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ROTEIRO DE AULA

DIREITO PENAL II
3º Período
Prof.(a).: Patrícia Oliveira
(aula 9)
DA AÇÃO PENAL
I - Notas Introdutórias
 Art. 100 a 106 do Código Penal
 Persecução penal = fase procedimental + fase processual.
 Direito de ação penal “consiste na faculdade de exigir a intervenção do poder
jurisdicional para que se investigue a procedência da pretensão punitiva do
Estado-Administração, nos caso concreto”. (GRISPIGNI apud BITENCOURT,
2012. P 849).
 Natureza jurídica: material-penal ou adjetivo-processual?
II – Conceito de Ação Penal
 “É o direito de exigir do Estado a aplicação do direito penal objetivo em face do
indivíduo envolvido em um fato tipificado em lei como infração penal”.
(MASSON, 2014.p 877)
 “E o direito de pedir ao Estado-Juiz a aplicação do direito penal objetivo a um
caso concreto”. (CAPEZ, 2011.p 563).
III – Características do direito de ação.
a) Público -» O Poder Público em quem exerce a atividade jurisdicional.
b) Subjetivo -» Titular exige do Estado que a prestação jurisdicional seja realizada.
c) Autônomo -» para que a ação seja proposta independe da existência efetiva do
direito material.
d) Abstrato -» A ação penal poderá ser proposta independentemente do resultado
final, ou seja, favorável ou desfavorável.
e) Instrumental -» a ação penal é o instrumento necessário para que o jus
puniendi seja exercido, ou seja, o direito instrumental só existirá quando estiver
conexo com o caso concreto.
IV - Condições da Ação Penal.
 CPC ≠ CPP
 Condições gerais e específicas da ação (condição de procedibilidade).
A. Condições gerais da ação.
1) Possibilidade Jurídica do pedido.

    Também chamadas de condição de procedibilidade. Condições Específicas da ação.  Trinômio: necessidade. Impede o regular exercício do direito de ação.  Só quem tem por lei titularidade para propor a ação é o legitimado (legitimidade ativa)  Aquele que supostamente praticou o fato típico será o legitimado passivo da ação penal. B. II do CPP – “A denúncia ou queixa será rejeitada quando faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal. utilidade e adequação.  Utilidade = “eficácia da atividade jurisdicional para satisfazer o interesse do autor”. (MASSON. 2011.  Trata-se da necessidade de um lastro mínimo probatório capaz de fornecer amparo à pretensão acusatória. Representação do ofendido / Requisição do Ministro da Justiça / Trânsito em julgado da sentença que anula o casamento no crime de . 2014.: ocorrência de causas que extinguem a punibilidade haverá a rejeição da denúncia ou queixa por a ação se apresenta inócua. p 566) / Ex.ROTEIRO DE AULA  Fato descrito nas peças iniciais (Denúncia e Queixa-crime) deve ser típico.  Ação penal pública = Ministério Público (legitimado ativo)  Ação penal privada = vítima ou seu representante legal (legitimado ativo)  O juiz é quem analisará se preenche essa condição quando do recebimento da denúncia ou queixa-crime) 3) Interesse de Agir / Interesse processual.  Necessidade = ação penal como pressuposto para aplicação da pena / impossibilidade de aplicação da pena sem que haja devido processo legal. Ex.  Poderá esse lastro ser oferecido através do Inquérito Policial. 395. São estabelecidas em lei.  Adequação = “compatibilidade entre o meio empregado pelo titular do direito posto em debate (ação penal) e sua pretensão (condenação do autor do fato típico e ilícito)”.p 881) 4) Justa causa  Acrescentada pela doutrina.” 2) Legitimidade para agir / Legitimidade ad causam.  Art. (CAPEZ.

