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DIREItO PEnAL PARtE ESPECIAL I à vontade com a realização do resultado, sob pena de não

DIREItO PEnAL PARtE ESPECIAL I

à vontade com a realização do resultado, sob pena de não gravídico. Estado puerperal, portanto, é
à vontade com a realização do resultado, sob pena de
não gravídico. Estado puerperal, portanto, é o que
Dos Crimes
Contra as Pessoas
se verificar a modalidade dolosa.
envolve a parturiente durante a expulsão da criança
2.8.
Causa de aumento de pena: § 4º do art. 121, CP:
do ventre materno.
no homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um
4.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: mãe; b) passivo: o
Crimes contra a vida
terço), se o crime resulta de inobservância de regra
ser nascente ou recém-nascido.
técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente
4.5.
Elemento subjetivo: dolo.
1. Homicídio
deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura
4.6.
Consumação: consuma-se com a morte da
1.1.
Previsão legal: art. 121, CP.
diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar
criança.
1.2.
Descrição típica: “matar alguém” (pena:
prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena
4.7.
Tentativa: admite-se.
reclusão, de 6 a 20 anos).
é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado
4.8.
Ação penal: pública incondicionada. Com-
1.3.
Conduta: matar, destruir a vida humana.
contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60
petência do júri (art. 5º, XXXVIII, CF e art. 74, §
1.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
(sessenta) anos.
1º, CPP).
passivo: qualquer pessoa.
2.9.
Ação penal: pública incondicionada.
1.5.
Elemento subjetivo: dolo.
Obs: homicídio culposo no trânsito: não mais se aplica o
5.
Aborto provocado pela gestante ou com seu
1.6.
Consumação: consuma-se com a morte da
consentimento
vítima.
tipo penal do par. 3º do art. 121, CP ao homicídio prati-
cado na condução de veículo automotor, pois o CTB (Lei
5.1.
Previsão legal: art. 124, CP.
1.7.
Tentativa: admite-se.
9.503/97) prevê no art. 302 um tipo penal específico.
5.2.
Descrição típica: “provocar aborto em si mes-
1.8.
Forma privilegiada (causa especial de diminui-
ma ou consentir que outrem lho provoque (Pena:
ção de pena): art. 121, § 1º: “se o agente comete o
detenção, de 1 a 3 anos)”.
crime por motivo de relevante valor social ou moral
ou sob o domínio de violenta emoção, logo em
seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode
reduzir a pena de um sexto a um terço”.
Obs: o crime culposo não admite participação (sempre
dolosa), admitindo, porém, co-autoria (desde que tenham
domínio sobre suas condutas, positivas ou negativas).
2.10. Perdão judicial: § 5º do art. 121, CP: na hipótese
de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar
a pena, se as conseqüências da infração atingirem o
próprio agente de forma tão grave que a sanção penal
se torne desnecessária.
Link Acadêmico 1
5.3.
Conduta: são duas as condutas incriminadas:
provocar a gestante o auto-aborto ou permitir que
outra pessoa o faça.
Obs: relevante valor social é aquele em que o agente
age impelido por motivo de grande importância so-
cial. Relevante valor moral é aquele que tem grande
importância particular, do próprio agente.
1.9.Forma privilegiada: art. 121, § 2º: se o homi-
cídio é cometido: I – mediante paga ou promessa
de recompensa, ou por outro motivo torpe; II – por
motivo fútil; III – com emprego de veneno, fogo,
explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou
Obs: aborto é a interrupção da gestação com a
morte do feto.
5.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: gestante; b) pas-
sivo: há dissenso doutrinário. Para alguns, é o feto;
para outros é o Estado ou a coletividade.
3. Induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio
5.5.
Elemento subjetivo: dolo.
3.1.
Previsão legal: art. 122, CP.
5.6.
Consumação: consuma-se com a morte do
3.2.
Descrição típica: “induzir ou instigar alguém a
feto.
suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça (pena:
5.7.
Tentativa: admite-se.
reclusão, de 2 a 6 anos, se o suicídio se consuma; ou
5.8.
Ação penal: pública incondicionada. Com-
cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV – à
traição, de emboscada, ou mediante dissimulação
reclusão, de 1 a 3 anos, se da tentativa de suicídio re-
sulta lesão corporal de natureza grave)”.
petência do júri (art. 5º, XXXVIII, CF e art. 74, §
1º, CPP).
ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a
3.3.
Conduta: o tipo apresenta três núcleos: induzir,
defesa do ofendido; V – para assegurar a execução,
a impunidade ou vantagem de outro crime (pena:
instigar e prestar auxílio. Induzir é fazer nascer na mente
6.
Aborto provocado por terceiro sem o consenti-
da vítima o desejo de eliminar a própria vida; Instigar é
estimular uma idéia preexistente, encorajando a vítima
ao suicídio; e prestar auxílio é dar apoio material, cola-
borando na prática do suicídio.
mento da gestante
reclusão, de 12 a 30 anos).
6.1.
Previsão legal: art. 125, CP.
Obs: torpe tem significado de abjeto, repugnante,
que ocasiona repulsa. Fútil é motivação ínfima,
vazia, insignificante, desproporcionada.
1.10. Ação penal: pública incondicionada. Com-
6.2.
Descrição típica: “provocar aborto, sem o
consentimento da gestante (pena: reclusão, de 3
3.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
a 10 anos)”.
passivo: qualquer pessoa dotada de entendimento, de
6.3.
Conduta: provocar aborto na gestante sem o
petência do júri (art. 5º, XXXVIII, CF e art. 74, §
1º, CPP).
determinação ou discernimento.
seu consentimento.
3.5.
Elemento subjetivo: dolo.
6.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
Obs: tanto a forma qualificada do homicídio como o
3.6.
Consumação: consuma-se com a morte da vítima
passivo: o feto e também a gestante (para alguns
homicídio simples praticado em atividade típica de
grupo de extermínio é crime hediondo previsto no
art. 1º, I, da Lei 8.072/90.
ou quando esta em razão da tentativa de suicídio sofre
também o Estado e a coletividade).
lesões grave.
6.5.
Elemento subjetivo: dolo.
3.7.
Tentativa: não se admite.
6.6.
Consumação: com a morte do feto.
3.8.
Causa de aumento de pena (par. único do art. 122,
6.7.
Tentativa: admite-se.
2. Homicídio culposo
CP): a pena é duplicada se o crime é praticado por motivo
6.8.
Ação penal: pública incondicionada. Com-
2.1.
Previsão legal: art. 121, § 3º, CP.
egoístico ou se a vítima é menor ou tem diminuída, por
petência do júri (art. 5º, XXXVIII, CF e art. 74, §
2.2.
Descrição típica: se o homicídio é culposo
qualquer causa, a capacidade de resistência.
1º, CPP).
(pena, detenção, de 1 a 3 anos).
3.9.
Ação penal: pública incondicionada. Competência
2.3.
Conduta: a morte da vítima vem como resul-
do júri (art. 5º, XXXVIII, CF e art. 74, § 1º, CPP).
7.
Aborto provado na gestante com o seu con-
tado da conduta por ter o agente se comportado
sentimento.
sem o dever de cuidado objetivo, por imprudência,
negligência ou imperícia.
4. Infanticídio
7.1.
Previsão legal: art. 126, CP.
4.1.
Previsão legal: art. 123, CP.
7.2.
Descrição típica: “provocar aborto com o
2.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
4.2.
Descrição típica: matar, sob influência do estado
consentimento da gestante (pena: reclusão, de 1
passivo: qualquer pessoa.
puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após
a 4 anos)”.
2.5.
Elemento subjetivo: culpa (imprudência,
(pena: detenção, de 2 a 6 anos).
7.3.
Conduta: provocar terceiro aborto na gestante
negligência, imperícia).
4.3.
Conduta: matar a mãe o próprio filho, durante o
com o seu consentimento.
2.6.
Consumação: com a morte da vítima
parto ou logo após, sob influência do estado puerperal.
7.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa;
2.7.
