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Trabalho de Levítico & Hebreus

Profº: Demétrio Rocha Aluno: Marcelo Gomes

Conteúdo do livro
A epístola aos Hebreus é sem dúvida nenhuma, um dos livros mais reconfortantes e
peculiares da Bíblia dado tanto ao seu aspecto literário quanto em seu conteúdo Espiritual.

Primeiramente não observamos a costumeira saudação e identificação do seu


remetente presente em outras epistolas da Bíblia Sagrada.

Mas outros aspectos a diferencia das demais epístolas da Bíblia, até mesmo de
outros livros da Bíblia, digamos que a carta aos Hebreus começa como um tratado se
desenvolve como um sermão e tem a sua conclusão semelhante a uma carta, mas algo em
seu conteúdo nos é claro, e podemos dizer que é o fato de que esta carta fora escrita
diretamente a um grupo em particular: Os Judeus convertidos.

Esta epístola esta escrita no melhor estilo grego literário encontrado no Novo
Testamento, e o seu vocabulário é copioso e os seus traços rebuscados são simplesmente a
demonstração do esforço e cuidado (humanamente falando) com que foi escrita, e os
elementos que mais contribuem para esse efeito são: A linguagem, ordem, ritmo e sintaxe.

Não há discussões sobre o tema geral de Hebreus apesar dele se designado epístola
tão somente por ele ter um público alvo tal como uma carta convencional e também
porque ao longo da história ser denominado desta forma, porém seus recursos ricos em
sua retórica fazem com que muitos acreditem que este precioso escrito seja na verdade
originalmente uma homilia ou até mesmo uma série de homilias em forma escrita, com
alguns comentários pessoais acrescentados ao final, conforme F. F. Bruce em seu livro “The
epistle to the Hebrews” pag. 389.

O título “Aos Hebreus” é antigo, mas pode não ser o título original, entretanto o livro
trata sobre o sacerdócio, dos sacrifícios e está repleto de citações do Antigo Testamento e
como já falamos anteriormente foi escrito especialmente para um grupo de Cristãos de
origem judaica, os quais tinham certo nível intelectual e passavam por uma crise com
relação a sua decisão de seguirem a Cristo talvez por serem ainda apegados ao judaísmo,

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contudo pelo conteúdo da “carta” podemos notar que este grupo não era tão novo assim
(2.3; 13.7), portanto eram crentes maduros e já estavam aptos a ensinar a outros (5.11;6.2)
porém aparentemente isto era negligenciado pelo fato destes Cristãos estarem em meio a
tantos problemas relacionados a sua convicção e o intuito da epístola e trazer a memória
deles, aquilo que tudo que possuíam em cristo, era muito melhor do que aquilo antes
tinham.

A supremacia de Cristo não é colocada em questão nem em comparação aos anjos


em nenhum momento, e devemos salientar que um tema muito freqüente em Hebreus é a
superioridade de do Cristianismo em comparação ao judaísmo, os quais podemos apontar
como os mais diretamente ligados a este assunto seja:

A superioridade do Sacerdócio de Cristo ante o de Levi.


O Perfeito definitivo Sacrifício de Cristo ante os oferecidos e requeridos pela lei.
A superior revelação manifestada ao filho de Deus que tanto ratifica os profetas
antigos como traz para Si todo o foco da revelação quer seja no A.T. como no N.T.

Jesus Cristo não só é incomparável também como maior e melhor do que tudo
relacionado a lei Mosaica pois, todos os ritos sacrificiais apontavam unicamente para Ele
mesmo, que viria a Ser o Sacerdote Perfeito que apresenta o perfeito Sacrifício de Si
mesmo.
O sistema sacrifical era a cópia, Jesus o original, este sistema é a sombra Jesus, a
imagem real, por isso o escritor se preocupa com os destinatários da “carta”, pois voltar
atrás representava abandonar o Superior pelo inferior.
Em suma: Podemos afirmar que a epístola aos Hebreus trás para aos titubeantes as
seguintes verdades fundamentais que se aplicam a igreja moderna:
Cristo é superior aos anjos, a Moisés, a Aarão e ao ministério sacerdotal no
A.T.
O A.T. admitiu o caráter temporário dessas estruturas sacrificiais, de modo
que a nova aliança não se opõe a antiga.
Deixar a Cristo e voltar-se para o sistema obsoleto no sentido espiritual, e
por isso suscetível a pena Divina.

