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SOBRE O RITO ÁRABE

PRIMEIRA PARTE

Um pouco de História

É um rito originariamente egípcio, uma vez não sofreu em nenhum momento a


influência do REAA ou de outros ritos tipicamente maçônicos; também não sofreu a
influência da Kabalh Judaica, do Templo de Salomão, dos Ingleses ou dos Frances
Os Egípcios praticantes do ÁRABE conheceram os ritos maçônicos tradicionais,
principalmente o REAA, YORK e o GRAU DA MARCA (MARK) que para uns
continua como um Grau e para outros é um Rito á parte. Dentre os egípcios
originais, alguns aceitaram a interposição do REAA, e essa aceitação parcial deu
origem ao Rito de Memphis, depois o de Misraim (Mis é egípcio ou Egito na língua
Árabe e Misraim seria o plural, ainda que imperfeito, e ainda é Chão ou Can filho de
Noé que teria dado origem à raça egípcia após o dilúvio). Pelo que sabemos (fontes
próprias) o Rito de Memphis havia sido preparado pela Maçonaria Francesa a qual
pretendia causar impacto para o Imperador Napoleão I (que na verdade não era
Imperador mas sim Cônsul) quando do seu desembarque em 2 de julho no Egito,
chegando ao Cairo em 21 de julho de 1798, impressionado pela visão das Pirâmides
de Gizé (Sagrada Pirâmide). Napoleão estava acompanhando de um exército com
38 mil soldados e uma comitiva pessoal com 150 intelectuais. Dentre esses
pensadores maçons, encontrava-se um homem espetacular, chamado Barão Denon
Vivan, Mestre Maçom, o qual encabeçava toda a estratégia para iniciar Napoleão
como maçom, e assim obterem (os maçons franceses) forças para o rompimento
definitivo com a Grande Loja da Inglaterra. Esse barão já havia traçado os primeiros
contatos com os Egípcios da Ordem dos Filhos de Hórus (Atual Maçonaria Egípcia
no Brasil do Rito ÁRABE) através de um grande gnóstico que também era maçom,
do qual posso falar posteriormente, e gozavam de grande respeito entre os Irmãos
Egípcios, os quais, por sua vez, precisavam de uma situação mais aparente, certo
que não eram bem vistos pelo Islã da época, uma que o nome da Ordem, por
engano de pronúncia ou pura semântica, lembrava os Cavaleiros Templários, com
os quais não tiveram nenhuma ligação, e poderiam se beneficiar com a proposta
para surgirem como Maçons do Egito, principalmente pelo fato que nos anais da
Ordem existia uma referência ao termo Maçom do Egito no dialeto Sahidico que era
uma corruptela do Copta e era o dialeto utilizado na Ordem, enquanto a maior parte
do Mundo Árabe utilizava o dialeto Demótico, isso anterior ao Copta. Os Irmãos
Maçons Franceses, eram grandes conhecedores dos ritos Filates, Irmãos Africanos,
Rito Hermético, Filadelfos, Rito Primitivo, incluindo, claro o REAA. Mas Napoleão
não se impressionava com nada mais que era da Europa, ao final da Campanha da
Itália e antes de Iniciar a Campanha do Egito, ou Missão do Egito como chamou
teria dito na França em uma reunião pública: “as coisas daqui e a própria Europa me
pesam nas costas”. Com esse
pensamento, recusava-se a participar da Maçonaria que havia iniciado seu pai e
antes o seu avô, alegando que nada naquela Ordem lhe chamava a atenção.
