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MINISTERIO DA AGRICULTURA E DO DESENVOLVIMENTO RURAL ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO REVISÃO

MINISTERIO DA AGRICULTURA E DO DESENVOLVIMENTO RURAL

MINISTERIO DA AGRICULTURA E DO DESENVOLVIMENTO RURAL ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO REVISÃO

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO

REVISÃO DO SECTOR AGRÁRIO E DA ESTRATÉGIA DE SEGURANÇA ALIMENTAR PARA DEFINIÇÃO DE PRIORIDADES DE INVESTIMENTOS

(TCP/ANG/2907)

O SISTEMA FINANCEIRO E DE CRÉDITO RURAL

DOCUMENTO DE TRABALHO Nº 19 VERSÃO PRELIMINAR PARA COMENTÁRIOS

JANEIRO 2004

ÍNDICE

I

2

II

SISTEMA FINANCEIRO EM ANGOLA

4

II.1 SITUAÇÃO CREDITICIA

5

II.2

DISTRIBUIÇÃO DE CRÉDITOS POR

7

II.3 OS FUNDOS FINANCEIROS

7

 

II.3.1 Fundo de Desenvolvimento Económico Social (FDES)

 

8

II.3.2 Fundo de apoio ao Desenvolvimento Agrário

9

II.3.3 Fundo de apoio ao Desenvolvimento da Pesca Artesanal (FADEPA)

9

II.3.4 Fundo de Apoio ao Empresariado Nacional (FAEN)

 

9

II.3.5 Fundo de Apoio Social (FAS)

9

II. 3.6 Fundo de Desenvolvimento do Café

10

 

II.4 MICRO-CREDITO URBANO E RURAL

10

 

II.4.1 Development Workshop (DW)

11

II.4.2 Banco Sol

13

II.4.3 Cooperative League of the USA (CLUSA)

 

14

II.4.4 Ministério da Família e Promoção da Mulher

15

II.4.5 CARE International

15

II.4.6 Chirstian Children Fund (CCF)

 

15

II.4.7 Centro di Informazion e Educazione aolo Sviluppo (CIES)

15

II.4.8 African Humanitarian Action (AHA)

 

15

II.4.9 Acção Agrária para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA)

16

III

PROPOSTA PARA MEHORAR O ACESSO AO CRÉDITO DE PEQUENA E MÉDIA

ESCALA

 

17

ANEXO 1: ENTREVISTAS E BIBLIOGRAFIA

 

21

 
  • A) .................................................................................................................................

FONTES VERBAIS :

21

  • B) ................................................................................................................................

FONTES ESCRITAS:

22

ANEXO 2: QUADRO COMPARATIVO DE A SITUAÇÃO DO ARDOR ENTRE 1996/97 E

2003

 

24

ANEXO 3: PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE AS INSTITUIÇÕES BANCARIAS DE

ANGOLA, OUTUBRO 2003

 

25

ANEXO 4: PRINCIPAIS PROGRAMAS DE MICRO- CRÉDITO, OUTUBRO 2003

27

O SISTEMA FINANCEIRO RURAL

I INTRODUÇÃO

O presente trabalho surge no âmbito do projecto TCP/ANG/2907, que tem por missão assistir o Governo de Angola na definição de políticas e estratégias agrícolas levando em conta a transição de um contexto económico de conflito e emergência para um contexto de paz. Neste âmbito foi designado um grupo de trabalho para actualizar e rever o “Agricultural Recovery and Development Options Review (ARDOR)”, Working Paper 22 (WP-22), dedicado ao Sistema Financeiro Rural em Angola.

O WP-22 reflectia a situação financeira até ao ano de 1996/7. Desde então o contexto político, social e económico mudou e por conseguinte surgiu a necessidade de propor políticas creditícias coerentes com o actual contexto que vive o país 1 .

O WP-22 destaca que na época colonial existiam 35.000 comerciantes que mobilizavam a produção agrícola com base no mecanismo de troca directa, que transportavam os produtos para a cidade, que davam crédito no meio rural baseando- se na confiança e conhecimento mutuo. Com o desaparecimento deste mecanismo (1975) a produção agro-pecuária declinou, e ninguém ocupou o espaço deixado pelos portugueses. O êxodo destes, determinou o abandono de suas fazendas e negócios dentro dos quais se incluía o sistema de comercialização, que sustentava a economia de produção rural.

Com o objectivo de manter o sistema de mercado tradicional, em 1975 o Governo estabeleceu a Empresa Nacional de Comercialização e Distribuição de Produtos Agrícolas (ENCODIPA). No entanto, não foi capaz de sustentá-lo, tendo praticamente desaparecido em 1984.

Em resumo, pode-se indicar que desde o período pós-independência, uma série de feitos, vinculados a uma economia centralizada e panificada, afectaram o desenvolvimento económico de Angola. Como destaca o WP-22, primeiro foi a redução da mão de obra qualificada em todos os sectores da economia (1975), segundo a destruição paulatina dos sistema de comunicação e transporte (1975, 1976 e 1992-2000), terceiro o boom dos preços do petróleo (1973, 1979, 1990), quarto a acumulação da sua divida externa produzida de 1980, quinto a guerra civil e sexto a pacificação do país (Abril 2002).

Com essa sucessão de feitos históricos, o WP-22 identifica que os elementos antes mencionados afectaram o contexto de desemvolvimento do sector agro-pecuario:

criaram mercados paralelos um com o dólar oficial e outro com o dólar informal, inflação galopante, limitado crédito agrícola, uma política de controlo de preços agro- pecuários (até 1990), existência de uma burocracia ineficiente no meio rural, intervenção do Estado em actividade produtivas que podiam ser desenvolvidas pelo sector privado (mecanização, fornecimento de imput´s agrícolas, entre outros),

1 O Anexo 2 apresenta um quadro comparativo da situação do ARDOR entre 1996/97 e 2003.

insegurança na produção e nos produtores, infra-estruturas deterioradas, circulação de pessoas e bens “controladas” que não permitiam a reactivação do fluxo comercial.

Produto da revisão do Working Paper 22 e de uma série de entrevistas com distintas instituições envolvidas na actividade creditícia 2 , bem como consultas bibliográficas e análise de dados estatísticos, o presente documento aborda no seu segundo capítulo generalidades do sistema financeiro em Angola. Faz-se uma revisão da situação crediticia no país e a distribuição de créditos por instituições bancária. Também se passa em revista aos fundos financeiros que estiveram a operar em Angola e se analisa a situação do micro- crédito urbano e rural, mencionando as distintas instituições que trabalharam com micro- crédito. O terceiro capítulo esboça os problemas associados ao crédito e ensaia uma proposta de melhoramento de acesso ao crédito rural de pequena e média escala.

2 Fontes de informação verbal e escrita no Anexo n.º 1

II

SISTEMA FINANCEIRO EM ANGOLA

O sistema financeiro em Angola antes da Independência (1975) era composto por 8 bancos estrangeiros com cerca de 200 balcões implantados a nível nacional. Depois da independência a estrutura bancária estava organizada sob a direcção do Banco Nacional de Angola (BNA), pertencente ao Governo, que não possuía mais de 20 agências a nível nacional e cuja função principal era servir as operações de estado. Além do BNA havia 3 outros Bancos: Banco Popular de Angola, actualmente Banco de Poupança e Crédito (BPC), Banco de Comércio e Industria (BCI) e a Caixa de Crédito Agro-Pecuário e Pesca (CAP).

