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Ciclo da água

A água encontrada na atmosfera é proveniente da evapotranspiração que compreende a transpiração dos seres vivos e a evaporação da água líquida. A evapotranspiração exige energia para ser realizada. Em última análise, pode-se afirmar que essa energia provém do sol, atuando diretamente na evaporação e indiretamente na transpiração, afinal a transpiração dissipa calor do organismo para o ambiente. A água gasosa da atmosfera se condensa e pode precipitar na forma de chuva (líquida), ou por um resfriamento excessivo na forma sólida (neve ou granizo).

Nos continentes e ilhas, a evapotranspiração é menor do que a precipitação, o que possibilita a formação de rios, lagos e lençóis freáticos. O processo inverso ocorre nos oceanos e mares, onde a precipitação é menor que a evapotranspiração. Isso poderia sugerir que um dia os oceanos iriam secar, mas, então, por que isso não ocorre? Não ocorre porque o excesso de água dos continentes de alguma forma é levado aos mares e oceanos por ação dos rios, que sempre desembocam nos mares e oceanos. O esquema da figura 4 ilustra a maneira como a água sai do ambiente e como ela retorna a esse ambiente. Mais uma vez é conveniente observar que todo o movimento que a água realiza é cíclico, ou seja, ela sai do ambiente, percorre o seu caminho, seja ele na terra, ou na atmosfera, cumpre todas as suas funções, e depois disso, quando ocorre a precipitação, ela volta ao seu ponto inicial, ficando disponível para novamente recomeçar o seu ciclo na natureza.

O Ciclo do Carbono O carbono é um elemento químico de grande importância para os seres
O Ciclo do Carbono O carbono é um elemento químico de grande importância para os seres

O Ciclo do Carbono

O carbono é um elemento químico de grande importância para os seres vivos,

pois participa da composição química de todos os componentes orgânicos e de uma grande parcela dos inorgânicos também. O gás carbônico se encontra na atmosfera numa concentração bem baixa, aproximadamente 0,03% e, em proporções semelhantes, dissolvido na parte

superficial dos mares, oceanos, rios e lagos.

Removido da atmosfera pela fotossíntese, o carbono do CO2 incorpora-se aos seres vivos quando os vegetais, utilizando o CO2 do ar, ou os carbonatos e bicarbonatos dissolvidos na água, realizam a fotossíntese. Dessa maneira, o carbono desses compostos é utilizado na síntese de compostos orgânicos, que vão suprir os seres vivos. Da mesma maneira, as bactérias que realizam quimiossíntese fabricam suas substâncias orgânicas a partir do CO2. Os compostos orgânicos mais comumente formados são os açucares (carboidratos), mas, além deles, as plantas são capazes de produzir proteínas, lipídeos e ceras em geral. O carbono das plantas pode seguir três caminhos (figura 5):

pela respiração é devolvido na forma de CO2; passa para os animais superiores via cadeia alimentar; pela morte e decomposição dos vegetais, volta a ser CO2. O carbono é adquirido pelos animais, de forma direta ou indireta, do reino vegetal durante a sua alimentação. Assim, os animais herbívoros recebem dos vegetais os compostos orgânicos e, através do seu metabolismo, são capazes de sintetizar e até transformá-los em novos tipos de produtos. O mesmo ocorre com os animais carnívoros, que se alimentam dos herbívoros e assim sucessivamente. O carbono dos animais pode seguir, assim como as plantas, três caminhos (figura 5):

pela respiração é devolvido na forma de CO2; passagem para outro animal, via nutrição; pela morte e decomposição dos animais, volta a ser CO2; Um outro mecanismo de retorno do carbono ao ambiente é por intermédio da combustão de combustíveis fosséis (gasolina, óleo diesel, gás natural). Além desse, a queima de florestas é uma outra forma de devolução, mas vale ressaltar que esse método pode acarretar sérios danos ao ambiente, ocasionando grandes variações no ecossistema global do planeta.

DESEQUILÍBRIOS NO CICLO DO CARBONO  Queimada;  Desmatamento;  Queima de combustíveis fósseis;  Destruição

DESEQUILÍBRIOS NO CICLO DO CARBONO Queimada; Desmatamento; Queima de combustíveis fósseis; Destruição do fitoplâncton pela poluição hídrica

Alterações nos Ecossistemas – extinção de espécies o Derretimento das Geleiras o Perdas na Produção Agrícola o Alterações nas Correntes Marinhas

Ciclo do Oxigênio

O ciclo do oxigênio se encontra intimamente ligado com o ciclo do carbono, uma vez que o fluxo de ambos está associado aos mesmos fenômenos: fotossíntese e respiração. Os processos de fotossíntese liberam oxigênio para a atmosfera, enquanto os processos

de respiração e combustão o consomem. Parte do O2 da estratosfera é transformado pela ação de raios ultravioletas em ozônio (O 3 ). Este forma uma camada que funciona como um filtro, evitando a penetração de 80% dos raios ultravioletas. A liberação constante de clorofluorcarbonos (CFC) leva a destruição da camada de ozônio.