Tentativa: nos crimes culposos, não se admite a
b) passivo: há dissenso doutrinário. Para alguns, é o
tentativa, porque a vontade inicial é dirigida ao des-
Obs: “puerpéri “ pode ser entendido como um período
de tempo, variável conforme as características de cada
feto; para outros é o Estado ou a coletividade.
cumprimento único e exclusivo do dever objetivo de
cuidado, mas não se vincula, em momento algum,
mulher, em que esta sofre profundas modificações corpo-
7.5.
Consumação: consuma-se com a morte do
rais e psíquicas, com o gradativo retorno ao período
feto.
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7.6. Tentativa: admite-se. Obs: dispõe o § 5º do art. 129, CP uma possibilidade de Obs:
7.6.
Tentativa: admite-se.
Obs: dispõe o § 5º do art. 129, CP uma possibilidade de
Obs: doença grave é moléstia séria, inspiradora
7.7.
Forma qualificada: dispõe o parágrafo único
do art. 126, CP, que aplica-se a pena do art. 125,
CP (re clusão, de 3 a 10 anos), se a gestante não é
maior de 14 anos, ou é alienada ou débil mental, ou
se o consenti mento é obtido mediante fraude, grave
ameaça ou violência.
substituição de pena caso não sendo grave as lesões o
juiz pode substituir a pena de detenção pela de multa se
ocorre qualquer das hipóteses do § 4º ou se as lesões
são recíprocas.
Obs: prevê o § 10, do art. 129, CP, causa de aumento de
um terço para os parágrafos 1º a 3º , do art. 129, CP, se
de cuidados, capaz de causar seqüelas fortes ou
mesmo a morte.
2.5.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa
por-tadora de doença grave; b) passivo: qualquer
pessoa.
2.6.
Elemento subjetivo: dolo.
7.8.
Forma qualificada: pública incondicionada.
a lesão for cometida no contexto doméstico (§ 9º).
2.7.
Consumação: consuma-se com a prática do
Competência do júri (art. 5º, XXXVIII, CF e art. 74,
1.18.
Lesão culposa
ato capaz de transmitir a outra pessoa doença
§ 1º, CPP).
Obs: causas de aumento para as penas cominadas
nos artigos 125 e 126, CP: as penas são aumenta-
das de um terço se em consequência do aborto ou
dos meios empregados para provocá-lo, a gestante
sofre lesão corporal de natureza grave; e são dupli-
cadas se lhe sobrevêm a morte.
1.19.
Previsão legal: art. 129, § 6º, CP.
grave.
1.20.
Descrição típica: se a lesão é culposa (pena:
2.8.
Tentativa: admite-se.
detenção, de 2 meses a 1 ano)
2.9.
Ação penal: pública incondicionada.
1.21.
Ação penal: pública condicionada. Competência
do juizado especial criminal.
Obs: prevê o § 7º, do art. 129, CP, causa de aumento de
pena de um terço, se, na lesão culposa, ocorrer qualquer
3.
Perigo para a vida ou saúde de outrem
3.1.
Previsão legal: art. 132, CP.
3.2.
Descrição típica: “expor a vida ou a saúde de
das hipóteses do § 4º, art. 121, CP, bem como no § 8º,
outrem a perigo direto e iminente “(pena: detenção,
8.
Aborto necessário e aborto no caso de gravi-
dez resultante de estupro
art. 129, a possibilidade do perdão judicial conforme o
disposto no § 5º, art. 121, CP.
de 3 meses a 1 ano, se o fato não constitui crime
mais grave).
8.1.
Previsão legal: art. 128, CP.
Obs: dispõe o § 9º, do art. 129, CP, a incriminação para
3.3.
Conduta: expor a vida ou a saúde de outra
8.2.
Descrição típica: “não se pune o aborto
pessoa a perigo, seja de forma direta ou iminente.
praticado por médico; I – se não há outro meio de
salvar a vida da gestante; II – se a gravidez resulta
de estupro e o aborto é precedido de consentimento
da gestante ou, quando incapaz, de seu represen-
a chamada violência doméstica se lesão for praticada
contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou
companheiro, ou quem conviva ou tenha convivido, ou,
ainda, prevalecendo-se o agente das relações domés-
ticas, de coabitação ou de hospitalidade punindo com
pena de detenção de 03 meses a 03 anos.
Obs: a Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha) criou me-
canismos para coibir e prevenir a violência doméstica e
familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226
da Constituição Federal, da Convenção sobre a Elimi-
nação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher,
da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e
Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados
3.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
passivo: qualquer pessoa.
3.5.
Elemento subjetivo: dolo.
3.6.
Consumação: consuma-se com a exposição de
tante legal”.
Obs: a doutrina diverge quanto à natureza jurídica
risco palpável de dano a pessoa determinada.
3.7.
Tentativa: admite-se na forma comissiva.
do art. 128, CP. Para alguns, trata-se de escusa
absolutória, prevendo o crime e isentando de pena
o médico que atua nas condições descritas nos
incisos. Para outros, trata-se de excludente de
ilicitude, inexistindo crime.
3.8.
Ação penal: pública incondicionada. Compe-
tência do juizado especial criminal.
3.9.
Forma qualificada: a pena é aumentada de
Link Acadêmico 2
internacionais ratificados pela República Federativa do
Das lesões corporais
Das lesões Corporais
Brasil, dispondo ainda sobre a criação dos Juizados
um sexto a um terço se a exposição da vida ou da
saúde de outrem a perigo decorre do transporte de
pessoas para a prestação de serviços em estabele-
cimentos de qualquer natureza, em desacordo com
as normas legais (par. único, art. 132, CP).
de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e
1.
Lesão corporal
estabelecendo medidas de assistência e proteção às
4.
Abandono de incapaz
1.1.
Previsão legal: art. 129, CP (lesão leve).
mulheres em situação de violência doméstica e familiar,
4.1.
Previsão legal: art. 133, CP.
1.2.
Descrição típica: ofender a integridade cor-
configurando violência doméstica e familiar contra a
4.2.
Descrição típica: “abandonar pessoa que está
poral ou a saúde de outrem (pena: detenção, de 3
meses a 1 ano).
mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero
que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou
sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade,
1.3.
Conduta: ofensa à integridade corporal ou a
saúde de outrem.
psicológico e dano moral ou patrimonial.
Obs: Lesão culposa no trânsito: não mais se aplica o tipo
e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos
riscos resultantes do abandono” (pena: detenção,
de 6 meses a 3 anos).
1.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
4.3.
Conduta: deixar de prestar a assistência devida
passivo: qualquer pessoa, salvo em algumas figuras
qualificadas como, por exemplo, a mulher grávida
penal do § 6º do art. 129, CP a lesão culposa praticado
na condução de veículo automotor, pois o CTB (Lei
nas condições descritas no tipo penal.
9.503/97) prevê no art. 303 um tipo penal específico.
4.4.
Sujeitos do crime: tanto o ativo como o
com resultado de aceleração de parto (§ 1º, IV) e
aborto (par. 2º, V).
Link Acadêmico 3
passivo são próprios ou qualificados, pois exigem
uma qualidade especial. O autor deve ser guarda,
Da periciclitação da vida
1.5.
Elemento subjetivo: dolo (“caput”)
Da periclitação da vida e da saúde
e da saúde
1.6.
Consumação: consuma-se com a violação da
protetor ou autoridade designada por lei em face
da vítima, esta incapaz de defender-se dos riscos
integridade corpórea.
1. Perigo de contágio venéreo
do abandono.
1.7.
Tentativa: admite-se.
1.1 Previsão legal: art. 130, CP.
4.5.
Elemento subjetivo: dolo.
1.8.
Ação penal: pública condicionada. Competên-
1.2.
Descrição típica: “expor alguém, por meio de
4.6.
Consumação: consuma-se com a colocação
cia do juizado especial criminal.
relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio
da vítima na situação de desamparo.
1.9.
Forma qualificada: lesão corporal de natureza
4.7.
Tentativa: admite-se.
grave
de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que
está contaminado (pena: detenção, de 3 meses a 1
4.8.
Ação penal: pública incondicionada.
1.10.
Previsão legal: art. 129, § 1º, CP.
ano, ou multa)”.
