolidado
31/03/10 31/03/09

Custos de Bens e Despesas com Despesas Gerais e


Serviços Vendidos vendas Administrativas Total Total
Receita Operacional Líquida 1.809.522 1.670.502
Custos / Despesas Operacionais
Pessoal (46.632) (29.099) (31.609) (107.340) (108.450)
Administradores - - (5.934) (5.934) (4.247)
Entidade de previdência privada (3.106) (1.208) (3.362) (7.676) (4.077)
Material (5.560) (450) (630) (6.640) (4.244)
Combustível para produção de energia (5.121) - - (5.121) (7.518)
Serviços de terceiros (54.226) (37.106) (34.074) (125.406) (113.702)
Taxa de fiscalização serviço energia elétrica–TFSEE (2.855) (1.639) - (4.494) (4.666)
Outorga da concessão pela utilização do bem público (617) - - (617) (313)
Outorga da concessão pela utilização de recursos hídricos - - - - -
Compensação Financeira Recursos Hídricos - CFRH (2.259) - - (2.259) (2.224)
Energia elétrica comprada para revenda (728.665) - - (728.665) (698.840)
Encargos de uso do sistema transmissão (128.581) - - (128.581) (104.482)
Depreciação e amortização (96.182) (842) (12.074) (109.098) (103.158)
Arrendamentos e alugueis (908) (189) (1.042) (2.139) (2.387)
Tributos (1.274) (1.183) (1.578) (4.035) (3.573)
Provisões Líquidas - PCLD (9.619) (5.468) - (15.087) (21.135)
Provisões Líquidas - Contingências - - (3.937) (3.937) (850)
Provisão para perda RTE - (879) - (879) 10.850
Provisão para perda Energia Livre - (307) - (307) (4.224)
Provisões atuariais - - 1 1 (1.918)
Outros (2.734) (5.374) (12.681) (20.789) (14.105)
Total custos / despesas operacionais (1.088.337) (83.744) (106.920) (1.279.005) (1.193.263)
Resultado do Serviço 530.519 477.239
Resultado Financeiro (16.147) 15.473
Juros sobre capital próprio - -
Resultado na Alienação/Desativação de Bens e Direitos (3.149) (6.842)
Equivalência Patrimonial / Amortização do Ágio (25.482) (26.798)
Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 485.741 459.072

37. SALDOS E TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS


Controladora

31/03/10 31/12/09
Empresas Ref Natureza de Operação Ativo Passivo Resultado Ativo Passivo Resultado

(1) AFAC 1.694 - - 1.694 - -


Dividendos e JSCP 534.941 - - 601.368 - -
COELBA
Outros 11 - - 11 - -
Total Coelba 536.646 - - 603.073 - -

CELPE Dividendos e JSCP 165.633 - - 165.633 - -


Total Celpe 165.633 - - 165.633 - -

Dividendos e JSCP 203.494 - - 196.086 - -


COSERN Total Cosern 203.494 - - 196.086 - -

Dividendos e JSCP 108.829 - - 103.193 - -


TERMOPERNAMBUCO Outros 2 - - 2 1 -
Total Termopernambuco 108.832 - - 103.196 1 -

(2) Contrato de Mutuo 34.467 - - 33.536 - -


TERMOAÇU Outros - - - 29 - -
Total Termoaçu 34.467 - - 33.565 - -

30/04/2010 19:19:08 Pág: 101


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Dividendos e JSCP 33.680 - - 32.082 - -
ITAPEBI Outros 2 - - 2 - -
Total Itapebi 33.682 - - 32.084 - -

(1) AFAC 4.770 - - 930 - -


GERAÇÃO CIII Contrato de Mutuo 13.106 - - 12.833 - -
Outros 13 - - 13 - -
Total Geração CIII 17.889 - - 13.776 - -

Dividendos e JSCP 28.098 - - 27.853 - -


NC ENERGIA Outros 4 - - 4 - -
Total NC Energia 28.102 - - 27.857 - -

Dividendos e JSCP 11.135 - - 11.135 - -


AFLUENTE Outros 5 - - 5 - -
Total Afluente 11.140 - - 11.140 - -

(1) AFAC 7 - - 7 - -
NEOENERGIA SERVIÇOS Dividendos e JSCP 18 - - 18 - -
Total Neoenergia Seviços 25 - - 25 - -

(1) AFAC 2 - - 2 - -
GARTER Outros - - - 2 - -
Total Garter 2 - - 4 - -

BAGUARI I Outros 6 - - 6 - -
Total Baguari 6 - - 6 - -

(1) AFAC 12.490 - - 0 - -


Dividendos e JSCP 765 - - 765 - -
BAHIA PCH I
Outros 1 - - 1 - -
Total Bahia PCH I 13.256 - - 766 - -

(1) AFAC 878 - - 878 - -


BAHIA PCH II Outros 2 - - 2 - -
Total Bahia PCH II 880 - - 880 - -

BAHIA PCH III Outros 2 - - 2 - -


Total Bahia PCH III 2 - - 2 - -

RIO PCH I Outros 10 - - 10 - -


Total Rio PCH I 10 - - 10 - -

Outros 96 - - 96 - -
NEOINVEST Total Neoinvest 96 - - 96 - -

(1) AFAC 22.225 - - 2.251 - -


GOIAS SUL Outros 5 - - 5 - -
Total Goiás Sul 22.230 - - 2.256 - -

(1) AFAC 2.070 - - 1.450 - -


GERAÇÃO CÉU AZUL Outros 139 - - 139 - -
Total Geração Céu Azul 2.209 - - 1.589 - -

Contrato de Mutuo 17.590 - - 15.922 - -


SE NARANDIBA Outros 2 - - 2 - -
Total SE Narandiba 17.592 - - 15.924 - -

Outros 2 - - 2 - -
PCH ALTO DO RIO GRANDE Total PCH Alto do Rio Grande 2 - - 2 - -

Controladora
31/03/10 31/12/09
Empresas Ref Natureza de Operação Ativo Passivo Resultado Ativo Passivo Resultado

Dividendos e JSCP - 117.563 (36.712) - 86.358 (17.642)


Iberdrola Energia S.A
Total Iberdrola Energia S.A - 117.563 (36.712) - 86.358 (17.642)

Dividendos e JSCP - 61.602 (16.874) - 47.258 (8.109)


521 Participações
Total 521 Participações - 61.602 (16.874) - 47.258 (8.109)

Dividendos e JSCP - 75.035 (20.939) - 54.096 (10.062)


Previ / Banco do Brasil
Total Previ / Banco do Brasil - 75.035 (20.939) - 54.096 (10.062)

BB - Banco do Brasil Investimentos Dividendos e JSCP - 19.191 (8.292) - 12.145 (3.985)


S.A. Total Banco do Brasil Invest. - 19.191 (8.292) - 12.145 (3.985)

Fundo Mútuo Invest. em Ações Cart. Dividendos e JSCP - 21.882 (6.106) - 15.776 (2.934)
Livre - BB Ações Price Total BB Ações Price - 21.882 (6.106) - 15.776 (2.934)

Fundo Mútuo Invest. em Ações Cart. Dividendos e JSCP - 18.673 (5.211) - 13.462 (2.504)
Livre - BB Carteira Livre I Total BB Carteira Livre I - 18.673 (5.211) - 13.462 (2.504)

30/04/2010 19:19:08 Pág: 102


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Partes Relacionadas Consolidado
31/03/10 31/12/09
Empresas Ref Natureza de Operação Ativo Passivo Resultado Ativo Passivo Resultado

Fundação Coelba de Previdência Constituição Patronal - - (665) - - (689)


Complementar - Faelba - - (665) - - (689)

(3) Contrato de Mútuo - 152.551 (8.423) - 152.533 (6.825)


Celpos
Outras - 39.221 (4.072) - 45.348 (4.073)
- 191.772 (12.495) - 197.881 (10.898)

(4) Prestação de serviço (almoxarifado) - 420 (725) - 377 (2.920)


Amara Brasil
Reembolso de despesa - - - - - 65
- 420 (725) - 377 (2.855)

Dividendos e juros sobre capital próprio - 172.972 (36.712) - 147.450 (17.642)


Iberdrola Energia S.A. Prestação de serviço - 795 -
Reembolso de despesa 136 - - - - -
136 173.767 (36.712) - 147.450 (17.642)

Iberdrola Generation (5) Prestação de serviço - 3.557 (6.531) - 117 (16.242)


- 3.557 (6.531) - 117 (16.242)

Prestação de serviço 34 31 (5.111) 34 148 (19.175)


Iberdrola Energia do Brasil
Outras - - - - 831 -
34 31 (5.111) 34 979 (19.175)

521 Participações - 54.172 (16.874) - 47.258 (8.109)


Dividendos e juros sobre capital próprio
- 54.172 (16.874) - 47.258 (8.109)

Previ / Banco do Brasil - 85.041 (20.939) - 63.372 (10.062)


Dividendos e juros sobre capital próprio
- 85.041 (20.939) - 63.372 (10.062)

BB - Banco do Brasil - 26.621 (8.292) - 12.145 (3.985)


Dividendos e juros sobre capital próprio
- 26.621 (8.292) - 12.145 (3.985)

Fundo Mútuo Invest. em Ações Cart. - 21.882 (6.106) - 15.776 (2.934)


Dividendos e juros sobre capital próprio
- 21.882 (6.106) - 15.776 (2.934)

Fundo Mútuo Invest. em Ações Cart. - 18.673 (5.211) - 13.462 (2.504)


Dividendos e juros sobre capital próprio
Livre - BB Carteira Livre I - 18.673 (5.211) - 13.462 (2.504)

Contrato de Mútuo 26.494 - - 25.779 - -


Termoaçu
Reembolso de despesa - - - 22 - -
26.494 - - 25.801 - -

(1) Referem-se aos adiantamentos para futuro aumento de capital efetuados pela
NEOENERGIA.

(2) Refere-se à operação de mútuo efetuada em 01 de dezembro de 2004, atualizado pelo IGP-
M, ao adiantamento para futuro aumento de capital e à assunção das dívidas da
TERMOAÇU com empresas do Grupo conforme Termo de Compromisso assinado entre os
Sócios.

(3) Ref. ao contrato de benefício da controlada Celpe com a Celpos, com vigência até dezembro
de 2023, corrigido pelo INPC + 6% a.a.

(4) Refere-se à administração e logística de almoxarifado prestado pela Amara às controladas


do grupo Neoenergia, corrigido anualmente pela IPCA, com diversos contratos com
vigência até 2011.

(5) Refere-se ao acordo de serviços de operação e manutenção – “O&M” das controladas


Termopernambuco e Itapebi, com ajuste anual com base na variação do IGP-M.

A Administração da Companhia entende que todas as operações comerciais realizadas cm


partes relacionadas estão em condições usuais de mercado.

A remuneração total dos administradores para o exercício findo em 31 de março de 2010 é R$


2.615(R$ 2.194 em 31 de março de 2009) na controladora e no consolidado nos montante de
R$ 5.886 (R$ 6.088), o qual é considerada benefício de curto prazo. A Companhia mantém
ainda benefícios usuais de mercado para rescisões de contratos de trabalho.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 103


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

38. INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Em atendimento à Deliberação CVM nº 566, de 17 de dezembro de 2008, que aprovou o


Pronunciamento Técnico CPC nº 14, e à Instrução CVM nº 475, de 17 de dezembro de 2008, a
Companhia efetuou uma avaliação de seus instrumentos financeiros, inclusive os derivativos.

Considerações gerais:

Em 31 de março de 2010, os principais instrumentos financeiros estão descritos a seguir:

• Caixa e Equivalentes de caixa – são classificadas como destinadas à negociação. O


valor de mercado está refletido nos valores registrados nos balanços patrimoniais.

• Títulos e valores mobiliários – são classificados como mantidos até o vencimento, e


registrados contabilmente pelo custo amortizado. Os valores registrados equivalem, na
data do balanço, aos seus valores de mercado.

• Consumidores, Concessionárias e Permissionárias e Títulos a Receber – decorrem


diretamente das operações da Companhia, são classificados como empréstimos e
recebíveis e, estão registrados pelos seus valores originais, sujeitos a provisão para
perdas e ajuste a valor presente, quando aplicável.

• Fornecedores – decorrem diretamente das operações da Companhia e são


classificados como passivos financeiros não mensurados ao valor justo.

• Empréstimos, financiamentos e debêntures:

O principal propósito desse instrumento financeiro é gerar recursos para financiar os programas
de expansão da Companhia e eventualmente gerenciar as necessidades de seus fluxos de caixa
no curto prazo.

 Empréstimos e financiamentos em moeda nacional - são classificados como


passivos financeiros não mensurados ao valor justo, e estão contabilizados pelos
seus valores contratuais. Os valores de mercado destes empréstimos são
equivalentes aos seus valores contábeis, por se tratarem de instrumentos financeiros
com características exclusivas oriundas de fontes de financiamento específicas para
financiamento de investimentos em distribuição de energia, com custos
subsidiados, em sua maioria atrelados à TJLP – Taxa de Juros do Longo Prazo ou
com taxas pré-fixadas.

 Debêntures em moeda nacional – são classificados como passivos financeiros


não mensurados ao valor justo, e estão contabilizados pelos seus valores
contratuais, e atualizados pela taxa efetiva de juros da operação. Para fins de
divulgação, as debêntures tiveram seus valores de mercado calculados com base em
taxas de mercado secundário da própria dívida ou dívida equivalente, divulgadas
pela ANDIMA, sendo utilizado como projeção dos seus indicadores as curvas de
BM&F em vigor na data do balanço.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 104


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

 Empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira e debêntures em moeda


nacional indexadas a variação cambial – coerentes com a política financeira do
Grupo Neoenergia são considerados como itens objeto de hedge, de acordo com a
metodologia de contabilidade de operação hedge (hedge accounting), e estão
contabilizados pelos seus valores de mercado. Os valores justos são calculados
projetando os fluxos futuros das operações (ativo e passivo) utilizando o custo da
ponta passiva dos seus swaps. Na controlada CELPE, utiliza-se as curvas da BM&F
e trazendo esses fluxos a valor presente utilizando a taxa DI futura da BM&F.

• Instrumentos financeiros derivativos – as operações com derivativos têm por


objetivo a proteção contra variações cambiais nas captações realizadas em moeda
estrangeira e moeda nacional indexadas a variação cambial, sem nenhum caráter
especulativo. Dessa forma, são considerados como instrumentos de hedge, de acordo
com a metodologia de contabilidade de operação hedge (hedge accounting), e estão
contabilizados pelos seus valores de mercado. Os valores justos são calculados
projetando os fluxos futuros das operações (ativo e passivo) utilizando as curvas da
BM&F e trazendo esses fluxos a valor presente utilizando o custo da ponta passiva dos
seus swaps.

Os valores contábeis e de mercado dos instrumentos financeiros da Companhia em 31 de março


de 2010 e 31 de dezembro de 2009 são como segue:
Ativos (Passivos)
31/03/10 31/12/09
Categoria Contábil Mercado Contábil Mercado
Ativo
Caixa e equivalentes de caixa Mantido para negociação 2.929.048 2.895.751 2.629.644 2.629.644
Títulos e valores mobiliários Mantidos até o vencimento 353.455 353.455 337.239 337.239
Consumidores, Conc. e Perm. (a) Empréstimos e recebíveis 2.351.347 2.351.347 2.287.264 2.287.264
Títulos a receber (a) Empréstimos e recebíveis 359.945 483.078 375.545 466.909
Fundos Vinculados Empréstimos e recebíveis 83.321 83.321 76.810 76.810

Passivo
Empréstimos e financiamentos em moeda nacional Não mensurado ao valor justo (2.824.853) (2.824.853) (2.810.096) (2.810.096)
Debêntures em moeda nacional Não mensurado ao valor justo (1.841.874) (1.822.598) (1.816.985) (1.796.058)
Empréstimos, financ. e debêntures em moeda estrangeira Objeto de hedge (295.127) (295.127) (293.956) (293.956)
Instrumentos financeiros derivativos Destinados a hedge (hedge accounting ) (102.699) (102.699) (113.539) (113.539)

A Companhia e suas controladas possui instrumentos derivativos com objetivo exclusivo de


proteção econômica e financeira contra a variação cambial utilizando swap dólar para CDI e
IGP-M, não possuindo derivativos exóticos ou outras modalidades de derivativos. A política do
Grupo Neoenergia não permite a utilização de instrumentos financeiros derivativos com
propósitos especulativos.

As operações de “hedge” são contratadas para a totalidade do endividamento com exposição


cambial, de forma que os ganhos e perdas dessas operações decorrentes da variação cambial
sejam compensados pelos ganhos e perdas equivalentes das dívidas em moeda estrangeira.

Os contratos de derivativos vigentes em 31 de março de 2010 e 31 de dezembro de 2009 são


como segue:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 105


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Valores de Referência
Moeda Estrangeira Moeda Local Valor Justo Efeito acumulado
31/03/10

Valor a
Data dos Data de
Descrição Contraparte Posição 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09 receber/recebido -
Contratos Vencimento
a pagar/pago

Contratos de swaps:

Swap
Ativa Banco USD + 3,446% a.a. USD 1.084 USD 1.649 R$ 2.110 R$ 3.209 2.689 3.969
12/01/01 22/03/11
Passiva Votorantim CDI - 6% a.a. 4.706 7.116
(2.017) (3.147) 25
Swap
Ativa Bancos ABN USD 6M LIBOR + 1%a.a. USD 150.000 USD 150.000 R$ 317.315 R$ 317.315 263.042 256.142
11/07/06 e
AMRO e 26/06/13 106,75% e 107,25% do
26/06/09
Passiva Citibank CDI e 101,61% 324.442 317.643
(61.400) (61.501) 103
Swap
Ativa Banco USD + 13,4853% a.a. USD 7.356 USD 9.523 R$ 22.231 R$ 28.779 21.587 25.588
30/07/04 27/01/14
Passiva Votorantim IGPM + 13,95% a.a 60.822 75.059
(39.235) (49.471) 4
Swap
Ativa Banco Citibank 30/06/08 30/06/26 Euro + 2% a.a USD 0 USD 0 R$ 959 R$ 990 940 990
Passiva 72,5% do CDI 955 961
(15) 29 (15)
Swap
Ativa Banco Citibank 30/06/08 30/06/16 Euro + 4% a.a USD 0 USD 0 R$ 7.895 R$ 8.516 7.964 8.516
Passiva 92% do CDI 7.944 7.877
20 639 20
Contrato a Termo:

NDF
Comprada Unibanco 15/10/08 06/04/09 Dólar USD 0 USD 3.017 - R$ 5.340 - 5.252
Vendida Reais - 5.340
- (88) -
NDF
Comprada Itaú BBA 06/04/09 06/07/09 Dólar USD 3.017 USD 0 R$ 5.467 - 5.415 -
Vendida Reais 5.467 -
(52) - -

Total (102.699) (113.539) 137

Consoante com o facultado pela Deliberação CVM nº 566, de 17 de dezembro de 2008, que
aprovou o pronunciamento técnico CPC nº 14, a Companhia e suas controladas contabilizou os
instrumentos derivativos de acordo com a metodologia de contabilidade de operação hedge
(hedge accounting). Por essa metodologia, os impactos na variação do valor justo dos
derivativos utilizados como instrumento de hedge são reconhecidos no resultado de acordo com
o reconhecimento do item que é objeto de hedge. Os hedges das controladas foram avaliados
como efetivos.

Os derivativos das controladas (instrumentos financeiros derivativos destinados a hedge) e as


dívidas em moeda estrangeira das controladas (respectivos itens objeto de hedge) foram
ajustados ao valor justo. A valorização ou a desvalorização do valor justo do instrumento
destinado a hedge e do item objeto de hedge foram registradas em contrapartida da conta de
receita ou despesa financeira, no resultado do exercício.

Fatores de Risco:

• Riscos financeiros

 Risco de Moeda Estrangeira

Esse risco decorre da possibilidade da perda por conta de elevação nas taxas de câmbio, que
aumentem os saldos de passivo de empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira
captadas no mercado. A Companhia e suas controladas visando assegurar que oscilações
significativas nas cotações das moedas a que está sujeito seu passivo em moeda estrangeira não

30/04/2010 19:19:08 Pág: 106


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


afetem seu resultado e fluxo de caixa, possui em 31 de março de 2010, operações de “hedge”
cambial, representando 100% do endividamento com moeda estrangeira.

Vide abaixo análise de sensibilidade do risco taxa de câmbio, demonstrando os efeitos no


resultado da variação nos cenários:

Risco de Variação Cambial 31/03/10


R$ Mil
Cenário
Operação Risco Cenário (II) Cenário (III)
Provável

ATIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS


BID USD (2.689) (3.362) (4.034)
Swap Ponta Ativa - BID USD 2.689 3.361 4.034
Títulos Externos USD (262.949) (328.686) (394.423)
Swap Ponta Ativa - Títulos Externos USD 263.042 328.802 394.563
3ª Emissão Debêntures USD (21.580) (26.976) (32.371)
Swap Ponta Ativa - 3ª Emissão Debêntures USD 21.587 26.984 32.381
KFW 1 EUR 49 (186) (421)
Swap Ponta Ativa - KFW 1 EUR (49) 186 421
KFW 2 EUR 537 (1.454) (3.445)
Swap Ponta Ativa - KFW 2 EUR (537) 1.454 3.445
NDF Ponta Ativa USD (51) (1.405) (2.759)

Referência para ATIVOS E PASSIVOS Apreciação da taxa em 25% 50%


Dolar USD/R$ 1,781 2,226 2,672
Euro EUR/R$ 2,408 3,010 3,611

 Risco de encargos de dívida

Este risco é oriundo da possibilidade das controladas vir a incorrer em perdas por conta de
flutuações nas taxas de juros ou outros indexadores de dívida, que aumentem as despesas
financeiras relativas a empréstimos e financiamentos captados no mercado, ou diminuam a
receita financeira relativas às aplicações financeiras das controladas. A Companhia e suas
controladas não têm pactuado contratos de derivativos para fazer “swap” contra este risco.
Porém, a Companhia monitora continuamente as taxas de juros de mercado com o objetivo de
avaliar a eventual necessidade de contratação de derivativos para se proteger contra o risco de
volatilidade dessas taxas.

