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SOCIEDADE NACIONAL DE FORMAÇÃO

PROFISSIONAL LUZ
CENTRO DE ESTUDOS APLICADOS EM SAÚDE
TÉCNICO EM SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO

PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE


TRABALHO NA CONSTRUÇÃO (P.C.M.A.T.) : Habitacional
Empreendimentos Ltda.

JOSENILSON SANTANA DA SILVA

Aracaju – Sergipe – Brasil


Junho de 2008
JOSENILSON SANTANA DA SILVA

PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE


TRABALHO NA CONSTRUÇÃO (P.C.M.A.T.) : Habitacional
Empreendimentos ltda.

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentada ao Centro de Estudos
Aplicados em Saúde –CEAS, como parte
dos requisitos para a obtenção de Título
de Técnico Em Saúde e Segurança do
Trabalho.

Orientadora: Prof. Maria Conceição C. Ferreira

Aracaju – Sergipe – Brasil


Junho de 2008
FOLHA DE AVALIAÇÃO

O presente relatório foi realizado por Josenilson Santana da Silva através de prática na

empresa HABITACIONAL EMPREENDIMENTOS E CONSTRUÇÕES LTDA,

com requisito parcial para o cumprimento do Estágio Supervisionado em Técnico em

Saúde e Segurança do Trabalho e submetido à banca examinadora formada por:

_____________________________________________________________

Prof. Maria Conceição C. Ferreira

______________________________________________________________

Alessandra Santos Nascimento

______________________________________________________________

Josenilson Santana da Silva

Aprovado (a) com média: _________________

Aracaju (SE), ____ de ___________ de 2008.


AGRADECIMENTOS

Primeiramente, a Deus, por permitir a realização deste grande sonho. Por todas as

graças que tem me dado, desde o momento de minha concepção junto a minha querida

família, até meus dias presentes.

Aos meus queridos pais, Aloísio da Silva e Gilma Santana da Silva, por serem prova

viva de que tudo que é feito com amor e carinho rendem bons frutos, e que não existe

distância que separe a união de uma família.

À Professora Maria Conceição C. Ferreira, pela orientação, paciência, amizade e

momentos de descontração. Um exemplo de pessoa, sendo fonte inesgotável de incentivo e

entusiasmo em todos os momentos deste trabalho.

A HABITACIONAL EMPREENDIMENTOS E CONSTRUÇÕES LTDA., pela

inestimável contribuição, fornecendo dados para elaboração deste projeto de final de curso.
Epigrafe

“O sucesso nasce do querer, da determinação


e persistência em se chegar a um objetivo.
Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e
vence obstáculos, no mínimo fará coisas
admiráveis."

(Autor desconhecido)
RESUMO

A indústria da Construção Civil apresenta uma grande diversidade de riscos, os


quais tem maior repercussão em virtude das condições de trabalho e dos aspectos
específicos que esta indústria apresenta, em cada localidade. Dentre estes aspectos, podem
ser citados os relativos ao tamanho das empresas, à curta duração das obras, a sua
diversidade e à rotatividade da mão-de-obra.

O PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da


Construção) veio ao encontro das necessidades das empresas e dos profissionais da área de
Higiene e Segurança do Trabalho, ao estabelecer um programa permanente de controle dos
riscos ambientais existentes nos diversos âmbitos de cada estabelecimento, e constitui parte
integrante do conjunto mais amplo das iniciativas das empresas no campo da prevenção, da
preservação e da proteção dos trabalhadores.

Este programa tem como objetivo não só a implantação de uma ferramenta que
busca a preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores, mas também a
necessidade de se manter sob controle todos os agentes ambientais, com monitoramentos
periódicos, devendo ser elaborado por profissional legalmente habilitado na área de
segurança do trabalho, sendo sua implementação nos estabelecimentos responsabilidade do
empregador ou condomínio.

Os documentos que devem integrar o PCMAT são:

a) memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e


operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de trabalho e suas respectivas
medidas preventivas;
b) projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas da
execução da obra;
c) especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas;
d) cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT;
e) layout inicial do canteiro de obras, contemplando, inclusive, previsão do
dimensionamento das áreas de vivência;
f) programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e
doenças do trabalho, com sua carga horária.
Através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle dos
riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, as empresas
poderão estabelecer critérios de pré-seleção de quais medidas de controle serão mais
adequadas e propícias para a realidade.

Dessa forma, nada mais justo e racional, o desenvolvimento do PCMAT –Programa


de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil objetiva,
acima de tudo, a identificação dos riscos em cada ambiente de trabalho, com vistas à
tomada de decisões que, a curto e médio prazo, visam a solução dos problemas ambientais
detectados, eliminando as condições que possam traze agravos à saúde do trabalhador,
causar acidentes de trabalho ou ainda danos materiais ao patrimônio da empresa.
LISTA DE TABELAS

Tabela 7.1 - DEFINIÇÕES 29


Tabela 7.2 - CRONOGRAMA DE ATIVIDADES DO PCMAT 32
Tabela 7.3 – FORNECIMENTO DE ÁGUA POTAVEL 33
Tabela 7.4 – BANHEIROS 34
Tabela 7.5 – VESTIÁRIOS 34
Capítulo 1

INTRODUÇÃO

1.1 Origem do trabalho

A indústria da Construção Civil apresenta uma grande diversidade de riscos, os


quais tem maior repercussão em virtude das condições de trabalho e dos aspectos
específicos que esta indústria apresenta, em cada localidade. Dentre estes aspectos, podem
ser citados os relativos ao tamanho das empresas, à curta duração das obras, a sua
diversidade e à rotatividade da mão-de-obra.

