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Escoamento Uniforme

O dimensionamento de estruturas hidráulicas de condução depende do regime de escoamento
a ser considerado. Neste capítulo, estuda-se o escoamento uniforme, considerando alguns
aspectos referentes à perda de carga proveniente à rugosidade do canal.
Caracterização do Escoamento Uniforme
Para que ocorra o escoamento uniforme nos condutos livres, a profundidade da água, a área
molhada da seção transversal e a velocidade são constantes ao longo do conduto. Nestas
condições a linha energético total, a superfície do líquido e o fundo do canal possuem a
mesma declividade, ou seja, J = I.
Esta condição de escoamento pressupõe que o líquido não sofra nenhuma aceleração ou
desaceleração, ou seja, a velocidade é a mesma em todas as seções. A profundidade associada
ao escoamento, constante em todas as seções, é denominada profundidade normal, sendo
designada pro yn. Pode-se visualizar a situação através da figura adiante.

Resistência ao Escoamento
Conforme pode ser visto na figura anterior, as forças atuantes no volume de controle entre as
seções 1 e 2 são:


Peso: W;
Forças devidas à pressão em 1 e 2: F1 e F2;
Força resistente ao escoamento, decorrente do atrito: Ff.

Assim, considerando o equilíbrio de forças em um ponto do canal, a distribuição hidrostática
das pressões e outras teorias desenvolvidas por pesquisadores, chega-se à fórmula de
Manning, de uso bastante difundido no meio técnico brasileiro:
Q = (1/n).(ARh2/3.I1/2)
sendo:
Q: vazão, em m3/s;
Área: em m2;
Rh: raio hidráulico, em m;

I: declividade, em m/m;
n: coeficiente de rugosidade de Manning.
A fórmula de Manning é bastante utilizada para cálculos hidráulicos relativos a canais naturais
e artificiais. A grande dificuldade na sua utilização reside na determiação ou fixação do
coeficiente de rugosidade de Manning. De fato, a adoção de um coeficiente adequado pode
ser um tanto subjetiva, envolvendo vivência prática e traquejo do engenheiro hidráulico.
Existem algumas maneiras de estimar este valor, sendo uma delas a utilização da tabela,
mostrada a seguir, que relaciona alguns valores de coeficientes de rugosidade (n), de acordo
com o revestimento.

Cálculo do Escoamento Uniforme
O cálculo do escoamento uniforme implica na aplicação da fórmula de Manning. Nesta
expressão pode-se distinguir as diferentes variáveis, segundo sua natureza:

Variáveis geométricas: a área da seção transversal e o raio hidráulico, que são funções
da profundidade de escoamento.
Variáveis Hidráulicas: a vazão, a rugosidade e a declividade.

Nas aplicações de Engenharia Hidráulica, os problemas de cálculo de escoamento uniforme se
apresentam de duas formas: verificação do funcionamento hidráulico e dimensionamento
hidráulico.

Verificação do Funcionamento Hidráulico
O problema de “verificação” das condições de funcionamento hidráulico corresponde à
determinação da capacidade de vazão de um dado canal ou curso d’água, sendo conhecidas as
propriedades geométricas da seção em estudo (A, Rh, funções da profundidade normal yn).
Exemplo
Calcular a capacidade de vazão e determinar o regime de escoamento do ribeirão Arrudas, em
Belo Horizonte, sabendo-se que a declividade média neste trecho é de 0,0026 m/m, sendo seu
coeficiente de rugosidade (n) avaliado em cerca de 0,022.

Dimensionamento Hidráulico
Neste caso, determinam-se as dimensões de um canal, em função das variáveis hidráulicas. A
variável desconhecida é exatamente a profundidade normal e a resolução do problema implica
na utilização de curva auxiliar (gráfico), baseado na equação de Manning, como mostrado
seguir.

Exemplo
Um canal trapezoidal, com largura de base de 3 m e taludes laterais 1:1, transporta 15 m3/s.
Pede-se calcular a profundidade de escoamento, sabendo-se que a rugosidade é de 0,0135 e a
declividade é de 0,005 m/m.

Para seções complexas, não parametrizáveis, diferentes das seções tabeladas ou constantes
dos gráficos disponíveis, torna-se necessário construir gráficos ou tabelas relacionando ARh2/3
em função da profundidade y, de forma similar aso gráficos anteriores.
Exemplo
Determinar a curva auxiliar de cálculo (y x ARh2/3) para uma seção tipo Sudecap, com largura de
12 m, profundidade total de 5 m e taludes de base triangular de 1:3. Calcular a profundidade
de escoamento para uma vazão de 100 m3/s.