o Prazo decadencial = 6 (seis) meses. do ofendido e do Estado”. Ação Penal de Iniciativa Pública.  Caracterizada a prática do crime o MP já estará autorização a iniciar a ação penal.  Quanto a legitimidade as ações penais podem ser : Públicas ou Privadas. A. 129 .p851). Espécies.  Depende para a propositura da ação do preenchimento da condição de procedibilidade. incapaz mentalmente ou impossibilitado temporariamente. 2012. (BITENCOURT. A.2 . Ascendente.  A titularidade é do Ministério Público. a) Ação Penal Pública Incondicionada. o Eficácia da representação: oferecida contra um se estende a todos que participaram da empreitada criminosa. I da CF).1 Legitimidade para oferecer a Representação: o vítima (≥ 18 anos e capaz mentalmente) / Representante legal quando a vítima for < 18 anos. REPRESENTAÇÂO DO OFENDIDO OU REQUISIÇÃO DO MINISTRO DA JUSTIÇA.  Cabe exceção. parágrafo único do CP) V – Classificação das ações penais. Legitimidade para a propositura da Ação Penal   Legitimado (dominus littis) = Ministério Público (art. / Cônjuge ou companheiro.  MP não necessita de autorização para o oferecimento da denúncia. Descendente ou Irmão = quando a vítima morreu ou estiver em situação de ausência). Peça inicial = DENÚNCIA.  Neste tipo de ação “há uma relação complexa de interesses. . 1. qual seja.ROTEIRO DE AULA induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento (art.  É a regra. (contados a partir do conhecimento pela vítima da autoria do crime. b. . A. pois os crimes previstos no CP e em legislações especiais se processão mediante ação penal pública. b) Ação Penal Pública Condicionada à representação do ofendido ou à requisição do Ministro da Justiça. 236.

A REPRESENTAÇÃO É IRRETRATÁVEL APÓS O OFERECIMENTO DA DENÚNCIA.1 Legitimidade para a propositura da Ação Pena e outras características. 2 Espécies. B. ou seja.3. / não há limitação desde que respeitado o prazo decadencial./ Representante legal = vítima < 18 anos ou incapaz . Princípios Norteadores. optando por coletar maiores evidências para processar posteriormente os demais. A.    A legitimidade é do ofendido (vítima) / representante legal / CADI A peça inicial chama-se: QUEIXA – CRIME.” (CAPEZ. ou seja. o Não há Prazo decadencial o Impossibilidade de retratação. a) Oficialidade / Autoritariedade = são públicos os órgãos encarregados da persecução penal / Estado titular exclusivo do direito de punir. e) Oficiosidade = Órgãos encarregados da persecução penal devem agir de ofício. Obs. B.  Legitimidade: Ofendido = ≥ 18 anos + capaz mentalmente.2Legitimidade para oferecer a Requisição: Ministro da Justiça.  Também denominada exclusiva / Principal /Absoluta. independentemente de provocação. 41 do CPP). Ação Penal de Iniciativa Privada. (Exceção: ação penal pública condicionada) f) Intranscedência = só contra aquele que supostamente praticou o fato criminoso é que a ação penal poderá ser ajuizada. g) Suficiência = ação penal possui capacidade para solução dos conflitos. Prazo decadencial = 6 (seis) meses (contados a partir do conhecimento pela vítima ou pelo seu representante legal da autoria do crime/ infração penal) B.p 570). 2011. (deve conter os mesmos elementos da denúncia no que diz respeito a estrutura – art.ROTEIRO DE AULA o Retratação = possível. OBS: E quanto aos Recursos? d) Divisibilidade (posição atual da doutrina/ STF) = “O Ministério Público pode optar por processar apenas um dos ofensores. b) Obrigatoriedade = presentes os elementos necessários não poderá o MP deixar de propor a ação penal. b. não há necessidade de aguardar solução no âmbito cível. c) Indisponibilidade = oferecida a ação penal o MP dela não poderá desistir. a) Ação Penal Iniciativa Privada Propriamente Dita. /Não vincula o MP .