Preparam, então, o cenário perfeito, após a batalha para dominar o Cairo,
propuseram que Imperador fosse iniciado e elevado à Mestre Maçom da Ordem
Egípcia de Memphis a qual já estava adrede preparada, mesclada entre os demais
ritos “com algo que se parecia egípcio” mas de fácil compreensão e assimilação, vez
que a “pedra de roseta” ainda não havia sido descoberta, e os hieróglifos ou menos
a linguagem hierática era impossível de entendimento, assim, convencido Napoleão
que em Memphis existia uma Organização de Maçons os quais se sujeitavam a ele
e transmitiriam os segredos daquela cultura primitiva, encantou-se sobre maneira e
modo, cedendo ao convite, passando pelo Ritual da Iniciação, Elevação e Exaltação
em apenas uma única celebração, tudo isso impulsionado pelo “medo” que rondava
a milícia francesa e talvez até o seu comandante, justamente por uma doença que
atacou os soldados cegando-os repentinamente, conhecida como “doença egípcia
dos olhos” a qual atacava somente os militares e os obrigou a parar com a matança
indiscriminada sobre o povo egípcio. Fim da Primeira Parte. (Continua) mais
detalhes em www.maconariaegipcia.com.br

O RITO ÁRABE
SEGUNDA PARTE

Em nossos arquivos consta que essa “doença dos olhos” era fruto da
vontade dos
Irmãos Egípcios que há muito conheciam aquela e outras práticas. Com a
volta repentina de Napoleão para a França, a Loja do Cairo sofreu uma
cisão interna pois os Irmãos Egípcios foram proibidos de praticar o Rito
ÁRABE, o qual deveria dar lugar ao novo Rito de Memphis, com o qual eles
não concordavam e abandonaram a Loja sem investir o Mestre francês no
Cargo de Mestre Maçom Egípcio que tanto os franceses queriam, para dar
validade ao Rito de Memphis e declarando-o como único e verdadeiro Rito
Egípcio. Com essa cisão, a maioria do Irmãos Egípcios se recolheram a
praticar seu Rito de forma oculta, como sempre havia sido, e uma vez que
não haviam passado nada do Ritual para os franceses estes nada puderam
levar de novo para a Europa, exceto o Rito de Memphis e posteriormente o
de Misraim. Por sua vez, os Irmãos Egípcios dissidentes do grupo original,
que havia se
retirado, permaneceram ostensivamente no Cairo e abriram suas Lojas,
nas quais não praticavam o Rito ÁRABE mas sim Ritos Europeus. Aqui se
faz necessário uma
explicação, dentre tantas outras que ainda faremos neste texto e nos
outros que servirão para orientação daqueles que estão interessados na
Maçonaria Egípcia, esta explicação diz respeito a nomenclatura ÁRABE
que identifica o Rito Egípcio. Ela é a abreviatura (todos os povos da
antiguidade conheciam, usavam e abusavam da abreviatura), mas essa é
conhecida apenas no Brasil, uma vez que no Egito de língua Árabe ou
antes, de língua Copta, demótica ou herática, o Antigo Rito do Alto e Baixo
Egito teria uma outra formação de letras na abreviatura, que certamente
não formariam a palavra ÁRABE.
Outro detalhe importante é que o Rito Egípcio da Grande Loja Regular e
Simbólica da Maçonaria Egípcia no Brasil não corresponde a nenhuma
filosofia dos Povos Árabes em sua maioria Muçulmanos dedicados ao
Islamismo e que não estão ligados a Maçonaria. Assim, deixamos claro
que ÁRABE é a abreviatura de Antigo Rito do Alto e Baixo Egito formada
pela tradução da língua original (hoje é a língua árabe) para o português.