Vide abaixo análise de sensibilidade do risco de encargos de dívida, demonstrando o efeito no


resultado das variações nos cenários:

30/04/2010 19:19:08 Pág: 107


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Risco de Deterioração dos Encargos Financeiros 31/03/10


R$ Mil
Cenário
Operação Risco Cenário (II) Cenário (III)
Provável

ATIVOS FINANCEIROS
Aplicações financeiras CDI 281.239 295.412 309.585
Títulos e valores mobiliários CDI 94.306 95.854 97.403

PASSIVOS FINANCEIROS
Empréstimos, Financiamentos e Debêntures
BNDES/FINEM TJLP (209.111) (217.259) (221.982)
BNDES Emergencial SELIC (739) (877) (1.015)
FINEP TJLP (40.010) (40.877) (41.132)
CEF COHAB - - -
1ª Emissão Debêntures CDI (2.099) (2.533) (2.967)
2ª Emissão Debêntures - 1ª série CDI (16.040) (19.755) (23.471)
2ª Emissão Debêntures - 1ª série IGPM (1.690) (2.185) (2.679)
2ª Emissão Debêntures - 2ª série IGPM (3.576) (4.318) (5.060)
3ª Emissão Debêntures CDI (3.609) (4.453) (5.297)
4ª Emissão Debêntures CDI - - -
5ª Emissão Debêntures - 1ª série CDI (17.765) (17.853) (17.941)
5ª Emissão Debêntures - 2ª série IGPM (111.200) (111.951) (112.703)
6ª Emissão Debêntures CDI (364.276) (366.080) (367.884)
BB REN MN - BNDES TJLP (43) (93) (97)
BB REN MN - ELETROBRAS IGPM (310) (364) (418)
UNIÃO ELETROBRÁS IGPM (972) (1.132) (1.291)
UNIÃO-BNDES TJLP (71) (81) (91)

Derivativos
Swap Ponta Passiva - BID CDI (4.706) (4.730) (4.753)
Swap Ponta Passiva - Títulos Externos CDI (324.442) (326.048) (327.655)
Swap Ponta Passiva - 3ª Emissão Debêntures IGPM (60.822) (61.233) (61.644)
Swap Ponta Passiva - KFW 1 CDI (14) (19) (24)
Swap Ponta Passiva - KFW 2 CDI (149) (189) (228)

Referência para ATIVOS FINANCEIROS Apreciação da taxa em 25% 50%


CDI (%) 2,02 2,53 3,03

Referência para PASSIVOS FINANCEIROS Apreciação da taxa em 25% 50%


TJLP % (1,45) (1,08) (0,72)
TR % 0,08 0,10 0,12
IGPM % 2,77 3,47 4,16
CDI % 2,02 2,53 3,03
SELIC % 1,99 2,49 2,99

30/04/2010 19:19:08 Pág: 108


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Risco de Deterioração das Receitas Financeiras 31/03/10


R$ Mil
Cenário
Operação Risco Cenário (II) Cenário (III)
Provável

ATIVOS FINANCEIROS
Aplicações financeiras CDI 281.249 267.192 253.290
Títulos e valores mobiliários CDI 94.357 92.821 91.370

PASSIVOS FINANCEIROS
Empréstimos, Financiamentos e Debêntures
1ª Emissão Debêntures CDI (2.099) (1.665) (1.231)
2ª Emissão Debêntures - 1ª série CDI (16.040) (12.325) (6.617)
3ª Emissão Debêntures CDI (3.609) (2.765) (1.921)
4ª Emissão Debêntures CDI (3.574) (2.923) (2.488)
5ª Emissão Debêntures - 1ª série CDI (17.765) (17.677) (17.589)
6ª Emissão Debêntures CDI (364.276) (362.472) (360.668)

Derivativos
Swap Ponta Passiva - BID CDI (4.706) (4.683) (4.660)
Swap Ponta Passiva - Títulos Externos CDI (324.442) (322.835) (321.229)
Swap Ponta Passiva - KFW 1 CDI (14) (10) (5)
Swap Ponta Passiva - KFW 2 CDI (149) (109) (70)

Referência para ATIVOS FINANCEIROS Apreciação da taxa em 25% 50%


CDI (%) 2,02 2,53 3,03

Referência para PASSIVOS FINANCEIROS Apreciação da taxa em 25% 50%


TJLP % (1,45) (1,08) (0,72)
TR % 0,08 0,10 0,12
IGPM % 2,77 3,47 4,16
CDI % 2,02 2,53 3,03
SELIC % 1,99 2,49 2,99

Essas análises de sensibilidade têm por objetivo ilustrar a sensibilidade a mudanças em


variáveis de mercado nos instrumentos financeiros da Companhia e suas controladas. As
análises de sensibilidade acima demonstradas são estabelecidas com o uso de premissas e
pressupostos em relação a eventos futuros. A Administração da Companhia e das suas
controladas revisam regularmente essas estimativas e premissas utilizadas nos cálculos. Não
obstante, a liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores
diferentes dos estimados devido à subjetividade inerente ao processo utilizado na preparação
dessas análises.

• Riscos operacionais

 Risco de crédito

O risco surge da possibilidade da Companhia e suas controladas virem a incorrer em perdas


resultantes da dificuldade de recebimento de valores faturados a seus consumidores,
concessionárias e permissionárias. Para reduzir esse tipo de risco e para auxiliar no
gerenciamento do risco de inadimplência, a Companhia monitora as contas a receber de
consumidores realizando diversas ações de cobrança, incluindo a interrupção do fornecimento,

30/04/2010 19:19:08 Pág: 109


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


caso o consumidor deixe de realizar seus pagamentos. No caso de consumidores o risco de
crédito é baixo devido à grande pulverização da carteira.

 Risco de vencimento antecipado

As controladas possuem contratos de empréstimos, financiamentos e debêntures com cláusulas


restritas que, em geral, requerem a manutenção de índices econômico-financeiros em
determinados níveis (“covenants” financeiros). O descumprimento dessas restrições pode
implicar em vencimento antecipado da dívida (vide notas explicativas nºs 25 e 26).

 Risco quanto à escassez de energia

O Sistema Elétrico Brasileiro é abastecido predominantemente pela geração hidrelétrica. Um


período prolongado de escassez de chuva, durante a estação úmida, reduzirá o volume de água
nos reservatórios dessas usinas, trazendo como conseqüência o aumento no custo na aquisição
de energia no mercado de curto prazo e na elevação dos valores de Encargos de Sistema em
decorrência do despacho das usinas termelétricas. Numa situação extrema poderá ser adotado
um programa de racionamento, que implicaria em redução de receita. No entanto, considerando
os níveis atuais dos reservatórios e as últimas simulações efetuadas, o Operador Nacional de
Sistema Elétrico – ONS não prevê para os próximos anos um novo programa de racionamento.

39. EVENTOS SUBSEQUENTES

• Cosern

Reajuste Tarifário 2010

A ANEEL, através da Resolução Homologatória nº 972, de 19 de abril de 2010, publicada no


diário oficial da união em 20 de abril de 2010, fixou em 9,95% o índice médio de reajuste
tarifário para a controlada Cosern, sendo 7,25% relativos ao reajuste tarifário anual e 2,70% aos
componentes financeiros.

O efeito médio total a ser percebido pelos consumidores é de 7,09%, sendo 7,04% para os
atendidos em baixa tensão (residências e outros) e 7,18% para os de alta tensão (indústrias e
comércio de médio e grande porte). As tarifas homologadas pela ANEEL estarão em vigor no
período de 22 de abril de 2010 a 21 de abril de 2011.

• Coelba

A ANEEL, através da Resolução Homologatória nº 971 de 19 de abril de 2010, publicada no


Diário Oficial da União do dia 20 de abril de 2010, homologou o resultado do Reajuste
Tarifário anual da controlada Coelba, fixando em 5,54% (cinco vírgula cinqüenta e quatro por
cento) o índice médio de reajuste para o consumidor. As novas tarifas entrarão em vigor a partir
do dia 22 de abril de 2010 e vão até 21 de abril de 2011.

Os consumidores industriais e comerciais de médio e grande porte, atendidos em alta tensão,


tiveram reajuste médio de 6,07%. Para os consumidores atendidos em baixa tensão, o aumento

30/04/2010 19:19:08 Pág: 110


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


médio foi de 5,26%, sendo que para os clientes residenciais convencionais e rurais, o percentual
médio de reajuste foi de 6,75%.

No caso dos clientes da subclasse residencial baixa renda, o reajuste foi menor, variando entre
0,85% e 3,86% - dependendo da faixa de consumo - sendo o valor médio da ordem de 2,49%.

30/04/2010 19:19:08 Pág: 111


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

07.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE

A NEOENERGIA, na qualidade de empresa holding, não possui geração de caixa


próprio, portanto, para gerir seus investimentos, depende diretamente do resultado das
operações de suas controladas, dos recursos provenientes de seus acionistas e
recursos captados no mercado financeiro.

O lucro líquido do trimestre findo em 31 de março de 2010 foi de R$ 361.336 mil,


representando um desvio positivo de R$ 33.360 mil e de 10,2% em relação à igual
período de 2009.

Os principais fatores que exerceram efeitos significativos no resultado da controladora


no primeiro trimestre de 2010 estão descritos a seguir:

Resultado de Participações:

Equivalência Patrimonial

Controladas 1o TRIM/2010 1o TRIM/2009

Distribuidoras:
COELBA 161.092 151.093
CELPE 81.832 98.505
COSERN 33.618 27.322
Subtotal 276.542 276.920

Geradoras:
ITAPEBI 7.653 13.389
TERMOPE 49.557 14.432
TERMOAÇU 461 688
AFLUENTE 6.633 4.546
RIO PCH I (317) (760)
GERAÇÃO CIII 2.672 -
GOIÁS SUL (1.518) -
BAGUARI I 3.473 -
BAHIA PCH I 4.249 -
AGUAS DA PEDRA (325) -
GERAÇÃO CÉU AZUL (50) -
Subtotal 72.487 32.295

Comercializadora:
NC Energia 10.072 3.969

Outras participações (3) 1


TOTAL 359.099 313.185

30/04/2010 20:46:34 Pág: 112


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

07.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE


Maior resultado com participações em controladas de R$ 45.914 mil no 1º trimestre de
2010 em relação à igual período do ano anterior, explicado principalmente pelos
seguintes fatores:

• Efeito positivo de R$ 16.295 mil, decorrente das variações de resultado das


controladas de distribuição de energia COELBA e COSERN, devido aos
reajustes tarifários, aplicados a partir de 22 de abril de 2009, com índice médio
de 9,86% na COELBA e de 11,97% na COSERN. Quanto ao efeito negativo
de R$ 16.673 mil apurado na controlada CELPE, se explica pelo registro no
primeiro trimestre de 2009 do faturamento complementar retroativo de
diferenças não cobradas no período de maio a setembro de 2005, conforme
decisão judicial (R$ 81.340 mil), que se desconsiderado, apuraríamos efeito
também positivo. Também contribuiu para este resultado o crescimento do
consumo de energia elétrica de 336 GWh, representando um acréscimo de
5,01% em relação ao mesmo período de 2009.

• Efeito positivo de R$ 40.192 no resultado das controladas de geração de


energia, explicado principalmente pela redução dos custos e despesas
operacionais da TERMOPERNANBUCO, quando comparado ao mesmo
período de 2009, devido a redução da compra de energia elétrica em 2010,
pois em 2009 houve compra de energia de aproximadamente 90.720 MWh
para recomposição de seu Lastro no exercício.

Amortização do ágio:

Controladas 1o TRIM/2010 1o TRIM/2009

Distribuidoras:
COELBA 9.098 10.490
CELPE 10.229 10.986
COSERN 4.042 4.029
23.369 25.505
Geradoras:
TERMOPE 1.257 1.431
ITAPEBI 856 948
2.113 2.379

Total 25.482 27.884

A amortização do ágio relacionado às distribuidoras e geradoras apresentou desvio


positivo de R$ 2.402 mil e é calculada através das curvas autorizadas pela ANEEL, de
acordo com a perspectiva de resultados durante o prazo de exploração da concessão.

30/04/2010 20:46:34 Pág: 113


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

A NEOENERGIA, como holding de controle não operacional, depende diretamente do


resultado das operações de suas empresas controladas. No 1º trimestre de 2010, as
empresas controladas da NEOENERGIA apresentaram o seguinte desempenho:

1. DESEMPENHO OPERACIONAL DAS CONTROLADAS:

1.1. Distribuidoras:

a) Evolução do número de clientes:

Evolução do número de clientes ativos


Variação Vertical Variação Horizontal
Descrição 31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/03/09 31/03/10
Residencial 7.685.249 7.345.425 86,82% 86,76% 339.824 4,63%
Industrial 40.351 39.323 0,46% 0,46% 1.028 2,61%
Comercial 570.000 552.320 6,44% 6,52% 17.680 3,20%
Rural 441.396 419.042 4,99% 4,95% 22.354 5,33%
Poder Público 76.946 73.942 0,87% 0,87% 3.004 4,06%
Iluminação Pública 25.882 25.304 0,29% 0,30% 578 2,28%
Serviço Público 10.917 10.028 0,12% 0,12% 889 8,87%
Subtotal 8.850.741 8.465.384 99,99% 99,99% 385.357 4,55%
Consumo Próprio 1.150 706 0,01% 0,01% 444 62,89%
Suprimento 40 39 0,00% 0,00% 1 2,56%
Total 8.851.931 8.466.129 100,00% 100,00% 385.802 4,56%

Em março de 2010, o número consolidado de clientes, das controladas COELBA,


CELPE e COSERN, apresentou um crescimento de 4,56 % em relação ao mesmo
período do ano anterior.

30/04/2010 19:19:17 Pág: 114


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE


Participação do Número de Clientes
Por Classe de Consumo – Setembro/2009

Iluminação Pública
Poder Público 0,29% Serviço Público
0,87%
0,12%
Rural
4,99%
Comercial Consumo Próprio
6,44% 0,01%

Industrial
0,46%

Residencial
86,82%

b) Consumo Faturado:

Evolução das Vendas por classe em MWh


1º Trim. Variação Vertical % Variação Horizontal
31/03/10 31/03/09 1º Trim/10 1º Trim/09 1º Trim/10 - 1º Trim/09
Residencial 2.645.834 2.388.233 37,47% 35,52% 257.601 10,79%
Industrial 1.494.318 1.594.860 21,16% 23,72% (100.542) -6,30%
Comercial 1.434.942 1.325.922 20,32% 19,72% 109.020 8,22%
Rural 443.526 422.554 6,28% 6,28% 20.972 4,96%
Poder Público 331.944 303.762 4,70% 4,52% 28.182 9,28%
Iluminação Pública 311.061 306.968 4,41% 4,57% 4.093 1,33%
Serviço Público 391.762 373.368 5,55% 5,55% 18.394 4,93%
Subtotal 7.053.387 6.715.667 99,89% 99,87% 337.720 5,03%
Consumo Próprio 7.534- 8.574- 0,11% 0,13% (1.040)
- -12,13%
Suprimento - (0) 0,00% 0,00% 0 0,00%
Total 7.060.921 6.724.241 100,00% 100,00% 336.680 5,01%

No 1º trimestre de 2010, o fornecimento consolidado de energia elétrica das


distribuidoras foi de 7.060.921 MWh (6.724.241 MWh no 1º trimestre de 2009)
apresentando um aumento de 5,01%.

30/04/2010 19:19:17 Pág: 115


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

c) Balanço Energético Consolidado – Distribuidoras:


LEILÃO ENERGIA EXISTENTE % CONTRATOS MERC ADO PR OPRIO % RESIDENCIAL %
4.463.187 52,0049% 8.582.242 7.060.923 79,6720% 2.645.834 37,4715%
4.604.092 54,9275% 8.382.131 6.724.241 83,4012% 2.388.232 35,5168%

ITAPEBI % GERAÇ ÃO PRÓPRIA INJETADA MERCADO LIVR E % INDUSTRIAL %


463.102 5,3960% 3.476 8.862.486 445.460 5,0264% 1.494.318 21,1632%
463.102 5,5249% 3.146 8.062.525 96.594 1,1981% 1.594.860 23,7181%

TER MOPE % PERDAS R EDE BÁSICA PERDA DISTRIBUIÇÃO % COMERCIAL %


983.255 11,4569% (202.576) 1.355.992 15,3004% 1.434.942 20,3223%
982.865 11,7257% (191.750) 1.241.589 15,3995% 1.325.922 19,7185%

AFLUENTE % MERCADO LIVRE INTERCÂMBIO % RURAL %


36.737 0,4281% 445.460 114 0,0013% 443.527 6,2814%
36.737 0,4383% 96.594 101 0,0013% 422.553 6,2840%

TERMOAÇU % SOBRAS OUTROS %


548.894 6,3957% (41.519) 1.042.302 14,7616%
557.538 6,6515% (227.697) 992.674 14,7626%

LEILÃO FONTE ALTERNATIVA % DÉFIC ITS


8.571 0,0999% 75.289
- 0,0000%

PR OINFA % INTERCÂMBIO
161.750 1,8847% 114
125.955 1,5027% 101

NC ENERGIA %
16.341 0,1904%
17.047 0,2034%

LEILÃO ENER GIA NOVA %


1.131.153 13,1802%
606.549 7,2362%

MCSD %
(129.869) -1,5132%
(41.665) -0,4971%

CC EARs % Legenda
899.121 10,4765% 1o Trimestre 2010
1.029.911 12,2870% 1o Trimestre 2009

d) Investimentos:

30/04/2010 19:19:17 Pág: 116


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE


1º Trimestre 2010 Acumulado até 31/03/10
Investimento Subvenções Investimento Subvenções
Total Recebidas Total Recebidas
Geração 0 - - -
Distribuição 334.455 181.846 334.455 181.846
Comercialização 304 - 304 -
Administração 26.842 - 26.842 -
Total 361.602 181.846 361.602 181.846

Os investimentos no 1º trimestre de 2010 atingiram o montante de R$ 361.602 mil.


Esses recursos foram destinados, principalmente, à ampliação da rede de distribuição
de energia.

Programa Luz Para Todos:

O Programa luz para Todos foi instituído pelo Governo em 11 de novembro de 2003,
destinado a propiciar, até o ano de 2008, o atendimento em energia elétrica à parcela
da população do meio rural e residencial baixa renda brasileira que ainda não tem
acesso a esse serviço público.

31/03/10 COELBA COSERN CELPE


Ligações executadas até 2009 514.754 347.388 52.525 114.841
Ligações executadas em 2010 15.918 15.918 - -
Total 530.672 363.306 52.525 114.841
Em execução 86.608 86.608 - -
Total de Ligações previstas 617.564 449.914 52.809 114.841

1.2. Geradoras:

A ITAPEBI possui energia assegurada, através de contrato de compra e venda de


energia elétrica para o fornecimento de volumes anuais de 1.877.212 MWh até o
exercício de 2017 para a COELBA.

A TERMOPERNAMBUCO iniciou suas operações em 15 de maio de 2004, e possui


contratos de compra e venda de energia elétrica com a CELPE e COELBA.

2. ANÁLISE DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS:

Como se trata de uma holding, a NEOENERGIA depende diretamente dos resultados


apurados em suas controladas.

30/04/2010 19:19:17 Pág: 117


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE


O resultado líquido consolidado do 1º trimestre de 2010 foi de R$ 361.336 mil (R$
327.976 mil no 1º trimestre de 2009), apresentando um aumento de R$ 33.360 mil e
de 10,17%.

Segue abaixo a composição do resultado consolidado:

Composição do resultado consolidado 1o TRIM/2010 1o TRIM/2009 Var. (R$) Mil


NEOENERGIA (sem equivalência) 2.237 14.791 (12.554)
Distribuidoras:
COELBA 161.092 151.093 9.999
CELPE 81.832 98.505 (16.673)
COSERN 33.618 27.322 6.296
Subtotal 276.542 276.920 (378)
Geradoras:
ITAPEBI 7.653 13.389 (5.736)
TERMOPE 49.557 14.432 35.125
TERMOAÇU 461 688 (227)
AFLUENTE 6.633 4.546 2.087
RIO PCH I (317) (760) 443
GERAÇÃO CIII 2.672 - 2.672
GOIÁS SUL (1.518) - (1.518)
BAGUARI I 3.473 - 3.473
ÁGUAS DA PEDRA (325) - (325)
BAHIA PCH I 4.249 - 4.249
GERAÇÃO CÉU AZUL (50) - (50)
SE NARANDIBA -
Subtotal 72.487 32.295 40.192
Comercializadora:
NC ENERGIA 10.072 3.969 6.103
Outras participações (3) 1 (4)
Lucro do Período 361.336 327.976 33.360

As principais variações ocorridas no período foram em decorrência de:

• Efeito positivo de R$ 16.295 mil, decorrente das variações de resultado das


controladas de distribuição de energia COELBA e COSERN, explicado
principalmente pelos reajustes tarifários, aplicados a partir de 22 de abril de
2009, com índice médio de 9,86% na COELBA e de 11,97% na COSERN.
Quanto ao efeito negativo de R$ 16.673 mil apurado na controlada CELPE, se
explica pelo registro no primeiro trimestre de 2009 do faturamento
complementar retroativo de diferenças não cobradas no período de maio a
setembro de 2005, conforme decisão judicial (R$ 81.340 mil), que se
desconsiderado, apuraríamos efeito também positivo. Também contribuiu para
este resultado o crescimento do consumo de energia elétrica de 336 GWh,
representando um acréscimo de 5,01% em relação ao mesmo período de
2009.

30/04/2010 19:19:17 Pág: 118


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE


• Efeito positivo de R$ 40.192 no resultado das controladas de geração de
energia, explicado principalmente pela redução dos custos e despesas
operacionais da TERMOPERNANBUCO, quando comparado ao mesmo
período de 2009 devido a redução da compra de energia elétrica em 2010, pois
em 2009 houve compra de energia de aproximadamente 90.720 MWh para
recomposição de seu Lastro no exercício.

3. DESEMPENHO ECONÔMICO E FINANCEIRO CONSOLIDADO:

Variação
Acumulado Acumulado
1º Trimestre
Mar/09 Mar/10
Dados Econômico-Financeiros 2010/2009

Receita Operacional Bruta (R$ mil) 2.510.503 2.739.290 9,1%


Receita Operacional Líquida (R$ mil) 1.670.504 1.809.525 8,3%
EBITDA (R$ mil) 580.394 639.613 10,2%
Resultado do Serviço - EBIT (R$ mil) 477.240 530.517 11,2%
Resultado Financeiro (R$ mil) - Exceto JSCP 15.467 (16.147) -204,4%
Lucro Líquido (R$ mil) 327.976 361.336 10,2%

Ativo Total (R$ mil) 17.323.917 17.843.181 3,0%


Investimentos (R$ mil) 434 439 1,0%
Dívida Bruta (R$ mil) 5.005.245 5.218.943 4,3%
Dívida Líquida (R$ mil) * 2.576.500 2.206.763 -14,4%
Patrimônio Líquido (R$ mil) 8.358.508 9.401.924 12,5%
Indicadores Econômico-Financeiros

Margem EBITDA 34,7% 35,3% 0,6 p.p


Margem EBIT 28,6% 29,3% 0,75 p.p
Margem Líquida 19,6% 20,0% 0,34 p.p
Cobertura de Juros (EBITDA/Resultado Financeiro) -
Em vezes (37,5) 39,6 -205,6%

Dívida Líquida/EBITDA** 4,4 3,5 -22,3%


Índice de Endividamento Líquido 23,6% 19,0% -4,55 p.p
Ações
Valor Patrimonial da Ação (R$) 1,43 1,61 12,5%
Lucro (Prejuízo) Líquido por Ação (R$) 0,06 0,06 10,2%
Distribuição de Dividendos e JSCP (R$ mil) 45.236 94.134 108,1%
* Dívida líquida de disponibilidades, aplicações financeiras, títulos e valores mobiliários e fundos vinculados
** EBITDA 12 meses
p.p - Pontos Percentuais

30/04/2010 19:19:17 Pág: 119


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

09.01 - PARTICIPAÇÕES EM SOCIEDADES CONTROLADAS E/OU COLIGADAS

1- ITEM 2 - RAZÃO SOCIAL DA CONTROLADA/COLIGADA 3 - CNPJ 4 - CLASSIFICAÇÃO 5 - % PARTICIPAÇÃO 6 - % PATRIMÔNIO


NO CAPITAL DA LÍQUIDO DA
INVESTIDA INVESTIDORA
7 - TIPO DE EMPRESA 8 - NÚMERO DE AÇÕES DETIDAS NO TRIMESTRE ATUAL 9 - NÚMERO DE AÇÕES DETIDAS NO TRIMESTRE ANTERIOR
(Mil) (Mil)

01 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94 ABERTA CONTROLADA 87,84 23,24


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 165.301 165.301

02 CIA ENERGÉTICA DO RIO GRANDE DO NORTE 08.324.196/0001-81 ABERTA CONTROLADA 84,45 7,85
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 66.887 66.887

03 CIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO 10.835.932/0001-08 ABERTA CONTROLADA 89,65 19,99


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 141.935 141.935

04 TEMOPERNAMBUCO S.A. 03.795.050/0001-09 ABERTA CONTROLADA 100,00 4,83


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 214.570 214.570

05 TERMOAÇU S.A. 03.783.964/0001-41 ABERTA CONTROLADA 23,13 2,55


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 290.047 290.047

06 NEOSERV (ANTIGA TERMO NC) 04.780.652/0001-47 FECHADA CONTROLADA 100,00 0,00


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 1 1

07 NC ENERGIA 04.023.261/0001-88 FECHADA CONTROLADA 100,00 0,28


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 13.600 13.600

08 ITAPEBI GERAÇÃO DE ENERGIA S.A. 02.397.080/0001-96 ABERTA CONTROLADA 42,00 1,54


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 44.100 44.100

09 AFLUENTE G & T DE ENERGIA ELETRICA S.A. 07.620.094/0001-40 ABERTA CONTROLADA 87,84 1,01
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 16.530 16.530

30/04/2010 18:59:31 Pág: 120


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

09.01 - PARTICIPAÇÕES EM SOCIEDADES CONTROLADAS E/OU COLIGADAS

1- ITEM 2 - RAZÃO SOCIAL DA CONTROLADA/COLIGADA 3 - CNPJ 4 - CLASSIFICAÇÃO 5 - % PARTICIPAÇÃO 6 - % PATRIMÔNIO


NO CAPITAL DA LÍQUIDO DA
INVESTIDA INVESTIDORA
7 - TIPO DE EMPRESA 8 - NÚMERO DE AÇÕES DETIDAS NO TRIMESTRE ATUAL 9 - NÚMERO DE AÇÕES DETIDAS NO TRIMESTRE ANTERIOR
(Mil) (Mil)

10 BAGUARI I GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA SA 07.799.995/0001-41 FECHADA CONTROLADA 100,00 0,92


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 76.000 76.000

11 GOIAS SUL GERAÇÃO DE ENERGIA S.A. 07.836.421/0001-04 FECHADA CONTROLADA 100,00 1,15
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 48.000 48.000

12 GERAÇÃO CIII S.A. 08.274.591/0001-05 FECHADA CONTROLADA 100,00 1,39


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 70.265 70.265

13 RIO PCH I S.A. 08.656.307/0001-57 FECHADA CONTROLADA 75,00 0,93


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 37.885 37.885

14 ENERGÉTICA AGUAS DA PEDRA S.A. 08.768.414/0001-77 FECHADA CONTROLADA 51,00 1,36


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 129.030 129.030

15 BAHIA PCH I S.A. 08.747.075/0001-42 FECHADA CONTROLADA 100,00 0,56


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 161 161

16 NEOENERGIA INVESTIMENTOS S.A. 08.773.138/0001-35 FECHADA CONTROLADA 100,00 0,21


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 20.100 18.400

17 GERAÇÃO CÉU AZUL S.A. 09.136.819/0001-55 FECHADA CONTROLADA 100,00 0,00


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 365 365

18 SE NARANBIDA 10.337.920/0001-53 FECHADA CONTROLADA 100,00 0,17


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 4.945 4.945

30/04/2010 18:59:31 Pág: 121


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

21.01 - RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL - SEM RESSALVA

Relatório de revisão dos auditores independentes

Aos Acionistas, Conselheiros e Diretores da


Neoenergia S.A.
Rio de Janeiro - RJ

1. Revisamos as informações contábeis contidas nas Informações


Trimestrais – ITR, individuais e consolidadas da Neoenergia S.A., referentes
ao trimestre findo em 31 de março de 2010, compreendendo o balanço
patrimonial e as demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio
líquido e dos fluxos de caixa, o relatório de desempenho e as notas
explicativas, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração.