ascendente. .ROTEIRO DE AULA mentalmente. ou seja.  Mesmo a ação sendo proposta pelos legitimados (vítima.3 . B. ou seja. induzindo em erro essencial o outro contraente. descendente ou irmão poderá oferecer a queixa-crime quando a vítima (maior de 18 anos e plenamente capaz estiver morta ou ausente declarado judicialmente – art. não oferecer a denúncia no prazo legal (5dias réu preso e 15 dias réu solto). representante legal ou CADI) o MP poderá intervir na ação (Legitimidade concorrente) .A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que. 236 . c) Ação Penal Iniciativa Privada Subsidiária da Pública. de seis meses a dois anos. / CADI = o cônjuge. por motivo de erro ou impedimento. 236 do CP) Art. ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena . 100. Parágrafo único .Contrair casamento.  Prazo: 6 (seis) meses para o oferecimento da queixa subsidiária -» contados do final do prazo para o MP propor a Denúncia. § 3º do CP  Possibilidade para a propositura dessa ação quando o MP for inerte. anule o casamento.detenção.  Não há a possibilidade de representação legal ou a atuação do CADI.» art.  Ultimado o prazo de 6 meses e a vítima /representante legal / CADI não propor a queixa subsidiária -» MP voltará a ter a legitimidade exclusiva para promover a denúncia enquanto não for extinta a punibilidade. fica impedido de propor a queixa-crime -> Prazo Decadencial inicia-se quando a vítima completar 18 anos. 31 do CPP) b) Ação Penal Iniciativa Privada Personalíssima.  Titularidade exclusiva da vítima para a propositura da queixacrime.  Não são casos de inércia do MP : Pedido de arquivamento ou novas diligências quando imprescindíveis para a propositura da denúncia.  Tal ação é aplicada exclusivamente para o crime de induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento (art.Dos Princípios norteadores.  Art.  No caso de emancipação civil ou pelo casamento não torna a vítima capaz penalmente. 29 do CPP. companheiro.

: perdão do ofendido e a perempção.ROTEIRO DE AULA a) Oportunidade / conveniência = fica a cargo da vítima /representante legal/ CADI a escolha de oferecer ou não a queixa-crime. a) Renúncia  “É a manifestação de desinteresse de exercer o direito de queixa. b) Disponibilidade = trata-se da possibilidade em que a vítima ou o representante legal desistir da ação penal ou recurso que eventualmente tenha sido interposto.Renúncia / Decadência o direito de queixa ou representação / Perdão do ofendido. 2014. em razão do decurso do tempo.  Prazo em regra é de 6 (seis) meses -» conta-se a partir do conhecimento da autoria do fato pela vítima ou do seu representante legal.  Pode ser expressa ou tácita. 2012. (BITENCOURT.  Trata-se de ato unilateral. 2012.p855)  Havendo o recebimento da queixa pelo juiz impossível será renunciar ao direito de queixa. 48)” (MASSON.4 . . c) Indivisibilidade = “a queixa crime contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos. art. se deseja propor a ação ou não. B.  Havendo mais de um autor do crime (concurso de pessoas) renunciando a vítima em relação a um dos autores a renúncia estender-se-á a todos -» PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE.” (BITENCOURT. b) Decadência o direito de queixa ou representação. ou seja. d) Intranscedência = a propositura da ação penal só será possível contra os aqueles que tiverem participado da infração penal -» não há extensão contra os sucessores.  “Decadência é a perda do direito de ação a ser exercido pelo ofendido. e o Ministério Público zelará pela sua indivisibilidade (CPP.  Limite temporal: só é possível antes do oferecimento da queixa. p 892). Ex. que só pode ocorrer em crimes de ação penal de exclusiva iniciativa privada e antes desta ser iniciada”.  Tal prazo não se interrompe nem se suspende -» Peremptório.p 854)  Atuação -» Ação Penal Pública Condicionada a Representação do Ofendido / Ação Penal Privada Exclusiva e Personalíssima.  Trata-se de uma causa extintiva da punibilidade.