de respiração e combustão o consomem. Parte do O2 da estratosfera é transformado pela ação dehttp://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecologia27.php • Coexiste nos três possíveis reservatórios – Atmosfera, Litosfera e Hidrosfera – Segundo mais abundante no ar, com 21% em massa. • Apresenta-se, principalmente, como oxigênio diatômico (O ), dióxido de carbono (CO ), ozônio (O ), dióxido de nitrogênio (NO ), monóxido de nitrogênio (NO), dióxido de enxofre (SO ), etc – Mais abundante na crosta terrestre e oceanos. Oceanos representam 45% das emissões de O2 para atmosfera. • • Desequilíbrio na fonte: – Poluição dos oceanos – • Desequilíbrio na existência Queimadas O Ciclo do Cálcio O Ca é um elemento químico muito importante para os seres vivos. No " id="pdf-obj-4-10" src="pdf-obj-4-10.jpg">

Coexiste nos três possíveis reservatórios

Atmosfera, Litosfera e Hidrosfera

Segundo mais abundante no ar, com 21% em massa.

Apresenta-se, principalmente, como oxigênio diatômico (O 2 ), dióxido de carbono (CO 2 ), ozônio (O 3 ), dióxido de nitrogênio (NO 2 ), monóxido de nitrogênio (NO), dióxido de enxofre (SO 2 ), etc

Mais abundante na crosta terrestre e oceanos. Oceanos representam 45% das emissões de O2 para atmosfera.

Desequilíbrio na fonte:

Poluição dos oceanos

 

Desequilíbrio na existência

Queimadas

O Ciclo do Cálcio

O Ca é um elemento químico muito importante para os seres vivos. No

vegetais, ele participa principalmente como ativador de enzimas, além de participar como componente estrutural de sais de compostos pécticos da lamela média. A maior participação do cálcio nos animais está relacionada com a formação de esqueletos, pois ele é parte constituinte dos exoesqueletos de invertebrados e conchas. Além disso, atua em processos metabólicos: sua participação é fundamental no processo de coagulação do sangue, além de ser muito útil no processo de contração muscular. A fonte primária de cálcio na natureza são, sem dúvida, as rochas calcárias, que, devido à ação de agentes diversos, sofrem intemperismo, o qual provoca erosão, levando os sais de cálcio para o solo, de onde são carregados pelas chuvas para os rios e mares. Assim como ocorre com o fósforo, o cálcio tende a se acumular no fundo do mar. O intemperismo pode ser entendido como o conjunto de processos mecânicos, químicos e biológicos que ocasionam a destruição física e química das rochas, formando os solos. Mais uma vez, fica muito claro a grande participação que a água exerce nos ciclos biogeoquímicos; no ciclo do cálcio, como no ciclo das rochas, sua presença é de suma importância para que os ciclos possam ser reiniciados. O mecanismo que rege o ciclo do cálcio segue mais ou menos os seguintes passos. Inicialmente o CO2 atmosférico dissolve-se na água da chuva, produzindo H2CO3. Essa solução ácida, nas águas superficiais ou subterrâneas, facilita a erosão das rochas silicatadas e provoca a liberação de Ca2+ e HCO3 –, entre outros produtos, que podem ser lixiviados para o oceano. Nos oceanos, Ca2+ e

HCO3

são absorvidos pelos animais que o utilizam na confecção de conchas carbonatadas, que são os principais constituintes dos seus exoesqueletos. Com a morte desses organismos, seus esqueletos se depositam no fundo do mar, associam-se a outros tipos de resíduos e originam uma rocha sedimentar, depois de um longo período de tempo. Esses sedimentos de fundo, rico em carbonato, participando do ciclo tectônico, podem migrar para uma zona de pressão e temperatura mais elevadas, fundindo parcialmente os carbonatos. As mudanças lentas e graduais da crosta terrestre podem fazer com que essas rochas sedimentares alcancem a superfície, completando o ciclo. Os vegetais absorvem do solo os sais de cálcio, e os animais os obtêm através da cadeia alimentar. Com a decomposição dos animais e vegetais mortos, o cálcio retorna ao solo.

Fonte: <a href=http://www.estudopratico.com.br/ciclo-do-calcio-como-ocorre/ O Ciclo do Fósforo O fósforo é um elemento químico que participa estruturalmente de moléculas fundamentais do metabolismo celular, como fosfolipídios, coenzimas e ácidos nucléicos. Além disso, é um nutriente limitante do crescimento de plantas, especialmente as de ambientes aquáticos. Por outro lado, por apresentar-se em grande abundância no meio ambiente, pode causar sérios problemas ambientais. Os grandes reservatórios de fósforo são as rochas e outros depósitos formados durante as eras geológicas (ciclo sedimentar). Esses reservatórios, devido ao intemperismo, pouco a pouco fornecem o fósforo para os ecossistemas, onde é absorvido pelos vegetais e posteriormente transferido aos animais superiores e, por conseqüência, ao Homem, via cadeia alimentar. O retorno do fósforo ao meio ocorre pela ação de bactérias fosfolizantes, atuando nas carcaças de animais mortos. O fósforo retorna ao meio na forma de composto solúvel, sendo portanto facilmente carregado pela chuva para os lagos e rios e destes para os mares, de forma que o fundo do mar passa a ser um grande depósito de fósforo solúvel. As aves marinhas desempenham um papel importante na restituição do fósforo marinho para o ambiente terrestre, pois ao se alimentarem de peixes marinhos e excretarem em terra firme, trazem o fósforo de volta ao ambiente terrestre. Ilhas próximas ao Peru, cobertas de guano (excremento das aves), mostram o quanto as aves são importantes para a manutenção do ciclo. O uso mais comum para o fósforo é como fertilizante. Ele é um dos componentes principais do tipo de fertilizante mais utilizado, o fertilizante à base de NPK. " id="pdf-obj-6-2" src="pdf-obj-6-2.jpg">

