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CONSTITUIÇÃO E ORDEM 1

Prof. Geomário - 1º SEMESTRE DE 2010

Aluno: Daniel Deusdete Araújo Barreto

Atividade: reflexões sobre o dia do descanso.

Referência bibliográfica:

• Princípios da Liturgia, de 13/02/1951, art. 1 ao 4;

• Fides Reformada, Vol. III, Nº2, Julho – Dezembro 1998, pg. 149/167, por Gerard Van Groningen - O
Sábado no Antigo Testamento: Tempo para o Senhor, Tempo para Alegria nEle.

A atividade passada para nossa reflexão tomou por base dois textos importantes. Um que trata
especificamente sobre os princípios aos quais estamos sendo ensinados a cumprir, a zelar pelo cumprimento
e a promulgar e o outro texto de autoria de Gerard Van Groningen, exegeta do AT.

Diz-nos os Princípios:

“PRINCIPIOS DA LITURGIA - preâmbulo Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito


Santo, nós, legítimos representantes da Igreja Presbiteriana do Brasil, reunidos em
Supremo Concílio, no ano de 1951, investidos de toda autoridade para cumprir as
determinações das legislaturas de 1946 e de 1950, depositando a nossa confiança
inteiramente na direção, unção e iluminação do Espírito de Deus, e tendo em vista a
conversão das almas, a santificação dos crentes e a edificação da Igreja, decretamos e
promulgamos, para glória de Deus, os seguintes:
CAPÍTULO I - O DIA DO SENHOR
Art. 1 - É dever de todos os homens lembrar-se do dia do Senhor (Domingo) e preparar-
se com antecedência para guardá-lo. Todos os negócios temporais devem ser postos de
parte e ordenados de tal sorte que não os impeçam de santificar o Domingo pelo modo
requerido nas Sagradas Escrituras.
Art. 2 - Deve-se consagrar esse dia inteiramente ao Senhor, empregando-o em
exercícios espirituais, públicos e particulares. É necessário, portanto, que haja, em todo
esse dia, santo repouso de todos os trabalhos que não sejam de absoluta necessidade,
abstenção de todas as recreações e outras coisas que, lícitas em outros dias, são
impróprias do dia do Senhor.
Art. 3 - Os crentes, como indivíduos ou famílias, devem ordenar de tal sorte seus
negócios ou trabalhos que não sejam impedidos de santificar convenientemente o
Domingo e tomar parte no culto público.
Art. 4 - Conselhos e Pastores devem mostrar-se atentos e zelar cuidadosamente para
que o Dia do Senhor seja santificado pelo indivíduo, pela família e pela comunidade.”

Devemos reparar que ele começa com a invocação da Trindade como representantes legítimos da IPB e com
toda autoridade revestida, decretam e promulgam, para a glória de Deus que é dever de todos os homens
lembrarem-se e se prepararem para a guarda do Shabáth, o Dia do Senhor, que no caso está bem definido e
esclarecido como o DOMINGO.

É dever! Dever de lembrarem-se e de se prepararem; de se consagrar e de empregar o dia em exercícios


espirituais, públicos e particulares. Os Conselhos e Pastores devem se mostrar atento e zelosos para que o
dia do Senhor (domingo) seja santificado pelo indivíduo, família e comunidade.

Como autoridades espirituais presbiterianas constituídas têm poder e autoridade revestida para tanto decretar
quanto promulgar a observância fiel do Dia do Senhor (domingo). No entanto, o que vemos hoje em dia em
nossas igrejas?

Gerard Van Groningen, brilhantemente, nos traz uma reflexão sobre o sábado no AT como um tempo para o
Senhor, um tempo para a alegria nele. Ele fala de um tempo presente (NT), um tempo anterior (VT), um
tempo vindouro (a volta de Jesus em glória) e ainda em um tempo anterior ao próprio tempo anterior (a época
da criação).
Ele não os desassocia, pelo contrário, afirma que a revelação é progressiva onde o AT introduz verdades
básicas nas quais o NT as expande cumprindo algumas delas, mas não todas porque ainda poderá vir (ou
virá, sendo mais enfático) fatos reveladores de sua revelação que ora estão encobertos aos nossos olhos.