Os operários que compõem esta indústria são, em sua maioria, serventes, pessoas
vindas do meio rural e que não têm formação técnica anterior às atividades que exercem,
tornando-se assim, um alvo maior para os acidentes de trabalho. Muitos são os fatores que
predispõem o operário da Construção Civil aos riscos de acidentes, tais como: instalações
provisórias, o não uso ou uso inadequado de equipamento de proteção individual (EPI),
jornadas de trabalho prolongadas, serviço noturno, ausência de equipamento de proteção
coletiva (EPC), falta de habilidade do operário para execução de determinados serviços.
Outros fatores também devem ser considerados, são os de ordem social, como os baixos
salários, que induz o operário a alimentar-se mal, levando-o à desnutrição e predispondo-o
às doenças em geral.

Contudo as mudanças ocorridas na sociedade nestes últimos anos apontam para a


percepção das limitações do mundo, tanto em termos ecológicos como sociais e
econômicos. Estas mudanças refletem-se diretamente nas organizações, as quais sentem
necessidade de proporcionar rápidas modificações para acompanhar o surgimento dos
novos paradigmas sociais.
11

Na indústria da Construção Civil, os canteiros de obras são um alvo quase que


constante de problemas. Devido à grandeza e a diversidade destes, gerados pelos trabalhos
de construção, não é possível recomendar uma solução-tipo para a organização e
desenvolvimento das diversas atividades relativas à proteção da integridade física dos
trabalhadores. Porém, a eficiência de um programa de Segurança do Trabalho, em uma
obra, dependerá da participação e colaboração de todas as pessoas envolvidas, desde os
serventes até os engenheiros, bem como da coordenação de todos os esforços para colocar
em prática os seguintes princípios:

a) programação de todos os trabalhos, com o intuito de reduzir ao mínimo os


danos humanos, materiais e econômicos;
b) estabelecimento de um sistema eficaz para localizar e corrigir, o mais rápido
possível, as condições e práticas inseguras;
c) disponibilidade e vigilância para que se utilizem os equipamentos de proteção
individual e coletiva e que toda máquina, equipamento ou ferramenta tenha sua proteção
adequada;
d) implantação de um sistema efetivo de inspeção e manutenção de máquinas,
equipamentos e ferramentas de trabalho;
e) investigação dos acidentes, determinando as causas e tomando as medidas
necessárias para evitar sua ocorrência e repetição;
f) estabelecimento de um programa para manter o interesse e colaboração de todos
os níveis da empresa.
Sem dúvida alguma, cada obra tem seus problemas específicos de segurança e,
portanto, cada programa deve ser adaptado às condições e ao meio ambiente onde serão
realizados os trabalhos.
Dentre as 38 disposições da NR-18 encontra-se o PCMAT - Programa de
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, disposição 18.3, que
estabelece a obrigatoriedade de elaboração e cumprimento do referido programa nos
estabelecimentos com 20 operários ou mais, a partir de 07.07.97. Atualmente, o PCMAT é
obrigatório para os estabelecimentos com 50 operários ou mais.
12

1.2. O PCMAT

O PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da


Construção) veio ao encontro das necessidades das empresas e dos profissionais da área de
Higiene e Segurança do Trabalho, ao estabelecer um programa permanente de controle dos
riscos ambientais existentes nos diversos âmbitos de cada estabelecimento, e constitui parte
integrante do conjunto mais amplo das iniciativas das empresas no campo da prevenção, da
preservação e da proteção dos trabalhadores.

Este programa tem como objetivo não só a implantação de uma ferramenta que
busca a preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores, mas também a
necessidade de se manter sob controle todos os agentes ambientais, com monitoramentos
periódicos, devendo ser elaborado por profissional legalmente habilitado na área de
segurança do trabalho, sendo sua implementação nos estabelecimentos responsabilidade do
empregador ou condomínio.

Os documentos que devem integrar o PCMAT são:

a) memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e


operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de trabalho e suas respectivas
medidas preventivas;
b) projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas da
execução da obra;
c) especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas;
d) cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT;
e) layout inicial do canteiro de obras, contemplando, inclusive, previsão do
dimensionamento das áreas de vivência;
f) programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e
doenças do trabalho, com sua carga horária.
Através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle dos
riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, as empresas
poderão estabelecer critérios de pré-seleção de quais medidas de controle serão mais
adequadas e propícias para a realidade.
Capítulo 2

JUSTIFICATIVA

Mensurar os custos através do desenvolvendo do PCMAT, tem como objetivo

maior despertar as empresas para a utilização deste programa, mostrando-lhes o

verdadeiro custo do desenvolvimento do programa em uma empresa de construção

civil. Em termo de financeiros, bem como os benefícios resultantes desta ação.

Em outras palavras pretende mostrar uma relação CUSTO X BENEFÍCIO

pode ser visto como um investimento ao longo prazo da obra, que resultará em um

menor custo de empreendimento, deixando a empresa com melhores condições para

comercialização de suas unidades.