O Ciclo do Fósforo

O fósforo é um elemento químico que participa estruturalmente de moléculas fundamentais do metabolismo celular, como fosfolipídios, coenzimas e ácidos nucléicos. Além disso, é um nutriente limitante do crescimento de plantas, especialmente as de ambientes aquáticos. Por outro lado, por apresentar-se em grande abundância no meio ambiente, pode causar sérios problemas ambientais. Os grandes reservatórios de fósforo são as rochas e outros depósitos formados durante as eras geológicas (ciclo sedimentar). Esses reservatórios, devido ao intemperismo, pouco a pouco fornecem o fósforo para os ecossistemas, onde é absorvido pelos vegetais e posteriormente transferido aos animais superiores e, por conseqüência, ao Homem, via cadeia alimentar. O retorno do fósforo ao meio ocorre pela ação de bactérias fosfolizantes, atuando nas carcaças de animais mortos. O fósforo retorna ao meio na forma de composto solúvel, sendo portanto facilmente carregado pela chuva para os lagos e rios e destes para os mares, de forma que o fundo do mar passa a ser um grande depósito de fósforo solúvel. As aves marinhas desempenham um papel importante na restituição do fósforo marinho para o ambiente terrestre, pois ao se alimentarem de peixes marinhos e excretarem em terra firme, trazem o fósforo de volta ao ambiente terrestre. Ilhas próximas ao Peru, cobertas de guano (excremento das aves), mostram o quanto as aves são importantes para a manutenção do ciclo. O uso mais comum para o fósforo é como fertilizante. Ele é um dos componentes principais do tipo de fertilizante mais utilizado, o fertilizante à base de NPK.

Por ter a capacidade de formar compostos solúveis, o fósforo é facilmente carregado pela chuva para os lagos e rios, sendo justamente nessa etapa que podem ocorrer sérios danos ao meio ambiente, pois se um excesso de componentes nitrogenados e fosfatados, que são largamente utilizados como fertilizantes, entra em um lago ou rio, esses nutrientes podem causar aumento da população bacteriana e de algas verdes (fotossintéticas), originando um processo conhecido como eutrofização.

Por ter a capacidade de formar compostos solúveis, o fósforo é facilmente carregado pela chuva para

Ciclo do Nitrogênio

O nitrogênio se mostra como um dos elementos de caráter fundamental na composição dos sistemas vivos. Ele está envolvido com a coordenação e controle das atividades metabólicas. Entretanto, apesar de 78% da atmosfera ser constituída de nitrogênio, a grande maioria dos organismos é incapaz de utilizá-Io, pois este se encontra na forma gasosa (N 2 ) que é muito estável possuindo pouca tendência a reagir com outros elementos.

Os consumidores conseguem o nitrogênio de forma direta ou indireta através dos produtores. Eles aproveitam o nitrogênio que se encontra na forma de aminoácidos. Produtores introduzem nitrogênio na cadeia alimentar, através do aproveitamento de formas inorgânicas encontradas no meio, principalmente nitratos (NO 3 ) e amônia (NH 3 + ). O ciclo do nitrogênio pode ser dividido em algumas etapas:

Fixação: Consiste na transformação do nitrogênio gasoso em substâncias aproveitáveis pelos seres vivos (amônia e nitrato). Os organismos responsáveis pela fixação são bactérias, retiram o nitrogênio do ar fazendo com que este reaja com o hidrogênio para formar amônia. • Amonificação: Parte da amônia presente no solo, é originada pelo processo de fixação. A outra é proveniente do processo de decomposição das proteínas e outros resíduos nitrogenados, contidos na matéria orgânica morta e nas excretas. Decomposição ou amonificação é realizada por bactérias e fungos. • Nitrificação: É o nome dado ao processo de conversão da amônia em nitratos. • Desnitrificação: As bactérias desnitrificantes (como, por exemplo, a Pseudomonas denitrificans), são capazes de converter os nitratos em nitrogênios molecular, que volta a atmosfera fechando o ciclo.

