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Aula Nº 3 – Custos para Estoques


Objetivos da aula:
A Contabilidade de Custos surgiu da necessidade de maior controle sobre
os valores que são imputados aos estoques dos produtos na indústria.
O objetivo desta aula é mostrar a importância dos custos nos estoques,
em seus diversos estágios, no estoque de matéria-prima, no estoque de
produtos em elaboração, no estoque de produtos acabados e, finalmente,
a composição do custo dos produtos vendidos. Não é nosso propósito
torná-lo um especialista nessa área, mas é importante para o administrador
saber como o Contador manipula essas informações para imputar os
custos aos estoques, para depois poder comparar com as informações
gerenciais de custos.

O método de apropriação dos custos - que veremos nesta aula - é derivado


da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos, que
também serão brevemente explicitados nesta aula.

Ao final, você deverá compreender como foram imputados os diversos


itens de custos nos estoques de produtos.

Introdução Aula 03 - Custos para Estoques

A contabilidade financeira desenvolveu-se na Era Mercantilista para fazer


frente às necessidades das empresas comerciais. Os estoques eram contados
fisicamente e depois avaliados pelo montante pago pelos itens estocados.
Como na época muitas pessoas praticavam o ato de comércio como pessoas
físicas e, praticamente, não havia fabricação, ficava fácil conhecer o valor
Custo Contábil

dos estoques.

Com o advento da Revolução Industrial (século XVIII), o Contador começou


a adaptar o método de apropriação de custos, estabelecendo novos critérios
de custeio para as empresas industriais.

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Com o desenvolvimento do mercado de capitais nos Estados Unidos


da América e em alguns países europeus, as empresas de auditoria
independente começaram a estabelecer princípios de Contabilidade para
homogeneizar as demonstrações contábeis e torná-las comparáveis com as
demonstrações de outros períodos e de outras empresas.

Hoje, na Era da Informação, o desafio é criar critérios igualmente confiáveis


e comparáveis para as empresas de serviços que se desenvolvem cada
vez mais, nas mais variadas formas: serviços on line, tele-atendimento, e-
commerce etc.

1. Princípios Contábeis aplicados à Contabilidade de


Custos
1.1. Princípio da Realização da Receita

Quando podemos dizer que uma Receita foi realizada?

Segundo esse princípio, uma receita somente poderá ser considerada


realizada e compor o resultado da empresa, quando houver a transferência
do bem ou serviço para o seu comprador.

Por esse motivo, existe grande diferença entre o conceito de lucro contábil
e lucro econômico, pois este leva em conta a agregação de valor econômico
na fase de produção, antes mesmo de se concretizar em dinheiro ou direitos
Aula 03 - Custos para Estoques

a recebimentos futuros.

1.2. Princípio da Competência de Exercícios


Custo Contábil

Quando uma despesa deve ser reconhecida?

Após o reconhecimento da receita, deduzem-se todos os gastos que foram


necessários para sua consecução. Lembremos, aqui, o conceito de resultado:
diferença entre recursos econômicos gerados e recursos econômicos

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consumidos em determinado período. Lembremos, também, que recursos


econômicos consumidos não se confundem com pagamentos, portanto
um gasto pode ser considerado como despesa mesmo que ainda não tenha
sido pago, assim como uma receita pode ser considerada realizada, mesmo
que não tenha sido recebida pela empresa.

1.3. Princípio do Custo Histórico como Base de Valor

Qual valor deve ser considerado para estocar os produtos fabricados?

Esse princípio diz que todos os elementos do ativo devem ser registrados
pelo valor original de entrada.

Esse princípio pode trazer grandes distorções no resultado da empresa


quando a economia registra aumentos generalizados de preços (inflação).

Um produto que é vendido após algum tempo de estocagem não poderá


ter sua reposição no estoque pelo mesmo preço, gerando, assim, um lucro
ilusório para a empresa. Nesse caso, é necessário um tratamento gerencial
para analisar o resultado e a lucratividade da empresa.

1.4. Princípio da Uniformidade ou Consistência

Qual critério deve ser adotado para os registros contábeis?

A empresa pode utilizar qualquer critério considerado válido dentro dos


Aula 03 - Custos para Estoques

princípios geralmente aceitos, desde que haja uniformidade na sua aplicação.


Uma empresa não pode adotar um critério diferente em cada exercício
social. Se houver necessidade de mudança de um critério, deve reportar
esse fato em nota explicativa do seu Balanço Patrimonial, apontando a
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diferença que tal mudança causou no resultado da empresa.

1.5. Princípio do Conservadorismo

A empresa deve ser otimista ou pessimista no que concerne a realização

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dos registros contábeis?

