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Poesia ertica e burlesca de Bocage

in blogue de GLAUCO MATTOSO


http://www.elsonfroes.com.br/bocage
.htm
II

[SONETO DO EPITAPHIO]

La quando em mim perder a humanidade


Mais um daquelles, que no fazem falta,
Verbi-gratia o theologo, o peralta,
Algum duque, ou marquez, ou conde, ou frade:
No quero funeral communidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gattarres, gente de malta,
Eu tambem vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada edosa
Sepulchro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitaphio mo piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".