<a href=http://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecologia26_1.php Problemas ambientais relacionados ao ciclo do nitrogênio: Poluição atmosférica: a liberação de óxidos de nitrogênio (NO x ) está relacionada aos fenômenos de smog fotoquímico e chuva ácida. Os óxidos de nitrogênio ao reagirem com hidrocarbonetos e outros compostos orgânicos voláteis (COVs) e oxigênio, na presença de luz solar abundante, formam poluentes secundários, como o ozônio, ácido nítrico e compostos orgânicos parcialmente oxidados. O ozônio causa danos aos seres vivos por ter o potencial de causar danos ao DNA. O ácido nítrico (HNO 3- ) é importante no fenômeno da chuva ácida, que destrói monumentos e acidifica solos e sistemas aquáticos, desencadeando profundas alterações na composição das suas comunidades bióticas. Toxicidade: o nitrogênio amoniacal, quando em corpos d’água em que o pH está elevado, está presente também na forma de amônia livre, que é extremamente tóxica para muitos organismos, incluindo os peixes. A ingestão de águas com nitrato em excesso provoca disfunções fisiológicas e pode causar a doença metahemoglobinemia ou síndrome do bebê azul. Ciclo do fósforo Eutrofização de corpos d’água: o homem, através da adição de fertilizantes artificiais no solo contribui para a eutrofização de lagos onde o nitrogênio é um recurso limitante. O nitrato não assimilado pelas plantas atinge corpos d’água através da lixiviação do solo, escoamento superficial, drenagem urbana e lançamento de efluentes contendo nitrogênio. Remoção de nitrogênio no tratamento de esgotos - Lagoas de estabilização: nestes processos, o mecanismo mais importante de remoção de nitrogênio é a volatilização da amônia. Com a elevação do pH, o equilíbrio da reação de ionização da amônia (NH 3 + H + ↔ NH 4+ ) se desloca para a esquerda, favorecendo a maior presença de " id="pdf-obj-8-2" src="pdf-obj-8-2.jpg">

Problemas ambientais relacionados ao ciclo do nitrogênio:

Poluição atmosférica: a liberação de óxidos de nitrogênio (NOx) está relacionada aos fenômenos de smog fotoquímico e chuva ácida. Os óxidos de nitrogênio ao reagirem com hidrocarbonetos e outros compostos orgânicos voláteis (COVs) e oxigênio, na presença de luz solar abundante, formam poluentes secundários, como o ozônio, ácido nítrico e compostos orgânicos parcialmente oxidados. O ozônio causa danos aos seres vivos por ter o potencial de causar danos ao DNA. O ácido nítrico (HNO3-) é importante no fenômeno da chuva ácida, que destrói monumentos e acidifica solos e sistemas aquáticos, desencadeando profundas alterações na composição das suas comunidades bióticas. Toxicidade: o nitrogênio amoniacal, quando em corpos d’água em que o pH está elevado, está presente também na forma de amônia livre, que é extremamente tóxica para muitos organismos, incluindo os peixes. A ingestão de águas com nitrato em excesso provoca disfunções fisiológicas e pode causar a doença metahemoglobinemia ou síndrome do bebê azul. Ciclo do fósforo Eutrofização de corpos d’água: o homem, através da adição de fertilizantes artificiais no solo contribui para a eutrofização de lagos onde o nitrogênio é um recurso limitante. O nitrato não assimilado pelas plantas atinge corpos d’água através da lixiviação do solo, escoamento superficial, drenagem urbana e lançamento de efluentes contendo nitrogênio. Remoção de nitrogênio no tratamento de esgotos - Lagoas de estabilização: nestes processos, o mecanismo mais importante de remoção de nitrogênio é a volatilização da amônia. Com a elevação do pH, o equilíbrio da reação de ionização da amônia (NH3 + H+ ↔ NH4+) se desloca para a esquerda, favorecendo a maior presença de

NH3. A fotossíntese que ocorre nas lagoas de estabilização contribui para

a elevação do pH, por retirar do meio líquido o CO2, ou seja, a acidez carbônica. Ademais, em condições de alta taxa fotossintética, acontece o consumo direto de amônia pelas algas. Os demais mecanismos de remoção de nitrogênio atuam simultaneamente, mas são considerados de menor importância. A nitrificação é pouco representativa em lagoas facultativas e lagoas aeradas. Nas lagoas anaeróbias, não há, naturalmente, nenhuma reação de oxidação da amônia, devido à ausência de oxigênio.

  • - Disposição controlada no solo: a remoção de nutrientes ocorre pelas

plantas, cujo desenvolvimento depende de nitrogênio e fósforo. Os processos de fertirrigação e, dentro de certos limites, os de escoamento

superficial podem ter uma boa eficiência nesse sentido. A aplicação destes nutrientes deve levar em conta princípios da engenharia

agronômica, a fim de evitar problemas relacionados a excessivas quantidades de nitrogênio e salinidade no solo e contaminação do lençol freático.

  • - Lodos ativados e reatores aeróbios com biofilmes: esses são capazes de produzir, sem alterações de processo, conversão satisfatória de amônia

para nitrato (nitrificação), a menos que haja algum problema ambiental no tanque de aeração, como, por exemplo, falta de O2 dissolvido ou presença de substâncias inibidoras. Neste caso, a amônia é removida, porém, o nitrogênio não é removido. Em sistemas de lodos ativados onde ocorre a nitrificação é interessante que se realize também a desnitrificação. Além de melhorar a qualidade do efluente final, também há vantagens para o sistema operacional como: economia de oxigênio (economia de energia para a aeração) e economia de alcalinidade (preservação da capacidade tampão). Para se alcançar a desnitrificação nesses processos, são necessárias modificações, incluindo criação de zonas anóxicas e possíveis recirculações internas.