A importância da apropriação correta dos custos do PCMAT deve-se ao fato de

se obter dados concretos, com embasamento reais, sobre os seus componentes. Esta

apropriação permite ao usuário separar todos os seus custos sem chutar percentuais.
Capítulo 3

OBJETIVO

O presente trabalho tem por objetivo apresentar os resultados de um estudo


sobre que condições de segurança do trabalho se encontram a indústria de construção
civil e por conseqüência os trabalhadores desta atividade Construtora Habitacional, sob
a ótica da NR 18.

Com apresentação do programa é, sem dúvida, preservar a integridade física e


mental dos trabalhadores da Habitacional Empreendimentos Ltda, através da busca
melhoria das condições de trabalho, de suas Obras na reforma e ampliação do CD –
Centro de Distribuição – Fasouto.

A diretrizes Básicas do PCMAT são as seguintes:

a) Promover a proteção da vida e saúde dos trabalhadores, mantendo um


ambiente de trabalho seguro e saudável;
b) Preservar o patrimônio físico da empresa, edificações, máquinas e
equipamentos;
c) Prevenir efeitos prejudiciais ao meio ambiente, agindo em
conformidade com as leis brasileiras e normas nacionais e
internacionais recomendadas para caso, inclusive obedecendo às
normas e diretrizes dos órgãos competentes;
d) Envolver a Diretrizes da empresa, todos os níveis de gerência e chefia
e os trabalhadores em geral na aplicação deste programa,
responsabilizando a todos pelo cumprimento das diretrizes
estabelecidas.
Capítulo 4

IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA

RAZÃO SOCIAL: HABITACIONAL EMPREENDIMENTOS LTDA.

ENDEREÇO: Rua Cláudio Batista, n° 334

CIDADE: Aracaju-Se

CEP: 49066-900

CNPJ: 13.042.197/0001-73

NATUREZA DA ATIVIDADE: EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS DE REFORMA E

AMPLIAÇÃO DO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO COM ÁERA APROXIMADA DE

2.500 metros QUADRADO.

GRAU DE RISCO: 04 (DE ACORDO COM A CONTRANTE)

CNAE: 45.21-7

GRUPO: C18-A

PROPRIÉTARIO: JOÃO ALVES NETO (PRESIDENTE DO GRUPO

HABITACIONAL)

LOCAIS DE TRABALHO: AV. SIMEÃO SOBRAL, 394 E 440, BAIRRO

INDUSTRIAL – ARACAJU-SE

Nº DE FUNCIONÁRIOS : 50 (CINQUENTA) HOMENS

RESPONSÁVEL PELA OBRA: ENG. PAULO DANTAS FIGUEIREDO – CREA-

SE: 11.498 AP

HORÁRIOS DE TRABALHO: MANHÃ: 07:00h às 11:00hs

TARDE: 12:00hs. ás 16:00hs.


Capítulo 5

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

5.1. NR 06 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


(206.000-0/I0)

6.1 – Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora – NR, considera-se


Equipamento de Proteção Individual – EPI, todo dispositivo ou produto, de uso
individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de
ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

6.1.1 – Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele


composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais
riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a
segurança e a saúde no trabalho.

6.2 – O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só


poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação –
CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no
trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. (206.001-9 /I3).

6.3 – A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao


risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os
riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; (206.002-7/I4)
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e, (206.003-5
/I4)
c) para atender a situações de emergência. (206.004-3 /I4)
17

6.4 – Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, e observado o disposto


no item 6.3, o empregador deve fornecer aos trabalhadores os EPI adequados, de acordo
com o disposto no ANEXO I desta NR.

6.4.1 – As solicitações para que os produtos que não estejam relacionados no ANEXO I,
desta NR, sejam considerados como EPI, bem como as propostas para reexame daqueles
ora elencados, deverão ser avaliadas por comissão tripartite a ser constituída pelo órgão
nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, após ouvida a CTPP,
sendo as conclusões submetidas àquele órgão do Ministério do Trabalho e Emprego
para aprovação.

6.5 – Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina


do Trabalho – SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, nas
empresas desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI
adequado ao risco existente em determinada atividade.

6.5.1 – Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA, cabe ao designado, mediante


orientação de profissional tecnicamente habilitado, recomendar o EPI adequado à
proteção do trabalhador.

6.6 – Cabe ao empregador

6.6.1 – Cabe ao empregador quanto ao EPI :

a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; (206.005-1 /I3)


b) exigir seu uso; (206.006-0 /I3)
c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em
matéria de segurança e saúde no trabalho; (206.007-8/I3)
d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
(206.008-6 /I2)
e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; (206.009-4 /I2)
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, (206.010-8 /I1)
g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. (206.011-6 /I1)
18