Em 1987, com o Programa de Saneamento Económico Financeiro houve uma série de reformas sucessivas que conduziram a uma reforma profunda no sistema bancário, por exemplo a lei 5/91, eliminou o monopólio do sector bancário estatal, criando condições para o estabelecimento de bancos privados em Angola. Apesar das reformas, o Estado ficou profundamente envolvido no sector bancário comercial através dos bancos estatais (1991) o BCI o BPC e a CAP. Contudo, esses bancos foram minados pelas taxas de juro negativas e pela não recuperação de créditos concedidos na base de pressões políticas, culminando com a liquidação da CAP em Abril de 2001. Esperava-se desse banco uma maior vocação para o atendimento aos créditos agro-pecuários. A sua liquidação gerou uma certa lacuna, que alguns fundos não conseguiram limar. O Governo de Angola pensa retomar uma certa prioridade ao crédito agro-pecuário (ainda em estudo, Dezembro 2003), através da criação de um banco vocacionado para o efeito e ou a criação de linhas de crédito especificas a serem operadas pela banca comercial.

Prevê-se a privatização do BCI para 2003 enquanto que o BPC está num processo de racionalização, visto pelo Governo como alternativa à privatização. Foi feita uma série de reformas financeiras de entre elas a lei n.º 6/97 de 11 de julho de 1999 – nova lei do banco central e lei n.º 1/99 de 23 de Abril de 1999 - lei das instituições financeiras, que deu maior autonomia aos bancos comerciais no que respeita às taxas de juros e de câmbio.

Hoje em território Angolano estão presente 10 Bancos, com 108 agências implantadas em todas as províncias do pais e 9 instituições ligadas ao micro-crédito e alguns fundos de apoio (fomento e crédito) a pequenas e médias empresas 3 . A Figura 1 destaca que em Luanda estão presentes 16 instituições financeiras (que podem ter mais de uma sucursal na mesma cidade) que dão crédito a todos os sectores da economia. Huila é a segunda província com maior número de instituições dedicas ao crédito de todo tipo (comercial, industrial, serviços, etc.). Em terceiro lugar estão Cabinda, Kuanza Sul e Benguela com uma presença de 6 instituições crediticias em cada uma das províncias.

Na generalidade verifica-se que existe uma maior concentração de instituições financeiras nas províncias da faixa marítima (Benguela, Huila, Kuanza Sul, Luanda, Bengo e Cabinda) e muito pouca presença institucional nas províncias do oeste (Moxica Lunda Sul), sul (Kuando Lubango e Cunene), norte (Luanda Norte, Malange,

3 O Anexo 3 mostra um resumo das principais características das instituições bancárias de Angola.

Uige e Zaire) e centro (Bié e Huambo). Esta situação é explicada por razões históricas e por razões ligadas à segurança existente nesses locais durante o período do conflito.

Fig. Nº 1- Instituições crediticias em Angola BPC, BCI, BAI, BFA, BTA, MINAFU = 6 BCI,
Fig. Nº 1- Instituições crediticias em
Angola
BPC, BCI, BAI,
BFA, BTA,
MINAFU = 6
BCI, AHA =
2
BPC= Banco de Poupan ça e Cr édito
BCI= Banco de Com ércio e Ind ústria
BAI= Banco Africano de Investimentos
BFA= Banco de Fomento Angola
BPA= Banco Português do Atlântico
BTA= Banco Totta & A çores
BCA= Banco Comercial Angolano
BESA= Banco Esp írito Santo Angola BS= Banco Sol
BPC, BS,
MINAFU, = 3
BPC, AHA =
BrK = Banco Regional do Keve
MIFAU = Ministério da familia e promo ção da mulher
2
BPC, BCI, BAI, BFA,
BPA, BTA, BCA, FDES,
BS, BESA, BrK, DW,
CARE , MINAFU, CIES,
AHA = 16
DW = Development Workshop
Care INTERNACIONAL
CCF = Chirstan Children Fund
CIES = Centro de Informazion e Educazione allo Sviluppo
AHA =African Humanitarian Action
BPC = 1
BPC, BCI, BAI,
BFA, BrK,
MINAFU = 6
BPC, BCI = 2
BPC, BFA, DW =
BCI, MINAFU =
3
2
BPC, BCI, BAI,
BCI, BS = 2
BFA, BTA, CCF =
6
BPC, BCI, BFA, BS
BAI, BTA,CCF = 7
BCI = 1
BPC, BS = 2
BPC, BFA = 2
BPC, BFA = 2
BPC = 1

II.1 Situação crediticia

Até fins de 1999 as taxas de juro fixadas administrativamente sem referência às condições de procura e oferta no mercado, em termos reais tornaram-se negativas, devido as altas taxas de inflação e a desvalorização rápida do valor do Kwanza no sector paralelo. Para além da falta de confiança nos bancos, o número extremamente reduzido de sucursais e ausência do segredo bancário, as taxas de juro negativas resultaram numa fraca angariação de poupanças.

O crédito em Angola ao sector privado, tem sido feito pela banca comercial, por alguns fundos para a promoção do tecido empresarial, e ultimamente, por algumas instituições viradas para o micro-credito.

Os créditos concedidos pela Banca comercial incluem recursos de alguns fundos como o Fundo de Desenvolvimento Económico Social (FDES), que utilizam os serviços da banca comercial como canal de crédito.

5

O Quadro 1 mostra que a maior parte dos créditos outorgados por todo o sistema crediticio de Angola foram dirigidos principalmente ao sector privado. Por exemplo, no ano 2001, 91% do total dos créditos foram para o sector privado. O restante 9% distribui-se entre o sector público empresarial e o governo.

Quadro 1: Crédito concedido pelo sistema financeiro (por agentes e por %)

Agentes

1998

1999

2000

2001

Governo Geral

0,01

3,48

0,86

0,86

 

0,13

17,16

12,08

8,12

Sector público empresarial Sector privado

99,87

79,36

87,05

91,02

Total

100,00

100,00

100,00

100,00

Fonte: elaboração própria com base em dados do BNA

Os dados da Figura 2 indicam que do total de créditos outorgado por todo o sistema financeiro em Angola cresceu no período de 2000 à 2002. De facto, no ano 2000, o sistema financeiro dava crédito no valor de US$ 188.5 milhões, menos que em 2002, altura em que o total de créditos cresceu para US$ 528.5 milhões.

A estrutura de créditos varia significativamente entre os distintos sectores da economia. Na Figura 2 observa-se que a rubrica “Comércio + Transporte + Prestação de Serviços” recebeu US$ 159.2 milhões em 2002, equivalente a 30% do total de créditos que se outorgaram nesse ano. A rubrica “Outros créditos” captou US$ 315.8 milhões, equivalente a 60% do total de crédito concedido em 2002. Neste mesmo ano, O sector agro-pecuário só captou US$ 8.5 (6.3 + 2.2) milhões, equivalente a 1.6% do total de créditos outorgados pelo sistema financeiro de Angola em 2002.

Outros Créditos 350.0 300.0 250.0 200.0 150.0 100.0 Dolares Figura 2: Distribuição do crédito por sectores
Outros Créditos
350.0
300.0
250.0
200.0
150.0
100.0
Dolares
Figura 2: Distribuição do crédito por sectores de actividade
económica
Millones
159.2 (30%)
Com.+Trans.
Construção
Indústria
Agricultura
Pescas
+Prest.Serv.
+Habitação
+pecuaria
31 (6%)
10.8
1.1
45.4
2.8
50.0
118.1
10.3
13 (2.5%)
6.3 (1.2%)
-
2.2 (0.4%)
==> US$ 188.5 m
2000
==> US$ 324.5 m
2001
==> US$ 528.2 m
2002
315.8 (60%)

Fonte: BNA, 2003 http://www.bna.ao/Pt/default.asp

II.2 Distribuição de créditos por bancos

O tecido bancário de Angola é composto por um banco central, Banco Nacional de Angola (BNA), e 10 bancos comerciais: Banco de Poupança e Crédito (BPC), Banco de Comércio e Industria (BCI), Banco Comercial Português (BCA), Banco Português do Atlântico (BPA), Banco Sol, Banco Africano de Desenvolvimento (BAI), Banco Totta e Açores (BTA), Banco Espirito Santos (BES), Banco de Fomento Angola (BFA) e o Banco Regional do Keve (BrK).