  • - Remoção físico-química: a amônia livre pode ser removida por meio de volatilização, alcançada pela elevação do pH (ex: adição de cal),

complementada por processos de transferência de gases (ex: torres de aeração). No caso de esgotos domésticos, normalmente os processos físico-químicos repercutem em custos operacionais mais elevados do que os associados à remoção biológica.

http://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecologia28.php As plantas obtêm fósforo do ambiente absorvendo os fosfatos dissolvidos na água e no solo.g anismos locais. Este processo é denominado eutrofização (você pode ler mais sobre a influência do uso de " id="pdf-obj-10-2" src="pdf-obj-10-2.jpg">

http://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecologia28.php

As plantas obtêm fósforo do ambiente absorvendo os fosfatos dissolvidos na água e no solo. Os animais obtêm fosfatos na água e no alimento. A decomposição devolve o fósforo que fazia parte da matéria orgânica ao solo ou à água. Daí, parte dele é arrastada pelas chuvas para os lagos e mares, onde acaba se incorporando às rochas. Nesse caso, o fósforo só retornará aos ecossistemas bem mais tarde, quando essas rochas se elevarem em conseqüência de processos geológicos e, na superfície, forem decompostas e transformadas em solo.

Assim, existem dois ciclos do fósforo que acontecem em escalas de tempo bem diferentes. Uma parte do elemento recicla-se localmente entre o solo, as plantas, consumidores e decompositores,

em uma escala de tempo relativamente curta, que podemos chamar

“ciclo de tempo

ecológico”. Outra parte do fósforo ambiental sedimenta-se e é incorporada às rochas; seu ciclo

envolve uma escala de tempo muito mais longa, que pode ser chamada geológico”.

“ciclo de tempo

Problemas

Cada vez mais a atividade antrópica (do homem) tem alterado o ciclo natural deste macronutriente, seja através de atividades como mineração ou pelo amplo uso de fertilizantes.

O excesso de fósforo quando lixiviado para cursos d'água acaba por aumentar a biodisponibilidade deste nutriente no ambiente aquático e, como consequência, pode intensificar o desenvolvimento de algas. Um número cada vez maior de algas em um lago, por exemplo, fará reduzir a quantidade de luz que penetra neste ambiente (reduzindo drasticamente a zona trófica), prejudicando outros organismos locais. Este processo é denominado eutrofização (você pode ler mais sobre a influência do uso de

fertilizantes no processo de eutrofização clicando aqui). Fonte:

fertilizantes no processo de eutrofização clicando <a href=aqui ). Fonte: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/63/3204-ciclo-do-fosforo-o- que-e-biogeoquimico-fosfato-fertilizantes-nitrogenio-eutrofizacao-rochas- sedimentar-p-ion-fosfato-fluxo-biomassa-microbiana-solubilizacao-inorganico- fungos-micorizicos-mineralizacao-problemas.html ) Eutrofização. A eutrofização de corpos d’água é considerada o maior problema ambiental devido entrada de fósforo. A produtividade na maioria dos lagos tropicais é limitada por fósforo. Além disso, há organismos fotossintéticos (cianobactérias) com capacidade de fixar nitrogênio atmosférico e, portanto, não teriam sua concentração reduzida mesmo com o controle do aporte externo de nitrogênio. Por estas razões, prefere-se dar uma maior prioridade ao controle das fontes de fósforo quando se pretende controlar a eutrofização em um corpo d’água. As perdas de fósforo provenientes das indústrias, agricultura, pecuária e domicílios constituem as maiores fontes. Remoção de fósforo em sistemas de tratamento de esgotos - Lagoas de estabilização: o principal mecanismo de remoção de fósforo em lagoas (principalmente de maturação, de polimento e de alta taxa) é a precipitação de fosfatos em condições de elevado pH. Em lagoas especialmente rasas, a remoção de fósforo pode ser elevada, ao passo que em lagoas facultativas e aeradas, a eficiência da remoção é baixa. " id="pdf-obj-11-15" src="pdf-obj-11-15.jpg">

Eutrofização. A eutrofização de corpos d’água é considerada o maior problema ambiental devido entrada de fósforo. A produtividade na maioria dos lagos tropicais é limitada por fósforo. Além disso, há organismos fotossintéticos (cianobactérias) com capacidade de fixar nitrogênio atmosférico e, portanto, não teriam sua concentração reduzida mesmo com o controle do aporte externo de nitrogênio. Por estas razões, prefere-se dar uma maior prioridade ao controle das fontes de fósforo quando se pretende controlar a eutrofização em um corpo d’água. As perdas de fósforo provenientes das indústrias, agricultura, pecuária e domicílios constituem as maiores fontes.

Remoção de fósforo em sistemas de tratamento de esgotos

- Lagoas de estabilização: o principal mecanismo de remoção de fósforo em lagoas (principalmente de maturação, de polimento e de alta taxa) é a precipitação de fosfatos em condições de elevado pH. Em lagoas especialmente rasas, a remoção de fósforo pode ser elevada, ao passo que em lagoas facultativas e aeradas, a eficiência da remoção é baixa.

- Disposição controlada no solo: ocorre pela assimilação pelas plantas. Assim como mencionado para a remoção de nitrogênio por este processo, a disponibilização destes nutrientes pelos esgotos deve levar em consideração princípios da engenharia agronômica e preocupações em termos de saúde pública. - Lodos ativados: a desfosfatação dos esgotos em sistemas de lodos ativados depende de adaptações no fluxograma do processo. É essencial a existência de zonas aeróbias e anaeróbias. A zona anaeróbia permite o desenvolvimento ou seleção de uma grande população de microrganismos acumuladores de fósforo no sistema. Ao se remover o lodo biológico excedente, contendo também os organismos acumuladores de fósforo, ricos deste elemento, está-se removendo o fósforo do sistema.