6.7 – Cabe ao empregado

6.7.1 – Cabe ao empregado quanto ao EPI:

a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;


b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio
para uso; e,
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
6.8 – Cabe ao fabricante e ao importador
6.8.1. – O fabricante nacional ou o importador deverá:
a) cadastrar-se, segundo o ANEXO II, junto ao órgão nacional competente em
matéria de segurança e saúde no trabalho; (206.012-4 /I1)
b) solicitar a emissão do CA, conforme o ANEXO II; (206.013-2 /I1)
c) solicitar a renovação do CA, conforme o ANEXO II, quando vencido o prazo de
validade estipulado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do
trabalho; (206.014-0 /I1).
d) requerer novo CA, de acordo com o ANEXO II, quando houver alteração das
especificações do equipamento aprovado; (206.015-9 /I1).
e) responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao
Certificado de Aprovação - CA; (206.016-7 /I2).
f) comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA; (206.017-5 /I3)
g) comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no
trabalho quaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos; (206.0118-3 /I1).
h) comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando sua
utilização, manutenção, restrição e demais referências ao seu uso; (206.019-1 /I1).
i) fazer constar do EPI o número do lote de fabricação; e, (206.020-5 /I1).
j) providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do SINMETRO, quando
for o caso. (206.021-3 /I1).
6.9 – Certificado de Aprovação – CA
6.9.1 – Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI terá validade:
a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não
tenham sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO;
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b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO, quando


for o caso;
c) de 2 (dois) anos, para os EPI desenvolvidos até a data da publicação desta Norma,
quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais, oficialmente
reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, sendo que nesses
casos os EPI terão sua aprovação pelo órgão nacional competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de
Responsabilidade Técnica e da especificação técnica de fabricação, podendo ser
renovado até 2006, quando se expirarão os prazos concedidos; e, d) de 2 (dois) anos,
renováveis por igual período, para os EPI desenvolvidos após a data da publicação desta
NR, quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais, oficialmente
reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, caso em que os EPI
serão aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no
trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnica e da
especificação técnica de fabricação.
6.9.2 – O órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho,
quando necessário e mediante justificativa, poderá estabelecer prazos diversos daqueles
dispostos no subitem 6.9.1.
6.9.3 – Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome
comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de
EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA.
(206.022-1/I1).
6.9.3.1 – Na impossibilidade de cumprir o determinado no item 6.9.3, o órgão nacional
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho poderá autorizar forma
alternativa de gravação, a ser proposta pelo fabricante ou importador, devendo esta
constar do CA.
6.10 – Restauração, lavagem e higienização de EPI
6.10.1 – Os EPI passíveis de restauração, lavagem e higienização, serão definidos pela
comissão tripartite constituída, na forma do disposto no item 6.4.1, desta NR, devendo
manter as características de proteção original.
20

6.11 – Da competência do Ministério do Trabalho e Emprego / MTE


6.11.1 – Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no
trabalho:
a) cadastrar o fabricante ou importador de EPI;
b) receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de
EPI;
c) estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de EPI;
d) emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador;
e) fiscalizar a qualidade do EPI;
f) suspender o cadastramento da empresa fabricante ou importadora; e,
g) cancelar o CA.
21

5.2. NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da


Construção

18.1. Objetivo e campo de aplicação.

18.1.1. Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece diretrizes de ordem


administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de
medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e
no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção.

18.1.2. Consideram-se atividades da Indústria da Construção as constantes do


Quadro I, Código da Atividade Específica, da NR 4 - Serviços Especializados em
Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho e as atividades e serviços de
demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral, de qualquer
número de pavimentos o u tipo de construção, inclusive manutenção de obras de
urbanização e paisagismo.

18.1.3. É vedado o ingresso ou a permanência de trabalhadores no canteiro de


obras, sem que estejam assegurados pelas medidas previstas nesta NR e compatíveis
com a fase da obra. (118.001-0 / I3)

18.1.4. A observância do estabelecido nesta NR não desobriga os


empregadores do cumprimento das disposições relativas às condições e meio ambiente
de trabalho, determinadas na legislação federal, estadual e/ou municipal, e em outras
estabelecidas em negociações coletivas de trabalho. (118.002-9 / I3)
22

18.2. Comunicação prévia.

18.2.1. É obrigatória a comunicação à Delegacia Regional do Trabalho, antes do início


das atividades, das seguintes informações: (118.003-7 / I2)
a) endereço correto da obra;
b) endereço correto e qualificação (CEI,CGC ou CPF) do contratante, empregador ou
condomínio;
c) tipo de obra;
d) datas previstas do início e conclusão da obra;
e) número máximo previsto de trabalhadores na obra.

18.3. Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da


Construção - PCMAT.

18.3.1. São obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos


estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais, contemplando os aspectos desta
NR e outros dispositivos complementares de segurança. (118.004-5 / I4)

18.3.1.1. O PCMAT deve contemplar as exigências contidas na NR 9 - Programa de


Prevenção e Riscos Ambientais. (118.005-3 / I2)

18.3.1.2. O PCMAT deve ser mantido no estabelecimento à disposição do órgão


regional do Ministério do Trabalho - MTb. (118.006-1 / I1)

18.3.2. O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente


habilitado na área de segurança do trabalho. (118.007-0 / I4)

18.3.3. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do


empregador ou condomínio. (118.008-8 / I4)

18.3.4. Documentos que integram o PCMAT:


a) memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações,
levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas
respectivas medidas preventivas; (118.009-6 / I4)
23

b) projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas de


execução da obra; (118.010-0 / I4)
c) especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas;
(118.011-8 / I4)
d) cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT;
(118.012-6 / I3)
e) layout inicial do canteiro de obras, contemplando, inclusive, previsão de
dimensionamento das áreas de vivência; (118.013-4 / I2)
f) programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças do
trabalho, com sua carga horária. (118.014-2 / I2).
24

Capítulo 6

PROPOSIÇÃO DA METODOLOGIA

6.1. INSPEÇÃO DE SEGURANÇA

As inspeções de segurança permitem detectar riscos de acidentes, possibilitando


a determinação de medidas preventivas. As inspeções podem ser:

• GERAL: Que envolvem todos os setores da empresa e seus problemas


relativos à segurança;
• PARCIAL: Selecionar alguns setores das áreas em que a empresa atua,
selecionando certos tipos de trabalho ou até selecionando alguns equipamentos,
afim de identificar os riscos existentes.