Voltando ao texto, temos que aquelas Irmãos dissidentes fundaram uma
Loja que servia para o encontro de Irmãos Maçons de todos os Ritos, na
qual as idéias de Liberdade, Igualdade e Fraternidade (vindas da França e
sua Revolução) começaram a tomar força, sendo sufocadas (as idéias, os
ideais e todos os Irmãos) por ordem do Rei Fuad, que iniciou uma
verdadeira caçada à Maçonaria no Egito, isso entre 1948 a 1952. As Lojas
foram saqueadas, todo material queimado e os Irmãos identificados
foram aprisionados e desapareceram misteriosamente, existem
informações que afirmam que muitos dirigiram-se para a Europa,
principalmente para a Itália e Espanha. Essa perseguição atingiu os Irmãos
Egípcios do grupo dissidente que se recolhera e que foram localizados
bem como os outros que fundaram a Loja ostensiva. Após a queda do Rei
Fuad, a Maçonaria voltou a florescer no Cairo e nas proximidades,
instalando-se dezenas de Lojas que adotavam um Rito chamado de
Universal, fundando-se uma Grande Loja no Cairo, conhecida como
Massonic Hall, na qual congregavam mais estrangeiros, turistas que iam
conhecer as Pirâmides, do que propriamente os Irmãos Egípcios, os
poucos que restaram aprenderam a olhar com desconfiança essa reunião
“secreta” que se realizava em local e horário previamente combinado e de
conhecimento público, temiam que uma reviravolta pudesse exterminar
os poucos que haviam escapado da proibição anterior. No Massonic
Hall os Irmãos e Irmãs após a ritualística, divertiam-se em um salão de
chás e sucos que ficava na entrada da Loja, com capacidade para cem
pessoas confortavelmente sentadas e que, enquanto bebericavam do suco
e se refrescavam naquele maravilhoso espaço, tinham como vista, logo à
frente o Rio Nilo e ao fundo podia-se ver, ainda que muito distante, as
pirâmides de Gizá. Essa situação confortável durou pouco, pois as Lojas
passaram a ser redutos de políticos e revolucionários, os quais eram
contrário ao Governo. Não tardou para que o Governo da República Árabe
do Egito determinasse o fechamento da Maçonaria, todas as suas Lojas,
proibindo a existência de maçons que assim se declarassem e proibindo
(uma proibição apoiada por fontes religiosas) que qualquer cidadão árabe
se tornasse maçom ou fundasse uma Loja

FIM DA SEGUNDA PARTE (continua) para saber mais visite


www.maconariaegipcia.com.br
RITO ÁRABE

TERCEIRA PARTE

FINAL

Antes de iniciarmos o terceiro bloco deste texto, resta explicarmos que a Maçonaria
Egípcia sempre se mostrou dividida entre a Loja Francesa e a Grande Loja Unida
Inglesa, isso ocorreu pela sucessão de invasões, primeira a dos Franceses através
da Missão do Egito proporcionada por Napoleão que logo em seguida foi atacado
pela Esquadra do Almirante Nelson que perpetrou a entrada dos Ingleses naquele
país. Temos, em nosso acervo, fotos de reuniões maçônicas onde se vê o estilo da
Maçonaria Francesa, e outras datadas de 1921 com o estilo da Grande Loja Unida
da Inglaterra, temos também um Certificado de Maçom expedido pela Grande Loja
Unida da Inglaterra a um membro egípcio. Voltando a história, os ingleses foram
auxiliados militarmente pelos Otomanos e o domínio Frances terminou em 1801. Os
Maçons Egípcios mantiveram-se distante da política, tanto dos invasores quanto dos
invadidos e presenciaram um grande caos social entre os anos de 1801 e 1808,
conforme consta escriturado nos livros da Ordem. Basicamente, a Ordem mantinha
entre seus escritos, três livros que eram constantemente atualizados: das Reuniões
(no qual era lançado todo o ocorrido dentro das reuniões administrativas), das
Celebrações (onde consta as impressões causadas e apreciadas durante as
iniciações) dos Acontecimentos (que mais se assemelha a um diário ou um Jornal,
onde estão grafados os acontecimentos sociais);, esse último livro (dos
Acontecimentos) descreve o movimento social ocorrido em determinada região,
geralmente onde se encontrava a Loja e seu escriba, ainda é certo que existia uma