- Remoção físico-química: pode ser alcançada por adição de agentes coagulantes (íons metálicos) ou alcalinizantes, que promovem a precipitação do fósforo solúvel ou flotação para a remoção do fósforo presente nos sólidos em suspensão.

Atividade agrícola. O intensivo uso de fertilizantes sintéticos tem contribuído significativamente pelo excesso de fósforo em terras cultivadas. As plantas não são capazes de assimilar todo o fósforo aplicado e o excesso assume suas formas insolúveis. As terras cultivadas perdem quantidades consideráveis de fósforo, devido principalmente à ação erosiva do vento e da água na camada superior do solo. Cerca de 60% da erosão é induzida pela atividade humana. Estima-se que 10 milhões de hectares de terra são abandonados anualmente devido à perda de produtividade causada pela erosão. Grande quantidade de fósforo é mobilizada em solos cultivados pelos processos de transporte entre raízes das plantas, solução e partículas do solo. A contínua retirada de “pools” de fósforo do solo pelo cultivo e colheita reduz tantos as formas orgânicas quanto inorgânicas lábeis de fósforo do solo, que então é compensada pela adição de fertilizantes, freqüentemente feita de modo descontrolado.

Pecuária. A pecuária, principalmente em larga escala, tem sido um grande problema para a reciclagem de fósforo orgânico e está relacionada à emissão de poluentes contendo fósforo, ademais, o desmatamento para a criação de pastos contribui para a erosão do solo. Há um considerável excesso de fósforo em detritos animais. Por causa do volume, distribuição desigual e custos de transporte, grande proporção do fósforo do esterco é disposto inadequadamente, ao invés de reciclado.

Mineração. Além da erosão natural e produção de adubos, a mineração também é responsável pela liberação de fósforo de seu reservatório natural (rochas fosfatadas). Segundo Liu et. al. (2008), se a taxa de exploração mineral permanecer constante, as reservas de fosfatos se esgotarão em 120 anos e as reservas globais podem sustentar a exploração mineral por somente 80 anos. O conteúdo de fósforo médio no minério bruto caiu de 32,7% (1980) para 26% (1996). Os autores baseiam-se no fundamento de que os depósitos de fósforo na litosfera vão se esgotar, antes da formação de rochas ígneas ou sedimentares pela ação de processos biogeoquímicos, pois, o carreamento de fósforo, seja por erosão, lixiviação, escoamento ou lançamento de efluentes, principalmente para os oceanos, leva à formação de compostos insolúveis que se sedimentam e não retornam ao ciclo.

Ciclo do Enxofre

Enxofre é uma substância amarela encontrada no solo, que queima com facilidade. Ele entra na produção de ácido sulfúrico, uma substância muito utilizada para fertilizantes, corantes e explosivos (pólvora, palitos de fósforo, etc). O enxofre é encontrado nas rochas sedimentares, (formadas por depósitos que se acumularam pela ação da natureza) nas rochas vulcânicas, no carvão , no gás natural etc.

O enxofre é essencial para a vida, faz parte da moléculas de proteína, vitais para o nosso corpo. Cerca de 140g de enxofre estão presentes no ser humano. A natureza recicla enxofre sempre que um animal ou planta morre. Quando apodrecem, as substâncias chamadas de “sulfatos”, combinados com a água são absorvidos pelas raízes das plantas. Os animais o obtêm comendo vegetais ou comendo outros animais.

Quando o ciclo é alterado, animais e plantas sofrem, isso vem acontecendo através da constante queima de carvão, petróleo e gás. Esses combustíveis são chamados de “fósseis”, pois se formaram há milhões de anos, a partir da morte de imensas florestas tropicais ou da morte de microscópicas criaturas denominadas “plânctons”.

<a href=http://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecologia30.php Problemas ambientais relacionados ao enxofre: O homem interfere no ciclo do enxofre principalmente devido ao uso de combustíveis fósseis que contêm enxofre em sua composição, cuja queima libera óxidos de enxofre (SO x ). Smog industrial: os óxidos de enxofre liberados em diversos processos industriais, juntamente com material particulado, são os principais agentes do smog industrial, que é caracterizado por uma névoa cinza sobre as grandes cidades. Há uma grande deterioração da qualidade do ar, afetando a saúde humana, principalmente relacionada a problemas respiratórios. Chuva ácida: assim como os óxidos de nitrogênio, os óxidos de enxofre podem reagir na atmosfera produzindo ácidos, que abaixam o pH da chuva, com conseqüências desastrosas, em escala global, tanto para o ambiente terrestre quanto aquático, além de danificar edificações urbanas Ciclo do Mercúrio " id="pdf-obj-14-2" src="pdf-obj-14-2.jpg">

Problemas ambientais relacionados ao enxofre:

O homem interfere no ciclo do enxofre principalmente devido ao uso de combustíveis fósseis que contêm enxofre em sua composição, cuja queima libera óxidos de enxofre (SOx). Smog industrial: os óxidos de enxofre liberados em diversos processos industriais, juntamente com material particulado, são os principais agentes do smog industrial, que é caracterizado por uma névoa cinza sobre as grandes cidades. Há uma grande deterioração da qualidade do ar, afetando a saúde humana, principalmente relacionada a problemas respiratórios.