2. Nossa revisão foi efetuada de acordo com as normas específicas


estabelecidas pelo IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do
Brasil, em conjunto com o Conselho Federal de Contabilidade – CFC, e
consistiu, principalmente em: (a) indagação e discussão com os
administradores responsáveis pelas áreas contábil, financeira e operacional
da Companhia e suas controladas quanto aos principais critérios adotados
na elaboração das Informações Trimestrais; e (b) revisão das informações e
dos eventos subseqüentes que tenham, ou possam vir a ter, efeitos
relevantes sobre a posição financeira e as operações da Companhia e suas
controladas.

3. Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de qualquer


modificação relevante que deva ser feita nas informações contábeis contidas
nas Informações Trimestrais acima referidas, para que estas estejam de
acordo com as normas contábeis adotadas no Brasil e com as normas
expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aplicáveis à
elaboração das Informações Trimestrais.

4. Conforme mencionado na nota explicativa 4, durante o ano de 2009 foram


aprovados pela CVM diversos Pronunciamentos, Interpretações e
Orientações Técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis
(CPC) com vigência para 2010, que alteraram as práticas contábeis
adotadas no Brasil. Conforme facultado pela Deliberação CVM nº 603/09, a
Administração da Companhia optou por apresentar suas Informações
Trimestrais utilizando as normas contábeis adotadas no Brasil até 31 de
dezembro de 2009, ou seja, não aplicou esses normativos com vigência para
2010. Conforme requerido pela citada Deliberação CVM nº 603/09, a
Companhia divulgou esse fato na nota explicativa nº 4 às Informações

30/04/2010 18:59:33 Pág: 122


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base -
31/03/2010

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

21.01 - RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL - SEM RESSALVA


Trimestrais, e a descrição das principais alterações que poderão ter impacto
sobre as suas demonstrações financeiras do encerramento do exercício e os
esclarecimentos das razões que impedem a apresentação da estimativa dos
seus possíveis efeitos no patrimônio líquido e no resultado, como requerido
pela Deliberação.

Rio de Janeiro, 23 de abril de 2010.

ERNST & YOUNG


Auditores Independentes S.S.
CRC - 2SP 015.199/O-6-F-RJ

Paulo José Machado


Contador CRC - 1RJ 061.469/O-4

30/04/2010 18:59:33 Pág: 123


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

ÍNDICE
GRUPO QUADRO DESCRIÇÃO PÁGINA

01 01 IDENTIFICAÇÃO 1
01 02 SEDE 1
01 03 DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES (Endereço para Correspondência com a Companhia) 1
01 04 REFERÊNCIA DO ITR 1
01 05 COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL 2
01 06 CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA 2
01 07 SOCIEDADES NÃO INCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 2
01 08 PROVENTOS EM DINHEIRO 2
01 09 CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO E ALTERAÇÕES NO EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO 3
01 10 DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES 3
02 01 BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO 4
02 02 BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO 5
03 01 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 7
04 01 04 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA 10
05 01 05 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 13
05 02 05 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 14
08 01 BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CONSOLIDADO 15
08 02 BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO 17
09 01 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO 19
10 01 10.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO 22
11 01 11 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 25
11 02 11 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 26
06 01 NOTAS EXPLICATIVAS 27
07 01 COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE 112
12 01 COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE 114
13 01 PARTICIPAÇÃO EM SOCIEDADES CONTROLADAS E/OU COLIGADAS 120
21 01 RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL 122
CIA ELETRICIDADE DA BAHIA
CIA ENERGÉTICA DO RIO GRANDE DO NORTE
CIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO
TEMOPERNAMBUCO S.A.
TERMOAÇU S.A.
NEOSERV (ANTIGA TERMO NC)
NC ENERGIA
ITAPEBI GERAÇÃO DE ENERGIA S.A.
AFLUENTE G & T DE ENERGIA ELETRICA S.A.
BAGUARI I GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA SA
GOIAS SUL GERAÇÃO DE ENERGIA S.A.
GERAÇÃO CIII S.A.
RIO PCH I S.A.
ENERGÉTICA AGUAS DA PEDRA S.A.
BAHIA PCH I S.A.
NEOENERGIA INVESTIMENTOS S.A.
GERAÇÃO CÉU AZUL S.A.
SE NARANBIDA /123

30/04/2010 18:59:37 Pág: 124


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01553-9 NEOENERGIA S.A. 01.083.200/0001-18

ÍNDICE
GRUPO QUADRO DESCRIÇÃO PÁGINA

30/04/2010 18:59:37 Pág: 125


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

O REGISTRO NA CVM NÃO IMPLICA QUALQUER APRECIAÇÃO SOBRE A COMPANHIA , SENDO OS SEUS
ADMINISTRADORES RESPONSÁVEIS PELA VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS.

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94


4 - NIRE

29300003816

01.02 - SEDE

1 - ENDEREÇO COMPLETO 2 - BAIRRO OU DISTRITO

AVENIDA EDGARD SANTOS, 300 NARANDIBA


3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF

41186-900 SALVADOR BA
6 - DDD 7 - TELEFONE 8 - TELEFONE 9 - TELEFONE 10 - TELEX

071 3370-5010 3370-5524 -


11 - DDD 12 - FAX 13 - FAX 14 - FAX

071 3370-5135 3370-5535 -


15 - E-MAIL

rdourado@coelba.com.br

01.03 - DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES (Endereço para Correspondência com a Companhia)

1 - NOME

ERIK DA COSTA BREYER


2 - ENDEREÇO COMPLETO 3 - BAIRRO OU DISTRITO

AVENIDA EDGARD SANTOS, 300 NARANDIBA


4 - CEP 5 - MUNICÍPIO 6 - UF

41186-900 SALVADOR BA
7 - DDD 8 - TELEFONE 9 - TELEFONE 10 - TELEFONE 11 - TELEX

071 3370-5501 - -
12 - DDD 13 - FAX 14 - FAX 15 - FAX

071 3370-5501 - -
16 - E-MAIL

ebreyer@neoenergia.com

01.04 - REFERÊNCIA / AUDITOR

EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO TRIMESTRE ATUAL TRIMESTRE ANTERIOR

1 - INÍCIO 2 - TÉRMINO 3 - NÚMERO 4 - INÍCIO 5 - TÉRMINO 6 - NÚMERO 7 - INÍCIO 8 - TÉRMINO

01/01/2010 31/12/2010 1 01/01/2010 31/03/2010 4 01/10/2009 31/12/2009


9 - NOME/RAZÃO SOCIAL DO AUDITOR 10 - CÓDIGO CVM

ERNST & YOUNG AUDITORES INDEPENDENTES 00471-5


11 - NOME DO RESPONSÁVEL TÉCNICO 12 - CPF DO RESP. TÉCNICO

PAULO JOSÉ MACHADO 014.319.648-08

29/04/2010 09:53:35 Pág: 1


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

01.05 - COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Número de Ações 1 - TRIMESTRE ATUAL 2 - TRIMESTRE ANTERIOR 3 - IGUAL TRIMESTRE EX. ANTERIOR

(Mil) 31/03/2010 31/12/2009 31/03/2009


Do Capital Integralizado
1 - Ordinárias 109.304 109.304 109.304
2 - Preferenciais 78.873 78.873 78.873
3 - Total 188.177 188.177 188.177
Em Tesouraria
4 - Ordinárias 0 0 0
5 - Preferenciais 0 0 0
6 - Total 0 0 0

01.06 - CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA

1 - TIPO DE EMPRESA

Empresa Comercial, Industrial e Outras


2 - TIPO DE SITUAÇÃO

Operacional
3 - NATUREZA DO CONTROLE ACIONÁRIO

Privada Nacional
4 - CÓDIGO ATIVIDADE

1120 - Energia Elétrica


5 - ATIVIDADE PRINCIPAL

Serviço Público de Energia Elétrica

6 - TIPO DE CONSOLIDADO

Não Apresentado
7 - TIPO DO RELATÓRIO DOS AUDITORES

Sem Ressalva

01.07 - SOCIEDADES NÃO INCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

1 - ITEM 2 - CNPJ 3 - DENOMINAÇÃO SOCIAL

01.08 - PROVENTOS EM DINHEIRO DELIBERADOS E/OU PAGOS DURANTE E APÓS O TRIMESTRE

1 - ITEM 2 - EVENTO 3 - APROVAÇÃO 4 - PROVENTO 5 - INÍCIO PGTO. 6 - ESPÉCIE E 7 - VALOR DO PROVENTO P/ AÇÃO
CLASSE DE
AÇÃO

01 AGO/E 29/03/2010 Dividendo 16/06/2010 ON 1,6702745660


02 AGO/E 29/03/2010 Dividendo 16/06/2010 PNA 1,6702745650
03 AGO/E 29/03/2010 Dividendo 16/06/2010 PNB 1,8373020215
04 RCA 31/03/2010 Juros Sobre Capital Próprio 19/05/2010 ON 0,1376444090
05 RCA 31/03/2010 Juros Sobre Capital Próprio 19/05/2010 PNA 0,1376444090
06 RCA 31/03/2010 Juros Sobre Capital Próprio 19/05/2010 PNB 0,1514088499

29/04/2010 09:53:42 Pág: 2


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

- . . / -

01.09 - CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO E ALTERAÇÕES NO EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO

1- ITEM 2 - DATA DA 3 - VALOR DO CAPITAL SOCIAL 4 - VALOR DA ALTERAÇÃO 5 - ORIGEM DA ALTERAÇÃO 7 - QUANTIDADE DE AÇÕES EMITIDAS 8 - PREÇO DA AÇÃO NA
ALTERAÇÃO EMISSÃO
(Reais Mil) (Reais Mil) (Mil)
(Reais)

01.10 - DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES

1 - DATA 2 - ASSINATURA

20/04/2010

29/04/2010 09:53:46 Pág: 3


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

02.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2010 4 - 31/12/2009

1 Ativo Total 4.955.273 4.749.345


1.01 Ativo Circulante 1.453.283 1.387.338
1.01.01 Disponibilidades 262.605 217.329
1.01.01.01 Caixa e equivalentes de caixa 262.605 217.329
1.01.02 Créditos 1.182.749 1.164.675
1.01.02.01 Clientes 805.623 792.874
1.01.02.01.01 Consumidores,concess e permissionárias 829.168 822.765
1.01.02.01.02 Títulos a receber 11.683 4.775
1.01.02.01.03 (-) Provisão p/crédito de liq. duvidosa (35.228) (34.666)
1.01.02.02 Créditos Diversos 377.126 371.801
1.01.02.02.01 Ativos regulatórios 3.446 38.482
1.01.02.02.02 Serviço em curso 70.500 57.163
1.01.02.02.03 Títulos e valores mobiliários 89.782 84.476
1.01.02.02.04 Tributos e contribuições sociais 79.611 55.536
1.01.02.02.05 Tributos contribuições sociais diferidos 17.043 20.337
1.01.02.02.06 Benefício-fiscal-ágio incor controladora 18.892 18.895
1.01.02.02.07 Despesas pagas antecipadamente 12.212 7.669
1.01.02.02.08 Outros créditos 85.640 89.243
1.01.03 Estoques 7.929 5.334
1.01.04 Outros 0 0
1.02 Ativo Não Circulante 3.501.990 3.362.007
1.02.01 Ativo Realizável a Longo Prazo 741.237 676.788
1.02.01.01 Créditos Diversos 741.055 676.538
1.02.01.01.01 Consumidores,concess e permissionárias 239.747 207.208
1.02.01.01.02 Títulos a receber 15.878 12.578
1.02.01.01.03 (-) Provisão p/crédito de liq. duvidosa (735) (946)
1.02.01.01.04 Ativos regulatórios 77.603 54.659
1.02.01.01.05 Fundos vinculados 157 157
1.02.01.01.06 Depósitos judiciais 84.526 80.954
1.02.01.01.07 Tributos e contribuições sociais 52.187 45.826
1.02.01.01.08 Tributos contribuições sociais diferidos 34.225 33.531
1.02.01.01.09 Benefício-fiscal-ágio incor controladora 222.749 227.469
1.02.01.01.10 Bens e direitos destinados a alienação 2.855 2.895
1.02.01.01.11 Outros créditos 11.863 12.207
1.02.01.02 Créditos com Pessoas Ligadas 182 250
1.02.01.02.01 Com Coligadas e Equiparadas 0 0
1.02.01.02.02 Com Controladas 182 250
1.02.01.02.03 Com Outras Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.03 Outros 0 0
1.02.02 Ativo Permanente 2.760.753 2.685.219
1.02.02.01 Investimentos 13.297 13.388

29/04/2010 09:53:49 Pág: 4


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

02.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -31/03/2010 4 -31/12/2009

1.02.02.01.01 Participações Coligadas/Equiparadas 0 0


1.02.02.01.02 Participações Coligadas/Equiparadas-Ágio 0 0
1.02.02.01.03 Participações em Controladas 0 0
1.02.02.01.04 Participações em Controladas - Ágio 0 0
1.02.02.01.05 Outros Investimentos 13.297 13.388
1.02.02.02 Imobilizado 2.560.261 2.498.842
1.02.02.02.01 Imobilizado líquido 2.560.261 2.498.842
1.02.02.03 Intangível 187.195 172.989
1.02.02.03.01 Intangível líquido 187.195 172.989
1.02.02.04 Diferido 0 0

29/04/2010 09:53:49 Pág: 5


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

02.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2010 4 - 31/12/2009

2 Passivo Total 4.955.273 4.749.345


2.01 Passivo Circulante 1.627.124 1.640.614
2.01.01 Empréstimos e Financiamentos 243.202 233.592
2.01.01.01 Empréstimos financ e encargos da dívida 243.202 233.592
2.01.02 Debêntures 94.972 82.419
2.01.02.01 Debêntures e encargos 94.972 82.419
2.01.03 Fornecedores 313.232 303.847
2.01.04 Impostos, Taxas e Contribuições 218.759 200.715
2.01.04.01 Tributos e contribuições sociais 105.754 117.770
2.01.04.02 Tributos contribuições sociais diferidos 1.120 1.104
2.01.04.03 Taxas regulamentares 111.885 81.841
2.01.05 Dividendos a Pagar 580.985 644.836
2.01.05.01 Dividendos 529.958 553.497
2.01.05.02 Juros sobre capital próprio 51.027 91.339
2.01.06 Provisões 14.905 14.171
2.01.06.01 Provisões para contingências 14.905 14.171
2.01.07 Dívidas com Pessoas Ligadas 0 0
2.01.08 Outros 161.069 161.034
2.01.08.01 Passivos regulatórios 19.814 50.541
2.01.08.02 Folha de pagamento 7.253 2.422
2.01.08.03 Obrigações estimadas 48.169 35.783
2.01.08.04 Adiantamentos recebidos 18.673 15.941
2.01.08.05 Consumidores devolução baixa renda 0 767
2.01.08.06 Outras contas a pagar 67.160 55.580
2.02 Passivo Não Circulante 1.393.526 1.329.188
2.02.01 Passivo Exigível a Longo Prazo 1.393.526 1.329.188
2.02.01.01 Empréstimos e Financiamentos 706.418 683.289
2.02.01.01.01 Empréstimos e financiamentos 706.418 683.289
2.02.01.02 Debêntures 456.674 469.438
2.02.01.02.01 Debêntures 456.674 469.438
2.02.01.03 Provisões 34.007 33.357
2.02.01.03.01 Provisões para contingências 34.007 33.357
2.02.01.04 Dívidas com Pessoas Ligadas 0 0
2.02.01.05 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0
2.02.01.06 Outros 196.427 143.104
2.02.01.06.01 Fornecedores 5.444 5.480
2.02.01.06.02 Passivos regulatórios 111.355 80.163
2.02.01.06.03 Tributos e contribuições sociais 19.356 18.998
2.02.01.06.04 Tributos contribuições sociais diferidos 4.913 4.896
2.02.01.06.05 Taxas regulamentares 30.789 12.429
2.02.01.06.06 Recursos destinados aumento capital 1.694 1.694

29/04/2010 09:53:53 Pág: 6


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

02.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -31/03/2010 4 -31/12/2009

2.02.01.06.07 Outras contas a pagar 22.876 19.444


2.03 Resultados de Exercícios Futuros 0 0
2.05 Patrimônio Líquido 1.934.623 1.779.543
2.05.01 Capital Social Realizado 542.163 542.163
2.05.02 Reservas de Capital 698.050 698.050
2.05.02.01 Ágio incorporado (líquido) 339.052 339.052
2.05.02.02 Incentivo fiscal SUDENE 340.429 340.429
2.05.02.03 Outras 18.569 18.569
2.05.03 Reservas de Reavaliação 0 0
2.05.03.01 Ativos Próprios 0 0
2.05.03.02 Controladas/Coligadas e Equiparadas 0 0
2.05.04 Reservas de Lucro 539.492 539.330
2.05.04.01 Legal 108.433 108.433
2.05.04.02 Estatutária 0 0
2.05.04.03 Para Contingências 0 0
2.05.04.04 De Lucros a Realizar 0 0
2.05.04.05 Retenção de Lucros 123.796 123.634
2.05.04.06 Especial p/ Dividendos Não Distribuídos 0 0
2.05.04.07 Outras Reservas de Lucro 307.263 307.263
2.05.05 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0
2.05.05.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0
2.05.05.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0
2.05.05.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0
2.05.06 Lucros/Prejuízos Acumulados 154.918 0
2.05.07 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0

29/04/2010 09:53:53 Pág: 7


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.01 Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 1.328.649 1.328.649 1.147.764 1.147.764
3.01.01 Fornecimento de energia elétrica 555.861 555.861 433.168 433.168
3.01.02 Energia elétrica curto prazo - CCEE 1.174 1.174 9.228 9.228
3.01.03 Disponibilização sistema transm/distrib 758.857 758.857 692.248 692.248
3.01.04 Outras receitas operacionais 12.757 12.757 13.120 13.120
3.02 Deduções da Receita Bruta (451.855) (451.855) (378.971) (378.971)
3.02.01 ICMS (250.936) (250.936) (219.320) (219.320)
3.02.02 PIS (22.459) (22.459) (18.762) (18.762)
3.02.03 COFINS (103.450) (103.450) (86.417) (86.417)
3.02.04 ISS (306) (306) (526) (526)
3.02.05 Quota p/Reserva Global de Reversão-RGR (13.084) (13.084) (11.161) (11.161)
3.02.06 Programa de Eficiência Energética-PEE (16.059) (16.059) (3.870) (3.870)
3.02.07 Conta de Desenvolvimento Energético-CDE (7.080) (7.080) (5.992) (5.992)
3.02.08 Conta de Consumo de Combustível-CCC (26.840) (26.840) (28.173) (28.173)
3.02.09 fundo Nac Desen Cient Tecnológico-FNDCT (1.781) (1.781) (1.536) (1.536)
3.02.10 empresa de Pesquisa Energética-EPE (891) (891) (1.236) (1.236)
3.02.11 Pesquisa e Desenvolvimento-P&D (8.793) (8.793) (1.536) (1.536)
3.02.12 Encargos do Consumidor-PROINFA (177) (177) (448) (448)
3.02.13 Encargos CBEE 1 1 6 6
3.03 Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 876.794 876.794 768.793 768.793
3.04 Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos (563.872) (563.872) (472.590) (472.590)
3.04.01 Pessoal (20.983) (20.983) (22.729) (22.729)
3.04.02 Entidade de previdência privada (805) (805) (788) (788)
3.04.03 Material (1.482) (1.482) (1.723) (1.723)
3.04.04 Serviços de terceiros (15.431) (15.431) (12.335) (12.335)
3.04.05 Taxa fiscaliz serviço eenrg elet-TFSEE (1.177) (1.177) (1.420) (1.420)
3.04.06 Energia elétrica comprada para revenda (413.471) (413.471) (341.172) (341.172)

29/04/2010 09:54:01 Pág: 8


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.04.07 Encargo uso sistema de transmissão (60.582) (60.582) (45.701) (45.701)