Além, as inspeções de segurança podem ser classificadas de acordo com o


tempo de realização da mesma e por quem ela é realizada. Elas podem ser:

• DE ROTINA: Traduz-se pela preocupação constante de todos os


trabalhadores, do pessoal de manutenção dos membros da CIPA e dos
profissionais de segurança;
• PERIODICA: Realizada em intervalos regulados marcadas previamente
e visam apontar os riscos previstos como: desgaste, fadigas e exposições a
certas agressividade do ambiente a que são submetidos;
• EVENTUAL: Realizada sem dia ou período estabelecido, e com o
envolvimento do pessoal técnico da área;
• OFICIAL: Efetuada pelos órgãos governamentais do trabalho, ou
securitários. É muito importante que os serviços de segurança, mantenham o
controle de tudo o que ocorre e do andamento de tudo o que estiver em
condições de atender e informar devidamente a fiscalização;
25

• ESPECIAL: Esse tipo de inspeção requer conhecimentos e/o ou


aparelhos especializados, incluindo também a inspeção de caldeiras,
elevadores, medição de nível de ruído, iluminação e outro.

6.2. CONDIÇÕES ERGONÔMICAS

“A ergonomia objetiva o desenho dos equipamentos, sistemas técnicas e tarefas


de forma a melhorar a segurança, saúde, conforto e desempenho do homem. As
situações inseguras, não saudáveis, desconfortáveis ou ineficientes no trabalho ou na
vida diária são evitadas levantado-se em conta as capacidades físicas e psicológicas e as
limitações humanas” ( Dul, J. e Weerdmeester, B. Ergonomics for beginners: a quick
refernce guide. London, Taylor and Francis, 1994).

A NR-17 é uma Norma Regulamentadora que visa estabelecer parâmetros que


permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos
trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e
desempenho eficiente.

Nas atividades desenvolvidas no estágio constatou-se que as condições


ergonômicas estavam corretas, principalmente no manuseio de materiais pesados.
Levantamento de pessoa inadequado pode causar sérios problemas de saúde ao
trabalhador.

De um modo geral, devendo ter uma análise mais detalhada, o levantamento de


peso de forma inadequada pode causar: dores musculares, cansaço, fraquezas, doenças
como hipertensão arterial, úlceras, doenças nervosas, agravamento do diabetes,
alterações do sono, da libido, da vida social com reflexos na saúde e no
comportamento, acidentes, problemas na coluna vertebral, entre outros.
26

6.3. P.C.M.A.T.

NR -18: Esta Norma Regulamentadora estabelece diretrizes de ordem


administrativa de planejamento de organização, que objetivam a implementação de
medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e
no meio ambiente de trabalho na indústria de construção civil.

De acordo com o item 18.4 desta NR-18, todos os canteiros de obras devem
dispor de área de vivência, contendo:

• Instalações Sanitárias;
• Alojamentos;
• Local para Refeições;
• Cozinha, quando houver preparo de refeições;
• Lavanderia;
• Área de Lazer;
• Ambulatório, quando se tratar de frentes de trabalho com 50 (cinqüenta)
ou mais trabalhadores.

Além disso, as áreas de carpintaria e armação de ferragens de aço devem


atender as disposições dos itens 18.7 e 18.8 da NR – 18, que desde a realização desses
serviços por pessoal legalmente habilitado às proteções nas lâmpadas nessas áreas.

A NR-18 é a principal referência de toda indústria da construção. Mesmo


assim, a observância do estabelecido dessa NR-18 não desobriga os empregadores do
cumprimento das disposições relativas às condições e meio ambiente de trabalho,
determinação na legislação federal, estadual e/ou municipal, e em outras estabelecidas
em negociações coletivas de trabalho.
27

6.4. CIPA

Regida pela Lei nº 6.514 de 22/12/77 e regulamentada pela NR-5 do Ministério


do Trabalho, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA foi aprovada
pela portaria nº 3.214 de 08/06/76, publicada no D.O.U. de 29/12/94 e modificada em
15/02/95.

A CIPA é uma comissão composta por representantes do empregador e dos


empregados, e tem como missão a preservação da saúde e da integridade física dos
trabalhadores e de todos aqueles que interagem com a empresa.

A CIPA tem como objetivo observar e relatar condições de risco nos


ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos existentes
e/ou neutralizar os mesmos, discutir os acidentes ocorridos, encaminhando aos Serviços
Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho e ao
empregador o resultado da discussão, solicitando medidas que previnam acidentes
semelhantes e, ainda, orientar os demais trabalhadores quanto à prevenção de acidentes.

Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular


funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos
da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas,
cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como
empregados.

O treinamento para a CIPA deverá contemplar, no mínimo, os seguintes


itens:

a. estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos


originados do processo produtivo;

b. metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho;

c. noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de exposição aos


riscos existentes na empresa;
28

d. noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS, e medidas


de prevenção;

e. noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à segurança


e saúde no trabalho;

f. princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos;

g.organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das


atribuições da Comissão.

O processo eleitoral observará as seguintes condições:

a. publicação e divulgação de edital, em locais de fácil acesso e visualização,


no prazo mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso;

b. inscrição e eleição individual, sendo que o período mínimo para inscrição


será de quinze dias;

c. liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento,


independentemente de setores ou locais de trabalho, com fornecimento de comprovante;

d. garantia de emprego para todos os inscritos até a eleição;

e. realização da eleição no prazo mínimo de 30 (trinta) dias antes do término do


mandato da CIPA, quando houver;

f. realização de eleição em dia normal de trabalho, respeitando os horários de


turnos e em horário que possibilite a participação da maioria dos empregados.

g. voto secreto;

h. apuração dos votos, em horário normal de trabalho, com acompanhamento


de representante do empregador e dos empregados, em número a ser definido pela
comissão eleitoral;

i. faculdade de eleição por meios eletrônicos;


29

j. guarda, pelo empregador, de todos os documentos relativos à eleição, por um


período mínimo de cinco anos.

Sem essa conscientização, o esforço do Serviço de Segurança e da CIPA


esbarram em dificuldades intransponíveis.

A Segurança do Trabalho começa no trabalhador. Daí a necessidade de


informá-lo e treiná-lo através de cursos, palestras e textos elucidativos.
Capítulo 7

RECURSOS NECESSÁRIO AO DESENVOLVIMENTO DO


PROJETO

7.1. APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA

As rotinas de prevenção de acidentes e de manutenção da integridade física e


mental do homem em seu local de trabalho dependem, em grande parte, do ambiente
em que este vai desenvolver suas atividades profissional, haja vista o funcionário
permanecer por grande parte de sua vida no trabalho ou a serviço da empresa, inclusive
nos recursos de ida e vinda do trabalho para o lar e vice-versa.

Dessa forma, nada mais justo e racional, o desenvolvimento do PCMAT –


Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil
objetiva, acima de tudo, a identificação dos riscos em cada ambiente de trabalho, com
vistas à tomada de decisões que, a curto e médio prazo, visam a solução dos problemas
ambientais detectados, eliminando as condições que possam traze agravos à saúde do
trabalhador, causar acidentes de trabalho ou ainda danos materiais ao patrimônio da
empresa.
29

7.2. MATRIZ DE RESPONSABILIDADES

7.2.1. COORDENADOR DO PCMAT

Fica designado o Eng. Paulo Figueiredo –CREA SE 11.498 AP – Gestor de


Obra, como coordenador do PCMAT – OBRA: Reforma e Ampliação da Distribuidora
de Bebidas –FASOUTO, cabendo-lhe a responsabilidade de coordenar o cumprimento
fiel das determinações estabelecidas neste referido Programa.

7.2.2. TÉCNICO DE SEGURANÇA

Estabelecer juntamente com o Eng. de Segurança – elaborador do PCMAT, a


sistemática para implementação de ações corretivas previstas e não previstas neste
referido programa.

Ação para eliminar a causa de uma não-conformidade


Ação Corretiva
identificada ou outra situação indesejável.
Ação para eliminação a causa de um potencial não-conformidade
Ação Preventiva
ou outra situação indesejável
Tabela 7.1 - DEFINIÇÕES

7.2.2.1. RESPOSABILIDADES

Cabe ao Técnico de Segurança da Obra:

• Reavaliar e implementar a emissão de ações corretivas ou preventivas


para eliminar causas reais ou potenciais de não-conformidades que não
estejam previstas no PCMAT;
• Implementar ações de revisão no referido documentos, decorrentes das
ações corretivas ou previstas;
• Assegurar que informações sobre a situação das ações preventivas e
corretivas tomadas são submetidas á análise crítica pela gerencia de obra.
30

7.2.3. GERENTE DA OBRA

Apoio à coordenação do PCMAT proporcionado totais condições para a sua


implementação e execução, dispondo dos recursos necessários para a implementação de
medidas ou mudanças dos processos que se fizerem necessárias para a correção,
eliminação ou minimização dos riscos existentes. Determinando inclusive para todos os
trabalhadores e coordenadores da obra, que os mesmos deverão colaborar de maneira
irrestrita para garantir o pleno sucesso do PCMAT.

7.2.4. DOS EMPREGADOS

• Colaborar e participar da implementação do PPRA e do PCMAT;


• Seguir orientações recebidas nos treinamentos para divulgação do PPRA
e do PCMAT;
• Informar a segurança do trabalhado e/ou os encarregados, as ocorrências
que, a seu julgamento, possam comprometer a sua integridade física e saúde
ocupacional, bem como a dos demais trabalhadores;
• Apresentar propostas e sugestões a segurança do trabalho, empenhando-
se na prevenção dos riscos ambientais.