4.9.
Formas qualificadas: o § 1º descreve como
1.11.
Descrição típica: “se resulta: I – incapacidade
1.3.
Conduta: expor uma outra pessoa a uma situação
qua-lificadora o resultado de lesão corporal de
para as ocupações habituais, por mais de 30 dias;
II – perigo de vida; III – debilidade permanente de
de perigo de contrair uma doença venérea, sabendo o
agente que está contaminado ou que deveria saber.
natureza grave, como consequência do abandono,
cominando pena de reclusão de 1 a 5 anos; o § 2º
membro, sentido ou função; IV – aceleração de
parto; (pena: reclusão de 1 a 5 anos)”.
1.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa porta-
descreve a morte como o resultado qualificador,
dor de doença venérea; b) passivo: qualquer pessoa.
cominando pena de reclusão de 4 a 12 anos.
1.12.
Ação penal: pública incondicionada
1.5.
Elemento subjetivo: dolo direto (de que sabe está
1.12.
Previsão legal: art. 129, § 2º, CP.
contaminado) e dolo eventual (deve saber que está
Obs: prevê o § 3º três causas de aumento de pena,
de um terço, que incidirão tanto para a forma sim-
1.13.
Descrição típica: “se resulta: I – incapacidade
contaminado).
ples, quanto para as qualificadas pelo resultado. A
permanente para o trabalho; II – enfermidade incu-
1.6.
Consumação: com a prática de relação sexual le-
rável; III – perda ou inutilização de membro, sentido
ou função; IV – deformidade permanente; V – aborto;
(pena, reclu-são, de 2 a 8 anos)”.
vando perigo de contágio de doença venérea.
primeira é se o abandono ocorre em lugar ermo; a
segunda diz respeito as relações de parentesco ou
1.7.
Tentativa: admite-se.
obrigacional entre o agente e vítima (ascendentes,
1.8.
Ação penal: pública condicionada. Crime de compe-
descendente, cônjuge, irmão, tutor ou curador da
1.14.
Ação penal: pública incondicionada.
tência, na forma simples, do juizado especial criminal.
vítima); por fim, se a vítima é maior de 60 anos.
1.15.
Lesão corporal seguida de morte
1.9.
Forma qualificada: par. 1º do art. 130, CP: “se é a
1.16.
Previsão legal: art. 129, § 3º, CP .
intenção do agente transmitir a moléstia” (pena: reclu-
5.
Exposição ou abandono de recém-nascido
1.17.
Descrição típica: “se resulta morte e as
são, de 1 a 4 anos, e multa).
5.1.
Previsão legal: art. 134, CP.
circunstâncias evidenciam que o agente não quis o
resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo (pena:
5.2.
Descrição típica: “expor ou abandonar recém-
2. Perigo de contágio de doença grave
nascido, para ocultar desonra própria” (pena:
reclusão, de 4 a 12 anos)”.
Obs: prevê o § 4º, do art. 129, CP causa de diminui-
ção de pena se o agente comete o crime impelido
por motivo de relevante valor social ou moral, ou
sob domínio de violenta emoção, logo em seguida
a injusta provocação da vítima, podendo assim o juiz
reduzir a pena de um sexto a um terço.
2.1.
Previsão legal: art. 131, CP.
detenção, de 6 meses a 2 anos).
2.2.
Descrição típica: “praticar, com o fim de transmitir
5.3.
Conduta: expor a perigo ou abandonar recém
a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato
nascido para esconder desonra própria.
capaz de produzir o contágio” (pena: reclusão, de 1 a
4 anos, e multa).
5.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: a mãe (há quem
en-tenda que o pai incestuoso também o é); b)
2.4.
Conduta: praticar ato capaz de transmitir a outra
passivo: o recém nascido.
pessoa doença grave de que está contaminado.
5.5.
Elemento subjetivo: dolo.
7.6. Tentativa: admite-se. Obs: dispõe o § 5º do art. 129, CP uma possibilidade de Obs:

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2

5.6. Consumação: consuma-se com a exposição a perigo ou abandono do recém-nascido. 7.10. Ação penal: pública
5.6.
Consumação: consuma-se com a exposição a
perigo ou abandono do recém-nascido.
7.10. Ação penal: pública incondicionada. Compe -
tência do juizado especial criminal para o tipo previsto
2.1.
Previsão legal: art. 139, CP.
2.2.
Descrição típica: “difamar alguém, imputando-
5.7.
Tentativa: admite-se.
no caput.
lhe fato ofensivo à sua reputação” (pena: detenção,
5.8.
Ação penal: pública incondicionada. Com-
de 3 meses a 1 ano, e multa).
petência, na forma simples, do juizado especial
criminal.
Rixa
RIXA
2.3.
Conduta: imputar a alguém a prática de um
fato ofensivo à sua reputação.
5.9.
Formas qualificadas pelo resultado: se do
1.
Crime de rixa
2.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa;
abandono ou exposição resultar lesão corporal de
natureza grave, a pena será de detenção de 1 a 3
anos; se resulta morte, a pena será de detenção,
de 2 a 6 anos.
1.1.
Previsão legal: art. 137, CP.
b)
passivo: qualquer pessoa.
1.2.
Descrição típica: “participar de rixa, salvo para
2.5.
Elemento subjetivo: dolo.
separar os contendores” (pena: detenção, de 15 dias a
2.6.
Consumação: consuma-se quando terceira
2 meses, ou multa).
pessoa toma conhecimento da imputação.
Obs: a lei não define rixa. Trata-se, assim, de um tipo
2.7.
Tentativa: admissível na forma escrita.
6. Omissão de socorro
aberto. O crime de rixa pode ser entendido como uma briga
2.8.
Ação penal: em regra de iniciativa privada.
6.1.
Previsão legal: art. 135, CP
ou desordem em que participam pelo menos três pessoas,
Será, entretanto, de iniciativa pública, condicionada
6.2.
Descrição típica: “deixar de prestar assistên-
com agressões mútuas e impelidas por motivo grupal.
à requi-sição do Ministro da Justiça, quando o sujeito
cia, quando possível faze-lo sem risco pessoal, à
1.3.
Conduta: participar, fazer parte de rixa.
passivo for o Presidente da República ou chefe de
criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa
inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e
iminente perigo ou não pedir, nesses casos, o
socorro da autoridade pública” (pena: detenção, de
1 a 6 meses, ou multa).
1.4.
Sujeitos do crime: pode ser qualquer pessoa, todos
agentes e vítimas ao mesmo tempo.
governo estrangeiro, e à representação quando
o ofendido for funcionário público e a difamação
1.5.
Elemento subjetivo: dolo.
tiver sido em razão de suas funções. O STF vem
1.6.
Consumação: consuma-se com a agressão mútua
dos participantes.
entendendo que há legitimidade concorrente do
MP com o funcionário ofendido para a ação penal,
6.3.
Conduta: a conduta é omissiva, deixando o
1.7.
Tentativa: não se admite em regra, salvo na hipóte-
consoante RT 411/403.
agente de fazer o que a norma manda, ou seja,
se de rixa “ex propósito”, também chamada de preorde-
2.9.
Exceção da verdade: a exceção da verdade
prestar assistência a vítima.
nada, ou seja, os participantes ajustam previamente
no crime de difamação somente se admite se o
6.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
passivo: criança abandonada ou extraviada, pessoa
sua realização e, antes de inicia-la são impedidos por
exemplo pela chegada da polícia.
ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa
ao exercício de suas funções.
inválida ou ferida ou ao desamparo e a pessoa em
grave e iminente perigo.
1.8.
Forma qualificada pelo resultado: “se ocorre
mor-te ou lesão corporal de natureza grave, aplica-se
3. Injúria
6.5.
Elemento subjetivo: dolo por omissão (trata-se
de crime omissivo próprio, visto que o tipo descreve
pelo fato da participação na rixa, a pena de detenção,
de 6 meses a 2 anos”.
3.1.
Previsão legal: art. 140, CP.
3.2.
Descrição típica: “injuriar alguém, ofendendo-
uma conduta negativa determinando ao agente
um comportamento positivo que ele, podendo,
não realiza).
