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Bicamada lipídica:

Ao analisar a membrana plasmática na microscopia eletrônica a bicamada de lipídeos apresenta um aspecto trilaminar (duas faixas eletrodensas separadas por uma faixa clara). Dependendo da composição dos fosfolipídeos eles se organizam de formas diferentes em meio aquoso. Fosfolipídeos com uma cauda hidrofóbica tendem a formar micelas, enquanto fosfolipídeos com duas caudas hidrofóbicas tendem a formar lipossomos, vesículas compostas por uma parede de bicamada fosfolipídica.

Fluidez da Membrana:

Em condições fisiológicas as caudas hidrofóbicas dos fosfolipídeos são flexíveis, isso da a membrana sua fluidez. Algumas características dos fosfolipídeos e da organização da membrana interferem na sua fluidez, como o tamanho das caudas hidrofóbicas, o teor de fosfolipídeos com caudas insaturadas e a concentração de colesterol na membrana. O tamanho da cauda hidrofóbica dos fosfolipídeos influencia a fluidez da membrana, pois quanto maior forem as caudas mais interações vão ocorrer entre elas e assim dificultar a movimentação do fosfolipídeo e com isso diminuir a fluidez da membrana.

O teor de fosfolipídeos insaturados (fosfolipídeos contendo cadeias com ligações duplas) interfere na fluidez da membrana uma vez que a presença da ligação dupla aumenta a distancia entre um fosfolipídeo e seu vizinho e dessa forma torna as interações hidrofóbicas mais fracas, permitindo que eles se movimentem mais, assim, aumentando a fluidez da membrana. A concentração de colesterol na membrana influencia a fluidez pois ele se posiciona entre dois fosfolipídeos diminuindo a flexibilidade das caudas e assim diminuindo a fluidez da membrana.

Fora das condições fisiológicas conforme ocorre a diminuição da temperatura também diminui a fluidez da membrana, podendo chegar a fluidez zero com mobilidade zero dos fosfolipídeos devido a formação de cristais pelos fosfolipídeos. Nesse estado organizacional pequenos choques mecânicos podem romper a membrana levando a morte celular. Nas membranas de organismos extremófilos que vivem em temperaturas baixas os fosfolipídeos possuem características que proporcionam maior fluidez a membrana, como fosfolipídeos de cadeias curtas e grande teor de fosfolipídeos insaturados, e tem maior concentração de colesterol, pois eles atuam como impurezas entre os fosfolipídeos e dificultam a cristalização.

O modelo de mosaico fluido se baseia no experimento de Frie e Ediddin. Nesse experimento eles fundiram duas células, uma de camundongo e a outra humana, e trataram com anticorpos anti proteínas de membrana de camundongos com um fluorocromo e anticorpos anti proteínas de membrana humanas com um fluorocromo diferente. Enquanto o heterocárion foi mantido em baixas temperaturas foi possível observar no microscópio de fluorescência duas regiões na membrana, uma marcada com aganti camundongo e outra com aganti humano. Depois de incubar o heterocárion por um tempo não era mais possível distinguir regiões marcadas por aganti humano e aganti camundongo, o que os permitiu concluir que a membrana é fluida e permitiu que as proteínas migrassem e se “misturassem”.

Assimetria:

A assimetria da membrana se da devido a distribuição irregular dos fosfolipídeos, carboidratos e proteínas. Os carboidratos são encontrados exclusivamente na face voltada para

o meio extracelular das membranas, as proteínas são distribuídas de diversas maneiras pela membrana dependendo de sua conformidade de como ela interage com a bicamada de fosfolipídeos e os fosfolipídeos se distribuem de maneira aparentemente aleatória pela membrana.

Alguns fosfolipídeos aparecem preferencialmente voltados para o citosol ou paro o meio extracelular, essa organização é determinada durante o processo de síntese da membrana. Um caso interessante é o da fosfatídilserina que em condições normais aparece exclusivamente na face da membrana voltada para o citosol, mas pode ser encontrada na face voltada para o meio extracelular e nesse caso sinaliza a morte celular e dessa forma recruta células capazes de realizar fagocitose.