O seu texto e sua abordagem são de uma profundidade incrível que dá gosto mergulhar e procurar entender.
Ele dividiu seu artigo em 4 partes principais.

Na primeira, ele tratou do Descanso Sabático Apresentado em Hebreus 3 e 4 onde lembrou que somos nós
advertidos pelo autor de Hebreus para tomarmos cuidado para não incorrermos no mesmo erro de
incredulidade devida pelo povo do AT. A promessa do descanso de Deus no NT não é a garantia de entrada
nele. O autor de Hebreus, insiste GVG, afirma que o descanso de Deus é uma realidade para todos os
tempos! Ainda diz que Jesus não introduziu imediatamente o pleno descanso de Deus, pois o fará na terceira
era (ocasião de sua volta gloriosa).

Na segunda parte, faz Considerações Básicas Subjacentes e a subdivide em três outras partes:

A. A Unidade da Mensagem Bíblica – o AT introduz as verdades básicas e o NT as expande, complementa e


desenvolve sem no entanto ser conclusiva. A revelação não é final, mas progressiva. Adverte-nos também
dos extremos da exaltação da interpretação do NT como absoluta e final de sua revelação ou da exaltação da
revelação primeira além da que considera o NT como um interlúdio, entendendo este como intermediário.

B. Um Conceito Apropriado de Revelação – aqui devemos aderir a uma adequada abordagem exegética e
bíblico-teológica de toda a Escritura. Deve ser nosso pressuposto básico: Deus revelou de diversas formas os
elementos básicos da verdade divina, mas ainda faltam esclarecimentos.

C. Uma Abordagem em Consonância com o Caráter da Revelação - assim, vemos que, em uma determinada
circunstância, foi necessário aplicar certas proibições cerimoniais do Antigo Testamento e colocá-las lado a
lado com uma proibição moral.

Na terceira parte ele achou por bem esclarecer certos Termos e Distinções Importantes onde os termos
sábado, repouso e sete são definidos resumidamente e as respectivas distinções são apresentadas e
discutidas de modo sucinto. Nisso fez outra divisão em 4 sub-partes, explicando:

A. Três Termos Básicos – sábado, repouso e sete: “pensamos que esses três termos distintos, empregados
de diversas formas e sujeitos a várias interpretações, são usados numa relação íntima em passagens que
tratam de tempo e culto (a expressão do relacionamento do homem com Deus). Isso nos leva aos momentos
especiais que foram separados para o culto, contrição, sacrifícios, festejos e alegria.”

B. As Festas e o Sábado – “O sábado era o dia do ciclo de sete dias. Ele era preferido aos demais dias. Era o
dia de Deus e para Deus. Era um dia separado para o culto, para a alegria, contentamento e
confraternização. Deus insistia no fato de que era o "sábado do Senhor.”.

C. A Origem do Sábado – nas outras religiões e culturas nada foi encontrado que apontasse para o sábado,
mas para um dia ou dias especiais para os deuses, em atenção e dedicação a eles, o que aponta para uma
longa pré-história pra a origem do sábado. Alguns comentaristas modernos têm enfatizado que as passagens
no AT não apresentam a instituição do sábado, antes o sábado como uma instituição.

D. O Desenvolvimento Histórico do Dia do Sábado – lamentavelmente a história de Israel está associada a


um povo abençoado por Deus que se esqueceu de seu Deus! Deveria haver um tempo para o trabalho e um
tempo para uma íntima comunhão com Deus ,expressa em um culto alegre e festivo.

Na quarta e última parte ele aborda A CRIAÇÃO E O SÁBADO. Foi Deus quem fez o sétimo dia e nele não
fez nada, nadinha... é como o Espírito Santo nos apontando que há um dia no ciclo de 6x1 em que devemos
imitar e seguir nosso exemplo: Deus! “O homem, por sua vez, é chamado a imitar o seu Criador e prestar-lhe
culto”. Não devemos nós, os crentes, procurarmos por uma origem para o sábado, pois ele se encontra
claramente estampado nas Escrituras.

Nós devemos descansar ou “sabatear” celebrando a vitória de Deus em Cristo por meio da cessação de
nossas atividades diárias. #Soli Deo Gloria#