1.9.
Ação penal: pública incondicionada. Competência
lhe a dignidade ou o decoro” (pena: detenção de 1
do juizado especial criminal.
a 6 meses, ou multa).
3.3.
Conduta: atribuir a alguém uma qualidade
6.6.
Consumação: consuma-se no instante em
Dos Crimes
Contra a Honra
negativa que ofenda sua dignidade ou decoro.
que o agente deixa de prestar o socorro, quando
3.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa;
possível faze-lo, ou de pedir ajuda à autoridade
pública, gerando a situação de perigo, concreto
ou abstrato.
b)
passivo: qualquer pessoa (há de se ter consci-
1.
Calúnia
ência acerca da honra subjetiva).
1.1.
Previsão legal: art. 138, CP.
3.5.
Elemento subjetivo: dolo.
6.7.
Tentativa: não se admite, pois a simples omis-
1.2.
Descrição típica: caluniar alguém, imputando-lhe
3.6.
Consumação: consuma-se no instante em que
são já aperfeiçoa o crime.
falsamente fato definido como crime (pena: detenção,
é atribuída a alguém uma qualidade negativa que
6.8.
Ação penal: pública incondicionada. Compe-
de 6 meses a 2 anos, e multa.
ofenda sua dignidade ou decoro.
tência do juizado especial criminal.
1.3.
Conduta: imputar falsamente fato definido como
3.7.
Tentativa: admissível na forma escrita.
6.9.
Causa de aumento de pena: a pena é
crime a alguém.
3.8.
Formas qualificadas: os parágrafos 2º e 3º
aumentada de metade, se da omissão resulta
lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se
resultada morte.
Obs: o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97)
1.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
do art. 140, CP, prevêem duas formas de injúria
passivo: qualquer pessoa (diante do que dispõe a Lei
qualificada: a injúria real (mediante o concurso de
definiu no art. 304 um tipo especial de omissão de
9.605/98, que prevê a possibilidade da pessoa jurídica
delinqüir, pode-se também considerar esta, embora
apenas nos casos relativos a crimes ambientais).
agressão física) e a injúria mediante a utilização
de referências a raça, cor, etnia, religião, origem, à
condição de idoso ou de deficiente da vítima, com
socorro em face de acidente de trânsito. E o art.
97 da Lei 10.741/2003 (Estatuto do Idoso) prevê
um tipo especial em virtude de omissão de socorro
a idoso.
1.5.
Elemento subjetivo: dolo.
penas respectivas de detenção, de 3 meses a 1 ano,
1.6.
Consumação: consuma-se com a imputação falsa
e multa, e reclusão, de 1 a 3 anos, e multa.
feita a alguém de fato definido como crime.
3.9.
Hipóteses de perdão judicial: o parágrafo 1º do
1.7.
Tentativa: admite-se na forma escrita.
art. 140, CP, prevê duas hipóteses em que é possível
1.8.
Normas de extensão típica: o § 1º incrimina
7. Maus-tratos
com a mesma pena do caput quem sabendo falsa a
a aplicação do perdão judicial: a) quando o ofendido,
de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;
7.1.
Previsão legal: art. 136, CP
imputação a propala ou divulga; o § 2º pune a calúnia
b)
no caso de retorsão imediata, que consista em
7.2.
Descrição típica: “expor a perigo a vida ou a
contra os mortos.
outra injúria.
saúde de pessoas sob sua autoridade, guarda ou
1.9.
Ação penal: em regra de iniciativa privada, proce-
vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento
ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cui-
dados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho
excessivo ou inadequado, quer abusando de meios
dendo-se mediante queixa do ofendido (art. 145, CP).
Entretanto, se a calúnia tiver sido contra o Presidente
da República ou chefe de governo estrangeiro, a ação
será de iniciativa pública, condicionada à requisição do
3.10. Ação penal: em regra, de iniciativa privada.
Será pública incondicionada nos casos de injúria
real cometida com emprego de violência. Na injúria
contra a honra do Presidente da República e chefe
de governo estrangeiro, será pública condicionada
de correção ou disciplina” (pena: detenção, de 2
meses a 1 ano, ou multa).
Ministro da Justiça. Quando a vítima for funcionário pú-
blico e a calúnia for imputada em razão de suas funções
à requisição do Ministro da Justiça. Se a injúria for
7.3.
Conduta: consiste em colocar a vítima em
situação de perigo na forma descrita no tipo.
a ação penal será pública condicionada à representação
do ofendido (art. 145, parágrafo único, CP). Entretanto,
contra a honra de funcionário em razão de suas
funções, a ação penal será pública condicionada à
representação deste.
7.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: pessoa que exerce
o poder de autoridade, guarda ou vigilância de outra
pessoa, para fins educacionais, de tratamento ou
custódia; b) passivo: pessoa colocada sob o poder
neste último caso, o STF vem entendendo que há legiti-
midade concorrente do MP com o próprio ofendido para
a interposição da ação penal, conforme RT 411/403.
1.10. Exceção da verdade: prevê o § 3º do art. 138,
CP, a chamada exceção da verdade, tratando-se de
“um incidente processual em que o acusado por crime
4. Disposições comuns nos crimes contra a
honra
4.1.
Causas de aumento de pena: prevê o art. 141,
do agente ativo para fins de educação, tratamento
e custódia.
7.5.
Elemento subjetivo: dolo.
de calúnia pode, querendo, provar a verdade do que
7.6.
Consumação: consuma-se com a situação de
foi imputado, descaracterizando o delito de calúnia”.
perigo gerada.
A exce ção da verdade no crime de calúnia só não é
7.7.
Tentativa: admite-se.
admi tida em três casos: se, constituindo o fato imputado
CP, que as penas cominadas aos crimes de calúnia,
difamação e injúria aumentam-se de um terço se
qualquer dos crimes é cometido: I – contra o Pre-
sidente da República, ou contra chefe de governo
estrangeiro; II – contra funcionário público, em razão
de suas funções; III – na presença de várias pesso-
7.8.
Formas qualificadas: nos parágrafos 1º e 2º do
art. 136, CP, estão previstas as qualificadoras pelo
resultado lesão corporal de natureza grave e morte
com penas, respectivamente, de reclusão, de 1 a 4
anos, e reclusão, de 4 a 12 anos.
crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por
sentença irrecorrível; se o fato é imputado a qualquer
das pessoas indicadas no inciso I do art. 145, CP; e se
do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido
foi absolvido por sentença irrecorrível.
as, ou por meio que facilite a divulgação calúnia, da
difamação ou da injúria; IV – contra pessoa maior
de 60 anos ou portadora de deficiência, exceto
7.9.
Causa de aumento de pena: a pena é au-
no caso de injúria. Dispõe o parágrafo único, do
art. 141, CP, que se o crime é cometido mediante
paga ou promessa de recompensa, aplica-se a
mentada de um terço se o crime é cometido contra
pessoa menos de 14 anos.
2.
Difamação
pena em dobro.
5.6. Consumação: consuma-se com a exposição a perigo ou abandono do recém-nascido. 7.10. Ação penal: pública

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3

4.2. Causas de exclusão do crime: não constituem detenção, de 6 meses a 2 anos, ou
4.2.
Causas de exclusão do crime: não constituem
detenção, de 6 meses a 2 anos, ou multa).
tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa”
injúria ou difamação punível: I – a ofensa irrogada
2.2.
Conduta: subtrair, tirar, coisa comum na condição
(pena: reclusão, de 4 a 10 anos, e multa).
em juízo, na discussão da causa, pela parte ou
de condômino, co-herdeiro ou sócio, para si ou para
4.3.
Conduta: constranger, obrigar, compelir a
por seu procurador; II – a opinião desfavorável da
crítica literária, artística ou científica, salvo quando
outra pessoa.
vítima, mediante violência ou grave ameaça, a
2.3.