7.2.5. EMPRESAS CONTRATADAS

As empresas contratadas deverão cumprir e fazer cumprir o disposto neste


programa conforme estabelece as Normas Regulamentadora 7, 9 e 18 da portaria
3.214/78 –MTBE, bem como cumprir integralmente o procedimento interno da
CONTRATANTE.

As empresas contratadas devem possuir igualmente seus respectivos PCMAT


e/ou PPRA´s, bem como definir o seu responsável (coordenador) independente do
PCMAT da CONTRATANTE.
31

São obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos


estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais, contemplando os aspectos da
NR 9e 18 e outros dispositivos complementares de segurança.

7.3. ORGANOGRAMAS E HISTOGRAMA DA OBRA

DIRETORIA

ENG° DE OBRA

Tec. de Enc. Produção Eletricista Enc.


Edificações Administrativo

Equipes de Equipes de Aux.


Concreto Carpintaria Administrativo

Equipes de Empreiteiros
Armação
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7.4. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES DO PCMAT: FEVEREIRO – JULHO /2008

CUMPRIDO

NOVEMBRO
FEVEREIRO

DEZEMBRO
SETEMBRO
DATA

OUTUBRO
JANEIRO

AGOSTO
MARÇO
AÇÕES DO PROGRAMA DESTINADO

JUNHO

JULHO
ABRIL

MAIO
SIM NÃO

Estudos iniciais – Reconhecimento Autor


X
e aferição dos riscos e Elaboração. PCMAT

Implantação e Execução X X X X X X Coordenador

Áreas de vivências no canteiro Coordenador


X
Eng. De Seg.
Elaboração do Projeto Elétrico Eng. Elétrico
X
Provisório do Canteiro.
Atendimento aos dispositivos Eletricista
elétricos para acionamento e
X X X X X X
parada de máquinas e
equipamentos.
Mensuração do Nível de Ruído X Eng. TST

Definir TST X Coordenador

Reposição de EPI´S / Assessórios X X X X X X Tec. TST

Manutenção máquinas / Coordenador


X X X X X X
equipamentos
Implantação do DDS X Téc. Seg.

Distribuição das O.S. X X X X X X Tec. Seg.

Treinamento do Coordenador Autor


X
PCMAT
Avaliação e relatório anual Autor
X
PCMAT
Tabela 7.2 - CRONOGRAMA DE ATIVIDADES DO PCMAT
33

7.5. DAS ÁREAS DE VIVÊNCIA

Nas áreas do canteiro já existe uma edificação onde serão aproveitadas e


destinadas como área de vivência (refeitório, vestiário e banheiros).
FORNECIMENTO DE ÁGUA POTAVEL PARA CONSUMO HUMANO
ITEM N LOCALIZAÇÃO OBSERVAÇÃO
Instalação em ponto Jato Inclinado com água
médio das frentes de tratada por filtro
BEBEDOURO 01 serviços com distância mecânico
máxima de 100 metros. - Razão de 1/25 homens
- 250ml /hora/homem
Tabela 7.3 – FORNECIMENTO DE ÁGUA POTAVEL
BANHEIROS
ITEM QUANTIDADE OBSERVAÇÃO
Instalação a 1,90 mts do
solo, material plástico em
Chuveiros ( 1/10 Homens) PVC comandado por
registro a meia altura (1,20
mts.)
Box – Com Vasos Sanitários ( 1/20 Homens) Box individual com fecho
interno dotado de vaso em
louça convencional com
descarga do tipo
“sobrepor” e suporte para
papel higiênico, relação de
1/20 homens.
Mictórios 1 Tipo calha de uso coletivo
em alvenaria com
acabamento em cimento
impermeável.
Lavatórios 2 Pia em Louça
Tambor vazio com tampa
Lixeiros 1 pintado “Lixo”
34

Caixa de água 1 Com água tratada pela


concessionária local
Tabela 7.4 – BANHEIROS
VESTIÁRIOS
ITEM QUANTIDADE OBSERVAÇÃO
Construídos em madeira
Bancos 2 com dimensão de 2,0 mts x
0,40 mts.
Armários ( 1/1) De aço
Tabela 7.5 – VESTIÁRIOS

7.6. DESCRIÇÃO SUMÁRIA DO CARGOS / FUNÇÃO NA OBRA

ENGENHEIRO CIVIL
• Desenvolvem projetos de engenharia civil e executam obras;
• Planejam, orçam e contratam empreendimentos;
• Coordenam a operação e a manutenção dos mesmos;
• Controlam a qualidade dos suprimentos e serviços comprados e
executados;
• Elaboram normas e documentação técnica.

TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES
• Realizam levantamentos topográficos e planialtimétricos;
• Desenvolvem e legalizam de edificações sob supervisão de um
engenheiro civil;
• Planejam a execução, orçam e providenciam suprimentos e
supervisionam a execução de obras e serviços;
• Treinam mão de obras e realizam o controle tecnológico de materiais e
do solo;
35

LIDER DE EQUIPE
• Supervisionam pequenas equipes de trabalhadores da construção civil
que atuam nos canteiros de obras;
• Controlam padrões produtivos da obra tais como inspeção da qualidade
dos materiais e insumos utilizados, orientação sobre especificação, fluxo e
movimentação dos matérias e sobre medidas de segurança dos locais e
equipamentos da obra.