A distribuição dos fosfolipídeos também varia numa mesma face da membrana, é vantajoso para a célula manter essa distribuição aleatória uma vez que se em uma região houver somente um tipo de fosfolipídeos pode ocorrer a cristalização dessa região se a temperatura critica desse fosfolipídeo for alcançada. Já se houverem diversos tipos de fosfolipídeos diferentes em uma mesma região é mais difícil que ocorra a cristalização. Uma das maneiras da célula manter a membrana assimétrica é pelo mecanismo de flip-flop, capacidade que um fosfolipídeo tem de passar de uma face da membrana para a outra. As características dos fosfolipídeos interferem nas chances de ocorrer flipagem espontânea do mesmo, por exemplo, quanto maior for a cabeça polar do fosfolipídeo menos é a chance de ocorrer flipagem espontânea. As células produzem enzimas, chamadas flipases, que flipam de maneira ativa alguns fosfolipídeos.

Algumas outras características:

A curvatura da membrana esta relacionada com a relação cabeça cauda dos fosfolipídeos. A presença de fosfolipídeo com só uma cauda hidrofóbica ou com a cabeça polar pequena alteram a conformação local da membrana formando curvaturas na sua estrutura. A espessura da membrana pode variar dependendo da associação de fosfolipídeos e colesteróis. Fosfolipídeos de caudas mais longas em regiões com grande concentração de colesterol concedem maior espessura a membrana, essa maior espessura também esta associada a uma menor fluidez e a formação de rafts lipídicos.

A acomodação de proteínas transmembrana também é influenciada pelaespessura da membrana, já que as proteínas vão tender a se acomodar em regiões onde a espessura da membrana equivale ao comprimento da região hidrofóbica da proteína. Isso leva a especulações sobre o quão aleatório é a adição de diferentes proteínas envolvidas nos mesmos processos nos rafts lipídicos.

Proteínas de Membrana:

As proteínas de membrana podem ser integrais ou periféricas. As proteínas integrais são dificilmente retiradas da membrana, precisando romper a membrana, e as periféricas são retiradas facilmente. Alguns tipos de proteínas integrais são as transmembrana ou proteínas ligadas a fosfolipídeos. Proteínas transmembrana possuem características anfipáticas, possuindo regiões hidrofílicas que ficam voltadas para o citosol e o meio extracelular e regiões hidrofóbicas que interagem com a região hidrofóbica da bicamada lipídica. As regiões hidrofóbicas podem ser constituídas por uma única α-helice ou diversas α-helices, determinando se as proteínas são de uma ou mais passagens, ou serem constituídas por barril

β. Existe um grupo de diversas proteínas de sete passagens que possuem um domínio semelhante na face da membrana voltada para o citosol, mas possuem domínios diferentes na face extracelular. Ao ocorrer a ligação entre o ligante e o domínio extracelular da proteína é ativada uma via de sinalização intracelular através da proteína G, com isso diversos estímulos diferentes possuem estimulo intracelular igual que nas etapas seguintes da via são direcionados dependendo do estimulo inicial. Isso é vantajoso para a célula pois diminui o repertorio genético necessário para que essas vias de sinalização funcionem.

As proteínas de membrana que se ligam a fosfolipídios possuem características somente hidrofílicas e se ligam na membrana através de ligação covalente ao fosfolipídeo. Um tipo especial dessa proteína são as deancoramento de glicosilfosfatidilinositol (GPI) essa ancoragem se da através da ligação do grupamento composto por um fosfato que se liga ao fosfolipídeo da membrana, que esta ligado a uma cadeia de 5 carboidratos, que estão ligados a outro fosfato, que esta ligada a um inositol e a proteína se liga ao inositol.

β. Existe um grupo de diversas proteínas de sete passagens que possuem um domínio semelhante na

Para liberar a proteina de sua ancoragem é necessario a produção de enzimas que quebrem a ligação da proteina com a ancora. O Trypanosoma bruceiutiliza esse mecanismo para evadir ao sistema imune de seu hospedeiro, uma vez que quando o anticorpo se liga a proteina ancorada em sua membrana ele a libera e posteriormente produz proteinas diferentes para serem, então ancoradas na membrana da celula novamente.