Sujeitos do crime: a) ativo: condômino, co-her-
inequívoca a intenção de injuriar ou difamar; III – o
conceito desfavorável emitido por funcionário pú-
blico, em apreciação ou informação que preste no
cumprimento de dever do ofício. Nas hipóteses dos
deiro ou sócio; b) passivo: é a pessoa que detém a
atender seu de-sígnio visando indevida vantagem
econômica.
coisa comum, seja o outro condômino, o co-herdeiro
ou o sócio.
4.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
pas-sivo: qualquer pessoa.
2.4.
Elemento subjetivo: dolo.
4.5.
Elemento subjetivo: dolo.
ns. I e III, responde pela injúria ou pela difamação
quem lhe dá publicidade.
2.5.
Consumação: consuma-se no instante em que a
4.6.
Consumação: consuma-se no instante em que
coisa sai da esfera de disponibilidade de seu detentor,
4.3.
Retratação: dispõe o art. 143, CP, que o quere-
ingressando na do agente.
a vítima faz, tolera que se faça ou deixa de fazer
aquilo que o agente quis, independentemente da
lado que antes da sentença, se retrata cabalmente
2.6.
Tentativa: admite-se.
obtenção por parte deste da indevida vantagem
da calúnia ou da difamação, fica isento da pena. É
2.8.
Ação penal: pública condicionada a representação.
econômica.
causa de extinção da punibilidade.
Competência do juizado especial criminal.
4.7.
Tentativa: admite-se.
4.8.
Ação penal: pública incondicionada. A extorsão
5.
Crimes contra a honra previstos em leis
3. Do roubo
qualificada pelo resultado morte é crime hediondo,
especiais
3.1.
Previsão legal: art. 157, CP.
conforme dispõe o art. 1º, III, da Lei 8.072/90.
5.1.
Lei de imprensa: a Lei 5.250/67, que dispõe
3.2.
Descrição típica: “subtrair coisa móvel, para si ou
4.9.
Causa de aumento (art. 158, § 1º, CP) :
sobre a liberdade de manifestação do pensamento
para outrem, mediante grave ameaça ou violência a
aumenta-se a pena, de um terço até metade, se a
e de informação, definiu vários crimes cometidos
através dos meios de informação e divulgação (jor-
nais e outras publicações periódicas, radiodifusão
e noticiosos), dentre eles a calúnia, difamação e
injúria, respectivamente nos arts. 20, 21 e 22
pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, redu-
zido à impossibilidade de resistência” (pena: reclusão,
de 4 a 10 anos, e multa).
extorsão é co-metida por duas ou mais pessoas ou
se é praticada com o emprego de arma.
4.10.
Extorsão qualificada pelo resultado (art.
3.3.
Conduta: subtrair coisa móvel para si ou para outra
158, § 2º, CP): a pena será de reclusão, de 7 a 15
pessoa, mediante grave ameaça ou violência ou impondo
anos, se da violência empregada para a extorsão
5.2.
Lei de Segurança Nacional: a Lei 7.170/83,
redução da capacidade de resistência da vítima.
resultar lesão corporal de natureza grave. Será de
que define os crimes contra a segurança nacional
3.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
reclusão de 20 a 30 anos, se resultar morte.
e a ordem política e social, definiu no art. 26 crimes
contra a honra do Presidente da República, dos
pas-sivo: a pessoa proprietária, possuidora ou detentora
da coisa, inclusive o não possuidor ou proprietário da
Presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados
e do Supremo Tribunal Federal.
coisa, desde que contra ele venha a ser empregada
violência, no curso da subtração ou após ela.
Obs: A extorsão é crime formal e de acordo com a
Súmula 96, STJ: o crime de extorsão consuma-se
independentemente da obtenção da vantagem
indevida.
5.3.
Estatuto do Idoso: a Lei 10.741/2003, definiu
3.5.
Elemento subjetivo: dolo.
no art. 105 crime em face da divulgação ou exibição
3.6.
Consumação: consuma-se no instante em que
5.
Extorsão mediante seqüestro
de imagens depreciativas ou injuriosas a pessoa
do idoso.
a coisa subtraída sai da esfera de disponibilidade da
vítima.
5.1.
Previsão legal: art. 159, CP.
5.2.
Descrição típica: seqüestrar pessoa com o fim
Link Acadêmico 4
3.7.
Tentativa: admite-se.
de obter, para si ou para outrem qualquer vantagem,
3.8.
Ação penal: pública incondicionada.
como condição ou preço do resgate (pena: reclusão,
Dos Crimes
Contra o Patrimônio
3.9.
Roubo impróprio (art. 157, § 1º, CP: ocorre quando
de 8 a 15 anos).
o agente, logo depois de subtraída a coisa, emprega
5.3.
Conduta: sequestrar pessoa visando à ob-
a violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de
tenção de qualquer vantagem como condição ou
1.
Furto
assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa
preço do resgate.
1.1.
Previsão legal: art. 155, CP.
para si ou para terceiro. A sanção penal é idêntica à do
5.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa;
1.2.
Descrição típica: “subtrair, para si ou para
caput, ou seja, 4 a 10 anos de reclusão, e multa.
b) passivo: qualquer pessoa.
outrem, coisa alheia móvel” (pena: reclusão, de 1
3.10.
Roubo com causa de aumento (art. 157, § 2º,
5.5.
Elemento subjetivo: dolo.
a 4 anos, e multa).
CP): a pena aumenta-se de um terço até metade: I – se
5.6.
Consumação: consuma-se no instante em
1.3.
Conduta: subtrair, tirar, coisa móvel alheia, para
a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma
(cancelada a Súmula 174 do STJ que admitia a causa
que a vítima é privada de sua liberdade pessoal
si ou para outra pessoa.
por tempo juridicamente relevante.
1.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
5.7.
Tentativa: admite-se.
passivo: qualquer pessoa que seja a proprietária ou
5.8.
Ação penal: pública incondicionada. A extorsão
possuidora da coisa.
de aumento para roubo com uso de arma de brinquedo);
II – se há concurso de duas ou mais pessoas; III – se
a vítima está em serviço de transporte de valores e o
mediante seqüestro é crime hediondo, conforme
1.5.
Elemento subjetivo: dolo.
agente conhece tal circunstância; IV – se a subtração for
dispõe o art. 1º, IV, da Lei 8.072/90.
1.6.
Consumação: consuma-se no instante em que
há inversão da posse.
de veículo automotor que venha a ser transportado para
outro Estado ou para o exterior; V – se o agente mantém
5.9.
Formas qualificadas: o par. 1º do art. 159, CP,
eleva a pena de reclusão para 12 a 20 anos se o
1.7.
Tentativa: admite-se.
a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.
se-questro dura mais que 24 horas; se o seques-
1.8.
Ação Penal: pública incondicionada.
3.11.
Roubo qualificado pela lesão corporal grave
1.9.
Furto noturno: causa de aumento de pena
(art. 157, § 3º, 1ª parte, CP): a incidência da qualificadora
prevista no § 1º do art. 155, CP possibilita o aumento
de pena a razão de um terço se o crime é praticado
durante o repouso noturno.
1.10. Furto privilegiado: conforme dispõe o art.
155, § 2º, CP, sendo primário o criminoso e de
pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir
a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la
de um terço a dois terços, ou aplicar somente a
pena de multa.
1.11. Furto qualificado (art. 155, § 4º e § 5º, CP):
incrimina o comportamento a uma pena que varia de 7
a 15 anos de reclusão e multa e dá-se tanto quando
resultar da violência lesão grave ou gravíssima. A lesão
trado é menor de 18 anos ou maior de 60 anos; ou
se o crime é cometido por quadrilha ou bando. Na
conformidade dos pars. 2º e 3º, a pena passa a ser
de 16 a 24 anos se do fato resulta lesão corporal,
e de 24 a 30 anos, se resulta morte.
leve encontra-se albergada no “caput”, na elementar
violência. Destaque-se que tal resultado pode alcançar
5.10.
Causa especial de diminuição de pena
(delação premiada e eficaz): dispõe o § 4º, do art.
o titular do patrimônio lesado ou terceiro vitimado pela
violência.
159, CP, se o crime é cometido em concurso, o
concorrente que o denunciar à autoridade, facili-
3.12.
Roubo qualificado pela morte – Latrocínio (art.