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Autoria do livro
A nosso ver, a maior controvérsia sobre a autoria de algum livro no N.T. fica por parte da
autoria do “livro” de Hebreus, pois não há no N.T. um “livro” cuja autoria seja mais disputada nem
cuja inspiração seja mais incontestável.

A epístola em si é anônima, isso não se sabe ao certo porque, mas podemos imaginar que
seja pelo fato que já citamos de que a “carta” aos Hebreus é uma homilia ou várias tratando do
mesmo assunto, por isso não segue o padrão usual de uma carta, com saudação e identificação do
autor.

A correte de pensamento mais difundida é que a autoria de Hebreus é realmente do


Apóstolo Paulo, contudo, fazendo com os outros escritos de Paulo, muito eruditos ortodoxos negam
a autoria paulina.

Uma contundente, porém muito bem fundamentada tese que nega a autoria paulina da
epístola aos Hebreus foi citada pelo Profº Juliano Heyse eu sua palestra sobre a história da Igreja, que
diz que O Apóstolo Paulo não poderia ser o autor de hebreus simplesmente pelo fato de que os
escritos de Paulo contêm muitas digressões, que nada mais é que antes de terminar uma narrativa a
respeito de algum assunto, imediatamente se começa outro e antes de terminar este segundo
assunto iniciado se começa um terceiro, tornando o assunto mais extenso do que deveria, contudo
digressão não tira o mérito do escrito, pois a exemplo de Paulo, vários chamados pais da igreja
primitiva também faziam muitas digressões e mesmo assim seu legado é de suma importância para a
Teologia moderna.

Ao contrário dos escritos de Paulo onde vemos a “sua assinatura” a carta aos Hebreus é
precisa é extremamente incisiva nas suas colocações, isto seria pelo fato de se Hebreus uma
exortação? Seja como for, ao longo de muitos anos muitos “autores” foram apresentados como os
escritores de hebreus tais como: Tertuliano (séc. 3) declarou que foi Barnabé o transmissor da
mensagem contida em Hebreus, e segundo relato de Carlson essa tese se baseia também no fato de
que alguns termos utilizados no livro de hebreus, a saber: “ton logon th,j paraklh,sewj” (Hb 13:22)
são comuns a Barnabé, afinal ele mesmo havia sido chamado de: “uio,j paraklh,sewj” em (At 4:36).

Outros nomes citados como “autores” de Hebreus, por exemplo, Lutero afirma ter sido
Apolo, outros dizem Silvano (Silas de At 15:18) outros Lucas ou até mesmo Clemente de Roma, mas
um fato é inegável, quem quer que seja o autor de Hebreus (dizemos autor humanamente falando,
pois o mais certo de se dizer é o transmissor da mensagem), este se não foi o próprio Apóstolo
Paulo, sofreu fortíssima influência das idéias dele, a ponto de afirmar-nos Conybearke Howson, em
seu livro vida e Epístolas de São Paulo: “Embora morto, Paulo ainda fala através de seus discípulos”.

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Além da própria igreja oriental primitiva (início do séc. 3) atestar a autoria de Paulo, vários
nomes importantíssimos na história da igreja também afirmam o mesmo a respeito, o qual podemos
citar: O pai da igreja, Orígenes (185-255 d.C.), porém ele mesmo sabia que muitos aceitavam
Clemente como o escritor de Hebreus, pois ao escrever aos Coríntios (I Clemente), apresenta alguma
familiaridade com esta epístola, e há algumas semelhanças superficiais, tanto na forma quanto no
vocabulário. Contudo, há diferenças estilísticas demais para Clemente ter escrito Hebreus, inclusive o
próprio historiador Eusébio de Cesárea (265 - 339 d.C.) coloca Paulo como autor de Hebreus.

“Isto parece ser, portanto, o que disse o homem que os ouviu interpretar as Sagradas Escrituras. E talvez os
escritos dos antigos, que ele diz que possuem, sejam possivelmente os Evangelhos, os escritos dos apóstolos e
algumas explicações que interpretam, como é natural, os antigos profetas, que são as que contêm a Carta aos
Hebreus e outras cartas de Paulo.”

[Eusébio de Cesaréa – História Eclesiástica – Pág.42]

Há algumas dificuldades se apresentam no campo da elucidação da autoria de Hebreus, pois


historicamente é aceito que Paulo seja o autor da Epístola aos Hebreus, mas em contraposição pode-
se notar que o texto grego de Hebreus é mais refinado do que de Paulo em comparação a outros
escritos dele a retórica e perfeita e nesse ponto não há duvidas que exista uma grande semelhança
com Lucas e Atos.