3.04.08 Depreciação e amortização (42.080) (42.080) (40.028) (40.028)
3.04.09 Arrendamentos e aluguéis (259) (259) (305) (305)
3.04.10 Tributos (34) (34) (35) (35)
3.04.11 Provisões líquidas - PCLD (4.898) (4.898) (4.269) (4.269)
3.04.12 Outros (816) (816) (638) (638)
3.04.13 Custo do serviço prestado a terceiros (1.854) (1.854) (1.447) (1.447)
3.05 Resultado Bruto 312.922 312.922 296.203 296.203
3.06 Despesas/Receitas Operacionais (127.724) (127.724) (85.777) (85.777)
3.06.01 Com Vendas (52.202) (52.202) (55.671) (55.671)
3.06.02 Gerais e Administrativas (31.605) (31.605) (24.595) (24.595)
3.06.03 Financeiras (43.167) (43.167) (792) (792)
3.06.03.01 Receitas Financeiras 83.215 83.215 82.232 82.232
3.06.03.01.01 Renda de aplicações financeiras 9.069 9.069 10.343 10.343
3.06.03.01.02 Juros comiss e acresc moratório energia 8.856 8.856 7.976 7.976
3.06.03.01.03 Remuneração financ ativos regulatórios 1.926 1.926 2.498 2.498
3.06.03.01.04 Variação monetária 4.281 4.281 14.923 14.923
3.06.03.01.05 Variação cambial 15.408 15.408 14.613 14.613
3.06.03.01.06 Operações Swap 27.605 27.605 20.412 20.412
3.06.03.01.07 Outras 16.070 16.070 11.467 11.467
3.06.03.02 Despesas Financeiras (126.382) (126.382) (83.024) (83.024)
3.06.03.02.01 Encargos de dívida (22.322) (22.322) (31.602) (31.602)
3.06.03.02.02 Juros sobre capital próprio (26.718) (26.718) 0 0
3.06.03.02.03 Remuneração financ passivos regulatórios (3.016) (3.016) (227) (227)
3.06.03.02.04 Variação monetária (11.634) (11.634) (8.000) (8.000)
3.06.03.02.05 Variação cambial (22.282) (22.282) (10.776) (10.776)
3.06.03.02.06 Operações Swap (27.474) (27.474) (25.885) (25.885)

29/04/2010 09:54:01 Pág: 9


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.06.03.02.07 Outras (12.936) (12.936) (6.534) (6.534)


3.06.04 Outras Receitas Operacionais 140 140 96 96
3.06.04.01 Receita alienação/desativação bens e dir 140 140 96 96
3.06.04.02 Outras 0 0 0 0
3.06.05 Outras Despesas Operacionais (890) (890) (4.815) (4.815)
3.06.05.01 Despesa alienação/desativação bens e dir (890) (890) (4.815) (4.815)
3.06.05.02 Outras 0 0 0 0
3.06.06 Resultado da Equivalência Patrimonial 0 0 0 0
3.07 Resultado Operacional 185.198 185.198 210.426 210.426
3.08 Resultado Não Operacional 0 0 0 0
3.08.01 Receitas 0 0 0 0
3.08.02 Despesas 0 0 0 0
3.09 Resultado Antes Tributação/Participações 185.198 185.198 210.426 210.426
3.10 Provisão para IR e Contribuição Social (22.923) (22.923) (24.660) (24.660)
3.10.01 Imposto de renda corrente (40.398) (40.398) (43.521) (43.521)
3.10.02 Contribuição social corrente (14.881) (14.881) (15.662) (15.662)
3.10.03 Imposto de renda incentivo SUDENE 32.356 32.356 34.523 34.523
3.11 IR Diferido (7.357) (7.357) (12.592) (12.592)
3.11.01 IR Diferido (1.936) (1.936) (5.561) (5.561)
3.11.02 CSLL Diferido (697) (697) (2.002) (2.002)
3.11.03 Amortização ágio e reversão-PMIPL (4.724) (4.724) (5.029) (5.029)
3.12 Participações/Contribuições Estatutárias 0 0 0 0
3.12.01 Participações 0 0 0 0
3.12.02 Contribuições 0 0 0 0
3.13 Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 26.718 26.718 0 0
3.15 Lucro/Prejuízo do Período 181.636 181.636 173.174 173.174

29/04/2010 09:54:01 Pág: 10


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) 188.177 188.177 188.177 188.177


LUCRO POR AÇÃO (Reais) 0,96524 0,96524 0,92027 0,92027
PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais)

29/04/2010 09:54:01 Pág: 11


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

04.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

4.01 Caixa Líquido Atividades Operacionais 235.693 235.693 232.731 232.731

4.01.01 Caixa Gerado nas Operações 284.448 284.448 236.525 236.525

4.01.01.01 Lucro Líquido do exercício 181.636 181.636 173.174 173.174

4.01.01.02 Depreciação e amortização 44.593 44.593 44.490 44.490

4.01.01.03 Ativo regulatório 14.020 14.020 (26.394) (26.394)

4.01.01.04 Passivo regulatório (2.547) (2.547) 24.770 24.770

4.01.01.05 Amortização de ágio, líquida 4.724 4.724 5.029 5.029

4.01.01.06 Var monet/cam e juros de LP, líquidas 5.645 5.645 (21.031) (21.031)

4.01.01.07 Var monet/cam e juros de CP, líquidas 30.686 30.686 27.928 27.928

4.01.01.08 Valor residual ativo permanente baixado 671 671 2.464 2.464

4.01.01.09 Imposto renda/contrib social diferidos 2.633 2.633 7.563 7.563

4.01.01.10 Prov contig cíveis/fiscais/trabalhistas 2.036 2.036 (2.121) (2.121)

4.01.01.11 Provisão para devedores duvidosos 351 351 653 653

4.01.02 Variações nos Ativos e Passivos (48.755) (48.755) (3.794) (3.794)

4.01.02.01 Consumidores (38.835) (38.835) (24.119) (24.119)

4.01.02.02 Títulos a receber (10.210) (10.210) (3.206) (3.206)

4.01.02.03 Depósitos judiciais (4.853) (4.853) (5.567) (5.567)

4.01.02.04 Tributos e contribuições sociais (11.659) (11.659) (19.116) (19.116)

4.01.02.05 Títulos e valores mobiliários (3.786) (3.786) 0 0

4.01.02.06 Serviço em curso (47.612) (47.612) (2.902) (2.902)

4.01.02.07 Despesas pagas antecipadamente (4.544) (4.544) (4.307) (4.307)

4.01.02.08 Estoques (2.595) (2.595) (121) (121)

4.01.02.09 Outros ativos 4.381 4.381 677 677

4.01.02.10 Fornecedores 9.349 9.349 34.046 34.046

4.01.02.11 Folha de pagamento 4.831 4.831 6.009 6.009

4.01.02.12 Encargos da dívida e swap 12.430 12.430 15.196 15.196

4.01.02.13 Taxas regulamentares 68.819 68.819 (16.479) (16.479)

29/04/2010 09:54:05 Pág: 12


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

04.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -01/01/2010 a 31/03/2010 4 -01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/200901/01/2009 a 31/03/2009


6 - 01/01/2009 a 31/03/200901/01/2009 a 31/03/2009

4.01.02.14 Tributos e contribuições sociais (30.436) (30.436) 2.224 2.224

4.01.02.15 Obrigações estimadas 12.386 12.386 16.430 16.430

4.01.02.16 Consumidores devolução baixa renda (767) (767) (2) (2)

4.01.02.17 Adiantamentos recebidos 2.732 2.732 5.280 5.280

4.01.02.18 Outras contas a pagar (8.386) (8.386) (7.837) (7.837)

4.01.03 Outros 0 0 0 0

4.02 Caixa Líquido Atividades de Investimento (279.574) (279.574) (206.262) (206.262)

4.02.01 Em investimento 0 0 (30) (30)

4.02.02 No imobilizado (263.539) (263.539) (189.617) (189.617)

4.02.03 No intangível (16.081) (16.081) (16.615) (16.615)

4.02.04 Bens e direitos destinados a alienação 46 46 0 0

4.03 Caixa Líquido Atividades Financiamento 89.157 89.157 (72.012) (72.012)

4.03.01 Empréstimos e financiamentos obtidos 63.485 63.485 34.265 34.265

4.03.02 Pagamentos empréstimos, financiam e swap (48.455) (48.455) (93.512) (93.512)

4.03.03 Pagamentos de debêntures (17.205) (17.205) (17.369) (17.369)

4.03.04 Obrigações vinculadas 181.846 181.846 3.935 3.935

4.03.05 Pagamento de Dividendos (23.539) (23.539) (72) (72)

4.03.06 Pagamento de juros sobre capital próprio (66.868) (66.868) (10) (10)

4.03.07 Coligadas e controladas (107) (107) 751 751

4.04 Variação Cambial s/ Caixa e Equivalentes 0 0 0 0

4.05 Aumento(Redução) de Caixa e Equivalentes 45.276 45.276 (45.543) (45.543)

4.05.01 Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes 217.329 217.329 334.809 334.809

4.05.02 Saldo Final de Caixa e Equivalentes 262.605 262.605 289.266 289.266

29/04/2010 09:54:05 Pág: 13


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

05.01 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE 5 - RESERVAS DE 6 - RESERVAS DE 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE 9 - TOTAL PATRIMÔNIO
CAPITAL REAVALIAÇÃO LUCRO ACUMULADOS AVALIAÇÃO LÍQUIDO
PATRIMONIAL

5.01 Saldo Inicial 542.163 698.050 0 539.330 0 0 1.779.543

5.02 Ajustes de Exercícios Anteriores 0 0 0 0 0 0 0

5.03 Saldo Ajustado 542.163 698.050 0 539.330 0 0 1.779.543

5.04 Lucro / Prejuízo do Período 0 0 0 0 181.636 0 181.636

5.05 Destinações 0 0 0 0 (26.718) 0 (26.718)

5.05.01 Dividendos 0 0 0 0 0 0 0

5.05.02 Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0 (26.718) 0 (26.718)

5.05.03 Outras Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.06 Realização de Reservas de Lucros 0 0 0 162 0 0 162

5.06.01 prescrição deliberação dividendos 2006 0 0 0 162 0 0 162

5.07 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0 0 0 0 0 0

5.07.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0 0 0 0 0 0

5.07.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0 0 0 0 0 0

5.07.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0 0 0 0 0 0

5.08 Aumento/Redução do Capital Social 0 0 0 0 0 0 0

5.09 Constituição/Realização Reservas Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.10 Ações em Tesouraria 0 0 0 0 0 0 0

5.11 Outras Transações de Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.12 Outros 0 0 0 0 0 0 0

5.13 Saldo Final 542.163 698.050 0 539.492 154.918 0 1.934.623

29/04/2010 09:54:09 Pág: 14


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

05.02 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE 5 - RESERVAS DE 6 - RESERVAS DE 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE 9 - TOTAL PATRIMÔNIO
CAPITAL REAVALIAÇÃO LUCRO ACUMULADOS AVALIAÇÃO LÍQUIDO
PATRIMONIAL

5.01 Saldo Inicial 542.163 698.050 0 539.330 0 0 1.779.543

5.02 Ajustes de Exercícios Anteriores 0 0 0 0 0 0 0

5.03 Saldo Ajustado 542.163 698.050 0 539.330 0 0 1.779.543

5.04 Lucro / Prejuízo do Período 0 0 0 0 181.636 0 181.636

5.05 Destinações 0 0 0 0 (26.718) 0 (26.718)

5.05.01 Dividendos 0 0 0 0 0 0 0

5.05.02 Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0 (26.718) 0 (26.718)

5.05.03 Outras Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.06 Realização de Reservas de Lucros 0 0 0 162 0 0 162

5.06.01 prescrição deliberação dividendos 2006 0 0 0 162 0 0 162

5.07 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0 0 0 0 0 0

5.07.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0 0 0 0 0 0

5.07.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0 0 0 0 0 0

5.07.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0 0 0 0 0 0

5.08 Aumento/Redução do Capital Social 0 0 0 0 0 0 0

5.09 Constituição/Realização Reservas Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.10 Ações em Tesouraria 0 0 0 0 0 0 0

5.11 Outras Transações de Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.12 Outros 0 0 0 0 0 0 0

5.13 Saldo Final 542.163 698.050 0 539.492 154.918 0 1.934.623

29/04/2010 09:54:12 Pág: 15


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(Em milhares de reais, exceto quando especificado).

1 CONTEXTO OPERACIONAL

A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia – COELBA, sociedade por ações de capital


aberto, com sede em Salvador – Bahia, controlada pela NEOENERGIA S/A
(“NEOENERGIA”), é concessionária de serviço público de energia elétrica, destinada a
projetar, construir e explorar os sistemas de sub-transmissão, transformação, distribuição e
comercialização de energia elétrica e serviços correlatos que lhe venham a ser concedidos ou
autorizados, e atividades associadas ao serviço de energia elétrica, podendo prestar serviços
técnicos de sua especialidade, realizar operações de exportação e importação e praticar os
demais atos necessários à consecução de seu objetivo, sendo tais atividades regulamentadas e
fiscalizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, órgão vinculado ao Ministério
das Minas e Energia.

2 APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu e a CVM aprovou ao longo do exercício de


2009 diversos pronunciamentos contábeis alinhados com as Normas Internacionais de
Contabilidade (IFRS) emitidas pelo IASB – International Accounting Standards Board, com
vigência para os exercícios sociais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2010 com aplicação
retroativa a 2009 para fins de comparabilidade.

Entretanto, conforme facultado pela Deliberação CVM n? 603, de 10 de novembro de 2009, a


Companhia optou por apresentar as Informações Trimestrais – ITR de 2010 de acordo com as
normas contábeis vigentes até 31 de dezembro de 2009. Sendo assim, as informações trimestrais
estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BRGAAP), as
quais incluem as disposições da Lei das Sociedades por Ações, conjugada com a legislação
específica aplicada às concessionárias do serviço público de energia elétrica, editada pela
Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, normas e procedimentos contábeis emitidos
pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM e as normas e procedimentos contábeis emitidos
pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC vigentes até 31 de dezembro de 2009.

A Administração da Companhia, no seu melhor julgamento, apresenta abaixo um breve


descritivo das possíveis alterações nas práticas contábeis anteriormente adotadas, para as
informações trimestrais de 31 de março de 2010:

• Interpretação Técnica ICPC 01, aprovada pela Deliberação CVM n? 611 em 22 de dezembro
de 2009 estabelece os princípios gerais sobre o reconhecimento e a mensuração das
obrigações e os respectivos direitos dos contratos de concessão, onde a remuneração
recebida ou a receber pela concessionária deve ser registrada pelo seu valor justo,
correspondendo a direitos sobre um ativo financeiro e/ou um ativo intangível.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 16


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

ü Nos termos do contrato de concessão, a Companhia atua como prestador de serviço e


constrói e melhora a infra-estrutura (serviços de construção ou melhoria) usada para
prestar um serviço público e opera e mantém essa infra-estrutura (serviços de
operação) durante determinado prazo. Dessa forma, no alcance desta Interpretação, a
Companhia deve registrar e mensurar a receita dos serviços que presta de acordo com
os Pronunciamentos Técnicos CPC 17 – Contratos de Construção e CPC 30 - Receitas.

O impacto mais provável nas demonstrações contábeis será a transferência dos saldos
do Ativo Imobilizado e de Obrigações Especiais para (a) o Ativo Intangível referente
ao direito da cobrança de tarifa dos consumidores (direito de exploração da concessão),
e/ou (b) eventual registro de um Ativo Financeiro, representando o direito
incondicional da Companhia de recebimento de caixa.

A Companhia tem participado de discussões e debates com outros agentes do setor


elétrico, órgãos reguladores e associações da classe contábil sobre aspectos para
aplicação prática da referida instrução técnica.

Considerando a extensão da complexidade das alterações requeridas por esta


interpretação técnica, a Companhia entende que não é possível, no cenário atual,
quantificar com segurança os impactos da adoção da Interpretação ICPC 01.

• Pronunciamento CPC 17 – Contratos de Construção, aprovado pela deliberação CVM n° 576


em 05 de junho de 2009, que estabelece o tratamento contábil das receitas e despesas
associadas a contratos de construção.

ü A aplicabilidade desse pronunciamento contábil está diretamente relacionada à


dissolução de dúvidas oriundas da Interpretação Técnica ICPC 01, visto que o
reconhecimento dessa receita não está previsto no ambiente tarifário regulatório. Dessa
forma, a Companhia entende que não é possível, no cenário atual, quantificar com
segurança os impactos da adoção do referido pronunciamento.

• Pronunciamento CPC 20 – Custos de Empréstimos, aprovado pela deliberação CVM n° 577


em 05 de junho de 2009, que discute a capitalização de custos de empréstimos que são
diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável.

ü A Companhia já adota a prática de capitalizar custos de empréstimos diretamente


atribuíveis a ativos qualificáveis, porém está avaliando a possibilidade de adotar o
critério de capitalização de encargos financeiros captados genericamente, porém
utilizados na obtenção de ativos qualificáveis, considerando que o montante de custos
de empréstimos elegíveis à capitalização deve estar vinculado à sua realização via
tarifa de energia elétrica. Dessa forma, o referido Pronunciamento Técnico poderá
produzir impactos sobre suas demonstrações financeiras, dependendo da opção a ser
avaliada pela Administração da Companhia ao longo de 2010.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 17


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

• Pronunciamento CPC 21 – Demonstração Intermediária, aprovado pela deliberação CVM n°


581 em 31 de julho de 2009, que orienta sobre o conteúdo mínimo de uma demonstração
contábil intermediária e os diversos aspectos de reconhecimento e mensuração das transações
e eventos contábeis.

ü A Administração da Companhia espera que essa norma produza alterações sobre o


volume de informações a serem divulgados em suas Informações Trimestrais – ITRs,
dado que tais ITRs passarão a ser preparadas em bases sintetizadas.

• Pronunciamento CPC 24 – Evento Subsequente, aprovado pela deliberação CVM n° 593 em


15 de setembro de 2009, que estabelece quando a entidade deve ajustar suas demonstrações
contábeis com respeito aos eventos subsequentes ao período contábil de referência e quais as
informações que a entidade deve divulgar sobre os eventos subsequentes que tenham gerado
ou não ajustes nas demonstrações.

ü O principal impacto na aplicação dessa norma refere-se à contabilização de dividendos.


De acordo com a mesma, ao final do exercício a Companhia deverá reconhecer como
passivo somente o dividendo mínimo obrigatório estabelecido em seu Estatuto ou,
quando esse for omisso, aquele determinado na Lei 6.404. Dividendos adicionais ao
mínimo serão registrados como passivo na medida em que forem aprovados pelos
órgãos competentes da Companhia, conforme disposto no “ICPC 08 Contabilização da
Proposta de Pagamento de Dividendos”.

Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia registrou de acordo com as práticas


contábeis vigentes, a proposta da Administração para distribuição de dividendos no
valor de R$ 661.147. Essa proposta está superior ao mínimo obrigatório, portanto, de
acordo com o referido Pronunciamento Técnico, o valor excedente ao mínimo
obrigatório deverá ser revertido do passivo para a conta de lucros acumulados no
patrimônio líquido em 2009 para fins de divulgação de números comparativos ao
exercício de 2010.

• Pronunciamento CPC 25 – Provisão e Passivo e Ativo Contingentes, aprovado pela


Deliberação CVM n° 594 em 15 de setembro de 2009, cujo objetivo é assegurar que sejam
aplicados os critérios de reconhecimento e as bases de mensuração apropriadas a provisões e
passivos e ativos contingentes, além de determinar aspectos de divulgação dessas
informações;

ü A Companhia, conforme requerido pela Deliberação CVM n° 489, de 03 de outubro de


2005, já efetuava as contabilizações e divulgações aplicando os conceitos de provisão,
passivos e ativos contingentes inseridos no referido pronunciamento, e por esse motivo
não espera mudanças significativas nas práticas contábeis já adotadas.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 18


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

• Pronunciamento CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis, aprovado pela


deliberação CVM n° 595 em 15 de setembro de 2009, o qual define a base para a
apresentação de demonstrações contábeis em consonância com a nova estrutura conceitual,
no sentido de assegurar a comparabilidade, tanto com as demonstrações contábeis de
períodos anteriores da entidade, quanto com as demonstrações contábeis de outras entidades.

ü A Companhia entende que o referido Pronunciamento Técnico produzirá impactos


sobre a apresentação de suas demonstrações financeiras, uma vez que define
extensivos requerimentos de divulgação sobre políticas contábeis e a introdução
“Outros Resultados Abrangentes” nas Demonstrações do Resultado e da Mutação do
Patrimônio Líquido e a segregação da parcela de acionistas controladores e não
controladores nestas peças, prática essa que deverá ser aplicada pela Companhia nas
demonstrações financeiras a serem preparadas em 2010 (incluindo as demonstrações
contábeis do período comparativo).

• Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado aprovado pela Deliberação CVM n° 583 em 31


de julho de 2009, cujo objetivo é estabelecer o reconhecimento inicial e os principais pontos
a serem considerados na contabilização de um ativo imobilizado, incluindo a composição dos
custos e métodos permitidos para o cálculo da depreciação. Este pronunciamento deve ser
analisado em conjunto com a Interpretação ICPC 10 “Entendimento sobre os
Pronunciamentos Técnicos CPC 27 e CPC 28”.

ü A Companhia entende que este pronunciamento contábil terá impacto apenas sobre os
bens que não serão reversíveis ao final do contrato de concessão, ou seja, aqueles que
geralmente são utilizados na consecução de atividades suporte e/ou administrativas e
estão sob pleno domínio da concessionária, conforme preceituam as normas
regulatórias que tratam da matéria. Nesse contexto se enquadram: softwares,
hardwares, terrenos administrativos, edificações, obras civis e benfeitorias
administrativas, máquinas e equipamentos administrativos, veículos, e móveis e
utensílios.

A principal mudança em relação à prática atual é o requerimento de dedução do valor


residual estimado dos ativos imobilizados para cômputo da depreciação. Atualmente a
Companhia efetua a depreciação dos ativos pelo seu custo de formação integral sem
deduzir o valor residual estimado, com isso, a despesa de depreciação advinda dos
bens existentes em 01/01/2010 será reduzida nas próximas demonstrações contábeis.

• Pronunciamento CPC 28 – Propriedade para Investimento, aprovado pela deliberação CVM


n° 584 em 31 de julho de 2009, que prescreve o tratamento contábil e respectivas divulgações
às propriedades destinadas à obtenção de renda ou à valorização comercial, ou a ambos.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 19


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

ü A Companhia possui bens imóveis classificados nas demonstrações contábeis de


31/03/2010 como propriedades para investimento, no montante de R$ 4.878,
mensurados ao custo de aquisição e líquido da depreciação acumulada, e não espera
que esse pronunciamento contábil produza impactos relevantes sobre suas
demonstrações contábeis.

• Pronunciamento CPC 30 – Receitas, aprovado pela deliberação CVM n° 597 em 15 de


setembro de 2009, que determina como a entidade deve mensurar reconhecer e divulgar
informações sobre receitas provenientes de certos tipos de transações e eventos.

ü Esse Pronunciamento Técnico define que, para fins de divulgação na demonstração do


resultado, a receita inclui somente os ingressos brutos de benefícios econômicos,
portanto as quantias cobradas por conta de terceiros, tais como tributos sobre vendas,
não são benefícios econômicos, assim, são excluídos da receita. Este Pronunciamento
Técnico requer uma divulgação em Nota Explicativa da “receita bruta tributável”
reconciliada com a receita apresentada na demonstração do resultado. O principal
reflexo de divulgação nas demonstrações financeiras se refere à apresentação da receita
na demonstração do resultado líquida de quantias cobradas por conta de terceiros
decorrente dos impactos sobre as vendas.

A Companhia não espera que o referido Pronunciamento Técnico produza impactos


relevantes sobre suas demonstrações contábeis, uma vez que sua prática contábil de
reconhecimento de receita converge com a prática contábil requerida por este CPC.

• Pronunciamento CPC 31 - Ativo Não-Circulante Mantido Para Venda e Operação


Descontinuada, aprovado pela deliberação CVM n° 598 em 15 de setembro de 2009, cujo
objetivo é especificar a contabilização de ativos não-circulantes colocados à venda e a
apresentação e divulgação de operações descontinuadas.