157, par. 3º, parte final, CP): o roubo seguido de morte,
tando a libertação do sequestrado, terá sua pena
reduzida de 1/3 a 2/3.
a pena do furto passa a ser de reclusão de 2 a 8
anos, e multa, se o furto é praticado: I – mediante
destruição ou rompimento de obstáculo à subtração
da coisa; II – com abuso de confiança, ou mediante
fraude, escalada ou destreza; III – com emprego
de chave falsa; IV – mediante concurso de duas
ou mais pessoas. Dispõe ainda o § 5º do art. 155,
CP, que a pena é de reclusão de 3 a 8 anos, se a
subtração for de veículo automotor que venha a ser
transportado para outro estado ou para o exterior.
latrocínio, impõe uma pena de 20 a 30 anos de reclusão
e encontra-se na lista do art. 1º da Lei 8.072/90, ou seja,
é crime hediondo. Quando cometido contra pessoa que
não é maior de 14 anos, ou pessoa alienada ou débil
mental e o agente é conhecedor dessa circuns-tância, ou
quando a vítima não podia, por qualquer outra causa ofe-
recer resistência, a pena será aumentada de metade.
Obs: Súmula 610, STF: “há crime de latrocínio, quando
o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente
a subtração de bens da vítima”.
6.
Extorsão indireta
6.1.
Previsão legal: art. 160, CP.
6.2.
Descrição típica: “exigir ou receber, como
garantia de dívida, abusando da situação de alguém,
documento que pode dar causa a procedimento
criminal contra a vítima ou contra terceiro” (pena:
reclusão, de 1 a 3 anos, e multa).
Link Acadêmico 5
Obs: é necessário que o documento, público ou
particular, possa dar causa à instauração de um
procedimento criminal contra alguém, como por ex.
cheque sem fundos, documento falso, confissão da
2.
Furto de coisa comum
4. Da extorsão
prática de um delito, etc.
2.1.
Previsão legal: art. 156, CP.
4.1.
Previsão legal: art. 158, CP.
6.3.
Conduta: o fato pode realizar-se mediante duas
2.1.
Descrição típica: “subtrair, o condômino,
4.2.
Descrição típica: “constranger alguém, mediante
co-herdeiro ou sócio, para si ou para outrem, a
quem legitimamente a detém, coisa comum” (pena:
violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter, para
si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer,
condutas distintas, quais sejam, exigir ou receber,
como garantia de dívida, abusando da situação da
4.2. Causas de exclusão do crime: não constituem detenção, de 6 meses a 2 anos, ou

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vítima, documento que pode gerar procedimento criminal. (art. 166, CP) Obs: revogado pelo art. 63 da
vítima, documento que pode gerar procedimento
criminal.
(art. 166, CP)
Obs: revogado pelo art. 63 da Lei 9.605/98.
6.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa;
b) passivo: qualquer pessoa.
Da Apropriação
6.5.
Elemento subjetivo: dolo.
Indébita
6.6.
Consumação: quando se trata de exigência, é
que tem direito o proprietário do prédio; II - quem
acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total
ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou
legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade
competente, dentro no prazo de 15 (quinze) dias.
Obs: conforme preceitua o art. 170, CP, a apropria-
crime formal, consumando-se independentemente
da entrega pela vítima do documento incriminador.
1.
Da apropriação indébita
ção privilegiada segue as mesmas regras do art.
1.1.
Previsão legal: art. 168, CP.
155, § 2º, CP.
No caso de recebimento, consuma-se com a sua
entrega.
1.2.
Descrição típica: “apropriar-se de coisa alheia mó-
vel, de que tem a posse ou a detenção” (pena: reclusão,
6.7.
Tentativa: só se admite na exigência por escrito
de 1 a 4 anos, e multa).
Do Estelionato
e outras Fraudes
e no recebimento.
1.3.
Conduta: apropriar-se, ou seja, tornar-se dono da
6.8.
Ação penal: pública incondicionada.
coisa alheia de que tem a posse ou a detenção.
1.
Estelionato
1.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa que
1.1.
Previsão legal: art. 171, CP.
Da Usurpação
Da Usurpação
tem a posse ou detenção da coisa móvel alheia; b)
passivo: qualquer pessoa proprietária ou possuidora
1.2.
Descrição típica: “obter, para si ou para outrem,
Obs: com o título genérico “Da usurpação” o CP se
refere a três delitos: alteração de limites (art. 161,
caput), usurpação de águas (art. 161, § 1º , I) e
esbulho possessório (art. 161, § 1º , II). Este capítulo
do CP protege o patrimônio no que concerne aos
bens imóveis.
direta ou indireta da coisa que estiver sob a posse ou
detenção de outrem.
vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou
mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil,
ou qualquer outro meio fraudulento” (pena: reclusão,
1.5.
Elemento subjetivo: dolo.
de 1 a 5 anos, e multa).
1.6.
Consumação: consuma-se no instante em que
1.3.
Conduta: induzir ou manter alguém em erro,
o agente inverte o título da posse ou da detenção da
através do emprego de um artifício, ardil ou qualquer
coisa, passando a dispor dela como se fosse seu
proprietário.
meio fraudulento.
1.4.
Sujeitos do crime: a)ativo: qualquer pessoa;
1. Alteração de limites (art. 161, CPP)
1.7.
Tentativa: admite-se somente na forma comissiva
Obs:“Suprimir ou deslocar tapume, marco ou qual-
quer outro sinal indicativo de linha divisória, para
apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa imóvel
quando o agente não consegue realizar o ato de dispo-
sição sobre a coisa.
b) pas-sivo: qualquer pessoa que sofra a lesão
patrimonial e também a enganada se o dano recair
sobre esta.
1.8.
Ação penal: pública incondicionada. Será, entretan-
1.5.
Elemento subjetivo: dolo.
alheia” (pena: detenção, de 1 a 6 meses, e multa).
to, condicionada à representação do ofendido, se este for
1.6.
Consumação: consuma-se com a efetiva
1.1.
Usurpação de águas (art. 161, § 1º , I, CP)
Obs: “desvia ou represa, em proveito próprio ou de
o cônjuge judicialmente separado, irmão, tio ou sobrinho
coabitantes (art. 182, I a III, CP).
obtenção da vantagem ilícita, concomitante à
realização do prejuízo para a vítima.
outrem, águas alheias” (pena: detenção, de 1 a 6
meses, e multa).
1.9.
Causa de aumento (art. 168, § 1º, I a III, CP):
1.7.
Tentativa: admite-se.
aumenta-se a pena, de um terço, quando o agente
1.8.
Ação penal: pública incondicionada. É con-
1.2.
Esbulho possessório (art. 161, § 1º, II, CP)
Obs: “invade, com violência a pessoa ou grave
ameaça, ou mediante concurso de mais de duas
rece-beu a coisa: I – em depósito necessário; II – na
qualidade de tutor, síndico, liquidatário, inventariante,
testamenteiro ou depositário judicial; III – em razão de
ofício, emprego ou profissão.
dicionada à representação do ofendido que seja
o cônjuge judicialmente separado, irmão, tio ou
pessoas, terreno ou edifício alheio, para o fim de
sobrinho com quem o agente coabita (art. 182, I
a III, CP).
esbulho possessório” (pena: detenção de 1 a 6
meses, e multa).
Obs: se o agente usa de violência, incorre também
1.9.
Estelionato privilegiado: prevê o par. 1º do
2.
Apropriação indébita previdenciária (art. 168-A)
Obs: tutela este dispositivo do CP, acrescentado pela
na pena a esta cominada.
Obs: se a propriedade é particular, e não há em-
prego de violência, somente se procede mediante
queixa.
Lei 9.983/2000, a Seguridade Social, preceituada no
art. 194, CF. Previdência social, por sua vez, é uma das
atividades da Seguridade Social, tendo por finalidade
cobrir as situações de incapacidade do trabalhador por
art. 171, CP, a substituição da pena de reclusão
pela de detenção, possibilitando sua redução de
um a dois terços ou a aplicação apenas da pena
1.3.