A partir deste pressuposto crêem alguns historiadores e estudiosos que o Hebreus teria sido
escrito no idioma Hebraico por Paulo, que por ser descriminado pelos judeus convertidos não
assinou propositalmente e posteriormente o texto teria sido traduzido por Lucas para o grego.
Utilizando novamente os escritos de Eusébio de Cesárea podemos notar que essa tese também conta
com embasamento histórico.

“Diz também que a Carta aos Hebreus é certamente de Paulo, mas que foi escrita em língua hebraica para
os hebreus, sendo que Lucas a traduziu cuidadosamente e a editou para os gregos; daí que se encontre o
mesmo colorido no estilo desta carta e nos Atos.
E acrescenta que é natural que a expressão "Paulo apóstolo" não esteja escrita no cabeçalho,
Porque - diz - como escrevia aos hebreus, que tinham prevenção contra ele e dele suspeitavam, com
absoluta prudência não quis espantá-los já no início pondo seu nome".

[Eusébio de Cesaréa – História Eclesiástica – Pág.132]

Já Orígenes, como já dissemos, creditava Hebreus ao Apóstolo Paulo, porém, dizia ele que
a transmissão da mensagem teria sido anotada pelos discípulos de Paulo enquanto ele falava talvez
em sua homilia, por esta razão não vemos a famosas digressões de Paulo já que os assuntos seriam
organizados por assuntos em sua transcrição.

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Data em que foi escrita

Precisar a data em que foi escrita a Epístola aos Hebreus não é mais fácil tarefa que
determinar o seu autor.
A referência a Timóteo e ao fato de sua prisão faz a datação do livro se projetar para o final
dos anos 60 do primeiro século. Já que as epístolas de Paulo não dizem que Timóteo tenha sido
preso, então é possível que a carta aos Hebreus tenha sido produzida depois daquelas identificadas
paulinas. O livro fala de um sacerdócio em funcionamento no templo de Jerusalém (10.1,3,11; 9.6-
8), Também podemos inferir isto pela própria natureza da exortação que foi feita aos judeus
convertidos que parecia estarem sendo tentados a oferecerem sacrifícios que já não se faziam
necessários.
Isso nos faz concluir que o livro não pode ter sido escrito depois do ano 70, data da
destruição do templo. Portanto, a datação, embora indefinida, fica entre 60 e 70 d.C.
Outra importante fonte de dados para precisarmos a data em que foi escrita a Epístola aos
Hebreus é 1 Clemente que foi escrita por volta de 95-96 d.C. e como já salientamos que pelo caráter
“imitativo” da carta de Clemente aos Coríntios com a Epístola aos Hebreus, também alguns termos
usados em 1 Clemente que remontam as perseguições de Domiciano, são o motivo básico para se
datar a carta de Clemente e termos que sem dúvida datar Hebreus para uma época mais remota.
Enfim podemos seguramente afirmar, embora com falta de precisão “milimétrica” que a
Epístola aos Hebreus não pode ter sido escrita antes de 49 a.C. e tem o que os estudiosos chamam
de “terminus ad quem” por volta de 70 d.C. sob forte perseguição de Nero, e os anos entre 63 e 64
d.C. (antes de Julho) são a data mais prováveis para a escrita de Hebreus.

Destinatários
O título “aos Hebreus” deixa claro a que seria destinada esta epístola, inclusive já tratamos a
respeito disso, porém salientaremos mais alguns dados este respeito por entendermos que se
observarmos o publico alvo desta “carta” também como o seu propósito, poderemos evitar
incorrermos os mesmos erros a qual Hebreus combate.

É de suma e vital importância analisar o quem eram os destinatários de Hebreus. Estes eram
judeus que haviam se convertido ao Cristianismo e formava a igreja da época, eles sofriam a
perseguição implacável e por esse motivo talvez estivessem inclinados a abandonar a fé em Cristo e
voltar a religião dos seus pais.

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Sabemos que estes judeus representavam parte dos judeus Cristãos da época porque o
escritor se refere não poucas vezes a eles como irmãos como podemos observar em (2:11,17; 3:1,12;
13:22), o que nos leva a crer que eles já eram crentes maduros na fé , o que torna mais grave o fato
deles estarem propensos a retornarem ao velho culto judaico.
Há alguma evidência para se acreditar que os destinatários eram judeus cristãos da Dispersão
oriental na Síria, Mesopotâmia, Capadócia, Ponto, Ásia, etc. Esta área seria primariamente de fala
grega, e foi na igreja de fala grega que o testemunho mais antigo a esta carta surgiu.