ü A Companhia possui bens imóveis destinados à venda no montante de R$ 2.855, em


31/03/2010, consequentemente não espera que esse pronunciamento contábil produza
impactos relevantes sobre suas demonstrações contábeis.

• Pronunciamento CPC 32 - Tributos sobre o Lucro, aprovado pela Deliberação CVM n° 599
em 15 de setembro de 2009, o qual estabelece o tratamento contábil referente aos tributos
incidentes sobre o lucro.

ü A Administração da Companhia não espera que essa norma produza impactos


relevantes sobre suas demonstrações contábeis, uma vez que sua prática contábil em
relação aos tributos sobre o lucro, na forma do Imposto de Renda da Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido, corrente e diferido, está alinhada com a prática contábil
requerida por este CPC.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 20


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

• Pronunciamento CPC 33 – Benefícios a Empregados, aprovado pela Deliberação CVM n°


600 em 07 de outubro de 2009, o qual dá orientações sobre o reconhecimento, a mensuração
e a evidenciação dos benefícios concedidos aos empregados.

ü A Companhia já efetuava as contabilizações e divulgações conforme requerido pela


Instrução 371/00 da CVM, referente à avaliação e registro de benefícios pós-emprego.
Os demais assuntos tratados no referido CPC não impactam de forma significativa suas
demonstrações contábeis.

• Pronunciamento CPC 37 – Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade,


aprovado pela Deliberação CVM n° 609 em 22 de dezembro de 2009, cujo objetivo é o de
garantir que as primeiras demonstrações contábeis consolidadas de uma entidade, elaboradas
conforme as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB – International
Accounting Standards Board, contenham informações de alta qualidade; e que sejam
transparentes para os usuários e comparáveis em relação a todos os períodos apresentados;
proporcionem um ponto de partida adequado para as contabilizações de acordo com as
IFRSs; e possam ser geradas a um custo que não supere os seus benefícios. Adicionalmente,
que dispõe sobre as circunstâncias em que é necessária ou é vedada aplicação retroativa dos
IFRS.

ü A Companhia prevê um maior volume de informações a serem divulgadas no balanço


de abertura na data de transição para o IFRS, de forma que as conciliações incluam
detalhes suficientes para o pleno entendimento dos ajustes efetuados em decorrência da
mudança de política contábil (adoção do IFRS) e de que forma eles afetaram a posição
patrimonial (balanço patrimonial), o desempenho econômico (demonstração do
resultado) e o desempenho financeiro (demonstração dos fluxos de caixa), em relação
às práticas que vinha adotando.

• Pronunciamentos CPC´s 38, 39 e 40 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e


Mensuração, Apresentação, Evidenciação, aprovados pela Deliberação CVM n° 604 em 19
de novembro de 2009, os quais disciplinam, respectivamente, o reconhecimento e a
mensuração de operações realizadas com instrumentos financeiros, incluindo derivativos, e o
procedimento aplicável ao reconhecimento contábil das operações de hedge; os princípios
para a apresentação de instrumentos financeiros como passivo ou patrimônio líquido e para
compensação de ativos financeiros e passivos financeiros; e a necessidade de divulgações
detalhadas sobre os instrumentos financeiros para a situação financeira e patrimonial da
Companhia e seu desempenho.

O CPC 38 introduz uma série de novos conceitos que não constam do CPC 14, substituído
pela OCPC 03 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação,
aprovado pelo Ofício-Circular CVM/SNC/SEP nº. 03/2009, de 19 de novembro de 2009. Os
principais itens não cobertos no CPC 14 são os derivativos embutidos, o desreconhecimento
de ativos e passivos financeiros e provisão para perdas ao valor recuperável (impairment).

29/04/2010 09:54:18 Pág: 21


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

ü A Companhia já efetuava as contabilizações e divulgações conforme requerido pelo


Pronunciamento CPC 14 e os novos conceitos englobados por esses novos
pronunciamentos não impactam de forma significativa suas demonstrações contábeis.

• Pronunciamento CPC 43 – Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40,


aprovado pela Deliberação CVM n° 610 em 22 de dezembro de 2009, cujo objetivo é
fornecer as diretrizes necessárias para que as demonstrações contábeis individuais de uma
entidade, elaboradas de acordo com os Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e
Orientações do CPC, possam estar em conformidade com as normas internacionais de
contabilidade emitidas pelo IASB – International Accounting Standards Board.

ü A Companhia entende que o referido pronunciamento está diretamente relacionado


com o Pronunciamento CPC 37 - Adoção Inicial das Normas Internacionais de
Contabilidade, de forma que as opções adotadas para fins do Pronunciamento CPC 37
serão também adotadas para fins do Pronunciamento CPC 43, como forma de
minimizar eventuais diferenças entre as demonstrações contábeis individuais da
Companhia e consolidada dos acionistas controladores.

Adicionalmente, a informação contábil para o trimestre findo em 31 de março de 2009 foi


reclassificada, quando aplicável, para fins de melhor apresentação e manutenção da
uniformidade na comparabilidade. A comparação entre os saldos apresentados e os saldos
reclassificados para fins de comparabilidade, está demonstrada a seguir:

31/12/09
Balanço Patrimonial Publicado Reclassificado
Ativo Circulante 1.353.063 1.387.338
Consumidores, concessionárias e permissionárias 828.258 822.765
Despesas pagas antecipadamente 2.176 7.669
Serviços em curso 22.888 57.163

Passivo Circulante 1.606.339 1.640.614


Taxas regulamentares 50.551 81.841
Outras contas a pagar 52.595 55.580

29/04/2010 09:54:18 Pág: 22


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

31/03/09
Demonstração de Resultado Publicado Reclassificado
Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 1.147.764 1.147.764
Fornecimento de energia elétrica 377.727 433.168
Energia Elétrica Curto Prazo – CCEE 9.228 9.228
Disponibilização do sistema de distribuição 691.975 692.248
Subvenção à tarifa social baixa renda 67.573 -
Receita (reversão) revisão tarifária (12.132) -
Parcela Ajuste (Transmissoras) 273 -
Encargos CBEE (6) -
Outras 13.126 13.120
Deduções da Receita Bruta (378.971) (378.971)
ICMS (219.320) (219.320)
PIS (18.762) (18.762)
COFINS (86.417) (86.417)
Outras (54.472) (54.472)
Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 768.793 768.793
Custos e Despesas Operacionais (552.856) (552.856)
Custo de operação (472.590) (472.590)
Com vendas (55.671) (55.671)
Gerais e administrativas (24.595) (24.595)
Resultado Financeiro (792) (792)
Resultado na Alienação/Desat. Bens/Direitos (4.719) (4.719)
Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 210.426 210.426
Imposto de Renda e Contribuição Social (37.252) (37.252)
Lucro do Período 173.174 173.174

3 CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Saldos em
31/03/10 31/12/09
Caixa e Depósitos bancários à vista 27.413 33.857
Aplicações Financeiras:
Certificado de Depósito Bancário (CDB) 82.690 876
Fundos de investimento 152.502 182.596
262.605 217.329

Caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, depósitos bancários à vista e aplicações financeiras
de curto prazo, os quais são registrados pelos valores de custo acrescidos dos rendimentos
auferidos até as datas dos balanços, que não excedem o seu valor de mercado ou de realização.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 23


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

As aplicações financeiras correspondem a operações realizadas com instituições que operam no


mercado financeiro nacional e contratadas em condições e taxas normais de mercado, tendo
como característica alta liquidez, baixo risco de crédito e remuneração pela variação do
Certificado de Depósito Interbancário (CDI) a percentuais que variam de 96% a 102 %.

4 CONSUMIDORES, CONCESSIONÁRIAS E PERMISSIONÁRIAS

Saldos vencidos Total PCLD


Saldos Até 90 Mais de 90
vincendos dias dias 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Setor Privado
Residencial 331.109 101.520 22.462 455.091 432.370 (17.481) (17.186)
Industrial 96.224 10.405 7.541 114.170 114.282 (3.968) (4.194)
Comercial, serviços e outras 134.999 35.733 11.818 182.550 174.964 (5.858) (6.797)
Rural 32.595 8.993 5.350 46.938 47.321 (1.679) (1.905)
594.927 156.651 47.171 798.749 768.937 (28.986) (30.082)
Setor Público
Poder Público
Federal 4.525 623 277 5.425 4.219 (9) (23)
Estadual 7.503 5.613 427 13.543 11.462 - -
Municipal 9.131 6.495 336 15.962 16.367 - -
21.159 12.731 1.040 34.930 32.048 (9) (23)
Iluminação pública 10.207 9.270 1.263 20.740 22.380 - -
Serviço público 19.086 6.014 3.511 28.611 32.772 (203) (275)
Fornecimento não faturado 95.524 - - 95.524 91.130 - -
Subtotal - Consumidores 740.903 184.666 52.985 978.554 947.267 (29.198) (30.380)
Comercialização de energia na CCEE (a) - - 16.421 16.421 16.317 -
Acréscimos moratórios 9.305 15.766 24.809 49.880 47.995 (2.194) (1.466)
Serviços prestados a terceiros 956 1.402 3.846 6.204 6.209 - -
Disponibilização do sistema de distribuição 10.333 200 1 10.534 6.448 - -
Outros créditos 3.566 1.239 2.517 7.322 5.737 (1.674) (639)
Total 765.063 203.273 100.579 1.068.915 1.029.973 (33.066) (32.485)
Ativo Circulante 829.168 822.765 (33.066) (32.485)
Ativo Não Circulante 239.747 207.208 - -

As contas a receber de longo prazo representam os valores resultantes da consolidação de


parcelamentos de débitos de contas de fornecimento de energia vencidos de consumidores
inadimplentes e com vencimento futuro, cobrados em contas de energia. Incluem juros e multa
calculados pró-rata temporis.

(a) Comercialização de energia na CCEE

Referem-se a créditos oriundos da comercialização de energia no mercado de curto prazo no


âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE (antigo Mercado Atacadista
de Energia – MAE) informados pela CCEE a partir da medição e registro da energia fornecida
no sistema elétrico interligado.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 24


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Os valores de longo prazo compreendem as operações realizadas no período de setembro de


2000 a dezembro de 2002 vinculados a processos judiciais em andamento movido por agentes
do setor que contestam a contabilização da CCEE para o período. A Companhia não constituiu
provisão para créditos de liquidação duvidosa por entender que os valores serão integralmente
recebidos seja dos devedores que questionaram os créditos judicialmente ou de outras empresas
que vierem a ser indicadas pela CCEE.

5 TÍTULOS A RECEBER

Referem-se aos parcelamentos de débitos financeiros, oriundos de contas de fornecimento de


energia em atraso de órgãos públicos e débitos diversos (agentes arrecadadores, aluguéis, custas
processuais, etc.).
Saldos Vencidos Total PCLD
Vincendos Até 90 dias Mais 90 dias 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Setor Público 22.994 420 8 23.422 13.263 - -


Setor Privado 2.868 121 1.150 4.139 4.090 (1.062) (1.307)
Total 25.862 541 1.158 27.561 17.353 (1.062) (1.307)
Ativo Circulante 11.683 4.775 (536) (569)
Ativo Não Circulante 15.878 12.578 (526) (738)

Os parcelamentos de débitos incluem juros e atualização monetária a taxas, prazos e indexadores


comuns de mercado, e os valores, líquidos da PCLD, são considerados recuperáveis pela
Administração da Companhia.

6 PROVISÃO PARA CRÉDITO DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA – PCLD

A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída de acordo com as normas do
Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica da ANEEL e após criteriosa
análise das contas a receber vencidas, sendo considerada pela Administração da Companhia
suficiente para cobrir eventuais perdas na realização dos valores a receber, inclusive títulos a
receber.

Para fins fiscais, o excesso de provisão calculado em relação aos termos dos artigos 9 e 10 da
Lei nº 9.430/96, está adicionado ao lucro real e à base de cálculo da contribuição social sobre o
lucro líquido – CSLL.
31/03/10 31/12/09
Consumidores, concessionárias e permissionárias (33.066) (32.485)
Títulos a receber (1.062) (1.307)
Outros créditos (1.835) (1.820)
Total (35.963) (35.612)
Ativo Circulante (35.228) (34.666)
Ativo Não Circulante (735) (946)

29/04/2010 09:54:18 Pág: 25


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Saldo Baixados Saldo


Adições Reversões
31/12/09 Reserva 31/03/10
Consumidores, concessionárias e permissionárias (32.485) (104.973) 97.565 6.827 (33.066)
Títulos a receber (1.307) (3.700) 3.945 - (1.062)
Outros créditos (1.820) (5.475) 5.460 - (1.835)
Total (35.612) (114.148) 106.970 6.827 (35.963)

Ativo Circulante (34.666) (35.228)


Ativo Não Circulante (946) (735)

7 ATIVOS E PASSIVOS REGULATÓRIOS


Ativo
31/03/10 31/12/09
Não Não
Ref. Circulante Circulante Total Circulante Circulante Total

Revisão e Reajuste Tarifário: (b)


Valores Tarifários Não Gerenciáveis a Compensar da "Parcela A" - CVA (b.3) 2.565 49.010 51.575 29.644 31.576 61.220

Componentes Financeiros (c)


Sobrecontratação (c.1) - 17.432 17.432 - 15.133 15.133
Subsídio a Irrigantes e Aquicultores - 3.269 3.269 - 3.364 3.364
Exposição financeira (c.2) - 524 524 - 536 536
Programa Social Luz Para Todos (c.3) 662 - 662 6.631 - 6.631
Parcela de Ajuste Conexão 102 - 102 1.024 - 1.024
Parcela de Ajuste Rede Básica 86 - 86 857 - 857
Outros Componentes Financeiros 31 7.368 7.399 326 4.050 4.376
Total 3.446 77.603 81.049 38.482 54.659 93.141

Passivo
31/03/10 31/12/09
Não Não
Ref. Circulante Circulante Total Circulante Circulante Total

Acordo Geral do Setor Elétrico: (a)


Energia Livre (a.1) 16.297 - 16.297 15.498 - 15.498
Valores Tarifários Não Gerenciáveis a Compensar da "Parcela A" (a.2) 46 - 46 625 - 625

Revisão e Reajuste Tarifário: (b)


Reposicionamento Tarifário (b.1) 1.652 - 1.652 16.548 - 16.548
Valores Tarifários Não Gerenciáveis a Compensar da "Parcela A" - CVA (b.3) 1.037 111.355 112.392 9.783 80.163 89.946

Componentes Financeiros (c)


Sobrecontratação (c.1) 73 - 73 992 - 992
Subsídio a Irrigantes e Aquicultores 181 - 181 1.813 - 1.813
Exposição financeira (c.2) 165 - 165 1.953 - 1.953
Parcela de Ajuste Conexão 63 - 63 334 - 334
Outros Componentes Financeiros 300 - 300 2.995 - 2.995
Total 19.814 111.355 131.169 50.541 80.163 130.704

(a) Acordo Geral do Setor Elétrico

O Governo Federal, por meio da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica – GCE, e as
concessionárias distribuidoras e geradoras de energia elétrica celebraram em 2001, o “Acordo
Geral do Setor Elétrico”, definindo os critérios para recomposição das receitas e perdas
extraordinárias relativas ao período de vigência do Programa Emergencial de Redução do
Consumo de Energia Elétrica, que ocorreu através de adicional tarifário nas contas de
fornecimento de energia elétrica.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 26


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(a.1) Energia Livre

A Resolução ANEEL n° 001, de 12 de janeiro de 2004, estabeleceu o prazo máximo de


permanência da RTE (Perda de Receita e Energia Livre) nas tarifas de fornecimento de energia
elétrica em 74 meses, encerrado em fevereiro de 2008 para a Coelba, o qual foi insuficiente para
a recuperação integral do ativo.

Em fevereiro de 2008 a Companhia reconheceu as perdas de Energia Livre realizando a baixa do


ativo no montante de R$ 59.935 e do passivo no montante de R$ 66.395, permanecendo
registrados no passivo os valores a serem repassados às geradoras, que foram faturados, mas não
arrecadados até a extinção do prazo, pois dependiam de orientação conclusiva da ANEEL, de
modo a garantir o equilíbrio entre as amortizações dos dois ativos regulatórios (RTE e Energia
Livre).

Com a publicação da Resolução Normativa n° 387, de 15 de dezembro de 2009, a ANEEL


estabeleceu uma nova metodologia de cálculo, de modo a aferir se os valores repassados pelas
distribuidoras representam à efetiva Energia Livre que as geradoras teriam direito.

Após o recálculo, os valores contabilizados em 31 de março de 2010 e 31 de dezembro de 2009


como Energia Livre, têm a seguinte composição:
Passivo
Circulante
Saldos em 31 de dezembro de 2009 15.498
Remuneração financeira 315
Provisão 484
Saldos em 31 de março de 2010 16.297

Segue demonstrativo analítico do passivo de Energia Livre a pagar, por Geradora:

Passivo Circulante
31/03/10 31/12/09
AES Tiete S/A 818 778
Centrais Elétricas Cahoeira Dourada S/A - CDSA 276 263
Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE 445 423
Companhia Energética de São Paulo - CESP 2.474 2.352
Companhia Energética de Minas Gerais - CEMIG 3.247 3.088
Companhia Hidrelétrica do São Francisco - CHESF 3.453 3.284
Duke Energy Internacional -Geração Paranapanema S/A - DUKE 640 609
Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A - ELETRONORTE 1.009 960
Furnas Centrais Elétricas S/A - FURNAS 2.645 2.515
Outros 1.290 1.226
Total 16.297 15.498

29/04/2010 09:54:18 Pág: 27


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(a.2) Valores Tarifários Não Gerenciáveis a Compensar da "Parcela A"

A Resolução ANEEL nº 90, de 18 de fevereiro de 2002, definiu os itens da “Parcela A”,


referente ao período compreendido entre 1º de janeiro e 25 de outubro de 2001, bem como a
forma de remuneração econômica, mediante a incorporação dos efeitos financeiros, e o período
para a recuperação tarifária.

Os valores da “Parcela A” foram integralmente recuperados no período de março a agosto de


2008 e o saldo passivo representa parcela que está sendo devolvida ao consumidor desde o
reajuste tarifário de 22 de abril de 2009.

A movimentação dos saldos no trimestre está assim demonstrada:

Passivo
Circulante
Saldos em 31 de dezembro de 2009 625
(-) Amortização (579)
Saldos em 31 de março de 2010 46

Passivo
Circulante
Subvenção para conta de consumo de combustível - CCC 3
Reserva global de reversão - RGR 2
Encargos de conexão no sistema de transmissão 1
Tarifa de utilização do sistema de transmissão - TUST 12
Energia comprada para revenda 28
Saldos em 31 de março de 2010 46

Saldos em 31 de dezembro de 2009 625

(b) Revisão e Reajuste Tarifário

(b.1) Revisão Tarifária Periódica (Reposicionamento Tarifário)

A ANEEL, através da Resolução Homologatória nº 799, de 7 de abril de 2009, estabeleceu em


caráter definitivo, o resultado da 2ª Revisão Tarifária Periódica da COELBA, na qual o índice de
Reposicionamento Tarifário passou a ser -13,51% (menos treze vírgula cinqüenta e um por
cento), uma redução de -1,39% (menos um vírgula trinta e nove por cento) em relação ao
percentual provisório divulgado em abril de 2008. O ajuste está relacionado à revisão das
metodologias aplicadas nos valores de perdas regula tórias (técnica/comercial), à Empresa de
Referência, à Remuneração do Capital e ao cálculo do Fator X.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 28


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A variação de receita, decorrente da diferença entre o reposicionamento provisório, estabelecido


na Resolução Homologatória ANEEL nº 638/2008, e o definitivo, no montante de R$ 60.231,
foi considerado no Reajuste Tarifário anual de 22 de abril de 2009 e está sendo ressarcido aos
consumidores.

A movimentação dos saldos no período:


Passivo
Circulante
Saldos em 31 de dezembro de 2009 16.548
(-) Amortização (14.896)
Saldos em 31 de março de 2010 1.652

(b.2) Reajuste Tarifário Anual:

A ANEEL, através da Resolução Homologatória nº 806, de 14 de abril de 2009, fixou em 9,86%


o índice médio de reajuste tarifário para a Companhia, sendo 8,44% relativos ao reajuste
tarifário anual e 1,42% aos componentes financeiros. O efeito médio a ser percebido pelos
consumidores é de 6,03%, sendo 5,58% para os atendidos em baixa tensão (residências e outros)
e 6,49% para os de alta tensão (indústrias e comércio de médio e grande porte), e terá vigência
no período de 22 de abril de 2009 a 21 de abril de 2010.

Em 2 de fevereiro de 2010, a ANEEL, em Reunião Pública Ordinária, aprovou o termo aditivo


aos contratos de concessão das distribuidoras de energia elétrica. Este aditivo tem por objetivo
alterar a metodologia de cálculo do reajuste tarifário anual, a fim de assegurar a neutralidade dos
encargos setoriais, evitando que as variações de mercado que vierem a ocorrer a partir de
fevereiro de 2010 gerem ganhos, ora a concessionárias, ora a consumidores. Cabe ressaltar que a
proposta apresentada pela ANEEL encontra-se em análise pela Companhia. Adicionalmente,
salienta-se que a aplicação do aditivo, se for assinado pela Companhia, ocorrerá a partir do
reajuste tarifário de abril de 2010.

(b.3) Valores Tarifários Não Gerenciáveis a Compensar da "Parcela A" – CVA

A Portaria Interministerial dos Ministros de Estado da Fazenda e de Minas e Energia nº 25, de


24 de janeiro de 2002, estabeleceu a Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da
“Parcela A” – CVA, com o propósito de registrar as variações de custos, negativas ou positivas,
ocorridas no período entre reajustes tarifários anuais, relativos aos itens previstos nos contratos
de concessão de distribuição de energia elétrica.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 29


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Os saldos de ativos e passivos de CVA, segregados por competência, estão assim demonstrados:

Ativo Passivo
Circulante Não circulante Total Circulante Não circulante Total
CVA 23 de março de 2008 a 22 de março de 2009 2.565 - 2.565 1.037 - 1.037
CVA 23 de março de 2009 a 22 de março de 2010 - 42.577 42.577 - 95.265 95.265
CVA 23 de março de 2010 a 22 de março de 2011 - 6.433 6.433 - 16.090 16.090
Saldos em 31 de março de 2010 2.565 49.010 51.575 1.037 111.355 112.392

Saldos em 31 de dezembro de 2009 29.644 31.576 61.220 9.783 80.163 89.946

A movimentação dos saldos de ativos e passivos de CVA, segregados por natureza, está assim
demonstrada:
ATIVO
Saldos em Saldos em
CVA 31/12/09 Remuneração Constituição Amortização 31/03/10
CCC 21.990 459 10.021 (5.458) 27.012
CDE 827 19 597 (192) 1.251
ESS 15.970 227 (14.737) 1.460
TRANSPORTE 20.475 388 3.910 (5.279) 19.494
PROINFA 1.958 52 2.181 (1.833) 2.358
61.220 1.145 16.709 (27.499) 51.575

PASSIVO
Saldos em Saldos em
CVA 31/12/09 Remuneração Constituição Amortização 31/03/10
ESS 24.573 1.305 7.336 - 33.214
ENERGIA COMPRADA 65.373 1.286 21.405 (8.886) 79.178
89.946 2.591 28.741 (8.886) 112.392

(c) Componentes Financeiros

(c.1) Sobrecontratação

O Decreto n° 5.163, de 30 de julho de 2004, em seu art. 38, determina que no repasse dos custos
de aquisição de energia elétrica às tarifas dos consumidores finais, a ANEEL deverá considerar
até 103% do montante total de energia elétrica contratada em relação à carga anual de
fornecimento do agente de distribuição. Este repasse foi regulamentado pela Resolução ANEEL
n° 255, de 6 de março de 2007.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 30


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A movimentação dos saldos no trimestre está assim demonstrada:

Ativo Passivo
Saldos em 31 de dezembro de 2009 15.133 992
Constituição 1.982 -
Remuneração 317 -
Amortização - (919)
Saldos em 31 de março de 2010 17.432 73
Circulante - 73
Não Circulante 17.432 -

(c.2) Exposição Financeira

O Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004, em seu art. 28, trata que as eventuais diferenças de
preços no mercado de curto prazo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE
serão repassadas pelos agentes de distribuição aos consumidores.