Supressão ou alteração de marca em ani-
mais (art. 162, CP)
Obs: procura tutelar o CP a propriedade de semo-
de multa, se o agente é primário e for de pequeno
valor o prejuízo sofrido pela vítima.
1.10. Causa de aumento de pena: a pena será
aumentada de um terço se o estelionato é cometido
em prejuízo de entidade de direito público ou de
instituto de economia popular, assistência social
ventes quanto a marca indicativa da propriedade.
Obs: “suprimir ou alterar, indevidamente, em gado
ou rebanho alheio, marca ou sinal indicativo de
propriedade” (pena: detenção, de 6 meses a 3
anos, e multa).
ou beneficência, conforme dispõe o art. 171, par.
Do Dano
Das Dano
1. Dano (art. 163, CP)
Obs: dano é o prejuízo material ou moral causado
a alguém por conta da deterioração ou estrago de
seus bens.
Obs: destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia
(pena: detenção, de 1 a 6 meses, ou multa).
Obs: a pena será de 6 meses a três anos, e multa,
doença, invalidez, morte ou idade (auxílios, aposentado-
rias, pensão, desemprego involuntário, salário-família e
auxílio reclusão para os segurados de baixa renda).
Obs: “deixar de repassar à previdência social as con-
tribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma
legal ou convencional” (pena – reclusão, de 2 a 5 anos,
e multa). § 1º Nas mesmas penas incorre quem deixar
de: I – recolher, no prazo legal, contribuição ou outra
importância destinada à previdência social que tenha
sido descontada de pagamento efetuado a segurados,
a terceiros ou arrecadada do público; II – recolher
contribuições devidas à previdência social que tenham
integrado despesas contábeis ou custos relativos à
venda de produtos ou à prestação de serviços; III - pagar
benefício devido a segurado, quando as respectivas
cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa
pela previdência social. § 2º É extinta a punibilidade se o
além da pena correspondente a violência, se o crime
é cometido: I – com violência ou grave ameaça; II-
agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o
pagamento das contribuições, importâncias ou valores e
presta as informações devidas à previdência social, na
com emprego de substância inflamável ou explosiva,
se o fato não constitui crime mais grave; III – contra
patrimônio da União, Estado, Município, empresa
concessionária de serviços públicos ou sociedade
de economia mista; IV – por motivo egoístico ou
com prejuízo considerável para a vítima (neste
caso a ação penal é de iniciativa privada, conforme
art. 167, CP).
forma definida em lei ou regulamento, antes do início
da ação fiscal. § 3º É facultado ao juiz deixar de aplicar
a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for
primário e de bons antecedentes, desde que: I – tenha
promovido, após o início da ação fiscal e antes de ofe-
3º, CP.
Obs: nas mesmas penas do art. 171, “caput”, incorre
quem: I – vende, permuta, dá em pagamento, em
locação ou em garantia coisa alheia como própria;
II – vende, permuta, dá em pagamento ou em ga-
rantia coisa própria inalienável, gravada de ônus ou
litigiosa, ou imóvel que prometeu vender a terceiro,
mediante pagamento em prestações, silenciando
sobre qualquer dessas circunstâncias; III – defrauda,
mediante alienação não consentida pelo credor ou
por outro modo, a garantia pignoratícia, quando tem
a posse do objeto empenhado; IV – defrauda subs-
tância, qualidade ou quantidade de coisa que deve
entregar a alguém; V – destrói, total ou parcialmente,
ou oculta coisa própria, ou lesa o próprio corpo ou
a saúde, ou agrava as consequências da lesão
ou doença, com o intuito de haver indenização ou
valor do seguro; VI – e-mite cheque, sem suficiente
provisão de fundos em poder do sacado, ou lhe
frustra o pagamento.
recida a denúncia, o pagamento da contribuição social
previdenciária, inclusive acessórios; ou, II – o valor das
contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual
2.
Duplicata simulada
2.1.
Previsão legal: art. 172, CP.
2.2.
Descrição típica: “emitir fatura, duplicata ou
1.1.
Introdução ou abandono de animais em
pro-priedade alheia (art. 164, CP)
ou inferior àquele estabelecido pela previdência social,
administrativamente, como sendo o mínimo para o
Obs: “introduzir ou deixar animais em propriedade
alheia, sem consentimento de quem de direito,
desde que do fato resulte prejuízo” (pena: detenção,
ajuizamento de suas execuções fiscais.
nota de venda que não corresponda à mercado-
ria vendida, em quantidade ou qualidade, ou ao
serviço prestado” (pena: detenção, de 2 a 4 anos,
e multa).
3.
Apropriação de coisa havida por erro, caso for-
Obs: nas mesmas penas incorrerá aquele que falsi-
de 15 dias a 6 meses, ou multa). Ação penal de
tuito ou força da natureza (art. 169, CP)
ficar ou adulterar a escrituração do Livro de Registro
iniciativa privada (art. 167, CP).
Obs: “apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu
de Duplicatas (par. único, do art. 172, CP).
1.2.
Dano em coisa de valor artístico, arqueoló-
gico ou histórico (art. 165, CP)
poder por erro, caso fortuito ou força da natureza” (pena,
detenção, de 1 mês a 1 ano, ou multa). Parágrafo único -
Na mesma pena incorre: I - quem acha tesouro em prédio
3.
Abuso de incapazes
Obs: revogado pelo art. 62 da Lei 9.605/98.
3.1.
Previsão legal: art. 173, CP.
1.3.
Alteração de local especialmente protegido
alheio e se apropria, no todo ou em parte, da quota a
3.2.
Descrição típica: “abusar, em proveito próprio
vítima, documento que pode gerar procedimento criminal. (art. 166, CP) Obs: revogado pelo art. 63 da

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ou alheio, de necessidade, paixão ou inexperiência de menor, ou da alienação ou debilidade mental de
ou alheio, de necessidade, paixão ou inexperiência
de menor, ou da alienação ou debilidade mental de
outrem, induzindo qualquer deles à prática de ato
suscetível de produzir efeito jurídico, em prejuízo
próprio ou de terceiro” (pena: reclusão, de 2 a 6
anos, e multa).
seis meses a dois anos, e multa, o acionista que, a fim de
obter vantagem para si ou para outrem, negocia o voto
nas deliberações de assembléia geral.
cias, deixar de aplicar a pena (perdão judicial) e na
receptação dolosa aplica-se o disposto no § 2º,
do art. 155, CP.
1.11. Causa de aumento de pena (art. 180, §
8.
Emissão irregular de conhecimento de depósito
ou “warrant”
6º, CP): “tratando-se de bens e instalações do
patrimônio da União, Estado, Município, empresa
8.1.
Previsão legal: art. 178, CP.
concessionária de serviços públicos ou sociedade
4.
Induzimento à especulação
8.2.
Descrição típica: “emitir conhecimento de depósito
4.1.
Previsão legal: art. 174, CP.
ou warrant, em desacordo com disposição legal” (pena:
de economia mista, a pena prevista no caput deste
artigo aplica-se em dobro”.
4.2.
Descrição típica: “abusar, em proveito próprio
Link Acadêmico 7
ou alheio, da inexperiência ou da simplicidade
ou inferioridade mental de outrem, induzindo-o à
prática de jogo ou aposta, ou à especulação com
títulos ou mercadorias, sabendo ou devendo saber
que a operação é ruinos” (pena: reclusão, de 1 a
3 anos, e multa).
reclusão, de 1 a 4 anos, e multa).
Obs: “warrant” são os títulos armazeneiros, emitidos
pelas empresas de Armazéns Gerais e entregues ao
depositante, que com eles fica habilitado a negociar
as mercadoria em depósito, passando assim a circular,
não as mercadorias, mas os títulos que a representam.
Indica, representando a mercadoria e legitima o seu
portador como proprietário da mesma.
Disposições Gerais
nos Crimes Contra
o Patrimônio
5.
Fraude no comércio
Imunidade penal absoluta ou impunibilidade
Art. 181 - “É isento de pena quem comete qualquer
dos crimes previstos neste título, em prejuízo: I - do
5.1.
Previsão legal: art. 175, CP.
9.
Fraude à execução
cônjuge, na constância da sociedade conjugal; II -
5.2.