Propósito da Epístola
Já amplamente exposto neste trabalho, podemos dizer que o propósito central da Epístola
aos Hebreus é fundalmentamente uma exortação aos judeus Cristãos que estavam ao que tudo
indica, inclinados a voltar a fazer os antigos sacrifícios requeridos na antiga aliança da Graça, o pelo
menos estariam dando muita importância as observâncias cerimoniais.

Este propósito doutrinário da carta aos Hebreus pode ser percebido no fato do escrito
ressaltar quão melhor e maior é Cristo em comparação aos velhos e obsoletos rituais e a
transcendente Glória da era Cristã em comparação com a do Antigo Testamento.

O autor intitulou Hebreus de “palavra de exortação” (lo,gou paraklh,sewj) 13:22 e essa


mesma expressão pode ser encontrada em At 13:15 com uma pequena variação (lo,goj
paraklh,sewj) e se refere a um sermão na sinagoga, o que colabora com a idéia de que Hebreus foi
uma homilia, todavia nos diz mais que esta “carta” tinha a intenção consciente de exortar a quem
entrasse em contato com ela, e mais: Evangelizar judeus não-crentes, embora essa sugestão tenha
pouco apoio entre os estudiosos modernos, advertir contra a apostasia — Esta é a posição
tradicional na interpretação: advertir cristãos judeus que, tendo tido uma experiência real de graça e
Exortar à maturidade Cristã.

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Aceitação no cânon
Muito embora muitas evidências apontem Hebreus como um livro canônico, e amplamente
aceito como tal pela igreja ocidental, além do mais, citado por nomes como: Clemente de Roma e
vários pais da igreja ocidental, como Justino Mártir, o escrito intitulado Pastor de Hermas, vemos
que Hebreus inicialmente foi excluído do cânon, por exemplo o cânon Muratoriano, ou fragmento,
como ele é conhecido, excluiu Hebreus.

O Cânon de Muratori [também


conhecido por fragmento
muratoriano ou fragmento de
Muratori] é o documento mais
antigo que se tem a respeito
do cânon bíblico do Novo
Testamento, por ter sido
escrito por volta do ano 150,
uma vez que cita o nome de
Pio, bispo de Roma de 143 à
155, irmão de Hermas, autor
de "O Pastor".

Não resta dúvida de que quando foi incorporada a obra paulina talvez em Alexandria séc. II
foi notada a sua canonicidade e até onde nos é informado por Carlson depois disso nunca mais havia
sido contestada.

Podemos citar aqui alguns motivos que podem ter levado a não aceitação de Hebreus em
primeiro momento: A anonimidade do autor pode ter suscitado dúvidas sobre Hebreus. Face o autor
não se identificar e não afirmar ter sido um dos apóstolos.

Também o fato de que o livro permaneceu sob suspeita entre os Cristãos do oriente, que não tinham
ciência que os crentes do ocidente o haviam aceitado como autorizado e dotado de inspiração. O
fato dos montanistas heréticos terem recorrido a Hebreus para apoiar alguma de suas concepções
errôneas fez
demorarem ainda mais sua aceitação nos círculos ortodoxos, mas por volta do séc. IV, sob influência
de Jerônimo e de Agostinho a carta aos Hebreus encontrou seu lugar permanente no cânon.
Importante dizer que os pais Sírios nunca questionaram a canonicidade do “livro” de
Hebreus.
Bibliografia

1. ALMEIDA, Revista e Atualizada, 1988. Bíblia de Estudo de Genebra, 2ª Ed. Revista e Ampliada:
Editora Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo, 2009.
2. PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia – Livro por Livro. Editora Vida: São Paulo, 1996. Tradução
de N. Lawrense Olson, 18ª Edição.
3. ALEXANDER, Pat e David. The New Lion Handbook to the Bible, 1999. NORONHA, Lailah de.
Manual Bíblico SBB; tradução de Lailah de Noronha. Almeida Revista e Atualizada, 2. Ed. 1993
e Nova Tradução na Linguagem de hoje, 2000, Sociedade Bíblica do Brasil; Barueri, SP, 2008.
4. CARSON, D. A. et al. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997.