 A ação penal é a pública condicionada a representação.  Possível só nas ações penais privadas. C.  No caso de estupro qualificado pela morte ou lesão grave (art.  “Consiste na desistência do querelante de prosseguir na ação penal. A. B. (BITENCOURT. c) Perdão do Ofendido.  Limite temporal: o perdão só poderá ser exercido depois de oferecida a queixa crime (início da ação penal) até antes do trânsito em julgado -» Fase Processual VI .ROTEIRO DE AULA  Obs.  Perdão sendo concedido a um dos querelados se estenderá a todos.p 434)  Ex.  Sendo inferior a 18 anos ou na condição de vulnerável a ação penal é pública incondicionada.Questões Controvertidas. A ação Penal nos Crimes contra a Dignidade Sexual. Código penal comentado.  Art. desde que a vítima seja maior de 18 anos e mentalmente capaz. A ação Penal nos Crimes contra a Honra. (MASSON.  Trata-se de ato bilateral. mas só produzirá efeitos para aqueles que o aceitar. de exclusiva iniciativa privada. 2012.  Não se confunde com o perdão judicial. .015/09. que iniciou através de “queixa-crime”. §§ 1º e 2º do CP) será pública condicionada a representação.  Pode ser expresso ou tácito. 101 do CP. Ação penal nos crimes complexos. 2014. (ultimado o prazo para a propositura da denúncia). crime complexo é o Latrocínio (roubo + homicídio)  No caso de crimes complexos a ação será pública desde que um dos crimes pertença a categoria dos crimes que se processam mediante ação penal pública.p 858)  Trata-se de causa extintiva da punibilidade. No caso da ação penal privada subsidiária da pública.  “Crimes complexos são aqueles que resultam da fusão de dois ou mais tipos penais”.  Trata-se de ação penal privada concorrente. com exceção a subsidiária da pública. contase o prazo a partir da inércia do MP. 213.  Súmula 608 do STF (violência real) está em desuso com o advento da Lei 12.

A conciliação será conduzida pelo Juiz ou por conciliador sob sua orientação. 9.099/1995. o autor do fato e a vítima e. Os conciliadores são auxiliares da Justiça. excluídos os que exerçam funções na administração da Justiça Criminal. homologada pelo Juiz mediante sentença irrecorrível. se possível. D.p 898) Referência Bibliográfica   BITENCOURT. acompanhados por seus advogados. 2010. Juizados Especiais Criminais. terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente. recrutados. O não oferecimento da representação na audiência preliminar não implica decadência do direito. 72. 2014. Teoria geral do delito – uma visão panorâmica da dogmática penal brasileira. Não obtida a composição dos danos civis. que poderá ser exercido no prazo previsto em lei. Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada à representação. ou seja. . A composição dos danos civis será reduzida a escrito e. ESTEFAM. 72 da lei 9. 74. Coimbra: Almedina. ((grifo nosso) E.  Infrações de menor potencial ofensivo (contravenções penais e crimes com pena máxima em abstrato ≤ 2 anos) cumuladas ou não com multa deve seguir o procedimento definido no art.  Súmula 714 do STF. o Juiz esclarecerá sobre a possibilidade da composição dos danos e da aceitação da proposta de aplicação imediata de pena não privativa de liberdade. Art. (MASSON. 2007. 73. A Ação Penal nos Crimes de violência doméstica contra a mulher. a ação penal é pública incondicionada”. Parágrafo único. preferentemente entre bacharéis em Direito. que será reduzida a termo. A Ação Penal e a Lei n. o responsável civil. (grifo nosso) Art. o acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação. para que este promova ação penal pública condicionada a representação.  “Nos crimes de lesões corporais com violência doméstica e familiar contra a mulher. César Roberto. Na audiência preliminar. Parágrafo único. na forma da lei local. presente o representante do Ministério Público. Parágrafo único. será dada imediatamente ao ofendido a oportunidade de exercer o direito de representação verbal. 75. São Paulo: Saraiva. a vítima poderá escolher entre promover ação penal privada ou autorizar o MP mediante a representação.ROTEIRO DE AULA  Nos casos de crime contra a honra praticados contra funcionário público em razão de suas funções é possível a propositura de ação penal privada concorrente. Direito penal – parte geral. em todas as suas modalidades (inclusive de natureza leve e culposa). Art. André.099/95 Art.

2012. ed. 2014. e ampl. 1 MASSON. e atual. v. 2012. 2014.1 . 2. rev. rev. Bahia: JusPODIVM. v. ampl. Curso de direito penal – parte geral. Rio de Janeiro: Impetus.ROTEIRO DE AULA      GRECO. 14. Rio de Janeiro: Método. ver. atual. ed. rev. 30. Cleber. Manual de direito penal – parte geral – art. Código penal comentado. 1 MIRABETE.. v. Paulo. São Paulo: Método. atual. Júlio Fabbrini. E ampl. v.. 6. 2012. 8. e atual. São Paulo: Atlas. Rogério. Curso de direito penal – parte geral. _______________. ed. Direito penal esquematizado – parte geral.. 1º a 120 do CP.1 QUEIROZ. ed. ed.