Como se observa na Figura 3, quatro bancos comerciais (BPC, BAI, BFA e BCI) concederam 93% (33.7+23.2+19.8+16.3) dos créditos totais outorgados em 2002.

Nota-se que o BAI, foi um dos bancos que mais se destacou ao longo do tempo: de uma quota de mercado de 2% em 1998, passou para 23,2 em 2002. O BFE também incrementou significativamente a sua participação de 7,5% em 1998 para 19,8% em

2002.

Figura 3: Estrutura do crédito por bancos (%)

30.0 18.1 34.8 30.6 19.8 32.0 14.5 50.0 40.0 23.8 20.0 10.0 0.3 BS 2000 2002
30.0
18.1
34.8
30.6
19.8
32.0
14.5
50.0
40.0
23.8
20.0
10.0
0.3 BS
2000
2002
1998
1999
2001
0.0
7.5
17.2
1.9 BTA
1.6 BPA
19.8 BFE
41.6
5.6
9.6
4.4
23.2
31.4
3.9
23.2 BAI
0.5 BESA
16.3 BCI
33.7 BPC
2.8 BCA

Fonte: BNA, 2003 http://www.bna.ao/Pt/default.asp

II.3 Os Fundos Financeiros

O governo de Angola promoveu o aparecimento e desenvolvimento de pequenas empresas, o fomento e apoio social as comunidades através de vários fundos: Fundo de Desenvolvimento Económico Social (FDES); Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA); Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Pesca Artesanal (FADEPA); Fundo de Apoio ao Empresariado Nacional (FAEN); Fundo de

7

Apoio Social (FAS); e Fundo de Desenvolvimento do Café. A seguinte secção passa em revista a cada um destes fundos.

II.3.1 Fundo de Desenvolvimento Económico Social (FDES)

O FDES foi criado a 27 de Agosto de 1999 para apoiar a pequenas e médias empresas com uma abordagem mais sustentável que os fundos que os antecederam. É um instituto público para o financiamento do desenvolvimento económico e social, vocacionado para o crédito de médio e longo prazo. Mas é diferente aos chamados Institutos de Crédito do Estado no tocante a possibilidade de captar depósitos, faculdade não prevista para este Fundo, mas que constitui um importante recurso dos bancos de desenvolvimento de capitais públicos.

É uma instituição com características muito semelhantes as dos bancos de negócio. Nesta qualidade tem como recursos o capital próprio (capital social de US$ 150.000.000 provenientes do bónus do petróleo e reservas), empréstimos (créditos e títulos) e outros fundos do Orçamento Geral do Estado (OGE), que são aplicados na concessão de créditos ao sector privado e em outros activos financeiros.

É uma instituição financeira que não se dedica a banca de retalho. Repassa os seus fundos ao sector privado, através dos bancos comerciais e dos bancos de investimento, entidades vocacionadas para intermediar transacções com os agentes do sector não bancário.

Gere neste momento 5 linhas de crédito: 3 linhas patrimoniais (azul, verde e amarela), linhas extra patrimonial gerida pelo Programa de Crédito Novo Horizonte (linha vermelha e branca).

Aproximadamente 11% do total de créditos são para a agricultura, divididos em 36 projectos (US$ 4 milhões em Oct. 2000 - Oct. 2003). Potencialmente o crédito beneficia a 1300 pessoas. US$ 3 milhões foram para a produção de alimentos básicos (a maioria foi para o Bengo com 1.1 milhões).

Actualmente estuda a possibilidade da criação de um fundo de garantia para garantir crédito a agricultores. Esse fundo poderá ser US$ 30 milhões, e será para garantir prioritariamente créditos para projectos agrícolas. Estima-se que os 30 milhões servirão para garantir 50 milhões de dólares em crédito. O fundo de garantia só será utilizado para equipamento.

De acordo ao FDES, uma restrição para o micro-crédito é que este não está regulamentado pelo Banco Central. O Banco Mundial está a dar assistência na construção do desenho da legislação. O FDES não capta depósitos dos seus beneficiários, e os substituí com a recuperação dos créditos e das taxas de juro.

A médio prazo projecta transformar-se num banco público, especialmente vocacionado para o fomento de actividades económicas. Na presente data tinha já financiado 170 projectos (Agosto2003) no valor de US$ 34.940.107 em 14 da 18 províncias do País.

II.3.2 Fundo de apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA)

Estabelecido em 1986, o FADA depende do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MINADER), cuja principal função é fazer o fomento agrário, para beneficio dos camponeses. A sua principal fonte de financiamento é o OGE que contribui com uma cifra variável entre US$ 1.000.000 a 1.500.000 por ano, e representa cerca de 98% da origem dos fundos do FADA.

Excepcionalmente o FADA entregou fundos ao Ministério da Família e Promoção da Mulher para que este por sua vez concedesse créditos a programas de desenvolvimento de Mulheres rurais. Como última alínea das suas funções de promoção, dão crédito através do serviço de veterinária do Ministério de Agricultura, para a aquisição de pequenos ruminantes (cabras). O FADA para 2003 tem o programa de fomento avícola (implementado com a Direcção Nacional de Pecuária), que consiste na entrega de 5 a 10 pintos por família. Na generalidade o critério para entregar as doações é atender ao primeiro requerimento tendo em conta considerações sociais. Tem um programa de equipamento agrícola que consiste na entrega de motobombas, moinhos, coordenado com o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) e o Instituto do Café. Tem um programa de fomento florestal, que consiste na entrega de plantas de sombra através do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF). Tem um programa de mecanização agrícola, utilizado para compartir custos de mecanização entre o FADA (40%) e o Governo do Bié (60%). No Bengo e Kwanza Sul o FADA financiou esse programa a 100%.

É uma instituição que muito raramente dá créditos e que materializa os seus programas com as estruturas correspondentes do MINADER.

II.3.3 Fundo de apoio ao Desenvolvimento da Pesca Artesanal (FADEPA)

Foi criado em 1992 com o objectivo de apoiar a pesca Artesanal. É alimentado por fundos próprios provenientes das licenças de pesca, o que lhe dá uma certa autonomia económica financeira. Para a concessão de créditos aplica uma taxa de juro que varia entre 10 e 60% por ano, geralmente menor que a taxa de inflação.

II.3.4 Fundo de Apoio ao Empresariado Nacional (FAEN)

Foi um fundo com representações em várias províncias e que concedeu crédito, a taxas de juros mais baixas que as taxas de juro do mercado bancário. No entanto, devido as taxas reais negativas, a não indexação ou actualização dos créditos, e a falta de experiência crediticia (foi o primeiro fundo a conceder o crédito as empresas privadas), a taxa de retorno (1995-1999) foi de 1,3%. Essa situação descapitalizou o fundo que não se pode manter sem o patrocínio do OGE. Um efeito negativo do FAEN e de outros fundos desse género foi a contribuição para o hábito do não reembolso, entre os beneficiários dos créditos, quando se trata de linhas de crédito financiadas pelo Estado.

II.3.5 Fundo de Apoio Social (FAS)

Dependente do Ministério do Planeamento, foi criado a 28 de Outubro de 1994. É de caracter Nacional (opera em 37 dos 78 municípios do País) e dotada de autonomia administrativa e financeira. O seu principal objectivo é o de melhorar, expandir a

utilização de infra-estruturas básicas sociais e económicas. Trabalha com a comunidade e com agências de enquadramento. Os principais financiadores são: o Banco Mundial, o Governo de Angola, doações da Noruega, USAID, Japão, BP Amoco e financiamentos da Holanda, Itália e Suécia, que desembolsaram cerca de US$ 30.000.000 nas duas fases anteriores.

A primeira fase do FAS foi de 1994-1999, a segunda de 2000-2003 e a terceira será Novembro 2003 - Novembro 2007. O financiamento do FAS para a primeira fase foi US$ 24 milhões, 33 para a segunda e 55 milhões para a terceira (que está sendo aprovada).