reunião anual onde os escribas “emprestavam” os livros uns aos outros para que
pudessem compartilhar as informações das várias regiões do Egito onde existiam os
Templos. Após a reunião anual dos escribas ocorria a atualização dos livros com a
inserção dos acontecimentos distantes. A história dos movimentos sociais do Egito
era então registrada conforme o zelo, a aptidão e o discernimento de cada escriba,
tornando aquela parte da história (que estava longe da base) um tanto quanto
fragmentada e muitas vezes de difícil compreensão. Nota-se que o material literário
com as anotações (ainda que traduzidas do sirilico para o copta ou para o árabe)
mantém uma grande coesão com todo o material que a Ordem colecionou durante
esse tempo (estamos falando de algo em torno dos últimos três mil e quinhentos
anos). Em contrataste a essa faceta, temos que a história do movimento social
ocorrida onde se localizava o Templo era exemplarmente anotada, inclusive com
uma profunda riqueza de detalhes e que, até os dias de hoje, supera em muito os
livros de história, tanto aqueles editados no Brasil bem como os do exterior. Essa
“aliança” entre França e Inglaterra que dominou o Egito, não está muito bem
explicada no livro, uma vez que nos parece que havia um Governo Inglês e uma
ingerência francesa ou vice e versa. No último bloco vimos que o Rei Fuad (que na
realidade era o Rei Faruk, filho do Rei Fuad, mas que ora aparece com seu nome e
ora com o nome do seu pai) teria sido um dos mais cruéis agressores da Maçonaria
e dos Sacerdotes. Mas, antes dele, por volta de 1807 houve nova troca de Governo
no Egito, dessa vez com a ajuda dos franceses,, um militar albanês de nome
Meemet Ali, tomou o Governo e logo declarou os Maçons do Egito como “inimigos
do povo”, deflagrando uma perseguição aos Sacerdotes, acusando-os de abrigar os
mouros revoltosos que resistiam ao seu comando, até que em 22 de julho de 1811
conseguiu reunir no Cairo, através de um falso tratado de paz, cerca de três mil e
quinhentos mouros e sessenta e sete Sacerdotes da Ordem (os quais foram levados
presos e colocados entre os mouros) e todos foram mortos brutalmente. Tal ato
bárbaro ficou conhecido como “o massacre dos mouros” e com esse nome passou
para a história. Durante aproximadamente mais cem anos (de 1811 a 1915) a
Ordem continuou ativa no Egito, porem agindo de forma oculta, utilizando-se das
reuniões da Maçonaria (nome o qual já havia incorporado) para que pudesse manter
sua ritualística que era reservada a bem poucos membros. Verificando os livros de
presença, observamos que alguns anos havia uma freqüências de apenas três
irmãos em loja e que entre o ano de 1899 a 1907 apenas um Irmão, que era o
Grande Sacerdote (que equivale ao cargo de Sereníssimo) abria e fechava a reunião
apenas com a sua presença, efetuava o Ritual e tomava todas as posições sagradas
como se estivesse rodeado por vários irmãos. Existem passagens realmente
marcantes nos livros, que demonstram os momentos de extrema solidão em que o
Grande Sacerdote se encontrava, desacreditado mesmo pelos seus familiares
(“...minha esposa, meus filhos e nem meus netos acreditam mais em mim...duvidam
de tudo aquilo que sei, duvidam dos antigos livros que guardo...comparam-me a
figura de um coveiro “guardião dos túmulos”...). Outras passagens nos mostram a
alegria do Sábio Sacerdote com a chegada de um neófito: (...hoje Hórus ouviu
minhas orações, enviou-me um jovem, neto do falecido Irmão..., que encontrou nas
coisas do avô um pequeno escrito, onde se achava o nome da minha família, e
depois de muito procurar chegou até minha casa, dizendo que queria muito
conhecer aquelas coisas que seu avô falava...”). Sabemos que daquele momento
em diante um novo movimento de expansão tomou conta da Ordem, de tal sorte que
em 1918 já haviam Irmãos em número suficiente e que alguns deles se deslocaram
para o Brasil com a intenção de transferir o conhecimento para este país. Em 1922 a