A movimentação dos saldos no trimestre está assim demonstrada:


Não Circulante
Ativo Passivo
Saldos em 31 de dezembro de 2009 536 1.953
Adição (22) -
Remuneração financeira 10 -
(-) Amortização - (1.788)
Saldos em 31 de março de 2010 524 165

(c.3) Programa Social Luz para Todos

A Resolução Normativa ANEEL n? 294, de 11 de dezembro de 2007 estabeleceu a metodologia


aplicável e os procedimentos de repasse tarifário dos déficits incorridos pelas concessionárias de
energia elétrica em função da execução do Programa Luz Para Todos.

A movimentação dos saldos no trimestre está assim demonstrada:

Ativo Circulante
Saldos em 31 de dezembro de 2009 6.631
(-) Amortização (5.969)
Saldos em 31 de março de 2010 662

29/04/2010 09:54:18 Pág: 31


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

8 TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

Agente Tipo de Ativo Circulante


Financeiro Ref. aplicação Vencimento Indexador 31/03/10 31/12/09
Banco Nordeste do Brasil (1) CDB dez-12 CDI 16.150 15.844
Banco Nordeste do Brasil (1) CDB (*) CDI 17.903 17.562
Bradesco (2) CDB set-13 CDI 1.253 1.889
Bradesco (2) Fundo Recife (*) CDI 1.902 2.621
Santander (1) CDB/CDI (*) CDI 11.096 12.281
Banco do Brasil (1) Fundo de Investimento (*) CDI 25.603 25.079
Votorantim (2) CDB (*) CDI 15.875 9.200
Total 89.782 84.476

(1) Constituem reservas reais para garantia de empréstimos junto às instituições financeiras, no
montante de R$ 70.753 mil (vide nota explicativa n° 17).

(2) Constitui garantia suplementar para pagamento de contrato de energia.

(*) Aplicações com liquidez imediata sem vencimento pré-determinado.

9 TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS


Ativo Passivo
Ref. 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09
Imposto de Renda - IR (1) 13.432 3.318 18.413 20.696
Contribuição Social - CSLL (1) 18.535 3.459 - -
ICMS (2) 96.244 88.805 63.169 64.650
PIS (3) 12 7 6.659 7.620
COFINS (3) 53 33 25.617 27.305
INSS 1.032 1.006 4.693 4.015
FGTS - - 799 838
ISS 32 - 2.090 1.746
REFIS (4) 2.413 2.413 - -
Outros 45 2.321 3.670 9.898
Total 131.798 101.362 125.110 136.768
Circulante 79.611 55.536 105.754 117.770
Não Circulante 52.187 45.826 19.356 18.998

(1) O ativo de Imposto de Renda (IR) e Contribuiç ão Social Sobre Lucro Líquido (CSLL)
antecipados corresponde aos montantes recolhidos quando das apurações tributárias mensais,
nos termos do artigo 2º da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, além das antecipações de
aplicações financeiras, retenção de órgãos públicos e retenção na fonte referente a serviços
prestados. O passivo corresponde ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre
faturas a pagar a fornecedores e sobre os Juros sobre Capital Próprio, em favor da Neoenergia,
depositado em juízo, conforme nota explicativa nº. 12.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 32


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(2) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) registrado no ativo está
composto da seguinte forma:

(a) ICMS a recuperar sobre Ativo Permanente (CIAP) decorrente das aquisições de bens
destinados ao ativo imobilizado, registrado com base na Lei Complementar nº. 102, de 11 de
julho de 2000, e ajustado a valor presente conforme Deliberação CVM nº. 564, de 17 de
dezembro de 2008, que aprova o Pronunciamento Técnico CPC 12, no montante de
R$ 92.903 (R$ 85.209 em 31 de dezembro de 2009).

(b) Diversos créditos de ICMS a recuperar, no montante de R$ 3.341 (R$ 3.596 em 31 de


dezembro de 2009).

(3) PIS e COFINS a compensar decorrente do regime de apuração não-cumulativo estabelecido


pelas Leis 10.637/02 e 10.833/03, respectivamente, das retenções de órgãos públicos e ajuste
dos créditos provenientes de encargos de depreciação de máquinas e equipamentos e gastos com
materiais aplicados na atividade de prestação de serviços, conforme disposto no Parecer SRFB
COSIT nº 27/2008.

(4) Crédito decorrente do pagamento de parcelas adicionais a título de Recuperação Fiscal


(REFIS), em virtude da Receita Federal alegar que existe uma diferença entre o valor do débito
parcelado consolidado e o declarado pe la Companhia, derivado de multas moratórias calculadas
sobre o IRPJ, CSSL e FINSOCIAL. Inconformada com a cobrança, a Companhia impetrou
Agravo de Instrumento e obteve a suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Caso a
decisão do mérito da demanda judicial seja favorável, a Companhia procederá à compensação
do valor pago a maior. Vide nota explicativa nº 22.1 – Contingências Passivas Fiscais, item 3.

10 TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DIFERIDOS

A Companhia registrou os tributos e contribuições sociais diferidos sobre as diferenças


temporárias.

Os efeitos financeiros desses tributos e contribuições ocorrerão no momento da realização. O IR


é calculado à alíquota de 15%, considerando o adicional de 10%, e a CSLL está constituída à
alíquota de 9%.
Ativo Passivo
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09
Base de Tributo Base de Tributo Base de Tributo Base de Tributo
cálculo diferido cálculo diferido cálculo diferido cálculo diferido
Imposto de Renda
Diferenças Temporárias 150.877 37.689 158.506 39.602 17.832 4.428 17.716 4.406
150.877 37.689 158.506 39.602 17.832 4.428 17.716 4.406
Contribuição Social
Diferenças Temporárias 150.877 13.579 158.506 14.266 17.832 1.605 17.716 1.594
150.877 13.579 158.506 14.266 17.832 1.605 17.716 1.594
Total 51.268 53.868 6.033 6.000
Circulante 17.043 20.337 1.120 1.104
Não Circulante 34.225 33.531 4.913 4.896

29/04/2010 09:54:18 Pág: 33


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A base de cálculo das diferenças temporárias é composta como segue:

31/03/10 31/12/09
IR CSLL IR CSLL
Ativo

Provisão para créditos de liquidação duvidosa 23.732 23.732 21.947 21.947


Aplicação do "Hedge Accounting" 1.314 1.314 1.433 1.433
Ajuste a valor presente ICMS a recuperar (CIAP) 5.181 5.181 7.076 7.076
Provisão Desvalorização de ativos financeiros 5.000 5.000 5.000 5.000
Provisão para contingências 102.748 102.748 97.851 97.851
Provisão PLR 3.278 3.278 15.128 15.128
Outros 9.624 9.624 10.071 10.071
Total Ativo 150.877 150.877 158.506 158.506

Passivo

Precatório Finsocial 13.249 13.249 12.986 12.986


Outros 4.583 4.583 4.730 4.730
Total Passivo 17.832 17.832 17.716 17.716

Estudos técnicos de viabilidade aprovados pelo Conselho de Administração e apreciados pelo


Conselho Fiscal da Companhia, indicam a plena recuperação dos valores de impostos diferidos
reconhecidos como definido pela Instrução CVM 371, de 27 de junho de 2002 e correspondem
às melhores estimativas da Administração sobre a evolução futura da Companhia e do mercado
em que a mesma opera, cuja expectativa de realização de créditos fiscais está apresentada a
seguir:

Expectativa de Realização 2010 2011 2012 2013 2014 2015-2017 Total


Imposto de Renda 12.528 4.454 4.454 4.284 3.854 8.115 37.689
Contribuição Social 4.515 1.604 1.604 1.543 1.387 2.926 13.579
17.043 6.058 6.058 5.827 5.241 11.041 51.268

Como a base tributável do IR e da CSLL decorre não apenas do lucro que pode ser gerado, mas
também da existência de receitas não tributáveis, despesas não dedutíveis, incentivos fiscais e
outras variáveis, não existe uma correlação imediata entre o lucro líquido da Companhia e o
resultado de IR e CSLL. Portanto, a expectativa da utilização dos créditos fiscais não deve ser
tomada como único indicativo de resultados futuros da Companhia.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 34


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A seguir é apresentada reconciliação da (receita) despesa dos tributos sobre a renda divulgados e
os montantes calculados pela aplicação das alíquotas oficiais em 31 de março de 2010 e 2009.

31/03/10 31/03/09
IR CSLL IR CSLL
Lucro contábil antes do imposto de renda e contribuição social 185.198 185.198 210.426 210.426
Amortização do ágio e reversão da PMIPL (4.724) (4.724) (5.029) (5.029)
Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 180.474 180.474 205.397 205.397
Alíquota do imposto de renda e contribuição social 25% 9% 25% 9%
Imposto de renda e contribuição social às alíquotas da legislação 45.119 16.243 51.349 18.486
Ajustes ao lucro líquido que afetam o resultado fiscal do
(+) Adições
Juros sobre Obras em Andamento - JOA - 4 - 22
Contribuições e Doações 126 45 4 1
Depreciação Veículos Executivos 48 17 41 15
Outras Adições 263 94 177 19
Subtotal Adições 437 160 222 57

(-) Exclusões
Reversão da PMIPL (2.292) (825) (2.440) (879)
Incentivo Fiscal SUDENE (32.356) - (34.523) -
Incentivos Audiovisual/Rouanet e PAT (930) - (49) -
Subtotal Exclusões (35.578) (825) (37.012) (879)
Imposto de renda e contribuição social no resultado 9.978 15.578 14.559 17.664

(a) Regime Tributário de Transição

A Medida Provisória 449/2008, de 03 de dezembro de 2008 convertida na Lei 11.941/09,


instituiu o RTT - Regime Tributário de Transição, que tem como objetivo neutralizar os
impactos dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pela Lei n 11.638/07, na
apuração das bases de cálculos de tributos federais.

A aplicação do RTT foi opcional para o ano de 2008 e 2009 e obrigatória a partir de 2010 para
às pessoas jurídicas sujeitas ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) de acordo com a
sistemática de lucro real ou de lucro presumido.

A Companhia efetuou sua opção pela adoção do RTT na Declaração de Informações


Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica de 2009 (DIPJ) ano-calendário 2008 e adicionalmente em
30 de novembro de 2009 efetuou a elaboração do Controle Fiscal Contábil de Transição
(FCONT) criado pela Instrução Normativa 949/2009 da Receita Federal do Brasil.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 35


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

11 BENEFÍCIO FISCAL – ÁGIO INCORPORADO DA CONTROLADORA

O benefício fiscal do ágio incorporado refere-se ao crédito fiscal calculado sobre o ágio de
aquisição incorporado e está registrado de acordo com os conceitos das Instruções CVM n°s
319/99 e 349/01.

Os registros contábeis mantidos para fins societários e fiscais da Companhia apresentam contas
específicas relacionadas com ágio incorporado, provisão para manutenção da integridade do
patrimônio líquido e amortização, reversão e crédito fiscal correspondentes, cujos saldos em 31
de março de 2010 e 31 de dezembro de 2009 são como segue:

Ágio - incorporado 1.126.868


Provisão Constituída (743.733)
Benefício fiscal 383.135
Amortização acumulada (402.266)
Reversão acumulada 265.495
Saldos em 31 de dezembro de 2009 246.364
Amortização (13.894)
Reversão 9.171
Saldos em 31 de março de 2010 241.641
Ativo Circulante 18.892
Ativo Não Circulante 222.749
Objetivando uma melhor apresentação da situação financeira e patrimonial da Companhia nas
demonstrações contábeis, o valor líquido total de R$ 241.641 (R$ 246.364 em 31 de dezembro
de 2009), foi classificado no balanço no ativo circulante e no ativo não circulante – realizável a
longo prazo como benefício fiscal ágio incorporado, com base na expectativa de sua realização.

12 DEPÓSITOS JUDICIAIS

Estão classificados neste grupo os depósitos judiciais recursais à disposição do juízo para
permitir a interposição de recurso, nos termos da lei, sem contingência passiva provisionada.
Ativo Não Circulante
Ref. 31/03/10 31/12/09

Trabalhistas 24.519 23.727


Cíveis 10.697 10.702
Fiscais:
IRRF sobre Juros sobre capital próprio (1) 15.922 15.776
Outros 33.388 30.749
Total 84.526 80.954

29/04/2010 09:54:18 Pág: 36


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(1) A Companhia acolheu determinação judicial, emanada de Mandado de Segurança individual


impetrado pela Neoenergia S/A (Guaraniana à época), processo nº. 2002.5101000216/4, na qual
foi oficiada a depositar o valor do imposto de renda retido na fonte – IRRF, incidente sobre os
Juros sobre Capital Próprio – JSCP, lançado em dezembro de 2001, em favor da Neoenergia
S/A, que deveria ser recolhido à Receita Federal. O referido depósito está atualizado com base
na taxa SELIC, cujo montante em 31 de março de 2010 é R$ 15.922 (R$ 15.776 em 31 de
dezembro de 2009).

Os demais depósitos judiciais estão apresentados de forma dedutiva, retificando o saldo das
provisões para contingências passivas a que se referem (vide nota explicativa n° 22.1).

13 OUTROS CRÉDITOS

Ref. 31/03/10 31/12/09


Subvenção à baixa renda - tarifa social (1) 50.489 52.887
Adiantamentos a Empregados 1.875 4.388
Adiantamentos a Fornecedores 3.679 4.092
Serviços Prestados a Terceiros 5.815 4.729
Encargos CBEE - 541
RGR a compensar 448 2.475
Precatório - Finsocial (2) 13.249 12.986
Desativações em Curso 3.856 3.636
Dispêndios a Reembolsar em Curso (3) 12.414 8.397
Outros créditos a receber 5.678 7.319
Total 97.503 101.450
Ativo Circulante 85.640 89.243
Ativo Não Circulante 11.863 12.207
(1) O Governo Federal, por meio da Lei nº 10.438 de 26 de abril de 2002, determinou a
aplicação da tarifa social de baixa renda, com impacto significativo na receita operacional da
Companhia.

Por meio do Decreto Presidencial nº 4.538, de 23 de dezembro de 2002, foram definidas as


fontes para concessão de subvenção econômica com a finalidade de contribuir para a
modicidade da tarifa de fornecimento de energia elétrica aos consumidores finais integrantes da
subclasse residencial baixa renda, decorrente dos novos critérios estabelecidos no art.1º da Lei
nº 10.438, de 26 de abril de 2002, e no art.5º da Lei nº 10.604, de 17 de dezembro de 2002.

(2) Precatórios Federais expedidos em julho de 2003, em favor da Companhia, no valor de


R$ 18.776, com expectativa de realização do saldo, que depende de aprovação em Lei de
Orçamento Anual – LOA, em 10 (dez) prestações anuais, iguais e sucessivas, com acréscimo de
juros legais, já tendo sido liberadas as seis primeiras parcelas anuais.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 37


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(3) Referem-se a gastos efetuados em obras de construção/instalação do padrão de entrada e do


kit de baixa renda do Programa Luz para Todos, a serem reembolsados pelos beneficiários.

14 IMOBILIZADO

Por atividade, o imobilizado está constituído da seguinte forma:

31/03/10 31/12/09
Taxas anuais
médias (-) Obrigações
ponderadas Depreciação Vinculadas a
de depreciação amortização Concessão Valor Valor
(%) Custo acumulada Subtotal Líquida Líquido Líquido
Em serviço
Distribuição 4,64 5.890.809 (2.080.450) 3.810.359 (1.581.966) 2.228.393 2.208.505
Comercialização 8,78 14.075 (12.588) 1.487 - 1.487 1.782
Administração 6,36 124.886 (87.984) 36.902 - 36.902 38.727
Subtotal 6.029.770 (2.181.022) 3.848.748 (1.581.966) 2.266.782 2.249.014

Em curso
Distribuição 583.242 - 583.242 (291.070) 292.172 248.659
Comercialização 3 - 3 - 3 3
Administração 1.304 - 1.304 - 1.304 1.166
Subtotal 584.549 - 584.549 (291.070) 293.479 249.828

Total 6.614.319 (2.181.022) 4.433.297 (1.873.036) 2.560.261 2.498.842

De acordo com os artigos nº s 63 e 64 do Decreto n° 41.019, de 26 de fevereiro de 1957, os bens


e instalações utilizados na sub-transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica
são vinculados a estes serviços, não podendo ser retirados, alienados, cedidos ou dados em
garantia hipotecária, sem a prévia e expressa autorização do Órgão Regulador.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 38


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A mutação do ativo imobilizado está demonstrada abaixo:

Saldos em Transferências Saldos em


31/12/09 Adições Baixas Capitalização Outros 31/03/10
EM SERVIÇO
Custo
Distribuição 5.762.958 - (3.568) 131.432 (13) 5.890.809
Comercialização 14.075 - - - - 14.075
Administração 124.886 - - - - 124.886
Subtotal 5.901.919 - (3.568) 131.432 (13) 6.029.770

(-) Depreciação
Distribuição (2.019.549) (63.805) 2.897 - 7 (2.080.450)
Comercialização (12.293) (295) - - - (12.588)
Administração (86.159) (1.825) - - - (87.984)
Subtotal (2.118.001) (65.925) 2.897 - 7 (2.181.022)

Total em serviço 3.783.918 (65.925) (671) 131.432 (6) 3.848.748

EM CURSO
Distribuição 451.348 263.402 - (131.432) (76) 583.242
Comercialização 3 - - - - 3
Administração 1.166 138 1.304
Subtotal 452.517 263.540 - (131.432) (76) 584.549

TOTAL IMOBILIZADO 4.236.435 197.615 (671) - (82) 4.433.297

(a) Obrigações Vinculadas à Concessão do Serviço Público de Energia Elétrica

As obrigações especiais (não remuneradas) representam as contribuições da União, dos Estados,


dos Municípios e dos Consumidores, bem como as doações não condicionadas a qualquer
retorno em favor do doador e as subvenções destinadas a investimentos na concessão do serviço
público de energia elétrica na atividade de distribuição e foram corrigidas monetariamente até
31 de dezembro de 1995.

Conforme Resolução Normativa ANEEL nº. 234, de 31/10/2006, as obrigações especia is devem
ser amortizadas às mesmas taxas de depreciação do imobilizado, usando-se uma taxa média, a
partir do segundo ciclo de revisão tarifária periódica (na Companhia, a partir de abril de 2008).
A taxa média anual de amortização das obrigações especiais é de 4,91%.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 39


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A mutação das obrigações especiais é a seguinte:

Saldos em Saldos em
31/12/09 Adições Baixas Transferências 31/03/10
Em serviço
Custo
Distribuição (1.653.714) (4.178) 75 (63.738) (1.721.555)

(-) Amortização
Distribuição 118.810 20.779 - - 139.589
Total em Serviço (1.534.904) 16.601 75 (63.738) (1.581.966)

Em curso
Distribuição (202.689) (177.097) 24.978 63.738 (291.070)
Total (1.737.593) (160.496) 25.053 - (1.873.036)

(b) Plano Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica

A ANEEL, por meio da Resolução nº 223, de 29 de abril de 2003 e alterações posteriores,


estabeleceu as condições gerais para elaboração dos Planos de Universalização de Energia
Elétrica visando o atendimento de novas unidades consumidoras. A Lei nº 10.762 de 11 de
novembro de 2003 alterou a prioridade de atendimento aos municípios dando ênfase aos
municípios com menor índice de eletrificação e limitou esses atendimentos a apenas novas
unidades, ligadas em baixa tensão (inferior a 2,3 KV), com carga instalada de até 50 KW.

No primeiro trimestre de 2010 a Companhia investiu R$ 30.366 no Programa de


Universalização Urbana e Rural, (R$ 104.019 em 2009), não abrangidos pelo Programa Luz
para Todos, interligando 48.499 novos consumidores (193.308 em 2009) ao seu sistema de
distribuição.

(c ) Programa Luz para Todos

O Decreto Presidencial nº 4.873, de 11 de novembro de 2003, alterado pelo Decreto nº 6.442, de


25 de abril de 2008, institui o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da
Energia Elétrica - "LUZ PARA TODOS", destinado a propiciar, até o ano de 2010, o
atendimento em energia elétrica à parcela da população do meio rural brasileiro que ainda não
possui acesso a esse serviço público.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 40


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A Companhia é signatária dos contratos abaixo relacionados, com as seguintes especificações:

COELBA

ELETROBRÁS ESTADO
1ª Tranche 2ª Tranche 3ª Tranche 4ª Tranche 5ª Tranche 6ª Tranche
ECFS 10/SEINFRA/04
ECFS ECFS ECFS ECFS ECFS 12/SEINFRA/06
CONTRATOS 013/2004 PIONEIROS
095/2005 153/2006 185/2007 239/2008 277/2009 15/SEINFRA/08
11/SEINFRA/0
30/6/04 e
DATA DE ASSINATURA 03/10/05 03/08/06 06/08/07 03/09/08 23/11/09
04/10/04
PARTICIPAÇÕES Total
Parcela subvencionada (Eletrobras CDE) 115.437 234.892 237.005 347.372 315.671 406.972 186 - 1.657.535
Parcela financiada (Eletrobras RGR) 11.544 19.574 19.750 86.843 78.918 40.697 - - 257.326
Parcela financiada (Estado) 59.745 - - - - - - 184.371 244.116
Parcela financiada (Município) 9.666 - - - - - - - 9.666
Parcela (C) 34.705 44.906 45.310 76.626 69.633 298.446 33 32.536 602.195
Total do Programa (A) 231.097 299.372 302.065 510.841 464.222 746.115 219 216.907 2.770.838

INGRESSOS DE RECURSOS Total


Eletrobrás (CDE) 113.302 203.131 183.079 312.635 265.479 122.092 155 - 1.199.873
Eletrobrás (RGR) 11.330 16.932 15.261 78.159 66.370 12.209 - - 200.261
Estado 50.577 - - - - - - 117.422 167.999
Municípios 9.666 - - - - - - - 9.666
Ingresso realizado (B) 184.875 220.063 198.340 390.794 331.849 134.301 155 117.422 1.577.799

DIFERENÇA ENTRE O REALIZADO E O


Total
CONTRATADO/GLOSA
Eletrobrás (2.350) (34.403) (58.415) - - - (31) - (95.199)
Estado (9.167) - - - - - - (36.401) (45.568)
Total (D) (11.517) (34.403) (58.415) - - - (31) (36.401) (140.767)

GASTOS INCORRIDOS Total


Gastos Incorridos (CDE, RGR, Estado e Coelba) 247.207 261.367 275.307 492.193 557.382 72.058 184 160.773 2.066.471
Pagamentos a Eletrobrás 6.957 8.143 5.517 14.844 4.179 232 - - 39.872
Total dos gastos 254.164 269.510 280.824 507.037 561.561 72.290 184 160.773 2.106.343

BALANÇO Total
Total a receber do programa (A-C+D) 184.875 - 220.063 - 198.340 - 434.215 - 394.589 447.669 155 147.970 2.027.876
Ingressos realizado (B) (184.875) - (220.063) - (198.340) - (390.794) - (331.849) (134.301) (155) (117.422) (1.577.799)
Ingressos à realizar - - - 43.421 62.740 313.368 - 30.548 450.077

NÚMERO DE LIGAÇÕES Total


Ligações executadas (E) 63.215 51.042 46.020 83.981 68.393 20.213 18 30.424 363.306
Percentual de avanço físico 99,7% 89,0% 100,2% 100,0% 97,4% 22,0% 100,0% 81,7% 80,8%
Ligações em execução (F) - - - - 1.796 71.495 - 4.952 78.243
Ligações a executar (G) 187 6.335 (71) 42 - - - 1.872 8.365
Ligações totais do programa (E+F+G) 63.402 57.377 45.949 84.023 70.189 91.708 18 37.248 449.914

29/04/2010 09:54:18 Pág: 41


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

15 INTANGÍVEL

Por atividade, o intangível está constituído da seguinte forma:

31/03/10 31/12/09
Taxas anuais
médias
ponderadas
de amortização Amortização Valor Valor
(%) Custo acumulada Líquido Líquido
Em serviço
Distribuição 9,37 68.119 (45.369) 22.750 23.748
Comercialização 3,08 18.840 (18.744) 96 170
Administração 5,84 54.050 (46.957) 7.093 7.890
Subtotal 141.009 (111.070) 29.939 31.808
Em curso
Distribuição 3.704 - 3.704 3.305
Comercialização 692 - 692 689
Administração 152.860 - 152.860 137.187
Subtotal 157.256 - 157.256 141.181
Total 298.265 (111.070) 187.195 172.989

Estão classificados nesse grupo os direitos de uso de software no montante de R$ 170.279


(R$ 156.473, em 31 de dezembro de 2009) e direitos de passagem/faixas de servidão no
montante de R$ 16.916 (R$ 16.516, em 31 de dezembro de 2009).