A experiência desse fundo no tocante ao micro-crédito não alcançou os objectivos, pois o fundo não estava dotado de suficiente capacidade institucional para monitorizar os créditos. As actividades do FAS respondem a interesses das comunidades. Por exemplo, se uma comunidade requerer um centro de Serviços, o FAS pode financiar a construção, mas não o seu equipamento e custos de financiamento. O FAS só financia infra-estruturas.

II. 3.6 Fundo de Desenvolvimento do Café

Tem como objectivo principal o financiamento de projectos de desenvolvimento das actividades de produção, preparação, transporte, armazenagem investigação científica e comercialização interna e externa do café. As suas receitas eram derivadas essencialmente de uma taxa fixa à exportação de café e das doações internacionais. Como actualmente o volume de exportação de café baixou consideravelmente (1778 ton./ano 2000) o fundo está quase inoperacional.

Observa-se que exceptuando o FDES e FADEPA (de certa forma), as iniciativas de crédito através de fundos tiveram um impacto reduzido, devido à rápida descapitalização dos fundos, resultados das taxas de juro subsidiadas, das altas taxas de inflação e do baixo reembolso por parte dos beneficiários.

II.4 Micro-Credito Urbano e Rural

Com o objectivo de desenvolver o pequeno agricultor, o Governo desenvolveu projectos e estações agrárias, concedeu créditos bancários a pequenos projectos agrícolas. A maioria das fazendas do estado deviam ser transformadas em cooperativas ou associações. Em 1985, havia 4.638 cooperativas e 6.534 associações, mas no entanto só 93 cooperativas e 71 associação funcionavam.

A tarefa crediticia destinada ao sector agrícola foi considerada tradicionalmente como um requisito para impulsionar o desenvolvimento rural, já que as actividades de produção primária (agrícola) são parte fundamental da estratégia de sobrevivência das populações dessas áreas.

Em anos recentes, acumulou-se uma grande quantidade de evidência empírica que permite afirmar que o fomento do desenvolvimento agrícola, através de créditos preferenciais, não só não conseguiram atingir o objectivo desejado, como criaram ineficiência dos mercados financeiros e condições de privilégios que favoreceram a uns poucos agricultores, em detrimento dos interesses da maior parte da população

rural. Os bancos de desenvolvimento agro-pecuário, quase sem excepção, não puderam auto-financiar e necessitaram de injecções periódicas de capital estatal ou de recursos monetários de emissão inorgânica, que mais contribuíram para os processos inflacionários.

Em Angola uma grande proporção do crédito subsidiado destinado a agricultura foi utilizado para outros fins. No melhor dos casos, utilizou-se esses recursos para libertar recursos próprios que logo depois eram usados para outras actividades mais rentáveis ou prioritárias para o beneficiário.

Outro problema que está relacionado com o crédito subsidiado, é que gera um aumento da procura que não pode ser satisfeita pela oferta limitada de recursos subsidiados. Nessas condições, torna-se necessário racionalizar o crédito, e como consequência dessa política, são os grandes agricultores que obtém maior benefícios, já que possuem mais recursos e normalmente maior poder de negociação.

Como parte do racionamento do crédito, as instituições financeiras de desenvolvimento tradicional, preferem realizar operações de montantes mais elevados, pois dessa forma poupam trabalho, diminuindo os custos. Outro instrumento para racionalizar o crédito é a imposição de uma série de requisitos que tornem a obtenção do crédito mais difícil e onerosa.

Os agricultores que não podem aceder ao crédito subsidiado, tem que recorrer ao crédito informal. Em muitos casos, os pequenos agricultores recorrem a agiotas “prestamistas” ou a comerciantes que cobram taxas de juro mais altas que as taxas comerciais cobradas por bancos comerciais privados. Sem dúvida que o facto de estes intermediários sobreviverem em todos os países, é uma prova de que estão prestando um serviço aos habitantes rurais.

Em Angola, o micro-crédito data dos anos 90, com um aumento crescente de actores. As experiências têm sido relatadas como êxitosas, com taxas de retorno elevadas. O micro-crédito está ainda muito concentrado nas zonas urbanas e peri-urbanas e com maior incidência na província de Luanda, onde se iniciaram a maior das experiências nesse ramo do crédito.

Os registros que se encontraram indicam que em Angola operam regularmente 9 organizações vinculadas ao micro-crédito: Development Workshop (DW); Banco Sol; Cooperative League of the USA (CLUSA); Ministério da Família e Promoção da Mulher (MINAFAMU); CARE Internacional; Chirstian Children Fund (CCF); Centro di Informazion e Educazione aolo Sviluppo (CIES); African Humanitarian Action (AHA); e Acção Agrária para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) 4 . A informação seguinte foi obtida através de entrevistas realizadas com algumas das instituições anteriormente mencionadas (ver Anexo 1).

II.4.1 Development Workshop (DW)

4 As principais características destas instituições estão mencionadas sinteticamente no Anexo 4.

Iniciou as sua actividade em Luanda em Julho de 1999. Trabalham em Luanda e no Huambo, com micro-créditos outorgados nas zonas peri-urbanas e urbanas. Não dão crédito à agricultores devido a um mandato institucional que não incluiu crédito para actividades agro-pecuárias. Contam com um apoio financeiro do Department for Internacional Development (DFID) que lhes incumbiu de cobrir áreas peri-urbanas (crédito dirigido com mandato geográfico) com empréstimos dirigidos à pessoas que têm pequenos negócios comerciais e/ou industriais. O seu sistema de crédito solidário baseia-se no modelo de desenvolvimento do Grameen Bank.

Dão crédito a grupos de pessoas. Os grupos podem ser de dois tipos: “graduados” e “não graduados”. Os primeiros têm de 8 a 15 membros, menos que os segundos que têm entre 20 à 30 membros. Em Outubro 2003, tinham 145 grupos em Luanda e 23 grupos no Huambo. Com cada grupo, a DW elabora um contrato de crédito com seu próprio regamento. 80% dos grupos vivem em comunidades não distantes de centros urbanos e 20% vivem em zonas urbanas (dedicados principalmente a actividades comerciais).

Para os não graduados o máximo de crédito no 1º ciclo é de 150 dólares (que dura 4 meses) por pessoa, e para os graduados é de 400 dólares por pessoa (por um período de 6 meses). Há um sistema de incremento de crédito de 40% por cada um dos ciclos. Um grupo gradua-se depois de 3 ciclos de créditos consecutivos e com 100% de reembolso. Ao graduado aplica-se uma taxa de 15% de juros por ciclo (que dura 16 semanas). Ao não graduado aplica-se 10% de juros por ciclo (que dura 16 semanas), se for grupo comunitário e 12% por (16 semanas) se for um grupo comercial.

Os clientes são maioritariamente comerciantes, costureiros, padeiros, sapateiros, carpinteiros, etc. Têm grupos mistos (a maior parte) e só de Mulheres. Os grupos de mercado geralmente vivem em zonas diferentes e vendem no mesmo mercado, onde se cria a relação financeira entre o grupo comercial e a DW. No caso dos grupos comunitários, vivem na mesma comunidade mas vendem em distintos mercados. O contacto financeiro faz-se na comunidade. O grupo comercial tem uma taxa de retorno de 95% e os grupos comunitários de 100%.

Os grupos beneficiários dão dois tipos de garantias: garantia solidária grupal e garantia individual (cada membro do grupo deposita na conta bancária da DW 10% do montante que individualmente recebeu). Todas as operações são em dólares. Em Luanda a DW tem uma carteira de crédito de 560,000 dólares e no Huambo 78,000 dólares.