Ordem viu-se novamente à mercê de um Rei, era Fuad I que não admitia a presença
da Maçonaria e via nela a possibilidade de um golpe de estado. As relações entre o
Rei Fuad I e o Grande Oriente Nacional do Egito sempre foram estremecidas. Com a
morte do Rei Fuad I (1936), assumiu seu filho Rei Faruk I que governou até a
independência do Egito (independência concedida pela Inglaterra) que governou até
1952. Por volta de 1950 o Rei Faruk I determinou o fechamento de todas as Lojas
Maçônicas, pilhando e saqueando o interior delas, as casas e o dinheiro e demais
bens dos Maçons. Apesar do Rei ter abdicado em 1952, a sua influência
permaneceu até aproximadamente 1955 através dos seus súditos que ainda
ocupavam postos de destaque no Governo atual, e em 1954 uma nova onde de
violência contra os Maçons fora registrada nos livros da Ordem, onde além da morte
de vários irmãos prosseguiu-se na destruição de todo material relativo a Maçonaria
que fora encontrado. Muitos documentos foram levados para a Rússia, uma vez que
por volta de 1950 alguns Russos contratados pelo Governo Egípcio entraram em
contato com os Sacerdotes e foram aceitos nos mistérios. Nos livros daquela época
observa-se a grafia dos nomes dos Irmãos Russos. Encontramos, também, nos
mesmos livros que o Governo Nasser foi um bom governo para o povo e para a
Ordem, deixando-a livre para suas reuniões e não houve perseguição naquele
período. Mas foi por volta de 1970 no período do Governo Sadat que o Comando
Árabe decidiu pelo fechamento definitivo da Maçonaria no Egito, alegando que a
Loja havia se transformado em um reduto político que tramava contra o Governo e
contra o Islã Na parte administrativa, o Governo alegou que estava existindo um
desvio da finalidade das Lojas, uma vez que comprovaram que havia lucro oriundo
das reuniões o que contrariava a constituição das Lojas como organismos sem fins
lucrativos. Em nossos arquivos particulares temos referências que comprovam a
utilização de algumas Lojas como “entreposto” de mercadorias que eram
contrabandeadas do Egito para a Europa, uma vez que o Governo não se decidia
pela proibição definitiva da saída das peças milenares que abasteciam o mercado
negro dos colecionadores de arte. Houve nova perseguição aos Maçons, que dessa
vez, conseguiram sair do Egito em diversas direções, alguns chegando ao Brasil,
carregando na bagagem um pouco do material escrito sobre a Antiga Ordem
Egípcia. Um desses Mestres, de nome.......que era da Loja Champollion no Cairo,
manteve estreito contato com um Maçom Brasileiro, um Mestre Maçom de
nome ........que pertencia ao Grande Oriente de............. o qual auxilio-o na
preservação dos documentos e propagação, ainda que discreta do Rito ARABE. A
Maçonaria Egípcia no Brasil, do Rito ÁRABE ensina aos seus membros o REAA
(edição de 1804) como forma de se “locomoverem no Mundo Maçônico” através dos
Sinais, Toques e Palavras, após esse primeiro estudo, ensina aos seus adeptos o
RITO ÁRABE para uso restrito à Loja ÁRABE e identificação com os demais Irmãos
do mesmo Rito. Não existem Lojas aparentes, as reuniões são realizadas de forma
discreta em locais de conhecimento apenas dos iniciados. Não precisamos de
Templos ostensivos, pois nossas reuniões podem ser feitas até no deserto. Assim,
nossa simbologia é diferente da Maçonaria não Egípcia, uma vez que o REAA e
outros Ritos seguem as raízes hebraicas e o ÁRABE tem raízes egípcias, o Templo
de Salomão, em que pese todo o seu simbolismo cultural, não tem o valor, para os
egípcios, que tem para os demais. A lenda de Hiram Abif (o construtor) é substituída
pela Lenda de Osíris e de outro Faraó o qual para nós é sagrado. Os segredos para
cada Grau são outros, diferentes do REAA. A crença em um único Deus Supremo é
parte principal dos postulados da Ordem mas não é exigida para os adeptos, ainda
que em nossas correspondências com outros Irmãos, utilizemos o GADU como
nosso Pai, ou SADU com a mesma finalidade, estamos nos referindo a outro Ser.