Normalmente, o Contador deve adotar uma postura conservadora em


relação aos valores de registro para preservar a integridade do patrimônio
da empresa. Não se trata de ser otimista ou pessimista, simplesmente
o Contador não pode fazer seus registros com base em incertezas, deve
registrar ativos, passivos, receitas e despesas com base em valores
factíveis. Trata-se, portanto, de prudência em relação aos valores a serem
registrados.

1.6. Relevância ou Materialidade

Os registros devem ser rigorosos mesmo com itens de pequeno valor?

Não deve haver tratamento rigoroso para itens cujos valores monetários
sejam irrelevantes. Não há necessidade de se fazer um controle de estoque
para materiais de consumo de pequeno valor, seja de consumo da produção
industrial seja do escritório.

2. Custeio por Absorção


Esse método de custeio consiste na apropriação de todos os gastos
relativos ao esforço de fabricação aos produtos elaborados, atendendo
aos princípios de contabilidade geralmente aceitos.

Nossa legislação fiscal obriga sua utilização, e a auditoria externa considera-


Aula 03 - Custos para Estoques

o como básico, portanto a contabilidade deve adotá-lo para atender as


exigências legais, com pequenas exceções que a lei faculta.

2.1. Separação entre custos e Despesas


Custo Contábil

Essa separação nem sempre é fácil. Em algumas situações, a utilização dos


recursos é compartilhada entre produção, administração e vendas, de tal
forma que é impossível estabelecer uma divisão dos gastos de forma clara
e objetiva. Nesse caso, é necessário fazer um rateio (com certo grau de

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arbitrariedade) dos gastos entre produção, administração e vendas,

2.2. Apropriação dos custos Diretos

Os custos diretos são quantificáveis e objetivamente atribuíveis a


determinado produto, portanto, com as informações corretas em mãos, é
somente uma questão de calcular o valor a ser atribuído a cada produto.

Tomemos como exemplo uma empresa que produz três produtos: Alfa,
Beta e Delta. Sabe-se que cada unidade do produto Alfa consome 3,5 Kg. da
matéria-prima “X”; o produto Beta consome 2 litros da matéria-prima “y” e
o produto Delta consome 3 unidades da matéria-prima “z”. Para apropriar
o custo da matéria-prima a esses produtos, basta calcular o custo unitário
de cada uma delas e multiplicar pelo consumo de cada produto.

Para exemplificar melhor, suponha que 1 Kg. da matéria-prima “x” custe


R$ 1,50; 1 litro da matéria-prima “y” custe R$ 0,50 e 1 unidade da matéria-
prima “z” custe R$ 3,00. Assim, o custo de matéria a ser imputado a cada
produto será:

Alfa = 3,5 Kg. x R$ 1,50 = R$ 5,25;


Beta = 2,0 l. x R$ 0,50 = R$ 1,00;
Delta = 3 un. X R$ 3,00 = R$ 9,00.

O mesmo ocorre com a mão-de-obra direta e outros materiais diretos.


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2.3. Apropriação dos Custos Indiretos de Fabricação

Os custos indiretos devem ser apropriados aos produtos proporcionalmente


a algum outro fator, segundo critérios preestabelecidos pela
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administração.

Para evitar grandes distorções, é necessário que o critério adotado


guarde relação com o consumo desses gastos pelos produtos que estão
recebendo esse custo. Por exemplo, os custos indiretos de fabricação

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somam R$ 120.000,00 em determinado período. Esse valor pode ser


rateado à produção de Alfa, Beta e Gama proporcionalmente à matéria-
prima utilizada pela produção de cada um; ou pelo valor da mão-de-obra
direta utilizada na produção de cada produto; ou pelo consumo de energia
elétrica de cada produto e assim por diante.

Para fazer uma apropriação de custos indiretos com baixo grau de


arbitrariedade, é necessário conhecer muito bem o processo de
produção.

2.4. Contabilização dos Custos


O Contador abrirá uma conta para cada fator de produção e uma conta
para cada produto receber seus custos. Compondo os custos do período
com os estoques existentes (iniciais e finais), chegará, contabilmente,
ao custo de produção, custo da produção acabada e custo da produção
vendida.

Síntese
Nesta aula, estudamos, superficialmente, os princípios contábeis que
regem o método de custeio por absorção, obrigatório pela legislação fiscal
e considerado básico pelas empresas de auditoria externa, ou seja, toda
empresa legalmente constituída deve seguir esses princípios com certo
rigor para evitar problemas com o “fisco” ou com pareceres adversos das
empresas de auditoria.
Aula 03 - Custos para Estoques

Na próxima aula, estudaremos os Sistemas de Acumulação de Custos.Não


perca!
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Referências
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo: Atlas, 1999.

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