Os principais problemas com que enfrenta a DW, no tocante ao micro-crédito são:

falta de legislação que lhe permita receber depósitos (falta de regulamentação de micro-poupanças para instituições não bancárias); problemas de fraude (em cada trimestre tem pelo menos um caso de fraude); falta de poder legal e marcos jurídicos para pressionar o retorno dos créditos (muitas das vezes as autoridades entendem que se o crédito vem de uma ONG, então é uma ajuda que não necessita de ser devolvida).

A meta da DW para o ano de 2005 é atender 15000 clientes. Se surgir um financiador que esteja disposto a pôr capital para crédito agrícola, então a DW estaria disposta a desenvolver uma metodologia para o crédito às actividades agro-pecuárias.

II.4.2 Banco Sol

O primeiro banco a dirigir-se para esta franja de mercado. Iniciou a sua actividade nas províncias do Bengo e de Luanda desde Outubro de 2000. Actualmente actua também nas Províncias do Bié (Kuito), Malange e Huila. Com o apoio da Cooperative League of the USA (CLUSA) financia a actividade agrícola. Actualmente a carteira de negócios ronda um milhão de dólares, dos quais 150 para o sector do micro-crédito agrícola. O Banco Sol foi financiado com US$ 500.000 do OGE para actuar no segmento do micro-crédito. Beneficia 900 grupos solidários de 5 elementos cada.

O Banco Sol financia o crédito agrícola somente através da CLUSA, de outra forma o micro crédito é para comércio (e não agricultura). O crédito agrícola é atractivo para o Banco Sol porque dá o crédito quase sem custos de transação, já que todos os custo de transação é absorvido por CLUSA, que não cobra nenhuma comissão ao banco pelo trabalho de facilitação que realiza.

Operativamente, a CLUSA faz as facturas proforma, assiste na compra de mercadorias e acorda datas de entrega aos agricultores. O crédito é concedido a partir do momento em que o produtor aceita o crédito. O Banco Sol dá ao produtor a mercadoria com base em três princípios: crédito a tempo, mercadoria com as especificações requeridas e preços razoáveis. Desta forma o banco assegura que o produtor não se queixe de um ineficiente serviço do banco e assim justificar a falta de retorno de créditos. O crédito é em espécie (fertilizantes, motobombas, sementes, etc.).

A taxa de juros que o banco cobra é de 10% anual (com devolução quadrimestral) para créditos agrícolas e 20% semestral (com devoluções semanais) para créditos comerciais. A taxa de juros para créditos comerciais é maior porque o banco tem custos de transação.

Para receber crédito agrícola, os produtores têm que criar associações, cooperativas ou outras formas de associação, de maneira a poder criar sistemas de crédito solidário. Adicionalmente os beneficiários são incentivados a depositar as suas poupanças no Banco Sol. Os agentes reúnem-se todas as semanas com os grupos e a devolução é semanal (modelo adoptado de Grameen Bank). O Banco Sol descentralizou o pagamento dos créditos, de maneira que os devedores possam pagar em locais descentralizados e não na sede do Banco (diminuindo custos de viajem e tempo). O banco prefere que as Mulheres detenham a direcção do grupo, direcção necessária para o estabelecimento do grupo e outorga do crédito.

As dívidas em mora representam 1% em relação a carteira total de crédito e 10% em relação ao micro-crédito. A província de Luanda é a que tem maior atraso. O total de crédito outorgado pelo banco até 2003 foi de 4.5 milhões de dólares.

O Banco Sol destinou quase um milhão de dólares para o micro-crédito (950,000 dos quais 65% já foram pagados; há um atraso de 90,000 dólares que corresponde aos 10% anteriormente mencionado), tem 4500 clientes e 900 grupos (5 pessoas por grupo, seguindo a experiência de Grameen). Tem um sistema de graduação de crédito

em múltiplos de 100 Dólares (200, 300,

...

até 500). Depois, os beneficiários do

crédito tornam-se independentes, perdendo-se o conceito de grupo solidário, e dando lugar ao ciclo da garantia real. O crédito faz-se com base na confiança.

Em 2004 o Banco Sol abrirá agências em 5 províncias, mas o crédito será comercial e não agrícola já que a CLUSA, sua actual parceira, não trabalhará nessas províncias. O Banco Sol precisa de ONGs (como a CLUSA) para realizar as suas operações de crédito ao pequeno produtor.

II.4.3 Cooperative League of the USA (CLUSA)

Começou as suas actividades em Novembro de 2001. Inicialmente foi um programa desenhado para apoiar a comercialização de produtos agrícolas em Angola. No entanto, constatou que existiam problemas de produção pelo que entraram nas actividades de apoio a produção agrícola. Trabalham principalmente na Humpata e Chibia (província de Huíla), Ganda e Bocoio (província de Benguela). CLUSA trabalha em Angola em zonas que não eram, consideradas na altura do conflito, de emergência, com 30 funcionários, a maior parte na Huíla.

A figura 4, exemplifica o funcionamento da CLUSA. Como se pode ver a CLUSA facilita (intermedeia) a relação financeira entre clientes e o Banco Sol. A CLUSA identifica os agricultores, organiza o grupo solidário, realiza o contrato de crédito, dá assistência técnica (demonstrações tecnológicas) na produção e dá assistência na comercialização. A CLUSA garante 5% do montante total do crédito. Por exemplo:

em 2002 a CLUSA realizou um depósito no Banco Sol de 25.000 Dólares correspondentes a garantia de um crédito de 500.000 dólares para os grupos de agricultores sob a tutela da CLUSA.

Figura 4: Esquema do micro- crédito (experiência do Banco Sol/ CLUSA)

 
 

Banco. Sol

 
Figura 4: Esquema do micro- crédito (experiência do Banco Sol/ CLUSA) Banco. Sol Fornecedores (inputs) Inst.
 
Figura 4: Esquema do micro- crédito (experiência do Banco Sol/ CLUSA) Banco. Sol Fornecedores (inputs) Inst.
Fornecedores (inputs)
Fornecedores
(inputs)
 

Inst. facilitadora

Fornecedores (inputs) Inst. facilitadora Assistência
 

Assistência

(CLUSA)

Técnica (IDA)

 
Figura 4: Esquema do micro- crédito (experiência do Banco Sol/ CLUSA) Banco. Sol Fornecedores (inputs) Inst.
Figura 4: Esquema do micro- crédito (experiência do Banco Sol/ CLUSA) Banco. Sol Fornecedores (inputs) Inst.
     

Financiador externo

 

Beneficiários (associações,

 

cooperativas, grupos organizados)

 

O primeiro crédito do Banco Sol foi de 18.000 dólares. O segundo foi de 33.000. O terceiro crédito foi de 61.000 dólares, a uma taxa de juros 10% ano. Todos estes

créditos foram monotorizados e garantidos pela CLUSA, e foram pagados na sua totalidade.

Os créditos são em espécie (equipamentos de rega, sementes, fertilizantes, etc.) e destinam-se à produção de hortícolas, batatas, banana, e também comercialização de produtos agrícolas (neste caso o crédito é dado a associação de produtores). A CLUSA trabalha com 5 “centros de serviços” e beneficia à volta de 500 famílias. A CLUSA ajuda os fornecedores de insumos agrícolas a colocar suas mercadorias nos centros de Serviços à consignação.

A CLUSA observa que há sazonalidade na produção de alimentos (todos os agricultores produzem ao mesmo tempo inundando o mercado de Luanda) e a falta de infra-estrutura para sua conservação são restrições para a comercialização. A infra- estrutura deteriorada é um obstáculo para a produção e comercialização. De acordo com a CLUSA, os principais problemas que enfrentam os agricultores para obter créditos que provenham directamente de instituições financeiras (sem a mediação da CLUSA) são: a falta de documento de identidade (muita gente não os tem, especialmente as das zonas rurais), falta de certificados de propriedade da terra e falta de garantias reais.