Direitos de uso de software são licenças de direito de propriedade intelectual, constituídos por
gastos realizados com a aquisição das licenças e demais gastos com serviços complementares à
utilização produtiva de softwares, desvinculados de equipamentos tangíveis (hardware), e são
amortizados linearmente, de acordo com a vida útil estimada do software.

Faixas de servidão são direitos de passagem para linhas de transmissão associadas à distribuição
na área de concessão da Companhia, e em áreas urbanas e rurais particulares, constituídos por
indenização em favor do proprietário do imóvel. Como direitos de passagens são permanentes
não há amortização.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 42


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A mutação do ativo intangível está demonstrada abaixo:

Saldos em Transferências Saldos em


31/12/09 Adições Outros 31/03/10
EM SERVIÇO
Custo
Distribuição 68.119 - - 68.119
Comercialização 18.840 - - 18.840
Administração 54.050 - - 54.050
Subtotal 141.009 - - 141.009

(-) Amortização
Distribuição (44.371) (998) - (45.369)
Comercialização (18.670) (74) - (18.744)
Administração (46.160) (797) - (46.957)
Subtotal (109.201) (1.869) - (111.070)
Total em serviço 31.808 (1.869) - 29.939

EM CURSO
Distribuição 3.305 403 (4) 3.704
Comercialização 689 3 - 692
Administração 137.187 15.673 - 152.860
Subtotal 141.181 16.079 (4) 157.256
TOTAL INTANGÍVEL 172.989 14.210 (4) 187.195

29/04/2010 09:54:18 Pág: 43


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

16 FORNECEDORES

A Composição do saldo em 31 de março de 2010 e 31 de dezembro de 2009 é como segue:

31/03/10 31/12/09
Fornecedores de Energia Elétrica:
CHESF 19.652 20.547
CCEE 3.407 2.580
CEEE 5.919 6.504
CESP 12.605 12.024
CEMIG GERAÇÃO 6.703 6.773
COPEL GERAÇÃO 8.139 8.510
DUKE 2.620 2.720
ELETRONORTE 6.462 8.623
EMAE 772 733
ENERGEST 822 853
ENGUIA 263 263
FURNAS 32.546 32.812
LIGHT 2.473 2.590
PETROBRAS 23.605 22.533
USINA XAVANTES 8 31
TRACTEBEL 5.408 3.651
COLIGADAS
TERMOPERNAMBUCO 11.106 11.398
ITAPEBI 23.742 23.742
AFLUENTE 1.781 1.781
NC ENERGIA 407 1.140
BAGUARI I 334 -
RIO PCHI 113 119
GOIÁS SUL 42 -
Outros 6.909 6.302
Subtotal 175.838 176.229
Encargos de Uso da Rede 28.347 27.623
Materiais e Serviços 114.491 105.475
Total 318.676 309.327
Passivo Circulante 313.232 303.847
Passivo Não Circulante 5.444 5.480

29/04/2010 09:54:18 Pág: 44


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

17 EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E ENCARGOS

Encargos Principal Total


Composição da dívida da dívida Circulante Não Circulante 31/03/10 31/12/09
Moeda nacional
BNB 581 20.000 127.544 148.125 153.167
(-) Custos de transação - (277) (769) (1.046) (1.114)
Subtotal - BNB 581 19.723 126.775 147.079 152.053
BNDES FINEM 744 81.216 116.319 198.279 210.766
(-) Custos de transação - (62) (119) (181) (198)
Subtotal - BNDES FINEM 744 81.154 116.200 198.098 210.568
Eletrobrás - 36.538 200.708 237.246 222.215
(-) Custos de transação - (68) (355) (423) -
Subtotal - Eletrobrás - 36.470 200.353 236.823 222.215
FINEP 91 2.333 37.085 39.509 8.109
(-) Custos de transação - (77) (274) (351) (49)
Subtotal - FINEP 91 2.256 36.811 39.158 8.060
Total moeda nacional 1.416 139.603 480.139 621.158 592.896
Moeda estrangeira
Banco Interamericano Desenvolvimento – BID 1 2.688 - 2.689 3.970
Títulos Externos 967 76.329 185.654 262.950 256.044
(-) Custos de transação - (291) (303) (594) (678)
Subtotal - Títulos Externos 967 76.038 185.351 262.356 255.366
Operações com Swap 22.489 40.928 63.417 64.649
Operações com Swap líquido dos custos de transação - 22.489 40.928 63.417 64.649
Total moeda estrangeira 968 101.215 226.279 328.462 323.985
Total 2.384 240.818 706.418 949.620 916.881

(a) Captações de Recursos

Em março de 2010 a Companhia recebeu R$ R$ 8.114 do Banco Nacional de Desenvolvimento


Econômico e Social – BNDES, referente ao financiamento dos investimentos realizados em
2009, provenientes do Contrato de Financiamento Mediante Abertura de Limite de Crédito
Rotativo, assinado em Março de 2009 e aditado em Novembro de 2009.

Em março de 2010 a Companhia recebeu R$ 32.034 da Financiadora de Estudos e Projetos –


FINEP para financiar o Projeto de Inovação, provenientes do Contato de Financiamento
assinado em Outubro de 2009.

(b) Condições Restritivas Financeiras (covenants)

Os contratos mantidos com o BNDES/FINEM e os Títulos Externos contêm claúsulas restritivas


que requerem a manutenção de determinados índices financeiros com parâmetros pré
estabelecidos, como segue:

29/04/2010 09:54:18 Pág: 45


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

BNDES FINEM 2005/2006 - Endividamento Financeiro/EBITDA menor ou igual a 2,5 até 2010
e Endividamento Financeiro Líquido / (Endividamento Líquido + PL) menor ou igual a 0,55.

FINEM 2007 - Endividamento Financeiro/EBITDA menor ou igual a 1,60 até 2012 e


Endividamento Financeiro Líquido /(Endividamento Líquido + PL) menor ou igual a 0,60 até
2012.

Títulos Externos - Dívida Líquida/EBITDA menor ou igual a 3 e EBITDA/Resultado Financeiro


maior ou igual a 2.

Nas informações trimestrais encerradas em 31 de março de 2010 e demonstrações contábeis de


31 de dezembro de 2009, a Companhia atingiu todos os índices requeridos contratual.

Condições contratuais dos empréstimos da Companhia em 31 de março de 2010:


Fonte Data de Moeda Objetivo Juros Vencimento Garantias
Programa de Expansão e Melhoramento do Sistema de
BID 23/03/86 US$ 3,0% a.a.+ vc 2011 Fiança Bancária
Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica do Estado
da Bahia - 2ª Etapa
Fiança Bancária, Hipoteca,
BNB 29/11/04 R$ Programa de Investimentos em Distribuição 10,0% a.a. 2012 Fundo de Liquidez e Aval
Neoenergia

Centralização recebíveis,
BNB 27/06/08 R$ Investimentos nos sistemas de linhas e redes 10% a.a. 2016 Fundo de Liquidez e Fiança
Neoenergia
Centralização recebíveis,
BNB 22/08/08 R$ Melhoramento em Redes de Transmissão e Distribuição 10% a.a. 2016 Fundo de Liquidez e Fiança
Neoenergia

Fiança Neoenergia e Conta


BNDES/FINEM 04/10/06 R$ Sub-Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica TJLP + 4,30% a.a. 2011
Reserva
Fiança Neoenergia e Conta
BNDES/FINEM 12/12/07 R$ Sub-Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica TJLP + 3,20% a.a. 2012
Reserva
TJLP + 2,12 aa TJLP
BNDES/FINEM 16/03/09 R$ Sub-Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica 2015 Fiança Neoenergia
+ 3,12% a.a. 4,50%
Expansão das Linhas e Redes de Distribuição e Luz Para Nota Promissória e Receita
ELETROBRÁS 1999 a 2009 R$ 5% a.a 2022
Todos Própria
FINEP 23/12/04 R$ Investimento em Distribuição e Eficiência Energética TJLP + 5% a. a. 2011 Fiança Neoenergia

FINEP 14/10/09 R$ Projeto de Inovação TJLP+ 5% a a 2018 Fiança Neoenergia

TÍTULOS EXTERNOS 28/12/05 US$ Investimentos em Distribuição Libor + 1% a.a. + vc 2013 N/A

29/04/2010 09:54:18 Pág: 46


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

O total devido em moeda nacional e em moeda estrangeira da Companhia desdobra-se, da


seguinte forma:

31/03/10 31/12/09
Moeda Nacional R$ % R$ %
Juros pré-fixados 162.084 26,1% 163.243 27,5%
UFIR 236.824 38,1% 222.216 37,5%
TJLP 222.250 35,8% 207.437 35,0%
Total 621.158 100,0% 592.896 100,0%
Principal 619.742 591.442
Encargos 1.416 1.454

31/03/10 31/12/09
Moeda de Moeda de
Moeda Estrangeira Origem R$ % Origem R$ %
Dólar norte americano 184.425 328.462 100,0% 186.072 323.985 100,0%
Total 328.462 323.985
Principal 327.494 323.945
Encargos 968 40

As principais moedas e indexadores utilizados para atualização dos empréstimos e


financiamentos tiveram as seguintes variações nos trimestres findos em 31 de março de 2010 e
2009.
Variação %
Moeda / Indexador 31/03/10 31/03/09
Dólar norte-americano 2,29 (0,93)
IGP-M 2,78 (0,92)
TJLP 1,47 1,53
CDI 2,02 2,89

Os vencimentos das parcelas a longo prazo são os seguintes:

31/03/10 31/12/09
2011 188.901 222.175
2012 195.167 186.684
2013 108.668 100.061
2014 63.519 54.901
2015 53.416 119.468
Após 2015 96.747
Total 706.418 683.289

29/04/2010 09:54:18 Pág: 47


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A mutação de empréstimos e financiamentos é a seguinte:

Moeda nacional Moeda estrangeira


Passivo Não Passivo Não
Circulante Circulante Circulante Circulante Total
Saldos em 31 de dezembro de 2009 138.167 454.729 95.425 228.560 916.881
Ingressos - 63.485 - - 63.485
Encargos 11.423 - 1.007 - 12.430
Variação monetária e cambial - - 1.758 4.294 6.052
Swap - - 4.074 (4.288) (214)
Efeito cumulativo marcação a mercado - - - (1) (1)
Transferências 37.316 (37.316) 2.286 (2.286) -
Amortizações e pagamentos de juros (46.005) - (2.451) - (48.456)
(-) Custos de Transação 118 (759) 84 - (557)
Saldos em 31 de março de 2010 141.019 480.139 102.183 226.279 949.620

18 DEBÊNTURES E ENCARGOS
31/03/10 31/12/09
Encargos Principal
Quantidade
de Títulos Não
Debêntures Série Emitidos Remuneração Circulante Circulante Circulante Total Total
3ª Emissão Única 3.000 V.C. + 10,8% a.a. 382 5.343 15.856 21.581 25.580
(-) Custos de transação - (172) (247) (419) (466)
Subtotal - 3ª Emissão 382 5.171 15.609 21.162 25.114
5ª Emissão 1ª 8.608 CDI +1,4% a.a. 549 17.216 - 17.765 17.355
(-) Custos de transação - (12) - (12) (29)
Subtotal - 5ª Emissão 549 17.204 - 17.753 17.326
5ª Emissão 2ª 10.000 IGPM + 10,8% a.a. 11.200 - 100.000 111.200 105.598
(-) Custos de transação - (176) (32) (208) (254)
Subtotal - 5ª Emissão 11.200 (176) 99.968 110.992 105.344
6ª Emissão Única 35.392 CDI + 0,6% a.a. 10.356 39.325 314.596 364.277 356.544
(-) Custos de transação - (671) (1.102) (1.773) (1.942)
Subtotal - 6ª Emissão 10.356 38.654 313.494 362.504 354.602
Subtotal 22.487 60.853 429.071 512.411 502.386

Operações com Swap - 11.632 27.603 39.235 -


Total 22.487 72.485 456.674 551.646 551.857
-

(a) Condições Restritivas Financeiras (covenants):

As escrituras de emissões das debêntures prevêem a manutenção de índices de endividamento e


cobertura de juros com parâmetros pré estabelecidos, como segue: Dívida Líquida/EBITDA
menor ou igual a 3 e EBITDA/Resultado Financeiro maior ou igual a 2.

Nas informações trimestrais encerradas em 31 de março de 2010 e demonstrações contábeis de


31 de dezembro de 2009, a Companhia atingiu todos os índices requeridos contratualmente.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 48


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(b) Garantias

Para a 3ª. Emissão de debêntures foi dada garantia de receita própria e aval do acionista
controlador.

Os vencimentos das parcelas a longo prazo são os seguintes:

31/03/10 31/12/09
2011 179.349 193.637
2012 93.089 92.473
2013 91.933 91.390
2014 92.303 91.938
Total 456.674 469.438

A mutação das debêntures é a seguinte:

Moeda nacional
Passivo
Circulante Não Circulante Total
Saldos em 31 de dezembro de 2009 82.419 469.438 551.857
Encargos 11.450 - 11.450
Variação monetária e cambial 328 3.396 3.724
Swap 664 995 1.659
Efeito cumulativo marcação a mercado - (119) (119)
Transferências 17.036 (17.036) -
Amortizações e pagamentos de juros (17.205) - (17.205)
(-) Custos de transacao 280 - 280
Saldos em 31 de março de 2010 94.972 456.674 551.646

19 TAXAS REGULAMENTARES

Ref. 31/03/10 31/12/09


Reserva Global de Reversão – RGR 4.617 3.906
Conta de Consumo de Combustível – CCC 11.300 2.602
Conta de Desenvolvimento Energético - CDE 2.495 2.296
Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT 603 1.260
Empresa de Pesquisa Energética - EPE 301 327
Pesquisa e Desenvolvimento - P&D (1) 37.636 24.125
Programa de Eficientização Energética - PEE (1) 85.074 59.106
Taxa de Fiscalização Serviço Público de Energia Elétrica – TFSEE 648 648
Total 142.674 94.270
Passivo Circulante 111.885 81.841
Passivo Não Circulante 30.789 12.429

29/04/2010 09:54:18 Pág: 49


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(1) A Companhia reconheceu passivos relacionados a valores já faturados em tarifas (1% da Receita
Operacional Líquida), mas ainda não aplicados nos Programas de Eficientização Energética – PEE e
Pesquisa e Desenvolvimento – P&D, atualizados mensalmente, a partir do 2º mês subseqüente ao
seu reconhecimento até o momento de sua efetiva realização, com base na Taxa SELIC, conforme
as Resoluções ANEEL n°s 300/2008 e 316/2008.

A Lei n ° 9.991 de 24 de julho de 2000 que dispõe sobre a realização de investimentos em pesquisa
e desenvolvimento e em eficiência energética por parte das empresas concessionárias,
permissionárias e autorizadas do setor de energia elétrica foi alterada pela Lei n° 12.111, de 9 de
dezembro de 2009, visando a criação de um novo encargo setorial para ressarcimento de Estados e
Municípios que tiveram perda de receita decorrente da arrecadação do ICMS incidente sobre os
combustíveis fósseis utilizados na geração de energia, em decorrência da interligação dos
respectivos sistemas isolados ao Sistema Interligado Nacional.

O novo encargo equivale a 0,30% (trinta centésimos por cento) da receita operacional líquida da
Companhia e vigerá até 31 de dezembro de 2012. No trimestre findo em 31 de março de 2010 a
Companhia não procedeu ao registro contábil do encargo, porque aguarda definição da ANEEL
quanto a metodologia de cálculo para constituição do ativo regulatório que fará a contrapartida do
passivo setorial, de modo a não provocar desequilíbrio econômico e financeiro na concessão.

20 DIVIDENDOS E JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO


Em reunião do Conselho de Administração, realizada em 31 de março de 2010, foi aprovada a
declaração de juros sobre capital próprio, referente ao primeiro trimestre de 2010, da seguinte
forma:
Valor por ação
Deliberação Provento Valor deliberado ON PNA PNB
2010
RCA de 31 de março de 2010 JSCP 26.718 0,137644409 0,137644409 0,15140885

A formação dos saldos é como segue:

Saldos em 31 de dezembro de 2009 644.836


Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio:
Declarados 26.718
Imposto de renda retido na fonte - IRRF (366)
Pagos no período (90.041)
Prescritos (162)
Saldos em 31 de março de 2010 580.985

29/04/2010 09:54:18 Pág: 50


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

21 OBRIGAÇÕES ESTIMADAS

Passivo Circulante
31/03/10 31/12/09
Imposto de Renda 7.992 -
Contribuição Social 14.861 -
Provisões Férias e 13° salário 16.608 15.394
Encargos Sobre Provisões de Férias e 13° salário 5.430 5.588
Provisão PLR 3.278 14.801
Total 48.169 35.783

22 CONTINGÊNCIAS

22.1 CONTINGÊNCIAS PASSIVAS

As provisões constituídas para contingências passivas, líquidas dos depósitos judiciais


correspondentes, estão compostas como segue:

31/03/10 31/12/09
(-) Depósitos Provisão Provisão
Contingências Judiciais Líquida Líquida
Trabalhistas 52.593 (42.923) 9.670 8.237
Cíveis 43.541 (10.135) 33.406 34.745
Fiscais 6.614 (778) 5.836 4.546
Total 102.748 (53.836) 48.912 47.528
Passivo circulante 14.905 - 14.905 14.171
Passivo Não Circulante 87.843 (53.836) 34.007 33.357

Contingências
Trabalhistas Cíveis Fiscais Total
Saldos em 31 de dezembro de 2009 48.612 42.752 6.488 97.852
Constituição 5.225 3.843 - 9.068
Baixas/reversao (2.557) (4.474) - (7.031)
Remuneração 1.313 1.420 126 2.859
Saldos em 31 de março de 2010 52.593 43.541 6.614 102.748

A administração da Companhia, consubstanciada na opinião de seus consultores jurídicos


quanto à possibilidade de êxito nas diversas demandas judiciais, entende que as provisões
constituídas registradas no balanço são suficientes para cobrir prováveis perdas com tais causas.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 51


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Trabalhistas

Referem-se às ações movidas por ex-empregados contra a Companhia, envolvendo cobrança de


horas-extras, adicional de periculosidade, equiparação/reenquadramento salarial, discussão sobre
plano de cargos e salários e outras e também, ações movidas por ex-empregados de seus
empreiteiros (responsabilidade subsidiária e/ou solidária) envolvendo cobrança de parcelas
indenizatórias e outras.

Valor Expectativa Valor Provisionado


Contingência Trabalhista
Ref. Atualizado Instância de Perda 31/03/10 31/12/09
27.174 1ª 2ª e 3ª Instância Provável 27.174 23.024
Ex-empregados da Companhia 131.698 1ª e 2ª Instância Possível - -
15.925 1ª e 2ª Instância Remota - -

21.502 1ª 2ª e 3ª Instância Provável 21.502 21.733


Ex-empregados de Empreiteiras 69.630 1ª e 2ª Instância Possível - -
62.454 1ª e 2ª Instância Remota - -

3.917 1ª e 2ª Instância Provável 3.917 3.855


Empregados 38.032 1ª e 2ª Instância Possível
980 1ª e 2ª Instância Remota
Total 371.312 52.593 48.612

Os valores foram atualizados monetariamente pela variação da Taxa Referencial (TR) índice de
atualização de processos trabalhistas divulgado pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho,
acrescidos de juros de 1% a.m.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 52


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Cíveis

Referem-se às ações de natureza comercial e indenizatória, movidas por pessoas físicas e


jurídicas, envolvendo repetição de indébito, danos materiais e/ou danos morais.
Valor Expectativa Valor Provisionado
Contingência Cível
Ref. Atualizado Instância de Perda 31/03/10 31/12/09
1ª e 3ªInstância (Varas Cíveis e
Clientes – Tarifas Plano Cruzado
11.429 Federais) Provável 11.429 11.673

27.814 1ª e 2ª Instância Provável 27.814 27.609


Indenização por perdas 188.558 1ª e 2ª Instância Possível - -
5.009 1ª e 2ª Instância Remota - -

1.144 1ª e 2ª Instância Provável 1.144 1.095


Acidente terceiros/trabalho
507 1ª e 2ª Instância Possível - -

Comerc. Energia e produtos 3.479 1ª e 2ª Instância Possível - -

347 1ª e 2ª Instância Provável 347 406


Irregularidade de consumo 26.513 1ª e 2ª Instância Possível - -
948 1ª Instância Remota - -

Empréstimo compulsório 2.745 1ª e 2ª Instância Possível - -

35 1ª e 2ª Instância Possível - -
Iluminação pública
63 1ª Instância Remota - -

Societário Ações 1.632 1ª e 2ª Instância Provável 1.632 1.560

Racionamento de Energia Elétrica 49 1ª e 2ª Instância Possível - -

1.175 1ª e 2ª Instância Provável 1.175 409


Outras 6.356 1ª e 2ª Instância Possível - -
21 1ª e 2ª Instância Remota - -
Total 277.824 43.541 42.752

Os valores foram atualizados monetariamente pela variação do INPC, acrescidos de juros de 1%


a.m.

Clientes – Plano Cruzado – Ações movidas por alguns consumidores industriais e comerciais
questionando a legalidade da majoração da tarifa de energia elétrica ocorrida na vigência do
Plano Cruzado, conforme portarias nº. 38 e 45 do DNAEE, de 27 de janeiro e de 4 de março,
ambas de 1986, e pleiteando a restituição de valores envolvidos.

Indenização por Perdas – Ações movidas por pessoas físicas e jurídicas, nas quais a Companhia
figura como ré, e que tem por objeto indenizações por morte, por danos materiais, danos morais
e danos elétricos.

Outras – Diversas ações movidas por pessoas físicas e jurídicas envolvendo repetição de
indébito, revisão de débito de consumo medido e não medido (irregularidade de consumo),
cancelamento de débito, restabelecimento do fornecimento de energia elétrica, anulação de
dívida, litígios com agentes arrecadadores de contas de energia elétrica, demanda relativa à
multa contratual com fornecedores de energia elétrica e serviços e outros.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 53


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Fiscais

Referem-se às ações tributárias e impugnações de cobranças, intimações e autos de infração


fiscal.