Chuva ácida: assim como os óxidos de nitrogênio, os óxidos de enxofre podem reagir na atmosfera produzindo ácidos, que abaixam o pH da chuva, com conseqüências desastrosas, em escala global, tanto para o ambiente terrestre quanto aquático, além de danificar edificações urbanas

Ciclo do Mercúrio

Embora o mercúrio esteja presente em concentrações extremamente baixas na maioria dos ambientes naturais, em média cerca de 1 nanograma (ng)/litro, este é um produto industrial amplamente utilizado e corresponde ao componente ativo de diversos pesticidas. Devido a sua propensão incomum de se acumular em tecidos vivos e por sua alta toxicidade, o mercúrio apresenta considerável importância ambiental.

Por exemplo, a mineração de minérios de mercúrio e a queima de combustíveis fósseis liberam cerca de 40.000 toneladas de mercúrio no ambiente a cada ano; uma quantidade ainda maior é liberada por processos geoquímicos naturais.

O mercúrio é também um subproduto da indústria eletrônica, especialmente da produção de baterias e fios, da indústria química e da queima do lixo de municípios. (MADIGAN, 2005). O íon mercúrio é prontamente adsorvido à matéria particulada, podendo, em seguida, ser metabolizado por microrganismos.

As atividades microbianas resultam na metilação do mercúrio, produzindo metilmercúrio, CH3Hg+. O metilmercúrio é particularmente tóxico, pois pode ser absorvido pela pele. Além disso, este é solúvel e pode ser concentrado na cadeia alimentar marinha, principalmente em peixes, ou ser adicionalmente metilado por microrganismos, produzindo o composto volátil dimetilmercúrio, CH3-Hg-CH3.

Tanto o metilmercúrio, como o dimetilmercúrio, tendem a se acumular nos tecidos animais, especialmente nos músculos. O metilmercúrio é cerca de 100 vezes mais tóxico que Hg0 ou Hg2+, sendo concentrado em peixes, nos quais corresponde a uma potente neurotoxina. Assim, é uma importante toxina ambiental e seu acúmulo satisfaz a um importante problema em lagos de água-doce, onde níveis aumentados de metilmercúrio foram observados em peixes capturados para consumo humano.

O mercúrio pode também causar danos hepáticos e renais no homem e em outros animais. (MADIGAN, 2005). A solubilidade do HgS é muito baixa, de modo que em sedimentos anaeróbios redutores de sulfato a maior parte do mercúrio é encontrada como HgS.

Contudo, sob aeração, o HgS pode ser oxidado, principalmente por tiobacilos, levando à formação de Hg2+ e, eventualmente, ao metilmercúrio. Os principais reservatórios de mercúrio encontram-se na água e em sedimentos, a partir dos quais este pode ser encontrado nos tecidos animais, ou se precipitar na forma de HgS.

As várias formas do mercúrio comumente encontradas em ambientes aquáticos são apresentadas em cores diferentes.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado

El ciclo del mercurio

El mercurio es un metal pesado (metal de transición con número atómico 80 y símbolo Hg), a temperatura ambiente es un líquido brillante, denso, de color blanco plateado y es ligeramente volátil.

El mercurio tiene diversos usos, algunos presentes en la vida cotidiana, tales como termómetros, amalgamas dentales, pilas y lámparas fluorescentes; sin embargo, a nivel industrial se emplea en cantidades considerables en la producción de cloro y en la minería y refinación de oro, plata y cobre.

a presencia de mercurio en el ambiente tiene su origen por un lado en las erupciones volcánicas y los pozos geotérmicos como fuentes de emisión naturales, mientras que la presencia de mercurio en el ambiente por causas antropogénicas involucra la quema de combustibles fósiles, la producción de cloro, las actividades mineras, la producción de cloruro de polivinilo, acetaldehído y explosivos, la producción e incorrecta disposición de productos que contienen mercurio tales como termómetros, amalgamas dentales, pilas y lámparas fluorescentes.

Desde el punto de vista toxicológico, el mayor riesgo involucra la llegada del mercurio al agua; esto ocurre cuando efluentes conteniendo mercurio se descargan directamente a cuerpos de agua, cuando por medio de la lluvia el mercurio presente en la atmósfera es acarreado a la superficie terrestre o acuática o cuando productos que contienen mercurio son depositados de forma inadecuada y por medio de la infiltración llegan a cuerpos de agua subterráneos; así como cuando ocurren derrames de mercurio líquido.

Al encontrarse en un medio acuático, por acción de ciertos microorganismos, el mercurio forma compuestos orgánicos (como el metilmercurio o el fenilmercurio, también utilizados en la industria y agricultura). El mercurio orgánico es fácilmente asimilable en los seres vivos, ingresando a la cadena trófica y llegando al ser humano debido a la ingestión de alimentos contaminados (sobre todo pescado).