II.4.4 Ministério da Família e Promoção da Mulher (MINAFAMU)

As actividades do micro-crédito do MINAFAMU está integrado no Programa Nacional de Micro Crédito, que teve inicio em Luanda em Setembro de 1999, alargando-se para a Província do Bengo e de Cabinda, com expansão prevista para breve para as Províncias do Kwanza Sul e da Lunda Sul. O financiamento à actividade agrícola esteve essencialmente virada para as culturas anuais, para garantir a rotatividade do fundo.

II.4.5 CARE International

A través do Programa de Actividades Económicas (componente do programa LURE), a CARE iniciou a sua actividade em Luanda – Kiamba Kiaxi em julho de 1999. Os primeiros empréstimos foram concedidos em Abril de 2000. O capital inicial foi de cerca de US$ 67.000 e um ano e meio depois (Outubro de 2001) a carteira de crédito praticamente duplicou (US$ 113.000), apoiando 65 grupos com 859 indivíduos.

II.4.6 Chirstian Children Fund (CCF)

Iniciativa para Crianças Adolescentes Angolanos. Iniciado em 1999 (primeiros empréstimos em Dezembro de 2000) nas províncias de Benguela e Huíla. Possuía em Outubro de 2001 um fundo de US$ 50.000 para crédito.

II.4.7 Centro di Informazion e Educazione aolo Sviluppo (CIES)

Kandengues Unidos "Micro-crédito para ajudar famílias pobres”, de acordo com as nossas fontes foi a primeira instituição a conceder micro-crédito. A sua actividade data de 1997. Possuía em 2001, US$ 30.000 para o micro-crédito.

II.4.8 African Humanitarian Action (AHA)

A operar em 2001 em Luanda, Mbanza Congo e Maquela do Zombo, desde setembro de 2000. Possuí um fundo de US$ 35.000.

II.4.9 Acção Agrária para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA)

Até a data da elaboração deste relatório não foi possível obter dados sobre a actividade desta ONG no ramo do micro-crédito.

III

PROPOSTA PARA MEHORAR O ACESSO AO CRÉDITO DE PEQUENA E MÉDIA ESCALA

Produto das entrevistas com distintas organizações e agricultores 5 , detectaram-se as seguintes restrições que enfrentam os pequenos e médios produtores de Angola para obter crédito rural:

a)

do ponto de vista de produtores:

carecem de recursos financeiros;

ausência de documentos de identidade;

taxas de juros elevadas no mercado informal;

produção pequena, arriscada e sazonal;

carecem de recursos para dar garantias reais;

tem problemas relacionados com os títulos de propriedade da terra;

quando obtém micro crédito, geralmente é sem assistência técnica.

b)

do ponto de vista das instituições financeiras:

os custos de operação de crédito rural são elevados (são geralmente em pequenos

montantes e para produtores dispersos geograficamente); insuficiente regulamentação do micro-crédito rural;

falta de mecanismos financeiros para promover a poupança rural.

Estas limitações representam restrições comuns para agricultores em muitas regiões do mundo. Distintos governos e entidades crediticias enfrentaram estes problemas utilizando ferramentas orientadas a contrariar essas limitações. A seguir mencionamos como estes problemas foram abordados nos distintos lugares do mundo.

O mais mencionado dos casos é a experiência crediticia do Grameen Bank 6 de Bangadesh, que iniciou as suas actividades crediticias de pequena escala em 1976 e continua até hoje. Alguns dados que reflectem o êxito do Grameen Bank é que iniciou seus programas de crédito numa aldeia em Bangadesh e actualmente trabalha em mais de 43,000 aldeias, beneficiando aproximadamente 2.9 milhões de pessoas. A taxa de retorno dos créditos outorgados em média é de 99%. O banco pertence aos depositantes (produtores de Bangadesh) que detêm 90% do capital do banco (o restante 10% pertence ao Governo de Bangadesh).

Grameen resolveu o problema das garantias dando crédito a grupos de agricultores, principalmente mulheres chefes de família. Um projecto de assistência técnica chamado Fertisuelos na Bolívia, também enfrentou o problema da falta de garantias mediante crédito grupal. Em Angola, o Banco Sol com a assistência da CLUSA está a enfrentar esta restrição com crédito a grupos de agricultores.

O problema da falta de retorno devido a baixa produção, foi abordado por Fertisuelos dando crédito rural com assistência técnica. A assistência técnica consistia na indicação aos agricultores como utilizar os insumos agrícolas nos seus campos; por exemplo, recomendava-se doses específicas de fertilizantes, sementes certificadas, insecticidas, pesticidas, adubo orgânico, rega, etc. Através desta assistência ligada ao

5 O anexo 1 contem a lista de pessoas entrevistadas. 6 Grameen significa rural.

crédito consegui-se aumentar a produtividade por hectare de maneira substancial. Em média os agricultores que receberam crédito com assistência técnica aumentaram sua produção de batata de 6 para 30 ton/ha. Isto teve um impacto muito importante nas finanças dos agricultores já que tiveram mais produção e portanto maiores excedentes para a comercialização, e por conseguinte menores problemas de retorno dos créditos. A experiência do Banco Sol/CLUSA em Angola também mostra características de assistência técnica na produção e comercialização de produtos agro-pecuários.

Os problemas de falta de identificação e títulos de propriedade foram encarados pelo governo da Bolívia mediante um programa de cadastro rural e titularização para uma significativa quantidade de agricultores, e através da entrega de documentos de identidade pessoal à maioria de pessoas que viviam nas zonas rurais da Bolívia.

O problema da falta de mecanismos para promover a poupança rural, Fertisuelos resolveu-o criando um sistema de micro-crédito com um componente obrigatório de auto-constituição de capital e divulgação do conceito de poupança. Foi um sistema de micro-crédito que provou ser efectivo para promover poupanças e dotar de recursos financeiros ao pequeno agricultor.

Os elevados custos de operação para dar crédito aos produtores foram resolvidos, numa experiência de crédito na Indonésia, através de um fundo dado pelo governo da Indonésia e do Banco Mundial dado en fideicomiso . O fundo foi depositado no sistema bancário local e com os juros que geravam cobria-se os custos de transação que tinham os bancos que davam crédito ao sector rural. No caso de Angola, os gastos associados ao crédito que tem o Banco Sol com seus clientes rurais são cobertos por uma ONG (CLUSA), que absorve totalmente os ditos custos.

As experiências de micro crédito do Grameen Bank em Bangadesh, de Fertisuelos na Bolívia, do Banco Mundial/Banco de Indonésia na Indonésia, do Banco Sol/CLUSA em Angola, mostra que existem ferramentas comuns que foram utilizados para solucionar os problemas de crédito rural. A lição que se retira é que para um sistema de crédito rural, este deve conter os seguintes elementos:

Ter características de crédito solidário;

Garantir o crédito que os agricultores recebem;

Dar crédito com assistência técnica;

Promover a poupança e a auto constituição do capital do pequeno agricultor.

Tomando em conta estes elementos, a seguir propomos um sistema financeiro que permita melhorar o acesso ao crédito de pequenos e médios produtores.

A Figura 5 mostra um sistema em que as instituições financeiras provem crédito em espécie. O crédito não é individual, mas sim colectivo: para a obtenção do crédito, é necessário que os beneficiários se unam em grupos (por exemplo de 10 a 30 agricultores) e constituam formalmente um grupo com capacidade de assinar um contrato de crédito com uma instituição crediticia 7 .

7 Normalmente cada grupo de agricultores elege um presidente e um tesoureiro entre os membros, que serão encarregados de assinar os contratos de crédito.

Entre o sistema financeiro e os beneficiários (associações, cooperativas, grupos de agricultores) está uma instituição facilitadora que dará assistência técnica aos beneficiários. A sua tarefa será o de organizar os beneficiários, determinar a quantidade de insumos agro pecuários que cada agricultor receberá (de acordo com a superfície cultivada e as recomendações técnicas), assistir nas práticas culturais (por exemplo mediante parcelas demonstrativas nos terrenos dos agricultores), ajudar na comercialização e se possível no processamento de produtos agro pecuários (de maneira a vender com valor acrescentado).