Contingência Fiscal Valor Expectativa Valor Provisionado


Ref. Atualizado Instância de Perda 31/03/10 31/12/09
(a) 118 Administrativa Provável 118 116
ICMS (1)
(b) 3.808 Administrativa Possível - -

1.780 Adm./Judicial/Tribunal Inferior Provável 1.780 1.749


ISS (2)
4.966 Administrativa/Judicial Possível - -

CPMF (3) 3.833 Administrativa Remota - -

CSLL (4) 8.716 Administrativa Possível - -

IPTU (5) 104 Administrativa Possível - -

REFIS (6) 14.413 Adm./Judicial/Tribunal Inferior Possível - -

(a) 32.218 Administrativa Possível - -


PIS/COFINS (7) (b) 19.017 Administrativa Possível - -
(c) 171 Administrativa Possível - -

COFINS (8) 13.978 Administrativa/Judicial Remota - -

(a) 12.240 Administrativa Possível - -


IRPJ (9)
(b) 1.048 Administrativa Possível - -

INSS (10) 4.349 Administrativa Provável 4.349 4.273

3 Administrativa Provável 3 3
ITD (11) 373 Administrativa Possível
2.070 Administrativa Remota - -

(a) 4.055 Administrativa Possível - -


CIDE (12)
(b) 363 Administrativa Remota - -

TAXAS DIVERSAS (13) 1.609 Administrativa Possível - -

Incentivo Fiscal SUDENE (14) 26.148 Judicial Possível - -

(15) 364 Administrativa Provável 364 347


Outras
1.578 Administrativa Possível - -
Total 157.322 6.614 6.488

Os valores foram atualizados monetariamente pela variação da taxa SELIC.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 54


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(1) ICMS

(a) Autos de Infração lavrados contra a Companhia em 12/2007 e 08/2008, decorrente da


utilização indevida de crédito de ICMS sobre produtos adquiridos para integrar o ativo
imobilizado no período de 2002 a 2006. A Companhia reconheceu parcialmente a procedência
do auto e recolheu o valor que entendeu devido. A diferença remanescente foi objeto de
impugnação administrativa, todavia, por inexistirem precedentes jurisprudenciais sobre a tese
articulada na defesa, decidiu-se proceder à contabilização da referida contingência. Esgotada a
discussão na via administrativa, a Companhia propôs ação ordinária com pedido de tutela
antecipada, no entanto, para manter a suspensão da exigibilidade do crédito tributário foi
necessário a realização do depósito judicial equivalente a R$ 4.549.

(b) Auto de Infração que realizou a glosa do crédito do ICMS aproveitado decorrente da
aquisição de bens de informática e móveis destinados ao ativo permanente. A Companhia
entende que o crédito é legítimo, portanto, está realizando impugnação na esfera administrativa.

(2) Autos de infração lavrados questionando o não recolhimento do ISS próprio e substituição
tributária envolvendo diversos municípios. A Companhia apresentou impugnação aos autos de
infração, e constituiu a provisão contábil dos processos em que não existem jurisprudências
favoráveis a tese. Os processos que existem jurisprudências favoráveis estão classificados como
possíveis e não houve constituição de provisão. Aproveitando a anistia concedida pelo
Município de Salvador através da Lei 7.727/09, a Companhia quitou, em dezembro de 2009,
autos de infração classificados como perda provável, equivalente a R$ 413, eliminando a
contingência relativa ao ISS.

(3) Auto de Infração cobrando a CPMF sobre os pagamentos de tributos com vencimentos no
período de 09/1998 a 08/2002, realizados através do SIAFI (Sistema Integrado de Administração
Financeira do Governo Federal). A Companhia procedeu à impugnação do auto de infração,
juntando os extratos bancários que comprovam a incidência da CPMF sobre os pagamentos
realizados. Entretanto o processo administrativo foi julgado procedente em primeira instância. A
Companhia impetrou recurso para o Conselho de Contribuintes em junho de 2007, pendente de
julgamento.

(4) Auto de infração do ano-calendário 2003, em virtude da exclusão depreciação IPC/BTNF


adicionada indevidamente em anos anteriores na base de cálculo da CSLL. A Companhia
entende ser indevida a sanção realizada pelo Fisco Federal, por isso, apresentou impugnação
administrativa.

(5) Demandas em esfera administrativa envolvendo cobrança de IPTU nos municípios de


Salvador e Itabuna.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 55


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


(6) O parcelamento alternativo REFIS, com vigência de cinco anos teve a última parcela paga
em 03/2005. Entretanto, a Receita Federal alega que existe uma diferença entre o valor do débito
consolidado e o declarado pela Companhia, correspondente às multas moratórias calculadas
sobre o IRPJ, CSSL e FINSOCIAL que estavam com a exigibilidade suspensa. A Companhia
impetrou Ação Anulatória com pedido de Antecipação de Tutela, com objetivo de extinguir o
saldo devedor exigido e a suspensão da exigibilidade do crédito tributário Porém, o pleito foi
indeferido pelo juízo de primeiro grau ensejando recurso à instância superior, na qual a
Companhia obteve a suspensão da exigibilidade do crédito tributário até que haja o julgamento
do mérito da ação. Em dezembro/09, o juízo de primeiro grau proferiu sentença, acolhendo
parcialmente o pedido da Companhia. Em decorrência foi interposto o recurso de Apelação para
o Tribunal Regional Federal. Concomitantemente, foi proposta e deferida pelo TRF, medida
cautelar visando a manutenção da suspensão da exigibilidade do crédito tributário.

(7) PIS/COFINS

(a) Auto de infração lavrado em março de 2005, cobrando o recolhimento das contribuições do
PIS e COFINS sobre as receitas decorrentes dos contratos de “hedge – swap”, referente aos
exercícios de 2000 a 2002, segundo o regime de competência contábil. A Companhia
apresentou impugnação a essa cobrança por entender que esses contratos são acessórios aos
contratos de empréstimos e, portanto, somente seriam devidas as citadas contribuições quando
da liquidação dos contratos segundo o regime de caixa. Para promoção do recurso administrativo
foi requerido que a Companhia efetuasse depósito recursal equivalente a 30% do valor
questionado.

(b) Indeferimento pela Receita Federal de pedido de compensação de débitos fiscais com
créditos de PIS e COFINS, no ano-calendário 2002, sob o argumento que a Companhia foi
autuada em decorrência da não tributação das receitas de “hedge – swap”, nas bases de cálculo
do PIS e COFINS. A Companhia impetrou recurso à Câmara Superior de Recursos do Conselho
de Contribuintes, restabelecendo a suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Enquanto o
auto de infração mencionado no item anterior não transitar em julgado, não pode a Receita
Federal indeferir o pedido de compensação sob o argumento de inexistência de crédito tributário.

(c) Notificação fiscal decorrente da glosa de retenções fonte efetuada por órgãos públicos ano-
calendário 2002. A Companhia apresentou impugnação referente à glosa efetuada e aguarda
decisão administrativa.

(8) COFINS

Auto de Infração lavrado em agosto de 2003 questionando o pagamento dos débitos de


COFINS, referente aos meses de novembro e dezembro de 1998 e janeiro a fevereiro de 1999.
Esses valores foram compensados com crédito de IRRF, pleiteado através do processo
10580.007.291/98-41, porém não foi observado o rito formal de compensação que é a utilização
da Declaração de Compensação. Não obstante, a Companhia protocolou defesa judicial sob o
argumento de que a forma não deve prevalecer sobre a essência, ou seja, o mero
descumprimento de formalidades acessórias não deve prejudicar créditos fiscais legítimos
(princípio da essência sobre a forma). Processo aguardando julgamento do mérito.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 56


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(9) IRPJ

(a) Auto de infração do ano-calendário 2003, motivado pela falta de retenção do IRRF incidente
sobre os juros sobre capital distribuído para a Guaraniana. A Companhia entende ser indevida a
sanção lavrada pelo Fisco Federal, por entender que seu procedimento está lastreado nas
disposições contidas no Parecer Normativo n. 01/2002. Em decorrência, apresentou impugnação
e aguarda decisão administrativa.

(b) Notificação fiscal recepcionada em 09/2008, decorrente de processos de compensação de


créditos tributários referente a saldo negativo de IRPJ ano-calendário 2004, com débitos
diversos no montante de R$ 4.813. Desse montante, a Receita Federal não homologou apenas a
compensação de R$ 689 referente ao débito de IRPJ, competência 01/2004, com saldo negativo
apurado em dezembro desse mesmo período. A companhia impetrou recurso administrativo e
aguarda decisão.

(10) Notificações Fiscais de Lançamento de Débito – NFLD lavradas pelo INSS, referentes aos
exercícios de 1998 e 1999, sob a alegação de que a Companhia não apresentou os comprovantes
de recolhimento das contribuições previdenciárias devidas pelas empresas que lhes prestou
serviços. A Companhia apresentou impugnação argumentando que a imputação do débito só
pode ocorrer após a constatação de descumprimento da obrigação pelo devedor principal, mas,
como em alguns processos não possui em arquivo a documentação comprobatória exigida pelo
INSS, conservadoramente, realizou a provisão dos respectivos valores. Em relação aos
processos que a Companhia possui a documentação suporte exigida pelo FISCO, não houve
constituição de provisão.

Com o advento da Lei no 11.941/09 que instituiu o novo REFIS Federal, a Companhia pagou
em dezembro de 2009, o montante de R$ 402 relativo a diversos autos de infração classificados
como perda provável.

(11) ITD – Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos
– Autos de infração lavrados em 2005, 2006 e 2007 e 2008 pela SEFAZ-BA, referentes às
competências de 2000, 2001, 2002 e 2003 cobrando o pagamento do imposto sobre a doação de
rede elétrica e participação financeira do consumidor. A Companhia protocolou impugnação
administrativa junto a SEFAZ-BA em relação a todos os autos de infração. Em junho de 2009, a
Companhia foi notificada do julgamento administrativo em relação ao ano base 2000, onde o
auto de infração improcedente pelo CONSEF. Em relação aos demais períodos, os recursos
ainda estão pendentes de julgamento.

(12) CIDE
(a) Auto de infração da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico - CIDE lavrado em
05/2003 sob a alegação de falta de recolhimento da CIDE no período de 01/2001 a 09/2002. A
Companhia apresentou impugnação administrativa sob o argumento de que no período autuado,
não ocorreu o fato gerador da CIDE sobre as operações efetuadas, mas, apesar dos argumentos, o
lançamento tributário foi considerado procedente. Em 01/2007 a Companhia ingressou com
recurso no Conselho de Contribuintes, o qual está pendente de julgamento.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 57


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(b) - Despacho Decisório que indeferiu o pedido de compensação de débito de CIDE, do ano-
calendário 2003, com crédito da mesma contribuição apurado em dezembro de 2001. A SRF
alegou que não conseguiu visualizar a existência do crédito fiscal informado nas obrigações
acessórias (DCTF) e indeferiu o processo. A Companhia impetrou recurso administrativo em
19/09/2008.

(13) Corresponde a notificações fiscais envolvendo taxa de licença para ocupação de áreas em
vias e logradouros públicos, além de processos judiciais impetrados contra a cobrança da taxa de
iluminação pública.

(14) Mandado de segurança impetrado pela Companhia contra solução de consulta emitida pela
Receita Federal, que contraria o procedimento adotado quanto à exclusão da provisão para
manutenção da integridade do patrimônio líquido no cálculo do lucro da exploração, que é o
meio para apurar o incentivo fiscal ADENE. Corresponde aos fatos geradores de 2003 a
dezembro de 2008. Visando manter a exigibilidade do crédito tributário, a Companhia efetua
depósito judicial no montante integral da divergência.

(15) Diversos processos fiscais tais como, questionamento de consumidor contra a cobrança de
tributos em conta de energia, honorários advocatícios de processos fiscais, etc.

22.2 CONTINGÊNCIA ATIVA

PIS/COFINS (Alargamento da Base de Cálculo) – A Companhia impetrou Mandado de


Segurança com pedido de Liminar, em 21 de julho de 2004, em curso no Tribunal Regional
Federal – 1ª. Região, argüindo a inconstitucionalidade da Lei nº. 9.718/98, que incluiu na base
de cálculo do PIS e da COFINS as receitas derivadas de operações financeiras. Os consultores
jurídicos da Companhia atribuem uma probabilidade de ganho provável para a ação judicial. O
montante estimado do crédito pleiteado, a valor nominal, corresponde a R$ 34.789, no entanto, a
Companhia aguarda manifestação final do Judiciário para proceder ao registro contábil.

23 OUTRAS CONTAS A PAGAR


Ref 31/03/10 31/12/09
Consumidores (1) 21.264 14.441
Plano de Saúde (Fundo de Reserva) (2) 15.227 14.725
Contribuição para custeio do serviço de iluminação pública - COSIP 11.351 5.476
Empréstimos compulsórios - ELETROBRÁS 125 372
Convênios 136 1.202
Adiantamento Estado 951 736
Caução em Garantia (3) 31.669 28.428
FGTS Conta Empresa 207 207
Encargos CBEE 449 550
Outras 8.657 8.887
Total 90.036 75.024
Passivo circulante 67.160 55.580
Passivo Não Circulante 22.876 19.444

29/04/2010 09:54:18 Pág: 58


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(1) Obrigações perante consumidores de energia elétrica decorrentes de antecipação de recursos


para construção de obras em municípios ainda não universalizados, contas pagas em
duplicidade, ajustes de faturamento e outros.

(2) Fundo de Reserva constituído por contribuições sob a forma de pré-pagamento para o antigo
Plano de Saúde Coelba, por parte da Companhia e participantes (empregados ativos,
empregados da FAELBA e assistidos – empregados inativos, aposentados e pensionistas), para
atender as despesas futuras com a assistência médica (ambulatorial e hospitalar) e odontológica,
de seus participantes (titulares e dependentes). O saldo é atualizado mensalmente pela variação
de 100% do CDI.

(3) Garantia constituída em espécie para assegurar o cumprimento dos contratos, tanto no que
diz respeito a suas clausulas operacionais, como na obrigatoriedade do pagamento dos encargos
dos empregados das empresas fornecedoras de serviços.

24 PATRIMÔNIO LÍQUIDO

(a) Capital social

O Capital social autorizado da Companhia em 31 de março de 2010 e de 31 de dezembro de


2009 é de R$ 1.300.000 e o integralizado até a data do balanço é de R$ 542.163.

A composição do capital social realizado por classe de ações e principais acionistas é a seguinte:

Nº de Ações (em Mil)


Ações Ordinárias Ações Preferenciais
Acionistas Única % A % B % Total %
Neoenergia S.A . 98.122 89,8 7.864 40,2 59.315 100,0 165.301 87,8
Iberdrola Energia S.A . 5.598 5,1 10.394 53,1 - 0,0 15.992 8,5
Previ 3.318 3,0 994 5,1 - 0,0 4.312 2,3
Outros 2.267 2,1 305 1,6 - 0,0 2.572 1,4
Total 109.305 100,0 19.557 100,0 59.315 100,0 188.177 100,0

R$ (em Mil)
Ações Ordinárias Ações Preferenciais
Acionistas Única % A % B % Total %
Neoenergia S.A . 282.702 89,8 22.656 40,2 170.895 100,0 476.253 87,8
Iberdrola Energia S.A . 16.128 5,1 29.947 53,1 - 0,0 46.075 8,5
Previ 9.559 3,0 2.865 5,1 - 0,0 12.424 2,3
Outros 6.531 2,1 880 1,6 - 0,0 7.411 1,4
Total 314.920 100,0 56.348 100,0 170.895 100,0 542.163 100,0

29/04/2010 09:54:18 Pág: 59


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Cada ação ordinária dá direito a um voto nas deliberações da Assembléia Geral. As ações
preferenciais, de ambas as classes, não possuem direito de voto, ficando assegurado ainda: (i) as
ações preferenciais “Classe A” têm prioridade na distribuição de dividendos, que serão no
mínimo 10% (dez por cento) sobre o capital social representado por ações preferenciais “Classe
A”; (ii) as ações preferenciais “Classe B”, têm prioridade na distribuição de dividendos, somente
após a distribuição de dividendos às preferenciais “Classe A”, sendo tais dividendos no mínimo
10% (dez por cento) maiores do que os atribuídos às ações ordinárias.

(b) Reservas de Capital

• Reserva Especial de Ágio

Essa reserva representa a formação da reserva especial do ágio como resultado da


reestruturação societária da Companhia, que gerou o reconhecimento do crédito fiscal
diretamente no patrimônio. (Vide nota explicativa nº 11).

(b) Reservas de Lucro

• Reserva de Incentivo Fiscal

A legislação do imposto de renda possibilita que as empresas situadas na Região Nordeste, e


que atuam no setor de infra-estrutura, reduzam o valor do imposto de renda devido para fins
de investimentos em projetos de ampliação da sua capacidade instalada, conforme determina
o artigo 551, § 3º, do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999.

A Companhia apurou no trimestre findo em 31 de março de 2010 o valor de R$ 32.356


(R$ 34.523 em 31 de março 2009) de incentivo fiscal SUDENE, calculado com base no
Lucro da Exploração, aplicando a redução de 75% do imposto de renda apurado pelo Lucro
Real.

Em atendimento à Lei nº 11.638/07 e CPC 07, o valor correspondente ao incentivo SUDENE


apurado a partir da vigência da Lei foi contabilizado no resultado do trimestre, e
posteriormente será transferido para a reserva de lucro devendo somente ser utilizado para
aumento de capital social ou para eventual absorção de prejuízos contábeis conforme previsto
no artigo 545 do Regulamento de Imposto de Renda.

• Reserva Legal

A reserva legal é calculada com base em 5% de seu lucro líquido conforme previsto na
legislação em vigor, limitada a 20% do capital social.

• Reserva de Retenção de Lucros

A Lei das S.A permite às sociedades reterem parcela do lucro líquido do exercício, prevista
em orçamento de capital, previamente aprovado pela Assembléia Geral.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 60


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Em 31 de março de 2010, a Companhia mantém em seu patrimônio líquido Reserva de


Retenção de Lucros, no montante de R$ 123.796 (R$ 123.633 em 31 de dezembro de 2009) a
qual foi constituída de acordo com o artigo 196 da Lei das S.A.

25 FORNECIMENTO E SUPRIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA

Nº de consumidores MWh R$
31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/03/09
Consumidores:
Residencial 4.108.044 3.902.999 1.316.351 1.217.567 509.562 438.284
Industrial 21.119 20.383 813.059 840.300 208.663 200.462
Comercial 298.170 289.215 722.110 674.946 306.257 269.581
Rural 192.182 192.981 230.518 212.069 45.663 39.294
Poder Público 42.953 41.512 148.790 137.122 53.696 45.122
Iluminação Pública 15.837 15.750 171.456 170.040 30.661 28.560
Serviço Público 7.425 6.828 193.382 185.045 42.127 37.984
Consumo Próprio 364 382 3.926 3.887 - -
Suprimento 1 1 - - - -
Fornecimento não faturado - - - - 4.394 (3.000)
Transferência para atividade de distribuição - - - - (736.103) (678.560)
Subtotal 4.686.095 4.470.051 3.599.592 3.440.976 464.920 377.727

Receita (reversão) do Reposicionamento Tarifário 12.584 (12.132)


Receita (reversão) da Energia Livre (372) -
Subvenção à tarifa social baixa renda 78.729 67.573
Total 4.686.095 4.470.051 3.599.592 3.440.976 555.861 433.168

26 DISPONIBILIZAÇÃO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

A receita com Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição – TUSD refere-se basicamente a venda
de energia para consumidores livres com a cobrança de tarifa pelo uso da rede de distribuição.

Saldos em
Ref. 31/03/10 31/03/09
Reclassificado
Receita de Uso da Rede Básica / Sistema de Conexão 23.525 13.415
Parcela de Ajuste - Revisão Tarifária da Transmissão (771) 273
Transfer. Atividade de Comercialização (Consumidores Cativos) (a) 736.103 678.560
758.857 692.248

(a) Em atendimento ao Despacho ANEEL n° 1.618 de 23/04/2008, a Companhia efetuou a


segregação da receita de comercialização e distribuição utilizando uma “tusd média” calculada a
partir da tusd homologada para consumidores cativos.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 61


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

27 COMPRA E VENDA DE ENERGIA DE CURTO PRAZO NO ÂMBITO DA CCEE

Nos trimestres findos em 31 de março de 2010 e 2009 a Companhia efetuou a comercialização


de energia de curto prazo no âmbito da CCEE conforme demonstrado a seguir:

31/03/10 31/03/09
Compra MWh R$ MWh (1) R$
Ajustes - 866 - 1.961
Total - 866 - 1.961

31/03/10 31/03/09
Venda MWh R$ MWh (1) R$
CCEE (*) 46 1.174 121.994 5.758
Ajustes - - - 3.470
Subtotal 46 1.174 121.994 9.228
Total 46 1.174 121.994 9.228

(*) venda estimada referente ao mês de março.

Os montantes de receitas/despesas faturados e/ou pagos pelas concessionárias que tiveram


excedente/falta de energia, comercializados no âmbito da CCEE, foram informados pela mesma
e referendados pela Companhia.

29/04/2010 09:54:18 Pág: 62


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

28 RESULTADO OPERACIONAL

Os custos e as despesas operacionais têm a seguinte composição por natureza de gasto:

31/03/10 31/03/09

Custos de Bens Despesas Gerais


e Serviços Despesas e
Vendidos com vendas Administrativas Total Total
Receita Operacional Líquida 876.794 768.793
Custos / Despesas Operacionais
Pessoal (21.387) (21.360) (8.021) (50.768) (52.674)
Administradores - - (1.336) (1.336) (1.433)
Entidade de previdência privada (805) (550) (571) (1.926) (1.989)
Material (1.659) (303) (166) (2.128) (2.307)
Serviços de terceiros (16.423) (22.670) (11.574) (50.667) (46.715)
Taxa de fiscalização serviço energia elétrica–TFSEE (1.177) (761) - (1.938) (2.284)
Energia elétrica comprada para revenda (413.471) - - (413.471) (341.172)
Encargos de uso do sistema transmissão (60.582) - - (60.582) (45.701)
Depreciação e amortização (42.080) (369) (2.144) (44.593) (42.891)
Arrendamentos e alugueis (259) (43) (339) (641) (828)
Tributos (34) (1.109) (427) (1.570) (1.645)
Provisões Líquidas - PCLD (4.898) (3.148) - (8.046) (8.595)
Provisões Líquidas - Contingências - - (2.036) (2.036) 2.439
Outros (1.097) (1.889) (4.991) (7.977) (7.061)
Total custos / despesas operacionais (563.872) (52.202) (31.605) (647.679) (552.856)
Resultado do Serviço (563.872) (52.202) (31.605) 229.115 215.937
Resultado Financeiro (16.449) (792)
Juros sobre capital próprio (26.718) -
Resultado na Alienação/Desativação de Bens e Direitos (750) (4.719)
Lucro antes do imposto de renda e contribuição social (563.872) (52.202) (31.605) 185.198 210.426

29/04/2010 09:54:18 Pág: 63


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2010

01452-4 CIA ELETRICIDADE DA BAHIA 15.139.629/0001-94

06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

29 SALDOS E TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS


31/03/10 31/12/09
Empresas Ref Natureza de Operação Ativo Passivo Resultado Ativo Passivo Resultado

Fundação Coelba de Previdência Complementar Constituição Patronal à Fundação (665) (787)

Itapebi (a) Reembolso de despesa 6 15 3 4


Aluguel/Comodato
Crédito de ICMS
Energia comprada 23.742 (68.959) 23.742 (64.890)
Energia fornecida 22 57 25 34
Uso da Rede
28 23.742 (68.887) 28 23.742 (64.852)

Amara Brasil (b) Prestação de serviço (almoxarifado) 243 190


Reembolso de despesa 34
243 190 34

NC Energia (c) Energia comprada 407 (2.784) 1.140 (2.802)


Reembolso de despesa 2 2
Outras obrigações
2 407 (2.784) 2 1.140 (2.802)

Termopernambuco (d) Energia comprada 11.106 (20.110) 11.398 (17.048)

Afluente (e) Aluguel/Comodato