La gravedad de los daños que puede ocasionar a la población se ilustra por los episodios de intoxicación ocurridos en Minamata y Niigata, Japón, en 1956 y en 1965 respectivamente, como resultado de la ingestión de pescado conteniendo

metil-mercurio procedente de las aguas contaminadas con descargas de plantas fabricantes de acetaldehído que involucraron a 2255 personas en el primer caso y a 700 en el segundo. Estos sucesos pusieron de relieve las transformaciones que sufre el mercurio en el ambiente, ya que se vertió al agua como mercurio metálico y fue biotransformado a metil-mercurio, además de que fue bioacumulado a través de la cadena alimenticia.

También ocurren efectos tóxicos por inhalación de vapor de mercurio, el cual daña especialmente el sistema nervioso. Las exposiciones leves están caracterizadas por pérdida de la memoria, temblores, inestabilidad emocional (angustia e irritabilidad), insomnio e inapetencia. A exposiciones moderadas, se observan desórdenes mentales más importantes y perturbaciones motoras, así como afecciones renales. Las exposiciones breves a altos niveles de vapor de mercurio pueden producir daños pulmonares y la muerte.

Hace unas décadas, las lámparas fluorescentes contenían de 50-100 mg de mercurio, por lo que la ruptura de una lámpara con ese contenido de mercurio puede dar como resultado una concentración local de vapor de mercurio superior a los 7 mg/m 3 .

ercúrio: espécies químicas, características e ciclo biológico

Dentre todos os metais pesados, o mercúrio (Hg) é um dos que representa maior risco à saúde humana. Tem peso molecular 80 e é classificado como metal pesado pela sua alta densidade específica (3,9g/cm 3 ) se comparada à água (1g/cm 3 ) e a outros metais.

O Hg metálico e seus derivados ocorrem normalmente em pequenas concentrações nos vários compartimentos da natureza: hidrosfera, litosfera, atmosfera e biosfera (Figura 1). Surpreendentemente aparece inclusive em regiões não emissoras e remotas, como a Antártica, e a circulação entre os compartimentos se dá pelo ar e pela água. A distribuição do metal no solo depende do potencial redox, pH, drenagem e outros fatores. Era classificado como um elemento-traço porque, quando derivado exclusivamente de fontes naturais como o vulcanismo, erosão de rochas e deposição atmosférica em solo, sua concentração normalmente estava abaixo dos níveis de detecção pelos métodos analíticos. Entretanto, as principais fontes desse elemento para a biosfera nos últimos anos passaram a ser fábricas, garimpo, mineração, queima de combustíveis fósseis, produção de cimento. A incineração de resíduos contribui significativamente para o aumento dos atuais níveis ambientais de mercúrio na atmosfera, que passaram a ser 3 a 6 vezes superiores ao do período de industrialização.

Mapeamento dos problemas em território brasileiro

No Brasil, o problema dos metais pesados pode ser dividido em duas categorias, distribuídas geograficamente:

  • a. As regiões Norte e Centro-Oeste, onde a população é escassa e o acesso é difícil, apresenta como mais proeminente problema dos metais pesados aquele relacionado com a contaminação por Hg e sedimentos antropogênicos, gerados pelas atividades de garimpo; neste caso, mercúrio não é o único metal pesado presente nessa região; outros metais pesados podem também estar presentes, como cádmio no Rio Madeira; todavia, o mercúrio é de longe o mais conhecido poluidor;

  • b. As regiões Nordeste, Sudeste e Sul, onde o mercúrio é apenas um entre outros, como cádmio, cromo, zinco, cobre. Essas duas categorias têm que ser atacadas de diferentes maneiras operacionais, exigindo aplicação específica na condução dos estudos de campo e análise dos dados. Estudar a contaminação de mercúrio na Amazônia é fundamental para o entendimento de seu ciclo global, pois ele foi amplamente utilizado na região, em particular no Rio Madeira, para a recuperação de ouro de aluvião. Além disso, a fonte de contaminação de mercúrio na Amazônia também pode ser natural, proveniente de intemperismo de rochas e corpos aquáticos.

O garimpo na Amazônia

A exploração de ouro no Brasil é descrita desde o período da colonização. Em Rondônia, a mineração de ouro teve início em 1739, após a descoberta de ouro no Rio Corumbiara. No ano de 1978 iniciou-se o processo de extração de ouro por meio do método manual, ou seja, utilizando Hg no processo de recuperação de ouro por amalgamação. Logo em seguida surgiram as primeiras balsas e em 1980 foram registradas as primeiras dragas, período no qual se intensificou a exploração aurífera em todo o trecho que compreende o alto Rio Madeira.

Os minúsculos fragmentos de ouro (Au) ficam aleatoriamente espalhados pelo cascalho arenoso que o minerador retira do subsolo ou do leito dos rios. A esse material bruto é adicionado mercúrio (único metal líquido à temperatura ambiente) que agrega os pequeníssimos grãos dourados e forma uma liga metálica. Depois da etapa de amalgamação, a mistura Au-Hg em geral é então aquecida, queimada em retortas, mas frequentemente essa operação é feita ao ar livre, e, assim, emite vapor de mercúrio para a atmosfera; o mercúrio evapora e desse modo o ouro puro chega às mãos do minerador. Como é uma tecnologia muito rudimentar durante o processo de amalgamação, uma quantidade variável de mercúrio metálico também se perde nos rios e solos, pelo seu manuseio em condições de campo precárias e devido à vaporização. Além disso, descartam-se rejeitos ricos em mercúrio na maioria das áreas de garimpo.