Em nossas reuniões nas Lojas, quando estamos em “oficina” tratamos apenas de
assuntos ritualísticos na essência da palavra, deixando para outra oportunidade a
leitura de documentos referentes à parte administrativa. Não temos a leitura da
ordem do dia, ou de atas, nem do que foi tratado na sessão anterior, os Irmãos
presentes não tem a palavra, ou seja, não podem se manifestar, não importa o Grau
que estejam ou a emergência da situação (ressalvado o direito de interromper a
celebração nos casos em que o Templo esteja descoberto) Existem reuniões
meramente administrativas. Nossos Sinais, Toque e Palavras são diferentes, nosso
“telhamento” ou “cobridor” é diverso, assim como são diferentes nossas vestes, pois
usamos o avental do aprendiz durante toda nossa vida na Ordem, para que ninguém
esqueça que é um eterno aprendiz. Não há veste ou paramento que distinga o
Mestre do Aprendiz. Todos sentam-se uns ao lado dos outros, não há colunas que
os defina, apesar de existirem três colunas no interior do Templo e duas
vestibulares, agindo assim, acreditamos que a energia da experiência dos mais
velhos circule entre os mais novos e os influencie na jornada realizada na Senda
Sagrada. Podem freqüentar as celebrações (toda reunião ritualística é uma
celebração) homens, mulheres e pessoas com necessidades especiais, uma vez
que acreditamos no ser humano perfeito como aquele de “mente perfeita” e não de
corpo perfeito. No Brasil não aceitamos a participação dos menores de dezoito anos
uma vez que a Lei prevê toda uma proteção aos direitos das crianças e dos
adolescentes e nós respeitamos a Lei do país em que vivemos. As instruções são
passadas de forma presencial ou à distância pois acreditamos que não há
impedimento quanta a isso, porem, as celebrações ritualísticas de Iniciação,
Elevação e Exaltação são presenciais, sem exceção. Nessas celebrações, tanto
para o Rito Escocês Antigo e Aceite ou Aceito como para o Rito ÁRABE são
entregues as formas de identificação e alguns segredos pertencentes a cada grau.
Nossos segredos não podem ser escritos, portanto passam de um Mestre para um
Iniciado. Cremos que o Universo Todo está permeado pela Vida. Temos uma visão
toda própria sobre a construção da Sagrada Pirâmide. Assim como os Antigos
Egípcios, vivemos nos preparando para a morte e a compreendemos como uma
parte ininterrupta daquilo que chamamos de Vida. Temos conhecimento sobre
outros aspectos da morte e a maioria de nós aprende e coloca em prática exercícios
sobre o domínio do próprio destino, da vida e da morte. Nossos adeptos são
ensinados sobre a força dos mantras, da mentalização, do magnetismo (esse último
mais conhecido como hipnotismo) e praticam esses exercícios. Após um
determinado tempo em nossa Ordem, o iniciado que se faz digno e merecedor, toma
posse de um segredo que o manterá estabilizado em sua vida...Esse segredo se faz
necessário, pois acreditamos que o Poder se demonstra pelos Resultados e não de
outra forma. Caso revelássemos desde o início o antigo nome da nossa Ordem
(antes de se tornar Maçonaria) teríamos a nosso favor uma grande publicidade, uma
vez que muito se especula sobre “Os Filhos de Hórus”, sendo alvo da indústria
literária e cinematográfica bem como dos egiptólogos mais renomados, que sabem
da sua existência mas não conseguem encontrá-la. Quanto a sermos uma
Maçonaria inclusiva, assim somos pois não temos nenhum tipo de discriminação por
entendermos que o corpo carnal ora utilizado é apenas o veículo necessário para o
trânsito nesta dimensão. Segundo nossa tradição, somos uma Escola Iniciática
“estrutural” ou seja, aquela que mantém ligação com a fonte originária ao contrário
das Escolas Iniciáticas lineares, ou seja, aquelas que mantém o formalismo interno e
externo mas perderam o contato com a fonte. Um dos nosso lemas, que lembra
nosso postulado é: “você não vê,mas nós estamos aqui”. Esse lema é explicado aos
nossos adeptos como um dos nossos segredos. Acredito que essa longa explicação
se fez necessária para que todos pudessem compreender um pouco sobre a
MAÇONARIA EGÍPCIA NO BRASIL DO RITO ÁRABE. Deixamos claro que
respeitamos todos os Ritos da Maçonaria e que não estamos reivindicando
originalidade nem antecedência perante este ou aquele Rito. Respeitamos o
postulado de cada Oriente ou Grande Loja, com a aceitação apenas de homens
perfeitos fisicamente, acreditamos que essa ideologia seja digna de ser apreciada e
que deva prosseguir assim, pois já vem de tempos passados e é uma tradição.