PEDREIRO
• Organizam e preparam o local de trabalho na obra;
• Constroem fundações e estruturas de alvenarias;
• Aplicam revestimentos e contrapisos.

SERVENTE
• Demolem edificações de concreto, de alvenaria e outras estruturas;
• Preparam canteiros de obras, limpando a área e compactando solos;
• Efetuam manutenção de primeiro nível, limpando máquinas e
ferramentas, verificando condições dos equipamentos e reparando eventuais
defeitos mecânicos nos mesmos.
• Realizam escavações e preparam massa de concreto e outros materiais.

ARMADOR
• Preparam a confecção de armações e estruturas de concretos e de corpos
de prova;
• Cortam e dobram ferragens de lajes;
• Montam e aplicam armações de fundações, pilares e vigas;
• Moldam corpos de prova.
36

CARPITEIRO
• Planejam trabalhos de carpintaria, preparam canteiro de obras e montam
fôrmas metálicas;
• Confeccionam fôrmas de madeira e forro de laje (painéis), constroem
andaimes e proteção de madeira e estruturas de madeira para telhado;
• Montam portas e esquadrias.

APONTADOR
• Acompanham atividades de produção, conferem cargas e verificam
documentação;
• Preenchem relatórios, guias, plano de carga e recibos.
• Podem liderar equipes de trabalho.

ALMOXARIFE
• Recepcionam, conferem e armazenam produtos e materiais em obras;
• Fazem os lançamentos da movimentação de entradas e saídas e
controlam os estoques;
• Distribuem produtos e materiais a serem expedidas e organizam o
almoxarifado para facilitar a movimentação dos Itens armazenados e a
armazenar.

VIGIA
• Zelam pela guarda do patrimônio e exercem a vigilância do escritório e
das obras, percorrendo-o sistematicamente e inspecionado suas dependências,
para evitar incêndios, roubos, entrada de pessoas entranhas e outras
anormalidades.
• Controlam fluxo de pessoas, identificando, orientando e encaminhando-
as para os lugares desejados.
37

Capítulo 8

CONCLUSÕES

Foi desenvolvido o presente estudo baseado em uma referencial teórico que


busca melhoria contínua da qualidade e vida da população.

O estudo teve início com a proposta de se realizar um levantamento do material


bibliográfico existente sobre segurança do trabalho, buscando apresentar um estudo do
programa de condições e meio ambiente de trabalho na construção (P.C.M.A.T.), em
uma empresa de construção civil, Habitacional Empreendimentos Ltda., isso com o
objetivo de contribuir para a melhoria das condições ambientais na industrias da
construção civil, focando como público alvo seus trabalhadores.

Neste pensamento e com base nos resultados deste estudo, onde os empregados
apresentaram várias percepções em relação aos processos prevencionistas, mas que
precisam ser desenvolvidas pela empresa, verifica-se que os processos prevencionistas,
mas que precisam ser desenvolvidos pela empresa, verifica-se que os processos de
treinamento direcionados à segurança do trabalho devem sofrer uma mudança em seu
planejamento, com revisão de seu conteúdo baseado muitas vezes somente na aplicação
de normas e procedimentos que o trabalhador deve executar, em um atendimento
formal, devendo considerar também os aspectos relativos às mais diversas situações que
possam estar expostos os trabalhadores no seu cotidiano, criando condições para que
eles trabalhem com consciência, capacitando-os para analisar a realidade e tomar
decisões, antecipando-se aos possíveis riscos e adversidades advinhas do seu trabalho.

Desta forma, cabe também uma reformulação nos treinamento visando a


capacitação dos profissionais que ministram os treinamentos de segurança do trabalho,
seja nos cursos do sistema der ensino oficial ( técnico, tecnólogo e superior), ou nos
treinamentos ministrados internamente nas organizações.
38

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

DE CICCO, F. Manual Sobre Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no


Trabalho: OHSAS 18001. São Paulo: Risk Tecnologia, 1999.

FUNDACENTRO. A Segurança e medicina do Trabalho na Construção Civil. São


Paulo: FUNDACENTRO, 1980.

________- Sistema de Gestão. Revista Proteção, Novo Hamburgo, MPF, ano 14, n
112, p. 52-59, abr 2001.

________ - Gestão de Segurança e Saúde do Trabalhador – Uma questão para


Reflexão. In: IRT, FUNDACENTRO. Novos Desafios em Saúde e Segurança no
Trabalho. Belo Horizonte: PUC/ Minas, 2001.
ANCHIETA, Cleudson Campos de. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
(CIPA) : a sua importância para as organizações. Monografia: UEMA, 2006.

PAULO, Henrique Covre. Acidentes de Trabalho na Construção Civil. Dissertação


de Mestrado, 2006.

BASSAN, José Geraldo. Manutenção de Edifícios Nas Industrias Romi


S.A..Monografia: FIEL – Faculdade Integradas Einstein de Limeira, São Paulo, 2006.

BUZOLIN, Alexandre. Planejamento e Controle de Obras. Monografia: FIEL –


Faculdade Integradas Einstein de Limeira, São Paulo, 2006.

Organização Internacional do Trabalho (OIT). Diretrizes Sobre Sistemas de Gestão


de Segurança e Saúde no Trabalho – Programa de Saúde no Trabalho. Genebra –
Brasília, 2002.