Descrição típica: enganar, no exercício de
9.1.
Previsão legal: art. 179, CP.
de ascendente ou descendente, seja o parentesco
atividade comercial, o adquirente ou consumidor:
9.2.
Descrição típica: “fraudar execução, alienando,
legítimo ou ilegítimo, seja civil ou natural”.
I - vendendo, como verdadeira ou perfeita, mer-
desviando, destruindo ou danificando bens, ou simu-
cadoria falsificada ou deteriorada; II - entregando
uma mercadoria por outra (pena: detenção, de 6
lando dívidas” (pena: detenção, de 6 meses a 2 anos,
ou multa). Parágrafo único - Somente se procede
meses a 2 anos, ou multa). § 1º - Alterar em obra
que lhe é encomendada a qualidade ou o peso de
metal ou substituir, no mesmo caso, pedra verda-
mediante queixa.
Imunidade penal relativa
Art. 182 - “Somente se procede mediante represen-
tação, se o crime previsto neste título é cometido em
prejuízo: I - do cônjuge desquitado ou judicialmente
Link Acadêmico 6
separado; II - de irmão, legítimo ou ilegítimo; III - de
tio ou sobrinho, com quem o agente coabita”.
deira por falsa ou por outra de menor valor; vender
pedra falsa por verdadeira; vender, como precioso,
metal de ou outra qualidade (pena: reclusão, de 1
Exclusão da imunidade
Da Receptação
Art. 183 - “Não se aplica o disposto nos dois artigos
an-teriores: I - se o crime é de roubo ou de extor-
a 5 anos, e multa). § 2º - É aplicável o disposto no
1.
Receptação
são, ou, em geral, quando haja emprego de grave
art. 155, § 2º.
1.1.
Previsão legal: art. 180, CP.
ameaça ou violência à pessoa; II - ao estranho
1.2.
Descrição típica: adquirir, receber, transportar, con-
6.
Outras fraudes
duzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que
6.1.
Previsão legal: art. 176, CP.
sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro,
que participa do crime. III – se o crime é praticado
contra pessoa com idade igual ou superior a 60
(sessenta) anos”.
6.2.
Descrição típica: “tomar refeição em restau-
de boa-fé, a adquira, receba ou oculte (pena: reclusão,
de 1 a 4 anos, e multa).
Obs: só há receptação quando tiver sido praticado um
crime anterior do qual a coisa receptada é produto.
Link Acadêmico 8
rante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de
transporte sem dispor de recursos para efetuar o
pagamento” (pena: detenção, de 15 dias a 2 meses,
ou multa). Parágrafo único - Somente se procede
1.3.
Conduta: há multiplicidade de condutas. São vários
mediante representação, e o juiz pode, conforme as
circunstâncias, deixar de aplicar a pena.
os núcleos da receptação própria. Adquirir, receber,
transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou
alheio, produto de crime. Por sua vez, o núcleo da re-
7.
Fraudes e abusos na fundação ou administra-
ceptação imprópria é influir, induzindo terceiro de boa-fé
ção de sociedade por ações
para que adquira, receba ou oculte produto de crime.
7.1.
Previsão legal: art. 177, CP.
1.4.
Sujeitos do crime: a) ativo: qualquer pessoa; b)
7.2.
Descrição típica: “promover a fundação de
sociedade por ações, fazendo, em prospecto ou
em comunicação ao público ou à assembléia,
pas-sivo: titular do direito patrimonial sobre a coisa
recepta-da.
A coleção Guia Acadêmico é o ponto de partida dos estudos
das disciplinas dos cursos de graduação, devendo ser
1.5.
Elemento subjetivo: dolo.
complementada com o material disponível nos Links e com
afirmação falsa sobre a constituição da sociedade,
1.6.
Consumação: consuma-se a recepção própria
a leitura de livros didáticos.
ou ocultando fraudulentamente fato a ela relativo”
(pena: reclusão, de 1 a 4 anos, e multa, se o fato não
constitui crime contra a economia popular). § 1º - In-
correm na mesma pena, se o fato não constitui crime
contra a economia popular (Lei nº 1.521, de 1951):
com a aquisição, o recebimento, o transporte, a condu-
ção ou a ocultação da coisa. A receptação imprópria
Direito Penal – Parte Especial I – 2ª edição - 2009
consuma-se com a ação do agente em influir sobre
Carlos Eduardo Brocanella Witter: Professor uni-
terceiro de boa-fé.
1.7.
Tentativa: admite-se apenas na receptação
versitario e de cursos preparatorios ha mais de 10
nos, Especialista em Direito Empresarial; Mestre em
I - o diretor, o gerente ou o fiscal de sociedade por
própria.
Educacao e Semiotica Juridica; Membro da Associacao
ações, que, em prospecto, relatório, parecer, balan-
ço ou comunicação ao público ou à assembléia, faz
afirmação falsa sobre as condições econômicas da
sociedade, ou oculta fraudulentamente, no todo ou
em parte, fato a elas relativo; II - o diretor, o gerente
ou o fiscal que promove, por qualquer artifício, falsa
1.8.
Ação penal: pública incondicionada. Será, no en-
Brasileira para o progresso da Ciencia; Palestrante;
tanto, pública condicionada à representação se a vítima
Advogado e Autor
é o cônjuge separado judicialmente, irmão, ou tio ou
sobrinho com quem o agente coabita.
Autor:
1.9.
Receptação qualificada (art. 180, § 1º, CP) :
Paulo Leão, Procurador de Justiça, Mestre em Direito,
Professor de Direito Penal.
cotação das ações ou de outros títulos da sociedade;
III - o diretor ou o gerente que toma empréstimo à so-
ciedade ou usa, em proveito próprio ou de terceiro,
dos bens ou haveres sociais, sem prévia autorização
da assembléia geral; IV - o diretor ou o gerente que
compra ou vende, por conta da sociedade, ações
por ela emitidas, salvo quando a lei o permite; V - o
diretor ou o gerente que, como garantia de crédito
social, aceita em penhor ou em caução ações da
própria sociedade; VI - o diretor ou o gerente que,
na falta de balanço, em desacordo com este, ou
mediante balanço falso, distribui lucros ou dividen-
dos fictícios; VII - o diretor, o gerente ou o fiscal que,
por interposta pessoa, ou conluiado com acionista,
consegue a aprovação de conta ou parecer; VIII - o
liquidante, nos casos dos ns. I, II, III, IV, V e VII; IX - o
representante da sociedade anônima estrangeira,
autorizada a funcionar no País, que pratica os atos
mencionados nos ns. I e II, ou dá falsa informação
ao Governo.§ 2º - Incorre na pena de detenção, de
“adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em
depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à
venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio
ou alheio, no exercício de atividade comercial ou indus-
trial, coisa que deve saber ser produto de crime” (pena:
A coleção Guia Acadêmico é uma publicação da Memes
Tecnologia Educacional Ltda. São Paulo-SP.
Endereço eletrônico: www.memesjuridico.com.br
Todos os direitos reservados. É terminantemente proibida a
reclusão, de 3 a 8 anos, e multa).
Obs: dispõe o § 2º, do art. 180, CP, que equipara-se à
atividade comercial qualquer forma de comércio irregular
ou clandestino, inclusive o exercido em residência.
1.10. Receptação privilegiada (art. 180, § 3º, CP):
reprodução total ou parcial desta publicação, por qualquer
meio ou processo, sem a expressa autorização do autor e
da editora. A violação dos direitos autorais caracteriza crime,
sem prejuízo das sanções civis cabíveis.
“adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela
desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição
de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio
criminoso” (pena: detenção, de 1 mês a 1 ano, ou multa,
ou ambas as penas).
Obs: prevê o § 4º, do art. 180, CP, que a receptação é
punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o
autor do crime de que proveio a coisa. Dispõe o par. 5º,
do art. 180, CP, que, na hipótese do § 3º, do art. 180,
CP, pode o juiz, tendo em consideração as circunstân-
ou alheio, de necessidade, paixão ou inexperiência de menor, ou da alienação ou debilidade mental de

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