Assim, como admiramos as Lojas Maçônicas mistas ou femininas pela sua aceitação
de mulheres nas mistas e a exclusividade feminina nas outras. Respeitamos a
soberania de todas as demais Lojas. Não avocamos para nós ou para nossos
membros o título de Maçom regular, uma vez que entendemos que no Brasil, essa
atribuição está pertinente aos Grandes Orientes e as Grandes Lojas. Nossa
Maçonaria é Egípcia do Rito ÁRABE e nossos membros são Maçons Egípcios ou
Maçons do Egito. Não revelaremos nenhum segredo da Maçonaria, pois como ficou
claro nos parágrafos acima, somos muito discretos e praticamente ocultos. Assim,
terminamos por aqui, essa breve história sobre a Maçonaria Egípcia no Brasil e
nosso Rito ÁRABE, se não adentramos mais nos assuntos pertinentes aos mistérios
que acreditamos e ensinamos é justamente por se tratar de segredo da nossa
Ordem. Espero que nossas palavras tenham sido as mais claras possíveis e
colocamo-nos à inteira disposição dos Irmãs e Irmãs para outras explicações, desde
que não fira o nosso juramento de preservar os segredos. Em outros textos
explicarei um pouco mais sobre a chegada dos Irmãos Egípcios no Brasil. Nossa
página na internet www.maconariaegipcia.com.br é a atual porta de entrada para
nossa Ordem, através da qual convidamos à todos os interessados que se afiliem a
nós, lógico, desde que passem pelos critérios de admissão. Atualmente a Ordem
reconhece a autoridade do Supremo Grande Conselho do Grau 33 para o Rito
ARABE (SGC33ARABE) como único órgão com competência e capacidade para
conferir os graus 4 a 33, através do seu Grande Comendador Geral. Atualmente a
GLOMEB tem uma Constituição Própria e se organiza em um sistema de federação,
além de firmar tratados com várias potências e admitir em seus quadros maçons de
outras obediência. O Departamento Cultural da GLOMEB firmou um convênio com
organizações no Egito para realizar “viagens culturais” conduzindo nossos membros
para uma viagem de estudo do Antigo Egito, esse é mais um passo de
reaproximação com o nosso país de origem que certamente dará muitos frutos. Hoje
temos uma Loja instalada na Cidade de São Jose do Rio Preto/SP, outra em
Campos dos Goytacazes/RJ, outra em Balneário Comburiu/SC e serão instaladas
Lojas e Grande Loja no Pará, respectivamente em Marabá e Belém. Vários Irmãos
Maçons tem demonstrado interesse em instalar Lojas em suas regiões e todas as
propostas estão sendo avaliadas. Assim está o movimento de expansão da
Maçonaria Egípcia no Brasil para o Rito ARABE, e continuamos a escrever nossa
história todos os dias. Que o GADU nos abençoe à todos, com os mais sinceros
votos de Paz Profunda. Helio Antonio da Silva- 33º. – Sereníssimo Grão-Mestre da
Maçonaria Egípcia no Brasil.