O sistema financeiro paga pelos insumos directamente aos fornecedores e estes, em coordenação com a instituição facilitadora, encarrega-se de fazer chegar os insumos aos beneficiários.

Figura 5: Sugestão para um Sistema de micro- crédito agrícola em Angola Financiamento através da reserva
Figura 5: Sugestão para um Sistema de micro-
crédito agrícola em Angola
Financiamento através da reserva obrigatória do BNA (X%); caixa
verde (ex. Brasil), Crédito de uma instituição internacional (BM, etc.)
Crédito em
Sistema Financeiro
espécie
com X%
de juro
Fornecedores
Facilitadora
Pagamento
em moeda
(prestação +
juro de X%)
(inputs)
Pagamento em
moeda- es
(prestação + juro
de X%)
Beneficiários
(associações,
cooperativas,
grupos
organizados)

Os beneficiários restituem o valor total do crédito em dólares ou numa moeda nacional indexada, no fim da campanha agrícola. Adicionalmente pagam uma taxa de juros razoável (por exemplo 10% anual), dos quais uma parte vai para o sistema financeiro sob a forma de juros e outra para a instituição facilitadora sob a forma de retribuição pelos serviços prestados. No caso dos fundos que são injectados por uma instituição facilitadora não serem suficientes, esta deveria contar com fundos externos (provenientes do governo, cooperação internacional ou outro) que lhes permitam financiar as suas operações.

A instituição facilitadora recolherá o dinheiro correspondente a cada um dos beneficiários (montante correspondente ao reembolso total do crédito mais os juros). O mesmo será depositado na instituição bancária excluindo o correspondente a cobrança pelos seus serviços (anteriormente explicado). Por sua vez, a entidade facilitadora incentivará os agricultores a depositarem as suas poupanças nas mesmas instituições bancárias para posterior obtenção de condições preferenciais de crédito.

Este ciclo de crédito tem características de garantia grupal, assistência técnica, ajuda nas garantias e incentivo a poupança, e continua uma vez que se efectue o reembolso total dos créditos.

Este sistema foi discutido com instituições Angolanas de crédito. Por exemplo, O Sr. Lavrador (Gerente Administrativo do Banco Sol) disse que o seu banco esta disposto a ampliar a sua carteira de crédito á pequenos e médios agricultores se tiver uma instituição que facilite o crédito entre a instituição e os beneficiários. O Sr Lavrador disse que em 2004 o Banco Sol abrirá agencias em 5 províncias de Angola, mas terão uma orientação de crédito comercial e não agrícola já que a CLUSA não trabalha nas províncias onde se abrirão as sucursais. Assegurou que se tivessem uma instituição facilitadora, ampliariam as suas operações a créditos agro pecuários.

Então, basicamente esta proposta está orientada para a criação e/ou fortalecimento de uma série de entidades facilitadoras (como CLUSA) de maneira a que as instituições financeiras em Angola possam reduzir o risco que implica dar crédito a pequenos e médios agricultores e ampliar as operações de crédito agro pecuário a todas as províncias do país.

O fundador de Grameen Bank, Dr. Muhammad Eannus (director do Programa de Economia Rural da universidade de Chittagong – Bangadesh) provou que um crédito rural com características semelhantes a anteriormente mencionada, é uma boa ferramenta para combater a pobreza rural e que criaria recursos para o progresso económico dos pobres em geral e das mulheres pobres em particular.

Anexo 1: Entrevistas e Bibliografia

a) Fontes verbais:

Nome

Função

Contactos

Data da

Endereço

Entrevista

Zacarias

Vice-Ministro da Agricultura da

Tel: 323224/35/41

20-10-2003

Comandante Jika

Sambene

República de Angola

FAX: 323217 TM: 091 501 781 TM: 092 301 951 e-mail: z.sambene@ebonet.net

Helena Varela

Consultora Gab. Vice-Ministro

TM.092507884

20.10.2003

Comandante Jika

Borges

da Agricultura

e-mail:

lenavborges@eahoo.com.br

Joaquim Duarte

Director Adjunto do IDA

Tel: (00 244) 323326

20.10.2003

Comandante Jika

Gomes

(Instituto de Desenvolvimento Agrário)

Fax: (00 244) 323651 e.mail: jodugo@net.co.co

Ermelindo

Gabinete estudos e Avaliação do

TM: 092316253

 

Comandante Jika

Pereira

IDA - Instituto de Desenvolvimento Agrário

321446

Estevão

Countre Director

Telef/Fax: 432222

20.10.2003

Rua Custódio Bento

Rodrigues

TM: 091221228

de Azevedo, nr 4 R/C, Valódia - Luanda

Verónica José

Assistente operacional do programa de micro créditos da DW- Development Workshop

448371

21.10.2003

Rua Rei Kateavala

Lucia

Coordenadora financeira do

448371

21.10.2003

Rua Rei Kateavala

Manirambowa

programa de micro créditos da DW- Development Workshop

Paulo Sérgio

Banco Sol- Administrador

Tel: 440330/ 440215:

22.10.2003

Rua Rei Kateavala, nr.

Lavrador

Email: banco.sol@ebonet.net

110-112

Kamarim

Gestor do Centro de Serviços de

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Periganga

Icolo e Bengo

Américo Lopes

Produtor/associado do Centro de Serviços de Icolo e Bengo

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Manuel

Gestor do Centro de Serviços de

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Bernardo Neto

Icolo e Bengo

Adelino Almeida

Produtor/associado do Centro de

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Pinto

Serviços de Icolo e Bengo

Lúcio

Gestor do Centro de Serviços de

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Mangumbala

Icolo e Bengo

Miguel Tomáz

Produtor/ Associado do Centro de Serviços de Icolo e Bengo

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Elias Kussuma

Gestor do Centro de Serviços Icolo e Bengo de Icolo e Bengo

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Francisco Pedro

Secretário do Centro de Serviços de Icolo e Bengo

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

José Santana

Presidente do Centro de Serviços de Icolo e Bengo

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Maurício

Produtor/Associado do Centro de

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Jeremias

Serviços de Icolo e Bengo

Elias Jamba

Produtor/associado do Centro de Serviços de Icolo e Bengo

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Valério Fortuna

Produtor/associado do Centro de Serviços de Icolo e Bengo

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Costa Jamba

Produtor/associado do Centro de Serviços de Icolo e Bengo

   
  • 23.10.003 Icolo e Bengo

Guimarães

Director da EDA ( Estação de

 
  • 23.10.003 Cacuaco

 

Ferreira

Desenvolvimento Agrário) de

21

 

Cacuaco

     

Angelino Castro

Técnico da EDA (Estação de Desenvolvimento Agrário) de Cacuaco

 

23.10.003

Cacuaco

Sebastião

Técnico da EDA ( Estação de

 

23.10.003

Cacuaco

Cardoso

Desenvolvimento Agrário) de Cacuaco

Gabriel António

Técnico da EDA ( Estação de Desenvolvimento Agrário) de Cacuaco

 

23.10.003

Cacuaco

Carlos Alberto

Secretário Executivo de FADA (

Tel: 324902

23.10.003

Comandante Jika

Seabra dos

Fundo de Apoio ao

Santos

Desenvolvimento Agrário)

Paulo Uime

Secretário Geral da Unaca

Tel: Fax: 393087

27.10.003

Rua Major

TM. 091506265/ 092606773. Cx. Postal: 2465- Angola

Kanhangulo 146-1º

Francisco

Assistente Técnico do Secretário

Tel: Fax: 393087

27.10.003

Rua Major

Domingos

Geral da Unaca

TM. 091506265/ 092606773.

Kanhangulo 146-1º

Kabanda

Cx. Postal: 2465- Angola

Victor Hugo

Director Geral do BCP- Banco

Tel: (00244 )397397/397946

27.10.003

Largo rainha Jinga

Alves Carvalho

Comercial Português

6/8-Luanda

Alberto Alves

Gerente

397446/397946 TM. 091508918

27.10.003

Largo Rainha Jinga

6/8-Luanda

Henda Ducados

Directora Executiva Adjunta do

C.P. 1205, TO/Fax: 333835-

30.10.003

Largo do Palácio,

FAS- Fundo de Apoio Social

330191;

Edifício do Ministério

e.mail: coord@fas.ebonet.net

do Planeamento, 1º esq. Salas 218-221

Domingos

FAS- Fundo de Apoio Social

C.P. 1205, TO/Fax: 333835-

30.10.003

Argo do Palácio,

Oliveira

330191;

Edifício do Ministério

e.mail:

do Paneamento, 1º esq. Salas 218-221

António Assis

Director Nacional do INAPEM- Instituto Nacional das Pequenas e Médias Empresas

 

30.10.003

 

Manuel Piedade

Presidente do Fundo de

TM: 091501877

30.10.003

 

dos Santos

Desenvolvimento do Café

e.mail: manuO-juniorbonet.net

Júnior

Isaías de

Director Adjunto da

Tel. 334742 Fax 332840

30.10.003

Rua Tavares Maciel

Meneses

CAFANGOL- Empresa de Beneficiamento e Exportação de Café UEE

n.º 4,

João Boa

Economista do FDES- Fundo de

Tel (244 2) 370484/ 370863;

31.10.003

Rua Rainha Ginga, n.º

Francisco

Desenvolvimento Económico e

TM: (244) 092 437501

83,

Chipipa

Social

Manuel Nicolau

Economista do FDES- Fundo de

Tel (244 2) 370484/ 370863;

31.10.003

Rua Rainha Ginga, n.º

Pedro Diogo

Desenvolvimento Económico e Social

TM: (244) 092 437501

83,

b) Fontes escritas:

  • O Sistema Financeiro Rural, Agricultura Recovere and Development Options Review, Working Paper 22;

  • Fion de Vletter, A Promoção do sector micro- empresarial urbano;

  • Guia prático Novo Horizonte 2001;

22

  • Documentação Exigida aos promotores para candidatura ao programa Novo Horizonte, INAPEM- Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas;

  • Micro- Finanças e Crédito, Ministério da Família e Promoção da Mulher, Luanda 13 de Julho de 2002;

  • Avaliação participativa de beneficiários, FAS- Fundo de Apoio Social, Abril 2002;

  • Apresentação do projecto, Fundo de Apoio Social FAS Agosto 2003;

  • Relâmpago, de preços mínimos, equipamento e produtos agrícola, Clusa, Setembro 2003;

  • Clusa News, Clusa Setembro 2003;

  • Countre Report, Angola, Februare 2003;

  • Relatório e contas Annual, Banco Sol 2001;

  • Boletim Mensal de Preços dos Produtos Agrícolas , n.º 1,/Maio de 2002, Clusa;

  • Boletim Mensal de insumos, equipamentos e produtos agrícolas, Clusa, Novembro de 2002;

  • ModOos de Estruturação de Grupos e Associações, Clusa;

  • Níveis, tipo, estrutura básica e funções das organizações de produtores, Clusa

  • Clusa News, Setembro 2003;

  • Relâmpago, Preços de Insumos , equipamentos e produtos agrícolas, Clusa, Julho de 2003;

  • Relâmpago, Preços de Insumos , equipamentos e produtos agrícolas, Clusa, Agosto de 2003;

  • Tengâpi, boletim mensal de preços de produtos agrícolas, Clusa, Julho de 2002;

  • Procedimentos para a institucionalização dos bancos rurais, Grupo de trabalho criado pelo despacho n.º 148/97, Agosto de 1998;

  • Procedimentos para a institucionalização das caixas de crédito de poupança e crédito auto- geridos, Grupo de trabalho criado pelo despacho n.º 148/97, Agosto de 1998;

  • Flash Informativo n.º 3/2002 do gabinete de Segurança Alimentar, Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Outubro 2002;

Anexo 2: Quadro comparativo de a situação do ARDOR entre 1996/97 e 2003

Temas

Situação em 1996/97 (ARDOR)

Actualmente (2003)

Segurança

Guerra e campos minados. Circulação

Paz e alguns campos minados. Livre circulação de

Crédito

de pessoas e bens restrita Inexistente

pessoas e bens. Tímida presença, através de um sistema de micro crédito

agro-

executado pOo Banco Sol/CLUSA e o MINFAMU

pecuário

Presença

  • 4 bancos e 20 sucursais (VERIFICAR).

10 bancos e 107 sucursais. 4 Fundos: FDES- Fundo de

de

  • 5 Fundos ( Faz- Fundo de Apoio Social,

Desenvolvimento Económico e Social, FADA- Fundo de

instituições

FAEN- Fundo de Apoio ao

Apoio ao Desenvolvimento Agrário, FADEPA- Fundo de

financeiras

Empresariado Nacional, FADA- Fundo

Apoio ao Desenvolvimento da Pesca Artesanal, Fundo de

no País

de Apoio ao Desenvolvimento Agrário, FADEPA- Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Pesca Artesanal, Fundo de Desenvolvimento do Café.

Desenvolvimento do Café, 9 Organizações com programas de micro- crédito: Development Workshop (DW), CARE, Banco Sol, Ministério da Família e Promoção da Mulher (MINAFAMU); Clusa- Cooperative League of the USA, Chirstian Children Fund (CCF), Centro di Informazion e Educazione aolo Sviluppo (CIES), MINFAMU/ voluntárias das Nações umidas

Estrutura

Banco Nacional de Angola que realiza

(VNU), African Humanitarian Action e a ADRA. Banco Nacional de Angola, que realiza as funções de

bancária

funções de banco central, bancos comerciais estatais: Banco de Poupança e Crédito (BPC); Banco de Comércio e Industria (BCI) e Caixa de Crédito Agro-pecuário (CAP).

banco central,, 10 bancos : 2 estatais: (Banco de Poupança e Crédito e Banco de Comércio e Industria); 3 estrangeiros de direito Angolano ( Banco Espirito Santo Angola, Banco Fomento Angola, Banco Totta e Açores ) 2 estrangeiros: (Banco Comercial Português, Banco Português do Atlântico) e 3 nacionais privados ( Banco Africano de Investimento, Banco Regional do Keve e

Inflação

4.000 % no ano de 1996

Banco Sol); 116,07% no ano de 2001

anual

Taxas de

Em 22.05.96 (90 dias) 400%; (91 a

Crédito indexado ao dólar: 8% mínimo e 12% máximo;

juro

180dias) 409%; (181 a 360 dias) 418%

Crédito em Moeda Nacional 80% mínimo 120% máximo; Micro- crédito (mínimo em 4 semanas 2%, máximo 24

Taxas de

Negativas, então existia um incentivo

semanas 20%) Positivas

juro reais

para o consumo de créditos e devolução a taxas de juros negativas, Frequentemente os créditos não eram devolvidos

Caixa de

Banco Estatal paralisada

Banco liquidado

Crédito

Agro-

Pecuário

Agiotas/

Entregam o crédito aos clientes

Situação que se mantêm

Prestamista

conhecidos, por períodos curtos e não

s informais

assegurados. O juro que cobram e normalmente maior que os da rede dos intermediários formais, no entanto dão crédito rapidamente e com baixos custos de transação. Trabalham nos mercados populares como por exemplo ROQUE SANTEIRO

Ciclo do

360 dias máximo

Máximo 7 anos (2 anos de carência ex. FDES). Moda

crédito

Moeda

Kwanza

crédito de curto prazo Kwanza, Kwanza indexado ao dólar e dólar

utilizada